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Samuel Pinheiro Guimarães, “odeia os Estados Unidos”.

Que o embaixador Guimarães odeia os EUA não é nenhuma novidade — tanto é que a atual política externa hostil a Washington tem sua marca

Ricardo Setti

Embaixador Samuel Pinheiro Guimarães

Curiosa a surpresa revelada por setores da mídia para uma das revelações feitas pelo ONG Wikileaks, que se dedica a divulgar material sigiloso vazado de governos e empresas — a nota do então embaixador americano no Brasil, Christopher Sobel, a seus superiores no Departamento de Estado segundo a qual o ministro da Defesa, Nelson Jobim, lhe confidenciara que o à época secretário-geral do Itamaraty, embaixador Samuel Pinheiro Guimarães, “odeia os Estados Unidos”.

Ora, até as carpas do espelho d’água que circunda o palácio do Itamaraty, em Brasília, sabe que isso é verdade: Samuel Pinheiro Guimarães é um militante anti-americano até a raiz dos cabelos.

O embaixador, que desde o ano passado é o secretário de Assuntos Estratégicos da Presidência, é um dos formuladores da política externa do governo Lula, conduzida pelo chanceler Celso Amorim, que procura afastar o Brasil de posições dos Estados Unidos em qualquer forum, principalmente na ONU, a pretexto de revelar a “independência” do país.

É claro que Jobim desmentiu a conversa — e está no seu direito. Mas a posição do embaixador e sua influência sobre o Itamaraty são conhecidíssimas, e nem precisava ter ocorrido o vazamento da suposta confidência do ministro da Defesa.

Comento...

A política externa de um país da importância do Brasil, não pode ser conduzida por fanáticos ideológicos anti-americanos. O papel do embaixador Samuel Pinheiro Guimarães, na formulação e condução da atuação do Itamaraty, formando a nefasta dobradinha com Amorim, tem sido danosa aos interesses nacionais brasileiros.

Esta atuação , repito, nefasta, prejudicou imensamente os interesses do país e criou embaraços desnecessários; afora a perda de credibilidade no cenário internacional.

Digno de nota, que esta mesma atuação, permitiu que os governos da Bolívia e Equador, roubassem patrimônio da Petrobrás e que o Paraguai arrancasse novas condições quanto à divisão da energia de Itaipú, em um acordo que prejudicou em muito o Brasil e o consumidor brasileiro. Não esquecendo ainda a questão da renogociação de preços do gás boliviano, em condições extremamente danosas ao Brasil.

Esta dupla Guimarães/Amorim, empreendeu uma política externa lesa-pátria e o Ministério Público deveria abrir uma investigação oficial para investigar a atuação dos dois a frente do Ministério.

Fonte: VEJA

Curitiba é cidade mais verde da América Latina

Estudo apontou a capital do Paraná entre as 17 que mais respeitam o meio ambiente; São Paulo, Belo Horizonte, Rio e Brasília também estão na lista das cidades

CIDADE DO MÉXICO - A cidade de Curitiba, capital do Paraná, obteve no domingo, 21, a distinção de metrópole mais verde entre outras 17 da América Latina, segundo um estudo sobre meio ambiente apresentado pela empresa alemã Siemens e a unidade de estudos da revista britânica The Economist.

No marco da Cúpula Climática Mundial de Prefeitos (CCLIMA), realizada no México, se apresentou pela primeira vez o Green City Index (GCI) da América Latina, classificando Curitiba, com 1,7 milhão de habitantes, como a única cidade "muito acima" da média quanto a normas ambientais.

Seguida dela, no segundo dos cinco níveis, ficaram outro grupo de cidades como Bogotá, capital da Colômbia; e Brasília, Belo Horizonte, Rio de Janeiro e São Paulo.

Resultados "aceitáveis" na classificação foram obtidos pela colombiana Medellín, Cidade do México, Puebla e Monterrey, Porto Alegre, Quito e Santiago do Chile, colocadas no terceiro nível.

"Abaixo da média", o quarto nível em termos ambientais, ficaram Buenos Aires e Montevidéu, enquanto a mexicana Guadalajara e Lima, capital do Peru, estiveram um nível mais abaixo, "muito abaixo" da média, no nível mais baixo.

O novo índice considerou as variáveis de eficiência energética e emissões de dióxido de carbono (CO2), uso do solo e edifícios, tráfego, resíduos, água, situação das águas residuais, qualidade do ar e agenda meio ambiental de governo.

O GCI pretende se transformar em um indicador que ajude a conscientizar as autoridades municipais sobre as necessidades de desenvolver políticas sustentáveis, explicaram os responsáveis pelo estudo.

"A ferramenta permitirá às cidades aprender mais de suas respectivas situações e fomentará a troca sobre estratégias eficazes partindo de uma base objetiva", disse Pedro Miranda, executivo da Siemens e diretor do estudo.

Segundo Leo Abruzzese, diretor global da Unidade de Inteligência de The Economist, "o estudo demonstra que as cidades que seguem uma colocação integral alcançam resultados muito notáveis".

A metodologia do GCI foi empregada pela primeira vez com cidades europeias há um ano em outro estudo apresentado pela Siemens e The Economist com o apoio da Organização para a Cooperação e o Desenvolvimento Econômico (OCDE) e o Banco Mundial (BM).

Aquela vez se tornou público o resultado em Copenhague dentro da 15ª Conferência ds Partes da ONU sobre a Mudança Climática realizada em dezembro de 2009.

Fontes: Agência Estado - Efe

Coréia do Sul quer vender 11 navios de guerra ao Brasil

A estimativa é que o contrato com a empresa sul-coreana passe dos R$ 6 milhões

A Coreia do Sul planeja enviar um representante especial do governo ao Brasil para ajudar uma empresa do país nas negociações de um importante contrato de venda de navios de guerra à Brasília.

A empresa Daewoo Shipbuilding and Marine Engineering anunciou que enviou uma proposta preliminar ao Brasil, que estuda a compra de 11 navios de guerra, incluindo destróieres, através de um projeto de governo a governo. Uma fonte da empresa afirma que mantém "conversações com altos funcionários do governo sobre o contrato no Brasil".

O ministério da defesa sul-coreano anunciou que o governo estuda a viagem de um enviado especial ao Brasil para negociar a questão. Seul espera que o projeto seja concretizado após a posse da presidente eleita Dilma Rousseff, em janeiro.

A Daewoo revelou ainda que espera a concorrência para o contrato de empresas da Itália, França e de outros países europeus. A estimativa é que o contrato alcance mais de R$ 6 bilhões (cerca de US$ 3,5 bilhões) .

Fontes: R7 - Agências

Brasil deve pressionar China por câmbio, diz editor de revista

Raul Juste Lores - FOLHA DE S PAULO

Se o Datafolha fizesse uma pesquisa com líderes políticos e empresariais de todo mundo, perguntando qual é a publicação mais influente e lida entre eles, dificilmente a revista britânica "The Economist" não estaria no topo do ranking.

Defensora do liberalismo e criada em 1843, a "Economist" é chefiada desde 2006 por John Micklethwait, 48, que está hoje em São Paulo para participar de um debate sobre o potencial brasileiro.


"Não é justo ficar colocando Brasil sempre ao lado de China e Índia, com escalas tão diversas. Por enquanto, o Brasil é um poder regional em ascensão, como são Indonésia, Turquia", diz.

A revista apoiou em editorial o candidato derrotado José Serra, "porque ele teria mais ambição por fazer as reformas engavetadas por Lula", diz. "Dilma pode ser mais intervencionista ou até surpreender, como Lula."

O jornalista britânico passou boa parte das últimas duas décadas escrevendo sobre os EUA. Seu último livro, "The Right Nation" (trocadilho entre a "nação certa" e a palavra "direita" em inglês), conta a ascensão do conservadorismo americano.

