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Marinha de Israel intercepta veleiro de pacifistas judeus que ia a Gaza

Barco Irene tentava romper simbólicamente o bloqueio ao território palestino. Abordagem não foi violenta, segundo os militares israelenses.

A Marinha de Israel interceptou nesta terça-feira (28) em alto-mar o veleiro Irene, de pacifistas judeus que tentava romper simbolicamente o bloqueio marítimo da Faixa de Gaza.

"Dez navios de guerra israelenses obrigaram o veleiro a desviar para Ashdod" (porto israelense), declarou à France Presse um dos organizadores, Amjad al-Shawa, que estava em terra em Gaza.

"Eles se renderam porque estavam cercados e não tinham outra opção", acrescentou.

Barco com ativistas é rebocado para o porto israelense de Ashdod nesta terça-feira (28). (Foto: AFP)

"A Marinha assumiu o controle do veleiro para levá-lo ao porto de Ashdod", anunciou o Exército israelense em um comunicado.

O texto dos militares afirma ainda que a ação não resultou em nenhum ato de violência de nenhum lado.

O pequeno veleiro Irene, de bandeira britânica, com militantes pacifistas jornalistas procedentes de Reino Unido, Estados Unidos, Alemanha e Israel a bordo, havia zarpado no domingo de Famagusta, ao norte do Chipre.

Uma porta-voz dos ativistas disse que um dos passageiros tem 82 anos e problemas do coração.

O barco de ativistas Irene parte da costa de Famagusta, em Chipre, neste domingo (26). (Foto: AP)


Fontes: G1 - TV Globo - Agências

Navio líbio desiste de ir a Gaza e atraca em porto no Egito

Decisão evita confronto com Israel e possível derramamento de sangue.

Um navio fretado por uma entidade da Líbia, que entregaria mantimentos aos palestinos da faixa de Gaza, chegou nesta quarta-feira (14) ao porto egípcio de El Arish, evitando assim um confronto com a Marinha israelense.

Uma autoridade egípcia disse que o navio Amalthea atracou em El Arish, porto do Mediterrâneo a cerca de 45 km da fronteira com Gaza, e começou a descarregar sob o comando do capitão Gamal Abdel Maqsoud, encarregado do porto.

Trabalhadores carregam navio cargueiro chamado Amalthea no porto de Lavrio, em Atenas, antes de partir carregando ajuda para palestinos/John Kolesidis/09.07.2010/Reuters

- Mantimentos médicos e passageiros vão entrar em Gaza por meio da fronteira de Rafah, enquanto os alimentos vão entrar pela fronteira de Awja.

Segundo ele, o Crescente Vermelho egípcio tem caminhões à espera em El Arish e vai se responsabilizar pelo transporte da ajuda.

Israel, que mantém um bloqueio naval à faixa de Gaza, território controlado pelo grupo islâmico Hamas, ameaçava impedir que o Amalthea chegasse à região.

No fim de maio, uma flotilha turca tentou furar o bloqueio israelense, resultando em um confronto que matou nove ativistas e causou uma forte reação internacional contra Israel.

Youssef Sawani, diretor de uma entidade beneficente dirigida por um filho do líder líbio, Muammar Gaddafi, e responsável pelo fretamento do navio, disse que decidiu por razões de segurança não tentar chegar a Gaza.


- Seria inaceitável para nós entrarmos em confronto e arriscarmos um derramamento de sangue. Os objetivos do Amalthea foram alcançados sem violência, e o resultado são ganhos para os palestinos.

Governo palestino pede mais frotas para Gaza

O primeiro-ministro do governo do Hamas em Gaza, Ismail Haniyeh, havia apelado aos ativistas para que não se desviassem da sua rota original, e pediu num discurso que mais "frotas da liberdade" partam em direção a Gaza.

- Os comboios por mar e terra devem continuar. Esperamos que nações islâmicas nos ajudem a suspender o bloqueio.

Depois do incidente com o navio turco, Israel atenuou o bloqueio terrestre ao território, e nesta quarta-feira o vice-premiê, Dan Meridor, declarou a uma rádio que a carga do Amalthea poderia entrar em Gaza se desembarcasse no Egito.

