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Em busca de liderança, Brasil manteve desequilíbrio com andinos, dizem analistas

Desequilíbrios persistem

Analistas de países andinos ouvidos pela BBC Brasil acreditam que o governo brasileiro, buscando estabelecer uma posição de liderança na região, não conseguiu reduzir um desequilíbrio, especialmente comercial, que existe entre o próprio Brasil e esses países.

A cobrança dos países andinos é que não foi colocada em prática a proposta de substituição competitiva de importações, que consistiria em incrementar a industrialização dos países da região com o apoio do BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social).

Caso essa proposta fosse implementada, o Brasil deixaria de comprar de outros países aqueles produtos que poderia importar dos vizinhos.

Segundo Marco Romero, diretor do centro de Estudos Internacionais da Universidade Andina Simón Bolívar, a proposta de desenvolvimento regional foi constantemente ressaltada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva em seus oito anos de mandato.

"Isso ficou na retórica", afirmou. "O Brasil quer ser líder, mas não quer pagar os custos dessa liderança."

Redução das desigualdades

Um dos casos representativos do superávit brasileiro na balança comercial regional é com a Venezuela, com quem as relações comerciais tiveram um crescimento exponencial nos últimos anos, convertendo a Venezuela no quinto principal sócio comercial do Brasil.

Em 2009, a pauta de exportações alcançou US$ 5,7 bilhões, com superávit de US$ 5,1 bilhões para o Brasil.

Para o analista político boliviano Eduardo Paz Rada, professor da Universidade Mayor de San Andrés, a liderança brasileira que "interessa a todos" é que o Brasil possa ser uma "barreira" capaz de frear as imposições europeias e dos Estados Unidos em acordos comerciais com a região e que "ao mesmo tempo colabore com o desenvolvimento dos vizinhos".

A postura do Brasil durante a nacionalização dos hidrocarbonetos na Bolívia é vista por especialistas como um caminho que deve ser seguido na condução das negociações com os demais países.

Após um período de crise e de pressões sobre o governo Lula, a Petrobras acatou o incremento de impostos e royalties exigidos pelo governo de Evo Morales para a venda do gás ao Brasil.

"O novo governo terá que assumir que não pode ter liderança se não aceita que suas negociações com os vizinhos não podem ser nos mesmos termos utilizados para qualquer multinacional ou país industrializado", afirmou Socorro Ramírez, professora do Instituto de Estudos Políticos e Relações Internacionais da Universidade Nacional da Colômbia.

Para o analista político venezuelano Javier Biardeau, professor da Universidade Central da Venezuela, as desigualdades também podem ser minimizadas em um fundo de compensação que chegou a ser discutido pela Unasul (União de Nações Sul-Americanas), porém não foi desenvolvido.


"Este fundo deve permitir aos países mais frágeis em termos de capacidade produtiva ter acesso a projetos de desenvolvimento com créditos a juros mais baixos", explicou.

Infraestrutura e fronteiras

Projetos de infraestrutura que poderiam ter aproximado mais o Brasil dos países andinos também acabaram ficando no papel nos últimos anos.

Um deles previa a abertura de um corredor rodofluvial entre Manaus e o porto equatoriano de Manta.

O projeto foi afetado pelo distanciamento entre os governos de Lula e do equatoriano Rafael Correa após uma crise entre o Equador e a construtora Odebrecht em 2009. A empresa brasileira foi acusada de falhas na construção de uma usina hidrelétrica no país andino.

A expectativa dos equatorianos é que o projeto do corredor fluvial seja retomado durante o mandato do próximo presidente brasileiro.

Os analistas também acreditam que, apesar do avanço político das relações políticas entre Brasil e a região andina, o Brasil falhou em projetos de cooperação para estabelecer um maior controle das fronteiras.

"Se há política ineficiente por parte do Brasil é a fronteiriça. Não houve cooperação na proteção da fronteira, e isso deve ser trabalhado pelo próximo governo", afirmou o analista Carlos Romero.

Outro teste será o de consolidar "alianças energéticas", em especial com a Venezuela, principal produtor de petróleo da América do Sul, e a Bolívia, que possui a maior reserva de gás.

‘Estilo’

Os analistas andina preveem ainda a continuidade das políticas destinadas à região independentemente de quem for o vencedor das eleições de outubro. No entanto, eles esperam "mudanças no estilo".

