Mostrando postagens com marcador questões sociais. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador questões sociais. Mostrar todas as postagens

Passeata de humoristas reúne cerca de 500 pessoas no Rio

Cerca de 500 pessoas participam da passeata Humor sem Censura, organizada pelo grupo de humoristas "Comédia em Pé", na orla de Copacabana, do Rio de Janeiro, segundo a Guarda Municipal.

A manifestação contra uma norma do TSE (Tribunal Superior Eleitoral) que proíbe a veiculação, por rádio ou TV, de entrevistas ou montagens que "degradem ou ridicularizem" candidatos também conta com a presença de humoristas famosos.

Fábio Porchat, do "Comédia em Pé", Danilo Gentili, do "CQC", e Sabrina Sato, do "Pânico", foram os primeiros a chegar. Marcelo Madureira, do "Casseta e Planeta" também está na caminhada.

Manifestantes fantasiados se uniram aos humoristas e caminham em direção ao Posto 6, no final da Praia de Copacabana.

Porchat disse que o objetivo é mostrar que o veto a referências a candidatos em programas humorísticos "é um prejuízo para a população, não só por fazer as pessoas pararem de rir, mas também por criar uma alienação".

"A censura é uma ameaça à democracia. Veja o exemplo da Venezuela", disse Gentili, referindo-se a decisão de um tribunal do país de proibir a publicação de fotografias que mostrem cenas de violência.

Estão sendo coletadas assinaturas para um abaixo assinado pedindo a revisão da determinação.

Segundo a norma, a emissora que ridicularizar candidatos pode ser multada pela Justiça em até R$ 106.410, valor que dobra em caso de reincidência.

A norma, que consta da lei 9.504/97 e foi regulamentada por resolução do TSE, vale desde 1º de julho até o fim do período eleitoral.

Comentário do Editor do Blog

Nenhuma lei pode estar acima da Constituição. Esta lei é claramente inconstitucional e deve ser enfrentada com uma ação no STF e não com passeatas e apelos.


Fonte: FOLHA/BEATRIZ TAFNER

No índice da desigualdade, Brasil perde status de alto desenvolvimento

IDH-D é o Índice de Desenvolvimento Humano ajustado pela desigualdade. Neste índice, Brasil perde 19% e estaria na faixa de desenvolvimento médio.

O Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD) lançou nesta sexta-feira (23) o IDH-D, que mede o Índice de Desenvolvimento Humano corrigido pela desigualdade. Por esse parâmetro, o Brasil perde 19% no IDH e deixaria de ser considerado um país de alto desenvolvimento humano.

"As estimativas deste relatório mostram que a desigualdade afasta o Brasil do alto desenvolvimento humano em uma magnitude de 19%", explicou Flávio Comim, economista do PNUD no Brasil.

O IDH é uma medida comparativa que engloba três dimensões: riqueza, educação e expectativa de vida ao nascer. É uma maneira padronizada de avaliação e medida do bem-estar de uma população.

O índice varia de zero - nenhum desenvolvimento humano - até 1 - desenvolvimento humano total. Entre 0,5 e 0,8, um país é considerado de desenvolvimento médio. Acima de 0,8, é considerado país de alto desenvolvimento humano. O IDH do Brasil é de 0,813. Porém, no IDH-D, o Brasil tem 0,629. Como o IDH é uma média, o PNUD decidiu criar um novo parâmetro destacando a desigualdade.

De acordo com Flávio Comim, levando-se em conta o IDH-D, o Brasil não apresentaria um alto índice de desenvolvimento humano. “Quando você leva em conta a desigualdade, o Brasil cai 19% no IDH”, explicou o economista. Segundo ele, para diminuir a desigualdade é preciso que os países tenham políticas públicas que promovam educação de qualidade e igualdade de oportunidades.

América Latina

O cálculo do indicador de desigualdade varia de acordo com o autor e as fontes e a base de dados utilizados, mas em geral o Brasil só fica em melhor posição do que o Haiti e a Bolívia na América Latina - o continente mais desigual do planeta, segundo o Pnud.

No mundo, a base de dados do Pnud mostra que o país é o décimo no ranking da desigualdade. Mas os dados levam em conta apenas 126 dos 195 países membros da ONU, e em alguns casos, especialmente na África subsaariana, a comparação é prejudicada por uma defasagem de quase 20 anos de diferença.


"Dez dos quinze países mais desiguais do mundo estão na América Latina e em função disso você tem uma medida de desigualdade 65% superior a medida de desigualdade dos países mais ricos", explicou Comim.

Na América Latina, o IDH diminui em média 19% se corrigido pelo grau de desigualdade (IDH-D)
A Nicaragua, por exemplo, perde 47%. A Bolivia perde 42% e Honduras, 38%. Chile, Argentina e Uruguai apresentaram as menores perdas.

Brasil permanece um dos mais desiguais do mundo, apesar de progresso, diz ONU

Apesar dos progressos sociais registrados no início da década passada, o Brasil continua entre os países mais desiguais do mundo, segundo atesta um relatório do Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (Pnud), que será divulgado nesta sexta-feira (23).

O índice de Gini - medição do grau de desigualdade a partir da renda per capita - para o Brasil ficou em torno de 0,56 por volta de 2006 - quanto mais próximo de um, maior a desigualdade.

Isto apesar de o país ter elevado consideravelmente o seu índice de desenvolvimento humano - de 0,71 em 1990 para 0,81 em 2007 - e ter entrado no grupo dos países com alto índice neste quesito.

