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Brasil se abstém em resolução contra apedrejamento e violações no Irã

Mais um vez, a diplomacia imoral e ideologizada do Itamaraty conduzido pelo Amorim, o desumano comunista, envergonha o Brasil, com postura a favor da ditatura iranina e fazendo pouco caso da vida de Sakineh Mohammadi Ashtiani. É uma vergonha!!! Quando teremos uma política externa onde a defesa dos valores ocidentais e da Moral prevalecerão?

Nenhum país ocidental votou contra a Resolução ou ficou encima do mural.  Até a Argentina, votou á favor da Resolução.

Eis a matéria abaixo:

Jamil Chade - O ESTADO DE S PAULO

A diplomacia brasileira se absteve de apoiar uma resolução da Organização das Nações Unidas (ONU) que pede o fim do apedrejamento no Irã e o condena como forma de punição. A resolução ainda condena Teerã por "graves violações de direitos humanos" e por silenciar jornalistas, blogueiros e opositores. A votação da resolução ocorreu na noite da quinta-feira, 17, em Nova York. O governo iraniano acusou a ONU de estar "politizando a questão do apedrejamento".

Nos últimos anos, a estratégia do Itamaraty tem sido a de não usar os órgãos da ONU para condenar outros países. A ideia é de que a cooperação e o diálogo são as melhores formas de garantir que um país caminhe em direção ao respeito dos direitos humanos. A posição brasileira é criticada por ONGs, que insistem que o País, na condição de democracia, deveria pressionar demais governos para que sigam no caminho da abertura política.

Na quinta-feira, porém, o Brasil voltou a demonstrar que não está disposto a criticar o Irã publicamente, nem mesmo no caso do apedrejamento. O Brasil ainda tem esperanças também de ser chamado para fazer parte do grupo que negociaria uma solução para o impasse nuclear no Irã.

O País foi um dos 57 países que optaram pela abstenção na votação da resolução na Terceira Comissão da Assembleia Geral da ONU. Os demais foram Angola, Benin, Butão, Equador, Guatemala, Marrocos, Nigéria, África do Sul e Zâmbia.

Um dos pontos principais da resolução aprovada é a condenação do apedrejamento como método de execução. O texto pede o fim da prática, assim como a discriminação contra mulheres. O documento foi apresentado pela delegação do Canadá como uma forma de mandar uma mensagem de que não se poderia tolerar atitudes como a de condenar a iraniana Sakineh Ashtiani à morte por apedrejamento.

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva chegou a oferecer asilo à iraniana, o que foi recusado por Teerã. Há uma semana, a presidente eleita Dilma Rousseff criticou o método iraniano. Mas na ONU o Brasil não deu seu voto a favor da resolução.

Votaram ainda contra a proposta países como Venezuela, Síria, Sudão, Cuba, Bolívia e Líbia. A resolução foi aprovada com o apoio de 80 países, entre eles um dos membros do Mercosul, a Argentina, além de todos os países europeus, EUA, Canadá, Chile e Japão.

'Politização'

Para o governo iraniano, o que está sendo feito é a "politização" do assunto como forma de pressionar Teerã. "Essa resolução não é justa e não contribui com os direitos humanos. Essa resolução é fruto da hostilidade americana em direção ao Irã. É a politização dos direitos humanos", acusou Mohammad-Javad Larijani, representante de Teerã para a reunião.

Para ele, o país tem o direito de usar a ameaça do apedrejamento e insistiu que há anos ela não é usada. Ativistas negam que haja uma moratória na prática. "O apedrejamento significa que você deve fazer alguns atos, jogando um certo número limitado de pedras, de uma forma especial, nos olhos de uma pessoa. Apedrejamento é uma punição menor que a execução porque você a chance de sobreviver. Mais de 50% das pessoas podem não morrer", defendeu Larijani.

O texto ainda condena as violações contra mulheres, assim como a perseguição contra Baha'i. A resolução ainda pede o fim da restrição de liberdade de expressão e de associação, o fim da intimidação contra ativistas, advogados, políticos da oposição, bloggers e jornalistas, além de condenar o desaparecimento de pessoas que tenham participado de demonstrações.

O documento ainda pede o fim de restrições para jornalistas, como as interferências nos sinais de satélite, uma prática comum adotada por Teerã, segundo ONGs. O texto ainda exorta o governo de Mahmoud Ahmadinejad a lançar investigações "independentes e imparciais" sobre as violações de direitos humanos e que acabe com a impunidade.

Larijani se defendeu, alegando que não há um silenciamento de advogados e nem jornalistas. "Todos podem falar com a imprensa estrangeira. Mas depende do que querem dizer", disse o iraniano. "Se estão difamando o sistema legal, devem ser responsáveis por isso", acusou.

A resolução condena a alta taxa de casos de pena de morte anunciadas pelo governo iraniano, a execução de pessoas com menos de 18 anos que tenham cometido crimes e a existência de leis que permitem a pena de morte contra pessoas que sejam "inimigas de Deus".

Em uma declaração enviada à imprensa após a votação, a embaixadora dos EUA na ONU, Susan Rice, comemorou a aprovação da resolução. "O governo do Irã continua a assediar, prender de forma arbitrária e reprimir de forma violenta sua própria população", afirmou.

Daniel Ortega: drenando votos no lodaçal

Daniel Ortega e o lodaçal do oportunismo


O círculo vermelho no mapa, mostra o local da incursão nicaraguense dentro do território da Costa Rica.

A selva infestada de mosquitos na região da foz do Rio San Juan, parece valer pouco.Mas para Daniel Ortega, que em no máximo um ano, pretende concorrer a um terceiro e inconstitucional mandato como presidente da Nicarágua, aquele pedaço de terra lamacenta está provando ser muito útil.

A margem direita dio rio, marca a fronteira entre a Nicarágua e a Costa Rica. Os dois paises tem tido desavenças sobre direitos de navegação na área, já há mais de um século; contudo, no mês passado, a Nicarágua rsolveu ir além: um grupo de nicaraguenses que fazia drenagem no rio, resolveu estabelecer um campo na margem costa-riquenha, apoiado por uma guarnição de 50 soldados.

A Costa Rica, respondeu com o envio de 70 policiais à fronteira e com um pedido pela mediação da OEA (Organização dos Estados Americanos). A OEA determninou que ambos os lados deixassem a área e iniciassem uma negociação.

O líder do acapamento, Edén Pastora, é um ex guerrilheiro sandinista, e saiu afirmando que o Google Maps mostra claramente que o acampamento está em território nicaraguense. O Google admitu que existe um erro no mapa e afirmou que os mapas não são confiáveis para uso em decisões militares. Contudo, Ortega saboreia uma onda de apoio nacionalista, com este incidente fabricado. Em 03 de novembro, pela primeira vez em seus quatro anos no cargo, ele angariou apoio unãnime na Assembléia Nacional. Tudo coincide com o início da campanha eleitoral.

