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Festa da Unidos da Tijuca reúne mais de 4 mil pessoas no Centro do Rio

Mais de quatro mil pessoas participaram da comemoração do título conquistado pela Unidos da Tijuca no carnaval carioca de 2010, segundo estimativas dos integrantes da escola.

A festa aconteceu na noite desta quarta-feira (17), na quadra da agremiação, no Centro do Rio. Uma festa paralela também foi realizada no Morro do Boréu, na Tijuca, Zona Norte da cidade, local onde a escola também mantém uma quadra.

Comunidade lota quadra da Tijuca

Foi com muita emoção que o presidente da Unidos da Tijuca, Fernando Horta, chegou ao local e levantou a taça: “É difícil explicar essa emoção. Estava frustrado comigo mesmo. Estava devendo isso para minha comunidade. Estou de alma lavada”, disse.

Horta chegou na quadra por volta das 18h, ao lado do carnavalesco Paulo Barros. Na pista, durante a comemoração, integrantes da escola refaziam trechos da coreografia da comissão de frente que surpreendeu a Sapucaí.

A vitória foi comemorada com o samba deste ano, cantado pelos componentes. O apresentador perguntou ao público: “O que o Paulo Barros fez com a Tijuca neste carnaval?”

Todos responderam em coro: “É segredo, não conto a ninguém...”, numa referência ao enredo com que a escola conquistou o título de campeã do carnaval.

Volta para casa

Já o carnavalesco Paulo Barros chegou eufórico à festa. Cercado por integrantes da escola, jornalistas e fotógrafos, foi logo se abraçando ao troféu. Muito emocionado, Barros descreveu a sensação de vencer carnaval carioca pela primeira vez.

“Sinto como se estivesse voltando pra casa. Chegou a hora de comemorar. Quando passei pela avenida no momento do desfile, percebi uma energia totalmente diferente dos outros anos. Tive o sentimento de que seria desta vez”, disse Barros, que estreou no Grupo Especial, na mesma escola, em 2004.

Para ele, a ousadia foi o maior mérito da Unidos da Tijuca este ano. “Esse título é a maior prova de que vale a pena ser ousado”, comemorou.

Galisteu comemora com o carnavalesco Paulo Barros

Justiça

Rainha de bateria da Unidos da Tijuca, a apresentadora Adriane Galisteu também esteve na quadra para comemorar o título e cumprimentar os integrantes da agremiação.

Ela subiu ao camarote para beijar o troféu e conversou com jornalistas em meio a um batalhão de fotógrafos.

“Foi mais do que merecido e esperado. Batemos na trave duas vezes, né? Mas acho que esse título faz justiça à história de Paulo Barros, que já vem fazendo um bom trabalho há muito tempo. Meu bebê também estreou na Sapucaí com o pé direito”, disse a apresentadora, que está grávida.


“Passei só pra dar um beijo no pessoal. Preciso me preparar para uma ultrassonografia ainda”, disse Galisteu.

Resultado apertado

Pela primeira vez em 74 anos, a Unidos da Tijuca conquistou o título de melhor escola de samba do carnaval do Rio de Janeiro, com 299.9 pontos. O resultado saiu após uma acirrada apuração de quesitos na qual a Grande Rio (299.4 pontos) e a Beija-Flor de Nilópolis (299.2 pontos) figuraram como maiores rivais (confira a classificação nota a nota). A Unidos do Viradouro foi rebaixada e, em 2011, vai ser substituída pela São Clemente, campeã do Acesso.

O último campeonato da escola da Zona Norte do Rio havia sido no distante 1936, ainda na primeira década de desfiles oficiais, quando a Tijuca saiu com o samba-enredo "Natureza Bela do Meu Brasil". Nos últimos dez anos, a escola havia sido vice-campeã duas vezes, em 2004 e 2005, ambas com o atual carnavalesco, Paulo Barros.

O título de 2010 é o primeiro da escola do Morro do Borel na era do sambódromo. É também o segundo ano consecutivo em que o título do carnaval do Rio fica no bairro da Tijuca. Em 2009, o Salgueiro, também do bairro, havia sido o campeão do Grupo Especial.

A Unidos da Tijuca, que desfilou na primeira noite do Grupo Especial na Sapucaí, explorou mistérios da humanidade. O enredo "É segredo" foi sugerido ao carnavalesco Paulo Barros por um adolescente, pelo Orkut.



Fonte: G1 / Alícia Uchôa e Henrique Porto

Unidos da Tijuca é a campeã do Carnaval do Rio; Grande Rio fica com o vice-campeonato

Escola foi campeã do carnaval carioca pela segunda vez após 74 anos. 'Estou de alma lavada', disse o presidente Fernando Horta.

A Unidos da Tijuca recebeu na tarde desta Quarta-Feira de Cinzas o título de Campeã do Grupo Especial das escolas de samba do Rio. O último título havia sido conquistado em 1936. A escola teve 299,9 pontos dos 300 possíveis. A segunda colocada foi a Grande Rio, com 299,4 pontos; a Beija-Flor ficou em terceiro, com 299,2 pontos.

A Viradouro foi rebaixada do Grupo Especial para o Grupo de Acesso no Carnaval do ano que vem. A escola teve 290,5 pontos, de 300 possíveis, e ficou em último lugar na apuração das notas

Com o enredo "É Segredo!", a Unidos da Tijuca inovou e usou efeitos visuais para mexer com a imaginação do público. A escola foi terceira escola a desfilar no primeiro dia de apresentações do Grupo Especial do Rio, e foi considerada pelo público a grande sensação da Marquês de Sapucaí.

Grávida, a apresentadora Adriane Galisteu foi a rainha da bateria da Unidos da Tijuca / Danilo Verpa/Folha Imagem

A escola apresentou uma comissão de frente totalmente inovadora, onde as mulheres trocavam de roupa em um passe de mágica. Como o regulamento permite somente 15 componentes, foi usada uma alegoria para esconder os demais integrantes. Coreografada, a comissão fez um show na avenida, e os componentes fizeram uma apresentação com truques do ilusionismo.

A Tijuca desfilou com seis carros alegóricos e 3,6 mil componentes, divididos em 32 alas. A surpresa veio logo na comissão de frente. Um camarim gigante montado na avenida desafiou o público a descobrir os truques dos mágicos. Bailarinas usaram o ilusionismo para trocar de roupa em segundos, seis vezes a cada execução da coreografia. Os vestidos mudavam de estampa e de tecido, e formavam, juntos, o nome da escola.


Uma das novidades apresentadas pelo carnavalesco Paulo Barros foi uma intervenção na bateria de mafiosos armados que chegaram em um carro preto, mas que passavam mensagens de paz, já que na ponta das metralhadoras haviam bandeiras brancas que pediam o fim da violência. Os ritmistas estavam vestidos de gângsters e fizeram paradinhas e coreografias. Grávida de três meses, a apresentadora Adriane Galisteu foi a rainha da bateria.

