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OMS anuncia fim da pandemia de gripe A (H1N1)

A Organização Mundial da Saúde (OMS) anunciou nesta terça-feira o fim da pandemia de gripe suína, denominada oficialmente gripe A (H1N1), 14 meses depois de ter declarado o nível máximo de alerta pela aparição do vírus.

Segundo o mais recente balanço da OMS, a gripe matou 18.449 pessoas em 214 países e territórios.

"O mundo não está mais na fase seis de alerta pandêmico. Passamos para a fase pós-pandêmica", disse a diretora geral do organismo, Margaret Chan, que cancelou o alerta após conselho do Comitê de Emergência da OMS, reunido horas antes.

No período pós-pandemia, alerta Chan, o vírus deve continuar circulando por mais alguns anos. A diferença é que, em vez de um grande número de contaminações em uma ampla área, o vírus A (H1N1) circula agora como um vírus da gripe comum sazonal e não é mais a forma dominante de influenza.

Chan citou ainda relatórios recentes que indicam que entre 20% e 40% da população foi contaminada com o vírus e criou imunidade, o que garante um certo nível de proteção contra epidemias localizadas.

"A vigilância contínua é extremamente importante", ressaltou a diretora-geral, lembrando que a vacinação tem papel importante na contenção da doença.

Chan disse que a pandemia acabou sendo muito menor do que o previsto há pouco mais de um ano, já que o vírus não sofreu mutação para uma forma mais letal e nem houve resistência em grande escala ao oseltamivir utilizado para combatê-lo.

"Desta vez, fomos auxiliados por pura boa sorte", disse Chan, que lembrou ainda que a vacina se mostrou um método efetivo de combate.

A gripe suína é uma doença respiratória causada pelo vírus influenza A, chamado de H1N1. Ele é transmitido de pessoa para pessoa e tem sintomas semelhantes aos da gripe comum, com febre superior a 38ºC, tosse, dor de cabeça intensa, dores musculares e nas articulações, irritação dos olhos e fluxo nasal.

Para diagnosticar a infecção, uma amostra respiratória precisa ser coletada nos quatro ou cinco primeiros dias da doença, quando a pessoa infectada espalha o vírus, e examinada em laboratório.

O tratamento precoce com os antivirais Tamiflu ou Relenza ajuda a reduzir a gravidade e a duração da infecção. Há também a vacina contra a doença, disponível nos postos de saúde do Brasil.

Segundo a OMS, o vírus H1N1 deixou 8.553 mortos no continente americano --onde teria começado a epidemia--, 4.879 mortos na Europa, 1.992 no Sudeste Asiático, 1.858 no oeste do Pacífico, 1.019 no leste do Mediterrâneo e 168 na África.

Fim da pandemia não significa que vírus A (H1N1) está extinto

A Organização Mundial da Saúde (OMS) anunciou nesta terça-feira o fim da pandemia de gripe suína, denominada oficialmente gripe A (H1N1). O fim do alerta máximo, contudo, não significa que o vírus foi extinto, mas sim que deve aparecer de maneira sazonal e com número menor de contaminados.

Saiba mais sobre o período de pós-pandemia da gripe A (H1N1):

A GRIPE

A gripe é uma doença respiratória causada pelo vírus influenza A, chamado de H1N1. Ele é diferente do H1N1 totalmente humano que circula nos últimos anos, por conter material genético dos vírus humanos, de aves e suínos, incluindo elementos de vírus suínos da Europa e da Ásia.

TRANSMISSÃO

A doença é transmitida de pessoa para pessoa como a gripe comum e pode ser contraída pela exposição a gotículas infectadas expelidas por tosse ou espirros, e também por contato com mãos e superfícies contaminadas.

SINTOMAS

Os sintomas são parecidos com os da gripe comum e incluem febre acima de 38°C, falta de apetite e tosse. Algumas pessoas com a gripe suína também relataram ter apresentado catarro, dor de garganta e náusea.

CONTAMINAÇÃO

No período pós-pandemia, os casos e surtos do vírus devem continuar a acontecer. O impacto exato da doença é impossível de se prever, já que há fatores como mutação do vírus e a imunidade da população já contaminada.

Assim, as pessoas devem manter as medidas preventivas para reduzir o risco de infecção --como a vacina, os cuidados de higiene e evitar contato com pessoas contaminadas.

GRUPOS DE RISCO

Segundo a OMS, por um período não determinado, crianças, jovens, pessoas que já apresentam doenças respiratórios e imunológicas e mulheres grávidas devem continuar a ser mais afetados pela doença, além de apresentarem sintomas mais graves. Por isso, o grupo de risco deve tomar cuidados adicionais de proteção, como lavar bem as mãos, cobrir a mão e nariz ao tossir, evitar contato próximo com pessoas doentes e tomar a vacina.

TRATAMENTO

A OMS afirma que o vírus sazonal da gripe A não deve causar sintomas graves e, na maioria dos casos, pode ser tratado em casa, como uma gripe comum, com remédios sintomáticos. Os doentes devem observar, contudo, o desenvolvimento de sintomas mais severos, como febre alta por períodos prolongados e dificuldade para respirar. Nestes casos, um médico deve ser consultado.

FIM DA PANDEMIA

A organização cancelou o alerta da pandemia depois de verificar que já não há mais surtos incomuns do vírus no verão e que o A (H1N1) segue um padrão de contaminação sazonal, similar ao da influenza comum.

Fontes: FOLHA - OMS - Agências

SP espera vacinar 20 mi contra gripe suína; doença causa 1ª morte do ano no Estado

O governador de São Paulo, José Serra (PMDB), afirmou nesta segunda-feira que 20 milhões de pessoas devem ser vacinadas no Estado contra a gripe A (H1N1)


Governador de SP, José Serra, simula aplicar vacina contra gripe suína em Isaías Raw, assessor científico do Instituto Butantã / Edson Lopes Jr./Folha Imagem

A campanha foi lançada hoje e se estende até maio, em cinco etapas.

De acordo com dados do governo, desde janeiro já foram confirmados sete casos da doença no Estado, com uma morte --em Santa Bárbara d'Oeste. No ano passado foram confirmados 10 mil casos da doença em São Paulo, com cerca de 500 mortes.

Ao lançar a campanha nesta segunda, ao lado do governador, o secretário estadual da Saúde, Luiz Roberto Barradas Barata, afirmou que a vacina tem grau de eficiência em mais de 80% dos casos. "A mesma vacina que está sendo aplicada no Brasil foi utilizada na Europa e nos Estados Unidos", disse.

Durante o evento, realizado no Centro de Distribuição e Logística, em Pinheiros (zona oeste), Serra e Barradas vestiram casacos e entraram na câmara fria para visitar o local onde ficam armazenadas as doses. Depois, o governador simulou aplicar a vacina no secretário e em Isaías Raw, assessor científico do Instituto Butantã.

Segundo Helena Sato, diretora de imunização da Secretaria da Saúde, a única contra indicação da vacina é para pessoas alérgicas a ovo.

Calendário

A vacinação contra a gripe suína será realizada em cinco etapas. Na primeira, iniciada nesta segunda e que vai até dia 19, serão imunizados 704,7 mil profissionais da área da saúde no Estado e 4.600 moradores de aldeias indígenas.

