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Fusão entre Itaú e Unibanco é aprovada pelo Cade

Operação foi aprovada sem qualquer restrição, segundo o conselho. Negócio entre os dois bancos havia sido anunciado em 2008.

O Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) aprovou durante reunião nesta quarta-feira (18) a fusão entre os bancos Itaú e Unibanco. O negócio havia sido anunciado pelas duas instituições financeiras em novembro de 2008. De acordo com informações do conselho, o plenário do órgão antitruste aprovou a operação sem impor nenhum tipo de restrição.

Há oito meses, o processo foi para o órgão antitruste depois de passar pela Secretaria de Direito Econômico (SDE) do Ministério da Justiça e da Secretaria de Acompanhamento Econômico (Seae) do Ministério da Fazenda, que recomendaram a aprovação do negócio sem restrições. O caso também teve o aval do Banco Central.

"Voto pela aprovação, sem restrições, com base nos pareceres do BC e da Seae e SDE", disse o relator do caso, conselheiro Fernando Furlan.

Diferentemente do que fez o relator do caso da compra da Nossa Caixa pelo Banco do Brasil, César Mattos, na sessão passada do Cade, Furlan optou por agrupar os produtos dos bancos em questão em conjuntos diferenciados para determinar os vários mercados relevantes.

"Não há consenso no Brasil de mercado relevante de produtos do mercado financeiro, mas o uso de clusters é inadequado no momento", avaliou Furlan. Entre eles estão: crédito para pessoa física, cartão de crédito, financiamentos, crédito consignado, depósito à vista e poupança, no caso de produtos financeiros, e previdência, corretagem de seguro e capitalização, entre outros, como exemplos de produtos não financeiros.

Concentração

Pela avaliação do relator, com a união das instituições financeiras, há concentração superior a 20% em alguns dos mercados relevantes analisados: cartão de crédito, financiamento para aquisição de veículos e habitação, empréstimo em moeda estrangeira, seguros e previdência privada.

"Entretanto, com o aprofundamento da análise, verifico que é pouco provável o exercício de poder de mercado", salientou Furlan. Além disso, segundo o relator, estão presentes no mercado outros agentes importantes, como os bancos públicos que têm como um de seus objetivos incentivar a concorrência no setor.

Fusões e aquisições chegam a R$ 84,8 bi no semestre, diz Anbima

As 59 operações de fusões e aquisições anunciadas no primeiro semestre deste ano somaram R$ 84,8 bilhões, o maior valor para o período desde 2006.

Os dados foram divulgados nesta quarta-feira (17) pela Associação Brasileira das Entidades dos Mercados Financeiro e de Capitais (Anbima). O montante é 43,2% superior aos primeiros seis meses do ano passado e já representa 71,3% de todo o volume observado em 2009.

As operações de aquisição de empresas estrangeiras por brasileiras, 18 no primeiro semestre, foram destaque no período, representando 46,6% do volume total (R$ 39,5 bilhões). Em seguida estão as operações entre empresas brasileiras. De acordo com a Anbima, o resultado denota o aumento da presença das companhias nacionais como compradoras globais.

As aquisições entre brasileiras corresponderam a 79,9% do volume durante o primeiro semestre de 2009.

A joint venture entre a Shell e a Cosan lidera o ranking divulgado pela Anbima, com volume de R$ 11,6 bilhões. Na segunda posição está a venda dos ativos de alumínio da Vale para a Norsk Hydro, no valor total de R$ 8,5 bilhões. Em seguida, aparecem a aquisição da Bunge pela Vale (R$ 7 bilhões) e a compra dos ativos brasileiros da Devon Energy Corporation pela BP (R$ 5 bilhões).

A Anbima destaca que as operações acima de R$ 1 bilhão apresentaram crescimento de 37,3%, recorde da série histórica do Ranking Anbima de Fusões e Aquisições criado em 2006, e bem superior à fatia de 25% correspondente ao primeiro semestre de 2009.


Fontes: G1- Agência Estado -Valor Online

Casas Bahia e Pão de Açúcar reavaliam fusão

Família Klein estaria insatisfeita

Pouco mais de quatro meses depois de se tornarem sócias, as famílias Klein, da Casas Bahia, e Diniz, do Pão de Açúcar, estão renegociando valores e algumas condições do contrato.

Segundo a Folha apurou, a família Klein está insatisfeita por ter vendido o controle do negócio e acredita que ele tenha sido subavaliado.

A notícia de que as duas empresas iniciaram um processo de renegociação do contrato foi relevada ontem pelo portal da revista "Exame". O vazamento da informação incomodou o Grupo Pão de Açúcar, que preferia ter mantido a negociação em caráter privado.

A compra do controle da Casas Bahia transformou o Pão de Açúcar na quinta maior empresa do país, com R$ 40 bilhões de faturamento.

Os grupos se tornaram sócios de uma nova holding, que é dona da Globex, rede de bens duráveis que era subsidiária integral do Grupo Pão de Açúcar. Para ficar com o controle (51%) da nova empresa, o Pão de Açúcar entrou com a rede Ponto Frio, avaliada na operação em R$ 1,23 bilhão, e com a rede Extra Eletro, avaliada em R$ 120 milhões.

A Casas Bahia entrou com ativos e passivos operacionais, incluindo 25% da fábrica de móveis Bartira, pertencente à família Klein, e uma dívida líquida de curto prazo no valor de R$ 950 milhões. Já contabilizada a dívida, a parte da Casas Bahia (49%) foi avaliada em R$ 1,29 bilhão.

Não entraram na operação, permanecendo com a família Klein, a propriedade dos imóveis das lojas e dos centros de distribuição, 75% da Bartira e mais R$ 1 bilhão em créditos recebíveis. A família Klein ficou ainda com um contrato de aluguel de mais de 500 lojas por um prazo de dez anos, prorrogável por mais dez, que deve render algo como R$ 130 milhões por ano. Também assegurou um contrato de fornecimento de móveis por três anos (R$ 18 milhões/ano).

Quando a operação foi anunciada, no dia 4 de dezembro, a previsão era que a conclusão do negócio levaria seis meses. Na época, o presidente do Conselho de Administração do Pão de Açúcar, Abilio Diniz, que foi quem propôs o negócio aos Klein, disse que essa era "uma operação em que todos ganham".


Fonte: FOLHA/MARIANA BARBOSA

Panasonic assume controle da Sanyo

Com negócio de US$ 4,6 bi, grupo vira o segundo maior de eletrônicos do Japão, à frente da Sony e atrás da Hitach



O grupo japonês Panasonic, fabricante de produtos eletrônicos e eletrodomésticos, anunciou ontem que está assumindo o controle da também japonesa Sanyo, dando origem a um gigante mais poderoso do que sua eterna rival, a Sony.

A Panasonic, cuja sede fica em Osaka, no oeste do Japão, já havia anunciado, no final do ano passado, a intenção de comprar a Sanyo numa operação amistosa que acabou sendo precipitada pela crise financeira global. A operação só foi concluída após um ano de negociações.

A Panasonic lançou oficialmente sua oferta pública de compra da rival apenas no último mês de novembro, depois de negociar detalhes com os grupos financeiros detentores de mais de 70% das ações da Sanyo, e esperar o sinal verde das autoridades reguladoras da concorrência em quase 12 países. Fechada na quarta-feira, a oferta foi um sucesso: ontem, a Panasonic indicou ter obtido 50,2% das ações da Sanyo, o suficiente para declarar a oferta aceita - embora menos do que o grupo esperava obter.