O abre-alas mostrou Alexandre, o Grande, e representou o mistério de Alexandria, no Egito, quando um incêndio atingiu a biblioteca e queimou livros que continham os grandes mistérios da humanidade durante a Idade Média. Os efeitos faziam o fogo parecer real.

Durante o desfile, foram apresentados lugares lendários, mistérios de civilizações antigas e identidades secretas.

Carro da Unidos da Tijuca mostra inovação do carnavalesco Paulo Barros; escola é campeã do Carnaval do Rio / Rafael Andrade/Folha Imagem

Uma grande surpresa foi uma alegoria dos super-heróis, que tinha homens-aranha escalando prédios e depois, pelo mesmo carro, batmans desciam esquiando.

Cinco mil mudas de plantas formavam o carro Jardins Suspensos da Babilônia. Para completar o cenário havia 4.000 litros de água na alegoria. A ala das baianas também representou os jardins suspensos.

O carro "Não ultrapasse" exibiu um sósia do popstar Michael Jackson, com uma mensagem ao astro morto em junho do ano passado após uma overdose de medicamentos e de uma intoxicação com o anestésico propofol.

Um pergaminho de construções maias era mais uma alegoria, que trazia os arqueólogos que tentavam desvendar o segredo da civilização.

O pavão, símbolo da escola, estava no último carro que tinha integrantes camuflados de preto que se transformavam no animal, mais uma ilusão de ótica.

A Unidos da Tijuca foi criada a partir da fusão de quatro blocos existentes nos morros da Casa Branca, da Formiga e da Ilha dos Velhacos, em 31 de dezembro de 1931, na subida da rua São Miguel. A agremiação é a terceira escola de Samba mais antiga do Brasil.

Integrantes da comissão de frente da Unidos da Tijuca faz show de efeitos visuais e inova na Sapucaí no Rio / Rafael Andrade/Folha Imagem 




Fonte: FOLHA / TATIANA SANTIAGO - TV Globo - G1

Desfile da Mangueira tem calhambeque de Roberto Carlos e até 'bonde do funk'

Escola fechou carnaval; bateria se destacou com 'presidiários' e paradinhas. Carro da comissão de frente pegou fogo; chamas foram controladas.

Favela da Mangueira se transforma em castelo no abre-alas

Veja fotos do desfile da Mangueira


Última escola a desfilar no carnaval 2010 do Rio de Janeiro, a Mangueira levou a diversidade da música brasileira para o Sambódromo num desfile luxuoso e animado. A escola levou um calhambeque de Roberto Carlos e até um "bonde do funk" para a avenida. A bateria surpreendeu com ritmistas "presos", numa crítica à censura, e paradinhas com o refrão sendo cantado em coro.

Um incidente marcou o início da passagem da verde e rosa pela Marquês de Sapucaí. Um tripé que acompanhava a comissão de frente pegou fogo. As chamas foram logo controladas pelos bombeiros.

comissão de frente homenageava Heitor Villa-Lobos. Os bailarinos representaram o maestro e passearam pelos ritmos do Brasil com passos de dança de salão, axé, funk e diversos outros.

A escola consumiu 1 hora e 21 minutos em seu desfile, que teve oito alegorias, o maior número do carnaval do Rio. Passaram pela avenida 37 alas e 4 mil foliões no desfile da Estação Primeira com o samba-enredo "Mangueira é música do Brasil".

Barracos e castelos

O abre-alas fez poesia no nome: “Nossos barracos são castelos”. A alegoria lembrou o berço da escola, o morro, e o surgimento dos bambas do samba. O carro fez uma homenagem a Jamelão, intérprete da verde e rosa que morreu em 2007.

Clássicos da Bossa Nova como “Chega de Saudade” e “Samba do Avião” foram representados em fantasias e alas. Esse gênero musical, aliás, foi tema do segundo setor da Mangueira. Ladeado por dois violões, uma grande escultura de Vinícius de Morais repousava no meio do carro. Nomes da bossa nova desfilaram no carro, que tinha também as famosas ondas do calçadão do Rio de Janeiro.

A escola continuou a viagem musical passando pela Jovem Guarda, tema do terceiro carro alegórico. Um grande calhambeque verde e rosa dirigido por uma escultura de Roberto Carlos desfilou pelo Sambódromo e lembrou um dos maiores sucessos do cantor.

Nas alas, homenagens a clássicos do iê iê iê: “Banho de Lua”, “Estúpido Cupido” e “Negro Gato”.

Bateria leva ritmistas 'presos'

Vestidos como presidiários, os ritmistas da bateria fizeram uma crítica à censura que vigorou no regime militar. A bateria impressionou com paradinhas bem marcadas que levaram o refrão a ser cantado num coro bonito. Outro ponto alto da passagem dos ritmistas foi o uso de grades que acompanhavam e "prendiam" os músicos.

A alegoria seguinte levou um "monstro da censura" e chamou a atenção. Numa das mãos, uma gaiola se balançava com o transformista Rogéria. Fantasiados, os foliões lembraram músicas vistas com maus olhos pela censura na época como “A Banda”, “Arrastão”, “Alegria, Alegria”.

'Bonde do funk'

Depois da música engajada, a Mangueira reviveu a Tropicália e o rock dos anos 80. Em seguida, passaram pela avenida malucos beleza, miquinhos amestrados e mamonas assassinas.

Ritmos regionais não foram esquecidos. Sertanejo, baião, frevo e toada foram representados em alas. No penúltimo carro alegórico, o "Brasil musical" mostrou o amplo território da música brasileira. No chão, fantasias remetiam a ritmos de influência africana como Olodum, Timbalada, e do Nordeste, como o manguebeat.

A Mangueira coroou seu desfile com o mais carioca dos ritmos: o funk. Um "bonde" tomou a Sapucaí com grandes caixas de som e uma gaiola com popozudas.



Fontes: G1 - TV Globo

Vila Isabel relembra o poeta Noel Rosa em ano de centenário

Comissão de frente impressionou com truque de violões. Gracyanne Barbosa brilhou como rainha de bateria da escola.

Vila abre-alas com o carro 'Tempos Natalinos'. (Foto: Alziro Xavier/G1)


O samba de Martinho da Vila, as alegorias do carnavalesco Alex de Souza e a vibração da comunidade impressionaram o público do sambódromo durante a homenagem da Vila Isabel ao poeta Noel Rosa. A Vila foi a quinta escola a desfilar na segunda noite do Carnaval 2010 no Rio de Janeiro.

A escola escolheu relembrar detalhes da vida e da obra do seu mais ilustre poeta para marcar o ano em que o sambista completaria 100 anos. Noel Rosa foi escolhido, segundo o carnavalesco Alex de Souza, porque o sambista foi e continua sendo uma figura muito importante para o bairro.

