Mostrando postagens com marcador criminalidade. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador criminalidade. Mostrar todas as postagens

Alarme falso mobiliza 30 policiais, um helicóptero e um coronel até casa de Silvio Santos

Com medo, empresário, mulher e filha teriam entrado em quarto blindado

Um alarme falso nesta madrugada mobilizou policiais, viaturas e um helicóptero até a casa do empresário Silvio Santos, no bairro do Morumbi, zona sul de São Paulo, por volta da 1h. O sistema de segurança da mansão disparou e os policiais foram chamados até o local, mas nenhum suspeito foi encontrado. Segundo o porteiro da casa, o alarme foi acionado por um galho de árvore que atingiu a cerca elétrica.

Após o sistema disparar, uma das filhas do empresário, por precaução, se trancou em um quarto blindado e chamou a polícia. Segundo informações de policiais militares, Silvio Santos e sua mulher, Íris Abravanel, também se trancaram em outro quarto blindado.

O alarme movimentou policiais do 16º Batalhão, o helicóptero àguia, da Polícia Militar, viaturas do Grupo de Operações Especiais (GOE), da Polícia Civil, e um coronel do mesmo batalhão da área, que se deslocaram para a residência. Ao todo, foram mobilizados cerca de trinta homens para o local. Após vistoria interna e externa no imóvel, porém, nenhum suspeito foi encontrado.

Fonte: Zero Hora

Parece Piada: Juiz militar do caso Cissa é preso por furto de cabos de telefonia no Rio

O juiz militar e capitão da PM Lauro Moura Catarino foi preso enquanto furtava cabos de telefonia da Oi, na Praia de Botafogo, no Rio, na madrugada da última sexta-feira (27). 

O capitão era responsável por julgar os PMs acusados de receber propina para liberar o atropelador do músico Rafael Mascarenhas, filho da atriz Cissa Guimarães. Poucas horas antes da prisão, ele havia participado na quinta-feira (26) da audiência da Auditoria Militar em que os PMs acusados foram ouvidos.

Além de Catarino, outra policial foi preso no mesmo episódio: o capitão do Batalhão de Choque Marcelo Queiroz dos Anjos.

O comandante-geral da PM, coronel Mário Sérgio Duarte, determinou que se inicie imediatamente um processo disciplinar com o objetivo de demitir os oficiais, que já foram afastados de suas atividades. A PM disse que não vai esperar a conclusão do inquérito da Polícia Civil para tomar providências.

"É inadmissível que policiais pagos com dinheiro público para proteger a população e bens privados e públicos se envolvam em atos como os descritos", disse.

Os oficiais foram autuados por furto e formação de quadrilha. Eles foram levados para o Batalhão Especial Prisional, em Benfica, na zona norte do Rio. O capitão Catarino foi afastado da Auditoria Militar e será substituído por outro oficial.

A investigação sobre as atividades da quadrilha durou dois meses. Segundo o delegado titular da 9ª DP, Alan Luxardo, a quadrilha lucrava até R$ 400 mil por mês.

Lara Velho, enteada de Cissa Guimarães, disse que o capitão Catarino não tem credibilidade para conduzir um interrogatório de policiais. "Não tenho medo de que haja um atraso no processo de investigação. O importante é chegar a uma conclusão justa e correta. É óbvio que tem muita maçã podre na polícia, o importante é que essas pessoas sejam afastadas", disse.

CASO

Rafael Mascarenhas, 18, filho caçula da atriz da Cissa Guimarães, morreu após ser atropelado em um túnel na Gávea, zona sul do Rio, no dia 20 de julho. Ele chegou a ser levado com vida para o Hospital Municipal Miguel Couto, na Gávea. Ele passou por uma cirurgia, mas não resistiu aos ferimentos e morreu ao final do procedimento médico.

Em depoimento à polícia, o empresário Roberto Bussamra --pai de Rafael Bussamra, que confessou ter atropelado Mascarenhas-- disse que os policiais que liberaram o Siena de seu filho pediram R$ 10 mil de propina e combinaram de receber o dinheiro no dia seguinte, na praça Mauá, centro do Rio. O empresário acompanhou o filho no momento do pagamento, já pela manhã de quarta-feira (21), mas recebeu uma ligação da mulher informando que a vítima era filho da atriz Cissa Guimarães e estava morto. Segundo o depoimento, ele passou mal com a notícia e os policiais deixaram o local com R$ 1.000.

O sargento da PM Marcelo José Leal Martins e o cabo Marcelo Bigon, do 23º Batalhão da PM do Rio, estão em prisão administrativa acusados de cobrarem propina de Bussamra para liberar o carro.

A promotora Isabella Pena Lucas --titular da 1ª Promotoria de Justiça da Auditoria Militar do Estado do Rio-- denunciou à Justiça Militar, o sargento Marcelo Leal de Souza Martins e o cabo Marcelo Bigon por três crimes: corrupção passiva, falsidade ideológica e descumprimento de missão.

Na denúncia também consta que os PMs apresentaram o boletim de ocorrência com informação falsa, descrevendo a liberação do veículo de Rafael Bussamra sem a constatação de irregularidades.

Assessoria confirma o caso

A assessoria de imprensa da Polícia Militar confirmou, na manhã deste sábado (28), que um dos oficiais da PM presos durante a madrugada de sexta-feira (27), suspeitos de participação em uma quadrilha que furtava cabos de fibra ótica na Zona Sul do Rio, é um capitão que julgava os PMs acusados de receber propina do caso Rafael Mascarenhas, filho da atriz Cissa Guimarães, que morreu atropelado no dia 20 de julho.

A informação foi publicada no jornal "O Globo" deste sábado. Segundo a PM, o capitão foi afastado e está preso na Unidade Prisional da PM, em Benfica, no subúrbio do Rio.

Na quinta-feira (26), ele participou da audiência na Auditoria Militar, quando os PMs Marcelo José Leal Martins e Marcelo Bigon foram ouvidos no processo onde são acusados de terem aceitado propina de Rafael Bussamra, o pai do atropelado de Rafael.

O comandante da Polícia Militar, Mário Sérgio Duarte, determinou, na manhã de sexta-feira, que se inicie imediatamente um processo disciplinar para a demissão de dois oficiais. Os capitães, um do 2º BPM (Botafogo) e outro do Batalhão de Choque (BPChoque), estavam na Praia de Botafogo acompanhados de nove prestadores de serviço de uma empresa de telefonia.

A prisão em flagrante foi realizada no começo da madrugada de sexta-feira.

Foram dois meses de investigação que mostraram que os dois oficiais davam cobertura à quadrilha. O lucro com o roubo de cabos chegava a R$ 300 mil.

O grupo estaria se preparando, segundo a polícia, para furtar cabos de fibra ótica. Para não levantar suspeitas, os técnicos usavam equipamentos e uniformes como se estivessem trabalhando. No local, quatro carros e um caminhão foram apreendidos.

