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Ameaça de bomba faz avião da Air France que saiu do Rio para Paris pousar no Recife
RIO - Uma ameaça de bomba no voo 443 da Air France, que partiu do Rio para Paris às 16h20m deste sábado, levou o piloto a pousar no Aeroporto Internacional dos Guararapes por volta das 20h. Leia aqui
Chico Buarque, Yoko Ono e outros protestam contra apedrejamento no Irã
Como salvar a vida de Sakineh Mohammadi Ashtiani
Foto divulgado pela Anistia Internacional em Londres mostra Sakineh Mohammadi Ashtiani, acusada de adultério/AP
Dezenas de celebridades dos mundos político e cultural, como o brasileiro Chico Buarque e a viúva de John Lennon, Yoko Ono, já assinaram uma carta aberta contra o apedrejamento até a morte de Sakineh Mohammadi Ashtiani, uma mulher de 43 anos, no Irã.
Mãe de dois filhos, Ashtiani recebeu 99 chicotadas após ter sido considerada culpada, em maio de 2006, de ter uma "relação ilícita" com dois homens. Depois, foi declarada culpada de "adultério estando casada", crime que sempre negou, e condenada a morte por apedrejamento.
O anúncio de que a aplicação da pena "poderia ser iminente" despertou uma grande mobilização internacional, e países como França, Reino Unido, EUA e Chile expressaram suas críticas à decisão de Teerã.
Por conta disso, as Justiça iraniana decidiu suspender a execução por apedrejamento, anunciou ontem a Embaixada do Irã no Reino Unido. "Segundo a informação das autoridades judiciais competentes no Irã, [a condenada] não será executada por apedrejamento."
O texto, porém, não diz em nenhum momento que a pena de morte foi revogada. O advogado de Ashtiani, Mohammad Mostafavi, disse que sua cliente "continua na prisão" e que não foi informada de nenhuma decisão das autoridades iranianas de suspender a sentença e que ela ainda poderia ser executada de outro modo.
O texto da carta, disponível no site "Save Sakineh", pede a eliminação da prática de apedrejamento no Irã, "que viola toda e qualquer definição de Direitos Humanos." O documento já foi assinado por 37.257 pessoas, incluindo ainda os cantores Peter Gabriel, Sting, Annie Lennox e o brasileiro Caetano Veloso, além dos atores Colin Firth, Emma Thompson, Robert Redford, Juliette Binoche e Robert De Niro.
O romancista indiano Salman Rushdie, a ex-secretária de Estado americana Condoleezza Rice e o prêmio Nobel da Paz José Ramos Horta também estão na lista. "O apedrejamento é bárbaro... e precisa parar", diz a nota.
Comentário
O apedrejamento é apenas mais um método empregado pelo regime iraniano assassino.
O que mais revolta, é assistir a falta de sensibilidade do governo brasileiro, que a tudo assiste de braços cruzados, exercendo um silêncio vergonhoso.
A política externa empregada pelo Sr Amorim,é imoral e só isto, já justificaria a mudança de governo no Brasil.
Fontes: FOLHA - Agências - CNN
Empresários oferecem 30 mil euros por polvo "vidente"
Os empresários querem que o molusco seja símbolo da região e promova a festa do polvo, que acontece na região.
Paul ao escolher Espanha, como campeã da Copa/AP
Empresários do conselho da cidade espanhola de O Carballiño ofereceram 30 mil euros (quase R$ 67 mil) para comprar o polvo Paul, que ficou famoso por "prever" e acertar os resultados dos jogos da Alemanha na Copa do Mundo-2010.
O prefeito da cidade, Carlos Montes, explicou que a iniciativa começou com uma proposta de um empresário local de financiar a compra do animal com dez mil euros. Nas últimas horas, segundo Montes, outros empresários da região mostraram interesse em participar da compra, elevando a proposta para 30 mil euros.
Fontes: FOLHA - Efe
Paul ao escolher Espanha, como campeã da Copa/AP
Empresários do conselho da cidade espanhola de O Carballiño ofereceram 30 mil euros (quase R$ 67 mil) para comprar o polvo Paul, que ficou famoso por "prever" e acertar os resultados dos jogos da Alemanha na Copa do Mundo-2010.
O prefeito da cidade, Carlos Montes, explicou que a iniciativa começou com uma proposta de um empresário local de financiar a compra do animal com dez mil euros. Nas últimas horas, segundo Montes, outros empresários da região mostraram interesse em participar da compra, elevando a proposta para 30 mil euros.
Fontes: FOLHA - Efe
Lisa Sanders , a médica do Dr. House
Consultora da série de TV House, Lisa Sanders fala sobre a realidade da medicina por trás da série
Lisa Sanders, a consultora da série House no Waterbury Hospital Health Center/Don Hamerman
O diagnóstico pode ser a etapa mais frustrante de uma consulta médica. Médicos pressionados pelo tempo - que às vezes atendem mais de 20 pessoas por dia - e pacientes com dor e atrás de uma resposta rápida não resultam em finais felizes. É contra essa situação que a médica americana Lisa Sanders luta.
Consultora da série de TV House - que se tornou popular justamente por trazer um médico capaz de identificar qualquer doença - e autora do livro Todo Paciente Tem uma História para Contar (Editora Zahar, 328 pág, 36 reais), Lisa acredita que a conversa entre o médico e o paciente é essencial para o diagnóstico correto. “A maioria das doenças não se parecem com um tiro no braço, elas são invisíveis do lado de fora do corpo. Se você não conversar e ouvir o que o paciente tem a dizer, você nunca vai saber”, afirma.
A médica ainda faz um paralelo da realidade atual da medicina com a série. “House diz que todo mundo mente. A verdade é que todo mundo mente para o House porque os pacientes não possuem um bom relacionamento com ele. Se você não tem uma boa relação com o seu médico, se você não confia nele, será difícil dizer a verdade”. Leia abaixo a entrevista que a professora de medicina clínica da Faculdade de Yale concedeu por telefone à VEJA.com.
Em seu livro Todo Paciente Tem uma História para Contar, você escreveu sobre o fato de poucos médicos se preocuparem para ouvir a história do paciente. Por que isso acontece?
É uma situação complicada. Eu acho que os médicos americanos e os americanos em geral estão apaixonados por tecnologia. Eles acreditam que os exames tecnológicos poderão dar todas as respostas. Mesmo tendo o conhecimento que a tecnologia não substitui a conversa, as pessoas têm a tendência de pensar que o novo é melhor. Além disso, acredito que os médicos não ensinamos aos estudantes de medicina como conversar com seus pacientes.
Só assumimos que isso é uma coisa que deve acontecer, pensando que é só uma simples conversa. As pessoas não valorizam o fato de que a habilidade de conversar pode ajudar a diagnosticar as pessoas. O tempo também é um fator importante. Não temos tempo, ou sentimos que não temos. O período de uma consulta é bastante curto. E vivemos com a pressão dos seguros de saúde para ver mais e mais pacientes. São muitas razões, mas, fundamentalmente, não conseguimos acreditar que conversar é tão importante quanto examinar – quando na verdade, pode ser muito melhor.
Podemos dizer que atender mais de 20 pacientes por dia seria responsável por parte do problema?
Com certeza é parte do problema. Pelo menos nos Estados Unidos, o problema é que a maioria dos médicos não é paga para pensar e sim para fazer. Se você precisa atender um paciente com uma situação complicada, que exige pensamento, mas não cirurgia, você não recebe tanto por isso. Por esse motivo, médicos são “pequenas empresas”. Ou seja, se você é pago por quantidade, os especialistas acabam vendo muitos pacientes. Eu espero que a reforma no sistema de saúde americano mude isso.
Qual a importância de ouvir o paciente? O que pode acontecer se o médico não der o tempo para o paciente falar?
Ele pode não descobrir o problema. Há 100 anos, um médico muito inteligente chamado William Osler já dizia “ouça seu paciente e ele dirá a você o que ele tem”. É extremamente verdade. Se você não escuta, não há como saber. Doenças podem ser consideradas um fenômeno subjetivo. Você não pode saber o que está acontecendo no corpo de uma pessoa se você não perguntar a ela. Porque normalmente, não aparece. Se alguém leva um tiro no braço, o médico com certeza vê isso e não será necessária muita conversa. Mas a maioria das doenças não se parecem com um tiro no braço, elas são invisíveis do lado de fora do corpo. Se você não conversar e ouvir o que o paciente tem a dizer, você nunca vai saber.
Mas por que os médicos costumam interromper o paciente antes que eles terminem de contar o que se passa?
Você acha que as faculdades de medicina ensinam aos estudantes a importância de ouvir o paciente?
Sim, os cursos de medicina se preocupam em ensinar isso. Na escola, eles ensinam a medicina em série e, depois, é necessário aplicar os conhecimentos, treinar e atender pacientes nos hospitais. É durante a prática clínica que eles veem que muitos médicos não conversam ou escutam os doentes. Eles veem o que os outros médicos fazem e assim fazem o mesmo.
Lisa Sanders/Ben Stechschulte
Custa caro não ouvir o que o paciente tem a dizer?
Eu diria que às vezes não faz diferença. Francamente, as pessoas são fortes e saudáveis o suficiente para conseguirem melhorar - independentemente do que o médico fizer. Mas, em outros casos, o diagnóstico correto é muito importante e se você não dá o tratamento, o paciente pode morrer ou ter complicações graves.