A segunda fase da vacinação, que começa dia 22 de março, incluirá as gestantes, crianças entre seis meses e dois anos de idade e portadores de doenças crônicas, asmáticos graves, diabetes, pessoas imunodeprimidas, cardiopatas e portadores de doenças respiratórias crônicas, entre outros.

De acordo com a Secretaria Estadual da Saúde, as gestantes poderão ser vacinadas entre 22 de março e 21 de maio. Já a vacinação para crianças de seis meses a dois anos e para os portadores de doenças crônicas terminará em 2 de abril.

Na terceira etapa da campanha, entre os dias 5 e 23 de abril, serão vacinadas pessoas com idades entre 20 a 29 anos de idade. Entre os dias 24 de abril a 7 de maio, serão imunizadas pessoas com 60 anos ou mais, portadores de doenças crônicas --os demais idosos devem tomar a vacina contra a gripe comum (sazonal).

Na última etapa da campanha será realizada entre os dias 10 e 21 de maio, para adultos com idades entre 30 e 39 anos.

Internet

A novidade da campanha será a utilização da internet. A partir de segunda-feira (8), o internauta poderá se cadastrar no site do Ministério da Saúde, informar sua faixa etária e pedir para ser avisado por email da data de sua vacinação. O serviço estará acessível também em sites comerciais onde a campanha será veiculada.

Fonte: FOLHA / TATIANA SANTIAGO

Uma blitz contra a gripe

O governo começa a vacinar metade dos brasileiros contra o vírus A(H1N1). Quem vai ficar de fora?

NA CAIXA
Doses de vacina contra gripe em laboratório de Belo Horizonte. O governo quer vacinar 96 milhões de pessoas


Temida por seu caráter mutante e agressivo, a gripe causada pelo vírus A(H1N1) causou pânico no mundo no ano passado.

A Organização Mundial da Saúde (OMS) considerou a doença uma pandemia. Houve uma corrida em busca de remédios e vacinas pelo mundo.

Em meio a uma onda de medo, surgiram em diversos lugares novos medicamentos sem eficácia comprovada e até engenhocas como um “terno antigripe”, vendido no Japão.

Oficialmente, foram registradas 16.225 mortes causadas pela gripe em 213 países (leia mais: >> Como surgiu o vírus que provocou uma epidemia mundial).

Quando as tão desejadas vacinas chegaram aos países do Hemisfério Norte, onde a segunda onda da gripe começou durante o inverno com menor intensidade que no ano passado, a recepção foi variada. Nos Estados Unidos, a procura pela vacina foi maciça. Na Europa, aconteceu o contrário e sobraram doses.

Nesse cenário de incertezas, o governo brasileiro optou pela prevenção: o Ministério da Saúde começa nesta segunda-feira (8) a maior campanha de vacinação em massa já feita no país.

O objetivo é imunizar metade da população brasileira, cerca de 96 milhões de pessoas, em três meses – antes do início da segunda onda da gripe, esperada para o inverno. “Nossa responsabilidade com a população não pode ser cumprida com hipóteses”, disse o ministro da Saúde, José Gomes Temporão, a ÉPOCA. “Estamos tomando todas as providências para nos prepararmos para uma realidade que poderá ser mais ou menos branda. É uma estratégia com respaldo de todas as sociedades científicas.”

A prioridade da vacinação será para os profissionais de saúde. Depois virão índios, mulheres grávidas, crianças entre 6 meses e 2 anos. Adultos saudáveis ficarão para a última fase (leia o quadro abaixo) .

A estratégia brasileira copia os modelos de vacinação de Estados Unidos e Canadá, que incluíram adultos jovens e saudáveis no público-alvo da imunização. Essa escolha, segundo o Ministério da Saúde, foi feita com base no perfil dos 39.679 casos graves da doença registrados no Brasil entre abril e dezembro do ano passado, com 1.705 mortes comprovadas. Os adultos jovens foram o grupo que registrou uma das maiores incidências de casos graves. “A letalidade não é muito alta”, diz Temporão. “Mas são números importantes.”

O Ministério da Saúde recomenda que as pessoas se vacinem nas datas estabelecidas, mas bebês poderão ser vacinados tão logo completem 6 meses. Mulheres que engravidem também. Mas as crianças acima de 2 anos não foram incluídas na lista de prioridades. Na verdade, não haverá vacina para os brasileiros que têm entre 2 e 19 anos.

De acordo com Temporão, nenhum país do mundo vacinou esse público, por causa da baixa incidência de casos graves. Há evidência de que a França vacinou. Nos Estados Unidos, o Centro de Controle de Doenças recomenda que crianças, “especialmente entre 0 e 5 anos”, sejam vacinadas. “No Brasil, foi na faixa etária entre 6 meses e 2 anos que se registraram mais internações”, diz o médico Eitan Berezin, presidente do Departamento Científico de Infectologia da Sociedade Brasileira de Pediatria.

É verdade, mas isso não esgota a discussão entre os especialistas. “A meu ver, a única possibilidade para esse público de crianças e adolescentes não ter sido considerado preferencial é porque não há vacina para todos”, diz o infectologista Juvêncio Furtado, que deixou a presidência da Sociedade Brasileira de Infectologia há um mês.

Pelas estatísticas do próprio Ministério da Saúde – divulgadas pela última vez em dezembro –, o terceiro grupo etário em incidência da doença, que reúne crianças e adolescentes entre 10 e 19 anos, não está contemplado na vacinação. “Não deve haver vacinas para essa população”, diz a médica Nancy Bellei, do Laboratório de Virologia da Universidade Federal de São Paulo e membro do Comitê de Influenza da Sociedade Brasileira de Infectologia.

A estratégia de vacinação tem como alvo preferencial os adultos jovens e saudáveis e exclui os adolescentes

O Ministério da Saúde investiu R$ 1,3 bilhão na compra de 113 milhões de doses de três fabricantes: GlaxoSmithKline, Novartis e Butantã, cuja fábrica ainda não está pronta e por isso só envasa o material adquirido do laboratório francês Sanofi Pasteur.

A nova vacina segue a mesma metodologia de fabricação da vacina contra a gripe sazonal, cujo índice de proteção varia de 60% a 80%. Estima-se que 300 milhões de doses da vacina contra o vírus A(H1N1) já tenham sido ministradas em todo o mundo. “Essa vacina é totalmente segura e protege. Vamos começar a vacinação cinco meses depois de outros países, o que nos dá ainda mais tranquilidade”, diz Temporão. A única restrição é para quem tem alergia a ovos: essas pessoas não poderão ser vacinadas.

Na Europa houve desconfiança em relação à vacina. Políticos europeus chegaram a acusar a OMS de adotar o discurso da indústria farmacêutica, exagerando no alarme da gravidade da pandemia para vender vacinas.

A França, que tinha encomendado 94 milhões de doses, tentou cancelar a compra de 50 milhões, segundo o diário The Wall Street Journal. A polêmica na Europa, diz Temporão, é alimentada por “movimentos quase religiosos” que questionam a eficácia das vacinas. Segundo ele, até agora não foram relatadas reações adversas graves à vacina.

Na Europa, onde sobraram doses da vacina por causa da baixa procura, um dos motivos apontados pelos especialistas para esse comportamento é o caráter mais brando da nova gripe no inverno do Hemisfério Norte.

Nos Estados Unidos, de acordo com informações do Centro para Prevenção e Controle de Doenças (Centers for Disease Control and Prevention), também houve um declínio no número de casos registrados até o mês passado.