Pressão brasileira

Não sou pessimista com o G20 porque minhas expectativas com o sucesso desse encontro são bem baixas. Mas o Brasil deveria pressionar mais a China, junto com os demais emergentes. Mas a China foi bem eficiente em culpar exclusivamente os EUA. A emissão de dólares dos EUA certamente não ajuda, mas o Brasil precisa lembrar a responsabilidade chinesa, pois as manufaturas muito baratas prejudicam a indústria brasileira. O desequilíbrio é culpa dos dois, não só dos EUA.

Potência regional

Por enquanto, Brasil, China e Índia criaram uma situação em que todos ganham. O que o Brasil vende eles não têm. E a agricultura brasileira é muito mais produtiva que a chinesa ou a indiana.

Dependência chinesa

A balança brasileira está muito dependente da China. O Brasil precisa de produtos de maior valor agregado. A agricultura é fantástica, então tem que fazer produtos finalizados, ter marcas. O setor de serviços pode se internacionalizar. O sistema bancário pode ser muito forte na América Latina.

Declínio americano

É muito cedo para decretar o declínio absoluto dos EUA. Estão em meio a uma recessão séria, mas onde as pessoas mais talentosas do mundo querem estudar? Em que empresas querem trabalhar?

É sério que houve mudanças. Reagan falava coisas extremas, mas tinha lido Hegel, algo que não posso falar de Sarah Palin. O achado de Murdoch foi criar uma rede de comunicação para um público conservador que era sub-representado na mídia.

Sempre suspeito quando dizem que em 2025 a China será o maior império do mundo. Não será uma evolução em linha reta. Há desafios na urbanização, na religião e choques com os vizinhos, muitas dificuldades no caminho.

Europa subestimada

Também acho que muita gente está subestimando a Europa. Ela tem um problema sério de pessimismo, mas tem os trabalhadores mais qualificados. Se desregular seu setor de serviços, ele vai virar um gigante.

A Europa já sofreu grandes problemas e tem uma capacidade de se reinventar e de reconstrução enormes.
Alemanha e Europa anglosaxônica avançarão mais. Mesmo os franceses, que foram às ruas lutar contra a aposentadoria mínima aos 62 anos, também sabem que precisam mudar.

Inteligência de massa

O fenômeno da globalização ajuda muito a "The Economist". Nossa tiragem tem crescido muito, já supera 1,5 milhão por semana. Temos 30 correspondentes internacionais, uma cobertura realmente global, então é normal que muitos brasileiros ou indianos nos leiam. Vivemos a ascensão da "inteligência de massas". Reclamamos do sucesso das revistas de celebridades e fofocas, do baixo nível da TV, mas nunca tanta gente no planeta foi à universidade, leu ou teve tanto acesso à informação.

Jornalismo

Estamos virando blogueiros e aprendendo multimídia. Mas, para 90% da equipe, o que busco são as habilidades do jornalismo de sempre: inteligência para pensar em novas dimensões sobre tudo.

Livro propõe um novo ordenamento constitucional no Brasil

Autonomia dos Estados federados em matéria tributária, legislativa, judiciária e administrativa, formando, por meio de uma nova constituição, a República dos Estados Federados do Brasil.

AUTOR LANÇA LIVRO COM NOVA CONSTITUIÇÃO PRONTA PARA O BRASIL


"Cara Nova Para o Brasil, Uma Nova Constituição para Uma Nova Federação" é um inusitado trabalho que foi lançado no dia 21 de agôsto, na na 21º Bienal do Livro em São Paulo, pela Editora Livro Pronto.

Nele, o autor, Thomas Korontai, empresário curitibano e líder do Movimento Federalista integrado pelo Partido Federalista, em fase de formação, faz uma radiografia do Brasil, identifica causas para a compreensão dos problemas, critica a Constituição atual e propõe um novo texto pronto, um ensaio constitucional com 87 artigos.

Segundo Korontai, "a intenção é propor uma pauta objetiva de debates sobre o Brasil, até mesmo em relação à mesmice da campanha eleitoral, orientando as soluções para uma transformação do atual modelo de organização do Estado Brasileiro, excessiva e perigosamente centralizado, para um federalismo pleno das autonomias estaduais e locais".

O trabalho de prefácio do Brig. Ivan Frota e uma nota de recomendação do jurista Ives Gandra da Silva Martins: " uma instigante proposta de reflexão sobre o modelo ideal do Estado Brasileiro para enfrentar os desafios do Século XXI, à luz do Princípio da Subsidiariedade entre as diversas entidades federativas e de um novo padrão constitucional. O livro merece ser lido por todos os que se preocupam pelo futuro da Pátria.”

Korontai comunica que fará eventos em torno do livro - o terceiro desde 1993 - em todos as capitais, objetivando apresentar uma nova forma de se pensar o Brasil, e em alguns dias, o trabalho estará disponibilizado nas livrarias e no site da Editora.

UM POUCO DO QUE CONSTA NESTE LIVRO - PRIMEIRA ORELHA

"Liberdade, autonomia, auto-gestão, auto-responsabilidade, competitividade sadia, desenvolvimento econômico social com respeito às sagradas regras do mercado, da natureza humana – o Indivíduo - e do meio ambiente, com aproveitamento inteligente das diversidades deste continental território brasileiro, são os traços do desenho que muitos brasileiros, consciente e inconscientemente desejam para uma nova cara para este País.

Thomas Korontai consolidou tudo isso e muito mais, não apenas em críticas, reflexões e sonhos descritas na primeira parte do livro, mas em uma ousada proposta acabada na forma de um novo Texto Constitucional com apenas 87 artigos, de fácil compreensão e auto-aplicabilidade. É sem dúvida, objeto de sonho pretensioso de um cidadão que acredita que o Estado de Direito só substituirá o “Direito do Estado” quando as leis e a própria Constituição forem decididas em voto direto do Povo.

O autor espera assim, contribuir para o redirecionamento da mentalidade político-jurídica dos que pensam seriamente no País, motivado pela crença de que é possível nos dias de hoje, ao contrário dos mais céticos, mudar a cara do Brasil muito rapidamente."

NA CONTRA CAPA

"A cada crise que o Brasil ingressa se fala em reforma do Estado, em nova Assembleia Nacional Constituinte, em adoção de novos planos econômicos, até mesmo em projetos ideológicos comprovadamente falidos em todos os países pelos quais já foram experimentados. Mas não se fala em transformação do modelo de Estado, algo mais profundo, que vai à raiz dos males brasileiros, à causa das causas dos graves problemas sociais.

O que autor propõe – uma nova Constituição Federal, simples, direta, principiológica, plenamente autoaplicável, sintética e, principalmente, compreensível para qualquer cidadão – aponta nessa direção, na da transformação do Estado Brasileiro e, por consequência, da mentalidade nacional, em busca da tão sonhada Nação, com identidade que orgulhe cada indivíduo que nela habite e que a tenha adotado como Pátria, seja por nascimento ou por escolha. Uma Constituição que privilegie o modelo federativo pleno, de Estados autônomos, de comunidades e Municípios autônomos, livre da perniciosa doença da “regulamentite” e do centralismo crônico dos poderes.

Thomas Korontai propõe a aplicação clara do Federalismo pleno, em consonância com o Princípio da Subsidiariedade para que se estabeleça completo discernimento na distribuição de responsabilidades entre Municípios, Estados e União, atualmente, uma confusão enorme, cuja consequência resulta também na crescente, constante e perigosa centralização dos poderes de toda espécie no Governo Federal. A eliminação do “Custo Brasil”, da dívida social, da dívida externa, da dívida interna, da demagogia “do tira 100 e dá 50” proporcionará, pela via lógica da racionalidade da Carta Magna proposta nesse trabalho, uma visão do sonhado crédito moral, orgulho e motivação de ser Brasileiro. O futuro do tal “país do futuro” pode ser antecipado..."