Qual é o preço do diagnóstico errado?
Tenho um caso de um paciente que chegou com uma aparência terrível e com o ritmo cardíaco muito baixo ao hospital. Ele foi para a emergência, passou pela UTI, quase fez uma cirurgia para colocar um marcapasso cardíaco e no fim das contas descobriram que era um problema na próstata – ele não precisava de marcapasso. Depois de muitas horas de investigação, perceberam o problema e colocaram um tubo em sua uretra e toda a urina saiu. Assim os rins voltaram a funcionar e ele melhorou. Isso poderia ter sido diagnosticado se os médicos tivessem ouvido o que ele tinha a dizer.
Na verdade, segundo o prontuário, ele deu à enfermeira uma pista do que poderia ser o problema – ele tinha dificuldades para urinar - mas ninguém ouviu ou questionou. O paciente provocou um custo de US$ 50.000 de internação, sendo que o problema dele poderia ter sido diagnosticado e tratado no setor de emergência. Seria muito menos traumático para ele e muito menos caro para o hospital.
No começo da nossa conversa, você falou sobre a preferência dos médicos pela tecnologia. Você acredita que o diagnóstico digital está substituindo o contato entre médico e paciente?
Nós estamos tentando, mas a verdade é que nenhuma tecnologia é melhor do que a conversa entre o médico e o paciente. Se as máquinas fossem melhores, ninguém ficaria infeliz com o fato de estarmos perdendo a capacidade de comunicação. A parte mais importante não é que eles gostem um dos outros, mas que o paciente seja bem cuidado. Se uma máquina pudesse fazer isso, seria ótimo. O problema é que o uso somente de máquinas não é eficiente e não é assim que se consegue o diagnóstico correto.
Falamos muito sobre o papel dos médicos, mas como os pacientes podem ajudar a si mesmos a obter um bom diagnóstico?
Antes de tudo, eles precisam contar a história. Eu digo aos meus pacientes que algum pedaço da sua história pode ser muito importante. Normalmente, você não sabe qual parte é importante e necessária para o seu diagnóstico. Certamente o médico saberá que trecho poderá ser usado para compor a análise. Mas isso não acontecerá se não ouvir até o final. Por isso, os pacientes precisam perceber a importância de contar sua história aos médicos.
Quando o médico interrompe para fazer uma pergunta, acho que o paciente deve responder e dizer “Doutor, eu preciso terminar de contar a minha história”. Ao gravar consultas médicas, foi possível perceber que quase nunca os médicos deixavam os pacientes terminarem suas histórias e a interrupção raramente vinha acompanhada de um pedido para continuar a contar os fatos. Os pacientes precisam acreditar que contar a história é importante.
E o que perguntar?
Quando o médico disser que você tem uma determinada doença, é preciso perguntar “O que mais poderia ser?”. Porque, em geral, os médicos não têm apenas uma resposta para uma série de sintomas. Eles só pegam a mais provável. Na maioria das vezes, o diagnóstico vai estar certo. Mas não em todas as vezes, porque o corpo tem uma grande variação de sintomas e formas de responder às diversas doenças. Ou seja, os seus sintomas não sugerem apenas uma doença. Por isso, os médicos normalmente têm duas ou três idéias sobre qual é o problema. Ao perguntar, você pelo menos sabe o que o seu médico está pensando. E você sabe que ele realmente está pensando.
A senhora acredita que, no futuro, a relação entre os médicos e pacientes se tornará mais humana, menos impessoal?
Deveria. Saúde é extremamente pessoal. Acho que uma boa relação entre médico e paciente não é importante apenas para o diagnóstico, mas para o tratamento em si. Essa relação tem que ser pessoal, nunca impessoal. É a essência de todo o processo.
Você assiste à série House?
Sim. House diz que todo mundo mente. A verdade é que todo mundo mente para o House porque os pacientes não possuem um bom relacionamento com ele. Se você não tem uma boa relação com o seu médico, se você não confia nele, será difícil dizer a verdade. Saber a história do paciente é essencial para entender o que está acontecendo. Então a verdade também é importante para o diagnóstico.
Na série, House não tem o hábito de ouvir o que os pacientes têm a dizer, mas a sua equipe de residentes, sim. Eles discutem muito sobre diagnóstico de um paciente. Isso acontece na vida real?
Você precisa pensar em House e a sua equipe como um só médico. Cada um deles representa um aspecto de um médico: racional, questionador, humanitário e investigador. Se você juntar todas essas partes, você tem um só médico. É como se você tivesse um especialista para conversar, outro para investigar e mais um para pensar sobre o diagnóstico: mas eles são a mesma pessoa.
E os médicos conseguem ser esse conjunto: House e a equipe? Os especialistas da vida real são como o Dr. Gregory House, são gênios que conhecem todas as doenças – até as mais sombrias?
Não existem médicos como o House, que conhecem todas as doenças e cada manifestação de um problema. Mas, sim, existem médicos que sabem mais que outros. Se você perguntar a um médico qual o melhor especialista que ele conhece, ele vai dizer um nome, o melhor que ele tem conhecimento.
Nós todos conhecemos três ou quatro médicos sensacionais, que conhecem quase tudo. Mas mesmo esses médicos não são perfeitos. Por isso, é importante que haja colaboração. Até o médico mais inteligente pode cometer erros. Quando não sabemos o que está acontecendo, a primeira coisa que fazemos é pegar o telefone e ligar para o médico mais inteligente que conhecemos. Para perguntar “o que você acha que poderia ser?”.
Você acha que o House dá uma impressão ruim da profissão?
Não acredito que as pessoas realmente achem que os médicos são como o House. Acredito que o público pensa que só as partes boas do House são verdadeiras. Como, por exemplo, que existem médicos gênios e capazes de saber qualquer coisa. Mas não acho que as pessoas acreditem que é normal um médico ser rude, arrogante e viciado em drogas. Existem médicos arrogantes e viciados em droga, mas as pessoas sabem que isso não é normal e nem o desejável. Acho que quem assiste a série é mais inteligente que isso.
Em sua opinião, por que as séries médicas fazem tanto sucesso?
Porque medicina é incrivelmente interessante. Nós sabemos que não é do jeito que aparece na televisão. As pessoas amam as séries médicas pelo mesmo motivo que eu amo a medicina. Por que você está lá com as pessoas no momento mais importante da vida delas. Eu falo aos meus residentes que para nós, médicos, ir ao hospital é como qualquer outro dia de escritório. Mas para todas as pessoas que estão lá, precisando de atendimento, é o pior dia da vida delas. Então é um privilégio fazer parte disso, além de ser muito interessante estar lá.
Fonte: VEJA/Natalia Cuminale
CAE deverá votar isenção para empresa que contratar jovens e pessoas com mais de 50 anos
Incentivos fiscais na contratação de pessoas acima de 50 anos poderia ser aprovada
Em sua reunião da próxima terça-feira (13), às 10 horas, a Comissão de Assuntos Econômicos (CAE) deverá analisar a possibilidade de o governo conceder benefício fiscal para empresas que contratarem pessoas com 50 anos ou mais de idade, ou jovens entre 18 e 24 anos.
O relator dessa matéria, senador João Vicente Claudino (PTB-PI), adaptou seu parecer para acolher projeto do senador Mozarildo Cavalcanti (PTB-RR), o PLS 220/00, e parte do PLS 185/03, do então senador Sibá Machado (AC).
O projeto de Sibá cria incentivo fiscal para microempresas e empresas de pequeno porte, inscritas no Sistema Integrado de Pagamento de Impostos e Contribuições das Microempresas e das Empresas de Pequeno Porte (SIMPLES), que contratarem jovens para o primeiro emprego. A proposta de Mozarildo incentiva com redução de imposto a contratação de trabalhadores a partir de 50 anos. As duas matérias tramitam em conjunto, a pedido do senador Romero Jucá (PMDB-RR).
João Vicente Claudino, em seu parecer, optou por aprovar o texto de Mozarildo, na forma de um substitutivo, e pela rejeição do projeto de Sibá Machado. Sua proposta permite aos empregadores deduzirem em dobro, até o limite de 6% do lucro operacional da empresa, as despesas com salários de empregados entre 18 e 24 anos ou com mais de 50 anos.
Para ter direito ao benefício, escreveu João Claudino em seu parecer, a empresa precisará comprovar não ter realizado demissões nos três meses anteriores a essas contratações. Ela também deverá manter controle em separado das despesas vinculadas a esse incentivo fiscal e respeitar a exigência de que essa dedução do IR não irá ultrapassar 15% de sua folha de pagamento. A matéria é terminativa na comissão.
Minas Gerais
Outra matéria incluída na pauta da CAE é o parecer do relator, senador Cícero Lucena (PSDB-PB), favorável à mensagem 203/10 através da qual o estado de Minas Gerais pede autorização para contratar empréstimo ao Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID) no valor de US$ 50 milhões. O dinheiro tem a finalidade de financiar parcialmente o Programa de Acesso ao Município (Proacesso II).
Fonte: Agência Senado/Roberto Homem
CCJ dificulta livramento condicional para quem comete crimes hediondos
O tempo de prisão do condenado por crimes hediondos poderá aumentar.
