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SBT: Uma rede de televisão à serviço do PT

Renata Lo Prete - FOLHA DE S PAULO

O SBT-Nordeste procurou a campanha de José Serra para cancelar a entrevista que faria com o candidato tucano à Presidência da República nesta quarta-feira, às 12h20, em substituição ao debate inviabilizado pela recusa de Dilma Rousseff (PT) em participar.

O evento, sobre temas específicos da região, seria transmitido por dez emissoras afiliadas ao SBT, com geração pela TV Aratu de Salvador.

Quando da negociação das regras do debate com as duas campanhas, ficou estabelecido por escrito que, em caso de desistência de um dos participantes, o outro seria entrevistado por 30 minutos, e a ausência do oponente seria mencionada pelo mediador no início de cada bloco.

O SBT-Nordeste, porém, alegou a assessores de Serra ter recebido pressão da cúpula nacional da emissora para não realizar a entrevista.

Reinaldo Azevedo, comenta

SBT? É aquela emissora que contribuiu para espalhar a farsa da “bolinha de papel”, que, a um só tempo, buscou tornar irrelevante uma agressão fascistóide, debochar da vítima e ainda inverter a lógica das culpas? É, sim!

O SBT Nordeste alega pressão vinda da cúpula da emissora, e a cúpula da emissora certamente recebe pressão da cúpula do governo. Trata-se de um escândalo, que escarnece da liberdade de imprensa. O que temos, então? A ser assim, é Dilma quem decide quando Serra fala ou não. Se ela decidir comparecer aos eventos, então ele fala também. Se ela se negar, então ele também silencia.

Eis a “mídia” que os petistas consideram que precisa estar sob controle! É bem verdade que, quando defendem essas teses, não estão pensando em emissoras como o SBT ou a Record — sim, algumas outras podem entrar nesse grupo; tudo a seu tempo. Quando se fala em “controle da mídia”, o alvo, nas TVs, é a Globo; no caso das revistas, como eles revelam tantas vezes, é a VEJA — e vai por aí.

Afinal de contas, do que é que eles não gostam mesmo? De jornalismo independente, ora essa! Como todos os ditadores, eles nada têm contra quem concorda com eles e endossa seus métodos.

Censura: Jornalista pede demissão ao vivo

Cena rara na TV brasileira: o jornalista Paulo Beringhs da TBC- TV Brasil Central- vinculada ao governo de Goiás, se demite ao vivo, diante dos telespectadores e dos entrevistados.


O segundo turno para o governo de Goiás é disputa entre pesos-pesados: Marconi Perillo (PSDB) e Iris Rezende (PMDB), atualmente em empate técnico nas pesquisas. Ambos já foram governador do estado, ocuparam cargos importantes na esfera local e nacional.

Na TV pública local, o jornalista Beringhs se meteu a brincar de democracia e convidou ambos candidados para o debate político. Acabou se chocando com a AGECOM- Agência Goiana de Comunicação- mantenedora da TV Brasil Central, que segundo o jornalista é ligada ao grupo de Iris Resende.

É um episódio que deveria nos estimular para discutir o conceito de TV pública no Brasil. Se não conseguimos transformar as dezenas, senão centenas de emissoras públicas que hoje estão em mãos de grupos políticos em verdadeiras emissoras públicas, vamos continuar assistindo a espetáculos patéticos como a demissão de Beringhs. Ou talvez pior, nem nos daremos conta porque é bastante raro um jornalistas com a coragem dele para expor isso na fuça dos telespectadores, que aliás são os contribuintes que pagam as contas da emissora.

Beringhs aprendeu a duras penas e nos mostrou diante das câmeras que em briga de elefante, quem se machuca é a grama.

Fonte: Blog do Tas /Marcelo Tas

Fênix prende apresentador

Empolgado com a história dos mineiros chilenos, o canal argentino C5N construiu uma réplica da cápsula usada no resgate.

Nesta semana, o apresentador entrou no equipamento para explicar como funcionava e, depois de descrever a sensação de claustrofobia, não conseguia mais sair.

O papelão obrigou o canal a desviar as imagens para a mina enquanto a produção tentava abrir a imitação da Fênix.

Mereceu o terceiro lugar no "top five" do CQC argentino.


Fonte: FOLHA

PSDB pede informações sobre uso de TV estatal na campanha de Dilma

Oposição quer acesso ao material gravado pela emissora pública

O PSDB pediu nesta terça-feira à direção do Senado para solicitar informações ao ministro Franklin Martins (Comunicação Social) sobre o uso da emissora estatal do governo federal para filmar atos de campanha da candidata Dilma Rousseff (PT) que contam com a presença do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Os tucanos querem ter acesso às cópias das gravações realizadas pela TV NBR nos últimos quatro meses, não relacionadas a eventos oficiais do governo.

A oposição pede que constem, nas cópias, o registro de data e local onde foram realizadas as imagens. O PSDB ainda solicita ao ministro uma relação com nome, matrícula e função de todos os cinegrafistas e técnicos que participaram das gravações, além da relação dos equipamentos utilizados com seus números de tombamento.

O requerimento de informações do PSDB foi encaminhado à Mesa Diretora do Senado Federal, que decide sobre seu envio ao ministro. Como a Casa está em "recesso branco" até as eleições, o pedido deve ser encaminhado somente em outubro.

"Em face da proibição da legislação em vigor, que veda o uso de funcionários públicos e de bens imóveis e móveis pertencentes à União em campanhas eleitorais, e à luz da competência fiscalizadora do Senado Federal, torna-se indispensável que as informações solicitadas sejam prestadas", diz o senador Alvaro Dias (PSDB-PR), autor do requerimento.

O tucano afirma que as informações poderão "dirimir os questionamentos existentes, em respeito à transparência e também à igualdade de oportunidade entre candidatos nos pleitos eleitorais".

Reportagem publicada ontem pela Folha mostrou que há, no governo, ordem para que cinegrafistas e auxiliares da NBR gravem todos os discursos do presidente nos eventos da campanha eleitoral. A TV NBR é o canal da EBC (Empresa Brasil de Comunicação) que noticia atos e políticas do governo.

