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Ministra do esporte da França diz que crise na seleção 'é um desastre moral'

A pedidos do presidente Nicolas Sarkozy, Roselyne Bachelot se reuniu com jogadores da França e falou sobre comprometimento e reputação

A ministra de saúde e esporte da França usou palavras fortes para qualificar a crise pela qual atravessa a seleção francesa de futebol nesta Copa do Mundo. Roselyne Bachelot convocou uma entrevista para comentar o caso que ela classificou como 'um desastre moral'.

- O futebol francês enfrenta um desastre, não porque perdemos um jogo. Mas porque esse desastre é um desastre moral. O governo francês não intervem no esporte, salvo em casos em que a reputação do país inteiro está em jogo. Como é caso hoje – declarou a ministra, pausadamente.]

Roselyne Bachelot, ministra de esportes da França (Foto: João Paulo Garschagen/Globoesporte.com)

Além da sua avaliação sobre a crise, que teve como pivô o atacante Anelka, cortado da seleção francesa no último sábado, a ministra revelou o que disse em reunião fechada com os jogadores nesta segunda-feira.

- Olhei nos olhos de cada um deles e disse: 'está nas mãos de vocês que os nossos filhos continuem a vê-los como heróis. Para alguns ou muitos de vocês este será, provavelmente, o último jogo em uma Copa do Mundo. Um jogo de Copa do Mundo todos sonharam quando eram crianças'.



Roselyne Bachelot esteve presente em um dostreinos dos Bleus (Foto: agência Reuters)

Segundo a ministra, alguns jogadores choraram durante sua fala. Roselyne Bachelot continuou a relatar o que aconteceu na reunião e disse ter usado o exemplo vivido por Raphael Ibanez, capitão da seleção de rúgbi da França, antes de uma partida que os franceses consideravam impossível de vencer.

- Era um jogo que não tinha como ganhar. Mas ele foi ao vestiário e escreveu só uma frase: 'como vocês querem ser lembrados no futuro?' E hoje eu usei a mesma frase aos jogadores na reunião. Como é que vocês querem que sejam lembrados? Que imagem vocês querem deixar? - contou a ministra.

Em seguida a ministra prometeu uma série de medidas que pretende implementar no esporte francês. Bachelot irá se encontrar com Laurent Blanc, futuro técnico dos Bleus, anunciou uma auditoria para investigar tudo que aconteceu na Copa da África do Sul, disse que haverá mudanças na governança do esporte olímpico e, por fim, anunciou a criação de uma cartilha de compromissos éticos dos atletas.

- E que cada jogador assine esse compromisso, o que é algo que não aconteceu nesta Copa do Mundo. Quem não se comprometer com esta carta, é simples: não participará e não será selecionado – prometeu a ministra, que em seguida encerrou a coletiva lembrando a partida desta terça-feira, entre França e África do Sul.

- Nas próximas 24 horas, nada disso mais importa. É a hora dos jogadores.

Franceses em treino: reputação do país nas mãos dos jogadores (Foto: Getty Images)




Fonte: G1 / João Paulo Garschagen

Brasil passa fácil pela Costa do Marfim e se classifica antecipadamente

Com boa atuação, seleção derrota marfinenses por 3 a 1 e garante vaga para as oitavas de final da Copa.


O Brasil passou fácil pela Costa do Marfim e venceu o rival por 3 a 1, neste domingo, no estádio Soccer City, em Johannesburgo, conseguindo assim antecipadamente sua classificação para a segunda fase da Copa do Mundo.

Somente Brasil e Holanda já conseguiram a vaga para as oitavas de final após a disputa do segundo jogo. A Argentina, mesmo vencendo seus dois jogos, ainda não garantiu vaga.

O Brasil lidera o Grupo G com seis pontos, contra um de Costa do Marfim e Portugal --a Coreia do Norte ainda não pontuou. Nesta segunda-feira, portugueses e norte-coreanos jogam às 8h30 de Brasília.

Na última rodada, no dia 25, às 11h (horário de Brasília), o Brasil duela contra Portugal, em Durban. No mesmo horário, Costa do Marfim e Coreia do Norte jogam em Nelspruit.

A vitória brasileira ainda teve direito ao fim do jejum de gols do atacante Luis Fabiano, autor dos dois primeiros gols. O camisa 9 não balançava as redes do time há seis jogos --a última vez havia sido em setembro do ano passado, contra a Argentina, nas eliminatórias.

O segundo gol, por sinal, foi irregular, mas foi um golaço após o jogador dizer que foi uma "mão involuntária. Na segunda etapa, em lance que chapelou dois defensores, o atacante do Sevilla teve auxílio do braço para dominar a bola no lance.

No fim do jogo, o time africano passou a bater demais e irritar os jogadores brasileiros. Kaká se irritou e acabou sendo expulso por levar dois cartões amarelos. No último deles, deixou o cotovelo sobre o peito de um jogador africano.

Kaká não joga a próxima partida do Brasil, contra Portugal. Já Elano, que saiu contundido, é dúvida.

O jogo


Luis Fabiano domina com o braço/Paulo Whitaker/Reuters

O Brasil deu seu cartão de visitas e mostrou que seria senhor do jogo antes mesmo de completado o primeiro minuto de jogo. Em uma roubada de bola em velocidade, ponto forte do time, Robinho, Kaká e Luis Fabiano partiram contra dois defensores rivais, mas o primeiro optou por chutar de longe ao invés do passe e a bola foi por cima.

O time de Dunga atacava principalmente pelo lado direito e a parte central do campo. Michel Bastos, que chegou a ser criticado por avançar muito nos últimos jogos, foi pouco acionado pelo setor esquerdo.

A Costa do Marfim procurava chegar com bolas alçadas na área para Drogba tentar superara zaga. Poucos sustos.

Com maior posse de bola, o Brasil conseguiu encaixar boa troca de passes para abrir o placar. Aos 25min, Robinho e Kaká tabelaram e a bola chegou na área para Luis Fabiano fuzilar forte, sem chances para o goleiro:1 a 0. Depois disso, o time só administrou até o intervalo.

Elano sai machucado, vítima da violência africana/Ivan Sekretarev/AP

Logo no início da segunda etapa, o Brasil ampliou com um gol tão lindo quanto irregular. Aos 5min, Luis Fabiano chapelou dois zagueiros para chutar de perna esquerda e fazer mais um. Mas o camisa 9 brasileiro usou o braço no domínio de bola.

O terceiro saiu aos 17min. Kaká fez boa jogada pela esquerda e Elano apareceu na área para completar o terceiro.

O time africano batia demais, mas ainda assim conseguiu descontar aos 34min, com Drogba, de cabeça, sozinho, após vacilo da zaga brasileira.