Principais aspectos polêmicos do livro Cara Nova Para o Brasil,
Uma Nova Constituição para uma Nova Federação.


1. Mudança do nome do País para REPÚBLICA DOS ESTADOS FEDERADOS DO BRASIL.

2. Cada estado federado terá suas próprias leis - Autonomia legislativa dos estados federados – cada estado poderá fazer suas leis, códigos civil, penal, criminal, trabalhista e tributário com o devido código processual. Tudo previsto da Constituição Estadual. Leis polêmicas deverão ser decididas por referendos populares, tais como, pena de morte, aborto, trabalhos forçados, prisão perpétua, cassinos, eutanásia, casamento homossexual, dentre outros. E, cada estado poderá ter, se quiser, um senado estadual.

3. Suprema Corte em cada estado federado - Autonomia judiciária com instância máxima na Suprema Corte de cada estado federado. Somente o que for pertinente à Constituição Federal seguirá para Brasília;

4. Fim do STJ, transformação do STF na Corte Constitucional Federal (CCF) e transformação do TSE em Conselho Federal Eleitoral, com atribuição exclusiva para assuntos federais.

5. Fim de todos os impostos declaratórios e de todos os demais tipos de tributos, sendo substituídos por um tributo único federal sobre consumo, com alíquota igual em todo o Território, e alíquotas variáveis de acordo com cada estado e município. Para a União restarão ainda, o imposto sobre o comércio exterior (aduanas) e taxas administrativas e judiciárias, com autonomia financeira para autarquias e eventuais estatais. Os estados e municípios terão total autonomia tributária residual, inclusive para instituir outros tipos de tributos e taxas. Fim das contribuições, que só poderão ser instituídas em caso de guerra ou calamidade pública, com aprovação dos estados federados. Fim da concentração tributária e com isso, o fim do redistributivismo (FPM e FPE), cabível somente aos territórios federais.

6. Empresas não pagam mais tributos! Com a reengenharia do modelo tributário, eliminam-se todos os custos tributários das empresas do meio da cadeia produtiva, restando ao consumidor o pagamento dos impostos, limpos e destacados do preço dos produtos. Fim da nota fiscal e instituição da Nota de Compra, para fins patrimoniais. Os preços cairão pela metade!

7. Novo modelo de polícias para municípios e estados - Reordenamento da segurança pública, com a eliminação do modelo de polícias civil e militar, passando à autoridade municipal a responsabilidade da segurança local, incluindo trânsito, de acordo com a capacidade de cada um. O estado federado terá polícias especializadas para atendimento complementar e terá também a patrulha rodoviária que cuidará das estradas estaduais e federais que cruzarem seu território. A Policia Federal continua com suas atribuições.

8. Defesa Civil Especial - Transformação e incrementação da atual Defesa Civil Estadual para a Defesa Civil Especial (um tipo de Guarda Nacional) com a instituição do Serviço Obrigatório Civil a partir dos 15 ou 16 anos para todos, por período de um ano, com treinamento e armamento semi-militar, também providas de voluntários civis e militares, sob o comando direto do governador de cada estado e comando supremo do Presidente da República.

9. Fim de praticamente todos os ministérios. Autonomia administrativa será ampliada sobremaneira, assim como, as responsabilidades, desde Educação, Saúde, Saneamento, Segurança Pública, bem como, planejamento da otimização de induções estatais para o progresso geral. Serão criadas secretarias e departamentos especiais de cunho federal, tais como, o Departamento de Relações Exteriores, podendo no entanto, restar o Ministério da Defesa, englobando as Três Forças. Fim do serviço militar obrigatório, substituído pelo serviço civil obrigatório nas DFEs de cada Estado, sendo as FFAA totalmente profissionalizadas. E equipadas. AS FFAA atuarão e se espalharão fortemente nas fronteiras mais sensíveis, especialmente na Amazônia.

10. Será proposto aos estados de RR, AP, AC e AM, por meio de plebiscito, a sua transformação em Territórios Federais, com objetivo de serem melhor atendidos pelo Governo Federal com supervisão plena do Congresso, no interesse da Federação, até que tenham plenas condições de retornarem à condição de estado autônomo.

11. Apenas um senador por estado.

12. Emendas constitucionais ratificadas pelos estados - só entram em vigor após ratificação de ¾ ou 4/5 dos estados federados.

13. Prefeitos contratados, vereadores conselheiros sem remuneração - Autonomia municipal em matéria de auto-governo, podendo substituir a prefeitura política por outro tipo de entidade formal, com direito a gestão privada de interesse público, prefeitos eleitos por administradores urbanos contratados, câmara de vereadores por câmaras de conselheiros não remunerados, e instituir modelo de gestão por vocação da cidade escolhida em plebiscitos, dentre outras. Formação e incrementação de consórcios de cidades e comunidades autônomas, com vistas ao atendimento geral por equipamentos sociais mais sofisticados e de maior escala.

14. Juizes, delegados de polícia local e promotores eleitos pelo Povo - Juizes distritais eleitos pelo povo nas cidades e consórcios municipais, assim como, promotores públicos e delegados de polícia local.

15. Voto livre e facultativo e reforma do sistema de eleições com, no mínimo, impressão do voto para auditoria física. Porém, se possível, a transformação das urnas eletrônicas em máquinas de leitura de votos físicos (scanner) para apuração mais rápida dos pleitos.

16. Reforma do regime das previdências estatais - Previdências estatais serão transformadas em regime de
capitalização e abertura do mercado brasileiro para ingresso de empresas do mundo inteiro, com regras de proteção de pecúlios feitas pela SUSEP ou sucedânea.

17. Colégio eleitoral distrital para eleições do presidente - Eleições para a presidência da república serão por meio de colégio eleitoral composto por delegados dos estados de cada candidato vencedor, com finalidade de proteção do peso federativo, dificultando o populismo.

18. Mínimo de 10% de desempenho eleitoral para ter cadeira no Congresso - Partidos políticos terão participação no Congresso apenas mediante obtenção de desempenho eleitoral de no mínimo 10% do eleitorado nacional.

19. Cidades-estado no Brasil - Possibilidade de megalópoles se transformarem em cidades-estado, no mesmo nível dos estados federados.

20. Fim do autoritarismo em todos níveis!

Comento 

Muitas das idéias propostas no livro, já são praticadas efetivamente, e pelos últimos 234 anos, nos Estados Unidos da América. Talvez, nem todas as idéias propostas sejam viáveis no Brasil, mas vale a pena conferir  e uma obra do tipo, ajuda na discussão dos problemas brasileiros e na busca das soluções.

O autor aceita pedidos do livro. Quem tiver interesse, envie e-mail ao endereço: thomas@thomaskorontai.org.

Após acidente no Chile, governo brasileiro vai reforçar fiscalização de suas minas

Passado o resgate dos 33 mineiros presos em uma mina de cobre no Chile, o governo brasileiro vai avaliar suas normas de segurança para o setor e reforçar a fiscalização.

O ministro de Minas e Energia, Márcio Zimmermann, afirmou que pediu ontem ao seu secretário de Geologia e Mineração, Cláudio Scliar, uma reunião com mineradoras e técnicos do governo para checar a situação das minas no país.

Segundo Scliar, a legislação brasileira para o setor de mineração dificultaria um drama como o do Chile, já que exige duas saídas de uma mina subterrânea. No Chile, até então, não era obrigatória a construção de uma saída alternativa.

De toda forma, um reforço na fiscalização será feito. "Esse incidente nos deixa mais alerta porque temos muitas minas subterrâneas", afirmou o secretário.