A constituição nicaraguense limita os mandatos presidenciais a dois termos não consecutivos. Tendo servido como presidente entre 1985 e 1990, durante a revolução que derrubou o regime de Somoza,Ortega está duplamente barrado de concorrer de novo. Porém imitando seu aliado venezuelano, Hugo Chávez, ele tem tentado abolir as limitações constitucionais.

Quando a maioria necessária para tal, no parlamento, mostrou-se difícil de obter, ele apelou aos aliados na Suprema Corte do país, os quais julgaram que seu impedimento em disputar novamente o cargo, fere seus direitos humanos. Após a decisão, Ortega aumentou a duração do tempo de mandato dos juizes, ilegalmente.

Para justificar tal manobra, líderes do Partido Sandinista, ordenaram a impressão de uma constituição reescrita e falsa, em meio a um feriado, em setembro.

O orgão eleitoral, aparelhado ilegalmente, por elementos do partido, aceitou a candidatura de Ortega. Pelas estradas e ruas, vê-se outdoors iluminados por luz neon rosa, celebrando a decisão.

Será muito difícil tirar Orterga do cargo. Apesar de seu desrespeito à constituição, ter provocado o corte da ajuda ocidental ao país, a ajuda de Chávez, equivalente a $ 400 milhões de dólares por ano, cobre com folga a falta de ajuda de outros paises. Com tais fundos, administrados por uma empresa privada, Ortega, compra apoio da população, fornecendo material de zinco para os tetos de casas; compra e doação de gado e consegue ainda manter as tarifas de onibus em um valor baixo.

A poucas quadras da Assembléia Nacional, uma favela dá lugar a um novo conjunto habitacional, de casas feitas de concreto, para moradia dos pobres. Muitos desses moradores têm a bandeira sandinista em suas varandas. Apoiar o partido compensa: quase 18 mil funcionários públicos de carreira perderam seus empregos e as vagas foram dadas aos membros do partido, segundo denuncia Vilma Núñez, do Centro Nicaraguense de Direitos Humanos, uma ONG local.

A oposição, representada por 3 partidos na campanha de 2006, recentemente, sinalizou a possibilidade de indicar um candidato único. Fábio Gadea, um jornalista e radialista conservador muito conhecido,está com quase 80 anos, mas é popular nas áreas rurais onde a luta foi dura em 2006. Em poucas semanas ele já tem um quarto dos votos, segundo as pesquisas.Mas ele precisa ganhar o apoio de Arnaldo Alemán, ex-presidente do país, condenado por corrupção e que parece determinado em concorrer nas eleições.

Alemán, tem apenas 7% dos votos, segundo as pesquisas, e ele está sob pressão de elementos de seu próprio partido, o Partido Constitucional Liberal, para desistir da candidatura e apoiar Gadea. Muitos vêem Alemán com desconfiança, e suspeitam que ele pode estar apenas tentando se fortalecer para depois fazer algum acordo com Gadea ou mesmo Ortega. Muitos lembram que Alemán já negociou clandestinamente, acordos de compartilhamento de poder com Ortega , no passado.

Gadea é novato na política e seu único trunfo e a denúncia que faz contra as manobras constitucionais de Ortega. Seus assessores, insistem, porém que caso Gadea ganhe a eleição,ele poderá manter os programas sociais sandinistas mesmo sem a ajuda venezuelana, bastando para tanto que se acabe com a corrupção e com a ineficiência.

Apesar que a restauração do império da lei, poderia trazer de volta o investimento privado, a longo prazo; o curto prazo também conta, principalmente em um país que detém o tpitulo de país mais pobre das Américas depois do Haiti e onde a renda per capita anual não passa de $ 3 mil dólares/ano.

As pesquisas mais recentes dão à Ortega, 40% dos votos ,um desempenho melhor e acima dos votos que o levaram à vitória quatro anos atrás.

Ortega não quer correr riscos. Chefes de polícia foram substituidos por elementos do Partido Sandinista; a chefe de polícia, uma mulher muito respeitada,deixará o cargo em setembro de 2011, antes das eleições. O exército tem sido cooptado e generais aposentados têm ganho posições ministeriais.

Nuñez, do Centro Nicaraguense de Direitos Humanos, afirma que os opositores ao governo, são constantemente ameaçados por elementos ligados aos ´´ Conselhos Populares de Cidadãos´´, formados por sandinistas e meliantes pagos.

A casa de Nuñes, já sofreu ataque, porque ela atuou como advogada da enteada adotiva de Ortega, Zoilamérica, que denunciou no fim dos anos 90 que Ortega teria abusado dela sexualmente, durante sua infância. ( Não houve processo porque os membros da Assembléia Nacional, gozam de imunidade e o estatuto que poderia condená-lo, havia expirado).

“ Ele afirma que está dando continuidade à revolução,“ diz Nuñez, que foi prisioneira política sob a ditadura de Somoza. “ Mas esta não é a revolução da qual fiz parte. Ele é um impostor. “

Comentário:

Quaisquer semelhanças com as práticas do governo petista, não são meras coincidências.

Resolvi publicar este artigo, para que o leitor brasileiro possa acompanhar o que se passa em outros países governados pelos ´´ companheiros´´ e assim tenham elementos que permitam fazer comparações críticas do processo ora em curso no Brasil. 

Nossa imprensa não tem tido coragem de publicar artigos deste gênero.

Fonte: THE ECONOMIST
Tradução e edição: JACK/BGN

Repressão em Cuba

Quando se vive em um país comunista, como Cuba, modelo desejado pelo PT, até tentar ir à igreja,torna-se algo penoso e perigoso. Vejam o vídeo gravado em Cuba mostrando mulheres corajosas enfrentando a repressão comunista.

CUBA: Vídeo prova que saúde pública cubana é uma tragédia

Em meados de janeiro deste ano 26 pacientes vitimas de descaso, faleceram em hospital cubano.

Em janeiro deste ano, 26 pacientes do hospital psiquiátrico de Havana, falaceram, tendo como causas das mortes, o frio e a fome. Na verdade, pelo descaso do regime cubano.

Eis a prova cabal que o sistema de saúde cubano, tão elogiado pelas esquerdas, não passa de um mentira apregoada ao vento. Veja o vídeo e comprove.


AVISO: O vídeo contém cenas fortes.



Fonte: Telemundo

Mulher do Nobel da Paz é detida em Pequim

Liu Xia estava incomunicável desde a noite de sexta-feira, quando disse à AFP que policiais estavam em sua casa

A esposa do ativista chinês Lu Xiaobo, ganhador do Prêmio Nobel da Paz 2010, está detida em sua casa, declarou a porta-voz de uma organização de direitos humanos americana. "Lu Xia está, neste momento, sob prisão domiciliar em seu apartamento de Pequim", informou Beth Schwanke, conselheira legislativa do grupo Freedom Now.

