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França tem manifestações contra expulsão de ciganos e xenofobia

Mais de cem protestos estão previstos em frente a embaixadas francesas. Atos miram expulsões em massa de ciganos pelo governo de Sarkozy.

Um dia de mobilização na França e na Europa está programado para este sábado (4) contra a "xenofobia" do governo do presidente Nicolas Sarkozy, que foi muito criticado dentro de fora do país após as expulsões em massa de ciganos romenos e búlgaros.

Milhares de pessoas protestavam na tarde deste sábado (horário local) em Paris, atrás de um grupo de ciganos franceses e do leste europeu que encabeçavam simbolicamente o desfile.

Mais de 100 manifestações devem acontecer na França e diante das embaixadas francesas de vários países da União Europeia (UE), com o apoio de dezenas de organizações de defesa dos direitos humanos, sindicatos e partidos de esquerda e ecologistas.

Manifestantes participam de ato contra a xenofobia e as polícias de restrição a imigrantes do governo em Paris, neste sábado (4) (Foto: Jacques Demarthon / AFP)

"Diante da xenofobia e da política do desprezo: liberdade, igualdade, fraternidade", afirmam os cartazes de convocação dos protestos, em uma referência ao lema oficial da República Francesa.

Na manhã deste sábado, personalidades do mundo da cultura, como a cantora Jane Birkin e o cineasta Agnes Jaoui, compareceram às imediações do prédio do ministério de Imigração e Identidade Nacional para cantar músicas de apoio aos imigrantes sem documentos.

"Acho que transformaram os ciganos e os imigrantes ilegais em bodes expiatórios, que podem ser expulsos, enquanto eu, que também sou estrangeira, não sou expulsa", afirmou, indignada, Jane Birkin.


Fontes: G1- TV Globo - AFP

Ativistas de extrema-direita causam pancadaria no Reino Unido

Cerca de 700 pessoas participaram da manifestação contra imigração e o Islã

Policiais dispersam protesto da EDL no centro de Bradford; direitistas agrediram outro grupo/Phil Noble/28.08.2010/Reuters

Cerca de 700 ativistas de extrema-direita entraram em confronto com a polícia na tarde deste sábado (28) no centro da cidade de Bradford, informou o jornal britânico The Guardian.

O protesto foi organizado pela Liga de Defesa Inglesa (EDL, na sigla em inglês) e os participantes jogaram tijolos e bombas de fumaça em um grupo que se manifestou contra o racismo em um evento organizado pela Unidos contra o Facismo.

Mais de 1.600 policiais de 13 forças foram mobilizados para controlar a situação e ocorreram cinco prisões no local.

No último ano, o EDL tem organizado protestos em diversas cidades pelo Reino Unido. Entre os slogans que os participantes diziam estavam alguns que faziam alusão clara a muçulmanos como:

- Tirem os homens-bomba muçulmanos de nossas ruas.

Um residente de Bradford, Mohammed Khan, de 29 anos, disse ao Guardian que os ativistas apenas estavam buscando problemas.

- Nós queremos mostrar para as pessoas no Reino Unido que Bradford é um lugar unido e tranquilo, onde asiáticos, brancos – todos – convivem. Ninguém aqui quer estas pessoas. Eles estão apenas tentando dividir esta cidade e provocar problemas.

Fontes: R7 - Agências

Incêndio de prédio durante protestos antipacote na Grécia deixa 3 mortos

Manifestantes e policiais confrontaram-se na capital, Atenas. País faz greve geral contra medidas de austeridade impostas pelo governo.

Manifestantes protestam em frente ao Parlamento da Grécia nesta quarta-feira (5). (Foto: Yiorgos Karahalis/Reuters)

Três pessoas morreram no incêndio de um prédio em que fica uma agência bancária nesta quarta-feira (5) durante protestos no centro de Atenas, segundo a polícia e os bombeiros. Havia 20 pessoas no local.

Mais cedo, a polícia havia lançado gás lacrimogêneo contra um grupo de jovens que teria tentado romper um bloqueio policial em frente ao parlamento do pais.