Entre o momento da definição do preço de compra das ações, em pleno marasmo dos mercados financeiros, e o lançamento efetivo da oferta pública de compra, o preço das ações da Sanyo subiu muito na Bolsa de Tóquio, o que incitou os detentores dos papéis a não cedê-los à Panasonic a preços baixos.
De todo modo, o grupo de Osaka terá de desembolsar aproximadamente 405 bilhões de ienes (o equivalente a aproximadamente US$ 4,6 bilhões para se tornar a controladora da Sanyo.

Com a aquisição, a Panasonic, grupo emblemático da indústria japonesa do século XX, vai enriquecer seu catálogo de produtos e ampliar suas atividades para domínios considerados muito promissores para o futuro.

A Sanyo, que eliminou 15 mil postos de trabalho - ou 15% do total de seus funcionários - e vendeu algumas divisões, dedicou-se nos últimos anos ao desenvolvimento de produtos em harmonia com o meio ambiente, a saúde, a higiene e o entretenimento multimídia.

"A Sanyo dispõe de importantes atributos (técnicos e industriais) que se encaixam perfeitamente nos recursos da Panasonic, representando benefícios para os consumidores", afirmou Mumio Ohtsubo, presidente da Panasonic, ao justificar sua oferta.

Em termos da variedade de produtos (aparelhos audiovisuais para o grande público e para profissionais, dispositivos diversos para empresas, eletrodomésticos pequenos e grandes), a Panasonic já ultrapassava a Sony, sua eterna rival.

Com a aquisição da Sanyo, ela amplia ainda mais o leque de produtos em oferta, e seu potencial de faturamento é agora muito superior ao de sua concorrente, aproximando-se do nível do conglomerado Hitachi, cujas atividades são ainda mais variadas.

A absorção da Sanyo pela Panasonic deve também provocar reduções de gastos com abastecimento e logística, aumentando a competitividade da empresa. Violentamente atingidas pela recessão e a alta do iene, a Panasonic e a Sanyo sofreram em 2008 e 2009 uma dura queda em suas vendas.

NÚMEROS

50,2% das ações da Sanyo foram compradas pela Panasonic, por um valor total de US$ 4,6 bilhões. O volume adquirido, apesar de garantir o controle, ficou abaixo do esperado pela Panasonic

15 mil postos de trabalho, o equivalente a 15% do total de funcionários, foram cortados pela Sanyo por causa da crise - que acabou precipitando o negócio com a rival

Fontes: O ESTADO - AFP/Karyn Poupée

Ações da Globex disparam com compra das Casas Bahia

Papéis ficaram em leilão por mais de uma hora e abriram em forte alta; Pão de Açúcar também sobe

Abílio Diniz e Michel Klein se abraçam após o anúncio da operação, nesta sexta-feira/Keiny Andrade/AE

SÃO PAULO - As ações da Globex, papel da empresa do Grupo Pão de Açúcar que se associou a Casas Bahia, disparavam 26,29% nesta sexta-feira, para R$ 18,30. Os papéis ficaram em leilão por mais de uma hora e abriram em forte alta. Na quinta-feira, a ação teve forte valorização de 35%, provavelmente por conta de investidores que já desconfiavam da operação.

As ações PNA do Pão de Açúcar desaceleraram a alta de cerca de 10% para 8,17%, negociadas a R$ 61,60, em consequência do anúncio da operação, que formará uma gigante do varejo, com faturamento de R$ 40 bilhões e 1807 lojas.

A disparada das ações da Globex (Ponto Frio) na quinta-feira na bolsa acabou levando o Pão de Açúcar e as Casas Bahia a anteciparem o anúncio da associação para esta sexta-feira, afirmou o presidente do conselho de administração do Pão de Açúcar, Abílio Diniz. O executivo informou que esperava ir à França, onde comunicaria o acordo à diretoria do Casino - sócia do Pão de Açúcar - e concluir o negócio com mais calma durante o fim de semana.

No entanto, a alta de 35,4% das ações da Globex ontem gerou um questionamento da Comissão de Valores Mobiliários (CVM). Por essa razão, o anúncio foi antecipado, segundo o executivo, que já estava em Salvador a caminho de Paris e precisou "dar meia volta" para acelerar o processo. "Fechamos o negócio às 6h30 de hoje", afirmou Diniz.

Neste ano, a nova empresa deverá alcançar um faturamento de R$ 18,1 bilhões, similar ao resultado alcançado no ano passado, o que significa a liderança no varejo de bens duráveis. A expectativa é que a margem Ebitda normalizada fique em 5%.

Após os discursos, Diniz e o diretor-executivo da Casas Bahia, Michel Klein, se abraçaram em clima de euforia. "Estamos construindo uma empresa de enorme porte", celebrou Diniz. Segundo Klein, a nova empresa resultante da associação ainda não tem nome.

O modelo da operação surpreendeu, com a integração das atividades do Extra Eletro e da Casas Bahia no Ponto Frio (Globex).

A principal "vítima" do negócio é a B2W - empresa de comércio eletrônico resultado da fusão entre Submarino e Americanas.com. Os papéis da companhia recuam 5,02% e lideram as quedas do Ibovespa, enquanto Lojas Americanas PN cai 2,00%.

Negócio trará ganhos aos acionistas

A diversificação dos negócios dos grupos Pão de Açúcar e Casas Bahia, que anunciaram fusão nesta sexta-feira pela manhã, traz alguns ganhos para o investidor, segundo analistas do mercado. "Haverá uma valorização do negócio com a diversificação dos públicos que as empresas atingem", diz o analista da Planner, Persio Nogueira.

"Para o acionista da Globex ou do Pão de Açúcar é interessante porque ele terá acesso a um negócio bem administrado, que é as Casas Bahia", afirma o diretor de varejo da Win Trade, Paolo Mason. Em teleconferência realizada há pouco, as empresas anunciaram que as marcas serão mantidas, uma decisão sábia, segundo especialistas.

"A associação também é complementar no sentido de diversificar o risco", avalia Nogueira, ao lembrar que a Casas Bahia atinge em grande parte os públicos C e D. "O Pão de Açúcar terá uma grande ganho com isso, pois essas são as camadas emergentes nos próximos anos."


Fonte: O ESTADO / Yolanda Fordelone - AE / Ana Paula Ribeiro e Rodrigo Petry

Cade precisa aprovar compra da Casas Bahia pelo Pão de Açúcar

Entidade tende a liberar o negócio, mesmo que com ressalvas, diz coordenador do núcleo de varejo da ESPM

SÃO PAULO - A compra ainda será analisada pelo Cade (Conselho Administrativo de Defesa Econômica). Mas a entidade tende a aprovar o negócio, mesmo que com ressalvas, prevê o coordenador do Núcleo de Estudos de Varejo da Escola Superior de Propaganda e Marketing, Ricardo Pastore.

"O Cade pode fazer ressalvas em algumas praças, mas deve aprovar, porque o setor de eletroeletronicos é muito pulverizado", afirma Pastore. "Na área de supermercados, se somarmos as cinco maiores redes, elas estão em torno de 50% do mercado".