O Brasil tem ao todo 64 minas subterrâneas e mistas (uma parte subterrânea e outra a céu aberto), de carvão, ouro e zinco. Estão localizadas nos Estados de Minas Gerais, Santa Catarina e Bahia.

Scliar lembrou que amanhã haverá na Câmara Municipal de Siderópolis, em Santa Catarina, uma homenagem aos mineiros resgatados. A cidade tem uma importante mina de carvão.

RESGATE

Em 5 de agosto, a estrutura da mina San José cedeu, e deixou os 33 mineiros presos a mais de 600 metros de profundidade. O incidente na pequena mina de cobre e ouro no norte do Chile colocou a cidade de Copiapó (800 km ao norte de Santiago) no mapa do mundo.

Foi só em 22 de agosto, quando a esperança de encontrar sobreviventes já era ínfima, que funcionários da equipe de resgate ouviram batidas na máquina perfuradora que tentava encontrar os mineiros. Com poucas palavras, eles mandaram um recado: "Os 33 de nós no abrigo estão bem", dizia um bilhete colado à máquina.

Foram 69 dias de reclusão a 622 metros de profundidade --17 dias sem que o mundo lá fora soubesse se estavam vivos ou mortos. Após quase 23 horas de esforços, o Chile entrou para a história ontem com uma operação de resgate sem precedentes.

Todos os mineiros foram recebidos na superfície com aplausos e gritos de guerra --"Chi-chi-chi-le-le-le"-- pelos milhares de familiares, jornalistas e curiosos que inundaram o acampamento Esperanza. A história de superação e sobrevivência chamou a atenção da mídia mundial. Cerca de 1.500 jornalistas estavam no local para registrar os últimos acontecimentos do resgate, que foi transmitido ao vivo em todo o mundo.


Fonte: FOLHA/SOFIA FERNANDES

População brasileira atingirá seu pico em 2030, diz Ipea

População brasileira começará a cair em 2030

RIO - Em 2030, o Brasil deve ter 206,8 milhões de habitantes, atingindo seu pico de população. A conclusão é do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), num estudo divulgado nesta quarta-feira sobre demografia, com base em análises de dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad) 2009, do IBGE. De acordo com o levantamento, a menos que ocorra um aumento na fecundidade no país, em 2040 a população brasileira já vai ter encolhido em relação a 2030, com 204,7 milhões de habitantes.

Nesse processo, nas próximas décadas, a tendência é de que haja um superenvelhecimento da população, contra uma redução rápida da população jovem. Já em 2009, a proporção de idosos no país era de 11,4% da população, contra 7,9% em 1992. Num movimento inverso, o percentual de jovens caiu de 33,8% em 1992 para 24% em 2009. E a partir de 2030, as projeções são de que os únicos grupos populacionais que apresentarão crescimento positivo sejam os com mais de 45 anos.

Enquanto isso, a taxa de fecundidade no país continua baixa, mantendo os índices de 2007 e 2008. Em 2009, essa taxa foi de 1,8 filho por mulher, abaixo, portanto, da reposição populacional.

Segundo Ana Amélia Camarano, técnica de planejamento e pesquisa do Ipea, essas tendências terão forte impacto no mercado de trabalho e nas políticas públicas. Segundo ela, as empresas terão que se adequar à oferta de mão de obra mais envelhecida, reforçando, por exemplo, os serviços de saúde ocupacional e a capacitação de seus funcionários para novas tecnologias. Já o pagamento de benefícios previdenciários e assistenciais deve ser feito por períodos mais longos e a mais idosos, assim como os atendimentos em saúde devem ser modificados.

- As mudanças representam uma conquista social, pois apontam a redução da mortalidade em todas as faixas etárias e para um aumento da expectativa de vida. Mas também trazem grandes desafios, e o primeiro deles é a questão previdenciária - afirma.

O estudo também identifica alterações na estrutura familiar brasileira. O número de casal com filho caiu, de 62,8% em 1992 para 49,9% em 2009. Em compensação, houve um aumento das famílias constituídas por casais sem filhos (16,2% em 2009) e de homens e mulheres morando sozinhos (7,5% para eles e 8,9% para elas). Mães com filhos eram 15,4% em 2009. E pais com filhos eram 2%.

Fontes: O Globo - Agência Brasil

Tremores de terra atingem Montes Claros, em Minas Gerais

Moradores de vários bairros de Montes Claros/MG, cidade com cerca de 350 mil habitantes, sentiram dois tremores de terra no início da tarde desta quarta-feira (29/09).

A maioria relata que o tremor foi acompanhado por um som semelhante a um trovão. Moradores de cidades vizinhas, como São Francisco e Mirabela também sentiram o abalo. Técnicos do observatório de sismológico da UNB, em Brasília, teriam confirmado os tremores.

Uma nota oficial do órgão deve ser divulgada. Depois dos eventos, um grande número de pessoas procurou informações no site do observatório da UNB, o que fez com que ele saísse do ar. João Alberto Cruz Vieira, graduando em Geofísica da Universidade de Brasília, informou:


"Como o site www.obsis.unb.br está sobrecarregado devido ao elevado número de acessos, enviarei as informações básicas por e-mail.


1º sismo: 13h55min12s Magnitude: 2,7 Richter
2o sismo: 14h35min15s Magnitude: 2,3 Richter
O evento foi detectado pela estação JAN7, situado em Itacarambi - MG e a distância do epicentro até a estação foi de 179Km.
O epicentro foi no centro da cidade de Montes Claros - MG
Demais dúvidas estarão esclarecidas no boletim sísmico do nosso site."

Depoimentos de várias pessoas e até notícias já postadas em outros sites podem ser conferidos no link: http://www.montesclaros.com/mural/

Fonte: IG/Hugo Rocha Rebello

Em busca de liderança, Brasil manteve desequilíbrio com andinos, dizem analistas

Desequilíbrios persistem

Analistas de países andinos ouvidos pela BBC Brasil acreditam que o governo brasileiro, buscando estabelecer uma posição de liderança na região, não conseguiu reduzir um desequilíbrio, especialmente comercial, que existe entre o próprio Brasil e esses países.

A cobrança dos países andinos é que não foi colocada em prática a proposta de substituição competitiva de importações, que consistiria em incrementar a industrialização dos países da região com o apoio do BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social).

Caso essa proposta fosse implementada, o Brasil deixaria de comprar de outros países aqueles produtos que poderia importar dos vizinhos.

Segundo Marco Romero, diretor do centro de Estudos Internacionais da Universidade Andina Simón Bolívar, a proposta de desenvolvimento regional foi constantemente ressaltada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva em seus oito anos de mandato.

"Isso ficou na retórica", afirmou. "O Brasil quer ser líder, mas não quer pagar os custos dessa liderança."

Redução das desigualdades

Um dos casos representativos do superávit brasileiro na balança comercial regional é com a Venezuela, com quem as relações comerciais tiveram um crescimento exponencial nos últimos anos, convertendo a Venezuela no quinto principal sócio comercial do Brasil.

Em 2009, a pauta de exportações alcançou US$ 5,7 bilhões, com superávit de US$ 5,1 bilhões para o Brasil.

Para o analista político boliviano Eduardo Paz Rada, professor da Universidade Mayor de San Andrés, a liderança brasileira que "interessa a todos" é que o Brasil possa ser uma "barreira" capaz de frear as imposições europeias e dos Estados Unidos em acordos comerciais com a região e que "ao mesmo tempo colabore com o desenvolvimento dos vizinhos".

A postura do Brasil durante a nacionalização dos hidrocarbonetos na Bolívia é vista por especialistas como um caminho que deve ser seguido na condução das negociações com os demais países.

Após um período de crise e de pressões sobre o governo Lula, a Petrobras acatou o incremento de impostos e royalties exigidos pelo governo de Evo Morales para a venda do gás ao Brasil.