O relatório mais recente do comitê de emergência da OMS aponta um declínio importante nos casos da gripe no mundo. Mas a OMS não vê motivos para reduzir os esforços no combate à propagação do vírus A(H1N1), com vacinas e tratamentos antivirais. Há o risco de mutação do vírus e do surgimento de novos surtos quando começar o inverno do Hemisfério Sul. “O vírus influenza é imprevisível. Se a doença se mostrou mais branda do que em pandemias anteriores, isso não invalida a ação da OMS”, afirma Nancy Bellei. Segundo ela, as afirmações de políticos europeus de que a OMS teria decretado a pandemia de má-fé ignoram o real risco do vírus influenza.

Devido às divergências de opinião no mundo, o Ministério da Saúde encomendou uma pesquisa para saber o que o brasileiro pensa sobre a campanha de vacinação. Os resultados confirmam a mesma adesão que outras campanhas têm conquistado no país: 84% disseram querer tomar a vacina e 70% acreditam em sua eficácia. Mas não se pode ignorar que há pelo menos 30 milhões de brasileiros aguardando mais explicações para decidir o que fazer em relação à nova gripe.

Da parte do governo, o maior problema agora é colocar em prática a maior campanha de vacinação da história do país – um desafio logístico que os especialistas consideram enorme. “Estamos tranquilos”, diz o ministro Temporão. “O Brasil tem experiência com grandes campanhas de vacinação.”


O Calendário da imunização
Quando serão aplicados os 113 milhões de doses de vacinas – e em quem

DE 8 A 19 DE MARÇO

• Trabalhadores da rede de assistência à saúde e profissionais envolvidos na resposta à pandemia
O grupo inclui equipes de limpeza, recepcionistas e motoristas de ambulância, médicos e enfermeiros; e também trabalhadores de laboratórios e de investigação de campo (como agentes de vigilância epidemiológica)
• População indígena

DE 22 DE MARÇO A 2 DE ABRIL

• População com doenças crônicas (exceto idosos)
– Obesidade grau 3 (antiga obesidade mórbida)
– Doenças respiratórias
– Doenças cardíacas
– Imunodeprimidos
– Diabetes
– Doenças hepáticas, renais e hematológicas

• Crianças maiores de 6 meses e menores de 2 anos
– Crianças receberão duas meias doses. A segunda deverá ser dada 21 dias após a primeira

• Grávidas em qualquer período da gestação
As mulheres que engravidarem após esse período podem se vacinar ao longo das próximas etapas da campanh

DE 5 A 23 DE ABRIL

• População de adultos saudáveis de 20 a 29 anos

DE 24 DE ABRIL A 7 DE MAIO

• Idosos (maiores de 60 anos) com doenças crônicas

DE 10 A 21 DE MAIO

• População de adultos saudáveis de 30 a 39 anos

Obs.: os idosos serão vacinados durante a campanha anual de imunização contra a gripe comum, que terá 22,3 milhões de doses. Aqueles que tiverem doenças crônicas tomarão as duas vacinas


Fonte: Época / Isabel Clemente e Peter Moon

Gripe suína matou 17 mil nos EUA

Cerca de 1.800 foram crianças; 370 mil pessoas foram internadas por causa do vírus

O vírus H1N1, da chamada gripe suína, já matou até 17 mil norte-americanos, inclusive 1.800 crianças, disse o Centro de Prevenção e Controle de Doenças dos EUA na sexta-feira (12).

A pandemia provocou um número de hospitalizações semelhante à de temporadas normais de gripe - mas em geral as vítimas eram jovens adultos e crianças, e não idosos, e o auge ocorreu em meses quando normalmente praticamente não há circulação de gripe, disse o órgão.

Uma nota da agência afirmou que o CDC estima que entre 41 e 84 milhões de casos do H1N1 2009 ocorreram entre abril de 2009 e 16 de janeiro de 2010. Normalmente, o CDC adota um número médio, que seria de 57 milhões de contaminados.

Entre 8.330 e 17.160 pessoas morreram nesse período por causa do H1N1, com uma cifra média de cerca de 12 mil, segundo o CDC.

Houve entre 880 e 1.800 mortes infantis, até 13 mil mortes de adultos menores de 65 anos, e apenas mil a 2.000 mortes de idosos.

Numa temporada normal de gripe, o CDC estima 36 mil mortes nos EUA, sendo 90% de pacientes acima de 65 anos.

A agência de saúde do governo calcula que a cada ano sejam hospitalizadas 200 mil pessoas - novamente, a maioria de idosos.

Entre abril e janeiro, o CDC estima que 183 mil a 370 mil pessoas tenham sido internadas por causa da gripe suína nos EUA.



Casos de gripe suína caem 97,3% no Brasil

Com a chegada da primavera e tempo típico de verão, com altas temperaturas, as transmissões da gripe A diminuíram drasticamente no Brasil. Para se ter uma ideia, entre 8 de agosto a 10 de outubro, houve queda de 97,3% no número de casos da gripe A, passando de 2.828 registros para 78 em todo o país.

No acumulado entre 25 de abril e 10 de outubro, foram confirmados 18.973 casos de algum tipo de influenza, dos quais 17.219 (90,7%) tiveram confirmação laboratorial para a nova gripe no país. No mesmo período foram registrados 1.368 mortes por influenza A (H1N1), o que corresponde a uma taxa de mortalidade de 0,7 por 100 mil habitantes.

De acordo com o infectologista e professor da Universidade de Brasília, Evoide de Moura, a diminuição dos casos da gripe com a mudança da estação sempre foi a esperança dos pesquisadores.

- É o que ocorre com a gripe comum. Temos picos no inverno e uma redução grande das ocorrências nas outras estações. Essa é a nossa vantagem com relação ao hemisfério Norte, pois não enfrentamos um outono frio, com mudanças drásticas na temperatura.

Como qualquer outra pandemia, a gripe causada pelo vírus H1N1 terá um fim, de acordo com Nancy Bellei, infectologista da Unifesp (Universidade Federal de São Paulo). Ela explica que uma pandemia, como a da gripe suína, costuma durar cerca de dois anos, e diz que, a partir de outubro, espera-se que os casos da doença diminuam ainda mais no Brasil.

O vírus H1N1 já infectou grande parte da população brasileira. E isso, segundo Moura, pode ser uma coisa boa, já que os infectados estão imunes a esse tipo de vírus.


- O grande número de infectados e a chegada da vacina, prevista para o próximo ano, devem neutralizar a ação do vírus da gripe A como ele se apresenta atualmente. Mas isso não significa que estamos livres de uma nova cepa (tipo de vírus).

Mesmo assim, o Ministério da Saúde brasileiro fechou a compra do primeiro lote de vacinas contra Influenza A (H1N1). São 40 milhões de doses, com entrega ao governo no primeiro semestre de 2010. As vacinas estarão disponíveis antes do próximo inverno para um público-alvo ainda em definição. Além deste lote, o Ministério da Saúde também vai adquirir as vacinas produzidas pelo Instituto Butantan, único produtor na América Latina, e também por meio do Fundo Rotatório da OPAS.

