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Marinha busca sargento arrastado por onda no ES

Sargento continua desaparecido

O Comando do 1º Distrito Naval, no Rio, informou que por volta das 13h10 de sábado (17), quatro militares realizavam uma trilha na praia do Príncipe, região sul do Posto Oceanográfico da Ilha da Trindade, a 1.167 Km da costa do Espírito Santo.

Quando passavam por cima de uma pedra, o segundo sargento João Domingos da Silva Filho foi atingido por uma onda e arrastado para o mar. Em seguida, uma segunda onda empurrou-o em direção às pedras.

Segundo a Marinha, Domingos foi avistado boiando nas proximidades da praia, mas desapareceu em seguida. Um bote realizou buscas na região até o anoitecer, mas não encontrou o sargento.

Uma embarcação pesqueira que navegava pelas proximidades da ilha foi acionada e retomará as buscas na segunda-feira.

Foi instaurado um Inquérito Policial Militar para apurar as circunstâncias do acidente.

A família de Domingos foi informada ontem e está recebendo assistência de uma equipe do Comando do 1º Distrito Naval.


Fonte: FOLHA

Naufrágio ameaça Grande Barreira de Coral na Austrália

O navio chinês Shen Neng 1 encalhou na noite de sábado em Douglas Shoals, uma área de mar raso

Um navio carregado de carvão que se desviou das rotas comerciais e encalhou em águas de uma área ambiental protegida está vazando óleo na Grande Barreira de Coral da Austrália, e há o perigo de que o casco se parta, informam autoridades.

O navio chinês Shen Neng 1 encalhou na noite de sábado em Douglas Shoals, uma área de mar raso e águas límpidas, muito buscada para a pesca recreativa, a leste da área turística da Ilha Grande Keppel. Douglas Shoals fica ao largo da costa de Queensland, no parque Marinho da Grande Barreira, e está numa parte protegida do coral, onde a navegação é restringida por lei.

O navio chinês, preso à Grande Barreira de Coral, pode despedaçar-se. Maritime Safety Queensland

Autoridades temem que o vazamento de óleo danifique o maior recife de coral do mundo.

O navio atingiu o recife à toda velocidade, 15 km fora da rota de navegação comercial, disse a primeira-ministra do Estado, Anna Bligh.

Um barco da polícia está de prontidão para remover os 23 tripulantes, no caso de a embarcação se romper e precisar ser esvaziada. manchas de óleo foram avistadas perto do navio, mas as autoridades de Queensland dizem que não houve ainda perda significativa nas 950 toneladas de óleo embarcadas.

"Estamos muito preocupados com futuros derramamento de óleo desse navio", disse Bligh.

O gerente-geral do serviço de Segurança Marítima de Queensland, Patrick Quirk, disse que a embarcação está seriamente danificada. "Ela corre o risco de realmente se quebrar em vários pontos da estrutura e despedaçar-se", acrescentou.

Ambientalistas manifestaram ultraje com o fato de cargueiros poderem navegar pelas imediações da Grande barreira sem a exigência de ter a bordo um piloto familiar com a região. "O governo estadual ficou cego com os royalties, e sua miopia entrará para a história pela morte do recife", disse a porta-voz do partido político Queensland Greens, Larissa Waters.

Fonte: O ESTADO

Ocupantes de navio que afundou no Rio esperaram 40 horas por socorro no mar

Os 64 ocupantes do navio veleiro canadense "Concórdia" passaram cerca de 40 horas em alto-mar.

O barco naufragou na tarde da última quarta-feira (17) a cerca de 500 km do litoral do Rio de Janeiro.

Os tripulantes ficaram dentro de balsas salva-vidas, à espera de socorro, sob frio intenso e ondas altas, de acordo com cinco estudantes do Canadá que estavam a bordo da embarcação, que saiu no último dia 8 de Recife.

Treze pessoas do navio foram resgatadas e desembarcaram na base naval da Ilha de Mocanguê, em Niterói, por volta das 10h55 deste sábado (20) em uma fragata. O restante do grupo deverá chegar no mesmo local ainda nesta tarde, em dois navios mercantes.

O "Concórdia" trazia estudantes da instituição de ensino canadense West Island College International, que promove as aulas com os jovens embarcados.

Entre os alunos havia canadenses, alemães, norte-americanos, australianos, chineses, poloneses e mexicanos. O barco tinha previsão de desembarcar no próximo dia 23, em Montevidéu, no Uruguai.

(Foto: College Class Afloat / Reprodução)

Lauren Unsworth, de 16 anos, estava no navio e disse que os jovens receberam treino para lidar com situações de risco:

- Tivemos o maior sentimento do mundo quando vimos um avião sobrevoando o local. Tínhamos treinamento para perigo em alto-mar, e nosso instinto de sobrevivência fez com que nós nos salvássemos.

Aula de biologia

A jovem afirmou que, quando houve o naufrágio, os estudantes assistiam a uma aula de biologia. Nesse momento eles perceberam que o navio estava virando, e a tripulação já ocupava a área externa da embarcação.


- O navio ficou de lado e as janelas quebraram. Tivemos que escalar uma parede, vestir os coletes de salva-vidas e entrar nas balsas. Mas foi difícil, porque uma das balsas estava presa e não queria se soltar. Quando conseguimos entrar no barco, estava muito frio, havia ondas altas e chovia forte.

Keaton Jane Farwell, 17, que é canadense mas mora na Holanda, afirmou ter temido pelo pior:

- O sinalizador de socorro não funcionava e estávamos perdidos no mar. Choramos de alegria quando vimos os aviões sobrevoando o local . É muito difícil descrever a emoção.

Ela disse que, após a chegada dos aviões, um navio mercante vindo do Japão, com tripulação das Filipinas, resgatou o grupo. A estudante agradeceu o apoio:

- Eles foram muito gentis. Emprestaram roupas para a gente e lavaram a nossa.

Outra garota no navio, Olivia Aftergood, de 16 anos, lembrou sobre o período em que passou dentro das balsas:

- Tínhamos comida e água. Mas não podíamos consumir tudo de uma vez porque não sabíamos quanto tempo ficaríamos no mar. Lembro-me que duas pessoas ficavam acordadas o tempo todo para retirar água das balsas e perceber a aproximação de equipes de resgate.

Sem abandonar o mar

Katharine Irwin, também estudante e da mesma idade, contou que, apesar da situação difícil em que passaram, não pretende abandonar a vida no mar.

- Já temos muitas experiências. Fizemos relações aqui muito fortes e não vai ter problema para voltar ao mar.

Segundo informações da Embaixada do Canadá, os canadenses que estavam no navio deverão embarcar na noite deste domingo (21) para o seu país.

Funcionários do Consulado no Rio e da PF (Polícia Federal) estão tratando da documentação dos jovens, que foi perdida durante o naufrágio.



