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Com ipês, revitalização da rua do Gasômetro começa em setembro

Orçada em R$ 11 milhões, reforma promete transformar via na principal ligação com a 25 de Março

SÃO PAULO - Orçado em R$ 11 milhões, o projeto para repaginar a Rua do Gasômetro e transformar o local na principal ligação entre as regiões comerciais do Brás e da Sé, no centro, deve finalmente sair do papel. O primeiro passo foi sua aprovação pelo Departamento do Patrimônio Histórico (DPH). Com a autorização, a Prefeitura de São Paulo promete concluir a licitação e iniciar as obras até o fim de setembro.

Comerciantes da região negociam desde 2002 com o governo um plano de revitalização para a área. Em 2008, lojistas concordaram com a reforma proposta pela Prefeitura, e a verba foi reservada no orçamento de 2010. A administração municipal quer concluir, com a inauguração do Museu da História de São Paulo, em junho de 2011, o alargamento das calçadas e o aterramento dos fios da rua, que hoje concentra nos seus mil metros de extensão 32 lojas de móveis planejados.


A intervenção inclui ainda um novo projeto paisagístico, com o aumento da área do canteiro central, onde serão instalados 66 pontos de iluminação sem fios, além do plantio de 96 ipês roxos. Nesse mesmo canteiro serão construídos cinco quiosques, dois estacionamentos e uma baia para embarque e desembarque de mercadorias.

"Queremos uma cara mais chique para o Gasômetro, mas com a preservação dos traços da arquitetura fabril inglesa do século 19. Hoje muitas pessoas deixam de vir aqui pela dificuldade de acesso e por falta de um lugar para estacionar. Mesmo assim, tem decorador que prefere nossas peças exclusivas às das lojas dos Jardins", afirma Mario Franchini, de 56 anos, dono de uma loja de cadeiras para escritórios.

Segundo a Prefeitura, o plano de revitalização elaborado em 2002 pelo arquiteto Paulo Bastos foi substituído por outro que contempla o aterramento da fiação aérea, como já ocorreu em ruas como a Oscar Freire. "O objetivo é criar no canteiro central pontos de convívio para consumidores e comerciantes", explicou a arquiteta Anna Moraes Barros, da São Paulo Urbanismo, responsável pelo novo plano.

Igreja

O largo da Igreja Bom Jesus do Brás e as duas vias laterais - as Ruas Monsenhor Andrade e Jairo Góes - também terão as calçadas alargadas. Para aumentar as sombras nesse trecho, hoje sem vegetação alguma, está previsto o plantio de 600 metros quadrados de árvores pau-ferro.

"Eu gosto do clima do Brás, de comércio popular. Tenho medo de que transformem a rua numa Oscar Freire. Isso acabaria com seu charme", acredita o arquiteto Luiz Antonio Zambiani, de 43 anos, que frequenta a rua há 20.

A demolição do Edifício São Vito, barrada por enquanto na Justiça, e de outros imóveis antigos desapropriados pela Prefeitura no entorno do Mercado Municipal, na Avenida Mercúrio, também fazem parte do pacote para transformar a Rua do Gasômetro na "ponte" entre os dois principais redutos do comércio popular da capital, o Brás e a Rua 25 de Março. No lugar do São Vito, haverá uma passarela sobre o Rio Tamanduateí, por onde se poderá ir do Brás ao outro lado do centro e vice-versa.

Segundo urbanistas e moradores do Brás, a reforma abre "as portas do centro" para a zona leste. "Os viadutos na região e a falta de uma passarela de pedestres sobre o Rio Tamanduateí isolaram a zona leste do resto da cidade", lamenta Augusto Muccilo, de 62 anos, descendente de italianos nascido no Brás. Morador do bairro, ele assistiu à degradação da região do Parque Dom Pedro II nas últimas quatro décadas, mas tem esperanças de poder ir a pé até os sebos que frequenta no centro. "Acho que o museu trará muita gente para a região, comércio e moradores. Temos de aproveitar e cobrar a reforma."

Rua do Gasômetro - BRÁS/CENTRO

Por anos a iluminação de São Paulo foi à base de azeite de peixe. Em 1847, mudou para gás de hidrogênio líquido e, em 1863, para querosene. Na noite de 31 de março de 1872, diante da família imperial, 55 lampiões foram acesos com uma nova substância - o gás produzido no estabelecimento que deu nome à rua e se tornou conhecidíssimo: o Gasômetro.


Fonte: O ESTADO DE S PAULO/Diego Zanchetta

Câmara de SP aprova primeira fase da lei que aumenta IPTU

Projeto ainda precisa ser aprovado em segunda discussão.
Vereadores querem reduzir alíquotas e eliminar limite.



Painel de votação registra placar da primeira votação sobre a Planta Genérica de Valores, que aumenta o IPTU (Foto: Roney Domingos/ G1)

A Câmara Municipal de São Paulo aprovou em primeira discussão nesta quarta-feira (25) o projeto de lei do prefeito Gilberto Kassab (DEM) que propõe a revisão da planta genérica de valores (PGV). O presidente da Câmara, Antônio Carlos Rodrigues anunciou 17 votos contra e 36 a favor, mas o vereador Domingos Dissei (DEM) pediu retificação de seu voto, computado como contrário ao projeto. O presidente da Câmara consultou registros e manteve o resultado original. "Se o vereador Dissei quiser, ele que recorra. O erro foi dele", afirmou.