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Fonte: FOLHA - TV Globo

Brasil bate a Coreia do Norte na estreia

Vitória por 2 a 1 deixa seleção brasileira na liderança isolada do Grupo G da Copa.

Elano (esq.) e Maicon fizeram os gols do Brasil. Yun Nam descontou para a Coreia do Norte no fim do jogo.

Durante 55 minutos, o Brasil deu a impressão de que seria atingido pela seca de gols nesta Copa do Mundo. Teve uma atuação burocrática no primeiro tempo e adotou outra postura após o intervalo, afastando o assustador 0 a 0 e conseguindo dois belos gols. Um descuido defensivo no fim da partida, no entanto, determinou o placar por 2 a 1 sobre a Coreia do Norte, mantendo a sua tradição de vitórias apertadas em estreias.

Desde 1982, o Brasil tem 100% de aproveitamento em suas participações iniciais, mas quase sempre por um gol de diferença - a exceção foi em 1994.

O resultado faz a seleção pular para a liderança do Grupo G, superando Costa do Marfim e Portugal, que empataram por 0 a 0. Os dois gols brasileiros nasceram em passes milimétricos e terminaram em conclusões precisas. Maicon, eleito o melhor do jogo pela Fifa, abriu o placar e se tornou o primeiro lateral-direito da seleção a marcar em uma Copa desde Josimar, em 1986. E Elano fez o segundo.

O Brasil agora volta aos treinamentos para a sua segunda partida pelo Grupo G, às 15h30m (de Brasília) do próximo domingo, contra Costa do Marfim. Na segunda-feira, a Coreia do Norte tenta evitar sua segunda derrota seguida na Copa, enfrentando Portugal às 8h30m (de Brasília).

A previsão de frio na noite de Joanesburgo se confirmou, com 2º no começo da partida (e sensação térmica de -3º), obrigando cinco dos dez jogadores de linha na escalação inicial a usar luvas: Juan, Gilberto Silva, Felipe Melo, Kaká e Luis Fabiano.

Na arquibancada, a torcida fez a sua parte, tentando esquentar o clima com seu grito preferido de "sou brasileiro, com muito orgulho, com muito amor" e dando a impressão de que a seleção estava em casa.

Brasil nervoso e pouco criativo

A ansiedade e a emoção de disputar a partida de estreia em uma Copa do Mundo ficaram evidentes antes mesmo de a bola rolar. Estavam estampadas no rosto do atacante Jong Tae-Se, destaque da Coreia do Norte, que chorava copiosamente na execução do hino nacional. Mas ficaram claras também pelo lado brasileiro, com o nervosismo de alguns jogadores. Logo no início, após dois ataques norte-coreanos pela esquerda da defesa, por exemplo, Juan chamou Michel Bastos para orientá-lo.

Após uns primeiros minutos de nervosismo, mas também de disposição para chegar ao ataque, o Brasil começou a encontrar dificuldades para entrar na área. O jeito foi buscar conclusões mesmo sem chegar a ela, em chutes de longe. Robinho foi o primeiro a tentar, seguido por Elano, ambos sem perigo. As melhores tentativas foram de Maicon, obrigando o goleiro a espalmar para escanteio, e de Michel Bastos, com a bola passando perto do travessão e raspando a rede.

A Coreia do Norte se postava com duas linhas de quatro jogadores próximas à área e se beneficiava da pouca movimentação dos brasileiros, que perdiam muito tempo tocando a bola para o lado, sem avanços pelas laterais. Kaká, principal responsável pela armação de jogadas, foi uma figura apagada na primeira etapa.

Enquanto durou a insistência em jogar pelo meio, o Brasil só conseguiu uma boa jogada, num passe de Luis Fabiano para Robinho, que virou e chutou fraco. Nos últimos dez minutos, o time comandado por Dunga - que assistia à partida sem reações exaltadas - enfim começou a explorar as laterais. Até Michel Bastos, visivelmente tímido no início, foi à linha de fundo - a primeira vez, aos 34 minutos. A opção mais explorada, no entanto, foi mesmo pela direita, com Maicon.

Na Coreia do Norte, a estratégia no primeiro tempo foi recorrer a contra-ataques, apostando no isolado Jong Tae-Se, que conseguiu boas jogadas individuais - deixando Juan no chão em uma delas - mas nenhuma conclusão à altura. A tentativa mais ousada, entretanto, foi de Mun In-Guk, que arriscou um chute do meio-campo. Não levou perigo algum, mas mostrou que àquela altura, aos 18 minutos, a Coreia já se soltava em campo.

Melhor em campo, Maicon comemora o seu gol, o primeiro do Brasil, junto com Robinho (Foto: Reuters)

Mudança de postura na segunda etapa

O Brasil voltou para o segundo tempo sem alteração, mas com as principais alternativas se aquecendo fora de campo. Se foi um aviso de Dunga de que trocaria alguma peça caso os defeitos do time persistissem, a estratégia funcionou. A seleção se esforçou em corrigir seus principais problemas, mostrando mais movimentação e explorando as laterais. E foi recompensada aos dez minutos. Elano esperou a ultrapassagem de Maicon e deu ótimo passe. Da linha de fundo, com pouco ângulo, o lateral percebeu que Myonge Guk deixava espaço em sua meta à espera de um cruzamento e arriscou direto para o gol, fazendo 1 a 0.

A vantagem no placar fez bem à seleção, de maneira geral, e a alguns jogadores, em particular. O time continuou se movimentando em campo, e nomes como Michel Bastos e Luis Fabiano subiram de produção. O primeiro emendou, em um só lance, um drible entre as pernas e uma meia-lua pela lateral. O segundo esteve perto de fazer 2 a 0, após um passe de Robinho, em uma rara jogada de contra-ataque. Matou no peito, driblou um adversário, mas chutou por cima do gol.

Elano espera a aproximação dos companheiros após fazer 2 a 0 para a seleção (Foto: Reuters)

Da intermediária, Robinho acertou outro passe, espetacular, para Elano chutar sem precisar dominar, marcando o segundo gol do Brasil, aos 26 minutos. Foi o último lance do meia, que na primeira etapa havia sido um dos que mais tentaram fugir da atuação burocrática. Daniel Alves entrou em seu lugar. Cinco minutos depois, Nilmar substituiu Kaká, forçando o posicionamento mais recuado de Robinho, o que já vinha acontecendo.

