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Banco Central: Equipe de Dilma sonda possíveis nomes

Dilma estaria fazendo sondagens para escolher quem comandará a instituição

Meireles era o homem do mercado dentro do governo. Na prática, a peça que garantia ao mercado que a economia não ficaria nas mãos de radicais. Com a eventual saída dele, teme-se que seja escolhido alguém que venha a causar instabilidade. Mas em assim ocorrendo, terá sido uma má escolha de Dilma.

Dilma, segundo rumores, seria contrária à autonomia do Banco Central. Em assim sendo,cremos que a condução da política ecopnômica experimentará sustos e solavancos. Vide abaixo, trecho de matéria da Exame Online:


São Paulo - A pedido de Dilma Rousseff, quatro nomes já foram sondados para substituir o presidente do Banco Central (BC), Henrique Meirelles. Na prática, a presidente eleita só aguarda a conversa com Meirelles, que deve ocorrer amanhã, em Brasília, para decidir quem comandará a política monetária a partir de 2011.


“Alguns me perguntam o que espero para o futuro, o que espero para a vida pública. Eu espero terminar, de fato, esse mandato juntamente com o presidente Lula”, disse Meirelles na noite de ontem, ao participar de cerimônia na Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp). Questionado se o discurso tinha tom de despedida, ele abriu um sorriso. “Foi de celebração”, respondeu.

Até agora, o mais cotado para a cadeira de Meirelles é uma solução doméstica: Alexandre Tombini, diretor de Normas do Banco Central. Mas também foram sondados o presidente do Bradesco, Luiz Carlos Trabucco, o presidente da Federação Brasileira de Bancos (Febraban), Fábio Barbosa (Santander), e o economista-chefe do Bradesco, Octávio de Barros.

Tombini tem bom relacionamento com o ministro da Fazenda, Guido Mantega, que permanecerá no cargo. O plano de Mantega, com o aval de Dilma, é reduzir a dívida interna líquida para 30% do Produto Interno Bruto (PIB) até 2014. A intenção é que os juros reais cheguem a 2% ao ano no fim do mandato.

A presidente eleita quer fechar a escalação da equipe econômica até o fim da semana. Ela ficou muito contrariada com Meirelles ao saber que ele impôs condições para ficar no cargo - como a manutenção da autonomia na definição dos juros -, quando estava em Frankfurt, na Alemanha.

O ex-ministro da Fazenda Antonio Palocci chegou a telefonar para Meirelles para saber se as declarações eram verdadeiras. Ele negou.

Dilma está irritada com Meirelles

A presidente eleita, Dilma Rousseff, se irritou com Henrique Meirelles por ele ter divulgado que impõe condições para ficar no Banco Central, mas não descarta negociar sua permanência por um período tampão.

Valdo Cruz e Kennedy Alencar - FOLHA DE S PAULO

De acordo com auxiliares de Dilma, Meirelles perdeu "muitos pontos" e deve "baixar o tom" para que os dois possam negociar sua posição no futuro governo.

A presidente eleita disse a petistas que não convidou Meirelles a ficar, mas autorizou uma sondagem. A conversa definitiva deverá acontecer na próxima semana.

Segundo a Folha apurou, a intenção de Dilma era negociar com Meirelles sua permanência por um período de "três, seis ou oito meses", até que ela reorganize sua equipe econômica.

Ontem Dilma ficou contrariada ao ser informada de que Meirelles teria dito à imprensa que fora convidado por ela para ficar no BC, mas condicionou isso à manutenção da autonomia que desfrutou na gestão Lula.

A futura presidente, segundo assessores, disse que desde sua eleição não havia conversado nem pessoalmente nem por telefone com Meirelles. Logo, afirmou, não foi feito convite.

INCÔMODO

A avaliação da equipe de Dilma é que Meirelles teria criado uma situação incômoda para ela ao dizer que só ficaria com autonomia. Ou seja, não ficando, ele é quem teria decidido sair por não receber as garantias de liberdade de trabalho.

Segundo um auxiliar, Meirelles "deu vários passos para trás" na definição do seu futuro dentro do governo Dilma. Além do BC, ele poderia ser aproveitado em outro ministério ou ser indicado para a embaixada brasileira em Washington.

Acionado por Dilma, o coordenador da transição, Antonio Palocci, entrou em contato com Meirelles, que estava em Frankfurt, para pedir esclarecimentos sobre as informações na imprensa.

O presidente do BC disse que não havia dado nenhuma entrevista com aquele conteúdo e que falaria com jornalistas sobre o assunto.

Em seguida, disse à imprensa que havia sido convidado pela eleita para discutir a "extensão de seu mandato", fazendo questão de destacar que ela sempre defendeu a autonomia do BC.
"Recebi uma mensagem através da equipe da presidente Dilma me convidando para termos uma conversa na semana que vem."

Disse que "tem havido muitas perguntas sobre a autonomia do BC" e que ele tem respondido "sistematicamente que a presidente eleita se mostrou, inclusive na campanha, ser a favor da autonomia".

O principal defensor da permanência de Meirelles sempre foi o presidente Lula, que fez essa sugestão a Dilma mais de uma vez. Mas confidenciou a auxiliares que já fez o que podia e que não se intrometeria mais e que agora "a bola está com ela".

Lula também recomendou à petista a manutenção de Guido Mantega. Nesse caso, ela concordou.

Ela passou a cogitar a hipótese de manter o atual presidente do BC depois de avaliar o cenário econômico internacional, que tende a piorar em 2011.

Comentário:

Caso Dilma não aproveite Meirelles e não respeite a independência do Banco Central, o mercado vai reagir  de forma nada agradável e ela terá um início de governo turbulento.

