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Barrichello e Hulkenberg confirmados na Williams para 2010

Brasileiro assinou contrato de duas temporadas com a equipe inglesa e terá companhia do campeão da GP2


Rubens Barrichello assinou por duas temporadas/Caren Firouz/Reuters

SÃO PAULO - A equipe inglesa Williams oficializou nesta segunda-feira a contratação de Rubens Barrichello para a temporada 2010 da Fórmula 1. O companheiro do brasileiro será o alemão Nico Hulkenberg, campeão da GP2, considerada categoria de acesso.

A contratação de Barrichello foi fechada após o GP do Japão, no começo de outubro. Ele será o quinto brasileiro a competir pela tradicional equipe inglesa, depois de José Carlos Pace, Nelson Piquet, Ayrton Senna e Antonio Pizzonia.

Francês Jean Todt confirma expectativa e é o novo presidente da FIA

O francês Jean Todt, ex-chefe da equipe Ferrari de F-1, foi eleito nesta sexta-feira o novo presidente da FIA (Federação Internacional de Automobilismo), substituindo Max Mosley.

Francês Jean Todt era favorito na disputa/Lucas Dolega/EFE

Todt superou o outro candidato, o ex-piloto finlandês de rali Ari Vatanen, por 135 votos a 49, na votação da Assembleia Geral da entidade.

Apoiado pelo próprio Mosley e por Bernie Ecclestone, detentor dos direitos comerciais da F-1, o maior "filé" da entidade, a eleição de Todt era meramente uma questão burocrática, já que Vatanen, um ex-campeão de rali, que baseou sua campanha na palavra "mudança", não mostrou propostas concretas.

Com experiência à frente de grandes times em sua trajetória no esporte --como a Peugeot no rali e a Ferrari--, Todt foi auxiliado pelo ex-assessor pessoal de Mosley e, nas visitas aos paddocks de F-1, já se portava como o sucessor do inglês.

Barrichello é perfeito e vence o GP da Europa de F-1


DE VOLTA AO TOPO - Barrichello comemora a vitória em Valência e o fim do jejum de quase cinco anos sem vencer/Albert Gea/Reuters


É a 100.ª vitória brasileira na categoria em dia que ele garantiu a ponta com erro da McLaren no pitstop

SÃO PAULO - A espera acabou. Rubens Barrichello, da Brawn GP, está de volta ao topo na Fórmula 1. Ele venceu o GP da Europa neste domingo, em Valência, na Espanha, garantindo a 100.ª vitória brasileira na categoria e a décima da carreira, encerrando um jejum de quase cinco anos - não vencia desde o GP da China de 2005, quando ainda estava na Ferrari.

Curiosamente, a vitória veio justamente quando só havia um brasileiro na prova. Numa corrida perfeita pela estratégia e pelo desempenho de seu BGP001, Barrichello - bastante emocionado ainda no carro - consegue assim voltar à briga pelo título da temporada 2009. Chega a 54 pontos e volta a ser vice-líder, contra 72 pontos do ainda líder e companheiro Jenson Button.

Ajudou o fato de as Red Bull de Mark Webber (nono) e Sebastian Vettel (abandonando por motor quebrado) ficarem fora da zona de pontuação, após seguidos problemas no fim de semana. E o acerto do chefão Ross Brawn em voltar à configuração do carro do começo do ano, quando a equipe venceu seis de cinco corridas. O time inglês volta a vencer no ano após três corridas.


Rubens Barrichello contorna curva em Valência/Heino Kalis/Reuters

Na pista, a vitória foi garantida com a ajuda de uma estratégia perfeita. Com o carro mais leve que as McLarens do pole Lewis Hamilton e Heikki Kovalainen, Barrichello esperou o primeiro pitstop do campeão inglês para passar à frente e baixar o tempo. Voltou em segundo lugar sem cometer erros e a sorte, que tantas vezes parece lhe ter faltado, foi sua amiga.

