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Cinco presidentes americanos vivos encontram-se

Depois de sugestão de Obama a Bush, eles reuniram-se em almoço. Evento semelhante não ocorria no país desde 1981.


George Bush, Barack Obama, George W. Bush, Bill Clinton e Jimmy Carter durante almoço nesta quarta-feira (7) em Washington. Pela primeira vez desde 1981, todos os presidentes vivos dos EUA encontraram-se. O almoço ocorreu depois de sugestão de Obama a Bush filho. (Foto: AFP)

Caroline Kennedy entra na disputa pela vaga de Hillary

A filha do presidente assassinado John Kennedy (1961-1963) disse ao governador democrata de Nova York, David Paterson, que deseja ocupar o cargo de Hillary Clinton no Senado. A informação, divulgada por agências de notícias internacionais e por jornais americanos como "The New York Times" e "Washington Post", é atribuída a uma pessoa próxima à negociação, que se manteve anônima.

(CNN) -- Caroline Kennedy, the 51-year-old daughter of President John F. Kennedy, has indicated her interest in filling the New York Senate seat being vacated by secretary of state designee Hillary Clinton
.


Caroline Kennedy entra na disputa pela vaga deixada por Hillary Clinton no Senado

A cadeira ficará vaga assim que a ex-primeira-dama renunciar para assumir a Secretaria de Estado no governo do presidente eleito, Barack Obama. A indicação do sucessor de Hillary cabe ao governador de Nova York, da mesma forma que o sucessor de Obama no Senado cabe ao governador de Illinois, Rod Blagojevich, suspeito de tentar vender a vaga.

As especulações sobre uma possível "campanha" de Caroline Kennedy pelo cargo cresceram depois de uma ligação feita por ela ao governador de Nova York no último dia 3 de dezembro.

Paterson disse à época que a ligação teve o objetivo de levantar informações sobre o cargo, mas que não ficara claro se ela estava desejando a indicação.

"Nome Famoso"

Desde então, Caroline, que nunca se candidatou a um cargo público, mas participou ativamente da campanha de Obama, recebeu críticas e apoios.

O deputado democrata por Nova York Gary Ackerman disse na semana passada que desconhecia quais eram as qualificações de Caroline para o Cargo, "exceto que ela tem um nome famoso --mas isso Jenifer Lopez também tem." O prefeito de Nova York, Michael Bloomberg, elogiou as habilidades de Caroline.

A filha do presidente Kennedy liderou o grupo que ajudou a escolher o candidato a vice-presidente na chapa de Barack Obama e, antes, teve sua atuação marcada por trabalhos de caridade e pela direção de fundações ligadas à sua família, como a Biblioteca Presidencial John F. Kennedy.

Além de políticos locais, é cotado para a vaga que Hillary no Senado o procurador-geral de Nova York, Andrew M. Cuomo.

Se for indicada, Caroline vai ocupar o cargo que já foi de seu tio, Robert Kennedy, assassinado em 1968 quando disputava a indicação democrata para concorrer à presidência. Outro tio de Caroline, Ted Kennedy, é senador democrata por Massachusetts desde 1962.

Democratas iniciam processo de impeachment de governador de Illinois


O Partido Democrata deu início nesta segunda-feira ao processo de impeachment do governador de Illinois, Rod Blagojevich, acusado de corrupção, informa o jornal "Washington Post". O democrata é acusado de negociar a vaga deixada pelo presidente eleito, Barack Obama, no Senado.

De acordo com o jornal, o líder da Câmara de Illinois, Michael Madigan, disse hoje que uma comissão de inquérito irá começar um trabalho de investigação a partir de amanhã. "O governador, que ainda não fez nenhuma declaração desde a prisão na semana passada, terá a chance de se defender", informa a publicação.

Segundo o jornal, Madigan afirmou que o objetivo da comissão é "forçar um processo de impeachment". Para isso, o democrata ofereceu um calendário de trabalhos para a comissão que irá determinar o afastamento do governador. "O grupo se reunirá todos os dias, com exceção do período entre o Natal e o Ano Novo", informa o jornal.

"Nós estamos fazendo uma preparação para o julgamento que será feito no Senado. Nós queremos que o processo corra rápido, mas com a certeza de que tudo será feito corretamente", disse Madigan em entrevista ao "Post".

Desde o início do escândalo --com a prisão do governador e do chefe-de-gabinete, John Harris, na semana passada-- 50 democratas, entre eles o próprio Obama, têm pedido o afastamento de Rod Blagojevich.

O governador que até então tinha autonomia para escolher o novo titular do Estado no Senado, corre o risco de perder o direito. Como Blagojevich tem ignorado os pedidos para sair do cargo, republicanos e democratas estudam a possibilidade de serem criadas eleições para a escolha do novo senador de Illinois.

Com Associated Press, Reuters e Efe

O maior dos patos mancos



Patricia Campos Mello

Na quarta-feira passada, o presidente George W. Bush perdeu boa parte da manhã perdoando Pumpkin e Pecan, os dois perus que escaparam do jantar de ação de graças e voaram para a Disneylândia.

Enquanto isso, o presidente-eleito Barack Obama se ocupava de assuntos mais prementes. Em Chicago, Obama anunciava a criação de um comitê de recuperação da economia, com a participação do venerando ex-presidente do Fed Paul Volcker.
O dia foi um bom exemplo da dinâmica do governo americano nos últimos dias: enquanto Bush se restringe a funções puramente cerimoniais, Obama já toca uma espécie de governo paralelo, embora insista que só existe um presidente de cada vez.

"De fato, só existe um presidente de cada vez, e esse presidente é Barack Obama – Bush já está com as malas na porta", disse-me Paul Light, especialista em transição presidencial da New York University."Bush não tem mais se pronunciado muito sobre a crise e quando o faz, ninguém presta atenção. Obama sabe que esta crise é dele", diz Light.
Obama está seguindo um caminho bastante diferente do trilhado pelo ex-presidente Franklin Roosevelt, que se manteve completamente distante durante a transição (naquela época a posse era em março) para não se associar de maneira nenhuma com o fracassado governo de Herbert Hoover. Mas, com isso, quando ele assumiu, a crise – a Depressão de 30 - tinha assumido proporções catastróficas.

Robert Gates se encontra com equipe de transição de Obama

WASHINGTON - O secretário de Defesa do governo Bush, Robert Gates, se encontrará nesta quinta-feira, 20, com a equipe do presidente dos EUA eleito, Barack Obama, segundo aponta o site do jornal Washington Post. Cotado para permanecer no cargo na futura administração democrata, Gates se reúne com os assessores de Obama John White e Michele Flournoy - designados para acompanhar a situação do Departamento - de acordo com informações de um porta-voz do Pentágono.

A equipe de Obama teria começado os trabalhos de acompanhamento do Pentágono na segunda-feira (17). O presidente eleito poderia manter o atual secretário de Defesa do governo Bush, nome bastante elogiado por republicanos e democratas para ampliar a cooperação entre os dois partidos, precisando para isso de nomes fortes da oposição no primeiro escalão. "Estamos totalmente comprometidos em assegurar a transição da liderança deste departamento de modo mais tranqüilo possível. As tropas nos frontes do Iraque e do Afeganistão merecem isso e a segurança da nossa nação também necessita", afirmou o secretário de imprensa do Pentágono Geoff Morrell.