Piores indicadores

Na seleção de países mencionada no relatório do Pnud, os piores indicadores pela medição de Gini são Bolívia, Camarões e Madagascar (0,6) e Haiti, África do Sul e Tailândia (0,59). O Equador aparece empatado com o Brasil com um indicador de 0,56.

Colômbia, Jamaica, Paraguai e Honduras se alternam na mesma faixa do Brasil segundo as diferentes medições.

Desigualdade e mobilidade

O relatório foca no problema da desigualdade na América Latina, o continente mais desigual do mundo, segundo o Pnud. Dos 15 países onde a diferença entre ricos e pobres é maior, dez são latino-americanos.

Em média, os índices Gini para a região são 18% mais altos que os da África Subsaariana, 36% mais altos que os dos países do leste asiático e 65% mais altos que os dos países ricos.

Influência dos pais

O documento traça uma relação entre a desigualdade e baixa mobilidade social, caracterizada pelo círculo de aprisionamento social definido pela situação familiar de cada indivíduo.

No Brasil e no Peru, por exemplo, o nível de renda dos pais influencia a faixa de renda dos filhos em 58% e 60%, respectivamente.

No Chile, esse nível de pré-determinação é mais baixo, 52% - semelhante ao da Inglaterra (50%).

Já nos países nórdicos, assim como no Canadá, a influência da situação familiar sobre os indivíduos é de 19%. Alemanha, França e Estados Unidos (32%, 41% e 47%, respectivamente) se incluem a meio do caminho.

No campo educacional, os níveis de educação dos pais influenciam o dos filhos em 55% no Brasil e em 53% na Argentina. No Paraguai essa correlação é de 37%, com Uruguai e Panamá registrando 41%.

A influência da educação dos pais no sucesso educacional dos filhos é pelo menos duas vezes maior na América Latina que nos EUA, onde a correlação é 21%.

"Estudos realizados em países com altos níveis de renda mostram que a mobilidade educacional e o acesso à educação superior foram os elementos mais importantes na determinação da mobilidade socioeconômica entre gerações", afirma o relatório.

Solução para a América Latina

Para o Pnud, a saída para resolver o problema da desigualdade na América Latina passa por melhorar o acesso das populações aos serviços básicos - inclusive o acesso à educação superior de qualidade.

O relatório diz que programas sociais como o Bolsa Família, Bolsa Escola e iniciativas semelhantes na Colômbia, Equador, Honduras, México e Nicarágua representaram "um importante esforço para melhorar a incidência do gasto social" na América Latina, sem que isso tenha significado uma deterioração fiscal das contas públicas.

"No que diz respeito à distribuição (de renda), as políticas orientadas para o combate à pobreza e à proteção da população vulnerável promoveram, na prática, uma incidência mais progressiva do gasto social, que por sua vez resultou em uma melhor distribuição da renda."


Fontes: G1 - BBC

Cientistas fazem carta pró-maconha

Cientistas estão indignados com a prisão do músico Pedro Caetano, da banda Ponto de Equilíbrio

Um grupo de neurocientistas que estão entre os mais renomados do país escreveu uma carta pública para defender a liberalização da maconha não só para uso medicinal, mas para "consumo próprio", informa Eduardo Geraque em reportagem publicada na edição desta quarta-feira da Folha.

A motivação do documento foi a prisão do músico Pedro Caetano, baixista da banda de reggae Ponto de Equilíbrio, que ganhou repercussão na internet. Ele está preso desde o dia 1º sob acusação de tráfico por cultivar dez pés de maconha e oito mudas da planta em casa, em Niterói (RJ). Segundo o advogado do músico, ele planta a erva para consumo próprio.

Os cientistas falam em nome da SBNeC (Sociedade Brasileira de Neurociências e Comportamento), que representa 1.500 pesquisadores. De acordo com os membros da sociedade, existe conhecimento científico suficiente para, pelo menos, a liberalização do uso medicinal da maconha no Brasil.

Veja a íntegra da carta:

"A planta Cannabis sativa, popularmente conhecida como maconha, é utilizada de forma recreativa, religiosa e medicinal há séculos mas só há poucos anos a ciência começou a explicar seus mecanismos de ação.


Na década de 1990, pesquisadores identificaram receptores capazes de responder ao tetrahidrocanabinol (THC), princípio ativo da maconha, na superfície das células do cérebro. Essa descoberta revelou que substâncias muito semelhantes existem naturalmente em nosso organismo, permitiu avaliar em detalhes seus efeitos terapêuticos e abriu perspectivas para o tratamento da obesidade, esclerose múltipla, doença de Parkinson, ansiedade, depressão, dor crônica, alcoolismo, epilepsia, dependência de nicotina etc. A importância dos canabinóides para a sobrevivência de células-tronco foi descrita recentemente pela equipe de um dos signatários, sugerindo sua utilização também em terapia celular.


Em virtude dos avanços da ciência que descrevem os efeitos da maconha no corpo humano e o entendimento de que a política proibicionista é mais deletéria que o consumo da substância, vários países alteraram, ou estão revendo, suas legislações no sentido de liberar o uso medicinal e recreativo da maconha. Em época de desfecho da Copa do Mundo, é oportuno mencionar que os dois países finalistas, Espanha e Holanda, permitem em seus territórios o consumo e cultivo da maconha para uso próprio.


