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Samuel Pinheiro Guimarães, “odeia os Estados Unidos”.

Que o embaixador Guimarães odeia os EUA não é nenhuma novidade — tanto é que a atual política externa hostil a Washington tem sua marca

Ricardo Setti

Embaixador Samuel Pinheiro Guimarães

Curiosa a surpresa revelada por setores da mídia para uma das revelações feitas pelo ONG Wikileaks, que se dedica a divulgar material sigiloso vazado de governos e empresas — a nota do então embaixador americano no Brasil, Christopher Sobel, a seus superiores no Departamento de Estado segundo a qual o ministro da Defesa, Nelson Jobim, lhe confidenciara que o à época secretário-geral do Itamaraty, embaixador Samuel Pinheiro Guimarães, “odeia os Estados Unidos”.

Ora, até as carpas do espelho d’água que circunda o palácio do Itamaraty, em Brasília, sabe que isso é verdade: Samuel Pinheiro Guimarães é um militante anti-americano até a raiz dos cabelos.

O embaixador, que desde o ano passado é o secretário de Assuntos Estratégicos da Presidência, é um dos formuladores da política externa do governo Lula, conduzida pelo chanceler Celso Amorim, que procura afastar o Brasil de posições dos Estados Unidos em qualquer forum, principalmente na ONU, a pretexto de revelar a “independência” do país.

É claro que Jobim desmentiu a conversa — e está no seu direito. Mas a posição do embaixador e sua influência sobre o Itamaraty são conhecidíssimas, e nem precisava ter ocorrido o vazamento da suposta confidência do ministro da Defesa.

Comento...

A política externa de um país da importância do Brasil, não pode ser conduzida por fanáticos ideológicos anti-americanos. O papel do embaixador Samuel Pinheiro Guimarães, na formulação e condução da atuação do Itamaraty, formando a nefasta dobradinha com Amorim, tem sido danosa aos interesses nacionais brasileiros.

Esta atuação , repito, nefasta, prejudicou imensamente os interesses do país e criou embaraços desnecessários; afora a perda de credibilidade no cenário internacional.

Digno de nota, que esta mesma atuação, permitiu que os governos da Bolívia e Equador, roubassem patrimônio da Petrobrás e que o Paraguai arrancasse novas condições quanto à divisão da energia de Itaipú, em um acordo que prejudicou em muito o Brasil e o consumidor brasileiro. Não esquecendo ainda a questão da renogociação de preços do gás boliviano, em condições extremamente danosas ao Brasil.

Esta dupla Guimarães/Amorim, empreendeu uma política externa lesa-pátria e o Ministério Público deveria abrir uma investigação oficial para investigar a atuação dos dois a frente do Ministério.

Fonte: VEJA

Eleições nos EUA: Veja como se vota em Nova York

Cabine eleitoral e método de voto são bem diferentes da urna eletrônica brasileira

Até as eleições gerais de 2008, Nova York tinha cabines de votação que pareciam parte de cenários de filmes de terror dos anos 50. Podiam ser confundidas com maquinário de laboratório do Dr. Frankenstein.

A partir daquele ano, o sistema mudou. O eleitor recebe um papel com lista de candidatos e deve preencher à tinta pequenos círculos indicando os nomes de sua preferência para cada cargo. Feito isso, o cidadão se dirige a uma máquina de escâner, que copiará a cédula, enviando o resultado a computadores de apuração. O voto físico é estocado dentro deste equipamento.

Moradores de Nova York votam nas eleições desta terça-feira; sistema é bem diferente do adotado no Brasil

O método parece bem menos tecnológico do que o modo brasileiro de votação eletrônica. Mas contém uma vantagem notada por aqueles que participaram, em Nova York, das eleições presidenciais do Brasil. O modo americano mantém o chamado “rastro de papel”. Ou seja: as cédulas são estocadas, para que se possa fazer recontagens em caso de dúvidas quanto ao resultado das urnas.

Nem sempre os nova-iorquinos lidaram diretamente com o voto digital. Até as eleições desta terça-feira (2), as máquinas eram do tamanho de refrigeradores, com lâmpadas (vermelha, amarela e verde) no topo. À frente da geringonça, havia um enorme envelope plástico, contendo um cartaz com colunas de nomes, cargos e partidos de concorrentes. Ao lado desta lista estavam pequenas chaves de metal correspondentes a cada candidato. Eram essas peças que ativariam os votos.

Para serem movimentadas, o eleitor deveria antes puxar, para o lado esquerdo, uma alavanca de metal do tamanho de um taco de beisebol, situada na base da máquina. Após fazer as escolhas, o cidadão sacramentava a decisão, deslocando a barra de ferro para a direita. Durante todo este processo, as luzes sobre a peça indicavam as diferentes etapas cumpridas. Uma cortina de pano dava privacidade ao indivíduo.

Nova York, reconhecida como um dos centros de alta tecnologia do mundo, chegou tarde à era da eleição digital. Estados como Ohio e Califórnia, por exemplo, já operam sistemas parecidos com os do Brasil.

Porém, muitas outras localidades ainda usam métodos antiquados, e complicados. No Oregon, por exemplo, vota-se pelo correio. A maioria das seções prefere cédulas de papel, que devem ser perfuradas e costumam trazer muitos problemas em recontagens.

Recontagem de votos pode ser pesadelo

Quem se lembra da eleição presidencial do ano 2000, sabe como as recontagens de votos podem ser transformadas em pesadelos. Na Flórida, o então candidato Al Gore parecia ter vencido. Mas, na contagem inicial, perdeu por cerca de 2.000 votos. Exigiu recontagem, e o processo mostrou que a diferença era menor. Chegou-se ao ponto colocá-lo à frente, em locais onde havia perdido feio.

Seu rival na época, George W. Bush, contestou o modo como a análise visual de cada cédula fora feita. O caso foi parar na Suprema Corte de Justiça, que determinou a interrupção dos trabalhos de apuração manual. Bush foi eleito, e seus oponentes democratas até hoje dizem que aquela eleição foi roubada.

Os métodos de votação americanos são variados e, às vezes, muito falhos. Mas contêm a vantagem de assegurar provas de como cada cidadão fez sua escolha. Ao contrário do sistema brasileiro nas eleições deste ano. A partir de 2014, as urnas eletrônicas brasileiras terão impressoras acopladas, que colocarão os votos em um recipiente lacrado, permitindo a recontagem.

Fontes: R7- Agências

EUA anunciam sanções ao Irã por violações a direitos humanos

As sanções foram assinadas e preveem o congelamento de bens dos oito envolvidos

WASHINGTON - Os EUA anunciaram nesta quarta-feira, 29, sanções contra oito membros do governo iraniano acusados de violações aos direitos humanos durante a repressão aos protestos pós-eleitorais de 2009.

Entre os afetados estão o chefe da Guarda Revolucionária, Mohammad Ali Jafari e o ex-promotor geral de Teerã Said Mortazevi e o ministro do Bem Estar Social Sadeq Mahsouli

Segundo o governo americano, ele era ministro do Interior na época da eleição e participou da invasão da Universidade de Teerã.

As sanções foram assinadas hoje pelo presidente Barack Obama e preveem o congelamento de bens dos envolvidos.

Hillary e Geithner anunciam sanções/J. Scott Applewhite/AP

"As punições visam iranianos responsáveis pelas violações graves e contínuas de direitos humanos no Irã", diz comunicado conjunto dos departamentos do Tesouro e de Estado.

"Os EUA vão sempre ficar ao lado daqueles que pretendem ter suas vozes ouvidas no Irã", acrescentou o comunicado. "Seremos uma voz para estas aspirações universais e continuaremos a pedir que o governo iraniano respeite os direitos do seu povo".