Em seu primeiro lance em campo, Nilmar recebeu passe, buscou espaço e chutou para defesa do goleiro. A essa altura, o domínio brasileiro na partida era completo, transformando Julio Cesar em um mero espectador. Dunga ainda fez sua terceira substituição, trocando Felipe Melo por Ramires, que levou o único cartão amarelo da partida. No finzinho do jogo, a Coreia ameaçou duas vezes. E em uma delas conseguiu marcar, após lançamento do meio-campo que terminou com a conclusão de Yun Nam, aos 43 minutos, sem chance para o goleiro brasileiro.

A seleção deixou o campo do Ellis Park com seu principal objetivo cumprido. Somou três pontos, mas não obteve o bônus de uma boa margem no saldo de gols contra a seleção de pior colocação no ranking da Fifa (105º lugar) entre as 32 participantes.


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Fontes: G1- Globo Esporte - TV Globo

Juiz atrapalha, mas Nova Zelândia ganha o seu primeiro ponto em Copas

Neozelandeses marcam aos 48 minutos do 2º tempo e impedem eslovacos de comemorem vitória no primeiro jogo de Copa como país independente

O jogo no estádio Royal Bafokeng, em Rustemburgo (África do Sul), era marcante para as duas equipes. De um lado, a Eslováquia, apesar de ser considerada pela Fifa como uma das herdeiras do legado da antiga Tchecoslováquia, disputava seu primeiro jogo de Copa do Mundo como nação independente. Do outro, a Nova Zelândia voltava a jogar uma partida de Mundial após 28 anos. E após o apito final, apesar do empate por 1 a 1, só a seleção da Oceania teve motivos para comemorar.

Em uma partida de baixo nível técnico, com muitos passes errados e falhas técnicas, os eslovacos saíram na frente, mas sofreram o empate nos acréscimos no duelo de encerramento da primeira rodada do Grupo E da Copa 2010. Os dois foram de cabeça. Em impedimento, Sestak abriu o placar aos cinco minutos da etapa final. E Reid empatou aos 48 minutos.

A igualdade deixou a chave igual, com Nova Zelândia, Eslováquia, Itália e Paraguai empatados em pontos e gols. As equipes voltam a atuar no próximo domingo. Em Bloemfontein, a Eslováquia enfrenta o Paraguai, às 8h30m (de Brasília). Às 15h, a Nova Zelândia desafia a Itália em Nelspruit.

Confiança eslovaca na vitória


Vittek (11) fez o gol da Eslováquia e foi eleito pela Fifa o melhor em campo (Foto: AFP)

Na véspera da partida, o técnico da Eslováquia, Vladimir Weiss, não seguiu a cartilha tradicional do futebol moderno e disse não temer decepcionar os seus compatriotas no jogo inaugural do país em Mundiais: "Tenho certeza que vamos vencer".

Os números dos adversários poderiam servir de argumento para Weiss. Nos 12 jogos anteriores em competições oficiais da Fifa (Copa do Mundo e Copas das Confederações), o país da Oceania tinha como retrospecto um empate e 11 derrotas, com quatro gols marcados e 36 sofridos.

Para concretizar logo a "certeza", Weiss decidiu escalar a equipe com três atacantes (Jendrisek, Vittek e Sestak). Apesar da confiança do treinador eslovaco, a Nova Zelândia não se intimidou e se lançou ao ataque. Killen, jogador do Middlesbrough (Inglaterra), concluiu duas vezes a gol em quatro minutos de jogo. Na primeira, chutou para fora. Na segunda, completou de cabeça uma bola alçada sobre a área. O goleiro Mucha defendeu em dois tempos.

Diante do bom início do adversário, Weiss esqueceu o que havia dito e foi à beira do campo, demonstrando preocupação, e passou a gesticular, tentando orientar seus atletas.

A partir dos 13 minutos, a seleção europeia passou a dominar as ações, explorando bem as laterais. Especialmente com Vladimir Weiss, filho e com o mesmo nome do treinador. Provando que não foi convocado devido ao parentesco, o meia fez bela jogada aos 27 minutos e lançou a bola entre dois marcadores para Sestak. O atacante do Bochum (Alemanha) dominou e chutou rente à trave esquerda, com muito perigo.

Cinco minutos depois, o goleiro Paston errou feio ao tentar lançar a bola para frente e deu uma furada bisonha. Vittek recuperou a Jabulani, invadiu a área, mas mostrando claras dificuldadades de conduzir a pelota (não por culpa da bola), tentou cruzar, mas a defesa colocou para escanteio. O neozelandês voltou a gerar insegurança aos 39. Após cruzamento sobre a área, Durica cabeceou para o centro da área, e o arqueiro deixou passar uma bola aparentemente fácil de interceptar. O atacante Killen, ajudando a defesa, salvou o colega e afastou o perigo.

Do outro lado, o goleiro Mucha demonstrava mais capacidade e fez boa defesa aos 38. Smeltz tabelou com Fallon e chutou forte. O camisa 1 eslovaco desviou para córner, mas o árbitro Jerome Damon não viu e marcou tiro de meta.

Gols irrregulares no início e fim do segundo tempo

Mesmo com as dificuldades enfrentadas pela equipe na etapa inicial, o técnico da Eslováquia decidiu não mudar o time no intervalo. E a insistência no esquema com três atacantes acabou dando resultado. Aos cinco minutos, Sestak cruzou da direita e encontrou Vittek na área. Em impedimento, 93 centímetros à frente do último defensor, o atacante cabeceou bem, no canto direito, sem defesa para Paston.

Com a vantagem, a seleção eslovaca passou a pressionar a saída de bola do adversário, que mostrava sua clara dificuldade de trocar passes e escapar da marcação. E os "All Whites" quase sofreram o segundo gol aos 24 após perderem a bola no campo ofensivo. A Eslováquia saiu em contra-ataque. Como no lance do gol, Sestak acionou Vittek, que quase na pequena área encheu o pé, mas o zagueiro Reid salvou.

Em impedimento, Vittek completa cruzamento de cabeça e marca o gol da Eslováquia (Foto: AFP)

Em desvantagem, o treinador Ricki Herbet, que defendeu a Nova Zelândia em sua única participação anterior em Mundiais (em 82), mexeu no time, colocando Wood (1,91m) para tentar aproveitar cruzamentos na área.

Satisfeito com a 'obrigação' cumprida, mesmo pelo placar mínimo, Vladimir Weiss tirou um atacante (Sestak) para a entrada de um meio-campista (Stock). Mas o confiante treinador eslovaco levou um grande susto aos 43 minutos. Lochhead centrou da esquerda e encontrou Smeltz na área. Livre, o camisa 9 cabeceou à direita do gol, perdendo ótima chance.

