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Arqueólogos descobrem pedaço de código de lei de 3.700 anos

Texto encontrado em Israel teria sido escrito dez séculos antes da suposta redação da Bíblia

Texto do código fala sobre regras sobre as relações entre mestres e escravos; esta é a primeira vez que fragmento é descoberto fora da Mesopotâmia/Foto Hebrew University/AFP

Arqueólogos israelenses anunciaram nesta segunda-feira (26) a descoberta, pela primeira vez fora da Mesopotâmia - delimitado entre os vales dos rios Tigre e Eufrates, ocupado pelo atual território do Iraque e terras próximas - de um fragmento de um código de lei, com 3.700 anos de idade, parecido com o famoso Código de Hamurabi.

O chefe das pesquisas, o arqueólogo Amnon Ben-Tor, da Universidade Hebraica de Jerusalém, comentou a importância histórica da descoberta.

- É a primeira vez que um fragmento de um código de lei é descoberto na Terra Santa e, até mesmo, fora de Mesopotâmia.

Esse texto remonta a dez séculos antes da suposta redação da Bíblia (século 7 antes de Cristo).

Ben-Tor indicou que trata-se "de um fragmento muito pequeno de argila (2 cm por 1,5cm) em escrita cuneiforme acadiana, com quatro linhas muito próximas dos dois lados da tábua".

O fragmento foi descoberto há alguns dias no sítio da cidade cananeia de Hazor, norte de Israel.

O responsável pela decodificação, o professor Wayne Horowitz disse que "o texto se refere às regras que regiam as relações entre mestres e escravos".

- Essas linhas que evidenciam um conteúdo legal confirmam a ligação entre o reino de Hazor e os reinos da Síria do norte.

Localizada no norte da Galileia, Hazor foi uma das principais cidades do Crescente Fértil durante a idade de bronze.

Situada na estrada que liga o Egito à Ásia, Hazor comercializava estanho com as cidades da Babilônia e da Síria para alimentar sua indústria de bronze.A cidade mantinha ligações políticas e econômicas estreitas com a Mesopotâmia, entre o Tigre e o Eufrates (hoje, Iraque e nordeste da Síria).

Hazor prosperou principalmente durante a metade do período cananeu (1.750 a.C.) e foi a maior cidade fortificada de Israel durante o período israelita (século 9 a.C.). A Bíblia se refere a Hazor como "a cabeça de todos esses reinos" cananeus (Josué 11:10).

O Código de Hamurabi (por volta de 1.750 a.C.) é um dos mais antigos códigos de lei, o primeiro quase completo.Texto babilônio não religioso, mas de inspiração divina, elaborado sob a autoridade do rei Hamurabi, ele prolonga juridicamente a obra militar e política do fundador do reino da Babilônia.

Esse código está atualmente no Museu do Louvre em Paris, mas uma cópia também está exposta no museu arqueológico de Teerã, no Irã.


Fontes: R7- AFP

Arqueólogos acham pinturas mais antigas dos apóstolos de Jesus

Arqueólogos e restauradores de arte usando nova tecnologia a laser descobriram o que acreditam ser as pinturas mais antigas dos rostos dos apóstolos de Jesus Cristo.

As imagens, encontradas em um trecho das catacumbas de Santa Tecla, perto da Basílica de São Pedro, do lado de fora das muralhas da Roma antiga, foram pintadas no fim do século 4º ou início do século 5º.

Arqueólogos acreditam que essas imagens podem estar entre as que mais influenciaram os retratos feitos por artistas posteriores dos mais importantes entre os primeiros seguidores de Cristo.


Afrescos em catacumba na Itália contêm as mais antigas imagens conhecidas dos apóstolos de Jesus/Tony Gentile /Reuters


"São as primeiras imagens que conhecemos dos rostos desses quatro apóstolos", disse o professor Fabrizio Bisconti, diretor de arqueologia das catacumbas de Roma, que pertencem ao Vaticano e são administradas por ele.

Os afrescos eram conhecidos, mas seus detalhes vieram à tona durante um projeto de restauração iniciado dois anos atrás e cujos resultados foram anunciados nesta terça-feira (22) em coletiva de imprensa.