A direção da TV estatal determinou que esses servidores, antes de iniciarem as filmagens, tenham o cuidado de retirar os sinais de identificação da emissora estatal -a camiseta ou colete, a canopla (peça que tem a logomarca) do microfone e o adesivo colado na câmera.

Fonte: FOLHA/GABRIELA GUERREIRO

Governo nega uso da TV estatal para campanha de Dilma

Governo contesta notícia da Folha

A Empresa Brasil de Comunicação (EBC) e a Secretaria de Comunicação da Presidência da República (Secom) contestaram nesta segunda-feira (20) as informações contidas na reportagem “Planalto manda TV estatal filmar comícios de Dilma”, publicada pela Folha de S.Paulo.

A reportagem mostrou que a Presidência da República usa funcionários e equipamentos da NBR, TV oficial do governo, para filmar comícios da candidata Dilma Rousseff (PT) dos quais o presidente Lula participa.

Segundo a Folha, a ação caracteriza uso de recursos da União para gravar eventos de campanha que o Planalto define como "compromissos privados" de Lula. A lei veta uso eleitoral da máquina pública.

A Secom diz na nota que a EBC não foi instruída a gravar os comícios de Dilma, mas apenas a fazer o registro de todos os pronunciamentos do presidente da República para preservação de arquivos que tenham valor histórico. A nota informa ainda que as gravações não se destinam à divulgação, nem foram cedidas a qualquer campanha.

Leia a íntegra da nota divulgada pela EBC:

Nota da Diretoria de Serviços da EBC

TV NBR não infringe a lei, grava todos os atos públicos com Lula, inclusive os eleitorais, para o acervo histórico do país.

A Empresa Brasil de Comunicação - EBC contesta veementemente a manchete da Folha de S.Paulo de 20/09/2010 - “Planalto manda TV estatal filmar comícios de Dilma” – bem como a matéria intitulada “TV estatal manda cinegrafista registrar comícios de Dilma sem identificar canal”, publicada na capa do caderno especial “Eleições 2010”, da mesma data, destacando os seguintes pontos.

1. A lei de criação da EBC atribui à empresa a tarefa de gerir os canais públicos e também a de prestar serviços de comunicação e radiodifusão ao Governo Federal, “inclusive para transmissão de atos e matérias do Governo Federal”. É com base nesta previsão legal que a Secom contrata a EBC para gerir a TV NBR, canal do Governo Federal, entre outros serviços. Um deles, documentar a atuação pública do presidente da República, seja para transmissão ao vivo na TV NBR, seja para o acervo histórico da Presidência da República.

2. Com a proximidade da campanha eleitoral, a Diretoria de Serviços da EBC, que tem a Secom entre seus clientes, foi orientada a continuar documentando todos os atos públicos do presidente da República, mas evitando, terminantemente, transmitir os atos de natureza eleitoral pelo Canal NBR ou distribuir as gravações às outras emissoras de televisão, como acontece com as imagens de atos oficiais. Desde o dia 7 de maio passado – antes, portanto, do início da vigência das restrições gerais da lei eleitoral, em 3/7/2010 – as imagens da ex-ministra Dilma Rousseff foram suprimidas das transmissões da NBR, como registrado, na época, pela Folha de S.Paulo e por outros veículos.

3. Os eventos de natureza eleitoral que contaram com a presença do presidente da República continuaram a ser documentados, embora não transmitidos, para comporem o acervo histórico. A extinta Radiobrás, incorporada pela EBC, tem em seu acervo o mais rico material audiovisual sobre os presidentes da República, desde 1960, quando foi inaugurada a TV Nacional.

4. Não há, portanto, qualquer desobediência à lei eleitoral por parte da EBC, que está apenas cumprindo uma finalidade legal e uma obrigação contratual. Não há desvio de função ou de recursos públicos e muito menos benefício a qualquer candidatura.

5. Apenas um cinegrafista sofreu advertência, por escrito, por ter se recusado a gravar, conforme orientação conhecida, a participação do presidente em um ato eleitoral, depois de ter realizado a cobertura de ato oficial. Advertência não é ameaça, é prática na gestão de pessoas, inclusive no setor privado.

Brasília, 20 de Setembro de 2010

José Roberto Garcez
Diretor de Serviços

Leia a íntegra da nota divulgada pela Secom:

1. A manchete está errada. A NBr, canal de comunicação do governo, produzido pela Empresa Brasil de Comunicação (EBC), em contrato de prestação de serviços com a Secom, não foi instruída a gravar “comícios de Dilma”, mas sim as falas do presidente da República. É importante esclarecer que é missão da Secom manter registros de todos os pronunciamentos do presidente da República. Com isso, não só se assegura a preservação de arquivos que têm valor histórico, como se facilita a correção de possíveis erros de terceiros na divulgação dos discursos do presidente.

2. As gravações não se destinam à divulgação nem foram cedidas a qualquer campanha. Isso fica claro na orientação dada aos cinegrafistas, reproduzida pelo próprio jornal. Diz ela: “O objetivo é somente ter um registro, gravando as ações do presidente e os discursos”. E complementa: “Este conteúdo não é para ser usado na nossa cobertura, nem mesmo para ser gerado para as emissoras. É apenas para registro”. Apesar disso, a Folha dá a entender, sem qualquer prova, que elas poderiam estar sendo “encaminhadas ao comitê de Dilma ou utilizadas na propaganda eleitoral”. Trata-se de uma insinuação leviana.

3. Não houve qualquer utilização da máquina pública em favor desse ou daquele candidato. As gravações não foram cedidas a nenhuma campanha. O material é de uso da Presidência da República. Lamentamos que atividades institucionais regulares da Secom sejam tratadas de forma suspeita, em tom escandaloso.