PM não vai aguardar investigação da Polícia Civil

Segundo o delegado Alan Luxardo da 9ª DP (Catete), os furtos eram feitos sempre à noite, com o apoio dos dois policiais militares.

De acordo com a PM, o comandante da corporação não vai esperar o resultado das investigações por parte da Polícia Civil. “As evidências que se tem até agora apresentam robustez suficiente para a convicção de que os oficiais estão diretamente envolvidos neste crime”, diz a nota enviada pela PM.

Mário Sérgio ordenou que o caso seja tratado com “máxima prioridade”, “porque é inadmissível que policias pagos com dinheiro público para proteger a população e os bens privados e públicos sejam covardemente seus dilapidadores”.

Segundo a polícia, os furtos aconteciam apenas na Zona Sul da cidade. A quadrilha agia há quase um ano.


Fonte: FOLHA - G1- TV Globo

Garotinho, deputado cassado e mais 8 são condenados por formação de quadrilha

Garotinho, que tenta se eleger deputado federal na eleição deste ano, foi considerado culpado de formação de quadrilha e sentenciado a uma pena de dois anos e seis meses de reclusão.

RIO - O ex-governador do Rio Anthony Garotinho (PR), o ex-chefe de Polícia Civil e deputado estadual cassado, Álvaro Lins (PMDB), e mais oito pessoas foram condenadas pela 4ª Vara Federal Criminal no processo que comprovou a atuação de uma quadrilha que usava a estrutura da Polícia Civil para cometer uma série de crimes e facilitar negócios para o jogo do bicho.

Garotinho, que tenta se eleger deputado federal na eleição deste ano, foi considerado culpado de formação de quadrilha e sentenciado a uma pena de dois anos e seis meses de reclusão. Álvaro Lins foi condenado por formação de quadrilha armada, corrupção passiva e lavagem de dinheiro. Sua pena totaliza 28 anos, um mês e doze dias de prisão e multa.

O delegado Ricardo Hallack, que sucedeu Álvaro Lins no comando da Polícia Civil do Rio, também foi condenado por formação de quadrilha e corrupção passiva, com pena de sete anos e nove meses de prisão e multa. O juízo da 4ª Vara Federal Criminal ainda condenou o grupo de policiais que ficou conhecido como os 'inhos': Fábio Menezes de Leão, o Fabinho, que pegou quatro anos e meio de reclusão por corrupção passiva); e Mario Franklin Leite de Carvalho, o Marinho, condenado a 11 anos e três meses de prisão e multa, por formação de quadrilha, corrupção passiva e lavagem de bem.

Completam a lista: Alcides Campos Sodré Ferreira: cinco anos e nove meses de prisão (corrupção passiva); Daniel Goulart: dois anos de reclusão (formação de quadrilha); Francis Bullos: quatro anos e meio de prisão e multa (lavagem de bem); Luciana Gouveia: três anos de reclusão e multa (lavagem de bem); Sissy Toledo de Macedo Bullos Lins: três anos e dez meses de prisão (lavagem de bem)

O processo resultou das investigações da Operação Gladiador, desencadeada pelo Ministério Público Federal do Rio e pela Polícia Federal, a partir da quebra de sigilo fiscal de Álvaro Lins e de investigações posteriores de documentos colhidos pela PF. A Justiça atestou a prática de crimes como facilitação de contrabando (a exploração de caça-níqueis pelo grupo do bicheiro Rogério Andrade não era reprimida) e corrupção ativa e passiva. Todos os condenados podem recorrer.

Fonte: O ESTADO DE S PAULO

Ex-policial sequestra ônibus com turistas nas Filipinas

Um ex-policial armado com um fuzil M-16 mantém refém dezenas de turistas em um ônibus na capital das Filipinas, Manila, de acordo com a polícia.

Três estrangeiros, duas crianças e sua mãe são liberados do onibus sequestrado, após negociação/AFP

O homem, um detetive expulso da corporação por acusações de roubo e de tráfico de drogas, exige seu emprego de volta para libertar os reféns, segundo a mídia local.

A polícia afirma que cerca de 25 pessoas foram feitas reféns no fim deste domingo. O ex-policial libertou sete pessoas - três mulheres, três crianças e um idoso, mantendo 18 pessoas no ônibus.

O ex-policial estaria cooperando com a polícia e as negociações continuam. O superintendente-chefe da polícia, Erwin Margarejo, porta-voz da polícia de Manila, disse que o uso da força seria "um último recurso".

Dentre as pessoas que foram feitas reféns, 22 seriam turistas de Hong Kong, e três, filipinos - o motorista, um guia e um fotógrafo.

O ônibus estava parado em Parque Luneta, no centro de Manila, quando o homem chegou. O veículo foi levado por uma estrada que corta o parque.

"Ainda estamos tentando determinar em que circunstâncias o sequestro aconteceu", disse o comandante de polícia Leocadio Santiago à rádio local. "Há crianças e adultos no ônibus", disse ele, acrescentando que o sequestrador tinha um fuzil M-16

O ex-policial foi identificado como Rolando Mendoza, um ex detetive de polícia demitido em 2008. Ele teria pedido carona ao motorista do ônibus, antes de sequestrar o veículo.


Fontes: BBC - CNN

STF mantém autorização para Justiça francesa investigar Maluf

Deputado é investigado em caso de suposta lavagem de dinheiro. STJ autorizou tribunal francês a ter acesso a dados bancários de Maluf.

O deputado Paulo Maluf, durante sessão plenária(Foto: Valter Campanato/ABr)

A Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) decidiu nesta terça-feira (10) manter a decisão do Superior Tribunal de Justiça (STJ) de permitir à Justiça francesa investigar no Brasil o deputado federal Paulo Maluf (PP-SP), suspeito de lavagem de dinheiro.

A assessoria do deputado afirmou que Maluf vai recorrer da decisão da primeira Turma do STF.

O Tribunal de Grande Instância de Paris havia pedido ao STJ autorização para interrogar testemunhas, examinar documentos de processos que envolvem o deputado, e ter acesso a parte da movimentação bancária de Maluf.

A defesa do deputado, no entanto, entrou com habeas corpus, questionando a autorização concedida ao Judiciário francês. Os advogados argumentaram que o pedido francês tem como origem uma investigação que está em andamento no STF. Segundo eles, a duplicidade das investigações poderia gerar duas penas para o mesmo crime, o que é vedado pela lei.

Segundo a defesa, o deputado desconhece as acusações feitas pela Justiça francesa. Os advogados também questionaram o fato de não terem tido acesso aos autos do processo.

A maioria dos ministros não reconheceu o pedido da defesa do deputado por entender que não haveria perigo na liberdade de ir e vir de Maluf.

“Trata-se apenas de um pedido de auxílio judiciário. No caso, a evidência, não há qualquer risco configurado à liberdade de locomoção do paciente, pois encontrando-se em território nacional, não pode ser extraditado na medida em que é brasileiro nato”, disse o relator, ministro Ricardo Lewandowski.