Pior que o cenário é bastante plaúsivel , dado as idéias marxistas da presidente eleita e de seu partido. Que Deus ajude o Brasil.

Mercado financeiro prevê aumento da inflação e dos juros

Relatório Focus aponta alta da inflação de 5,31% para 5,48% em 2010

O mercado financeiro elevou sua previsão de inflação para 2010 e 2011, segundo a pesquisa semanal Focus divulgada nesta terça-feira pelo Banco Central. A estimativa de inflação medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) deste ano subiu para 5,48%, ante 5,31 % na semana passada. O prognóstico do índice para o ano que vem passou de 4,99% para 5,05%.

O economistas ouvidos pelo BC apostam também em um aumento da taxa básica de juros, a Selic, para o próximo ano. O mercado projeta uma taxa de juros em 12% ao ano para 2011, ante 11,75% registrados na pesquisa anterior. O economistas não esperam, porém, que os membros do Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central alterem a Selic na reunião de dezembro.

No caso da inflação de curto prazo, o mercado subiu de 0,51% para 0,55% a previsão para o IPCA de novembro. Para a inflação de dezembro, a taxa prevista teve leve alta de 0,49% para 0,50%, de acordo com a Focus. A meta de inflação dos dois anos tem centro em 4,50% e tolerância de 2 pontos porcentuais para cima ou para baixo.

A previsão para a expansão do Produto Interno Bruto (PIB) em 2010 não foi alterada. A estimativa para a expansão da economia neste ano segue em 7,60%. Para o ano que vem, a previsão para o PIB foi mantida em 4,50%. A estimativa para a produção industrial em 2010 caiu de 11,12% para 11,07%. Para o ano que vem, a projeção para a expansão da indústria seguiu em 5,25%.

Os analistas mantiveram o patamar esperado para o dólar no fim de 2010. A taxa de câmbio esperada para o fim de dezembro permaneceu em 1,70 real. Para o fim de 2011, a expectativa para a moeda americana caiu de R$ 1,77 para 1,75 real. A previsão do câmbio médio no decorrer de 2010 seguiu em 1,76 real e do câmbio médio em 2011 caiu de 1,75 real para 1,74 real.

Fontes: VEJA - Agência Estado - REUTERS

Dilma vai definir economia primeiro. Mercado cobra definição de equipe

Futuro de Meireles no BACEN provoca incertezas no mercado.

As incertezas geradas pelo futuro de Meireles no Banco Central e a composição da futura equipe econômica, geram incertezas no mercado e alguns estragos. Investidores temem que Dilma não terá disposição de conter gastos públicos.

No entender do mercado, sem controle dos gastos públicos, fica comprometido o controle inflacionário em 2011 e isto gera mais incertezas.

Outro temor que assombra o mercado,é a possibilidade de Dilma centralizar o controle das decisões econômicas no Planalto, tirando do Banco Central e da Fazenda, a liberdade quem ambos têm hoje para conduzir a política econômica do país.

"Um presidente com mais influência na economia é algo que não vemos há algum tempo e sem dúvida trará muita incerteza ao mercado", disse Aloisio Teles, da corretora japonesa Nomura, em nota para clientes ontem.

O mercado de juros futuro tem sofrido agitação, pois quaisquer mudanças econômicas que interfiram na política de juros, têm consequências a médio e longo prazo. Por isso, as taxas cairam nos contratos com vencimento nos próximos dois anos e subiram bastante nos contratos de prazo mais longo, sinal de que os investidores apostam numa redução dos juros no início do novo governo e preveem dificuldades depois.

De qualquer forma, especula-se no mercado que a presidente eleita, Dilma Ropussef, poderia divulgar ainda este mês os nomes que formarão a equipe econômica. Ao menos, esta foi a informação passada a interlocutores de partidos aliados. Dilma pretende anuniciar o ministério em blocos, por área. Portanto, somente após a cúpula do G-20 são esperados anúncios sobre a economia.

Ministérios

A composição do ministério não será nada fácil pois PT e PMDB,  embora aliados, vão disputar vaga a vaga e o PMDB quer não somente indicar quais pastas interessam como também os nomes dos futuros ministros de cada pasta envolvida. Temer informou que o partido pretende preservar as áreas que tem hoje: Agricultura, Comunicações, Integração, Minas e Energia e, ainda, Saúde e Defesa.

Outro partido da coligação governista, o PSB, que teve ótimo desempenho eleitoral,também quer uma fatia generosa da máquina de governo. O partido que comanda os ministérios da Ciência e Tecnologia e a Secretaria de Portos que ampliar o espaço e comandar o Ministério da Integração Nacional.

Como se vê, nada muda em Brasília. Sempre a mesma briga por cargos e poder e nada sobre ideais e formulação de políticas que efetivamente favoreçam a população.

Por: BGN

Ajuste fiscal natalino?

Bolívar Lamounier

Os jornais de hoje começam a ventilar a possibilidade de Lula tomar “medidas duras” na economia, para poupar Dilma de um desgaste logo no início de seu governo.

O cardápio a ser servido antes do Natal incluiria corte de gastos, revisão do orçamento de 2011 e redução da meta de inflação para 4% ou menos.

No início do ano, os jornalistas que cobrem os chamados “bastidores” informaram que Dilma havia rispidamente descartado uma proposta mais ou menos nessa linha que lhe apresentara Palocci .

Com Lula se dispondo a assumir o custo político e Palocci de volta ao primeiro plano, as peças aparentemente se encaixam.