A homenagem ao poeta foi realizada em oito carros alegóricos e 31 alas, com um total de aproximadamente 3,5 mil componentes. Julinho e Ruth Alves formam o primeiro casal de mestre-sala e porta-bandeira, responsável por abrir caminho para o desfile da escola do presidente Wilson Alves.

A comissão de frente encantou ao mostrar um grupo de passistas que representava amigos de Noel. Carregando um violão, eles transformaram o instrumento em mesa de bar, mulata e mostraram um efeito especial: os instrumentos deixados apoiados no chão "deslizavam" em direção aos foliões.

Entre as alegorias, destaque para o terceiro carro: "O Morro Tem Vez". Ele é uma representação da integração do poeta com os compositores da sua comunidade. O cenário foi composto para apresentar instrumentos. No meio do desfile, a alegoria apresentava movimento e se abria para mostrar uma típica favela carioca.

Cronologia

A divisão dos setores no desfile segue a vida de Noel, em ordem cronológica. Na abertura, uma referência a seu nascimento. Logo depois, sua participação no Bando dos Tangarás, grupo do qual fez parte aos 19 anos. A seguir, sua descoberta como sambista – a influência e o contato com os sambistas de morro, a boemia, o carnaval na Vila, o teatro de revista, o rádio, o cinema. Ou seja, em duas etapas, o nascimento e a obra do compositor.

No encerramento, a escola não mostra o falecido Noel, mas a figura que ainda "vive" na memória do bairro e do povo. Depois de viver Noel Rosa no cinema, o ator Rafael Raposo vai encarnar o músico na Marquês de Sapucaí. Ele foi destaque do último carro da Vila Isabel, próxima escola a desfilar. “Aqui é um palco, onde é preciso expressar mais emoção, ser mais expansivo”.

Além de Noel, a letra de Martinho da Vila cita grandes nomes do samba – Cartola, Araci de Almeida e os Tangarás, Lamartine Babo e Ismael Silva. “Foi um grande chororô/Quando o gênio descansou/Todo samba lamentou”, canta Martinho.

Gracyanne Barbosa se apresentou como rainha de bateria da Vila Isabel.

Abre-alas da Vila Isabel representa o cometa Halley, que passou pela Terra no ano do nascimento e morte do poeta Noel Rosa / Danilo Verpa/Folha Imagem




Fontes: G1 - TV Globo - FOLHA

Grande Rio faz retrospectiva dos melhores momentos da Sapucaí

Escola impressionou com homenagem a Joãosinho Trinta. Ritmistas fantasiados de garis e paradinhas da bateria se destacaram.

Carro alegórico mostrou 'lixão'


Ao usar seu enredo para fazer uma retrospectiva dos melhores momentos da história da Sapucaí, a Grande Rio carimbou sua passagem pelo Sambódromo como um dos pontos altos deste carnaval. A escola fez um desfile marcado pela criatividade, sem medo de homenagear outras escolas, suas concorrentes, nem de lembrar momentos tristes do carnaval como o incêndio num carro alegórico, em 1992. A passagem da Grande Rio pela Sapucaí durou 1 hora e 21 minutos.

A escola também lembrou diversos personagens e elementos do carnaval: o público, os camarotes, os garis, os sambistas e os carnavalescos. A Grande Rio se destacou com alegorias inusitadas, como um grande camarote e um lixão com ratos e esgotos , uma bateria em homenagem aos garis e por um time de celebridades entre seus foliões.

A comissão de frente mostrou dois dos maiores símbolos do carnaval, a mulata e o malandro. Bailarinos vestidos de malandros executaram a coreografia no chão enquanto um time de mulatas vinha em cima de um tripé. Mas o detalhe: dentre as mulatas, apenas uma era “verdadeira”. As outras eram estátuas. O “truque” foi revelado quando a verdadeira desceu do tripé para sambar com os malandros.

'Damas do lixo' e 'lixão'

O maior homenageado da Grande Rio foi o carnavalesco Joãosinho Trinta. As reverências ao artista começaram com a ala das baianas. Vestidas como “damas do lixo”, elas lembraram o uso que o carnavalesco fazia do lixo. Elas foram seguidas por uma ala representando os mendigos que o carnavalesco levou para encerrar o desfile da Beija-Flor em 1989.

A terceira alegoria, intitulada “A genialidade de Joãosinho Trinta”, colocou o carnavalesco no trono, sobre um monte de lixo. Na base, esculturas de ratos gigantes se movimentavam e foliões fantasiados de roedores saiam de túneis de esgoto iluminados por luzes vermelhas. Em cima da montanha de dejetos que Trinta soube transformar em arte em seus desfiles, um urubu batia as asas na Sapucaí.

Garis na bateria

A bateria foi um dos pontos altos do desfile. À frente dos ritmistas fantasiados como garis, a rainha Paola Oliveira fez um belo espetáculo. Com os ritmistas agachados, a bateria fez paradinhas em sequência enquanto a rainha sambava e caminhava por entre os “garis”. A bateria também fez uma evolução sem o samba-enredo, que chamou a atenção.

'Fábrica dos sonhos' e nave

O quarto carro alegórico levou uma “fábrica dos sonhos” à avenida, celebrando a Cidade do Samba. Foliões giravam engenhocas parecidas com rodas-gigantes em verde neon ao lado de um Cristo Redentor coberto de lona. “Mesmo proibido, não deixei de brilhar”, dizia uma faixa colada à escultura.

O desfile foi encerrado pelo "carnaval das estrelas", uma luxosa nave espacial prateada que previa como será o carnaval em 3001. A alegoria foi uma homenagem ao carnavalesco Fernando Pinto. Em 1985, ele imaginou como seria o ano 2001. O destaque do carro foi o gari Renato Sorriso, personagem de um episódio marcante da Sapucaí. Ele ficou famoso ao sambar quando varria a avenida após um desfile.

Incidente

O dublê norte-americano Eric Scott, que representaria um "astronauta" e voaria durante o desfile, sofreu queimaduras depois que o dispositivo que o faria voar estourou, ainda na concentração. Ele não desfilou.

Negas malucas e colombinas

O desfile começou com uma mistura de pierrôs, colombinas, negas malucas e baianinhas revivendo os carnavais antigos, numa homenagem à Praça 11. Em seguida, a ala “Protagonistas do espetáculo” gerou um efeito bonito com foliãs vestidas de porta-bandeiras, cada uma empunhando o estandarte de uma escola e girando em sincronia.

A ala “Mecenas do samba” homenageou Castor de Andrade, bicheiro famoso e patrono da Mocidade Independente, que ajudou a fundar a Liga das Escolas de Samba do rio.

Celebridades

O numeroso time de celebridades da escola também foi um dos destaques: as modelos Ellen Jabour, Fernanda Lima e Carolina Magalhães, as atrizes Susana Vieira, Paola Oliveira, Paloma Bernardo e Aparecida Petrowky, a miss Natália Anderle, a apresentadora Ana Hickman, o cantor Latino e a mulher, Mirela Santos, desfilaram pela Grande Rio.