É o que prevê o projeto (PLS 249/05), que será analisado na próxima quarta-feira (14), a partir das 10h, em decisão terminativa, pela Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania (CCJ). A proposta aumenta de dois terços para quatro quintos o tempo mínimo de cumprimento da pena desses criminosos, em regime fechado, para terem direito ao livramento condicional.
O inciso V do artigo 83 do Código Penal determina que o juiz poderá conceder livramento condicional ao condenado à pena privativa de liberdade igual ou superior a dois anos, desde que "cumprido mais de dois terços da pena, nos casos de condenação por crime hediondo, prática de tortura, tráfico ilícito de entorpecentes e drogas afins, e terrorismo, se o apenado não for reincidente específico em crimes dessa natureza".
A legislação específica que dispõe sobre crimes hediondos (Lei 8.464/07) estabelece que o condenado cumpra inicialmente a pena em regime fechado, tendo depois direito ao livramento condicional. Essa redação alterou a Lei 8.072/90, que obrigava os condenados por crimes hediondos ao cumprimento integral da pena. Em 2006, o Supremo Tribunal Federal declarou esse dispositivo inconstitucional, por desrespeitar o princípio da "individualização da pena".
Em sua justificativa, o autor do projeto, senador Hélio Costa (PMDB-MG), classifica como "inadmissível que um homicida, depois de executar a vítima com requintes de crueldade, possa ganhar a liberdade ao cumprir apenas dois terços da pena". Hélio Costa apresentou o projeto em 2005, antes, portanto, da derrubada, pelo STF, de parte da Lei dos Crimes Hediondos, em 2006. A partir daí a hipótese de cumprimento integral obrigatório da pena para os condenados por crimes hediondos foi desconsiderada.
De todo modo, o projeto de Hélio Costa assegura o livramento condicional para esses detentos, mas somente depois do cumprimento mínimo de quatro quintos da pena. Por exemplo, se a pena for de 20 anos, o condenado terá de cumprir 16 anos, restando apenas os quatros anos finais para a progressão do regime. Pelas regras atuais, ele poderia ter direito a abrandar a pena depois de cumprir 13 anos e três meses, restando-lhe, portanto, seis anos e seis meses fora da prisão.
O relator da proposta, Demóstenes Torres (DEM-GO), apresentou relatório que recomenda a aprovação do projeto.
Fonte: Agência Senado/Laércio Franzon
Obama reafirma compromisso com criação de Estado palestino
Presidente americano pediu a retomada das negociações de paz com Israel
Presidente da Autoridade Palestina, Mahmoud Abbas; palestino recebeu ligação hoje do presidente dos EUA, Barack Obama, pedindo acordos de paz/Jacky Naegelen/14.06.2010/Reuters
O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, reafirmou nesta sexta-feira (9) seu compromisso para a criação de um Estado palestino, durante conversa por telefone com o presidente da Autoridade Nacional Palestina, Mahmoud Abbas.
O porta-voz do palestino, Nabil Abu Rudeina, informou que o Abbas recebeu um telefonema do presidente Obama sobre os últimos acontecimentos políticos.
- Eles falaram em particular sobre a reunião de Obama com [o primeiro-ministro israelense, Benjamin] Netanyahu na terça-feira, em Washington.
Depois de um período de distanciamento, o presidente americano e seu hóspede israelense mostraram-se em harmonia, num encontro na Casa Branca. Nele, Obama pediu a retomada das negociações de paz diretas entre israelenses e palestinos até o final de setembro.
Abbas, por sua vez, relatou ao presidente americano seu objetivo de instaurar um Estado palestino independente, mas com a presença israelense nos territórios ocupados desde 1967.
O porta-voz de Abbas acrescentou que Obama prometeu se empenhar pela instalação de um Estado palestino independente, “vivendo em segurança, paz e estabilidade, ao lado de Israel”.
A Casa Branca confirmou em comunicado o telefonema de Obama a Abbas.
Fontes: R7 - AFP
Citi rebaixa recomendação para ações da América Latina e do Brasil
Em relatório publicado nesta sexta-feira, banco americano cita fraco ritmo dos ganhos, baixo retorno sobre patrimônio e um ambiente para taxa de juros que os estrategistas consideram desafiador
NOVA YORK - Os estrategistas do Citigroup rebaixaram as ações da América Latina para "underweight" - abaixo da média do mercado - no terceiro trimestre deste ano. Em relatório publicado nesta sexta-feira, o Citi cita fraco ritmo dos ganhos, baixo retorno sobre patrimônio e um ambiente para taxa de juros que os estrategistas consideram "desafiador", enquanto os países da região tomam medidas para normalizar a política monetária e apertar as taxas de juros.
O Brasil foi rebaixado para "neutro", mesmo continuando como a principal escolha do Citi na região, por causa da queda no ritmo dos ganhos, do aumento nas taxas e do atual excesso de ofertas de ações que estão por vir. Por outro lado, o Citi está otimista quanto ao futuro. "Esperamos que o Brasil e a região melhorem em um ambiente de alta das ações no quarto trimestre", escrevem os estrategistas Geoffrey Dennis e Jason Press.
"Os mercados emergentes devem continuar, de longe, sendo a parte mais forte da economia global", disseram, com expectativas de expansão do Produto Interno Bruto (PIB) de 6,8% em 2010 e 6% em 2011.
Os estrategistas preveem retornos de 20% a 25% para os mercados emergentes globais durante o segundo semestre de 2010, com melhores retornos concentrados no quarto trimestre. Eles acrescentam que as ações emergentes estão baratas em relação aos bônus.
O Citi manteve a classificação "overweight" - acima da média de mercado - para Ásia, mas cortou a Índia para "underweight". O banco elevou as ações da região Europa, Oriente Médio e Ásia (EMEA, na sigla em inglês) para "neutra" por causa da melhora no ritmo dos ganhos e avaliações mais baixas. Os mercados "overweight" favoritos do Citi são Rússia, Turquia, Coreia do Sul, Taiwan e Tailândia. As informações são da Dow Jones.
Fonte: Ligia Sanchez, da Agência Estado
Programa radical foi um erro, diz Dilma
Petista também criticou José Serra (PSDB): "o meu adversário sistematicamente erra"
A candidata do PT à Presidência, Dilma Rousseff, afirmou nesta sexta-feira (9), em entrevista à rádio Tupi, que "foi um erro" do PT a apresentação de um programa de governo considerado mais radical, depois substituído, no registro de sua candidatura. Ela evitou dizer que assinou todas as páginas do documento, argumentando que apenas rubricou, sem ler o que estava escrito.
A primeira versão registrada reproduzia resolução aprovada em fevereiro, no congresso nacional do partido. No mesmo dia, foi substituída por um novo documento.
- Não achei que iam colocar o outro programa, tinham de botar o que tínhamos acertado em junho.
Dilma também criticou o candidato do PSDB, José Serra.
- Aliás, o meu adversário sistematicamente erra. Falo dos meus erros, quem acha que não erra é um presunçoso.
Ela não quis dar exemplo dos erros e alegou que isso não era sua responsabilidade.
Depois da entrevista, Dilma foi a um almoço na casa de Lily Marinho, viúva do jornalista e empresário Roberto Marinho. O compromisso seguinte é um encontro com o governador Sérgio Cabral (PMDB), que disputa a reeleição.
Fontes: R7 - AE
Comentário
Será que houve erro mesmo ou teriam ficado com medo de asssutar a população, com um programa radical de governo?
Blogueiro descreve líderes do Oriente Médio e das Américas
Gustavo Chacra
Em seu livro Blink, o escritor americano da revista New Yorker , Malcolm Gladwell afirma que as pessoas podem formar uma opinião sobre algo ou alguém em apenas alguns segundos. Ou melhor, em frações de segundo.
Um especialista em arte renascentista pode ver um quadro e dizer imediatamente se é um Leonardo da Vinci original ou uma falsificação. Ao caminhar pelas ruas de Nova York, conseguimos quase sempre acertar quando uma família é brasileira ou não. É algo no andar, no sorriso, difícil de explicar. Na primeira frase de um professor de cursinho, decidimos se cabularemos a aula seguinte dele ou se o idolatraremos pelos corredores.
Nas minhas coberturas internacionais, tive a oportunidade de ver uma série de autoridades. Hoje, irei a uma palestra do premiê de Israel, Benjamin Netanyahu aqui em Nova York. Já o vi antes, no ano passado, durante a Guerra de Gaza, em um hotel de Jerusalém. Ele estava com o Benny Begin, outro político israelense, tomando café da manhã. No pouco que o observei, notei apenas que ele era atarracado, baixinho e seguro. Seu olhar era firme, decisivo.
Mahmoud Ahmadinejad eu vi aqui em Nova York, antes de reunião dele com Lula. Minúsculo, magro e com olhos perdidos. O líder iraniano parece aquele aluno frágil dos colégios, que gosta de provocar. Pode até apanhar, mas, no dia seguinte, já está provocando de novo, mesmo com o olho roxo.
Seu aliado, Bashar al Assad, presidente da Síria, teve um contato maior comigo. Alto, quase gigantesco, e magro, parece aqueles jogadores de basquete de clube. Seria um amador do time do Sírio nos anos 1980. O bigode dá ao líder sírio um ar antiquado, apesar de ele ser uma pessoa antenada com a alta tecnologia.