O que precisa ser visto é se, uma vez decretado esse ajuste natalino, Lula vai dar por cumprida a sua tarefa, ou vai continuar tutelando a presidente-eleita .

Esta será uma das principais, se não a principal, questão institucional e política dos próximos anos.

Ninguém acredita, nem se ele jurar de pés juntos, que Lula vai vestir seu pijama e ficar quieto. É óbvio que ele vai continuar falando pelos cotovelos. Mesmo limitada a eventuais entrevistas e declarações, sua atuação sempre embutirá dificuldades e riscos para o novo governo, dado o peso político de Lula e a peculiar origem da candidatura Dilma.

Mais que tutelar, há quem acredite que Lula pretenderá de fato mandar no governo Dilma. A recomendação de manter no governo os ministros Mantega (Fazenda), Meirelles (Banco Central), Jobim (Defesa) e Haddad (Educação) seria o primeiro passo nessa direção.

Há também quem diga o oposto, isto é, que Lula manterá uma estudada distância em relação à sua pupila. Já se preparando para voltar em 2014, ele não se deixará contaminar pelo inevitável desgaste dela ; inevitável, desde logo, em vista da popularidade estratosférica de Lula.

Excusado lembrar que tudo isso é especulação. Lula continua presidente, Dilma Rousseff ainda nem tomou posse.

Hipóteses como essas que alinhavei acima cumprem, quando muito, uma função de mapeamento inicial do novo terreno político.

Matéria publicada originalmente em 08/10/2010 no site do Instituto Millenium

Mercado financeiro prevê a vitória de Serra e já monta posições nos mercados de juros

Mercado financeiro tem gráficos prevendo a vitória de Serra

O mercado financeiro está distribuindo uma série de gráficos preparados por um macroeconomista do Banco Mundial, todos mostrando a vitória de José Serra (PSDB) sobre Dilma Rousseff (PT) em 31 de outubro próximo.

As projeções usadas nos gráficos levam em conta os mais recentes números do Ibope.

Não é à toa que bancos e corretoras estão montando posições nos mercados futuros de juros já levando em conta a posse de Serra em janeiro de 2011.


Veja os gráficos abaixo:

Comentário

Parte das curvas apresentadas para a data de 29 de outubro, aparentemente não se confirmaram. Contudo, há de se ressaltar que talvez causado por dados imprecisos da própria pesquisa IBOPE


Fonte: Blog do Vicente - Correio Brasiliense

Maior saldo comercial dos EUA agora vem do Brasil

País passou Austrália e garantiu um um saldo de US$ 1,3 bilhão para os americanos

O Brasil é o parceiro que garante o maior superávit comercial dos Estados Unidos, com exceção de Hong Kong, que é um ponto de distribuição de mercadorias para toda a Ásia. O posto é disputado com a Austrália, mas o Brasil conquistou a liderança nos últimos dois meses.

Dados divulgados pelo Departamento de Comércio americano mostram um saldo de US$ 1,3 bilhão nas trocas com o Brasil em agosto, acima do US$ 1,02 bilhão com a Austrália. No acumulado do ano, o superávit dos americanos com os brasileiros chega a US$ 7,2 bilhões - mais que o dobro dos US$ 3,4 bilhões de janeiro a agosto de 2009.

Por conta de frete e impostos, as estatísticas são diferentes das que são divulgadas pelo governo brasileiro. Segundo a Secretaria de Comércio Exterior (Secex), do ministério do Desenvolvimento, o déficit do Brasil com os EUA ficou em US$ 5,74 bilhões de janeiro a setembro. O Brasil é um dos poucos países com os quais os EUA conseguem melhorar seus resultados comerciais e repassar uma parcela do ajuste que sua economia precisa para sair da crise. As exportações americanas para o Brasil cresceram 41% de janeiro a agosto, enquanto as importações avançaram 23%.

"Se um país quer superávit, o melhor alvo hoje é o mercado brasileiro", diz Fernando Montero, da Corretora Convenção. Segundo o economista, o país reúne as condições para importar mais: é um dos poucos que cresce e sua moeda se valorizou. Desde o início do ano, o real brasileiro e o dólar australiano subiram, respectivamente, 5,08% e 10,7% em relação ao dólar americano.

Depois de anos de superávits, o Brasil voltou a ter déficit com os EUA em 2009. Além da crise, fatores estruturais influenciaram o resultado. O Brasil se destaca como exportador de commodities e os EUA não são clientes, mas concorrentes.

Fonte: Época

Peru, Chile e Colômbia formarão a 2ª maior bolsa de valores da América Latina

Bolsas integrarão suas atividades a partir de 22 de novembro


A nova bolsa integrada passa a ser a segunda maior da América Latina em valor de mercado, com 594,8 bilhões de dólares (AFP)

As bolsas de valores do Peru, Chile e Colômbia vão integrar suas atividades a partir do dia 22 de novembro.

O anúncio foi feito pelas bolsas nesta quarta-feira, dia 29. Segundo levantamento da Economática, com a união, a nova bolsa integrada passa a ser a segunda maior da América Latina em valor de mercado, com 594,8 bilhões de dólares, conforme dados de terça, tirando o lugar da bolsa mexicana, que possui valor de 437,076 bilhões de dólares. O Brasil está em primeiro lugar no ranking, com valor de mercado de 1,373 trilhão de dólares.

Com relação à liquidez (volume de negócios), a bolsa integrada aparece em terceiro lugar, com volume financeiro médio diário em setembro de 334,362 milhões de dólares, atrás da Bolsa brasileira, com 3,323 bilhões de dólares, e da bolsa mexicana, com 608,670 milhões de dólares.