Beldades se destacam em carro alegórico da Grande Rio





Fontes: G1 - TV Gloo

Portela conecta sambódromo do Rio com mundo virtual

Enredo mostra descobertas e benefícios da inclusão digital. Portela foi terceira a desfilar na Sapucaí nesta segunda-feira (15).

A Águia tradicionalmente aparece no carro abre-alas da escola. (Foto: G1/G1)


Link, backbone, senha, código binário, bluetooth... Os principais termos e conceitos do mundo tecnológico viraram inspiração para o samba da Portela. Terceira escola a desfilar nesta segunda-feira (15), com uma apresentação que durou uma hora e vinte minutos, a escola defendeu o enredo "Derrubando fronteiras conquistando a liberdade - Rio de paz em estado de graça".

A agremiação mostrou nas alegorias e nas fantasias a dedicação dos carnavalescos Alex de Oliveira e Amauri Santos. O enredo abordou a tecnologia e os benefícios da inclusão digital como ferramenta de transformação para a realidade do Rio. A iluminação foi uma das características dos adereços e carros: grande parte das sete alegorias da Portela, inclusive o abre-alas que carrega a águia, é decorada com néon.

Já na comissão de frente os carnavalescos mostraram passistas que convidavam para o ingresso no mundo virtual. Durante suas evoluções coreografadas, os integrantes chegavam a se "conectar" com fios a um tripé que acompanhava o grupo. Ao menos um integrante da ala teve problema com a fantasia, que se abriu na parte posterior.

No carro abre-alas, "Águia, backbone do espaço sideral e Rio de Janeiro, portal digital", a destaque Val Carvalho chegou a ficar parte do desfile sentada. Ela passou mal e, após tomar água e se recuperar, terminou o desfile de pé. Na dispersão, ela disse que teve uma alteração em sua pressão por causa do calor e da emoção.

As baianas fizeram uma homenagem ao Rio com as fantasias "Orla Digital: Internet Livre". Elas acompanhavam o carro abre-alas que destacava o pioneirismo carioca, que oferece internet livre em grande parte de suas vias mais importantes e conhecidas dos turistas.

Bateria

A promessa era: nada de funk na avenida. A escola planejou uma paradinha rave para a rainha Juliana Portela mostrar toda a sua graça na avenida. Juliana, que há 20 dias se submeteu a uma cirurgia para implante de 360 mililitros de silicone em cada seio, disse ainda na concentração que deveria estar de repouso. Mas, pela Portela, vale qualquer sacrifício: “se o silicone estourar, tudo bem. Pela Portela vale o sacrifício”, disse a rainha.

Gringo no samba

Depois de conquistar o hexacampeonato pelo Flamengo, o jogador Petkovic entrou animado na avenida para realizar o sonho de desfilar pela Portela. Embora não saiba sambar, ele garantiu que cantaria o samba do começou ao fim do desfile e que não pouparia esforços. “Já consegui o título com o Flamengo. Quem sabe agora não ajudo a Portela a consegui o título do carnaval”, disse o craque rubro-negro.

Enredo e alas

Com 36 alas divididas entre sete alegorias, a escola quer provar que a internet é um meio de inclusão social e não deve ser encarada como uma tecnologia excludente. O primeiro setor mostrou o portal digital, um futuro de cobertura 100% banda larga no Rio.

No segundo setor, os excluídos foram convidados a acessar esse universo para que possam ser, então, transformados. O terceiro e o quarto setores levaram a educação à distância e os benefícios das telecomunicações, respectivamente. No quinto, a azul e branca mostrou os avanços e recursos que chegam com a medicina tecnológica.

Na fase de encerramento do desfile, no sexto setor, mostra-se, na prática, a inclusão social como condição para a transformação. Para isso, a escola apresentou o universo dos blogs, chats e redes. O sétimo e último setor fez referência ao mundo dos games: "Rio de paz para viver!".

A alegoria que fechou o desfile fazia uma citação ao jogo da vida real, onde polícia e criminosos se enfrentam nos morros. A escola colocou no carro uma inscrição com a palavra paz e ainda trazia também impressa a sigla UPP, mais recente iniciativa da PM na diminuição da violência. A parte posterior do carro trouxe um telão e mostrava cenas do Morro de Santa Marta.

Quinta alegoria da Portela mostrou uma mulher grávida fazendo exame ultrassom em 3D em um centro cirúrgico / Rafael Andrade/Folha Imagem




Fontes: G1 - TV Globo - FOLHA

Porto da Pedra faz desfile de moda dentro de seu desfile na Sapucaí

Escola levou polêmica de Geisy Arruda e vestido curto para a avenida. Carro alegórico foi batizado de 'Sapucaí Fashion Day'.

Comissão de frente da Porta da Pedra leva casa de bonecas para o sambódromo do Rio para contar enredo da história da moda / Rafael Andrade/Folha Imagem


Com um sacada mais 'pop', a Porto da Pedra fez um desfile de moda dentro de seu próprio desfile na Marquês de Sapucaí nesta segunda-feira (15).

A escola resgatou a história das tendências e enfeitou a avenida com laços, fitas e babados. Antenado, o enredo "Com que roupa eu vou?" fez reverência à moda contemporânea e a estilistas queridinhos do mundo da moda. A escola consumiu 1 hora e 19 minutos na apresentação.

Se a ideia era reproduzir o mundo fashion, não poderiam faltar “bafos”. E foi isso que a escola fez ao abordar a polêmica envolvendo a estudante Geisy Arruda.

A moça que ficou conhecida por ter sido hostilizada na universidade ao usar um vestido curto e rosa foi destaque de um carro alegórico usando uma “réplica” da peça. Numa versão brilhante e vermelha, o vestido foi estilizado com uma gola bufante ao estilo da Rainha Elizabeth.

E, talvez também em nome de uma moda democrática, musas de seios cônicos, popozudas e "mulheres fruta" desfilaram na avenida.

Beldades são destaques na Porto da Pedra

Abre-alas

Com uma dose de deboche, um tigre gigante de boca aberta mostrava a língua com um piercing no abre-alas “Antes da moda era assim”. A alegoria levou personagens do desenho animado “Os Flinstones” para a avenida e relembrou a pré-história.

eguindo uma ordem cronológica, as alas seguintes fizeram uma “passagem obrigatória” pelo Egito, Grécia e Roma. Desta vez, para falar de como era o jeito de se vestir séculos atrás.

'Sapucaí Fashion Day'

Na ala chamada “Com que roupa eu vou?”, os integrantes puderam escolher que fantasia queriam vestir. Em outra, o tema era “Eu quero ser Naomi”, lembrando uma roupa que a modelo Naomi Campbell usou no último desfile de Yves Saint Laurent. Referências da moda atual, Alexandre Hercovitch, Jum Nakao, Lino Villaventura e Ronaldo Fraga ganharam alas temáticas.