Fontes: R7 - TV Record

"É um milagre", diz mãe de sobrevivente de veleiro que afundou na costa brasileira

Ex-alunos lamentam naufrágio de veleiro

Foto de veleiro canadense que naufragou na costa do Rio; 64 pessoas foram resgatadas

Matéria anteror sobre o tema


A mãe de um dos estudantes resgatados após o naufrágio de um navio canadense na costa brasileira, ocorrido na noite de quinta (18), disse ser um "milagre" o fato de todos os 64 ocupantes da embarcação terem sido resgatados com vida. Em entrevista ao jornal local "The Globe and Mail", Christie Johnson, mãe de David Saabas, afirmou que a escola West Island College International, proprietária da embarcação, sempre assegurou que os alunos soubessem como agir em situações de emergência.

"É um milagre, mas eu acho que é porque eles [os alunos] foram cuidadosos", disse Christie, nesta sexta.

De acordo com a Marinha, o chamado de resgate feito pelo navio veleiro Concordia foi recebido por volta das 17h de quinta. Os ocupantes da embarcação estavam em quatro balsas salva-vidas a cerca de 300 milhas (cerca de 550 km) do litoral do Rio. A primeira balsa foi localizada pela Força Aérea Brasileira por volta das 20h de ontem.

O pai de David embarcou hoje para o Brasil, onde deve reencontrar com o filho. Segundo a Marinha, a previsão é que os ocupantes --que estão em dois navios mercantes-- desembarquem entre as 10h e as 12h de sábado (20) à Base Naval do Rio, na ilha do Mocanguê.

Ao jornal canadense "Ottawa Citizen" a diretora da escola, Kate Knight, afirmou que o veleiro sofreu "problemas catastróficos", que motivaram o abandono da embarcação, e disse ter ficado chocada com a notícia. A instituição, porém, afirmou desconhecer o que teria causado os problema.

"Nossa primeira preocupação foi com a segurança de todos da nossa equipe e de nossos estudantes. Obviamente é uma informação chocante de ser recebida," afirmou.

O Canadá agradeceu ao Brasil pelo resgate de 64 estudantes e membros da tripulação do veleiro, e elogiou os trabalhos de resgate feitos pelas autoridades brasileiras.

"A tripulação e todos os passageiros se encontram sãos e salvos. É uma boa notícia", disse o ministro canadense das Relações Exteriores, Lawrence Cannon, em um comunicado.

"Agradeço as autoridades brasileiras que realizaram essa operação de resgate e agiram rapidamente para prestar assistência ao veleiro e a seus passageiros", concluiu.

As buscas contaram com embarcações da Marinha, navios mercantes e uma aeronave Hercules, da Força Aérea Brasileira.

Ex-alunos lamentam naufrágio de veleiro canadense em comunidade na internet

Ex-alunos do veleiro canadense que afundou na quinta-feira (18) a aproximadamente 550 km da costa brasileira lamentam a notícia do naufrágio em comunidade do site de relacionamento Facebook. A comunidade é destinada a "todos que tiveram a sorte de zarpar para o mar aberto com o SV Concordia" e reúne 548 membros.

A embarcação pertence a uma escola canadense, a West Island College International. Os 64 ocupantes foram resgatados e passam bem.

"Eu nem posso imaginar o que deve ter sido implementar exercícios de segurança reais e ficar sentado por horas em uma balsa salva-vidas, sem saber o que ia acontecer! O fato de o Concordia estar no fundo do mar me entristece e e só posso pensar em todas as lembranças, imagens, a vida a bordo (...) O Concordia vai navegar nas nossas memórias para sempre", escreveu Sarah Kim.

Wojtek Wacowski, que afirma ter sido imediato do veleiro entre 1995 e 2001, pediu aos ex-alunos que descrevessem o que a experiência na embarcação significava para eles. "Confie em mim --sua mensagem será útil. Sugiro que você tente relembrar todos os treinamentos e como você se preparava para emergências (...) Será um importante registro da cultura de segurança a bordo do SV Concordia."

Muitas pessoas identificadas como ex-alunos atenderam ao pedido, lamentando o naufrágio e relembrando as viagens que fizeram no veleiro.

"De coração partido. Ele me mostrou o mundo. Estou muito feliz que todos estejam bem", escreveu Melissa Pundsack.

"Uma rádio vai me entrevistar sobre a vida a bordo do Concordia. Oh, por onde começar? Ainda estou em choque. Não posso acreditar que ele se foi!", escreveu Lisa Cook-McGowan.

"Estou completamente devastado. Ele era um grande navio, e o ano em que o chamei de casa foi sem dúvida o mais memorável da minha vida. Estou tão feliz por saber que todos estão sãos e salvos. Sua falta será sentida", escreveu Christina Moon.


"Agradeço a Deus por todos aqueles exercícios de segurança. Nada pode preparar você para algo como isso, mas eles sempre fizeram eu me sentir mais seguro quanto possível. Muito obrigado aos brasileiros que os salvaram", escreveu Kirstie Rulka.

Naufrágio

De acordo com a assessoria da Marinha, o chamado de resgate feito pelo veleiro foi recebido por volta das 17h de quinta-feira (18). A embarcação havia saído de Recife em 8 de fevereiro e seguia em direção a Montevidéu, no Uruguai. No trajeto, porém, ela enfrentou forte ventania, o que levou a embarcação a emborcar e naufragar, afirmou um tripulante à Marinha.

A Marinha informou que entre os ocupantes do Concordia estavam 47 estudantes de ensino médio e superior, de ao menos nove nacionalidades. A previsão é que os ocupantes --que estão em dois navios mercantes-- desembarquem entre as 10h e as 12h deste sábado (20), conforme as condições climáticas.

Ocupantes de veleiro que naufragou chegam neste sábado ao Rio

Os ocupantes do veleiro canadense que naufragou quinta-feira (18) a aproximadamente 550 km da costa desembarcam neste sábado no Rio. A embarcação pertence a uma escola canadense, a West Island College International. Os 64 ocupantes foram resgatados e passam bem.

Segundo a Marinha, a previsão é que os ocupantes --que estão em dois navios mercantes-- desembarquem entre as 10h e as 12h, conforme as condições climáticas. Há possibilidade que eles sejam transferidos de helicóptero para embarcações da Marinha, antes de chegar à Base Naval do Rio, na ilha do Mocanguê, também dependendo das condições do mar.

O Ministério das Relações Exteriores informou que entre os 64 ocupantes do veleiro Concordia estavam 47 estudantes de ensino médio e superior, de ao menos cinco nacionalidades: canadense, americana, japonesa, britânica e alemã --não há brasileiros.

De acordo com a assessoria da Marinha, o chamado de resgate feito pelo navio veleiro Concordia foi recebido por volta das 17h de quinta. A embarcação havia saído de Recife em 8 de fevereiro e seguia em direção a Montevidéu, no Uruguai, quando enfrentou forte ventania que levou a embarcação a emborcar e naufragar, afirmou um tripulante à Marinha.

As buscas contaram com embarcações da Marinha, navios mercantes e uma aeronave Hercules, da Força Aérea Brasileira.

Tempestade em alto mar pode ter causado naufrágio de veleiro

A Marinha diz que uma tempestade em alto mar, como as de cinema, pode ter causado o naufrágio de um veleiro canadense no litoral do Brasil.