Os manifestantes protestam contra o pacote de austeridade anunciado pelo governo no sábado.

Dezenas de jovens jogaram coquetéis molotov contra as vitrines de lojas e bancos, o que provocou vários pontos de incêndio. Os jovens destruíram vitrines das lojas e as marquises dos pontos de ônibus com barras de ferro, em locais sem a presença da polícia.

A Grécia amanheceu praticamente paralisada por uma greve geral, a terceira desde fevereiro, convocada pelos sindicatos.

O plano de austeridade foi imposto pelo governo socialista de Giorgos Papandreou em troca de uma ajuda financeira da União Europeia (UE) e o Fundo Monetário Internacional (FMI).

Os transportes aéreos, marítimos e ferroviários estão parados, a maioria das escolas e administrações públicas fechadas.

Manifestante encara policiais diante do Parlamento da Grécia nesta quarta-feira (5). (Foto: AP)

Os bancos e as grandes empresas do setor público funcionam com poucos funcionários e os hospitais garantem apenas os serviços de emergência.

A greve inclui a imprensa, com os serviços jornalísticos de rádios, TVs e jornais interrompidos.

O transporte urbano de Atenas funcionou com horário restrito para permitir a chegada dos manifestantes aos locais dos protestos convocados pelos sindicatos nocentro da cidade.


Temor de contágio derruba o euro

Os protestos na Grécia contra o pacote de medidas do governo para garantir assistência financeira ao país se intensificam nesta quarta-feira. O temor de que uma crise como a grega possa se espalhar pelos demais países da União Europeia provoca queda nas bolsas e desvalorização do euro. No momento, Espanha e Portugal são os principais motivos de preocupação.

"Quem será o próximo" é a questão pairando sobre os mercados, que não se convenceram de que o pacote de resgate recorde de 110 bilhões de euros da UE e do Fundo Monetário Internacional (FMI) à Grécia impedirá que seus problemas econômicos se espalhem para outras nações vulneráveis da zona do euro, como Espanha e Portugal.

"Sempre há risco de contágio", disse o diretor-gerente do FMI, Dominique Strauss-Kahn. "Portugal foi mencionado, mas já está tomando medidas, e outros países estão em uma situação muito mais sólida. Nós temos de ter sucesso em evitar o contágio... mas nós devemos continuar vigilantes", disse Strauss-Kahn ao jornal francês Le Parisien. "Não há risco real para a França, Alemanha, ou outros grandes países europeus", completou.

No mercado asiático, somente a China reverteu a tendência de queda generalizada nesta quarta-feira. Não houve negociações no Japão, Coreia do Sul e Tailândia por ser feriado.

Na Bolsa de Hong Kong, o mercado estendeu as perdas e terminou na maior baixa em 10 semanas, seguindo o declínio em Wall Street por preocupações de mais medidas de aperto por parte de Pequim e a capacidade da União Europeia de conter a crise da dívida grega, embora a recuperação chinesa tenha ajudado a mitigar as perdas na sessão da tarde. O índice Hang Seng caiu 2,1% e fechou aos 20.327,54 pontos - menor nível desde 19 de fevereiro.

O ministro das Finanças finlandês, Jyrki Katainen, disse a uma rede de televisão local: "Nossas economias estão tão ligadas que o risco de que os problemas se espalhem de um país para outro é muito alto". O euro caia ao menor valor em um ano, a 1,2936 dólar, na manhã desta quarta.

"O que nós estamos vendo hoje é um efeito de contágio financeiro muito clássico", disse Sebastian Barbe, chefe de estratégia para mercados emergentes do Crédit Agricole, em Hong Kong. "Isso é porque o mercado ainda está operando em alguns problemas de dívida soberana fora da Europa, e, para o curto prazo, isso pode continuar por algum tempo."


Fontes: G1 - TV Globo - Agências - VEJA - O ESTADO - Reuters

Trabalhadores ameaçam explodir usina na França

A usina emprega 92 pessoas. O fechamento foi anunciado há um ano.


