Mostrando postagens com marcador moda. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador moda. Mostrar todas as postagens

Modelos gordinhas fazem ensaio para divulgar desfiles de moda GG

O SPFW passou tem algum tempinho, mas esse mês rola outro evento de Moda, a 2ª Edição do Fashion Weekend Plus Size (FWPS), que veio para desmistificar que só as pessoas magras podem estar dentro da moda.

Cinco das modelos plus size de mais destaque no Brasil se uniram em uma sessão de fotos para divulgar a segunda edição do Fashion Weekend Plus Size, que acontece nos próximos dias 23 e 24 em São Paulo. O evento reunirá desfiles de 14 grifes de moda GG apresentando suas coleções primavera verão 2011. (Foto: Divulgação)

A idéia do Evento veio da jornalista Renata Poskos, que também escreve para o Blog Mulherão, e não é lançar tendências: “Desde a primeira edição, que ocorreu em janeiro, nosso compromisso é apenas mostrar as coleções das marcas GG e proporcionar aos consumidores produtos da próxima estação.”

O evento será dividido em dois dias, um destinado a grifes de atacado e no dia seguinte a grifes de varejo. Entre as grifes estão: La Mafe, Loony Jeans, Carlota, Eveiza, Milanina, Shine, Exuberance, entre outras.

Se você está ou estará em SP na data aproveite para ir ao FWPS e conferir de perto a moda GG. A aquisição do convite pode ser feita por meio de depósito bancário no valor de R$60,00 (o dia) na seguinte conta: Banco Bradesco Ag. 0117 – Conta Poupança 1023282-1.

Após efetuar o depósito basta enviar um comprovante para convite@fwps.com.br e mencionar qual o dia que você deseja assistir o desfile. O convite é válido para apenas um dia. Lembrando que grifes atacadistas desfilam no dia 23 e as varejistas no dia 24.

Além dos desfiles ainda terão apresentações e performances de teatro, canto e dança. E os visitantes vão participar de sorteios e concorrer a muitos brindes.

O próximo FWPS acontece noa dias 23 e 24 de Julho, no SENAC Lapa Faustolo em São Paulo. Para mais informações visite o Site do Evento.

Fontes: R7 - Elfinha

'Fat pride', o orgulho de ser gordinha

A vez das gordinhas chegou


Foto para a revista americana 'Glamour': o público respondeu positivamente às dobrinhas (Foto: Divulgação)

Dos Vigilantes do Peso ao balão intragástrico. A atriz Fabiana Karla já tentou quase todas as fórmulas e simpatias para perder peso. "No começo, até emagreci, mas os doces me amam", brinca a Dra. Lorca da atração humorística Zorra Total, da Rede Globo.

A certa altura, porém, ela decidiu parar de se lamentar pelos quilos extras e assumir as dobras. Sentiu-se bela assim. "Preconceito existe desde que nascemos, mas podemos escolher se vamos aceitar isso ou não", diz Fabiana, disparando contra a tão falada ditadura da magreza. "Agora, as pessoas estão se empenhando em respeitar o espaço dos outros - e acredito que estou contribuindo para isso." Vale acrescentar: Fabiana foi convidada para assumir o papel de rainha de bateria de uma escola de samba carioca - posto tradicionalmente reservado a beldades mais enxutas.

A atriz não está só nessa mudança. Em tempos de lipoaspiração, intervenções plásticas radicais, inibidores de apetite e soluções supostamente mágicas para manter o corpo esbelto, cresce o movimento contrário à já citada ditadura da magreza: o fat pride - ou "orgulho de ser gordo". E suas protagonistas já começam a conquistar o apoio do mundo da moda e de segmentos da comunidade médica.

Beth Ditto, vocalista da banda The Gossip, pode ser considerada um dos ícones do fat pride. Posou nua em duas capas de revistas britânicas, NME e Love,  uma especializada em música, e a outra, em moda, respectivamente. Além disso, criou uma marca de roupas para mulheres cujo manequim é avantajado. Já a atriz Brooke Elliott está representando as gordinhas na TV: é a protagonista da série americana Drop Dead Diva, em que interpreta uma advogada cuja vida é atropelada por um tsunami quando uma modelo magra e fútil reencarna em seu corpo.

Há ainda outras referências na TV, que vão desde a rainha dos talk shows Oprah Winfrey até programas como More to Love, em que um homem precisa escolher entre pretendentes gordinhas, e Dance Your Ass Off, reality parecido com o Dançando com as Estrelas - mas com dançarinos rechonchudos.