As imagens do site de divulgação do veleiro Concórdia mostram alunos que estudaram no barco escola em anos anteriores. Na viagem atual, 64 pessoas estavam a bordo.

Em setembro do ano passado ele saiu do Canadá com jovens entre 16 e 21 anos de nove países. Passou pelo Reino Unido, Mar Mediterrâneo e África. Cruzou o Atlântico e chegou ao Recife em janeiro. No início de fevereiro, partiu em direção a Montevidéu.

O último contato do veleiro foi feito na quarta-feira (17) à noite, e foi um pedido de socorro. Quase 24 horas depois um avião da Força Aérea Brasileira (FAB) encontrou os botes salva vidas com as 64 pessoas vivas, a quase 560 km da costa brasileira.

Satélite

As fotos feitas por um satélite meteorológico norte-americano mostram as condições na região na quarta à noite, quando aconteceu o naufrágio. Dois fenômenos podem ter piorado o tempo no local onde o Concórdia passava.

Primeiro uma frente fria vinda do Rio Grande do Sul chegou à região. Ela foi seguida de muito perto pelo que os meteorologistas chamam de sistema de alta pressão.

A frente fria formou as nuvens, o sistema de alta pressão aumentou o vento. As ondas podem ter chegado a três metros de altura. Os ventos fizeram o veleiro virar. Logo depois ele afundou.


“O vento forte normalmente levanta muito o mar. O que nós vemos nos filmes acontecem também na realidade”, afirmou o vice-almirante Gilberto Max, comandante do Primeiro Distrito Naval.

Fonte: FOLHA

Marinha resgata 64 após naufrágio de navio veleiro canadense na costa do Rio

Foto de veleiro canadense que naufragou na costa do Rio.

A Marinha brasileira informou na manhã desta sexta-feira que estão foram resgatados 64 ocupantes de um navio veleiro que naufragou no fim da tarde de ontem (18) na costa do Rio.

A embarcação pertence a uma escola canadense, a West Island College International, e levava alguns estudantes para o Uruguai.

De acordo com a assessoria da Marinha, o chamado de resgate feito pelo navio veleiro Concordia foi recebido por volta das 17h de ontem.

Os ocupantes da embarcação estavam em quatro balsas salva-vidas a cerca de 300 milhas (cerca de 550 km) do litoral do Rio. A primeira balsa foi localizada pela Força Aérea Brasileira por volta das 20h de ontem.


Canadá agradece Brasil por resgate de veleiro

O Canadá agradeceu nesta sexta-feira o Brasil pelo resgate de 64 estudantes e membros da tripulação de um veleiro canadense, Concordia, que naufragou quinta-feira (18) na costa do Rio de Janeiro. Nesta sexta, a Marinha informou que os ocupantes foram resgatados.

"A tripulação e todos os passageiros se encontram sãos e salvos. É uma boa notícia", disse o ministro canadense das Relações Exteriores, Lawrence Cannon, em um comunicado.

"Agradeço as autoridades brasileiras que realizaram essa operação de resgate e agiram rapidamente para prestar assistência ao veleiro e a seus passageiros", disse.

O Concordia, um veleiro de quase 60 metros de comprimento pertencente à universidade canadense West Island College International, naufragou a cerca de 550 km da costa brasileira por volta das 17h de quinta-feira após enfrentar fortes ventos, indicou o comandante Romualdo, contactado por telefone em Brasília.

O barco partiu no dia 8 de fevereiro de Recife com destino a Montevidéu, no Uruguai, onde deveria chegar no dia 25 de fevereiro.

Resgate

De acordo com a assessoria da Marinha, o chamado de resgate feito pelo navio veleiro Concordia foi recebido por volta das 17h de ontem. Os ocupantes da embarcação estavam em quatro balsas salva-vidas a cerca de 300 milhas (cerca de 550 km) do litoral do Rio. A primeira balsa foi localizada pela Força Aérea Brasileira por volta das 20h de ontem.

A Marinha encaminhou para o resgate da tripulação a Fragata Constituição e três navios mercantes que estavam na região. Também foi encaminhado para o local o rebocador de alto mar Almirante Guillobel e a Fragata Liberal, mas ainda não chegaram no local. A Força Aérea também participou das buscas com uma aeronave Hercules, C-130.

A Marinha encaminhou para o resgate da tripulação a Fragata Constituição e três navios mercantes que estavam na região. Também foi encaminhado para o local o rebocador de alto mar Almirante Guillobel e a Fragata Liberal, mas ainda não chegaram no local. A Força Aérea também participou das buscas com uma aeronave Hercules, C-130.

O navio veleiro havia saído de Recife em 8 de fevereiro e seguia em direção a Montevidéu, no Uruguai, quando enfrentou forte ventania que levou a embarcação a emborcar e naufragar, afirmou um tripulantes à Marinha. A previsão de chegada ao destino final da viagem era para a próxima terça-feira (23).

Vídeo mostra como funcionava navio que naufragou na costa do Rio

Um vídeo institucional (com narração em inglês) mostra como funcionava o navio veleiro que naufragou no fim da tarde de ontem (18) na costa do Rio. A embarcação pertence a uma escola canadense, a West Island College International.


Fontes: FOLHA - France Presse - TV UOL -TV Globo

Praia desaparece no litoral de Pernambuco

Mar avançou sobre areia e destruiu barreira de coqueiros. Ondas com mais de dois metros de altura destruíram quiosques.

Reprodução/TV Globo

Uma praia desapareceu no município de Paulista, em Pernambuco, depois que o mar avançou sobre a areia no fim de semana. Ondas com mais de dois metros de altura destruíram quiosques.

A água do mar está muito perto da calçada, na orla da cidade. A força da água foi tão grande que arrastou as barracas de madeira.

Com medo do avanço do mar, comerciantes da região chegaram a construir uma barreira com coqueiros, mas não foi possível conter a violência das ondas.

Segundo moradores, há cinco meses o nível do mar está subindo na região.




Fontes: G1 - TV Globo

Brasileiro que sobreviveu a naufrágio no Líbano deve chegar ao Brasil na terça

Vitor Pinheiro Melo pulou no mar do Líbano com colete salva-vidas.
Ele contou que ficou 2 horas abraçado a tábua esperando resgate.


 Equipes de resgate trazem sobrevivente de resgate no Líbano (Foto: Joseph Eid/AFP)

O brasileiro Vitor Pinheiro Melo, resgatado de um naufrágio na costa libanesa na noite desta quinta-feira (17), deve pegar um voo com destino ao Brasil nesta segunda-feira e chegar ao país na terça, informou o cônsul brasileiro em Beirute, Michael Gepp.

Em entrevista ao G1 por telefone, do quarto do hospital Monla, em Trípoli, onde se recupera, Vitor disse que viveu "um drama". "Via gente gritando, pedindo socorro, e animais boiando. O mar estava bravo e fiquei por duas horas agarrado a uma tábua até ser encontrado pelo resgate."