O consultor de varejo da Lafis Consultoria, Caio Pires, diz que essa aquisição marca um movimento de consolidação do mercado varejista brasileiro. "Em outros países com mercados mais maduros, como Inglaterra e Estados Unidos, o varejo é bem concentrado", diz. Para o analista, a compra coloca o Pão de Açúcar na dianteira na área de eletroeletrônicos e pronto para competir com redes mais populares, como a Ricardo Eletros.

"Desde a compra do Extra, o Pão de Açúcar se prepara para montar um arsenal para brigar com varejistas de eletroeletrônicos mais populares", diz. Pires lembra que a Casas Bahia está concentrada em São Paulo e que agora o Pão de Açúcar deverá expandir a rede para outros regiões do País, como o Nordeste que já era a expectativa da Casas Bahia.

O analista da MCM Consultores, Antonio Madeira, lembra que, com a compra das Casas Bahia, o Pão de Açúcar terá atuação forte em todos os segmentos, duráveis (linha branca e TV), não duráveis (alimentos) e semi-duráveis (roupas e calçados). Assim o Pão de Açúcar passará a operar em todos os segmentos do varejo, exceto construção e automóveis. "Essa aquisição pode ser comparada com a compra do Unibanco pelo Itaú. Teremos um grande player com atuação em vários setores", diz.

Aquisição pode afetar consumidor de classes C, D e E, diz especialista

A aquisição das Casas Bahia pelo Pão de Açúcar pode prejudicar os consumidores das classes C, D e E, caso a rede de supermercados resolva mudar a atual estratégia do varejista de eletroeletrônicos e móveis, avalia a especialista em defesa do consumidor Maria Inês Dolci, coordenadora institucional da ProTeste.


"O consumidor (das Casas Bahia) procura, em primeiro lugar, preços; depois, opção. Com essa aquisição, ele perde um pouco essas possibilidades", diz Dolci.

Segundo ela, é preciso esperar para saber se o Pão de Açúcar vai mudar a estratégia das Casas Bahia de se dirigir às classes C, D e E. A especialista adianta que, "geralmente, as grandes redes, quando fazem uma aquisição, mantêm a política da empresa adquirida num primeiro momento, e depois mudam".

"Hoje, as Casas Bahia representam uma opção interessante para os consumidores das classes C, D e E, mas, se houver aumento de preço, vai ficar difícil para essas pessoas continuarem clientes"

Fonte: O ESTADO / Silvio Crespo e Paula Pavon

Pão de Açúcar será equivalente a Carrefour mais Wal-Mart

Com a aquisição da Casas Bahia, grupo terá faturamento semelhante a dos maiores concorrentes no Brasil


SÃO PAULO - Após adquirir a Casas Bahia, o grupo Pão de Açúcar equivalerá, em faturamento, à soma dos concorrentes Carrefour e Wal-Mart no Brasil. O Pão de Açúcar anunciou nesta sexta-feira que fechou a compra da Casas Bahia, formando uma empresa com um faturamento aproximado de R$ 40 bilhões.

Em 2008, as vendas do Carrefour (segunda maior rede de supermercados do País) no Brasil chegaram a R$ 22,5 bilhões, enquanto as do Wal-Mart ficaram em R$ 16,9 bilhões, segundo ranking da Abras (Associação Brasileira de Supermercados).


"É um distanciamento bastante significativo entre o Pão de Açúcar e o segundo player", diz o professor do Insper (antigo Ibmec São Paulo) Silvio Laban. "As duas empresas (Pão de Açúcar e Casas Bahia) já eram gigantes, cada uma era líder no seu segmento. Agora, é um novo patamar", afirma Laban.

Pão de Açúcar muda posição

A nova aquisição consolida uma "mudança de posição" do Pão de Açúcar, na avaliação de Ricardo Pastore, coordenador do Núcleo de Estudo de Varejo da ESPM (Escola Superior de Propaganda e Marketing).

"O Pão de Açúcar, que é uma empresa prodominantemente de varejo de alimentos, agora chega ao mercado de eletroeletrônicos e de móveis. É uma mudança estratégica importante, inteligente e muito oportuna", avalia Pastore, referindo-se à tendência de aumento de demanda por parte das classes C, D e E.

No setor de eletroeletrônicos, o Pão de açúcar agora detém as duas redes que, até o ano passado, eram as maiores do ramo. As Casas Bahia lideram o ranking em faturamento, enquanto o Ponto Frio aparece em segundo, de acordo com estimativa apresentada pelo próprio Pão de Açúcar.

Laban chama atenção para o fato de que o Pão de Açúcar fica "mais dependente" do setor de eletro-eletrônicos, "o que pode ser bom ou ruim", a depender do desempenho do segmento futuramente.

Fonte: O ETADO / Silvio Crespo

Pão de Açúcar compra a Casas Bahia por meio da Globex

Com o negócio, grupo de Abílio Diniz passará a contar com 1.807 lojas e faturamento de cerca de R$ 40 bilhões.


SÃO PAULO - O Pão de Açúcar anunciou nesta sexta-feira, 4, em fato relevante, a compra da Casas Bahia, com a integração dos negócios no setor de varejo de bens duráveis com a Globex (controladora do Ponto Frio). A notícia foi antecipada nesta manhã pela jornalista Sonia Racy, no estadao.com.br. A integração será realizada por intermédio da subsidiária do Pão de Açúcar, Mandala Empreendimentos e Participações - unidade pela qual também foi realizada a compra da Globex. Os valores do negócio ainda não foram divulgados.

Com o negócio, o Grupo Pão de Açúcar passará a contar com 1.807 lojas, incluindo lojas de super e hipermercados, postos e drogarias, com faturamento (base 2008) de aproximadamente R$ 40 bilhões e mais de 137 mil funcionários. Globex e Casas Bahia juntas terão um total de 1.015 lojas em 18 Estados brasileiros e Distrito Federal, 68 mil colaboradores e um faturamento bruto (base 2008) de R$ 18,5 bilhões.

O grupo estima que a associação será implementada em até 120 dias, sendo que a integração dos negócios de varejo e a de comércio eletrônico serão realizadas simultaneamente.

Segundo comunicado, o Pão de Açúcar irá transferir para a Globex, por R$ 120 milhões, todos os estabelecimentos comerciais onde atualmente são operados negócios de varejo de bens duráveis, exceto os negócios de comercialização de bens duráveis que opera em seus supermercados e hipermercados - que não integram a associação. Na nota o grupo cita como varejo a ser transferido a Lojas Extra-Eletro.

Pelo acordo, após a integração entre Globex e Casas Bahia, o Pão de Açúcar terá 50% mais uma ação na nova empresa. A Casas Bahia, por sua vez, ficará com 47,84% das ONs e 2,21% das PNs.

A intenção de ambas, segundo comunicado, é que a Casas Bahia atinja uma participação de 49% no capital votante de Globex. Conforme a adesão dos minoritários à OPA, a cada lote de 100 ações da Globex que a Mandala adquirir, a Casas Bahia converterá 105 ações preferenciais em ações ordinárias de emissão da Globex. Caso restem ações PN não convertidas após liquidação da OPA, a Globex deverá resgatá-las ao mesmo preço de emissão.

Rafael Klein ocupará cargo de diretor presidente

O conselho de administração deverá nomear Raphael Klein para ocupar o cargo de diretor presidente da companhia, para um primeiro mandato de 2 anos. Jorge Herzog e Roberto Fulcherberguer devem ocupar os cargos de vice presidentes.

