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O IPCC Brasileiro



Está no ar o site do Painel Brasileiro de Mudanças Climáticas. Criado nos moldes do Painel Intergovernamental de Mudanças Climáticas (IPCC), o PBMC segue o mesmo objetivo: reunir, sintetizar, avaliar e divulgar informações científicas sobre o assunto. Só que no Brasil.

O organismo científico nacional nasceu no fim do ano passado, como braço dos Ministérios da Ciência e Tecnologia e do Meio Ambiente. A ideia é que o site informe a sociedade sobre as causas e os impactos das mudanças no clima e ajude os governos a consolidar políticas que enfrentem o problema.

Fonte: Greenpeace.org.Brasil

Comissão da Câmara conclui votação sobre mudança no Código Florestal

Aldo Rebelo (PC do B-SP) diz que intenção é legalizar propriedades rurais. Líder do PV, Edson Duarte (BA), fala em retrocesso ambiental.

Reunião da comissão especial da Câmara dos Deputados que analisa a reforma do Código Florestal, nesta terça-feira (6) (Foto: Roosewelt Pinheiro/ABr)

A comissão especial que analisa mudanças no Código Florestal aprovou nesta terça-feira (6) o projeto que trata do tema mantendo o texto do relator, Aldo Rebelo (PC do B-SP). Os destaques foram rejeitados e o projeto está agora pronto para votação em plenário, mas isso deverá acontecer apenas após o período eleitoral.

Aldo afirma que seu relatório tem a intenção de regularizar a situação de 90% dos produtores rurais brasileiros, que estariam atualmente na ilegalidade. A idéia é fazer uma consolidação das áreas que já estão em uso na agricultura e proibir o desmatamento nos cinco anos posteriores à promulgação da lei.

O texto afirma que nas pequenas propriedades, com até quatro módulos rurais, não é preciso fazer a recomposição das áreas já desmatadas de sua reserva legal. Nas áreas maiores, a recomposição florestal tem que ser feita em áreas do mesmo bioma e no prazo de 20 anos.

Uma das polêmicas é que a pessoa que regularizar sua propriedade terá uma espécie de “anistia” das multas que sofreu por causa do desmatamento ou da não preservação da área de reserva legal.

Outra mudança feita por Aldo nessa semana flexibiliza a possibilidade de desmatamento de florestas que tenham autorização ou tenham licenciamento ambiental. Pelo relatório anterior, só poderia desmatar quem obteve essa permissão até 22 de julho de 2008. Com o novo texto, o desmatamento será permitido para quem conseguir a permissão até a promulgação da lei. O argumento de Aldo é que a data anterior poderia provocar “problemas jurídicos”.

Outro tema controverso é sobre a possibilidade de flexibilização do tamanho da área de preservação permanente na margem dos rios. Aldo retirou de seu texto a permissão de que os estados reduzam pela metade essa reserva. O relatório, no entanto, abre a possibilidade que algum órgão do Sistema Nacional de Meio Ambiente faça alterações no tamanho das áreas de preservação permanente. Entre os órgaõs do sistema existem conselhos estaduais.

Para críticos do projeto, as mudanças feitas pelo relator nos últimos dias não resolveram o problema. O deputado Ivan Valente (PSOL-SP) é um dos mais exaltados contra o projeto. Para ele, a proposta beneficia principalmente os grandes produtores e é um risco para o meio ambiente.


“Podemos estar cometendo aqui um grande retrocesso na questão ambiental. Estamos mudando aqui para atender a interesses pequenos, isolados. A questão ambiental é de todos”, protestou o líder do PV, Edson Duarte (BA).

A votação aconteceu depois de muito debate e sob forte obstrução dos parlamentares ligados à causa ambientalista. Eles tentaram de toda a forma adiar a votação, mas não conseguiram.

A sessão foi acompanhada por dezenas de militantes a favor e contra a mudança no código. A segurança foi reforçada na sala em que se realizou a reunião, mas mesmo assim manifestantes do Greenpeace conseguiram entrar na frente da mesa da presidência com faixas contra o relatório de Aldo.

Após a votação, defensores do código comemoraram gritando “Brasil” enquanto os adversários respondiam com o grito de “retrocesso”.


Fonte: G1/Eduardo Bresciani

A polêmica da liberação da caça às baleias

A possibilidade de a Comissão Baleeira Internacional autorizar a caça destes mamíferos, sem dúvida, é o assunto da semana no setor ambiental.

Ação do Greenpeace pede a proibição da caça às baleias. ©Greenpeace Internacional.

A reunião anual da comissão ocorrerá de segunda até sexta e analisará uma proposta que pretende liberar a caça comercial de baleias, que havia sido proibida há 25 anos.

Os defensores da medida argumentam que as baleias são caçadas em todo o mundo, apesar da proibição. Com a liberação, a atividade poderia ser regulamentada, com o estabelecimento de cotas para controlar a caça.

Mas um bloco de países, entre eles, grande parte das nações latino-americanas, acha inaceitável esta possibilidade e defende a proibição total da caça, especialmente nas águas do Santuário Baleeiro Austral (próximo à Antártica).

Os países líderes do grupo a favor da liberação são Japão, Noruega e Islândia, que capturam estes cetáceos para fins científicos e para a produção de alimentos.

O Japão desempenha um papel crucial na questão, já que é o principal caçador ilegal de baleias e é acusado de tentar subornar a comissão para obter votos favoráveis à medida, segundo o Clarín e vários outros veículos.

Apesar de as autoridades japonesas sinalizarem que existe espaço para um acordo, o país ameaçou deixar a comissão se os membros não chegarem a um consenso, afirma a RTVE. Sem dúvida, seria uma grande derrota, já que o Japão passaria a não acatar a proibição internacional.

Organizações como Greenpeace e WWF já se posicionaram várias vezes contra a liberação da caça comercial. Em um artigo no jornal espanhol ABC, a WWF afirma que as baleias já não precisam ser mortas para estudos científicos, que os cidadãos japoneses e noruegueses não as consomem e que a mudança climática está afetando a sua reprodução.

Até o Beatle Paul McCartney se pronunciou pedindo a proibição da medida.

No entanto, ainda faltam três dias de negociações e tudo pode acontecer.
Qual será o destino das baleias?

Fonte: Discovery Channel

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