Funcionários da Sodimatex atearam fogo em carros em protesto contra fechamento da fábrica em região perto de Paris/Regis Duvignau/Reuters

Trinta funcionários de uma usina de equipamentos automotivos que fechará as portas ameaçam explodir o local nesta sexta-feira, incendiando um tanque de gás. O objetivo é conseguir indenizações maiores. A usina fica a 70 quilômetros de Paris, capital da França.

Depois de terem ameaçado promover uma explosão nesta quinta-feira à noite, os trabalhadores da empresa Sodimatex aumentaram a pressão nesta sexta-feira ao colocar coquetéis molotov em torno da cisterna, que tem de quatro a cinco metros de comprimento.

Quase cem policiais e bombeiros foram deslocados para a região da usina em Crépy-em-Valois.

Segundo os funcionários, o tanque, cujo gás serve para fazer os monta-cargas funcionarem, está quase cheio. 'Se explodir, não vai voar somente a usina. Será uma pena se quiserem chegar a esse ponto', afirmou um dos trabalhadores.

A usina emprega 92 pessoas. O fechamento foi anunciado há um ano. Desde então, as negociações entre a direção da empresa e os funcionários sobre as condições das demissões fracassaram.

Fontes: FOLHA - AFP

Reunião com governo termina sem acordo e professores de SP seguem em greve

Manifestantes e policiais entraram em confronto na frente do Palácio dos Bandeirantes



A reunião entre representantes do governo do Estado de São Paulo e dos sindicatos de professores terminou sem acordo, por volta das 18h30. Em nota oficial, o governo diz que só aceita negociar sobre questão salarial após o fim da greve.

Os grevistas pedem reajuste salarial de 34%. Outras reivindicações dos manifestantes - de que programas de bônus fossem reformulados, por exemplo - também não foram atendidas. A Secretaria da Educação chamou o protesto de violento:

- Nesta semana, [os professores] fizeram baderna até mesmo dentro de um hospital. A pasta lamenta a truculência e a violência dos sindicalistas.

Onze representantes de sindicatos dos educadores - Apeoesp, CPP (Centro do Professorado Paulista) e Udemo (sindicato dos diretores do Estado de São Paulo) - se reuniram com o secretário-adjunto da Educação, Guilherme Bueno Camargo, e o secretário-adjunto da Casa Civil, Humberto Rodrigues.

Duas professoras ouvidas pela reportagem do R7 afirmam que o colégio onde lecionam, na região do Jaraguá (zona oeste), está totalmente em greve. Apenas dois professores por turno vão à escola assinar a folha de ponto.

Uma delas, Marcelina Araújo, reclama da contabilidade do governo do Estado das escolas que estão paralisadas:

- Todo dia a diretoria de ensino liga para saber quantos professores estão dando aulas. Como dois estão presentes, a escola não entra na contabilidade da greve. Isso acontece em muitos colégios, por isso a contagem da Secretaria da Educação dá apenas 1% de adesão.

O governador José Serra está em um evento no interior de São Paulo, segundo a assessoria de imprensa do Palácio. O secretário da Educação, Paulo Renato Souza, também não foi encontrado.

Pelo menos dez mil professores participam da manifestação, segundo a Apeoesp. O comando da polícia estima 5.000 pessoas na passeata.

Violência

Professores da rede pública estadual, que realizam protesto próximo ao Palácio dos Bandeirantes, entraram em confronto com a Polícia Militar no início da noite desta sexta-feira (26). A manifestação foi contida com balas de borracha e bomba de efeito moral. Ninguém foi preso.

Apesar do confronto com a Polícia Militar, ninguém foi preso/Rodrigo Coca/AE

Um grupo que fazia parte da manifestação chegou a jogar pedras contra a polícia, que revidou com gás lacrimogêneo. Houve correria entre os docentes.

A concentração dos professores começou em frente ao Estádio do Morumbi, na zona sul de São Paulo, e seguiu para frente do Palácio dos Bandeirantes, onde há forte aparato policial.

Pelo menos outro tumulto foi presenciado pelo R7, pouco antes de os docentes saírem em passeata rumo à sede do governo do Estado.