O ministro Marco Aurélio divergiu dos demais ao defender que a investigação na França “poderá desaguar em uma sentença condenatória”, o que ameaçaria a liberdade de ir e vir do deputado.

Comentário

O ministro Marco Aurélio está preocupado com a liberdade de ir e vir do deputado, caso o mesmo sofra condenação pela justiça francesa. Ora, e os pobres deste país, muitas vezes, presos sem provas e que tiveram sua liberdade cassada? Será que somente os ricos e políticos estão acima dos rigores da Lei?


Fonte: G1/Débora Santos

Ministério Público de Minas denuncia Bruno por homicídio e outros cinco crimes

Denúncia atinge também outros oito envolvidos no desaparecimento e morte de Eliza Samudio

O Ministério Público de Minas Gerais acaba de oferecer denúncia contra o goleiro Bruno Fernandes das Dores de Souza, de 25 anos, e outros oito envolvidos na morte de Eliza Samudio, ex-amante do goleiro.

O promotor Gustavo Fantini protocolou a denúncia na 4ª Vara Criminal de Contagem contra Bruno, Luiz Henrique Romão (Macarrão), Flávio Caetano de Araújo, Wemerson Marques de Souza (Coxinha), Daianne Rodrigues do Carmo Souza (esposa de Bruno), Elenílson Vitor da Silva, Sérgio Rosa Sales e ainda Fernanda Gomes de Castro, a namorada do jogador.

Bruno aparece de cabeça raspada na penitenciária de Contagem, na Grande Belo Horizonte (Alex de Jesus/ O Tempo/AE)

Na semana passada, a Polícia Civil de Minas concluiu o inquérito sobre o caso e indiciou o grupo por homicídio, sequestro, cárcere privado, ocultação de cadáver, formação de quadrilha e corrupção de menor. O ex-policial Marcos Aparecido dos Santos, que teria dado fim à vida de Eliza Samudio, foi indiciado por homicídio qualificado, formação de quadrilha e ocultação de cadáver.

O promotor pediu ainda a a conversão da prisão temporária dos envolvidos em prisão preventiva. O primo adolescente de Bruno, que participou do crime, aguarda sentença do Juizado da Infância e da Juventude de Contagem no Centro de Internação Provisória do município. Nos próximos dias, a juiza Marixa Fabiani vai se manfestar sobre a denúncia.

Fonte: VEJA/Andréa Silva

Baderna: Carros e ônibus são incendiados durante a madrugada na Grande SP

Bombeiros registraram fogo em três carros na capital paulista. Em São Bernardo do Campo, ônibus foi incendiado.

Pelo menos três carros e um ônibus foram incendiados na Grande São Paulo na madrugada desta terça-feira (3), segundo informações do Corpo de Bombeiros e da Polícia Militar.

O ônibus foi incendiado por vândalos na Rua dos Feltrins, em São Bernardo do Campo, no ABC. Eles mandaram o motorista, o cobrador e os passageiros descerem, colocaram fogo no coletivo e fugiram. Ninguém ficou ferido.

Entre os carros, o primeiro caso aconteceu na Mooca, Zona Leste da capital paulista. O veículo estacionado na Rua do Hipódromo ficou irreconhecível. Comerciantes da região contaram que o carro estava abandonado havia algumas semanas, mas não viram nenhum suspeito no local.

Quando os bombeiros chegaram, por volta das 2h, o veículo já tinha sido totalmente consumido pelas chamas.

No Jardim Miriam, Zona Sul, outro carro pegou fogo na Avenida Ângelo Cristianini, por volta das 2h30. Na mesma avenida fica a delegacia no bairro.

Por volta das 5h, outro carro semelhante aconteceu novamente na Mooca. Os bombeiros apagaram o fogo em um carro na Rua Frei Gaspar. O local fica bem próximo de onde houve o primeiro caso.

A polícia vai investigar se os incêndios foram criminosos e se eles têm ligação.



Fontes: G1 - TV Globo

Após caso Bruno, Flamengo quer cláusula de bom comportamento para atletas

Jogadores deverão assinar cláusula de bom comportamento antes de assinar contrato

Depois de afirmar que pretende demitir o goleiro Bruno por justa causa, o Flamengo vai incluir uma cláusula no contrato dos jogadores para evitar futuros problemas extracampo que afetem a imagem do clube. A informação foi divulgada pela presidente Patrícia Amorim, durante entrevista à TV Globo.

"Quem assume um compromisso com o Flamengo precisa estar à altura do clube. Estou aqui para isso e vou cumprir meu trabalho", declarou, acrescentando que o jogador não voltará ao Flamengo mesmo que seja considerado inocente.

A presidente do Flamengo declarou que ficou assustada quando conversou pela última vez com Bruno para comunicar o afastamento do goleiro. "Ele não estava abatido, disse que era inocente e que aceitava a posição do clube porque gostava do Flamengo. Depois eu vi na internet que ele falou que ainda ia rir desta situação e eu fiquei surpresa, porque o clima não era esse. A torcida chora, sangra, e eu estou com o orgulho ferido", desabafou.

Em seguida, a diretoria resolveu criar uma comissão para definir a situação do goleiro, e a decisão foi suspender o contrato de Bruno.

Emocionada, Patrícia Amorim garantiu que vai conseguir reverter a situação. "Quando me perguntam como eu consigo enfrentar um problema como esse, respondo que a força vem do amor que eu tenho por esse clube. Garanto que a gente vai seguir em frente, vamos virar esse jogo".


Fonte: FOLHA

Espanha intercepta veleiro brasileiro com 1 tonelada de cocaína

Veleiro vindo do Brasil foi interceptado e apreendido

A Polícia da Espanha interceptou, em pleno Atlântico, na altura das ilhas Açores (Portugal), um veleiro de bandeira brasileira carregado com 1.200 quilos de cocaína e com destino ao território espanhol, como informaram hoje à Agência Efe integrantes da investigação.

A operação, desenvolvida de forma conjunta pelo Grupo Especial de Resposta ao Crime Organizado (Greco) da Galícia e o Serviço de Vigilância Aduaneira, aconteceu ontem após ser descoberto que um grupo de traficantes planejava receber um carregamento de drogas na Espanha.

No curso da investigação, foi localizado um veleiro nas imediações das ilhas Açores, encarregado de transferir a cocaína até a Galícia, no noroeste da Espanha. Na abordagem, os agentes do Grupo Especial de Operações (GEO) detiveram três britânicos.

A suspeita é de que o carregamento tenha chegado aos Açores em outro barco, de maiores dimensões, e que depois a droga tenha sido levada ao veleiro para tentar driblar a forte vigilância no litoral espanhol.

O veleiro foi rebocado até um porto das ilhas Canárias, aonde chegará ao longo da próxima semana.

Fontes: FOLHA - Efe

Reportagem do Estadão mostra que o crime compensa

O jornal O Estado de S. Paulo publicou nesta sexta-feira [16/7] uma reportagem estarrecedora sobre a impunidade na capital paulista. 