Mas o castigo para Weiss veio aos 48 minutos. Exatamente na jogada na área. Hamsik, jogador do Napoli e considerado o craque do time, perdeu a bola para Smeltz, que cruzou para a área. E encontrou Reid. O zagueiro cabeceou no canto esquerdo, a bola bateu no pé da trave esquerda e venceu o goleiro Mucha. Para delírio do banco neozelandês. E frustração do lado eslovaco.

De joelhos, o goleiro eslovaco Mucha olha assustado a bola cabeceada por Reid (4) ir para a rede (Reuters)



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Fontes: G1- Globo Esporte - TV Globo

Bisneta de Mandela morre em acidente na África do Sul

Zenani Mandela, de 13 anos, morreu após deixar show de abertura da Copa. Família do ex-presidente pediu privacidade sobre a tragédia.

Zenani Mandela,Foto: AFP Photo)

Uma bisneta de Nelson Mandela morreu na manhã desta sexta-feira (11) em um acidente de carro, após deixar o show de abertura da Copa do Mundo da África do Sul, realizado em Soweto, informou a Fundação do ex-presidente sul-africano.

Zenani Mandela completou 13 anos na última quarta-feira (9). Ela é neta de Zindzi Mandela, filha do líder sul-africano.

A polícia local deteve o motorista do carro da família Mandela, e investiga a possibilidade de homicídio culposo, informou o coronel Noxolo Kweza.

As informações sobre as circunstâncias do acidente, porém, ainda são desencontradas. Segundo a polícia, não há envolvimento de outro veículo no acidente, mas o carro teria capotado. Também não há informações sobre outras vítimas, embora outro passageiro estivesse no veículo.

A Fundação informou ainda que a família de Mandela pediu privacidade sobre a tragédia, e confirmou que o ex-presidente tem nove bisnetos.

Fontes: G1- Agências

África do Sul abre a Copa com música e campanha por educação

Em três horas de show, homenagens e apelos, os sul-africanos mostram, no distrito de Soweto, aquilo que darão ao planeta nos próximos 31 dias

Os sul-africanos, com toda a sua alegria, adoram festa. Os sul-africanos, por si só, já são uma festa. E nada melhor que uma grande celebração para marcar o início da 19ª Copa do Mundo de futebol, a primeira realizada na África.

Nesta quinta-feira, um dia antes de a bola rolar nos gramados, o Orlando Stadium, em Soweto, viu o que o planeta vai ver nos próximos 31 dias: muita alegria! Num show com três horas de duração, repleto de astros da música internacional, a Copa começou prometendo deixar como maior legado a educação e exaltando o líder Nelson Mandela.

O arcebispo Desmond Tutu roubou a cena na festa de abertura da Copa com o seu humor (Foto: AFP)

Um continente que passou séculos convivendo com os olhares desconfiados do resto do mundo estava em êxtase ao saber que de 11 de junho a 11 de julho o mundo estará com os olhos voltados para ele.

Diante de um público estimado em 36 mil pessoas, o presidente sul-africano, Jacob Zuma, e o presidente da Fifa, Joseph Blatter, abriram as cortinas do espetáculo.

- Estou muito feliz em estar aqui. O futebol conecta os povos. A meta de toda essa festa é a educação para todos - disse Blatter, dando o primeiro aviso sobre “educação”.

Zuma agradeceu à Fifa por ter escolhido a África do Sul, seis anos atrás, como sede da Copa do Mundo de 2010 e poder dar a quase 50 milhões de pessoas a oportunidade de viver um sonho que talvez fosse impensado para a esmagadora maioria delas.


- Hoje conseguimos provar que a África tem capacidade de organizar um evento de proporção mundial. E peço que todos vocês mostrem esse calor aos visitantes até o dia em que eles forem embora daqui. A África é a sede. A África é o palco. A África é “cool” (legal) !!!

Seguindo o protocolo, os telões do Orlando Stadium exibiram um filme com diversas personalidades do futebol. Entre tantos craques da bola, foi o brasileiro Pelé, tricampeão do mundo, quem encerrou o clipe “Um Gol. Educação Para Todos!” (sendo que, em inglês, a palavra goal também significa "objetivo"). Hora da festa! E sem as vuvuzelas, barradas na porta para que o barulho não atrapalhasse os artistas e suas músicas.

Perguntando “onde está o amor?”, com versos do hit “Where Is The Love?”, o Black Eyed Peas entrou no palco para abrir o show. Na voz de Fergie, a banda norte-americana animou o público com quatro dos seus maiores sucessos: “Pump It Up”, “Meet Me Halfway”, “Boom Boom Pow” e “I Gotta Feeling”.

Os sul-africanos deram só uma mostra da alegria que vão proporcionar ao mundo nos próximos dias/ Foto: Agência Reuters)

Depois, foi a vez de Amadou & Mariam, uma dupla de cegos do Mali, com duas músicas. Novamente, uma pausa para outro filme. Novamente, sobre educação. Com a tela dividida em duas, o curta mostrou a caminhada de Mary e Susan do nascimento até os 24 anos. A primeira, sem nenhum acesso aos estudos. A segunda, criada num mundo de livros, apostilas e escolas. O fim das duas não seria difícil de prever e o filme termina com ambas num hospital: Mary, miserável, acaba de perder o seu bebê; Susan era a médica de plantão. “Um Gol. Educação Para Todos!”.

Quando chega a vez de Desmond Tutu. Todo paramentado de Bafana Bafana, o prêmio Nobel da Paz de 1984 roubou a cena. Dançando, cantando, rindo e fazendo rir, o arcebispo parecia não acreditar no que estava acontecendo. Por mais de uma vez ele disse “estou sonhando, alguém pode me acordar?”. E não poupou elogios àquele que é o grande responsável pelo país estar respirando alegria depois de tanto tempo de sofrimento.

A colombiana Shakira foi a grande atração da cerimônia de abertura do Mundial, nesta quinta, em Soweto(Foto: AP)


- Estamos em Soweto e ele está em Joanesburgo (separados por poucos quilômetros). Mas se a gente gritar ele escuta: “Mandeeeeeela!!!”, “Viva, Madibaaaaaaa!” - ordenou Tutu, o chamando pelo apelido carinho e obviamente atendido por todos.

Sem dúvida nenhuma que Mandela, morador do bairro de Houghton, escutou. Escutou e com certeza se emocionou. Aos 91 anos, o ex-presidente sul-africano e grande ícone pelo fim do apartheid, não foi ao show. Raramente ele faz aparições públicas, mas nesta sexta-feira Madiba irá ao Soccer City para a partida de abertura da Copa, entre África do Sul e México, a partir das 16h (11h pelo horário de Brasília). Antes de se despedir, Desmond Tutu gritou um dos slogans do Mundial.