Professores ligados a grupos radicais tentaram forçar a entrada no carro de som da Apeoesp (sindicato dos professores do Estado de São Paulo), e foram contidos por seguranças.

Houve empurra-empurra e o funcionário de uma emissora de televisão foi agredido. Manifestantes trocaram socos e foram separados por outros docentes.

Fontes: R7 - REDE RECORD

'Damas de Branco' concluem semana de passeatas por presos políticos em Cuba

Mulheres pedem libertação de parentes presos há mais de sete anos. Na quarta-feira, marcha acabou em confronto com defensores do governo.

As Damas de Branco, mulheres e mães de 75 presos políticos cubanos, concluíram neste domingo (21) uma inédita semana de passeatas em Havana, desafiando as autoridades para pedir a libertação de seus parentes, que estão presos há 7 anos.

"Espero que não precisemos protestar no oitavo ano seguinte", disse à imprensa Laura Pollán, líder das mulheres, durante a caminhada deste domingo, que seguiu até a sede do Parlamento Nacional.

Membros do grupo 'Damas de Branco' protestam neste domingo (21). (Foto: AP Photo/Javier Galeano))

Vestidas de branco e levando flores nas mãos - gladíolos -, as Damas de Branco, mulheres e familiares dos 75 dissidentes cubanos presos em 2003, são a única oposição nas ruas de Havana, ao governo de Fidel e Raúl Castro.

Familiares condenados

Reyna Luisa Tamayo, mãe do preso Orlando Zapata, de 42 anos, morto no dia 23 de fevereiro depois de dois meses e meio de greve de fome por melhores condições carcerárias, acompanhou as mulheres em suas marchas. O protesto tem como pano de fundo outra greve de fome e sede realizada pelo jornalista e psicólogo Guillermo Fariñas.

O grupo iniciou suas atividades pouco depois das condenações de seus familiares a até 28 anos de prisão, acusados de servir a uma potência estrangeira (Estados Unidos), em uma detenção em massa que a dissidência batizou de "Primavera Negra".

Simpatizantes e membros da organização cubana Damas de Branco, grupo composto por esposas e mães de prisioneiros políticos, marcham pelas ruas de Havana neste domingo. (Foto: Adalberto Roque/AFP)

As mulheres asseguram que não são um partido nem organização política, e que apenas pedem a libertação de seus familiares, cujas fotos muitas vezes são mostradas em suas camisetas brancas durante os protestos pacíficos.

O grupo não tem um número fixo de membros, mas sempre aparecem entre 20 e 70 mulheres, pois muitas moram nas províncias.

O governo as acusa de serem a "ponta de lança" da subversão financiada pelos Estados Unidos, e as qualifica de "mercenárias", mas elas respondem: "ninguém nos paga, não somos mercenárias", assegura a líder Laura Pollán, que explica que isso faz parte da "intensa campanha promovida pelo governo para nos desarticular".

Damas de branco carregam flores nas mãos e fotos de presos políticos. (Foto: Adalberto Roque/AFP)

Pollán, mulher de Héctor Maseda, condenado a 20 anos de prisão, é professora de Espanhol e Literatura, mas abandonou seu trabalho em 2004 para atender as necessidades de seu marido na prisão e pedir sua libertação.

Outras, de Havana ou demais localidades, são donas de casa, economistas, jornalistas, camponesas, que também não trabalham e se reúnem habitualmente na casa de Pollán e, todo domingo, depois de assistir à missa na Igreja de Santa Rita, realizam uma caminhada silenciosa pela Quinta Avenida.

Histórico

Em 2005, o Parlamento Europeu lhes concedeu o Prêmio Sakharov de Direitos Humanos, o qual não puderam receber, pois as autoridades não permitiram que viajassem. Um ano depois, foram agraciadas com o prêmio Human Rights First.

Em determinadas datas, elas realizam outras caminhadas silenciosas, entregando flores, folhetos com a Declaração Universal dos Direitos Humanos ou objetos marcados com a palavra "liberdade" aos passantes.

