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Ajuda do Brasil ao Haiti equivale a gastos com manutenção das tropas

A ajuda financeira do governo brasileiro ao Haiti, devastado por um terremoto no dia 12 de janeiro, há exatamente seis meses nesta segunda-feira, chegou a US$ 222 milhões neste período.

De acordo com o Itamaraty, outros US$ 117 milhões estão “prometidos” e deverão ser transferidos por meio de projetos de cooperação, elevando o total da ajuda para US$ 339 milhões, cerca de R$ 645 milhões.

O valor se aproxima da quantia gasta, em seis anos, na manutenção das tropas brasileiras no Haiti, que segundo a ONG Contas Abertas somou R$ 700 milhões no período.

A maior parte do dinheiro brasileiro destinado ao Haiti (US$ 172 milhões) deverá integrar o fundo de reconstrução do país caribenho, criado por um grupo de 26 países, em março. Desse total, US$ 55 milhões da parte brasileira já foram depositados.

Apesar de ter se comprometido com uma quantia inferior a das grandes potências, o Brasil está entre os poucos que efetivamente realizaram a transferência do dinheiro.

O governo americano, por exemplo, prometeu US$ 1,15 bilhão durante o encontro, mas ainda aguarda a aprovação do Congresso para que a verba seja liberada.

Na avaliação de um interlocutor do Palácio do Planalto, a “rapidez” com que o país se propôs a depositar sua parcela serviu como uma “sinalização” do peso que o Haiti tem entre as prioridades da política externa brasileira.

“E também não deixa de ser uma forma de pressionar para que os outros países também apressem suas doações ao fundo”, diz a fonte.

Reconstrução

Segundo o chefe do departamento de América Central e Caribe do Itamaraty, ministro Rubens Gama Filho, a posição do governo brasileiro é de que a reconstrução seja liderada pelo governo haitiano e suas instituições.

Logo após o terremoto, representantes do governo brasileiro demonstraram receio de que outros países assumissem a reconstrução, deixando o governo do Haiti à margem do processo.

“Somos um dos doadores, mas o grande vetor da reconstrução, agora, é a Comissão Interina de Reconstrução, presidida pelo primeiro-ministro haitiano, Jean-Max Bellerive”, diz Gama Filho.

O diplomata reconhece que há um clima de “ansiedade” entre os haitianos, de que “as coisas não estão acontecendo”, mas segundo ele é preciso considerar a “complexidade” da reconstrução de um país.


“O dinheiro não é tudo. É preciso ainda respeitar prazos para a criação de projetos, para as licitações. É um trabalho de formiguinha”, diz o ministro.

Segundo Gama Filho, o terremoto causou um prejuízo equivalente a 120% do Produto Interno Bruto do Haiti, além de ter aumentado o desemprego para 95%. “Estamos falando de um cenário muito complexo”, diz.

Uma das preocupações do governo brasileiro é evitar que os haitianos continuem dependentes da importação de alimentos, mesmo com 80% da população trabalhando de alguma forma na agricultura.

Na última visita que fez ao país caribenho, em fevereiro, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva disse que era preciso incentivar a “produção local” e, assim, permitir que os haitianos andassem “com as próprias pernas”.

Tropas

Presentes no Haiti desde junho de 2004 – onde lideram a missão de paz das Nações Unidas, a Minustah –, as tropas brasileiras também são consideradas pelo governo brasileiro como um braço “auxiliar” na reconstrução do país.

Segundo o comandante da missão, general Paul Cruz, o Conselho de Segurança fez um “ajuste” no mandato da missão, em função do terremoto.

“Nosso foco ainda é a manutenção da segurança, mas tivemos um ajuste e estamos colaborando muito com a questão dos entulhos, manutenção de estradas etc”, diz o comandante.

Logo depois do desastre, o Conselho de Segurança das Nações Unidas aprovou o envio de mais 2.000 militares, que se somaram aos 7.000 que já se encontravam no Haiti.

A maior contribuição entre o novo contingente foi brasileira, com o envio de 900 militares. Além disso, o Exército enviou duas unidades extras de engenheiros para ajudar na reconstrução do país.

Dias após o terremoto, o então comandante da Minustah, general Floriano Peixoto lamentou a tragédia, mas acrescentou que o Brasil não poderia perder a “oportunidade de mostrar sua importância” com o episódio.

O comentário do general Peixoto foi feito em meio a rumores de que o Brasil estaria preocupado com a forte presença das tropas americanas no Haiti no pós-terremoto.

Em Porto Príncipe desde o mês de abril, o general Paul Cruz nega que tenha havido disputas entre os dois países. “As duas tropas, inclusive, se coordenaram numa ação bilateral: o Brasil com a questão da segurança e os americanos mais voltados para a ajuda humanitária”, diz.


Fonte: BBC/Fabrícia Peixoto

Michelle Obama faz visita surpresa ao Haiti

Primeira-dama dos EUA fez 'escala' antes de ir ao México. Haiti foi devastado por terremoto em 12 de janeiro.

A vice-primeira-dama dos EUA, Jill Biden, o presidente do Haiti, René Préval, e a primeira-dama dos EUA, Michelle Obama, nesta terça-feira (13) em Porto Príncipe. (Foto: AFP)

Michelle Obama fez uma visita surpresa ao Haiti nesta terça-feira (13) no início de sua primeira viagem internacional como primeira-dama dos Estados Unidos desacompanhada do marido.

A mulher de Barack Obama fez uma parada em Porto Príncipe, a capital haitiana, a caminho para uma visita ao México, entre 13 e 15 de abril. Ela chegou com Jill Biden, mulher do vice-presidente norte-americano, Joe Biden.

Michelle cumprimenta crianças haitianas na chegada à cidade. (Foto: AFP)

Imediatamente depois do terremoto catastrófico de 12 de janeiro que, segundo o governo do Haiti, pode ter matado mais de 300 mil pessoas, o presidente Obama determinou que milhares de soldados e equipes de ajuda humanitária norte-americanos liderassem uma enorme iniciativa internacional para ajudar o empobrecido país caribenho.

"A primeira-dama Michelle Obama e Jill Biden estão visitando o Haiti a fim de salientar ao povo haitiano e ao governo haitiano o compromisso contínuo dos EUA para ajudar na recuperação e reconstrução do Haiti, especialmente à medida que entramos na temporada das chuvas e dos furacões", disse a Casa Branca em um comunicado.

Michelle Obama e Jill Biden sobrevoaram a capital devastada de helicóptero antes de encontrarem os líderes haitianos.

Embora a maioria dos haitianos tenha elogiado a assistência dos EUA, muitos questionaram por que Barack Obama, o primeiro presidente norte-americano negro, ainda não visitou o Haiti, cuja independência em 1804 após uma revolta dos escravos criou a primeira república negra independente.

A visita de Michelle Obama pode de certa forma acalmar tais sentimentos em um país - situado a apenas duas horas de avião dos EUA - onde seu marido é muito popular.