4. Cabe registrar que a Folha errou ainda na identificação da foto da primeira página do caderno Eleições, que vem acompanhada da legenda “Eleitoral – À noite, o cinegrafista filma comício com Dilma e Lula”. A foto publicada não é de nenhum comício, mas de um evento realizado à tarde, na Universidade Federal de Juiz de Fora, numa programação oficial do Presidente da República.


Fontes: UOL - Agência Brasil

Planalto manda TV estatal filmar comícios de Dilma

TV pública estaria sendo usada em favor de candidatura

A Presidência da República usa funcionários e equipamentos da NBR, TV oficial do governo, para filmar comícios da candidata Dilma Rousseff (PT) dos quais o presidente Lula participa, informa reportagem de Simone Iglesias, publicada nesta segunda-feira pela Folha.

A ação caracteriza uso de recursos da União para gravar eventos de campanha que o Planalto define como "compromissos privados" de Lula. A lei veta uso eleitoral da máquina pública.

A direção da estatal orienta os servidores a omitir os sinais de identificação da emissora antes de iniciar a filmagem de comícios. A ordem constava de cartazes na sede da NBR em Brasília, mas os documentos foram retirados na última quinta, após a Folha fotografá-los.

Profissionais que não cumpriram a determinação foram retaliados pela cúpula da TV --um deles recebeu advertência por escrito.

A direção da NBR nega uso eleitoral e diz que as imagens são feitas para "registro histórico" da Presidência e que também podem ser "requisitadas por partidos ou candidatos".

A Presidência confirma a motivação das gravações, mas diz que são de uso exclusivo, não podem ser cedidas a terceiros.

Fonte: FOLHA

Supremo libera humor com candidatos

A decisão, em caráter liminar, também deu uma nova interpretação a outro dispositivo questionado na ação direta de inconstitucionalidade.

BRASÍLIA - O ministro Carlos Ayres Britto, do Supremo Tribunal Federal (STF), liberou ontem as emissoras de rádio e televisão para fazer humor com os candidatos, partidos e coligações envolvidos nas eleições.

A decisão suspendeu os efeitos de norma que diz que a partir do dia 1º de julho de ano eleitoral as emissoras ficam proibidas de "usar trucagem, montagem ou outro recurso de áudio ou vídeo que, de qualquer forma, degradem ou ridicularizem candidato, partido ou coligação".

A decisão, em caráter liminar, também deu uma nova interpretação a outro dispositivo questionado na ação direta de inconstitucionalidade ajuizada pela Associação Brasileira das Emissoras de Rádio e Televisão (Abert) no começo da semana.

Segundo a Lei das Eleições, de 1997, questionada pela entidade, as emissoras também ficavam proibidas, pelo mesmo período, de "difundir opinião favorável ou contrária a candidato, partido, coligação, a seus órgãos ou representantes".

Para Ayres Britto, a nova interpretação para esse dispositivo é que se "considera conduta vedada, aferida a posteriori pelo Poder Judiciário, a veiculação, por emissora de rádio e televisão, de crítica ou matéria jornalísticas que venham a descambar para a propaganda política, passando, nitidamente, a favorecer uma das partes na disputa eleitoral, de modo a desequilibrar o ´princípio da paridade de armas´", afirma o ministro.

A decisão entra em vigor imediatamente devido ao pedido de liminar e deverá ser analisada no mérito, posteriormente, pelos demais ministros.



Fonte: Agência Brasil, via Valor Online

CSI: Veja primeiro trailer com Justin Bieber

Justin Bieber vai participar de CSI, no papel de um adolescente atormentado que enfrenta problemas com o irmão. 

Pois a produção da série acaba de liberar o primeiro vídeo com imagens do cantor. Está louco para conferir? Não perca tempo!


Fonte: R7

Justin Bieber vai participar de episódio da série 'CSI'

Cantor vai fazer o papel de um adolescente com problemas com irmão. Produtores dizem que astro é 'presente' para novos espectadores da série.


O cantor Justin Bieber, do hit 'Baby' (Foto: Reuters)

O cantor adolescente Justin Bieber foi convidado para uma participação especial como ator na série policial de tevê "CSI", informou a emissora CBS nesta quinta-feira (22).

Bieber, de 16 anos, vai interpretar um adolescente perturbado que tem de tomar uma decisão difícil a respeito do seu único irmão. A participação ocorrerá no episódio de estreia da temporada, em setembro, e irá se repetir até o fim do ano, conforme a trama se desenrolar.

"CSI" é uma das séries mais vistas dos EUA, além de ser exibida em vários países.

Os produtores disseram que Bieber -- cujo clipe "Baby" é um recordista do YouTube, com 250 milhões de exibições -- é um fenômeno mundial.


"Gostaríamos de crer que o fenômeno de 'CSI' tem o mesmo impacto sobre a cultura popular. A oportunidade de reuni-los na estreia é um grande presente para a nossa audiência e para todos os novos espectadores (da série). Será realmente um evento televisivo", disseram os produtores-executivos Carol Mendelsohn, Don McGill e Anthony Zuiker em nota.

Bieber foi contratado por um valor recorde aos 14 anos, depois de divulgar vídeos caseiros no YouTube. Ele agora atrai multidões de garotas histéricas aonde quer que vá, e atualmente está em turnê para promover seu primeiro álbum, "My world 2.0."

Fonte: G1- Agências

Corpo do filho caçula de Cissa Guimarães é cremado no Rio

Cremação foi acompanhada por parentes e amigos


 Atriz Cissa Guimarães chega para cremação do filho Rafael morto em atropelamento dentro de túnel no Rio de Janeiro/Felipe Assumpção e Philippe Lima/AgNews

O corpo do jovem Rafael Mascarenhas, 18, filho da atriz Cissa Guimarães e de Raul Mascarenhas, foi cremado na manhã desta quinta-feira no cemitério São Francisco Xavier, no Caju, zona portuária do Rio. A cerimônia durou cerca de 30 minutos e foi acompanhada por parentes e amigos do rapaz.