Também já gritaram "liberdade" ao passar em frente a instituições como o Parlamento, ou recentemente, o Sindicato dos Jornalistas de Cuba.

Várias dessas passeatas foram repudiadas por simpatizantes do regime cubano, que vaiam, gritam consignas castristas ou as empurram. Por isso, um reduzido grupo de agentes de Segurança do Estado as acompanha, muitas vezes vestidos à paisana, para evitar violência.

Em 21 de abril de 2008, realizaram um plantão nas proximidades da Praça da Revolução, coração político de Cuba, que terminou quando policiais femininas obrigaram as mulheres a sair do local e entrar em um ônibus que as conduziu à casa de Pollán.

A cena repetiu-se na quarta-feira, em Párraga, sudoeste de Havana, quando outra passeata foi concluída com um violento confronto com manifestantes pró-governo. As policiais novamente as obrigaram a entrar em ônibus com o mesmo destino.

Fontes: G1 - AFP

Mulheres de dissidentes são detidas durante passeata em Cuba

'Damas de branco' faziam 3º dia de atos pela libertação de presos políticos. Elas foram obrigadas a entrar em 2 ônibus e levadas para casa em Havana.



As "Damas de Blanco", um grupo formado por esposas, mães e parentes de presos políticos cubanos, foram detidas nesta quarta-feira (17) pela polícia durante uma passeata em Havana. Ela foram obrigadas a subir à força, em dois ônibus, segundo testemunhas.

Em torno de 30 mulheres realizavam uma passeata no bairro de Párraga, no sudoeste de Havana, quando foram confrontadas por, ao menos, 300 partidários do regime cubano e obrigadas pela polícia feminina a subir nos ônibus.

Integrantes das 'Damas de Branco' resistem à prisão nesta quarta-feira (17) em Havana. (Foto: AFP)

Manifestante resiste à prisão. (Foto: AFP)

Laura Pollán, porta-voz do grupo dissidente, disse que ela foi levada para casa. Ela qualificou o ato como um "sequestro".

Foi o terceiro dia seguido de protestos das parentes de dissidentes. Elas marcavam o sétimo aniversário das condenações a seus 75 familiares, ocorrida na primavera de 2003.

À frente do grupo estava Reyna Luisa Tamayo, mãe de Orlando Zapata, o preso político que morreu em 23 de fevereiro depois de dois meses e meio de greve de fome, para exigir melhores condições na prisão.

Até domingo, as Damas de Branco previam rezar por seus familiares e realizar reuniões e passeatas silenciosas.

Em 21 de abril de 2008, a polícia aplicou medida semelhante para dissolver uma manifestação que as "Damas de Blanco" realizavam na Praça da Revolução. Naquela ocasião, as mulheres foram levadas diretamente para suas casas.

Fontes: G1 - TV Globo - Agências

Deputado Reinhold Stephanes faz discurso contra PT

Stephanes Júnior ainda questionou a escolha de Dilma como candidata do PT ao Planalto

Em discurso na Assembleia Legislativa do Paraná, no último dia 1º, o deputado Reinhold Stephanes Júnior (PMDB-PR), filho do ministro Reinhold Stephanes (Agricultura), afirmou que o PT é "coisa do diabo" e chamou o ex-ministro José Dirceu de "bandido".

Ao comentar as declarações do presidente Luiz Inácio Lula da Silva condenando o uso da greve de fome por dissidentes do governo de Cuba, Stephanes Júnior disse que o partido é "coisa do diabo e não serve para nada".

Ele também falou sobre os gastos do PT com o congresso do partido. "O PT fez uma festa, um congresso, e gastou R$ 6,5 milhões. Espero que esse dinheiro não tenha vindo do mensalão e de caixa dois, nem dos fornecedores do governo."

O deputado ainda lamentou o fato de Dirceu ter sido escolhido pelo PT para ajudar na campanha da ministra Dilma Rousseff (casa Civil) à Presidência.

"O ex-ministro coordenou um dos maiores esquemas de corrupção no Brasil. É uma vergonha o PT dar espaço para ele. Eles tão loucos para reabilitar o Dirceu, que é um bandido, que faz mal para o país."