Outros líderes, como o presidente francês, Nicolas Sarkozy, o premiê canadense, Stephen Harper, e uma série de presidentes latino-americanos, incluindo o brasileiro Luiz Inácio Lula da Silva, visitaram o Haiti depois do terremoto, classificado por alguns especialistas como o desastre natural mais letal da história moderna.

Fontes: G1 - Agências

Haiti necessitará de US$ 11,4 bilhões nos próximos 7 a 10 anos

Especialistas estimam as necessidades financeiras do Haiti

México, 21 mar (EFE).- Os danos causados pelo terremoto que devastou o Haiti em 12 de janeiro e as necessidades de reconstrução do país superam os US$ 11,4 bilhões, declarou hoje à Agência Efe um especialista em avaliação de desastres naturais da Comissão Econômica para a América Latina (Cepal).

"Somente para voltar a um estado semelhante ao que havia, que já era deteriorado, custaria mais de US$ 7,8 bilhões", explicou à Efe Ricardo Zapata, que retornou ao México depois de permanecer um mês no Haiti para avaliar os danos antes da conferência de países doadores de recursos, que será realizada em 31 de março em Nova York.

O número global de necessidades estimadas, "talvez para os próximos 7 a 10 anos, é de US$ 11,4 bilhões, mas o debate hoje se refere mais a como e a com quem" trabalhar na recuperação do país, explicou Zapata.

Nesse momento, ainda se precisa de ajuda humanitária para recuperar o Haiti dos estragos causados pelo terremoto de 7,2 graus na escala Richter de 12 de janeiro, que devastou sobretudo Porto Príncipe e deixou 1,5 milhão de desabrigados, quase 15% da população nacional.

"O preocupante é que os fluxos de recursos já não estão vindo", apontou o analista da Cepal.

Também faria falta garantir entre US$ 4 bilhões e US$ 5 bilhões para financiar nos próximos 18 meses diversos programas de emprego na agricultura, na indústria e no setor serviços.

Segundo o analista, é importante, por exemplo, que as 760 mil pessoas que abandonaram Porto Príncipe após o terremoto tenham a possibilidade de viver fora da capital e não se vejam obrigadas a retornar à cidade.

Além disso, ele considerou necessário o dinheiro, mas também contar com mecanismos de fiscalização e auditoria para verificar que as despesas dos fundos seja o suficiente e que exista uma boa comunicação entre os diferentes setores do país.

No próximo dia 31 está prevista a realização nos Estados Unidos uma conferência de países doadores de recursos ao Haiti, onde os participantes terão que detalhar "quanto dinheiro vão fornecer a esse processo" e em quais modalidades: perdão de dívida, envio de alimentos, entre outros.

Fontes: Último Segundo - Efe

Haitianos pedem refúgio ao governo do Brasil

Ministério da Justiça dará resposta em até 30 dias

Quatorze haitianos que estão em Campo Grande, no Mato Grosso do Sul, assinaram nesta sexta-feira (19) o documento em que pedem refúgio ao Brasil. A situação deles no país vem sendo acompanhada pela Polícia Federal, pela Comissão Estadual dos Direitos dos Negros e pelo Senado.

Todos os haitianos enviaram o pedido ao Comitê Nacional para Refugiados, órgão ligado ao Ministério da Justiça que analisa esse tipo de questão.

Uma resposta ao grupo será dada em até 30 dias, mas enquanto isso eles deixam de ser ilegais no Brasil, ficando salvos de uma eventual deportação para o país de origem.



Fontes: R7 - REDE RECORD

Brasileiros se arriscam no Haiti

Soldados fazem “operação de guerra” na missão de distribuir donativos e prestar atendimento médico à população haitiana

O capitão Paulo Roberto da Silva, de Foz do Iguaçu, controla o aeroporto de Porto Príncipe

Principal força de segurança da ONU no Haiti, as tropas brasileiras passaram a arcar com outras duas responsabilidades depois do terremoto: a distribuição de comida e demais donativos e o atendimento médico. Pelo me­­nos 343 toneladas de alimentos e 51 mil litros de água já foram distribuídos para os haitianos. Levar comida em bairros muito pobres e atingidos pelo terremoto é uma tarefa perigosa. Em 2006, dois militares jordanianos da missão de Paz da ONU foram mortos em uma emboscada.

“É como uma operação de guerra. De tarde vemos se está tudo normal, se o clima está bom. Aí temos de cercar as entradas e garantir a ordem para que a distribuição ocorra sem problemas”, explica o capitão Rodrigo Ferreira do Nascimento, que co­­manda o 1.º Batalhão de Infan­­taria Motorizada, que cobre o bairro de Cité Soleil.

O Hospital de Campanha da Aeronáutica, que foi instalado três dias depois dos tremores também passou a ser fundamental num país que já tinha um sistema de saúde precário e que agora depende quase que exclusivamente do atendimento mé­­di­­co ligado à ONU. “Nos primeiros dias, os atendimentos ficaram concentrados na área ortopédica. Eram muitos traumas devido ao terremoto. Agora, os atendimentos clínicos e pediátricos têm sido os mais procurados. Já fizemos 13 partos aqui”, conta o coronel João Carlos Azeredo, comandante do Hospital de Cam­­panha da FAB.

Na esfera civil, a atuação brasileira também é destacada. A coordenadora do principal projeto de geração de renda do Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (Pnud) no Haiti é a brasileira Eliana Ni­­colini. O Cash for Work (dinheiro por trabalho) emprega 35 mil haitianos em serviço de limpeza e conservação urbana. “Estamos limpando a cidade, gerando renda e aumentando a autoestima deles”, diz Eliana. Segundo ela, o projeto pretende atingir 100 mil haitianos nos próximos meses.

O Brasil também está representado no Haiti por uma dezena de Organizações Não Gover­­namentais (ONGs). A maior de­­las, a Viva Rio, transformou suas instalações em um acampamento improvisado para 13 mil pessoas.

Personagens

Do Paraná para as ruas haitianas

Quando criança, o curitibano Lauro Aristides Dias Carneiro, de 32 anos, brincava de soldado nas ruas da Cidade Industrial de Curitiba (CIC). Hoje, ele lidera grupos de oito soldados nas missões de patrulhamento em bairros de Porto Príncipe, capital do Haiti.

Na prática, Carneiro é responsável pela segurança dos seus soldados e da população haitiana residente nos bairros por onde passa sua patrulha.

Nascido na maternidade Vitor Ferreira do Amaral, na Água Verde, Lauro serviu como soldado no Comando da 5ª Região Militar, no Pinheirinho, antes de ser aprovado no concurso para sargento, quando transferiu-se para o Rio de Janeiro.

Nascido no Rio Grande do Sul, o capitão Paulo Roberto da Silva tornou-se iguaçuense graças à Força Aérea Brasileira (FAB). Comandante do Destacamento de Controle Aéreo de Foz do Iguaçu há cerca de dez anos, Paulo Roberto é responsável pela porta de entrada de toda ajuda brasileira ao Haiti, seja civil ou militar.

