Fase atual termina este fim de semana e sem sucesso
A fase atual de busca das caixas-pretas do avião da Air France que caiu em 1º de junho no Atlântico quando fazia a rota Rio de Janeiro-Paris termina neste fim de semana, indicou nesta sexta-feira o organismo francês encarregado da investigação do acidente, o BEA.
"A região inicial de busca será coberta inteiramente até o fim de semana", explicou o Escritório de Investigações e Análises (BEA), que acrescentou que os dois navios que participam da campanha - o Seabed Worker e o Anne Candies - voltarão ao porto brasileiro "para uma escala técnica".
O organismo francês, ligado ao departamento de Transportes, informou que em 4 de maio dará mais informações sobre os infrutíferos trabalhos para encontrar as caixas-pretas do avião acidentado.
Desde o início das buscas, os navios varreram uma área de 2,8 mil quilômetros quadrados do fundo do mar.
Além disso, submarinos submergiram em quarenta ocasiões e investigaram uma área de 3 mil quilômetros quadrados, tudo isso com condições meteorológicas "favoráveis".
Segundo publicou hoje "Le Figaro", nesta terceira campanha não só se repassou a região que havia sido definida como suscetível de guardar as caixas-pretas, mas se esgotaram os 10 milhões de euros orçados para as buscas.
Os 228 ocupantes do Airbus da Air France acidentado morreram na queda. Sem as caixas-pretas, o BEA não consegue esclarecer as causas do acidente, embora afirme que não aconteceu despressurização no voo e que provavelmente a aeronave estava inteira ao chocar-se com o mar.
Se Airbus e Air France não financiarem uma quarta operação, os investigadores terão de se contentar com os elementos recuperados até agora.
Fonte: EFE - EPA
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Air France é condenada em sete ações de familiares de vítimas do voo 447
A Air France já foi condenada em pelo menos sete ações de familiares de vítimas do acidente aéreo do voo 447, em junho, informou a coluna Mônica Bergamo na edição desta sexta-feira da Folha
Íntegra AQUI
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EUA suspendem buscas de barcos às caixas-pretas do voo 447
Submarino nuclear francês, que deveria terminar os trabalhos nesta sexta, vai continuar procurando sinais
SÃO PAULO - Dois barcos norte-americanos suspenderam nesta sexta-feira, 10, os trabalhos de buscas às caixas-pretas do voo 447 da Air France. O Airbus caiu no Oceano Atlântico na madrugada do dia 31 de maio, causando a morte de 228 pessoas. Apesar dos barcos norte-americanos terem suspendido as buscas, um submarino nuclear francês continua procurando sinais das caixas-pretas.
Willie Berges, coronel da Força Aérea dos EUA, comandou o grupo norte-americano que ajudava nas buscas aos destroços do Airbus. Os trabalhos "não tiveram êxito", afirmou Berges.
Apesar do anúncio do comando dos EUA, as Forças Armadas da França prosseguirão as buscas das caixas-pretas, que deveriam se encerrar nesta sexta, quando o submarino nuclear Émeraude deixa a região. Apenas robôs-submarinos seguirão à procura das balizas, cujos sinais de rádio podem, inclusive, já ter cessado.
A baixa probabilidade de recuperação dos gravadores foi comentada, na quinta, por Pierre-Henri Gourgeon, diretor-geral da Air France. "Como as caixas-pretas ainda não foram localizadas, nós temos poucas informações, o que abre campo a toda sorte de especulações", afirmou, em entrevista ao jornal Le Figaro.
Fontes: Estado - AP
SÃO PAULO - Dois barcos norte-americanos suspenderam nesta sexta-feira, 10, os trabalhos de buscas às caixas-pretas do voo 447 da Air France. O Airbus caiu no Oceano Atlântico na madrugada do dia 31 de maio, causando a morte de 228 pessoas. Apesar dos barcos norte-americanos terem suspendido as buscas, um submarino nuclear francês continua procurando sinais das caixas-pretas.
Willie Berges, coronel da Força Aérea dos EUA, comandou o grupo norte-americano que ajudava nas buscas aos destroços do Airbus. Os trabalhos "não tiveram êxito", afirmou Berges.
Apesar do anúncio do comando dos EUA, as Forças Armadas da França prosseguirão as buscas das caixas-pretas, que deveriam se encerrar nesta sexta, quando o submarino nuclear Émeraude deixa a região. Apenas robôs-submarinos seguirão à procura das balizas, cujos sinais de rádio podem, inclusive, já ter cessado.
A baixa probabilidade de recuperação dos gravadores foi comentada, na quinta, por Pierre-Henri Gourgeon, diretor-geral da Air France. "Como as caixas-pretas ainda não foram localizadas, nós temos poucas informações, o que abre campo a toda sorte de especulações", afirmou, em entrevista ao jornal Le Figaro.
Fontes: Estado - AP
Perda de contato com o AF447 cria tensão entre Brasil e Senegal
A controvérsia entre os centros de controle.

Detalhes iniciais da transferência do voo Air France AF447 do Brasil ao Senegal, criaram um atrito entre os dois paises, enquanto os investigadores procuram estabelecer por quanto tempo o Airbus A-330 ficou sem contato antes que um alarme de emergência fosse declarado.
Conclusões preliminares com referência ao acidente, indicam que após o jato falhar em responder aos chamados de rádio, pouco antes de deixar o espaço aéreo brasileiro,várias horas se passaram, enquanto controladores em 10 diferentes regiões de controle de voo tentavam determinar a posição geográfica da aeronave.
As circunstâncis da perda - próxima à fronteira de espaço aéreo oceânico entre Brasil e Senegal,onde a responsabilidade pelo voo é transferida - tornou o assunto da operação de transferência um assunto delicado.
O " Bureau d`Enquetes et d`Analyses" ( BEA ),afirma que o voo não foi transferido entre os centros de controle oceânicos. O ASECNA, serviço de navegação aérea e controle da África Ocidental, confirma a informação do BEA.
A Força Aérea Brasileira afirma desejar "eliminar dúvidas" sobre os procedimentos seguidos. Assim, divulgou um trecho de um arquivo de aúdio, do momento em que o controlador do atlântico coordenou a transferência do voo à Dacar, ou seja, no momento que se estimava o Airbus estaria deixando o espaço aéreo brasileiro,atingindo o fixo denominado TASIL,às 02:20UTC.

AUDIO: Atlântico coordena transferência do voo AF447 com Dacar
Somente atrasos acima de 3 minutos em relação ao tempo estimado, exigiriam nova coordenação com Dacar. Contudo, o estimado nunca chegou a ser revisado porque o controlador do Atlântico, não tinha como chamar o voo AF447,após o último contato às 01:35UTC.
Como resultado disso, argumenta a força aérea, "teoricamente," Dacar teria assumido o monitoramento do voo, às 02:20UTC.
Entretanto,a ASECNA afirma que o controlador do Atlãntico tinha a responsabilidade de chamar o controle Dacar para confirmar a chegada da aeronave ao espaço aéreo sob responsabilidade do Senegal." Esta formalidade não foi cumprida", e o avião não fez contato com Dacar para "sinalizar sua presença."
A ASECNA rejeita como " totalmente infundada", a sugestão brasileira que se poderia concluir que o avião adentrou o espaço aéreo de Dacar, considerando-se que o centro Dacr não alertou o centro Atlãntico sobre a falta de contato do avião.
Contudo, o relatório provisório do BEA sobre o acidente,cita um acordo de 2008, entre os centros Atlântico e Dacar que vigorava na época do acidente. O acordo determina que as tripulações das aeronaves devem fazer contato com o controlador do espaço aéreo subsequente, 5 minutos antes de adentrar a área , e ainda mais, determina também,que os controladores do setor que recebe a transferência de voo, devem informar o centro que antes monitorava o voo, caso não consigam manter contato com o avião, num prazo de 3 minutos do tempo estimado de chegada ao setor.
O BEA adverte contra conclusões apressadas com referência às situações de busca e resgate, afirmando que sua cronologia das comunicações subsequentes do controle de tráfego aéreo, "ainda é muito fragmentada."
Entretanto,o relatório provisório declara que os controladores de Dacar,trabalhavam com um rastreio virtual do voo AF447,na ausência de contato via rádio e de uma trajetória confirmada. Não houve acionamento do sistema automático de rastreamento.
Após 28 minutos do tempo estimado para o ingresso do voo AF447 no espaço aéreo oceânico de Dacar, o controlador informou ao centro adjacente, Cabo Verde Sal, que o avião ainda não havia feito contato. Mais de 1 hora depois, às 03:54UTC, 9 minutos antes do estimado para o ingresso do voo no espaço aéreo de Cabo Verde, Sal chamou Dacar para uma atualização, e recebeu o informe que a aeronave não tinha feito contato para revisar os estimados.
Sal informou Dacar, às 04:07UTC, que estava monitorando um segundo voo Air France,o AF459, que vinha 37 minutos atrás do voo AF447. Esta segunda aeronave não conseguir manter contato com o AF447.
Às 04:21UTC, Dacar chamou o centro Atlântico pra confirmar se o AF447, teria deixado o espaço aéreo brasileiro, pelo fixo TASIL, conforme o originalmente estimado.