Cruzando dados da produção do Ministério Público Estadual entre 2002 e 2009 com os registros de crimes na Secretaria de Segurança Pública no mesmo período, os repórteres constataram que uma pessoa que cometa um crime na maior cidade do país tem apenas uma possibilidade em vinte, ou 5,2% de risco, de vir a responder por esse crime na Justiça.

Se não for apanhado em flagrante, a possibilidade de ser descoberto em uma investigação criminal é de apenas 2,5%. Ou seja, em apenas um em cada quarenta crimes – entre os que chegam a ser investigados – a polícia identifica o autor. Somada à conhecida ineficiência e lentidão do Judiciário, manietado pelo excesso de trabalho e pela imensa seqüência de recursos à disposição dos réus, completa-se o mapa da impunidade.

De certa forma, isso também explica o grande número de assassinatos em roubos de menor expressão: o ladrão sabe que, matando a vítima, corre menos risco de ser identificado. Essa é a origem das notícias que assombram a população, quando alguém é morto por causa de um telefone celular ou um relógio.

Praticamente não há solução para crime de furto, que na maioria dos casos nem chega a ser notificado. Dos furtos que são informados à polícia, apenas 3,1% chegam ao Judiciário, enquanto apenas 4,8% dos roubos evoluem até a fase de julgamento.

Problema ainda maior

Segundo a reportagem do Estadão, a ineficiência da polícia paulista na resolução dos crimes pode ser ainda maior, uma vez que o levantamento considerou apenas os casos registrados nas delegacias. Outros estudos citados pelo jornal indicam que 70% dos crimes não são comunicados às autoridades.

A prioridade dos policiais é o flagrante contra delinquentes de menor importância que atuam nas ruas, enquanto as estruturas criminais mais complexas, que envolvem encomenda e receptação e caracterizam o crime organizado, permanecem intactas. Em alguns casos, como ficou demonstrado em reportagens anteriores, essas organizações que atuam em rede contam com a participação de policiais.

Recentemente, caíram um secretário de Segurança e seu adjunto, e muitos delegados estão sob acusação de irregularidades, mas esse é outro lado da questão que não tem saído nos jornais.

O fato de 95% dos crimes ficarem impunes e o pleno conhecimento de que a polícia paulista não costuma sequer abrir uma investigação quando não há prisão em flagrante deveriam estar provocando um escândalo de proporções nacionais e motivando outros jornais a fazer trabalhos semelhantes em seus Estados.

Fonte: Observatório da Imprensa/Luciano Martins Costa

Dez mulheres são mortas por dia no País, diz estudo

Média registrada em dez anos fica acima do padrão internacional; motivação geralmente é passional

Em dez anos, dez mulheres foram assassinadas por dia no Brasil. Entre 1997 e 2007, 41.532 mulheres morreram vítimas de homicídio – índice de 4,2 assassinadas por 100 mil habitantes. Elas morrem em número e proporção bem mais baixos do que os homens (92% das vítimas), mas o nível de assassinato feminino no Brasil fica acima do padrão internacional.

Morte da advogada Mércia Nakashima comoveu o Brasil/Nilton Fukuda/AE

Os resultados são um apêndice, ainda inédito, do estudo Mapa da Violência no Brasil 2010, do Instituto Zangari, com base no banco de dados do Sistema Único de Saúde (Datasus).

Os números mostram que as taxas de assassinatos femininos no Brasil são mais altas do que as da maioria dos países europeus, cujos índices não ultrapassam 0,5 caso por 100 mil habitantes, mas ficam abaixo de nações que lideram a lista, como África do Sul (25 por 100 mil habitantes) e Colômbia (7,8 por 100 mil).

Algumas cidades brasileiras, como Alto Alegre, em Roraima, e Silva Jardim, no Estado do Rio, registram índices de homicídio de mulheres perto dos mais altos do mundo. Em 50 municípios, os índices de homicídio são maiores que 10 por 100 mil habitantes. Em compensação, mais da metade das cidades brasileiras não registrou uma única mulher assassinada em cinco anos.

Outro contraste ocorre quando são comparados os Estados brasileiros. Espírito Santo, o primeiro lugar no ranking, tem índices de 10,3 assassinatos de mulheres por 100 mil habitantes. No Maranhão é de 1,9 por 100 mil. “Os resultados mostram que a concentração de homicídios no Brasil é heterogênea. Fica difícil encontrar um padrão que permita explicar as causas”, afirma o pesquisador Julio Jacobo Wiaselfisz, autor do estudo.

São Paulo é o quinto Estado menos violento do Brasil, com índice de 2,8 por 100 mil habitantes. Mas a taxa é alta se comparada à de Estados americanos, como Califórnia (1,2) e Texas (1,5). “Quanto mais machista a cultura local, maior tende a ser a violência contra a mulher”, diz a psicóloga Paula Licursi Prates, doutoranda na Faculdade de Saúde Pública da Universidade de São Paulo, onde estuda homens autores de violência.

Motivação

Para aumentar a visibilidade do problema e intimidar a ação dos agressores, a aprovação da Lei Maria da Penha, em 2006, foi comemorada pelas entidades feministas por incentivar as mulheres a denunciar crimes de violência doméstica, garantindo medidas de proteção para a mulher e punições mais duras e rápidas contra agressores.

Mas a nova lei não impediu o assassinato da cabeleireira Maria Islaine de Morais, morta em janeiro diante das câmeras pelo ex-marido, alvo de oito denúncias. Nem uma série de outros casos que todos os dias ganham as manchetes dos jornais.

Ainda são raros os estudos de casos que analisam as motivações de assassinos que matam mulheres. De maneira geral, homens se matam por temas urbanos como tráfico de drogas e desordem territorial e os crimes ocorrem principalmente nas grandes cidades. Mulheres são mortas por questões domésticas em municípios de diferentes portes.

“No caso das mulheres, os assassinos são atuais ou antigos maridos, namorados ou companheiros, inconformados em perder o domínio sobre uma relação que acreditam ter o direito de controlar”, explica Wânia Pasinato Izumino, pesquisadora do Núcleo de Estudo da Violência da USP.

Em um estudo das motivações de 23 assassinatos contra mulheres ocorridos nos cinco primeiros meses deste ano e investigados pelo Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa de São Paulo (DHPP), em 25% dos casos o motivo foi qualificado como torpe.

São casos como negativas de fazer sexo ou de manter a relação. Em 50% das ocorrências, o motivo foi qualificado como fútil, como casos de discussões domésticas. Houve 10% de mortes por motivos passionais, ligados a ciúmes, por exemplo, e 10% relacionado ao uso ou à venda de drogas.


“Por serem ocorrências domésticas, às vezes a prevenção a casos como esses são mais difíceis”, afirma a delegada Elisabete Sato, chefe da divisão de Homicídios do DHPP.


Fonte: O ESTADO DE S PAULO/Bruno Paes Manso

Fotógrafo da TV Globo é morto a tiros de fuzil no Rio de Janeiro

Ele foi baleado quando passava perto de um acesso ao Morro do Tuiuti. Segundo a perícia, disparos partiram de vários tipos de armas.