Stephanes Júnior ainda questionou a escolha de Dilma como candidata do PT ao Planalto. "Como pode indicar uma pessoa que assaltava bancos, que sequestrava pequeno empresário para pedir resgate para dar dinheiro a guerrilheiro. É isso que ela fazia, a Dilma Rousseff e seu grupo."

A reportagem entrou em contato com o PT para comentar as declarações do deputado e aguarda um retorno.



Fonte: FOLHA

Ativistas dos direitos dos animais em Madri

Ativistas dos direitos dos animais em Madri protestam com lanças e sangue falso pelo fim das touradas na Espanha/Susana Vera/Reuters

Fontes: R7 - Reuters

Professores ignoram recomendação da CET e bloqueiam Paulista em protesto

Dois sentidos da via foram bloqueados às 15h30. Eles decidem em assembleia rumos da greve iniciada na segunda.

Professores fecham a Avenida Paulista durante manifestação (Foto: Reprodução/TV Globo)

Professores e funcionários da rede estadual de ensino de São Paulo interditaram na tarde desta sexta-feira (12) os dois sentidos da Avenida Paulista para decidir, em assembleia, os rumos da greve da categoria iniciada na segunda (8).

A Companhia de Engenharia de Tráfego (CET) havia recomendado aos professores a mudança do horário e do local previstos para a manifestação. A CET chegou, inclusive, a oficiar a Promotoria de Justiça de Habitação e Urbanismo para garantir o cumprimento de uma decisão judicial "que coíbe o sindicato solicitante de promover passeatas em vias de circulação de São Paulo, por onde trafeguem veículos automotores".

A Polícia Militar, no entanto, apenas monitorava o protesto, tido como pacífico. Às 15h30, no entanto, com toda a Avenida Paulista bloqueada, o trânsito já começava a se complicar na via e nas ruas de acesso.

Segundo a CET, havia 1 km de congestionamento na Paulista sentido Paraíso, da Rua da Consolação até a Alameda Casa Branca, e 1,5 km no sentido Consolação, da Praça Osvaldo Cruz até o Masp.

De acordo com o Sindicato dos Professores do Ensino Oficial de São Paulo (Apeoesp), a adesão à paralisação chegou a 80%. No entanto, nota da Secretaria de Educação do Estado mantém a informação de que menos de 1% aderiu ao movimento. O balanço da secretaria permanece inalterado desde o primeiro dia da greve.



Os professores reivindicam reajuste salarial de 34,3% e afirmam que estão com os salários congelados há cinco anos. Eles se opõem à incorporação da gratificação em três parcelas anuais.


Polícia faz barreira para conter manifestantes. (Foto: Reprodução/TV Globo)

De acordo o governo do estado, a folha de pagamentos da Secretaria de Educação cresceu 33% entre 2005 e 2009, passsando de R$ 7,8 bilhões para R$ 10,4 bilhões.

Em relação às gratificações, segundo a secretaria, são feitas na medida das disponibilidades orçamentárias.

Professores ignoram recomendação da CET e bloqueiam Avenida Paulista para realizar assembleia. (Foto: Paulo Toledo Piza/G1)

Fontes: G1- TV Globo

Desidratado, dissidente político mantém greve de fome em Cuba

Fariñas sofreu na quarta-feira passada um choque hipoglicêmico e foi hidratado e alimentado por via intravenosa em dois hospitais de Santa Clara.


O jornalista cubano Guillermo Fariñas

O jornalista cubano Guillermo Fariñas, em greve de fome desde 24 de fevereiro, está "fraco e muito desidratado", mas manterá seu protesto "até as últimas consequências", revelou o próprio dissidente à France Presse.

"Estou muito fraco, mas não tem volta, não recuo. Vou até às últimas consequências", disse Fariñas, que faz a greve de fome em Santa Clara (centro) para exigir a libertação de 26 presos políticos cubanos que estão doentes.

Dissidentes moderados em Cuba pediram ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva que interceda pela libertação dos presos políticos e evite assim a morte de Fariñas.