Completam a lista Qolam-Hossein Mohseni-Ejei, promotor-geral e ex-ministro da Inteligência, Heydar Moslehi, ministro da Inteligência, Mostafa Mohammad Najjar,ministro do Interior, Ahmad-Reza Radan, o vice-diretor da polícia nacional, e Hossein Taeb, ex-diretor das milícias Basij.

Fonte: O ESTADO DE S PAULO

Fogo interrompe circulação de metrô em Nova York

Um incêndio sob a ponte da 138th Street, no Harlem, obrigou a suspensão da linha do Metro-Norte de Nova York para entrada e saída da Grand Central Terminal.

Todos os trens foram mantidos na Grand Central Terminal.

De acordo com um porta-voz do Metro-Norte de Nova York, o incêndio teve início por volta das 11h45 (13h45, no horário de Brasília), em um transformador atado a uma plataforma flutante de madeira. A plataforma previne que embarcações atinjam a ponte.

Cerca de 135 mil pessoas utilizarm o motro da linha norte de Nova York. A ponte suspensa da 138th Street atravessa o rio Harlem.



Fontes: UOL - AP

Americana libertada pelo Irã reencontra mãe em Omã

Sarah Shourd ficou presa por mais de um ano sob acusação de espionagem

Americana Sarah Shourd reencontra sua mãe ao chegar a Muscat, em Omã, após ser libertada pelo governo iraniano/Mohammed Mahjoub/14.09.2010/AFP

A americana Sarah Shourd, de 31 anos, reencontrou com sua mãe assim que chegou a Muscat, em Omã, depois que as autoridades iranianas a liberaram da prisão em Teerã, onde era mantida presa por 14 meses.

Segundo a rede americana CNN, Sarah chegou a Omã radiante, após mais de duas horas de voo fretado a partir de Teerã. A fiança de R$ 857 mil (US$ 500 mil), estabelecida para que a universitária ganhasse a liberdade, foi paga por fontes de Omã, disse um oficial sênior do governo americano de Barack Obama à CNN.

Logo ao chegar ao aeroporto local, Sarah disse estar muito feliz com sua liberdade e agradeceu às autoridades.

- Eu esperei por esse momento por muito tempo, e eu sou extremamente grata por estar aqui. Quero começar por dar os meus sinceros agradecimentos ao sultão de Omã, o sultão Qaboos.

A americana agradeceu também o presidente iraniano Mahmoud Ahmadinejad, e o aiatolá Ali Khamenei, líder supremo do Irã.

Americana pede liberdade de companheiros presos no Irã

Sarah disse, em declaração coletiva à imprensa transmitida pela CNN, que focará seus esforços na libertação dos companheiros presos com ela na região de fronteira do Irã com o Iraque, em julho de 2009. Os americanos Shane Michael Bauer e Josh Felix Fattal, noivo de Sarah, permanecem encarcerados no Irã.

- Eu não posso aproveitar minha liberdade sem conseguir a liberdade deles também. Eles não merecem permanecer presos um minuto a mais do que eu mereço.

Os três americanos foram presos depois de terem cruzado ilegalmente uma fronteira não marcada para o Irã, durante uma caminhada na região iraquiana do Curdistão. O país acusou os três de espionagem, denúncia que os Estados Unidos e os americanos negam.

O presidente Obama agradeceu às autoridades da Suíça, Omã e todos que "trabalharam de forma incansável e admirável ao longo dos últimos meses". Mas apelou para que o Irã liberte Bauer e Fattal.


Fontes: R7 - Agências

Secretário de Defesa dos EUA chega ao Afeganistão para visita-surpresa

O secretário de Defesa dos Estados Unidos, Robert Gates, chegou nesta quinta-feira ao Afeganistão para uma visita não anunciada.

Secretário Gates, ao desembarcar em Cabul/AP

Gates deve se encontrar com o presidente afegão, Hamid Karzai, e com o general americano, David Petraeus, um dia depois de anunciar o fim dos combates no Iraque.

Gates desembarcou no Afeganistão no momento em que os soldados americanos registram o maior número de mortes em nove anos de guerra contra os militantes do grupo islâmico Taleban.

Chega ainda em meio a denúncias do governo afegão contra um bombardeio das forças da Otan (Organização do Tratado do Atlântico Norte) que teria matado dez pessoas que participavam de campanhas eleitorais no norte do país. Karzai condenou fortemente o ataque, em um comunicado do palácio presidencial.

A Otan disse que está investigando se o ataque foi de suas forças. Não há tropas estrangeiras estacionadas em Takhar, segundo um mapa da Isaf (www.isaf.nato.int), as forças da Otan no país.

O suposto ataque de quinta-feira ocorreu na Província de Takhar, uma área relativamente pacífica, perto do Tadjiquistão, segundo um porta-voz do governo local. Há ali pouca atividade do Taleban, que se concentra mais no sul e leste do Afeganistão.

O ataque, perpetrado por dois helicópteros e dois aviões, teria deixado ainda o candidato Abdul Wahid e alguns de seus seguidores feridos.

No sudeste do Afeganistão, forças locais e estrangeiras repeliram um ataque a um posto avançado de combate no distrito de Bermel, província de Paktika, perto da fronteira com o Paquistão, matando pelo menos 20 insurgentes em bombardeios, segundo a Isaf.

A violência no Afeganistão está em seu pior nível desde o começo da atual guerra, em 2001 e já ameaça a segurança das eleições parlamentares do próximo dia 18. Nas últimas semanas, quatro candidatos e até 13 cabos eleitorais e simpatizantes foram mortos por supostos insurgentes.

No mês passado, um relatório da ONU (Organização das Nações Unidas) assinalou que o número de vítimas entre os civis subiu mais de 31 por cento no primeiro semestre de 2010, em comparação ao mesmo período do ano anterior. Mais de três quartos das mortes foram causadas por insurgentes.

O número de vítimas causadas por forças pró-governo caiu drasticamente, segundo o relatório da ONU, principalmente por causa de uma redução nas mortes provocadas por bombardeios aéreos, após uma revisão das regras militares para esses procedimentos.


Fontes: FOLHA - Agências

Obama oficializa fim da missão de combate dos EUA no Iraque

Cinquenta mil soldados continuam em tarefas de apoio e treinamento. Segundo presidente, agora o foco é economia.

Presidente americano anuncia o fim da missão de combate no Iraque, da Casa Branca (Foto: Reuters)

Obama, declarou oficialmente o fim da missão de combate americana no Iraque, em um discurso no Salão Oval da Casa Branca na noite desta terça-feira (31). Obama enfatizou que a principal missão do país neste momento é restaurar a economia e colocar os milhões de americanos que perderam o emprego para trabalhar. "É hora de virar a página", disse o presidente, da mesma mesa em que George W. Bush anunciou o início da guerra, em 2003.

"Esta noite, anuncio que a missão de combate americana no Iraque acabou. A Operação Iraque Livre está finalizada, e os iraquianos agora têm responsabilidade por sua segurança e pela segurança de seu país. Essa era minha promessa quando fui candidato a este posto", disse Obama.

O presidente enfatizou que os EUA pagaram um preço muito alto para colocar o futuro do Iraque na mão de seus cidadãos. "Mandamos nossos homens e mulheres para fazerem esse enorme sacrifício e gastamos enormes recursos em um momento de orçamento apertado dentro do país."

Menos de 50 mil soldados americanos permanecem no Iraque, em tarefas de apoio e treinamento; Ao menos 100 mil deixaram o país, invadido em 2003 pelo ex-presidente George W. Bush, para capturar um arsenal de armas de destruição em massa que jamais foi encontrado.