Os ícones de rosto inteiro incluem as faces de São Pedro, Santo André e São João, que fizeram parte dos 12 apóstolos originais de Jesus, e São Paulo, que se tornou apóstolo após a morte de Cristo.

As pinturas possuem as mesmas características de imagens posteriores, como a testa enrugada e alongada, a cabeça calva e a barbicha pontuda de São Paulo, o que indica que podem ter sido as imagens nas quais os retratos posteriores se basearam.

Os quatro círculos, com cerca de 50 centímetros de diâmetro, estão no teto do local do sepultamento subterrâneo de uma mulher nobre que se acredita que tenha se convertido ao cristianismo no fim do mesmo século em que o imperador Constantino legalizou a religião.

Bisconti explicou que as pinturas mais antigas dos apóstolos os mostram em grupo, com rostos menores cujos detalhes são difíceis de distinguir.

"Trata-se de uma descoberta muito importante na história das comunidades cristãs primitivas de Roma", disse Bisconti.

CIRURGIA A LASER

Os afrescos dentro do túmulo, medindo cerca de 2 metros por 2 metros, estavam recobertos de uma pátina espessa de carbonato de cálcio pulverizado, provocada pela umidade extrema e a ausência de circulação de ar.

"Fizemos análises extensas e demoradas antes de decidir qual técnica empregar", disse Barbara Mazzei, que chefiou o projeto. Ela explicou como usou um laser como 'bisturi ótico' para fazer o carbonato de cálcio cair sem prejudicar a tinta.

"O laser criou uma espécie de miniexplosão de vapor quando interagiu com o carbonato de cálcio, levando este a se destacar da superfície."

O resultado foi a clareza espantosa das imagens, antes opacas e sem nitidez.

As rugas na testa de São Paulo, por exemplo, estão nítidas, e a brancura da barba de São Pedro ressurgiu.

"Foi uma descoberta de forte impacto emocional", disse Mazzei.

Outras cenas da Bíblia, como a de Jesus convocando Lázaro a levantar-se dos mortos ou Abraão preparando-se para sacrificar seu filho, Isaac, também ficaram muito mais claras e nítidas.


"No que diz respeito a pinturas no interior de catacumbas, estamos acostumados a ver pinturas muito pálidas, geralmente brancas, com poucas cores. No caso das catacumbas de Santa Tecla, a grande surpresa foram as cores extraordinárias. Quanto mais avançamos, mais surpresas encontramos", disse Mazzei.

Situado num labirinto de catacumbas sob um prédio moderno, o túmulo ainda não está aberto ao público devido às obras que continuam, à dificuldade de acesso e ao espaço limitado. Bisconti disse que as novas descobertas serão abertas por enquanto apenas à visitação de especialistas.

Fontes: FOLHA - REUTERS

Arqueólogos encontram 'sapato mais antigo do mundo' na Armênia

Cientistas estimam que objeto tenha 5.500 anos. Calçado foi achado em caverna na Armênia.

Um grupo de cientistas internacionais liderados pela Universidade de Cork, na Irlanda, encontraram o que dizem ser o sapato de couro mais antigo do mundo. O objeto, que estava em uma caverna na Armênia, tem idade estimada em 5.500 anos.

O calçado estava recheado de grama, e os pesquisadores ainda não sabem dizer se o vegetal servia para manter os pés aquecidos ou para conservar o formato do calçado enquanto ele estava guardado.

Segundo os pesquisadores, o chão da caverna estava coberto com uma grossa camada de estrume de ovelha, e isso ajudou a conservar o objeto.

Baseado em um único pedaço de couro de boi, o sapato está em perfeito estado de conservação. (Foto: Departamento de Arqueologia da Universidade de Cork, via AP)

Fontes: G1- AP

Estudo aponta que cão domesticado surgiu no Oriente Médio

Pesquisadores analisaram DNA de cachorros e lobos para desmistificar origem asiática

Presença de cães em túmulos humanos no Oriente Médio reforçam nova tese sobre a origem/Mike Segar/Reuters

Os ancestrais dos cachorros domésticos provavelmente surgiram no Oriente Médio, contrariando a hipótese de que eles eram originais do leste asiático. A conclusão teve como base um estudo genético divulgado na edição da revista Nature publicada nesta quinta-feira, 18.