A Economática ainda informou que a maior empresa por valor de mercado da nova bolsa é a colombiana de petróleo e gás Ecopetrol, com 81,6 bilhões de dólares, seguida pela chilena do mesmo setor Copec, com 24,1 bilhões de dólares. A chilena Falabella, que atua no setor de comércio e possui valor de 23,711 bilhões de dólares, fica com o terceiro lugar entre as maiores empresas do Peru, Chile e Colômbia.

Já entre as ações mais líquidas, estão a empresa chilena de mineração Sociedad Quimica Y Minera De Chile S.A., com média diária de 23,3 milhões de dólares negociados no mês de setembro, e a LAN Chile, com 23,2 milhões de dólares.

Fontes: Agência Estado - Veja

Petrobrás levanta R$120,36 bi em sua mega oferta de ações

Preço para a ação ordinária ficou em R$ 29,65 e para a preferencial em R$ 26,30

O preço por ação da Petrobras no processo de capitalização da estatal foi definido em R$ 29,65 por papel ON (ordinária, com voto) e R$ 26,30 por PN (preferencial, sem voto), segundo a assessoria de imprensa da estatal.

Os valores correspondem a descontos de 2,0% sobre os fechamentos das ON (R$ 30,25) e de 1,8% sobre o das PN (R$ 26,80) no pregão da Bovespa nesta quinta-feira.

O valor foi divulgado na noite desta quinta-feira (23), depois de ser definido em reunião do Conselho de Administração da Petrobras, com a presença do ministro da Fazenda e presidente do conselho, Guido Mantega, na sede da companhia petroleira em São Paulo.

O presidente executivo da empresa, José Sergio Gabrielli, acompanhou o encontro de Nova York, por videoconferência, junto com o diretor financeiro e de relações com investidores, Almir Barbassa. Ambos participaram mais cedo da apresentação da oferta (road show) a investidores nos Estados Unidos.

De acordo com a ata da reunião desta quinta-feira divulgada pela Petrobras, a oferta principal será responsável por um aumento de capital social da companhia equivalente ao montante de R$ 115,053 bilhões.

Porém, como a demanda superou a oferta e há a expectativa de que a estatal coloque um lote suplementar de ações, a operação deve chegar aos R$ 120,360 bilhões.

A oferta da Petrobras movimentou o mercado de câmbio nas últimas semanas. De acordo com dados do Banco Central, só entre os dias 13 e 17 da semana passada entraram US$ 8,945 billhões no Brasil pelo mercado financeiro. Em cinco dias, o volume registrado é 15,58% maior do que todo o acumulado de janeiro até o dia 10 de setembro.

Na oferta, a Petrobras venderá novas ações com o objetivo de arrecadar dinheiro para financiar seu ambicioso plano de exploração das reservas de petróleo descobertas na região do pré-sal, sobretudo na bacia de Santos. Em seu plano de negócios de cinco anos (2010 a 2014) estão previstos gastos de US$ 224 bilhões.

De acordo com o cronograma preliminar da oferta, o início das negociações das ações da oferta na Bolsa de Valores de São Paulo (BM & FBovespa) está previsto para 27 de setembro. No âmbito da oferta internacional, a inauguração dos ADRs na bolsa de valores de Nova York (Nyse, na sigla em inglês), está marcada para 24 de setembro.


Fontes: G1 - TV Globo

O fraco resultado das contas públicas

Entre os destaques do dia estão a taxa de desemprego menor e o superávit primário de R$ 2,45 bilhões. Veja comentário de Paula Pavon



Fonte: O ESTADO DE S PAULO - TV ESTADÃO

Venda de imóveis novos em SP cai 10,4% no 2º trimestre, diz Secovi

Resultado foi o menor para o período nos últimos quatro anos. No semestre, houve crescimento de 18,4%.

A venda de imóveis novos na cidade de São Paulo no segundo trimestre deste ano (abril a junho) registrou uma queda de 10,4% em relação ao mesmo período do ano passado. De abril a junho, foram vendidas 8.544 unidades, enquanto no segundo trimestre de 2009 foram vendidos 9.537 unidades.

De acordo com informações divulgadas nesta quinta-feira (19) pelo Sindicato das Empresas de Compra, Locação e Administração de Imóveis Comerciais de São Paulo (Secovi-SP), esse resultado foi o menor para um segundo trimestre dos últimos quatro anos.

Segundo o Secovi, o segmento que teve maior destaque nas vendas foi o de imóveis de dois dormitórios, que responderam por 35,1% do total de unidades vendidas no trimestre.

Enquanto isso, as unidades de três dormitórios representaram 33,5% das vendas. Os imóveis de quatro dormitórios representaram 19,4% do total.

No primeiro semestre deste ano, foram vendidas 17.005 unidades de imóveis novos. Em relação ao mesmo período do ano passado, houve aumento de 18,4%, quando foram comercializadas 14.368 imóveis.

Fonte: G1/Anay Cury

Chineses 'invadem' o Japão para comprar os próprios produtos

A maioria dos funcionários de uma loja é composta por chineses. Consumidores compram relógios, games e artigos de luxo, por exemplo.

É o sonho de todo o comerciante: o ônibus para na porta e despeja consumidores com dinheiro no bolso. É a nova invasão chinesa. Antes os produtos fabricados na China lotavam as prateleiras. Agora, eles enchem os corredores.

E só compram no plural: são duas raquetes, três relógios. A menina explica que um é para ela, outro para o pai e outro para o avô. Lembranças, sempre um punhado. Com aquela população gigantesca, não dá para esquecer ninguém.