O jornal cubano "Granma", órgão oficial do Partido Comunista, qualificou a greve de "chantagem" inaceitável.

"Com isto, Fidel e Raúl Castro estão propondo um desafio à dissidência, de que não somos capazes de ser patriotas e ir até as últimas consequências", disse o jornalista, de 48 anos.

Fariñas sofreu na quarta-feira passada um choque hipoglicêmico e foi hidratado e alimentado por via intravenosa em dois hospitais de Santa Clara.

Segundo Ismel Iglesias, médico particular do dissidente, Fariñas "está muito desidratado", com os "lábios secos e rachados" e "uma constante dor de cabeça".

"Sua condição física se deteriora e a partir de amanhã (quarta-feira) ele poderá sofrer um choque a qualquer momento", advertiu Iglesias.

O dissidente, que iniciou seu protesto pouco depois da morte do preso político Orlando Zapata, após dois meses e meio de greve de fome, rejeitou na segunda-feira uma proposta de asilo político na Espanha, realizada por um diplomata espanhol.

Fariñas também negou os pedidos de Madri e de opositores cubanos para que desista da greve de fome e poupe sua saúde.

Fontes: FOLHA - France Presse

Milhares de iranianos se manifestam contra regime em Teerã

O líder reformista Mohamed Jatami teria sido agredido durante a manifestação de protesto


Manifestante segura imagem do líder opositor Mir Hossein Moussavi em manifestação desta sexta em Teerã (Foto: Caren Firouz/Reuters)

TEERÃ - Dezenas de milhares de partidários da oposição iraniana aproveitavam uma manifestação no centro de Teerã em apoio aos palestinos para protestar contra o regime, nesta sexta-feira, 18, causando tensão e um princípio de enfrentamentos contra grupos de apoio ao presidente, Mahmoud Ahmadinejad.

O líder reformita iraniano Mohamed Jatami teria sido agredido durante a manifestação, de acordo com a agência AFP.

Os opositores, que levavam, além de bandeiras palestinas, os distintivos e vestimentas verdes da oposição reformista de Mir Hussein Mussavi e faziam o sinal da vitória e cantavam gritos de guerra contra o governo, superando amplamente ao grupo que aderia à manifestação oficial.

"Mentiroso, onde estão seus 64%" cantavam os manifestantes pelas ruas do centro de Teerã em alusão à percentagem de votos atribuída a Ahmadinejad, ganhador das polêmicas eleições do passado 12 de junho.

A Polícia vigiava a manifestação mas não intervinha para dispersar aos opositores, que protestavam contra o que consideram uma fraude nas eleições de junho, que deram a vitória ao presidente Mahmoud Ahmadinejad.

Isso até um pequeno grupo de voluntários das milícias islâmicas "Basij" e partidários de Ahmadinejad tentaram, sem sucesso, impedir a passagem dos seguidores de Mussavi nas proximidades da avenida

Keshavarz, onde a tropa de choque da polícia teve que usar gás lacrimogêneo para dispersar a multidão.

Os manifestantes usavam uma analogia ao slogan oficial da passeata ("Morte a Israel") e gritavam "Morte à Rússia", em referência ao apoio do Governo de Moscou a Ahmadinejad, além de "morte ao ditador". O mesmo coro continuou ao redor da Universidade de Teerã, onde o aiatolá Ahmad Khatami ia pronunciar o sermão semanal.

Durante o percurso os reformistas e opositores ao governo de Ahmadinejad encontraram com o aspirante presidencial derrotado Mehdi Karrubi, com seus guarda-costas. "Valente, te apoiamos", proclamavam os mais exaltados que advertiam que sua detenção suporia uma "revolta no Irã".

Hoje, a última sexta-feira do ramadã (jejum muçulmano), é marcada no calendário iraniano como "Dia de Al Quds" (Jerusalém), quando todos ano os iranianos participam de uma manifestação de apoio aos palestinos antes de acudir ao sermão de sexta-feira.

Fontes: O ESTADO - G1 - Efe - Reuters


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