Entrevistei Rafik Hariri antes de ele morrer. Parecia o dono do mundo. Bilionário, primeiro-ministro, herói nacional, o libanês tinha dinheiro, poder e glória. E sua imagem esbanjava estas três qualidades.
Tzipi Livni, chanceler de Israel, é bonita, dura e com jeito de paulista. Parecia que eu já a conhecia há anos quando a vi depois de reunião com Celso Amorim. Ehud Barak, assim como Netanyahu, era compacto, forte, mas bem menor do que eu imaginava. O ex-premiê Ehud Olmert não exibia a segurança de Bibi e de Barak. Não passou pelo Exército. Era civil. Seu brilho era bem menor.
Vi Barack Obama discursar. Nunca de perto. Literalmente, era como se eu estivesse assistindo a uma TV. Já a secretária de Estado Hillary Clinton tem uma cara de “Nice to meet You”, com o sorriso aberto e forçado. Eu me lembrei imediatamente das amigas da minha mãe americana do intercâmbio na Carolina do Sul.
Manuel Zelaya era o charlatão em pessoa, forçado, com seu chapéu e um discurso populista que não enganou os hondurenhos. Michelleti não era muito melhor. Eu me lembrei imediatamente de dirigentes de clubes de futebol envolvidos em escândalos. Era difícil saber qual dos dois era pior quando os vi em San José. Já o então presidente da Costa Rica e Nobel da Paz, Oscar Arias, parecia um acadêmico americano perto dos dois. Metido, mas com ar de quem sabe do que está falando.
Dos brasileiros, vi Lula algumas vezes aqui nos EUA. É uma pessoa engraçada e que, goste dele ou não, consegue dominar o cenário onde estiver – a não ser que um Maradona ou um Fidel esteja nas redondezas. Fernando Henrique é bem humorado, feliz com a vida, por tudo que realizou. Dilma parece diretora de escola, pronta para dar uma suspensão. Também achei Marina Silva brava e séria em uma palestra da Columbia. Nunca me encontrei com José Serra.
Quem me marcou mesmo foi o argentino Carlos Chacho Alvarez, o vice-presidente que renunciou ao cargo – e deixou de ser presidente, já que tempos depois o ex-presidente Fernando de la Rua deixou o poder. Um dia, na praia de Juquehy, vi um homem de shorts Adidas dos anos 1980 andando em uma rua de terra. Ele levava um pacote de pães e não vestia camiseta. Parei o carro. Perguntei se era Chacho. Meio perdido, ele respondeu que sim com seu sotaque porteño. Era a imagem da decadência. Um homem que poderia ter sido presidente, perdido em uma praia do Litoral Norte paulista.
Sei que quase todas estas descrições acima foram feitas em um “blink”, uma fração de segundos. Conversei apenas por mais tempo com Assad, Hariri e Olmert. Mais tarde, talvez eu tenha uma opinião distinta de Netanyahu. No caso dos brasileiros, não há nenhuma opinião política nas minhas descrições. Este blog fala de política internacional, vivo fora do Brasil há cinco anos e não estou qualificado para falar das eleições ou dar uma opinião. Outros blogueiros do Estadão podem cuidar desta parte
O jornalista Gustavo Chacra, mestre em Relações Internacionais pela Universidade Columbia, é correspondente de “O Estado de S. Paulo” em Nova York. Já fez reportagens do Líbano, Israel, Síria, Cisjordânia, Faixa de Gaza, Jordânia, Egito, Turquia, Omã, Emirados Árabes, Yemen e Chipre quando era correspondente do jornal no Oriente Médio. Participou da cobertura da Guerra de Gaza, Crise em Honduras, Crise Econômica nos EUA e na Argentina, Guerra no Líbano, Terremoto no Haiti e crescimento da Al Qaeda no Yemen. No passado, trabalhou como correspondente da Folha em Buenos Aires. Seu blog foi vencedor do Prêmio Estado de Jornalismo em 2009, empatado com o blogueiro Ariel Palacios
Indústria paulista prevê crescimento da atividade nos próximos meses, diz Fiesp
A desaceleração no ritmo de crescimento da atividade no segundo trimestre não afetou o otimismo dos empresários paulistas quando ao futuro de seus negócios e da economia.
Dados obtidos pela Folha com a Fiesp (Federação das Indústrias do Estado de São Paulo) apontam que o Índice de Confiança do Empresário Industrial cresceu 2% em junho, para 65,1 pontos, puxado pela elevação entre as pequenas empresas --de 3,7%.
De acordo com o diretor do Depecon (Departamento de Pesquisas Econômicas) da Fiesp, Paulo Francini, a melhora no indicador das pequenas indústrias, que ficou em 60,6, está relacionada à recuperação tardia desse segmento, o último a retomar a atividade no pós-crise.
"As pequenas empresas são as primeiras a sofrer durante a crise e as últimas a sentir os efeitos da recuperação", afirma.
A pesquisa utiliza dados da CNI (Confederação Nacional da Indústria). De acordo com eles, a confiança da indústria paulista ainda está pouco abaixo do índice nacional, atualmente em 66 pontos.
O indicador que sinaliza a situação atual das empresas cresceu 2,7%, para 61,4 pontos. Já o número sobre as expectativas para o futuro registrou alta de 1,8% (66,8). De acordo com a Fiesp, o fato de todos os indicadores estarem acima dos 60 pontos indica crescimento generalizado da atividade industrial, com perspectivas positivas para os próximos meses.
"As pessoas continuam otimistas com relação ao futuro, ninguém está vendo o futuro pior que o presente. O crescimento continua, ainda que em ritmo menor", diz Francini, citando dados que apontam a redução no ritmo de atividade a partir de abril.
Outras notícias:
Fonte: FOLHA
Polvo 'vidente' aposta que Espanha será campeã da Copa do Mundo
Molusco de aquário alemão deu o palpite para a decisão do Mundial. Ele 'disse' ainda que Alemanha vence Uruguai na disputa pelo terceiro lugar.
Polvo escolheu a isca na caixinha da Espanha (Foto: AP)
O polvo Paul, do aquário Sea Life, em Oberhausen, na Alemanha, fez a sua "previsão" para a final da Copa do Mundo. Com 100% de acertos, o polvo escolheu a caixinha com a bandeira da Espanha na hora de escolher qual isca iria devorar, se a que indicava a bandeira espanhola ou a que estava na caixinha de vidro com a bandeira da Holanda. A final da Copa será no domingo (11).
Até algumas semanas, Paul era um humilde polvo de dois anos, nascido na Inglaterra. Agora, virou uma celebridade mundial e provoca filas diárias no aquário de Oberhausen, na Alemanha.
Alemanha ficaria em terceiro, segundo Paul (Foto: AP)
Paul disse ainda que Alemanha vai ganhar do Uruguai e ficar com o terceiro lugar do Mundial. O molusco participou do "bolão" do aquário dando palpites em todos os jogos da Alemanha. Ele acertou que a seleção alemã ganharia de Austrália, Gana, Inglaterra e Argentina, e que perderia na primeira fase para a Sérvia e nas semifinais para a Espanha.
O palpite para a decisão da Copa é o primeiro que Paul faz neste Mundial em que não envolve a seleção alemã.
Fontes: G1 - TV Globo
Experimento lança dúvida sobre uma das teorias fundamentais da física
Resultado de medição do próton parece ser incompatível com a eletrodinâmica quântica
A teoria desenvolvida pela ciência no século 20 para explicar todos os fenômenos elétricos, magnéticos e a forma como a luz interage com a matéria está sendo desafiada por um importante resultado experimental.
Considerada pelo ganhador do Nobel Richard Feynman a "joia da física - nosso maior orgulho", a eletrodinâmica quântica, ou QED, pode acabar se revelando um diamante imperfeito.
Capa da revista Nature desta semana, com a descoberta da medida do próton/Divulgação/Nature
Não é pouca coisa: a QED é uma das teorias mais bem-sucedidas de todos os tempos. No livro que escreveu sobre o assunto, QED, A Estranha Teoria da Luz e da Matéria, Feynman (que morreu em 1988), compara a exatidão dos resultados produzidos com base nela à de uma medida da distância entre as cidades de Los Angeles e Nova York - de mais de 3.900 km - que fosse correta até a espessura de um fio de cabelo.
O experimento que está pondo a precisão da QED em jogo sonda espaços muito menores que o da largura de um cabelo humano, no entanto. Descrito na edição desta semana da revista Nature, ele representa a medição mais perfeita já obtida do raio do próton, uma das partículas fundamentais da matéria, presente no núcleo de todos os átomos. Se a espessura de um fio de cabelo se mede em micrômetros, ou milionésimos de metro, o raio de próton é apenas uma fração de femtômetro. É preciso um trilhão de femtômetros para fazer um milímetro.
O raio do próton apresentado na Nature é da ordem de 0,84 femtômetro. Experimentos mais antigos, no entanto, haviam fixado um valor mais próximo de 0,87. A diferença, embora pareça pequena, fica além das margens de erro estatístico e pode representar a primeira rachadura na couraça da QED, teoria que serviu de base para os cálculos realizados tanto na medição atual quanto nas anteriores.