O Pão de Açúcar ainda tem assegurada a eleição da maioria dos membros do conselho de administração da Globex. Enquanto a Casas Bahia terá o direito de eleger determinado número de membros correspondente ao seu porcentual no capital social da Globex. O presidente do conselho de administração, por indicação do Pão de Açúcar, será Michael Klein.

Até a primeira reunião do conselho, após a assinatura do acordo, o Pão de Açúcar indicará o diretor financeiro e de Relações com Investidores, além de outros nomes para compor a diretoria da companhia.

Nova PontoCom reunirá negócios

O Pão de Açúcar informa que na associação com a Casas Bahia também serão consolidados, em uma ou mais sociedades, os negócios de comércio eletrônico de bens duráveis na Nova PontoCom, que hoje são explorados por Globex, Casas Bahia e Pão de Açúcar.

A transferência destes negócios à Nova PontoCom será realizada por meio de operação ou operações sucessivas, de acordo com a estrutura por estas julgadas mais eficiente, acrescenta a rede de supermercados em fato relevante.

Como resultado da integração dos negócios de comércio eletrônico, a Casas Bahia terá uma participação societária de 17% da totalidade do capital social da Nova Pontocom.

Pão de Açúcar: gigante do varejo

No início de junho, o Grupo Pão de Açúcar bateu o martelo para a compra do Ponto Frio e se transformou na maior companhia do varejo brasileiro - superando o rival Carrefour -, com faturamento de R$ 26 bilhões, 79 mil funcionários e mais de mil lojas espalhadas por 18 Estados.

Após ter até anunciado que não estava no páreo, o grupo comandado por Abilio Diniz desbancou redes apontadas como favoritas à compra da companhia, como o Magazine Luiza e a Lojas Insinuante, líder na região Nordeste. A transação inclui as 455 lojas físicas do Ponto Frio, a loja virtual, a participação na financeira Investcred e centros de distribuição.

A empresa de Abílio Diniz, que também é dona da bandeira Extra, buscou ainda ampliar sua presença no setor do atacarejo em 2009, por meio da rede Assai. O grupo comprou a participação de 40% que ainda não detinha do capital da Assai em julho. O total a ser pago pela participação será de R$ 175 milhões, valor que pode chegar a R$ 200 milhões.

O grupo fechou o terceiro trimestre com um lucro líquido de R$ 171 milhões, um crescimento de 210,3% em relação ao mesmo período de 2008. A receita líquida consolidada atingiu R$ 6,151 bilhões, um aumento de 15,1% na mesma comparação. Sem as operações do Ponto Frio, o lucro do Grupo Pão de Açúcar somou R$ 206,7 milhões.

Na apresentação dos resultados, o vice-presidente do Grupo Pão de Açúcar, Enéas Pestana, afirmou que os investimentos da companhia serão "muito agressivos" em 2010, com desembolsos superiores aos de 2009 - que devem ficar pouco abaixo da meta inicial, de R$ 750 milhões. Segundo Pestana, os planos poderão ser revistos apenas diante de alguma aquisição. "Se houver alguma aquisição, vai ter impacto no plano orgânico", disse.

Caso sejam concretizados em sua totalidade, os aportes serão direcionados principalmente às lojas Extra Fácil, Assai e Extra. Segundo Pestana, a companhia mantém uma equipe de fusões e aquisições que está buscando oportunidades em supermercados, drogarias e lojas de eletroeletrônicos.

Fontes: O ESTADO /Márcia De Chiara - AE André Magnabosco e Rodrigo Petry,

JBS compra a Pilgrim''s Pride, se une ao Bertin e vira a nº 1 em carnes

Com receita combinada de US$ 28,7 bilhões, grupo brasileiro supera o americano Tyson Foods

O grupo JBS Friboi, que já era a maior empresa de carne bovina do mundo, se tornou ontem a maior empresa global de processamento de carnes, com a aquisição da Pilgrim''s Pride - a segunda maior produtora de frango dos Estados Unidos - e a fusão com o Bertin S/A. Com os dois negócios, o grupo comandado por Joesley Batista conseguiu superar a americana Tyson Foods, que ocupou o posto nos últimos anos.

Para se ter uma ideia do tamanho que a JBS terá, a empresa passa a acumular uma receita líquida de US$ 28,7 bilhões, ou 2,4 vezes mais que a BRF Brasil Foods, fruto da fusão entre Perdigão e Sadia. ''Passamos a Tyson e estamos apenas começando. Chegamos até aqui e com capacidade para continuar investindo'', disse Batista.

Com a compra da Pilgrim''s, que está em recuperação judicial, e a fusão com a Bertin - negócios antecipados pela coluna de Sonia Racy -, a nova composição do grupo JBS se altera. Foi criada uma holding, onde a família Batista possui 60% do capital e a família Bertin os 40% restantes. Essa holding possui aproximadamente 60% das ações da JBS S/A, sendo que os 40% restantes estão pulverizados entre os acionistas minoritários, incluindo o BNDES.

Na prática, e em valores aproximados, a família Batista passa a controlar 36% das ações da JBS, a família Bertin fica com 24%, o BNDES, que tinha participação nas duas empresas, fica com aproximadamente 23% dos papéis e os 17% restantes ficam distribuídos no mercado.

No mesmo momento em que a JBS se tornou a maior empresa de carnes do mundo, ela conseguiu diversificar sua atuação nesse mercado. A empresa, que já era a maior no segmento de bovinos, com a compra da Pilgrim''s passou a ocupar a segunda colocação no ranking americano de carne de frango com uma marca líder de vendas. Com a incorporação das operações da Bertin, tornou-se líder global no segmento de couros.

A incorporação, no caso da Bertin, envolve basicamente apenas as operações ligadas à área de alimentos, reunidas na Bertin S/A. As outras empresas do grupo, como a Gaia, que atua na área de energia renovável, a construtora Contern e a produtora de biodiesel Brasbiodiesel ficaram fora do acordo.

A negociação com a Pilgrim''s durou cerca de um ano, tendo sido iniciada, portanto, antes de a empresa americana entrar em concordata, em dezembro. O negócio avalia a Pilgrim''s em US$ 2,8 bilhões. Para adquirir 64% da empresa, o JBS entrará com US$ 768 milhões e assumirá as dívidas de US$ 1,6 bilhão. ''A Pilgrim''s passa a ser uma das marcas de nossa subsidiária americana e a Bertin, junto com todas as suas marcas, vira também uma marca da subsidiária brasileira da JBS'', disse Batista.

Parte do financiamento das operações será bancada com recursos do próprio caixa da companhia, que hoje é de US$ 1,5 bilhão. Para manter o atual nível de endividamento, a empresa deve reforçar o caixa com uma emissão privada de ações no mercado americano, podendo captar algo como US$ 2,5 bilhões. Além disso, a empresa retomará, em janeiro, o processo da oferta pública de ações da JBS USA, que capitalizaria a empresa em mais de US$ 2,5 bilhões. ''O processo de IPO nos EUA foi postergado por conta da compra da Pilgrim''s.''

Depois do arrendamento de cinco unidades do Quatro Marcos, a aquisição da Pilgrim''s e a incorporação da Bertin, Batista considera que empresa se volta para seu DNA, que é crescer via aquisições e parcerias. ''Acho que, para 2009, fizemos nossa lição de casa e não devemos fazer novas aquisições. Mas, para 2010, espero voltar a fazer outros anúncios'', disse.