O presidente destacou que os líderes do Iraque devem formar rapidamente um novo governo: "esta noite, encorajo os responsáveis iraquianos a avançar com urgência para formar um governo que seja representativo de todos os iraquianos". "Quando o governo estiver formado, não haverá dúvidas, os iraquianos terão um parceiro forte: os Estados Unidos", acrescentou.

Quase um trilhão de dólares foram gastos e mais de 4,4 mil soldados americanos e ao menos 100 mil civis morreram desde 2003. Uma pesquisa recente da rede CBS mostrou que 72% dos americanos acham que a guerra não compensou as perdas de vidas de americanos.

Obama disse que em agosto do ano que vem, a transição será no Afeganistão. Segundo ele, agora os EUA estão aptos a aplicar mais recursos no Afeganistão devido à mudança no Iraque, e que o ritmo da retirada norte-americana naquele país dependerá das condições em terra, mas começará na data prevista, em julho de 2011.


Fontes: G1 - CNN

Após ignorar direitos humanos no Iraque, EUA se recusam a julgar responsáveis

Violadores continuam impunes

Iniciada após a invasão das tropas americanas em março de 2003, a Guerra do Iraque foi marcada por graves violações de direitos humanos, cujos responsáveis em grande parte permanecem protegidos pelo governo dos Estados Unidos.

Embora alguns casos tenham recebido maior destaque na mídia, como o escândalo na prisão de Abu Ghraib e o uso de tortura e detenções de inocentes em Guantánamo, os mais de sete anos de combate registraram um número recorde de sistemáticos abusos, indicam instituições que monitoram o conflito.

A soldada Lynndie England abusa de presos com coleiras caninas nas imagens vazadas pela imprensa dos EUA/AP/Washington Post

Em entrevista à Folha, pesquisadores de duas das maiores organizações mundiais de direitos humanos --Human Rights Watch (HRW) e Anistia Internacional (AI)-- apontaram o uso de tortura, confissões sob coerção, execuções sem julgamento, mortes de civis, detenções sem acusação alguma e estupros como práticas constantes das tropas americanas e iraquianas.

Além disso, as duas entidades concordam que o governo de Barack Obama manteve as mesmas diretrizes de seu antecessor, George W. Bush, ao recusar investigações e impedir que as vítimas processem militares alegando riscos à segurança nacional.

De acordo com a AI os poucos julgamentos de oficiais americanos foram em grande parte conduzidos somente por tribunais militares e não corte civis, o que prejudica a transparência dos vereditos.

A avaliação de Said Boumedouha, pesquisador da divisão da AI para o Oriente Médio e Norte da África, é taxativa: "Basicamente não existe um mecanismo internacional ou órgão mundial que tenha realmente pressionado os Estados Unidos para julgar os responsáveis pelos abusos cometidos no Iraque".

ABU GHRAIB

Ainda em maio de 2004, reportagens publicadas pela revista "The New Yorker" e o programa de TV 60 Minutes vazaram dados de um relatório militar sobre práticas de tortura cometidas na prisão de Abu Ghraib, que abrigava detidos de guerra no Iraque.

O documento de 53 páginas assinado pelo major-general Antonio M. Taguba indicava que os detidos eram submetidos a sessões de eletrochoques, abusos sexuais e ferimentos por substâncias químicas, alem de serem forçados a práticas de masturbação e sodomia com lanternas e vassouras.

A Convenção de Genebra, criada em 1949 logo após o fim da Segunda Guerra Mundial (1939-1945), estipula as bases das leis internacionais sobre direitos humanos e determina que civis só podem ser mantidos prisioneiros de guerra enquanto representarem uma potencial ameaça.

Detidos são encapuzados e empilhados; escândalo em prisão revelou práticas de tortura dos Estados Unidos/AP/The New Yorker

Criado para proteger pessoas que, por motivos de ocupação ou conflito se veem nas mãos de um país terceiro, o acordo foi sistematicamente violado em muitos de seus artigos pelos EUA durante os sete anos da Guerra do Iraque.

Abu Ghraib foi apenas um dos casos que se tornaram mais públicos, apontam analistas.

"A maioria das violações ocorreram contra sunitas da parte central e das Províncias do norte, além das cidades de Bagdá e Mosul, presos e torturados por serem membros ou simpatizantes de grupos que lutaram contra as forças americanas ou iraquianas", diz Boumedouha, da AI.

O pesquisador lembra ainda que o uso indiscriminado da pena de morte é preocupante no Iraque. "O governo diz que ainda há 1.254 pessoas no corredor da morte, e que nos últimos anos cerca de 250 foram mortas, mas nossas fontes apontam números maiores. Não se sabe quantos foram realmente executados", diz.

RESPONSÁVEIS

Andrea Prasow, conselheira-sênior para assuntos de contra-terrorismo da Human Rights Watch (HRW), lembra que a responsabilização é um dos fatores mais cruciais da Convenção de Genebra, algo que os EUA também vêm ignorando nos últimos anos.

"Estamos profundamente desapontados com a falta de justiça. A administração Obama decidiu seguir os padrões de Bush, impedindo que civis vítimas de abusos abram processos contra oficiais, mantendo estes assuntos como segredos de segurança nacional", indicou.

Prasow lembrou que a procuradoria-geral dos EUA recentemente deu um mandato ao procurador-federal John Durham para investigar os interrogadores que possam ter violado as políticas estabelecidas pelo Exército durante a guerra.

Soldado americano ataca grupo de prisioneiros de guerra em Abu Ghraib; abusos vieram à tona ainda em 2004/The Washington Post/AP

"Mas ele não recebeu autonomia para questionar as pessoas que criaram tais políticas. Se os EUA querem aprender com seus próprios erros, é difícil admitir uma investigação deste tipo", avalia.

A pesquisadora da HRW diz que é "moralmente errado" não processar pessoas acusadas crimes durante o conflito e que os EUA não estão fazendo "quase nada" para averiguar os registros de graves abusos ocorridos durante os mais de sete anos da guerra.

Prasow argumenta que a falta de justiça vista até agora não significa que a responsabilização dos acusados seja impossível.

"É claro que esperamos que o governo americano possa tomar algum tipo de atitude, mas até hoje não vimos indicação alguma de que seja este o caso", conclui.

Fonte: FOLHA/JEFFERSON PUFF

Campanha na internet quer neutralizar sentimento antimuçulmano nos EUA

Fiéis americanos do Islã reclamam de intolerância; mesquita em NY aumenta polêmica

Hassan Ahmad, um dos coordenadores da campanha, discursa sobre projeto durante coletiva de imprensa em Washington, nesta segunda-feira (30)/Jewel Samad/AFP

Uma coalizão de muçulmanos americanos lançou uma campanha na internet para neutralizar o que eles mesmos chamam de "crescente onda de sentimento" anti-islâmico, bem como se apresentar a si próprios como cidadãos que amam o seu país.

O grupo lançou um site e um vídeo on-line com curtas aparições de muçulmanos americanos, inclusive crianças pequenas, com comentários como "eu sou americano" e "não quero tomar o poder neste país".

A campanha é lançada em meio à controvérsia desatada sobre os planos de construção, em Nova York, de um centro cultural islâmico, que inclui uma mesquita, perto do Marco Zero, onde ficavam as antigas torres-gêmeas do World Trade Center, derrubadas nos atentados terroristas de 11 de setembro de 2011.

Hassan Ahmad, advogado de Washington e um dos coordenadores da campanha, que não inclui uma tomada de postura sobre a pertinência de construir ou não a mesquita no Marco Zero, disse que a crescente onda de sentimento antimuçulmano é preocupante.