Erro, revolução e cautela
Entre os cientistas, a discrepância, com sua sugestão implícita de uma falha na estrutura da QED, ao mesmo tempo entusiasma, intriga e inspira cautela. "Um problema na física da QED é a explicação menos provável, mas de longe a mais interessante e a principal motivação para trabalhos assim", resume o físico Jeff Flowers, do Laboratório Nacional de Física do Reino Unido e autor de um comentário que acompanha o artigo na Nature.
Flowers considera como mais prováveis causas para a diferença um erro de cálculo ou de experimento, cometido na medição atual ou em trabalhos prévios. Mas faz uma ressalva: "Por causa da discrepância entre o resultado deste artigo e os trabalhos anteriores, o artigo foi revisado, tanto formal quanto informalmente, por especialistas em física teórica e experimental, e ninguém conseguiu apontar um erro. Claro, isso não prova que não haja erro, mas ele com certeza não é óbvio".
Parte do aparato laser usado para medir o tamanho do próton. F. Reiser/PSI/Divulgação
O principal autor do artigo com o novo raio do próton, Randolf Pohl, do Instituto Max Planck de Óptica Quântica, na Alemanha, também diz que não está convencido de que a QED tenha falhado. "Mas estamos muito intrigados", reconhece. "Os experimentos são todos muito precisos e redundantes, então é difícil ver como poderiam ter errado tanto. E os teóricos acreditam que seus cálculos estão corretos".
"Minha opinião pessoal", diz ele, "é que temos muito trabalho pela frente", envolvendo novos experimentos e revisão dos cálculos. "Só se ninguém encontrar um erro é que poderemos presumir que a QED está em apuros".
Novas teorias e tecnologias
Mas o que significaria a QED estar em apuros? O fato de equipamentos eletrônicos funcionarem é uma prova de que ela não pode estar muito errada. Pohl concorda: "Sim, se a QED estiver errada, seria um efeito muito sutil, que não afetaria o funcionamento interno de televisores ou computadores".
Flowers, por sua vez, lembra que há casos na história da ciência em que o que parecia ser apenas uma pequena correção teórica, num determinado momento, acabou se revelando uma revolução filosófica e técnica mais à frente.
"A Relatividade Geral poderia ter sido apenas uma pequena perturbação da gravidade newtoniana", exemplifica, referindo-se à interpretação de Albert Einstein para os efeitos gravitacionais, que difere da teoria clássica de Isaac Newton. "No entanto, essa pequena perturbação acabou se revelando muito significativa". Não só filosoficamente a relatividade é "uma mudança radical de pensamento", diz ele, como na prática a teoria de Einstein se mostrou necessária para aplicações tecnológicas de alta precisão, como o sistema GPS.
"Como na gravidade newtoniana, uma falha da QED terá, de imediato, implicações para a física e para o nosso modelo do mundo e, no futuro, possivelmente em aplicações de alta precisão e tecnologias que ainda não conhecemos", especula.
Uma "física além da QED", capaz de explicar o resultado experimental, poderia incluir uma nova partícula subatômica, ainda desconhecida e não prevista nas teorias atuais. "Trata-se de possibilidade altamente especulativa e que só tem sido discutida em 'coffee-breaks' por enquanto", adverte Pohl.
"Podemos olhar novamente para a história, onde tem havido um ciclo de teorias sendo derrubadas por experimentos e levando a novas teorias", diz Flowers. "Esperamos continuar a refinar nossa compreensão e nossa capacidade de manipular o mundo físico".
O experimento
A medição do raio do próton foi feita por uma equipe de cientistas europeus liderada por Randolf Pohl e realizada no Instituto Paul-Sherrer, na Suíça. Os pesquisadores obtiveram sucesso na tentativa de substituir o elétron de um átomo de hidrogênio por uma partícula com a mesma carga elétrica, mas mais pesada, o múon.
O hidrogênio é o átomo mais simples que existe, composto apenas por um próton no núcleo e um elétron em órbita. Sendo mais pesado, o múon descreve uma órbita em torno do núcleo muito mais estreita que a do elétron e, por isso, sofre perturbações intensas, provocadas pela proximidade do próton.
Medindo essas perturbações com o uso de raios laser, os cientistas deduziram o raio do próton com uma precisão dez vezes maior que a permitida por outros experimentos. A ideia de usar "hidrogênio de múons" para medir o próton existia há décadas, mas desafios tecnológicos só permitiram que a experiência fosse tentada há poucos anos. O sucesso, afinal, veio em 2009.
"Até onde sabemos, os elétrons são partículas pontuais. Os prótons, não", explica Pohl. "São feitos de três quarks, muitos pares virtuais quark-antiquark e muitos glúons. Se você pensar no próton como uma nuvem difusa de quarks e glúons, essa nuvem ocupa algum espaço". A medição realizada permite obter um valor que pode ser interpretado como o raio médio da nuvem.
O fato de o próton ser menor do que se imaginava não significa, no entanto, que o conteúdo de espaço vazio embutido em matéria feita de átomos - planetas, árvores, pessoas - seja muito maior.
"O que conta não é o tamanho das partículas constituintes, mas o alcance da interação eletromagnética", diz Pohl. "Nesse aspecto, os átomos continuam a ser do mesmo tamanho. Além disso, o vazio não é de todo vazio. De acordo com a QED, o vácuo no interior dos átomos e dos prótons está repleto de fótons e partículas virtuais. Mas essa é outra história".
Abaixo, um vídeo sobre a execução do experimento:
Fonte: O ESTADO DE S PAULO/Carlos Orsi
Descobertos anticorpos capazes de neutralizar 90% das variedades de HIV
Estruturas podem dar origem a tratamentos novos e inspirar criação de vacinas
Cientistas descobriram dois anticorpos capazes de impedir, em condições de laboratório, que mais de 90% das cepas conhecidas do vírus causador da aids, o HIV, invadam células humanas. Os pesquisadores também foram capazes de demonstrar como um desses anticorpos obtém o efeito.
O trabalho, descrito na edição desta semana da revista Science, pode inspirar o desenvolvimento de vacinas contra a aids. Os anticorpos também poderiam ser desenvolvidos como uma forma de tratamento da doença, acreditam os autores da descoberta, cientistas ligados ao governo dos Estados Unidos.
"Estou mais otimista sobre uma vacina de aids neste momento do que provavelmente já estive nos últimos dez anos", disse o principal autor do estudo, Gary Nabel.
O médico Anthony S. Fauci, diretor do NIAD, órgão do governo americano dedicado ao estudo de alergias e doenças infecciosas, refere-se à descoberta dos anticorpos e à determinação do método de ação de um deles como "avanços excitantes". "Além disso, a técnica usada para descobrir esses anticorpos representa uma nova estratégia que pode ser aplicada na criação de vacinas para muitas outras doenças", afirma, em nota.
Os anticorpos descobertos, chamados VRC01 e VRC02, foram encontrados no sangue de um paciente infectado com o HIV e que não desenvolveu a doença.
A estrutura do anticorpo VRC01, em verde e azul, ligando-se ao HIV, em cinza e vermelho. Divulgação
A detecção foi feita com base numa nova técnica, que utiliza uma proteína modificada do HIV para localizar anticorpos específicos para a parte do vírus que se liga à célula infectada.
Os cientistas determinaram que o VRC01 e o VRC02 neutralizam mais cepas do HIV, e com maior eficiência, que anticorpos para o vírus testados anteriormente.
Descobrir anticorpos capazes de neutralizar cepas do HIV originárias de qualquer parte do mundo tem sido um desafio, porque o vírus muda continuamente a estrutura de proteínas em sua superfície. Isso dificulta o reconhecimento do invasor pelo sistema imunológico. E, como consequência dessas mudanças, um número enorme de versões do vírus existe no mundo.
Mesmo assim, cientistas identificaram algumas poucas áreas na superfície do HIV que se mantêm praticamente constantes em todas as versões. Uma dessas áreas, localizada nos "espinhos" usados pelo HIV para se ligar a células do sistema imunológico e infectá-las, é chamada de local de ligação CD4.
Os anticorpos VRC01 e VRC02 bloqueiam a infecção pelo HIV ligando-se a esse local, evitando que o vírus consiga usar o "espinho" para se agarrar às células imunológicas.
A aids infecta cerca de 33 milhões de pessoas no globo, de acordo com a agência da ONU para a doença, a Unaids. Já matou 25 milhões desde que a pandemia teve início, nos anos 80, e não há atualmente uma vacina ou cura, embora seja possível controlar a infecção com drogas.
Aids, no Brasil e no mundo
Fonte: O ESTADO DE S PAULO
Acordo para novo estádio em São Paulo deve sair em até 10 dias
Prefeitura e governo de estado negociam com investidores privados para viabilizar estádio em Pirituba.
Gilberto Kassab acompanhou a divulgação do logotipo da Copa de 2014 em Johannesburgo/Jonne Roriz/AE
JOHANNESBURGO - Assessores próximos ao prefeito Gilberto Kassab confirmaram ao Estado, nesta quinta, que "negociações firmes" estão sendo mantidas com grupos de investidores que construirão a nova arena.
A ideia é a de ter um acordo fechado em dez dias, sem dinheiro da prefeitura. A prefeitura e governo de estado negociam com investidores privados um acordo financeiro para viabilizar o projeto do estádio de Pirituba para sediar a abertura da Copa de 2014 em São Paulo.