Para Carlos Romero, o desafio da nova ou novo presidente do Brasil será superar a liderança e o carisma que marcou a administração do presidente Lula.

"O desafio será superar a liderança que Lula teve na região. Qualquer um dos dois, Dilma ou Serra, terá que se apegar à política exterior do Estado brasileiro, porque carisma, nenhum dos dois têm", avalia.

Fonte: Claudia Jardim / BBC

Obama e Netanyahu tentam aliviar tensão entre EUA e Israel

Relação entre países vive pior momento desde início do governo Obama. Premiê disse que retomada de processo de paz pode levar mais um ano.


O primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, chega à Casa Branca para encontro a portas fechadas com Obama (Foto: Saul Loeb / AFP)

O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, e o primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, se reuniram na terça-feira (23) para tentar aliviar a tensão nas relações bilaterais, mas com pouca expectativa de qualquer avanço quanto à retomada do processo de paz no Oriente Médio.

O encontro, excepcionalmente discreto em se tratando da visita de um governante israelense, ocorreu um dia depois de Netanyahu fazer declarações desafiadoras diante das novas críticas dos EUA à construção de 1.600 novas casas para colonos judeus perto de Jerusalém.

O projeto mergulhou as relações EUA-Israel em seu pior momento desde o início do governo Obama, há 14 meses, mas funcionários de ambos os países têm se empenhado em sanar o conflito entre os dois aliados.

Mas, num sinal de que as tensões permanecem, a Casa Branca proibiu a imprensa de cobrir o encontro no Salão Oval, e Obama e Netanyahu não devem falar em público conjuntamente.

Mais um ano

Antes de ir à Casa Branca, Netanyahu disse a parlamentares que a retomada do processo de paz, abandonado desde dezembro de 2008, pode levar mais um ano, caso os palestinos mantenham sua exigência de congelamento total da expansão dos assentamentos em territórios ocupados.

"Não podemos ficar presos por uma exigência ilógica e não-razoável", disse Netanyahu durante reunião com a presidente da Câmara, Nancy Pelosi, e com outros líderes parlamentares, segundo um porta-voz dele. "Isso poderia manter as negociações de paz suspensas por mais um ano", acrescentou.

Autoridades palestinas disseram que Israel é que está mantendo o processo de paz no limbo. "A política de Netanyahu é que está obstruindo a volta às negociações", disse Nabil Abu Rdainah, assessor da presidência palestina, à Reuters em Ramallah, na Cisjordânia.

Os palestinos chegaram recentemente a aceitar negociações prévias indiretas, sob mediação dos EUA, mas recuaram ao saber do projeto nos arredores de Jerusalém.

Apesar das promessas de Netanyahu - ainda não detalhadas publicamente - de adotar medidas que promovam a confiança mútua entre israelenses e palestinos, a Casa Branca tentou manter o encontro dele com Obama fora dos holofotes.

O evento aconteceu no começo da noite, depois de Obama sancionar o histórico projeto de reforma da saúde.

Fontes: G1 - Agências

Hillary admite que Estados Unidos são 'parte do problema' do narcotráfico na América Latina

Declaração da secretária foi dada ao lado do presidente guatemalteco, Alvaro Colom

Hillary Clinton abana ao deixar a sede do governo da Guatemala / Daniel LeClair/REUTERS

Os Estados Unidos são "parte do problema" do narcotráfico na América Latina devido ao consumo de drogas, admitiu nesta sexta-feira (5) a secretária americana de Estado, Hillary Clinton, durante um encontro com presidentes da América Central na Guatemala.

A secretária em uma coletiva de imprensa, ao lado do presidente guatemalteco, Alvaro Colom, afirmou:

— Sabemos que somos parte do problema.

Hillary, cujo país é o principal consumidor de cocaína do mundo, reiterou o compromisso dos EUA na luta contra o problema da região, utilizada como local de passagem e de armazenamento de drogas, enquanto Colômbia e México travam uma batalha contra o narcotráfico.

— A segurança é o objetivo principal e vamos, através da Iniciativa de Segurança Regional Centro-Americana e de outras alianças no México e no Caribe, combater o crime organizado, as quadrilhas internacionais e o tráfico de drogas e, juntos, manter as pessoas mais seguras.