Depois de escolher ex-líder democrata no Senado Tom Daschle para ser seu secretário de Saúde e Serviços Humanos, Obama pode indicar a governadora do Arizona Janet Napolitano para o Departamento de Segurança Nacional, segundo apontaram fontes do Partido Democrata. Vários meios de comunicação afirmaram nesta quinta-feira que a empresária Penny Pritzker, de Chicago, era a favorita para ser a próxima secretária de Comércio dos Estados Unidos. Amiga de longa data de Obama, Penny foi uma das responsáveis pela estratégia de recordes de arrecadação de campanha do democrata. Ela é uma das três primas da família fundadora da rede de hotéis Hyatt responsáveis pela administração do grupo.

Uma das fontes ouvidas pela CNN acredita que a decisão final sobre Janet depende das investigações sobre a governadora, assim como a escolha de Eric Holder para procurador-geral (secretário de Justiça). Holder auxiliou o então candidato democrata a selecionar seu companheiro de chapa, Joe Biden. Segundo uma pessoa próxima ao processo de seleção, Obama já ofereceu "informalmente" o posto a Holder. Ele teria aceitado, segundo a fonte, que falou sob condição de anonimato.

O nome de Holder ganhou força quando o posto de diretor de orçamento da Casa Branca foi oferecido a Peter Orszag, que dirige o escritório de orçamento do Congresso. Orszag aceitou a função, segundo dois funcionários democratas. "Peter é um cara brilhante", elogiou ex-diretor da agência de prestação de contas do governo.


Hillary Clinton


De acordo com membros da equipe de transição, o ex-presidente Bill Clinton está fazendo de tudo para que sua mulher, Hillary, assuma o cargo de secretária de Estado. Eles confirmaram que Clinton permitiu que fossem avaliados os negócios e atividades filantrópicas de sua fundação para afastar um eventual conflito de interesse caso ela realmente assuma o principal cargo da diplomacia americana. "Ele está ajudando, sem dúvida", afirmou um democrata ligado ao processo de seleção.

O ex-presidente ganhou uma fortuna após deixar a presidência, em 2001, e teria um patrimônio calculado em cerca de US$ 100 milhões, grande parte graças à venda de livros e à realização de palestras que custam cerca de US$ 400 mil cada uma. De acordo com amigos, Clinton estaria disposto a submeter sua agenda de palestras a uma espécie de comitê de ética da Casa Branca.

Segundo assessores de Hillary, porém, a senadora ainda está analisando a proposta. Ao aceitar ser secretária de Estado, ela teria de abandonar o Senado, que seria a plataforma ideal para lançar sua candidatura à presidência, em 2012, caso o governo de Obama naufrague por causa da crise. Assim, para alguns analistas, ela teria uma desculpa pronta para recusar o posto caso a equipe de Obama encontre algum problema nas contas de Clinton.

Bush avalia dar imunidade a oficiais envolvidos em tortura

Agentes de inteligência que trabalharam no governo de George W. Bush estão pressionando o presidente a tomar providências para garantir que funcionários que seguiram suas ordens durante a guerra contra o terrorismo não sejam alvo de julgamentos. A informação foi publicada pelo jornal inglês "The Daily Telegraph".

Muitos temem que o presidente eleito dos Estados Unidos, Barack Obama, que já afirmou que poderá fechar Guantánamo, possa lançar uma "caça às bruxas" aos responsáveis pelas políticas adotadas contra prisioneiros na base militar, localizada em Cuba.

Os mais vulneráveis são os oficiais do serviço de inteligência dos Estados Unidos, que participaram de interrogatórios contra suspeitos de terrorismo usando técnicas de tortura. Um ex-oficial do serviço nacional de inteligência, a CIA, conta que o presidente Bush está sendo pressionado.

"Essas são pessoas que foram chamadas pelo presidente Bush para lutar na guerra contra o terrorismo. Ele deu a elas sinal verde para fazerem uma luta dura. A visão de muitos no serviço de inteligência é de que o presidente não deve deixar essas pessoas vulneráveis a censuras legais", afirmou a fonte. Segundo o jornal, a Casa Branca já estaria examinando uma forma de conceder imunidade a esses funcionários do governo.

Além dos encarregados do comando da CIA e militares, estariam em risco o ex-conselheiro do vice-presidente Dick Cheney, David Addington e William Haynes, ex-general do Pentágono, que teria ajudado a regulamentar as técnicas de interrogatório utilizadas durante o governo Bush. Integrantes do Partido Democrata e de grupos de defesa dos direitos humanos já pediram a Obama que reveja as atuais políticas no seu primeiro dia no comando da Casa Branca.

Detentos

Em reuniões nas últimas duas semanas, Obama foi informado pela CIA sobre o perigo que os prisioneiros em Guantánamo representam. Assessores de Obama consideraram a idéia de libertar alguns detentos, colocar outros para serem julgados pela Justiça comum, enquanto outros seriam enquadrados em uma nova categoria a ser criada para criminosos. Atualmente existem 255 prisioneiros na base militar, incluindo ex-seguranças de Osama bin Laden capturados no Afeganistão.

Integrantes do Partido Republicano apóiam a concessão das imunidades, alegando que o benefício facilitaria o trabalho da próxima gestão. Com a garantia, ficaria mais fácil descobrir o que foi feito nos últimos oito anos e implantar mudanças. "Se você quer que pessoas falem a verdade, a melhor forma é dar garantias legais. A imunidade não é a única forma de se fazer isso, mas se Bush fizer, vai livrar Obama de um problema político", afirmou o ex-oficial da CIA ao "The Daily Telegraph".

Com Obama no comando, Presidência chega ao YouTube

O presidente eleito dos Estados Unidos, Barack Obama, grava pela primeira vez, nesta sexta-feira, mensagem semanal do Partido Democrata não apenas para o rádio, mas também em vídeo, segundo informação publicada nesta sexta-feira no site do jornal "The Washington Post". A mensagem, normalmente com quatro minutos de duração, vai ser disponibilizada no site YouTube e também na página de Obama na internet com informações sobre a transição.

A mensagem será gravada nesta sexta-feira no escritório de transição do democrata, em Chicago. "Esse é apenas um dos muitos meios que vão ser usados por ele [Obama] para se comunicar diretamente com a população americana e fazer a Casa Branca e o processo político mais transparente", afirmou o porta-voz Jen Psaki, nesta quinta-feira.

Além das mensagens nas rádios e internet, funcionários da equipe de transição dizem que Obama vai participar de entrevistas em vídeos e bate-papos pela internet. O objetivo, segundo assessores, é mostrar a cara ao governo. Nas próximas semanas, por exemplo, integrantes da equipe de transição e especialistas em políticas de governo também vão gravar vídeos.

Nesta quinta-feira, Valerie Jarret, um dos principais integrantes da equipe de transição, gravou um vídeo de dois minutos que listou as principais atividades e decisões tomadas na semana anterior. "O presidente eleito adotou as mais estritas regras de ética postas em prática durante uma transição", disse Jarret, diante de uma câmera de vídeo.

O uso da internet na Casa Branca, no entanto, não é novidade. O presidente George W. Bush disponibilizava notícias, podcasts e vídeos no site http://www.whitehouse.gov . A seção Pergunte à Casa Branca periodicamente realizava chats desde 2003. Em janeiro daquele ano, Bush participou pessoalmente de uma conversa, durante uma viagem ao Oriente Médio.