Rafael foi atropelado por volta da 1h de terça-feira (20) no túnel Acústico, extensão do Zuzu Angel, na Gávea, zona sul do Rio. O velório do jovem aconteceu ontem (21), mas a cremação foi adiada para que o pai de Rafael pudesse chegar da Europa. Ele e Cissa se encontraram muito emocionados e choraram abraçados na manhã de hoje.

Ontem (21), os dois amigos que estavam com o jovem no momento do acidente prestaram depoimento à polícia. Eles afirmaram que o motorista responsável pelo atropelamento e morte de Rafael estava em alta velocidade e poderia estar participando de um 'pega' com outro carro que estava no local.

Cissa Guimarães e Raul Mascarenhas se abraçam no cemitório (Foto: Ronaldo Pelli/G1)

Rafael ainda foi levado com vida para o Hospital Municipal Miguel Couto, também na Gávea. Ele chegou a passar por uma cirurgia, mas não resistiu aos ferimentos e morreu ao final do procedimento médico. A Secretaria Municipal de Saúde informou que a causa da morte de Rafael foi hemorragia interna e politraumatismo.

O motorista Rafael de Sousa Bussamra, 25, que dirigia o carro que atingiu o jovem negou em seu depoimento que ele e amigos estivessem fazendo um "racha" ou "pega" na pista interditada do túnel Acústico quando aconteceu o acidente. Ele será indiciado por homicídio culposo (não intencional).


Fontes: FOLHA - TV Globo

PM diz que afastou policiais que abordaram carro que atropelou Rafael

Eles ficarão fora das ruas até o fim das investigações. Filho da atriz Cissa Guimarães foi atropelado dentro de túnel fechado.

Carro que atropelou Rafael Mascarenhas/Fonte: G1/Henrique Porto

A Polícia Militar informou na tarde desta quarta-feira (21) que vai afastar das ruas os policiais militares que abordaram o motorista que atropelou Rafael Mascarenhas na madrugada de terça-feira (20). Os policiais, que liberaram o carro, ficarão afastados até a "conclusão dos fatos". O filho da atriz Cissa Guimarães morreu no hospital Miguel Couto na manhã de terça.

A PM enviou nova nota sobre o caso após a Polícia Civil informar que o vidro do carro que atropelou Rafael ficou estilhaçado após o acidente. A nota da PM diz que a Corregedoria Interna da Polícia Militar irá apurar "com rigor" todo ocorrido.

O veículo chegou na 15ª DP (Gávea) no início da tarde desta quarta-feira (21) para ser periciado. A frente do Siena está amassada. Agentes da Polícia Civil tiveram que recortar parte do vidro para poder dirigi-lo com segurança até a porta da delegacia.

Rafael morreu na na madrugada de terça no Túnel Acústico, na Gávea, Zona Sul do Rio, quando descia de skate na pista interdita da via. Ele está sendo velado nesta quarta, no Memorial do Carmo, no Caju, na Zona Portuária, e o corpo deverá ser cremado às 9h de quinta-feira (22). A confirmação da cremação depende apenas da chegada de Raul Mascarenhas, pai do jovem, da Itália.

Motorista confessa atropelamento

Thomaz Velho, irmão de Rafael, chega ao velório.Cissa Guimarães e João Velho chegam juntos.(Foto: Henrique Porto/G1)

O motorista que confessou ter atropelado Rafael Mascarenhas, de 18 anos, filho caçula da atriz Cissa Guimarães e do músico Raul Mascarenhas, foi liberado no fim da noite da terça-feira (20) após prestar depoimento na 15ª DP (Gávea).

Segundo a delegada Bárbara Lomba, titular da delegacia, o motorista será indiciado provavelmente por homicídio culposo, quando não há intenção de matar. Ela explicou que o inquérito ainda não foi encerrado e que a polícia investiga se o motorista estava em velocidade acima do permitido.

"Em princípio não se recomenda, não se impõe que se peça a prisão cautelar desse motorista", disse Bárbara Lomba.

A delegada disse, ainda, que vai apurar com rigor a conduta dos policiais militares que abordaram o motorista que atropelou Rafael. De acordo com Bárbara Lomba, imagens de câmeras de monitoramento do trânsito mostram uma viatura da PM próxima ao carro que atropelou o estudante, na saída do Túnel Acústico, na Zona Sul do Rio.

De acordo com a polícia, Rafael Mascarenhas andava de skate no Túnel Acústico, quando foi atingido pelo carro. Na ocasião, o túnel estava interditado para o tráfego de carros. Rafael morreu na manhã desta terça no Hospital Miguel Couto, no Leblon, na Zona Sul.

PM abordou motorista que atropelou filho de Cissa

De acordo com a delegada Bárbara Lomba, durante o depoimento, o motorista contou que foi abordado por policiais militares, ainda na madrugada, minutos após o atropelamento. O estudante de 25 anos revelou à delegada que os PMs revistaram seus documentos e o orientaram a ir à 15ª DP para registrar o caso.

No entanto, o rapaz alegou que preferiu ligar para o pai, que teria pedido que ele só fosse à delegacia mais tarde, e na companhia de um advogado.

Ainda de acordo com o depoimento do motorista, um amigo seu que estaria a bordo de um outro carro, foi quem avisou o atropelamento à Polícia Militar. O amigo, um estudante de 19 anos, teria avisado a policiais que estavam em uma cabine da PM, no Leblon, na Zona Sul.

Bárbara Lomba explicou que os PMs que abordaram o motorista poderiam tê-lo prendido em flagrante e deveriam ter conduzido o autor até à delegacia, e não liberá-lo como mostram as imagens. A delegada disse, no entanto, que no boletim de ocorrência consta que o motorista fugiu sem prestar socorro.


"As imagens mostram o carro que atropelou o Rafael saindo do Túnel Acústico ao lado de uma viatura da PM. Como pode haver fuga com a PM do lado?", indagou a delegada.