Ele é o chefe da Sessão de Controle de Operações Aéreas do aeroporto de Porto Príncipe. “Fazemos o apoio logístico e operacional de toda aeronave brasileira que pousa ou decola aqui”, diz Paulo Roberto.

Logo após o terremoto, eram cerca de 20 voos monitorados, entre pousos e decolagens. Hoje, o ritmo de trabalho está menor, mas todo o dia são pelo menos dois aviões Hércules da FAB que rumam e chegam do Brasil.

Fonte: Guilherme Voitch (Gazeta do Povo) - Foto: Marcello Casal Jr./ABr

"FarmVille" admite retenção de doação ao Haiti, mas nega golpe

Apesar de negar "golpe", a empresa não conseguiu negar que induziu os internautas a pensar que doavam dinheiro para as vítimas do terremoto neste ano

A empresa norte-americana Zynga, responsável pelo game "FarmVille", enviou hoje e-mail em resposta às reportagens publicadas ontem (2) na Folha, de que a empresa reteve parte das doações ao Haiti, o que fez de duas diferentes formas. Veja íntegra do comunicado da empresa.

Na mensagem, assinada pela porta-voz da Zynga, Shernaz Daver, a empresa confirma que reteve 50% das doações feitas ao Haiti no ano passado.


Mensagem do "Farmville" convida internauta para comprar milho branco e ajudar Haiti/Reprodução

Apesar de negar "golpe", a empresa não conseguiu negar que induziu os internautas a pensar que doavam dinheiro para as vítimas do terremoto neste ano, quando na verdade estavam apenas adquirindo a moeda usada no jogo (veja imagem).

A carta da Zynga comprova ainda que o dinheiro virtual (FV$) comprado com dinheiro real pelos jogadores, na campanha pós-terremoto, só beneficiaria aos haitianos se ela fosse integralmente investida em milho branco.

No entanto, como a campanha tinha duração limitada, era impossível às pessoas que doaram mais de US$ 10, por exemplo, conseguir direcionar toda a moeda adquirida para os haitianos, conforme publicado .

A Zynga também confirma (como já o fizera anteontem por e-mail) assim que somente 50% dos recursos obtidos pelas campanhas de 2009 pelo Haiti foram revertidos de fato para o país. Deste modo, no ano passado foram obtidos US$ 2,4 milhões em doações, mas US$ 1,2 milhão ficou com a empresa, o que ela considera "procedimento comum".

Para entender o caso

O game Farmville tem quase 80 milhões de usuários no mundo --por volta de 20% do total de usuários da rede de relacionamentos Facebook.

Agradecimento por "doação" após pagar; ela só seria parcialmente e de fato feita depois /Repodução

No Brasil, o aplicativo é o mais popular entre usuários dessa rede social: 1,125 milhão de pessoas estiveram no jogo em janeiro (por volta de 15% dos usuários brasileiros do site), de acordo com dados do Ibope.

Em janeiro último, dias após o terremoto do Haiti, surgiu um ícone em FarmVille que, ao ser clicado, convidava os jogadores a doar US$ 10, US$ 20, US$ 30 ou US$ 40 para as vítimas. A janela ainda perguntava: "Quanto você quer doar?". E então surgiam opções para se gastar US$ 10, US$ 20, US$ 30 ou US$ 40. Após efetuar o pagamento com cartão de crédito, o jogador descobria que não estava contribuindo diretamente com o Haiti, e sim comprando o dinheiro virtual do jogo.

O dinheiro comprado não tinha vínculo algum com o Haiti de fato. Se quisesse contribuir com as vítimas, aí sim o internauta teria de iniciar plantações e colheitas de milho branco virtual (a popular canjica), e somente o que fosse plantado e colhido é que seria enviado ao Haiti.

A Zynga afirma que doou "100% do plantado em milho branco nos primeiros cinco dias da campanha. A empresa não informou quanto arrecadou nos 11 dias seguintes, e o que ocorreu como esse dinheiro. Quem comprou US$ 40 em FV$, por exemplo, jamais conseguiria gastar o total, porque a campanha tinha duração preestabelecida, e não haveria tempo para contribuir com os FV$ 240 adquiridos.

A sobra de FV$, após dez dias de colheita, só poderia ser usada novamente no jogo --comprando bens, animais e ou decorações virtuais para as fazendinhas. A porta-voz da empresa nega esta informação, mas a Folha Online a confirmou, efetuando a doação (compra) máxima.

Fonte: FOLHA / MAURÍCIO KANN e RICARDO FELTRIN

We Are The World 25 For Haiti - Official Video

Recorded on February 1st, 2010, in the same studio as the original 25 years earlier (Henson Recording Studios, formerly A&M Recording Studios) "We Are The World 25 For Haiti", in which Jones and Richie serve as executive producers and producers, was created in collaboration with executive producers Wyclef Jean, Randy Phillips and Peter Tortorici; producers Humberto Gattica and RedOne; and co-producers Rickey Minor, Mervyn Warren and Patti Austin to benefit the Haitian earthquake relief efforts and the rebuilding of Haiti.

ONU quer US$ 1 milhão para meteorologia antes da chegada das chuvas ao Haiti

Chuvas são previstas para abril, e furacões, para junho. População está fragilizada depois do terremoto de 12 de janeiro.

O Haiti precisa urgentemente de US$ 1 milhão para reconstruir estações meteorológicas destruídas no terremoto de 12 de janeiro, antes que o país comece a ser ameaçado nos próximos meses por inundações e furacões, disse a Organização Meteorológica Mundial (OMM, um órgão da ONU) na terça-feira (9).

A temporada de chuvas no Haiti começa em abril, e a de furacões tem início em junho. O terremoto de janeiro destruiu muitos dos abrigos que eram usados em caso de calamidade climática.

"Não há absolutamente nenhum tempo a perder. É importantíssimo ajudar o Haiti a estar o mais preparado possível", disse a jornalistas Michel Jarraud, secretário-geral da OMM. "É vital não só para minimizar os riscos, mas também para gerenciá-los via sistemas de alerta precoce, para que as pessoas possam ser retiradas (de áreas de risco)."

Crianças haitianas brincam nesta terça-feira (9) em campo de refugiados próximo a Porto Príncipe. (Foto: AFP)

Os desabrigados do terremoto estão particularmente vulneráveis aos furacões. As tempestades também costumam causar deslizamentos de terra, especialmente perto de favelas existentes ao longo da costa sul do país, segundo a OMM.

Os serviços meteorológicos haitianos já eram precários mesmo antes da tragédia, e seus funcionários agora trabalham em uma tenda no aeroporto da capital, já que suas instalações foram destruídas.

Não há radar nem estações meteorológicas automatizadas para coletar dados. EUA, Canadá e República Dominicana estão fornecendo previsões para a segurança aérea e as operações de ajuda, disse a OMM, que tem sede em Genebra.

A estimativa de US$ 1 milhão se refere à restauração de sistemas básicos de comunicações, estações meteorológicas automatizadas, computadores, geradores reserva e treinamento de funcionários ao longo do próximo ano.