- Ke Nako !!! (“Chegou a hora”) - despediu-se o arcebispo, chamando mais um clipe.

Na tela, Mandela. Um rápido vídeo mostrou momentos do grande líder: “advogado, boxeador, marido, pai, revolucionário...”. Alguns na platéia foram às lágrimas. Para quem assistia era difícil sequer tentar se colocar no lugar de um sul-africano e entender o que se passava naquele exato momento ou buscar traduzir tal sentimento.

Mascarados, sul-africanos orgulhosos e até bandeira brasileira na festa de abertura da Copa do Mundo

O show seguiu com atrações nacionais e internacionais. Juanes levantou o público com seu ritmo latino, Alicia Keys e John Legend embalaram todos com suas canções, e o somali K´Naan, anunciado pelo ex-jogador brasileiro Sócrates (com um gorrinho cheio de estilo), fez a multidão explodir em bandeiras com o seu “Wavin’ Flag”, um dos hinos desta Copa do Mundo e música que você ainda vai ouvir muito durante os próximos dias.

Chega o gran finale. Cheia de curvas e rebolado, a colombiana Shakira fechou com chave de ouro a cerimônia. E todos se despediram, com fogos de artifício no frio céu de Soweto (eram 10 graus), ao som de mais um tema do Mundial: “Waka Waka (This Time For Africa)”.

Nesta quinta-feira, a África do Sul deu apenas um aperitivo do que está por vir. Na sexta, a bola rola. E até dia 11 de julho o país será de alegria. O continente será um sorriso só.

Ke Nako! Chegou a hora!

GALERIA DE FOTOS: confira as melhores imagens da festa de abertura da Copa



Fonte: G1/Zé Gonzalez/Direto de Joanesburgo, África do Sul

Shows musicais abrem a Copa do Mundo nesta quinta-feira

Shakira, Alicia Keys, Juanes e Black Eyed Peas irão cantar na festa que terá transmissão ao vivo da TV Globo.

Um grande concerto com vários artistas internacionais, como Shakira, Alicia Keys, Juanes e Black Eyed Peas será celebrado nesta quinta-feira, a partir das 15h (de Brasília), no estádio Orlando, em Soweto, na véspera da rodada de abertura da Copa do Mundo da África do Sul. A TV Globo e o GLOBOESPORTE.COM irão transmitir ao vivo.

Principal atração, a colombiana Shakira será a última a se apresentar com a execeução de três músicas, entre ela "Waka Waka - Time for Africa" (A hora da África), tema do Mundial, com o grupo pop sul-africano Freshlyground. É aguardado um público de 36 mil pessoas na festa. Os ingressos, que custavam até 1400 rands (R$ 3200), esgotaram-se rapidamente.

Shakira, com crianças de Soweto, será uma das atrações no show de abertura da Copa (Foto: Reuters)

Shakira - Waka Waka ( Time for Africa) - FIFA World Cup 2010 OFFICIAL VIDEO HD


Além dos movimentos sensuais que habitualmente faz em seus shows, Shakira prometeu também uma coreografia tipicamente africana. O também colombiano Juanes e os americanos Alicia Keys e John Legend farão parte da festa, junto com estrelas africanas de renome internacional, tais como Angélique Kidjo, Amadou e Mariam e Gospel Choir. Vários jogadores também participarão do evento, mas os organizadores preferiram manter seus nomes em sigilo.


- Este concerto não só é um tributo ao início da Copa do Mundo, também é um tributo à música africana - explicou Kevin Wall, ao apresentar os últimos detalhes do show, que contará com ainda com a atuação de Alicia Keys, K'Naan e Angelique Kidjo.

Ao contrário do mistério sobre os atletas que estarão no show desta quinta, os organizadores revelaram alguns detalhes sobre a cerimônia de abertura que será celebrada na sexta-feira, no estádio Soccer City, antes da partida inaugural entre os anfitriões e o México. O tema do evento será uma canção que "dará as boas-vindas ao mundo na África do Sul", explicou Derek Castens, do comitê organizador.

Black Eyed Peas também se apresentará nesta quinta-feira em Soweto (Foto: agência AP)

A ministra de Arte e Cultura da África do Sul, Lulu Xingwana, assegurou que as celebrações terão um forte toque africano e estarão concentradas, principalmente, nos seis países do continente que conseguiram se classificar para o Mundial.

- Estamos muito felizes em contar com o melhor da África do Sul e da África - disse a ministra.

Participarão da cerimônia 1.500 músicos, entre eles o trompetista sul-africano Hugh Masekela.

Artistas africanos pretendem boicotar show

Sindicatos de artistas africanos, apesar da presença desses últimos, pedem um boicote ao show com a alegação de que ele "não é muito africano". O governo nega essa acusação; a renda dos ingressos se destina a uma associação da Fifa que promove atividades esportivas em bairros pobres na África.

No dia seguinte ao show, será disputada no Soccer City, em Joanesburgo, a partida de abertura entre África do Sul e México, às 11h no horário de Brasília. Antes, porém, haverá a cerimônia de abertura oficial, que será transmitida ao vivo para centenas de milhões de pessoas em 215 países, segundo o Comitê Organizador (LOC, na sigla em inglês).

- A cerimônia de abertura apresentará uma grande escalação de gigantes da música e da indústria do entretenimento sul-africanos e de todo o continente africano, mostrando a uma audiência global de milhões de pessoas o talento, criatividade, tecnologia e espírito de boas vindas da África - disse em comunicado Danny Jordaan, diretor-executivo do LOC.

A cerimônia durará meia hora, e terá participação, entre outros, de R Kelly, que ganhou vários Grammys e que interpretará a canção principal da cerimônia, "Sign of Victory" (Sinal de Vitória), junto com o grupo sul-africano Soweto Spiritual Singers. Segundo o LOC, ao contrário do que pensam os sindicalistas, "a cerimônia será um reflexo da orgulhosa herança cultural africana" e mostrará o talento artístico do continente. O tema do evento será "Recebendo o Mundo em Casa".

Entre os artistas convidados estão o trompetista sul-africano Hugh Masekela; o nigeriano Femi Kuti, que interpreta a famosa canção "Bang, Bang, Bang"; o artista pop argelino Khaled; a lendária banda ganesa Osibisa; assim como importantes artistas sul-africanos como Thandiswa Mazwai, Pantsula, TKZee e o cantor Timothy Moloi.

- Acho que a cerimônia de abertura será uma mostra espetacular do melhor da arte, cultura, música e dança africana. Haverá uma grande representação de artistas sul-africanos e de todo o continente, especialmente dos seis países participantes do torneio - destacou Lulu Xingwana.