A revisão da planta genérica de valores vai elevar em até 40% o valor do Imposto Predial e Territorial Urbano (IPTU) dos imóveis residenciais e em até 60% o valor do imposto dos imóveis comerciais a ser cobrado em 2010.

O texto tem de passar ainda por uma audiência pública e por uma segunda votação. Os vereadores ainda podem propor alterações ao projeto. O PT e o PSDB devem propor textos substitutivos que preveem percentuais de aumento maiores para imóveis de luxo, além de ampliação da isenção ou alíquotas menores para imóveis de baixa renda.

O projeto original foi enviado à Câmara pelo prefeito Gilberto Kassab na terça-feira (17). A Comissão de Constituição e Justiça aprovou a proposta na quarta-feira (25) por 6 votos a 3.

De acordo com a prefeitura, o projeto original prevê que pelo menos um milhão de imóveis deverão ficar isentos. A faixa de isenção passou de R$ 61 mil para R$ 91,5 mil.

Placar

Votaram a favor do projeto os vereadores: Antônio Carlos Carlos Rodrigues, Abou Anni, Adilson Amadeu, Adolfo Quintas, Agnaldo Timóteo, Atílio Francisco, Aurélio Miguel, Carlos Apolinário, Carlos Alberto Bezerra, Claudio Roberto de Souza, Claudio Fonseca, Dalton Silvano, Floriano Pesaro, Gilson Barreto, Antonio Goulart, Jooji Hato, José Olímpio, José Police Neto, Juscelino Gadelha, Mara Gabrilli, Marcelo Aguiar, Marco Aurélio Cunha, Marta Costa, Milton Ferreira, Milton Leite, Gilberto Natalini, Paulo Frange, Penna, Quito Formiga, Ricardo Teixeira, Roberto Tripoli, Sandra Tadeu, Souza Santos, Toninho Paiva, Ushitaro Kamia e Wadih Mutran.


Votaram contra o projeto os vereadores: Alfredinho, Arselino Tatto, Celso Jatene, Chico Macena, Claudio Prado, Domingos Dissei, Antonio Donato, Francisco Chagas, Gabriel Chalita, Ítalo Cardoso, Jamil Murad,João Antonio, José Américo, Zelão, Juliana Cardoso, Netinho de Paula, Senival Moura.

O painel registrou uma abstenção, do vereador Eliseu Gabriel (PSB).

Anotem os nomes dos vereadores traidores do povo que votaram a favor deste aumento abusivo do IPTU

Fonte: G1/ Roney Domingos

Kassab recua e decide manter cinco refeições na merenda

Prefeitura havia anunciado corte nas refeições nesta quinta (17).
Medida entraria em vigor na segunda (22), mas foi anulada.

Leia matéria anterior: Kassab tira comida das bocas das crianças

A Prefeitura de São Paulo anunciou na noite desta quinta-feira (17) que não vai mais reduzir as refeições servidas em creches da capital. A medida entraria em vigor em cerca de 300 estabelecimentos a partir de segunda-feira (22).

"A Prefeitura vai manter a merenda como era antes. Isso foi decidido ao longo do dia, no sentido de não intranquilizar os pais", disse um assessor da Secretaria Municipal de Educação.

De acordo com ele, o prefeito Gilberto Kassab determinou a realização de uma pesquisa mais aprofundada, junto às famílias, antes de decidir mudanças na oferta de merenda em creches.

A decisão anterior, da qual a prefeitura recuou à noite, foi baseada na avaliação técnica de que a oferta de merenda deveria ser reduzida para adequar o número de refeições à carga horária menor, reduzida de 12 para 10 horas.

Recuo

Durante o dia, Kassab chegou a defender a medida. "Não houve corte, o que houve foi uma redução na carga horária das crianças nas escolas. Tecnicamente existe uma exposição de motivos que mostra que as crianças não podem ter uma alimentação superdimensionada. Faz tão mal à saúde comer demais quanto comer de menos", disse Kassab.

O prefeito negou que haja uma crise financeira. "Não há crise financeira na prefeitura. A saúde financeira da prefeitura está adequada para o momento que vivemos, nós tivemos uma redução nas receitas de R$ 5 bilhões. Fizemos alguns ajustes no orçamento que nos permitem inclusive manter a prioridade nas nossas ações quanto à saúde e à educação", afirmou.

As crianças ficam dez horas nas creches da prefeitura e durante esse tempo recebem cinco refeições. A partir de segunda-feira, 292 unidades cortariam uma das refeições. Até o fim do ano, todas as 1,3 mil creches da prefeitura teriam as refeições reduzidas. As crianças que entram às 7h e saem às 17h não teriam o jantar. As que ficam na creche das 8h às 18h perderiam o café da manhã.

"Foi feito estudo. Comer demais é ruim. Não é restrição econômica. É uma adequação de horário. Com essa mudança, elas vão comer a cada duas horas e meia", disse o secretário de educação, Alexandre de Moraes antes da decisão.

Segundo a Secretaria de Educação, a carga horária foi reduzida no começo do ano porque uma pesquisa apontou que a maioria das crianças ficava menos de doze horas nas creches.

Fonte: G1


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