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Brasil vigia suspeitos com elos ao Irã

A CIA acredita que esses brasileiros não foram escolhidos a esmo para ir ao Irã

O governo Lula monitora há três anos um grupo de brasileiros suspeitos de ter recebido instruções e dinheiro de organizações islâmicas para desenvolver atividades ou núcleos terroristas no país, informa reportagem de Lucas Ferraz, publicada neste domingo pela Folha.

Segundo a reportagem apurou, a Polícia Federal abriu inquérito para investigar o caso, que também é acompanhado pela Abin, órgão de inteligência ligado à Presidência. Os brasileiros são monitorados desde que o governo recebeu um informe da CIA, o serviço secreto dos EUA.

O despacho informava que esse grupo, de cerca de 20 pessoas, viajou em 2008 ao Irã com o suporte logístico do Hizbollah e da Jihad Islâmica, milícias que não reconhecem o Estado de Israel e que são consideradas terroristas por vários países.

A CIA acredita que esses brasileiros não foram escolhidos a esmo para ir ao Irã, mas sim recrutados para aprender como montar células políticas e/ou armadas.

A Folha apurou que os suspeitos --todos convertidos ao Islã-- são de cidades do Rio de Janeiro, de São Paulo, do Paraná e de Estados do Nordeste. Eles viajaram em duas datas diferentes a Teerã, capital iraniana.

Editoria de Arte/Folhapress 


Fonte: FOLHA

França prende 11 suspeitos de terrorismo

Ministro diz que existe ameaça à Europa

A polícia antiterrorismo da França anunciou na manhã desta terça-feira a prisão de ao menos 11 suspeitos de elos com grupos militantes islâmicos. Três deles são afegãos e teriam ligação com a Al Qaeda.

O número de suspeitos ainda pode aumentar. Segundo as agências de notícias Associated Press e Efe, os detidos já são 12.

"Sim, há uma ameaça terrorista no momento na Europa. E ela não deve ser nem superestimada nem subestimada", disse o ministro do Interior francês, Brice Hortefeux.

Soldados patrulham catedral de Notre Dame, em Paris; França reagiu a alertas com a prisão de 11 suspeitos/Laurent Cipriani/AP

Uma das operações teve como foco uma rede que supostamente criaria documentos falsos para militantes islâmicos retornando do Afeganistão. Nesta frente, dois afegãos foram presos na cidade de Marselha e um terceiro em Bordeaux.

De acordo com a polícia antiterrorismo francesa, os três estariam conectados a um homem detido no começo de setembro em Nápoles, na Itália, suspeito de manter operações com a Al Qaeda.

Numa segunda operação, oito pessoas foram detidas por suposto envolvimento em tráfico de armas e explosivos, também na região de Marselha, informou o governo.

As operações do governo francês chegam dias após os EUA, o Canadá e o Japão terem emitido alertas aos seus cidadãos para que evitem viagens à Europa pela ameaça de terrorismo.

ALERTA

Ainda no domingo (3), os EUA e o Reino Unido alertaram seus cidadãos sobre um crescente risco de ataques terroristas na Europa, com Washington dizendo que a rede terrorista Al Qaeda pode mirar a infraestrutura de transportes.

O Departamento de Estado dos EUA divulgou um comunicado aos cidadãos americanos viajando para a Europa, sem especificar nenhum país.

Já o Reino Unido elevou o nível de ameaça terrorista de "geral" para "alto" para seus cidadãos viajando para Alemanha e França.

Ontem, foi a vez do Japão emitir um alerta.

Após alertas de terrorismo de EUA e Reino Unido, França elevou patrulha em torno de principais pontos turísticos/Thomas Coex/AFP

EUROPA EM ALERTA

A Europa não costuma aparecer entre os lugares mais preocupantes, embora esta situação possa mudar após as agências de inteligência ocidentais detectarem um suposto complô da Al Qaeda para realizar ataques contra cidades do Reino Unido, Alemanha e França.

Segundo a mídia europeia informou recentemente, os jihadistas planejam sequestrar civis ocidentais e assassiná-los em ataques similares aos que realizaram contra dois hotéis na cidade indiana de Mumbai em 2008.

As agências ocidentais acham que o plano deixou de ser uma simples ideia e passou para fase de preparação, embora não se saiba quais são exatamente os alvos, apesar de acreditarem que sejam prédios muito conhecidos.

Os últimos ataques militantes em larga escala bem-sucedidos na Europa foram os ataques a bomba contra o sistema de transporte de Londres, em julho de 2005, que mataram 52 pessoas. Homens-bomba mataram 191 pessoas em trens em Madri em março de 2004.

Fontes: FOLHA - Agências

Agentes do FBI visitam pastor evangélico que planeja queimar o Alcorão

Agentes do FBI (polícia federal americana) visitaram nesta quinta-feira o pastor evangélico de uma pequena igreja da Flórida (EUA) que planeja queimar o Alcorão em 11 de setembro.


Jornalista assista vídeo do pastor Terry Jones, que já admite desistir da idéia, se EUA pedirem/Karen Bleier/AFP

Os planos de queimar 200 cópias do livro sagrado do islamismo --religião que Jones considera um perigo mundial-- já atraiu duras críticas de Washington e o próprio presidente Barack Obama pediu mais cedo na televisão que o pastor desista deste "ato destrutivo".

O FBI passou cerca de meia hora conversando com Terry Jones, mas o porta-voz da igreja, Wayne Sapp, não comentou o que foi discutido. Os agentes também não falaram com a imprensa ao deixar a igreja.

No começo desta semana, Jones disse que agentes o tinham visitado duas vezes desde que anunciou seus planos, em julho, e que a última visita tinha sido há duas semanas.

Jones divulgará um comunicado mais tarde nesta quinta-feira em resposta à visita do FBI e ao comunicado do presidente implorando para que cancele seus planos, disse seu porta-voz.

POLÊMICA

O pastor Jones disse nesta quinta-feira que cancelará o ato se a Casa Branca fizer o pedido direto a ele. Os planos de queimar 200 cópias do livro sagrado do islamismo, religião que Jones considera um perigo mundial, atraiu duras críticas de Washington e o próprio presidente Barack Obama pediu mais cedo na televisão que ele desistisse do "ato destrutivo".

Jones, líder da pequena igreja evangélica Dove World Outreach Center, na cidade de Gainesville, disse ao jornal "USA Today" que não foi contatado pela Casa Branca, Pentágono ou Departamento de Estado sobre seu projeto de transformar o 11 de setembro em uma data anual de protesto contra o islamismo. Se fosse contatado, afirmou ao jornal, "definitivamente voltaria a pensar". "Isto é o que nós estamos fazendo agora. Não acho que uma chamada deles seja algo que queiramos ignorar."

Jones protagoniza há anos uma dura campanha contra o islamismo, que rendeu até mesmo o livro "Islam Is of the Devil" ("Islã É do Demônio", em tradução livre). Nele, Jones conta que a religião islâmica é um risco à liberdade de todas as nações e tem como preceito a opressão e a violência. Sua causa, contudo, ganhou o mundo após começar a divulgar na internet a proposta para a data anual de queima do Alcorão e levou o alto escalão dos Estados Unidos a reagir.

INTERPOL EM ALERTA

A Interpol alertou aos governos do mundo todo nesta quinta-feira para o aumento no risco de ataques terroristas caso o pastor evangélico Terry Jones leve à frente o Dia Internacional para a Queima do Alcorão.


"Se a queima do Alcorão pelo pastor for mesmo realizada, há grande probabilidade de novos ataques contra pessoas inocentes", disse a Interpol em um comunicado divulgado nesta quinta-feira.