Esta cronologia parcial do BEA, ainda não inclui informações mais completas dos centros Atlântico e Sal. Contudo, a força aérea brasileira afirma que após Dacar ter checado a posição do AF447 com o centro Atlântico, o serviço de busca e resgate Salvaero, baseado em Recife," deu andamento às ações necessárias para iniciar as operações aéreas em prol da localização da aeronave desaparecida", às 05:20UTC.
Pela mesma hora a Air France tentava determinar a posição do voo e por um período de cerca de 3 horas, a empresa aérea e diversos outros centros de controle - entre eles, Canárias,Santa Maria, Casablanca, Lisboa, Madrid e Brest - trocaram informações objetivando determinar a posição do voo desaparecido. Em certo estágio, a cronologia do BEA mostra que houvera um relato improcedente que o voo teria feito contato com o controle de tráfego aéreo marroquino.
A Air France e o centro Brest, informaram ao BEA sobre a situação, por volta de 07:41UTC. O centro Madrid,emitiu um alerta de emergência às 08:15UTC e Brest lançou um alarme de possível acidente(distress phase),20 minutos depois.
Leia na íntegra a nota da FAB:
"No dia 2 de julho de 2009, às 10h (horário de Brasília), o Bureau D´Enquêtes et D´Analises Pour la Securité de I´Aviation Civile (BEA) divulgou o Relatório Preliminar sobre as investigações do acidente com o voo AFR 447, ocorrido no dia 31 de maio.
Com o objetivo de eliminar dúvidas sobre os procedimentos adotados pela autoridade aeronáutica brasileira em relação a essa ocorrência, este Centro esclarece o seguinte:
- o Voo AFR 447, como a maioria dos voos regulares de aviões comerciais internacionais, utiliza um plano de voo denominado Plano de Voo Periódico, haja vista que o desempenho, a rota e os horários das aeronaves são normalmente os mesmos. Esses planos são disponibilizados pelas respectivas companhias aéreas a todos os órgãos de controle de tráfego aéreo encarregados do controle da aeronave na rota prevista para o voo, independentemente do país a que pertencem. Esse procedimento foi seguido no caso do AFR 447.
- às 22h33 do dia 31 de maio, a tripulação do AFR 447 fez o último contato rádio com o órgão de controle de tráfego aéreo brasileiro, informando a hora estimada em que sobrevoaria as próximas posições virtuais previstas na rota. Imediatamente depois, o órgão de controle de tráfego aéreo brasileiro (ACC ATLÂNTICO) informou ao Centro de Controle de Dacar (ACC DAKAR) que o AFR 447 estaria na posição virtual TASIL às 23h20, haja vista que, a partir dessa posição, caberia a DAKAR o controle sobre a movimentação dessa aeronave rumo à França. O ACC DAKAR confirmou o recebimento dessa informação.
- cabe salientar que, por meio de um acordo operacional entre os dois países (Brasil e Senegal), se uma aeronave entrar no espaço aéreo de Dacar no horário previsto, ou até três minutos depois desse horário, não se faz necessária qualquer comunicação entre os órgãos de controle de tráfego aéreo em questão para formalizar a transferência desse vôo. Consequentemente, às 23h20 o controle sobre o AFR 447 passou, teoricamente, para o controle do ACC DAKAR, visto que não houve qualquer questionamento daquele ACC sobre a aeronave.
- por se tratar de uma região onde o controle de tráfego aéreo é realizado essencialmente por comunicação, caberia ao ACC DAKAR conferir o ingresso da aeronave no seu espaço aéreo, às 23h20, e alertar sobre eventuais problemas, como por exemplo a impossibilidade de contato rádio com o AFR 447.
- no caso do AFR 447 não houve, em momento algum, captação por satélites da transmissão do sinal do equipamento de emergência (ELT) e, também, nenhuma aeronave sobrevoando a rota recebeu pedido de socorro por meio da frequência internacional de emergência (121,5MHz).
- somente à 1h20 do dia 1º de junho, o ACC DAKAR questionou o órgão de controle de tráfego aéreo brasileiro sobre a posição do AFR 447. Assim, às 2h20 o SALVAERO Recife iniciou as ações necessárias para o início da operação aérea para localizar a aeronave desaparecida, por meio dos procedimentos iniciais de busca de informações.
- em consequência, às 03h40 do dia 1º de junho, o SALVAERO Recife acionou os meios da Força Aérea Brasileira (FAB), sendo que o primeiro avião, já ao nascer do sol, encontrava-se em deslocamento para realizar as buscas visuais na rota sobrevoada pelo AFR 447.
Por fim, cabe destacar que toda a gravação da fraseologia relacionada ao Vôo AFR 447 foi encaminhada ao BEA, sendo este um procedimento previsto e que faz parte da coleta de dados necessária à análise da dinâmica do voo.
Brigadeiro do Ar Antonio Carlos Moretti Bermudez
Chefe do CENTRO DE COMUNICAÇÃO SOCIAL DA AERONÁUTICA"
Fonte: FlightGlobal/David Kaminski-Morrow
Tradução: JACK

Detalhes iniciais da transferência do voo Air France AF447 do Brasil ao Senegal, criaram um atrito entre os dois paises, enquanto os investigadores procuram estabelecer por quanto tempo o Airbus A-330 ficou sem contato antes que um alarme de emergência fosse declarado.
Conclusões preliminares com referência ao acidente, indicam que após o jato falhar em responder aos chamados de rádio, pouco antes de deixar o espaço aéreo brasileiro,várias horas se passaram, enquanto controladores em 10 diferentes regiões de controle de voo tentavam determinar a posição geográfica da aeronave.
As circunstâncis da perda - próxima à fronteira de espaço aéreo oceânico entre Brasil e Senegal,onde a responsabilidade pelo voo é transferida - tornou o assunto da operação de transferência um assunto delicado.
O " Bureau d`Enquetes et d`Analyses" ( BEA ),afirma que o voo não foi transferido entre os centros de controle oceânicos. O ASECNA, serviço de navegação aérea e controle da África Ocidental, confirma a informação do BEA.
A Força Aérea Brasileira afirma desejar "eliminar dúvidas" sobre os procedimentos seguidos. Assim, divulgou um trecho de um arquivo de aúdio, do momento em que o controlador do atlântico coordenou a transferência do voo à Dacar, ou seja, no momento que se estimava o Airbus estaria deixando o espaço aéreo brasileiro,atingindo o fixo denominado TASIL,às 02:20UTC.
AUDIO: Atlântico coordena transferência do voo AF447 com Dacar
Somente atrasos acima de 3 minutos em relação ao tempo estimado, exigiriam nova coordenação com Dacar. Contudo, o estimado nunca chegou a ser revisado porque o controlador do Atlântico, não tinha como chamar o voo AF447,após o último contato às 01:35UTC.
Como resultado disso, argumenta a força aérea, "teoricamente," Dacar teria assumido o monitoramento do voo, às 02:20UTC.
Entretanto,a ASECNA afirma que o controlador do Atlãntico tinha a responsabilidade de chamar o controle Dacar para confirmar a chegada da aeronave ao espaço aéreo sob responsabilidade do Senegal." Esta formalidade não foi cumprida", e o avião não fez contato com Dacar para "sinalizar sua presença."
A ASECNA rejeita como " totalmente infundada", a sugestão brasileira que se poderia concluir que o avião adentrou o espaço aéreo de Dacar, considerando-se que o centro Dacr não alertou o centro Atlãntico sobre a falta de contato do avião.
Contudo, o relatório provisório do BEA sobre o acidente,cita um acordo de 2008, entre os centros Atlântico e Dacar que vigorava na época do acidente. O acordo determina que as tripulações das aeronaves devem fazer contato com o controlador do espaço aéreo subsequente, 5 minutos antes de adentrar a área , e ainda mais, determina também,que os controladores do setor que recebe a transferência de voo, devem informar o centro que antes monitorava o voo, caso não consigam manter contato com o avião, num prazo de 3 minutos do tempo estimado de chegada ao setor.
O BEA adverte contra conclusões apressadas com referência às situações de busca e resgate, afirmando que sua cronologia das comunicações subsequentes do controle de tráfego aéreo, "ainda é muito fragmentada."
Entretanto,o relatório provisório declara que os controladores de Dacar,trabalhavam com um rastreio virtual do voo AF447,na ausência de contato via rádio e de uma trajetória confirmada. Não houve acionamento do sistema automático de rastreamento.
Após 28 minutos do tempo estimado para o ingresso do voo AF447 no espaço aéreo oceânico de Dacar, o controlador informou ao centro adjacente, Cabo Verde Sal, que o avião ainda não havia feito contato. Mais de 1 hora depois, às 03:54UTC, 9 minutos antes do estimado para o ingresso do voo no espaço aéreo de Cabo Verde, Sal chamou Dacar para uma atualização, e recebeu o informe que a aeronave não tinha feito contato para revisar os estimados.
Sal informou Dacar, às 04:07UTC, que estava monitorando um segundo voo Air France,o AF459, que vinha 37 minutos atrás do voo AF447. Esta segunda aeronave não conseguir manter contato com o AF447.
Às 04:21UTC, Dacar chamou o centro Atlântico pra confirmar se o AF447, teria deixado o espaço aéreo brasileiro, pelo fixo TASIL, conforme o originalmente estimado.