Ainda que sem realizar uma descriminalização franca do uso e do cultivo, como nestes países, o Brasil, através do artigo 28 da lei 11.343 de 2006, veta a prisão pelo cultivo de maconha para consumo pessoal, e impõe apenas sanções de caráter socializante e educativo.


Infelizmente interpretações variadas sobre esta lei ainda existem. Um exemplo disto está no equívoco da prisão do músico Pedro Caetano, integrante da banda carioca Ponto de Equilíbrio. Pedro está há uma semana numa cela comum acusado de tráfico de drogas. O enquadramento incorreto como traficante impede a obtenção de um habeas corpus para que o músico possa responder ao processo em liberdade. A discussão ampla do tema é necessária e urgente para evitar a prisão daqueles usuários que, ao cultivarem a maconha para uso próprio, optam por não mais alimentar o poderio dos traficantes de drogas.


A Sociedade Brasileira de Neurociências e Comportamento (SBNeC) irá contribuir na discussão deste tema ainda desconhecido da população brasileira. Em seu congresso, em setembro próximo, um painel de discussões a respeito da influência da maconha sobre a aprendizagem e memória e também sobre as políticas públicas para os usuários será realizado sob o ponto de vista da neurociência. É preciso rapidamente encontrar um novo ponto de equilíbrio."


Cecília Hedin-Pereira (UFRJ, diretora da SBNeC)
João Menezes (UFRJ)
Stevens Rehen (UFRJ, diretor da SBNeC)
Sidarta Ribeiro (UFRN, diretor da SBNeC) 

Fonte: FOLHA

Governo quer proibir pai de dar palmada

Projeto de lei que será assinado amanhã pelo presidente Lula prevê punição a quem castigar fisicamente crianças e adolescentes.

Pais, professores, cuidadores de menores em geral podem ficar proibidos de beliscar, empurrar ou mesmo dar "palmadas pedagógicas" em menores de idade. Um projeto de lei que proíbe a prática do castigo físico será assinado amanhã pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva, para marcar os 20 anos de vigência do Estatuto da Criança e do Adolescente.

A medida visa garantir o direito de uma criança ou jovem de ser educado sem o uso de castigos corporais ou "tratamento cruel e degradante". Atualmente, a Lei 8.069, que institui o ECA, condena maus-tratos contra a criança e o adolescente, mas não define se os maus-tratos seriam físicos ou morais. Com o projeto, o artigo 18 passa a definir "castigo corporal" como "ação de natureza disciplinar ou punitiva com o uso da força física que resulte em dor ou lesão à criança ou adolescente". Para os infratores, as penas são advertência, encaminhamento a programas de proteção à família e orientação psicológica.

"A definição proposta se aplica não só para o ambiente doméstico, mas também para os demais cuidadores de crianças e adolescentes - na escola, nos abrigos, nas unidades de internação. O projeto busca uma mudança cultural", diz a subsecretária nacional de Promoção dos Direitos da Criança e do Adolescente, Carmen Oliveira. Segundo ela, "1/3 das denúncias no Disque 100 refere-se à violência doméstica, seja na forma de negligência ou de maus tratos".

Para o advogado e coordenador do Movimento Nacional de Direitos Humanos, Ariel Castro Alves, o projeto vai preencher uma lacuna da lei. "Falar em maus-tratos é muito subjetivo." Sugere-se ainda a realização de campanhas educativas anticastigo por Estado, municípios e entidades não-governamentais.

Será necessário o testemunho de terceiros - vizinhos, parentes, funcionários, assistentes sociais - que atestem o castigo corporal e queiram delatar o infrator para o Conselho Tutelar. Vale lembrar que, no caso de lesões corporais graves, o responsável é punido de acordo com o Código Penal, que prevê a pena de 1 a 4 anos de prisão para quem "abusa dos meios de correção ou disciplina", com agravante se a vítima for menor de 14 anos.

Educação. 

Considerando que o texto do ECA prevê até infrações contra o menor praticadas pela internet, a legislação contra castigo corporal vem com um certo atraso. É um atestado, segundo especialistas, do quanto a palmada é considerada uma prática normal entre os pais e educadores. "É preciso ensinar os pais a resolver conflitos de forma não violenta", diz a coordenadora do movimento "Não Bata, Eduque" e uma das articuladoras do projeto, Márcia Oliveira

Fonte: O ESTADO DE S PAULO/Nataly Costa e Rafael Moraes Moura

Congresso promulga emenda que acelera divórcio

Projeto acaba com separação judicial e permite divórcio imediato. Proposta deve facilitar tramitação de processos de guarda de filhos.

O Congresso Nacional promulgou nesta terça-feira (13) uma emenda constitucional que reduz a burocracia e permite acelerar o processo de divórcio. Com a promulgação, a nova regra entra em vigor quando for publicada no "Diário Oficial", o que deve ocorrer nesta quarta (14).

A emenda acaba com a figura da separação judicial. Antes, para se divorciar o casal precisava ter pelo menos um ano de separação judicial – decretada por um juiz – ou dois anos na separação de fato, em que marido e mulher já vivem separados mas são considerados casados perante a Justiça. A partir de agora, o divórcio acontecerá de imediato, assim que o casal decidir.

A proposta deve facilitar a tramitação de processos de guarda de filhos, além de permitir aos divorciados se casar com outras pessoas sem nenhum problema judicial.

O relator da proposta, senador Demóstenes Torres (DEM-GO), argumenta que nenhuma norma legal pode obrigar as pessoas a continuarem casadas. “Não há sentido manter por um tempo pessoas que não querem ficar juntas”, afirmou.