O ministro do Interior paquistanês, Rehman Malik, teria pedido à agência que alertasse o mundo todo sobre 'o crescimento da ameaça terrorista' no nono aniversário dos ataques 11 de Setembro ocorridos em Nova York e Washington em 2001.

"Considerando que fomos alertados sobre uma ameaça significativa contra a segurança pública, é nosso dever garantir que essa informação seja repassada às autoridades de todo o mundo para que tomem as medidas adequadas", disse o secretário-geral da Interpol, Ronald K. Noble.

Segundo ele, não há detalhes sobre que tipos de atentados poderiam ocorrer, mas a queima do Alcorão pode ter "consequências trágicas".

A Interpol pediu ainda que qualquer país que receba informações sobre ameaças específicas entre em contato com sua sede, que estará "24 horas em alerta".

APELO

Mais cedo, em entrevista ao programa da rede ABC "Good Morning America", o presidente americano, Barack Obama, criticou os planos do pastor Jones e disse que o evento servirá como uma "bonança para o recrutamento" de terroristas pela Al Qaeda.

Obama pediu ainda a Jones que ouça "os melhores anjos" e cancele a campanha prevista para o próximo sábado, exatos nove anos após os atentados terroristas em Nova York e Washington.

"Se ele estiver ouvindo, eu espero que entenda que o que ele está propondo fazer é completamente contrário aos nossos valores como americanos", disse Obama. "Este país é construído na noção de liberdade e tolerância religiosa", continuou o presidente.

"Eu apenas quero que ele entenda que esta pegadinha que ele está planejando pode colocar em grande risco nossos homens e mulheres de uniforme", defendeu Obama, repetindo argumento do general David Petraeus, comandante das tropas internacionais no Afeganistão.

"Olhe, isto é uma bonança para o recrutamento da Al Qaeda. [...] Se o plano for realizado, pode servir de incentivo para indivíduos terroristas se explodirem para matar outros", alertou Obama, em um tom mais direto do que costuma usar em questões nacionais. "Eu espero que ele ouça aqueles melhores anjos e entenda que isto é um ato destrutivo."

A reação de Obama é apenas a mais recente entre o alto escalão em Washington. Nesta terça-feira, a Casa Branca declarou publicamente estar preocupada com a queima do Alcorão e alertou que o projeto coloca em risco as tropas americanas no Afeganistão e pode ser usada por terroristas como campanha contra os EUA. As críticas vieram também do chefe da Otan (Organização do Tratado do Atlântico Norte), Anders Fogh Rasmussen, da secretária de Estado, Hillary Clinton, e do secretário de Justiça, Eric Holder. A lista de críticos inclui ainda a Índia, o Vaticano e a Liga Árabe.

Fontes: FOLHA - AFP

Atentados promovidos por traficantes levam caos ao México

Em atos mais afeitos a grupos terroristas, o narcotráfico mexicano respondeu com carros-bomba, novas chacinas e o desaparecimento de um promotor à pressão do governo pelo massacre de 72 imigrantes ilegais, na última segunda-feira, informa a reportagem de Gabriela Manzini, enviada especial a Matamoros.

Dois carros-bomba explodiram ontem em Ciudad Victoria -capital do Estado de Tamaulipas, o mesmo de San Fernando, onde foram encontrados os corpos. Um deles provocou danos materiais na sede local da emissora Televisa, a maior do país.

O episódio foi interpretado como uma tentativa de intimidar a mídia local.

Segundo o presidente mexicano, Felipe Calderón, o promotor Roberto Jaime Suárez, que investigava o massacre de San Fernando, está desaparecido há dois dias.

Ele chegou a ser declarado morto, após dois corpos terem sido encontrados em uma estrada, mas depois a notícia foi desmentida por Calderón.

Também ontem, foram encontrados mais oito corpos em Ciudad Juárez e 14 em diferentes lugares de Acapulco -alguns, segundo a polícia, vendados e cobertos por um papelão com mensagens intimidatórias (não divulgadas) a cartéis de drogas rivais.

Calderón admitiu que a narcoviolência tende a aumentar: "A única maneira de detê-los [traficantes] é com a força pública, o que vai trazer, ao menos no curto prazo, também violência".

Leia a reportagem completa na Folha deste sábado

Relatório da CIA vazado pelo WikiLeaks diz que EUA "exportam" terrorismo

Um relatório sigiloso sobre terrorismo vazado pela WikiLeaks e criado pela unidade especial "Red Cell", da CIA (agência de inteligência dos EUA), cita diversos casos em que cidadãos americanos financiaram atividades terroristas.

O documento também analisa os efeitos para Washington caso os Estados Unidos passassem a ser vistos como um "exportador de terrorismo".

Datado de 5 de fevereiro de 2010, o relatório aponta que a própria CIA já admite que cidadãos americanos financiam, planejam ou participam ativamente de atentados terroristas e manifesta preocupação caso a comunidade internacional enxergue o país - que na última década lançou uma campanha global contra o terror - como patrocinador de atividades terroristas.

"Ao contrário do senso comum, a exportação americana de terrorismo ou terroristas não é um fenômeno recente, e nem tem sido associado unicamente com radicais islâmicos ou pessoas de origens étnicas do Oriente Médio, África ou Sul da Ásia. Esta dinâmica desmente a crença americana de que nossa sociedade multicultural livre, aberta e e integrada diminui o fascínio dos cidadãos americanos pelo radicalismo e pelo terrorismo", diz o primeiro parágrafo do relatório da CIA.

A equipe do site WikiLeaks, que já anunciara na terça-feira à noite o vazamento de um relatório secreto da CIA para esta quarta-feira, diz que a agência de inteligência americana cita diversos casos em que ataques perpetrados por terroristas judeus, muçulmanos e ligados ao nacionalismo irlandês que eram baseados em território americano ou financiados por cidadãos dos EUA.

Impactos

O texto da própria CIA nas primeiras páginas do relatório aponta graves consequências para Washington caso os EUA passem a ser vistos como um exportador de terrorismo. Entre elas:

Parceiros internacionais poderiam ter menos disposição em cooperar com os Estados Unidos em atividades envolvendo extradições jurídicas, incluindo a detenção, transferência e interrogatórios de suspeitos em outros países.

Alterando o status de "vítima de terrorismo" - o que concede aos EUA grande espaço de manobra para pressionar outras nações a extraditar cidadãos suspeitos - para "exportador de terrorismo", outros países poderiam exigir uma política recíproca de Washington.

Outros países poderiam exigir que os EUA concedessem informações sobre supostos terroristas ou até extraditassem cidadãos ligados a atividades terroristas. Caso o governo americano se negasse a cooperar, tais nações poderiam se recusar a entregar suspeitos procurados por Washington, afetando alianças e relações bilaterais.

Fonte: FOLHA

Tailândia autoriza extradição de "Senhor das Armas" aos Estados Unidos

"Senhor das Armas" será extraditado

Um tribunal da Tailândia autorizou nesta sexta-feira a extradição aos Estados Unidos do suposto traficante de armas russo Viktor Bout, conhecido como "Mercador da Morte", para ser julgado por terrorismo e provisão de armamento a grupos de várias partes do mundo, incluindo a guerrilha colombiana e a Al Qaeda.

A decisão do Tribunal de Apelações é celebrada por Washington, que desde a detenção de Bout em Bangcoc, em 2008, e mediante uma operação assessorada por agentes americanos, pressionou a Tailândia e esgotou as vias judiciais para conseguir sua entrega. A extradição de Bout, de 43 anos, será realizada em um prazo de três meses, indicou o juiz.