Jovens não perceberam túnel interditado

Nesta terça-feira (20), três jovens que estavam nos dois carros no momento do atropelamento, prestaram depoimento à polícia. Eles são amigos e moradores da Barra da Tijuca, na Zona Oeste da cidade. Um outro jovem que estava de carona no carro que atropelou Rafael Mascarenhas é aguardado pelos policiais para prestar depoimento na quarta-feira (21).

Segundo a polícia, os jovens contaram que não viram sinalização que indicasse o túnel fechado. Eles também negaram que estivessem "batendo pega", e disseram estar com a velocidade entre 80 e 90 Km/h. Eles alegaram ainda que prestaram socorro à vítima. Um dos rapazes mostrou aos agentes uma ligação feita em seu celular ao Corpo de Bombeiros, minutos após o acidente.

A delegada informou que pretende convocar novamente os amigos que estavam com Rafael Mascarenhas para um novo depoimento.


Fonte: G1/Bernardo Tabak

Filho da atriz Cissa Guimarães morre atropelado no Rio

Rafael Mascarenhas foi atropelado em túnel interditado. Ele foi levado com vida para hospital mas não resistiu aos ferimentos.

Cissa e o filho/ Reprodução: TV Globo

Rafael Mascarenhas, de 18 anos, filho da atriz da TV Globo, Cissa Guimarães com o músico Raul Mascarenhas, morreu atropelado nesta terça-feira (20). A informação foi confirmada pela Secretaria municipal de Saúde do Rio.

Segundo bombeiros da Gávea, que socorreram o rapaz por volta de 1h50, ele foi atropelado por um motorista que trafegava no Túnel Acústico, na Gávea, Zona Sul, na pista sentido Gávea.

De acordo com bombeiros, ele ainda foi levado com vida para o hospital Miguel Couto, no Leblon, também na Zona Sul. De acordo com a secretaria, o jovem chegou à unidade com politraumatismos na cabeça, no tórax, nos braços e nas pernas. Rafael chegou a ser operado, mas faleceu por volta de 8h desta terça.

De acordo com a 15ª DP (Gávea), que investiga o caso, Rafael estava andando de skate no túnel, que estava interditado para manutenção. A polícia faz buscas pelo motorista que teria atropelado o jovem. De acordo com a polícia, dois carros estariam dentro do túnel na hora do atropelamento.

Segundo a CET-Rio, a pista ficou fechada ao tráfego de 1h10 às 4h10. Os motoristas que estavam no túnel não teriam furado o bloqueio da via. A companhia informou que dentro do túnel há uma passagem usada somente em casos de emergência, e que os motoristas dos veículos teriam usado esse local. O jovem foi atropelado, de acordo com a CET-Rio, já na descida do túnel.

Mais Informações

Rafael era filho de Cissa com o músico Raul Mascarenhas. Caçula da atriz, que tem dois outros filhos – Thomaz e João - com Paulo César Pereio, estudava engenharia na PUC-RJ e gostava de música.

No YouTube há vários registros seus tocando guitarra. Vide abaixo:


Ontem à noite, Cissa jantou com duas amigas num restaurante em Ipanema, e  comentou estar tranqüila em relação aos filhos: “Estou ficando velha demais, meus filhos graças a Deus, estão bem criados. Não dão mais trabalho, eu posso curtir a vida.” Pouco depois das 23h30 foi para casa, deixando com o barman várias filipetas de Doida Demais, peça estrelada por ela.

O corpo de Rafael saiu do Miguel Couto às 14h15 para o Instituto Médico-Legal. Ele será cremado amanhã de manhã. Em sua página no Orkut, entre dezenas de depoimentos de amigos, há um  de Raul Mascarenhas, no aniversário de 15 anos do filho.

Cissa Guimarães e o filho Rafael Mascarenhas, em foto de abril de 2009. (Mauricio Melo/Dedoc)

“Rafael, meu filho querido !...15 anos !...Quero te dizer simplesmente que nestes 15 anos você só me deu felicidade, muita alegria, tenho muito orgulho de ser pai de uma pessoa maravilhosa como você, querido por todo mundo, e ainda por cima MUITO LINDO !!!
Que Deus te guarde e que você seja muito feliz ! Estamos longe fisicamente, mas saiba que no meu pensamento, e no meu coração você estará pra sempre ! TE AMO ! beijo do teu pai,

Raul”



Fontes: G1- TV Globo - Veja  - Youtube
Edição: BGN

Morre o ator e diretor Fábio Pillar

Ele estava internado em hospital particular na Zona Norte. Ele atuou e dirigiu o musical 'Rádio Nacional' em 2005.


Ator e diretor Fabio Pillar/Reprodução: TV Globo

Morreu na madrugada desta quarta-feira (14) o ator e diretor Fábio Pillar, de 50 anos, informou a assessoria do Hospital Doutor Badin, no Maracanã, na Zona Norte do Rio, onde ele estava internado. A causa da morte do artista não foi divulgada.


Um dos trabalhos de maior repercussão de Pillar foi o musical “Rádio Nacional – as ondas que conquistaram o Brasil”, que mostrava o dia a dia de uma família do subúrbio a partir dos sucessos tocados na Rádio Nacional. Ele atuou e dirigiu o espetáculo de grande sucesso em 2005.


Pillar também participou de novelas como “Pátria minha”, “Top model” e “Baila comigo”, além do humorístico “Zorra Total”.

O corpo do ator vai ser velado na capela 9 do Cemitério São João Batista, em Botafogo, na Zona Sul do Rio. O enterro está previsto para as 14h desta quarta-feira (14).

Fontes: G1- TV Globo

Drica Moraes continua bem e recupera medula óssea, diz hospital

Atriz permanece internada desde o dia 14 de junho para monitoramento após transplante, no dia 23


Atriz teve diagnóstico de leucemia no início do ano/Divulgação

SÃO PAULO - A atriz Drica Moraes, de 40 anos, continua "bem, com quadro de saúde estável e sem sinais de infecções ou outras complicações", informa o boletim médico divulgado nesta quarta-feira, 7, pelo Hospital Albert Einstein, em São Paulo.