A influência da fé na arte, como ocorreu com o gótico, foi o tema do segundo carro. Nas outras alegorias, o Renascimento , o Barroco e o Rococó. O penúltimo carro falou do Art Nouveau e homenageou Coco Chanel, representada pela atriz Marília Pera.

A escola fechou o desfile com o “Sapucaí Fashion Day”, tema do último carro alegórico. Fez um desfile dentro do desfile para reverenciar o glamour da moda. E, como todo desfile de moda, a Porto da Pedra encerrou sua passagem com a ala das noivas, uma homenagem a Simon Azulay, estilista brasileiro morto em 1988.




Fontes: G1 - TV Globo - FOLHA

Mocidade leva foliões a sonhar com os paraísos na Sapucaí

Mocidade fou a primeira escola nesta segunda-feira (15). Agremiação mostra trajetória humana na busca de paraísos.

Comissão de frente da Mocidade Independente de Padre Miguel durante desfile na segunda noite de Carnaval/Joel Silva/Folha Imagem


A Mocidade Independente de Padre Miguel resolveu mostrar para os foliões que na Sapucaí cabem tantos "jardins do Éden" quanto a imaginação de um carnavalesco puder sonhar. Na luta pelo título depois de ter ficado em 11° lugar em 2009, a escola defendeu com luxo e animação o enredo "Do paraíso de Deus ao paraíso da loucura, cada um sabe o que procura".

A agremiação abriu o segundo dia de desfiles no Rio na segunda-feira (15). Desfilou durante uma hora e vinte minutos. O público que aguardava ansioso a retomada das apresentações foi "despertado" pelo samba animado da verde e branca. Empurrados pela bateria vibrante do mestre Bereco, a escola levou para o sambódromo aproximadamente 3,8 mil componentes.

A comissão de frente "Anjos - Os guardiões do paraíso" apresentou a escola com dois jovens bailarinos que eram conduzidos dentro de um tripé, uma alegoria que representava um "portal de entrada" e era acompanhada por anjos. Quando ele se abria na avenida, era possível ver uma árvore do Jardim do Éden.

Os responsáveis por conduzir a alegoria tiveram dificuldade durante as manobras. A porta do tripé da comissão de frente teve problemas e atrapalhou o desfile no momento em que passava em frente aos jurados.

Enredo dividido

O enredo é dividido em duas partes bem definidas e a escola entra com 37 alas. O abre-alas e os dois carros seguintes representam a ligação do paraíso com a imagem bíblica da gênesis – a visão tradicional de paraíso. E os últimos estão vinculados ao paraíso da terra, onde tudo pode ser comprado com o dinheiro.

O segundo carro contou ao público a história do reino africano de Preste João, onde se acreditava ser o paraíso na época da Idade Média. O terceiro mostrou a descoberta do novo mundo com a chegada ao paraíso tropical, depois conhecido como Brasil.

O quarto carro marcou a divisão do desfile em duas etapas. Nele estava representado o eldorado, quando o homem se desvirtua, para de pensar na fauna e na flora, em função da ambição por riquezas. Na quinta alegoria, uma brincadeira com a nota do Real nos paraísos fiscais.

A alegoria "Shopping Universal: o paraíso do consumo" levou carros e motos de verdade para a avenida. Na parte inferior da alegoria estava representado um quarto de motel, que lembrava o "paraíso do prazer".

Já o último carro é a materialização do paraíso do carnaval. Três carnavalescos que fizeram história na escola são homenageados. Arlindo Rodrigues e Fernando Pinto são homenageados em grandes esculturas.

Bateria

A atriz Myrian Martin desfila como uma das musas da Mocidade Independente de Padre Miguel. Thatiana Pagung é rainha de bateria da escola. A madrinha Elza Soares, de 72 anos, desfilou sobre uma espécie de 'carrinho', por causa de um problema no tornozelo.

Árvore do conhecimento do bem e do mal faz parte da comissão. (Foto: G1/G1)



Fontes: G1- TV Globo - FOLHA

Beija-Flor visita Brasília e sonha com futuro de esperança

Povo brasiliense é destaque: temas políticos devem ficar de fora. Escola fechou o primeiro dia de desfiles no Rio, nesta segunda (15).

Rainha da bateria, Raíssa é integrante da comunidade de Nilópolis (Foto: Luciola Villela/G1)


Veja todos os vídeos da escola


O desfile da Beija-Flor no primeiro dia de desfiles do Carnaval 2010 foi uma aposta nos 50 anos de Brasília. Na avenida, a escola realizou uma viagem pela história da capital brasileira. Longe dos mensalões e protestos, a escola optou por privilegiar a audácia dos pioneiros e a esperança no futuro da cidade.

A escola de Nilópolis defendeu o enredo "Brilhante ao sol do novo mundo, Brasília do sonho à realidade, a capital da esperança". A apresentação começou às 4h26 e durou 1 hora e 20 minutos.

Em São Paulo, os 50 anos da capital brasileira foram homenageados pela Tom Maior. Assim como no Anhembi, a política está fora do enredo carioca porque, segundo a escola de Nilópolis, a intenção foi privilegiar a formação do povo brasiliense: a chegada das mais de 55 mil pessoas de todos os cantos do país que formaram o povo mais miscigenado e com a maior quantidade de expressões folclóricas do país.

Depois de três carnavais, o beija-flor, símbolo máximo da azul e branca de Nilópolis, não está presente no abre-alas da escola, mas nem por isso deixa de abrir o desfile da atual vice-campeã do carnaval carioca. O beija-flor surge na comissão de frente, coreografada pela bailarina Ghislayne Cavalcanti.

Luxo e cor

A escola mostrou em suas fantasias e em seus carros sua experiência de campeã. O tamanho dos carros, nível de acabamento e efeitos de iluminação chamaram a atenção do público. A agremiação fugiu das representações mais simples da cidade e criou carros dedicados a mitos, aos bandeirantes e até mesmo ao Egito, ressaltando alguma ligação deles com a capital.

Animados, os integrantes da escola cantaram o samba, que não chegou a empolgar o público durante a passagem da escola pelo Anhembi.

A Beija-Flor dividiu suas mais de 120 baianas em duas alas para o desfile. Do total, 60 baianas desfilam vestidas de índias para ajudar a contar a história de Brasília. Com fantasias luxuosas, as veteranas da agremiação de Nilópolis mostram que ainda têm fôlego para aguentar os 82 minutos de desfile.



Fontes: G1 - TV Globo

Salgueiro leva histórias dos livros à Sapucaí para buscar 2º título consecutivo

Escola foi a penúltima a desfilar nesta segunda-feira (15) na Sapucaí. Acrobatas, tripés grandiosos e um robô gigante se destacaram.