Bout, que durante o processo reafirmou sua inocência e questionou as acusações, não conteve as lágrimas após conhecer a decisão, ditada em uma sala cheia, onde estavam sua mulher e filha, assim como funcionários das embaixadas da Rússia e dos EUA.

O advogado tailandês do suposto traficante, Lak Nittiwattanawicha, declarou aos jornalistas no final da audiência que a defesa vai tentar bloquear a extradição, e para isso pedirá a intervenção do Governo da Tailândia.

Em agosto de 2008, um tribunal de Justiça tailandês rejeitou a solicitação de extradição realizada pelos EUA, que depois apelou contra essa decisão. Dois meses depois, Washington fez nova tentativa perante a Justiça da Tailândia para que Bout fosse extraditado, com o envio a Bangcoc do procurador-geral Adjunto, David Ogden, que destacou que a extradição era "de grande importância para os EUA".

O Departamento de Justiça dos Estados Unidos acusa Bout de participação em operações para a venda às Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc) de cerca de 800 mísseis, 5 mil fuzis AK-47, explosivos C-4 e minas terrestres, entre outras armas, avaliadas em vários milhões de dólares. Segundo o FBI, Bout também tentou adquirir uma bateria antiaérea e conspirou para assassinar cidadãos americanos. Se for declarado culpado por esses delitos, pode ser condenado a prisão perpétua pela justiça americana.

Além disso, em fevereiro deste ano, as autoridades americanas acusaram Bout de tentar adquirir de forma ilegal dois aviões nos Estados Unidos, entre outros delitos.

Os serviços de inteligência britânicos e americanos afirmam que Bout dirigiu durante anos uma das maiores redes privadas de contrabando de armas e teve negócios com regimes sanguinários na África e Ásia, com ditadores como o liberiano Charles Taylor e com o terrorista Osama bin Laden, que pagava à vista os pedidos da Al Qaeda.

Sua fama inspirou o filme de Hollywood "O Senhor das Armas", cujo protagonista, Nicholas Cage, relata orgulhoso que aproveitou a queda da União Soviética para ganhar muito dinheiro com os arsenais que adquiriu mediante subornos a generais corruptos.


Fontes: Veja - Efe

Em relatório, EUA elogiam Brasil no combate a atividades ligadas ao terrorismo

O documento elogia a atuação dos governos de Argentina, Brasil e Paraguai
Em seu relatório anual sobre terrorismo global, os Estados Unidos elogiaram a atuação do Brasil no combate a atividades ligadas ao terrorismo, principalmente em São Paulo e nas áreas de fronteira, em conjunto com os americanos e com os países vizinhos.

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva "tem sido crítico do uso de violência pelas Farc [Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia] e publicamente pediu ao grupo para pôr fim à violência contra o governo colombiano", informa o relatório do Departamento de Estado, divulgado nesta quinta-feira.

"A estratégia de combate ao terrorismo do governo brasileiro consistiu em impedir terroristas de usar o território brasileiro para facilitar ataques ou levantar recursos, junto com monitorar e acabar com atividades criminosas transnacionais que poderiam apoiar ações terroristas."

Os órgãos brasileiros responsáveis pelo combate ao terrorismo, como a Polícia Federal e a Agência Brasileira de Inteligência, trabalharam em conjunto com os EUA, afirma o documento. "Em julho, o chefe da divisão de inteligência da Polícia Federal brasileira afirmou, durante uma audiência da Câmara de Deputados, que um indivíduo preso em abril tinha ligações com a Al Qaeda."

O relatório afirma que os militantes da rede terrorista Al Qaeda no Paquistão são a maior ameaça aos EUA, ao lado de suas afiliadas no Iêmen e na África.

CRÍTICA

A crítica feita pelo documento é a falta de leis específicas no Brasil sobre financiamento de atividades terroristas.

"Apesar de a lei brasileira considerar crime financiar terrorismo se for ligado a um crime de lavagem de dinheiro, ela não considera financiar o terrorismo em si como um crime independente."

O documento lembra que apesar de um grupo de trabalho ter sido criado em 2005 para criar legislação criminalizando o terrorismo e o financiamento ao terrorismo, o projeto de lei nunca foi mandado do Executivo ao Congresso brasileiro. Lembra ainda que, no final de 2009, um projeto de lei contra lavagem de dinheiro, esperado há muito tempo, ainda estava parado no Congresso.

TRÍPLICE FRONTEIRA

Os EUA disseram que permanecem "preocupados que simpatizantes do Hizbollah e do Hamas estavam levantando recursos na área de tríplice fronteira participando de atividades ilícitas e solicitando doações de simpatizantes de comunidades do Oriente Médio na região". Mas reconhece que, até o momento, não houve nenhuma prova de que "esses ou outros grupos islâmicos extremistas tenham uma presença operacional na região".

O Departamento de Estado ressalta a atuação do Brasil, em parceria com os americanos e outros países, no combate ao grande problema de falsificação de documentos. "Durante o ano, múltiplas operações conjuntas com autoridades americanas, regionais e internacionais, desbarataram uma série de vendedores e facilitadores de documentos, bem como de infraestruturas ligadas ao tráfico de humanos."

O documento elogia a atuação dos governos de Argentina, Brasil e Paraguai no combate ao "tráfico de drogas e armas, falsificação de documentos, lavagem de dinheiro, e a fabricação e movimentação de bens contrabandeados na região de fronteira onde os três países se encontram".

O posto de inspeção na Ponte da Amizade, entre Brasil e Paraguai, teria ajudado a diminuir o contrabando de armas, drogas e bens pela fronteira. "Segundo a Receita Federal, de janeiro a julho de 2009, a agência confiscou mais de US$ 400 milhões em bens contrabandeados, incluindo drogas, armas e munição, um aumento de 8% em relação a 2007".

Fonte: FOLHA

Colômbia entrega provas de guerrilheiros na Venezuela a embaixador na OEA

O Governo do presidente venezuelano, Hugo Chávez, rejeitou as denúncias da Colômbia

Bogotá - O Governo da Colômbia entregou a seu embaixador perante a OEA, Luis Alfonso Hoyos, as supostas provas que tem em seu poder da presença de guerrilheiros das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia e do Exército de Libertação Nacional na Venezuela, para que as apresente amanhã em uma reunião extraordinária do Conselho Permanente do organismo.

O ministro colombiano de Defesa, Gabriel Silva, afirmou hoje que o trabalho de apresentar os documentos, mapas e vídeos que tem como provas da presença dos insurgentes em território venezuelano corresponderá ao embaixador Hoyos.

Silva precisou que a via diplomática que a Colômbia usa nesta ocasião com a Venezuela é uma demonstração de que sempre buscou o diálogo,e se faz presente pelos canais do direito internacional, a espera de que os demais países se comportem da mesma maneira.

O Governo do presidente venezuelano, Hugo Chávez, rejeitou as denúncias da Colômbia, país com o qual mantém as relações bilaterais congeladas há quase um ano.

O embaixador equatoriano perante a OEA, Francisco Proaño, renunciou hoje ao cargo para não se ver obrigado a convocar a reunião solicitada pela Colômbia, pois, segundo ele, o chanceler de seu país, Ricardo Patiño, queria adiá-la para buscar outras vias para solucionar a nova crise colombo-venezuelana.

