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Trecho Sul do Rodoanel é aberto ao tráfego

Vice-governador admite que obra não está totalmente concluída. Carro particular de Alberto Goldman é o primeiro a cruzar nova rodovia.

O Trecho Sul do Rodoanel Mario Covas foi aberto à circulação de veículos às 6h40 desta quinta-feira (1º). O primeiro carro a passar pela via era dirigido pelo vice-governador paulista, Alberto Goldman.

O vice-governador iniciou o trajeto em seu carro particular, acompanhado dos secretários de Economia e Planejamento, Francisco Luna, e de Transportes, Mauro Arce. Goldman percorrerá todo o Trecho Sul, partindo da Rodovia Régis Bittencourt até a Via Anchieta. Antes mesmo da liberação, já havia carros e caminhões esperando para estrear a nova rodovia paulista.

Primeiros veículos a utilizarem o Trecho Sul do Rodoanel Mario Covas, na manhã desta quinta-feira (1º). (Foto: Juliana Cardilli/G1)

Pouco antes da liberação, Goldman afirmou que faltam poucos detalhes para serem finalizados na nova pista, mas que isso não compromete o tráfego no local. “Nós temos alguns viadutos para serem terminados, isso pode levar de 30 a 60 dias. No entanto, os que já existem permitem perfeitamente a ligação do Trecho Oeste até a saída para a Anchieta. Quanto a isso não há nenhum problema”, afirmou.

Goldman assume interinamente o governo de São Paulo na sexta-feira (2) e oficialmente na próxima terça-feira (6), às 15h, em cerimônia na Assembleia Legislativa. Na quarta-feira (31), o governador José Serra deixou o cargo para possivelmente disputar a presidência da República, nas eleições deste ano.

Obras no Trecho Sul do Rodoanel nesta quarta-feira, véspera da inauguração (Foto: Alexandre Vieira/Futura Press )

Informalmente, o Trecho Sul foi inaugurado por Serra na terça-feira (30). Minutos antes da abertura das pistas da via nesta quinta-feira, faixas ainda eram pintadas.

A inauguração do Trecho Sul do Rodoanel traz para os motoristas de São Paulo a expectativa de alívio em duas das principais vias da cidade – a Marginal Pinheiros e a Avenida dos Bandeirantes. Com 61,4 km de extensão e custo total previsto de R$ 5,03 bilhões, ele ligará Mauá, no ABC, ao Trecho Oeste do anel viário – passando pelas Rodovias Anchieta e Imigrantes, acesso para o litoral paulista.

Enquanto os trechos Leste e Norte – que ainda não começaram a ser construídos – não ficam prontos, pegar a via para seguir para o litoral é vantajoso para os motoristas que estão nas zonas Norte e Oeste de São Paulo. Para isso, é preciso seguir pela Marginal Tietê ou Pinheiros até uma das cinco rodovias cortadas pelo Trecho Oeste do Rodoanel, já em operação – Bandeirantes, Anhanguera, Castello Branco, Raposo Tavares e Régis Bittencourt.

O mesmo poderá ser feito para quem sai do litoral e quer acessar as zonas Oeste ou Norte de São Paulo – basta seguir pelo Rodoanel desde as rodovias Anchieta e Imigrantes até uma das cinco rodovias do trecho oeste.

Para quem está na região central ou nas zonas Leste e Sul da cidade, entretanto, acessar o Rodoanel representa um desvio muito grande. Por isso, seguir por dentro da cidade até as rodovias que acessam o litoral deverá ser o caminho mais vantajoso.


Vias mais livres

Os motoristas que seguem do interior do estado por uma dessas cinco rodovias com destino ao litoral não precisarão mais acessar as marginais e a Avenida dos Bandeirantes – poderão seguir pelo Rodoanel até o Sistema Anchieta-Imigrantes e então para o Porto de Santos, por exemplo.

Mesmo quem sai das rodovias Presidente Dutra, Fernão Dias e Ayrton Senna com destino ao litoral será beneficiado – mesmo sem serem cruzadas pelo anel viário, os motoristas podem seguir pela Marginal Tietê, acessar a Rodovia dos Bandeirantes e seguir então para o Rodoanel.

A expectativa da Secretaria Municipal de Transportes é que 40% dos caminhões que circulam atualmente pela Marginal Pinheiros e pela Avenida dos Bandeirantes deixem as vias e passem a usar o Rodoanel. Com isso, a Companhia de Engenharia de Tráfego (CET) estima uma redução de 15% nos índices de lentidão na cidade de São Paulo.