Horas antes, uma outra ONG anunciou que Lu Xia tinha visitado o marido na prisão para contar que ele havia sido laureado com o Nobel. Citando a sogra de Xiaobo, o Centro de Informação dos Direitos Humanos e Democracia afirmou em um comunicado que o casal encontrou-se na tarde deste domingo, no horário local.

Liu Xia estava incomunicável desde a noite de sexta-feira, quando disse à AFP que policiais estavam em sua casa e explicaram que a levariam à província de Liaoning (nordeste), onde seu marido está preso, para que pudesse vê-lo.

 O dissidente chinês Liu Xiaobo e sua esposa, Liu Xia (STR/AFP)

O ativista 

Liu Xiaobo foi laureado como o Prêmio Nobel da Paz 2010, na última sexta-feira, "por seus esforços continuados e não violentos em prol dos direitos humanos na China", segundo o Comitê Nobel norueguês.

O dissidente, de 54 anos, cumpre uma pena de 11 anos em regime fechado por ter sido um dos autores da Carta 08, exigindo a democratização da China. Ele foi condenado por "subversão do poder do Estado".

Fonte: Veja - Agências

EUA anunciam sanções ao Irã por violações a direitos humanos

As sanções foram assinadas e preveem o congelamento de bens dos oito envolvidos

WASHINGTON - Os EUA anunciaram nesta quarta-feira, 29, sanções contra oito membros do governo iraniano acusados de violações aos direitos humanos durante a repressão aos protestos pós-eleitorais de 2009.

Entre os afetados estão o chefe da Guarda Revolucionária, Mohammad Ali Jafari e o ex-promotor geral de Teerã Said Mortazevi e o ministro do Bem Estar Social Sadeq Mahsouli

Segundo o governo americano, ele era ministro do Interior na época da eleição e participou da invasão da Universidade de Teerã.

As sanções foram assinadas hoje pelo presidente Barack Obama e preveem o congelamento de bens dos envolvidos.

Hillary e Geithner anunciam sanções/J. Scott Applewhite/AP

"As punições visam iranianos responsáveis pelas violações graves e contínuas de direitos humanos no Irã", diz comunicado conjunto dos departamentos do Tesouro e de Estado.

"Os EUA vão sempre ficar ao lado daqueles que pretendem ter suas vozes ouvidas no Irã", acrescentou o comunicado. "Seremos uma voz para estas aspirações universais e continuaremos a pedir que o governo iraniano respeite os direitos do seu povo".

Completam a lista Qolam-Hossein Mohseni-Ejei, promotor-geral e ex-ministro da Inteligência, Heydar Moslehi, ministro da Inteligência, Mostafa Mohammad Najjar,ministro do Interior, Ahmad-Reza Radan, o vice-diretor da polícia nacional, e Hossein Taeb, ex-diretor das milícias Basij.

Fonte: O ESTADO DE S PAULO

Irã condena blogueiro pioneiro a mais de 19 anos de prisão

Hossein Derakhshan revolucionou as redes de blogs iraniana. Iraniano-canadense usava o apelido 'the Blogfather'.


Hossein Derakhshan, the Blogfather. (Foto: Reprodução)

Um tribunal do Irã condenou um pioneiro blogueiro do país a mais de 19 anos de prisão, disse à Reuters um ativista de direitos humanos nesta terça-feira (28).

O iraniano-canadense Hossein Derakhshan, que usava o apelido "the Blogfather" e é considerado o responsável por uma revolução nas redes de blogs iraniana, está preso na República Islâmica desde 2008 por ser suspeito de espionagem para Israel.

"Fomos surpreendidos com a condenação de Derakhshan a mais de 19 anos de prisão por cooperação com países hostis, propaganda política e insulto a figuras religiosas", disse à Reuters um ativista de direitos humanos, que pediu anonimato.

A agência de notícias semioficial Fars citou "uma fonte judicial informada" dizendo que a condenação imposta a Derakhshan não era definitiva e que o blogueiro ainda pode recorrer. Autoridades do Judiciário não estavam disponíveis para comentar.

Blogs na língua oficial do Irã

Derakhshan era jornalista em Teerã antes de mudar-se para Toronto em 2000. Ele ficou famoso ao publicar na internet instruções sobre como começar blogs no idioma Farsi, dando início a uma explosão de blogs na língua oficial do Irã. Em Ottawa, o chanceler canadense Lawrence Cannos disse que estava profundamente preocupado com a notícia sobre a condenação.

"Nossos funcionários continuam tentando confirmar essas reportagens de Teerã. Se for verdade, isso é completamente inaceitável e injustificável. O Canadá acredita que ninguém deve ser punido, em nenhum lugar, simplesmente por exercer o direito da liberdade de expressão", disse o ministro em comunicado.

Derakhshan, que no passado era crítico ao governo do Irã, visitou Israel em 2006. O Irã não reconhece Israel como um Estado, e os iranianos são proibidos de viajar para lá.

Comentário

Este regime que condena um blogueiro, tem todo o apoio do Sr. Amorim, de Lula e toda turma comunista infiltrada no Itamaraty.  Por isso, o Brasil dirá que a prisão do blogueiro é um caso interno do Irã e  não vai emitir nenhuma declaração, sob a desculpa da não ingerência. 

Para Amorim e sua turma, ingerência só é aceitável contra Israel, Honduras e demais paises que tentam defender a liberdade. Vergonhosa a atuação do Brasil em tentar apoiar o golpista Zelaya. Lamentável.

Fontes: G1 - Agências

Após ignorar direitos humanos no Iraque, EUA se recusam a julgar responsáveis

Violadores continuam impunes

Iniciada após a invasão das tropas americanas em março de 2003, a Guerra do Iraque foi marcada por graves violações de direitos humanos, cujos responsáveis em grande parte permanecem protegidos pelo governo dos Estados Unidos.

Embora alguns casos tenham recebido maior destaque na mídia, como o escândalo na prisão de Abu Ghraib e o uso de tortura e detenções de inocentes em Guantánamo, os mais de sete anos de combate registraram um número recorde de sistemáticos abusos, indicam instituições que monitoram o conflito.

A soldada Lynndie England abusa de presos com coleiras caninas nas imagens vazadas pela imprensa dos EUA/AP/Washington Post

Em entrevista à Folha, pesquisadores de duas das maiores organizações mundiais de direitos humanos --Human Rights Watch (HRW) e Anistia Internacional (AI)-- apontaram o uso de tortura, confissões sob coerção, execuções sem julgamento, mortes de civis, detenções sem acusação alguma e estupros como práticas constantes das tropas americanas e iraquianas.