Fontes: UOL - Efe

Suspeita de bomba isola área em São Paulo

Agentes do Gate foram acionados

Um pedestre encontrou uma suposta bomba em um orelhão, no final da manhã desta terça-feira (20), na região de Pirituba, zona oeste de São Paulo, segundo informações da Polícia Militar (PM). A área próxima da Avenida Fuad Lutfalla, altura do número 1.083, foi isolada.

A polícia foi acionada por volta das 11h, após o pedestre encontrar um objeto em cima do telefone público. Segundo a PM, o objeto é um tubo metálico, com fios, e, aparentemente, trata-se de um artefato explosivo. Agentes do Gate (Grupo de Ações Táticas Especiais) foram acionados


Fontes: RY7 - AE

Serviço secreto dos EUA cresceu fora de controle após 11 de Setembro, diz jornal

Setor de Inteligência incha e torna-se difícil de ser controlado

Desde os ataques terroristas de 11 de setembro de 2001, os Estados Unidos investiram tanto nas agências de serviço secreto e reunião de informações de inteligência que Washington já não sabe mais exatamente quanto este setor custa e nem mesmo quantas pessoas estão envolvidas. A descoberta foi revelada por um relatório publicado nesta segunda-feira pelo jornal americano "The Washington Post".

Uma investigação de dois anos dos repórteres Dana Priest e William M. Arkin resultou em uma grande reportagem chamada "Top Secret America", na qual apontam como o governo perdeu o controle após a guerra ao terror decretada pelo então presidente George W. Bush para caçar Osama bin Laden e outros responsáveis pelos ataques contra o país.

Segundo o "Post", são mais de 1.200 organizações governamentais e mais de 1.900 empresas privadas lidando com o contraterrorismo, segurança nacional e inteligência (o termo guerra ao terror foi banido pela administração Obama), em mais de 10 mil locações por todo o país.

Como esperado, muitas destas agências de segurança e inteligência fazem exatamente o mesmo trabalho "criando redundância e desperdício" - são 51 organizações federais e comandos militares, exemplifica o jornal, apenas acompanhando a rota do dinheiro de e para organizações terroristas.

Cerca de 854 mil pessoas tem uma credencial de serviço secreto e acesso a informações tidas como cruciais para a segurança nacional.

Centro Nacional de Contraterrorismo (National Counterterrorism Center - NCTC) em McLean, Virginia - Foto: Melina Mara/The Washington Post

Analistas consultados pelo jornal avaliam que sejam produzidos 50 mil relatórios de inteligência todos os anos, um volume que, garantem, é em boa parte ignorado.

Os dados são preocupantes para o governo Obama, que em pouco mais de um ano sofreu uma tentativa fracassada de ataque contra um avião em Denver, uma tentativa de ataque em plena Times Square (Nova York), e um tiroteio dentro de uma base militar no Texas - todos com vínculos com terroristas iemenitas e paquistaneses e que, em tese, poderiam ter sido evitados com bom uso desta máquina de inteligência.

Construção da Agência Nacional de Inteligência Geoespacial (National Geospatial-Intelligence Agency - NGA), em Springfield, Virginia - Foto: Michael S. Williamson/The Washington Post

Em 5 de novembro passado, o major americano Nidal Malik Hasan matou 13 pessoas na base militar de Fort Hood, no Estado americano do Texas. Um relatório do governo americano mostra que havia informação disponível para levantar preocupação em relação ao major, mas as autoridades não "ligaram os pontos", não conseguiram fazer conexões diante do volume de informações coletadas.

No Natal do mesmo ano, o nigeriano Umar Farouk Abdulmutallab tentou explodir a aeronave em que voava de Amsterdã a Detroit (EUA).

Abdulmutallab tinha sido colocado em um banco de dados extenso, mas nunca fora incluído em listas mais restritivas que teriam atraído a atenção de agentes de contraterrorismo, apesar dos vários avisos de seu pai à Embaixada dos EUA da Nigéria, no mês anterior ao ataque, sobre as posições radicais do filho. Na época, o próprio presidente Barack Obama disse que o serviço de inteligência tinha informações suficientes para impedir o embarque e interceptar o nigeriano.

Um novo complexo de escritórios do Departamento de Defesa está sendo construído em Alexandria, Virginia - Foto: Michael S. Williamson/The Washington Post

Em 1º de abril, o paquistanês americano Faisal Shahzad tentou detonar um carro-bomba na Times Square. Ele aparece em um vídeo gravado antes de sua detenção ameaçando os Estados Unidos e diz ter viajado ao Paquistão várias vezes em busca de orientações para os ataques.

Resposta

O secretário de Defesa, Robert Gates, disse ao jornal que não acredita que a burocracia do governo e das empresas privadas de inteligência tenha crescido além do controle, mas, algumas vezes, é difícil obter informação precisa.

"Nove anos depois do 11 de Setembro, faz sentido olhar para isso e dizer: "OK, nós construímos uma capacidade imensa, mas temos mais do que precisamos?", disse.

O diretor da CIA (central de inteligência americana), diretor Leon Panetta, disse saber que, diante do crescimento do deficit orçamentário, o nível de gastos com a inteligência deve ser reduzido. Ele disse ainda que trabalha em um plano de cinco anos para a agência.

A Casa Branca tem antecipado o relatório do "Post" e disse antes da publicação que Obama já chegou ao governo consciente do problema e tenta resolvê-lo.

Em junho, Obama nomeou o tenente-general reformado da Força Aérea, James Clapper, como o novo diretor nacional de Inteligência, após a demissão de Dennis Blair, duramente criticado pelas falhas em prever os atentados fracassados em solo americano. O presidente anunciou a escolha como "um de nossos profissionais com mais experiência e dos mais respeitados nos serviços de inteligência do país".

A administração também divulgou um memorando no qual lista oito mitos, com perguntas e respostas sobre as denúncias que o relatório do "Post" levanta. Entre elas está que as empresas contratadas representam a maior parte do trabalho de inteligência dos EUA. O documento do governo diz que são apenas 28%, menos de um terço.

O memorando afirma ainda que 70% do orçamento da inteligência é gasto em "contratos e não com contratados". "Estes contratos cobrem a maior parte das aquisições, como satélites e sistemas de computador, assim como atividades comerciais como aluguel, comida, manutenção dos prédios e segurança".

A localização das agências e companhias do setor de inteligência dos EUA

As conexões entre as agências do governo e seus contratados por tipos de atividade


Fontes: FOLHA - The Washington Post, via Notícias Sobre Aviação

Colômbia pede reunião de emergência da OEA para debater crise com Venezuela

Venezuela exporta subversão contra os vizinhos

Após acusar Caracas de esconder membros das guerrilhas colombianas Farc e ELN e trocar acusações com o governo de Hugo Chávez, a Colômbia pediu à OEA (Organização dos Estados Americanos) que convoque uma assembléia extraordinária para discutir a presença de "terroristas" em território venezuelano.

Em comunicado, o presidente da Colômbia Álvaro Uribe pede que a OEA convoque "o mais breve possível uma reunião extraordinária do Conselho Permanente para examinar a presença de terroristas colombianos" na Venezuela.


O governo de Álvaro Uribe acusou a Venezuela de esconder líderes das guerrilhas colombianas Farc e ELN/William Fernando/AP

O texto foi divulgado aos jornalistas pelo secretário de Informação e Imprensa do país, César Mauricio Velásquez.

O comunicado oficial acrescenta que o pedido "está antecedido por inúmeros esforços fracassados para a solução deste grave problema por meio do diálogo direto com a Venezuela e das ocasiões nas quais se comunicou esta situação à OEA e a seu secretário-geral [José Miguel Insulza]".

