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Chocolate amargo diminui a pressão arterial, diz pesquisa

Efeito é benéfico entre hipertensos por causa de substâncias que dilatam vasos sanguíneos


Pressão pode chegar ao mesmo nível de quem fez 30 minutos de exercícios/Getty Images

Incluir o chocolate amargo na dieta pode reduzir a pressão arterial entre pessoas que sofrem de hipertensão, segundo pesquisadores da Universidade de Adelaide, na Austrália.

A conclusão partiu do resultado de 15 estudos sobre os efeitos dos flavonoides, substâncias presentes no chocolate que causam dilatação dos vasos sanguíneos, liderados pelo pesquisador Karin Ried.

- Vimos que os flavonoides aumentam a formação de óxido nítrico no endotélio (fina camada de células presentes nos vasos sanguíneos), que promove a vaso dilatação e, por consequência, podem diminuir a pressão arterial.

Mas o estudo ressalta que o efeito foi constatado apenas entre hipertensos. Não houve alteração entre pessoas que têm a pressão arterial considerada normal.

A redução chegou a 5 mm Hg (milímetros por mercúrio), semelhante a queda resultante de 30 minutos de atividades físicas. O consumo pode ainda reduzir em 20% o risco de problemas do coração em cinco anos, de acordo com o estudo.


Chocolate contra o estresse


Pesquisadores afirmam que chocolate amargo acaba com o estresse/Getty Images

Esqueça que o chocolate pode acabar com a sua dieta. A partir de agora, ele está absolvido de qualquer culpa pelos quilos a mais na balança. Mais importante do que o seu poder engordativo é a sua capacidade de aliviar os sintomas de quem sofre de estresse. É isso o que mostra um estudo publicado no Journal of Proteome Research.

Outras pesquisas já haviam identificado esse poder calmante do doce – que o digam as mulheres em TPM. Principalmente o chocolate amargo, com maior teor de cacau, que é considerado um ótimo antioxidante (evita o envelhecimento das células).

Mas até agora, havia poucas evidências científicas de como, exatamente, o chocolate agia no controle do estresse. O estudo mostrou que comer cerca de 40 gramas do chocolate amargo por dia, durante duas semanas, reduz os níveis de hormônios e outros elementos bioquímicos responsáveis pelo estresse. Para quem leva uma vida agitada e estressante, esse é, sem dúvida, um remédio pra lá de gostoso.

Fonte: R7

Anvisa suspende comercialização de produtos com sibutramina

A investigação começou no ano passado, a partir de denúncia de irregularidades com relação ao alimento Affinato.

A Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) suspendeu a distribuição e a comercialização, em todo território nacional, de lotes de produtos da fábrica de alimentos Ledal Química do Brasil Ltda que apresentaram sibutramina durante uma perícia. A resolução foi publicada na edição desta quinta-feira (11) do "Diário Oficial" da União.

A Ledal Química, localizada em Goiânia (GO), foi interditada na quarta-feira (10) numa operação conjunta da Anvisa e da Polícia Federal. Investigação realizada pelos dois órgãos identificou a presença de sibutramina --medicamento controlado, utilizado para o tratamento de obesidade-- em três produtos: Fibra Regi e Sliminus em cápsulas e Sliminus em comprimidos. Mais de 600 mil comprimidos de alimentos ficaram retidos no local.

A interdição da fábrica é valida por 90 dias, prazo em que a empresa poderá apresentar recursos e contraprovas. Caso as irregularidades sejam confirmadas, a empresa pode ser punida com multas que variam de R$ 2 mil a R$ 1,5 milhão.

A investigação começou no ano passado, a partir de denúncia de irregularidades com relação ao alimento Affinato. Em dezembro de 2009, fiscais da Anvisa realizaram inspeção na fábrica da Ledal Química do Brasil Ltda e coletaram amostras de diversos produtos da empresa. As amostras foram encaminhadas para a perícia da Polícia Federal, que constatou a sibutramina nos três alimentos.

A sibutramina é uma substância de uso controlado, cujo uso foi motivo de alerta da Anvisa aos profissionais de saúde, depois que um estudo, denominado Sibutramine Cardiovascular Outcomes (Scout), demonstrou aumento do risco cardiovascular não fatal nos pacientes tratados com a substância.

Polêmica

A Abran (Associação Brasileira de Nutrologia) defende o uso da sibutramina, desde que seja prescrita e com acompanhamento de um médico especialista. Segundo a Associação, no Brasil, o remédio é recomendado para os seguintes casos: IMC (Índice de Massa Corpórea) igual ou superior a 30, IMC igual ou superior a 27,5, se acompanhado de outros fatores de risco como hipertensão arterial, diabetes tipo 2, hiperglicemia e quando o tratamento convencional não obteve êxito.

De acordo com Nataniel Viunisk, médico nutrólogo e membro da Abran, a sibutramina é considerada, entre os profissionais da área, um medicamento eficaz e seguro. "A prescrição da sibutramina é uma ótima opção na qual o médico se responsabiliza pelo acompanhamento do usuário, visando seu uso racional e a melhora da qualidade de vida", disse o médico por meio de nota.

No entanto, Viunisk alerta para o uso inadequado. "A sibutramina não deve constituir um critério único de tratamento. Paralelamente a isso, é necessária a prática de um estilo de vida saudável, baseado em uma alimentação balanceada e no hábito de exercícios físicos", afirmou por meio de assessoria.

Segundo a Abran, a sibutramina está no mercado brasileiro há 15 anos. O medicamento auxilia na redução de peso promovendo a aceleração do metabolismo, diminui a fome e aumenta a sensação de saciedade, satisfazendo o apetite com pouco alimento.

Fontes: FOLHA - Agência Brasil

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