Fontes: R7- Agências

Brasil realizará vacinação contra gripe suína entre março e abril de 2010, diz Temporão

Brasil realizará vacinação contra gripe suína entre março e abril de 2010, diz Temporão

O ministro José Gomes Temporão (Saúde) anunciou na noite desta sexta-feira que a campanha de vacinação contra a gripe suína --a gripe A (H1N1)-- será realizada entre março e abril do próximo ano no país. O ministro não prevê, entretanto, a imunização de toda a população, mas garantiu que as pessoas que fazem parte de grupos de risco serão vacinadas. "O Brasil não vai vacinar 190 milhões de habitantes, mas nós trabalharemos com uma estratégia que proteja os grupos mais vulneráveis. Já sabemos que mulheres grávidas, idosos, crianças muito pequenas, profissionais da saúde, e pessoas de baixa imunidade ou em grupo de risco terão de ser vacinados", afirmou Temporão, que participou da Conferência Estadual de Saúde Ambiental no Rio.

Unifesp inicia estudo com voluntários para tratamento da gripe H1N1

Candidatos devem ter 18 anos de idade ou mais e apresentar sintomas.
Pacientes receberão medicação e serão acompanhados por especialistas.

O Núcleo de Pesquisa em Geriatria Clínica e Prevenção (NUPEQ) da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp) convocou nesta segunda-feira (14) voluntários para um estudo clínico sobre tratamento da gripe A (H1N1). Os voluntários receberão medicação e serão acompanhados por equipe médica especializada. O estudo foi aprovado pelo Comitê de Ética e Pesquisa da instituição, informa a Unifesp.

Para participar, o candidato deve ter febre igual ou superior a 38°C (com início súbito desse sintoma), mal-estar, dores musculares e tosse. O início dos sintomas deve ter ocorrido nas últimas 48 horas. Os interessados devem ter 18 anos de idade ou mais. Para se inscrever, entrar em contato pelo telefone 11 5579-0400, das 8h30

Fonte: G1

Hospitais de SP desfazem esquema especial para gripe suína

Gripe suína perde força

Os hospitais de São Paulo começaram a desmontar o "esquema de guerra" que havia sido organizado para atender aos doentes de gripe suína --a gripe A (H1N1)-- no período crítico da epidemia. A desmobilização ocorre por causa dos sinais de que a epidemia, que já matou pelo menos 657 pessoas no Brasil, caminha para o final.

O hospital Emílio Ribas, referência nacional em doenças infecciosas, deixou de ter uma enfermaria e médicos dedicados exclusivamente aos pacientes com síndrome gripal. E a farmácia que só distribuía o Tamiflu já foi desativada.

Os doentes com os sintomas da gripe agora são atendidos da mesma forma que os demais pacientes do hospital. E o Tamiflu voltou para a farmácia geral do Emílio Ribas.

Quando a epidemia explodiu, o Hospital Israelita Albert Einstein precisou suspender a reforma de 20 quartos, para que houvesse leitos em número suficiente para os doentes de gripe em estado grave. Agora, com a gripe suína sob controle, esses quartos já estão interditados para as obras.

No hospital São Paulo, da Unifesp (Universidade Federal de São Paulo), o pronto-socorro da gripe suína, criado poucos meses atrás, parou de abrir nos sete dias da semana e passou a funcionar só de segunda a sexta. Quem busca o hospital no sábado ou no domingo é atendido no pronto-socorro geral.

Até o final deste mês, os diretores do hospital São Paulo decidirão sobre o fechamento definitivo do pronto-socorro montado especialmente para atender aos infectados pela influenza A (H1N1).

No pior momento da epidemia, 200 pessoas procuraram atendimento num único dia. Hoje o número não passa de 30.

As 94 AMAs (Assistências Médicas Ambulatoriais) que haviam aumentado o horário de atendimento, inclusive aos domingos, para evitar a superlotação dos hospitais de São Paulo voltarão a funcionar de segunda a sábado e no horário normal, das 7h às 19h, na semana que vem.

Num relatório divulgado no início deste mês, o Ministério da Saúde informou que o número de casos graves da gripe suína pela primeira vez vinha caindo no país. A Secretaria da Saúde de São Paulo notou a mesma tendência de queda no total de casos no Estado.

Sintomas

A gripe suína é uma doença respiratória causada pelo vírus influenza A, chamado de H1N1. Ele é transmitido de pessoa para pessoa e tem sintomas semelhantes aos da gripe comum, com febre superior a 38ºC, tosse, dor de cabeça intensa, dores musculares e nas articulações, irritação dos olhos e fluxo nasal.

Para diagnosticar a infecção, uma amostra respiratória precisa ser coletada nos quatro ou cinco primeiros dias da doença, quando a pessoa infectada espalha o vírus, e examinada em laboratório.

O tratamento precoce com os antivirais Tamiflu ou Relenza pode ajudar a reduzir a gravidade e a duração da infecção, de acordo com o CDC (Centros de Controle de Doenças dos Estados Unidos).

Fontes: FOLHA - MS

Produção de vacina para nova gripe começa em janeiro, diz Serra

Anúncio foi feito em evento no Ibirapuera na manhã do sábado (12).
Instituto Butantan produzirá 18 milhões de unidades até abril.

O governador do Estado de São Paulo, José Serra, anunciou neste sábado (12) que o Instituto Butantan iniciará a produção da vacina contra a nova gripe, conhecida como gripe suína, em janeiro de 2010. "Serão produzidas 18 milhões de unidades até abril, conforme solicitação do Ministério da Saúde", afirmou o governador, que participou de evento em São Paulo, no Parque Ibirapuera, sobre epidemias.

"O Brasil estará mais preparado no próximo ano, uma vez que a gripe passou a ser conhecida", disse, em sua apresentação. O governador não quis dar entrevista à imprensa. De acordo com Serra, uma nova fase de proliferação da gripe suína deve ocorrer a partir do segundo trimestre de 2010, o que exigirá ações de controle à transmissão da doença, além da vacinação da população.

Segundo o secretário estadual de Saúde, Luís Roberto Barradas, a vacinação deve ocorrer ao final de abril e início de maio do ano que vem. Como a encomenda foi feita pelo Ministério da Saúde, que comprará as vacinas, caberá ao governo federal decidir sobre sua distribuição entre os estados e os critérios de vacinação, definindo em quais casos a vacina será aplicada.

O Ministério também decidirá se a fábrica do instituto produzirá o novo medicamento ou continuará a produzir a vacina para a gripe tradicional. "A fábrica não permite a produção dos dois medicamentos, se o governo federal optar pela gripe suína, terá que comprar no exterior a vacina para gripe comum", disse Barradas. O Instituto Butantan é o único no hemisfério sul com conhecimento para produção de vacinas para gripe.

Segundo o secretário, a expectativa de aumento dos casos da doença ocorre porque é nesse período que a temperatura começa a cair no País. "O frio começa e as pessoas tendem a se aglomerar, o que facilita a transmissão da doença", disse.

Barradas afirmou que a cepa do vírus H1N1, nome científico da gripe suína, já foi enviada ao Instituto Butantan pelo laboratório francês Sanofi Pasteur. A partir de outubro o instituto deverá iniciar os testes com camundongos e posteriormente com seres humanos.

O secretário explicou que um dos maiores desafios para a nova vacina está na definição da quantidade de doses necessárias para imunizar a população. Estudo do laboratório francês sinaliza que são necessárias duas doses para garantir a imunização, enquanto na gripe tradicional basta apenas uma aplicação. "Isso é ruim para o controle da doença, mas o Butantan desenvolveu uma solução que permite a eficácia da vacina com apenas uma dose. Mas isso ainda precisa ser testado", disse.