Mais acessível

Mas analistas políticos acreditam que a campanha inovadora de Obama vai estabelecer um novo patamar de comunicação entre público e a Casa Branca. "A equipe de Obama escreveu um livro sobre como usar o YouTube em campanhas políticas. Eles não apenas atingiram um público incrível --postando mais de 1800 vídeos que foram vistos mais de 100 milhões de vezes-- mas eles também usaram os vídeos para cultivar o senso de comunidade entre apoiadores", disse Steve Grove, chefe da seção de notícias e política, em vídeo postado no YouTube .

Já Ellen Miller, da Sunlight Foundation, entidade sem fins lucrativos que luta pela transparência no governo, comemora a iniciativa do futuro governo. "Estamos vivendo, finalmente, na era da internet. O conteúdo não é disponibilizado em um horário estabelecido e pode ser acessado sempre que houver interesse. Não sei se isso necessariamente cria transparência --ainda continua sendo conteúdo controlado, vindo de apenas um lado. Mas cria precedentes para uma presidência mais acessível", disse.

Bush faz vigorosa defesa dos mercados livres antes do G20

Reuters

NOVA YORK - O presidente norte-americano, George W. Bush, ofereceu nesta quinta-feira uma vigorosa defesa do livre mercado mas afirmou que precisam ser realizadas algumas reformas para corrigir os problemas para combater a crise financeira global.

Às vésperas da reunião dos líderes do G20 em Washington, Bush irá a Wall Street nesta tarde para detalhar a sua agenda na cúpula que dará o passo inicial para algumas reformas no sistema regulatório financeiro global.

"Embora reformas no setor financeiro sejam essenciais, a solução de longo prazo para os problemas de hoje é o crescimento econômico sustentado", afirmou Bush em discurso liberado com antecedência. "E o caminho certo para o crescimento são os mercados livres e as pessoas livres."

Ele pediu que os líderes do G20 considerem uma melhoria nas regras contábeis para os ativos assim como reformas nas instituições internacionais como o Fundo Monetário Internacional e Banco Mundial.

Obama vai começar a receber os 'briefings' de inteligência da CIA

Presidente eleito será informado sobre questões de segurança nesta 5ª. Medida começa processo de transição entre o atual e o próximo governo.

O presidente eleito dos EUA, Barack Obama, vai começar a receber nesta quinta-feira (6) os "briefings" sobre assuntos de inteligência que são entregues diariamente ao presidente George W. Bush.

Em carta aos funcionários da instituição, o diretor da CIA (agência norte-americana de inteligência), Mike McConnell, disse que Obama poderá "ver toda a gama de opções que realizamos" em benefício do país.

Em sua primeira sessão informativa, McConnell apresentará os assuntos a abordar, e dois funcionários da agência se encarregarão de desenvolvê-los para o presidente eleito.

Os briefings da CIA duram geralmente entre 45 minutos e uma hora, mas o primeiro de Obama deverá ser mais longo. Na reunião, ele começará a ter acesso a informação confidencial que ele não teve até hoje, nem como senador pelo Illinois.

Ente os principais assuntos dos quais Obama terá que se ocupar assim que assumir o poder, estão as guerras no Iraque e Afeganistão, assim como o papel do Paquistão na luta contra o movimento talibã e o grupo terrorista al-Qaeda, além dos programas nucleares do Irã e da Coréia do Norte e o futuro da prisão de Guantánamo, em Cuba.

Isso marca o início do processo de transição entre o atual e o próximo governo.

O presidente eleito passará toda esta semana em Chicago, onde se encontra a sede de sua campanha e onde começará a escolher sua equipe de governo.

Sua equipe de transição, liderada pelo ex-chefe de gabinete da Casa Branca John Podesta, deve começar a anunciar suas nomeações já a partir da próxima semana, muito mais rápido do que o habitual nos revezamentos de governo nos Estados Unidos.

O primeiro pode ocorrer inclusive ainda nesta semana, pois espera-se que Obama anuncie como seu chefe de gabinete (um posto-chave na Casa Branca) Rahm Emanuel, o chefe do grupo parlamentar democrata na Câmara de Representantes (deputados) e um grande aliado de Obama em Chicago.

Obama quer evitar os erros de seu antecessor democrata Bill Clinton, que, após vencer, em 1992, só anunciou seus principais colaboradores cinco dias antes da posse, sem tempo para que os titulares pudessem se colocar em dia sobre as prioridades de suas pastas.

O presidente eleito sabe que não pode perder tempo. Com uma grave crise financeira e duas guerras abertas, terá que pôr mãos à obra imediatamente para cumprir as promessas e as expectativas geradas por sua campanha.

O Pentágono também anunciou ter feito esforços para garantir uma passagem de poder sem percalços.

"Essa é a primeira transição em tempos de guerra desde 1968, desde a mudança de Johnson (Lyndon Johnson) para Nixon (Richard Nixon) durante a Guerra do Vietnã", afirmou na terça-feira Bryan Whitman, porta-voz do Pentágono. "Estamos prontos para começar a repassar as informações ao próximo governo imediatamente."

Diferentemente de outros países, onde há continuidade no funcionalismo público, a maioria dos cargos no governo americano é de natureza política. São comuns as histórias de colaboradores da Casa Branca, que descobrem que arquivos desapareceram e que estão impossibilitados de continuar a trabalhar.

O novo presidente pode nomear até 7 mil funcionários para servir em sua administração. Em um primeiro momento, porém, ele se contenta, geralmente, com preencher os postos mais sensíveis. Para contratá-los, ele precisa do aval do Senado.

Em discurso nesta quarta-feira na Casa Branca, Bush voltou a parabenizar o rival pela vitória e disse que terá uma atitude de "total cooperação" com Obama no processo de transição de governo.

Bush já pediu que US$ 8,5 milhões do Orçamento 2009 sejam dedicados à transição, e a equipe de novo presidente terá escritórios na Casa Branca, assim como receberá briefings sobre todos os assuntos.

Eleições: Apuração 1

McCain sai na frente em Kentucky e Obama, em New Hampshire


Confira a apuração (até as 21h35 desta terça-feira):

Indiana (11 votos no Colégio Eleitoral): Obama tem 50% e McCain, 49%, com 1% das urnas apuradas
Kentucky (8 votos): McCain tem 62% e Obama, 37%, com 1% das urnas apuradas

New Hampshire (4 votos): Obama tem 67% e McCain, 33%:, com 1% das urnas apuradas

John McCain está na frente segundo os primeiros resultados da apuração no estado de Kentucky divulgados pelo site da CNN. Até as 21h20, o republicano tinha 60% contra 38% de Barack Obama.

Kentucky tem 8 delegados no Colégio Eleitoral

O democrata, porém, está na frente no estado de New Hampshire, também conforme o site da CNN. Obama somava 67% contra 33% de McCain também até as 21h20 desta terça-feira (4).

New Hampshire soma 4 delegados no Colégio Eleitoral.

No sistema eleitoral americano, o vencedor em um determinado Estado leva todos os delegados de lá para o Colégio Eleitoral (exceto em Maine e Nebraska, onde pode haver divisão). Há 538 votos no Colégio Eleitoral, e é eleito presidente quem reunir 270 deles.

Eleições Americanas: Votação já ocorre em metade dos estados



Os centros de votação já estão abertos em metade dos estados dos EUA nesta terça-feira (4), dia no qual se prevê que mais de 130 milhões de americanos escolham um novo presidente entre o democrata Barack Obama e o republicano John McCain.