Na noite de terça-feira, o navio parou em alto-mar, e surgiram rumores de que seus motores teriam quebrado, ou de que haveria discordâncias a bordo sobre que rumo tomar.

Fontes: R7- Agências

Navio líbio que tentava ir à Faixa de Gaza ruma para o Egito, diz Israel

Embarcação foi alertada pela Marinha israelense de que não poderia entrar. Entidade líbia afirma querer levar ajuda para o território palestino.

O navio Amalthea/Reprodução TV Globo

Uma embarcação fretada por uma entidade líbia e que pretendia entregar ajuda humanitária aos palestinos da Faixa de Gaza mudou de rumo e está se dirigindo ao Egito, após ter recebido alertas da Marinha israelense, segundo autoridades militares de Israel.

O navio Amalthea, de bandeira da Moldávia, se dirige ao porto egípcio de El Arish. Em Trípoli, a entidade beneficente estatal que organizou a missão, e que inicialmente tinha negado a mudança de rota, não se manifestou, e as informações sobre o destino da embarcação seguem contraditórias.

Um mapa de navegação alimentado por satélite no site Marinetraffic.com mostrava o Amalthea 56 quilômetros a sudeste de El Arish, com chegada estimada para 11h (hora de Brasília). Antes, o navio não aparecia no mapa, sugerindo que seu GPS estava temporariamente obstruído ou desligado.

Israel já havia prometido impedir que o Amalthea - rebatizado de "Esperança" pelos ativistas - se aproximasse de Gaza. Em 31 de maio, embarcações vindas da Turquia para Gaza foram abordadas por soldados israelenses, e nove ativistas morreram no confronto, causando forte reação internacional.

Pescadores palestinos trabalham nesta quarta-feira (14) próximo ao porto de Gaza. (Foto: AP)

O Estado de Israel mantém um bloqueio econômico à Faixa de Gaza, alegando que isso impede o grupo islâmico Hamas, que governa a região, de receber armas. Depois do incidente de maio, Israel atenuou o bloqueio terrestre, autorizando a entrada de produtos civis. Mas o bloqueio naval está mantido.

"Qualquer um que queira trazer materiais que não sejam materiais perigosos - munições etc - podem trazê-los por meio de El Arish, podem trazê-los por meio do porto (israelense) de Ashdod", disse o vice-premiê Dan Meridor à Rádio Israel.

"O que queremos é estabelecer o arranjo para as inspeções, para que possamos sempre chegar e não permitir que eles entrem peitando", afirmou.

O Egito disse na noite de terça-feira que o Amalthea solicitou e recebeu permissão para atracar em El Arish, e que as autoridades pretendiam enviar por terra a carga declarada de 2.000 toneladas de alimentos e remédios.

Ao contrário da Líbia, o Egito tem relações plenas com Israel, e também impõe restrições na sua própria fronteira com a Faixa de Gaza.


Comentário

É evidente que estas tentativas em furar o bloqueio marítimo, são provocações  de natureza política, visando prejudicar Israel. 


Fontes: G1 - Agências - TV Globo

Exército de Israel 'se prepara' para deter barco de ajuda a Gaza da Líbia

Cargueiro com ajuda para Gaza tem até a noite de hoje para mudar seu rumo

JERUSALÉM - O Exército de Israel "começou os preparativos" para deter o barco de ajuda líbia destinado a Gaza se este tentar forçar o bloqueio marítimo do território palestino, indicou nesta terça-feira, 13, um porta-voz militar de Israel, de acordo com informações da agência de notícias AFP.

"O exército começou seus preparativos para deter o barco se este tentar violar o bloqueio marítimo", declarou à AFP o porta-voz, e apontou que o exército israelense havia "feito contato" com o barco líbio.

Segundo um representante da Fundação Kadhafi a bordo do barco, as autoridades israelenses deram prazo de até a meia noite de terça para mudar o rumo do cargueiro "Amalthea", com bandeira Moldova e que zarpou da Grécia.