Salgueiro mostrou tripés luxuosos no enredo sobre livros


Em busca do segundo título consecutivo, o Salgueiro levou livros que marcam a história mundial e clássicos nacionais para a Marquês de Sapucaí na madrugada desta segunda-feira (15). A escola fez um desfile com 1 hora e 19 minutos e sem registros de incidentes graves.

Na evolução do enredo "História sem fim", se destacaram acrobatas desfilando nos carros, tripés grandiosos que acompanharam as alas, e um robô gigante de movimentos delicados que fechou o desfile.

A comissão de frente apresentou os monges copistas, que transcreviam os textos em rolos de papiro ou pergaminhos. Empurrando escrivaninhas, eles retiraram placas de dentro dos móveis e anunciaram o enredo da escola: “história sem fim”. Em seguida, se despiram das batinas e, com um figurino dourado, empunharam leques para formar uma espécie de sol.

O abre-alas, intitulado “primeira impressão”, representou a oficina de Gutemberg com uma prensa de tipos móveis.

A alegoria, vazada e iluminada, levava artistas da Intrépida Trupe pendurados em arcos e brincando em balanços suspensos. Na parte da frente, um grande carimbo do Salgueiro girava para imprimir o nome da escola no chão da Marquês de Sapucaí.

Musas e luxo

A escola levou à avenida musas como a apresentadora Sabrina Sato, a ex-BBB Priscila Pires e Viviane Araújo como rainha da bateria. Na bateria, Viviane desfilou como Sherazade, personagem de “As mil e uma noites” que tem o desafio de contar histórias para o sultão para não morrer. Ao lado dela, o prefeito do Rio de Janeiro, Eduardo Paes (PMDB), ajudou a ditar o ritmo da escola. A bateria falou da história de Ali Babá e os 40 ladrões.

Tripés luxuosos, que funcionam como uma pequena alegoria, se destacaram entre as alas. Chamaram a atenção a tábua dos dez mandamentos, lustres que simbolizavam o luxo da corte francesa retratada no livro "Ligações perigosas" e uma homenagem à mulher nos cultos africanos. As baianas homenagearam o escritor baiano Jorge Amado.

Alas lembraram textos importantes da história: os dez mandamentos, a Divina Comédia, Os Lusíadas, Dom Quixote, Os Três Mosqueteiros e Romeu e Julieta. Clássicos brasileiros também estiveram representados na avenida: Memórias póstumas de Brás Cubas e Navio negreiro. Outras alas retrataram histórias infantis como a dos soldadinhos de chumbo e O pequeno príncipe.

De bibliotecas a robôs

Uma biblioteca desfilou na Sapucaí no segundo carro. O terceiro carro falou da obra “O Guarani”, de José de Alencar, e do romance entre o índio Peri e a portuguesa Ceci.

No quarto carro, o universo das histórias infantis foi mostrado com uma Emília gigante, pendurada por cordas como uma marionete. O bruxinho Harry Potter teve um carro só pra ele. A alegoria, montada como um jogo de xadrez mágico na busca pela pedra filosofal. O desfile foi encerrado com um mundo futurista mostrado por um robô gigante.



Fontes: G1- TV Globo

Madonna assiste ao desfile da Imperatriz Leopoldinense na Sapucaí


Madonna está na Sapucaí onde assiste ao desfile da segunda escola da noite deste domingo (14). Ela está acompanhada de seu namorado, Jesus Luz, e de suas filhas Lourdes Maria e Mercy.


Fontes: G1 - TV Globo

Viradouro homenageia cultura e história do México

Viradouro é a quarta a desfilar neste domingo (14). Escola tem enredo que aborda desde Frida Kahlo a Chapolin.

Atriz Anne Lira participa do desfile da Viradouro no sambódromo do Rio /FOLHA


A Viradouro é a quarta escola a desfilar nesta primeira noite de desfiles no Rio de Janeiro, com o enredo "México - paraíso das cores, sob o signo do sol". A escolha do país se deu pela identificação com as cores e alegria, semelhantes às da agremiação. O desfile começou à 1h36 desta segunda-feira (15).

A escola apresenta o enredo dividido em nove carros alegóricos e 34 alas. São cerca de 4 mil componentes no desfile. O casal de mestre-sala e porta-bandeira, Robson e Ana Paula, abre a Avenida para a apresentação da escola.

Diego Rivera, Frida Kahlo, Emiliano Zapata e Virgem de Guadalupe são alguns dos personagens que ajudam a montar o retrato do México. Chaves e Chapolim aparecem como as figuras divertidas e caricatas para ajudar a dar a cara do povo mexicano, simbolizando sua animação e alegria, muito parecidas com as do Brasil.

O ator Marcos Oliveira, o Beiçola de "A Grande Família", encarna o pintor Diego Rivera, um dos maiores nomes da arte mexicana. Marcos é destaque no abre-alas da escola, que mostra a explosão de cores do país latino.

A Justiça autorizou a filha do presidente da Viradouro, Marco Lira, a desfilar como rainha de bateria da escola. A menina Júlia de Souza Lira, de 7 anos, vem à frente da bateria com uma saia e um top, com plumas roxas e detalhes em prata. A fantasia representa o "tesouro dos piratas.

"Durante o desfile, a gente faz uma alusão a uma imagem de qualquer um que poderia ser crente na fé da Virgem de Guadalupe. Não vai causar repercussão porque nós temos muito cuidado com isso e você vai ver na avenida uma silhueta, um perfil feminino, que poderia estar ligado a qualquer crença, a qualquer tipo de ideologia e de fé", afirmou o carnavalesco da escola, Júnior Schall.

A menina Júlia Lira, 7 anos, filha do presidente da agremiação, Marco Lira, foi coroada ao posto que já foi da modelo Luma de Oliveira e da atriz Juliana Paes após ter seu desempenho testado no ensaio da escola em todo o trajeto da avenida. Sondada para ocupar a vaga à frente dos ritmistas da escola de Niterói, a cantora e atriz mexicana Thalia exigiu um jatinho para trazer seu staff, incluindo dez seguranças, além de hospedagem num hotel de luxo da zona sul carioca, e acabou perdendo a vaga de rainha.

"Ela [Júlia Lira] está adorando a ideia. A roupa dela está sendo vista com muito cuidado, muito carinho. Na avenida, ela faz um canto de amor a sua escola", afirmou Schall.

A homenagem ao México é feita em 34 alas, com um total de aproximadamente 3.700 componentes. Robson e Ana Paula formam o primeiro casal de mestre-sala e porta-bandeira, que representam o quinto sol, que abre caminho para o desfile.

"Segundo a crença dos maias, havia vários sóis, cada um deles com uma era e com um atributo. O quinto sol nos traz o calor que sentimos hoje, que é o calor da vida. É considerado o sol da boa nova, da prosperidade e da bonança. Um sol radiante de beleza, de calor e de força", disse o carnavalesco da vermelho e branco.