A localidade de Dixville Notch, do estado de New Hampshire, foi a primeira a votar, hoje pouco após a meia-noite local.

Até as 9h (horário de Brasília) já podiam votar os eleitores de Vermont, Connecticut, Indiana, Kentucky, Maine, Nova Jersey, Nova York, Rhode Island, Virginia, Virginia Ocidental, Carolina do Norte, Ohia, Flórida, Geórgia, Illinois, Kansas, Louisiana, Maryland, Massachusetts, Michigan, Missouri, Pensilvânia, Carolina do Sul e Tennessee, além do Distrito de Colúmbia.

Estados têm processos de apuração separados

Organizada de forma independente por cada um dos 50 Estados norte-americanos, a votação também tem processos de apuração separados. À medida que cada um dos Estados encerra sua votação, as agências de notícias e as redes de TV começam a divulgar análises, pesquisas de boca-de-urna e previsões para os delegados do Estado.

Essas análises permitem que seja iniciada a contagem de delegados. O candidato que conseguir 270 deles é apontado como presidente eleito do país. Dadas as pesquisas de intenção de voto divulgadas até a véspera da eleição, será possível saber quem venceu a disputa antes de ser encerrada a apuração em todo o país.


Mapa mostra os horários de fechamento das urnas nos diferentes estados americanos - no horário do leste, três horas a menos que o horário de Brasília. (Crédito: Reprodução)

Entre os primeiros Estados a encerrarem a votação, às 22h (horário de Brasília), estão alguns dos mais importantes para a atual disputa. Os resultados de Indiana, Georgia, Virginia, Flórida e Kentucky já podem apontar com maior clareza quem está à frente. Caso Obama vença pelo menos um deles, Virgínia ou Flórida, McCain dificilmente vai conseguir reverter a vantagem em outros Estados. Em oposição, se McCain vencer a maior parte deles, a disputa deve ser decidida de forma muito disputada.

Se estes Estados não derem indicação clara de resultado, o encerramento da votação em Ohio meia hora depois (22h30 de Brasília) pode começar a definir a eleição, já que trata-se de um local de disputa acirrada, que foi decisivo em 2004. A apuração de todos os votos deve entrar pela madrugada, já que os votos da costa oeste só terminam de ser registrados após as 2h da manhã pelo horário de Brasília.

Isso porque as pesquisas de intenção de voto divulgadas até a segunda-feira indicam grandes chances de Obama vencer de forma esmagadora. A própria campanha democrata tenta soar cautelosa, entretanto, lembrando que as pesquisas de intenção de voto erraram o resultado nas últimas duas eleições presidenciais do país.

Obama e McCain enfrentam-se em eleição presidencial histórica nos EUA


Próximo presidente pode ser o primeiro negro ou o mais velho da história. Votação já começou em New Hampshire e Vermont.

Nesta terça-feira (4), os norte-americanos irão às urnas para escolher seu 44º presidente, que cuidará, a partir de 20 de janeiro de 2009, de temas de relevância global, como a resposta à crise econômica e o destino da Guerra do Iraque.

Depois de um início de campanha equilibrado, a chapa democrata, de Barack Obama e Joe Biden, está à frente nas últimas pesquisas eleitorais, mas o candidato não quer "cantar vitória" contra os republicanos John McCain e Sarah Palin, que subiram alguns pontos nas intenções de votos nos últimos dias e apostam numa "virada" de última hora.

A votação já começou nos estados de New Hampshire e Vermont, no nordeste do país.

O dia de votação nos Estados Unidos começou nos pequenos municípios de Dixville Notch e Hart's Location (New Hampshire), seguindo uma antiga tradição . Os votos das poucas dezenas de eleitores foram contados e Obama venceu nos municípios.

Em Vermont, os locais de votação abriram as portas às 5h desta terça-feira (hora local e 8h de Brasília). A votação começou na área de Bennington, informou a diretora da zona eleitoral, Michele Hogan.

Além disso, os eleitores americanos renovarão um terço do Senado e toda a Câmara de Representantes. Segundo as pesquisas, os democratas devem manter a maioria legislativa.

A maioria dos colégios eleitorais da costa leste dos Estados Unidos deve abrir as portas entre as 10h GMT e as 12h GMT (8h e 10h de Brasília).

O restante dos Estados Unidos deve começar a votar entre as 11h e 13h (de Brasília), seguidos pelo Alasca e o Havaí.

As primeiras projeções dos canais de televisão locais são aguardadas para depois das 19h da costa leste americana (21h de Brasília).

Qualquer que seja o resultado, esta será uma eleição histórica: pode dar aos EUA o primeiro presidente negro, Obama, ou o presidente mais velho a ser empossado, McCain, de 72 anos.

Não é à toa que a campanha eleitoral de 2008 se converteu na mais cara da história dos EUA, com US$ 1,3 bilhão gasto desde as primárias. As prévias foram acirradas, principalmente com a disputa entre Obama e Hillary Clinton no Partido Democrata, e alguns dos principais favoritos acabaram "caindo" no meio do caminho.

Os Estados Unidos têm mais de 200 milhões de eleitores (sendo que cerca de 29 milhões votaram antecipadamente em 30 estados que permitem essa opção, segundo analistas). Nestes estados, de acordo com estimativas dos registros dos eleitores, a maioria do eleitorado era democrata. (Assista ao vídeo ao lado)

Mas é bom lembrar que o voto não é obrigatório nem direto – e esses dois fatores serão cruciais para definir os resultados destas eleições.

A campanha democrata teve o mérito de conseguir que milhões de eleitores se registrassem para o pleito de 2008 e de conquistar o eleitorado jovem (assista ao vídeo ao lado), que se identifica com o discurso de “mudança” e “sim, podemos” de Barack Obama, senador por Illinois.

Segundo o movimento Rock the Vote, a geração nascida a partir de 1980 engloba 44 milhões de norte-americanos e pode ter papel decisivo, assim como os eleitores latinos .

Agora, os democratas torcem para que todas essas pessoas se dêem ao trabalho de sair de casa e ir às urnas, principalmente em estados-chave como Ohio, Flórida (assista ao vídeo ao lado) e Virgínia, onde a diferença entre republicanos e democratas está apertada.

Mas o grande inimigo de Obama pode ser, segundo alguns analistas, o racismo . Muitos sugerem que, ainda que uma grande quantidade de eleitores declare aos pesquisadores que vota no democrata, talvez não o faça ao ficar a sós na cabine de votação.

Não seria a primeira vez na história dos EUA. Em 1982, o então prefeito de Los Angeles, o afro-americano Tom Bradley, era o favorito nas pesquisas para a eleição ao governo do estado da Califórnia, mas surpreendentemente acabou perdendo para os republicanos. O racismo foi apontado como a explicação.

John McCain, quatro vezes senador pelo Arizona, por sua vez, tem o trunfo de ter sido um herói da Guerra do Vietnã (durante a qual foi torturado e passou cinco anos preso) e de ter mais experiência política que Obama.

Mas o republicano carrega o fardo de ser a continuidade natural da gestão impopular de George W. Bush, de quem tentou se distanciar, principalmente depois do agravamento da crise financeira internacional. Obama, por seu lado, nos últimos dias de campanha, não cansou de tentar ligar McCain à gestão de Bush, a quem acusa de proteger Wall Street.