Clinton ainda disse:

— Ao admitir que somos um consumidor, sabemos que devemos ajudar fortemente países como a Guatemala a lutar contra este terrível problema.

Já Colom afirmou que o esforço para combater o narcotráfico deve ser conjunto, pois não vê "a invasão somente de cartéis mexicanos no país, mas a invasão do narcotráfico internacional".

— Os cartéis se movem de um lado para o outro, mas a agressão é recebida por nossas sociedades. Acredito que, graças a nossa relação com os EUA e o México e a partir de hoje com El Salvador e Honduras, podemos lutar contra esse flagelo do narcotráfico.

Fontes: R7 - AFP

EUA tentarão bloquear resolução sobre 'genocídio' de armênios

Administração vai tentar barrar a resolução


Hillary disse que governo é contra a decisão

A secretária de Estado americana, Hillary Clinton, afirmou, nesta sexta-feira, que o governo de Barack Obama vai tentar bloquear uma resolução aprovada por um comitê da Câmara que classifica de "genocídio" o assassinato em massa de armênios por turcos otomanos durante a Primeira Guerra Mundial.

“Nós somos contra essa decisão. Acreditamos que o Congresso dos EUA não tomará nenhuma decisão sobre esse assunto”, afirmou.

A medida foi aprovada na quinta-feira pela Comissão de Relações Exteriores da Câmara por 23 votos a 22. Na sequência, o texto deveria ir a plenário.

Logo após o anúncio da aprovação, o primeiro-ministro turco, Tayyip Erdogan, condenou a decisão que “acusa a nação turca de um crime que não cometeu”. Erdogan chamou seu embaixador em Washington para consultas.

A Turquia, um importante aliado dos Estados Unidos na Otan, já havia advertido que a aprovação da resolução poderia prejudicar as relações bilaterais.

Em 2007, a Comissão já havia aprovado uma moção semelhante que acabou sendo arquivada antes da votação na Câmara depois da pressão do governo de George W.Bush.

Obama, no entanto, havia prometido, durante a campanha para Presidência, que classificaria o suposto massacre como genocídio.

A secretária de Estado reconheceu a mudança de opinião do governo de Obama e afirmou que “as circunstâncias mudaram de maneira significativa”.

Polêmica

A decisão do comitê da Câmara americana causou polêmica porque entrou em um ponto espinhoso da história de turcos e armênios.

Comunidades armênias em várias partes do mundo lutam há décadas para que o suposto massacre de seu povo pelos turcos otomanos entre 1915 e 1922 seja reconhecido como o primeiro genocídio do século 20.

A Turquia reconhece que muitos armênios morreram, mas afirma que as mortes fazem parte do histórico de vítima da Primeira Guerra Mundial.

Em outubro do ano passado, Turquia e Armênia assinaram um acordo para normalizar as relações entre os dois países depois de um século de hostilidade.

A Armênia se tornou uma república da antiga União Soviética em 1920 e manteve relações diplomáticas com a Turquia apenas como parte da URSS.

Desde sua independência, em 1991, o país exige que a Turquia reconheça o que diz ter sido um “genocídio”.

Pelo acordo assinado em 2009, um comitê independente de historiadores seria formado para estudar as mortes.

Fonte: BBC

Em SP, Hillary critica falta de liberdade de imprensa na Venezuela e elogia Brasil

Em entrevista, americana qualificou democracia brasileira de 'vibrante'. Ela voltou a dizer que EUA e Brasil coincidem nos objetivos quanto ao Irã.

A secretária de Estado dos EUA, Hillary Clinton, criticou nesta quarta-feira (3) a falta de liberdade de imprensa na Venezuela.

"Tenho certeza de que muitos de vocês se lembram quando o presidente Obama foi à Cúpula das Américas, ele deu a mão ao presidente [Hugo] Chávez, falou algumas palavras. Ele estendeu a mão ao presidente Chávez", disse.

"Hoje em Brasília, aqui nessa universidade, vejo a imprensa livre que tem o Brasil. O presidente Chávez procura coibir a imprensa. Se dizem coisas negativas dele, procura reprimi-la", disse Hillary em São Paulo. "Não é assim que a democracia funciona."