Apenas o celular da vítima teria sido levado pelos criminososO fotógrafo da área de comunicação da TV Globo, Márcio Alexandre de Sousa, foi assassinado, na tarde de ontem, com cerca de dez tiros de fuzil no bairro de São Cristóvão, na zona norte do Rio de Janeiro.

O corpo do fotógrafo de 36 anos foi encontrado próximo da casa onde morava com a família, em um dos acessos do morro do Tuiuti, na esquina das ruas General Padilha e Américo de Souza.

Equipes da Divisão de Homicídios estiveram no local investigando o caso. Como não foram encontrados cartuchos de munição no local, policiais acreditam que os tiros tenham sido disparados de uma longa distância ou mesmo de dentro de um carro. Apenas o celular da vítima teria sido levado pelos criminosos.

Fotógrafo da TV Globo há cerca de cinco anos, Sousa costumava viajar pela emissora para realizar trabalhos de divulgação para o departamento artístico. A última viagem foi a Itália, acompanhando o elenco da novela "Passione".

Comentário

Até quando teremos que viver em um país sem lei? Quantos mais precisarão morrer de forma tao cruel para que algum congressista tenha a vergonha na cara de honrar o mandato que recebeu do povo e propor leis duras e eficazes? Chega deste circo macabro!!! Que tomem vergonha na cara!!!!

Quando teremos um  governo que resolva efetivamente combater o crime seriamente e desarticular  os diversos cartéis do crime organizado? 

Fonte: IG

Atirar em bandido sem justificativa também é crime

José Nabuco Filho

Recentes episódios de violência praticada por policiais tiveram grande repercussão junto à opinião pública brasileira. Em São Paulo, dois homens, em diferentes dias, morreram após serem espancados por policiais militares. No Rio de Janeiro, outro foi morto por um integrante do Bope, que confundiu a furadeira que carregava com uma arma.

A sociedade indigna-se com tais atos, sem se dar conta de que não são, apenas, um desvio de um agente público, mas o extremo de uma prática reiterada de ilegalidade, tão comum na polícia brasileira, que é tolerada por muitos.

O discurso de que a polícia deve agir com violência para combater o crime permeia as mais diversas camadas sociais. Toleram-se as execuções e a tortura, desde que praticadas contra “bandidos”, mesmo que essa postura não seja respaldada pela lei e pela Constituição.

No caso do Rio, o policial simplesmente atirou em um homem em sua casa, a 40 metros, ao vê-lo portando uma furadeira, sem que este tenha feito qualquer movimento que parecesse uma agressão. Tem-se, aqui, um ato ilegal, independentemente de o homem carregar uma ferramenta ou uma arma. Fosse um traficante armado, ainda assim o policial teria cometido um crime.

Alguém — seja policial ou não — só pode matar justificadamente uma pessoa se estiver em situação de legítima defesa ou na remota hipótese de estado de necessidade. A legítima defesa ocorre quando alguém sofre ou está prestes a sofrer um ato de violência e reage para repelir a agressão, defendendo-se. Ela ainda pode ser de terceiro, quando o policial mata a pessoa que está prestes a tirar a vida de um refém, por exemplo.

É certo que pode ocorrer o que se chama de legítima defesa putativa, ou seja, imaginada, quando existe um comportamento da vítima que não era agressivo, mas que leva o autor a se enganar, supondo que se trata de uma agressão. Não foi o que ocorreu no caso, pois o policial estava longe e não houve qualquer movimento agressivo.

O policial, ao ver alguém portando uma arma, não pode nele atirar, como se fosse um soldado em guerra. Salvo se precisar se defender, seu dever será prendê-lo. Do mesmo modo, a lei não autoriza que um policial espanque uma pessoa, seja ele um suposto criminoso ou um inocente.

No entanto, a sociedade apoia a prática de matar e de torturar “bandidos”, porque essa parece ser a forma mais adequada de defender-se.

Apenas quando a vítima é inocente, a sociedade mostra-se contrária à violência, como se alguém por ter cometido crime criminoso estivesse sujeito a toda sorte de ilegalidades. Em outras palavras, como se a vida de alguém deixasse de ser protegida pela lei, em razão de seu status.

A história da humanidade é a história do abuso de poder e, por isso, a lei existe para colocar limites na atuação do agente público. Quando se diz que se deve matar ou torturar os “bandidos”, retira-se o limite da lei, deixando os cidadãos à mercê do arbítrio do policial.

Não se pode perder de vista que os policiais fazem um juízo muito precário e ligeiro sobre a condição do suposto criminoso. Por isso, a probabilidade de que haja um erro na percepção sobre a condição da pessoa é grande. Sem contar que, com a experiência, o policial passa a adotar critérios baseados em estereótipos para identificar o suposto criminoso. Daí o morador da periferia ser a vítima preferencial do equívoco.

No momento em que o policial se engana e mata um homem inocente, não se deve criticar a sua confusão, mas a concepção de que a polícia tem que matar. Logo, o problema não está na avaliação equivocada do policial, mas na própria concepção de que ele deve ser violento.

Enquanto a postura social permanecer a mesma, a sociedade continuará a ficar perplexa com as ilegalidades contra os inocentes, sem se dar conta de que estes morreram porque se tolera a violência contra os supostos criminosos.

Brasil ocupa 83º lugar em lista de países mais pacíficos no mundo

Na América Latina, país é o 10º mais pacífico; Nova Zelândia aparece em primeiro lugar, seguida pela Islândia

BRASÍLIA - O Brasil ocupa o 83º lugar em um ranking que identifica aspectos de violência em 149 países, no qual os primeiros são considerados os países mais pacíficos. A pesquisa é feita pelo Instituto para Economia e Paz, baseado na Austrália.

Na América Latina, o Brasil é o 10º país mais pacífico. A melhor posição na região é ocupada pelo Uruguai, depois pela Argentina, pelo Paraguai e pela Bolívia. As informações são da BBC Brasil.

O fim da violência levaria a um ganho de cerca de US$ 101 bilhões anuais à economia do país, de acordo com a análise do instituto. Segundo cálculos da entidade, o Brasil teria tido um Produto Interno Bruto (PIB) US$ 101,66 bilhões mais alto, não fosse a violência interna e de US$ 8,44 bilhões a mais sem a violência fora do país. O PIB brasileiro foi de US$ 1,57 trilhão no ano passado.

A criminalidade em geral, observando a quantidade de homicídios, a percepção do que é violência pela sociedade, o acesso às armas de fogo e o nível de respeito aos direitos humanos são apontados como os principais pontos negativos do país entre os mais de 20 indicadores analisados para o índice.

Em uma pontuação que vai de 1 (mais pacífico) a 5 (menos pacífico), o Brasil teve 2,048 neste ano. O dado revela uma piora em relação a 2009, quando o índice registrado no Brasil foi de 2,022. Ainda assim, o país subiu duas posições no ranking em relação a 2009.