McCain também verá testada nas urnas sua candidata a vice, Sarah Palin , que trouxe um novo interesse à campanha ao ser anunciada na chapa mas que, depois, sofreu desgaste ao se tornar alvo de vários questionamentos da mídia e do interior do próprio Partido Republicano.

Depois da votação popular desta terça, entra em cena o Colégio Eleitoral dos EUA.

Pela legislação norte-americana, os votos diretos elegem delegados para o Colégio Eleitoral, este sim, encarregado de definir o próximo presidente. Os delegados votam no presidente de acordo com a vontade da maioria da população de seu estado. Quanto mais habitantes um estado tem, mais delegados ele elege.

Mas nem sempre é uma conta simples. Basta recordar as eleições de 2000, quando o democrata Al Gore ganhou nos votos populares mas, depois de uma conturbada contagem de votos no estado da Flórida e de perder no Colégio Eleitoral, foi derrotado. A decisão final ficou com a Suprema Corte dos EUA, que deu a presidência a George W. Bush.

Por fim, os votos deste 4 de novembro vão definir cargos legislativos nos níveis municipal, estadual e federal , em 435 distritos norte-americanos. Os eleitores votarão, também, contra ou a favor de leis estaduais, que vão definir temas variados – da restrição ao aborto ao uso de energia renovável.

Analistas esperam que o resultado da eleições seja conhecido ainda entre a noite de terça-feira e a madrugada de quarta-feira. Certa da vítória, a campanha de Obama já preparou uma grande feita em Chicago, "berço" político do candidato. McCain, mais reservado, vai acompanhar a apuração em um hotel em Phoenix, no Arizona, como costuma fazer.

Analistas prevêem vitória 'esmagadora' de Obama sobre McCain nesta terça



Apoiados nas pesquisas de intenção de voto, que até esta segunda-feira (3) mostravam vantagem do candidato democrata Barack Obama na disputa presidencial norte-americana desta terça, analistas políticos do país apostam em que os Estados Unidos vão eleger o primeiro presidente negro da sua história.

Um levantamento do site “Huffington Post” reuniu 26 dos mais proeminentes estudiosos da política do país e suas previsões para a votação. Segundo 25 deles -incluindo David Plotz, editor da revista “Slate”, Charles Mahtesian, do site “Politico.com”, Arianna Huffington, Mark Halperin e George Stephanopoulos-, Obama vai vencer.

Além de acreditarem na vitória do democrata, quase todos os analistas reunidos pelo site dizem que ela vai ser esmagadora, com mais de 300 votos no Colégio Eleitoral, pelo menos 30 a mais do que o mínimo necessário para eleger o próximo presidente.

Apenas um deles, o editor da “Weekly Standard”, Fred Barnes, acredita de o republicano John McCain vai reverter as pesquisas e ser eleito o novo presidente A margem da vitória, entretanto, vai ser pequena, de 286 votos no Colégio Eleitoral contra 252 de Obama.

Até o final da tarde da véspera do dia de votação, a vantagem de Obama em todas as pesquisas de intenção de voto era marcante. Segundo a média de pesquisas organizada pelo site Real Clear Politcs, se a eleição fosse nesta segunda-feira (3), o candidato democrata teria 7,4 pontos percentuais a mais de que John McCain.

Entre as pesquisas nacionais, as que prevêem a menor vantagem democrata são as da Diageo/Hotline e a de IBD/TIPP, que apontam 5 pontos percentuais de diferença. Algumas, como o instituto Gallup, chegam a dar vantagem de 11 pontos para Obama.

Considerando o formato eleitoral norte-americano, que escolhe o presidente em um Colégio Eleitoral, O Real Clear Politics aponta que Obama teria 338 votos no Colégio Eleitoral, 68 a mais que o mínimo necessário para vencer a eleição. Pelo menos 278 desses votos são apontados como garantidos, e os outros são de estados em que a vantagem de Obama é pequena para garantir sua vitória.
Imprevistos

Apesar da vantagem clara nas pesquisas e nas previsões de analistas, a campanha de Obama tenta evitar contar com a vitória antes da hora. Uma das principais preocupações é o efeito Bradley , segundo o qual o racismo pode influenciar as pesquisas de intenção de voto, induzindo ao erro das previsões.

BREAKING NEWS: Dixville Notch has spoken: It's Obama in a landslide

DIXVILLE NOTCH, New Hampshire. Democratic presidential candidate Barack Obama emerged victorious in the first election returns of the 2008 presidential race, winning 15 of 21 votes cast in Dixville Notch, New Hampshire.

People in the village in New Hampshire's northeast corner voted just after midnight Tuesday.

It was the first time since 1968 that the village leaned Democratic in an election.

Obama's rival, Republican John McCain, won 6 votes.

A full 100 percent of registered voters in the village cast ballots. And the votes didn't take long to tally.

The town, home to around 75 residents, has opened its polls shortly after midnight each Election Day since 1960, drawing national media attention for being the first place in the country to make its presidential preferences known.


Obama vence em pequena cidade que abre eleição presidencial nos EUA

Democrata recebeu 15 votos, contra 6 do republicano Jonh McCain.
Dixville Notch, em New Hampshire, é a primeira a votar no país desde 1960.

O democrata Barack Obama venceu o republicano John McCain por 15 votos a seis em Dixville Notch, cidade que abriu a eleição presidencial nos Estados Unidos nesta terça-feira (4). A pequena cidade fica no estado de New Hampshire (nordeste dos EUA), e tem 75 habitantes. Agências internacionais de notícias France Presse e AP além do site da rede de TV CNN confirmam a informação.

Em Dixville Notch, foi aberto o primeiro centro de votação, às 5h da manhã GMT, que equivale à meia-noite local e às 3 horas em Brasília. A maior parte dos colégios eleitorais da costa leste dos EUA deve abrir terça-feira entre 10h e 12h GMT (8h e 10h de Brasília).

A cidade de Dixville Notch é conhecida como a “first of the nation” (a primeira da nação), já que desde 1920 ela é a primeira comunidade a votar nas primárias do estado de New Hampshire, e, desde 1960, a primeira dos EUA a votar nas eleições presidenciais.

Os poucos eleitores locais - 21 desta vez - votam todos ao mesmo tempo, e com festa. À meia-noite, as urnas abrem, poucos minutos depois, a votação ocorre e os votos são contados. O resultado é logo anunciado ao mundo.

RUMO À CASA BRANCA




Barack Obama chega como favorito à eleição americana

WASHINGTON - Após mais de um ano de campanha e sob os olhos de todo o mundo, os americanos vão às urnas nesta terça-feira, 4, para decidir se o próximo presidente do país será o primeiro negro a assumir a Casa Branca ou o candidato mais velho a vencer uma eleição presidencial. Além do presidente e do vice, os eleitores também renovarão a Câmara dos Representantes, pouco mais de um terço do Senado e também escolherão 11 novos governadores.

Obama chega ao dia decisivo como favorito em todas as pesquisas para chegar à Casa Branca. A dinâmica do processo eleitoral, porém, recomenda cautela. O voto nos EUA não é obrigatório - e o comparecimento maior de eleitores de um candidato pode alterar o resultado previsto nas pesquisas. Além disso, a eleição presidencial nos EUA é definida pelo Colégio Eleitoral e não pelo voto direto.