Antes, o Haiti costumava usar muito o rádio e outros meios de comunicação para alertar a população sobre tempestades, segundo Robert Masters, diretor de desenvolvimento e atividades regionais da OMM.

"Como as pessoas se informam e são alertadas se não têm televisão, eletricidade nem casa? Precisa haver algum tipo de abordagem que assegure que as pessoas recebam os alertas. Em algumas áreas, temos usado tecnologias simples - há grandes sirenes e pessoas que saem de bicicleta", relatou.

Para além da restauração emergencial, o Haiti precisará de 15 milhões de dólares nos próximos três a quatro anos para oferecer serviços básicos como previsão e observação meteorológica, segundo a OMM.

Fonte: G1 - Reuters

Músicos brasileiros fazem show em benefício das vítimas do Haiti no Rio

Fernanda Abreu, Ed Motta, entre outros, vão cantar no Circo Voador. Ingressos serão trocados por alimentos.

O palco do Circo Voador, no Centro do Rio de Janeiro, recebe nesta terça-feira (2), às 19h, o Benex Festival, que reunirá músicos brasileiros em benefício das vítimas do terremoto no Haiti.

Entre as atrações confirmadas estão Arlindo Cruz, André Rio, BNegão, Ed Motta, Empolga às 9, Fernanda Abreu, Frevo Diabo, João Sabiá, Mart’nália, Márcio Local, Mu Chebabi, Pedro Moraes, Ponto de Equilíbrio, Rogê, Sambella’s e Teresa Cristina. A atriz Letícia Sabatella será a mestre de cerimônias.

Os organizadores do evento, em sentido horário: Marcelinho da Lua, Alexandre Silpert, Mu Chebabi e Marquinho OSócio (Foto: divulgação)

O produtor Alexandre Silpert, organizador do evento juntamente com o DJ Marcelinho da Lua e os cantores João Sabiá, Marquinhos OSócio e Mu Chebabi, explica como surgiu a ideia.

"Trocamos mensagens pela internet através do Facebook. Marcamos um chopp para conversar sobre o assunto e decidimos organizar o show. Em apenas 12 dias estava tudo pronto", explica Silpert, que revelou que muita gente teve que destacar o espírito solidário dos artistas e dos envolvidos no projeto-relâmpago.

"Não imaginávamos receber tanto apoio. É algo muito bacana, principalmente nos dias de hoje, em que vivemos num mundo tão individualista", diz o produtor.

Ingressos por donativos

Não será aceito dinheiro na compra de ingressos. Cada entrada só poderá ser adquirida na troca por quatro litros de água, quatro caixas de leite ou quatro caixas de suco. Também serão aceitas quatro latas de alimento com validade, no mínimo, até março de 2010. Os alimentos serão enviados à ilha caribenha através da ONG Viva Rio, que apoia o evento.

A abertura da festa acontecerá na porta do Teatro Odisséia, próximo ao Circo Voador. Um cortejo vai seguir o Empolga às 9 até à lona da Lapa, onde começarão os shows.

Alexandre Silpert, que espera contar com um público de três mil pessoas no Benex Festival desta terça, confirmou ainda a realização de um novo show beneficente, nos mesmos moldes, para depois do Carnaval.

"Temos que nos reunir para definir os detalhes, mas já posso adiantar que vai acontecer", concluiu.


Fonte: G1

Akon, Bono e Lady Gaga participam de nova versão de "We Are the World"

Akon, Jason Mraz, Bono, Wyclef Jean, Carlos Santana, Enrique Iglesias, Usher, Toni Braxton e Lady Gaga estão entre os astros da música que se reuniram nesta segunda-feira para gravar uma nova versão de "We Are the World".

Os lucros com a música serão revertidos em prol do Haiti, que se recupera do terremoto sofrido no mês passado.

O registro será feito no mesmo estúdio onde a música original foi gravada, há 25 anos.

Lady Gaga, Akon e Bono, do U2, estão entre astros da música que gravarão nova versão de "We Are the World"

A música, de autoria de Lionel Richie e Michael Jackson, foi lançada pela primeira vez em 1985. Na época, foi usada para arrecadar dinheiro para aplacar a fome na África.

Entre os astros que participaram da primeira versão da canção, estão Stevie Wonder, Tina Turner, Diana Ross, Bob Dylan e Cyndi Lauper, além dos próprios autores.

Fontes: FOLHA - AP

ONU precisa dos EUA para garantir segurança no Haiti, diz observador

Segundo especialista, EUA têm capacidade de responder à tragédia com mais eficiência do que as Nações Unidas.

Soldados americanos participam de ajuda humanitária

Ban Ki-moon não é um homem de muitas palavras nem de grandes emoções. As peculiaridades da cautela asiática ficam mais evidentes quando o secretário-geral das Nações Unidas exprime sua autoridade. “Eu faço um apelo às equipes de ajuda internacional para que trabalhem com as Nações Unidas assegurando que nosso esforço conjunto seja complementado, e não desperdiçado.”

O Haiti recebeu toneladas de mantimentos, remédios, abrigos de emergência e outros artigos de ajuda humanitária, mas o socorro quase não chegou às vítimas. “Um dos problemas é que há centenas de ONGs com boas intenções e que fazem um trabalho muito importante, mas coordenar todo esse grupo pode ser complicado”, analisa Edward Luck, do Instituto Internacional da Paz de Nova York.

Controle do aeroporto sob comando norte-americano

O observador do trabalho das Nações Unidas conhece bem a estrutura da ONU e de suas suborganizações – assim como seus pontos vulneráveis. Em relação ao Haiti, Luck faz uma avaliação mais amena. Ele ressalta que, primeiramente, é preciso considerar que a própria ONU foi vítima do terremoto. A morte de Hedi Annabi [chefe da missão da ONU no Haiti] e de funcionários que estavam na chefia da missão no país, fez com que as Nações Unidas, de repente, não tivessem mais funcionários responsáveis diretamente no local.

Controle do aeroporto

E quando a dimensão da tragédia ficou visível, outro problema também surgiu. “O governo do Haiti não tinha capacidade de agir, aeroportos e portos foram destruídos, muitas estradas também, e ficou evidente que a ajuda não conseguiria chegar. E a ONU não dispunha de aparelhagem que pudesse ser útil naquela ocasião”, comenta Luck.

E é essa capacidade de ajuda que Washington tem para oferecer: aviões, navios com instalações hospitalares e pessoal especializado – algo que as Nações Unidas não podem proporcionar. Além de enviarem aeronaves com ajuda humanitária, os EUA assumiram o controle do aeroporto, o acesso mais importante ao local da catástrofe.

É verdade que esse controle militar estrito suscitou um clima de desconforto: a organização Médicos Sem Fronteiras lamentou que um avião carregado com instrumentos médicos não teve autorização para aterrissar em Porto Príncipe, e que teve que ser desviado para a República Dominicana por ordem dos americanos. Não foi caso único: um avião francês com dez equipes de cirurgiões a bordo não pôde aterrissar, e teve também que seguir para o Aeroporto de Santo Domingo.