"O novo governo terá que assumir que não pode ter liderança se não aceita que suas negociações com os vizinhos não podem ser nos mesmos termos utilizados para qualquer multinacional ou país industrializado", afirmou Socorro Ramírez, professora do Instituto de Estudos Políticos e Relações Internacionais da Universidade Nacional da Colômbia.

Para o analista político venezuelano Javier Biardeau, professor da Universidade Central da Venezuela, as desigualdades também podem ser minimizadas em um fundo de compensação que chegou a ser discutido pela Unasul (União de Nações Sul-Americanas), porém não foi desenvolvido.


"Este fundo deve permitir aos países mais frágeis em termos de capacidade produtiva ter acesso a projetos de desenvolvimento com créditos a juros mais baixos", explicou.

Infraestrutura e fronteiras

Projetos de infraestrutura que poderiam ter aproximado mais o Brasil dos países andinos também acabaram ficando no papel nos últimos anos.

Um deles previa a abertura de um corredor rodofluvial entre Manaus e o porto equatoriano de Manta.

O projeto foi afetado pelo distanciamento entre os governos de Lula e do equatoriano Rafael Correa após uma crise entre o Equador e a construtora Odebrecht em 2009. A empresa brasileira foi acusada de falhas na construção de uma usina hidrelétrica no país andino.

A expectativa dos equatorianos é que o projeto do corredor fluvial seja retomado durante o mandato do próximo presidente brasileiro.

Os analistas também acreditam que, apesar do avanço político das relações políticas entre Brasil e a região andina, o Brasil falhou em projetos de cooperação para estabelecer um maior controle das fronteiras.

"Se há política ineficiente por parte do Brasil é a fronteiriça. Não houve cooperação na proteção da fronteira, e isso deve ser trabalhado pelo próximo governo", afirmou o analista Carlos Romero.

Outro teste será o de consolidar "alianças energéticas", em especial com a Venezuela, principal produtor de petróleo da América do Sul, e a Bolívia, que possui a maior reserva de gás.

‘Estilo’

Os analistas andina preveem ainda a continuidade das políticas destinadas à região independentemente de quem for o vencedor das eleições de outubro. No entanto, eles esperam "mudanças no estilo".

Para Carlos Romero, o desafio da nova ou novo presidente do Brasil será superar a liderança e o carisma que marcou a administração do presidente Lula.

"O desafio será superar a liderança que Lula teve na região. Qualquer um dos dois, Dilma ou Serra, terá que se apegar à política exterior do Estado brasileiro, porque carisma, nenhum dos dois têm", avalia.

Fonte: Claudia Jardim / BBC

Em Angola, Brasil mostra lado ‘agressivo’ de presença na África

Parceiro tradicional e consistente do Brasil na África, Angola é também o país africano onde a presença brasileira se vê de forma mais clara e, no campo dos negócios, mais agressiva.

Brasil enfrenta concorrência da China no comércio com Angola./BBC

Na TV, na rádio, no mercado editorial e em vários aspectos da economia é possível reconhecer a influência das idéias e do dinheiro que chegam do outro lado do Atlântico.

Entretanto, é também em Angola - sétima economia africana e terceiro maior produtor de petróleo do continente - que o Brasil encontra as mais fortes concorrências a essa influência, principalmente da China.

O comércio brasileiro com Angola chegou a US$ 4,2 bilhões em 2008. Porém, a crise econômica e a queda nos preços do petróleo – praticamente único produto que o Brasil compra de Angola – derrubaram esse total para menos de US$ 1,5 bilhão no ano seguinte.

Os números do comércio, entretanto, não são a melhor maneira de medir a presença brasileira no dia-a-dia angolano.

Empregando hoje 12 mil pessoas, a construtora brasileira Odebrecht é hoje a segunda maior empregadora do país, só perdendo para a estatal petroleira angolana, a Sonangol. Em anos de pico, a empresa, que está há 26 anos em Angola, já chegou a empregar 30 mil pessoas.

"Nós permanecemos aqui durante esse tempo todo de guerra, conquistamos a confiança da instituição de governo e conquistamos a confiança da população de Angola. Nossa intervenção teve ganhos para a população, para o governo de Angola e para nós também”, resume o gerente de Relações Institucionais da Odebrecht Angola, Justino Amaro.

Investimento brasileiro


Empresa brasileira tem forte presença na indústria da construção civil de Angola./BBC

Segundo a Associação de Empresários Brasileiros em Angola (Aebran), os financiamentos do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) para Angola somavam menos de U$ 200 milhões em 2003 – início do governo do presidente Luís Inácio Lula da Silva.

Após oito anos de ênfase na relação com a África o total chega hoje a US$ 3 bilhões, diz o presidente da Aebran, Alberto Esper.

A isso devem somar-se cerca de US$ 500 milhões em benefícios a exportações do Brasil para Angola apenas nos últimos dois anos, nos cálculos do empresário.


"É possível vincular um projeto em Angola no qual tudo o que é exportado para cá se beneficia do Proex (o programa brasileiro de incentivo às exportações)", diz.

Isso quer dizer que obras de empreiteiras brasileiras, como Odebrech e Queiroz Galvão, podem ser encontradas em diversas partes da cidade. Nos supermercados, é fácil encontrar produtos da Sadia, por exemplo. Além disso, há a presença constante de programas de TV brasileiros. As tevês Globo e Record hoje produzem conteúdo localmente.



Concorrência

Muitos analistas veem uma disputa por "corações e almas" angolanos entre Brasil e China. Estima-se que a China já tenha financiado projetos no valor de cerca de US$ 10 bilhões em Angola – hoje o principal fornecedor de petróleo para o país asiático.

Entretanto, Alberto Esper, da Aebran, diz não ver concorrência entre brasileiros e chineses.

"Não achamos que haja competição, porque ainda existe muito espaço para cada um se desenvolver na sua capacidade. Tudo o que o Brasil disponibilizou em termos de recursos foi utilizado. O Brasil não deixa de colocar seus investimentos, seus recursos, seus financiamentos em Angola por causa da presença chinesa ou portuguesa, existe espaço para todos."

O que faz de Angola um destino atraente para o investimento estrangeiro é o ritmo de sua reconstrução nacional, após as quase quatro décadas em que o país esteve imerso em conflitos.

Desde que alcançou a paz, em 2002, Angola vem crescendo a uma taxa média anual de 13%, sendo que, em anos de pico, a taxa ultrapassou 20%.

Porém, a dependência da economia em relação ao setor petroleiro (que responde por cerca de 80% da receitas do governo) ficou patente durante a crise econômica.

Com a queda do preço da commodity, a taxa de crescimento da economia foi de apenas 2,7% nos cálculos oficiais. Instituições como o FMI e o Banco Mundial estimam que o crescimento foi bem menor, próximo do zero ou até negativo.

Para piorar, a crise econômica global cortou as fontes de financiamento e colocou um freio na promessa do governo de construir um milhão de casas populares até 2012.

Pobreza

Crescimento econômico de Angola ainda não beneficia menos favorecidos./BBC

A desigualdade mostra sua cara em uma sociedade na qual os 10% mais ricos detêm 44% dos recursos do país e os 10% mais pobres, apenas 0,6%, segundo a ONU.

Metade da população angolana não tem acesso a água própria para consumo e 90% vivem em moradias precárias.

Além disso, a guerra empurrou milhões de pessoas para as cidades, e localidades como Luanda, com cerca de 6 milhões de habitantes, sofrem com a superlotação das favelas e engarrafamentos intermináveis, para os quais a pouca infraestrura se mostra inadequada.


"A base econômica deve ser alargada. Deve-se criar uma economia mais popular, entre aspas, mais social de mercado, com uma grande componente social, com uma base alargada de participação das pessoas", recomenda o economista Justino Pinto de Andrade, um dos economistas mais respeitados do país.