O colégio é formado por 538 representantes dos 50 Estados e da capital do país, Washington. O candidato que vencer o voto popular num Estado indica todos os representantes (cada um com um voto) desse Estado no colégio. Para ser eleito, o candidato precisa ter 270 votos - e os Estados mais populosos têm mais votos no colégio. Dessa forma, é possível que um candidato vença a eleição no Colégio Eleitoral, mas perca a apuração nacional.

Uma projeção com base em média de pesquisas feita pelo Real Clear Politics dá a Obama os 252 votos do Colégio Eleitoral dos 20 Estados que votaram pelo democrata John Kerry, em 2004. Para conquistar a presidência, Obama precisa de mais 18 votos e, se ganhar os 20 votos de Ohio ou os 27 votos da Flórida, a eleição estará encerrada - nos dois Estados, a disputa está acirrada. O mesmo estudo indica que o democrata estaria na frente em Nevada, Colorado, Novo México e Iowa - o que, somado aos Estados vencidos por Kerry, totalizariam 278 votos no Colégio Eleitoral.

Já McCain precisaria vencer em todos os 30 Estados que votaram no presidente George W. Bush em 2004 para ter uma chance na eleição. Desses, ele tem a liderança em apenas 17 - o que lhe dá 132 votos no Colégio Eleitoral. Para vencer, McCain ainda teria de conquistar outros dez Estados que ainda estão indecisos (o equivalente a 128 votos no Colégio Eleitoral) e "roubar" mais 10 votos de Obama.

Os resultados preliminares divulgados nesta terça após o encerramento da votação podem dar grandes pistas de qual será o resultado final. A direção a ser tomada - seja por uma vitória de Obama ou de McCain - ficará mais clara logo depois que as primeiras urnas começarem a fechar às 21h (horário de Brasília), em Indiana - Estado que vota nos republicanos desde 1964.

Uma grande vitória de Obama no Estado ou até mesmo uma luta acirrada por seus 11 votos no Colégio Eleitoral pavimentaria seu caminho para a Casa Branca. No entanto, uma vitória fácil de McCain pode ser um indício de problemas para o democrata. Uma média de pesquisas feita pelo site Real Clear Politics dá a McCain uma liderança apertada de 1,4 ponto (47,6% a 46,2%).

Juntamente com Indiana, o Estado de Kentucky também encerrará a votação no mesmo horário e deve servir como termômetro para o resultado da eleição no Senado. "Indiana oferece uma dica antecipada da corrida presidencial e Kentucky faz o mesmo pelo Senado", disse o diretor-assistente do centro de pesquisas da Universidade Quinnipiac, Peter Brown. "Nós vamos saber de duas coisas razoavelmente cedo: se temos uma vitória presidencial esmagadora e se os democratas têm chance de conseguir 60 cadeiras no Senado."

A eleição desta terça deve ter um comparecimento recorde e servirá como um teste do sistema de votação americano. Problemas como longas filas para votar e possibilidade de fraude eleitoral estão sendo acompanhados de perto pelas autoridades do país.

Obama lidera em 6 de 8 Estados-chave nos EUA

O democrata Barack Obama está à frente do republicano John McCain em seis dos oito Estados-chave na disputa pela Presidência dos Estados Unidos, incluindo Flórida e Ohio, segundo uma série de pesquisas Reuters/Zogby divulgadas nesta segunda-feira, 3, véspera do pleito.

Obama chega à eleição de terça-feira em uma posição confortável, enquanto McCain luta para ultrapassar Obama em todas as pesquisas nacionais e para manter-se competitivo em Estados em que o atual presidente George W. Bush venceu na eleição de 2004. Mas uma surpresa nas urnas não é descartada principalmente por causa do "fator racial": é possível que muitos americanos evitem dizer que não votarão em Obama porque ele é negro, mas, diante das urnas, acabem preferindo o rival.

As novas pesquisas estaduais mostraram Obama com 1 ponto percentual à frente no Missouri e 2 pontos na Flórida, com a margem de erro em 4,1 pontos percentuais. O democrata também lidera em Estados como Ohio, Virgínia e Nevada - todos Estados vencidos por Bush em 2004.Esses cinco Estados em que Obama está à frente respondem por 76 votos no colégio eleitoral. Se somados aos Estados conquistados pelo democrata John Kerry na eleição de 2004, eles dariam a Obama 328 votos no colégio eleitoral, bem mais do que os 270 necessários para chegar à Casa Branca.





Obama também tem 11 pontos percentuais de vantagem na Pensilvânia, onde McCain teria a maior chance de vencer em um Estado conquistado pelo candidato democrata há quatro anos. McCain está à frente do rival por 5 pontos em Indiana e por 1 ponto na Carolina do Norte, dois Estados em que Bush venceu em 2004. As pesquisas estaduais também foram realizadas entre quinta-feira e sábado com as amostras variando entre 600 e 605 prováveis eleitores. A margem de erro em todos os oito Estados é de 4,1 pontos percentuais.

Segundo as pesquisas, Obama está na frente em todos os Estados em que John Kerry venceu em 2004. Ele também tem a liderança em outros quatro Estados nos quais George W. Bush venceu: Iowa (54% a 38,7% , segundo o Real Clear Politics), Novo México (50,3% a 43%), Colorado (50,5% a 45,5%) e Nevada (49,3% a 43,5%).

Obama também tem vantagem de 7 pontos percentuais sobre McCain entre os prováveis eleitores em uma pesquisa nacional Reuters/C-SPAN/Zogby, 1 ponto percentual a mais do que o registrado no domingo. A pesquisa nacional, feita por telefone, tem margem de erro de 2,9 pontos percentuais. Obama tem 15 pontos de vantagem sobre os independentes e 13 pontos entre as mulheres, dois blocos cruciais de eleitores na eleição de terça-feira. McCain lidera Obama por 13 pontos, mas está apenas atraindo 25% dos hispânicos. Em 2004, Bush ficou com mais de 40% do apoio desse grupo. A pesquisa nacional foi realizada entre quinta-feira e sábado entre 1.205 prováveis eleitores.

Segundo a última pesquisa do jornal The Wall Street Journal e a da TV NBC, McCain reduziu a vantagem de seu rival para oito pontos, frente aos dez de uma semana atrás. Obama conta com apoio de 51% dos entrevistados que devem votar na terça-feira, contra 43% dos que preferem McCain, mostram os resultados da pesquisa, realizada neste fim de semana e publicada na edição desta segunda. Somente 6% continuam indecisos e, entre esses, apenas a terça parte poderá votar em um "terceiro candidato", como o independente Ralph Nader ou Bob Barr, do Partido Libertário.

O analista democrata Peter Hart, que participou da organização da enquete, disse ao jornal que "a pesquisa mostra que o eleitorado decidiu que Barack Obama será um bom presidente. As incertezas (a respeito) tão comuns no início do ano desapareceram". A pesquisa diz também que "os eleitores se identificam tanto com o histórico e os valores do senador Obama quanto com os do senador McCain, já que o democrata recuperou muito terreno neste sentido", ressalta The Wall Street Journal.

O periódico espera um alto nível de participação nas eleições presidenciais e legislativas de amanhã, já que a inscrição no censo eleitoral atingiu 73,5% de todas as pessoas com direito a voto - taxa mais alta desde 1920, quando as mulheres puderam votar pela primeira vez.