A descoberta sustenta um registro arqueológico que conecta a domesticação dos cachorros no Oriente Médio com a ascensão da civilização humana na região, segundo os cientistas.

"A descoberta é significante porque prova que os cachorros fizeram parte da evolução civilizatória", disse Robert Wayne, professor de evolução biológica da Universidade da Califórnia e principal autor do estudo.

A região, que hoje reúne Iraque, Síria, Líbano e Jordânia, também foi uma área onde os gatos e alguns animais pecuários se originaram, diz Wayne.

O estudo é baseado em comparações genéticas entre mais de 900 cachorros que representavam 85 raças (da América do Norte, Europa, Leste Asiático e Oriente Médio) e mais de 200 lobos cinzentos, o parente selvagem mais próximo dos cachorros ainda vivo.

Na mais extensa análise por período, os cientistas usaram técnicas de genética molecular para examinar mais de 49 mil traços de todo a sequência do DNA (genoma) de cada um dos animais incluídos no estudo.

Foi descoberto que a maioria dos cachorros dividem mais traços genéticos únicos com os lobos cinzentos do Oriente Médio do que com qualquer outra população de lobos. Um parentesco com os lobos europeus foi encontrado, mas ainda com menos extensão.

"Melhor amigo do homem"

Os cientistas também investigaram sobre o início da relação dos cachorros com o homem. "Nós sabemos que os cachorros originais do Oriente Médio tinham uma relação mais próxima com os homens porque eles foram encontrados enterrados em áreas de sepultamento humano", explica o pesquisador norte-americano.

Mas os mais antigos laços entre as pessoas e o chamado "melhor amigo do homem" foram possivelmente mais do que uma relação de amor e ódio e que persiste em diversas partes do mundo até hoje, e ajuda a explicar a ambivalência cultural sobre os cães em cada região de onde eles se originaram.

A arqueologia tem registros de cachorros que datam de 31 mil anos atrás, dos vestígios de um animal encontrado na Bélgica. O primeiro cachorro do Oriente Médio data de 12 a 13 mil anos atrás.

Fontes: O ESTADO - Reuters

Britânicos desvendam mistério de cova com 51 crânios

Ossadas de 51 pessoas decapitadas encontradas em junho de 2008 foram identificadas como sendo de povos vikings.

As ossadas de 51 pessoas decapitadas encontradas no sul da Grã-Bretanha em junho do ano passado foram identificadas como pertencendo a povos vikings que habitaram o país na virada para o segundo milênio.

Desde que a cova foi encontrada em junho de 2009, durante a construção de uma rodovia no condado de Dorset para os Jogos Olímpicos de Londres-2012, arqueólogos vinham tentando desvendar o mistério da identidade daqueles ossos e por que os crânios estavam separados do restante dos corpos.

A cova de Dorset. (Foto: Oxford Archaeology/Dorset County Council/NERC )

Cientista analisa um dos esqueletos. (Foto: Oxford Archaeology/Dorset County Council/NERC)

"Havia muito pouca evidência no local, além de alguns cacos de cerâmica. Para descobrir a data daqueles restos mortais nós enviamos uma amostra dos ossos para uma datação por carbono e espantosamente a data que retornou é do final do período saxônico", disse o arqueólogo David Score, que liderou a equipe do instituto de arqueologia britânico Oxford Archaeology, que desenterrou as ossadas.

A partir do teste do carbono-14, os cientistas concluíram que aquelas pessoas foram mortas entre os anos 910 e 1030.

Nessa época, os anglo-saxões sofriam com as constantes incursões de povos vikings na Grã-Bretanha e conflitos entre líderes dos dois lados por controle da região eram comuns.

"O local do enterro era comumente usado para execuções naquela época", acrescenta Score. A dúvida que permanecia, portanto, era se os executados eram saxões ou vikings.

Análise dentária

Mas as análises dos dentes de dez daquelas ossadas mostraram que aquelas pessoas cresceram em países de clima mais frio do que o britânico. Os cientistas descobriram isso a partir da composição do esmalte dos dentes, influenciada pela água que a pessoa ingeriu quando criança.