Pela internet, a modelo e atriz Joy Nash colaborou com o movimento ao postar o bem-humorado vídeo A Fat Rant, em que sustenta uma tese que até pouco tempos parecia indefensável: é possível ser gorda e feliz. Leia a entrevista com Joy. No mundo da moda, o debate em torno da revolução da imagem do corpo perfeito foi incentivado pela revista americana Glamour. A foto de uma modelo nua com a barriga saliente ganhou destaque internacional e se tornou assunto de vários programas de TV nos Estados Unidos. "Essa foi a foto mais incrível que eu já vi em uma revista feminina", disse uma leitora em um dos milhares de comentários sobre a imagem. Com a repercussão positiva, Glamour repetiu a dose, desta vez com várias modelos nuas e com formas avantajadas.

Gordinhas nos trópicos - Seguindo o exemplo americano, o Brasil passou a debater mais o assunto. As gordinhas começaram a ser ouvidas em programas televisivos de grande audiência. Daí surgiu o boom: linhas de telefones congestionadas, caixas de e-mails lotadas e crescimento substantivo de acessos em páginas voltadas para esse público. O blog Mulherão, da jornalista Renata Poskus Vaz, registrou um salto na audiência, de 70 visitas, em março, para 130.000, em novembro. Leia entrevista com a blogueira.

O fundador da agência World Models, Flamir da Silva, recebeu mais de 25.000 contatos de mulheres com perfil plus size e que gostariam de trabalhar como modelos. E esse interesse súbito foi sentido em outros sites e agências relacionados a mulheres com esse biotipo. Até a brasileira Fluvia Lacerda, referência no segmento de modelos plus size no exterior, sentiu a novidade. "Eu costumava dizer que não tinha muito mercado no Brasil, mas percebi que agora existe esse movimento. Aos poucos, a consumidora brasileira vai reivindicar a chance de ter a mesma calça jeans das modelos em tamanhos maiores", prevê Fluvia. Leia a entrevista com a modelo.


Publicitário e presidente da agência W/Brasil, Washington Olivetto concorda que o mercado está abrindo os olhos para mulheres que fogem dos padrões estéticos das passarelas. "A comunicação está percebendo que o processo de venda é mais efetivo quando é sincero", diz Olivetto. Ele lembra que a valorização da "beleza real" é uma preocupação antiga de uma famosa marca de sabonetes, a Dove

Em 2004, a fabricante Unilever fez uma pesquisa global com 3.200 mulheres entre 18 e 64 anos. O resultado foi assustador: apenas 2% consideravam-se bonitas. "A partir daí, a marca quis contribuir com ampliação de um padrão de beleza que, hoje, provoca uma busca do inatingível pelas mulheres. As pessoas têm tamanhos, formas e aparências diferentes, mas todas têm a sua beleza", comenta Rafael Nadale, gerente de marketing da Unilever.

Primeira modelo plus size a participar da campanha da Dove, em 2004, Carolina Angrisani é atriz de comerciais desde 1994. "O mercado sempre foi muito preconceituoso e com ofertas de trabalhos pejorativas", diz. "Mas é bom saber que Brooke Elliott, atriz da série Drop Dead Divaestão abrindo oportunidades para esse perfil."

Nem tudo são flores no caminho das mulheres que se aventuram nesse mercado - como, aliás, acontece também às mais enxutas. Muitas pseudo-agências se aproveitam do momento - e é preciso tomar cuidado. "Houve um boom de meninas querendo ser modelos, mas a quantidade de trabalhos não aumentou proporcionalmente", alerta Kátia Ricomini, editora e fotógrafa do site Criatura GG. Para ela, para tornar-se uma modelo plus size, a candidata precisa muito mais do que um manequim 44. "É preciso ter altura mínima, manequim certo e fotogenia. É uma profissão como outra qualquer", conta.

'Plus Size Fashion Week' - Outro setor que está crescendo é o de vestuário tamanho GG. Até pouco tempo atrás, comprar roupas grandes era sinônimo de dor de cabeça. Mas isso está começando a mudar. "Você se percebe a presença, ainda que tímida, de lojas especializadas para as gordinhas. Isso vai se multiplicar", diz Olivetto. No início de 2010, as marcas voltadas para os tamanhos maiores vão mostrar seus modelos no maior evento para esse público do país, o Fashion Weekend Plus Size - que ocorre simultaneamente à tradicional São Paulo Fashion Week.