Igualmente difícil tem sido a viagem para civis, especialmente os que não possuem passaporte norte-americano. Cerca de 200 aeronaves, que fazem 90 decolagens e aterrissagens por dia, ocupam a pista do Aeroporto de Porto Príncipe – a maior parte pertence aos EUA. Muitos desses aviões não trazem ajuda humanitária, mas soldados.

Segurança e ajuda humanitária

Ajuda humanitária demorou para chegar a todos os haitianos

“Evidentemente que existe a questão de quem deve ter prioridade, se o pessoal que cuida da segurança ou da ajuda humanitária. Mas eu acho que a resposta mais simples é: ambas as atuações são necessárias.” Segundo Edwart Luck, sem o reforço da segurança poderia haver uma escalada da violência.

O especialista lembra que a responsabilidade nessa situação é das Nações Unidas, mas de fato ela se encontra nas mãos dos Estados Unidos – uma circunstância que muitas ONGs não querem aceitar. “Eu acho que nessa situação as organizações de ajuda preferem fazer tudo à sua maneira, mas elas precisam de um amparo logístico, precisam de um sistema de comunicação e infraestrutura que uma potência militar como os Estados Unidos podem oferecer”, avalia Luck.

Para o especialista do Instituto Internacional da Paz, a ocasião traz a oportunidade de que todos aprendam com os erros. “Em minha opinião, é impressionante ver que uma catástrofe natural pode mobilizar a comunidade internacional dessa maneira, num trabalho conjunto com o mesmo objetivo, sem debates políticos, sem delonga, como estamos acostumados a ver no âmbito das Nações Unidas.”

Fonte: Deutsche Welle
Autor: Thomas Schimidt (np)
Revisão: Carlos Albuquerque

Mobilização anti-Brasil ecoa no Haiti após terremoto

Simpatizantes de ex presidente são contra presença brasileira no Haiti

Acuada e radicalizada, uma franja da sociedade haitiana aproveita o caos pós-terremoto para aumentar o volume de uma demanda que completa seis anos: brasileiros, voltem para casa! São na maioria simpatizantes do ex-presidente Jean-Bertrand Aristide, deposto em 2004 por uma ação norte-americana (para a qual a ONU fez vistas grossas) e hoje exilado na África do Sul.

Vivem em bairros miseráveis de Porto Príncipe, como Cité Soleil e Bel Air, onde Aristide aparece em grafites nos muros ao lado de Bob Marley e Martin Luther King. "Aristide construiu tudo por aqui, e os brasileiros destruíram", disse um homem que se identificou apenas como Jean, tomando cerveja e fumando maconha às 10h numa rua em ruínas em Bel Air. A seu lado, outro que se apresentou como "Matador" disse que os brasileiros não têm o que fazer no país. "Eles nunca construíram nem um banheiro aqui", queixou-se.

Muitas pessoas na região nutrem ressentimento pelas operações de "pacificação" conduzidas pelos militares do Brasil entre 2004 e 2007, que desarmaram gangues pró-Aristide após duros combates. "Eles [os soldados brasileiros] não são nossos amigos. Eles matam nosso povo", diz Vanel Louis Paul, dirigente do Massa Popular, uma agremiação de base pró-Aristide que tem sede na gigantesca favela de Cité Soleil, a maior de Porto Príncipe.

Emile Wilnes, integrante do mesmo grupo e membro do conselho da Fundação Aristide, ONG assistencialista mantida por aliados do ex-presidente, diz que hoje o Brasil é um dos responsáveis por dificultar o retorno de seu líder do exílio. "Nós achávamos que [Luiz Inácio Lula da Silva] fosse um democrata. Mas hoje, vendo o que aconteceu aqui, não achamos mais", declara ele.

Ao longo de dez dias em Porto Príncipe, a Folha percebeu bem mais demonstrações de apreço aos brasileiros entre a população do que o contrário. O Brasil lidera militarmente a Minustah, a força de paz da ONU, que em geral é bem aceita pelos haitianos.

Mas a franja radicalizada existe e é atuante, não apenas nas favelas, mas também no movimento estudantil. O pior cenário para o Brasil seria o de uma aliança entre as massas empobrecidas das favelas e essa elite politizada. "Não deixamos de acompanhar atentamente e com preocupação a atuação dos partidários de Aristide, mesmo com a situação de fraqueza deles", diz o coronel Alan Santos, chefe da comunicação social do batalhão brasileiro da Minustah.



Haitianos transitam por campo de desabrigados instalado em frente ao palácio presidencial de Porto Príncipe / Carlos Barria/Reuters

Marcha anual

Todos os anos, em 28 de fevereiro (aniversário da queda de Aristide), pelo menos 5.000 pessoas marcham pelas ruas de Porto Príncipe para lembrar o que qualificam como um golpe de Estado. Pichações pedindo a saída da Minustah são poucas, mas visíveis em alguns muros do centro da capital.

Nunca houve violência nessas manifestações, pelo próprio fato de que as gangues ligadas ao ex-presidente foram desarmadas, e seus líderes, presos. Mas cerca de 5.500 ex-integrantes desses grupos paramilitares escaparam da prisão no terremoto e estão à solta.

Aristide quer voltar ao Haiti e promete nunca mais concorrer à Presidência. Não há no Haiti pesquisas sobre a popularidade de seu partido, o Família Lavalas, mas é certo que continua forte nos principais bolsões de pobreza do país. "Estamos no país todo. O nosso é o partido da maioria", disse à Folha a presidente do partido e principal representante de Aristide no Haiti, Maryse Narcisse.

Ex-ministra no governo do presidente deposto, Narcisse é mais diplomática ao falar dos brasileiros. Pede claramente, no entanto, um cronograma para a saída das tropas estrangeiras, algo que a ONU já disse que só acontecerá daqui a "muitos anos".

"Não podemos achar que a Minustah vai ficar aqui para sempre. Está na hora de sabermos quando seu trabalho vai terminar", diz ela. "Precisamos de solidariedade internacional, mas tem que haver dignidade para nós."

Divisão

A resposta dada pela Minustah, Brasil à frente, ao terremoto serviu para aumentar o golfo entre os que defendem e os que se opõem à presença estrangeira no Haiti. Aplausos e polegares levantados em sinal de positivo costumam saudar brasileiros em operações de distribuição de alimentos. Mas quem é contra não se convence.


"A Minustah não tem sido capaz de responder de maneira adequada ao terremoto. Minha impressão é que as tropas não sabem bem o que fazer", diz Narcisse.

Fonte: FOLHA/ Fábio Zanini

Reforço militar brasileiro será enviado ao Haiti em março

Exército enviará mais 900 homens.

O Exército informou neste domingo que o reforço de 900 militares brasileiros para integrarem a missão humanitária da ONU (Organização das Nações Unidas) no Haiti --que foi devastado por um terremoto de magnitude 7 no início do mês-- deve desembarcar por lá até o início de março.