Esta cronologia parcial do BEA, ainda não inclui informações mais completas dos centros Atlântico e Sal. Contudo, a força aérea brasileira afirma que após Dacar ter checado a posição do AF447 com o centro Atlântico, o serviço de busca e resgate Salvaero, baseado em Recife," deu andamento às ações necessárias para iniciar as operações aéreas em prol da localização da aeronave desaparecida", às 05:20UTC.
Pela mesma hora a Air France tentava determinar a posição do voo e por um período de cerca de 3 horas, a empresa aérea e diversos outros centros de controle - entre eles, Canárias,Santa Maria, Casablanca, Lisboa, Madrid e Brest - trocaram informações objetivando determinar a posição do voo desaparecido. Em certo estágio, a cronologia do BEA mostra que houvera um relato improcedente que o voo teria feito contato com o controle de tráfego aéreo marroquino.
A Air France e o centro Brest, informaram ao BEA sobre a situação, por volta de 07:41UTC. O centro Madrid,emitiu um alerta de emergência às 08:15UTC e Brest lançou um alarme de possível acidente(distress phase),20 minutos depois.
Leia na íntegra a nota da FAB:
"No dia 2 de julho de 2009, às 10h (horário de Brasília), o Bureau D´Enquêtes et D´Analises Pour la Securité de I´Aviation Civile (BEA) divulgou o Relatório Preliminar sobre as investigações do acidente com o voo AFR 447, ocorrido no dia 31 de maio.
Com o objetivo de eliminar dúvidas sobre os procedimentos adotados pela autoridade aeronáutica brasileira em relação a essa ocorrência, este Centro esclarece o seguinte:
- o Voo AFR 447, como a maioria dos voos regulares de aviões comerciais internacionais, utiliza um plano de voo denominado Plano de Voo Periódico, haja vista que o desempenho, a rota e os horários das aeronaves são normalmente os mesmos. Esses planos são disponibilizados pelas respectivas companhias aéreas a todos os órgãos de controle de tráfego aéreo encarregados do controle da aeronave na rota prevista para o voo, independentemente do país a que pertencem. Esse procedimento foi seguido no caso do AFR 447.
- às 22h33 do dia 31 de maio, a tripulação do AFR 447 fez o último contato rádio com o órgão de controle de tráfego aéreo brasileiro, informando a hora estimada em que sobrevoaria as próximas posições virtuais previstas na rota. Imediatamente depois, o órgão de controle de tráfego aéreo brasileiro (ACC ATLÂNTICO) informou ao Centro de Controle de Dacar (ACC DAKAR) que o AFR 447 estaria na posição virtual TASIL às 23h20, haja vista que, a partir dessa posição, caberia a DAKAR o controle sobre a movimentação dessa aeronave rumo à França. O ACC DAKAR confirmou o recebimento dessa informação.
- cabe salientar que, por meio de um acordo operacional entre os dois países (Brasil e Senegal), se uma aeronave entrar no espaço aéreo de Dacar no horário previsto, ou até três minutos depois desse horário, não se faz necessária qualquer comunicação entre os órgãos de controle de tráfego aéreo em questão para formalizar a transferência desse vôo. Consequentemente, às 23h20 o controle sobre o AFR 447 passou, teoricamente, para o controle do ACC DAKAR, visto que não houve qualquer questionamento daquele ACC sobre a aeronave.
- por se tratar de uma região onde o controle de tráfego aéreo é realizado essencialmente por comunicação, caberia ao ACC DAKAR conferir o ingresso da aeronave no seu espaço aéreo, às 23h20, e alertar sobre eventuais problemas, como por exemplo a impossibilidade de contato rádio com o AFR 447.
- no caso do AFR 447 não houve, em momento algum, captação por satélites da transmissão do sinal do equipamento de emergência (ELT) e, também, nenhuma aeronave sobrevoando a rota recebeu pedido de socorro por meio da frequência internacional de emergência (121,5MHz).
- somente à 1h20 do dia 1º de junho, o ACC DAKAR questionou o órgão de controle de tráfego aéreo brasileiro sobre a posição do AFR 447. Assim, às 2h20 o SALVAERO Recife iniciou as ações necessárias para o início da operação aérea para localizar a aeronave desaparecida, por meio dos procedimentos iniciais de busca de informações.
- em consequência, às 03h40 do dia 1º de junho, o SALVAERO Recife acionou os meios da Força Aérea Brasileira (FAB), sendo que o primeiro avião, já ao nascer do sol, encontrava-se em deslocamento para realizar as buscas visuais na rota sobrevoada pelo AFR 447.
Por fim, cabe destacar que toda a gravação da fraseologia relacionada ao Vôo AFR 447 foi encaminhada ao BEA, sendo este um procedimento previsto e que faz parte da coleta de dados necessária à análise da dinâmica do voo.
Brigadeiro do Ar Antonio Carlos Moretti Bermudez
Chefe do CENTRO DE COMUNICAÇÃO SOCIAL DA AERONÁUTICA"
Fonte: FlightGlobal/David Kaminski-Morrow
Tradução: JACK
Controladores do Brasil não avisaram o Senegal sobre o voo 447
Pilotos do Airbus tentaram entrar em contato com controladores do país três vezes, mas comunicação falhou
PARIS - O controle aéreo do Senegal não foi informado sobre o plano de voo do Airbus A330 que fazia o voo 447 da Air France e caiu no Oceano Atlântico no dia 31 de maio. A informação foi dada durante entrevista coletiva por Alain Bouillard, do Escritório de Investigações e Análises sobre a Aviação Civil (BEA), e responsável pelas investigações sobre o acidente que deixou 228 mortos.
Os controladores brasileiros deveriam ter passado o plano de voo para o centro de controle do Senegal, em Dakar. No entanto, os senegaleses não receberam o plano de voo do Airbus. Os pilotos do avião tentaram entrar em contato três vezes com os controladores do país, mas não receberam respostas.
"Isto não é normal", declarou Bouillard. O chefe das investigações também informou durante coletiva de imprensa que há investigações para apurar porquê apenas seis horas após o avião desaparecer foi declarada emergência. A demora pode ter dificultado as buscas às vítimas e aos destroços do Airbus.
Comentário do BGN
Já começam a aparecer os primeiros sinais das deficiências que corroem o controle aéreo no Brasil.
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Fontes: Reuters - Estadão
PARIS - O controle aéreo do Senegal não foi informado sobre o plano de voo do Airbus A330 que fazia o voo 447 da Air France e caiu no Oceano Atlântico no dia 31 de maio. A informação foi dada durante entrevista coletiva por Alain Bouillard, do Escritório de Investigações e Análises sobre a Aviação Civil (BEA), e responsável pelas investigações sobre o acidente que deixou 228 mortos.
Os controladores brasileiros deveriam ter passado o plano de voo para o centro de controle do Senegal, em Dakar. No entanto, os senegaleses não receberam o plano de voo do Airbus. Os pilotos do avião tentaram entrar em contato três vezes com os controladores do país, mas não receberam respostas.
"Isto não é normal", declarou Bouillard. O chefe das investigações também informou durante coletiva de imprensa que há investigações para apurar porquê apenas seis horas após o avião desaparecer foi declarada emergência. A demora pode ter dificultado as buscas às vítimas e aos destroços do Airbus.
Comentário do BGN
Já começam a aparecer os primeiros sinais das deficiências que corroem o controle aéreo no Brasil.
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Fontes: Reuters - Estadão
Investigadores franceses afirmam que Airbus da Air France caiu intacto no Atlântico

Diretor da Air France crê que é possível achar caixas-pretas
Garota que sobreviveu a acidente aéreo no Oceano Índico chega à França
O avião da Air France que fazia o voo 447 e caiu no oceano Atlântico no dia 31 de maio não se partiu em voo, e sim caiu de forma vertical na água, segundo relatório preliminar do BEA (Escritório francês de Investigação e Análise) divulgado nesta quinta-feira. A aeronave fazia a rota Rio-Paris e transportava 228 pessoas de 32 nacionalidades.
De acordo com as investigações, o avião tocou a água inteiro, com muita velocidade. "O avião não foi destruído em voo", afirmou Alain Bouillard, do BEA.
O Airbus parece ter sido impactado contra a água "em linha de voo", o que significa que o avião se chocou contra o oceano em forte aceleração vertical, explicou Alain Bouillard, do Escritório de Investigações e Análises sobre a Aviação Civil (BEA).
É o primeiro relatório --preliminar-- divulgado pelo escritório. Enquanto o resgate de corpos de destroços ficou sob responsabilidade do Brasil, a investigação é feita pela França.
O relatório apresentado pela empresa aponta que a manutenção do avião corresponde à regulamentação em vigor e não havia problema técnico na aeronave. O voo 447 decolou do Rio sem nenhum problema técnico, um dos três painéis de gerenciamento de radio apresentou problema, mas o equipamento foi invertido com outro painel de gerenciamento, o que não teria causado problemas à aeronave.
Bouillard, que lidera as investigações sobre o acidente, afirmou que coletes salva-vidas encontrados entre os destroços do avião não estavam acionados.
As últimas mensagens transmitidas pela aeronave antes da queda determinaram o local de início das buscas que conseguiram resgatar 51 corpos de vitimas, além de destroços da aeronave. Já as caixas-pretas não foram localizadas. O equipamento foi construído para emitir sinal por cerca de 30 dias após a queda, prazo vencido há dois dias. Ainda assim, investigadores acreditam que possa funcionar por mais tempo.