Além disso, as duas entidades concordam que o governo de Barack Obama manteve as mesmas diretrizes de seu antecessor, George W. Bush, ao recusar investigações e impedir que as vítimas processem militares alegando riscos à segurança nacional.

De acordo com a AI os poucos julgamentos de oficiais americanos foram em grande parte conduzidos somente por tribunais militares e não corte civis, o que prejudica a transparência dos vereditos.

A avaliação de Said Boumedouha, pesquisador da divisão da AI para o Oriente Médio e Norte da África, é taxativa: "Basicamente não existe um mecanismo internacional ou órgão mundial que tenha realmente pressionado os Estados Unidos para julgar os responsáveis pelos abusos cometidos no Iraque".

ABU GHRAIB

Ainda em maio de 2004, reportagens publicadas pela revista "The New Yorker" e o programa de TV 60 Minutes vazaram dados de um relatório militar sobre práticas de tortura cometidas na prisão de Abu Ghraib, que abrigava detidos de guerra no Iraque.

O documento de 53 páginas assinado pelo major-general Antonio M. Taguba indicava que os detidos eram submetidos a sessões de eletrochoques, abusos sexuais e ferimentos por substâncias químicas, alem de serem forçados a práticas de masturbação e sodomia com lanternas e vassouras.

A Convenção de Genebra, criada em 1949 logo após o fim da Segunda Guerra Mundial (1939-1945), estipula as bases das leis internacionais sobre direitos humanos e determina que civis só podem ser mantidos prisioneiros de guerra enquanto representarem uma potencial ameaça.

Detidos são encapuzados e empilhados; escândalo em prisão revelou práticas de tortura dos Estados Unidos/AP/The New Yorker

Criado para proteger pessoas que, por motivos de ocupação ou conflito se veem nas mãos de um país terceiro, o acordo foi sistematicamente violado em muitos de seus artigos pelos EUA durante os sete anos da Guerra do Iraque.

Abu Ghraib foi apenas um dos casos que se tornaram mais públicos, apontam analistas.

"A maioria das violações ocorreram contra sunitas da parte central e das Províncias do norte, além das cidades de Bagdá e Mosul, presos e torturados por serem membros ou simpatizantes de grupos que lutaram contra as forças americanas ou iraquianas", diz Boumedouha, da AI.

O pesquisador lembra ainda que o uso indiscriminado da pena de morte é preocupante no Iraque. "O governo diz que ainda há 1.254 pessoas no corredor da morte, e que nos últimos anos cerca de 250 foram mortas, mas nossas fontes apontam números maiores. Não se sabe quantos foram realmente executados", diz.

RESPONSÁVEIS

Andrea Prasow, conselheira-sênior para assuntos de contra-terrorismo da Human Rights Watch (HRW), lembra que a responsabilização é um dos fatores mais cruciais da Convenção de Genebra, algo que os EUA também vêm ignorando nos últimos anos.

"Estamos profundamente desapontados com a falta de justiça. A administração Obama decidiu seguir os padrões de Bush, impedindo que civis vítimas de abusos abram processos contra oficiais, mantendo estes assuntos como segredos de segurança nacional", indicou.

Prasow lembrou que a procuradoria-geral dos EUA recentemente deu um mandato ao procurador-federal John Durham para investigar os interrogadores que possam ter violado as políticas estabelecidas pelo Exército durante a guerra.

Soldado americano ataca grupo de prisioneiros de guerra em Abu Ghraib; abusos vieram à tona ainda em 2004/The Washington Post/AP

"Mas ele não recebeu autonomia para questionar as pessoas que criaram tais políticas. Se os EUA querem aprender com seus próprios erros, é difícil admitir uma investigação deste tipo", avalia.

A pesquisadora da HRW diz que é "moralmente errado" não processar pessoas acusadas crimes durante o conflito e que os EUA não estão fazendo "quase nada" para averiguar os registros de graves abusos ocorridos durante os mais de sete anos da guerra.

Prasow argumenta que a falta de justiça vista até agora não significa que a responsabilização dos acusados seja impossível.

"É claro que esperamos que o governo americano possa tomar algum tipo de atitude, mas até hoje não vimos indicação alguma de que seja este o caso", conclui.

Fonte: FOLHA/JEFFERSON PUFF

Opositor a Chávez morre após oito meses em greve de fome

O produtor rural Franklin Brito morreu ontem à noite em Caracas por complicações decorrentes de oito meses quase ininterruptos de greve de fome.

Brito protestava pela situação de suas terras que, sustentava, haviam sido expropiadas pelo governo Hugo Chávez.

O produtor rural de 49 anos morreu no Hospital Militar de Caracas, onde estava internado por ordem da Justiça e contra sua vontade desde janeiro. "Seguiremos lutando pelas terras", disse à reportagem sua filha, Angela, 20.

Mais tarde, a família, em comunicado, afirmou que Brito será "símbolo e bandeira" dos que lutam contra os "atropelos do poder". Acusaram o governo Hugo Chávez de ignorar as exigências do produtor e vetar assistência médica escolhida por ele.

O caso de Brito se arrastava desde 2005, com várias versões e reações diversas do governo e da Justiça. O produtor rural fez, no período, oito greves de fome e, em 2005, cortou um dedo ante às câmeras de TV.

GOVERNO NEGA EXPROPRIAÇÃO

O governo Chávez diz que não houve expropriação das terras do produtor e que as autoridades fizeram o que podiam para demovê-lo do jejum.

Na semana passada, ele foi visitado pelo ministro da Agricultura, Juan Carlos Loyos, que acusou a oposição de manipulá-lo.

Caracas já havia demonstrado preocupação pela repercussão internacional e interna do tema. Em junho, quando Brito resolveu radicalizar a greve de fome, o governo convocou jornalistas e órgãos como a ONU e a OEA (Organização dos Estados Americanos) para falar do tema.

Earle Siso, diretor do hospital militar onde Brito estava, afirmou à época que o governo estava "respeitando o direito de greve de fome, mas, ao mesmo tempo, e por ordem judicial, preservando sua vida".

Já o vice-presidente Elías Jaua acusou a oposição de orquestrar "uma campanha internacional" contra Chávez, num intento de transformar Brito num mártir das expropriações.

Ontem, um apresentador do canal opositor Globovisión afirmou: "Tomara que a tragédia de Franklin Brito não seja a tragédia de todos os venezuelanos".

A polarizada Venezuela está às vésperas das eleições legislativas de 26 de setembro. Llíderes opositores como integrantes da cúpula católica criticavam o governo pelo caso.

Desde 2005, Brito e governo chegaram a dois acordos, considerados insuficientes pelo produtor.

Em junho, em conversa com a Folha, a filha Angela dissera que o pai recebera o equivalente a US$ 186 mil do governo em tratores e outros artigos agrícolas, mas que desejava devolver a quantia porque exigia que Caracas reconhecesse que se trata de uma indenização pelos danos causados e não "benefícios".