Hillary também elogiou a democracia brasileira. "Temos confiança na democracia brasileira, que é vital, vibrante. Vou acompanhar a eleição lá dos EUA", disse.



As declarações da diplomata foram feitas durante programa de auditório na faculdade Unipalmares, em São Paulo, em que ela respondeu a 21 perguntas da plateia local e a dos internautas do G1. O evento foi transmitido ao vivo pelo G1 e vai ser transmitido na íntegra pela Globo News, no programa Globo News Especial, às 21h05 desta quinta-feira (4).

A entrevista começou às 20h33 e terminou às 21h30 -Hillary chegou atrasada quase uma hora porque pegou trânsito na Marginal Tietê. Ela foi uma "townterview" (uma mistura de town hall meeting -encontro em que autoridades dos EUA se aproximam da população e prestam contas- e uma entrevista convencional.)

A secretária de Estado dos EUA, Hillary Clinton, responde a pergunta de estudante nesta quarta-feira (3) em universidade em São Paulo. (Foto: AFP)

Hillary disse que estava feliz em estar em uma universidade afrobrasileira e se disse "à vontade", antes de começar a ser sabatinada.

Irã

A diplomata também voltou a dizer que EUA e Brasil têm os mesmos objetivos em relação à questão nuclear iraniana.

Segundo ela, Brasil e EUA "concordam absolutamente" em relação ao Irã. Ela disse que acredita que a negociação e a diplomacia são melhores que "outra aproximação", mas que às vezes é necessário colocar pressão.

Ela disse que teve "encontros excelentes" sobre o assunto com o presidente Lula e o chanceler Celso Amorim sobre o tema.


América Latina

Hillary também disse que o presidente Obama e ela estão comprometidos em mudar a relação dos EUA com a América Latina.

A secretária também respondeu sobre mudança climática. Ela disse que temos de ser mais cautelosos no uso da terra e na extração de materiais.

Questionada sobre o tema, ela disse que os EUA querem ter uma relação saudável com a Venezuela, mas, além da crítica à falta de liberdade de imprensa, falou sobre a crise energética venezuelana.

"infelizmente, ele [Chávez] tomou algumas empresas lá e tirou os bens dessas empresas. Isso não se faz. A carência energética na Venezuela, um país com tanto petróleo. Isso não é certo. Nós vemos um futuro melhor para o povo venezuelano", disse.

"Nós esperávamos que o governo venezuelano governasse no interesse do povo venezuelano. Nós gostaríamos que houvesse menos retórica, menos ameaças provenientes da Venezuela, mas não é uma escolha que possamos fazer. É uma escollha que só a Venezuela pode fazer", disse.

Ela disse que repetia as palavras do presidente Obama sobre o tema: "queremos ter uma relação positiva com a Venezuela, mas, nas atuais condições, isso é difícil".

Vistos

Questionada sobre a dificuldade dos brasileiros em conseguir visto para os EUA, ela admitiu a dificuldade que há pelo fato de só haver a Embaixada e três consulados americanos no país (em Rio, São Paulo e Recife). Ela disse que, em conjunto com a Embaixada, vai trabalhar para tornar a concessão de vistos mais fácil.

Educação

Hillary também disse que quer ampliar os intercâmbios estudantis entre EUA e Brasil e que quer ver "milhares de estudantes americanos indo para o Brasil e milhares de estudantes brasileiros indo para os EUA". Ela disse que teve encontros com empresários para viabilizar isso.

A diplomata também afirmou que acredita que governo e empresariado devem trabalhar juntos no estímulo à educação.

Obama no Brasil

Hillary também foi questionada sobre uma provável visita do presidente Obama ao país.

“Eu posso lhes dizer que o presidente Obama está sendo muito convidado para vir ao Brasil. O presidente Lula disse a mesma coisa, você está fazendo o mesmo convite. Eu vou lhe comunicar esse convite. Ele está trabalhando muito duro para fazer aprovar essa reforma do setor de saúde dos EUA. Eu fui senadora, portanto eu entendo quais as dificuldades para fazer aprovar esse projeto de lei. Talvez isso se faça, ele tenha êxito e então ele possa vir ao Brasil.”

Brasília
Mais cedo, em Brasília, Hillary encontrou-se com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e com o chanceler Celso Amorim, com quem discutiu a questão do apoio brasileiro a sanções internacionais ao Irã por seu programa nuclear.