A previsão é que circulem cerca de 16,5 mil caminhões e 55,5 mil veículos de passeio por dia no novo trecho. Com a inauguração, o tráfego também deve ser impactado no Trecho Oeste – que tem previsão de aumento de 20% na circulação de veículos.

Ao contrário do Trecho Oeste, onde há 13 praças de pedágio localizadas nas saídas para as demais rodovias, com valor de R$ 1,30, o Trecho Sul começou a funcionar sem a cobrança. Ele passa pelos municípios do Embu das Artes, Itapecerica da Serra, São Paulo, São Bernardo do Campo, Santo André, Ribeirão Pires e Mauá, todos na região metropolitana.

Melhorias na capital

Além da Marginal Pinheiros e da Avenida dos Bandeirantes, a Secretaria de Transportes também prevê melhorias nos índices de lentidão de outras vias da cidade. Entre elas estão a Marginal Tietê, Avenida Jornalista Roberto Marinho, Avenida Hélio Pellegrino, Eixo Norte/Sul, Avenida Marquês de São Vicente, Avenida Gastão Vidigal, Avenida Pedroso de Morais e corredor das avenidas Ricardo Jafet e Abraão de Morais.

De acordo com o secretário de Transportes, Alexandre de Moraes, a necessidade de novas medidas restritivas a caminhões na cidade será definida em 90 dias, quando os motoristas já estiverem mais habituados a utilizar o novo trecho do Rodoanel.

 Fonte: G1/Juliana Cardilli

A um mês da inauguração, G1 percorre 15 km do trecho Sul do Rodoanel

Rodovia de 57 km vai ligar Anchieta e Imigrantes à Régis Bittencourt. Operários constroem praças de pedágio e emendas entre lotes.

Bomba de concreto trabalha na interligação entre lotes de obras do trecho Sul do Rodoanel Mário Covas (Foto: Roney Domingos/ G1)

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A pouco menos de um mês para a inauguração do trecho Sul do Rodoanel Mário Covas, o clima é de pressa no canteiro de obras. Operários e engenheiros trabalham em ritmo frenético para dar conta de todos os detalhes da nova rodovia, que vai ligar Mauá, no ABC, à rodovia Régis Bittencourt e ao trecho Oeste do rodoanel, em Embu.

O G1 percorreu cerca de 15 km dos 57 km do trecho Sul acompanhado por funcionários das empreiteiras e por uma assessora da Dersa (Desenvolvimento Rodoviário S/A). A viagem começou no km 26 da Anchieta em São Bernardo e terminou em Mauá. Por enquanto, apenas veículos das empreiteiras podem acessar o rodoanel, mas engenheiros responsáveis pelos lotes 1 e 2 da rodovia conduziram a equipe durante o passeio.



Embora os trechos percorridos estejam pavimentados e em alguns pontos até sinalizados, na terça-feira ainda não era possível percorrer toda a extensão de carro. Entre um lote de obras e outro é preciso fazer a travessia a pé. Ainda havia obstáculos, obras em andamento ou concreto sob mantas têxteis, durante cuidadoso processo de secagem. Operários trabalhavam para concluir a emenda final entre lotes.

A rotina dos engenheiros lembra a de noivos na véspera de casamento: um deles disse ao G1 que está quase tudo pronto, mas os pequenos detalhes se avolumam.

Eles falam constantemente no rádio enquanto percorrem o trecho, seja para garantir a liberação de uma subestação de energia ou para providenciar a quantidade de pedra necessária para concluir um pavimento.

Montagem elaborada sobre imagem do Google Maps ( Editoria de Arte)

A reportagem pôde ver, na parte externa das vigas de sustentação do rodoanel sobre a represa Billings, a instalação da tubulação metálica que, no futuro, vai garantir que produtos perigosos carregados por caminhões fiquem longe das áreas naturais e mananciais. Também estão prontas e cercadas por grades as passagens subterrâneas que garantem a travessia de fauna silvestre.

Operários trabalham ainda na instalação dos cabos elétricos e de telecomunicações da rodovia, construção de praças de pedágio nas saídas em Mauá e em São Bernardo e de obras de arte para interligar bairros como o Recreio da Borda do Campo, em São Bernardo. Em Mauá, na ponta do Rodoanel, a poeira produzida pelos caminhões obriga os vigias a usar máscaras.

Também é possível ver que o Rodoanel vai passar bem perto de favelas e bairros periféricos, isolados da rodovia por obras de terraplenagem e uma mureta de concreto. O novo espaço pavimentado atrai ciclistas, pedestres e praticantes de esportes, mantidos afastados pelos vigias em Mauá. Pelo menos por enquanto, cavalos pastam tranquilamente nas margens e no canteiro central da rodovia.

Fontes: G1 - TV Globo

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