Fonte: FOLHA/FLÁVIA MARREIRO

Ministro de Lula diz que presidente do Irã é ditador

Paulo Vannuchi, dos Direitos Humanos, diz que Brasil continua apelando por Sakineh

Irã diz que Sakineh “praticou crime de homicídio contra seu marido, pelo qual foi processada e presa"; ONGs de direitos humanos negam versão/Reprodução/CNN

O ministro dos Direitos Humanos, Paulo Vannuchi, chamou o presidente do Irã, Mahmoud Ahmadinejad, de ditador, nesta segunda-feira (16), em São Bernardo do Campo (SP).

Contradizendo o Itamaraty (Ministério das Relações Exteriores), Vannuchi afirmou que o governo continua negociando a vinda ao Brasil da iraniana Sakineh Ashtiani, condenada à morte por apedrejamento.

- O governo Lula está pressionando diplomaticamente o governo iraniano para que permita que ela venha para o Brasil. E se esse ditador [Ahmadinejad] tiver um mínimo de bom-senso, deveria permitir que ela venha morar no Brasil e seja salva.

Sakineh, de 43 anos, foi condenada sob acusação de manter relações sexuais com dois homens após ter se tornado viúva. A pena aplicada foi a de morte por lapidação, ou seja, apedrejamento. De acordo com as autoridades iranianas, Sakineh também foi condenada pelo assassinato do marido, fato negado por seu advogado.

O caso gerou repercussão internacional e o governo brasileiro propôs oficialmente que a mulher fosse enviada para o Brasil. Neste domingo (15), o presidente iraniano disse não ver necessidade de tal medida e que autoridades do Poder Judiciário do país também são contrárias a acatar o pedido brasileiro.

Irã diz que não mandará Sakineh ao Brasil

Nesta segunda-feira a Embaixada do Irã em Brasília soltou um comunicado reafirmando que não mandará Sakineh ao Brasil, apesar do apelo do presidente Luís Inácio Lula da Silva, que ofereceu asilo à condenada.

O documento chega a questionar se a sociedade brasileira quer que o Brasil se transforme num “lugar de criminosos de outros países em seu território”.

Religião não pode permitir violação de direitos humanos

Vannuchi disse que o Brasil é o único país que pode negociar com Ahmadinejad após o acordo nuclear assinado por Lula e pelo governo da Turquia e do Irã.

Para o ministro, o respeito internacional aos direitos humanos deve ocorrer mesmo quando existam diferenças culturais e religiosas. Sakineh foi condenada no Irã por um tribunal religioso, já que o Irã segue a sharia, a lei islâmica.

- O problema dos direitos humanos e os preceitos culturais é uma relação delicada que precisa ser conversada com muita calma. A ideia de que o preceito cultural tem que ser mantido nos levaria a tolerar o infanticídio [morte de crianças], por exemplo, e não podemos aceitar isso, como não podemos aceitar a amputação de clitóris promovida por países muçulmanos.



Ministro nega possibilidade de negociação com Irã no caso de mulher condenada

Ministro Celso Amorim, após reunião ministerial do governo Lula nesta semana; chanceler dá por encerrada atuação brasileira em caso de iraniana/Agência Brasi

O ministro das Relações Exteriores, Celso Amorim, afirmou nesta sexta-feira (13) que a intervenção brasileira no episódio da iraniana condenada à morte não é um caso de negociação, mas sim de apelo internacional.

- O caso choca a sensibilidade brasileira, mas é complexo por se tratar de uma cidadã iraniana, e não de uma estrangeira. O que poderíamos fazer, fizemos.

Amorim deu a declaração nesta manhã, após uma palestra no Instituto de Estudos Avançados (IEA) da Universidade de São Paulo (USP). O ministro confirmou a formalização do anúncio do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que pede a libertação de Sakineh Mohammadi Ashtianie oferece abrigo político a ela. Teerã, no entanto, negou a solicitação do Brasil.

Amorim evita falar sobre menor brasileira

Já sobre o caso da brasileira de 14 anos, condenada a seis meses de prisão em Abu Dhabi, nos Emirados Árabes Unidos, por ter feito sexo com um motorista de ônibus paquistanês, Amorim foi cauteloso.

- Esse assunto deve ser levado com muito cuidado. Estamos em contato estreito com a família da brasileira, seus advogados e as autoridades dos Emirados para conduzir o processo da melhor maneira possível.

Citando o caso da libertação, em maio deste ano, da professora francesa acusada de espionagem pelo Irã, o ministro justificou o sigilo das autoridades por questões de segurança e para facilitar o processo de negociação.

Neste caso, o Brasil, ao lado de Síria e Senegal, fez esforços conjuntos para soltar a francesa. Ao final do processo, o presidente do Irã, Mahmoud Ahmadinejad, disse que a libertação da professora era um presente para o Brasil.

Comentário

Amorim está desistindo muito fácil da causa pela vida da iraniana. Vergonha nossa política externa.


Fontes: R7 - Agência Brasil

Torturador do Khmer Vermelho é condenado a 35 anos de prisão

Kaing Eav foi considerado culpado por crimes contra a humanidade. Quase dois milhões morreram nas mãos do Khmer Vermelho no Camboja.

Kaing Guek Eav no julgamento, realizado no subúrbio de Phnom Penh. (Foto: ECCC/Handout/Reuters)

O principal torturador do Khmer Vermelho, Kaing Guek Eav, de 67 anos, conhecido como "Duch", foi condenado a 35 anos de prisão nesta segunda-feira (26) no Camboja pelas atrocidades cometidas há mais de 30 anos pelo regime comunista cambojano, que matou mpelo menos 14 mil pessoas.

Duch foi considerado culpado por assassinato, tortura e crimes contra a humanidade por ter comandado o principal centro de detenção e tortura do Khmer Vermelho em Phnom Penh.

Apesar da corte ter dado a Douch 35 anos de prisão, ele disse que vai cumprir apenas 30 porque considera ter sido detido ilegalmente por cinco anos pelos militares cambojanos.

"Duch" dirigiu o campo S-21, conhecido também com o nome de Tuol Sleng, um centro de interrogatórios que funcionava num antigo colégio secundário de Phnom Penh, onde pelo menos 14 mil pessoas foram torturadas e assassinadas em função da repressão em massa organizada pela equipe no poder de Pol Pot.

Quase dois milhões de pessoas, 25% da população, morreram sob o regime de Pol Pot, que impôs o terror entre 1975 e 1979, obrigando as pessoas a abandonar as cidades e se mudar para o campo, massacrando a população com trabalhos forçados e eliminando sistematicamente todos os "traidores da revolução".

Fontes: G1- REUTERS

China ordena fechamento de mais de 100 blogs, diz ONG

A China reprime ferozmente a liberdade de expressão na internet

Pequim - Mais de 100 blogs de importantes intelectuais, advogados e dissidentes chineses foram fechados por ordem governamental, segundo comunicado da organização China Human Rights Defenders (CHRD), publicado neste sábado.