Depois, parou mais cedo - numa bandeira amarela de Kazuki Nakajima (Williams) com o pneu estourado - e ainda voltou em primeiro, com vantagem. Tinha chegado à ponta quando Lewis Hamilton quis antecipar a parada e a McLaren não estava preparada. Faltaram pneus, a bomba de combustível não estava pronta e o inglês ficou mais tempo do que devia. Voltou em segundo e não conseguiu mais encostar no brasileiro.

O 'intruso' entre as McLarens no pódio foi o finlandês Kimi Raikkonen, da Ferrari, que discretamente chegou ao terceiro lugar, também sem errar.

SURRA

Além da óbvia atenção ao pelotão da frente, as atenções estavam voltadas para a turma de estreantes. E a situação não foi das boas. O melhor deles foi o suíço (que corre com licença francesa) Romain Grosjean, na Renault. Logo atrás dele veio o espanhol Jaime Alguersuari, da Toro Rosso (em sua segunda corrida).

E, atrás, Luca Badoer e a Ferrari. O italiano, 38 anos e 51 GPs, apareceu bastante na televisão com suas saídas de pista, lentidão - deixando adversários passar - e erros, como passar por cima da linha de saída dos boxes, que lhe resulta em mais uma punição. Além de quatro multas por passar acima da velocidade permitida, num fim de semana para esquecer.

Outros que tiveram problemas foram Timo Glock (Toyota, que bateu em Grosjean logo na primeira volta) e Sebastien Buemi (Toro Rosso).



FÓRMULA 1 2009 - GP DA EUROPA
CLASSIFICAÇÃO FINAL - 57 VOLTAS

1.º - Rubens Barrichello (BRA/Brawn GP), 1h35min51s289
2.º - Lewis Hamilton (ING/McLaren), a 2s358
3.º - Kimi Raikkonen (FIN/Ferrari), a 15s994
4.º - Heikki Kovalainen (FIN/McLaren), a 20s032
5.º - Nico Rosberg (ALE/Williams), a 20s870
6.º - Fernando Alonso (ESP/Renault), a 27s744
7.º - Jenson Button (ING/Brawn GP), a 34s913
8.º - Robert Kubica (POL/BMW Sauber), a 36s667
9.º - Mark Webber (AUS/Red Bull), a 44s910
10.º - Adrian Sutil (ALE/Force India), a 47s935
11.º - Nick Heidfeld (ALE/BMW Sauber), a 48s822
12.º - Giancarlo Fisichella (ITA/Force India), a 1min03s614
13.º - Jarno Trulli (ITA/Toyota), a 1min04s527
14.º - Timo Glock (ALE/Toyota), 1min26s519
15.º - Romain Grosjean (FRA/Renault), 1min31s774
16.º - Jaime Alguersuari (ESP/Toro Rosso), a 1 volta
17.º - Luca Badoer (ITA/Ferrari), a 1 volta
18.º - Kazuki Nakajima (JAP/Williams), a 3 voltas

Não terminaram a prova:
Sebastien Buemi (SUI/Toro Rosso), abandono, volta 41
Sebastian Vettel (ALE/Red Bull), abandono, volta 23

Fonte: ESTADO

Equipes querem acordo para aumentar diversão na F-1

Flavio Briatore, da Renault, é quem negocia com a empresa dos direitos comerciais sobre opções

Livio Oricchio fala do fim do briga entre FIA x Fota na Fórmula 1

BOLOGNA, Itália - A Fórmula 1 pode ter em breve um novo acordo comercial para tornar as corridas mais divertidas, disseram os chefes de equipe nesta quinta-feira, após terem vencido uma primeira batalha sobre o futuro imediato da categoria.

A Associação das Equipes de Fórmula 1 (Fota) tinha ameaçado criar um campeonato paralelo devido a uma disputa com a Federação Internacional de Automobilismo (FIA) sobre um proposto teto orçamentário para a temporada 2010, mas um acordo foi fechado na quarta-feira pondo fim à crise.

Ainda não foi assinado um novo contrato com a empresa detentora dos direitos comerciais, a CVC, representada por Bernie Ecclestone, mas um acerto está próximo, disseram as escuderias, que designaram Flavio Briatore, chefe da equipe Renault, como o responsável por aumentar a diversão dos Grandes Prêmios.