O presidente da CBF, Ricardo Teixeira, afirmou que esteve com o prefeito Kassab na noite de quarta-feira em um encontro informal em Johannesburgo. Hoje, voltou a se encontrar com o prefeito. "São Paulo está sem estádio no momento", disse Teixeira. Sobre sua reunião com Kassab, o cartola disse que "nada ficou determinado". "Foi uma conversa genérica. Kassab está de férias e vamos nos reunir no dia 19 e 20 para tratar do assunto", disse.
Kassab, publicamente, mantém seu discurso de que a primeira opção da cidade é mesmo o Morumbi e que vai fazer um apelo para que o estádio do São Paulo volte a ser considerado pela Fifa como o estádio paulista para a Copa. Mas a realidade nos bastidores é bem diferente. Kassab já designou um de seus assessores para acompanhar o setor privado e garantir que o projeto saia do papel.
O secretário-geral da Fifa, Jerome Valcke, confirmou o contato de investidores para o novo estádio. "Essa é a verdade", disse. "O Morumbi está fora", afirmou ao Estado.
O estádio fará parte do maior centro de convenções do mundo, com meta para estar totalmente concluído em 2020 e em um terreno de 5 milhões de metros quadrados. Além da Copa, a meta seria sediar a Expo 2020.
Da África do Sul, Kassab ligou para o governador de São Paulo, Alberto Goldman, para confirmar o encontro em dez dias e a meta é a de ter já o plano com investidores pelo menos delineado até lá. "Vamos definir o papel de São Paulo na Copa. Se são Paulo vai querer a abertura ou apenas outros jogos", disse o cartola da CBF.
Teixeira evita falar em datas limites para uma definição sobre São Paulo. Mas deixa claro: "O prazo está se afunilando. Estamos perigosamente perto da data limite", avisou."A questão de São Paulo tem que ser logo definida, o mais urgente possível", disse.
A indefinição sobre São Paulo vem gerando outras declarações de políticos pelo Brasil, mirando uma eventual abertura da Copa em suas cidades. Fortaleza já manifestou sua vontade de se candidatar. "São Paulo, com o então governador José Serra, havia se colocado como local da abertura. O local de abertura será decidido à medida que os estádios forem se consolidando", explicou Teixeira.
O estádio em São Paulo não é a única preocupação. Teixeira admite que ainda precisa avaliar se as garantias financeiras para a construção do estádio em Curitiba são suficientes e admite que "dúvidas" existem. Na próxima semana, Teixeira promete fazer uma avaliação completa de todas as garantias financeiras. Mas, apesar dos problemas, ele insiste que a Fifa não tem mais do que se queixar.
Em maio, Valcke afirmou que o atraso do Brasil era "impressionante". "Naquele momento, ele tinha razão. Mas hoje algumas obras já começaram", afirmou Teixeira, lembrando que Brasília definiu a concorrência para o estádio e com a definição dos valores da obra. Já na Bahia, o antigo estádio já começou a ser demolido para a construção de um novo. "Estamos relativamente em dia", disse.
Mídia.
Mas Kassab abriu mais uma polêmica e quer agora que o centro de transmissão dos jogos da Copa de 2014 seja instalado no Anhembi, e não no Rio de Janeiro como já havia sido fechado entre a Fifa e a CBF. "Estamos oferecendo a cidade à Fifa", disse.
Kassab violaria um acordo tácito que havia sido selado em 2007 entre José Serra (então prefeito), a CBF e Eduardo Paes (então secretário de Esporte do Rio e atual prefeito). Pelo acordo, São Paulo ficaria com o congresso da Fifa e com a abertura, enquanto o Rio ficaria com o centro de imprensa e com a final. Agora, quer o centro que é considerado como o centro nevrálgico da imprensa na Copa e com mais de 3 mil estrangeiros.
Teixeira, nesta quinta, admitiu que ainda está em aberto a questão de onde ficará o centro de imprensa da Copa. "Ainda não está decidido. Mas a tendência é que fique entre Brasília, Rio de Janeiro e São Paulo", concluiu.
Fonte: O ESTADO DE S PAULO/Jamil Chade e André Cardoso
Comentário:
Se deixarem que Teixeira,decida tudo, tudo vai ficar concentrado no Rio. Teixeira parece odiar São Paulo. Que lástima, ter uma CBF bairrista
Empresas aderem a lojas de produtos grátis no Brasil
Duas lojas do segmento foram abertas em 2010; até o fim do ano, serão mais seis
O crescente poder de compra da população brasileira motivou o surgimento de lojas que já devem ter povoado o imaginário de consumidores mais ávidos por novidades.
Nelas, o público tem a chance de experimentar produtos diversos antes mesmo de chegarem às prateleiras dos supermercados. E sem precisar abrir a carteira.
Apoiadas em experiências de sucesso em países como Japão, Estados Unidos e Austrália, duas lojas de produtos "gratuitos" se estabeleceram no Brasil nos últimos meses a fim de atender a uma necessidade das próprias empresas de bens de consumo, lançando mão do perfil participativo do consumidor brasileiro.
Do lado das empresas, pesa a favor a possibilidade de ter uma pesquisa sobre seus produtos com baixo investimento, o chamado "tryvertising". Já os consumidores usufruem do direito de testar novos produtos em tamanho e versões originais, fugindo do conceito de pequenas amostras gratuitas.
No início de maio, dois empresários deram o pontapé ao inaugurar o Clube Amostra Grátis, em São Paulo. Com 130 empresas e cerca de 200 produtos disponíveis, o clube conta com mais de 14 mil pessoas cadastradas até o momento, se aproximando da meta de 20 mil usuários nos próximos meses.
A boa aceitação levou o Clube a planejar mais seis lojas ainda este ano em outras capitais, sendo que uma delas, em Curitiba, será aberta no final deste mês, segundo Luiz Gaeta, um dos sócios da companhia.
- Tivemos 91% das pesquisas respondidas no primeiro mês. A aceitação da indústria foi muito maior do que esperávamos, o que mostra que isso pode se tornar uma tendência.
Gaeta afirmou que a loja tem capacidade para cerca de 120 mil clientes por mês.
Nos mesmos moldes, a Sample Central desembarcou no Brasil em junho, como uma franquia da australiana Sample Lab, instalada no Japão em 2007. Hoje, a companhia já contabiliza 25 mil usuários na capital paulista, superando a estimativa de seus criadores de 20 mil cadastrados até o final do ano. Em cinco anos, a Sample Central espera atingir cinco outras capitais brasileiras, além de prever novas lojas em São Paulo.
O gerente-geral da Sample Central, João Pedro Borges, espera uma demanda cada vez maior por esse modelo de negócios.
- O ambiente da loja e todo o diferencial em relação a lojas tradicionais de varejo são atrativos para o consumidor.
Com cerca de 230 produtos disponíveis, a Sample Central está localizada perto da avenida Paulista, região central da capital, se beneficiando de um fluxo intenso de pedestres diariamente.
A curiosidade de muitos que se deparam com a fachada amarela da loja, contudo, pode ser ainda mais aguçada, dado que as visitas só podem ser realizadas após agendamento prévio via Internet.
Após a primeira visita, com um cartão magnético em mãos, o consumidor tem a liberdade de visitar a loja quantas vezes desejar, sob a condição de não poder levar para casa os produtos adquiridos em visitas anteriores.
Mas, quem espera encontrar um ambiente similar ao de um supermercado pode se surpreender. O espaço, menor, enche os olhos do visitante com cores, prateleiras forradas de lançamentos e arquitetura moderna. Para as "compras", uma cesta com capacidade bastante superior a cinco itens aos quais cada consumidor tem direito faz as vezes do carrinho convencional.
Em ambos os casos, a empresa interessada em testar seus produtos paga pelo uso das prateleiras por 15 dias e pelo acesso ao resultado das pesquisas. No caso da Sample Central, que tem o Ibope como parceiro, o valor vai de R$ 4.800 a R$ 5.400. No do Clube Amostra Grátis, de R$ 6.000 a R$ 10 mil.
Já o consumidor desembolsa R$ 15 anuais para se tornar cliente da Sample Central, enquanto o valor da anuidade pelo Clube da Amostra Grátis é de R$ 50 .
Em troca dos cinco produtos a que tem direito de escolha a cada visita às lojas, os consumidores têm 15 dias, em média, para responder as pesquisas de avaliação dos mesmos.
Gaeta, do Clube de Amostra, disse que o investimento nesse tipo de pesquisa compensa mais que no modelo tradicional.
- O investimento [para as empresas] é muito menor do que em uma pesquisa tradicional. O resultado, em poucas semanas, é imparcial, pois o consumidor não é convidado para uma ação específica de uma única empresa.
Buscando melhor conhecer o perfil dos consumidores, empresas como Sadia, Cosan, AmBev e Grupo Bertin, e estrangeiras como Unilever e Kellogg's, têm apostado na ferramenta como estratégia para pré-lançamento ou reformulação de produtos.
A gerente de marcas de higiene do Grupo Bertin, Lucia Rolla, disse que além de ferramentas de pesquisa, as lojas servem como laboratórios para alterações na apresentação do produto.
- Além de uma ferramenta de pesquisa ágil para ampliar a atuação num mercado tão competitivo, serve de laboratório para uma pesquisa maior ou para decisões que não tenham risco alto, como nova cor de rótulo ou nova embalagem.