Bouillard afirmou que as buscas por esses equipamentos foram estendidas e vão continuar até 10 de julho.
Com a ausência dos dados da caixa-preta, as investigações do BEA estão baseadas nas mensagens automáticas enviadas pelo avião minutos antes de perder contato e em análises feitas em destroços e nos 51 corpos de passageiros resgatados.
Uma das mensagens automáticas transmitidas pelo voo 447 indica que um equipamento externo emitia informações incorretas sobre a velocidade da aeronave, o que pode ter desestabilizado os sistemas de controle do avião. Inicialmente, peritos sugeriram os instrumentos externos, chamados tubos Pitot, pudessem ter congelado.
Após o acidente, a Air France substituiu o equipamento em todos os Airbus A-330 e A-340 da companhia.
Vítimas
Até agora, 35 dos 51 corpos resgatados foram identificados por uma equipe de peritos sediada no IML (Instituto de Medicina Legal) de Recife. A FAB (Força Aérea Brasileira) e a Marinha encerraram as operações de buscas por corpos de vítimas no último dia 26.
O TJ (Tribunal de Justiça) do Rio concedeu às famílias do procurador federal Carlos Eduardo Lopes de Mello e da médica Bianca Machado Cotta a antecipação da indenização pela morte do casal no voo 447. O casal partia em lua de mel para Paris, destino do Airbus. As informações são do escritório de advocacia das famílias.
De acordo com o escritório do advogado João Tancredo, que também obteve a tutela antecipada de indenização para a família do engenheiro Walter Nascimento Carrilho Junior, 42, o critério utilizado para obter antecipadamente a reparação financeira foi a mesma. Os pais das vítimas recém-casadas receberão o equivalente à pensão e para o tratamento médico psicológico, de acordo com o escritório.
Avião da Air France estava incapacitado para voar por piloto automático
O Airbus A330 da Air France, que caiu no oceano Atlântico no dia 31 de maio, estava impossibilitado de voar por meio do sistema de piloto automático no momento da queda. A informação é de Alain Bouillard, do BEA (Escritório francês de Investigação e Análise), que lidera as investigações sobre o acidente. A aeronave fazia a rota Rio-Paris e transportava 228 pessoas de 32 nacionalidades.
Ele afirmou que isso ocorreu em razão de o sistema de piloto automático não estar recebendo informações sobre velocidade, vento ou direção. "Isso indica que, nesse caso, o avião tem de ser guiado pelo piloto." Ele não informou se os pilotos estavam, ou não, no comando do voo Air France 447.
Quando a causa da incoerência entre as informações relativas a velocidade da aeronave, os investigadores franceses afirmaram que não está descartada a hipótese de que tenha sido causado pelo congelamento dos tubos Pitot.
"Atualmente, a responsabilidade dos tubos Pitot não foi afastada, eles ainda podem ser considerados a causa do acidente. Neste estágio das investigações estamos buscando relação entre a incoerência de velocidade e os tubos Pitot", afirmou Bouillard.
Hoje, os investigadores informaram que o avião não se partiu em voo, e sim caiu de forma vertical na água.
"A análise visual dos destroços do avião mostra que a aeronave não foi destruída em voo. Parece ter atingido a superfície da água em linha de voo, com forte aceleração vertical", dizem os investigadores do BEA, em nota. É o primeiro relatório --preliminar-- divulgado pelo escritório. Enquanto o resgate de corpos de destroços ficou sob responsabilidade do Brasil, a investigação é feita pela França.
Alain Bouillard, do BEA, afirmou que coletes salva-vidas encontrados entre os destroços do avião não estavam acionados. Desde 6 de junho, foram encontrados 640 elementos do avião. "Os elementos identificados proveem de várias partes do avião", afirma o órgão.
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Fontes: Folha - Estadão - BEA - France Presse - AP
Militares jogam flores no mar em homenagem às vítimas do voo 447
Também foi realizada uma cerimônia ecumênica. No total, foram resgatados 51 corpos.
Uma cerimônia em alto-mar homenageou, nesta segunda-feira (29), às vítimas do acidente com o avião que fazia o voo 447 da Air France.
Em um ato ecumênico, os militares que participaram da operação de resgate jogaram flores no mar, para lembrar as 228 pessoas que estavam a bordo do Airbus.
As buscas pelos passageiros e tripulantes foram encerradas na sexta-feira (26). Cinquenta e um corpos foram retirados do mar, além de 600 partes do avião.
A Marinha francesa continua fazendo buscas pela caixa-preta da aeronave. Entre esta segunda e terça-feira (30), o equipamento deve deixar de emitir sinais, segundo previsões do escritório de investigação e análise francês.
O Airbus da Air France transportava 228 pessoas de 32 nacionalidades, entre passageiros e tripulantes. O voo deixou o Rio de Janeiro com destino a Paris no dia 31 de maio às 19h30 (horário de Brasília) e fez o último contato de voz às 22h33. Às 22h48, o avião saiu da cobertura do radar de Fernando de Noronha.
Fonte: G1
Uma cerimônia em alto-mar homenageou, nesta segunda-feira (29), às vítimas do acidente com o avião que fazia o voo 447 da Air France.
Em um ato ecumênico, os militares que participaram da operação de resgate jogaram flores no mar, para lembrar as 228 pessoas que estavam a bordo do Airbus.
As buscas pelos passageiros e tripulantes foram encerradas na sexta-feira (26). Cinquenta e um corpos foram retirados do mar, além de 600 partes do avião.
A Marinha francesa continua fazendo buscas pela caixa-preta da aeronave. Entre esta segunda e terça-feira (30), o equipamento deve deixar de emitir sinais, segundo previsões do escritório de investigação e análise francês.
O Airbus da Air France transportava 228 pessoas de 32 nacionalidades, entre passageiros e tripulantes. O voo deixou o Rio de Janeiro com destino a Paris no dia 31 de maio às 19h30 (horário de Brasília) e fez o último contato de voz às 22h33. Às 22h48, o avião saiu da cobertura do radar de Fernando de Noronha.
Fonte: G1
Marinha e FAB encerram buscas por vítimas do voo 447

Imagem divulgada mostra parte do avião sendo içada do oceano; Após 26 dias, buscas são suspensas
Segundo as Forças Armadas, após 26 dias não é mais praticável a busca por corpos ou sobreviventes
O Comando da Marinha e o Comando da Aeronáutica informam que foi oficialmente encerrada a busca por passageiros e tripulantes do voo Air France 447, que desapareceu quando voava na rota Rio de Janeiro - Paris, na noite de 31 de maio de 2009.
Nos 26 dias da operação, foram resgatados 51 corpos e mais de 600 partes e componentes estruturais do avião, além de bagagens diversas.
Em nota, Marinha e Aeronáutica referiram-se à operação como "a maior e mais complexa Operação de Busca e Resgate já realizada pelas forças armadas brasileiras em área marítima".
Ainda segundo a nota, o término das buscas é provocado pela "impraticabilidade de se avistarem sobreviventes ou corpos, objetivo primordial da Operação, já decorridos 26 dias do acidente". De 12 a 26 de junho, período de 15 dias, apenas dois corpos foram resgatados, sendo o último no dia 17.
Nos últimos nove dias, nenhum corpo ou despojo foi avistado.
Permanecem na área de buscas as embarcações dedicadas a captar emissões das caixas de dados e voz, as "caixas pretas", do Airbus, e que são coordenadas pela França.
Números da operação
Durante a operação, a Força Aérea Brasileira utilizou 12 aviões e contou com o apoio de aparelhos da França, dos EUA e da Espanha. A Marinha do Brasil atuou com 11 navios, em revezamento, na área de buscas, totalizando cerca de 35 mil milhas navegadas, aproximadamente oito vezes a extensão da costa brasileira.
Foram voadas cerca de 1.500 horas, tendo sido realizadas buscas visuais numa área correspondente a 350 mil quilômetros quadrados, mais de três vezes a dimensão do Estado de Pernambuco. O avião radar R-99, por sua vez, realizou busca eletrônica numa área correspondente a dois milhões de quilômetros quadrados, oito vezes a dimensão do Estado de São Paulo.
Foram diretamente envolvidos na operação 1.344 militares da Marinha do Brasil e 268 da FAB, perfazendo mais de 1.600 profissionais nas tarefas de busca, resgate e suporte a essas atividades.
Associação
Na semana passada, parentes das vítimas do Airbus se reuniram no Rio e decidiram oficializar a criação da Associação das Vítimas do Voo 447. De acordo com Nelson Faria Marinho, pai de uma das vítimas, a nova associação pretende interagir com a organização criada na França, a Associação pela Verdade e pela Defesa dos Direitos das Vítimas do Voo AF 447.
Fontes: FAB - Marinha do Brasil - Estadão - Folha
Identificados corpos de piloto e tripulante do voo AF 447
A Air France afirmou nesta quinta-feira que o corpo do piloto e de um tripulante do Airbus 330, que caiu em 31 de maio, foram identificados entre os corpos resgatados pelas operações de busca.
Em uma nota à imprensa, o diretor-geral da companhia aérea, Pierre-Henri Gourgeon, prestou suas condolências às famílias dos funcionários da empresa.
A nota, de apenas dois parágrafos, não fornece o nome das duas vítimas. Segundo órgãos da imprensa francesa, o piloto seria Marc Dubois, de 58 anos. De acordo com a Air France, o piloto do Airbus 330 tinha 11 mil horas de voo. Dessas, segundo a Air France, 1,7 mil tinham sido acumuladas em aviões Airbus A330 e A340.