Até o final de agosto, de acordo com os últimos dados disponíveis no Ministério da Saúde, o Brasil registrou 7.569 casos graves de gripe, dos quais 6.592 (87,1%) relacionados à gripe suína, que causou 657 mortes.



Fonte: G1

Laboratório francês fornecerá vacina da gripe suína ao Brasil

O Instituto Butantan e o laboratório francês Sanofi-Pasteur assinaram nesta segunda-feira um contrato para fornecimento e produção de 18 milhões de doses de vacina contra gripe suína para o governo brasileiro.

Em comunicado, a empresa diz que fornecerá até dezembro um milhão de doses acabadas da vacina contra o vírus da gripe A (H1N1). Além disso, até o primeiro trimestre de 2010 será entregue matéria prima para que o instituto produza outros 17 milhões de doses.

O contrato também prevê o fornecimento opcional de 15 milhões de doses caso a OMS (Organização Mundial de Saúde) solicite aos fabricantes que aumentem a produção de vacina contra a gripe suína.

A nota informa ainda que o "Instituto Butantan se encarregará da distribuição da vacina contra a gripe A (H1N1), de acordo com as diretrizes estabelecidas pelas autoridades de saúde brasileiras.

O valor do contrato não foi divulgado.

Fonte: FOLHA

Governo confirma 657 mortes por gripe suína e aponta recuo da doença no país

657 mortes causadas pela gripe

Balanço divulgado nesta quarta-feira pelo Ministério da Saúde contabilizava 657 mortes por gripe suína --a gripe A (H1N1)-- no país, entre 25 de abril e 29 de agosto. O número representa um acréscimo de cem óbitos em referência ao levantamento da semana passada.

Apesar do aumento no número de mortes, houve uma diminuição no número de pacientes com gripe suína que evoluíram para casos graves. Entre 23 de 29 de agosto, o Ministério da Saúde recebeu 151 notificações de casos graves da gripe A (H1N1); contra 639 casos registrados entre os dias 16 a 22 de agosto; e contra 1.165 registros entre os dias 9 e 15 do mês passado.

"A análise epidemiológica dos dados permite concluir que a transmissão do novo vírus A (H1N1) e os casos graves provocados por ele estão diminuindo no Brasil", afirmou a pasta, em nota. Ao todo, foram confirmados 6.592 casos graves da gripe suína no país até esta quarta.

O Brasil tem a sexta maior taxa de mortalidade entre os 15 países com maior número de mortes, o que significa o percentual de óbitos em relação à população de cada país.

De acordo com o balanço do Ministério da Saúde, São Paulo tem o maior número de óbitos no país, com 261 mortes. Na sequência vem o Paraná (186), Rio Grande do Sul (100), Rio (66), Santa Catarina (20), Minas (10), Paraíba (2), Mato Grosso do Sul (2), Distrito Federal (2), Rondônia (1), Acre (1), Amazonas (1), Pará (1), Rio Grande do Norte (1), Bahia (1), Pernambuco (1) e Espírito Santo (1).

Mesmo quando são contabilizadas, o número de mortos divulgado pelas secretarias e pelo ministério podem divergir. A diferença ocorre porque os critérios considerados pelos órgãos não é o mesmo --algumas secretarias contabilizam apenas os moradores do Estado que morreram por gripe suína, outras contam todos os óbitos, independentemente de sua origem.

A Secretaria de Saúde de São Paulo, por exemplo, confirmou nesta quarta-feira um total de 236 mortes no Estado até 30 de agosto, contra 261 divulgados pelo governo federal. De acordo com dados das secretarias de Saúde dos Estados, no entanto, o total de mortes no Brasil já chegava a, pelo menos, 676 até esta quarta.

Sintomas

A gripe suína é uma doença respiratória causada pelo vírus influenza A, chamado de H1N1. Ele é transmitido de pessoa para pessoa e tem sintomas semelhantes aos da gripe comum, com febre superior a 38ºC, tosse, dor de cabeça intensa, dores musculares e nas articulações, irritação dos olhos e fluxo nasal.

Para diagnosticar a infecção, uma amostra respiratória precisa ser coletada nos quatro ou cinco primeiros dias da doença, quando a pessoa infectada espalha o vírus, e examinada em laboratório.

Os antigripais Tamiflu e Relenza, já utilizados contra a gripe aviária, são eficazes contra o vírus H1N1, segundo testes laboratoriais, e parecem ter dado resultado prático, de acordo com o CDC (Centros de Controle de Doenças dos Estados Unidos).

Fontes: Ministério de Saúde - FOLHA

Brasil é o país com maior número de mortos pela nova gripe, diz Saúde

Taxa de mortalidade, no entanto, é menor do que em outros seis países.
Mortes pelo vírus no Brasil chegam a 557, diz boletim.

O Ministério da Saúde disse nesta quarta-feira (26), em nota, que o Brasil já registra a maior quantidade de mortos pela nova gripe. Até o dia 22 de agosto, foram observados 557 óbitos pelo vírus H1N1. De acordo com o boletim, no entanto, a taxa de mortalidade do Brasil (0,29) é menor do que em outros seis países. Isto porque o percentual de óbitos é calculado em relação à quantidade de habitantes em cada país.

O ministério também ressaltou que os países adotam periodicidade diferente para a atualização do número de mortes. Os últimos dados dos Estados Unidos, por exemplo, se referem a 15 de agosto. Ainda de acordo com o boletim, os países com as maiores taxas de mortalidade estão no hemisfério sul, por causa do inverno.

O ministério disse também que, pela segunda semana consecutiva, houve queda na quantidade de casos graves da nova gripe. Segundo o boletim, a semana que vai de 16 a 22 de agosto teve uma diminuição no número absoluto de casos. A mesma tendência havia sido observada na semana que vai de 9 a 15 deste mês.

O ministério observou, no entanto, que não é possível concluir que a tendência seja definitiva, pois ainda existem casos em investigação ou que não tiveram as informações sobre a conclusão registradas no sistema de informação pelas secretarias estaduais e municipais de Saúde.

O boletim também ressaltou os riscos da doença para as mulheres grávidas. Das 480 gestantes infectadas pelo vírus Influenza A, 58 morreram.

Medida Provisória

O Ministério da Saúde também disse que o governo decidiu enviar ao Congresso Nacional uma medida provisória para a liberação de um crédito suplementar de R$ 2,1bilhões para o enfrentamento da pandemia de Influenza A.

O recurso será utilizado na compra de 73 milhões de doses da vacina contra a nova gripe, além da aquisição de 11,2 milhões de tratamentos, equipamentos, leitos de UTI, ampliação dos turnos nas unidades de saúde e capacitação dos profissionais.

O boletim informou ainda que a Organização Mundial da Saúde (OMS) recomendou que o Tamiflu, remédio utilizado para o tratamento do vírus H1N1, não seja utilizado por pessoas com sintomas leves ou sem fator de risco.

Fonte: G1

Casa Branca diz que gripe suína pode matar até 90 mil nos EUA

Influenza A (H1N1) poderia matar até 90.000 americanos em 2009

O Conselho de Assessores de Ciência e Tecnologia da Casa Branca divulgou nesta segunda-feira relatório no qual diz que a gripe suína, denominada oficialmente gripe A (H1N1), é "séria ameaça" e que pode matar entre 30 mil e 90 mil americanos, principalmente crianças e jovens, no próximo outono --que começa no fim de setembro deste ano.