A campeã de vendas é a panela elétrica de arroz, artigo popular na Ásia. Uma família levou logo três. "É que a gente tem muitos parentes". Vende tanto, que todo o dia chega um novo carregamento de panelas.

Assim como em todo o mundo, jogos eletrônicos fazem sucesso entre as crianças e adolescentes chineses. Por isso, eles adoram a seção da loja onde estão os últimos lançamentos. Só que, neste caso, eles vêm ao Japão comprar produtos feitos na China.

Um rapaz explica que os produtos vendidos no Japão, mesmo os fabricados na China, têm qualidade superior. Para o gerente, brasileiro, eles são os melhores clientes. "Eles vem com pouco tempo, aí não pensam muito. O que querem, eles compram."

A loja contratou funcionários chineses. Hoje são a maioria. As grandes marcas já perceberam que os chineses desejam qualidade. As maiores lojas do mundo de algumas grifes estão localizadas na China e a estimativa é de que, em cinco anos, o pais será o maior consumidor de artigos de luxo do planeta.

Para os japoneses ver os vizinhos gastando, como eles faziam décadas atrás, pode ser ruim para o orgulho, mas é ótimo para os negócios.



Fontes: G1- TV Globo

Primeiras notas do real reformulado começam a ser impressas

Mantega inaugurou 1ª linha de produção de cédulas nesta sexta-feira. Casa da Moeda investiu, até o momento, cerca de R$ 350 milhões.

Novas cédulas do real (Foto: Divulgação)

O ministro da Fazenda, Guido Mantega, e o presidente da Casa da Moeda do Brasil (CMB), Luiz Felipe Denuccci, inauguraram nesta sexta-feira (6) a primeira de duas linhas de produção das novas cédulas de real.

Segundo o Banco Central, as novas notas devem começar a circular a partir de novembro. Mais cedo, no entanto, a Casa da Moeda informara que a circulação teria início em outubro.

A primeira cédula impressa foi a de R$ 50,00. As mudanças nas notas têm como objetivo torná-las mais seguras e à prova de falsificação.

A segunda linha de produção entrará em funcionamento até o final de agosto. Com a nova estrutura, a produção da Casa da Moeda passará de 2 bilhões de cédulas em dois turnos para 2,8 bilhões de cédulas em três turnos. O investimento total feito no parque industrial desde 2009 é de cerca de R$ 350 milhões e chegará ao montante de R$ 900 milhões até 2011.

Guido Mantega disse, durante o evento, que o real é hoje a segunda moeda mais forte do mundo. "Somente o dólar realiza mais transações no mercado futuro do que o real. Portanto, hoje estamos orgulhosos da nossa moeda. Ela expressa o fortalecimento da economia brasileira", completou.

Fonte: G1

Venezuela atrasa pagamentos e afugenta empresas brasileiras

Braskem adia investimentos de US$ 3,5 bilhões em dois projetos em território venezuelano; empreiteiras enfrentam problemas com uma lei que permite ao governo confiscar máquinas ou tomar obras públicas que estejam paralisadas ou atrasadas

Construção brasileira. Cartaz identifica a empresa Norberto Odebrecht como responsável por obra no metrô de Caracas

A vida das empresas brasileiras na Venezuela não está fácil e pode piorar. A Braskem, que havia fechado duas joint ventures com a estatal venezuelana Pequiven, para dois projetos no valor de US$ 3,5 bilhões, mudou seus planos. Das 30 pessoas que a empresa mantinha em Caracas para tocar o projeto, só sobrarão 5. A maioria dos executivos está voltando para o Brasil ou indo para outras filiais da Braskem.

"O governo venezuelano não cumpriu sua parte nos investimentos", disse ao Estado uma fonte próxima ao projeto. A Braskem e a estatal venezuelana haviam assinado um memorando, em 2007, para criar duas companhias. O projeto da Propilsur foi adiado por um ano, enquanto o da Polimérica, de capital misto, teve o investimento reduzido pela metade.

Empreiteiras brasileiras, como Odebrecht, Andrade Gutierrez e Camargo Correa, que têm bilhões em negócios na Venezuela, também estão prestes a sofrer um duro golpe do governo chavista com a Reforma da Lei de Contratações. A Assembleia Nacional venezuelana aprovou, na quarta-feira, uma lei que permite ao governo confiscar máquinas ou se apoderar de obras públicas que estejam paralisadas ou atrasadas.

Muitas empreiteiras brasileiras estão tocando seus projetos aos poucos ou deixando-os paralisados. A nova lei ainda precisa ser aprovada em segunda turno, mas, como há maioria chavista, deve passar. "Se for aprovada, a lei pode ser um enorme problema para as construtoras brasileiras", disse Fernando Portela, diretor executivo da Cavenbra, Câmara de Comércio e Indústria Brasil-Venezuela.

A fuga de investimentos e de executivos do país já é aparente nas escolas onde estudam os filhos dos expatriados. Na Escola americana Campo Alegre, na escola britânica e na Hebraica de Caracas, dezenas de alunos estão indo embora. A escola britânica passou a exigir pagamento anual, em vez de semestral, por causa do êxodo de alunos.

Empresas brasileiras que importam seus insumos sofrem com o controle cambial. Em maio, o governo fechou as casas de câmbio e proibiu as empresas de recorrer ao chamado câmbio permuta. Como pelo câmbio oficial têm prioridade produtos essenciais, importadores de produtos, como cosméticos, perfumes e têxteis, correm risco de desabastecimento. Empresas como Boticário, Alpargatas e Hering estariam sendo afetadas, diz ele. No ano passado, a Natura, maior fabricante de cosméticos do Brasil, deixou a Venezuela alegando risco cambial e "desequilíbrio" de instituições.