De acordo com a Presidência colombiana em diversos momentos "o governo da Colômbia entregou informações ao governo da Venezuela e o tema foi abordado em reuniões privadas dos presidentes".

Uribe deixa claro ainda em seu comunicado que já pediu para outros países ajudarem a intermediar o diálogo com Caracas, entre eles a Espanha, Cuba e o Brasil.

O comunicado assinala também que, "segundo foi acordado na reunião de Cancún de 22 de fevereiro de 2010, os dois governos aceitaram a facilitação, acompanhados pelo Brasil, México e República Dominicana".

De acordo com o texto, o presidente dominicano, Leonel Fernández, chegou a ir à fronteira entre Colômbia e Venezuela para tratar do assunto, mas sua ação "foi desautorizada pelo governo da Venezuela".

CRISE DIPLOMÁTICA

Três semanas antes de deixar o governo da Colômbia, o presidente Álvaro Uribe agravou a crise diplomática com a Venezuela ao denunciar que Caracas esconde guerrilheiros em seu território. Em resposta, Hugo Chávez convocou seu embaixador em Bogotá, negou as acusações, exigiu provas e afirmou que o líder colombiano é "mafioso".


Em reação, Chávez convocou seu embaixador em Bogotá e disse que o presidente colombiano é "mafioso"/Fernando Llano/AP


"É uma patranha do governo burguês da Colômbia, governo apátrida da Colômbia. Não vou cair em provocações", declarou o venezuelano em um ato transmitido nesta sexta-feira em rede nacional de rádio e TV.

Essa ação "obedece ao desespero de Uribe, que está de saída, mas não significa que vamos ficar calados", continuou Chávez, referindo-se ao mandato do presidente colombiano, que será encerrado em 7 de agosto. Ele "é um mafioso e é capaz de qualquer coisa porque está cheio de ódio", completou.

RETOMADA DE RELAÇÕES

As relações bilaterais entre Colômbia e Venezuela foram "congeladas" em julho de 2009 por Caracas, depois do anúncio de um acordo de cooperação militar entre Bogotá e Washington que Chávez considerou uma "ameaça para a segurança regional".

Chávez indicou que as acusações de Uribe constituem um obstáculo a qualquer iniciativa do presidente-eleito na Colômbia, Juan Manuel Santos, de tentar retomar as relações bilaterais entre os dois países.


"Isso que está ocorrendo é o desespero do grupo da extrema-direita que rodeia Uribe para tentar gerar um grande conflito e impedir Santos de voltar a estabelecer relações respeitosas com sua irmã Venezuela", afirmou Chávez.


"Acreditamos sinceramente que o novo governo da Colômbia tem agora um grande obstáculo que é o velho governo", afirmou o presidente.

Chávez disse ainda esperar que o "novo presidente da Colômbia honre seu posto (...) apesar de seu passado" e assegurou que o restabelecimento das relações bilaterais é "bom" para todos.

ACUSAÇÕES

Ainda na quinta-feira o ministério da Defesa da Colômbia anunciou à imprensa que possuía "provas contundentes" da presença de líderes das Farc (Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia) e do ELN (Exército de Libertação Nacional) no país fronteiriço.

Segundo o titular da pasta, Gabriel Silva, estava "confirmada" a presença de diversos guerrilheiros, como Carlos Marín Guarín, apelidado de Pablito, do ELN, e Germán Briceño, o Grannobles, e Jorge Briceño, chamado de Mono Jojoy, estes dois últimos das Farc, na Venezuela.

Chávez destacou ainda que espera manter melhores relações com o futuro presidente colombiano, Juan Manuel Santos, e disse esperar ainda que ele não siga as linhas políticas da atual administração, já que são "evidentes" as diferenças entre ambos.

"A Venezuela está com as mãos abertas para receber o novo governo, mas estamos em alerta e esperamos que a extrema direita da Colômbia esteja realmente de saída", enfatizou Chávez.

EMBAIXADOR

O governo venezuelano convocou seu embaixador em Bogotá, Gustavo Márquez, e nas próximas horas deverá anunciar "medidas políticas e diplomáticas" em resposta às "agressões" feitas pela administração do presidente colombiano, Álvaro Uribe.

"Chamamos o embaixador Gustavo Márquez para que venha a consultas em Caracas e se una à avaliação de uma série de medidas políticas e diplomáticas que serão tomadas nas próximas horas para rejeitar a agressão do governo colombiano", disse em entrevista coletiva o chanceler venezuelano, Nicolás Maduro.

"O que Uribe quer com isto? Por que a poucos dias de entregar a Presidência arremete com todo seu ódio, com seus falsos escândalos midiáticos, contra a Venezuela?", questionou Maduro.

O chanceler disse ainda que "todas as vezes" em que Bogotá fez denúncias sobre a presença de guerrilheiros colombianos em território venezuelano, tanto os militares quanto a polícia "comprovaram a falsidade das acusações".

LÍDERES

De acordo com uma nota oficial divulgada ontem pela Colômbia, os líderes seriam Iván Márquez; Rodrigo Granda, conhecido como Ricardo; Timoleón Jiménez, conhecido como Timochenko; e Germán Briceño, conhecido como Grannobles (das Farc); assim como Carlos Marín Guarín, conhecido como Pablito (do ELN)". Segundo a Presidência colombiana, também estão na Venezuela "outros integrantes do grupo terrorista ELN".

Iván Márquez é membro do secretariado (comando central) das Farc, e em 2007 foi recebido em Caracas pelo presidente venezuelano Hugo Chávez, quando este, a pedido de seu homólogo colombiano Alvaro Uribe, mediava uma troca de reféns da guerrilha por rebeldes presos.

Rodrigo Granda, considerado o "chanceler" das Farc, foi libertado por Uribe em 2007 para facilitar essa tentativa de troca. Timoleón Jiménez também faz parte do secretariado das Farc e foi o encarregado de anunciar, em 2008, a morte por causas naturais de seu fundador, Manuel Marulanda "Tirofijo". Germán Briceño é o irmão do chefe militar das Farc, "Mono Jojoy".

Fontes: FOLHA - Agências

Documentos mostram abusos do Reino Unido após 11 de Setembro

Ações contra cidadãos britânicos incluem sequestro e tortura de supostos suspeitos

Documentos oficiais secretos revelados durante um processo judicial mostram diversos casos de abusos cometidos por oficiais do Reino Unido contra cidadãos britânicos nas investigações que se seguiram aos atentados de 11 de setembro de 2001, nos Estados Unidos, informa nesta quinta-feira (15) o jornal The Guardian.

De acordo com o diário, as revelações contidas nos documentos implicam diversos membros do gabinete do ex-primeiro-ministro Tony Blair (1997-2007) em casos de sequestro e tortura cometidos por oficiais britânicos.

Imagem do jornal The Guardian mostra cidadãos britânicos supostamente vítimas de abusos nas investigações que se seguiram ao 11 de Setembro/Reprodução

Segundo o The Guardian, um dos episódios mais graves tem a ver com documentos que revelam a indiferença de agentes do MI5 (serviço de segurança) diante do "sofrimento" de um cidadão britânico que era questionado em uma base área dos Estados Unidos no Afeganistão. Os relatórios também mostrariam que os oficiais ficaram "contentes" com a continuidade dos abusos.

Outro documento, uma espécie de manual de operações para oficiais britânicos, diz que um dos aspectos que eles devem considerar antes de uma ação contra suspeitos de terrorismo é se "a detenção, e não a morte, é o objetivo da missão".