A grande ausência do concerto será a do tenor Siphiwo Ntshebe, conhecido popularmente como o "Pavarotti Negro", de quem era amigo, e faleceu em maio em decorrência de uma meningite.





Fonte: G1

Jogadores da Grécia são furtados em hotel de luxo na África do Sul

Onda de assaltos assusta estrangeiros

 O atacante Angelos Charisteas durante treino da Grécia, em imagem de arquivo/Petros Giannakouris/AP

A polícia sul-africana confirmou nesta quinta-feira que três jogadores da seleção da Grécia tiveram dinheiro furtado de seus quartos, na noite de terça-feira, no hotel de luxo Beverly Hills, na estância de Umhlanga, ao norte de Durban.

Segundo o tenente-coronel da polícia africana, Leon Engelbrecht, somando o que cada atleta teve furtado, o prejuízo foi de cerca de cerca de US$ 2.000. No entanto, de acordo com Engelbrecht, os jogadores não quiseram prestar queixa e abrir inquérito sobre o furto.

O jornal sul-africano "Mercury" publicou que o hotel ressarciu a delegação grega e citou dois dos jogadores furtados: o meia Sotiris Ninis e o atacante Angelos Charisteas.

O incidente ocorreu poucas horas antes de três jornalistas estrangeiros terem sido assaltados em um hotel de Magaliesburgo, no noroeste da África do Sul. Além de dinheiro, os profissionais de imprensa perderam dinheiro, equipamento fotográfico, computadores portáteis e telefones celulares.


Polícia recupera bens roubados de jornalistas na África do Sul

A Polícia recuperou os artigos pessoais, o material de trabalho e o dinheiro roubados de dois jornalistas portugueses e um espanhol na quarta-feira, em um hotel em Magaliesburgo (AFS). Nesta quinta feira, foi noticiado pela imprensa chinesa que quatro jornalistas do país também foram assaltados, em Johannesburgo (AFS).

O comitê organizador da Copa do Mundo da África do Sul qualificou os incidentes como "muito infelizes".

"A Polícia continua investigando e, na tarde de hoje, oferecerá informações a respeito. Estamos trabalhando com todas as agências de segurança do mundo para que este Mundial seja um sucesso também em matéria de segurança", afirmou o porta-voz do comitê organizador, Rich Mkhondo.

A Fifa afirmou que o assalto aos jornalistas chineses aconteceu na rua. "Pouco podemos comentar a respeito, está nas mãos da Polícia. Do incidente de ontem sabemos que três indivíduos foram detidos e que foram devolvidos aos jornalistas o material e o dinheiro", disse o oficial Wolfgang Eichler.

Jornalistas espanhóis que estavam hospedados no hotel onde aconteceu o assalto afirmaram que os objetos e o dinheiro ainda não foram devolvidos, mas que tinham a notícia de que a Polícia já os tinha recuperado.


"Pedimos à Polícia que adote medidas de segurança nos hotéis", disse Eichler.

Jornalistas chineses também são vítimas de assalto na África do Sul

Quatro jornalistas da China foram vítimas de assalto semelhante ao sofrido por colegas portugueses e espanhois na África do Sul.

De acordo com a imprensa chinesa, dinheiro e uma câmera foram levados pelos assaltantes.

O roubo aconteceu quando os jornalistas estavam no carro, logo após retornarem de uma entrevista em Johannesburgo.

Fontes: FOLHA - Agências

Cidade do Cabo: Exuberante, cidade encanta sem fazer esforço

Principal pólo turístico do país da Copa fascina visitantes e nativos com sua beleza natural, vinhos e badalação noturna

Cidade do Cabo conquista turistas de todo o mundo com suas belezas naturais/Divulgação.

A combinação montanha/mar dentro de uma mesma cidade – e quanto mais perto uma da outra, melhor - tem alguma coisa que é capaz de enlouquecer a todos. Não qualquer montanha, nem qualquer mar, claro, mas no caso da Cidade do Cabo estamos falando de uma montanha que parece cenário de cinema, a Table Mountain, e uma porção fabulosa do Oceano Atlântico, quase no encontro com o Índico.

É muito fácil para uma cidade assim ser encantadora. Porque mesmo quem não consegue conhecer direito a Cidade do Cabo, ou não desfruta dos atrativos que tem, tende a sair de lá maravilhado: para quem está na parte baixa da cidade, é impossível não reparar naquela montanha de mais de mil metros de altura, de topo plano, quase sempre coberta por uma nuvem simétrica, que faz as vezes de toalha da mesa. Quem sobe, por sua vez, enxerga aquele mosaico de casas espalhadas em diferentes relevos até chegar à City Bowl – a área delimitada ainda pela Signal Hill, o Devil’s Peak (Pico do Diabo) e a Lion’s Head (Cabeça de Leão).

Mas, além da beleza óbvia de sua natureza – as montanhas e praias, o surfe e a observação de baleias -, a “Cidade Mãe” ainda tem a vantagem de ser o pólo de outro motivo de orgulho da África do Sul: os vinhos. A cidade é o ponto de partida para se visitar as principais regiões produtoras do excelente vinho do país, com destaque para Stellenbosch, Paarl e Franschhoek. E, dentro da própria cidade, também não faltam lugares para se comer e beber bem, além de uma vida noturna agitada, cujo epicentro é a Long Street, um rua repleta de bares e boates.

É bom mesmo que haja opções menos veranistas, porque, no meio de tantos prós, a Cidade do Cabo tem um contra nada desprezível para quem a visitar durante a Copa, disputada no inverno sul-africano. Nos meses de junho e julho, a temperatura media costuma variar entre os 7 e os 18 graus. O vento sopra incessantemente e a precipitação média chega perto dos 90mm. Ou, em palavras mais curtas e simples: é frio e chove para burro.

História

Embora haja registros de vida na região da Cidade do Cabo que datem de 15 mil anos atrás, a primeira menção por escrito vem dos exploradores portugueses Bartolomeu Dias, em 1486, e Vasco da Gama, que em 1487 registrou sua passagem pelo Cabo da Boa Esperança.

Mas o contato definitivo com os europeus veio mesmo em 1652, quando Jan van Riebeeck liderou uma missão da Companhias das Índias Orientas Holandeses para estabelecer um porto seguro para seus navios que seguiam a rota das especiarias.

A partir de então, o controle da cidade variou com a maré da história europeia – da ocupação napoleônica da Holanda à passagem para as mãos dos britânicos em 1795. Foi só depois que minas de diamante foram descobertas na região, em 1867, que uma onda de imigração – britânica como holandesa - tomou conta da Cidade do Cabo.