Fonte: ESTADO/Alexandre Inacio e Mariana Barbosa



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Abyara, Agra e Klabin Segall anunciam fusão

União vai criar uma das maiores do país no setor imobiliário.
Nova companhia terá o nome de Agre Empreendimentos.

As diretorias de Abyara, Agra e Klabin Segall anunciaram na madrugada desta quarta-feira (2) proposta de incorporação das atividades na Agre Empreendimentos, negócio que formará uma das maiores empresas do setor imobiliário do país.

A operação, que envolve a Veremonte Participações, do empresário espanhol Enrique Bañuelos, criará uma companhia com valor de mercado no final de junho de R$ 2,3 bilhões, patrimônio líquido de R$ 1,5 bilhão e banco de terrenos de R$ 19 bilhões.

A Agre, que terá ações listadas no segmento Novo Mercado da BM&FBovespa, será criada com a incorporação das ações das três empresas que serão substituídas por papéis da nova empresa.

A operação

A relação de troca proposta é de uma ação da Agre para 5,185657061 ações ordinárias da Abyara. Com relação à Agra, a relação proposta é de uma para 4,858175714 ações e para a Klabin Segall a relação é de uma ação da Agre para 4,775142186 papéis da Klabin Segall.

Segundo a proposta, a Agre emitirá 100 milhões de ações ordionárias para os acionistas das três companhias. Ao final, investidores da Abyara terão 20,23% da Agre, os acionistas da Agra terão 49,26% da nova empresa e os da Klabin Segall ficarão com 30,51%.

As empresas estimam convocar assembleias para aprovação da proposta em 15 dias.

Ainda parte do processo de criação da Agre, a Agra passou à Veremonte toda a participação que tinha indiretamente na Abyara e na Klabin Segall, por R$ 189 milhões em dinheiro. Com isso, a empresa de Bañuelos terá 51% do capital social da Abyara e 43,8% da Klabin Segall.

Pela proposta, a Agre será presidida por Luiz Roberto Pinto, atual diretor presidente da Agra.

Fonte: G1

Itajaí espera que sede da Brasil Foods ajude a recuperar prejuízo das enchentes

Sadia e Perdigão anunciaram que município terá matriz da nova empresa. No ano passado, cidade sofreu com inundações em Santa Catarina.


Vista aérea das cidades de Navegantes e Itajaí, em Santa Catarina, em 24 de novembro de 2008. (Foto: Filipe Araújo/Agência Estado)

A criação da Brasil Foods, ‘gigante’ dos alimentos que resultará da fusão da Sadia com a Perdigão - caso a operação seja aprovada pelo Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) – trouxe ânimo e expectativa especial à cidade de Itajaí, em Santa Catarina.

A notícia de que a cidade será a sede da nova companhia – que prevê receita de mais de R$ 20 bilhões – é encarada como a oportunidade de resgatar a economia do município dos dias de dificuldade e prejuízos vivenciados pela população desde as enchentes que atingiram o estado em novembro do ano passado.

“O anúncio de que a nova empresa se instalará em Itajaí foi uma compensação que o município teve com a tragédia. A vinda da empresa com certeza vai ser um momento muito importante pra nossa economia”, afirmou o prefeito de Itajaí, Jandir Bellini (PP), que tem demonstrado total disposição para receber e oferecer infra-estrutura à empresa.

As inundações, que chegaram a deixar 80% da cidade embaixo d'água em 2008, segundo a prefeitura - deixaram marcas visíveis até hoje e ainda sentidas no caixa do município.

"Eu diria que nós perdemos, com certeza, cerca de R$ 1 bilhão, entre prejuízo e o que se deixou de faturar. Todo o nosso comércio e a indústria foram prejudicados", disse o prefeito, também sócio de uma empresa de frangos em Itajaí, a Frigovale.

Somaram-se à catástrofe climática os efeitos da crise financeira mundial, que diminuiu o comércio entre países e, junto com as chuvas, acertaram em cheio o "coração" econômico de Itajaí: o porto, que responde por 60% da produção de riqueza da cidade.

Dois berços de atracação de navios foram destruídos pelas enchentes e estão sendo reformados, mas ainda não estão em operação; além disso, o acúmulo de material sólido no mar causado pelos deslizamentos fez com que a região do porto perdesse profundidade e impediu os navios com cargas de atracarem, sob o risco de ficarem atolados.

"(O porto) ficou entre uma semana a dez dias sem atividade nenhuma, porque aqueles morros caíram na água", explica o ditetor comercial do porto de Itajaí, Robert Grantham.

Atualmente, Grantham diz que o porto tem apenas 60% do movimento que tinha no ano passado. Com verbas do governo federal, já retomou quase toda a profundidade necessária para a circulação dos navios. A região opera com dois berços disponíveis, mais três do terminal de Navegantes, cidade vizinha.

"O motivo da redução é metade o problema da profundidade do canal, metade crise", afirma.

Outro ponto favorável à virada na economia itajaiense, segundo a prefeitura, deve ser a localização geográfica e infra-estrutura do município.

Além do porto, a região tem um aeroporto em Navegantes e três saídas para a BR-101. Além disso, há o projeto da criação de uma via expressa que ligue a rodovia ao porto, e desvie o tráfego de caminhões de contêineres do centro da cidade - atual queixa dos moradores locais.

Mais congelados

Segundo Grantham, diretor do porto, a expectativa é de que a nova sede ajude a alavancar os negócios aos níveis pré-crise e pré-chuvas e consolide a posição da cidade como via exportadora de congelados.

Mesmo antes da fusão, Sadia e Perdigão já mantinham uma filial de vendas e um centro de serviços, respectivamente, no município.

A Seara Cargill, outro nome importante no setor, também tem sede em Itajaí. As três são as principais exportadoras que utilizam o complexo portuário catarinense: Perdigão (60%), Seara (16%) e Sadia (9%).

"Houve uma depressão muito grande na cidade, armazéns frigoríficos (que atuam no porto) começaram a dispensar muita gente na época das chuvas. Essa notícia foi uma injeção de ânimo na cidade, tanto que a prefeitura colocou anúncio no jornal no dia, saudando a decisão da empresa", diz.

Esperança de trabalho

A vinda da sede da nova empresa é também aguardada com ansiedade pelos trabalhadores que atuam no porto sem vínculo empregatício.

Saul Airoso, presidente da Intersindical Portuária, que representa cerca de 800 trabalhadores, é estivador há 29 anos e diz esperar bons resultados da vinda da nova empresa.

"Eu vejo com bons olhos. Acho que poderá ajudar a incrementar as cargas pelo nosso porto", diz ele, que afirma que o setor tem vivido dias de dificuldade e renda muito reduzida.

"Estamos passando muito mal. Para você ter uma idéia, os [total dos] salários dos trabalhadores, com encargos sociais, caiu de R$ 4,5 milhões por mês para R$ 650 mil. Houve mês, em dezembro, janeiro, em que ninguém ganhou nada", diz.

Demanda por imóveis

O setor de imóveis de Itajaí também espera, com a movimentação em torno da nova sede, impulsionar os negócios e ocupar a grande oferta de imóveis disponíveis na cidade, motivada pela queda no movimento desde o ano passado.

"O que o mercado espera é semelhante ao que aconteceu quando a Perdigão veio para cá, quando houve uma diferença notável. Prevemos um aquecimento no mercado residencial, na parte de locação, e no médio prazo também no mercado de vendas. Temos oferta para atender esse movimento extra", diz Diego Rauber, sócio de uma das principais imobiliárias da região.