Primeira visita
Em sua primeira visita À América Latina no cargo, Hillary participou da posse do presidente José Mujica, no Uruguai, e esteve no Chile, devastado por um terremoto no sábado passado. Depois do Brasil, ela segue para Costa Rica e Guatemala.

Fontes: G1 - TV Globo

Hillary Clinton chega ao Brasil em sua primeira visita oficial ao país

Secretária de Estado norte-americana fica pouco mais de 24 h no Brasil. Ela deve discutir a questão nuclear iraniana e a venda de caças à FAB.

A secretária do Departamento de Estado dos Estados Unidos, Hillary Clinton, chegou no início da noite desta terça-feira (2) ao Brasil para sua primeira visita oficial ao país. Ela deve se encontrar com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva apenas nesta quarta.



O programa nuclear do Irã é um dos principais temas da pauta de encontro com Lula. O presidente brasileiro, criticado por ter recebido o presidente iraniano, Mahmoud Ahmadinejad, e por defender o direito de o país desenvolver tecnologia nuclear para fins pacíficos, tem visita agendada ao país do Oriente Médio em maio.

Lula já deu declarações de que só deve ao povo brasileiro satisfações sobre a viagem que vai realizar ao Irã. A pauta do encontro deve tratar ainda do embargo norte-americano a Cuba, outro tema de divergência com os Estados Unidos e a licitação para a venda de caças à Força Aérea Brasileira (FAB) –a Boeing, dos EUA, é uma das três concorrentes na disputa.


A secretária de Estado dos Estados Unidos, Hillary Clinton, ao desembarcar em Brasília no iníco da noite desta terça-feira (2) (Foto: Rede Globo/Reprodução)

A ajuda humanitária ao Haiti, que teve grandes danos e milhares de mortes em decorrência do terremoto que afetou o país em janeiro, também deve ser tratada entre Lula e Hillary.

A secretária de Estado chegou ao Brasil vinda de Santiago, onde se reuniu com a presidente chilena, Michele Bachelet. O país também sofre com os estragos causados por um terremoto de magnitude 8,8 na escala Richter ocorrido no último sábado (27).

A secretária é recepcionada na Base Aérea de Brasília. (Foto: Rede Globo/Reprodução)

Fontes: G1- TV Globo

Obama deve vir ao Brasil antes da saída de Lula

A chefe da diplomacia dos EUA, Hillary Clinton, deve visitar Brasília neste semestre

O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, deverá vir ao Brasil até meados do segundo semestre deste ano. A ideia é ampliar as relações com a América Latina a partir do contato com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Na ocasião, deve ser assinado um acordo de cooperação comercial entre norte-americanos e brasileiros. O acordo deve incluir temas controvertidos como etanol e suco de laranja.

Antes da visita de Obama, a secretária de Estado, Hillary Clinton, virá a Brasília ainda neste semestre. O objetivo é definir os termos do acordo de cooperação que deve se basear na consolidação de um mecanismo de consulta para promover o comércio e investimentos. O documento não irá acabar com as tarifas nem as barreiras comerciais, mas servirá como instrumento de facilitação de negociações bilaterais.

O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama e Lula, presidente do Brasil

As visitas de Obama e Hillary foram alinhavadas nos últimos dias entre diplomatas americanos e brasileiros. Obama aguardava apenas oficializar o nome do novo embaixador dos Estados Unidos no Brasil, Thomas Shannon, para confirmar a visita a Brasília. Na quinta-feira (4), Shannon entrega as credenciais a Lula.

Ontem (1º) o governo Obama fez uma cerimônia de confirmação de Shannon no cargo, no prédio do Departamento de Estado, em Washington (Estados Unidos). A solenidade reuniu cerca de 300 pessoas – entre parlamentares, representantes do governo e diplomatas. No discurso, Hillary destacou o papel do Brasil. Segundo a secretaria de Estado, o presidente Lula exerce um papel de liderança regional na América Latina.

Hillary ressaltou que o governo Lula participa das principais negociações internacionais, sem esquivar-se de tema algum. Para ela, os principais destaques da atuação brasileira se devem às discussões sobre clima e energia.