- Não há uma única organização por trás disto, nenhuma mesquita pode se apropriar desta (campanha). Esta é a voz dos muçulmanos americanos, clara e simples.

A página do grupo na internet permite aos muçulmanos publicar seus próprios vídeos e comentários, bem como falar diretamente com o público americano sobre o que pensam e sentem.

Por enquanto, a campanha se realiza só na internet, embora a coalizão possa arrecadar fundos para transmiti-la pela televisão, informaram os organizadores.

Fonte: R7 - AFP

Relatório da CIA vazado pelo WikiLeaks diz que EUA "exportam" terrorismo

Um relatório sigiloso sobre terrorismo vazado pela WikiLeaks e criado pela unidade especial "Red Cell", da CIA (agência de inteligência dos EUA), cita diversos casos em que cidadãos americanos financiaram atividades terroristas.

O documento também analisa os efeitos para Washington caso os Estados Unidos passassem a ser vistos como um "exportador de terrorismo".

Datado de 5 de fevereiro de 2010, o relatório aponta que a própria CIA já admite que cidadãos americanos financiam, planejam ou participam ativamente de atentados terroristas e manifesta preocupação caso a comunidade internacional enxergue o país - que na última década lançou uma campanha global contra o terror - como patrocinador de atividades terroristas.

"Ao contrário do senso comum, a exportação americana de terrorismo ou terroristas não é um fenômeno recente, e nem tem sido associado unicamente com radicais islâmicos ou pessoas de origens étnicas do Oriente Médio, África ou Sul da Ásia. Esta dinâmica desmente a crença americana de que nossa sociedade multicultural livre, aberta e e integrada diminui o fascínio dos cidadãos americanos pelo radicalismo e pelo terrorismo", diz o primeiro parágrafo do relatório da CIA.

A equipe do site WikiLeaks, que já anunciara na terça-feira à noite o vazamento de um relatório secreto da CIA para esta quarta-feira, diz que a agência de inteligência americana cita diversos casos em que ataques perpetrados por terroristas judeus, muçulmanos e ligados ao nacionalismo irlandês que eram baseados em território americano ou financiados por cidadãos dos EUA.

Impactos

O texto da própria CIA nas primeiras páginas do relatório aponta graves consequências para Washington caso os EUA passem a ser vistos como um exportador de terrorismo. Entre elas:

Parceiros internacionais poderiam ter menos disposição em cooperar com os Estados Unidos em atividades envolvendo extradições jurídicas, incluindo a detenção, transferência e interrogatórios de suspeitos em outros países.

Alterando o status de "vítima de terrorismo" - o que concede aos EUA grande espaço de manobra para pressionar outras nações a extraditar cidadãos suspeitos - para "exportador de terrorismo", outros países poderiam exigir uma política recíproca de Washington.

Outros países poderiam exigir que os EUA concedessem informações sobre supostos terroristas ou até extraditassem cidadãos ligados a atividades terroristas. Caso o governo americano se negasse a cooperar, tais nações poderiam se recusar a entregar suspeitos procurados por Washington, afetando alianças e relações bilaterais.

Fonte: FOLHA

O Iraque pós-EUA: um balanço devastador

Os EUA já não têm 170 mil soldados no Iraque.

Nesta foto de 16 de agôsto de 2010, soldados do exército americano,l otados no 4º Batalhão, 9º Regimento de Infantaria, posam com uma bandeira dos EUA, para uma fotografia, logo após cruzarem a fronteira entre Iraque e Kuwait. Os soldados da 4º Brigada, 2ºDivisão de Infantaria, foram as últimas tropas de combate a deixar o Iraque, como parte da retirada gradual das forças militares americanas./Maya Alleruzzo/AP

Agora, são “apenas” 50 mil, que não estarão envolvidos em combates e que deixarão o país até janeiro de 2012. Na prática, a aventura iraquiana dos americanos acabou – cedo demais, segundo alguns comentaristas, que consideram o Iraque ainda muito vulnerável aos extremistas.

Os custos dessa empreitada são descomunais, como mostra o Christian Science Monitor. “Levando-se em conta o sangue e o dinheiro gastos de todos os lados, foram resultados muito pobres”, disse ao site o especialista em Iraque Toby Dodge, do International Institute for Strategic Studies.

O CSM fez um balanço dos números da Guerra do Iraque.

Custos financeiros

* US$ 751 bilhões terão sido despejados no Iraque pelos EUA até o fim do ano fiscal de 2010.

* US$ 53 bilhões desse montante deverão ser usados para tudo o que faça o Iraque funcionar, de educação a compra de móveis.

* US$ 142 bilhões foi o custo anual mais alto, em 2008, durante o aumento de tropas.

* US$ 23,2 bilhões foram gastos no treinamento das forças de segurança iraquianas desde 2004. Mais US$ 2 bilhões serão gastos até 2011.

* US$ 51 bilhões é o custo estimado para a Guerra do Iraque em 2011.

Custo humano

* 4.415 soldados americanos mortos, segundo o iCasualties.org

* 9.537 soldados iraquianos mortos, segundo o Brookings Institution Iraq Index

* Entre 97 mil e 106 mil civis iraquianos mortos, segundo o IraqBodyCount.org


A vida no Iraque

* 20% da população têm saneamento básico em casa
* 45% têm acesso a água potável em casa
* 50% têm mais de 12 horas de eletricidade por dia
* 30% têm acesso a serviço publico de saúde

Fonte: O ESTADO DE S PAULO/Blog de Marcos Guterman

Tailândia autoriza extradição de "Senhor das Armas" aos Estados Unidos

"Senhor das Armas" será extraditado

Um tribunal da Tailândia autorizou nesta sexta-feira a extradição aos Estados Unidos do suposto traficante de armas russo Viktor Bout, conhecido como "Mercador da Morte", para ser julgado por terrorismo e provisão de armamento a grupos de várias partes do mundo, incluindo a guerrilha colombiana e a Al Qaeda.

A decisão do Tribunal de Apelações é celebrada por Washington, que desde a detenção de Bout em Bangcoc, em 2008, e mediante uma operação assessorada por agentes americanos, pressionou a Tailândia e esgotou as vias judiciais para conseguir sua entrega. A extradição de Bout, de 43 anos, será realizada em um prazo de três meses, indicou o juiz.

Bout, que durante o processo reafirmou sua inocência e questionou as acusações, não conteve as lágrimas após conhecer a decisão, ditada em uma sala cheia, onde estavam sua mulher e filha, assim como funcionários das embaixadas da Rússia e dos EUA.

O advogado tailandês do suposto traficante, Lak Nittiwattanawicha, declarou aos jornalistas no final da audiência que a defesa vai tentar bloquear a extradição, e para isso pedirá a intervenção do Governo da Tailândia.

Em agosto de 2008, um tribunal de Justiça tailandês rejeitou a solicitação de extradição realizada pelos EUA, que depois apelou contra essa decisão. Dois meses depois, Washington fez nova tentativa perante a Justiça da Tailândia para que Bout fosse extraditado, com o envio a Bangcoc do procurador-geral Adjunto, David Ogden, que destacou que a extradição era "de grande importância para os EUA".

O Departamento de Justiça dos Estados Unidos acusa Bout de participação em operações para a venda às Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc) de cerca de 800 mísseis, 5 mil fuzis AK-47, explosivos C-4 e minas terrestres, entre outras armas, avaliadas em vários milhões de dólares. Segundo o FBI, Bout também tentou adquirir uma bateria antiaérea e conspirou para assassinar cidadãos americanos. Se for declarado culpado por esses delitos, pode ser condenado a prisão perpétua pela justiça americana.