O instituto publica anualmente o Índice Global de Paz (IGP), que mede indicadores de segurança e violência no mundo. A Nova Zelândia aparece em primeiro lugar, seguida pela Islândia, o Japão, a Áustria e a Noruega.

No ranking da América Latina, em que o Brasil é o 10º lugar, as posições dos países vizinhos são: Uruguai, 24º lugar; Argentina, 71º lugar, Paraguai 78º e Bolívia (81ª). Os Estados Unidos aparecem em 85º lugar.

Os piores índices em relação à violência foram registrados no Iraque (149ºlugar), na Somália (148ª posição) e no Afeganistão (147º lugar). Segundo a análise do Instituto para Economia e Paz, o ganho potencial para a economia mundial, caso toda a violência no mundo cessasse, seria de US$ 7 trilhões no ano passado, ou 13,1% do PIB global.

O estudo diz que os setores que mais teriam a ganhar com o fim da violência interna no Brasil seriam restaurantes e hotéis, comércio e indústria. Juntos, esses setores poderiam gerar um adicional de US$ 50,95 bilhões com a paz interna e externa.


Fontes: O ESTADO - Agência Brasil

Governo afasta comandantes dos policiais suspeitos de matar motoboy em SP

Governo afasta comandantes de área da PM 

O secretário de Segurança Pública do Estado de São Paulo, Antonio Ferreira Pinto, afastou os comandantes da área de trabalho dos quatro policiais militares suspeitos de matar outro motoboy, na madurgada de sábado (8), em São Paulo.

Segundo a secretaria, foram afastados o tenente-coronel Gerson Lima de Miranda, do 22º Batalhão de Polícia Militar Metropolitano, e o capitão Alexander Gomes Bento, da 3ª Companhia do 22º Batalhão.

Ainda de acordo com o governo, os comandantes foram afastados "por revelarem, neste lamentável episódio, que não têm o comando da tropa". A Secretaria de Segurança Pública vai apurar eventual omissão administrativa dos comandantes.

Os policiais militares presos pagaram fiança de R$ 480 cada um, no 43º DP (Cidade Ademar), mas foram presos pela Corregedoria da Polícia Militar, no dia do crime, e permanecem no presídio militar Romão Gomes. Eles serão indiciados por homicídio culposo (sem intenção de matar).

Crime

Segundo nota divulgada pela PM, os policiais avistaram, durante patrulhamento na região da Vila Marari (zona sul de SP) na madrugada de sábado (8), uma motocicleta transitando sem placa e na contramão.

O motoboy Alexandre Menezes dos Santos, 25, não teria obedecido ao pedido de parada e fugiu. Ele foi abordado na rua Guiomar Branco da Silva --em frente a sua casa-- e, após resistência, os policiais aplicaram uma gravata para imobilizar Santos.

Segundo a Secretaria de Segurança Pública, como a vítima se livrou da imobilização, os policiais aplicaram o golpe novamente, quando Santos teria perdido os sentidos. Os PMs levaram o motoboy para o hospital, mas ele não resistiu.

Outro caso

No dia 10 de abril, outro motoboy também foi morto após ser abordado por policiais militares. Na noite de 9 de abril, Eduardo Luís Pinheiro dos Santos,30, havia sido detido com outras três pessoas pelos policiais que foram atender uma ocorrência de furto de bicicleta na esquina da rua Maria Curupaiti com a avenida Casa Verde (zona norte de São Paulo). Segundo a corregedoria da PM, os suspeitos foram levados para o batalhão da PM ao invés de irem para a delegacia.

No mesmo dia, por volta da meia-noite, a vítima foi encontrada caída no chão por outros policiais na esquina da rua Voluntários da Pátria com a avenida Brás Leme, também na zona norte. O homem foi levado a um hospital da região, mas não resistiu aos ferimentos.

Os nove policiais militares suspeitos de envolvimento na tortura e assassinato do motoboy negaram ter cometido o crime. Nos depoimentos prestados à Corregedoria da PM, todos disseram que a vítima foi morta depois que deixou as dependências da 1ª companhia do 9º batalhão, localizado no bairro Casa Verde.

O secretário de segurança pública Antônio Ferreira Pinto determinou que as polícias Militar e Civil façam a mais rigorosa apuração dos fatos na esfera administrativa e penal. Ferreira Pinto também declarou que não tem dúvidas de que a morte do motoboy foi resultado das torturas que ele sofreu de policiais militares.

PM lamenta morte de motoboy em SP e diz que convocará reunião

O porta-voz da Polícia Militar de São Paulo, capitão Marcel Lacerda Soffner, afirmou que a corporação lamenta a morte do motoboy Alexandre Menezes dos Santos, 25, espancado na madrugada de sábado (8) após abordagem de policiais, e disse que haverá uma reunião, em breve, com todos os oficiais superiores da PM do Estado. Quatro policiais foram presos e os comandantes do Batalhão, afastados.

Em entrevista à Folha, na tarde desta segunda-feira, Soffner disse que a prisão dos quatro PMs envolvidos no caso já foi uma providência tomada pela instituição. "Nós lamentamos profundamente a morte do Alexandre, mas só lamentar não adianta. O flagrante por si só já é uma resposta, mas, além de tomar uma providência em um caso pontual, vamos fazer uma reunião com todos os oficiais superiores do Estado para discutir esses fatos", afirmou o porta-voz.

Soffner disse que foi aberto um inquérito policial militar e um processo administrativo disciplinar. O comando de policiamento da área da região sul é o responsável pela investigação do caso. "Eles foram ouvidos pela autoridade policial militar, mas não tenho acesso ao que eles alegaram em defesa. A Justiça Militar é mais rígida, eles permanecem presos e não há possibilidade de fiança", afirmou o porta-voz.

Segundo o capitão, uma arma foi apreendida pela Polícia Civil no dia do crime, mas ainda não é possível afirmar se ela seria do motoboy.

Sobre o afastamento do tenente-coronel Gerson Lima de Miranda, do 22º Batalhão de Polícia Militar Metropolitano, e do capitão Alexander Gomes Bento, da 3ª Companhia do 22º Batalhão, comandantes da área de trabalho dos PMs envolvidos, Soffner disse que a PM respeita a decisão da Secretaria de Segurança Pública. "Diante da gravidade, há necessidade de medidas enérgicas".

O capitão evitou comparações com a morte do motoboy Eduardo Luis dos Santos, 30, no dia 10 de abril, também após uma abordagem de PMs. "São situações distintas, embora o resultado tenha sido o mesmo. Na primeira situação, há indícios de prática de tortura em um local isolado. Houve uma infeliz coincidência dos dois serem da mesma categoria profissional e isso não quer dizer que a PM tenha alguma deliberação contra motoboy", disse Soffner.