Crescimento. Segundo José Francisco Marcondes, presidente da Federação de Câmaras de Comércio e Indústria Venezuela-Brasil, a situação no país é delicada. "A Venezuela está em recessão, há questões pré-eleitorais, mas o comércio bilateral cresceu este ano", ressalva.

As exportações do Brasil para o país crescem graças, principalmente, ao comércio de alimentos, que não é tão afetado pelo câmbio. Nos primeiros seis meses do ano, as exportações aumentaram 7% em relação ao mesmo período de 2009. Já as importações brasileiras da Venezuela, aumentaram 135,4% no primeiro semestre. Passaram de US$ 197 milhões para US$ 465 milhões.

Invasão brasileira. 

O intercâmbio comercial durante o primeiro semestre deste ano totalizou US$ 2,243 bilhões, aumento de 20,7%. A venda de carne bovina desossada e congelada do Brasil cresceu 672%; de bovinos vivos, 84% e de ovos de galinha para incubação, 144%.

Nos "mercales", os supermercados conveniados ao governo, muitos dos alimentos são brasileiros. "Não tem mais frango da Venezuela. Só do Brasil, que vem congelado e não tem gosto de nada", diz Xiomara Pinto, que mora em um barraco em Antímano, bairro de Caracas.

Fonte: O ESTADO DE S PAULO/Patrícia Campos Mello

Brasil importa cada vez mais produtos acabados

Nos sete primeiros meses de 2010, o saldo da balança comercial foi de US$ 9,237 bilhões, acusando queda de 45% em relação ao mesmo período de 2009.

Uma mostra das dificuldades que teremos para chegar aos US$ 13 bilhões previstos pelo Banco Central (BC), não por falta de exportações, que provavelmente ultrapassarão a previsão do BC, mas pela alta das importações, que pela segunda vez consecutiva ultrapassaram as vendas externas.

O problema é tentar explicar o fenômeno que parece se fortalecer. Não há dúvida de que a taxa cambial continua favorecendo maiores compras no exterior, levando em conta a pesada carga tributária que recai sobre os produtos brasileiros. É possível que, diante da deterioração do resultado da conta de transações correntes, os importadores tenham apostado numa desvalorização do real ante o dólar, e adiantaram suas compras no exterior.

A análise do comércio exterior em julho mostra que a exportação de produtos básicos ultrapassou a de bens manufaturados. Ora, os produtos básicos sofrem fortes variações de preços, além de serem de menor valor adicionado. No ano passado, a participação dos produtos básicos era ligeiramente inferior à dos produtos manufaturados: 42,6%, ante 42,9%. Neste ano, para os sete primeiros meses, a situação mudou: 43,6%, ante 40,2%.

Os preços dos manufaturados, em certos casos, aumentaram mais em relação ao mesmo período do ano passado. Além do minério de ferro (151,4%), certos manufaturados tiveram uma elevação de preços muito importante, como os veículos de carga (145,4%) e as máquinas de terraplenagem (135,4%), para citar dois produtos que mais foram exportados entre os manufaturados.

Examinando as importações para os sete primeiros meses, verifica-se que as de bens de capital diminuíram de 24,9%, em 2009, para 22%, neste ano; as de bens intermediários aumentaram de 46,6% para 46,7%; mas as de bens de consumo duráveis cresceram de 8,3% para 9,7%, o que parece resultar de certo grau de desindustrialização.

Tudo indica que as empresas brasileiras, que vinham aumentando suas importações de bens intermediários já há algum tempo, agora estão importando mais bens de consumo duráveis prontos que, antes, eram montados no Brasil.

Em julho houve mudança na distribuição geográfica do comércio exterior: a China assumiu o primeiro lugar nas vendas para o Brasil, com US$ 3,268 bilhões, que aumentaram 13,1% em apenas um mês.


Fonte: O ESTADO DE S PAULO

Brasil ignora regras mundiais contra a lavagem de dinheiro

Enquanto a economia cresce, o mercado financeiro se sofistica e o país atrai cada vez mais investidores, o Brasil ainda ignora completamente sete recomendações de combate à lavagem de dinheiro.

A afirmação é do Grupo de Ação Financeira (Gafi), órgão internacional do qual faz parte com outros 33 países comprometidos em lutar contra esse tipo de crime e o financiamento ao terrorismo.

Desde 2003, quando foram elaboradas as últimas 49 recomendações do Gafi para inibir a ocultação de dinheiro obtido com práticas criminosas, o Brasil ainda não tinha sido avaliado pela plenária do órgão.

No final do ano passado, avaliadores internacionais estiveram no país analisando a situação e criaram um relatório, cuja versão final vai ser publicada em agosto.

O Brasil Econômico analisou o sumário-executivo do texto no qual os especialistas apontam que sete práticas importantes de combate a esse tipo de delito ainda são realidade distante em território brasileiro.

Desse jeito, o país só foi aprovado "parcialmente" e vai ser monitorado até cumprir as recomendações internacionais, ou pode cair na "lista negra" do órgão, onde estão países como Irã e Coreia do Norte, que ficam sujeitos a retaliações.

Guerra ao terror

A principal recomendação a ser adotada é criminalizar o financiamento ao terrorismo, apesar do Brasil nunca ter presenciado um atentado nos moldes do ataque às torres gêmeas do World Trade Center em Nova York em 11 de setembro de 2001.

A criminalização é um interesse internacional, porque a falta de punição a transferências financeiras a grupos terroristas permite que, na prática, isso possa ser feito sem maiores problemas por aqui.