Além disso, em fevereiro deste ano, as autoridades americanas acusaram Bout de tentar adquirir de forma ilegal dois aviões nos Estados Unidos, entre outros delitos.

Os serviços de inteligência britânicos e americanos afirmam que Bout dirigiu durante anos uma das maiores redes privadas de contrabando de armas e teve negócios com regimes sanguinários na África e Ásia, com ditadores como o liberiano Charles Taylor e com o terrorista Osama bin Laden, que pagava à vista os pedidos da Al Qaeda.

Sua fama inspirou o filme de Hollywood "O Senhor das Armas", cujo protagonista, Nicholas Cage, relata orgulhoso que aproveitou a queda da União Soviética para ganhar muito dinheiro com os arsenais que adquiriu mediante subornos a generais corruptos.


Fontes: Veja - Efe

Últimas tropas de combate dos EUA deixam o Iraque, dizem TVs

Segundo redes americanas, tropas deixam o país em direção ao Kuwait. Fim das operações de combate foi anunciado por Obama até o fim do mês.

As últimas tropas de combate norte-americanas estão deixando o Iraque em direção ao Kuwait na noite desta quarta-feira (18), mais de sete anos após a invasão liderada pelos Estados Unidos que derrubou o ditador Saddam Hussein, informam as redes de televisão NBC, CNN e Fox.

A retirada das tropas de combate americanas do país havia sido anunciada pelo presidente dos EUA, Barack Obama, para o final do mês.

Um comboio da Brigada Stryker, do Exército americano, cruza a fronteira do Iraque com o Kuwait, nesta quarta-feira (18) (Foto: Maya Alleruzzo / AP)

Imagens de TV mostraram um jornalista da rede MSNBC que viajava com a 4ª Brigada Stryker, da 2ª Divisão de Infantaria, cruzando a fronteira entre Iraque e Kuwait, como parte do movimento de tropas que será concluído nas próximas horas.

A CNN informou que 56 mil soldados americanos permanecerão no Iraque após a saída da brigada.

Este número deve cair para 50 mil no dia 31 de agosto, quando os Estados Unidos declararem o fim de suas operações de combate no país, limitando a presença de seus militares a missões de treinamento e assessoramento.

Segundo a CNN, um oficial de Fort Lewis, Washington, disse que deve levar "algumas semanas" para que todos os membros das tropas que deixaram o país retornem aos Estados Unidos. "Muitos deles só devem chegar em casa na metade de setembro", disse.

Promessa

"Estamos mantendo a promessa que fizemos", reafirmou o presidente Barack Obama nesta quarta-feira em Columbus, Ohio. "Nossa missão de combate no Iraque vai acabar."

Obama defendeu durante sua campanha o fim da guerra de forma responsável, e como presidente tem deixado explícito em suas garantias aos norte-americanos que nenhum único membro do serviço dos Estados Unidos permanecerá no Iraque até 1º de janeiro de 2012.

Washington liderou a invasão do Iraque em março de 2003, quando derrubou o presidente Saddam Hussein sob o pretexto de neutralizar seu programa de armas de destruição em massa, mas tal armamento jamais foi encontrado.




Fontes: G1- AFP - CNN

Apoio de Obama a mesquita no Marco Zero gera polêmica

Famílias das vítimas do 11 de setembro se dizem 'atônitas' com a atitude. Pesquisa aponta que 68% dos americanos é contra o projeto da mesquita.

O apoio do presidente americano, Barack Obama, à construção de uma mesquita e um centro cultural islâmico perto do Marco Zero, em Nova York, gerou polêmica neste sábado (14) nos Estados Unidos, onde familiares das vítimas dos atentados de 11 de setembro se declararam "atônitas" com a atitude.

"O presidente declarou obsoletos nossas memórias do 11 de setembro e o caráter sagrado do Marco Zero", criticou a organização "Famílias do 11/9 para uma América Forte e Segura", que reúne familiares de vítimas do ataque contra o World Trade Center, que deixou cerca de 3.000 mortos em 11 de setembro de 2001.

Conselho municipal aprovou a construção de uma mesquita em uma rua próxima ao Marco Zero. (Foto: AP)

"Estamos atônitos", indicou o grupo, considerando que Obama "abandonou os Estados Unidos no local onde o coração dos Estados Unidos se rompeu há nove anos, e onde seus verdadeiros valores estavam à vista de todos".

"Agora, este presidente declara que as vítimas do 11/9 e suas famílias devem suportar outra carga. Devemos nos manter calados no último lugar nos Estados Unidos onde o (atentado do) 11/9 ainda é lembrado", destacou a organização.

Na sexta-feira (13), ao participar de um jantar de quebra do jejum do Ramadã oferecido na Casa Branca, Obama fez um discurso a favor da liberdade de culto.

"O direito de construir um local de oração e um centro comunitário em uma propriedade privada em Lower Manhattan está de acordo com as leis e normas locais", lembrou o presidente.

Foi o primeiro comentário público de Obama a respeito desta questão - que desde maio, quando o conselho municipal aprovou a construção de uma mesquita em uma rua próxima ao Ground Zero, vinha gerando acaloradas discussões na cidade.

Neste sábado, Obama voltou a abordar o tema junto à imprensa. "Neste país, tratamos todo mundo de maneira igualitária, e de acordo com a lei, sem levar em conta a raça ou a religião", disse o presidente na Flórida, onde passa o fim de semana com a mulher e as filhas.

A declaração de Obama carrega um potencial risco político, a pouco menos de três meses das eleições legislativas. Uma pesquisa da CNN/Opinion Research divulgada recentemente revelou que 68% dos americanos é contra a construção da polêmica mesquita, enquanto apenas 29% se diz a favor do projeto.

A oposição republicana não perdeu tempo: o congressista Peter King, de Nova York, acusou o presidente de ter "cedido a favor do politicamente correto". Para o representante republicano, a comunidade muçulmana "abusa" de seus direitos e "ofende gratuitamente" muitas pessoas com este projeto.

O Centro para as Relações Islâmico-Americanas, por sua vez, saudou a intervenção de Obama, afirmando que suas palavras devem "servir de alento àqueles que combatem a crescente islamofobia" no país.

Os defensores do projeto nova-iorquino argumentam que a "Casa Córdoba", como se chamariam a mesquita e o centro comunitário muçulmano, ajudaria a sobrepujar os estereótipos que prejudicam a comunidade muçulmana de Nova York desde 11 de setembro de 2001.

O prefeito de Nova York, Michael Bloomberg, disse que as declarações de Obama foram uma "defesa elevada e clara da liberdade de culto".


Fontes: G1- Agências

Obama promulga lei que protege jornalistas americanos contra processos judiciais fora dos EUA

Jornalistas e autores americanos terão agora maior proteção

O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, promulgou nesta terça-feira uma lei destinada a proteger melhor os jornalistas e escritores americanos de perseguições em países onde as leis sobre difamação podem expô-los a condenações, como é o caso do Brasil, anunciou a Casa Branca.

As duas câmaras do Congresso haviam adotado este texto no fim de julho, em reação ao fenômeno chamado de "turistas da difamação": os políticos consideram que os sistemas judiciários de Inglaterra, Brasil, Austrália, Indonésia ou de Cingapura, entre outros, permitem condenações injustas de jornalistas ou autores americanos.

A nova lei impede também que os tribunais federais americanos reconheçam ou apliquem uma pena pronunciada por uma jurisdição estrangeira por difamação. Ela protege os bens de pessoas processadas, evitando que paguem por perdas e danos.

Os defensores do texto alegaram que ele segue a filosofia da primeira emenda da Constituição americana, que garante a liberdade de expressão e torna mais difícil ser processado por difamação nos Estados Unidos do que em outros países.