Segundo Jean Serrat, presidente da associação de pilotos PNT 65 que defende a possibilidade de pilotos trabalharem além do limite legal de 60 anos, fixado pela lei francesa, Dubois estava a dois anos da aposentadoria e era membro da associação.
Serrat, que conheceu Dubois em 1988, disse que ele havia se tornado piloto de voos de longa distância em 2005 e começado a pilotar o modelo de Airbus 330 em 2007. Ainda segundo Serrat, o comandante morava nos arredores de Paris e começou sua carreira na companhia Air Inter, uma filial da Air France que foi, posteriormente, incorporada em uma fusão.
'O que Marc Dubois mais gostava de fazer, acima de tudo, era pilotar aviões. Para ele, pilotar um avião não era trabalho', disse Serrat.
O Airbus da Air France transportava 228 pessoas de 32 nacionalidades, entre passageiros e tripulantes. O voo deixou o Rio de Janeiro com destino a Paris no dia 31 de maio às 19h30 (horário de Brasília). Às 22h48, o avião saiu da cobertura do radar de Fernando de Noronha.
As equipes de busca recolheram 50 corpos de vítimas, além de destroços e bagagens, até o momento, mas os trabalhos continuam e não têm data para serem encerrados.
O BEA, órgão francês que investiga as causas do acidente, informou, nesta quinta-feira, que divulgará o primeiro relatório preliminar sobre o acidente no dia 2 de julho.
Enquanto isso, prosseguem também as buscas pelas caixas pretas, cujos sinais são emitidos por no mínimo 30 dias, de acordo com o BEA.
Em nota na quarta-feira, o Comando da Marinha e o Comando da Aeronáutica informaram que não foram localizados mais corpos de vítimas do voo 447 da Air France.
Fontes: Folha - Efe
Em uma nota à imprensa, o diretor-geral da companhia aérea, Pierre-Henri Gourgeon, prestou suas condolências às famílias dos funcionários da empresa.
A nota, de apenas dois parágrafos, não fornece o nome das duas vítimas. Segundo órgãos da imprensa francesa, o piloto seria Marc Dubois, de 58 anos. De acordo com a Air France, o piloto do Airbus 330 tinha 11 mil horas de voo. Dessas, segundo a Air France, 1,7 mil tinham sido acumuladas em aviões Airbus A330 e A340.
Segundo Jean Serrat, presidente da associação de pilotos PNT 65 que defende a possibilidade de pilotos trabalharem além do limite legal de 60 anos, fixado pela lei francesa, Dubois estava a dois anos da aposentadoria e era membro da associação.
Serrat, que conheceu Dubois em 1988, disse que ele havia se tornado piloto de voos de longa distância em 2005 e começado a pilotar o modelo de Airbus 330 em 2007. Ainda segundo Serrat, o comandante morava nos arredores de Paris e começou sua carreira na companhia Air Inter, uma filial da Air France que foi, posteriormente, incorporada em uma fusão.
'O que Marc Dubois mais gostava de fazer, acima de tudo, era pilotar aviões. Para ele, pilotar um avião não era trabalho', disse Serrat.
O Airbus da Air France transportava 228 pessoas de 32 nacionalidades, entre passageiros e tripulantes. O voo deixou o Rio de Janeiro com destino a Paris no dia 31 de maio às 19h30 (horário de Brasília). Às 22h48, o avião saiu da cobertura do radar de Fernando de Noronha.
As equipes de busca recolheram 50 corpos de vítimas, além de destroços e bagagens, até o momento, mas os trabalhos continuam e não têm data para serem encerrados.
O BEA, órgão francês que investiga as causas do acidente, informou, nesta quinta-feira, que divulgará o primeiro relatório preliminar sobre o acidente no dia 2 de julho.
Enquanto isso, prosseguem também as buscas pelas caixas pretas, cujos sinais são emitidos por no mínimo 30 dias, de acordo com o BEA.
Em nota na quarta-feira, o Comando da Marinha e o Comando da Aeronáutica informaram que não foram localizados mais corpos de vítimas do voo 447 da Air France.
Fontes: Folha - Efe
Voo AF-447: Falha no banheiro pode ter contribuído para a tragédia
Vazamento de água do lavatório traseiro, reportado logo depois da decolagem do A330, no Rio de Janeiro, pode estar relacionado a um colapso na estrutura da aeronave
Imagem do lavatório de um Airbus 330 Pane no banheiro da aeronave pode ter contribuído para a queda do voo A447, que seguia do Rio para Paris
Uma pane no lavatório de um banheiro foi o primeiro problema revelado pelo A330 que fazia o voo 447 (Rio-Paris) da Air France e caiu no Oceano Atlântico com 228 a bordo. O aviso da pane consta entre as primeiras mensagens emitidas pela aeronave via Acars (sistema de mensagens via satélite) ao centro de monitoramente da Air France, em Paris. A mensagem de código "ATA 38 FLR" ocorreu às 19h45 do dia 31 de maio, poucos minutos após a decolagem do avião. Foi o primeiro alerta de erro do A330. Segundo peritos consultados pelo jornal francês Le Du Dimanche (Le JDD, ou Jornal de Domingo, em uma tradução literal), não é possível saber o significado preciso da mensagem, apenas que o alerta ATA 38 está ligado a um possível vazamento do sistema de esgoto do Airbus.
Uma das hipóteses levantadas pelo jornal francês aponta que o vazamento no sistema de esgoto do banheiro traseiro da aeronave pode ter agravado a destruição do avião em pleno ar. O alerta de erro teria passado despercebido pelos pilotos, o que gerou um prolongado fluxo de água para uma membrana formada por gel e metal posicionada na traseira da fuselagem do Airbus. Segundo as fontes do Le JDD, o congelamento desse componente pode ter ocorrido quando a aeronave atravessava a região da tempestade, onde a temperatura era -50º Celsius. "Isso poderia ter gerado uma súbita quebra da estrutura da aeronave em pleno voo”, afirmou o Le JDD.
O vazamento nos banheiros não exclui a possível participação, na tragédia, de falhas nas sondas de Pitot do Airbus A330. O vazamento no banheiro pode ter simplesmente agravado os problemas gerados pelas sondas. A falta de informações sobre altitude e velocidade, gerada pela falha nas sondas de Pitot, pode ter contribuído para o avião atingir uma posição de voo incompatível com a sua resistência. Segundo o jornal francês, esse erro, somado ao congelamento da água na parte traseira do Airbus, pode ter desencadeado um desmantelamento do avião em pleno voo. Outro indício que reforça essa suspeita são os corpos resgatados pelas autoridades brasileiras. Segundo os legistas, as vítimas teriam fraturas nos membros e nenhum sinal de queimadura, fatores que podem indicar uma queda em alta altitude.
Um comunicado emitido pela Agência Europeia de Aviação (Easa) no dia 15 de janeiro de 2009 também dá força à hipótese de pane nas sondas de Pitot do AF 447. A instituição divulgou um aviso sobre as mensagens de erros e alertas ligadas ao Adiru (sistema que recebe as informações de velocidade e altitude do Pitot) de número ATA 34. Segundo a Easa, essa falha pode gerar um erro no ângulo de posicionamento do nariz do avião, e contribuir para a dificuldade de controle da aeronave. A recomendação da agência é que, em situações semelhantes, os pilotos devem confiar em sua capacidade de "controle" do avião, e não nas informações emitidas pelo Adiru. O alerta não faz menção a situações de pane em tempestades, como a enfrentada pela tripulação do AF 447.
O jornal francês também divulgou um memorando interno da Air France onde estão registrados nove incidentes de gelo nas sondas de Pitot. As panes teriam ocorrido entre maio de 2008 e março de 2009. A BEA e a Air France negam que a falha nas sondas de Pitot tenha uma relação direta com o acidente do AF 447.
Fonte: Revista ÉPOCA
Imagem do lavatório de um Airbus 330 Pane no banheiro da aeronave pode ter contribuído para a queda do voo A447, que seguia do Rio para ParisUma pane no lavatório de um banheiro foi o primeiro problema revelado pelo A330 que fazia o voo 447 (Rio-Paris) da Air France e caiu no Oceano Atlântico com 228 a bordo. O aviso da pane consta entre as primeiras mensagens emitidas pela aeronave via Acars (sistema de mensagens via satélite) ao centro de monitoramente da Air France, em Paris. A mensagem de código "ATA 38 FLR" ocorreu às 19h45 do dia 31 de maio, poucos minutos após a decolagem do avião. Foi o primeiro alerta de erro do A330. Segundo peritos consultados pelo jornal francês Le Du Dimanche (Le JDD, ou Jornal de Domingo, em uma tradução literal), não é possível saber o significado preciso da mensagem, apenas que o alerta ATA 38 está ligado a um possível vazamento do sistema de esgoto do Airbus.
Uma das hipóteses levantadas pelo jornal francês aponta que o vazamento no sistema de esgoto do banheiro traseiro da aeronave pode ter agravado a destruição do avião em pleno ar. O alerta de erro teria passado despercebido pelos pilotos, o que gerou um prolongado fluxo de água para uma membrana formada por gel e metal posicionada na traseira da fuselagem do Airbus. Segundo as fontes do Le JDD, o congelamento desse componente pode ter ocorrido quando a aeronave atravessava a região da tempestade, onde a temperatura era -50º Celsius. "Isso poderia ter gerado uma súbita quebra da estrutura da aeronave em pleno voo”, afirmou o Le JDD.