"Flavio será encarregado de trabalhar com os donos dos direitos comercias para melhorar o espetáculo do esporte. Esperamos chegar a um acordo com a CVC nos próximos dias", disse o presidente da Ferrari e da Fota, Luca di Montezemolo, em entrevista coletiva.

As equipes estão fortalecidas após terem alcançado seus objetivos durante a reunião de quarta-feira do Conselho Mundial de Automobilismo da FIA, que decidiu pela não adoção do teto orçamentário. Além disso, o presidente da federação, Max Mosley, prometeu deixar o cargo em outubro.

As regras de 2009 serão mantidas para a próxima temporada, mas os custos serão reduzidos ao nível do início dos anos 1990.

Fontes: Estadão - Reuters

McLaren corre risco de ser excluída do Mundial de Fórmula 1

Mentira contada pelo piloto Lewis Hamilton após o GP da Austrália pode custar caro para a escuderia inglesa

Atual campeão do mundo, Hamilton passa por momento difícil no início da temporada 2009/Jens Buettner/EFE

LANGKAWI, Malásia - O risco existe: ser excluída do campeonato. A direção da McLaren e seu piloto, o campeão do mundo, Lewis Hamilton, terão de explicar ao Conselho Mundial da FIA, dia 29, em Paris, a razão de terem "mentido deliberadamente" para os comissários desportivos do GP da Austrália e infringido, dessa forma, o artigo 151C, que costuma gerar penalizações severas.

O artigo trata de concorrentes que tenham "condutas fraudulentas ou ações prejudiciais aos interesses dos competidores ou do esporte em geral". E no caso da McLaren ainda está fresco na mente do presidente da FIA, Max Mosley, o escândalo de espionagem em que a equipe se envolveu em 2007. Todos os desenhos do carro da Ferrari foram encontrados na casa do projetista-chefe da McLaren, Mike Coughlan, na Inglaterra.

Em outras palavras, a McLaren é reincidente, num curto espaço de tempo, no artigo 151C. Mais: a rejeição de Mosley a Ron Dennis, sócio e diretor da McLaren, é pública e antiga. Quando o Conselho Mundial da FIA analisou o caso de espionagem, Mosley afirmou: "Fui voto vencido. Meu voto foi pela sua exclusão da temporada". A McLaren apenas foi retirada do Mundial de Construtores e multada em US$ 100 milhões, a maior multa já aplicada no esporte em todos os tempos.

Agora a oportunidade para Mosley punir a equipe na extensão que desejava há apenas dois anos está bem na sua frente. Ficou ainda mais fácil porque o campeão do mundo, Lewis Hamilton, envolvido diretamente no episódio, assumiu ter contado a mentira, orientado pelo ex-diretor esportivo da McLaren, Dave Ryan, já dispensado do time. Não há sequer controvérsia quanto a veracidade da acusação. O réu é confesso. O comunicado da FIA, emitido na terça, explica que são cinco as acusações.

O que com certeza está passando na cabeça do presidente da FIA é a possibilidade de a Mercedes, sócia majoritária da McLaren, repensar seu projeto de Fórmula 1. Qual a lógica de investir US$ 300 milhões por ano na competição e ver sua imagem tão denegrida no mundo todo com esses escândalos envolvendo a McLaren-Mercedes?

INTERESSES

Agir com rigor extremo contra a McLaren contraria os interesses também da Fota, a associação das equipes. Apesar de ser um adversário, as equipes nunca estiveram tão unidas. Mosley, essencialmente quem define as decisões do Conselho Mundial, tem de levar em conta, ainda, que a exclusão da McLaren implicará o afastamento do ídolo dos ingleses, Hamilton, das pistas, o que representa enorme peso no seu projeto de reeleger na presidência da FIA, em outubro.

O CASO

Depois da prova de Melbourne, dia 29, Lewis Hamilton, da McLaren, e Jarno Trulli, Toyota, foram chamados à torre de direção de corrida porque o italiano ultrapassou o inglês com o safety car na pista. Hamilton afirmou ter se surpreendido com a manobra e deu a entender que o piloto da Toyota, terceiro colocado, deveria ser punido. Como Hamilton fora quarto, ele ficaria com a terceira colocação de Trulli.