Para o capitão, há indícios de que não houve intenção dos policiais de matar. "Isso também vai ser apurado. Nós temos, no Estado inteiro, 15 mil atendimentos por dia, isso não justifica que haja mortes em atendimentos da PM e que atuação esteja ruim, mas há necessidade de rever isso", afirmou o porta-voz da PM.


Governador diz que ação dos PMs é "deplorável"

O governador de São Paulo, Alberto Goldman (PSDB), disse na manhã desta segunda-feira que a morte do motoboy Alexandre Menezes dos Santos, 25, após abordagem de policiais militares, na madrugada de sábado (8), é deplorável e inaceitável.

Após o lançamento de um site de análise das potencialidades econômicas regionais do Estado, Goldman afirmou que irá apurar o crime. "O primeiro acontecimento poderia ter sido um incidente, mas 30 dias depois tem um segundo, semelhante, no qual mostra o despreparo daqueles PMs, mostra uma atitude que é criminosa", disse o governador.

Goldman disse que morte de Santos deixou o governo "absolutamente constrangido e revoltado". "É um fato inaceitável, esse acontecimento nos deixa muito mais preocupados. Aquilo não é um homicídio culposo [sem intenção de matar], é um homicídio doloso [com intenção de matar]. É de uma irresponsabilidade total, um crime que foi cometido contra o cidadão na frente da casa dele e dos familiares, que não se justifica de forma nenhuma", afirmou o governador.

Ele também disse que há a possibilidade do governo indenizar a família do motoboy, assim como no outro caso. "Pode acontecer uma indenização novamente, mas isso sinceramente não aplaca nossa indignação. É um remendo que, para a família pode ser importante, mas não elimina o fato de se ter matado uma pessoa de forma absolutamente inaceitável, por policiais cuja obrigação é preservar a vida dos indivíduos e não tirá-la", disse Goldman.


"Vamos apurar profundamente quais são as razões pelas quais acontece isso [morte] pela segunda vez. Um fato tão deplorável, que nos deixa absolutamente constragidos e revoltados", disse o governador.

Enterro no Dia das Mães

O crime aconteceu em frente à casa do motoboy, em Cidade Ademar (zona sul de SP). "Eles ficaram meia hora batendo nele e depois o enforcaram na minha frente", diz a mãe de Santos, Maria Aparecida de Oliveira Menezes.

Segundo ela, tudo aconteceu porque o jovem resistiu à abordagem dos PMs, que desconfiaram de sua moto sem placa.


"Podiam ter prendido por desacato, mas não precisava matar. Ele comprou a moto com tanto sacrifício e iria emplacar na terça-feira", disse a mãe, com a nota fiscal do veículo nas mãos. Ela recebeu a reportagem em sua casa na noite de sábado, enquanto aguardava a liberação do corpo do filho.

Tudo começou por volta das 3h, quando Maria ouviu barulho de sirene. Por ser a hora em que o filho costumava chegar do trabalho de entregador de pizza, se levantou. Antes de chegar à porta, escutou os gritos de Alexandre. Ao sair, o jovem já estava sendo espancado.

"Comecei a gritar que ele era meu filho, para não baterem nele. Mas eles falavam que eu parecia um canguru pulando e que, se eu não calasse a boca, eles iriam me prender. Não sei por que tinham tanta raiva."

Segundo ela, foram cerca de 30 minutos de pontapés e socos no estômago. "Eu tentava segurar a mão do policial e pedia pelo amor de Deus para que parasse. Eles diziam que meu filho era vagabundo, e eles podiam fazer o que quisessem porque eram policiais."

Só pararam quando Alexandre caiu, inerte. "Eu ainda tinha esperança de que tinham dado alguma injeção, mas depois vi o pescoço do meu filho mole, a baba escorrendo e a poça de sangue crescendo."

Nesse momento, Maria conta que os policiais se desesperaram. "Eles batiam no rosto dele, tentavam reanimá-lo. Quando viram que não tinha jeito, jogaram-no dentro de um carro e foram embora." Sem saber para onde ir, Maria correu para o Distrito Policial. Lá, alguém disse que o filho tinha apenas quebrado uma perna e estava hospitalizado. "Cheguei a sorrir. Mas durou tão pouco. Quando cheguei ao hospital, ele já estava no IML."

Enquanto o corpo de Alexandre era submetido à necropsia, Maria prestava depoimento. Atrás do vidro escuro, reconheceu três dos policiais que espancaram o filho. "Até ontem, meu sonho era ter um filho policial. Agora tenho medo deles."

Em casa, Maria recebeu o atestado de óbito. As causas da morte: asfixia e traumatismo craniano. Alexandre deixou um filho de três anos e foi enterrado no domingo (9). "Que tristeza. Enterrar um filho no Dia das Mães." 

Fonte: FOLHA

Comentário:


No país da impunidade, onde a vida não vale um centavo, e onde os civis matam uns aos outros e logo estão soltos, os policiais se sentem com o direito de matar mesmo.  Quem sabe um dia tenhamos o ´´ Estado de Direito´´  implantado neste país.


Hoje, o cidadão comum tem medo da polícia quando a vê por perto. Como pode uma instituição que deveria gerar confiança ter caido tanto em descrédito? Como permitem que alguns criminosos manchem a honra e a farda da PM?  


Está mais que na hora de intrervir nesta situação. O Estado democrático não pode permitir que cidadãos continuem a  morrer nas mãos de de servidores estatais que deveriam  protegê-los.

Professores acham crack em mochila de criança de 4 anos em Piracicaba

Aluno exibia droga para os colegas dizendo que era da mãe. Mulher de 22 anos foi presa; criança foi levada para o Conselho Tutelar.

Professores de uma creche de Piracicaba, a 160 km de São Paulo, encontraram crack dentro da mochila de uma criança de 4 anos. A droga estava no meio de roupas e fraldas.

Os professores viram a criança exibindo a droga para os colegas de sala, dizendo que era da mãe. A Guarda Municipal foi chamada.

A mãe, de 22 anos, foi presa em casa por tráfico de drogas. A quantidade de crack encontrada não foi divulgada. A menina de 4 anos foi levada para o Conselho Tutelar.


Fontes: G1- TV Globo

Assaltantes roubaram carro para fugir com 135 mil figurinhas da Copa

Cinco homens renderam segurança de 61 anos para entrar na empresa. Armados, eles exigiram a carga e saíram do local roubando um carro.

Os cinco assaltantes que roubaram 135 mil figurinhas do álbum da Copa do Mundo 2010 na noite de quarta-feira (21), em Santo André, no ABC, usaram um carro roubado para fugir com a carga avaliada em R$101 mil. Os homens estavam armados e renderam um segurança de 61 anos da Treelog, empresa que distribui os cromos, para entrar no local, no bairro de Casa Branca.

O carro usado na fuga estava estacionado dentro da empresa e já foi localizado pela polícia. Eles renderam o segurança por volta das 23h20 e passaram a ameaçá-lo para entrarem na distribuidora.