O senador Marcelo Crivella (PRB-RJ) foi um dos poucos que criticou a proposta quando da aprovação. “Vai ser uma coisa de casa e descasa e eu não sei de que maneira isso vai contribuir para a nossa sociedade”, afirmou. Ele chegou a dizer que recorreria da aprovação, mas desistiu. Crivella pretende apresentar agora um projeto de lei para debater o tema.

Emenda da Juventude

Além da emenda sobre o divórcio, o Congresso promulgou também outra mudança na Constituição, que inclui o termo juventude em vários artigos da carta.

O objetivo é permitir a formulação de políticas públicas específicas para a juventude. Entre as mudanças promovidas pela emenda está a inclusão do termo “jovem” na parte em que se dá prioridade à criança e ao adolescente em direitos fundamentais, como à vida, à saúde, à alimentação, entre outros.


Fonte: G1/Eduardo Brescian

País deve reduzir desigualdades regionais para acabar com a miséria em 2016, diz estudo

Pesquisa do Ipea mostra que, entre 1995 e 2008, 12,8 milhões saíram da pobreza absoluta

Até 2016, o Brasil pode superar a miséria e diminuir a taxa nacional de pobreza absoluta (rendimento médio domiciliar per capita de até meio salário mínimo por mês), segundo estudo do Ipea (Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada). O levantamento apresentado nesta terça-feira (13) no Rio de Janeiro alerta que, para atingir esse ideal, o país precisa equilibrar a desigualdade que existe entre os Estados em relação às taxas de redução da pobreza.

Segundo o levantamento baseado em dados da Pnad (Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios), entre 1995 e 2008 saíram da condição de pobreza absoluta 12,8 milhões de pessoas enquanto 12,1 milhões superaram a condição de pobreza extrema (rendimento médio domiciliar per capita de até um quarto de salário mínimo mensal).

O desafio, segundo o Ipea, é fazer com que os Estados apresentem ritmos diferenciados de redução da miséria, justamente por apresentarem níveis diferentes de distribuição de renda e de riqueza.

Entre 1995 e 2008, as taxas de pobreza extrema entre as unidades da federação foram bem desiguais. Em 1995, Maranhão (53,1%), Piauí (46,8%) e Ceará (43,7%) eram os Estados com maior proporção de miseráveis em relação à população. Treze anos depois, Alagoas assumiu o topo do ranking, com a taxa de pobreza extrema de 32,3%. Na outra ponta da lista, Santa Catariana (2,8%), São Paulo (4,6%) e Paraná (5,7%) apresentaram os melhores resultados.

Em relação à pobreza absoluta, entre os Estados que tiveram os melhores resultado nesse período estão Santa Catarina, que reduziu a taxa em 61% no período de 13 anos, Paraná (52,2%) e Goiás (47,3%). Já o Amapá (12%), o Distrito Federal (18,2%) e Alagoas (18,3%) tiveram as menores taxas de redução do universo de pessoas nessas condições.


Fontes: R7- Agência Brasil

Amiga de mulher que filmou briga diz, em nota, que está triste e abalada

Afirmação foi divulgada por advogados ao Fantástico. Advogada descobriu traição do marido com a melhor amiga em SP.


Cenas de mulheres brigando são sempre "campeãs" de audiência nas novelas. Mas uma dessas brigas aconteceu de verdade e se transformou em um sucesso de público na internet. Em pouco tempo estava em todos os sites, jornais. Virou assunto no país inteiro.

Quem botou o vídeo na internet foi a advogada Vivian Almeida de Oliveira, de 34 anos, que na gravação aparece indo para cima de sua grande amiga e madrinha de seu filho. Mas por que elas brigam? Por causa do marido de Vivian. Ela descobriu que a amiga era amante de seu marido havia cinco anos!

Vivian fez questão de tornar pública a traição. “Há uma hipocrisia nesse sentido, de que isso pertence à família, um assunto que deva ser guardado em segredo. Por isso, as pessoas se aproveitam, porque nunca ninguém tem coragem de divulgar”, afirmou.

A reportagem do Fantástico foi ouvir outras mulheres sobre o assunto. Uma delas pensa diferente. Não quer nem mostrar o rosto para falar do assunto. “Eu tinha uma melhor amiga. Aí, a gente resolveu fazer uma festinha. Eu fui para o banheiro. E quando eu voltei, eles estavam se agarrando no sofá. E eu não sabia se eu me sentia mais traída por ele ou por ela”, contou. “Eu acabei indo para cima dela. Ele tentou me segurar, eu acabei batendo nele também”, completou.

Afinal, qual a melhor maneira de reagir diante de uma traição? “Acho que cada um tem que descobrir qual é sua melhor maneira ,mas tem um princípio que pode ser seguido por todos, que é ir atrás da verdade. Tem que conversar”, explicou a psicóloga..... “Os homens , eles sempre negam.”

Vivian e o marido dela são padrinhos de casamento da amiga e do marido. Os dois casais eram inseparáveis. Moram no mesmo condomínio, os filhos são amigos, e viajavam sempre juntos. Em uma foto, o marido de Vivian aparece no meio das duas em uma festa à fantasia.

Vivian diz que as desconfianças começaram depois que flagrou o marido conversando com a amiga pela internet. “Tentei ver o assunto, pedi para ele continuar a conversa. Ele acabou surtando, ficou muito desesperado. Pedindo para eu sair da sala e não querendo falar sobre o assunto. Eu queria realmente ter certeza do que estava ocorrendo”, revelou.