Só então a disputa entre as duas correntes virou coisa séria, e resultou na Segunda Guerra dos Bôeres (1899-1902), vencida pelos britânicos . Em 1910, a Grã-Bretanha fundou a União Sul-Africana e fez da Cidade do Cabo sua capital legislativa – função que continua tendo até hoje na República da África do Sul.

A Cidade do Cabo foi também palco marcante da era do apartheid, já que o principal destino de presos politicos era a Robben Island, uma ilha a 10km da cidade que fez as vezes de cárcere a partir de 1898 e foi o local de prisão, entre outros, de Nelson Mandela.

De piada a cartão postal
Além de substituir pequeno estádio para 18 mil pessoas, nova arena entra no concorrido circuito turístico da cidade

Green Point Stadium

* Estádio: Green Point Stadium
* Cidade: Cidade do Cabo
* Capacidade: 70 mil pessoas
* Construção: 2009

Aquele que era um dos principais motivos de dúvida com relação à capacidade da África do Sul de organizar um grande Mundial acabou se tornando uma das maiores razões de orgulho. O Green Point Stadium, antes alvo de piada, já se tornou um novo cartão-postal da Cidade do Cabo depois de ficar pronto mais de seis meses antes do início das partidas.

A bela construção entre a Signal Hill e o oceano substituiu um pequeno e modesto estadiozinho para 18 mil pessoas e, depois de abrigar oito jogos da Copa do Mundo, inclusive uma semifinal, servirá para receber shows e também as partidas de duas equipes locais (curiosamente, ambas com nome inspirados em clubes do exterior): o Ajax Cape Town e o Santos Football Club.


Fonte: IG / Levi Guimarães

Oposição já fala em se unir contra Zuma na África do Sul

Partido de Mandela ultrapassou os 10 milhões de votos. Apuração ultrapassou os 70% dos votos nesta sexta-feira.



Helen Zille (jaqueta azul) é recebida por integrantes do partido no aeroporto da Cidade do Cabo, nesta sexta-feira (24) (Foto: Schalk van Zuydam/AP)

Com 49,31% dos votos na província de Western Cape, o partido Aliança Democrática (AD), maior partido de oposição da África do Sul e liderado por Helen Zille, planeja criar um elo com os demais partidos contrários à política de Jacob Zuma e do Congresso Nacional Africano (CNA).

Com mais de 70% dos votos apurados nesta sexta-feira (24) -as eleições foram na quarta (22), o CNA, partido que tem Zuma como candidato e o apoio do ex-presidente Nelson Mandela, contabilizava 66,8% dos votos (o primeiro a passar a barreira dos 10 milhões de votos) e, o AD, 15,9% nas cédulas nacionais. Às 7h na África do Sul, 3h horário de Brasília, quase 13 milhões dos votos já haviam sido contados.

Dois dos partidos que devem fazer parte do grupo de Helen são: Cope (Congresso do Povo), com 9% dos votos e o DI (Democratas Independentes), com 5,4% nas eleições provinciais.

O líder do AD na província, Theuns Botha, disse que o partido deve formar uma coalizão para conseguir cerca de 67% das cadeiras na administração provincial. Segundo ele, esse processo será benéfico para dar mais força aos que estiverem do lado oposto do CNA. O plano que já será discutido na próxima terça-feira é de grande interessante para o AD porque pode dar ao partido mais espaço nas outras províncias controladas pelo CNA.

À imprensa, Botha disse que já estava ciente da iniciativa de Zille em criar um grupo mais forte que pudesse encorpar a luta do DA. Antes de anunciar a vitória da Aliança Democrática na província de Western Cape, a coalizão já é uma realidade e o encontro da próxima semana, além de firmar posições para as eleições deste ano, deve também estabelecer diretrizes para as eleições locais de 2011.

Apuração

Na província de Western Cape, onde fica a Cidade do Cabo, e diferente das outras oito províncias do país, a apuração já sinaliza vitória do AD. Do outro lado, no norte do país, nas províncias de Mpumalanga e Limpopo, a força do CNA é marcante. Nessas regiões, o partido de Zuma tem 85,6% e 84,4% dos votos nacionais, respectivamente.

Em Kwazulu-Natal, nordeste, um partido forte apenas nessa região garante o segundo lugar nas eleições nacionais. Atrás do CNA, com 64%, aparece o IPF (Inkata Partido da Liberdade) com 22,3%. O grupo e, especialmente, o presidente do partido, Mangosuthu Butelezi que perdeu um filho vítima da Aids, são conhecidos por críticas ao ex-presidente Thabo Mbeki (que governou o país de 1999 até 2008) em relação à política de combate à doença.

O CNA subiu ao poder nas eleições pós-apartheid e as duas outras seguintes. Em 2004, eles venceram com 69,6% dos votos.

Ainda na noite desta quinta-feira, Zuma bebeu e dançou com outros líderes de seu partido. Ele não confirmou que estaria comemorando a vitória, no entanto.

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Governistas lideram eleição na África do Sul

O partido governista Congresso Nacional Africano (CNA) lidera a eleição na África do Sul com 65% dos 4,8 milhões de votos apurados. Até o momento, o cenário indica que a eleição parlamentar deve confirmar as previsões das pesquisas e eleger o controverso Jacob Zuma à Presidência, apesar de seu histórico de escândalos políticos e sexuais.

Um recorde de 23 milhões de sul-africanos se registraram para votar e os funcionários responsáveis pela eleição parlamentar indicam que o comparecimento pode ser maior do que a estimativa anterior ao dia de votação de 80%. Os resultados finais devem ser divulgados no fim desta quinta-feira ou nesta sexta-feira.

Se o Zuma parece ter garantido a Presidência sul-africana, o CNA tem dúvidas se conseguirá garantir dois terços dos votos, o que daria ao partido uma proporção equivalente de assentos no Parlamento. A maioria de dois terços permitiria a Zuma mudar a Constituição sem necessidade de apoio da oposição.

O Parlamento sul-africano elege o presidente do país por maioria simples. Assim, se a vitória do CNA for garantida, os parlamentares colocam Zuma no poder assim que a nova Assembleia votar, em maio deste ano.

Para o CNA, Zuma é o primeiro líder que pode energizar os eleitores e levá-los às urnas desde o legendário líder da luta antiapartheid Nelson Mandela, que apoiou o candidato. Contudo, os críticos apontam que Zuma não agrada a esquerda e os sindicalistas e não conseguirá cumprir suas promessas de criar empregos e garantir segurança econômica diante da crise mundial e à beira da sua primeira recessão em 17 anos.

Para cumprir essas promessas --e aprovar novos planos orçamentários-- Zuma precisa da maioria.