Fonte: R7

Após concessões da Casa Branca, senador tira veto a embaixador dos EUA no Brasil

Senador retira veto contra nomeação de embaixador americano no Brasil

O senador republicano George LeMieux disse nesta quinta-feira que estava suspendendo o veto à nomeação de Thomas Shannon como novo embaixador no Brasil depois de ter recebido garantias de que Washington continuará a apoiar a oposição cubana e retomará a emissão de vistos para cidadãos de Honduras, suspensa após a deposição de Manuel Zelaya. A medida abre caminho para que o governo Obama consiga aprovar seu representante em Brasília, quase um ano depois da posse.

Ex-secretário de Estado adjunto para o Hemisfério Ocidental, Shannon foi escolhido pelo presidente americano, Barack Obama, para ser embaixador dos EUA no Brasil, mas LeMieux, um novato no Senado que é ligado à comunidade cubano-americana da Flórida, impediu sua nomeação como forma de protesto à posição de Washington em relação deposição de Zelaya.

De acordo com as regras do Legislativo dos EUA o bloqueio a uma nomeação é um direito ao qual podem recorrer os congressistas da oposição. Agora, a confirmação de Shannon no novo cargo fica nas mãos da maioria democrata do Senado, em particular do líder do partido, Harry Reid, com a esperada confirmação de que senadores que apoiavam a obstrução de LeMieux o seguirão em sua nova decisão.

Por enquanto, o gabinete de Reid não se pronunciou sobre a iniciativa de LeMieux nem sobre o próximo passo para a nomeação do diplomata.

LeMieux explicou em comunicado que conversou sobre a nomeação de Shannon com a secretária de Estado americana, Hillary Clinton, a quem expressou sua preocupação sobre retrocessos da democracia e o aumento de regimes autoritários na América Latina.

"Recebi compromissos suficientes da secretária de que a política do governo na América Latina, particularmente em Honduras e Cuba, será a de promover os ideais e metas da democracia", afirmou o republicano.

O senador citou como exemplo do compromisso de Washington que, no caso de Honduras, os EUA "continuarão normalizando as relações com o governo desse país e o presidente eleito" hondurenho, Porfirio Lobo. "Vamos normalizar as relações. Os procedimentos de vistos serão normalizados", disse o senador, afirmando que isso aconteceria rapidamente.

No caso de Cuba, segundo LeMieux, os EUA retomarão o processo para que organizações sem fins lucrativos solicitem ajuda para a promoção da democracia e permitirá a inclusão de líderes do movimento democrático em atividades da escritório americano de interesses em Havana.

Como prova dessas garantias, o gabinete de LeMieux divulgou uma carta do novo secretário de Estado adjunto para o Hemisfério Ocidental, Arturo Valenzuela, que teve o aval de Hillary.

LeMieux considerou que a política externa dos EUA para a América Latina se encontra em uma "conjuntura crítica" e que as ações do país mandaram um recado sobre o compromisso de Washington "com a democracia, os direitos humanos e o império da lei".

Para o senador, é "fundamental" que os EUA deem claros sinais de seu compromisso nesse sentido porque líderes que buscam desestabilizar a região, cujos nomes não citou, "estão prestando muita atenção" às ações do governo de Washington.



Comentário do BGN:


Os líderes não citados por ele são: Chávez; Morales e Raul Castro. O trio patético !!!!

Fonte: FOLHA

Hillary alerta países latino-americanos sobre os 'riscos' de 'flertar' com o Irã

A secretária de Estado americana, Hillary Clinton, advertiu nesta sexta-feira (11) aos países latino-americanos sobre as consequências de 'flertar' com o Irã, o que, a seu ver, é uma má ideia.

"As pessoas que quiserem flertar com o Irã deveriam ver quais podem ser as consequências e esperamos que pensem duas vezes", assinalou Hillary em uma sessão sobre diplomacia no Departamento de Estado enfocada na relação dos Estados Unidos e América Latina.

Hillary disse que seu país conhece o interesse dos iranianos em se promover nos países da região, como Bolívia e Venezuela.

Ahmadinejad visitou o Brasil no final de novembro, o que promoveu uma troca de cartas entre os presidentes do Brasil, Luiz Inácio Lula da Silva, e dos EUA, Barack Obama. Hillary, no entanto, não citou o país nominalmente nesta sexta.