O Laboratório de Geociências de Isótopos (NIGL) da agência geológica britânica explica que os países escandinavos, como Noruega e Suécia, possuem um clima mais frio do que a Grã-Bretanha, o que gera um tipo distinto de assinatura dos isótopos no esmalte dos dentes.

Os estudos também mostraram que os donos daquelas ossadas tinham uma alimentação rica em proteínas, que se assemelha a de povos da Suécia

"Trata-se de uma descoberta fantástica. É o maior grupo de estrangeiros que nós já identificamos usando isótopos", disse Jane Evans do NIGL.

"Descobrir que os jovens homens executados eram vikings é uma novidade eletrizante", disse Score.

Execução

Com base nas cerâmicas encontradas na cova, os arqueólogos suspeitaram inicialmente que as ossadas datavam de um período entre 800 a.C. e 43 d.C., ou seja, entre a Idade do Ferro e o início da era romana.

Mas os exames do Carbono-14 provaram que os restos mortais eram muito mais recentes.

Os cientistas sabem também que a maioria dos ossos pertencia a adolescentes e jovens, que seriam altos e teriam boa saúde. Há também a suspeita de que eles tenham sido mortos ou enterrados nús, porque não há vestígio de roupas ou adornos na cova.

A forma como suas cabeças foram separadas de seus corpos revelou que eles não foram executados com um machado apropriado para a tarefa, que faria a decaptação em um único golpe. As vítimas teriam sido mortas com sucessivos golpes de espada.

Fontes: G1 - BBC

Marcas gigantes no solo da Amazônia intrigam cientistas

Equipe de reportagem visitou geoglifos no Acre e no Amazonas.


Elas passaram séculos escondidas pela floresta. Agora, com o desmatamento para a criação de gado, estão aparecendo cada vez mais. Os geoglifos são formas perfeitas escavadas no solo, espalhadas pelo extremo oeste da Amazônia.

Serão vestígios de uma sociedade desconhecida? Ou restos do lendário reino de Eldorado, com que tantos exploradores sonharam?

Segundo o paleontólogo Alceu Ranzi, da Universidade Federal do Acre, os geoglifos formavam um grande sistema que se estendia por centenas de quilômetros nessa região da Amazônia. Ranzi fazia parte da equipe que descobriu os desenhos, em 1977. Mas foi só nos últimos tempos que o número de achados disparou, graças a fotos de satélite disponíveis na internet. Já são quase 300 geoglifos - de alguns, os pesquisadores nunca chegaram perto.

Apesar do nome, Boca do Acre fica no Amazonas. É para lá que foi a equipe de reportagem do Fantástico, para ver de perto alguns geoglifos que até então só haviam sido observados pelo pesquisadores por imagens de satélite.

Em pouco tempo de voo é possível ver as formas - algumas bem nítidas, outras parcialmente encobertas pela mata. “Normalmente são quadrados e círculos. Temos octógonos também, hexágonos...”, cita Ranzi.

Para Jacob Queiroz, 93 anos, dono de terras onde existem algumas figuras, elas não podem ser simples obras da natureza. “Isso aqui foi gente que fez. Trabalho de engenheiro”, comenta.

Revolução

Dentro de um dos canais que forma as figuras, é possível ver que a terra foi escavada e cuidadosamente empilhada do lado de fora. Por isso, chegou-se a pensar que as valas seriam trincheiras da revolução acriana, a revolta do início do século 20 contra a dominação da Bolívia no território.

Mas a teoria das trincheiras está fora de cogitação. As análises geológicas publicadas mostram que os geoglifos são muito mais antigos: do século 13.

Outra questão intrigante é como os habitantes daquela época conseguiram fazer isso dentro de uma floresta densa. “Imagino que essa região da Amazônia devia estar passando por um problema climático”, diz Ranzi. Os cientistas têm uma hipótese: na época da construção dos geoglifos, a Amazônia pode ter passado por uma seca muito forte, que transformou a floresta numa imensa savana, parecida com o cerrado brasileiro.