Segundo o site Real Clear Politics, que faz uma compilação de todos os levantamentos divulgados nos EUA, Obama tem uma vantagem de 6 pontos sobre McCain nas pesquisas nacionais. De acordo com o Washington Post, o democrata esteve na frente em todas as 159 pesquisas nacionais divulgadas nas últimas seis semanas, o que coloca seu rival, John McCain, numa das piores posições em que um republicano já esteve na reta final da corrida eleitoral. Num cenário como esse, a recuperação de McCain depende de sua capacidade de vencer nos redutos democratas onde a vantagem de Obama é pequena e, ao mesmo tempo, conseguir conter o avanço do rival em Estados que haviam votado por George W. Bush em 2004 e agora se inclinam pelo democrata.

Eleição no Tio Sam: a preferência dos internautas

O site The World For está “computando” as preferências dos internautas de todo o mundo sobre quem gostariam de ver como novo presidente dos Estados Unidos. Ou seja, tu podes “votar” de mentirinha em www.theworldfor.com.

Mais de 14 mil pessoas deram seus pitacos até agora. Dá pra ver o resultado de acordo com os países em um mapa (abaixo): está dando uma lavada do democrata Barack Obama sobre o republicano John McCain.

Ah, o destaque é a participação brasileira, que responde por mais de 30% dos votos.


'Efeito Bradley' pode tornar resultado das urnas incerto na terça-feira


Barack Obama discursa em Springfield, Missouri, neste sábado (1). (Foto: AFP)


Em 1982, 'medo de parecer racista' fez urnas desmentirem pesquisas. Analistas divergem sobre se isso poderia acontecer nestas eleições.

A menos de dois dias da votação que vai escolher o novo presidente dos Estados Unidos, a vantagem do candidato democrata, Barack Obama, nas pesquisas de intenção de voto é tão grande, que muitos já poderiam contar como certa sua vitória. Poderiam, no condicional, pois a história norte-americana mostra que nem sempre se pode confiar nas pesquisas de intenção de voto, especialmente quando um dos candidatos é negro.

Segundo a média nacional de pesquisas calculada pelo site Real Clear Politics, até este domingo (2), Obama tem 6,8 pontos percentuais a mais de que o republicano John McCain. No Colégio Eleitoral, as pesquisas já dão como certos 311 votos para o democrata, 41 a mais de que o mínimo para vencer a disputa. Mas o “efeito Bradley” torna o resultado final incerto.

Vinculado ao racismo ainda presente na sociedade norte-americana, este efeito recebe o nome de um ex-prefeito de Los Angeles, Tom Bradley, um político negro que concorreu ao governo da Califórnia em 1982. Na época, todas as pesquisas de intenção de voto apontavam ampla vantagem de Bradley, e todos esperavam uma vitória tranquila. Quando o resultado saiu, entretanto, Bradley havia sido derrotado pelo republicano George Deukmejian, que era branco.

A explicação geral para o erro das pesquisas não foi de que houve uma avaliação equivocada. Os principais analistas da época diziam que as pessoas respondiam às pesquisas a favor de Bradley para não soarem racistas, mas acabaram preferindo o republicano na hora em que escolhiam secretamente. Segundo estudiosos do caso, em pesquisas realizadas após a eleição, muitos eleitores preferiram não dizer em quem haviam votado.

Em entrevista recente ao G1, o professor da Universidade Estadual de Michigan Ronald Hall, autor do livro “Racismo no século XXI”, já apontava a existência do problema na atual eleição. “Não tenho certeza de que Obama de fato é aceito pela sociedade. Se ele fosse branco, estaria muito à frente de John McCain nas pesquisas. Muita gente que diz que apóia Obama agora não vai votar nele quando estiver sozinha na frente da urna de votação. Elas continuam presas ao racismo, mas têm vergonha de admitir”, disse.

O candidato e sua campanha, entretando, negam a possibilidade de uma derrota por conta do racismo. Antes mesmo de vencer as prévias do partido, que disputou com a ex-primeira-dama Hillary Clinton, Obama já negava a existência de questões de raça.

"A raça ainda é um fator na nossa sociedade? Sim. Não acho que alguém negue isso", disse então ao canal Fox News. "Será isso determinante na eleição geral? Não, porque estou absolutamente confiante de que o povo norte-americano está procurando alguém que possa resolver seus problemas", completou. "Se eu perder, não será por causa da raça. Será porque cometi erros na campanha, não comuniquei efetivamente meus planos em termos de ajudar (as pessoas) nas suas vidas cotidianas."

Tratando mais especificamente do “efeito Bradley”, Michelle Obama, mulher do candidato democrata, disse recentemente à rede de TV CNN que muito mudou desde os anos 80, quando aconteceu o caso na Califórnia.

“Isso foi há muitas décadas, e acho que houve um grande crescimento desde então. Acredito que os temas da campanha vão pesar mais nos corações das pessoas quando elas entrarem nas cabines de votação dessa vez.”

Efeito contrário


Alguns analistas acham imporvável que o “efeito Bradley se repita neste ano e consideram até mesmo a possibilidade de ele estar presente de forma inversa. Segundo Douglas Wilder, prefeito de Richmond, na Virgínia, e primeiro negro a se eleger governador de um Estado no país, alguns eleitores podem mentir para esconder racismo, mas outros vão apoiar Obama em silêncio. “Alguns republicanos não vão ter coragem de admitir apoiarem Obama, mas na hora de votar vão preferir o democrata por saberem que ele é melhor para a economia do país”, disse à CNN, se refefrindo ao principal tema da atual eleição.

Ainda durante as prévias democratas, o pesquisador de relações raciais nos Estados Unidos Shelby Steele disse ao G1 que Obama se beneficia eleitoralmente do fato de ser negro. Segundo ele, uma “culpa branca” faz com que o eleitorado queira superar a história de racismo que o país viveu.

“Os Estados Unidos estão desesperados por um presidente negro, e Obama se beneficia disto”, disse Steele.

O mapa eleitoral 4 dias antes da eleição

Faltam quatro dias para a eleição nos Estados Unidos. O mapa eleitoral abaixo, produzido pela CNN com base nas últimas pesquisas estaduais, mostra a situação dos candidatos nesta quarta-feira.

Obama vence com segurança nos Estados azuis. Os que estão pintados de azul claro devem ser vencidos pelo candidato democrata, mas a disputa ainda é acirrada. John McCain vence com segurança os Estados vermelhos e a vitória é mais apertada nos Estados mais claros. Os que estão pintados de laranja são os “swing states”, Estados que ninguém pode prever o que vai dar.



Pela contagem acima da CNN, Obama já tem 277 votos no Colégio Eleitoral, sete a mais do que o necessário para ser eleito. Ou seja, para McCain ter alguma chance de vitória, precisa “roubar” algum grande Estado de Obama, como a Pensilvânia ou a Virgínia, além de levar pelo menos dois dos três maiores “swing states” — Flórida, Carolina do Norte e Ohio.

Obama, por outro lado, precisa manter os Estados pintados em azul claro e escuro e ainda tentar levar algum “swing state” grande para evitar surpresas no final da eleição.

Nessa última semana de eleição, os candidatos se concentram na Flórida, Ohio, Pensilvânia, Carolina do Norte e Virgínia. Estes Estado são voláteis e podem mudar de posição de uma hora para a outra. Flórida e Ohio, tradicionalmente, têm eleitorado dividido e a disputa deve ser decidida por pouca diferença de votos.