"Lavagem de dinheiro e terrorismo muito frequentemente ultrapassam fronteiras", diz a procuradora regional da república Carla de Carli, coordenadora do grupo de trabalho do Ministério Público Federal de combate à lavagem de dinheiro.

O crime é caracterizado quando recursos financeiros obtidos ilegalmente conseguem circular no mercado com aparência legal. Pode ser o lucro de um traficante que é investido em estabelecimentos comerciais ou o imposto sonegado da empresa e usado pela quadrilha para comprar ações, para citar alguns exemplos.

Entre os sete objetivos que o Brasil não cumpriu, nem minimamente, está a criação de mecanismos de supervisão e acesso completo à origem de doações e à aplicação de recursos de organizações não-governamentais (ONGs).

Só três metas foram integralmente cumpridas, enquanto 21 recomendações foram amplamente atendidas e 16 parcialmente. Duas recomendações são consideradas não-aplicáveis ao Brasil, por não se encaixarem no modelo político e no sistema jurídico do país.

Lentidão

Outro aspecto que também dificulta o combate à lavagem de dinheiro no país é a reduzida quantidade de condenações efetuadas pela Justiça brasileira.

Os avaliadores reconhecem a importância da criação das Varas especializadas pela Justiça Federal, mas criticam a lentidão do Judiciário e a falta de estatísticas confiáveis.

A procuradora Carla de Carli reconhece que o número de condenações é baixo e que ainda há um longo caminho a percorrer até a próxima avaliação do Gafi, em dois anos.

"As investigações muitas vezes são lentas e a tramitação também. A defesa normalmente é muito capacitada. Tudo isso contribui para que seja mais difícil que o processo chegue ao final", finaliza a integrante do Ministério Público.

Fonte: Brasil Econômico/Daniel Haidar

Copom volta a subir juros, para 10,75% ao ano

Foi a terceira alta consecutiva da taxa Selic. Elevação na taxa básica de juros já era esperada pelos economistas.

O Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central voltou a pisar no freio do crescimento econômico brasileiro nesta quarta-feira (21): ao final da reunião de dois dias, a autoridade monetária anunciou a terceira alta consecutiva da taxa básica de juros da economia, a Selic, de 10,25% para 10,75% ao ano. A decisão, segundo o BC, foi tomada por unimidade entre os membros do colegiado.


O aumento nos juros já era esperado pelos economistas. Em abril, a taxa já havia subido do piso histórico de 8,75% ao ano para 9,5%. Na reunião passada, nova elevação levara a taxa para 10,25%, quebrando a barreira dos dois dígitos pela primeira vez desde junho de 2009.

E a expectativa dos analistas é que a taxa continuará sendo elevada nos próximos meses, chegando a 12% ao ano no fim de 2010.

Ao fim do encontro, o BC divulgou a seguinte explicação: "Avaliando a conjuntura macroeconômica e as perspectivas para a inflação, o Copom decidiu, por unanimidade, elevar a taxa Selic para 10,75% a.a., sem viés. Considerando o processo de redução de riscos para o cenário inflacionário que se configura desde a última reunião do Copom, e que se deve à evolução recente de fatores domésticos e externos, o Comitê entende que a decisão irá contribuir para intensificar esse processo.”


Contenção da demanda e meta de inflação

Ao subir os juros, o BC atua para conter a procura por produtos e serviços. O objetivo seria o de tentar evitar um aquecimento excessivo da economia, que poderia gerar "gargalos" de logística (falta de mão-de-obra ou de infraestrutura adequada) e um subsequente crescimento da inflação - que penaliza principalmente os mais pobres.

O Banco Central também calibra a taxa de juros para que a inflação convirja para a meta central de 4,5% fixada pelo governo para 2010 e 2011. Pelo sistema de metas, o Índice Nacional de Preços ao Consumidor (IPCA) pode ficar entre 2,5% e 6,5% sem que a meta seja formalmente descumprida.

Dados do IBGE divulgados na terça-feira mostraram que os preços estão mais "comportados" que há alguns meses: o IPCA-15, considerado uma prévia da inflação oficial, teve deflação de 0,09% em julho, influenciado principalmente pelos preços menores dos alimentos.

Na segunda-feira, dados do boletim Focus, coletados pelo Banco Central junto às instituições financeiras, também mostraram que o mercado reduziu suas expectativas para a inflação deste ano, de 5,45% para 5,42%. Há um mês, o mercado apostava em IPCA de 5,61% para este ano.


Fontes: G1 - TV Globo

BC começa hoje reunião que define taxa de juros

Hoje em 10,25%, indicador interfere na oferta de crédito e no comportamento da inflação

A 5ª reunião do Copom (Comitê de Política Monetária) do Banco Central começa nesta terça-feira (20) e termina na quarta-feira (21). O encontro, que ocorre a cada 45 dias, vai definir o valor da taxa básica de juros, a Selic. O indicador interfere na oferta e no preço dos empréstimos, além de ser um termômetro do comportamento do consumo na economia brasileira.

Atualmente, a taxa básica de juros está em 10,25% - antes da última reunião, em junho, a Selic estava em 9,5%. Segundo o governo, o Copom optou pela alta para frear o consumo dos brasileiros, que aumentou consideravelmente após a crise financeira mundial devido ao elevado nível de emprego e da alta da renda no país.

Para este encontro, o mercado espera que o Copom mantenha inalterada ou aumente levemente a taxa de juros, em até 0,5% - ou seja, subiria para 10,75%.

O último boletim Focus, feito pelo BC com base na opinião dos analistas do mercado, aponta que a taxa básica de juros deverá encerrar o ano em 12%. Entretanto, ainda restam três reuniões do Copom (uma em agosto/setembro, outra em outubro e, por fim, uma em dezembro) - o que pode adiar a decisão do aumento.