Vitor Melo trabalhava no navio como assistente veterinário. Ele cuidava de 18 mil cabeças de gado e 10 mil de ovelha, transportadas na embarcação, que ia do Uruguai para o Líbano.

Segundo ele, o incidente ocorreu quando o barco de 12 andares estava sendo lavado internamente. Para isso, é preciso inclinar a embarcação. "Não conseguiram nivelar o barco depois, e ele foi afundando pela parte de trás. Eu estava no sexto andar e subi ao topo, no décimo segundo. Peguei um colete salva-vidas e, assim que tudo afundou, eu pulei na água. Uma onda forte me levou, e logo depois avistei uma tábua. Me agarrei nela e fiquei lá quase duas horas, no mar bravo, na chuva. Até que vi uma luz e apitei e acenei. Era o resgate. Me pegaram e me levaram para o porto."

Agora, tudo o que Vitor Melo quer é voltar para Pelotas, no Rio Grande do Sul, onde mora com a família - ele é casado e tem um filho. Ele não está ferido, mas continua em observação no hospital. "Tomei muita água com óleo diesel e devo ficar mais um dia aqui. Tudo o que eu quero é voltar pra casa."

O naufrágio

Segundo o cônsul brasileiro, até agora 22 pessoas foram resgatadas. Ele falou que o navio levava 82 pessoas a bordo, mas as agências internacionais falam em 83. O incidente ocorreu na noite de quinta-feira (17) na costa do Líbano.

O navio afundou a cerca de 20 km de Trípoli, no norte do país. Nove embarcações libanesas e três navios da Força Interina da ONU no Líbano estão sendo usados na busca por sobreviventes.

Fonte: G1 - Agências

Marinha resgata velejadores à deriva no litoral paraibano

Grupo foi campeão de regata Recife-Fernando Noronha, diz Marinha. Veleiro ficou emborcado desde domingo (27), após competição.


Marinha resgata grupo de velejadores que ficou à deriva no litoral paraibano (Foto: Divulgação/Marinha do Brasil)

A Marinha do Brasil resgatou um grupo de três velejadores que estava à deriva nas águas do litoral paraibano. Eles foram encontrados na madrugada desta segunda-feira (28) pelo rebocador Triunfo e pelo navio-patrulha Graúna.

Navio afunda nas Filipinas, deixando cerca de 60 desaparecidos


Embarcação levava quase mil passageiros e 900 pessoas já foram resgatadas e transferidas para outros barcos

MANILA, FILIPINAS - Um navio que transportava quase mil pessoas afundou no sul de Filipinas neste domingo, 6, deixando cerca de 60 pessoas desaparecidas.

Os profissionais que trabalharam no resgate transferiram cerca de 900 dos 968 passageiros e tripulantes do navio para dois barcos que estavam próximos, um pertencente a Marinha e outro uma pequena embarcação de pesca, disse o chefe da guarda costeira, almirante Wilfredo Tamayo.

"Realmente esperamos que este número de desaparecidos seja apenas um erro de contagem devido a toda confusão", disse Tamayo para a Associated Press. O almirante também disse que não havia nenhum indício de algum possível ato terrorista.

Muitos dos passageiros foram despertados no momento em que dormiam, quando o barco começou a ser inundado.

Tamayo sinalizou que o navio, chamado Superferry 9, havia saído da província de Zamboanga do Norte pouco antes do amanhecer.

Algumas embarcações da Marinha foram enviadas a zona e três aviões militares esquadrinharam as águas, informou o secretário de defesa Gilbert Teodoro.

Soldados dos Estaods Unidos que oferecem treinamento contra terrorismo a militares filipinos da região também participaram do resgates de pessoas no navio utilizando um helicóptero civil e cinco embarcações que transportam paramédicos, informou o coronel americano William Coultrup.

Fontes: O ESTADO - AP

Avião da Air France desaparece dos radares perto do Brasil

Aeronave transportava 216 passageiros. Voo saiu do Rio em direção a Paris.

Air France jet vanishes over Atlantic Ocean


Foto do avião desaparecido. Airbus A-330 prefixo F-GZCP da Air France

Um Airbus da Air France que partiu do Rio de Janeiro em direção a Paris desapareceu dos monitores dos radares nesta segunda-feira (1). O voo AF 447, que levava 216 passageiros, deveria ter pousado às 6h10 (horário de Brasília) em Paris.

Segundo informações do assessor de imprensa da Aeronáutica, coronel Henry Munhoz, as buscas foram iniciadas ao nascer do sol. “Aeronaves da Força Aérea Brasileira, a partir de Fernando de Noronha, no sentido de Paris, buscam a aeronave desaparecida”, disse Munhoz.

Segundo o coronel, o avião não foi detectado nos radares da Ilha do Sal, que fica no meio do caminho entre Brasil e Europa. “Em consequência disso, a Força Aérea Brasileira foi acionada durante a madrugada para que as buscas fossem iniciadas com o nascer do sol”.

O assessor da Aeronáutica explica que o departamento de controle do espaço aéreo tem uma cobertura que corresponde a três vezes a dimensão do Brasil. Boa parte do Oceano Atlântico está sob a responsabilidade do país, de acordo com tratados internacionais. Portanto, as buscas estão a cargo do país.

Segundo dados da Air France passados às agências de notícias locais, o avião é um Airbus A330 com pelo menos 216 passageiros e 15 tripulantes.

"A preocupação é muito grande. O avião desapareceu dos monitores de controle há várias horas. Pode ser uma falha técnica dos radares, mas este tipo de avaria é pouco comum e o avião não pousou às 11h10 como estava previsto", declarou uma fonte aeroportuária.

Em entrevista à TV Globo, o tenente-coronel aviador Henry Wilson Munhoz Wender, chefe da divisão de relacionamento com a imprensa da FAB (Força Aérea Brasileira), afirmou que a aeronáutica e a FAB já iniciaram as buscas.

Segundo ele, a aeronave sumiu durante a madrugada, após desaparecer dos radares no rumo entre o Nordeste brasileiro e a Europa, na Ilha do Sal. Munhoz explicou ainda que o departamento de controle do espaço aéreo tem uma cobertura que corresponde a três vezes a dimensão do Brasil.

A Infraero, estatal responsável pelos aeroportos do país, foi contatada, mas não comentou o assunto. A assessoria da Air France no Brasil, mas não houve resposta.

Aeronáutica busca no oceano Atlântico avião que ia do Brasil à França


A Aeronáutica informou na manhã desta segunda-feira que acionou os trabalhos em busca ao avião da Air France que fazia o voo AF 447 e desapareceu em território brasileiro.

A aeronave decolou na noite de domingo do aeroporto Tom Jobim, no Rio, e deveria pousar no aeroporto Charles de Gaulle, na capital francesa, por volta das 11h local (6h de Brasília).

Segundo a Aeronáutica, o último contato da aeronave com o Brasil foi feito ainda na noite de ontem, quando o avião já estava no meio do oceano.