"As autoridades israelenses nos deram prazo de até esta noite a meia noite para mudarmos a direção para o porto (egípcio) de Al Arich. Senão, ameaçam capturar o barco com sua armada de guerra", indicou à AFP Machllah Zwei, contactado por telefone.

Segundo Zwei, o comandante do cargueiro respondeu "que o tema será estudado pelos responsáveis pelo barco antes de dar uma resposta".

Ao meio dia (horário local), o barco se encontrava a cerca de 240 km da Faixa de Gaza e tinha previsto chegar à costa na quarta-feira de manhã, de acordo com Zwei.

Israel detalha lista de bens liberados para entrar em Gaza

O governo de Israel anunciou no dia 5, novos detalhes de seu plano de relaxamento do bloqueio à Faixa de Gaza, divulgando listas de produtos cuja entrada no território palestino continuará proibida ou será permitida sob supervisão israelense.

De acordo com o governo de Israel, produtos que não estejam nas listas, como por exemplo aparelhos eletrônicos, terão sua entrada liberada. Até agora, apenas certos alimentos e remédios básicos podiam ingressar livremente no território.

A Faixa de Gaza, controlada pelo grupo palestino Hamas, é alvo de um bloqueio israelense desde 2007. A divulgação das listas acontece três semanas após a decisão de relaxar as medidas contra Gaza ter sido anunciada pelo governo do primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu.

Em lugar de uma breve lista de "artigos permitidos", Israel divulgou uma lista de "produtos proibidos" que ficam sujeitos ao controle israelense e que incluem três categorias: "armas e munição", "artigos de duplo uso" segundo o Acordo de Wassenaar (1996) e "materiais de construção".

Veja as três listas elaboradas pelo governo de Israel:

Armas e munições: entrada proibida sob todas as circunstâncias por toda a fronteira de Israel. Só entram com permissão da Ordem de Controle de Segurança de Exportações.

Bens e itens de uso duplo: entrada controlada pela ANP com base na legislação israelense. Estão na lista produtos químicos que podem ser usados na fabricação de explosivos, tipos específicos de metais, facas de caça, equipamento ótico, como lasers e óculos de visão noturna, equipamento de mergulho, paraquedas, asas-delta e todo tipo de veículo aéreo não-motorizado, fogos de artifício e britadeiras, entre outros.*

Materiais de construção: entrada permitida sob supervisão da ANP e de órgãos internacionais. Inclui cimento, concreto, aço, ferro, cabos de aço, ferro galvanizado e compostos plásticos com mais de 4 milímetros de espessura, materiais isolantes térmicos, blocos de qualquer tamanho de concreto, asfalto, veículos (excluindo carros particulares), tábuas de madeira mais espessas que 2 centímetros, entre outros.

*Bens de uso duplo são considerados itens que podem ser usados tanto para fins civis quando por grupos terroristas para a fabricação de armas e em ataques.

Fontes: O ESTADO DE S PAULO - Agências

Israel aliviará bloqueio à Gaza

Produtos de uso civil poderão entrar só sob inspeção no território do Hamas. Israel seguirá desenvolvendo ações contra suposto transporte de armas.

Israel anunciou nesta quinta-feira que irá amenizar o bloqueio terrestre à Faixa de Gaza que provocou aumento da condenação internacional após uma operação militar contra um comboio que levava ajuda humanitária à região, controlada pelo grupo islâmico Hamas, que deixou nove mortos.

Uma nova lista de produtos que podem entrar em Gaza, aprovada por Israel, inclui todos os alimentos, brinquedos, artigos de escritório, utensílios para cozinha, colchões e toalhas, disse Raed Fattouh, coordenador palestino de suprimentos para a região.

Mas Israel manteve seu bloqueio marítimo para a área costeira e uma proibição à importação privada de materiais de construção, vitais para a reconstrução após a guerra promovida por Israel entre dezembro de 2008 e janeiro de 2009. Os materiais poderão entrar, desde que passem por uma supervisão internacional.

O Hamas classificou as medidas israelenses de "propaganda midiática".