Vivian descobriu a senha do e-mail do marido. “Eu encontrei o e-mail aberto, aí coloquei na configuração sobre a conta e troquei a senha. A partir do meu computador, eu fui e abri todos os e-mails e comecei a olhar. O que mais me surpreendeu foi o tempo. Todo dia 16 (de cada mês), eles se parabenizavam. Era o dia do início do namoro que era como eles chamavam”, contou.

Quando você gravou o vídeo com ela, você já pensava em colocar na internet? “Não. Minha intenção era numa festa colocar num telão e mostrar para toda nossa família. O problema é que eu não tinha sangue frio para esperar essa data.“

Em seguida, Vivian diz que não se arrependeu de ter gravado a conversa com a amiga. “Vou dizer a verdade, me arrepender, não me arrependo. O material da internet, sim”, ressaltou, sobre ter tornado pública a traição do marido.

Vivian conta que, num primeiro momento, colocou o vídeo em uma página da internet à qual só seus amigos têm acesso. Mas alguém teria capturado a gravação e espalhado pela rede. “Quando foi colocado na internet para que todo mundo ficasse sabendo, não foi uma atitude minha. Minha intenção não era essa”, completou a advogada.

A reportagem do Fantástico conversou com a amiga e o marido dela por telefone, mas eles não quiseram gravar entrevista. No entanto, responderam algumas perguntas através de seus advogados, divulgando uma nota, na qual dizem que estão muito tristes e abalados, e que ainda não tomaram nenhuma decisão quanto ao futuro. Dizem ainda que Juliana foi vítima de uma armação, com gravação clandestina, agressões verbal e física, injúria e difamação, inclusive uso e veiculação indevido de sua imagem.

Vivian, que é advogada, contra-argumenta: “Eu também tenho direito a reparações, porque também sofri danos morais, eu também fui motivo de humilhação, de chacota. Na internet, as pessoas fizeram muita piada em cima disso”, disse

“Acho que foi a pior coisa que eu fiz na minha vida”, finalizou o marido de Vivian.

O vídeo polêmico


Fontes: G1 - TV Globo - YOUTUBE

Mitos e preconceitos

Lia Maria dos Santos é economista e artista plástica. Atualmente, está desempregada mas diz que participa de várias entrevistas

Mudar a trajetória dos negros no mercado de trabalho levará ainda muito tempo. Os 122 que separam o País do tempo em que eles eram escravos ainda não foram suficientes para colocá-los próximos da população branca no mercado de trabalho. Os dados mais recentes que traçam esse cenário são de 2008.

Naquele ano, diferentes pesquisas mostraram que o negro ainda ocupa menos cargos de chefia e mais vagas para trabalhos menos qualificados. De acordo com o Instituto Ethos e o Ibope, apenas 3,5% dos trabalhadores afrodescendentes eram chefes nas maiores empresas brasileiras.

O Perfil Social, Racial e de Gênero das 500 Maiores Empresas do Brasil e suas Ações Afirmativas, feito há dois anos, revelou que os brancos ocupavam 94% dos postos executivos. A pesquisa trouxe uma série histórica, já que também havia sido aplicada em 2003 e 2005, cujo resultado demonstra pouca evolução na participação dos negros nas vagas de chefia: de 1,8% na primeira edição para 3,5% em 2007.

Nas conclusões do estudo, os pesquisadores evidenciam um “desequilíbrio” entre a representatividade dos afrodescendentes na população (49,5%) e nos quadros de funcionários dessas grandes empresas (25,1%). “Há uma inequívoca sub-representação dos negros nas grandes empresas brasileiras. Como no caso das mulheres, observa-se um afunilamento hierárquico: quanto mais alto o cargo, menor a participação de negros”, escrevem os autores na publicação.

Lia dos Santos, economista e artista plástica: "Para a gente romper barreiras, precisa enfrentar mitos e preconceitos."/ Foto: Marcos Brandão/OBrittoNews

Lia Maria dos Santos, 30 anos, enfrentou inúmeros preconceitos, mesmo sendo filha de funcionários públicos do Itamaraty. “Dá o estalo que o racismo existe quando se percebe a discriminação no jeito que te olham na loja ou no shopping sem motivo nenhum”, diz. Lia morou na África quando era criança. E em Cuba na adolescência.

Artista plástica formada pela UnB, Lia também estudou economia, está fazendo mestrado em políticas publicas na área de educação para mulheres negras, fala vários idiomas e já atuou como consultora. No momento, está desempregada. Já participou de diversas entrevistas de emprego desde que voltou de um programa da Organização das Nações Unidas em Genebra, Suíça.

“Cheguei ao Brasil e fui trabalhar em telemarketing ganhando R$ 1,5 mil. Fiquei uma semana e saí. Não dá”, lamenta. Lia dá palestras em escolas e organizações para tentar quebrar as barreiras do preconceito e mostrar que as diferenças existem. “Para a gente romper barreiras, precisa enfrentar mitos e preconceitos.”

Racismo

Danielle Valverde, especialista de educação do Fundo de Desenvolvimento das Nações Unidas para a Mulher (Unifem) Brasil e Cone Sul, afirma que o racismo estrutura as relações sociais no Brasil. “Isso persiste para além da escravidão. Quando pegamos os dados estatísticos, encontramos desigualdades em educação, situação econômica, saúde. No mercado de trabalho, os negros têm ocupações de menor prestígio e recebem os menores salários.”