Para o economista, o calcanhar de Aquiles da economia angolana é o que ele chama de falta de “democracia econômica”, fruto, por sua vez, da falha na democracia política do país.

"Quando o governo pensou na 'angolanização' da economia, ou seja, em criar grupos econômicos fortes em Angola, em vez de se pensar nos angolanos como um povo, passou a pensar-se nos angolanos com uma bandeira partidária e toda a atenção foi dadas aos angolanos vinculados ao partido no poder", diz.

Em Angola, a crítica é ao MPLA, partido que domina a cena política há três décadas. Porém, a comparação, para o economista, se mantém com outros países africanos, que deixaram para trás históricos de conflito, mas ainda exibem credenciais democráticas duvidáveis.

Para Justino Pinto de Andrade, a postura brasileira – e da comunidade internacional – pode ajudar a fortalecer um sistema sem sustentabilidade política no futuro.

"O processo político está a ser desenvolvido como se estivesse dentro de uma panela de pressão. No futuro, as transformações que podiam ser democráticas, pacíficas, frutos do desenvolvimento, poderão a certa altura evoluir para transformações violentas, fruto do modo como as forças sociais e políticas estão pressionadas dentro de uma panela de pressão", diagnostica.


Fonte: BBC/Pablo Uchoa/ Fotos:BBC

Brasil não pode respaldar ditaduras, diz o diplomata Rubens Barbosa

Nos últimos oito anos, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva apertou a mão de pelo menos sete ditadores e chegou a defendê-los em algumas situações.

Foi o caso do agora aposentado Fidel Castro, do venezuelano Hugo Chávez e do iraniano Mahmoud Ahmadinejad. Não deveria ser a postura de um chefe de estado brasileiro.

Na opinião de Rubens Barbosa, ex-embaixador brasileiro nos Estados Unidos, o Brasil deveria projetar no exterior os mesmos valores que preza internamente, como a democracia e os direitos humanos.

"O Brasil pode fazer negócios com estes países, mas não pode silenciar e, em alguns casos, até apoiar, restrições à liberdade e aos direitos humanos, como foi feito em Cuba e na Venezuela, onde o Brasil tem posições favoráveis aos dois regimes", diz Barbosa.

Outra conduta adotada pelo Itamaraty nos anos Lula e que o diplomata censura é a tentativa de mediação de conflitos distantes. "Tanto na questão do Irã quando na questão de Israel, houve uma falha na avaliação do governo quanto à capacidade do Brasil influir. E isso, no caso do Irã, ainda criou um problema sério com os Estados Unidos", afirma, referindo-se à reação de Washington, que liderou posição contrária à do Brasil, impondo no Conselho de Segurança da ONU sanções ao Irã.

Assista a seguir à entrevista completa com Barbosa, que ressalta os pontos controversos da política externa da administração Lula e analisa as perspectivas para o próximo governo, a partir do perfil e das promessas dos principais candidatos à Presidência.


Fonte: Veja/Mariana Pereira de Almeida

Colunista do FT diz que Brasil é o mais sexy dos Brics

Colunista do Financial Times publicou que o Brasil é o mais sedutor e o mais sexy dos Brics

Tyler Brûlé elogia as marcas brasileiras, entre elas as sandálias Havaianas/CARLOS CUBI/Claudia

São Paulo - Influente no mundo do luxo, o colunista Tyler Brûlé publicou no jornal inglês Financial Times, um dos mais influentes no mundo dos negócios e da economia, que o Brasil é o mais sedutor e o mais sexy dos Brics - Brasil, Rússia, Índia e China.

"A energia das empresas brasileiras pode ser o motor da economia do país, mas são os elementos suaves, como música, moda, hospitalidade e design, que vão fazer a marca Brasil mais sedutora e sexy do que Rússia, Índia e China", diz o colunista.

No seu texto, publicado no último final de semana, Tyler Brûlé descreve a sua estadia de 72 horas em São Paulo. O colunista desembarcou no Aeroporto de Guarulhos - alvo freqüente das críticas dos especialistas pela falta de infraestrutura - e o classificou como "desgastado, mas perfeitamente compacto".

E seguiu para o Hotel Fasano, cuja marca - e luxo - Brûlé gostaria de ver mais presente no mundo. Em seu texto, Brûlé compara quais marcas ele mais usa cotidianamente dos países Brics.

E responde: "parece que o Brasil, mais uma vez, saiu na frente", diz o colunista.

Tyler Brûlé apresenta a sua lista de marcas brasileiras que usa no dia-a-dia: "as sandálias Havaianas 'made in Brazil' estão em minhas malas para locais de clima quente, os aviões da Embraer 'made in Brazil' me transportam em viagens curtas, as elegantes cadeiras 'made in Brazil' do designer Sérgio Rodrigues estão sob meu traseiro e as melodias de Bebel Gilberto e Bárbara Mendes 'written, recorded and pressed in Brazil' estão gravadas no meu laptop".

Fonte: EXAME/Diogo Max

Trens do metrô de Salvador são instalados nos trilhos

Obra já consumiu mais de R$ 1 bilhão em investimentos

Os 24 vagões dos seis trens do metrô de Salvador - obra que se arrasta há dez anos e que já consumiu, segundo estimativas, R$ 1 bilhão em investimentos -, começaram a ser colocados nos trilhos na manhã desta sexta-feira. A expectativa da prefeitura da capital baiana é que o trabalho de instalação dos equipamentos na linha dure uma semana.

Após a colocação, os trens passarão por manutenção, com duração prevista de seis meses. Só a partir disso as composições serão testadas em movimento. Segundo o secretário de Transportes e Infraestrutura do município, Euvaldo Jorge, o metrô de Salvador será entregue à população no primeiro semestre do ano que vem.

Vagões do metro foram transportados para a estação Rótula do Abacaxi, em Salvador/Luciano da Mata/Agência A Tarde/Agência Estado

A chamada primeira etapa do metrô terá seis quilômetros de extensão, ligando a Estação de Transbordo da Lapa, a maior da cidade, à Rótula do Abacaxi, entroncamento entre as principais avenidas de Salvador com a rodovia mais movimentada da Bahia, a BR-324, que liga a cidade a Feira de Santana. Também fica no local a rodoviária da capital baiana.

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva deve visitar Salvador na próxima semana para a assinatura de um empréstimo de R$ 560 milhões do governo federal para a Bahia. A verba será usada para a construção de um sistema de transporte por meio de Veículo Leve sobre Pneus (VLP). O sistema vai fazer a integração entre as estações Rótula do Abacaxi e Lauro de Freitas, na região metropolitana, passando pelo aeroporto.

Fonte: R7 - AGÊNCIA ESTADO

Número de queimadas no Brasil aumenta mais de 90% em relação a 2009

Este ano também registra o primeiro aumento porcentual no volume de queimadas em dois anos

O total de queimadas no Brasil, acumulado até terça-feira, 17, era de 30.857, 94% acima do registrado no mesmo período de 2009, quando chegou a 15.831, diz relatório do Instituto nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe). O total de 2010 é o maior desde 2007, ano em que haviam sido registrados, até 17 de agosto, 59.000 focos. Este ano também registra o primeiro aumento porcentual no volume de queimadas, depois das quedas vistas em 2008 (-64%) e 2009 (-24%).

Em relação ao dia 16, o número de focos de incêndios acumulado havia aumentado 100% na comparação com o mesmo período de 2009. O Inpe registrava, na data, 30.825 focos de incêndios em todo o Brasil, o dobro de 2009, quando foram registrados 15.228 focos.