Outros setores da economia também devem ser beneficiados, segundo expectativa local.

"Uma empresa com um faturamento desses necessita de bons profissionais, com salários mais qualificados. Isso vai gerar economia em todo um sistema, transportadores, logística, hotel para receber negócios, lanchonetes, restaurantes, bar, despachante, frigorífico", diz o prefeito.

Segundo ele, já é forte o interesse de prestadoras de serviços e até construtoras em lançar novos projetos na cidade, desde o anúncio.

"Já recebemos propostas de investidores, fornecedores, prestadores de serviços e construção civil apresentando projetos na área habitacional".

Perdigão e Sadia assinam acordo de fusão

Os presidentes-executivos e representantes dos acionistas da Sadia e da Perdigão assinaram na noite desta segunda-feira o contrato de fusão das duas empresas, criando a gigante da indústria alimentícia Brasil Foods (BRF.

A nova empresa nasce com os apostos de décima maior empresa de alimentos das Américas, segunda maior indústria alimentícia do Brasil (atrás da JBS Friboi), maior produtora e exportadora mundial de carnes processadas e terceira maior exportadora brasileira (atrás de Petrobras e Vale). Com 119 mil funcionários, 42 fábricas e mais de R$ 10 bilhões em exportações por ano, a gigante surge com um faturamento anual líquido de R$ 22 bilhões.

A fusão, foi concretizada depois de meses de negociações. A elaboração final do contrato foi marcada por muitas idas e vindas entre advogados e executivos de bancos de investimentos envolvidos no acordo.

Nesta terça, os presidentes dos conselhos da Sadia, Luiz Fernando Furnal, e da Perdigão Nildemar Sanches --que na segunda jantavam em um restaurante em São Paulo enquanto o contrato era assinado-- devem anunciar o negócio oficialmente e esclarecer dúvidas de analistas de mercado e jornalistas.

Também nesta terça, a fusão deve ser comunicada à CVM (Comissão de Valores Mobiliários) --órgão fiscalizador do mercado acionário--, que deve analisar se a operação foi realizada de acordo com a regulamentação. O Cade (Conselho Administrativo de Defesa Econômica), órgão de defesa da concorrência, também precisa aprovar o negócio. Até lá, a estrutura das companhias continua funcionando de maneira independente.

Porsche anuncia fusão com a Volkswagen

Alemã Porsche já detinha maioria acionária da empresa compatriota.
Grupo automobilístico integrado terá dez marcas, incluindo Audi e Bugatti.



Porsche e VW estão oficialmente juntas

O grupo alemão Porsche anunciou nesta quarta-feira (6) a fusão com o também alemão Volkswagen, do qual detém a maioria acionária, em comunicado publicado ao final de uma reunião em Salzburgo, na Áustria.

As famílias proprietárias do Porsche "se pronunciaram (quarta-feira) em favor da constituição de um grupo automobilístico integrado", explica outro comunicado, datado de Stuttgart (sudoeste), sede da Porsche.

"Sob uma direção única, a nova estrutura deverá reunir dez marcas, o que permitirá a todas elas, com a Porsche compreendida, manter existência própria", acrescenta.

Um "grupo de trabalho comum" será encarregado do projeto de estrutura financeira que deverá estar pronto nas próximas quatro semanas.

O Estado regional da Baixa Saxônia (norte), que possui cerca de 20% dos papéis da Volkswagen, e os empregados vão também participar das discussões.

Com a fusão, o grupo passa a ter dez marcas de veículos: Audi, Bentley, Bugatti, Lamborghini, Scania, Seat, Skoda, MAN (caminhões), além de Porsche e Volkswagen.

Franceses compram maior fabricante de genéricos do Brasil

Líder brasileira em genéricos foi avaliada em R$ 1,5 bilhão. Operação deve ser concluída no segundo trimestre.

A gigante farmacêutica francesa Sanofi-Aventis anunciou nesta quinta-feira (9) a assinatura de um acordo para a compra da empresa brasileira de medicamentos genéricos Medley. A empresa, terceiro maior laboratório farmacêutico e líder na fabricação de genéricos no país, foi avaliada em R$ 1,5 bilhão (500 milhões de euros).

A aquisição da Medley, que teve um faturamento de R$ 458 milhões no ano passado, deve ser formalizada durante o segundo trimestre do ano, como informa a Sanofi Aventis em comunicado. O fechamento da operação está sujeito a determinadas condições.

“A Medley constitui para a Sanofi-Aventis uma oportunidade única de construir uma plataforma forte e integrada de um crescimento sustentável e rentável no Brasil e na América Latina”, informou a empresa francesa em comunicado. Além de marcas próprias, a Medley tem mais de 127 drogas genéricas em seu portfólio.

Com a aquisição, a participação da Sanofi no mercado brasileiro de medicamentos passará a 12%, segundo a empresa. A expectativa do grupo francês é que o setor de genéricos do país possa crescer a uma taxa de mais de 20% nos próximos anos.

Expansão

A aquisição segue-se a vários acordos pequenos e de médio porte e também a parcerias concluídas pela Sanofi, enquanto busca uma saída para expiração de patentes e lida com concorrência dos fabricantes de genéricos.

A companhia francesa informou este mês que comprou a fabricante mexicana de genéricos Laboratorios Kendrick, enquanto adquiriu por US$ 2 bilhões a produtora tcheca de medicamentos genéricos Zentiva, pulando da 23ª para a 11ª posição entre os maiores fabricantes desse tipo de remédio no mundo.

O diretor-geral da Sanofi-Aventis no Brasil, Heraldo Marchezini, reiterou que a aquisição "vai reforçar" sua posição de líder no Brasil, país com o qual a empresa tem "vínculos sólidos" há mais de meio século.

Sadia e Perdigão devem unificar operação

Após a tentativa frustrada de compra da Perdigão pela Sadia, em 2006, as duas empresas deverão unir forças e criar uma estrutura para administrar a área operacional. Essa união, prevista para ocorrer ainda neste mês, servirá para reduzir custos de ambas num período de crise e de crédito curto.

Não é compra nem fusão, mas apenas um acordo operacional, segundo fonte ligada a uma das empresas. Procuradas, tanto Sadia quanto Perdigão não deram entrevista.

A Sadia divulgou nota no início da noite admitindo negociações com "terceiros". Citou ainda "entendimentos recentes" com a Perdigão para "algum tipo de associação", mas ainda sem acordo. Tanto Sadia quanto Perdigão buscam, com a redução de custos, fortalecer o caixa para obter capital de giro. Entre as áreas que devem ter os maiores ganhos de sinergia, estão transporte e logística, com união de entregas ao varejo e de centros de distribuição.

Esse enxugamento de estrutura pode também implicar corte de pessoal, além de retardar ou suspender projetos. No início do ano, a Sadia anunciou o corte de 350 trabalhadores no setor administrativo.

Margens menores

Com a crise, os preços dos alimentos, área de atuação de ambas, caem no varejo, dificultando a recuperação das empresas. As indústrias alimentícias também não conseguiram recuperar margens de lucro, perdidas com a alta dos insumos no início do ano passado, quando a economia crescia com vigor. A parceria estratégica beneficiaria particularmente a Sadia, que teve pesadas perdas no mercado de derivativos (contratos financeiros de alto risco atrelados ao dólar). No terceiro trimestre de 2008, a Sadia teve prejuízo de R$ 777 milhões, causados principalmente por derivativos e por investimentos no banco Lehman Brothers, que quebrou em setembro.