Estudo divulgado em 2008 pelo Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese) aponta que, nos últimos quatro anos, houve um crescimento muito pequeno na quantidade de negros em postos de direção e gerência. Em 2004, o índice era de 5,7%. Em 2008, foi para 6%.

Em Salvador, onde a população negra é majoritária (85% da população economicamente ativa), os brancos ocupam três vezes mais postos de comando que os negros. A maioria dos trabalhadores negros está em funções que não exigem qualificação profissional.

Para a especialista do Unifem, é preciso conjugar diferentes ações para mudar a realidade: punir os crimes de racismo e adotar políticas universais. “As ações afirmativas são indicadas por diferentes países como solução para dar oportunidades de acesso à educação, à saúde e ao trabalho para populações historicamente discriminadas. Se fossem de fato políticas de estado, essa desigualdade diminuiria”, afirma Danielle.

Fonte: IG/Priscilla Borges

Mais de 1 bilhão de pessoas passam fome no mundo

De acordo com a FAO, uma em cada seis pessoas não tem o que comer

Mais de um bilhão de pessoas sofrem com a fome no mundo, em consequência da crise econômica. Outro fator é o aumento dos preços dos alimentos nos últimos três anos. A afirmação foi feita nesta quinta-feira (29) pelo diretor-geral da Organização das Nações Unidas para a Agricultura e a Alimentação (FAO), Jacques Diouf, que qualificou a situação de "muito difícil".


- Vivemos uma situação muito difícil, já que o número de pessoas que passam fome aumentou em 105 milhões em 2009 (em comparação com 2008) para chegarmos a mais de um bilhão.

De acordo com a FAO, no mundo há 1,017 bilhão de famintos, dos quais 642 milhões são da Ásia e do Pacífico, 265 milhões da África, 42 milhões da América Latina e Caribe e 15 milhões dos países desenvolvidos.

Este número mostra que uma em cada seis pessoas não tem o que comer no mundo.



Fontes: R7 - AFP

Trabalhadores ameaçam explodir usina na França

A usina emprega 92 pessoas. O fechamento foi anunciado há um ano.


Funcionários da Sodimatex atearam fogo em carros em protesto contra fechamento da fábrica em região perto de Paris/Regis Duvignau/Reuters

Trinta funcionários de uma usina de equipamentos automotivos que fechará as portas ameaçam explodir o local nesta sexta-feira, incendiando um tanque de gás. O objetivo é conseguir indenizações maiores. A usina fica a 70 quilômetros de Paris, capital da França.

Depois de terem ameaçado promover uma explosão nesta quinta-feira à noite, os trabalhadores da empresa Sodimatex aumentaram a pressão nesta sexta-feira ao colocar coquetéis molotov em torno da cisterna, que tem de quatro a cinco metros de comprimento.

Quase cem policiais e bombeiros foram deslocados para a região da usina em Crépy-em-Valois.

Segundo os funcionários, o tanque, cujo gás serve para fazer os monta-cargas funcionarem, está quase cheio. 'Se explodir, não vai voar somente a usina. Será uma pena se quiserem chegar a esse ponto', afirmou um dos trabalhadores.

A usina emprega 92 pessoas. O fechamento foi anunciado há um ano. Desde então, as negociações entre a direção da empresa e os funcionários sobre as condições das demissões fracassaram.

Fontes: FOLHA - AFP

Reunião com governo termina sem acordo e professores de SP seguem em greve

Manifestantes e policiais entraram em confronto na frente do Palácio dos Bandeirantes



A reunião entre representantes do governo do Estado de São Paulo e dos sindicatos de professores terminou sem acordo, por volta das 18h30. Em nota oficial, o governo diz que só aceita negociar sobre questão salarial após o fim da greve.

Os grevistas pedem reajuste salarial de 34%. Outras reivindicações dos manifestantes - de que programas de bônus fossem reformulados, por exemplo - também não foram atendidas. A Secretaria da Educação chamou o protesto de violento:

- Nesta semana, [os professores] fizeram baderna até mesmo dentro de um hospital. A pasta lamenta a truculência e a violência dos sindicalistas.

Onze representantes de sindicatos dos educadores - Apeoesp, CPP (Centro do Professorado Paulista) e Udemo (sindicato dos diretores do Estado de São Paulo) - se reuniram com o secretário-adjunto da Educação, Guilherme Bueno Camargo, e o secretário-adjunto da Casa Civil, Humberto Rodrigues.

Duas professoras ouvidas pela reportagem do R7 afirmam que o colégio onde lecionam, na região do Jaraguá (zona oeste), está totalmente em greve. Apenas dois professores por turno vão à escola assinar a folha de ponto.

Uma delas, Marcelina Araújo, reclama da contabilidade do governo do Estado das escolas que estão paralisadas:

- Todo dia a diretoria de ensino liga para saber quantos professores estão dando aulas. Como dois estão presentes, a escola não entra na contabilidade da greve. Isso acontece em muitos colégios, por isso a contagem da Secretaria da Educação dá apenas 1% de adesão.

O governador José Serra está em um evento no interior de São Paulo, segundo a assessoria de imprensa do Palácio. O secretário da Educação, Paulo Renato Souza, também não foi encontrado.

Pelo menos dez mil professores participam da manifestação, segundo a Apeoesp. O comando da polícia estima 5.000 pessoas na passeata.