No programa Café com o Presidente da última segunda-feira (19), Luiz Inácio Lula da Silva afirmou ser importante o governo tomar medidas “para conter um pouco o crescimento da economia, porque a economia estava crescendo de forma muito forte”.


- Quando a economia cresce muito, a demanda fica muito forte, as pessoas começam a comprar mais do que aquilo que a gente tem capacidade de produzir, e assim a gente tem de volta, sabe, uma coisa chamada inflação, que nós não queremos que volte no Brasil, e nós precisamos controlar.

Segundo o boletim Focus, o IPCA (Índice de Preços ao Consumidor Amplo) – a inflação oficial do governo – deverá encerrar o ano em 5,42%, abaixo dos 5,45% previstos na edição anterior.

O governo, que estipula uma meta anual para a inflação, deseja que o indicador encerre o ano na casa de 4,5%, com tolerância de dois pontos percentuais para cima ou para baixo – isto é, pode chegar a 2,5% ou atingir 6,5%.


Fonte: R7

São Paulo aperta o cerco contra importadores

Governo autua companhias e aplica multas que somam milhões de reais, segundo especialistas

SÃO PAULO - Principal Estado prejudicado pela "guerra fiscal", São Paulo "apertou o cerco" contra as empresas que utilizam portos que concedem incentivos fiscais para a importação.

Segundo advogados especializados, o governo estadual já autuou "centenas de companhias" e aplicou multas que chegam aos "milhões de reais". Procurada pela reportagem do Estado, a Secretaria da Fazenda de São Paulo não quis se manifestar.


"A guerra fiscal é provocada pela demora em implementar uma reforma tributária. São Paulo tem de acionar os Estados e não os contribuintes paulistas", diz o advogado Paulo Vaz, sócio do escritório Vaz, Barreto, Shingaki e Oioli.

A opinião é compartilhada por diversos especialistas que defendem empresas autuadas. "Como o governo de São Paulo não tem o direito de questionar o importador instalado em outro Estado, vai em cima do comprador em São Paulo. É um absurdo, porque o contribuinte paulista agiu de boa fé", diz o advogado Eduardo Monteiro Barreto, do escritório Braga & Marafon.

Os programas estaduais de incentivo fiscal à importação não foram aprovados pelo Conselho Nacional de Política Fazendária (Confaz). Por causa disso, governos e entidades de classe prejudicadas apresentam Ações Diretas de Inconstitucionalidade (Adins) ao Supremo Tribunal Federal (STF). O problema é que, quando as ações estão próximas de serem julgadas, os Estados alteram as leis, o que torna os instrumentos sem efeito.

Segundo o advogado Márcio Alabarce, do Machado & Associados, o fisco paulista mudou a estratégia nos últimos meses para aplicar multas ainda mais pesadas. "Temos clientes com multas muito significativas", disse.

O governo não só está suspendendo o crédito do ICMS da operação interestadual, como cobrando o Imposto de Importação que seria devido se a mercadoria tivesse entrado no País por um porto paulista, mais multa e juros. A advogada Ana Claudia Utumi, do escritório Tozzini & Freire, afirma que "centenas" de empresas foram autuadas. "Parece uma estratégia educativa do fisco paulista, para desestimular a utilização de outros portos", disse.


Fonte: O ESTADO DE S PAULO/Raquel Landim

Citi rebaixa recomendação para ações da América Latina e do Brasil

Em relatório publicado nesta sexta-feira, banco americano cita fraco ritmo dos ganhos, baixo retorno sobre patrimônio e um ambiente para taxa de juros que os estrategistas consideram desafiador


NOVA YORK - Os estrategistas do Citigroup rebaixaram as ações da América Latina para "underweight" - abaixo da média do mercado - no terceiro trimestre deste ano. Em relatório publicado nesta sexta-feira, o Citi cita fraco ritmo dos ganhos, baixo retorno sobre patrimônio e um ambiente para taxa de juros que os estrategistas consideram "desafiador", enquanto os países da região tomam medidas para normalizar a política monetária e apertar as taxas de juros.

O Brasil foi rebaixado para "neutro", mesmo continuando como a principal escolha do Citi na região, por causa da queda no ritmo dos ganhos, do aumento nas taxas e do atual excesso de ofertas de ações que estão por vir. Por outro lado, o Citi está otimista quanto ao futuro. "Esperamos que o Brasil e a região melhorem em um ambiente de alta das ações no quarto trimestre", escrevem os estrategistas Geoffrey Dennis e Jason Press.

"Os mercados emergentes devem continuar, de longe, sendo a parte mais forte da economia global", disseram, com expectativas de expansão do Produto Interno Bruto (PIB) de 6,8% em 2010 e 6% em 2011.

Os estrategistas preveem retornos de 20% a 25% para os mercados emergentes globais durante o segundo semestre de 2010, com melhores retornos concentrados no quarto trimestre. Eles acrescentam que as ações emergentes estão baratas em relação aos bônus.

O Citi manteve a classificação "overweight" - acima da média de mercado - para Ásia, mas cortou a Índia para "underweight". O banco elevou as ações da região Europa, Oriente Médio e Ásia (EMEA, na sigla em inglês) para "neutra" por causa da melhora no ritmo dos ganhos e avaliações mais baixas. Os mercados "overweight" favoritos do Citi são Rússia, Turquia, Coreia do Sul, Taiwan e Tailândia. As informações são da Dow Jones.

Fonte: Ligia Sanchez, da Agência Estado

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