Entre outros abusos identificados está a declaração do Ministério de Relações Exteriores de que a transferência de cidadãos britânicos do Afeganistão para a controversa base americana de Guantánamo, na ilha de Cuba, era a "opção preferida".

Os documentos foram revelados durante um processo judicial que seis ex-prisioneiros de Guantánamo movem contra agências de segurança e o governo do Reino Unido.

O governo britânico diz que identificou mais de 500 mil documentos que podem ser relevantes para o caso e que, por isso, colocou mais de 60 advogados para analisar toda a papelada. O processo inteiro, no entanto, pode durar até o fim de 2010.

De acordo com o The Guardian, dos 900 documentos revelados até agora, muitos são recortes de matérias publicadas pela imprensa ou cópias de relatório que já haviam sido publicados, e-mails confidenciais e memorandos "reveladores".

Fontes: R7- Agências

Ameaça de bomba faz avião da Air France que saiu do Rio para Paris pousar no Recife

RIO - Uma ameaça de bomba no voo 443 da Air France, que partiu do Rio para Paris às 16h20m deste sábado, levou o piloto a pousar no Aeroporto Internacional dos Guararapes por volta das 20h. Leia aqui

Atualização:

Polícia prende três em investigação de ação frustrada em NY

FBI realizou diversas operações no dia de hoje

Agentes federais americanos realizaram nesta quinta-feira operações em Massachusetts, Nova York e Nova Jersey em conexão com o ataque frustrado na Times Square no úlltimo dia 1º. Ao menos três pessoas foram presas, entre elas dois paquistaneses acusados de fornecer dinheiro ao suspeito da ação, Faisal Shahzad, 30.

Segundo a porta-voz do FBI, Gail Marcinkiewicz, as buscas foram produto de evidências recolhidas nas investigações, e "nao há ameaça imediata ou plano terrorista contra os EUA".

De acordo com o porta-voz do setor de imigração dos EUA Brian Hale, as três pessoas foram detidas por violações contra a lei de imigração: duas em Boston e uma terceira no Maine.

Os dois detidos em Boston tinham uma "ligação direta" com Shahzad, segundo fontes próximas das investigações. Os dois supostamente forneceram dinheiro ao acusado da ação, que é paquistanês naturalizado americano. No entanto, ainda não ficou claro se eles sabiam que fim o dinheiro teria ou se apenas tentavam ajudá-lo, como é comum entre estrangeiros.

De acordo com fontes, um deles teria sido preso porque seu visto de permanência estava vencido. Ainda segundo as fontes --que falaram à Associated Press em condição de anonimato-- o governo americano já toma providências para que o segundo homem seja extraditado.

As fontes não deixaram claro se os dois suspeitos serão acusados formalmente por algum crime. Anteriormente, o porta-voz do Departamento de Justiça Dean Boyd havia informado que duas pessoas estariam sob custódia de agentes federais em conexão com o caso.

Buscas

Policiais cercaram uma pequena casa em Watertown, subúrbio a cerca de 16 quilômetros de Boston, e agentes do FBI fizeram buscas no local, segundo relato de testemunhas.

Um posto de gasolina em Brookline, outro subúrbio de Boston, também foi vasculhado.

Agentes também revistaram um veículo Honda que estava no estacionamento do posto.

Segundo o porta-voz do FBI Richard Kolko, também houve buscas em vários locais de Long Island, em Nova York.

Fontes ligadas à investigação disseram à Associated Press que buscas foram realizadas nas cidades de Centereach e Shirley, e que ninguém foi preso em conexão com o ataque.

Em Nova Jersey, o FBI revistou uma casa em Cherry Hill e uma loja em Camden, segundo o porta-voz do FBI na Filadélfia, J.J. Klaver.

Acusado

Shahzad foi preso e acusado de dirigir o carro com uma bomba caseira até a região da Times Square, um dos pontos turísticos mais famosos dos Estados Unidos. Dois vendedores de rua viram fumaça sair de dentro do carro e chamaram a polícia, que isolou o local.

Segundo as autoridades, ele admitiu o atentado, mas disse ter agido sozinho. Os investigadores descobriram, contudo, possíveis vínculos com o grupo islâmico Taleban, no Paquistão, e um grupo islâmico da Caxemira.

Antes da prisão de Shahzad, o Taleban paquistanês assumiu autoria do ataque. Caso seja provado, seria a primeira ação do grupo em solo americano.

Paquistão

No último dia 7, a secretária de Estados dos EUA, Hillary Clinton, alertou o Paquistão sobre "consequências severas" se um ataque extremista bem sucedido contra o país tiver raiz comprovada no Paquistão.

Shahzad nasceu no Paquistão e tornou-se cidadão americano no ano passado. Ele disse que recebeu treinamento para construir bombas em um reduto taleban e da rede terrorista Al Qaeda no Paquistão.

Ele foi acusado de tentativa de uso de arma de destruição em massa, tentativa de assassinado e massacre, além de outras acusações menores.

Os investigadores dizem que ele está cooperando e deve comparecer a corte em data ainda não definida.

Fonte: FOLHA

Ameaça de bomba faz esquadrão esvaziar prédio da Justiça do Trabalho em Brasília

Ameaça de bomba assusta servidores da Justiça do Trabalho

Policiais do esquadrão anti-bomba isolam prédio do Tribunal Regional do Trabalho, em Brasília, após denúncia de bomba/FOLHA

Uma ameaça de bomba interrompeu os trabalhos no foro de Brasília da Justiça do Trabalho, na tarde desta quinta-feira. Cerca de 500 pessoas tiveram de deixar o local por volta das 15h, quando a Polícia Militar recebeu uma denúncia anônima.

O esquadrão anti-bomba vasculhou o local e não encontrou nenhum indício de bomba no foro.

Segundo a assessoria do Tribunal Regional do Trabalho do DF, a denúncia foi feita de um telefone público e durou 24 segundos e não deu a localidade de onde estaria a suposta bomba.

A polícia investigará se foi trote. O foro volta a funcionar normalmente nesta sexta-feira.


Fonte: FOLHA/Filipe Coutinho

Preso suspeito de envolvimento com carro-bomba deixado em NY, diz FBI

EUA prendem suposto terrorista por tentativa de atentado em NY

Um cidadão paquistanês naturalizado norte-americano foi detido na noite de segunda-feira (3) quando tentava fugir dos Estados Unidos e será formalmente indiciado nesta terça-feira diante de um juiz federal, acusado pelo atentado frustrado com um carro-bomba em Times Square no sábado passado.

Faisal Shahzad foi detido às 23h45 (0h45 de Brasília, terça-feira, afirma um comunicado da procuradoria de Nova York.

"Agentes do FBI e do departamento de polícia de Nova York prenderam Shahazad por ter supostamente dirigido um carro-bomba até Times Square no fim da tarde de 1º de maio", completa a nota.

O carro-bomba potencialmente mortífero foi desativado no sábado na própria Times Square, centro da cidade, que tinha grande movimento.

"Shahzad, cidadão naturalizado americano nascido no Paquistão, foi detido no aeroporto John F. Kennedy depois de ser identificado pelo Departamento de Segurança Nacional, pela Alfândega e pela Guarda de Fronteiras, no momento em que tentava embarcar em um avião com destino a Dubai", completa o comunicado.

Em Washington, o secretário de Justiça Eric Holder anunciou a detenção e afirmou que a investigação prossegue, perseguindo várias pistas.

"Mas está claro que a intenção por trás deste ato terrorista era matar americanos", declarou Holder.

A prisão da noite de segunda-feira foi resultado de uma operação de busca dos suspeito, identificado horas antes pelas autoridades graças a informações fornecidas pelo vendedor do veículo e ao exame minucioso do carro, que ficou intacto sem a detonação do dispositivo.