 Rainha de bateria, Julia Lira, 7, filha do presidente da Viradouro, chora na concentração, antes do desfile




Enredo

A escola apresentou o enredo dividido em nove carros, sendo o primeiro acoplado. Segundo os carnavalescos Júnior Schall e Edson Pereira a escolha do México se deu pela identificação da agremiação com as cores e a alegria do país.

"Tínhamos outras opções, mas estava toda aquela onda de gripe suína, de desprestígio em relação ao México. Logo, a gente pensou que esse desprestígio poderia se reverter em um grande conteúdo estético e cultural. Pesquisamos vários enredos e quando fizemos um levantamento sobre o México nós percebemos que daria não só um, mais uma série de enredos maravilhosamente ricos", afirmou Schall.

De acordo com o carnavalesco, o desfile começou com a retratação de Frida Kahlo e Diego Rivera, considerados os dois maiores expoentes da arte no país. O ator Marcos Oliveira, o Beiçola da série "A Grande Família", da TV Globo, representou Rivera.


"A primeira parte do carro abre-alas retrata a criação do homem pela paleta do Rivera ambientado no cenário europeu, mas ao invés de ter aquela coisa romana, grega, de beleza idealizada, tem o traço grosso, rústico, tem aparência áspera do mexicano trabalhador. A gente se baseia em 1922, quando Rivera volta da Europa e pinta um mural que se chama "A criação", com vários traços da pintura europeia, mas com toda ilustração do mestiço, do miscigenado", disse o carnavalesco.

Sobre a comissão de frente, Schall afirmou que o coreógrafo Sérgio Lobato realizaria o trabalho mais versátil de sua carreira. "A apresentação vai exigir mais a parte teatral dele [Lobato].

A segunda parte do abre-alas é a invasão do estúdio de artistas como Rivera e Frida Kahlo. "Nessa fase, eles pintam a pós-revolução e a independência", disse o carnavalesco.

Depois, a escola apresentou as civilizações pré-colombianas, os maias e os astecas. "A primeira ideia era começar o desfile com esses povos, mas a gente se deparou com uma coisa que já passou na avenida. É sempre bom passar de novo porque é a nossa versão da passagem, mas a gente resolveu falar de Rivera e Frida no início, trazer pela paleta dele as cores que vão desenhar o restante do enredo", disse Schall.

Nos setores seguintes, a agremiação foi ao Caribe para tratar dos piratas e a busca pelas riquezas, além de apresentar a invasão espanhola. "Como se deu a invasão, a chegada de Hernán Cortés e como foi sua recepção. Logo depois, passamos o retrato de um povo animado com sua culinária, seus aromas, suas festas, seu artesanato e vamos aproveitar para fazer um comparativo com a festividade do povo brasileiro", afirmou.

No sétimo setor, a escola mostrou a festa do Dia de Finados do povo mexicano, que foi observada não por ser uma festa de mortos, mas de renascimento e de vida. O oitavo e último setor faz uma homenagem a fé do povo mexicano.


"Eles são fervorosamente católicos, mas nós não podemos falar de igreja. Lá, por exemplo, a festa dos mortos é uma festa de cunho religioso ecumênico. No final do desfile, vamos mostrar uma silhueta feminina, sem detalhamento de boca, de olhos, apenas que tenha sensualidade no melhor sentido, apenas aquele aspecto feminino que nos ilustra essa figura que depositam fé e força", disse o carnavalesco.


Fontes: G1- TV Globo - FOLHA

Unidos da Tijuca usa truques e efeitos especiais para contar segredos

Comissão de frente fez mágica com trocas de roupa realizadas em segundos. Escola produziu “fogo dourado” e levou sósia de Michael Jackson para alegoria.

Passistas da Unidos da Tijuca fantasiados de guerreiros


A Unidos da Tijuca contou a história dos mistérios da humanidade levando diversos segredos e efeitos especiais para a avenida na madrugada desta segunda-feira (15). O desfile teve truques de mágica, “fogo dourado”, carro com mafiosos, personagens de quadrinhos esquiando em plataformas e até uma homenagem ao cantor Michael Jackson.

A escola, terceira a se apresentar na Sapucaí neste primeiro dia de desfiles, com o enredo "É segredo", deixou a Marquês de Sapucaí quando o cronômetro marcava 1 hora e 19 minutos. A Tijuca desfilou com seis carros alegóricos e 3,6 mil componentes, divididos em 32 alas.

Mágica na avenida

A escola impressiou logo na comissão de frente. Um camarim gigante montado na avenida desafiou o público a descobrir os truques dos mágicos. Bailarinas usaram o ilusionismo para trocar de roupa em segundos, seis vezes a cada execução da coreografia. Os vestidos mudaram de estampa, de tecido e, por fim, formavam, juntos, o nome da Tijuca.

Tudo aconteceu sem que o público descobrisse qual o segredo do truque. Os integrantes da comissão brincaram com mantos que cobriam todo o grupo, revelando outros figurinos. Outras vezes, “tubos de tecido” encobriam cada uma das bailarinas. Num piscar de olhos, elas apareciam com novas roupas.

Grávida, a apresentadora Adriane Galisteu foi a rainha da bateria da Unidos da Tijuca / Danilo Verpa/Folha Imagem

Grávida, Adriane Galisteu acompanhou a bateria como rainha. Com uma peruca preta curta, a apresentadora se destacou no grupo em homenagem aos mafiosos e suas reuniões secretas e códigos de honra.. A bateria, com integrantes vestidos com ternos pretos, fez uma paradinha para que um carro antigo passasse pelo caminho, com mafiosos de armas em punho.


 

'Fogo dourado'

No abre-alas, a Tijuca mostrou o mistério do incêndio da biblioteca de Alexandria, instigando o público sobre o que estaria escrito nos papiros que foram queimados. O fogo foi simbolizado com um “efeito especial”: turbinas de ventilador embaixo do carro “sopravam” fios dourados pra cima, criando chamas no carro alegórico. Paredes móveis da biblioteca giravam e revelavam foliões que estavam dentro da estrutura.

Outros mistérios da história também foram contados na avenida, como as minas do Rei Salomão, o cavalo de Tróia e o desaparecimento da Arca Sagrada que guardava os dez mandamentos.

O segundo carro propôs tornar os jardins suspensos da Babilônia uma das sete maravilhas do carnaval e levou plantas naturais para a avenida.

A escola também lembrou as fórmulas secretas da juventude e os mistérios da natureza, como a transformação de lagartas em borboletas. Chamou a atenção a ala que lembrava o mistério sobre o túmulo de Cleópatra. Escravos egípcios enfileirados puxavam, com cordas, um pequeno carro alegórico em homenagem à rainha.

Placas giratórias, esqui e escalada

Na terceira alegoria, os foliões brincaram de arqueologia, vasculhando vestígios dos antepassados. Placas na base do carro giravam, relevando outras faces que simbolizavam resquícios da história.