Para tentar fortalecer seu caixa, a Sadia tem tentado vender ativos não-operacionais, que somam R$ 1 bilhão. Entre eles, a área onde funciona a sede da empresa, na Vila Leopoldina (SP), para empreendimentos imobiliários. Segundo Luiz Fernando Furlan, presidente do conselho da Sadia, também foi cogitada a possibilidade de venda do Banco Concórdia e de áreas de reflorestamento pertencentes à empresa.

Exposição cambial

Na última reunião com analistas de mercado, em fevereiro, a Sadia informou que sua exposição cambial era de US$ 500 milhões, próximo a dois meses de exportações. A empresa tinha, à época, R$ 1,7 bilhão depositados em bancos, valor equivalente à perda da empresa com derivativos.

A Sadia informou também, à época, que o custo de sua dívida tinha aumentado muito com o episódio dos derivativos. Mas disse ter renegociado sua dívida de curto prazo com todos os bancos credores. O alto nível de endividamento da empresa, somado ao risco de governança corporativa e à grande exposição ao mercado externo, fez com que analistas recomendassem cautela com a Sadia.

No mercado, ontem, investidores buscaram ações de Sadia e Perdigão, estimulados por rumores de negociações entre as duas empresas. A ação ordinária da Sadia -que tem volume de negociação reduzido- registrou valorização de 8,24% na Bovespa. Já sua ação preferencial, que registrou mais de 3.700 transações no pregão de ontem, subiu 2,15%. Os papéis preferenciais da Perdigão subiram 2,34%. A Bovespa fechou o dia com queda de 1,05%.

Lá fora, os investidores também buscaram se antecipar às esperadas novidades. Na Bolsa de Madri, os papéis da Sadia saltaram 7,61%. Em Nova York, os ADRs (recibos de ações de empresas estrangeiras) da Sadia encerraram com valorização de 4,8%.

Lula comemora fusão oficial da Oi com a Brasil Telecom, e espera que BB compre o Banco Votorantim

Por Jorge Serrão

O mais bem informado apedeuta do mundo global recebeu ontem, em plenas férias em Aratu, uma das informações que aguardava com ansiedade. O chefão Lula da Silva comemorou o anúncio de que a Oi adquiriu, finalmente, o controle acionário da Brasil Telecom Participações e da Brasil Telecom S.A.. O presidente da Oi, Luiz Eduardo Falco, lhe comunicou a boa notícia pelo celular via satélite.

O negócio fechado fez a alegria de gente muito próxima e familiar a Lula. Faturou alto quem tinha ações pulverizadas da empresa comprada (a BrT). Sorte de quem acrescentou alguns milhões à sua fortuna pessoal em franco crescimento. Também vibrou com o negócio o investidor Daniel Valente Dantas. Até a conclusão de toda a operação, DVD deve faturar cerca de R$ 1 bilhão ao se desfazer das ações da BrT.

A Oi informou que, no prazo de 30 dias, submeterá à CVM (Comissão de Valores Mobiliários) os requerimentos de registro para uma oferta pública de aquisição de ações com direito a voto de propriedade dos acionistas minoritários da Brasil Telecom Participações e da Brasil Telecom. Nesta fase, os amigos do Planalto vão ganhar mais dinheiro.

A Oi projeta que, com as ofertas públicas para adquirir as ações em circulação no mercado, o valor total do negócio pode chegar a algo em torno de R$ 13 bilhões de reais. Número mais cabalístico - e de sorte para os ganhadores da operação - impossível. Ontem, a Oi finalmente acertou a transação de fusão com a BrT ao efetuar o pagamento de R$ 5,371 bilhões de reais.

O valor equivale ao preço acordado no contrato de compra e venda, de R$ 5,863 bilhões de reais, atualizado pela variação da taxa média do CDI (Certificado de Depósito Interbancário), deduzido da dívida líquida da Invitel S.A. (R$ 998 milhões de reais). A Invitel é uma das empresas da cadeia societária da Brasil Telecom.

Na transação realizada ontem, a Oi tornou-se titular, indiretamente, de 81.092.986 ações ordinárias de emissão da Brasil Telecom Participações. Isto representa 61,2 por cento do capital votante da empresa. O preço pago por ação foi de R$ 77,04 reais.

Negócio futuro

Nada impede que a tele nacional resultante da compra da Brasil Telecom pela Oi seja vendida a estrangeiros após sua constituição.

Nem o decreto presidencial que permitiu o negócio nem os acordos de acionistas proíbem que um grupo estrangeiro de fora da telefonia fixa do País adquira a nova empresa.

É só esperar a poeira do negócio baixar para, daqui a um ou alguns anos, o negócio se formalizar.

Quase estatal

A BNDESPar - braço de participações do BNDES - deterá 34% da nova empresa Oi-BrT.

Seus controladores são os grupos La Fonte e Andrade Gutierres, junto com o BNDES.

A formação da supertele um terço estatal, que fica prontinha para ser assimilada por uma transnacional, só foi possível depois da aprovação do novo Plano Geral de Outorgas (PGO), que permitiu a atuação de uma mesma empresa em duas regiões.

O decreto presidencial com a nova legislação foi publicado em 21 de novembro.

Gigante

A supertele, que atuará no Distrito Federal e em 25 estados, terá receita líquida anual de R$ 30 bilhões.

Conforme números fornecidos pela Oi, a nova empresa vai ter cerca de 22,3 milhões de usuários de telefones fixos e 20,2 milhões de clientes de telefonia móvel.

Os assinantes de banda larga chegam a 3,2 milhões de clientes e os de TV por assinatura giram em torno de 600 mil.

Mais champagne

Lula terá mais um negócio grandioso para comemorar logo mais.

O Banco do Brasil deve anunciar hoje a compra de 49% do capital do Banco Votorantim, da família Ermírio de Moraes.

Em novembro, graças a um bom acordo com o tucano José Serra, o BB já faturou a Nossa Caixa do governo paulista.

Viva o governo que faz bons negócios e acertos...

Fusão entre Itaú e Unibanco quer ser banco global em 5 anos




SÃO PAULO - O presidente do Unibanco, Pedro Moreira Salles, afirmou nesta segunda-feira, 3, que quando teve início as negociações com o Itaú, em agosto do ano passado, o primeiro objetivo definido foi que a nova instituição possa ser considerada um competidor global no mercado financeiro. Segundo ele, o objetivo da fusão é que o novo banco seja global player em cinco anos.

Além disso, o presidente do Itaú, Roberto Setubal, reconheceu que a fusão com o Unibanco pode despertar aquisições entre outras instituições financeiras, o que segundo ele, é natural dentro do processo de consolidação vivido pelo setor financeiro. O executivo acredita que futuramente o Brasil terá cinco ou seis bancos muito fortes disputando o mercado e o Itaú/Unibanco será um deles.

Bradesco vai correr atrás para acompanhar Itaú, diz economista

A fusão entre Unibanco e Itaú deve fazer com que outras instituições que operam no País, principalmente o Bradesco, corram atrás de novas de novas aquisições para se equipararem à nova instituição. Nicholas Barbarisi, diretor de operações da Hera Investment, citou que, nos últimos anos, Bradesco e Itaú vêm acompanhando as incorporações do rival e agora não deve ser diferente. "Porém, dificilmente ele vai conseguir", afirmou.