Falta ainda a principal peça do quebra-cabeça: que tipo de sociedade projetou esses monumentos? Certamente devia ter um certo grau de organização para elaborar esses monumentos. As principais teorias sobre os povos que viviam nesta região antes de o Brasil ser descoberto dizem que esses povos jamais teriam tamanha sofisticação, eram nômades, ou seja, não passavam muito tempo no mesmo lugar.

Para Jacó Piccoli, antropólogo da Universidade Federal do Acre, é possível que haja uma relação estreita com os antepassados dos índios atuais. “Mas podem ter sido também outras populações que habitaram a região”, pondera. É difícil estabelecer uma origem clara para os geoglifos, porque não se encontram pistas nas tradições dos índios que vivem hoje na região.

Na falta de respostas, os moradores abraçam o sobrenatural. Seu Jacob conta que, estranhamente, as valas nunca alagam quando chove e que, do chão, sobe uma espécie de zumbido. “Uuuuuu.... que nem uma abelhal”, conta.

Também não faltam suposições delirantes, como, por exemplo, que os geoglifos seriam marcas deixadas por extraterrestres.

Quando olham para a imensidão da floresta amazônica preservada, os cientistas ficam imaginando quantos geoglifos, quantos desenhos geométricos estão escondidos debaixo das árvores. Eles estimam que nem 10% deles tenham sido revelados.


Fonte: G1

Trabalhadores das pirâmides 'não eram escravos', dizem arqueólogos

Túmulos descobertos ao lado do de faraó seriam de homens livres.



Cientistas apresentaram no Egito tumbas cuja localização, próxima das principais pirâmides, reforça a teoria de que esses grandes monumentos foram construídos por trabalhadores livres, e não por escravos.

Os túmulos, construídos cerca de 4,5 mil anos atrás, contêm os restos mortais dos trabalhadores que morreram enquanto levantavam as pirâmides de Quéops e Quéfren.

"Essas tumbas foram construídas ao lado da pirâmide do faraó, o que indica que essas pessoas não eram, de forma alguma, escravos", disse o arqueólogo que chefiou os trabalhos de escavação, Zahi Hawass.

"Se fossem escravos, eles não poderiam ter construído suas tumbas ao lado da do faraó."

Ele disse que a descoberta "pode ser a mais importante do século 21" em relação à civilização egípcia.

Os túmulos são feitos de argila seca, semelhante a outras covas descobertas em 1990, e datam das 4ª e 5ª dinastia (2649-2374 AC).

Tradicionalmente, as autoridades do Egito refutam a teoria de que as pirâmides foram construídas por escravos, alegando que essa hipótese - um "mito", em suas palavras - ignora as habilidades necessárias na construção e a sofisticação da civilização egípcia.

Evidências colhidas no sítio arqueológico indicam que 21 vacas e 23 cordeiros eram enviados diariamente para alimentar cerca de 10 mil pessoas que trabalharam na construção das pirâmides.

Segundo Hawass, é possível que os fornecedores da carne, fazendeiros no Delta do Rio Nilo e no sul do Egito, não estivessem pagando impostos ao governo, e sim fazendo parceiras com o governo nesses grandes projetos nacionais da época.

Novas tumbas recontam história das pirâmides do Egito

O Egito colocou em exposição, hoje, tumbas recém descobertas que pertenciam a trabalhadores da construção das pirâmides de Gizé. As tumbas, com mais de 4 mil anos, sugerem que essas grandes obras foram levantadas por trabalhadores livres ao invés de escravos, como os historiadores acreditavam.

A série de poços de 2,7 metros de profundidade revelou 12 esqueletos perfeitamente conservados pela areia seca do deserto, além de jarros que continham cerveja e pão para a vida após a morte dos trabalhadores.

As tumbas feitas de tijolos de barro foram descobertas na semana passada, na parte de trás das pirâmides de Gizé, além do local de sepultamento descoberto nos anos 1990. Elas pertencem à 4ª Dinastia (2.575 a.C a 2.467 a.C), quando as grandes pirâmides foram construídas nas extremidades da capital atual do país, Cairo.

Histórica recontada

O historiador grego Heródoto descreveu os construtores das pirâmides como escravos, criando o que os egiptólogos dizem ser um mito que mais tarde foi propagado pelos filmes de Hollywood. Tumbas dos construtores das pirâmides foram descobertas na área nos anos 1990, quando um turista a cavalo tropeçou numa parede que era uma tumba.