O vazamento nos banheiros não exclui a possível participação, na tragédia, de falhas nas sondas de Pitot do Airbus A330. O vazamento no banheiro pode ter simplesmente agravado os problemas gerados pelas sondas. A falta de informações sobre altitude e velocidade, gerada pela falha nas sondas de Pitot, pode ter contribuído para o avião atingir uma posição de voo incompatível com a sua resistência. Segundo o jornal francês, esse erro, somado ao congelamento da água na parte traseira do Airbus, pode ter desencadeado um desmantelamento do avião em pleno voo. Outro indício que reforça essa suspeita são os corpos resgatados pelas autoridades brasileiras. Segundo os legistas, as vítimas teriam fraturas nos membros e nenhum sinal de queimadura, fatores que podem indicar uma queda em alta altitude.
Um comunicado emitido pela Agência Europeia de Aviação (Easa) no dia 15 de janeiro de 2009 também dá força à hipótese de pane nas sondas de Pitot do AF 447. A instituição divulgou um aviso sobre as mensagens de erros e alertas ligadas ao Adiru (sistema que recebe as informações de velocidade e altitude do Pitot) de número ATA 34. Segundo a Easa, essa falha pode gerar um erro no ângulo de posicionamento do nariz do avião, e contribuir para a dificuldade de controle da aeronave. A recomendação da agência é que, em situações semelhantes, os pilotos devem confiar em sua capacidade de "controle" do avião, e não nas informações emitidas pelo Adiru. O alerta não faz menção a situações de pane em tempestades, como a enfrentada pela tripulação do AF 447.
O jornal francês também divulgou um memorando interno da Air France onde estão registrados nove incidentes de gelo nas sondas de Pitot. As panes teriam ocorrido entre maio de 2008 e março de 2009. A BEA e a Air France negam que a falha nas sondas de Pitot tenha uma relação direta com o acidente do AF 447.
Fonte: Revista ÉPOCA
Marinha francesa localiza sinal de caixa preta de Airbus, diz jornal
A Marinha francesa anunciou que localizou, nesta terça-feira, um fraco sinal das caixas-pretas do Airbus da Air France que desapareceu no dia 31 de maio no oceano Atlântico, revela reportagem do jornal francês "Le Monde". A Comissão de Investigação francesa (BEA), órgão do governo francês responsável pelas investigações do acidente, e a Air France não confirmaram a informação.
O jornal reporta que o minissubmarino Nautile capturou um fraco som emitido pelo objeto na região onde caiu o avião --a aproximadamente 850 km do arquipélago de Fernando de Noronha (PE). As buscas pelas caixas-pretas são realizadas com a maior urgência possível, já que as baterias do sinalizador do equipamento duram 30 dias.
A reportagem não revela a fonte da informação e nem a localização exata da área onde foi localizado o equipamento. "As buscas se tornaram complicadas [devido ao relevo do oceano]", diz o "Le Monde". De acordo com o jornal, as caixas-pretas "ainda têm autonomia para aproximadamente oito dias".
As balizas que emitem os sinais sonoros para permitir a localização têm o tamanho de uma pilha grande e são acopladas às caixas-pretas. No começo das investigações, o diretor do BEA, Paul-Louis Arslanian, chegou a pedir prudência nas bucas, até mesmo porque havia a hipótese de que os sensores pudessem ter se separado do equipamento após a queda.
O submarino nuclear francês Émeraude, equipado com potentes sonares, patrulha desde o dia 10 de junho uma área de buscas em um raio de 80 km, com relevo montanhoso e de difícil acesso onde a profundidade do oceano pode variar de 800 m a mais de 5.000 m.
Segundo nota dos Comandos da Marinha e da Aeronáutica, em três semanas de operação de buscas, as aeronaves voaram cerca de 1.350 horas, tendo sido realizadas buscas visuais em 320 mil km2, correspondente a mais de duas vezes a dimensão do estado do Ceará.
Até esta terça-feira, 50 corpos já foram recolhidos --entre os quais 11 já foram reconhecidos. 228 pessoas de 35 nacionalidades estavam a bordo da aeronave.
Causas do acidente
Para o BEA, a caixa-preta é considerada essencial para esclarecer as causas do acidente, ocorrido no trajeto Rio-Paris. As investigações prosseguem sem que haja explicações conclusivas sobre o que pode ter derrubado o avião.
Sabe-se que o avião teve uma pane elétrica e despressurização da cabine, porque foram enviados alertas do tipo durante o voo. Uma falha nos sensores externos que medem a velocidade da aeronave, o pitot, foi apontada como possível causa do acidente.
Para o presidente da EADS (Empresa Europeia de Aeronáutica e Defesa, que controla a Airbus), Louis Gallois, "neste tipo de acidente, não existe uma [só] causa". "É a convergência de diferentes causas, criando um acidente. É essencial para que todos saibam o que aconteceu."
Atualização: 12:06 BRT
O Escritório de Investigação e Análise (BEA) da França, encarregado de investigar o acidente com o voo 447 da Air France, desmentiu a informação do site do jornal "Le Monde" de que a Marinha francesa havia detectado um "sinal muito fraco" das caixas-pretas do Airbus que caiu no Atlântico.
Segundo um comunicado do BEA, até o momento não foi possível confirmar nenhum sinal emitido pelos dispositivos. A nota diz ainda que todos os ruídos detectados são analisados para que não haja qualquer dúvida e que toda informação será divulgada assim que verificada.
Em declarações à emissora "Europa 1", Philippe Guillemet, comandante do navio francês "Pourquoi Pas", que coordena as buscas relacionadas ao acidente, também disse que é falsa a notícia de que as caixas-pretas foram localizadas.
"Foram detectados sinais acústicos, mas não há nada verificado, infelizmente", afirmou Guillemet, que acrescentou que as investigações e as buscas continuam.
O jornal "Le Monde" publicou, sem citar fontes, que o submarino "Nautile" mergulhou no dia anterior para tentar recuperar as caixas-pretas do voo 447, consideradas essenciais no esclarecimento das causas do acidente.
As buscas foram dificultadas pelo relevo da região, onde a profundidade do mar chega a cinco mil metros, escreveu a publicação.
De acordo com o jornal, as caixas-pretas "ainda têm autonomia para oito dias". Depois deste prazo, os dispositivos deixarão de emitir sinais.
O porta-voz do Exército da França, Christophe Prazuck, também negou a reportagem.
A Air France não confirmou as informações.
Fontes: FOLHA - Le Monde
O jornal reporta que o minissubmarino Nautile capturou um fraco som emitido pelo objeto na região onde caiu o avião --a aproximadamente 850 km do arquipélago de Fernando de Noronha (PE). As buscas pelas caixas-pretas são realizadas com a maior urgência possível, já que as baterias do sinalizador do equipamento duram 30 dias.
A reportagem não revela a fonte da informação e nem a localização exata da área onde foi localizado o equipamento. "As buscas se tornaram complicadas [devido ao relevo do oceano]", diz o "Le Monde". De acordo com o jornal, as caixas-pretas "ainda têm autonomia para aproximadamente oito dias".
As balizas que emitem os sinais sonoros para permitir a localização têm o tamanho de uma pilha grande e são acopladas às caixas-pretas. No começo das investigações, o diretor do BEA, Paul-Louis Arslanian, chegou a pedir prudência nas bucas, até mesmo porque havia a hipótese de que os sensores pudessem ter se separado do equipamento após a queda.
O submarino nuclear francês Émeraude, equipado com potentes sonares, patrulha desde o dia 10 de junho uma área de buscas em um raio de 80 km, com relevo montanhoso e de difícil acesso onde a profundidade do oceano pode variar de 800 m a mais de 5.000 m.
Segundo nota dos Comandos da Marinha e da Aeronáutica, em três semanas de operação de buscas, as aeronaves voaram cerca de 1.350 horas, tendo sido realizadas buscas visuais em 320 mil km2, correspondente a mais de duas vezes a dimensão do estado do Ceará.
Até esta terça-feira, 50 corpos já foram recolhidos --entre os quais 11 já foram reconhecidos. 228 pessoas de 35 nacionalidades estavam a bordo da aeronave.
Causas do acidente
Para o BEA, a caixa-preta é considerada essencial para esclarecer as causas do acidente, ocorrido no trajeto Rio-Paris. As investigações prosseguem sem que haja explicações conclusivas sobre o que pode ter derrubado o avião.
Sabe-se que o avião teve uma pane elétrica e despressurização da cabine, porque foram enviados alertas do tipo durante o voo. Uma falha nos sensores externos que medem a velocidade da aeronave, o pitot, foi apontada como possível causa do acidente.
Para o presidente da EADS (Empresa Europeia de Aeronáutica e Defesa, que controla a Airbus), Louis Gallois, "neste tipo de acidente, não existe uma [só] causa". "É a convergência de diferentes causas, criando um acidente. É essencial para que todos saibam o que aconteceu."
Atualização: 12:06 BRT
O Escritório de Investigação e Análise (BEA) da França, encarregado de investigar o acidente com o voo 447 da Air France, desmentiu a informação do site do jornal "Le Monde" de que a Marinha francesa havia detectado um "sinal muito fraco" das caixas-pretas do Airbus que caiu no Atlântico.