A interação com o tipo de cliente ativo, que se manifesta no caso de não aprovação de um produto após a compra, é outra vantagem do negócio, segundo a gerente de produto da União, pertencente à Cosan, Daniela Bolletta, que participa da Sample Central.
- Essa deve ser a primeira iniciativa antes de uma expansão nacional.
A Sadia, por sua vez, quantificou um aumento maior que o esperado nas vendas do produto na Sample Central, de acordo com a gerente de marketing de conveniência da empresa, que pertence à Brasil Foods, Patrícia Cattaruzzi.
Fontes: R7- REUTERS
Brasil apresenta a logomarca da Copa de 2014
Com música, cores e alegria, Lula e Ricardo Teixeira iniciam a contagem regressiva para o próximo Mundial prometendo que será 'inesquecível'
O presidente Lula discursa no evento da Copa de 2014 em Joanesburgo (Foto: AE)
Foram 45 minutos de uma prévia do que o Brasil vai mostrar ao mundo daqui a quatro anos. Nesta quinta-feira, na cidade de Joanesburgo, na África do Sul, num evento comandando pelos presidentes da República, Luiz Inácio Lula da Silva, e da CBF, Ricardo Teixeira, o país abriu oficialmente a “Jornada para a Copa de 2014” com muita música, alegria, cores e com a promessa de que o próximo Mundial seja inesquecível e na esperança de deixar um legado social quando a bola parar.
A três dias da final da Copa de 2010, entre Espanha e Holanda, o Comitê Organizador da Copa de 2014 iniciou a contagem regressiva para o 20º Mundial da história. Após 36 anos, a competição retornará à América do Sul. Após 64 anos, o torneio voltará àquele que é conhecido internacionalmente como o país do futebol.
- Que o mundo se prepare para ser mais brasileiro a partir de 2014. “Brasileirar” vai ser o novo verbo proferido pelo planeta. Será inesquecível. Todos estão convidados... - disse Ricardo Teixeira.
Para animar a festa, os grupos Barbatuques, Bossa Cuca Nova e a cantora Vanessa da Mata. O simples aperitivo com ritmo e felicidade já contagiou quem estava presente no Sandton Convention Centre, na região nobre de Joanesburgo, tirando palmas e até algum requebrado dos que estavam bem acomodados nas suas poltronas.
Depois de Ricardo Teixeira foi a vez do presidente da Fifa, Joseph Blatter, subir ao palco para discursar. Suíço, ele falou misturou quatro idiomas – inglês, francês, português e até espanhol – para falar da próxima Copa. Blatter exaltou os “amigos” Lula e Teixeira e também destacou a preocupação com o que o Mundial vai deixar de herança.
- O Brasil é um país que chama a atenção do planeta. Somos capazes de lidar com as diferenças e hoje apresentamos resultados econômicos, políticos e sociais. O povo brasileiro está feliz em abrir suas portas para o mundo. Teremos 190 milhões de pessoas prontas para fazer uma grande festa, cheia de música, alegria e organização - completou Teixeira.
- Ainda não terminamos a Copa de 2010, mas já estamos no ritmo do samba de 2014. O Brasil é o país do futebol. Não há um lugar no mundo que se identifique mais com esse esporte do que o Brasil. Cinco títulos mundiais estão lá, onde o futebol é uma religião. Chegou a hora de levarmos a Copa de volta à América do Sul e ao Brasil.
Joseph Blatter lembrou de uma conversa que teve com Lula há algum tempo e quando falaram do envolvimento social que um Mundial no Brasil poderia ter.
- O presidente está aqui e sei que não queria ver a sua seleção (eliminada nas quartas de final pela Holanda) na decisão. Mas futebol é assim mesmo... Hoje me recordo de quando conversamos sobre futebol e educação. Futebol é educação. Futebol é importante para o futuro dos jovens. A Copa do Mundo vai desempenhar um importante papel social e econômico para o país. Chegou a hora de vivermos um outro idioma, chegou a hora de falarmos português, brasileiro... Desejo todo sucesso ao Brasil. Até breve...
O último a falar foi o presidente Lula. Figura admirada no cenário internacional, ele abusou da sua popularidade para gastar quase três vezes mais tempo do que a organização do evento tinha planejado. Lula fez piadinhas com o alemão Franz Beckenbauer, chamou Blatter de “companheiro”, cometeu gafe, citou até o Corinthians, seu clube de coração, e fez promessas de que a Copa no Brasil será ecologicamente correta e de que haverá muita fiscalização para controlar os gastos.
- Falaram que eu tinha cinco minutos, mas democraticamente como presidente a gente pode extrapolar. Não serei mais presidente a partir de 1º de janeiro de 2011 (quando terminará o seu segundo mandato), mas continuarei brasileiro, amante do futebol e podem contar comigo para o que for necessário. Quero que a gente faça a melhor Copa do Mundo que um país já foi capaz de fazer. E tenho certeza que o Brasil será capaz disso.
Ao se dirigir a Beckenbauer, presente à festa, o presidente brasileiro fez uma brincadeira, mas acabou se confundindo com as datas. Ao citar um episódio em que o Kaiser jogou com o braço quebrado, Lula falou que tinha sido em 1966, mas foi na Copa seguinte, na semifinal de 1970.
- Depois de mim e do Pelé, o Beckenbauer foi o maior jogador do mundo.
O emblema da Copa do Mundo de 2014 foi apresentado oficialmente na cerimônia
Lula também falou diretamente com o campeões mundiais Bebeto, Romário, Cafu e Carlos Alberto Torres e com o técnico Carlos Alberto Parreira, campeão dirigindo a seleção brasileira em 1994 e que comandou a África do Sul no atual Mundial. Ao treinador, ele fez questão de lembrar do título da Copa do Brasil que Parreira ganhou no seu Corinthians.
Para encerrar, Lula prometeu deixar encaminhado um processo para que a Copa do Mundo no Brasil seja verde e transparente. Usou o exemplo positivo que foi o Mundial na África do Sul, mas espera poder ver uma competição ainda melhor.
Antes mesmo de sair do cargo, o presidente destacou que deixou pronto dois decretos para o controle dos gastos. Também enalteceu o bom momento político e econômico que a nação atravessa, com a esperança de que em 2014 tudo esteja ainda melhor.
- Daqui a quatro anos, a nossa economia terá ainda mais relevância no cenário internacional. Tudo que se gastar poderá ser acompanhado por qualquer cidadão de qualquer parte do mundo pela internet. Também faremos uma Copa verde, mostraremos as nossas florestas e uma responsabilidade de sustentabilidade ambiental. Isso será prioridade. Queremos fazer uma Copa impecável. Será uma grande oportunidade para acelerar os investimentos e para melhorar as condições.
Nos vemos em 2014...
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Fontes: G1/Adilson Barros e Rafael Pirrho - TV Globo
Merck vai fechar fábricas e demitir 14 mil, inclusive no Brasil
Reestruturação vai ocorrer ao longo dos próximos dois anos. Laboratório se uniu no ano passado ao concorrente Schering-Plough.
O laboratório farmacêutico americano Merck, que se uniu, no ano passado, a seu concorrente Schering-Plough, anunciou nesta quinta-feira (8) o fechamento de oito de suas instalações de pesquisa e oito de produção em vários países, inclusive no Brasil, bem como o corte de 15% de seu pessoal, ao longo dos próximos dois anos.
Os cortes de postos de trabalho somam mais de 14 mil dos 95 mil que a empresa tinha no mundo em 31 de março.
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"O objetivo da reestruturação é criar uma organização de pesquisa-desenvolvimento flexível que cultive a inovação científica e facilite as colaborações externas", bem como uma rede de produção mais econômica, explicou o grupo em um comunicado.
Entre as instalações afetadas estão as fábricas da Merck no Brasil (em Santo Amaro), na Argentina, no México, bem como na Itália, em Portugal, Cingapura, e na Flórida (sudeste dos EUA), bem como as instituições de pesquisa na Alemanha, no Canadá, na Dinamarca, na Escócia, na Holanda e em Massachusetts (nordeste dos Estados Unidos).
O G1 procurou a Merck no Brasil para comentar o assunto, mas não conseguiu contato.
Fontes: G1- Agências
Humor e as verdades do futebol
Veja o que os jogadores pensam. Perfeitamente representado pelo comediante Marcelo Adnet.
Brasil está perto de ser o único país onde o Orkut lidera
Na Índia, o Facebook cresceu mais que a rede social do Google em 2009
Foto por Arte/R7
Um estudo feito recentemente e com trechos publicados nesta quinta-feira (8) no blog americano de tecnologia Tech Crunch mostra que o Orkut deve perder em breve para o Facebook o primeiro lugar como a rede social mais acessada na Índia.
Brasil e Índia são os únicos países em que o Orkut lidera como rede social mais usada por internautas.
Em maio deste ano, o Facebook registrou na Índia - de acordo com os dados – 18 milhões de visitantes únicos, contra 19,7 milhões do Orkut.
A quantidade nunca foi tão próxima e a rede Mark Zuckerberg tem um histórico de crescimento contínuo pelo menos desde maio de 2009. Já o Orkut, teve desde o mesmo mês e ano queda no número de acessos por dois meses não consecutivos.