Ela permanece internada para monitoramento após um transplante de medula óssea, no dia 23 de junho, e não tem previsão de alta.

Segundo o hospital, foi constatada a recuperação (pega) da medula óssea da atriz, submetida a transplante com doador não-aparentado encontrado no Registro Brasileiro de Doadores de Medula Óssea (Redome).

A atriz teve o diagnóstico de leucemia revelado no início deste ano e está internada desde o dia 14 de junho. O transplante foi comandado pelo hematologista Nelson Hamerschlak e passou por três fases (iniciadas no dia 16): quimioterapia preparatória; infusão da medula óssea; recuperação e monitoramento da efetivação do transplante.

Drica foi indicada ao Grande Prêmio de Cinema Brasileiro, entregue no dia 6 de junho no Rio, por sua atuação como coadjuvante no filme "Os Normais 2".

Fonte: O ESTADO DE S PAULO/Fabiana Marchez

Lisa Sanders , a médica do Dr. House

Consultora da série de TV House, Lisa Sanders fala sobre a realidade da medicina por trás da série

Lisa Sanders, a consultora da série House no Waterbury Hospital Health Center/Don Hamerman

O diagnóstico pode ser a etapa mais frustrante de uma consulta médica. Médicos pressionados pelo tempo - que às vezes atendem mais de 20 pessoas por dia - e pacientes com dor e atrás de uma resposta rápida não resultam em finais felizes. É contra essa situação que a médica americana Lisa Sanders luta.

Consultora da série de TV House - que se tornou popular justamente por trazer um médico capaz de identificar qualquer doença - e autora do livro Todo Paciente Tem uma História para Contar (Editora Zahar, 328 pág, 36 reais), Lisa acredita que a conversa entre o médico e o paciente é essencial para o diagnóstico correto. “A maioria das doenças não se parecem com um tiro no braço, elas são invisíveis do lado de fora do corpo. Se você não conversar e ouvir o que o paciente tem a dizer, você nunca vai saber”, afirma.

A médica ainda faz um paralelo da realidade atual da medicina com a série. “House diz que todo mundo mente. A verdade é que todo mundo mente para o House porque os pacientes não possuem um bom relacionamento com ele. Se você não tem uma boa relação com o seu médico, se você não confia nele, será difícil dizer a verdade”. Leia abaixo a entrevista que a professora de medicina clínica da Faculdade de Yale concedeu por telefone à VEJA.com.

Em seu livro Todo Paciente Tem uma História para Contar, você escreveu sobre o fato de poucos médicos se preocuparem para ouvir a história do paciente. Por que isso acontece?

É uma situação complicada. Eu acho que os médicos americanos e os americanos em geral estão apaixonados por tecnologia. Eles acreditam que os exames tecnológicos poderão dar todas as respostas. Mesmo tendo o conhecimento que a tecnologia não substitui a conversa, as pessoas têm a tendência de pensar que o novo é melhor. Além disso, acredito que os médicos não ensinamos aos estudantes de medicina como conversar com seus pacientes.

Só assumimos que isso é uma coisa que deve acontecer, pensando que é só uma simples conversa. As pessoas não valorizam o fato de que a habilidade de conversar pode ajudar a diagnosticar as pessoas. O tempo também é um fator importante. Não temos tempo, ou sentimos que não temos. O período de uma consulta é bastante curto. E vivemos com a pressão dos seguros de saúde para ver mais e mais pacientes. São muitas razões, mas, fundamentalmente, não conseguimos acreditar que conversar é tão importante quanto examinar – quando na verdade, pode ser muito melhor.

Podemos dizer que atender mais de 20 pacientes por dia seria responsável por parte do problema?

Com certeza é parte do problema. Pelo menos nos Estados Unidos, o problema é que a maioria dos médicos não é paga para pensar e sim para fazer. Se você precisa atender um paciente com uma situação complicada, que exige pensamento, mas não cirurgia, você não recebe tanto por isso. Por esse motivo, médicos são “pequenas empresas”. Ou seja, se você é pago por quantidade, os especialistas acabam vendo muitos pacientes. Eu espero que a reforma no sistema de saúde americano mude isso.

Qual a importância de ouvir o paciente? O que pode acontecer se o médico não der o tempo para o paciente falar?

Ele pode não descobrir o problema. Há 100 anos, um médico muito inteligente chamado William Osler já dizia “ouça seu paciente e ele dirá a você o que ele tem”. É extremamente verdade. Se você não escuta, não há como saber. Doenças podem ser consideradas um fenômeno subjetivo. Você não pode saber o que está acontecendo no corpo de uma pessoa se você não perguntar a ela. Porque normalmente, não aparece. Se alguém leva um tiro no braço, o médico com certeza vê isso e não será necessária muita conversa. Mas a maioria das doenças não se parecem com um tiro no braço, elas são invisíveis do lado de fora do corpo. Se você não conversar e ouvir o que o paciente tem a dizer, você nunca vai saber.

Mas por que os médicos costumam interromper o paciente antes que eles terminem de contar o que se passa?

Quando você atende um paciente e você não sabe o que ele tem, há uma certa ansiedade. Em primeiro lugar, o médico quer que as pessoas melhorem. Eles acreditam que é uma tendência do paciente omitir o que está acontecendo e não contar o que eles precisam saber. Por isso, eles sentem que é preciso fazer uma série de questões, pensando que é a forma mais direta e eficiente de encontrar a cura para o problema. Nem sempre é esse o caso, mas os médicos são inclinados a acreditar nisso.

Você acha que as faculdades de medicina ensinam aos estudantes a importância de ouvir o paciente?

Sim, os cursos de medicina se preocupam em ensinar isso. Na escola, eles ensinam a medicina em série e, depois, é necessário aplicar os conhecimentos, treinar e atender pacientes nos hospitais. É durante a prática clínica que eles veem que muitos médicos não conversam ou escutam os doentes. Eles veem o que os outros médicos fazem e assim fazem o mesmo.

Lisa Sanders/Ben Stechschulte

Custa caro não ouvir o que o paciente tem a dizer?