Violência

Professores da rede pública estadual, que realizam protesto próximo ao Palácio dos Bandeirantes, entraram em confronto com a Polícia Militar no início da noite desta sexta-feira (26). A manifestação foi contida com balas de borracha e bomba de efeito moral. Ninguém foi preso.

Apesar do confronto com a Polícia Militar, ninguém foi preso/Rodrigo Coca/AE

Um grupo que fazia parte da manifestação chegou a jogar pedras contra a polícia, que revidou com gás lacrimogêneo. Houve correria entre os docentes.

A concentração dos professores começou em frente ao Estádio do Morumbi, na zona sul de São Paulo, e seguiu para frente do Palácio dos Bandeirantes, onde há forte aparato policial.

Pelo menos outro tumulto foi presenciado pelo R7, pouco antes de os docentes saírem em passeata rumo à sede do governo do Estado.

Professores ligados a grupos radicais tentaram forçar a entrada no carro de som da Apeoesp (sindicato dos professores do Estado de São Paulo), e foram contidos por seguranças.

Houve empurra-empurra e o funcionário de uma emissora de televisão foi agredido. Manifestantes trocaram socos e foram separados por outros docentes.

Fontes: R7 - REDE RECORD

ONU aponta quatro capitais brasileiras entre as mais desiguais do mundo

Goiânia, Fortaleza, Belo Horizonte e Brasília perdem só para três cidades da África do Sul

Goiânia, Fortaleza, Belo Horizonte e Brasília estão entre as cidades mais desiguais do mundo, segundo relatório divulgado nesta sexta-feira (19) pela ONU (Organização das Nações Unidas). As quatro cidades brasileiras ficam atrás apenas de Buffalo City, Joannesburgo e Ekurhuleni, todas na África do Sul.

Segundo o relatório, as cidades brasileiras apresentam um índice de desigualdade superior a 0.60. Esse índice, chamado Gini, vai de 0 a 1, sendo que 0 significa igualdade maior. Já as cidades da África do Sul têm um índice de 0.71. Outros destaques negativos são Bogotá, Barranquila e Cali, na Colômbia; Lagos, na Nigéria; Chiangmai e Udonthani, na Tailândia.

Entretanto, o estudo também mostra que as cidades brasileiras citadas têm um índice de água tratada e saneamento básico muito melhores que as cidades africanas.

A pesquisa mostra que a sensação de que os ricos estão ficando mais ricos é grande. Segundo a ONU, 59% dos latino-americanos, 69% dos asiáticos e 71% dos africanos, acham que as reformas urbanas servem aos interesses dos mais ricos.

Outro ponto a favor do Brasil é o fato de um grande número de cidades contribui para o PIB [produção de riquezas] do país, diferentemente do que acontece em lugares como a Coreia do Sul, Hungria e Bélgica. Já nos países emergentes, o estudo mostra que, em 2004, as cinco maiores cidades da Índia e da China respondiam por 15% do PIB dos países.

Fonte: R7

Professores ignoram recomendação da CET e bloqueiam Paulista em protesto

Dois sentidos da via foram bloqueados às 15h30. Eles decidem em assembleia rumos da greve iniciada na segunda.

Professores fecham a Avenida Paulista durante manifestação (Foto: Reprodução/TV Globo)

Professores e funcionários da rede estadual de ensino de São Paulo interditaram na tarde desta sexta-feira (12) os dois sentidos da Avenida Paulista para decidir, em assembleia, os rumos da greve da categoria iniciada na segunda (8).

A Companhia de Engenharia de Tráfego (CET) havia recomendado aos professores a mudança do horário e do local previstos para a manifestação. A CET chegou, inclusive, a oficiar a Promotoria de Justiça de Habitação e Urbanismo para garantir o cumprimento de uma decisão judicial "que coíbe o sindicato solicitante de promover passeatas em vias de circulação de São Paulo, por onde trafeguem veículos automotores".

A Polícia Militar, no entanto, apenas monitorava o protesto, tido como pacífico. Às 15h30, no entanto, com toda a Avenida Paulista bloqueada, o trânsito já começava a se complicar na via e nas ruas de acesso.

Segundo a CET, havia 1 km de congestionamento na Paulista sentido Paraíso, da Rua da Consolação até a Alameda Casa Branca, e 1,5 km no sentido Consolação, da Praça Osvaldo Cruz até o Masp.

De acordo com o Sindicato dos Professores do Ensino Oficial de São Paulo (Apeoesp), a adesão à paralisação chegou a 80%. No entanto, nota da Secretaria de Educação do Estado mantém a informação de que menos de 1% aderiu ao movimento. O balanço da secretaria permanece inalterado desde o primeiro dia da greve.



Os professores reivindicam reajuste salarial de 34,3% e afirmam que estão com os salários congelados há cinco anos. Eles se opõem à incorporação da gratificação em três parcelas anuais.


Polícia faz barreira para conter manifestantes. (Foto: Reprodução/TV Globo)

De acordo o governo do estado, a folha de pagamentos da Secretaria de Educação cresceu 33% entre 2005 e 2009, passsando de R$ 7,8 bilhões para R$ 10,4 bilhões.

Em relação às gratificações, segundo a secretaria, são feitas na medida das disponibilidades orçamentárias.

