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Brasileiros são os mais barrados em aeroportos da Europa no 1º trimestre

Segundo os dados mais recentes da agência de controle de fronteiras, 1.842 pessoas tiveram de voltar ao País só entre janeiro e março

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o presidente da Comissão Europeia, Jose Manual Barroso, não perdem a oportunidade de declarar que Brasil e União Europeia (UE) são aliados. Mas, nas fronteiras, a realidade é diferente. Dados da Frontex - agência europeia de controle de fronteiras - mostram que, no primeiro trimestre de 2010, os brasileiros foram os mais barrados em aeroportos da Europa.
 
Segundo a agência, 25.400 estrangeiros tiveram entrada rejeitada entre janeiro e março - número menor que o de trimestres anteriores, provavelmente pela crise na zona do euro. Deles, 1.842 eram brasileiros - 6,3% a mais que no final de 2009. O volume só perde para o total de ucranianos barrados, que chega a 5 mil. Estes, porém, não são obrigados a tomar aviões - até andando podem tentar cruzar a fronteira de seu país com a UE.

Para os europeus, os brasileiros barrados não deram garantias de que voltariam ao País e eram suspeitos de tentar entrar de forma irregular. Muitos deportados, no entanto, têm versões diferentes.

Assim como outras nacionalidades, os brasileiros também reduziram suas viagens à Europa no auge da crise. Há um ano, eram 2,2 mil detidos. Mas, naquele momento, cidadãos russos e georgianos, além dos ucranianos, eram em maior número.

Segundo a Frontex, os dados se justificam pela distância entre Brasil e Europa. Se africanos podem tentar entrar por barco e a cidadãos do leste europeu basta pegar um carro, os brasileiros precisam do avião. Mesmo assim, os vetos a brasileiros superam os de nigerianos, chineses e indianos.

Sem visto. 

Oficialmente, não é preciso visto para um brasileiro entrar na Europa. Mas, com políticas imigratórias cada vez mais restritas, a UE e seus 27 países vêm endurecendo os controles em fronteiras e aeroportos. No caso dos brasileiros, a instrução dada aos policiais aduaneiros é a de pedir provas de que têm dinheiro, hotel para ficar e, principalmente, passagem de volta.

Nos últimos anos, a diplomacia brasileira tem se queixado da situação e solicitado que cidadãos sejam tratados com dignidade até a deportação. Fontes do Itamaraty contaram ao Estado que a pressão continua sendo feita. "O tema de imigração sempre surge nas reuniões com a UE", resume um experiente negociador brasileiro na Europa.

Comentário

Fontes do Itamaraty teriam contado que "O tema de imigração sempre surge nas reuniões com a UE". Ora, ficar suplicando mudança de atitude por parte da União Européia, não resolve.  O que resolve são ações de reciprocidade de tratamento ou até mesmo algumas medidas retaliatórias.




Fonte: O ESTADO DE S PAULO/Jamil Chade

Itamaraty divulga nomes de dois brasileiros vítimas de chacina no México

O Ministério das Relações Exteriores divulgou na noite deste sábado (28) os nomes dos dois brasileiros vítimas da chacina de imigrantes latino-americanos no estado de Tamaulipas, nordeste do México. 

O Itamaraty informou que os dois brasileiros são de Minas Gerais e as famílias já foram contatadas . Na chacina, ao todo, morreram 72 pessoas.

Segundo a nota, o corpo de Juliard Aires Fernandes, de 20 anos, já foi identificado. No caso de Hermínio Cardoso dos Santos, de 24 anos, as autoridades encontraram seus documentos no local da chacina, mas seu corpo ainda não foi identificado.

O Consulado brasileiro no México recebeu informações de autoridades legais que o trabalho de identificação dos corpos será lento devido ao estado em que os cadáveres foram encontrados e a falta de documentos em muitos casos. Até sexta-feira haviam sido reconhecidos 31 dos 72 corpos e não há informações oficiais sobre a realização de mais identificações neste sábado.

O massacre ocorrido em Tamaulipas foi atribuído por um sobrevivente equatoriano a integrantes do cartel Los Zetas.

Veja a íntegra da nota:

Chacina de San Fernando


O corpo do brasileiro Juliard Aires Fernandes, de 20 anos, natural de Minas Gerais, foi identificado entre as vítimas da chacina ocorrida no último dia 22, na localidade de San Fernando, no México.


Foram igualmente encontrados pelas autoridades locais os documentos de Hermínio Cardoso dos Santos, de 24 anos, também natural de Minas Gerais. Seu corpo, entretanto, ainda não foi identificado. Os legistas continuam trabalhando para estabelecer a identidade de todas as vítimas.


O Itamaraty já fez contato com as famílias dos dois jovens.


Fonte: G1/ Eduardo Bresciani

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