Eu diria que às vezes não faz diferença. Francamente, as pessoas são fortes e saudáveis o suficiente para conseguirem melhorar - independentemente do que o médico fizer. Mas, em outros casos, o diagnóstico correto é muito importante e se você não dá o tratamento, o paciente pode morrer ou ter complicações graves.

Qual é o preço do diagnóstico errado?

Tenho um caso de um paciente que chegou com uma aparência terrível e com o ritmo cardíaco muito baixo ao hospital. Ele foi para a emergência, passou pela UTI, quase fez uma cirurgia para colocar um marcapasso cardíaco e no fim das contas descobriram que era um problema na próstata – ele não precisava de marcapasso. Depois de muitas horas de investigação, perceberam o problema e colocaram um tubo em sua uretra e toda a urina saiu. Assim os rins voltaram a funcionar e ele melhorou. Isso poderia ter sido diagnosticado se os médicos tivessem ouvido o que ele tinha a dizer.

Na verdade, segundo o prontuário, ele deu à enfermeira uma pista do que poderia ser o problema – ele tinha dificuldades para urinar - mas ninguém ouviu ou questionou. O paciente provocou um custo de US$ 50.000 de internação, sendo que o problema dele poderia ter sido diagnosticado e tratado no setor de emergência. Seria muito menos traumático para ele e muito menos caro para o hospital.

No começo da nossa conversa, você falou sobre a preferência dos médicos pela tecnologia. Você acredita que o diagnóstico digital está substituindo o contato entre médico e paciente?

Nós estamos tentando, mas a verdade é que nenhuma tecnologia é melhor do que a conversa entre o médico e o paciente. Se as máquinas fossem melhores, ninguém ficaria infeliz com o fato de estarmos perdendo a capacidade de comunicação. A parte mais importante não é que eles gostem um dos outros, mas que o paciente seja bem cuidado. Se uma máquina pudesse fazer isso, seria ótimo. O problema é que o uso somente de máquinas não é eficiente e não é assim que se consegue o diagnóstico correto.

Falamos muito sobre o papel dos médicos, mas como os pacientes podem ajudar a si mesmos a obter um bom diagnóstico?

Antes de tudo, eles precisam contar a história. Eu digo aos meus pacientes que algum pedaço da sua história pode ser muito importante. Normalmente, você não sabe qual parte é importante e necessária para o seu diagnóstico. Certamente o médico saberá que trecho poderá ser usado para compor a análise. Mas isso não acontecerá se não ouvir até o final. Por isso, os pacientes precisam perceber a importância de contar sua história aos médicos.

Quando o médico interrompe para fazer uma pergunta, acho que o paciente deve responder e dizer “Doutor, eu preciso terminar de contar a minha história”. Ao gravar consultas médicas, foi possível perceber que quase nunca os médicos deixavam os pacientes terminarem suas histórias e a interrupção raramente vinha acompanhada de um pedido para continuar a contar os fatos. Os pacientes precisam acreditar que contar a história é importante.

E o que perguntar?

Quando o médico disser que você tem uma determinada doença, é preciso perguntar “O que mais poderia ser?”. Porque, em geral, os médicos não têm apenas uma resposta para uma série de sintomas. Eles só pegam a mais provável. Na maioria das vezes, o diagnóstico vai estar certo. Mas não em todas as vezes, porque o corpo tem uma grande variação de sintomas e formas de responder às diversas doenças. Ou seja, os seus sintomas não sugerem apenas uma doença. Por isso, os médicos normalmente têm duas ou três idéias sobre qual é o problema. Ao perguntar, você pelo menos sabe o que o seu médico está pensando. E você sabe que ele realmente está pensando.

A senhora acredita que, no futuro, a relação entre os médicos e pacientes se tornará mais humana, menos impessoal?

Deveria. Saúde é extremamente pessoal. Acho que uma boa relação entre médico e paciente não é importante apenas para o diagnóstico, mas para o tratamento em si. Essa relação tem que ser pessoal, nunca impessoal. É a essência de todo o processo.

Você assiste à série House?

Sim. House diz que todo mundo mente. A verdade é que todo mundo mente para o House porque os pacientes não possuem um bom relacionamento com ele. Se você não tem uma boa relação com o seu médico, se você não confia nele, será difícil dizer a verdade. Saber a história do paciente é essencial para entender o que está acontecendo. Então a verdade também é importante para o diagnóstico.

Na série, House não tem o hábito de ouvir o que os pacientes têm a dizer, mas a sua equipe de residentes, sim. Eles discutem muito sobre diagnóstico de um paciente. Isso acontece na vida real?

Você precisa pensar em House e a sua equipe como um só médico. Cada um deles representa um aspecto de um médico: racional, questionador, humanitário e investigador. Se você juntar todas essas partes, você tem um só médico. É como se você tivesse um especialista para conversar, outro para investigar e mais um para pensar sobre o diagnóstico: mas eles são a mesma pessoa.

E os médicos conseguem ser esse conjunto: House e a equipe? Os especialistas da vida real são como o Dr. Gregory House, são gênios que conhecem todas as doenças – até as mais sombrias?

Não existem médicos como o House, que conhecem todas as doenças e cada manifestação de um problema. Mas, sim, existem médicos que sabem mais que outros. Se você perguntar a um médico qual o melhor especialista que ele conhece, ele vai dizer um nome, o melhor que ele tem conhecimento.

Nós todos conhecemos três ou quatro médicos sensacionais, que conhecem quase tudo. Mas mesmo esses médicos não são perfeitos. Por isso, é importante que haja colaboração. Até o médico mais inteligente pode cometer erros. Quando não sabemos o que está acontecendo, a primeira coisa que fazemos é pegar o telefone e ligar para o médico mais inteligente que conhecemos. Para perguntar “o que você acha que poderia ser?”.

Você acha que o House dá uma impressão ruim da profissão?