O suspeito teria comprado o Nissan Pathfinder verde em Bridgeport, ao nordeste do estado de Nova York, nas últimas três semanas.

Segundo a imprensa americana, Shahzad pagou a compra em dinheiro, sem deixar rastros nem documentos assinados. Além disso, ele teria visitado recentemente o país de origem.

De acordo com fontes da investigação, o suspeito teria comprado a caminhonete por menos de 2.000 dólares, por meio da rede Craigslist, de classificados na internet.

As autoridades também procuram um homem branco de meia idade visto em um vídeo gravado perto do carro-bomba, mas explicaram que o consideram uma "pessoa de interesse" e não um "suspeito".

O homem foi filmado trocando de camisa por uma das 82 câmeras de vigilância policial antes da divulgação do alerta e da retirada dos milhares de turistas presentes em Times Square, próxima da Broadway.

A polícia encontrou no veículo dispositivos de fogos de artifício, tanques de propano, gasolina, fertilizante e dois relógios.

Os motivos da falha do detonador ainda não foram esclarecidos, depois que a caminhonete pegou fogo parcialmente, mas segundo especialistas o dispositivo parece ter sido bastante improvisado e obra de alguém com pouca experiência.

O fertilizante estava em uma caixa de metal. Outro tipo de fertilizante pode ser usado em explosivos similares ao utilizado por Thimothy McVeigh no atentado da cidade de Oklahoma em abril de 1995, que matou 168 pessoas. Mas as autoridades afirmaram que a substância neste caso não era explosiva.

A polícia informou, no entanto, que se a bomba tivesse explodido teria criado uma "significativa bola de fogo" capaz de matar várias pessoas.

Um vendedor de rua, veterano da guerra do Vietnã e agora transformado em herói nacional pela imprensa americana, percebeu a fumaça saindo do veículo e sentiu o cheiro de pólvora, antes de avisar a polícia.

Nova York está em alerta terrorista desde os atentados de 11 de setembro de 2001. O grupo talibã paquistanês Tehrik-e-Taliban reivindicou o ataque frustrado de sábado.

Especialista examina interior do Nissan Pathfinder, deixado com explosivos no sábado (1º), em Times Square, no Centro de Nova York. (Foto: Reuters)

Investigação

A linha de investigação do FBI, a polícia federal americana, começou no rastreamento do carro-bomba, registrado em nome de uma pessoa que havia anunciado o carro em vários sites da internet.

O veículo foi comprado em dinheiro, por R$ 3.100 (US$ 1.800), mas o novo proprietário não fez a transferência dos documentos. O antigo dono do carro disse ainda que o comprador parecia ser de origem árabe ou latina, mas que não se lembrava do nome do comprador.

Agentes federais chegaram ao nome de Faisal Shahzad por meio de investigações ainda não detalhadas e detiveram o homem no aeroporto local.

As autoridades ainda investigam o envolvimento de outras pessoas ou grupos terroristas no incidente. O suspeito teria sido filmado e identificado por intermédio de imagens de um circuito de segurança próximo ao ponto onde o carro-bomba foi deixado pelo suspeito.

O único grupo terrorista a assumir a participação no caso do carro-bomba foi o islâmico Tehreek-e-Taleban, baseado no Paquistão, segundo informações da agência France Press. A polícia dos EUA informou, no entanto, que não é possível comprovar a responsabilidade do Taleban paquistanês no caso.

O secretário de Justiça dos Estados Unidos, Eric Holder, disse que, mesmo com a prisão do suspeito, a investigação da tentativa de atentado continua.


- Continuaremos atrás de muitas pistas. Está claro que a intenção deles era matar americanos.



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Fontes: G1- R7- Efe

Ex-membro da Força Aérea diz ter bomba a bordo e causa pânico em voo nos EUA

Uma ameaça de bomba a bordo de um voo da Delta Airlines entre Paris e Atlanta causou pânico e um pouso forçado no aeroporto de Bangor, no Maine (EUA), na noite desta terça-feira (28). Leia Aqui

Duplo atentado mata 38 no metrô de Moscou

Mais de 60 ficaram feridos em explosões provocadas por suicidas. Ninguém assumiu, mas autoridades suspeitam de grupos do Cáucaso.


Os atentados suicidas provocados por duas mulheres no metrô de Moscou nesta segunda-feira (29) deixaram ao menos 38 mortos e outros 65 feridos, segundo autoridades do país.

O Serviço Federal de Segurança confirmou que a tragédia vem sendo tratada como ato terrorista. “As explosões foram obras de mulheres suicidas”, diz um comunicado. Uma fonte policial disse às agências internacionais de notícias que parte dos corpos das suicidas foram encontrados nas duas estações atingidas.

O titular do Ministério de Emergências, Sergei Shoigu, chegou a falar em 102 feridos nos atentados, mas as informações não foram confirmadas pelas equipes que trabalham no resgate de vítimas nas duas estações.

O presidente russo, Dmitry Medvedev, declarou que a Rússia agirá "sem concessões" para caçar terroristas.

A primeira explosão ocorreu na estação Lubyanka, no Centro de Moscou, que fica próxima ao Kremlin, pouco antes das 8 horas (horário local). Pelo menos 23 pessoas morreram nesse ataque.

De acordo com um porta-voz do Ministério de Emergências, a explosão ocorreu pouco depois de um trem estacionar. As vítimas foram atingidas num vagão e também na plataforma.

No complexo está baseado Serviço Federal de Segurança da Rússia, instituição que sucedeu a KGB, a antiga agência de inteligência local.

Equipes de resgate carregam vítima no Centro de Moscou, depois que duas explosões atingiram duas estações de metrô, matando ao menos 38 pessoas. (Foto: Sergey Ponomarev/AP Photo)

A segunda explosão atingiu a estação Park Kultury, também localizada no centro da cidade, cerca de 40 minutos depois, matando entre 12 e 14 pessoas, segundo um porta-voz do Ministério de Emergências.

As autoridades fecharam as duas estações e bloquearam o trânsito em várias ruas da região central de Moscou.

Segundo as agências internacionais, o serviço de telefonia na região entrou em colapso e não está funcionando desde as explosões.

Insurgência

Nenhum grupo reivindicou a autoria dos piores ataques na capital russa em seis anos imediatamente, mas o chefe do Serviço Federal de Segurança, Alexander Bortinikov, disse que as agressoras são provavelmente do norte do Cáucaso, onde Moscou enfrenta uma insurgência islâmica que se espalha da Tchetchênia para os vizinhos Daguestão e Inguchétia.

Os líderes russos haviam declarado vitória em sua batalha com separatistas chechenos que lutaram duas guerras com Moscou. Mas, enquanto a violência diminuía na Tchetchênia, ela se espalhou e ganhou força nos vizinhos Daguestão e Inguchétia.

Interpol pode investigar ação

O Ministério de Situações de Emergência da Rússia afirmou nesta segunda-feira que o duplo atentado terrorista contra duas estações de metrô de Moscou deixou ao menos 38 mortos e 64 feridos.

A Interpol (polícia internacional) ofereceu ajuda à Rússia para investigar os responsáveis pelos ataques, perpetrados por duas mulheres-bomba, segundo a agência de notícias russa Ria Novosti. Nenhum grupo assumiu a autoria, mas o governo russo acusa rebeldes ligados a separatistas do Cáucaso Norte.