"O relatório afirma que a atual cepa representa uma "séria ameaça sanitária" à nação. A questão não é se o vírus é mais fatal do que outras linhagens de gripe, e sim se ele pode infectar mais pessoas do que o comum, porque é um novo vírus contra o qual poucas pessoas têm imunidade", afirmou a Casa Branca.

Segundo os especialistas, o previsível ressurgimento do vírus no outono (hemisfério norte), somado ao início do ano letivo poderiam causar a infecção de entre 30% e 50% da população do país.

As projeções indicam ainda que até 1,8 milhão de americanos poderiam ser admitidos em hospitais, com cerca de 300 mil precisando de tratamento intensivo. "Estes pacientes mais afetados poderiam ocupar de 50 a 100% dos leitos de unidades intensivas nas regiões mais atingidas pela epidemia, gerando forte tensão nestes centros médicos, que já funcionam em seu limite em tempos normais", destacam os especialistas.

A epidemia de gripe suína poderá provocar ainda de 30 mil a 90 mil mortes nos EUA, com uma maior concentração de casos entre crianças e adultos jovens. Como comparação, a gripe comum mata no mesmo período entre 30 mil e 40 mil pessoas nos EUA, especialmente pessoas com mais de 65 anos.

O documento avalia ainda a resposta que a administração de Barack Obama deu à propagação do vírus nos últimos meses e fornece uma série de recomendações a respeito.

Entre elas se destaca a de acelerar a preparação da vacina para que seja distribuída aos grupos mais vulneráveis, uma tarefa que, segundo o Departamento de Saúde, só estará concluída no Dia de Ação de Graças, comemorado este ano em 26 de novembro.

O governo quer que os laboratórios e farmacêuticas acelerem os testes da vacina contra a gripe suína para garantir uma campanha de vacinação antes do inverno no hemisfério norte.

Além de acelerar a produção da vacina, os especialistas recomendam "facilitar o desenvolvimento de outros antivirais, favorecer a implantação de pontos de diagnóstico rápido, e melhorar a vigilância médica e as medidas de supervisão dos animais".

Os especialistas afirmam ainda que é necessário atualizar o sistema de monitoração da epidemia, acelerar o desenvolvimento de estratégias de comunicação para divulgar mensagens de saúde pública, e criar uma figura na Casa Branca cuja missão seja coordenar as decisões que dizem respeito à epidemia nos diferentes departamentos.

O conselheiro de Segurança Nacional da Casa Branca, John Brennan, assegurou em comunicado que Obama discutiu todos estes aspectos com o Conselho e agradeceu suas recomendações, que transmitiu aos departamentos de Saúde, Educação e Segurança Nacional.

Cautela

O mesmo relatório ressalva, contudo, que é "pouco provável" que o vírus H1N1 se assemelhe à pandemia mortal de 1918-1919 --conhecida como gripe espanhola e que matou milhões de pessoas no planeta.

Os especialistas afirmam que a severidade do impacto da nova gripe dependerá do comportamento dos indivíduos e por isso reforça as recomendações como lavar as mãos com frequência e permanecer em casa caso seja diagnosticado.

O relatório sugere ainda que nos locais de trabalho sejam estabelecidas normas para evitar "que os empregados não se sintam pressionados a comparecer se estiverem doentes".

Sintomas

A gripe suína é uma doença respiratória causada pelo vírus influenza A, chamado de H1N1. Ele é transmitido de pessoa para pessoa e tem sintomas semelhantes aos da gripe comum, com febre superior a 38ºC, tosse, dor de cabeça intensa, dores musculares e nas articulações, irritação dos olhos e fluxo nasal.

Para diagnosticar a infecção, uma amostra respiratória precisa ser coletada nos quatro ou cinco primeiros dias da doença, quando a pessoa infectada espalha o vírus, e examinada em laboratório.

Os antigripais Tamiflu e Relenza, já utilizados contra a gripe aviária, são eficazes contra o vírus H1N1, segundo testes laboratoriais, e parecem ter dado resultado prático, de acordo com o CDC (Centros de Controle de Doenças dos Estados Unidos).

Cinco empresas preparam tanto as vacinas contra o H1N1 quanto as vacinas contra a gripe sazonal para o mercado norte-americano --AstraZeneca, CSL, GlaxoSmithKline, Novartis e a Sanofi.

Gripe suína causa primeira morte em Barretos (SP)

A Secretaria da Saúde de Barretos (423 km de São Paulo) confirmou ontem a primeira morte provocada pela gripe suína --gripe A (H1N1)-- no município, de um homem de 47 anos, ocorrida dia 17. Além da morte, a cidade tem um caso da doença confirmado e investiga outros dez. No país, o número de mortos chega a 504, de acordo com dados das secretarias estaduais da Saúde.

A suspeita de que a morte tinha sido causada pelo vírus influenza A (H1N1) foi divulgada no dia 19, véspera do início da Festa do Peão de Boiadeiro de Barretos, a mais tradicional do país e que prevê receber 800 mil visitas até domingo.

O paciente morreu com quadro de doença respiratória aguda grave. "Ele era obeso e fumante, estava em grupo de risco", disse Mussa Calil Neto, secretário da Saúde de Barretos.

O homem --que não teve o nome revelado-- foi visitado no Dia dos Pais por uma filha que mora em São José do Rio Preto e que apresentava quadro gripal. "Ela tinha gripe, mas aparentemente gripe comum, não foi atrás de médico. Não dá para falar se era [gripe suína]."

Segundo o secretário, a confirmação da morte não muda o trabalho desenvolvido na cidade e no Parque do Peão, recinto que abriga a Festa do Peão.

"Quando ocorreu a morte, fizemos o monitoramento da família e das pessoas que tiveram contato. Como esse senhor contraiu a doença antes da festa, não há ligação alguma."

Até agora, Barretos colheu material para exames de 21 suspeitos de gripe, dos quais nove foram descartados. Quatro dos pacientes estão internados na Santa Casa, que reservou um andar para o período da festa como medida preventiva.

Por causa do total de turistas recebidos em Barretos durante a festa, a unidade básica de saúde do bairro Marília ficou aberta 24 horas por dia no final de semana, mas nenhum caso suspeito apareceu. No Parque do Peão, onde há dois ambulatórios, também não houve procura por causa da gripe suína.

Segundo Os Independentes, entidade que organiza a festa, dispensers de álcool em gel foram espalhados em cem pontos do recinto e vídeos estão sendo divulgados nos telões.

Fonte: AP - Efe - FOLHA

No Brasil, segunda onda da gripe suína deve vir em abril

A gripe suína --a gripe A (H1N1)-- deve circular no Brasil de forma mais intensa em meados de abril ou maio de 2010, informa Hélio Schwartsman, colunista da Folha, na edição deste sábado.

Segundo ele, após o inverno e o pico pandêmico, a tendência (válida para os Estados do Sul e do Sudeste) é de redução paulatina no número de novos casos. "A julgar pelo que ocorreu no verão boreal [hemisfério Norte], nos próximos meses o novo vírus circulará por aqui num padrão mais intenso que o das cepas sazonais, mas nada tão dramático como a situação a que assistimos nas últimas semanas, quando os hospitais das regiões mais afetadas chegaram bem perto de seu limite."