A associação explicou que o bloqueio foi efetuado pelos portais que alojavam as páginas, "Sohu.com" e "Sina.com", dois dos maiores do país, a pedido do Governo chinês.

A CHRD qualifica a ação como "um movimento incomum" e assegura que os dois portais pediram desculpas privadamente aos os blogueiros afetados pela medida, assegurando que estavam "atuando sob ordens de autoridades superiores".

No entanto, nenhum dos dois portais forneceu mais detalhes acerca do fechamento.

Entre os autores afetados estão He Weifang, advogado e professor de direito na Universidade de Pequim; Liu Junning, analista político; Pu Zhiqiang, advogado especializado em casos de direitos humanos; e o também letrado Xu Zhiyong, que ganhou fama internacional por sua defesa dos pais de crianças afetadas em 2008 por leite contaminado com melamina.

A China é o país do mundo com maior número de internautas, mais de 420 milhões segundo a última apuração oficial, mas também um dos que tem censura de conteúdos mais ferrenha.

A organização de direitos humanos também denunciou que vários dissidentes residentes em Pequim ficaram sob vigilância domiciliária durante a visita oficial à China da chanceler alemã, Angela Merkel.


Fontes: FOLHA - Efe

'É preciso ir além da pressão pela libertação dos cubanos', diz HRW

Leis, julgamentos e forças de segurança são as raízes do sistema repressivo, diz pesquisador


SÃO PAULO - A decisão do governo de Cuba de libertar 52 presos políticos pode ser considerada como um passo positivo, mas não é o bastante para que a situação dos direitos humanos no país seja avaliada como melhor, disse em entrevista ao estadão, Nik Steinberg, pesquisador das Américas da ONG de direitos humanos Human Rights Watch (HRW).

Steinberg afirma que as detenções são apenas a vertente mais conhecida do sistema de repressão cubano. Segundo ele, o governo cubano tem diversas formas para reprimir os dissidentes além das detenções, como "ameaças, espancamentos, atos públicos de humilhação e a imposição de restrições de viagens".

Por isso, analisa, as libertações anunciadas por Cuba no fim da semana passada são positivas para os prisioneiros libertados, mas não representam nenhuma mudança significativa na situação dos dissidentes ainda ativos no país. "As leis e julgamentos de Cuba continuam vigentes, e o governo continuará a encher as celas das prisões com os cubanos que ousarem exercer seus direitos básicos", diz.

Segundo Steinberg, a pressão não deve ser feita apenas na forma de pedidos de libertação, mas ser direcionada às raízes da política repressiva do regime dos irmãos Fidel e Raúl Castro. "A comunidade internacional precisa pressionar Cuba a ir além da libertação periódica de dissidentes e em vez disso acabar com as leis, com os julgamentos e com as forças de segurança que os colocam na prisão", avalia.

A decisão de Cuba de soltar os 52 presos políticos remanescentes do grupo de 75 que foram detidos em 2003, no episódio que ficou conhecido como Primavera Negra, foi tomada em um acordo com o Arcebispado de Havana e com o governo da Espanha, que está abrigando os libertados.

Steinberg lembrou que, anteriormente, pressões de líderes políticos, civis e religiosos sobre o governo cubano levaram à libertação de alguns presos políticos. "O reverendo americano Jesse Jackson convenceu Fidel Castro a soltar 26 presos políticos em 1984 e mais de cem dissidentes detidos foram soltos em 1998, quando o então papa João Paulo II visitou o país", recorda.

O pesquisador, porém, lembra também que nos poucos momentos em que libertou presos políticos, o governo de Raúl Castro os forçou a escolher entre ficar na prisão ou o exílio na Espanha, "o que fundamentalmente viola os direitos básicos dos cidadãos cubanos". "A HRW recomenda que todos os prisioneiros, incluindo aqueles do grupo dos 75, sejam soltos incondicionalmente ou tenham permissão para viver em Cuba com suas famílias", conclui.

Até esta quinta-feira, 15, já haviam sido enviados para o exílio na Espanha 11 prisioneiros de consciência. Havana havia informado que 20 dos 52 cuja libertação foi prometida seriam soltos em poucos dias, enquanto o resto seria libertado em até quatro meses. Até o momento, porém, só foram soltos os que concordaram viver no exílio, oferecido por Madri.


Fonte: O ESTADO DE S PAULO/João Coscell

Documentos mostram abusos do Reino Unido após 11 de Setembro

Ações contra cidadãos britânicos incluem sequestro e tortura de supostos suspeitos

Documentos oficiais secretos revelados durante um processo judicial mostram diversos casos de abusos cometidos por oficiais do Reino Unido contra cidadãos britânicos nas investigações que se seguiram aos atentados de 11 de setembro de 2001, nos Estados Unidos, informa nesta quinta-feira (15) o jornal The Guardian.

De acordo com o diário, as revelações contidas nos documentos implicam diversos membros do gabinete do ex-primeiro-ministro Tony Blair (1997-2007) em casos de sequestro e tortura cometidos por oficiais britânicos.

Imagem do jornal The Guardian mostra cidadãos britânicos supostamente vítimas de abusos nas investigações que se seguiram ao 11 de Setembro/Reprodução

Segundo o The Guardian, um dos episódios mais graves tem a ver com documentos que revelam a indiferença de agentes do MI5 (serviço de segurança) diante do "sofrimento" de um cidadão britânico que era questionado em uma base área dos Estados Unidos no Afeganistão. Os relatórios também mostrariam que os oficiais ficaram "contentes" com a continuidade dos abusos.

Outro documento, uma espécie de manual de operações para oficiais britânicos, diz que um dos aspectos que eles devem considerar antes de uma ação contra suspeitos de terrorismo é se "a detenção, e não a morte, é o objetivo da missão".

Entre outros abusos identificados está a declaração do Ministério de Relações Exteriores de que a transferência de cidadãos britânicos do Afeganistão para a controversa base americana de Guantánamo, na ilha de Cuba, era a "opção preferida".

Os documentos foram revelados durante um processo judicial que seis ex-prisioneiros de Guantánamo movem contra agências de segurança e o governo do Reino Unido.

O governo britânico diz que identificou mais de 500 mil documentos que podem ser relevantes para o caso e que, por isso, colocou mais de 60 advogados para analisar toda a papelada. O processo inteiro, no entanto, pode durar até o fim de 2010.

De acordo com o The Guardian, dos 900 documentos revelados até agora, muitos são recortes de matérias publicadas pela imprensa ou cópias de relatório que já haviam sido publicados, e-mails confidenciais e memorandos "reveladores".