Já Virgínia e Carolina do Norte são Estados tradicionalmente republicanos, mas o crescimento da população urbana nos subúrbios de Washington D.C e a alta concentração de população negra favorecem o candidato Barack Obama. John McCain tem alguma chance se conseguir motivar o voto do interior e tem também a vantagem de contar com o voto dos militares, que têm grande presença nos dois Estados.

Você pode dar seus palpites e montar seus próprios mapas lá no site da CNN. Ele calcula automaticamente quem vai ganhar de acordo com suas escolhas. Qual seu palpite? Obama leva os Estados tradicionais republicanos? E McCain consegue virar na Pensilvânia? Deixe seus comentários!

Como funcionam as eleições nos EUA

As eleições nos Estados Unidos são bem diferentes das brasileiras. O voto não é obrigatório e a escolha do presidente acontece de forma indireta. Existem dois partidos majoritários e cada um decide seu concorrente em uma eleição prévia entre os pré-candidatos. Além disso, devido à constituição federalista do país, os 50 Estados têm autonomia para decidir detalhes sobre a votação e que tipo de primária adotar.

A eleição presidencial na prática consiste em 50 eleições simultâneas. Cada Estado escolhe seu candidato. O voto de cada eleitor não é contado em uma eleição direta, mas sim para definir uma comissão de delegados que representará a decisão do Estado no colégio eleitoral. Lá acontece a “finalíssima” da eleição.

Quanto mais populoso o Estado, mais votos ele tem no colégio eleitoral. Ao todo são 540 votos. Para vencer a eleição indireta, o candidato precisa de 50% mais um dos delegados.

Em duas ocasiões a decisão do Colégio Eleitoral foi diferente do visto nas urnas. A mais recente delas foi em 2000, quando George W. Bush obteve 47,87% dos votos contra 48,38% do candidato democrata, Al Gore. Isso aconteceu porque o republicano venceu na Flórida, o que lhe deu vantagem no colégio eleitoral.

Na última eleição, 142,072 milhões de eleitores se registraram para votar. O país tem cerca de 300 milhões de habitantes.

As primárias

A disputa pelo cargo máximo da nação mais poderosa do mundo está marcada para o dia 4 de novembro de 2008. Mas a corrida eleitoral nos Estados Unidos começou bem mais cedo, com as eleições primárias, que definem o candidato de cada partido na corrida presidencial. A primeira delas foi no dia 3 de janeiro, no estado de Iowa. Este ano, foram oito pré-candidatos democratas e oito republicanos, que foram desistindo pelo caminho, restando apenas um de cada partido.

Ao contrário do Brasil, os partidos norte-americanos submetem a escolha do candidato ao eleitor. Para isso, as duas legendas fazem uma série de votações estaduais. Conforme o tamanho da população de cada Estado, este envia um determinado número de delegados à convenção nacional do partido, em que o nome da legenda é ratificado. Os democratas elegerão 3445 delegados e os republicanos, 2454.


Calendário


Em 2008, as eleições primárias começaram mais cedo. Os pré-candidatos se enfrentaram durante as prévias, processo, apenas os eleitores de cada partido participam da escolha. A disputa democrata se encerrou no dia 3 de junho, nas prévias de Dakota do Sul e Montana, com a vitória do senador Barack Obama sobre a senadora Hillary Clinton. Os republicanos ainda realizam uma primária em Nebraska, embora o candidato John Mccain seja o único na disputa.

A convenção democrata, marcada para 25 de agosto, vai durar quatro dias. A reunião republicana começará no dia 1º de setembro, em Saint Paul, Minnesota e termina no dia 5.

Escolhidos, os dois oponentes saem em campanha até o começo de novembro. A população norte-americana vai às urnas no dia 4.

A escolha do Colégio Eleitoral será em 15 de dezembro. O vencedor toma posse no dia 20 de janeiro de 2009.


Tipos de prévias


Existem três tipos de primárias: abertas, fechadas e as livres, além do “caucus”, que é uma outra espécie de prévia. Cada Estado é livre para optar pelo processo de seu interesse.

Fechadas

Nas primárias fechadas participam todos os eleitores que declararam sua filiação através de um documento oficial, demonstrando que votaram no partido nas últimas eleições e que mantêm a intenção de votar no mesmo.

Abertas

São as primárias que possibilitam a maior participação do eleitorado. Os eleitores do estado, independentemente de sua filiação partidária, podem participar de qualquer primária, mas não das duas ao mesmo tempo.

Livres

Não são mais usadas, exceto em Louisiana. O sistema permite que o eleitor vote em quem desejar independentemente do partido do candidato.



MAPA DO COLÉGIO ELEITORAL


EUA testam novas tecnologias de votação eletrônica


LOS ANGELES - Na Califórnia, berço da indústria dos computadores, a maioria dos eleitores ainda usará papel e caneta para votar na eleição do dia 4. Enquanto isso, em lugares remotos, como a Amazônia e o Himalaia, eleitores brasileiros e indianos já estão habituados às urnas eletrônicas. Em 2000, problemas na perfuração de cédulas da Flórida atrasaram em 35 dias o polêmico resultado da eleição que levou George W. Bush à Casa Branca. Para efeito de comparação, na última eleição presidencial brasileira, em 2006, os 130 milhões de votos foram apurados em cerca de 150 minutos.

Embora as eleições norte-americanas ainda pareçam incrivelmente atrasadas, especialistas dizem que desta vez o sistema será mais seguro e confiável do que em 2000 e 2004. "Retiramos as cédulas perfuráveis, que se mostraram um jeito ruim de votar", disse Charles Stewart, chefe do departamento de Ciência Política do Instituto de Tecnologia de Massachusetts (MIT) e membro do Projeto de Tecnologia Eleitoral Caltech/MIT. "Estamos também a ponto de aposentar as máquinas mecânicas com alavancas, que tampouco são uma forma muito boa de votar. Os eleitores que usam essas duas tecnologias eram 40 a 50% do eleitorado em 2000", disse. Nos EUA, ao contrário do Brasil, não existe um sistema único de votação - cada Estado ou condado define o seu.

A bagunça com as cédulas perfuráveis em 2000 provocou uma corrida para as urnas eletrônicas, mas problemas técnicos e de segurança em 2004 afetaram a reputação dessa nova tecnologia. Alguns Estados e condados reajustaram seus sistemas eletrônicos, e neste ano condados de 24 Estados usarão urnas eletrônicas ou máquinas com alavancas. Outros, porém, desistiram da eletrônica e voltaram ao papel. A empresa Diebold - que tem contrato para fornecer as urnas eletrônicas brasileiras - é muito criticada pela tecnologia empregada nos EUA.

No Brasil, a experiência com urnas eletrônicas começou nas eleições municipais de 1996, e nos pleitos seguintes as cédulas de papel foram gradualmente sendo eliminadas. Nos próximos 5 a 10 anos, Tribunal Superior Eleitoral pretende adotar recursos para o reconhecimento facial dos eleitores, para diminuir fraudes e eliminar ao máximo a intervenção humana. "Tínhamos um processo eleitoral demorado e fraudulento, totalmente não-confiável, e essa foi a principal motivação para o nosso grande investimento nesta área", disse Giuseppe Janino, diretor de tecnologia do TSE.

O Brasil costuma ceder urnas eletrônicas e seu conhecimento a outros países, mas não pretende vender as máquinas. E os EUA, segundo Janino, não pediram ajuda ao Brasil.

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