O italiano confirmou ter ultrapassado porque Hamilton deslocou a McLaren para a direita e freou, exatamente para ser ultrapassado. Poucas curvas antes, Trulli havia saído da pista, com o safety car na prova, e Hamilton o passou. Para evitar uma punição, a direção da McLaren ordenou que seu piloto permitisse a Trulli regressar à posição original, afinal Hamilton lhe passou com o safety car na corrida.

Para os comissários, Hamilton disse não ter recebido ordens da equipe. Mas logo depois da bandeirada afirmou numa entrevista à Speed TV que agiu daquela forma porque a equipe o mandou, por rádio, deixar o italiano passar. Como a história de se surpreender com a ultrapassagem do piloto da Toyota foi convincente, Hamilton subiu para terceiro porque os comissários puniram Trulli.

Na segunda-feira os comissários souberam da entrevista de Hamilton à Speed TV e solicitaram à McLaren cópia do diálogo pelo rádio com o piloto. De cara compreenderam que Hamilton mentiu ao afirmar não ter recebido ordens para deixar Trulli ultrapassá-lo. E ficou claro, também, a razão de o campeão do mundo mentir: isso caracterizaria a infração de Trulli, por ultrapassá-lo em regime de safety car, e lhe garantiria o terceiro lugar em vez do quarto, ou um ponto a mais na classificação.

Descoberta a farsa, Hamilton perdeu os pontos e a McLaren foi excluída do GP da Austrália. Se o outro piloto, Heikki Kovalainen, tivesse marcado pontos, os perderia também. Hamilton se defendeu, no mesmo dia, ao acusar o diretor esportivo de sua escuderia, Dave Ryan, de tê-lo mandado mentir. Mais: pediu desculpas públicas a todos, de fãs à equipe, passando pelos que investiram na sua carreira.

McLaren demite diretor envolvido em polêmica de Hamilton na Austrália

A McLaren anunciou nesta terça-feira a demissão de Dave Ryan como diretor esportivo no mesmo dia em que foi chamada pela FIA (Federação Internacional de Automobilismo) para prestar declarações sobre sua conduta no GP da Austrália, primeira prova da temporada 2009 da F-1.

Ryan foi "desmascarado" depois que a FIA resolveu reabrir a investigação sobre o incidente envolvendo Hamilton e Jarno Trulli durante o GP da Austrália.

A confusão ocorreu após o safety car entrar na pista e Trulli perder o controle do carro e ir para a grama. Sem opção, Hamilton o ultrapassou e entrou em contato com a equipe, via rádio, para saber se tinha que devolver a posição --pelas regras, não, já que o carro do italiano estava fora da pista.

Mas, enquanto o time consultava a direção de prova, Hamilton diminuiu a velocidade e devolveu o lugar ao piloto da Toyota. Aos comissários, disse que o piloto o havia ultrapassado. Resultado, Trulli foi punido e saiu da zona de pontos.

Declarações de Hamilton à imprensa, porém, fizeram com que a FIA ouvisse as gravações do rádio entre ele e a McLaren e invertessem a pena, já que tanto ele como Ryan haviam mentido. O episódio custou a Lewis Hamilton a exclusão do GP da Austrália,

Segundo uma nota, a rescisão foi acertada hoje e Ryan não está mais vinculado a nenhuma empresa do grupo McLaren. Ele tinha sido suspenso durante a disputa do GP da Malásia, semana passada.

Ainda citando o documento, a McLaren afirma seu desejo de "cooperar plenamente" com o processo, e define como "bem-vinda" a oportunidade de trabalhar com a FIA pelo "interesse" da F-1.