Fontes: R7- Agências

Libertação inicia 'nova etapa' em Cuba, dizem dissidentes na Espanha

Sete presos políticos soltos na véspera pelo castrismochegaram a Madri. Luta continua no exílio, segundo eles.

Os sete dissidentes cubanos que chegaram nesta terça-feira (13) a Madri após terem sido libertados na véspera pelo governo de Cuba disseram que sua soltura é "o começo de uma nova etapa" para o futuro da ilha.

Ricardo González Alfonso, um dos libertados, disse em nome de seus companheiros que o exilio é "um prolongamento da luta".

"Esperamos que aqueles que ainda estão em Cuba possam ter a oportunidade de desfrutar dessa mesma liberdade", continuou.

"Não nos consideramos manipulados", declarou Ricardo Gonzalez, de 60 anos, o mais conhecido dos setes por ter sido o correspondente clandestino da ONG francesa Repórteres sem Fronteira.

"A palavra mudança começa com a liberdade, não somente a libertação dos nossos companheiros, mas também aquela de todos os cidadãos cubanos (...). Para nós, o exílio é a prolongação de nossa luta. Somos o caminho que pode conduzir à mudança em Cuba," acrescentou.

Cansados, mas sorridentes, os sete dissidentes fizeram o "V" de vitória, com os braços levantados, no final da breve coletiva de imprensa.

Eles, em seguida, foram levados pelas autoridades espanholas, junto dos 33 membros de suas famílias que viajaram para reencontrá-los na noite de segunda-feira em Havana depois de sete anos de separação.

Os sete ex-presos políticos são os primeiros de um grupo de 52 que vão ser libertados após acordo com o regime castrista, mediado pela Igreja Católica.

Dissidentes cubanos acenam para jornalistas ao chegarem ao aeroporto de Barajas, em Madri, nesta terça-feira (13). (Foto: AFP)

Eles foram soltos na noite da véspera. Seis dissidentes foram colocados em um voo da Air Europe com destino à Espanha, junto com suas famílias. Um sétimo opositor viajou já na madrugada da terça em um voo da companhia Iberia.

Pablo Pacheco, José Luis García Paneque, Léster González, Antonio Villarreal, Julio César Gálvez, Omar Ruíz e Ricardo González formam o primeiro grupo a ganhar liberdade após terem sido presos em 2003.

No total, serão soltos 52 prisioneiros em até quatro meses.

A libertação dos prisioneiros é a maior em solo cubano desde o encontro entre o ex-presidente Fidel Castro e o Papa João Paulo II, em 1998, quando 100 opositores ganharam liberdade.


Fontes: G1 - Agências

Primeiro grupo de presos embarca em Havana rumo à Espanha

Sete dos 20 detidos por Fidel Castro aceitaram ir para Madri após libertação

Os primeiros sete dos 20 presos políticos com libertação programada que aceitaram deixar Cuba já estão no avião que os levará de Havana para a Espanha, como informou à Agência Efe, Omar Ruiz, um dos dissidentes soltos.

Por telefone, o dissidente confirmou que ele, a mulher e o filho, além dos outros seis presos com seus parentes, estão no aeroporto José Martí, em Havana. Todos embarcaram num voo da Air Europa rumo a Madri.

Pablo Pacheco, Omar Ruiz, Antonio Villarreal, Julio César Gálvez, José Luis García Paneque, Léster González e Ricardo González foram os primeiros sete presos políticos a serem libertados e a viajar à Espanha, dos 52 que o Governo Raúl Castro se comprometeu a soltar em um prazo máximo de cinco meses.

Esses 52 presos políticos são os membros do grupo de 75 condenados na chamada Primavera Negra, em 2003, que ainda estão reclusos em Cuba. O Governo da Espanha se mostrou disposto a receber os 52 presos, que podem ir depois para outro país se assim desejarem.

Omar Ruiz, por exemplo, explicou à Efe que a família de sua mulher mora nos Estados Unidos e não descarta viajar depois a esse país.

Comentário

A ditadura cubana quando liberta presos é para enviar ao exílio. Regime nojento.

Fontes: R7 - Efe

Presos políticos cubanos e familiares seguem sem notícias sobre libertação

Depois da confirmação da libertação de 52 presos, familiares não receberam mais informações

HAVANA- Os cinco presos políticos cubanos que serão libertados em breve e suas famílias seguem à espera de notícias sobre como e quando irão acontecer as libertações. Consultados pela Agência Efe, os familiares dos presos afirmaram que depois da confirmação da libertação não receberam mais informações.

A alegria com o anúncio deu lugar à angústia da espera. É o caso da família de Lester González Pentón, que se reuniu em sua casa na cidade de Santa Clara, 270 quilômetros ao leste de Havana, para aguardar novas informações.


"Estamos desesperados. Esta situação é insuportável", disse à Efe Mireya Pentón, mãe de González Pentón, que com 33 anos é o preso mais jovem do chamado "Grupo dos 75", os opositores que foram condenados a penas de até 28 anos na onda repressiva de 2003 conhecida como a "Primavera Negra".

O governo de Raúl Castro se comprometeu a libertar os presos deste grupo que ainda estão na prisão, um total de 52, de forma gradual e em um prazo máximo de quatro meses.

A decisão faz parte do diálogo aberto com a Igreja Católica da ilha e é apoiada pelo governo da Espanha, um processo que o ministro de Exteriores, Miguel Ángel Moratinos, acompanhou na visita que fez esta semana a Cuba.

Lester González Pentón, Antonio Villarreal, José Luis García Paneque, Luis Milán Fernández e Pablo Pacheco serão os primeiros presos a sair da prisão após terem aceitado deixar a ilha e viajar para a Espanha, consultados por telefone pelo cardeal Jaime Ortega, o principal interlocutor da Igreja com o regime cubano neste processo.

A Espanha aceitou a "proposta" do governo de Raúl Castro de receber os 52 opositores e a suas famílias, segundo informou Moratinos na quinta-feira em Havana horas antes de finalizar sua viagem a Cuba.

Fontes do governo espanhol disseram que os cinco primeiros presos poderiam chegar ao país no começo da próxima semana, e ressaltaram que eles não devem viajar como asilados políticos, mas sim com o estatuto de imigrantes, por isso poderão retornar, embora precisem de autorização.

Seus familiares também poderão deixar Cuba e manterão suas propriedades, ou seja, não haverá expropriações.

No caso de Lester González, toda sua família irá para Espanha: sua esposa, sua mãe, seu padrasto e suas duas irmãs com seus respectivos maridos e filhos.

Enquanto os presos e seus familiares esperam notícias, o dissidente Guillermo Farinãs começou nesta sexta-feira a ingerir sucos, sopas e gelatina, um dia depois de anunciar sua decisão de abandonar a greve de fome que manteve durante mais de quatro meses para pedir a liberdade de presos políticos doentes.