Uma maioria por margem estreita iria animar os investidores interessados em ver o controle do CNA atenuado. Apesar das garantias dadas por Zuma, eles temem que ele possa se curvar ao aliados às esquerda que defendem que as políticas responsáveis pelo longo período de crescimento do país têm prejudicado os pobres.

Mas com a África do Sul possivelmente já em recessão, a margem de manobra de Zuma é limitada. O ministro das Finanças, Trevor Manuel, apoiado pelo mercado, deve ser, por ora, mantido no cargo. "Nossa economia não vai se tornar ideológica, ela permanecerá racional", disse ele ao jornal italiano "Il Sole 24 Ore".

O maior representante da oposição o partido Aliança Democrática (AD) tem 18% dos votos. As estimativas apontam que o partido deve garantir liderança na crucial Província de Western Cape, centro do turismo e produção de vinho na África do Sul.

Já o Congresso do Povo (Cope, em inglês), partido formado em 2008 por dissidentes do CNA, tem pouco menos de 8% nos resultados preliminares --apesar das expectativas pré-voto de que seria um grande adversário ao CNA nas urnas.

O comparecimento foi grande, apesar de não haver ainda dados oficiais. Alguns dos cerca de 20 mil locais de votação ficaram sem cédula ou tiveram problemas com a velocidade na qual os eleitores enchiam as urnas.

Este cenário foi positivo para o CNA, que ganhou todas as eleições desde o fim do regime segregacionista apartheid, em 1994. Em 2004, o CNA ganhou 69,9% dos votos.

Embora a oposição tenha tentado ligar Zuma à imagem de corrupto e antidemocrático, a maioria pobre e negra do país se identificou com o passado de sofrimento do candidato governista e com suas promessas populistas de emprego e saúde.

Alta participação deve favorecer Zuma na eleição da África do Sul

A África do Sul realizou nesta quarta-feira a quarta eleição desde o fim do regime segregacionista apartheid, em 1994. Um número recorde de cerca de 23 milhões de eleitores se inscreveram para votar nas eleições gerais, que já tem longas filas e espera. A alta participação deve favorecer o partido governista Congresso Nacional Africano (CNA) e seu controverso candidato a presidente, Jacob Zuma, que tem histórico de corrupção.


Governista Jacob Zuma vota em eleição na qual é favorito

Os eleitores chegaram antes do amanhecer nos quase 20 mil centros eleitorais distribuídos por todo o país. Mesmo com a manhã fria de outono, os eleitores fizeram questão de declarar o voto --que deve favorecer, segundo as pesquisas, o CNA, que tem a hegemonia política do país há 15 anos. A eleição deve ser encerrada às 21h (16h no horário de Brasília).

"É tudo sobre esperança", disse Ngwako Makgaba, assistente social que trabalha com pacientes de Aids. "Em 1999 e 3004, eu senti como se fosse uma formalidade. Mas, desta vez, eu acho que é sobre mudança".

Makgaba diz ainda que a eleição de Barack Obama nos Estados Unidos, o primeiro presidente americano negro, também motivou jovens a votar. "O fato da América ter elegido seu primeiro presidente negro dos EUA anima as pessoas aqui. Isso motivou os jovens a acreditar que podemos fazer as mudanças também".

A maioria dos eleitores na África do Sul é negra e pobre o que, segundo analistas, deve favorecer o CNA com sua plataforma de combate à pobreza e mudanças radicais no país.

"Nós estamos lutando aqui, nós estamos com fome e precisamos de uma vida melhor", diz Francinah Mohale, desempregada de Diepsloot. "O governo tem que criar empregos, construir mais escolas e dar uma vida melhor para todos".

Pesquisas de intenção de voto, conduzidas pela Ipsos Markinor, apontam que o CNA terá cerca de 65% dos votos para presidente, mas não alcança os dois terços necessários para ter a maioria no Parlamento --e, assim, garantir fácil governabilidade.

O desafio para a eleição legislativa está em vencer a Aliança Democrática (DA, na sigla em inglês) e o dissidente Congresso do Povo (cope, na sigla em inglês) que apelam diretamente à classe média negra e branca.

Na atual Assembleia Nacional, o CNA conta com 279 deputados (69,75%), enquanto a Aliança Democrática (DA, na sigla em inglês) tem 50 cadeiras (12,50%), o Partido Inkhata da Liberdade (IFP, em inglês) possui 28 (7%) e os demais da oposição somam 43.

Controverso

O favorito Zuma era acusado, até o último dia 6, de corrupção, fraude, extorsão e lavagem de dinheiro.

Criticado pela oposição, Zuma foi protagonista de quase dez anos de polêmicas nos tribunais. Contudo, a Procuradoria Geral sul-africana retirou as acusações e permitiu que o candidato chegasse às urnas livre de problemas com a Justiça. O tribunal considerou que houve manipulação no processo aberto contra Zuma.

O candidato foi envolvido ainda em outro escândalo em 2006 ao dizer que, como o caso envolveria uma mulher portadora de HIV, tinha tomado banho imediatamente "para evitar o contágio".

Normalidade

"Tudo anda em paz, com tranquilidade e harmonia", disse aos jornalistas Brigalia Bam, presidente da Comissão Eleitoral Independente (CEI). Ela destacou o grande comparecimento na metade da jornada eleitoral.

Bam ressaltou que não havia informações de "violência, ameaças ou intimidações" em nenhum dos 19.726 centros de votação do país, mas admitiu que houve "algumas irregularidades" em várias Províncias.

A responsável eleitoral admitiu que poderia haver escassez de urnas e de cédulas em alguns colégios, mas garantiu que o fornecimento seria a tempo.

Pansy Tlakula, responsável executivo da CEI, explicou algumas outras irregularidades, relacionadas à perda de material eleitoral ou ao surgimento de algumas cédulas marcadas, e ressaltou que, de qualquer forma, "são como uma gota no oceano".

O principal partido opositor, a Aliança Democrática (DA, em inglês), divulgou um comunicado indicando que, em três Províncias, havia falta de cédulas e outro material eleitoral, e ressaltava que a CEI havia "respondido com lentidão diante desta situação".

Segundo as autoridades eleitorais, espera-se uma participação de cerca de 80% dos 23 milhões de eleitores convocados para estas eleições.

Os correspondentes da TV Globo na África, Renato Ribeiro e Edu Bernardes, mostram com exclusividade para o JN Especial o local de apuração dos votos das eleições na África do Sul. É uma espécie de Tribunal Superior Eleitoral na capital Pretória, onde a imprensa mundial está reunida à espera do resultado, que deve consagrar Jacob Zuma como o novo presidente do país.




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