F-1: Button ganha corrida encerrada pela chuva na Malásia


Momento da interrupção da prova na Malásia

KUALA LUMPUR - Jenson Button conseguiu neste domingo sua segunda vitória na temporada 2009 da Fórmula 1. Ele foi beneficiado com a interrupção do GP da Malásia na volta 32 devido à chuva forte que caiu no circuito de Sepang, numa corrida bastante agitada. Como foram disputados menos de 2/3 da corrida, valem metade dos pontos na classificação do Mundial, ou seja, o inglês da Brawn GP lidera com 15.

Nick Heidfeld (BMW) é quem fica com o segundo lugar e o terceiro é Timo Glock, da Toyota. Rubens Barrichello, da Brawn, é o quinto colocado, com os outros dois brasileiros fora da zona de pontuação: Felipe Massa (Ferrari) é o nono colocado e Nelsinho Piquet (Renault) o 13.º.


Nico Rosberg (Williams) passa Jenson Button (Brawn) logo na largada do GP da Malásia, assumindo o primeiro lugar da corrida.

A largada teve muitas mudanças de posições. Barrichello e Rosberg foram os mais espertos e ganharam três posições e subiram para quarto e primeiro lugar, respectivamente. Não tiveram sucesso Robert Kubica (BMW), que não conseguiu nem largar - alegando que "ouvia barulhos estranhos no motor" na volta de apresentação -, e Heikki Kovalainen (McLaren), que mais uma vez não completou a primeira volta.

ULTRAPASSAGENS

Em 20 voltas a corrida teve excelentes momentos de ultrapassagem. O espanhol Fernando Alonso protagonizou vários deles, sempre tentando manter a posição, com a ajuda do kers (potência adicional), mas pagando pela irregularidade de seu Renault. Quase saiu de pista com Kimi Raikkonen e depois, na reta com Mark Webber, só perdeu a então sexta posição por não conseguir frear a tempo, depois de tentar driblar o australiano.

As posições de pista mudaram bastante quando começou a chuva, na volta 18. E aí teve quem fez certo, mas muito cedo - caso de Raikkonen, que colocou pneu de chuva quando estava seco e os destruiu - ou errado, como a Brawn, que usou pneus lisos com Button e Barrichello. Duas voltas depois trocaram para pneu de chuva. As estratégias foram mudando ainda na sequência, com a dupla da Brawn novamente na ponta na volta 28.

INTERRUPÇÃO

Na volta 31, com chuva intensa e após muitas trocas de pneus por parte de todos os pilotos - o líder Button já tinha quatro -, foi preciso a entrada do safety car. A iluminação natural da pista caiu muito e a organização da prova teve de interromper a corrida, com bandeira vermelha. Neste momento, Jenson Button liderava, com Timo Glock em segundo e Nick Heidfeld em terceiro lugar. Barrichello era o quinto, Massa o nono e Nelsinho Piquet o 13.º.

Mas, algumas posições mudaram na classificação final, porque o que valia era a volta anterior à bandeira vermelha. A confirmação do encerramento da corrida só foi anunciado cerca de uma hora após a interrupção. "Nono ou último é a mesma coisa. Para mim era melhor continuar a corrida. Mas tinha de paralisar a corrida", disse Felipe Massa, com bom humor, enquanto esperava pelo possível reinício da corrida, em entrevista à TV Globo.


Nick Heidfeld (BMW, 2.º), Jenson Button (Brawn GP, 1.º) e Jarno Trulli (Toyota, 3.º), o pódio do GP da Malásia de Fórmula 1, em Kuala Lumpur, corrida encerrada devido à chuva na volta 31

CLASSIFICAÇÃO

Na classificação do Mundial de Pilotos, Barrichello é o vice-líder com 10 pontos, com Trulli em terceiro, com 8,5 e Timo Glock em quarto com 8. No Mundial de Construtores, a Brawn tem 25 pontos, com a Toyota em segundo (16,5) e a BMW em quarto com apenas 4 pontos.

A próxima etapa é o GP da China, daqui duas semanas, no dia 19 de abril, com largada prevista para as 4 horas (de Brasília), para 56 voltas.