Ouvido na terça-feira pela Agência Brasil, o coordenador do Monitoramento de Queimadas do Inpe, Alberto Setzer, 2010 está sendo um ano muito mais seco do que 2009, com temperaturas mais altas, umidade relativa do ar mais baixa e sem chuvas, o que facilita o uso e a propagação do fogo.

Além da questão climática, Setzer disse que o aumento expressivo dos focos de queimadas de um ano para o outro também se deve à dinâmica do setor agropecuário e ao período eleitoral.

Na avaliação do pesquisador, o momento econômico favorável à expansão dos rebanhos e das áreas agrícolas leva ao aumento do uso de fogo pelos produtores rurais, para abrir pastagem e limpar a terra para o cultivo. Com a estiagem e a vegetação seca, o risco de perder o controle da queimada é quase inevitável. Já o período eleitoral influenciaria na fiscalização.

As unidades da federação com maior aumento no número de focos são Tocantins (445%), Piauí (343%), Distrito Federal (264%) e Goiás (201%). Mais que dobraram o total de focos os Estados de Rondônia, Minas Gerais, Maranhão, Bahia e Rio de Janeiro.

Fonte: O ESTADO DE S PAULO

Roseana lavou dinheiro, indicam papéis

Governadora teria simulado empréstimo de R$ 4,5 milhões no Banco Santos para resgatar US$ 1,5 milhão na Suíça; ela diz descohecer o caso

Documentos que estão nos arquivos do Banco Santos indicam que a governadora do Maranhão, Roseana Sarney (PMDB), e seu marido, Jorge Murad, simularam um empréstimo de R$ 4,5 milhões para resgatar US$ 1,5 milhão que possuíam no exterior.

Matéria completa AQUI

Em relatório, EUA elogiam Brasil no combate a atividades ligadas ao terrorismo

O documento elogia a atuação dos governos de Argentina, Brasil e Paraguai
Em seu relatório anual sobre terrorismo global, os Estados Unidos elogiaram a atuação do Brasil no combate a atividades ligadas ao terrorismo, principalmente em São Paulo e nas áreas de fronteira, em conjunto com os americanos e com os países vizinhos.

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva "tem sido crítico do uso de violência pelas Farc [Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia] e publicamente pediu ao grupo para pôr fim à violência contra o governo colombiano", informa o relatório do Departamento de Estado, divulgado nesta quinta-feira.

"A estratégia de combate ao terrorismo do governo brasileiro consistiu em impedir terroristas de usar o território brasileiro para facilitar ataques ou levantar recursos, junto com monitorar e acabar com atividades criminosas transnacionais que poderiam apoiar ações terroristas."

Os órgãos brasileiros responsáveis pelo combate ao terrorismo, como a Polícia Federal e a Agência Brasileira de Inteligência, trabalharam em conjunto com os EUA, afirma o documento. "Em julho, o chefe da divisão de inteligência da Polícia Federal brasileira afirmou, durante uma audiência da Câmara de Deputados, que um indivíduo preso em abril tinha ligações com a Al Qaeda."

O relatório afirma que os militantes da rede terrorista Al Qaeda no Paquistão são a maior ameaça aos EUA, ao lado de suas afiliadas no Iêmen e na África.

CRÍTICA

A crítica feita pelo documento é a falta de leis específicas no Brasil sobre financiamento de atividades terroristas.

"Apesar de a lei brasileira considerar crime financiar terrorismo se for ligado a um crime de lavagem de dinheiro, ela não considera financiar o terrorismo em si como um crime independente."

O documento lembra que apesar de um grupo de trabalho ter sido criado em 2005 para criar legislação criminalizando o terrorismo e o financiamento ao terrorismo, o projeto de lei nunca foi mandado do Executivo ao Congresso brasileiro. Lembra ainda que, no final de 2009, um projeto de lei contra lavagem de dinheiro, esperado há muito tempo, ainda estava parado no Congresso.

TRÍPLICE FRONTEIRA

Os EUA disseram que permanecem "preocupados que simpatizantes do Hizbollah e do Hamas estavam levantando recursos na área de tríplice fronteira participando de atividades ilícitas e solicitando doações de simpatizantes de comunidades do Oriente Médio na região". Mas reconhece que, até o momento, não houve nenhuma prova de que "esses ou outros grupos islâmicos extremistas tenham uma presença operacional na região".

O Departamento de Estado ressalta a atuação do Brasil, em parceria com os americanos e outros países, no combate ao grande problema de falsificação de documentos. "Durante o ano, múltiplas operações conjuntas com autoridades americanas, regionais e internacionais, desbarataram uma série de vendedores e facilitadores de documentos, bem como de infraestruturas ligadas ao tráfico de humanos."

O documento elogia a atuação dos governos de Argentina, Brasil e Paraguai no combate ao "tráfico de drogas e armas, falsificação de documentos, lavagem de dinheiro, e a fabricação e movimentação de bens contrabandeados na região de fronteira onde os três países se encontram".

O posto de inspeção na Ponte da Amizade, entre Brasil e Paraguai, teria ajudado a diminuir o contrabando de armas, drogas e bens pela fronteira. "Segundo a Receita Federal, de janeiro a julho de 2009, a agência confiscou mais de US$ 400 milhões em bens contrabandeados, incluindo drogas, armas e munição, um aumento de 8% em relação a 2007".

Fonte: FOLHA

Comissão aponta entrada ilegal de membro da Guarda Revolucionária iraniana no Brasil

 O presidente da Comissão Mista de Controle das Atividades de Inteligência (CCAI), senador Eduardo Azeredo (PSDB-MG)/Foto: Waldemir Rodrigues

O presidente da Comissão Mista de Controle das Atividades de Inteligência (CCAI), senador Eduardo Azeredo (PSDB-MG), concluiu que o ministro da Justiça, Luiz Paulo Barreto errou ao responder o requerimento de informações sobre a entrada ilegal no país do integrante da Guarda Revolucionária iraniana Esmail Ghaani durante visita do presidente Mahmoud Ahmadinejad ao Brasil em novembro de 2009.

Na carta enviada à comissão, Barreto frisou não terem sido localizados registros de entrada ou saída em nome de Esmail Ghaani, mesmo "com diferentes grafias consultadas", como indivíduo ligado a movimentos terroristas internacionais. Azeredo concordou com o deputado Emanuel Fernandes (PSDB-SP), segundo o qual o ministro "cometeu erro grave" e não foi "politicamente inteligente" ao responder que não havia pessoa com aquele nome, nem com grafia semelhante. Emanuel Fernandes avalia que o ministro tinha a informação e decidiu não divulgá-la.

Polícia Federal

O diretor-geral da Polícia Federal Luiz Fernando Corrêa, que representou o ministro perante a comissão, informou que o sistema de dados da PF, por não ser fonético, forneceu, inicialmente resposta da inexistência de tal nome na lista de impedidos de entrada no país e na lista da Interpol, Organização Internacional de Polícia Criminal. Admitiu, porém, que ele integrou a comitiva do presidente Ahmadinejad e que lhe foi concedido o desembarque condicional, espécie de visto temporário, a pedido do presidente daquele país, juntamente com outros quatro membros da comitiva.

- Eu dirigi o departamento [da Polícia Federal], o setor competente teria condições de fazer a busca correta e adequada e trazer a informação certa - afirmou, por sua vez, o deputado Marcelo Itagiba (PSDB-RJ).

Abin

Já o diretor-geral da Agência Brasileira de Inteligência (Abin), Wilson Trezza, que foi à comissão em nome do ministro-chefe do Gabinete de Segurança Institucional da Presidência da República Jorge Armando Félix, disse que, antes mesmo da visita se concretizar em novembro, como estava prevista para maio de 2009, foram feitas consultas a diversas agências de inteligência internacionais com as quais o Brasil possui vínculos. A resposta chegou no dia 23, um dia após a chegada da delegação, acrescentou.