A secretária Hillary Clinton durante conferência nesta sexta-feira (11) no Departamento de Estado, em Washington. (Foto: AFP)


"Relacionar-se com o Irã é realmente uma má ideia", afirmou.

Ela disse esperar que os países reconheçam que o Irã "é um dos maiores promotores e exportadores de terrorismo no mundo de hoje".

Hillary expressou anteriormente a preocupação de Washington com as relações crescentes de países como Venezuela, Bolívia e Nicarágua com o Irã.

Os Estados Unidos se mostraram prudentes ante a recente visita do presidente iraniano Mahmud Ahmadinejad à região e pediu a esses países que recordassem ao líder iraniano sobre seus compromissos em termos nucleares.

Washington acusa o Irã de querer se preocupar com a bomba atômica, enquanto que o governo de Teerã afirma que suas intenções nucleares são pacíficas.

Fonte: G1

A dor de cabeça de Obama no Japão

EUA e Japão se estranhando


O presidente dos EUA, Barack Obama, posa ao lado do primeiro-ministro japonês Yukio Hatoyama, durante uma entrevista coletiva em Tóquio, no Japão

O presidente Obama tem um problema com o Japão. Sei que não é uma questão que o mantém acordado à noite. Mas quando os laços dos EUA com seu mais importante aliado asiático são ameaçados em questões de segurança em vez de semicondutores, o mundo deve estar mudando.

É certo que o Japão está. Os japoneses votaram pela saída do tradicional Partido Democrata Liberal que dominou o país por mais de meio século, e declararam guerra à burocracia que azeitou os negócios e o prestígio daquele longo domínio. Com isso, estão adotando uma nova visão do poder que escreveu sua Constituição e subscreveu suas premissas: os EUA.

Como resultado, há problemas. O Japão confiável agora é um Japão irrequieto. Está falando em uma "parceria igual", ou seja, menos subserviente. A aquiescência deu lugar à discussão.

Acho isso normal na medida em que o Japão passou por uma mudança política tão dramática em sua forma quanto qualquer demolição pós-Guerra Fria de um status quo dominado por um único partido defendido pelos EUA.

Ainda assim, os problemas entre as duas maiores economias do mundo estão se provando inesperadamente agudos. Os ministros aqui balançam a cabeça e resmungam "realmente ruim". Diante disso, Obama e o primeiro-ministro Yukio Hatoyama, que levou o iniciante Partido Democrático à vitória em setembro, têm muito em comum, inclusive a mudança. A inimizade não era inevitável.

Os dois líderes assumiram seus cargos levados pelo mal estar da classe média com a queda na renda e a insegurança no emprego. Os assalariados japoneses e os trabalhadores americanos tiveram uma década ruim.

Os dois líderes agem no centro, apesar de inclinações e ideais mais à esquerda. Os dois enfrentam a tarefa de ajustar as expectativas de seus países a um mundo no qual seu poder relativo está se erodindo. Verdade que Obama é um sujeito de fora, enquanto Hatoyama descende de uma dinastia política como os Kennedy (e é herdeiro da fortuna dos pneus Bridgestone). Contudo, as preocupações em comum poderiam ter superado as diferenças de origem e criação.

Em vez disso, a confiança foi dissolvida mais rapidamente do que "wasabi" em molho de soja. A gota d'água foi o futuro da base aérea Marine na ilha de Okinawa, no Sul, onde o povo é contra o barulho alto, o crime e a poluição associados à presença militar norte-americana. A questão mais profunda é mais complexa: o crescente desconforto japonês com a dependência de Washington, cujo símbolo mais visível são os 37.000 soldados americanos no país.

Hatoyama deu voz a esse desconforto. Ele prometeu em campanha maior assertividade, questionando o acordo de 2006 de transferência da base aérea de Futenma para um local prístino no norte da ilha (os ambientalistas de seu partido estão incensados), sugerindo que a base deve ser retirada da ilha ou até do Japão. Ele também falou de rever a Constituição, cujo artigo nono nega ao Japão um exército pleno.

"Encaramos a aliança dos EUA com o Japão muito seriamente, é o coração de nossa política externa, apesar de Hatoyama ter falado anteriormente de uma aliança sem bases permanentes, e isso um pouco confundir nossos amigos americanos. Agora acredito que Hatoyama não pensa que devemos expulsar as tropas americanas -nunca, de forma alguma", disse Akihisa Nagashima, vice-ministro de defesa.