Comentário

Enquanto isto, no Brasil, a Constituição garante a liberdade de imprensa, e mesmo assim,  tribuinais a descosideram  e proibem publicação de matérias e até a venda de determinados livros. VERGONHA



Fonte: FOLHA - Efe

Em relatório, EUA elogiam Brasil no combate a atividades ligadas ao terrorismo

O documento elogia a atuação dos governos de Argentina, Brasil e Paraguai
Em seu relatório anual sobre terrorismo global, os Estados Unidos elogiaram a atuação do Brasil no combate a atividades ligadas ao terrorismo, principalmente em São Paulo e nas áreas de fronteira, em conjunto com os americanos e com os países vizinhos.

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva "tem sido crítico do uso de violência pelas Farc [Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia] e publicamente pediu ao grupo para pôr fim à violência contra o governo colombiano", informa o relatório do Departamento de Estado, divulgado nesta quinta-feira.

"A estratégia de combate ao terrorismo do governo brasileiro consistiu em impedir terroristas de usar o território brasileiro para facilitar ataques ou levantar recursos, junto com monitorar e acabar com atividades criminosas transnacionais que poderiam apoiar ações terroristas."

Os órgãos brasileiros responsáveis pelo combate ao terrorismo, como a Polícia Federal e a Agência Brasileira de Inteligência, trabalharam em conjunto com os EUA, afirma o documento. "Em julho, o chefe da divisão de inteligência da Polícia Federal brasileira afirmou, durante uma audiência da Câmara de Deputados, que um indivíduo preso em abril tinha ligações com a Al Qaeda."

O relatório afirma que os militantes da rede terrorista Al Qaeda no Paquistão são a maior ameaça aos EUA, ao lado de suas afiliadas no Iêmen e na África.

CRÍTICA

A crítica feita pelo documento é a falta de leis específicas no Brasil sobre financiamento de atividades terroristas.

"Apesar de a lei brasileira considerar crime financiar terrorismo se for ligado a um crime de lavagem de dinheiro, ela não considera financiar o terrorismo em si como um crime independente."

O documento lembra que apesar de um grupo de trabalho ter sido criado em 2005 para criar legislação criminalizando o terrorismo e o financiamento ao terrorismo, o projeto de lei nunca foi mandado do Executivo ao Congresso brasileiro. Lembra ainda que, no final de 2009, um projeto de lei contra lavagem de dinheiro, esperado há muito tempo, ainda estava parado no Congresso.

TRÍPLICE FRONTEIRA

Os EUA disseram que permanecem "preocupados que simpatizantes do Hizbollah e do Hamas estavam levantando recursos na área de tríplice fronteira participando de atividades ilícitas e solicitando doações de simpatizantes de comunidades do Oriente Médio na região". Mas reconhece que, até o momento, não houve nenhuma prova de que "esses ou outros grupos islâmicos extremistas tenham uma presença operacional na região".

O Departamento de Estado ressalta a atuação do Brasil, em parceria com os americanos e outros países, no combate ao grande problema de falsificação de documentos. "Durante o ano, múltiplas operações conjuntas com autoridades americanas, regionais e internacionais, desbarataram uma série de vendedores e facilitadores de documentos, bem como de infraestruturas ligadas ao tráfico de humanos."

O documento elogia a atuação dos governos de Argentina, Brasil e Paraguai no combate ao "tráfico de drogas e armas, falsificação de documentos, lavagem de dinheiro, e a fabricação e movimentação de bens contrabandeados na região de fronteira onde os três países se encontram".

O posto de inspeção na Ponte da Amizade, entre Brasil e Paraguai, teria ajudado a diminuir o contrabando de armas, drogas e bens pela fronteira. "Segundo a Receita Federal, de janeiro a julho de 2009, a agência confiscou mais de US$ 400 milhões em bens contrabandeados, incluindo drogas, armas e munição, um aumento de 8% em relação a 2007".

Fonte: FOLHA

Obama anuncia fim de operações militares dos EUA no Iraque

Funções das tropas americanas no país passam a ser de apoio e treinamento, diz presidente


Obama participa de encontro com veteranos/Jason Reed /Reuters

ATLANTA - O presidente americano, Barack Obama, anunciou nesta segunda-feira, 2, o fim das operações de combate dos EUA no Iraque. Com a medida, o número de soldados no país, que era de 140 mil quando Obama assumiu, caíra para 50 mil no final deste mês.

Em um discurso para veteranos do Exército americano em Atlanta, na Georgia, Obama confirmou a transição das operações de segurança no país para os iraquianos. As tropas americanas no país terão apenas funções de apoio e treinamento.

" Prometi um final responsável para a guerra do Iraque. Após assumir, anunciei nossa estratégia e a transição para Iraque. Prometi que em agosto de 2010 nossa missão de combate acabaria. E é o que estamos fazendo. Conforme o prometido e dentro do previsto", disse o presidente. As missões de combate acabarão no dia 31.

Segundo Obama, desde o início de sua presidência até o final de agosto, 90 mil soldados já terão voltado para casa.

Ainda de acordo com o presidente, o fim das operações militares não indica que a guerra chegou ao fim. As tropas que permanecerão no Iraque para treinar e apoiar o exército local terão de continuar lá por um tempo.

"A dura realidade é que o fim do sacrifício americano no Iraque ainda não terminou", disse Obama.

O final da guerra era uma das pedras angulares da campanha do democrata na corrida pela Casa Branca em 2008. Em 2002, quando ainda era um senador estadual por Illinois, qualificou o conflito de 'guerra estúpida' em um discurso.

Fontes: O ESTADO DE S PAULO - Agências

Plano de ataque ao Irã está pronto, diz chefe do Estado-Maior dos EUA

Ação seria tomada se país produzir uma arma nuclear. Michael Mullen diz que ataque teria consequências não desejadas.

O chefe do Estado-Maior americano assegurou neste domingo (1º) que um plano de ataque dos Estados Unidos contra o Irã está pronto para ser usado, caso Teerã produza a arma nuclear, mas que está "extremamente preocupado" com as consequências que uma ofensiva como essa pode ter.

Uma ação militar contra o Irã poderá ter "consequências não desejadas que são difíceis de prever em uma região tão incrivelmente instável", declarou o almirante Michael Mullen à rede NBC.

Contudo, os Estados Unidos não podem deixar Teerã ter a arma nuclear, acrescentou. "Para ser muito franco, qualquer uma das opções me preocupa muito", reconheceu.

Ele se disse "otimista" em relação aos esforços diplomáticos da comunidade internacional e às sanções impostas ao Irã, que, segundo ele, levarão a República Islâmica a abandonar seu programa de enriquecimento de urânio.

Apesar disso, "as opções militares estão sobre a mesa e permanecem sobre ela". "Espero que não tenhamos que utilizá-las, mas elas são importantes e bem conhecidas", acrescentou o almirante Mullen.

Teerã afirma que seu programa de enriquecimento de urânio possui fins civis e pacíficos.

Fontes: G1- AFP

Juíza bloqueia parte de polêmica lei de imigração no Arizona

A juíza americana Susan Bolton bloqueou nesta quarta-feira as partes mais controversas da polêmica lei de imigração aprovada em abril passado no Estado americano do Arizona. 

A lei entra em vigor nesta quinta-feira, mas sem as partes questionadas pela juíza, que devem passar por nova avaliação.

A juíza bloqueou a parte da lei que obriga a polícia a determinar o status imigratório de suspeitos detidos ou presos por quaisquer crimes.

Ela também vetou a seção da lei que exige que os imigrantes carreguem seus documentos todo o tempo e o artigo que tornou ilegal que trabalhadores sem a documentação legal procurem emprego em departamentos públicos.