Dentro da empresa a ação foi rápida. Os homens renderam cerca de trinta funcionários e exigiram que entregassem a carga que seria distribuída nas bancas do ABC. Além das figurinhas, num total de 135.050 unidades, celulares e objetos pessoais dos trabalhadores também foram levados.

Ninguém ficou ferido durante a ação do grupo. O caso foi registrado no 1º DP de Santo André.

Procurada pelo G1, a Panini, editora responsável pelas figurinhas, afirmou que a falta dos cromos em algumas bancas não tem relação com o roubo. Segundo a editora, isso se deve à grande demanda pelas figurinhas.

Assaltantes renderam segurança para roubar figurinhas como essas no ABC (Foto: Paulo Toledo Piza/G1)

Fonte: G1

Assassino de seis jovens em Luziânia é achado morto em cela

Adimar Jesus da Silva, réu confesso das mortes, foi encontrado com lençol no pescoço nesta tarde

O pedreiro Adimar Jesus da Silva, de 40 anos, foi encontrado morto neste domingo, 18, numa cela da Delegacia Estadual de Repressão a Narcóticos (Denarc) em Goiânia.

Ele era réu confesso do assassinato de seis jovens em Luziânia em janeiro deste ano. Segundo informações da delegacia, Admar foi achado às 13h com um lençol amarrado ao pescoço, o que indicaria suicídio. Uma perícia técnica começou a ser feita às 14h30 no local.

Adimar foi condenado em 2005 a 10 anos de prisão por atentado violento ao pudor, mas recebeu, em dezembro, o benefício da prisão domiciliar, após cumprir dois sextos da pena. O alvará contrariou parecer de três psicólogas que o consideravam "psicopata perigoso" com "sinais de sadismo" e de "perversão sexual" e o tornavam inapto ao convívio social.

Solto, ele matou a pauladas e golpes de enxadão e martelo seis jovens com idades de 13 a 19 anos, desaparecidos na cidade goiana entre 30 de dezembro e 23 de janeiro.

Libertação

Responsável pela soltura de Adimar, o juiz Luís Carlos de Miranda, da Vara de Execuções Penais do Distrito Federal, rebateu as críticas de autoridades à sua decisão de libertá-lo. Entre os críticos do magistrado estão o ministro da Justiça, Luiz Paulo Barreto, e senadores da CPI da Pedofilia.

A resposta do juiz foi dada em entrevista coletiva na última semana convocada por ele para explicar sua atuação no caso. "Qualquer senador, qualquer ministro vir a público falar o que não conhece, o que não sabe, para simplesmente falar que houve um erro, criticar sem conhecer a realidade do que está acontecendo, isso não é aceitável. O Judiciário não pode ficar sendo alvo desse tipo de atuação injusta, impensada."

Segundo o juiz, não havia nenhum laudo psicológico que impedisse a Justiça de conceder o benefício. O alerta do Ministério Público para mantê-lo preso foi dado, alegou o juiz, apenas em janeiro, após a soltura do pedreiro. "Todo juiz, ao soltar, tem risco de o  apenado cometer um crime na frente", afirmou Luís Carlos de Miranda. "O juiz não pode, por sua cabeça, dizer que alguém pode reincidir", ressaltou.

Documentação

De acordo com a Secretaria de Segurança Pública de Goiás, o acusado tinha três documentos de identidade, com mudanças de grafia. Com isso, um outro mandado de prisão expedido na Bahia contra ele acabou sendo ignorado. Os RGs mostravam os nomes Adimar, Ademar e Admar.

No Estado do Nordeste, Adimar era acusado de tentativa de homicídio.

Fonte: Leandro Colon /O Estado de S.Paulo

Após o Cristo Redentor, pichadores pretendem atacar o Theatro Municipal no Rio

Suspeitos fazem parte de um grupo que compete por pichações em monumentos de destaque

O grupo de pichadores que depredou a estátua do Cristo Redentor nesta semana pretende atacar o Theatro Municipal do Rio de Janeiro. Segundo um pichador que preferiu não se identificar, a cúpula do prédio, cuja reforma custou R$ 70 milhões, seria o próximo alvo destes criminosos.

Os suspeitos fazem parte de uma turma de pichadores da zona oeste do Rio e competem para ver quem picha o prédio mais alto ou o monumento de maior destaque.

A Polícia Federal continua investigando os autores do ataque à estatua do Cristo, e o Disque-Denúncia promete recompensa por informações que levem à prisão dos vândalos. Os pichadores podem pegar até dois anos de prisão.


Fontes: R7 -TV Record

Especialistas explicam o que pensam e como agem os psicopatas

De acordo com estudiosos do tema, 30% das pessoas são psicopatas. Elas costumam transgredir regras, ser agressivas e de humor inconstante.

Laudo de psicólogos sobre o pedreiro Adimar Jesus da Silva, de 40 anos, feitos antes de o homem ser beneficiado pela progressão de regime e libertado, indicava que ele era agressivo e dava sinais de ser um psicopata. O pedreiro é suspeito das mortes de seis jovens em Luziânia (GO), cidade a 70 km de Brasília, ocorridas depois que ele deixou a prisão. Mas, afinal, o que é um psicopata?


Quando vemos cenas de violência, nosso corpo reage. O coração acelera, a pele transpira, sentimos um frio na barriga. São essas sensações que nos diferenciam dos psicopatas. O cérebro deles não apresenta alterações estruturais, mas funciona de forma diferente. Para o professor de neurologia Benito Damasceno, da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), é possível dimensionar falhas em uma região do cérebro considerada um marcador corporal da emoção.

“Pode existir uma falha na transmissão química entre os neurônios, uma falha da atividade elétrica dos neurônios. Esse indivíduo tem uma linguagem normal, uma memória normal, raciocínio lógico normal. O problema é que ele viola as normas morais e sociais”, afirma. Os cientistas ainda não descobriram o que causa essa deficiência no funcionamento cerebral.

O ser humano nasce ou não com uma tendência biológica a psicopatia, mas o que define se ela vai se manifestar, e em que grau, é o tipo de criação. A estrutura da nossa personalidade é formada até os 8, 10 anos de idade, principalmente. Nessa fase, a criança precisa se sentir amada, protegida e, acima de tudo, receber limites e aprender a seguir regras.

“Pais que não colocam limites nos filhos, que deixam os filhos fazerem tudo o que querem, que vêem a criança destruindo objetos e não se importam, esses pais estão criando futuros psicopatas”, afirma a psicóloga Maria de Fátima dos Santos. Por 20 anos, a psicóloga trabalhou no sistema prisional e avaliou criminosos que haviam cometido estupros e assassinatos em série.

Segundo ela, 95% deles são psicopatas e a grande maioria sofreu violência na infância. “É porque ele teve lá na infância alguma coisa que o fez se tornar insensível”, diz ela.

De acordo com os especialistas, 30% das pessoas são psicopatas. Gente que transgride regras, costuma ser agressiva, de humor inconstante e tem dificuldade para controlar seus impulsos.

Fontes: G1 - TV Globo

LinkWithin

Related Posts with Thumbnails