Alicia Hernández, mãe de Farinãs, explicou à Efe que a equipe médica que atende seu filho no hospital de Santa Clara, onde ele está internado desde o dia 11 de março, decidiu incorporar estes alimentos à dieta nesta sexta depois que o jornalista voltou ontem a beber água.

Os especialistas devem acompanhar como Farinãs tolera esta dieta antes de passar à alimentação sólida. O dissidente permanecerá hospitalizado até que seu estado de saúde, que continua crítico, se normalize.

Hernández comentou que seu filho passou uma noite ruim devido as dores de um hematoma que apresenta na coxa, apesar do especialista que o examinou esta manhã não ter visto nada de grave na área.

Farinãs anunciou na quinta-feira a suspensão de seu protesto perante as libertações anunciadas pelo regime cubano.

Regime cubano inicia procedimentos migratórios dos presos

Presos políticos cubanos do total de 17 que vão emigrar para a Espanha estão reunidos numa penitenciária e, suas famílias, em uma unidade militar de Havana, à espera de poder reunir-se com eles no aeroporto e viajar logo para Madri, informou neste domingo (11) o líder dissidente Elizardo Sánchez.

As autoridades começaram neste sábado (10) a transferir os presos de vários locais da Ilha Combinado del Este, em Havana, para a realização de exames médicos e dos trâmites migratórios.

Familiares de pelo menos cinco presos estão numa unidade militar do Ministério do Interior, em San Antonio de los Baños, sudoeste da capital, e em outras dependências do governo, para os procedimentos migratórios.

Os presos libertados vão começar a chegar a Madri nesta segunda-feira (12), segundo fontes diplomáticas de Havana.

Comentário

Nas verdade, a ditadura cubana está enviando os presos libertados ao exílio forçado.


Fontes: O ESTADO DE S PAULO - R7- AFP - Efe

Chico Buarque, Yoko Ono e outros protestam contra apedrejamento no Irã

Como salvar a vida de Sakineh Mohammadi Ashtiani

Foto divulgado pela Anistia Internacional em Londres mostra Sakineh Mohammadi Ashtiani, acusada de adultério/AP

Dezenas de celebridades dos mundos político e cultural, como o brasileiro Chico Buarque e a viúva de John Lennon, Yoko Ono, já assinaram uma carta aberta contra o apedrejamento até a morte de Sakineh Mohammadi Ashtiani, uma mulher de 43 anos, no Irã.

Mãe de dois filhos, Ashtiani recebeu 99 chicotadas após ter sido considerada culpada, em maio de 2006, de ter uma "relação ilícita" com dois homens. Depois, foi declarada culpada de "adultério estando casada", crime que sempre negou, e condenada a morte por apedrejamento.

O anúncio de que a aplicação da pena "poderia ser iminente" despertou uma grande mobilização internacional, e países como França, Reino Unido, EUA e Chile expressaram suas críticas à decisão de Teerã.

Por conta disso, as Justiça iraniana decidiu suspender a execução por apedrejamento, anunciou ontem a Embaixada do Irã no Reino Unido. "Segundo a informação das autoridades judiciais competentes no Irã, [a condenada] não será executada por apedrejamento."

O texto, porém, não diz em nenhum momento que a pena de morte foi revogada. O advogado de Ashtiani, Mohammad Mostafavi, disse que sua cliente "continua na prisão" e que não foi informada de nenhuma decisão das autoridades iranianas de suspender a sentença e que ela ainda poderia ser executada de outro modo.

O texto da carta, disponível no site "Save Sakineh", pede a eliminação da prática de apedrejamento no Irã, "que viola toda e qualquer definição de Direitos Humanos." O documento já foi assinado por 37.257 pessoas, incluindo ainda os cantores Peter Gabriel, Sting, Annie Lennox e o brasileiro Caetano Veloso, além dos atores Colin Firth, Emma Thompson, Robert Redford, Juliette Binoche e Robert De Niro.

O romancista indiano Salman Rushdie, a ex-secretária de Estado americana Condoleezza Rice e o prêmio Nobel da Paz José Ramos Horta também estão na lista. "O apedrejamento é bárbaro... e precisa parar", diz a nota.


Comentário

O apedrejamento é apenas mais um método empregado pelo regime iraniano assassino.

O que mais revolta, é assistir a falta de sensibilidade do governo brasileiro, que a tudo assiste de braços cruzados, exercendo um silêncio vergonhoso.

A política externa empregada pelo Sr Amorim,é imoral e só isto, já justificaria a mudança de governo no Brasil.

Fontes: FOLHA - Agências - CNN

Cubano em greve de fome diz que sua morte será culpa dos Castro

Dissidente cubano faz declarações

O dissidente cubano Guillermo Fariñas, em greve de fome há mais de quatro meses, divulgou nesta segunda-feira uma mensagem em que se diz "consciente" da possibilidade de uma morte próxima, pela qual apontou "os irmãos Fidel e Raúl Castro" como futuros responsáveis.


"Consciente do meu falecimento próximo, eu estou, e o considero uma honra pois tento salvar a vida de uns 25 presos políticos", aponta Fariñas em mensagem enviada por telefone a seu porta-voz, Licet Zamora, do hospital onde está internado.

Licet Zamora disse que a mensagem é uma resposta à entrevista divulgada na imprensa oficial de Cuba, no fim de semana, sobre o estado de saúde do dissidente.

"Os únicos responsáveis por minha futura morte são os irmãos Fidel e Raúl Castro. Confio na equipe médica e paramédica que me atende. É por isso que rejeitei as diferentes ofertas que fizeram para que eu me tratasse em outros países", disse o psicólogo e jornalista, de 48 anos.

O dissidente iniciou a greve de fome após a morte do preso político Orlando Zapata, como forma de exigir a liberdade de 26 opositores presos doentes.

Fontes: FOLHA - Efe

Anistia Internacional critica política de direitos humanos em Honduras

Organização se preocupa com morte de jornalistas e violência depois do golpe de Estado

A Anistia Internacional (AI) acusou nesta segunda-feira (28) o governo de Porfírio Lobo de fracassar em sua política de luta contra as graves violações dos direitos humanos cometidas desde o golpe de Estado em Honduras.

A organização estabelecida em Londres denuncia tanto a impunidade dos membros das forças de segurança que cometeram abusos no último ano como a crescente preocupação pela situação da liberdade de expressão, depois dos assassinatos de sete jornalistas desde março passado.

Lobo foi eleito em 29 de novembro de 2009, em votação realizada durante a crise derivada do golpe contra o presidente hondurenho Manuel Zelaya. Ele tomou posse em janeiro.

A Anistia denuncia que até o momento ninguém foi acusado ou castigado pelos abusos, que incluem atos de violência e prisões arbitrárias, além do fechamento de meios de comunicação e ataques sexuais contra mulheres e crianças.

Fontes: FOLHA - AFP

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