Bolton explicou que as seções controversas serão suspensas até que a corte resolva o assunto.

A decisão veio enquanto a polícia faz os preparativos de última hora para aplicar a lei, a partir da 0h01 desta quinta-feira. Os manifestantes também se preparam para grandes marchas de oposição à lei e ao menos um grupo prometeu bloquear o acesso aos prédios públicos, desafiando os funcionários a questionar seu status imigratório.

O volume dos protestos deve diminuir um pouco diante das "conquistas" obtidas com a juíza Bolton.

Ela foi apontada para o cargo pelo ex-presidente Bill Clinton e, de repente, se tornou uma figura crucial no debate imigratório quando ficou a cargo dos setes processos abertos contra a lei do Arizona.

Governistas defendem que a lei foi uma medida constitucional para tentar conter o fluxo de imigrantes ilegais no Estado, que é o maior ponto de entrada para os Estados Unidos. A medida serviria para diminuir também alguns dos efeitos negativos deste alto fluxo, como os altos custos de educação, prisões e saúde.

Os oponentes argumentam que a lei levará a disputas raciais, além de entrar em conflito com legislação federal de imigração e distrair a polícia de crimes mais graves. A lista de críticos inclui até mesmo o presidente Barack Obama.

A nova legislação foi aprovada em abril e virou alvo de uma disputa judicial entre o governo federal e o Estado do Arizona. O departamento de Justiça dos Estados Unidos entrou com um processo contra a lei, afirmando que ela é inconstitucional já que decisões sobre imigração caberiam ao governo federal, e não aos Estados.

As autoridades federais que estão tentando derrubar a legislação argumentam que a lei do Arizona pode inspirar uma onda anti-imigrantes em todo o país e prejudicar as relações exteriores dos Estados Unidos.

Apesar das críticas do governo federal e de grupos de direitos humanos, pesquisas de opinião mostram que a maioria dos americanos é a favor da lei. A polícia do Estado do Arizona já começou a ser treinada para aplicar a nova legislação.

Fonte: FOLHA

Grupo vaza dossiê militar secreto dos EUA sobre o Afeganistão

Organização Wikileaks teria entregado 90 mil documentos sigilosos à imprensa internacional.

Mais de 90 mil documentos militares secretos dos Estados Unidos foram vazados para a imprensa internacional, revelando detalhes até então desconhecidos da guerra no Afeganistão, de acordo com reportagens de jornais desta segunda-feira.

O dossiê, que cobre o período entre 2004 e 2009, incluiria informações sobre mortes não divulgadas de civis afegãos, bem como sobre operações sigilosas contra líderes do Talebã.

Os relatórios atestariam que o Talebã teve acesso a mísseis capazes de detectar fontes de calor para bombardear aviões e que uma unidade secreta formada por forças especiais do Exército e da Marinha dos EUA conduziu missões para "capturar ou matar" líderes da milícia.

Os documentos também revelam preocupações da Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan) com a ajuda dos países vizinhos ao Afeganistão, Paquistão e o Irã, a insurgentes do Talebã.

Além disso, o dossiê indica que muitas fatalidades de civis causadas por bombas colocadas em estradas ou resultado de erros em missões da Otan não foram registradas.

Os diários britânico The Guardian e americano New York Times afirmam que as informações foram apresentados a essas publicações e também à revista semanal alemã Der Spiegel pela organização online de denúncias Wikileaks.

As publicações disseram não ter tido contato com a fonte original responsável pelo vazamento das informações, mas afirmaram ter passado semanas checando os dados.

O Guardian descreveu o dossiê como um dos maiores vazamentos da história militar americana.

A analista de diplomacia da BBC , Bridget Kendall avaliou que o documento revela detalhes das já conhecidas dificuldades na guerra no Afeganistão e mostram a realidade das mortes entre civis.

Os Estados Unidos condenaram a divulgação do dossiê. Uma nota do conselheiro de Segurança Nacional, general James Jones, diz que a divulgação de informações sigilosas "pode pôr em risco as vidas de americanos e nossos parceiros, e ameaçar a segurança nacional".

Ele acrescentou que os documentos cobrem o período anterior ao anúncio do presidente Barack Obama de "uma nova estratégia com um aumento substancial dos recursos para o Afeganistão".

Um funcionário americano afirmou que a Wikileaks não é uma fonte de notícias objetivas, mas sim uma organização que se opõe à política americana no Afeganistão.

Julian Assange defende as informações publicadas por seu site nesta segunda-feira/Reuters

Investigação

O dossiê veio à tona no momento em que a Otan diz estar investigando denúncias sobre a morte de até 45 civis em um ataque aéreo na província de Helmand na sexta-feira.

Embora o inquérito preliminar não tenha encontrado provas, um jornalista da BBC que esteve no povoado de Regey conversou com várias pessoas que dizem ter testemunhado o incidente.

Elas afirmaram que o ataque foi durante o dia, quando dezenas de pessoas buscavam abrigo no local por causa do combate que estava sendo travado no vilarejo vizinho Joshani.

Um porta-voz da Otan disse que as forças internacionais se esforçaram muito para evitar mortes de civis.


"A segurança do povo afegão é muito importante para as Forças Internacionais de Assistência à Segurança", disse o tenente-coronel Chris Hughes.

Além de dossiê sobre guerra do Afeganistão, site divulgou vídeo de ataque a civis no Iraque e e-mails de Sarah Palin

O site de denúncias Wikileaks voltou a ser objeto de atenção da imprensa internacional ao publicar mais de 90 mil documentos contendo registros secretos de incidentes e relatórios de militares americanos sobre a guerra no Afeganistão. Este é o mais recente em uma longa lista de "vazamentos" (leaks, em inglês) divulgados por meio do site, que se especializa em disponibilizar material confidencial de governos e organizações internacionais e diz já ter divulgado mais de um milhão de documentos.

Em abril de 2010, por exemplo, o site publicou um vídeo mostrando um helicóptero Apache americano matando pelo menos 12 pessoas - entre elas, dois jornalistas da agência de notícias Reuters - durante um ataque em Bagdá em 2007.

Em 2008, durante as eleições americanas, o Wikileaks divulgou imagens da caixa de e-mails, de fotos e da lista de endereços da candidata à vice-presidência dos Estados Unidos, Sarah Palin. Outro documento polêmico disponibilizado pelo site foi uma cópia de um guia detalhando o tipo de tratamento dado a prisioneiros do centro de detenções americano na Baía de Guantánamo, em Cuba.

Disputas Legais

O Wikileaks provocou controvérsias quando apareceu na internet, em dezembro de 2006, e ainda divide opiniões: para uns, é uma ameaça, para outros, representa o futuro do jornalismo investigativo.

Em março deste ano, o diretor do site, o australiano Julian Assange, publicou um documento supostamente emitido pelo serviço de inteligência americano, declarando que o Wikileaks representava uma "ameaça às Forças Armadas dos Estados Unidos". Mais tarde, o governo americano confirmou à BBC que os documentos eram verdadeiros.

Qualquer um pode oferecer material ao site de forma anônima, mas uma equipe de revisores - voluntários da grande imprensa, jornalistas e funcionários do site - decide o que é publicado. "Usamos técnicas avançadas de criptografia e técnicas legais para proteger nossas fontes", disse Assange à BBC em fevereiro.

O site diz que aceita "material confidencial, censurado ou restrito que tenha significância política, diplomática ou ética", mas não recebe "rumores, opiniões e outros tipos de reportagens em primeira mão ou material que já está disponível publicamente". "Nos especializamos em permitir a delatores e jornalistas censurados que disponibilizem seu material ao público", disse Assange.