Segundo um comunicado do BEA, até o momento não foi possível confirmar nenhum sinal emitido pelos dispositivos. A nota diz ainda que todos os ruídos detectados são analisados para que não haja qualquer dúvida e que toda informação será divulgada assim que verificada.
Em declarações à emissora "Europa 1", Philippe Guillemet, comandante do navio francês "Pourquoi Pas", que coordena as buscas relacionadas ao acidente, também disse que é falsa a notícia de que as caixas-pretas foram localizadas.
"Foram detectados sinais acústicos, mas não há nada verificado, infelizmente", afirmou Guillemet, que acrescentou que as investigações e as buscas continuam.
O jornal "Le Monde" publicou, sem citar fontes, que o submarino "Nautile" mergulhou no dia anterior para tentar recuperar as caixas-pretas do voo 447, consideradas essenciais no esclarecimento das causas do acidente.
As buscas foram dificultadas pelo relevo da região, onde a profundidade do mar chega a cinco mil metros, escreveu a publicação.
De acordo com o jornal, as caixas-pretas "ainda têm autonomia para oito dias". Depois deste prazo, os dispositivos deixarão de emitir sinais.
O porta-voz do Exército da França, Christophe Prazuck, também negou a reportagem.
A Air France não confirmou as informações.
Fontes: FOLHA - Le Monde
Comando brasileiro encontra mais destroços do voo 447 neste domingo
Os comandos da Marinha e da Aeronáutica informaram que foram avistados neste domingo mais destroços do voo 447 na região onde caiu o Airbus da Air France, no dia 31 de maio, com 228 pessoas a bordo. Até o momento, 50 corpos foram localizados e 11 identificados.
De acordo com os militares, os objetos estão a cerca de 1.100 quilômetros a nordeste de Fernando de Noronha (PE) e ainda não foram retirados do oceano. As Corvetas Jaceguai (da Marinha brasileira) e Ventose (da Marinha francesa) foram informadas e devem seguir para o local.
Nesta segunda-feira (22), está prevista para chegar ao porto do Recife (PE) Navio-Tanque Almirante Gastão Motta, que transporta o corpo de uma das vitimas do voo 447, além de uma pequena quantidade de destroços e bagagens, segundo os militares.
Todo o material será entregue para representantes da Polícia Federal e do IML (Instituto Médico Legal) de Recife, e ficará à disposição dos investigadores da França, que vão apurar as causas do acidente.
Associação
Ontem, parentes das vítimas do Airbus se reuniram no Rio e decidiram oficializar a criação da Associação das Vítimas do Voo 447. De acordo com Nelson Faria Marinho, pai de uma das vítimas, a nova associação pretende interagir com a organização criada na França, a Associação pela Verdade e pela Defesa dos Direitos das Vítimas do Voo AF 447.
"Recebemos também o contato de uma associação na Alemanha para dar suporte aos parentes", afirmou Marinho, que diz acreditar que "unindo forças, fica mais fácil" reivindicar os direitos das famílias que perderam parentes.
Estavam presentes na reunião 13 famílias, além de dois representantes de duas outras associações de parentes de vítimas de desastres aéreos --o do Airbus da TAM em 2007 e o do Fokker 100 da TAM em 1996, ambos em São Paulo-- que compareceram para dar apoio, inclusive, na formulação do estatuto da nova entidade que surge.
Air France adiantará 17,5 mil euros para familiares de cada um dos ocupantes do voo 447
A companhia aérea franco-holandesa Air France-KLM anunciou nesta sexta-feira que adiantará uma compensação de cerca de 17,5 mil euros (equivalente a R$ 47,2 mil) aos familiares de cada um dos 228 ocupantes do voo 447, que fazia a rota Rio-Paris e caiu no oceano Atlântico no dia 31 de maio.
"Na fase atual estaremos concentrados no primeiro adiantamento que será entregue a cada vítima, de cerca de 17,5 mil euros", disse à emissora "RTL" o diretor-geral da companhia aérea, Pierre-Henri Gourgeon
Em relação às críticas recebidas pela companhia aérea sobre a falta de informação aos parentes, Gourgeon afirmou que toda a companhia está mobilizada e que desde o início "se habilitaram todos os meios para estar em contato com as famílias e pessoas próximas às vítimas".
"Em cada país temos um representante para as 32 nacionalidades diferentes envolvidas", disse o responsável da Air France-KLM, afirmando que "não há limite nos meios".
Na quarta-feira (17), a Justiça do Rio concedeu a primeira indenização à família do passageiro Walter Nascimento Carrilho Junior, 42. Os parentes da vítima devem receber no próximo dia 30 um valor equivalente a 30 salários mínimos, pagos pela Air France.
Fonte: FOLHA
De acordo com os militares, os objetos estão a cerca de 1.100 quilômetros a nordeste de Fernando de Noronha (PE) e ainda não foram retirados do oceano. As Corvetas Jaceguai (da Marinha brasileira) e Ventose (da Marinha francesa) foram informadas e devem seguir para o local.
Nesta segunda-feira (22), está prevista para chegar ao porto do Recife (PE) Navio-Tanque Almirante Gastão Motta, que transporta o corpo de uma das vitimas do voo 447, além de uma pequena quantidade de destroços e bagagens, segundo os militares.
Todo o material será entregue para representantes da Polícia Federal e do IML (Instituto Médico Legal) de Recife, e ficará à disposição dos investigadores da França, que vão apurar as causas do acidente.
Associação
Ontem, parentes das vítimas do Airbus se reuniram no Rio e decidiram oficializar a criação da Associação das Vítimas do Voo 447. De acordo com Nelson Faria Marinho, pai de uma das vítimas, a nova associação pretende interagir com a organização criada na França, a Associação pela Verdade e pela Defesa dos Direitos das Vítimas do Voo AF 447.
"Recebemos também o contato de uma associação na Alemanha para dar suporte aos parentes", afirmou Marinho, que diz acreditar que "unindo forças, fica mais fácil" reivindicar os direitos das famílias que perderam parentes.
Estavam presentes na reunião 13 famílias, além de dois representantes de duas outras associações de parentes de vítimas de desastres aéreos --o do Airbus da TAM em 2007 e o do Fokker 100 da TAM em 1996, ambos em São Paulo-- que compareceram para dar apoio, inclusive, na formulação do estatuto da nova entidade que surge.
Air France adiantará 17,5 mil euros para familiares de cada um dos ocupantes do voo 447
A companhia aérea franco-holandesa Air France-KLM anunciou nesta sexta-feira que adiantará uma compensação de cerca de 17,5 mil euros (equivalente a R$ 47,2 mil) aos familiares de cada um dos 228 ocupantes do voo 447, que fazia a rota Rio-Paris e caiu no oceano Atlântico no dia 31 de maio.
"Na fase atual estaremos concentrados no primeiro adiantamento que será entregue a cada vítima, de cerca de 17,5 mil euros", disse à emissora "RTL" o diretor-geral da companhia aérea, Pierre-Henri Gourgeon
Em relação às críticas recebidas pela companhia aérea sobre a falta de informação aos parentes, Gourgeon afirmou que toda a companhia está mobilizada e que desde o início "se habilitaram todos os meios para estar em contato com as famílias e pessoas próximas às vítimas".
"Em cada país temos um representante para as 32 nacionalidades diferentes envolvidas", disse o responsável da Air France-KLM, afirmando que "não há limite nos meios".
Na quarta-feira (17), a Justiça do Rio concedeu a primeira indenização à família do passageiro Walter Nascimento Carrilho Junior, 42. Os parentes da vítima devem receber no próximo dia 30 um valor equivalente a 30 salários mínimos, pagos pela Air France.
Fonte: FOLHA
Onze vítimas do acidente do voo AF 447 são identificadas
Dez são brasileiros e apenas um é estrangeiro. Famílias não permitiram divulgação das identidades das vítimas.
Onze vítimas do acidente com o voo 447 da Air France já foram identificadas. Entre elas, dez são de nacionalidade brasileira e apenas um é estrangeiro. No total, até esta sexta-feira, haviam sido resgatados 50 corpos.
O Airbus da Air France transportava 228 pessoas de 32 nacionalidades, entre passageiros e tripulantes. O voo, de número 447, deixou o Rio de Janeiro no dia 31 de maio às 19h30 (horário de Brasília) e fez o último contato de voz às 22h33. Às 22h48, o avião saiu da cobertura do radar de Fernando de Noronha.
A informação sobre a identificação das vítimas é da Força Tarefa, composta pela Polícia Federal e Secretaria de Defesa Social de Pernambuco, que tem o apoio de médicos legistas da Secretaria de Defesa Social da Paraíba.
Entre os brasileiros, cinco são do sexo masculino e cinco do feminino. O estrangeiro é um homem, mas não foi informada qual a sua nacionalidade.
De acordo com as autoridades, a identificação dos corpos seguiu as diretrizes da Interpol para a identificação de vítimas de desastres, que reúne procedimentos internacionalmente discutidos e cientificamente acreditados.
Os parentes das vítimas brasileiras identificadas foram informados sobre a identificação dos corpos por Superintendentes Regionais da Polícia Federal que fizeram visitas às famílias na noite da sexta-feira (19) e sábado (20). O comunicado sobre a identificação da vítima estrangeira foi realizada à embaixada do seu país de origem pela Polícia Federal.