O Orkut cresceu 35% em 2009 e o Facebook aumentou em 177% seus visitantes únicos na Índia, onde deve contratar até 500 pessoas.
No Brasil, a situação do Orkut é bem mais tranquila. Dados da empresa Ibope Nielsen Online indicam que, de maio de 2009 a abril deste ano, o percentual de usuários brasileiros do Facebook cresceu quase quatro vezes, de 7,9% para 26%. Nesse período, o Orkut se manteve estável, em torno dos 70% do total de internautas, que chega a 38 milhões de pessoas com acesso de casa ou do trabalho.
Fonte: R7
Modelos gordinhas fazem ensaio para divulgar desfiles de moda GG
O SPFW passou tem algum tempinho, mas esse mês rola outro evento de Moda, a 2ª Edição do Fashion Weekend Plus Size (FWPS), que veio para desmistificar que só as pessoas magras podem estar dentro da moda.
Cinco das modelos plus size de mais destaque no Brasil se uniram em uma sessão de fotos para divulgar a segunda edição do Fashion Weekend Plus Size, que acontece nos próximos dias 23 e 24 em São Paulo. O evento reunirá desfiles de 14 grifes de moda GG apresentando suas coleções primavera verão 2011. (Foto: Divulgação)
A idéia do Evento veio da jornalista Renata Poskos, que também escreve para o Blog Mulherão, e não é lançar tendências: “Desde a primeira edição, que ocorreu em janeiro, nosso compromisso é apenas mostrar as coleções das marcas GG e proporcionar aos consumidores produtos da próxima estação.”
O evento será dividido em dois dias, um destinado a grifes de atacado e no dia seguinte a grifes de varejo. Entre as grifes estão: La Mafe, Loony Jeans, Carlota, Eveiza, Milanina, Shine, Exuberance, entre outras.
Se você está ou estará em SP na data aproveite para ir ao FWPS e conferir de perto a moda GG. A aquisição do convite pode ser feita por meio de depósito bancário no valor de R$60,00 (o dia) na seguinte conta: Banco Bradesco Ag. 0117 – Conta Poupança 1023282-1.
Após efetuar o depósito basta enviar um comprovante para convite@fwps.com.br e mencionar qual o dia que você deseja assistir o desfile. O convite é válido para apenas um dia. Lembrando que grifes atacadistas desfilam no dia 23 e as varejistas no dia 24.
Além dos desfiles ainda terão apresentações e performances de teatro, canto e dança. E os visitantes vão participar de sorteios e concorrer a muitos brindes.
O próximo FWPS acontece noa dias 23 e 24 de Julho, no SENAC Lapa Faustolo em São Paulo. Para mais informações visite o Site do Evento.
Fontes: R7 - Elfinha
Saiba como enviar mensagens de celular gratuitas
Não é preciso gastar dinheiro para enviar mensagens de texto para celulares. Nos sites das operadoras e nas páginas que concentram serviços é possível enviar torpedos gratuitamente.
Para enviar mensagens para celulares da Claro pelo site da operadora (www.claroideias.com.br), não é necessário fazer cadastro nem ser cliente da empresa. É possível, por exemplo, preencher o campo "De:" com o número de um telefone fixo. "É uma forma eficiente de comunicação e uma ferramenta importante para o estímulo ao uso do torpedo", diz a empresa.
Em mundooi2.oi.com.br/servicostorpedo, também não é necessário fazer cadastro para enviar mensagens gratuitas para celulares da Oi.
Diferentemente da Claro e da Oi, a Vivo (www.vivo.com.br) permite o envio de torpedos gratuitos após cadastro, no qual o cliente da operadora precisa preencher o campo CPF com o número do documento do titular da linha.
A empresa diz que, em breve, disponibilizará o envio de SMS, para celulares da Vivo, para não-clientes.
Já a TIM, que oferece o sistema de envio de torpedos pela internet, cobra R$ 0,39 --debitados dos créditos ou cobrados na próxima fatura-- por SMS.
Apesar de não serem autorizados pelas empresas de telefonia, sites como o www.torpedogratis.net permitem o envio de mensagens gratuitas.
Criador do site, Marcelo Medina diz que o intuito é facilitar o uso do serviço que, nas páginas das operadoras, costuma não estar em evidência.
"Utilizo o próprio site das operadoras. O sistema faz apenas uma intermediação", diz. Nos testes realizados pela reportagem, a página se saiu bem no envio de mensagens para celulares da Claro.
Programa gratuito
Nos EUA, o envio de torpedos gratuitos não está vinculado às operadoras. Programas como o Cherple --ainda sem previsão de lançamento em outros países--, que permite o envio de torpedos de computadores com Windows ou Mac conectados à rede para quaisquer celulares com wireless, respondem pelo envio de mensagens.
Fonte: FOLHA/STEFHANIE PIOVEZAN
Brasil pode ser dividido em quatro regiões para a Copa de 2014
Medida facilitaria o transporte de torcedores durante a competição. Sorteio das chaves das Eliminatórias do Mundial está previsto para 31 de julho de 2011
O presidente da CBF e do Comitê Organizador da Copa de 2014, Ricardo Teixeira, afirmou nesta quinta-feira que está sendo estudada uma proposta de dividir o Brasil em quatro regiões para alocar equipes e jogos no próximo Mundial. A informação foi dada em uma entrevista coletiva da Fifa ocorrida no estádio Soccer City, em Joanesburgo. Segundo o dirigente, a entidade ainda está avaliando a medida, que teria como objetivo facilitar o transporte durante a competição (veja no vídeo abaixo):
- Existe uma ideia de dividir o Brasil em quatro para evitarmos que haja grandes transportes de torcedores de um lado para outro pelas distâncias que nós temos. Mas isso ainda não está definido.
Durante a entrevista, Ricardo Teixeira também disse que está previsto para o dia 31 de julho de 2011 o sorteio das chaves das eliminatórias para a Copa do Mundo de 2014. Segundo o presidente, a data foi escolhida para facilitar a realização da competição em continentes com muitas seleções, especialmente a Ásia. No entanto, não está definida a cidade que abrigará o evento:
- Temos que olhar a cidade que melhor poderá receber esse sorteio, principalmente pelo pequeno prazo que temos para definir isso.
Na América do Sul, os times se enfrentam em grupo único em jogos de ida e volta. O Brasil por ser sede da competição não vai participar da competição
Estádios em Curitiba e SP e aeroportos preocupam dirigente
O presidente da CBF falou também sobre as preocupações para o próximo Mundial. Sobre a infra-estrutura do país, o dirigente deixou claro que a prioridade até 2014 deve ser a melhoria dos aeroportos:
- Há menos de dois meses foi feita a aprovação de verba representativa com relação a reforma dos aeroportos, que tem os maiores problemas. Houve uma liberação para que as concessões de obras nos aeroportos tivessem uma precedência para autorização dos órgão fiscalizadores. Isso está previsto porque temos noção que os três grandes problemas que temos para a Copa são aeroporto, em primeiro lugar, aeroporto, em segundo lugar, e aeroporto, em terceiro lugar.
Em relação às cidades-sedes e projetos de estádio, o dirigente reforçou que tudo está dentro dos prazos estabelecidos. No entanto, Ricardo destacou que há um problema sobre arena em São Paulo e uma dúvida sobre as garantias financeiras de Curitiba (veja no vídeo ao lado):
- Alguns projetos de estádio já começaram a ser tocados. Ontem em Brasília, já foi definida a concorrência e determinado o valor a ser gasto nas obras até dezembro. Minas Gerais está bem e temos o problema de São Paulo que todo mundo conhece. Nós temos uma certa dúvida sobre Curitiba, sobre o estádio ter problemas para a parte financeira. Dos outros estádios, pelo o que nós recebemos das garantias financeiras, as garantias foram entregues. As coisas estão em dia e algumas adiantadas.
O problema do estádio na capital paulista ficou evidente no mês passado, quando a CBF informou que o Morumbi estava fora da Copa do Mundo de 2014. Segundo a entidade, o veto ocorreu por não ter recebido as garantias financeiras necessárias. Ricardo Teixeira disse que conversou com o prefeito da cidade, Gilberto Kassab, sobre um novo projeto, mas mostrou preocupação sobre o prazo para que seja viabilizada outra arena:
- Não ficou nada determinado, tivemos conversa genérica e ficou acertado que tão logo a gente retorne ao Brasil teremos uma reunião com governador José Serra, que deverá ser pelo dia 19 ou 20 de julho para tratarmos do assunto e definirmos qual vai ser o papel que São Paulo vai ter na Copa de 2014: se pretende fazer a abertura ou se pretende fazer uma participação no Mundial. Agora, o prazo está afunilando. Nós estamos, diria, perigosamente nas datas limite, razão pela qual o problema tem que ser definido o mais rápido possível.
Questionado sobre a possibilidade de Curitiba deixar de ser uma cidade-sede, o dirigente disse que é muito cedo ainda para este tipo de especulação. O presidente do Comitê Organizador reforçou que a incerteza reside na parte financeira do projeto:
- Essa duvida é porque não recebemos o relatório final da análise financeira do estádio do Paraná. Tão logo isso chegue, faremos a análise de todos os relatórios para ver se configura algum
Fontes: G1- TV Globo
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