Inicialmente, um avião da FAB (Força Aérea Brasileira) deve refazer o percurso da aeronave da Air France em busca do Airbus A330 da empresa aérea.

De acordo com a Aeronáutica, a região onde ocorreu o desaparecimento não tem radares, e a comunicação é feita por rádios de longo alcance. A FAB informou que tenta identificar a distância aproximada do desaparecimento, a partir de Recife (PE)


Imagem mostra rota do avião da empresa aérea Air France que desapareceu entre o Nordeste brasileiro e a Europa

Confira telefones e contatos da Air France e órgãos responsáveis

NO BRASIL

0800-891-6296, todos os dias, das 10h às 21
11-4003-9955, de capitais e regiões metropolitanas
0800 888-9955, de outras localidades
de segunda a sexta-feira, das 9h às 19h, e sábados, das 9h às 15h

- PARA A FRANÇA

0800-800-812

- PARA OUTROS PAÍSES

33-157-02-10*55



Mais Informações:

As primeiras informações são de que, durante a madrugada, a aeronave não foi detectada pelos radares da Ilha do Sal, que fica entre Brasil e Europa. Segundo o ministro dos Transportes da França, Jean-Louis Borloo, o avião está desaparecido há mais de 5 horas e as inquietações são as mais graves. "Infelizmente tememos o pior, a situação é alarmante". Por volta das 7h35 (hora de Brasília), um porta-voz da Air France afirmou que "não há nenhuma esperança de localizar o avião".

Segundo autoridades do controle de tráfego aéreo francês, a aeronave fez o último contato por volta das 22 horas (de Brasília), pouco antes de passar para o controle aéreo da África. O piloto relatou que o avião atravessava uma forte zona de turbulência e a conversa foi interrompida bruscamente. Desde então, a torre de controle perdeu o contato. A Air France afirmou que, por volta das 11h14 de Brasília, o avião ainda emitiu um sinal de pane no circuito elétrico depois da turbulência. A área de busca pela aeronave é bem grande, e compreende a região entre o arquipélago de Fernando de Noronha, a costa do Marrocos e a Espanha.

Segundo a empresa, aeronave levava 216 passageiros e 12 tripulantes, entre eles os três pilotos. Não há informações sobre a lista de passageiros. O voo AF447 da companhia francesa aparece como "atrasado" nas telas de informação do aeroporto Charles de Gaulle. Um centro de monitoramento de crise já foi aberto pela companhia aérea no aeroporto em Paris e as famílias de passageiros são atendidas no local, sem contato com a imprensa.

A Marinha e a Força Aérea francesa trabalham juntas para localizar a aeronave no Atlântico, e navios já partiram da costa do Senegal, já que há informações de que o aparelho teria desaparecido numa área mais próxima da costa africana. A Força Aérea Brasileira também foi mobilizada para iniciar as buscas do avião e enviou dois aviões - P95 e C130 - com equipes especializadas em busca e resgate para a região do arquipélago de Fernando de Noronha.

"A Força Aérea já foi mobilizada, durante a madrugada, para que assim que nascesse o sol iniciasse as buscas do avião", afirmou o porta-voz da Aeronáutica, coronel Henry Munhoz, em entrevista ao programa Bom Dia Brasil, da TV Globo. "O nosso departamento de controle do espaço aéreo tem uma área de cobertura que corresponde a três vezes a dimensão do Brasil. Boa parte do Oceano Atlântico está sob a responsabilidade do Brasil, de acordo com tratados internacionais. Por esse motivo, então, o Brasil iniciou as buscas", explicou.

"A preocupação é muito grande. O avião desapareceu dos monitores de controle há várias horas. Pode ser uma falha técnica dos radares, mas este tipo de avaria é pouco comum e o avião não pousou às 11h10 (de Paris) como estava previsto", afirmou uma autoridade aeroportuária de Paris, segundo a AFP.

Em nota, o Palácio do Eliseu afirmou que lamenta a notícia e pediu para que o ministro dos Transportes acompanhe a situação diretamente no aeroporto. O governo francês afirmou ainda que fará o possível para localizar o aparelho e prestar o auxílio necessário às famílias dos passageiros.

site da Air France

Passageiros de embarcação incendiada na Itália são resgatados

526 pessoas estavam a bordo de cruzeiro e foram retirados por embarcações pequenas que estavam na região da Sicília

ROMA - Os 526 passageiros de um cruzeiro que faz a rota entre Nápoles e Palermo tiveram que ser resgatados nesta sexta-feira, 29, depois que foi declarado um incêndio na embarcação quando esta navegava a 25 milhas da capital siciliana.


O incêndio foi declarado na garagem do "Vincenzo Florio", o que provocou a retirada dos passageiros em pequenas barcas, enquanto a maior parte da tripulação permaneceu a bordo para tentar apagar o incêndio. O navio levava um grupo estudantil de 60 pessoas entre estudantes e professores, que viajavam à Sicília em uma viagem de estudos.


Vários navios rebocadores arrastaram a embarcação até uma área do Golfo de Palermo, a quatro milhas do litoral. A maior parte dos passageiros do cruzeiro, 490 pessoas, foi transferida para uma embarcação que navegava nos arredores. As 36 pessoas restantes, entre elas uma criança e uma mulher grávida, foram resgatadas por uma patrulha da Guarda Litorânea.

Após chegar em terra, 19 pessoas tiveram que ser transferidas para hospitais com sintomas de sufocamento por causa da fumaça e com ataques de pânico. As autoridades italianas afirmaram que não está claro se o fogo começou em um dos automóveis que o ferry transportava ou em alguma outra área da embarcação. A companhia responsável do barco destacou, em comunicado, que a operação de retirada aconteceu com regularidade e que os passageiros saíram ilesos.

Turistas chegam em segurança ao Uruguai

Turistas chegam em segurança ao Uruguai após 24 horas parados no mar. Apesar do desconforto, passageiros elogiaram o procedimento da empresa.



Os passageiros do navio Costa Romántica que ficaram presos mais de 24 horas em alto mar, depois que um incêndio atingiu a casa de máquinas da embarcação, chegaram em segurança a Punta del Este, no Uruguai, e relataram o "sufoco" que passaram a 13 km da costa.

O cruzeiro, que tinha como destino Buenos Aires, na Argentina, foi arruinado e acabou mais cedo, na noite desta quinta-feira (26). Depois de consertado, o navio se aproximou da baía de Maldonado, para que os quase 1.500 passageiros e 600 tripulantes pudessem desembarcar.

Muitos passageiros reclamaram da falta de informação e da demora no conserto.

"Um descaso total, não tem condições de ir no banheiro, tudo fedorento", disse um passageiro.

"Tinha fezes por todos os lados, tinha urina por todos os lados do navio", disse um brasileiro no desembarque na madrugada desta sexta. Ele contou que os passageiros ficaram preocupados com a situação sanitária na preparação da comida. "Se a gente não conseguia lavar as mãos, a tripulação também não conseguia."