Isso dá tempo ao Brasil de preparar uma estratégia para enfrentar a segunda onda da gripe "de modo mais eficiente" do que a primeira. "A principal arma deverá ser a vacinação, cuja estreia no hemisfério Norte teremos ocasião de observar antes de tomar as decisões mais graves."

O texto lembra, no entanto, que ainda não foi estabelecido se serão necessárias uma ou duas doses da vacina para atingir os níveis ótimos de imunização. "Isso significa que as autoridades terão de definir os grupos prioritários sem saber exatamente quantos tratamentos terão a seu dispor."

Fonte: FOLHA

Estados confirmam mais 81 mortes por gripe suína e total chega a 488 no país

Número de mortes no país sobe para, ao menos, 488.

As secretarias de Saúde de São Paulo, Paraná, Rio e Rio Grande do Sul confirmaram nesta sexta-feira, ao todo, mais 81 mortes em decorrência da gripe suína --a gripe A (H1N1). Somente em São Paulo, o total de óbitos saltou de 134 --conforme balanço do último dia 11-- para 179 nesta sexta-feira. Com as confirmações, o número de mortes no país sobe para, ao menos, 488.

No Paraná, foram confirmadas mais 23 mortes, e o total subiu para 142 no Estado. Já o Rio Grande do Sul anunciou mais nove óbitos, elevando para 93 o número de vítimas.

No Rio de Janeiro, o total de vítimas já chega a 47, com as quatro novas confirmações desta sexta-feira.

Mais cedo, Santa Catarina havia confirmado a 11ª morte no Estado --que está em situação de emergência desde o dia 3 de agosto devido à doença.

São Paulo é o Estado com o maior número de mortes no país em decorrência da gripe A (H1N1), com 179 óbitos confirmados. O Paraná é o segundo em número de vítimas (142), seguido pelo Rio Grande do Sul (93), Rio (47), Santa Catarina (11), Minas (8), Paraíba (2), Bahia (1), Pará (1), Rondônia (1), Mato Grosso do Sul (1) e Amazonas (1), além do Distrito Federal (1).

Emergência

A Prefeitura de Florianópolis (SC) decretou nesta semana situação de emergência para conter o avanço da gripe A (H1N1) na cidade. Segundo a secretaria de Saúde de Florianópolis, a medida visa evitar a disseminação do vírus na cidade, considerada um importante polo turístico nacional.

Desde o dia 3 de agosto, o Estado está em situação de emergência devido à doença --decreto válido por 180 dias. Além de Florianópolis, outras 19 cidades catarinenses também decretaram situação de emergência devido à gripe, segundo a Defesa Civil do Estado.

Alerta mundial

Nesta sexta-feira, a diretora da OMS (Organização Mundial da Saúde), Margaret Chan, pediu à comunidade internacional que se prepare para uma provável segunda onda da gripe suína. Chan destacou ainda que os governos devem se preparar para o fornecimento de vacinas.

"Não podemos dizer que o pior já passou ou está a ponto de passar", declarou Chan, em uma mensagem de vídeo gravada e exibida na abertura de um congresso em Pequim sobre a gripe na região Ásia Pacífico.

"Devemos nos preparar para qualquer surpresa que nos reserve este novo vírus caprichoso (...) uma mutação constante e imprevisível é o mecanismo de sobrevivência do mundo microbiano", completou. "Também devemos nos preparar para uma segunda, e inclusive uma terceira, onda como aconteceu em pandemias anteriores".

Sintomas

A gripe suína é uma doença respiratória causada pelo vírus influenza A, chamado de H1N1. Ele é transmitido de pessoa para pessoa e tem sintomas semelhantes aos da gripe comum, com febre superior a 38ºC, tosse, dor de cabeça intensa, dores musculares e nas articulações, irritação dos olhos e fluxo nasal.

Para diagnosticar a infecção, uma amostra respiratória precisa ser coletada nos quatro ou cinco primeiros dias da doença, quando a pessoa infectada espalha o vírus, e examinada em laboratório.

Os antigripais Tamiflu e Relenza, já utilizados contra a gripe aviária, são eficazes contra o vírus H1N1, segundo testes laboratoriais, e parecem ter dado resultado prático, de acordo com o CDC (Centros de Controle de Doenças dos Estados Unidos).

Fontes: MS- FOLHA

Por precaução, embaixadas de 11 países estocam remédio

Embaixadas em Brasília estocam Tamiflu

Para garantir acesso de seus cidadãos ao remédio contra a gripe suína, alguns países mandaram o Tamiflu para suas embaixadas no Brasil. Onze representações confirmaram ter reserva suficiente pelo menos para funcionários e suas famílias.

Tiveram essa precaução, pelo menos, França, Bélgica, Finlândia, Dinamarca, Holanda, Alemanha, Tailândia, Canadá, Austrália, EUA e Japão.

Os três últimos já tinham estoques pensando em pandemias anteriores; os demais receberam neste ano. O Reino Unido confirmou que fez o pedido à sede, e a Itália, que deve receber na próxima semana.

A maioria recebeu Tamiflu para eventual necessidade só de seus funcionários. Ao menos uma tem o remédio para praticamente toda a comunidade (mais de 15 mil pessoas), mas não divulga para evitar pânico.

A Embaixada da Tailândia é uma das abertas a sua comunidade. O Tamiflu fica na residência do embaixador e é suficiente para dez pessoas --10% dos tailandeses no país.

Nenhum dos países latino-americanos listados entre as 15 nações com mais mortes, segundo dados oficiais, enviou medicamento ao Brasil.

O Ministério da Saúde brasileiro cogita enviar o Tamiflu para embaixadas no exterior.



Fonte: FOLHA

H1N1 mata 339 pessoas no Brasil

339 mortes no Brasil

As secretarias de saúde de São Paulo, de Santa Catarina e de Minas confirmaram no início da noite desta sexta-feira, ao todo, mais 26 mortes em decorrência da gripe suína --a gripe A (H1N1). Também nesta sexta, Paraná e Rio Grande do Sul anunciaram a confirmação de outros 36 óbitos, no total.

Com as informações, sobe para 339 o número de vítimas da gripe suína no país, segundo dados das secretarias estaduais e do Ministério da Saúde. Desde ontem, o número de óbitos já era superior ao registrado no México, onde 162 pessoas morreram em decorrência do vírus, segundo balanço desta quinta-feira (13).

Somente em São Paulo, foram confirmadas mais 23 mortes, elevando para 134 o total de vítimas. Já em Santa Catarina, foram mais duas novas mortes, Estado onde oito pacientes com a doença já morreram. Em Minas, mais uma pessoa morreu e o total subiu para cinco.

Mais cedo, foram divulgadas mais 21 mortes no Paraná --Estado que já soma 79 óbitos-- e mais 15 no Rio Grande do Sul --Estado que soma 70 vítimas.

São Paulo é o Estado com o maior número de mortes no país em decorrência da gripe A (H1N1), com 134 óbitos confirmados. O Paraná é o segundo em número de vítimas (79), seguido pelo Rio Grande do Sul (70), Rio (37), Santa Catarina (8), Minas (5), Paraíba (2), Pernambuco (1), Bahia (1) e Rondônia (1), além do Distrito Federal (1).

O último balanço parcial divulgado pelo Ministério da Saúde, na terça (11), apontava 192 mortes. Porém, com os dados mais recentes das secretarias estaduais de Saúde, o número no Brasil já chega a 339. Já foram registrados 3.642 casos da doença no país, sendo 1.586 foram graves.