Segundo o comando do Exército, 750 militares são fuzileiros e outros 150 militares são da polícia do Exército. No período do carnaval, eles ficarão concentrados no Rio de Janeiro e passarão por um treinamento específico para atuarem na região. A maioria desses novos militares já esteve em outras missões no Haiti e vão atuar na distribuição de alimentos, nas ajudas às vítimas do terremoto e nas medidas de reconstrução do país caribenho.

O Exército brasileiro ainda tem uma reserva de outros 400 homens que estão de prontidão para seguirem ao Haiti se o governo brasileiro considerar a necessidade de um novo reforço de contingente. Antes do terromoto, 1.266 militares brasileiros atuavam no Haiti, 18 morreram por causa do tremor. Desse contigente, 130 ainda continuam trabalhando no país caribenho, sendo que o restante já foi substituído.

Segundo o comandante Militar do Panalto, general Sodré, a ampliação das tropas brasileiras no Haiti não reflete uma mudança de postura do Exército brasileiro. "A missão é a mesma. A diferença é que esse novo grupo vai ter uma atenção especial para as questões humanitárias, mas sem esquecer da segurança", disse.

Há duas semanas, o Conselho de Segurança da ONU aprovou por unanimidade o envio de mais 3.500 militares e policiais que fazem parte da missão de estabilização que o organismo internacional mantém no Haiti.

A medida aprovada pela ONU prevê o envio de mais 2.000 soldados extras --que devem se juntar aos 7.000 soldados das tropas de paz já destacados no país-- e outros 1.500 policiais aos cerca de 2.100 homens da força policial internacional que já atuam no Haiti.


Tropas

O aumento das tropas brasileiras no Haiti faz parte do decreto aprovado na segunda-feira pelo Congresso autorizando o envio de mais 1.300 militares ao país.

A comissão representativa da Câmara e do Senado --convocada para votar em caráter emergencial o reforço de tropas para ajudar na reconstrução do país caribenho-- aprovou ontem mensagem do presidente Luiz Inácio Lula da Silva com o pedido para aumentar o contingente dos militares.

O Legislativo também aprovou voto de pesar pela morte de Zilda Arns, fundadora da Pastoral da Criança, do chefe-adjunto civil da missão da ONU no Haiti, Luiz Carlos da Costa, e de 18 militares durante o terremoto que atingiu o Haiti no último dia 12.

Os parlamentares defenderam, em maioria, o envio de novos militares para ajudar o Haiti a se recuperar do terremoto que deixou mais de 150 mil mortos.

O presidente do Senado, José Sarney (PMDB-AP), disse que o reforço das tropas no Haiti mostra a liderança do Brasil no comando das forças de paz das Nações Unidas no país.


"O Brasil tem que pagar o preço pela sua grandeza. O Brasil, sendo o maior país da América do Sul, pelo peso da sua grandeza, tem o custo e isso nós devemos pagar. Para as Forças Armadas é muito importante que tenhamos também participação internacional em favor da paz do mundo inteiro", afirmou.

Após tremor, 50 militares brasileiros deixam Haiti e voltam ao país

Após 19 dias do terremoto de magnitude 7 que vitimou 18 companheiros e devastou o Haiti, 50 militares brasileiros que integravam a Minustah (Missão das Nações Unidas para a Estabilização do Haiti) voltaram ao Brasil. Eles foram homenageados pelo Comando do Exército e reencontraram os familiares.

Na bagagem, os militares trouxeram a lembrança da tragédia e o desejo de que a mobilização internacional seja capaz de realizar uma rápida reconstrução das cidades atingidas pelo tremor. Segundo o sargento Edson Luiz, agora, a evolução social que o país vinha apresentando se perdeu.

"O nosso sentimento era de que até o acontecido, aos poucos, o país estava se organizando, que as coisas estavam melhorando, que a violência estava diminuindo. Com o terremoto, tudo se perdeu e voltou à estaca zero", disse.

No dia 12 de janeiro, quando ocorreu o terremoto, o sargento estava na base militar do Brasil, e sentiu a terra tremer levemente porque a estrutura do local era reforçada. Ele foi um dos responsáveis pelo atendimento da enfermeira Jean Baptiste. Ela estava grávida e foi retirada dos escombros do hospital em que trabalhava três dias depois do terremoto. "É uma emoção indescritível. Todo mundo se emocionou bastante quando ela chegou na base", disse.

Emoção, que segunda a esposa do sargento, Nancy Andrade, ela vive hoje. "Foi um período bastante complicado. Passeis dois dias sem ter notícias dele quando aconteceu o terremoto. Nossos filhos estavam viajando, eu estava sozinha. Foram momento de muita apreensão, mas agora é só alegria", afirmou.

Para o cabo Diniz, a volta para Casa foi como um "renascimento" porque teve a oportunidade de conhecer seu filho Cauã, de 4 meses. "Só o conhecia por foto e era a coisa que eu mais pensava naquele momento de como seria o encontro com ele e com o resto da família", disse.

Os 50 militares passaram sete meses trabalhando no Haiti e agora terão 30 dias de férias. O agrupamento é formado por militares de Brasília, Goiânia, Ipameri (GO) e Araguari (MG).

Antes do terremoto, 1.266 militares brasileiros atuavam na missão de paz da ONU (Organização das Nações Unidas) no país caribenho. Segundo o Exército, 1.118 já foram substituídos. Na próxima semana, os últimos 130 militares brasileiros que estavam no Haiti no dia do tremor retornam ao Brasil.

Fonte: FOLHA / Márcio Falcão

Exército dos EUA anuncia suspensão de voos com feridos haitianos

Voos suspensos

O Exército americano confirmou neste sábado a suspensão dos voos de retirada de haitianos gravemente feridos durante o terremoto de 12 de janeiro, enquanto aguarda uma decisão sobre quem se encarregará das despesas com o tratamento deles nos Estados Unidos.

"Cancelamos temporariamente esses voos de retirada de haitianos, mas temos meios de retomá-los", afirmou o capitão Kevin Aandahl, porta-voz da Transcom, a unidade de gestão dos transportes do Pentágono, em correspondência enviada à France Presse.

A informação corrobora uma notícia divulgada neste sábado pelo jornal "The New York Times".

Citando fontes militares, o jornal informa que os voos militares com pessoas atingidas na coluna, com queimaduras e outros ferimentos graves foram interrompidos na quarta-feira (27) passada depois que o governador da Flórida, Charlie Crist, pediu apoio do governo federal para pagar pelos cuidados das vítimas do terremoto.

Até agora, os hospitais da Flórida trataram mais de 500 pessoas, incluindo um menino resgatado dos escombros com o crânio e várias costelas quebradas.

Os voos para outros Estados que recebiam pacientes haitianos também foram suspensos.

O cancelamento poderá ser catastrófico para os pacientes, segundo Berth Green, um dos fundadores do Projeto Medishare para o Haiti, uma organização sem fins lucrativos associada à Miller School of Medicine da Universidade de Miami, que realiza as retiradas de feridos.