Apesar do susto e do desconforto, alguns passageiros também elogiaram a empresa Costa Cruzeiros, responsável pela viagem, pela maneira como gerenciou a crise. "Eles foram extremamente gentis", disse uma brasileira. "O problema é que eles se perderam na hora de distribuir as pessoas."

Enquanto Punta del Este vivia um dia ensolarado, a 13 km dali turistas esperavam impacientes. Na noite de quarta-feira (25), um incêndio na casa de máquinas provocou uma pane nos geradores de energia, cortando o funcionamento de portas elétricas, ar-condicionados e boa parte da iluminação.

Os passageiros foram levados, ainda durante a noite, para as áreas externa do navio. Ninguém podia acessar os andares inferiores. Mais de 300 turistas brasileiros estavam a bordo.

As autoridades uruguaias informaram que os turistas foram acomodados em hotéis de Punta del Este e também na capital, Montevidéu. De lá, eles devem seguir a Buenos Aires, de onde voltarão para o Rio.


O navio Costa Romántica sofreu falha de propulsão. (Foto: Reuters)

O chefe da guarda costeira da região informou que dois geradores danificados foram consertados.

A empresa confirmou, na noite desta quinta, que os reparos na embarcação foram concluídos.

O navio havia saído na segunda-feira (23) do Rio e deveria ter chegado à capital argentina nesta quinta.

Estavam a bordo do navio 1.479 passageiros, dos quais 338 são brasileiros, segundo a empresa. Há cerca de 600 tripulantes.

Em nota oficial, a empresa se desculpou pelo ocorrido e afirmou que vai dar um reembolso no valor de dois dias de viagem para os passageiros, além de desconto de 20% se eles voltarem a fazer um cruzeiro pela companhia.


Passageiros do navio encalhado acenam da área externa da embarcação. (Foto: Reuters)

Às escuras

O passageiro brasileiro Marcio Tadeu Florencio da Silva, de 50 anos, disse na quinta-feira que o incêndio ocorreu por volta das 21h50 de quarta. O navio ficou completamente às escuras.Ele contou que luzes de emergência foram acesas pelos corredores. Os passageiros, segundo ele, perceberam muita fumaça e alguns dizem ter visto o fogo.

Silva relatou que os passageiros ficaram sem água. Não houve segundo turno do jantar e foram servidos apenas sanduíches desde então. Alguns passageiros, segundo Silva, viram macas no momento do incêndio, mas não sabem dizer se elas foram usadas.

Na manhã da quinta, segundo o brasileiro, o comandante Massimo Pennisi reuniu as pessoas no teatro e informou que houve uma pane elétrica e que o resgate chegaria em duas horas. A tripulação diz que o navio não esteve à deriva.

Costa Romántica

De propriedade da companhia italiana Costa Crociere S.p.A., o navio tem bandeira italiana e foi construído em 1993 pelo estaleiro Veneza Fincatieri. Com 53.926 toneladas, tem capacidade para 1.680 passageiros e 590 tripulantes, segundo a Costa.

Marinha retira passageiros de navio ancorado no Uruguai

A Marinha uruguaia trabalha nesta quinta-feira para retirar os 1.479 passageiros do cruzeiro "Costa Romântica", ancorado perto do balneário uruguaio de Punta del Este, no Oceano Atlântico, depois de um incêndio nos geradores que não deixou feridos.

A remoção foi organizada pela agência italiana Costa Cruzeiros, proprietária do navio. O chefe da Guarda Costeira do departamento uruguaio de Maldonado, Alvaro Guinea, destacou à France Presse que "ninguém correu risco de vida".

Procedente do Rio de Janeiro, o cruzeiro se dirigia a Buenos Aires quando um incêndio na sala de máquinas interrompeu a alimentação elétrica e provocou a parada da embarcação diante do principal centro turístico do Uruguai.

O navio ainda está sendo consertado, e a previsão é de que ele possa seguir caminho nas primeiras horas de sexta-feira. A Marinha uruguaia retirava na tarde desta quinta-feira os passageiros e os 600 tripulantes, para desembarcá-los na baía de Maldonado.


Cruzeiro brasileiro ancora no Uruguai depois de incêndio; mais de 1.400 ocupantes estão na embarcação

De acordo com a Costa Cruzeiros, responsável pelo navio, dos 1.479 passageiros, 338 são brasileiros. Segundo a empresa, o foco do incêndio na sala de máquinas foi "rapidamente controlado, sem colocar em risco a segurança a bordo e que não houve necessidade de acionar o sinal de emergência".

A empresa afirma que houve interrupção de energia elétrica e que o capitão do navio adotou medidas de segurança e ofereceu assistência a bordo para os passageiros.

Com France Presse

Navio de cruzeiro com brasileiros a bordo está à deriva na costa do Uruguai

Incêndio em gerador atingiu a embarcação. Cerca de 1.400 pessoas estão a bordo, a maioria brasileiros.

O navio de cruzeiro Costa Romántica está à deriva no mar a cerca de 12 quilômetros da cidade uruguaia de Punta del Este por conta de um incêndio em um gerador, ocorrido na noite de quarta-feira (25).

O fogo, que já foi controlado pela tripulação, provocou um um blecaute na embarcação. Apesar do susto, ninguém se machucou, segundo as autoridades locais.

Mapa localiza Punta del Este, na costa do Uruguai.

O capitão Álvaro Guinea, chefe da Guarda Costeira do departamento uruguaio de Maldonado, disse que está em contato com a tripulação, que faz serviços de manutenção no barco nesta quinta-feira. Dois especialistas uruguaios foram mandados ao barco para ajudar nos reparos.

O navio havia saído no dia 23 de fevereiro do Rio de Janeiro, rumo a Buenos Aires. Estão à bordo 1.400 passageiros, a maioria deles brasileiros.

Submarinos nucleares francês e britânico colidiram no Atlântico

Imprensa britânica afirma que choque entre embarcações aconteceu no início do mês sem deixar vítimas


Oficial afirmou ao The Sun que consequências da colisão são inimagináveis'

LONDRES - Dois submarinos, um britânico e um francês, se chocaram no início de fevereiro no Oceano Atlântico em um incidente que não causou vítimas. Ambas são equipadas com um importante arsenal nuclear. Segundo informações da imprensa britânica, os submarinos envolvidos foram o HMS Vanguard e o Le Triomphant. As duas embarcações têm cerca de 150 metros de comprimento e transportavam uma tripulação de cerca de 120 marinheiros cada.

A rede BBC afirmou que a colisão ocorreu entre os dias 3 e 4 de fevereiro, durante uma maré forte, e que os Ministérios da Defesa dos dois países abriram investigações para determinar porque os sistemas de radares não funcionaram. Segundo a BBC, ambos não conseguiram detectar a presença do outro submarino nas proximidades e os submarinos sofreram danos graves no acidente.

O Ministério britânico declarou que não vai fazer comentários sobre as operações dos submarinos de sua frota, mas afirmou que não aconteceu nenhuma situação que colocou em risco a segurança das embarcações, da tripulação ou das armas a bordo. O HMS Vanguard navega com 16 mísseis balísticos a bordo, segundo fontes citadas pela BBC, que estimam que o submarino francês dispunha de uma capacidade ofensiva militar semelhante.