As famílias foram as primeiras a receber o comunicado. Os parentes não autorizaram a divulgação da identidade das vítimas.
Leia a nota oficial da Polícia Federal:
A Força Tarefa – composta pela Polícia Federal e Secretaria de Defesa Social de Pernambuco, com o apoio de médicos legistas da Secretaria de Defesa Social da Paraíba - informa que, dos 49 corpos das vítimas do desastre do vôo AF447 que se encontram no IML/PE, 11 já foram identificados até o momento, sendo 10 brasileiros e 01 estrangeiro. Dos brasileiros identificados, 05 são do sexo masculino e 05 do feminino. O único estrangeiro identificado até o momento é do sexo masculino.
A comunicação aos familiares dos brasileiros já identificados foi individualmente realizada pelos Superintendentes Regionais da Polícia Federal na noite da última sexta-feira e durante este sábado, por meio de visitas às residências dos familiares dos passageiros. O comunicado sobre a identificação da vítima estrangeira foi realizada à embaixada do seu país de origem pela Polícia Federal.
Em respeito ao compromisso estabelecido pela Força-Tarefa, as famílias foram as primeiras a serem comunicadas da identificação dos entes vitimados, momento em que externaram o desejo de que os nomes não fossem divulgados, o que continuará sendo respeitado pela Força-Tarefa.
Os trabalhos de identificação seguem as diretrizes da INTERPOL para a identificação de vítimas de desastres, que reúne procedimentos internacionalmente discutidos e cientificamente acreditados.
A metodologia de identificação consiste na comparação de informações antemortem, que são fornecidas pelos familiares das vítimas e institutos de identificação civil, com dados postmortem, que são diretamente observados e coletados nos corpos encontrados. São comparadas informações sobre vestes, pertences, tatuagens, características físicas, impressões digitais, alinhamento dos dentes, forma das coroas e raízes dentárias, dados sobre tratamentos odontológicos, cirurgias médicas, além de exames de DNA.
Em consonância com o protocolo INTERPOL, foram estabelecidas seções de identificação, que analisam individualmente as informações antemortem e postmortem nas áreas de papiloscopia (impressões digitais), vestes e acessórios, odontologia, medicina e DNA. Os representantes das seções de identificação compõem uma Comissão de Identificação, que se reúne periodicamente para discutir os achados específicos e, quando possível, para aprovar as identificações dos corpos. Também fazem parte da Comissão de Identificação, com total acesso aos trabalhos realizados no IML de Recife, um representante do Comitê Permanente da INTERPOL na área de desastres coletivos, Lynn Aspinall, e um médico-legista francês, Alain Sanvoisin, que assinam conjuntamente todas as identificações realizadas.
O critério adotado pela Comissão de Identificação é o de considerar identificados apenas os casos comprovadamente suportados pelo exame das impressões digitais, ou por exames de arcada dentária, ou por exames de DNA, que são considerados os 03 (três) métodos primários de identificação da INTERPOL. As 11 (onze) identificações confirmadas até o momento estiveram suportadas pela análise das impressões digitais e da arcada dentária.
Apenas depois da conclusão do processo de identificação as famílias das vítimas são comunicadas. Terminada esta etapa, encerra-se o trabalho da Força Tarefa com a liberação do corpo à família para o processo de traslado, que é de responsabilidade da empresa aérea.
A Força Tarefa comunica também que os trabalhos de identificação dos demais corpos continuam. Ainda é aguardada a chegada dos dados de referência para identificação da maior parte dos estrangeiros, informações imprescindíveis para o processo de identificação. A carência de dados antemortem explica o pequeno número de estrangeiros identificados.
Por fim, esclarece que NÃO serão feitos comunicados às famílias por telefone, e-mail ou outro tipo de correspondência e que é desnecessário o deslocamento de familiares das vítimas para Recife, já que serão os primeiros a serem pessoalmente comunicados em suas residências por autoridades da Polícia Federal.
Fonte: G1
Onze vítimas do acidente com o voo 447 da Air France já foram identificadas. Entre elas, dez são de nacionalidade brasileira e apenas um é estrangeiro. No total, até esta sexta-feira, haviam sido resgatados 50 corpos.
O Airbus da Air France transportava 228 pessoas de 32 nacionalidades, entre passageiros e tripulantes. O voo, de número 447, deixou o Rio de Janeiro no dia 31 de maio às 19h30 (horário de Brasília) e fez o último contato de voz às 22h33. Às 22h48, o avião saiu da cobertura do radar de Fernando de Noronha.
A informação sobre a identificação das vítimas é da Força Tarefa, composta pela Polícia Federal e Secretaria de Defesa Social de Pernambuco, que tem o apoio de médicos legistas da Secretaria de Defesa Social da Paraíba.
Entre os brasileiros, cinco são do sexo masculino e cinco do feminino. O estrangeiro é um homem, mas não foi informada qual a sua nacionalidade.
De acordo com as autoridades, a identificação dos corpos seguiu as diretrizes da Interpol para a identificação de vítimas de desastres, que reúne procedimentos internacionalmente discutidos e cientificamente acreditados.
Os parentes das vítimas brasileiras identificadas foram informados sobre a identificação dos corpos por Superintendentes Regionais da Polícia Federal que fizeram visitas às famílias na noite da sexta-feira (19) e sábado (20). O comunicado sobre a identificação da vítima estrangeira foi realizada à embaixada do seu país de origem pela Polícia Federal.
As famílias foram as primeiras a receber o comunicado. Os parentes não autorizaram a divulgação da identidade das vítimas.
Leia a nota oficial da Polícia Federal:
A Força Tarefa – composta pela Polícia Federal e Secretaria de Defesa Social de Pernambuco, com o apoio de médicos legistas da Secretaria de Defesa Social da Paraíba - informa que, dos 49 corpos das vítimas do desastre do vôo AF447 que se encontram no IML/PE, 11 já foram identificados até o momento, sendo 10 brasileiros e 01 estrangeiro. Dos brasileiros identificados, 05 são do sexo masculino e 05 do feminino. O único estrangeiro identificado até o momento é do sexo masculino.
A comunicação aos familiares dos brasileiros já identificados foi individualmente realizada pelos Superintendentes Regionais da Polícia Federal na noite da última sexta-feira e durante este sábado, por meio de visitas às residências dos familiares dos passageiros. O comunicado sobre a identificação da vítima estrangeira foi realizada à embaixada do seu país de origem pela Polícia Federal.
Em respeito ao compromisso estabelecido pela Força-Tarefa, as famílias foram as primeiras a serem comunicadas da identificação dos entes vitimados, momento em que externaram o desejo de que os nomes não fossem divulgados, o que continuará sendo respeitado pela Força-Tarefa.
Os trabalhos de identificação seguem as diretrizes da INTERPOL para a identificação de vítimas de desastres, que reúne procedimentos internacionalmente discutidos e cientificamente acreditados.
A metodologia de identificação consiste na comparação de informações antemortem, que são fornecidas pelos familiares das vítimas e institutos de identificação civil, com dados postmortem, que são diretamente observados e coletados nos corpos encontrados. São comparadas informações sobre vestes, pertences, tatuagens, características físicas, impressões digitais, alinhamento dos dentes, forma das coroas e raízes dentárias, dados sobre tratamentos odontológicos, cirurgias médicas, além de exames de DNA.
Em consonância com o protocolo INTERPOL, foram estabelecidas seções de identificação, que analisam individualmente as informações antemortem e postmortem nas áreas de papiloscopia (impressões digitais), vestes e acessórios, odontologia, medicina e DNA. Os representantes das seções de identificação compõem uma Comissão de Identificação, que se reúne periodicamente para discutir os achados específicos e, quando possível, para aprovar as identificações dos corpos. Também fazem parte da Comissão de Identificação, com total acesso aos trabalhos realizados no IML de Recife, um representante do Comitê Permanente da INTERPOL na área de desastres coletivos, Lynn Aspinall, e um médico-legista francês, Alain Sanvoisin, que assinam conjuntamente todas as identificações realizadas.
O critério adotado pela Comissão de Identificação é o de considerar identificados apenas os casos comprovadamente suportados pelo exame das impressões digitais, ou por exames de arcada dentária, ou por exames de DNA, que são considerados os 03 (três) métodos primários de identificação da INTERPOL. As 11 (onze) identificações confirmadas até o momento estiveram suportadas pela análise das impressões digitais e da arcada dentária.
Apenas depois da conclusão do processo de identificação as famílias das vítimas são comunicadas. Terminada esta etapa, encerra-se o trabalho da Força Tarefa com a liberação do corpo à família para o processo de traslado, que é de responsabilidade da empresa aérea.
A Força Tarefa comunica também que os trabalhos de identificação dos demais corpos continuam. Ainda é aguardada a chegada dos dados de referência para identificação da maior parte dos estrangeiros, informações imprescindíveis para o processo de identificação. A carência de dados antemortem explica o pequeno número de estrangeiros identificados.
Por fim, esclarece que NÃO serão feitos comunicados às famílias por telefone, e-mail ou outro tipo de correspondência e que é desnecessário o deslocamento de familiares das vítimas para Recife, já que serão os primeiros a serem pessoalmente comunicados em suas residências por autoridades da Polícia Federal.
Fonte: G1
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