Não acredito que as pessoas realmente achem que os médicos são como o House. Acredito que o público pensa que só as partes boas do House são verdadeiras. Como, por exemplo, que existem médicos gênios e capazes de saber qualquer coisa. Mas não acho que as pessoas acreditem que é normal um médico ser rude, arrogante e viciado em drogas. Existem médicos arrogantes e viciados em droga, mas as pessoas sabem que isso não é normal e nem o desejável. Acho que quem assiste a série é mais inteligente que isso.

Em sua opinião, por que as séries médicas fazem tanto sucesso?

Porque medicina é incrivelmente interessante. Nós sabemos que não é do jeito que aparece na televisão. As pessoas amam as séries médicas pelo mesmo motivo que eu amo a medicina. Por que você está lá com as pessoas no momento mais importante da vida delas. Eu falo aos meus residentes que para nós, médicos, ir ao hospital é como qualquer outro dia de escritório. Mas para todas as pessoas que estão lá, precisando de atendimento, é o pior dia da vida delas. Então é um privilégio fazer parte disso, além de ser muito interessante estar lá.

Fonte: VEJA/Natalia Cuminale

Humor e as verdades do futebol

Veja o que os jogadores pensam. Perfeitamente representado pelo comediante Marcelo Adnet.

Uma semana após transplante, Drica Moraes passa bem

Atriz permanece internada no Hospital Albert Einstein, em SP, para monitoramento de seu quadro de saúde


Drica passou por transplante de medula há uma semana/Divulgação

A atriz Drica Moraes, de 40 anos, "passa bem, seu quadro de saúde é estável, e não há sinais de infecções ou outras complicações", informa o boletim médico divulgado nesta quarta-feira, 30, pelo hospital Albert Einstein, em São Paulo. Ela permanece internada para monitoramento.

Drica foi submetida a um transplante de medula óssea há uma semana. A atriz teve o diagnóstico de leucemia revelado no início deste ano.

Drica foi indicada ao Grande Prêmio de Cinema Brasileiro, entregue no dia 6 de junho no Rio, por sua atuação como coadjuvante no filme "Os Normais 2".

Fonte: O ESTADO DE S PAULO/FABIANA MARCHEZI

Atriz Drica Moraes será operada nesta terça-feira, diz assessor

Internada desde o dia 14, ela irá se submeter a transplante de medula óssea. Segundo o Hospital Albert Einstein, procedimento será feito em três fases.


Atriz Drica Moraes (Foto: André Luiz Mello / TV Globo)

A atriz Drica Moraes deve ser operada nesta terça-feira (22), informou o assessor da artista. A atriz, que está internada desde o dia 14 em São Paulo, irá se submeter a um transplante de medula óssea, conforme informou no dia 16 a assessoria de imprensa do Hospital Israelita Albert Einstein.

Ela, que mora no Rio, está com leucemia e se internou algumas vezes em hospitais da cidade para sessões de quimioterapia.

O transplante será realizado na unidade do Morumbi com doador não aparentado a partir de busca realizada no Registro Nacional de Doadores de Medula Óssea (Redome).

Segundo o hospital, o procedimento para o transplante será feito em três fases. Ele começou no dia 16, com a quimioterapia preparatória. Após a infusão da medula óssea ela ficará internada para o período de monitoramento da avaliação do sucesso do transplante.


Fonte: G1

Drica Moraes é internada em São Paulo para transplante de medula

No dia 10 de fevereiro, Drica foi internada no Hospital Samaritano, no Rio, depois de sentir dores e enjoos.

Drica Moraes/O Globo

RIO - A atriz Drica Moraes foi internada na segunda-feira no Hospital Albert Einstein, em São Paulo, onde inicia uma nova etapa do tratamento contra a leucemia.

Quatro meses após o diagnóstico da doença, ela se prepara para receber um transplante de medula óssea - cuja data não foi informada. As assessorias de Drica e do hospital afirmaram que não estão autorizadas a dar mais detalhes sobre o estado de saúde da atriz.

No dia 10 de fevereiro, Drica foi internada no Hospital Samaritano, no Rio, depois de sentir dores e enjoos. A atriz de 40 anos passou por uma bateria de exames até que foi confirmada a doença.

Em abril, ela voltou a ser internada na unidade hospitalar, onde permaneceu por alguns dias. O último trabalho da atriz na televisão foi na minissérie "Decamerão - A comédia do sexo", na qual interpretava Tessa.

Fonte: O Globo

Ator vítima de parada cardíaca passou mal durante feriado em Teresópolis

Buza Ferraz, de 59 anos, morreu na madrugada deste sábado (3). Última novela dele na TV Globo foi 'Páginas da vida', de Manoel Carlos.



O ator e diretor Alberto Buza Ferraz/ Reprodução TV Globo

O ator e diretor Alberto Buza Ferraz, de 59 anos, morto na madrugada deste sábado (3), passava o feriado em Teresópolis, Região Serrana do Rio, quando se sentiu mal.

Segundo sua cunhada Cláudia, Buza sentiu falta de ar e procurou um hospital em Teresópolis, na sexta-feira (2). Os médicos teriam aconselhado o ator a retornar ao Rio para fazer exames mais detalhados.

Já de volta ao Rio, o ator foi internado no Hospital Samaritano, em Botafogo, Zona Sul. Ele sofreu três paradas cardíacas e, na última, não resistiu.

Deixa cinco filhos

Segundo o irmão do ator, Antônio Paulo Ferraz, o último papel de Buza na TV Globo foi na novela “Páginas da vida”, de Manoel Carlos. Ele deixa cinco filhos, três homens e duas mulheres.

De acordo com a família, atualmente, Buza não tinha contrato com nenhuma emissora, mas estava produzindo uma peça escrita pelo filho caçula, o ator Antônio Bento, de 20 anos. A peça tinha previsão de estrear no segundo semestre de 2010.

O velório terá início às 11h e o enterro do ator está marcado para as 16h deste sábado, no cemitério São João Batista, em Botafogo, Zona Sul, segundo informações da administração.



Fontes: G1- TV GLOBO

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