O tabloide The Sun, jornal que deu primeiro a notícia na edição desta segunda, 16, tem declarações de um alto funcionário das Forças Armadas sob anonimato. Segundo ele, as consequências de um choque deste tipo são "inimagináveis". "É muito pouco provável que produzisse uma explosão nuclear, mas existe a possibilidade de um vazamento radioativo. Ainda pior, poderíamos ter perdido a tripulação e os mísseis nucleares. Teria sido um desastre nacional", afirmou. Um porta-voz da Defesa disse ao jornal que "a capacidade do Reino Unido permaneceu inalterada em todo o momento e e a segurança nuclear não foi comprometida".

No último dia 6, o Ministério da Defesa da França informou que o Le Triomphant havia atingido "um objeto submerso, provavelmente um contêiner", quando retornava de uma patrulha, danificando o sonar do submarino. O Ministério da Defesa da França não confirmou a data da colisão nem fez nenhuma menção a colisão com um submarino britânico.

Piloto faz bem sucedido pouso de emergência no mar na Austrália

Avião de pequeno porte parou em banco de areia em praia de Darwin. Piloto e 5 passageiros escaparam ilesos e andaram na água até a praia.



Um piloto australiano conseguiu fazer um bem sucedido pouso de emergência na água com um pequeno avião com cinco passageiros nesta sexta-feira (6) em Darwin, no norte da Austrália. A aeronave teve problemas técnicos logo depois da decolagem.

O incidente lembrou o dramático pouso do Airbus 320 no Rio Hudson, em Nova York, em 15 de janeiro .

Em Darwin, o avião acabou indo parar em um banco de areia. As seis pessoas que estavam a bordo conseguiram sair e caminhar na água até chegar à praia em segurança.

Autoridades elogiaram a ação do piloto, Steve Bolle. "Ele fez um trabalho brilhante. Ele salvou sua vida e as dos passageiros", disse o superitendente de emergências da região, Rob Farmer.


Passageiros andam na água até a praia depois do pouso de emergência no mar nesta sexta-feira (6) em Darwin, na Austrália. (Foto: AFP)

O avião pertencia à empresa de informática CSG. Bolle estava levando funcionários da companhia a uma comunidade remota a 500 km a leste de Darwin, onde eles iriam fazer serviços de manutenção da rede de computadores de uma escola, de um hospital e da polícia.

O diretor da empresa, Dennis Mackenzie, disse à TV australiana que os funcionários estão bem.

Ele também informou que, segundo o piloto, um dos motores teria falhado. Ele então concluiu que não conseguiria conduzir o avião de volta ao aeroporto e decidiu pousá-lo no mar.

Equipes de emergência tentavam remover o avião, que ficou parcialmente submerso, antes da virada da maré.

O caso está sendo investigado pelo Comitê de Segurança do Transporte Aéreo da Austrália.

Tragédia do Bateau Mouche completa 20 anos e famílias esperam indenização

Além de ser um dos naufrágios mais famosos do Brasil, o afundamento do Bateau Mouche, que completa 20 anos no próximo dia 31, guarda também um outro triste recorde: o de morosidade da Justiça. Em duas décadas, apenas uma das famílias dos 55 mortos na ocasião recebeu de fato indenização. E ninguém está preso devido à tragédia, ainda viva na memória de familiares e sobreviventes.

O Bateau Mouche --uma embarcação de luxo que levava passageiros da alta sociedade para assistir à queima de fogos de Copacabana (zona sul)-- naufragou no dia 31 de dezembro de 1988 na Baía de Guanabara, no Rio, a caminho de Copacabana. Das 153 pessoas a bordo, 55 morreram. Um laudo da Polícia Civil apontou, na época, que o navio estava superlotado e com uma série de falhas e indiciou três pessoas, mas ninguém foi preso até hoje.

Tragédia do Bateau Mouche completa 20 anos e famílias ainda aguardam indenização; na foto, barco durante operação de resgate

Além disso, em 20 anos, a Justiça só determinou o pagamento de indenização para duas famílias, e, mesmo assim, apenas uma foi paga, por causa de recursos impetrados pela defesa dos acusados.

Na Justiça brasileira, há hoje 26 ações de vítimas da tragédia do Bateau Mouche, que representam familiares de 32 dos 55 mortos --há algumas ações conjuntas. Mas apenas uma ação, de um garçom que trabalhava no navio e morreu, já resultou no pagamento de uma indenização, no valor de R$ 20 mil. Irrisório quando comparado ao montante de R$ 70 milhões que as defesas das famílias calculam para as indenizações.

'O valor foi tão baixo que os acusados nem sequer recorreram', disse o advogado João Tancredo, que representa 26 famílias de mortos na tragédia.

A outra indenização, para a família de Maria Lúcia Leonel, foi aprovada pela Justiça em outubro deste ano. Mas o valor, de R$ 250 mil --considerado baixo pela defesa-- ainda não foi pago, porque os advogados dos réus recorreram da decisão.

Em todas as ações, os réus são três: os proprietários do Bateau Mouche, a agência de viagens Itatiaia, que faliu, e a União --por falta de fiscalização e socorro. A opção por esse rol de acusados, na opinião do advogado João Tancredo, dificulta o pagamento das indenizações, mas condiz com uma condenação mais justa.

'As famílias optaram pela decência. Podíamos entrar com uma ação contra a União, e seria mais fácil receber [a indenização]. Mas era mais decente entrar com ação contra todos os causadores do dano', disse.

Mas o que eles julgaram ser uma escolha ética tornou-se também a mais penosa. Isso porque um dos principais motivos para a morosidade dos processos, na avaliação de advogados e familiares dos mortos no naufrágio, é o fato de os únicos condenados no caso terem fugido do país.

Dos nove sócios da empresa Bateau Mouche Rio Turismo, responsável pela embarcação, apenas três foram condenados: os espanhóis Faustino Puertas Vidal e Avelino Rivera e o português Álvaro Costa, sócios majoritários da empresa. Logo após a condenação --quatro anos de prisão em regime semi-aberto por homicídio culposo, sonegação fiscal e formação de quadrilha--, no entanto, Vidal, Rivera e Costa fugiram para seus países de origem, onde estão até hoje.

Um único pedido de trazê-los de volta ao Brasil foi recusado, e a União informou que não tem previsão de fazer outro. 'Alegam que para esses crimes [para os quais os sócios foram acusados] não caberia extradição e ainda que o Brasil não tinha acordo de extradição com a Espanha', contou Bernardo, presidente da Associação Bateau Mouche Nunca Mais e filho da atriz Yara Amaral, morta no naufrágio.

A atriz era uma das passageiras mais famosas do Bateau Mouche, que também levava a bordo o dono dos cosméticos Payot, Silvio Grotkowski. Ele também morreu na ocasião.

Fuga inviabilizou indenizações

Além de desrespeitar a pena aplicada pela Justiça, a fuga dos condenados ainda arrastou todos os outros processos de indenização no caso. Isso porque, em muitos deles, os juízes exigem a presença dos três para depoimentos.