O Wikileaks é administrado por uma organização conhecida como Sunshine Press e diz ser "financiado por campanhas pelos direitos humanos, jornalistas investigativos, tecnólogos e o público em geral". O site diz ter driblado mais de "cem ataques legais" (processos legais com o objetivo de suspender suas operações) desde seu surgimento.

Em 2008, por exemplo, o banco suíço Julius Baer conseguiu que um tribunal bloqueasse o site após a publicação de centenas de documentos sobre as atividades internacionais do banco. Entretanto, vários "espelhos" do site - hospedados em diferentes servidores situados em várias partes do mundo - continuaram a operar. A ordem do tribunal acabou sendo revogada.

Futuro

Segundo o Wikileaks, seu sucesso em batalhas jurídicas se deve ao que o site chama de "hospedagem à prova de balas". Ele é hospedado principalmente pelo provedor sueco PeRiQuito (PRQ), que ficou famoso por hospedar o site ilegal de trocas de arquivos de música The Pirate Bay.

"(O Wikileaks) é legal na Suécia, nós vamos hospedá-lo e mantê-lo funcionando quaisquer que sejam as pressões", diz o provedor. O site também é hospedado em outros países, incluindo a Bélgica.

"Para proteger a segurança de nossas fontes, tivemos de espalhar nossos ativos, criptografar tudo e transferir telecomunicações e pessoal para outras partes do mundo para ativar leis de proteção em diferentes jurisdições nacionais", disse Assange à BBC em fevereiro. "Ficamos bons nisso e nunca perdemos um caso, ou fonte, mas não podemos esperar que todos façam o esforço extraordinário que fazemos".

Apesar de sua fama mundial, o site enfrentou problemas financeiros. Em fevereiro, suspendeu suas operações por não poder arcar com os custos de suas operações. Segundo Assange, doações de indivíduos e organizações salvaram o site. Ele disse à BBC que, recentemente, o Wikileaks vem crescendo enormemente, a ponto de não poder dar vazão a todo o material que recebe.

Como resultado, o site está se reestruturando para estabelecer vários núcleos independentes pelo mundo e agir como um intermediário entre fontes e jornais, explicou Assange. "Nós cuidamos da fonte e agimos como um intermediário neutro e também cuidamos da publicação do material enquanto o jornalista com quem nos comunicamos faz a verificação".

Principais pontos dos relatórios afegãos vazados pelo Wikileaks

Mais de 91 mil documentos, a maioria dos quais são relatórios militares secretos dos EUA, foram divulgados pelo Wikileaks.org no domingo. Leia a seguir alguns detalhes e destaques dos documentos, que foram veiculados primeiramente pelo jornal americano The New York Times, pelo jornal britânico The Guardian e pela revista alemã Der Spiegel.

Documentos sobre o Afeganistão foram divulgados por site especializados em informações sigilosas/AFP

DIÁRIO DA GUERRA AFEGÃ

O "Diário da Guerra Afegã" é uma compilação de documentos e relatórios cobrindo a guerra no Afeganistão desde 2004. Os relatórios descrevem as ações militares letais envolvendo o Exército dos EUA, incluindo número de mortos, feridos e detidos, assim como a localização geográfica exata de cada evento. Eles também revelam as unidades militares envolvidas e os grandes sistemas de armas usadas. A maioria das anotações foi escrita por soldados e autoridades de inteligência enquanto ouviam relatos transmitidos por rádio de militares em combate.

Principais pontos dos documentos

* Mortes de civis

Os registros estão cheios de relatos de mortes de civis e feridos. The Guardian disse que 144 entradas relatam um amplo espectro de agressões contra afegãos. O jornal britânico diz que os arquivos mostram que a coalizão de soldados liderada pelos EUA matou centenas de civis em incidentes não registrados.

Os incidentes vão de disparos contra indivíduos inocentes à perda maciça de vida por ataques aéreos. Um relatório detalhando como uma criança foi morta e outra ferida quando o carro onde estavam foi atingido por soldados mostrou que os civis recebiam indenizações - nesse caso, 100 mil afghanis (US$ 2.170) por morte, 20 mil afghanis (US$ 434) por ferido e 10 mil afghanis (US$ 217) pelo veículo.

Os relatórios incluíram cerca de 100 incidentes de civis atingidos por disparos por soldados psicologicamente instáveis nos postos de controle, perto de bases ou de comboios, de acordo com o The Guardian. Motoristas e motociclistas que não cooperaram com as autoridades foram alvos frequentes.

Segundo o WikiLeaks, a grande maioria de pequenas tragédias normalmente não é relatada mais representa a "grande maioria de mortos e feridos"

* Taleban usando bombas caseiras

Documentos mostram que, durante 2004 e 2009, os artefatos explosivos improvisados (IEA, na sigla em inglês) tornaram-se a arma favorita da milícia islâmica Taleban e a que mais mata soldados da coalizão. Segundo o The Guardian, em 2004 os registros indicaram 308 bombas caseiras, enquanto em 2009 o número saltou para 7.155. Segundo o jornal, os registros suferem que o Taleban matou ou feriu pelo menos 7 mil civis em ataques com IEA entre 2004 e 2009.

* Unidade "Secreta" busca líderes do Taleban

Uma unidade "secreta" das forças especiais lideradas pelos EUA - Força Tarefa 373 - vinha sendo usada para caçar líderes do Taleban e para "matá-los ou capturá-los" sem julgamento. Os documentos mostram que a unidade matou homens, mulheres, crianças e forças afegãs enquanto buscava seus alvos. A força secreta tem uma "lista de capturar/ matar" com cerca de 70 principais comandantes insurgentes, indica o jornal americano The New York Times.

* Mísseis termoguiados

O comando militar dos EUA sabe que o Taleban usou mísseis termoguiados portáteis contra aeronaves dos aliados, embora não tenha revelado o fato. O New York Times citou um relatório dizendo que um helicóptero foi atingido por um míssil terra-ar termoguiado, matando todos os sete a bordo. Apesar de outros helicópteros terem sido derrubados da mesma forma, um porta-voz da Organização do Atlântico Norte (Otan) na época disse que os helicópteros poderiam ter sido derrubados por armas de baixo calibre.

* Paquistão auxilia os militantes no Afeganistão

Os documentos sugerem que o Paquistão permitiu que representantes de seu serviço de inteligência (ISI, na sigla em inglês) se encontrassem com o Taleban para organizar grupos militantes que combatessem soldados americanos, indicou o New York Times.

O jornal citou alguns relatórios que descrevem membros da inteligência paquistanesa trabalhando com a Al-Qaeda para planejar ataques.

Um dos documentos discute um encontro de insurgentes ao qual compareceu uma ex-autoridade graduada do Paquistão que parece trabalhar contra as forças americanas no Afeganistão.

A revista Der Spiegel disse que os documentos mostraram que o ISI era o "maior cúmplice" do Taleban fora do Afeganistão. Ela diz que o Paquistão serviu como um abrigo seguro para forças inimigas.

A publicação alemã cita um relatório de 14 de janeiro de 2008 que alegava que o ISI instruiu um oficial do Taleban para "ver que (o presidente afegão, Hamid) Karzai, foi assassinado".

O New York Times disse que os relatórios também detalham os esforços de autoridades do ISI de gerenciar redes de homens-bomba no Afeganistão, dizendo que eles mostram que o ISI ajudou a organizar ofensivas do Taleban em períodos-chave da guerra.

* Os relatórios também documentam problemas com a força policial afegã, recontam a brutalidade policial, corrupção e planos de extorsão.

Fonte: G1 - BBC - IG
Compilação e edição: BGN

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