A Interpol ofereceu "apoio e assistência total" às autoridades russas. "O Centro de Comando e Coordenação da Interpol, em seu secretariado-geral, em Lyon, na França, está trabalhando próximo com o Escritório Nacional Central de Moscou para dar qualquer assistência necessária", disse a Interpol, sem seu site".

Pessoas passam por flores deixadas em memória das 38 vítimas dos ataques a duas estações de metrô/ Alexander Natruskin /Reuters

O ministério russo começou o trabalho de identificação das vítimas dos ataques, os mais violentos em seis anos na capital Moscou.

"Em Park Kultury, segundo dados preliminares, foi uma mulher-bomba. Segundo os fragmentos do corpo, que estão sendo examinados, o explosivo estava na altura da cintura. A situação é a a mesma em Lubianka", disse o porta-voz do comitê de investigação do Ministério Público de Moscou, Vladimir Markin.

As outras linhas do metrô de Moscou, que diariamente transporta 8,5 milhões de pessoas, permaneciam funcionando normalmente.


"Eu ouvi uma explosão, virei minha cabeça e havia fumaça em todos os lados. As pessoas correram para as saídas gritando", disse Alexander Vakulov, 24, que estava em um trem na plataforma oposta ao local da explosão em Park Kultury.

"Eu vi uma pessoa morta pela primeira vez na minha vida", disse Valentin Popov, 19, que acabara de chegar na estação.

Apoio

Moscou registrou nos últimos dez anos uma série de explosões reivindicadas por militantes da causa separatista da Tchetchênia, uma república do Cáucaso. Nos últimos anos, contudo, os atentados se tornaram menos frequentes.

O último ataque no metrô de Moscou acontecera em 6 de fevereiro de 2004, entre as estações Avtozavodskaia e Pavelestakia, com um balanço de 41 mortos e 250 feridos.

Em agosto do ano passado, Medvedev anunciou a ampliação da campanha contra o terrorismo no Cáucaso Norte, após outro atentado suicida ter sido perpetrado contra um prédio da polícia na república da Inguchétia, no qual morreram 24 pessoas.

Nos últimos meses, as tropas russas intensificaram as operações militares contra rebeldes islâmicos no Cáucaso Norte e mataram vários dirigentes rebeldes, incluindo um na semana passada na região de Kabardino-Balkariya, que levou a promessas de retaliação dos militantes.

Algusn dos grupos militantes recebem apoio moral e financeiro da rede terrorista Al Qaeda e dezenas de seguidores de páginas na internet ligadas à Al Qaeda escreveram comentários comemorando os ataques em Moscou.

Um dos sites abriu uma página especial para "receber congratulações" pelos rebeldes da Tchetchênia que "iniciaram uma série de ataques nos países" e todos desejavam que Deus aceite as duas "irmãs", as mulheres-bomba que realizaram os ataques, como mártires.


"Não se esqueçam dos crimes de genocídio da Rússia no Cáucaso e na Tchetchênia", disse um dos autores. "A batalha foi levada ao coração de Moscou", escreveu outro.

Resposta

Pouco após os ataques, as duas maiores autoridades do governo russo declararam guerra ao terrorismo.

O premiê da Rússia, Vladimir Putin, afirmou nesta segunda-feira em rede nacional que os terroristas responsáveis pelo duplo atentado serão capturados e aniquilados.


"Tenho certeza de que as agências de segurança farão todo o possível para encontrar e punir os criminosos", afirmou Putin, durante uma videoconferência da cidade siberiana de Krasnoyarsk. "Os terroristas serão aniquilados", completou.

"Somente com os esforços conjuntos poderemos derrotar os grupos clandestinos e vencer este mal", afirmou Putin, que suspendeu sua visita à região e voltará com urgência a Moscou.

Mais cedo, o presidente russo, Dmitri Medvedev, afirmou que o país continuará combatendo o terrorismo sem hesitar e ordenou um reforço da segurança nos transportes de toda a nação.

"A política de repressão do terror e de luta contra o terrorismo continuará. Prosseguiremos com as operações contra os terroristas sem hesitação e até o fim", afirmou Medvedev, durante uma reunião de emergência convocada após os atentados.

O presidente russo se mostrou convencido de que os terroristas queriam causar a "desestabilização da situação no país e na sociedade", segundo as agências russas. "Isto, evidentemente, é a continuação da atividade terrorista", disse Medvedev, que lamentou que as medidas antiterroristas adotadas até agora fossem "obviamente, insuficientes".

Fontes: G1 - FOLHA - TV Globo

Bin Laden esteve 'ao alcance' dos EUA em 2001, diz relatório

Militares haviam pedido reforço para intensificar operações na época.
No entanto ex-governo Bush recusou pedido por reforços militares.

Um relatório apresentado pelo Senado dos Estados Unidos concluiu que o líder da Al-Qaeda, Osama Bin Laden, estava "ao alcance" das forças militares americanas no Afeganistão no final de 2001.

Segundo o documento, preparado por democratas da Comissão de Relações Exteriores do Senado, os militares pediram reforço para intensificar as operações naquela época, mas não obtiveram.

"Enquanto a vasta estrutura do poderio militar americano era mantido em segundo plano, o comando dos Estados Unidos preferiu confiar em ataques aéreos e em milícias afegãs destreinadas", afirma o relatório, em relação à operação para perseguir Bin Laden no complexo de cavernas e túneis nas montanhas conhecido como Tora Bora.

"Por volta do dia 16 de dezembro (de 2001), dois dias depois de redigir seu testamento, Bin Laden e seus guarda-costas saíram a pé de Tora Bora, sem serem incomodados, e desapareceram na área tribal e sem lei do Paquistão", completa o documento.

Bush

O relatório critica ainda os membros do governo do então presidente, George W. Bush, e os comandantes militares da época, e rejeita alegações dadas por eles de que as informações de inteligência recebidas sobre a localização de Bin Laden naquele momento eram inconclusivas.


"A revisão de documentos daquela época, dados não classificados coletados pelo governo e entrevistas com pessoas centrais a este relatório remove qualquer dúvida pendente e deixa claro que Osama Bin Laden estava a nosso alcance em Tora Bora", afirma.

Os autores do texto apresentado pelo Senado americano reconhecem que a captura do líder da Al-Qaeda "não teria eliminado a ameaça terrorista no mundo".

Mas eles acrescentam que "as decisões que abriram as portas para sua fuga para o Paquistão permitiram a Bin Laden emergir como uma poderosa figura simbólica que continua a atrair um fluxo estável de dinheiro e a inspirar fanáticos em todo o mundo", conclui.

O relatório é apresentado no momento em que o presidente Barack Obama se prepara para anunciar uma decisão sobre o envio de novas tropas para o Afeganistão.

Fonte: G1

Protesto contra prisão de separatistas reúne milhares de pessoas na Espanha

Trinta e quatro pessoas do grupo Segi foram presas na última terça-feira.
Organização é considerada um braço juvenil do ETA.

Milhares de pessoas saíram às ruas neste sábado (28) em Bilbao, na Espanha, para protestar contra a prisão de 34 membros do grupo Segi – considerado um braço juvenil da organização separatista ETA – que ocorreu na última terça-feira (24 )


Figura carnavalesca é seguida por multidão em Bilbao. (Foto: Vincent West/Reuters)

O Ministério do Interior espanhol considera a Segi a organização da esquerda nacionalista basca "mais ortodoxa e de maior fidelidade" ao ETA, além de encarregada de levar a cabo ações de desestabilização mediante a denominada "violência das ruas".

A Segi também aparece na lista de organizações terroristas da União Europeia.

Fontes: G1 - Reuters

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