'Se os réus estão desaparecidos, mesmo que todo mundo saiba onde eles estão, é preciso fazer uma citação, uma burocracia legal que atrasa muito. Os prazos concedidos pela Justiça Federal são enormes', afirmou João Tancredo.

Embora apenas três dos sócios tenham sido condenados, todos eles tiveram os bens bloqueados em 2002, por uma decisão do STJ (Superior Tribunal de Justiça) para tentar agilizar o pagamento das indenizações. Mesmo assim, em seis anos, nenhum outro pagamento foi feito.

Fiscalização

Mas a defesa das vítimas também aponta a União como um dos grandes culpados da tragédia. A alegação é que pouco foi feito para socorrer os passageiros logo após o naufrágio e menos ainda para evitar que o Bateau Mouche saísse ao mar.

'Foi uma irresponsabilidade do grupo [Bateau Mouche] mas também do governo que permitiu a saída do barco. E, numa festa prevista de fim de ano, não tinha nenhum barco de fiscalização', afirmou o ex-ministro do Planejamento Aníbal Teixeira, que sobreviveu ao naufrágio mas perdeu a mulher, Maria José Teixeira, na tragédia.

Teixeira --que decidiu acionar a Justiça apenas em dezembro deste ano, dois dias antes de o caso prescrever no âmbito cível-- disse achar que o episódio denunciou a situação da fiscalização e da navegação em águas brasileiras. Para ele, ambas permanecem precárias até hoje.

'É sempre muito doloroso nessa época para mim, mas agora quem sabe isso ajude a se corrigir essas falhas de fiscalização em embarcações no Brasil, principalmente na Amazônia', disse.

A Capitania dos Portos afirmou que faz fiscalização intensa na costa do Rio na noite de Réveillon, mas não informou o número de embarcações e de fiscais destacados neste ano. A Marinha alegou que as informações só serão detalhadas no próximo dia 30.

'A sensação é que não temos um ponto final nessa história, e que o Brasil, com a Justiça como está, nunca se tornará um grande país', afirmou Bernardo Amaral.

Outro lado

O STJ (Superior Tribunal de Justiça) disse que não iria se pronunciar sobre as acusações de morosidade feitas pelos advogados e familiares dos mortos no episódio.

A reportagem também tentou falar com o advogado Nilo Batista, que representou os réus nos processos nos quais eles foram condenados, mas ainda não obteve retorno das ligações.

Navio chileno resgata passageiros de cruzeiro encalhado na Antártida

Resgatados serão levados a base militar do Chile.
Ushuaia ficou encalhado sobre pedra na Baía Guillermina.


Os 89 passageiros que estavam a bordo de um cruzeiro argentino que ficou encalhado na quinta-feira na Antártida foram resgatados e estão sendo levados para a base militar chilena de Frei, informou nesta sexta-feira (5) a Marinha da Argentina.

A operação de evacuação começou hoje às 6h30, com a transferência de lancha dos passageiros a partir do cruzeiro encalhado, o Ushuaia, à embarcação Aquiles. A transferência durou cerca de 90 minutos.


O navio Ushuaia em imagem aérea divulgada pela Marinha do Chile nesta sexta-feira (5). (Foto: Reuters)

"A meteorologia é aceitável. O 'Aquiles' navega com todos os passageiros para a base Presidente Eduardo Frei (chilena), que conta com pista de aterrissagem", disse a Marinha da Argentina, em comunicado.

O Aquiles deve chegar a essa base chilena nas primeiras horas deste sábado, e depois os passageiros serão transferidos ao porto argentino de Ushuaia por via aérea.

O cruzeiro Ciudad de Ushuaia ficou encalhado na quinta-feira sobre uma pedra na Baía Guillermina, entre duas bases argentinas, ao noroeste da península antártica.

Os 33 tripulantes ficaram a bordo, para tentar evitar que o barco naufrague.

A embarcação, de bandeira panamenha, mas de propriedade de uma empresa argentina, tinha partido de Ushuaia, 1.300 quilômetros ao norte do incidente, para um cruzeiro pela Antártida. Ninguém se feriu.

Entre os passageiros há muitos estrangeiros, de países como Dinamarca, Bélgica, Grã-Bretanha, Irlanda, Alemanha, França, Itália, Suíça, Estados Unidos, Nova Zelândia, Austrália, China, Espanha e Chipre, informou a Marinha da Argentina. Eles fazia uma viagem turística para ver icebergs, focas, pinguins e baleias.

Há um ano, mais de 150 tripulantes e passageiros, muitos deles idosos, escaparam ilesos quando seu navio atingiu uma geleira e afundou. No incidente, as pessoas tiveram de ficar em botes, numa temperatura congelante, por várias horas, antes de ser resgatadas.

Acidente em testes com submarino nuclear deixa 20 mortos na Rússia


Submarino recebeu ordens para suspender testes e voltar à base.Reatores nucleares funcionam normalmente, segundo militares russos


Russia: At least 20 dead in nuclear sub accident

Mais de 20 pessoas morreram em um acidente registrado a bordo de um submarino nuclear da Frota Russa do Pacífico durante testes marítimos, informou o porta-voz da Marinha russa, capitão de navio Igor Digalo. O capitão informou que, na hora do acidente, havia 208 pessoas a bordo, dos quais 81 são militares.

Por enquanto, 21 feridos com diversas gravidades foram tirados da embarcação anti-submarino "Admiral Tributs", que acompanha o submarino nuclear à base junto ao navio de resgate "Sayany".

O submarino recebeu ordens de suspender os testes e de voltar à base, segundo a agência oficial russa "RIA Novosti". Militares russos confirmam que o submarino está voltando para a base e que os reatores funcionam normalmente.

"Declaro sob minha responsabilidade que os reatores do submarino funcionam com normalidade e que os níveis de radiação correspondem à norma", ressaltou Digalo.

Sistema anti-chamas



Representantes da frota não deram detalhes das características do submarino nem revelaram seu nome e nem o local onde aconteceu o acidente, causado, aparentemente, por utilizar sem autorização prévia o sistema anti-chamas. Segundo uma fonte da frota, o acidente foi registrado na proa do submarino.

O presidente russo, Dmitri Medvedev, que foi informado imediatamente sobre o caso, ordenou ao ministro da Defesa, Anatoli Serdiukov, manter-lo a par da situação e lhe encomendou uma investigação exaustiva do acidente, informou o serviço de imprensa do Kremlin.

O acidente mais grave de um submarino russo aconteceu no dia 12 de agosto de 2000 no mar de Barents, quando 118 marinheiros morreram quando o submarino nuclear "Kursk" afundou, após uma explosão na câmara de torpedos.

Três anos mais tarde, no dia 30 de agosto de 2003, o submarino atômico "K-159" afundou durante uma tempestade, também no mar de Barents, a uma profundidade de 170 metros e com 10 pessoas a bordo, das quais uma foi resgatada com vida.

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