Dúvidas, contudo, foram semeadas do lado americano. Elas se multiplicaram com mal entendidos. Quando o presidente esteve aqui no mês passado, Hatoyama pediu que houvesse confiança, e Obama disse que com certeza, mas nunca esclareceram em torno do que. Para Hatoyama, seria o futuro da aliança. Para Obama era a implementação do acordo de Okinawa de 2006 de US$ 26 bilhões (cerca de R$ 50 bilhões).

Essa foi uma pequena ambiguidade desastrosa. Agora todo mundo está infeliz. Um grupo de trabalho de alto escalão na base Marine, anunciado por Obama, descarrilou.

Minhas conversas aqui sugerem que Hatoyama não tomará uma decisão final por meses, talvez não antes das eleições da Câmara alta em julho, que podem liberá-lo de seus parceiros de coalizão de esquerda.

Richard Armitage, ex-vice-secretário de Estado que vem correndo pela cidade, é apenas a expressão mais visível da impaciência norte-americana compartilhada por Obama.

"Não posso mudar a situação política aqui", disse Nagashima, referindo-se à raiva em Okinawa e à pressão da coalizão sobre Hatoyama. "Realmente quero que nossos amigos norte-americanos aceitem isso e trabalhem conosco apesar dessas dificuldades."

É um bom conselho. Tendo demorado mais de 90 dias para tomar uma decisão para o Afeganistão, Obama não pode chamar Hatoyama de indeciso. Ele assumiu as rédeas depois de mais de cinco décadas de domínio do LDP. Ele precisa de tempo -e as sugestões de um escândalo de financiamento de campanha não o estão ajudando.

As forças mais profundas por trás da vitória de Hatoyama e do imbróglio de Futenma são essas. O Japão, como a Alemanha, quer superar a tutela americana. Diferentemente da Alemanha, contudo, está em uma parte do mundo onde perdura o vestígio da Guerra Fria -a Coreia do Norte com armas nucleares- e a China em ascensão com seu exército em expansão fica logo ao lado.

Em suma, a necessidade da aliança Japão-EUA é real, mesmo que o desejo de libertação dos japoneses de suas manifestações mais humilhantes esteja crescendo. Isso me diz que todos devem respirar fundo. A impaciência norte-americana deve ser contida, assim como os excêntricos que pregam a "fraternidade mundial" no partido de Hatoyama. Seja flexível sobre Futenma, mas firme no imperativo estratégico que lida os EUA e o Japão.

Fonte: UOL - Herald Tribune/ Roger Cohen
Tradução :Deborah Weinberg

EUA demite guardas por festas e abusos no Afeganistão

Demissões em face do escândalo sexual na embaixada americana em Cabul

CABUL - A embaixada dos Estados Unidos no Afeganistão anunciou que demitiu oito guardas, e outros dois pediram demissão, acusados de envolvimento em um escândalo sexual. Todos os dez apareciam em fotos mostrando guardas e supervisores em vários estágios de nudez, em festas regadas a álcool - o consumo de bebida alcoólica é proibido no país. O escândalo veio à tona nesta semana, quando uma entidade independente, Project on Government Oversight, afirmou que os guardas sofriam abusos e trotes dos supervisores. A embaixada informou que a equipe de gerenciamento da empresa privada que fornece os guardas, o ArmorGroup, também "será substituída imediatamente".

Um comunicado da embaixada afirma que os guardas afastados deixaram o país hoje. Os dois outros guardas pediram demissão e também partiram. Os nomes e nacionalidades deles não foram identificados. O Project on Government Oversight sustenta que a situação levou a problemas no moral e na liderança, comprometendo a segurança na embaixada, onde atuam quase mil diplomatas dos EUA e funcionários afegãos.

Ontem, a embaixada informou que o álcool foi proibido em Camp Sullivan, onde os guardas do ArmorGroup trabalhavam, e seguranças do corpo diplomático foram designados para o campo. Além disso, o escândalo pode levar à quebra do contrato de US$ 189 milhões entre o ArmorGroup e o governo dos EUA, revelou o Departamento de Estado, segundo o jornal "The New York Times".

Fontes: ESTADO - AP

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