Eveline Albuquerque, estilista e proprietária da loja Eveíza Silhueta Plus, é uma das empresárias que vai apostar no evento de nicho. Em 2009, ela abriu uma nova loja em São Paulo, onde revende para outros estabelecimentos, e está negociando um ponto em um shopping center paulistano. O crescimento do negócio tem girado em torno de 20% ao ano. "Percebemos um mercado solto e passamos a nos especializar", conta Eveline, que está no ramo há 25 anos.

As defensoras do fat pride rebatem críticas de alguns segmentos da comunidade médica, que veem no movimento uma apologia à obesidade. Nada disso. Para elas, trata-se do direito de buscar a felicidade, a realização pessoal e profissional e o bem-estar - tudo isso sem precisar cortar calorias ou fazer malabarismos para entrar em uma calça manequim 38 ou 40. "Ser gorda não é mais desculpa para você não ser feliz. Você vai se assumir ou se vender para o resto da vida como uma gorda coitadinha?", cutuca Renata Poskus Vaz, do blog Mulherão.

Fonte: Veja / Natalia Cuminale

Christian Lacroix não voltará a desfilar nas passarelas de Paris

Crise financeira que abala o setor do luxo golpeou também a tradicional maison francesa que fecha suas portas

Platéia joga flores no estilista Christian Lacroix após desfile de primavera-verão em 2009/AP/Christoph Eena

PARIS - O estilista francês Christian Lacroix não voltará a desfilar nas passarelas parisienses, segundo as agências France Press e Associated Press, após uma decisão do tribunal do Comércio de Paris anunciada nesta terça, 1, que o obriga a fechar seu ateliê de alta-costura. A notícia é manchete da versão online de um dos principais jornais franceses, o Le Parisien.

A crise financeira que abala o setor do luxo golpeou também a tradicional maison francesa que desde junho está sob administração judicial, após declarar a suspensão dos pagamentos de mais de uma centena de funcionários. O tribunal de Comércio de Paris anunciou um plano de recuperação para os proprietários da casa Christian Lacroix, que em 2005 foi adquirida pelo grupo norte-americano Falic. Assim, apenas 11 dos empregados vão cuidar dos contratos de acessórios e perfumes da loja.

A maison Christian Lacroix foi fundada em 1987 e dirigida sucessivamente por uma dezena de presidentes até 2005, quando foi adquirida pelo grupo norte-americano. O estilista nascido em Arles, no sul da França, procura há meses um comprador, como o xeque árabe Hassan bin Ali al Nuaimi e a firma francesa Bernard Krief Consulting, que não apresentaram as garantias financeiras necessárias para a manutenção do negócio.

Lacroix cedeu seu nome em 1987 e teria que voltar a comprá-lo, segundo a France Press, que o aponta como um "criador genial que pode imaginar um figurino para uma peça de teatro com o mesmo talento que poderia um dia decorar um trem ou desenhar a capa de um dicionário".

Lamentando sua situação financeira, Lacroix comentou em seu último desfile, em julho, que sempre esteve "contra a corrente e encontrei gente que queria ganhar dinheiro muito rapidamente, em vez de se interessar verdadeiramente na moda como arte".


Pessoas passam diante da vitrine da boutique de Lacroix na Rue Faubourg Saint-Honoré, em Paris, um dos principais centros de alta-costur da cidade. Foto: AP/Remy de la Mauvinière

Fontes: AE / AP

Médicas de SP inovam ao aderir ao jaleco fashion

Dermatologistas contaram com uma estilista para desenhar a peça. Médico usa conjunto de calça e camisa que dá nome a série de TV.

As dermatologistas Marcella Delcourt e Marjorie Melo se cansaram de olhar torto para o jaleco sem graça de todo dia e decidiram personalizar a peça, que é indispensável em consultórios e hospitais. Para isso, elas trocaram o tradicional modelo unissex por um jaleco confeccionado sob medida e desenhado especialmente para elas por um badalado casal de estilistas de São Paulo.


O jaleco das dermatologistas Marcella Delcourt e Marjorie Melo foi desenhado por um casal de estilistas(Foto: Daigo Oliva)

“A gente queria uma peça mais acinturada e mais feminina também”, conta Marcella, que acabou ganhando uma peça exclusiva e sofisticada. “Eu já tinha visto alguns lugares que vendiam jalecos diferentes, mas nenhum se destacava pela beleza”, acrescenta Marjorie.