Isso porque, segundo Barbarisi, não há nenhum outro banco no País que tenha a mesmo posição de mercado que o Unibanco tinha. "Possivelmente ele vai tentar crescer parte organicamente e parte através de aquisições de bancos médios", disse. O Bradesco, contudo, informou, por meio de nota à imprensa, que a fusão entre Itaú e Unibanco não altera a estratégia do banco e que essa operação irá ampliar a disputa no mercado financeiro brasileiro.

A instituição resultante da união anunciada nesta segunda-feira entre Itaú e Unibanco terá ativos totais consolidados de R$ 575,1 bilhões, considerando os números divulgados pelo bancos nos balanços do terceiro trimestre. A cifra é 33% maior do que no mesmo período do ano passado.

O banco dispara em primeiro lugar no ranking das instituições financeiras privadas, conforme levantamento da Austin Ratings. O Bradesco fica em segundo lugar, com ativos totais de R$ 422,7 bilhões, o que significa uma diferença de R$ 152,4 bilhões para o novo líder. O terceiro colocado, com R$ 301,7 bilhões é o Santander, já incorporando o Real. Juntas, as três instituições somam ativos consolidados de R$ 1,299 trilhão.

Ele afirmou que há perspectivas de novas fusões e aquisições em razão do anúncio. "Essa fusão deve impulsionar outros concorrentes a irem na mesma linha", disse. "Existem uma série de bancos médios que são possíveis alvos de aquisição. Elas (as aquisições) ficaram um pouco adormecidas em 2007, em função da facilidade de crédito no mercado de capitais, mas isso tende a voltar agora."

O professor da PUC-RJ e economista da Opus Gestão de Recursos, José Márcio Camargo, concordou. Para ele, a união do Itaú com o Unibanco deve estimular outros bancos a realizarem um movimento de concentração, dado que a fusão realizada pelas duas instituições criará um banco muito forte, que será a maior do gênero no Hemisfério Sul.

Liquidez

Sobre a afirmação do ministro da Fazenda, Guido Mantega, de que a fusão pode ajudar a aumentar a liquidez no sistema financeiro brasileiro, que sofre com a crise internacional, Barbarisi afirmou que a nova instituição deve ter mais facilidade de captação e de distribuição deste crédito no mercado.

Na avaliação de Camargo, o acordo deve ajudar a melhorar a liquidez do sistema financeiro no médio prazo. Camargo destaca, contudo, que a retomada da plena concessão de crédito entre bancos e de instituições financeiras para empresas vai ocorrer aos poucos e deve atingir um nível de normalização em meados do segundo trimestre de 2009.

"Esse será um processo gradual, que vai melhorar. Mas é bom lembrar que o patamar de liberação de crédito será mais baixo em relação ao que vimos antes da piora mais vigorosa da crise internacional", ponderou.

Segundo ele, como os dois bancos estão confiantes no cenário favorável para o Brasil no longo prazo, esta fusão pode incentivar empresários a ficarem mais otimistas com a economia. Assim, a melhora das expectativas dos dirigentes de companhias poderá encorajá-los a retomar programas de investimentos que estavam temporariamente paralisados em função dos desdobramentos da crise financeira internacional.

Crise

A fusão do Unibanco e Itaú foi vista como positiva pelo economista e ex-ministro da Fazenda, Luiz Carlos Bresser-Pereira. "É uma boa notícia. Teremos um banco nacional muito grande, o que é importante para o País. Acho que todos os bancos de varejo deviam ser nacionais", opinou.

Segundo ele, no entanto, a fusão não tem nada a ver com a crise global. Apesar de as negociações terem começado há 15 meses, alguns analistas avaliam que ela teria sido acelerada pela crise. "Não creio que essa fusão seja conseqüência da crise. Até porque isso não se resolve de um dia para outro".

Saiba o que dizem os analistas sobre a fusão entre Itaú e Unibanco

Itaú e Unibanco se fundiram, criando maior banco do país. Nova controladora será denominada Itaú Unibanco Holding S.A.

Analistas comentam a fusão entre os bancos brasileiros Unibanco e Itaú, que se unirão para formar um conglomerado com valor de mercado entre os 20 maiores do mundo. O novo banco deverá ser o maior do hemisfério sul, segundo comunicado oficial do banco Itaú. Veja abaixo.

George Vidor, comentarista de economia da Globo News


"Itaú e Unibanco têm muitas afinidades, trabalham com mercado financeiro, incorporações. Claro que têm muitas agências que são concorrentes e vão ficar uma na frente da outra. Algumas devem desaparecer. Pode ser até que alguns empregos desapareçam. Departamento jurídico, por exemplo. Nesse sentido, é um lado negativo. Nesse momento até o processo de fusão consome muita energia. (...) Agora, certamente, o Bradesco não vai ficar parado. Foi o maior durante quase cinco décadas. Eles são realmente rivais (do Itaú). Agora, o Bradesco vai se mexer muito para crescer, tentar incorporar alguém. Vamos ver o mercado bem ativo."

Miriam Leitão, comentarista de economia da Globo News


"Nesse momento de incerteza, o que o Itaú e o Unibanco fizeram foi dar um primeiro passo de um movimento que já está em curso – de concentração. Haverá um movimento de concentração no mercado brasileiro até incentivado pelo Banco Central. O que é que ele está fazendo quando libera compulsório para compra de carteira, ele está querendo que os bancos se fortaleçam. Bancos pequenos devem ser comprados por grandes. (...) Isso só fortalece o sistema bancário brasileiro que já é sólido, que está passando por essa crise muito bem."

Carlos Alberto Sardenberg, blogueiro do G1 e comentarista da Globo News


"Trata-se de um movimento importante e positivo. Formou-se um banco brasileiro privado capaz de competir globalmente. O sistema financeiro brasileiro fica mais concentrado, mas ainda com competição: há um forte setor público (Banco do Brasil, BNDES e Caixa), dois grandes privados nacionais (Itaú-Unibanco e Bradesco) e pelo menos dois grandes privados estrangeiros (Santander/Real e HSBC).

Gilberto Braga, economista e professor de Finanças do Ibmec


“Chama a atenção que, se isso teve alguma coisa maior a ver com a crise, foi resolvido diretamente entre o setor privado, sem a intervenção governamental. (...) Sobretudo depois dessas medidas provisórias que criaram um cheque especial para os bancos públicos poderem socorrer instituições privadas, mostra que as pessoas ainda estão com musculatura, que é possível acordo. Na fusão, acredito que o mercado cresce. Isso mostra que, em meio a momentos de instabilidade como essa, existem oportunidades e me parece que é uma operação que deixa uma boa impressão para todo mundo.”



Armínio Fraga, ex-presidente do Banco Central

"Dois mais dois, igual a cinco"



Rogério Sobreira, professor de economia e finanças da Escola Brasileira de Administração Pública e de Empresas (Ebape) da Fundação Getúlio Vargas

"A concorrência tem razões para se preocupar. A fusão traz um grau de concentração ao mercado, ainda que não seja tão substantivo. Nosso órgão de defesa da concorrência deve aprovar. (...) O que dá para inferir do comunicado [divulgado pelas instituições] quem se fundiu ao Itaú foi o Unibanco e não o inverso. Mas é claro que, no caso de duas instituições tão grandes, a empresa resultante, ainda que o Itaú venha dominar o processo, vai agregar características do Unibanco."

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