FÓRMULA 1 2009 - GP DA MALÁSIA
CLASSIFICAÇÃO FINAL - 31 voltas (de 56 previstas)
1.º - Jenson Button (ING/Brawn GP), 1h10min59s092
2.º - Nick Heidfeld (ALE/BMW-Sauber)
3.º - Timo Glock (ALE/Toyota)
4.º - Jarno Trulli (ITA/Toyota)
5.º - Rubens Barrichello (BRA/Brawn GP)
6.º - Mark Webber (AUS/Red Bull)
7.º - Lewis Hamilton (ING/McLaren)
8.º - Nico Rosberg (ALE/Williams)
9.º - Felipe Massa (BRA/Ferrari)
10.º - Sebastien Bourdais (FRA/Toro Rosso)
11.º - Fernando Alonso (ESP/Renault)
12.º - Kazuki Nakajima (JAP/Williams)
13.º - Nelsinho Piquet (BRA/Renault)
14.º - Kimi Raikkonen (FIN/Ferrari)
15.º - Sebastian Vettel (ALE/Red Bull)
16.º - Sebastien Buemi (SUI/Toro Rosso)
17.º - Adrian Sutil (ALE/Force India)
18.º - Giancarlo Fisichella (ITA/Force India)

Não terminaram a corrida:
Heikki Kovalainen (FIN/McLaren), abandono, volta 1
Robert Kubica (POL/BMW Sauber), abandono, volta 2

Volta mais rápida: Jenson Button (ING/Brawn GP), 1min36s641, na volta 18

Barrichello volta à 1ª fila


Rubens Barrichello volta a largar na primeira fila após jejum de 72 corridas; Jenson Button é pole na Austrália

O segundo lugar no grid para o GP da Austrália de F-1, que abre o Mundial-2009 às 3h deste domingo (de Brasília), colocou Rubens Barrichello, da Brawn, na primeira fila de uma largada após um jejum de 72 corridas --a última havia sido a pole position no GP Brasil-2004, que encerrou a temporada daquele ano.

Barrichello ficou próximo de conquistar o primeiro lugar, mas foi superado pelo seu companheiro de equipe, o inglês Jenson Button, já no final do treino classificatório. O brasileiro, recordista de GPs na F-1 e que quase ficou sem escuderia para correr em 2009, elogiou muito o desempenho de seu carro, o qual chamou de "bem equilibrado".

"É fantástico estar aqui e pilotar esse carro maravilhoso", comentou Barrichello. "Mas, como um ser humano, você sempre quer mais. Você quer se classificar bem, e vencer", disse.

Apesar dos 36 anos, Barrichello disse se sentir "mais jovem" do que a maioria dos pilotos que estão na F-1. "Mostrei que não há nada de veterano em mim. Eu acelero, estou sempre empolgado e agradecido de ter um carro bom. As últimas temporadas foram difíceis, então é bom voltar a ter um grande carro."

"Se alguém me perguntasse há um mês 'você daria US$ 1mil para ficar em segundo em Melbourne?', eu teria de dado um pouco mais. Tenho que estar feliz, com certeza", festejou o ex-ferrarista.

Patrocínio

Barrichello também comemorou a assinatura do contrato de patrocínio da Brawn com o Virgin Group, do empresário inglês Richard Branson. "[A falta de patrocínio] Poderia ser um problema para nós durante o ano, e agora precisamos de mais dinheiro para desenvolver o carro", explicou.

Button

A pole position de Jenson Button em Melbourne foi a primeira do inglês na F-1 desde outro GP da Austrália, o de 2006, quando Button pilotava pela Honda. "Vir de uma posição de não ter onde correr e conquistar a pole aqui é maravilhoso. É um grande momento."

"É aqui que merecemos estar, após os tempos difíceis pelos quais passamos", comemorou Button

Equipe americana estuda contratar Barrichello para 2010


Rubinho ainda busca espaço para continuar na Fórmula 1; USF1 vira opção para brasileiro

CHARLOTTE - O brasileiro Rubens Barrichello pode ganhar uma nova chance na Fórmula 1. Cada vez mais longe de um acerto para correr neste ano, ele é cotado para ser um dos pilotos da USF1, equipe norte-americana que planeja estrear na categoria em 2010. Recordista de GPs no Mundial, com 267, ele interessa à nova escuderia justamente por causa de sua experiência.