Segundo ele, nenhuma agência confirmou ser Esmail Ghaani agente de inteligência iraniano e membro de movimento terrorista, com intenções de realizar contatos com empresas para enriquecimento de urânio e posterior repasse ao Irã, em desafio ao embargo das Nações Unidas. Trezza disse que algumas agências alegaram não terem informações e indagaram sobre sua possível vinda ao Brasil por ocasião da visita do presidente iraniano.

- O próprio departamento da Abin desconhece a presença do individuo, o sistema de inteligência brasileiro que deveria estar no encalço deste individuo - criticou o deputado Marcelo Itagiba (PSDB-RJ), autor do requerimento pedindo informações sobre o caso.

Pressionado pelo deputado a dizer se Ghaani era ou não um agente de inteligência iraniano, Trezza afirmou que somente o general Jorge Armando Félix poderia fornecer a informação. Itagiba chegou a sugerir que a reunião se tornasse secreta para que Trezza se sentisse à vontade para liberar as informações de que dispunha.

O presidente da CCAI, Eduardo Azeredo disse que, por ora, a comissão não irá convocar o ministro Jorge Armando Félix. Porém, ressaltou a preocupação da comissão com notícias sobre vazamento do sistema de informações e sobre a entrada "corriqueira no país" de estrangeiros ilegais, especialmente considerando um regime polêmico como o iraniano, que "dá chibatadas e apedreja mulheres".

Procedimento rotineiro

Representante do ministro Celso Amorim, o diretor do Departamento Consular e de Brasileiros no Exterior Eduardo Ricardo Gradilone Neto, por sua vez, considerou procedimento rotineiro delegações virem ao país sem visto apropriado ou passaporte, o que é sanado com um pedido de "autorização condicional" ao visitante. No caso específico, afirmou que, posteriormente à entrada de Ghaani, a embaixada pediu autorização para o visto e o iraniano teve a entrada autorizada. Gradilone afirmou ainda que não é praxe acompanhar as atividades da comitiva durante sua permanência no país, que no caso, foi curta.

Marcelo Itagiba, que assinou o pedido de informações, criticou o desencontro das informações prestadas pela Abin, pela Polícia Federal e pelo Ministério das Relações Exteriores. Para Itagiba, a Abin especialmente perde sua razão de existir quando é incapaz de verificar a presença de um suposto membro de movimento terrorista, cujo chefe Qassem Suleimani teria sido responsável pelo atentado à Associação Mutual Israelita-Argentina (Amia), em Buenos Aires, em 1994. No episódio, foram mortos 85 argentinos.

Fonte: Agência Senado/Cristina Vidigal

Brasil e EUA concluem etapa de negociações sobre dumping

Negociações estão em curso, contudo, indefinidas

SÃO PAULO - Representantes dos governos brasileiro e norte-americano concluíram ontem mais uma etapa das negociações na Organização Mundial de Comércio (OMC) sobre a reclamação brasileira contra a sobretaxa norte-americana no suco de laranja.

O encontro durou dois dias e, de acordo com o Itamaraty, o Brasil mostrou nas negociações que a prática de "zeramento" é incompatível com os diversos dispositivos do Acordo Antidumping da OMC e do Acordo Geral sobre Pautas Aduaneiras e Comércio. Ainda não houve uma decisão final sobre o impasse.

A prática do "zeramento" permitiria aos norte-americanos excluir da margem de dumping as transações com preços de exportação superiores aos valores de venda no mercado interno do país exportador. Para os negociadores do governo brasileiro, a medida representa uma distorção no cálculo feito para identificação do dumping e contribui para prejudicar a competitividade do suco exportado pelo Brasil.

A queixa do Brasil contou com o apoio da Argentina, da União Europeia, do Japão, da Coreia do Sul, da Tailândia, de Taiwan e do México. As informações são da Agência Brasil


Fonte: Agência Estado

São Paulo aperta o cerco contra importadores

Governo autua companhias e aplica multas que somam milhões de reais, segundo especialistas

SÃO PAULO - Principal Estado prejudicado pela "guerra fiscal", São Paulo "apertou o cerco" contra as empresas que utilizam portos que concedem incentivos fiscais para a importação.

Segundo advogados especializados, o governo estadual já autuou "centenas de companhias" e aplicou multas que chegam aos "milhões de reais". Procurada pela reportagem do Estado, a Secretaria da Fazenda de São Paulo não quis se manifestar.


"A guerra fiscal é provocada pela demora em implementar uma reforma tributária. São Paulo tem de acionar os Estados e não os contribuintes paulistas", diz o advogado Paulo Vaz, sócio do escritório Vaz, Barreto, Shingaki e Oioli.

A opinião é compartilhada por diversos especialistas que defendem empresas autuadas. "Como o governo de São Paulo não tem o direito de questionar o importador instalado em outro Estado, vai em cima do comprador em São Paulo. É um absurdo, porque o contribuinte paulista agiu de boa fé", diz o advogado Eduardo Monteiro Barreto, do escritório Braga & Marafon.

Os programas estaduais de incentivo fiscal à importação não foram aprovados pelo Conselho Nacional de Política Fazendária (Confaz). Por causa disso, governos e entidades de classe prejudicadas apresentam Ações Diretas de Inconstitucionalidade (Adins) ao Supremo Tribunal Federal (STF). O problema é que, quando as ações estão próximas de serem julgadas, os Estados alteram as leis, o que torna os instrumentos sem efeito.

Segundo o advogado Márcio Alabarce, do Machado & Associados, o fisco paulista mudou a estratégia nos últimos meses para aplicar multas ainda mais pesadas. "Temos clientes com multas muito significativas", disse.

O governo não só está suspendendo o crédito do ICMS da operação interestadual, como cobrando o Imposto de Importação que seria devido se a mercadoria tivesse entrado no País por um porto paulista, mais multa e juros. A advogada Ana Claudia Utumi, do escritório Tozzini & Freire, afirma que "centenas" de empresas foram autuadas. "Parece uma estratégia educativa do fisco paulista, para desestimular a utilização de outros portos", disse.


Fonte: O ESTADO DE S PAULO/Raquel Landim

FMI eleva previsão de PIB mundial, e Brasil crescerá 7,1%

Perspectiva mundial foi revisada para 4,6%. Maiores revisões para cima foram para as economias emergentes.

O Fundo Monetário Internacional (FMI) elevou nesta quinta-feira (8) a previsão de crescimento econômico global em 2010, citando robusta expansão na Ásia e renovada demanda privada nos Estados Unidos, mas alertou que a crise de dívida da zona do euro é um grande risco à recuperação.

O prognóstico mundial foi revisado para 4,6%, ante o cenário feito em abril de 4,2%. A previsão para a expansão global em 2011 foi mantida em 4,3%.

As maiores revisões para cima foram para as economias emergentes. O prognóstico para o crescimento do Brasil em 2010 foi elevado em 1,6 ponto percentual, para 7,1%, e para 2011 aumentou em 0,1 ponto, para 4,2%. O FMI também revisou o cenário para a China, para avanço de 10,5% neste ano, ante visão anterior de 10%.

Zona do euro

O Fundo manteve sua previsão para o crescimento da zona do euro neste ano em 1%, mas reduziu a projeção para 2011 em 0,2 ponto, para 1,3%.


"O que aconteceu na Europa deve desacelerar o caminho para a recuperação em relação ao que podia ter acontecido, mas eu acho que as chances de recaída na recessão são muito pequenas, como você sabe, nós estamos prevendo um crescimento bem forte para a economia global neste ano", disse Olivier Blanchard, economista-chefe do FMI.

O FMI reduziu as projeções de crescimento em 2011 para Grã-Bretanha, Canadá, zona do euro, economias emergentes e Japão.

Fontes: G1- Agências

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