Sintomas

A gripe suína é uma doença respiratória causada pelo vírus influenza A, chamado de H1N1. Ele é transmitido de pessoa para pessoa e tem sintomas semelhantes aos da gripe comum, com febre superior a 38ºC, tosse, dor de cabeça intensa, dores musculares e nas articulações, irritação dos olhos e fluxo nasal.

Para diagnosticar a infecção, uma amostra respiratória precisa ser coletada nos quatro ou cinco primeiros dias da doença, quando a pessoa infectada espalha o vírus, e examinada em laboratório.

Os antigripais Tamiflu e Relenza, já utilizados contra a gripe aviária, são eficazes contra o vírus H1N1, segundo testes laboratoriais, e parecem ter dado resultado prático, de acordo com o CDC (Centros de Controle de Doenças dos Estados Unidos).


Fonte: FOLHA

Estudante que morreu em voo não tinha gripe suína

Estuante não tinha gripe suína.

Um exame feito pelo Instituto Adolfo Lutz, em São Paulo, revelou que a estudante Jacqueline Ruas, 15, que morreu no último dia 2 em um voo de volta de uma excursão na Disney, não estava com a gripe suína --a gripe A (H1N1).

O teste foi elaborado pelo instituto a pedido do IML (Instituto Médico Legal) de Guarulhos (Grande SP), que ainda trabalha na elaboração de um laudo final sobre os detalhes da morte de Jacqueline. O documento ainda não tem previsão para ficar pronto.

A reportagem apurou que, em um rascunho do laudo, peritos do IML atribuem a morte da garota à pneumonia --conclusão que já constava em seu atestado de óbito.

A adolescente já tinha feito um teste para confirmar a doença em um hospital dos Estados Unidos, onde a garota sentiu os primeiros sintomas, mas o resultado também foi negativo, segundo a agência de turismo Tia Augusta.

Apesar disso, o diretor da Anvisa, Agenor Álvares, afirmou no início do mês que o resultado do teste na estudante era "questionável". De acordo com dados da OMS (Organização Mundial de Saúde) repassados à Anvisa, 50% dos resultados negativos para gripe suína são 'falsos negativos' em testes rápidos --tipo de exame a que Jacqueline foi submetida.

Viagem

Após ser liberada pelo hospital norte-americano para viajar, a jovem voltou a passar mal durante o voo e foi atendida por dois médicos que estavam a bordo, que fizeram procedimentos para reanimá-la, mas não tiveram sucesso.

Segundo informações da Secretaria da Saúde de São Paulo, 18 pessoas que estavam sentadas em fileiras próximas à de Jacqueline durante o voo estão sendo monitoradas. A lista desses passageiros foi feita pela Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária).

Fonte: FOLHA

Fundação entrega primeiro lote do Tamiflu processado em MG

Governo federal enviou matéria bruta para 14 mil tratamentos; 3 mil frascos serão destinados para uso infantil

SÃO PAULO - A Fundação Ezequiel Dias (Funed), de Minas Gerais, começou a entregar nesta sexta-feira, 14, o primeiro lote do medicamento Oseltamivir (Tamiflu), utilizado para o tratamento da gripe suína.

Os primeiros três mil frascos, para uso infantil, do medicamento processado serão entregues à Secretaria de Estado de Saúde de Minas Gerais.

Devem ser processados diariamente dois mil frascos do remédio até concluir a produção dos 14 mil tratamentos repassados em matéria bruta pelo Ministério da Saúde.

De acordo com o presidente da Funed, Carlos Alberto Gomes, a fundação optou pela produção de pó para a solução oral pois o medicamento diluído teria menor prazo de validade. Ele ressaltou, ainda, que a Funed tem capacidade de produzir o medicamento tanto em solução oral quanto em cápsula, desde que tenha a matéria prima.

Anvisa suspende propaganda de remédios contra gripe

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) suspendeu temporariamente nesta sexta-feira, 14, a propaganda, em todo território nacional, de medicamentos à base de ácido acetilsalicílico e, também, de medicamentos destinados ao alívio dos sintomas da gripe, como o paracetamol, a dipirona sódica e o ibuprofeno.

A Resolução 43/2009 (PDF) da Anvisa, publicada no Diário Oficial da União desta sexta-feira, é valida para todos os meios de comunicação de massa, inclusive a internet.

A medida da agência leva em consideração os dados do último informe epidemiológico emitido pelo Ministério da Saúde, no dia 11 de agosto, no qual se observa que, dos casos de síndrome respiratória aguda grave notificados e confirmados laboratorialmente para influenza, 77% são causados pelo vírus da gripe suína.

Embora produtos atingidos pela medida tenham sua eficácia e segurança bastante conhecidas e possam ser úteis no tratamento dos sintomas da gripe, a intenção da Anvisa é que o uso desses medicamentos seja absolutamente criterioso, pois pode mascarar sintomas importantes para a realização do diagnóstico preciso de pessoas infectadas pela nova gripe.

A suspensão permanecerá válida enquanto existir situação especial de risco à saúde. A norma suspende, ainda, o uso de qualquer técnica de comunicação para promoção desses medicamentos, inclusive, a presença de propagandistas em estabelecimentos de comércio varejista de produtos farmacêuticos.

Fonte: AE

Brasil tem terceiro maior número de mortes pela nova gripe, diz Saúde

São 192 casos; país fica atrás de EUA (436) e Argentina (338).
Dos 15 países com mais óbitos por habitante, Brasil tem 2º menor índice.

O Ministério da Saúde divulgou um balanço nesta quarta-feira (12) em que o Brasil aparece como o terceiro país com maior número de mortes pela nova gripe no mundo, atrás apenas de Estados Unidos (436) e Argentina (338). São 192 mortes registradas até esta quarta. De acordo com o ministério, quando é feito o cálculo por 100 mil habitantes, o Brasil aparece como o que tem a segunda menor taxa de mortalidade entre os 15 países com mais óbitos no mundo -0,09.

Na nota divulgada pelo órgão, o diretor de Vigilância Epidemiológica do Ministério da Saúde, Eduardo Hage, diz que esse número de mortes preocupa o governo, mas que não há motivo para pânico.

“O governo lamenta cada morte, mas lembra à população que não há motivo para pânico. A doença, na grande maioria dos casos, apresenta sintomas leves. E a rede de saúde do país está preparada para isto: são 1.978 leitos de UTI, em 68 hospitais de referência”, afirma.

O ministério considera o cálculo de mortalidade por 100 mil pois, de acordo com o órgão, a Organização Mundial de Saúde “reconheceu” que não era mais possível contar todos os casos, o que inviabilizaria o cálculo de taxa de letalidade (mortes em comparação ao total de ocorrências da doença). De acordo com a Saúde, somente o Reino Unido, na lista dos 15 países, tem taxa menor que a brasileira -0,06. Argentina (0,83) e Uruguai (0,65) lideram a lista.

Os cálculos foram feitos pelo próprio ministério, com base em números do Centro Europeu de Prevenção e Controle de Doenças e do IBGE. Segundo a Saúde, já foram notificados 1.882 mortes em 48 países.

Segundo Hage, não é possível comparar o total de casos graves, pois não há um protocolo único no mundo. “Cada país adota um critério. Então, não existe uma base segura e confiável para comparar”, afirma.

Fonte: G1- OMS -

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