Crist não especificou o quanto custa à Flórida o serviço médico oferecido, mas, segundo ele, o número e a complexidade dos casos eleva a cifra a vários milhões de dólares.

O gasto imprevisto ocorre em um mau momento econômico para a Flórida.

Tragédia

O terremoto aconteceu às 16h53 do último dia 12 (19h53 no horário de Brasília) e teve epicentro a 15 quilômetros de Porto Príncipe, que ficou virtualmente devastada. O Palácio Nacional e a maioria dos prédios oficiais desabaram. O mesmo aconteceu na sede da Minustah, missão de paz da ONU, liderada militarmente pelo Brasil.

Ainda não há um dado preciso do total de mortos. O balanço das Nações Unidas divulgado nesta segunda-feira indica um total de 112.250 mortos e outros 194 mil feridos. Já o governo haitiano confirmou neste domingo que o número de mortos no país já atingiu 150 mil somente na região metropolitana de Porto Príncipe.

Entre os brasileiros, 21 morreram, sendo 18 militares e três civis --a brasileira Zilda Arns, fundadora da Pastoral da Criança, o chefe-adjunto civil da missão da ONU no Haiti, Luiz Carlos da Costa, e uma brasileira com dupla-cidadania europeia que não teve a identidade divulgada a pedido da família.

Fonte: FOLHA - France Presse
Postado por Angélica

Em Porto Alegre, Lula confirma ida ao Haiti no final de fevereiro

Presidente visita no dia 25 país caribenho devastado por terremoto. Nesta terça-feira, ele liberou R$ 375,95 milhões para ajuda ao país.


O presidente Luiz Inácio Lula da Silva discursa no Fórum Social Mundial (Foto: Ricardo Stuckert/PR)

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva disse nesta terça-feira (26) que vai visitar o Haiti no próximo dia 25 de fevereiro. O país caribenho foi devastado por um terremoto de sete graus na escala Richter no último dia 12. Lula confirmou a data durante discurso no Fórum Social Mundial , que é realizado em Porto Alegre.

O anúncio foi feito horas depois de o presidente sancionar medida provisória que libera quase R$ 1 bilhão para as vítimas das chuvas no Brasil e do terremoto no Haiti. A ajuda ao Haiti totaliza R$ 375,95 milhões.


“Dia 25 vou passar no Haiti e, quem sabe, em 30 dias podemos construir uma Unidade Pronto Atendimento (UPA), com 2,2 mil metros quadrados para atender os hatianos”, disse o presidente. O dinheiro para a construção da UPA está prevista na medida provisória assinada nesta terá-feira. Lula deve passar pelo país após visita ao México e a outros países da América Central.

O presidente criticou ainda a postura dos países envolvidos na manutenção da paz no Haiti, dizendo que nos últimos cinco anos tem pedido recursos para ajudar o país da América Central, mas que tem havido “falta de vergonha” em relação ao povo haitiano. "O que está acontecendo no Haiti é um desrespeito", enfatizou.

“Há cinco anos peço dinheiro para o Haiti. Mas esse dinheiro não chega. Ora, porque não acreditam no governo, ora porque mandam por ONGs. Agora, esse terremoto talvez mexa com a vergonha dos seres humanos que governam esse planeta e façamos no Haiti o que deveria ter sido feito há 30 anos, ou há 10 anos quando começou a se discutir a democracia no Haiti”, reclamou Lula.


Fonte: G1

Congresso aprova envio de mais 900 militares para o Haiti

Comissão representativa concordou com proposta do governo. Autorização também permite que mais 400 sejam enviados depois.

A comissão representativa do Congresso Nacional aprovou nesta segunda-feira (25) o envio imediato de mais 900 militares brasileiros para atuar no Haiti. A autorização permite ainda que o governo decida posteriormente pelo envio de mais 400 militares, que fariam parte de uma espécie de reserva. O projeto de decreto legislativo segue para promulgação pelo Congresso.

Atualmente, são cerca de 1,3 mil militares brasileiros no Haiti, onde o Brasil coordena uma missão de paz da Organização das Nações Unidas. O Haiti foi atingido no dia 12 de janeiro por um terremoto de magnitude 7 que devastou a capital, Porto Príncipe.

O reforço da tropa brasileira no Haiti foi decidido pela comissão representativa porque o Congresso está de recesso até 1º de fevereiro. Até esta data, a comissão, formada por 17 deputados e 8 senadores, pode decidir temas de caráter emergencial. A composição da comissão é feita por meio da indicação dos líderes partidários.

O pedido do aumento do contingente brasileiro no Haiti foi feito pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva na semana passada atendendo a uma convocação da Organização das Nações Unidas (ONU) para que se aumentasse o efetivo no país após a catástrofe. Os ministérios da Defesa e Relações Exteriores enviaram ao Congresso um projeto de decreto legislativo prevendo o aumento de tropas na semana passada.

Fonte: G1 / Eduardo Bresciani

Brasil doará R$ 375 milhões para o Haiti, diz ministro em Montreal

Reconstrução do país deve ser feita pelo próprio governo, disse Amorim. Valor inclui doações, gastos das forças militares e dez unidades de saúde.

O Brasil está disposto a doar R$ 375 milhões (o equivalente a US$ 210 milhões) em ajuda ao Haiti, mas a reconstrução do país deve ser feita pelo próprio governo haitiano, disse nesta segunda-feira (25) o chanceler Celso Amorim, que participa, no Canadá, de conferência sobre a reconstrução do país devastado pelo terremoto no último dia 12.


"Não temos que perder de vista que o centro de todo o esforço de reconstrução é um governo haitiano com capacidade para governar", disse Amorim em uma coletiva de imprensa em Montreal.


Participantes posam para fotógrafos durante conferência sobre reconstrução do Haiti em Montreal, no Canadá (Foto: Rogerio Barbosa / AFP)

Os "países amigos" do Haiti iniciaram nesta segunda-feira uma conferência na cidade canadense para definir um plano de reconstrução do país caribenho, o mais pobre do continente.

Segundo o chanceler, o governo enviou ao Congresso brasileiro uma proposta de pacote total de ajuda ao Haiti de R$ 375 milhões de reais, o que equivale a cerca de US$ 210 milhões.

O valor inclui as doações, os gastos das forças militares com atividades diretamente relacionadas à assistência humanitária no Haiti, e a construção de dez unidades de saúde.

"Trata-se do maior pacote de ajuda internacional já prestado pelo Brasil, e de um montante muito significativo para um país em desenvolvimento como o nosso", disse o ministro, segundo reprodução do discurso no site do itamaraty.

Minustah

Amorim, chanceler do país que envia mais soldados para a Missão das Nações Unidas para a Estabilização do Haiti (Minustah), disse que a estratégia geral de uma reconstrução haitiana deve ser "fazer mais e melhor".

"Não é questão de fazer tudo diferente", insistiu. "São projetos que funcionam a longo prazo como, por exemplo o reflorestamento que o Brasil está desenvolvendo. São planos que levam anos".