A identidade secreta de heróis de quadrinhos foi a brincadeira da quarta alegoria. Uma grande plataforma foi usada para que fantasiados de Batman esquiassem por ela. Inclinada, também foi usada para a escalada de homens-aranha.

Na ala sobre o mistério do Triângulo das Bermudas, um trocadilho: foliões com triângulos na cintura, onde bermudas estavam penduradas.

Homenagem a Michael Jackson

No penúltimo carro, que falava da área 51, a base militar no deserto de Nevada, foi feita uma homenagem a Michael Jackson, com um sósia fazendo “moonwalk” no carro. “Michael vive em todas as estrelas”, dizia uma placa no carro. Símbolo da escola, um pavão gigante fechou o desfile.






Fontes: G1 - TV Globo - FOLHA

Imperatriz faz carnaval com a fé de todos os brasileiros

Escola tenta garantir, neste domingo (14), nono título no carnaval carioca. Enredo da Imperatriz mostra a formação religiosa do Brasil.

Carro abre-alas da Imperatriz Leopoldinense, "A Coroa das Divindades", teve problemas na concentração e durante o desfile / Rafael Andrade/Folha Imagem



Com o enredo "Brasil de todos os deuses", a Imperatriz Leopoldinense entrou às 22h28 deste domingo (14) na Marquês de Sapucaí para mostrar a formação religiosa do Brasil. A escola tenta garantir seu nono título no carnaval carioca, depois de um jejum de oito anos.

A agremiação apresenta 46 alas, cada uma com uma média de até 100 pessoas, chegando a um número final de aproximadamente 3.800 componentes. Entre eles está o primeiro casal de mestre-sala e porta-bandeira, Ubirajara e Veronica. Luiza Brunet, rainha de bateria, sai como o Divino Espírito Santo.

A coroa da Imperatriz vem na Avenida precedida por tripés de cavalos alados, que dão à abertura da escola uma dimensão de quase 45 metros de comprimento. Imagens como a de Buda, deuses indianos ou até mesmo a cruz católica estão presentes no "desfile-romaria" da escola.

Comissão de frente

Coreografada por Regina Sauer, os integrantes da comissão de frente representam "O homem em busca de Deus". A evolução do grupo contava com sete "blocos" de pedra que se moviam e acompanhavam a dança dos integrantes. A fantasia iluminada de um dos foliões chamou a atenção do público.

Apreensão

O segundo carro alegórico da Imperatriz Leopoldinense teve problemas e custou a entrar na pista da Marquês de Sapucaí. Intitulada “Terra de Tupã”, a alegoria empacou e quase atrapalha o desfile da escola de Ramos.

A tensão no desfile continuou com a dificuldade na condução do carro abre-alas, "A Coroa das Divindades". A desafio dos responsáveis pelo movimento da escola foi manter em linha reta um par de cavalos alados que levavam ninfas e antecediam a parte principal do carro. Por não estarem acoplados à alegoria central, os pequenos carros teimavam em se dirigir para a lateral do sambódromo.



Luiza Brunet desfila na Imperatriz. (Foto: Luciola Villela/G1)

Fontes: G1 - TV Globo - FOLHA

Primeira a desfilar no Rio, União da Ilha ‘materializa’ sonhos de Dom Quixote

Escola fez referência a tourada na comissão de frente. União voltou à elite do carnaval carioca após 8 anos de 'jejum' no Grupo de Acesso.

Toureiros da comissão de frente da União da Ilha

Escola que abriu os desfiles do Grupo Especial do Rio de Janeiro neste domingo (14), a União da Ilha “materializou” os sonhos de Dom Quixote de La Mancha, um dos mais famosos personagens da literatura mundial, na Marquês de Sapucaí. O desfile durou 1h18.

O enredo, “Dom Quixote de La Mancha, o cavaleiro dos sonhos impossíveis", foi bem contado na avenida, com alegorias caprichadas da carnavalesca Rosa Magalhães, “veterana” com três décadas de experiência no carnaval carioca e premiada por seus trabalhos.

A União da Ilha voltou este ano à elite do carnaval, após oito anos no Grupo de Acesso. Ao falar dos sonhos impossíveis, a escola fez uma referência também ao seu próprio sonho de permanecer no Grupo Especial e sair vitoriosa. “Quem é que não tem, uma louca ilusão?”, perguntava o refrão do samba-enredo.

Na busca pelo título, a escola inovou na comissão de frente. Bem coreografados, foliões e bailarinos vestidos de toureiros jogaram rosas para o público e mostraram sincronia ao movimentar os mantos coloridos, simulando uma tourada.

Em seguida, a ala dos leques, objetos utilizados principalmente no flamenco, preparou a chegada do abre-alas. A coreografia de grandes leques brancos fez um espetáculo bonito para a entrada da escola. Logo atrás, o abre-alas mostrou um Dom Quixote gigante, rodeado de livros que funcionavam como plataformas giratórias sobre as quais os destaques dançavam.

Dulcinéia del Toboso, a mulher do coração do cavaleiro, foi lembrada em alas seguintes. No carro seguinte, um Sancho Pança, o fiel escudeiro de Dom Quixote, pulava em uma cama elástica.

No quarto carro, outra representação dos delírios: os famosos moinhos de vento contra os quais Dom Quixote lutou. Neles, integrantes da escola rodopiavam fazendo acrobacias.

O quinto carro era um teatro de marionetes, em referência a outro trecho da história de Miguel de Cervantes. Os dois últimos carros mostraram o cavaleiro dos espelhos e desenhos de Cândido Portinari sobre o livro Dom Quixote de La Mancha.

Destaques

A União apresentou sete carros alegóricos, 35 alas e cerca de 3.500 componentes. Bruna Bruno desfilou como rainha de bateria da União da Ilha do Governador. A morena, que pisou na Sapucaí pela primeira vez desfilando pelo Grupo Especial, representou uma integrante da corte espanhola bem ao estilo carnavalesco, mas de forma bastante comportada, com uma fantasia que representa uma espanhola de 'sainha'.

A madrinha de bateria da União foi a atriz Luciana Picorelli. Eriberto Leão e Letícia Spiller representaram Dom Quixote e Dulcinéia, personagens centrais do enredo da escola.

Obra

A obra de Miguel de Cervantes foi publicada em dois volumes, em 1605 e 1615, e é uma paródia sobre os romances de cavalaria espanhóis muito disseminados à época. No livro, um pobre fidalgo perde a razão nas leituras desses romances e decide encarar o mundo imitando seus heróis de cavalaria.

Dom Quixote, nome que elege para si, nomeia seu velho cavalo de Rocinante e elege como sua bela donzela Dulcinea del Toboso – uma simples camponesa, a quem via como dama nobre. Sancho Pança é seu aliado nas diversas aventuras que começa a enxergar pelo mundo.



Fontes: G1 - TV Globo

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