"No primeiro ano, certamente precisaremos de um piloto com vasta experiência na Fórmula 1. Vamos precisar de muitas informações, sobretudo com a tendência de reduzirem cada vez mais os testes", afirmou Peter Windsor, diretor esportivo da escuderia.

"Precisamos de um piloto que nos traga experiência e que tenha uma carreira de bons resultados, mas ele tem de saber que somos uma equipe nova e não pode ter grandes expectativas no início. Rubens Barrichello seria bom para isso, porque ele passou por dois anos difíceis na Honda e seria muito útil para nós. Ele é praticamente o único piloto disponível que se enquadra no perfil de experiente", disse Windsor.

Além de um piloto mais acostumado à Fórmula 1, o dirigente afirmou que a equipe busca um norte-americano, que poderia ser uma estrela da Nascar, como Kyle Busch, ou Danica Patrick, da F-Indy. "Colocar Danica na Fórmula 1 e vê-la fazer sucesso seria sensacional. E posso dizer o mesmo de uma estrela da Nascar. Seria interessante negociar, tanto com Busch quanto com Danica. Não sei se eles têm interesse na Fórmula 1, mas seria bom checar", disse Windsor.

Massa diz que novo F-1 parece kart e vê dificuldades para pilotos

O piloto brasileiro Felipe Massa, da Ferrari, disse que aprova as mudanças no regulamento da F-1 e que gostou do novo carro, que não conta com apêndices aerodinâmicos e nem com os pneus sulcados --voltaram os slick (lisos).

Felipe Massa pilota o novo Ferrari debaixo de chuva na pista de Mugello, na quarta-feira

"Deixamos um carro cheio de carga aerodinâmica e ficamos com algo parecido com o kart, mais difícil de pilotar, com uma possibilidade maior de ocorrerem erros. Assim, é necessária uma habilidade maior do piloto", declarou Massa em entrevista ao jornal "La Gazzetta dello Sport".

Apesar de ter sofrido com um problema hidráulico em sua nova F60 no final do treino de ontem, em Mugello, o piloto elogiou muito a confiabilidade do carro.

"Andamos aproximadamente 1.700 km em quatro dias, praticamente sem problemas, enquanto na maioria das vezes, no passado, tínhamos algum contratempo quando ultrapassávamos os 250 km", explicou.

"Com relação à performance, teremos que esperar um confronto direto com os nossos rivais, mas estamos no caminho certo, já conseguindo voltas boas", analisou o piloto.

superlicença

Os pilotos da F-1 se mobilizaram e decidiram não pagar a superlicença obrigatória da FIA (Federação Internacional de Automobilismo), cuja taxa foi reajustada para esta temporada. As informações são do site da revista "Autosport".

O aumento dos preços para 2009 revoltou os pilotos, que já tinham se mostrado insatisfeitos com os valores de 2008. Tanto que chegaram a cogitar um boicote ao último GP da Inglaterra, no ano passado.

O preço da superlicença subiu de 10.000 para 10.400 euros (R$ 31,6 mil). Além disso, devem ser pagos 2.100 euros (R$ 6,3 mil) por ponto marcado na temporada anterior --o antigo valor era de 2.000 euros. Há ainda a taxa de seguro, de 2.720 euros (R$ 8,2 mil).

Atual campeão do mundo, o inglês Lewis Hamilton teria que pagar 218.920 euros (R$ 665,9 mil) para correr em 2009.

Segundo a "Autosport", a GPDA (associação de pilotos da F-1) não escondeu a insatisfação com os valores e enviou um e-mail a todos os pilotos, recomendando que esperassem três semanas para efetuar o pagamento.

"O assunto da superlicença será estudado na próxima reunião da Fota [Associação de Equipes da F-1], em 3 de fevereiro. Portanto, esperem mais três semanas para assinar e fazer o pagamento. Isso nos dará tempo suficiente para escutar a opinião da Fota e aumentar a pressão sobre a FIA", informa o texto, de acordo com a "Autosport".

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