Um comunicado do governo israelense, divulgado após uma reunião do gabinete de segurança, afirmou: "concordou-se em liberalizar o sistema pelo qual bens civis entram em Gaza e expande o fluxo de materiais para projetos civis que estão sob supervisão internacional".

Israel afirma que a importação sem restrições de cimento pode fazer com que o Hamas use o material para reconstruir infra-estrutura militar. O país permite a entrada de uma quantidade limitada de material de construção para projetos da Organização das Nações Unidas (ONU)."Nos próximos dias, o governo decidirá os passos adicionais que serão tomados para que esta política seja efetivada", indica a nota.

Na semana passada, Israel começou a afrouxar o cerco a Gaza e anunciou que permitiria a entrada de refrescos, sucos, frutas em conserva, bolachas, aperitivos e batatas fritas, medida que os palestinos consideraram insuficiente.

Gaza, que tem 80% de seus 1,5 milhão de habitantes dependem da ajuda internacional para viver, está submetida a um intenso bloqueio imposto por Israel há três anos.

O comunicado se abstém de especificar quais serão as medidas concretas e se limita a assinalar que o gabinete de segurança manterá novas reuniões no próximo dias.

Netanyahu já havia advertido que Israel manteria o bloqueio marítimo de Gaza.

O gabinete de segurança voltou a pedir, por outro lado, o apoio da comunidade internacional para obter a libertação do soldado israelense Gilad Shalit, capturado por um comando palestino em junho de 2006 e que continua em mãos do Hamas.

Mudanças

Apesar de não revelar muitos detalhes sobre quais itens devem ser permitidos em Gaza, o governo de Israel afirmou que materiais de construção passarão a ter entrada permitida.

Ítens como cimento e aço, banidos há quase três anos e muito necessários para a reconstrução de casas e estabelecimentos comerciais após a última ofensiva israelense contra a faixa, não eram permitidos porque o governo israelense julgava que os materiais poderiam ser usados para a construção de armas e fortificações.

Agora devem ser permitidos sob supervisão internacional.

Exportações e matérias primas

O anúncio do gabinete israelense não mencionou mudanças em outros aspectos do bloqueio como as restrições a companhias palestinas de exportar suas mercadorias e a entrada de matérias primas, essenciais para que a economia da faixa de Gaza possa se desenvolver.

O bloqueio naval será mantido. O premiê Netanyahu afirmou diversas vezes que Israel não permitiria o estabelecimento de um "porto iraniano" em Gaza.

Palestinos

As medidas parciais anunciadas nesta quinta-feira não são suficientes e não convencem o movimento que governa o território, o Hamas.

"Nós queremos um levantamento real do bloqueio, e não algo para se colocar na vitrine", disse Salah Bardawil, líder do Hamas.

Na Cisjordânia, líderes palestinos também rejeitaram as alterações. "O bloqueio é uma punição coletiva e deve ser levantado", disse o negociador da ANP (Autoridade Nacional Palestina), Saeb Erekat.

Reação europeia

O chanceler espanhol Miguel Ángel Moratinos disse que o alívio do bloqueio é uma política que "vai em boa direção" e assinalou que a União Europeia (UE) está disposta a ter uma presença no território, para auxiliar na entrada de produtos de construção civil e garantir a segurança de Israel.

Ainda na quarta-feira Moratinos conversou por telefone com o chanceler israelense Avigdor Liberman, falando sobre uma possível cooperação europeia na região.

"Vamos negociar nossa presença no território", disse o chanceler espanhol.

Moratinos acrescentou que a UE deve tratar de cooperar agora com o Egito, a ANP e Israel, para auxiliar na entrada de mais produtos em Gaza.


Comentário


É evidente que o fim do bloqueio ajudaria em muito à população de Gaza, contudo, tornaria possível a infiltração de armamento ao Hamas e o estabelecimento de operativos iranianos na área, o que Israel não deve permitir. Nenhum país em circusntâncias semelhantes permitiria.


A mesma comunidade internacional que tanto defende o fim do bloqueio, não move um dedo pela libertação do soldado israelense Gilad Shalit, capturado por um comando palestino em junho de 2006 e que continua em mãos do Hamas.

Fontes: FOLHA - G1- Agências

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