O arqueólogo chefe do Egito, Zahi Hawass, disse que a descoberta e as tumbas encontradas na semana passada mostram que os trabalhadores eram assalariados e não os escravos da imaginação popular.

Hawass disse aos jornalistas que o local da descoberta, divulgado ontem lança mais luzes sobre o estilo de vida e as origens dos construtores das pirâmides. Segundo ele, os trabalhadores não eram recrutados dentre os escravos, comuns no Egito durante a época dos faraós.

O arqueólogo chefe disse que os construtores eram provenientes da famílias egípcias pobres do norte e do sul e que eram respeitados por seu trabalho. Tanto que, aos mortos durante a construção, foi concedida a honra de ser enterrados em tumbas perto das sagradas pirâmides dos faraós.

A proximidade com as pirâmides e a forma como seus corpos foram preparados para a vida após a morte dá suporte a esta teoria, disse Hawass. "De forma alguma eles seriam enterrados com tantas honras se fossem escravos", afirmou.

As tumbas não continham objetos de ouro ou de valor, o que as protegeu de arrombadores de tumbas durante a antiguidade. Os esqueletos foram encontrados em posição fetal, a cabeça apontando para o oeste e os pés para o leste, de acordo com as antigas crenças egípcias, cercados por jarros que continham suprimentos para a vida após a morte.

Os homens que construíram a única das maravilhas dos mundo antigo a sobreviverem até os dias de hoje comiam carne regularmente e trabalhavam em turnos de três meses, disse Hawass. Foram necessários 10 mil trabalhadores e mais de 30 anos para construir uma única pirâmide, afirmou Hawass, um décimo da força de trabalho de 100 mil que Heródoto descreveu após visitar as pirâmides por volta de 450 a.C.

Hawass disse que as evidências locais indicam que aproximadamente 10 mil trabalhadores das pirâmides consumiam 21 bois e 23 ovelhas, que eram enviadas diariamente para eles.

Embora não fossem escravos, os construtores das pirâmides tinham uma vida de trabalho duro, afirmou Adel Okasha, supervisor das escavações. Seus esqueletos têm sinais de artrite e as vértebras inferiores indicam uma vida passada com dificuldade. "Seus ossos nos contam a história de como eles trabalhavam duro", disse Okasha.

Fontes: O ESTADO - BBC

Arqueólogos egípcios descobrem tumbas de construtores das pirâmides

Achado ajuda a entender como vivia e comia o povo há mais de 4.000 anos. Segundo pesquisador, trabalhadores não eram escravos como se pensava.

Arqueólogos egípcios descobriram um grupo de novas tumbas de trabalhadores que construíram as pirâmides, abrindo espaço para entender a forma como eles viviam e comiam há mais de 4.000 anos. A revelação foi feita neste domingo (10) pelo departamento de antiguidades do país.


Imagem divulgada pelo Conselho Supremo de Antiguidades do Egito mostra as tumbas dos trabalhadores e as pirâmides (Foto: AP)

As tumbas são pertencentes à 4ª dinastia, entre os anos 2.575 a.C. e 2.467 a.C., quando as Grandes Pirâmides foram construídas, segundo o diretor do Conselho Supremo de Antiguidades do Egito, Zahi Hawass.

As primeiras tumbas de trabalhadores que construíram as pirâmides foram encontradas nos anos 1990 e, junto com as novas descobertas, indicam que os trabalhadores não eram escravos, como se pensava anteriormente.

"Essas tumbas foram construídas ao lado da pirâmide do rei, o que indica que essas pessoas não eram escravas, pois não poderiam ter construído suas tumbas dessa forma", disse Hawass. As tumbas eram usadas para trabalhadores mortos durante a construção.

As evidências encontradas apontam que aproximadamente 10 mil trabalhadores atuaram na construção da pirâmides e eles comiam 21 bois e 23 ovelhas que eram enviados diariamente para eles por fazendas do norte e do sul do Egito.


Tumba de trabalhadores egípcios de 4.000 anos atrás foi descoberta por arqueólogos (Foto: AP)

Fontes: G1 - AP

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