O jaleco feito sob medida para as dermatologistas se diferencia pelo formato e quantidade de bolsos e pela faixa na cintura. “Quando nós fomos ver o desfile de nova coleção da estilista, tinha algumas peças muito parecidas com o jaleco. Ele era um piloto”, conta Marcella.

A ginecologista Rosa Neme, também de São Paulo, não teve a ajuda de uma estilista para mudar a cara do jaleco, mas passou a personalizar o modelo por conta própria. A médica relembra que começou trocando uma gola aqui, mexendo nos botões ali, até que chegou a um modelo bem feminino.

A ginecologista Rosa Neme personaliza o próprio jaleco

“Não dá nem para comparar. Ao vestir um modelo bonito, bem desenhado, eu sinto que estou vestindo uma roupa e não um saco de batatas”, brinca a ginecologista, que gosta de se vestir bem no dia-a-dia e leva o hábito para dentro do consultório. “Um jaleco ajustado ao corpo fica bonito, e a pessoa se sente bem, elegante e confortável”, descreve.





A preocupação das médicas com a aparência do jaleco é porque a peça é indispensável durante o atendimento. “A gente lida com secreções e produtos e precisa se proteger”, afirma a ginecologista Rosa.

Preço

Assim como o modelo varia, o preço de um jaleco personalizado não tem limite. O modelo desenhado e confeccionado com exclusividade no ateliê de uma estilista para as dermatologistas Marcella e Marjorie saiu quase dez vezes mais caro que um modelo comum.

A ginecologista Rosa dá a dica para quem quer inovar no consultório: um jaleco “quadradão”, como ela batizou o mais sem graça de todos, custa cerca de R$ 50. Mexer na gola, no comprimento ou nos botões pode sair por uns R$ 25 a R$ 50 a mais. “Personalizar não é tão caro, mas o preço vai depender do tecido também”, diz a ginecologista.

Algodão e microfibra são alguns dos tecidos mais comuns, mas há também modelos em satin, que tem um aspecto brilhante e textura bem lisa.

Mudança de comportamento

A empresária Andréa Fischer trabalha com jalecos e aventais na Medical Fashion há quase oito anos e observa que a procura por modelos personalizados e sofisticados vem crescendo “há mais ou menos um ano ou dois”.

Formada em moda e responsável pelo departamento de criação da grife médica, ela conta que os homens costumam procurar por modelos mais sociais em que os botões fiquem escondidos. “Eles usam por cima do terno, e só uma parte da gravata fica aparecendo”, diz. Já as mulheres prestam mais atenção aos detalhes, como gola e bolsos.

Mas não são apenas os médicos que procuram vestir um jaleco diferenciado. Andrea conta que nutricionistas e dentistas já pediram peças em cores que vão além do branco, bege ou algum tom pastel. “Já fiz avental laranja, pink, azul-royal e até preto”, conta.

Jaleco não, scrubs

Conjunto de calça e camisa conhecido como scrubs deu nome a seriado de TV paga. Na foto, os personagens Donald e Zach

Mas a aversão do dermatologista e cirurgião capilar Arthur Tykocinski não é por causa do modelo ou da cor, mas por causa da “caretice” do jaleco comum. O médico acredita que, se os seu pacientes - a maioria homens bem-sucedidos - se rebelam contra o paletó e a gravata, nada melhor que abolir o jaleco nas consultas do dia-a-dia para “se aproximar do paciente”.

No lugar do jaleco, o cirurgião adotou o scrubs, um tipo de uniforme hospitalar formado por calça e camisa de manga curta. “O scrubs é muito usado por médicos e enfermeiras nos Estados Unidos. É uma roupa simples e muito confortável”, detalha. A vestimenta virou até nome da série médica e cômica, “Scrubs”, que é exibida na TV a cabo.

Faz pouco mais de um ano que Tykocinski adotou a vestimenta em sua clínica, e o jaleco foi esquecido no fundo do armário. “No começo, eu me sentia meio estranho por atender aos pacientes sem o jaleco. Acho que era porque eu estava acostumado a trabalhar com calor e sufocado por causa da camisa, da gravata e do jaleco”, relembra.

Apesar de ser confortável, o scrubs tem uma desvantagem: não adianta enjoar dele porque não tem como mudar o modelo. O conjunto deve ser o mais simples possível, inclusive, para ser jogado fora sem dó, caso fique velho, se rasgue ou sofra qualquer outro dano.

Mas há pelo menos uma vantagem: dá para fugir do branco e do bege porque os scrubs costumam ser de cores fortes, como azul, verde e até rosa.

LinkWithin

Related Posts with Thumbnails