Professores ignoram recomendação da CET e bloqueiam Avenida Paulista para realizar assembleia. (Foto: Paulo Toledo Piza/G1)

Fontes: G1- TV Globo

Prefeitura de São Paulo corta merenda de crianças carentes

Desde o dia 1º de janeiro, a gestão Gilberto Kassab (DEM) não entrega merenda nas entidades que atendem crianças ou adolescentes órfãos ou em situação de risco.

Em vez da compra mensal --com alimentos não perecíveis, como arroz e feijão-- e uma ou duas feiras por semana, a prefeitura repassa R$ 2.289 por mês às entidades, que atendem em média 20 jovens.

Com a verba, cada criança tem R$ 3,80 por dia para fazer cinco refeições. A mudança, segundo as entidades e o Ministério Público, foi imposta pela Secretaria da Assistência Social, responsável pelos convênios.

"As crianças fazem cinco refeições por dia, fora os lanches. Apenas em janeiro, gastamos R$ 5.900 com os mesmos itens [que eram repassados]", diz Maria Tereza da Silva, 49, coordenadora do abrigo Madre Mazzarelo (zona norte).

O corte feito pela gestão Kassab acontece em um momento de alta na arrecadação municipal. Ao contrário do previsto, a receita cresceu 3,5% em 2009.

Na zona leste, a Casa Bakhita atende 25 crianças de zero a seis anos. O gasto no mês passado foi de R$ 4.707. "Se não fossem as doações, teria faltado comida", afirma a secretária Darcy Finzeto, 66.

Segundo estimativa das entidades, os gastos de fevereiro com alimentação devem ser maiores, já que os estoques, no mês passado, ainda continham sobras de dezembro.

A Promotoria de Justiça de Defesa dos Interesses da Infância e Juventude da capital instaurou inquérito civil para apurar os motivos da mudança.

A promotora Dora Martin Strilicherk pediu à prefeitura um estudo que justifique a verba. "Esse dinheiro não dá para comprar nem um coxinha e um suco. As crianças e adolescentes que vivem em abrigos já estão vitimizados. Agora, correm o risco de passar fome", afirma.

A gestão Gilberto Kassab já tentou cortar a quantidade de alimento oferecida em creches municipais. Em setembro de 2009, a Secretaria Municipal da Educação pediu aos pais de alunos que escolhessem qual refeição sairia do cardápio: o café da manhã ou o jantar. Kassab chegou a dizer que as crianças comiam demais. Depois, voltou atrás.

Outro lado

A Secretaria da Assistência Social informou que vai rever o valor do repasse destinado à alimentação dos menores em abrigos conveniados.

Segundo nota, já está em andamento um estudo para readequação da verba. "Tal estudo terá como base uma ampla pesquisa de mercado que culminará na atualização do valor da despesa, com efeito retroativo a 1º de janeiro", afirma a nota.

A prefeitura, porém, não estipulou um prazo para a finalização do estudo e possível correção dos valores de alimentação.

De acordo com a pasta, a entrega da merenda nos abrigos conveniados era feita pela Secretaria Municipal da Educação até dezembro do ano passado. "Em 2010, essa atribuição passou à Secretaria Municipal de Assistência Social. Não houve corte no orçamento."

Fonte: FOLHA / ADRIANA FERRAZ

Bill Gates promete R$ 18,5 bilhões em vacinas para os países pobres

Executivo se desligou do cotidiano da Microsoft para fazer filantropia


Bill Gates disse em Davos que "esta tem de ser a década das vacinas" e anunciou ajuda para pesquisas na área/Gety Imagem

O fundador da Microsoft, Bill Gates, prometeu nesta sexta-feira (29), em Davos (Suíça), que sua fundação doará US$ 10 bilhões (cerca de R$ 18,5 bilhões) em dez anos para colaborar com a pesquisa, o desenvolvimento e a distribuição de vacinas nos países mais pobres do planeta.

Em um comunicado durante o Fórum Econômico Mundial, que acontece na cidade, Gates disse que "esta tem de ser a década das vacinas".

– A vacinação já salvou e melhorou milhões de vidas nos países em desenvolvimento e a inovação permitirá salvar mais vidas de crianças do que nunca.

Em junho de 2008, Gates deixou o dia a dia da Microsoft para se dedicar a trabalhos filantrópicos na Fundação Bill e Melinda Gates.

Fontes: R7 - AFP

População idosa do Brasil é de 21 milhões de pessoas, diz IBGE

Segundo estudo, entre 1998 e 2008, a proporção de idosos (60 anos ou mais) aumentou de 8,8% para 11,1%


RIO - Em 2008, o Brasil tinha 21 milhões de pessoas com 60 anos ou mais, superando a população idosa de vários países europeus, como a França, a Inglaterra e a Itália, segundo a Síntese de Indicadores Sociais divulgada nesta sexta-feira, 9, pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Ainda em 2008, havia 9,4 milhões de pessoas com 70 anos ou mais no País, 4,9% da população total.

Metade das famílias tem renda inferior a R$ 415, aponta IBGE

Porcentual de famílias brasileiras com rendimento per capita de até meio salário mínimo recua a 22,6%


RIO - Metade das famílias brasileiras vivia com rendimento per capita inferior a R$ 415 em 2008, segundo revela a Síntese de Indicadores Sociais divulgada nesta sexta-feira, 9, pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). De acordo com a pesquisa, o porcentual de famílias brasileiras que tem rendimento familiar per capita de até meio salário mínimo chegou a 22,6% em 2008 mas, apesar do patamar elevado, recuou em relação aos 32,4% apurados há dez anos.

LinkWithin

Related Posts with Thumbnails