O Brasil disse estar disposto a aumentar de 1.300 para 2.600 seu número de soldados no Haiti, após a recente decisão da ONU de aumentar para 12.650 os efetivo da Minustah.

Amorim assinalou estar de acordo com o aumento do número de soldados da missão e disse que por enquanto o número pedido pela ONU é apropriado.

"A Minustah não deve ter uma presença ofensiva como se fosse uma força de ocupação", falou o chanceler.

Além disso, negou que os soldados enviados pelos Estados Unidos após o terremoto tenham criado problemas no território. "Falei muito com os comandantes brasileiros (no Haiti) e nenhum deles se queixou (...). Os Estados Unidos estão ajudando e cada grupo tem seu papel", explicou.

Cuba, Venezuela e Nicarágua acusaram os Estados Unidos de enviarem 20 mil soldados para o Haiti com o objetivo de tirar proveito da situação humanitária no país e aumentar sua presença militar na área.

Além de Celso Amorim, estão presentes na reunião de Montreal o primeiro-ministro haitiano Jean Max Bellerive, a secretária de estado americana Hillary Clinton, o chefe da diplomacia francesa Bernard Kouchner, e representantes da Argentina, Chile, Costa Rica, Espanha, Japão, México, Peru e Uruguai.

Fontes: G1- Agências

Menino de 7 anos arrecada R$ 280 mil para ajudar crianças do Haiti

Charlie Simpson ficou impressionado com imagens do país devastado.,Com ajuda dos país, divulgou na internet campanha para doações.

Ao ver o sofrimento do povo haitiano após o terremoto do último dia 12, o menino britânico Charlie Simpson, de 7 anos, decidiu fazer a sua parte e conseguiu arrecadar o equivalente a R$ 280 mil para ajudar as crianças do Haiti.

Apesar da pouca idade, Charlie Simpson já tem grandes feitos. Ao ver as imagens do país distante devastado pelo terremoto, o menino sentiu que podia fazer algo. Conversou com os pais, que o ajudaram a organizar um passeio de bicicleta pelo parque perto de sua casa em Londres para arrecadar doações.

Com pretensões tímidas, ele esperava arrecadar umas centenas de libras, mas a iniciativa foi divulgada na internet e acabou conquistando muitos adeptos.

Para surpresa da família, o valor total de doações ultrapassou a impressionante marca de 90 mil libras, ou quase R$ 280 mil. Charlie vai repassar o dinheiro para o Unicef, que vai usá-lo para reduzir o sofrimento das crianças haitianas.



Fontes: G1- TV Globo - Agências

Grupos de ajuda tentam acelerar entrega de comida no Haiti

Equipes socorristas tentam apressar os trabalhos no Haiti

Os funcionários de organizações de ajuda internacional tentavam acelerar os trabalhos no Haiti neste domingo, depois de a entrega de comida, água e remédios ter sido criticada por não chegar às vítimas 12 dias após o terremoto que atingiu o país.

Os sobreviventes foram acomodados em cerca de 300 acampamentos improvisados por toda a capital, Porto Príncipe. As pessoas reclamam que não estão recebendo ajuda suficiente, apesar da ampla campanha de auxílio internacional.

Em resposta às críticas, o diretor da USAid (agência americana para ajuda externa), Rajiv Shah, disse que sua organização está fazendo tudo que pode, em circunstâncias difíceis.


"A escala da destruição e as consequências para as pessoas... não têm paralelo (...) Nós nunca vamos atender às necessidades tão rapidamente como gostaríamos", disse Shah à agência de notícias Reuters. "Nós vamos ficar aqui, prestando ajuda, por um longo tempo."

No dia 12 de janeiro, um terremoto de magnitude 7 matou até 200 mil pessoas, segundo as autoridades haitianas, e deixou mais de 3 milhões de feridos e desabrigados. Após o desastre, o país --o mais pobre das Américas-- ainda sofre com o atendimento médico insuficiente além da falta de comida e água.

Embora a ONU (Organização das Nações Unidas) tenham anunciado que o governo do Haiti havia suspendido as operações de busca e salvamento, equipes de resgate internacionais conseguiram resgatar no sábado um homem preso sob os escombros em Porto Príncipe. O governo haitiano, por sua vez, negou o fim das buscas. "O presidente não mandou encerrar as buscas. Elas continuam", disse à Folha Volcy Assad, porta-voz de René Préval.

Após uma operação de resgate de quatro horas, o haitiano foi cuidadosamente retirado das ruínas do Hotel Napoli Inn. Ele é o mais recente resgatado entre mais de 130 pessoas retiradas com vida de edifícios destruídos por equipes de resgate internacionais.

Alimentos

Além dos desafios logísticos, há ainda preocupações sobre a segurança e sobre as operações de distribuição de comida, após episódios de saques logo após o terremoto.

Tropas dos Exércitos brasileiro e norte-americano planejam distribuir hoje alimentos na favela Cité Soleil, em Porto Príncipe. Em um acampamento na capital, ontem, pessoas desesperadas por comida pegaram sacos de arroz durante descarregamento de um caminhão, mesmo diante de guardas norte-americanos e da ONU. Os funcionários da Plan International interromperam o fornecimento de alimentos até que a multidão fosse controlada.

Cada saco de comida com a bandeira dos Estados Unidos estampada foi entregue para ser dividido para quatro adultos na fila. Cerca de 15 mil pessoas esperavam pelos mantimentos.


Fonte: FOLHA - Reuters

Brasileiros enfrentam falta de informações para adotar órfãos do Haiti

Embaixada do país já recebeu mais de 300 pedidos de adoção.


'Todo o esforço que eu puder fazer, eu vou fazer', diz Romilda Gomes (Foto: Mateus Mondini/G1)

Sensibilizadas pela tragédia no Haiti, famílias brasileiras têm se oferecido para adotar as crianças do país que ficaram órfãs após o terremoto. A boa vontade, no entanto, esbarra na falta de informações.

O Haiti não segue as leis internacionais sobre adoções interpaíses, por isso é preciso entrar em contato direto com as autoridades locais, com a ajuda da embaixada, para adotar um haitiano. Embaixada que, após o terremoto, não tem condições de lidar com o assunto.

Neste domingo, o Fantástico também traz uma reportagem especial contando a história dos brasileiros que querem adotar os órfãos do Haiti.

No início da semana, a secretária da embaixada informou que já tinha recebido mais de 300 pedidos de adoção vindos de brasileiros. Na sexta-feira, a reportagem procurou fazer um novo contato, para receber os números atualizados, mas ninguém atendeu o telefone.

Na terça-feira, a funcionária afirmou que é impossível para os diplomatas do órgão atenderem essas solicitações. “Neste momento, a situação ainda está muito crítica. Não há como cuidarmos disso agora. Talvez daqui a 30 dias”, disse ela.

As dificuldades, no entanto, não desanimam quem se comoveu com a tragédia. “Todo o esforço que eu puder fazer, eu vou fazer. Tudo que eu puder dar de bom, eu vou dar para essa criança”, disse Romilda Gomes, de São Paulo.

Fonte: G1

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