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Eleições 2010: Plínio vota em colégio de São Paulo com mulher e filho

O candidato do PSOL à Presidência, Plínio de Arruda Sampaio, saiu há pouco da zona eleitoral onde votou, na capital paulista.

Ele chegou ao colégio Santa Cruz, no Alto de Pinheiros, por volta das 10h, acompanhado da mulher e do filho./Alex Almeida/Reuters

Ele almoça com a família e concede entrevista coletiva no fim da tarde. Plínio assiste à apuração em São Paulo.

Irônico, provocador, galhofeiro. Sem ter chegado nem a 1% nas pesquisas, o candidato conseguiu ser uma das sensações da campanha eleitoral.

Movimentou os debates, fez troça de Dilma, Serra e Marina e insistiu sobretudo no mantra de que o Brasil precisa promover a igualdade social e econômica.

Em avaliação de sua participação, se diz feliz por ter dado o recado que queria.

"Acho que consegui mostrar todos os aspectos fundamentais. Foram ditos, e com toda clareza. O problema da desigualdade social, da necessidade de redistribuir terra, de fazer uma reforma agrária. Consegui falar da reforma urbana, da redução da jornada de trabalho sem redução de salário. E consegui falar de dois temas polêmicos que foram a escola pública e a saúde publica".

O candidato socialista aponta duas razões para a baixa intenção de votos: a cobertura da mídia sobre sua campanha e o radicalismo de suas propostas.

"O que eu digo é muito forte pra uma população que foi acostumada à vida como ela é. Ela acha que não é possível além disso. Isso é todo o discurso da direita, fundamentado por um enorme apoio de mídia". 



Fonte: FOLHA - TV Globo

Plínio de Arruda Sampaio é entrevistado pelo Jornal da Globo

Candidato do PSOL conversou com o repórter José Roberto Burnier. Nesta semana, Dilma, Serra e Marina foram entrevistados no jornal.

O candidato do PSOL à Presidência da República, Plínio de Arruda Sampaio, foi entrevistado nesta quinta-feira (2) no Jornal da Globo pelo repórter José Roberto Burnier. Nesta semana, o JG exibiu entrevistas com Dilma Rousseff (PT, segunda-feira), José Serra (PSDB, terça) e Marina Silva (PV, quarta). Veja abaixo a íntegra da entrevista com Plínio, em vídeo, e leia a transcrição das perguntas e respostas.


José Roberto Burnier: Candidato, se eleito, o senhor propõe, entre outras medidas, reestatizar todo o sistema de saúde do país. Mas os fatos mostram que a rede privada hoje atende bem melhor do que a pública. Essa medida não estaria penalizando, não prejudicaria ainda mais o cidadão?

Plínio de Arruda Sampaio: Ué. É precisamente porque a rede pública está atendendo melhor...

José Roberto Burnier: Não, a rede privada está atendendo melhor...

Plínio de Arruda Sampaio: ...a rede privada está atendendo melhor que é preciso estatizar, porque senão você não tem igualdade no país. É fundamental a igualdade. Esta campanha, esta candidatura, a candidatura do PSOL é a candidatura pra exigir a igualdade entre todos os brasileiros. Ao contrário, se todo o atendimento for público, vai melhorar a saúde, como é na Inglaterra. Por quê? Porque, então, os ricos, tendo que ir para uma enfermaria junto com os pobres, vão exigir do governo que ele ponha mais dinheiro na saúde. Aí vai ter dinheiro para ter uma grande saúde no país.

José Roberto Burnier: Candidato, essa medida não pode penalizar milhões de brasileiros que não são ricos, são pessoas simples que estão empregadas e por isso têm um plano de saúde de sua empresa. Não pode penalizar essas pessoas?

Plínio de Arruda Sampaio: Não, porque vai subir a média da saúde, Burnier. E essas pessoas hoje pagam grandes somas em planos de saúde que, muitas vezes, quando a coisa é complicada, jogam para o SUS, jogam para a saúde pública. E é o cúmulo você chegar a um hospital e, antes de ser atendido, você ter que preencher uma ficha, ter que saber se o seu laboratório, se o seu... permite aquele exame de laboratório.

José Roberto Burnier: Mas ficha também, no setor público, também tem que preencher.

Plínio de Arruda Sampaio: Não, não. Agora meu fi..., meu neto estava em Londres. Sentiu uma dor, foi pro hospital. Chegou ao hospital e disse: "Esqueci o meu, a minha carteira de... de identidade". E o sujeito disse: "Que é isso, meu amigo, a sua carteira de identidade é o seu corpo. Está se sentindo mal, deita aí". Isso que é saúde pública, isso que é saúde inteiramente pública que, eventualmente, em um eventual governo do PSOL, será feito.

José Roberto Burnier: Candidato, o senhor assinou essa semana um plebiscito pela limitação do tamanho da propriedade rural. Segundo o seu plano de governo, seria de mil hectares o tamanho máximo. Como é que funcionaria isso na prática? Quer dizer, se há uma fazenda maior do que isso, o dono da fazenda perde o que exceder a mil hectares?

Plínio de Arruda Sampaio: Será desapropriado e será pago, evidente. É uma desapropriação. O que ele tem além de 500 hectares...

José Roberto Burnier: De mil.


Plínio de Arruda Sampaio: ...a de mil hectares, que é um fazendão de 500 alqueires mais ou menos. Se... Aquilo que for excedente vai ser desapropriado e, preferentemente, de propriedade produtiva.

José Roberto Burnier: Mas, eu não entendo isso, desculpe, eu queria que o senhor esclarecesse melhor. Quer dizer, uma fazenda altamente produtiva, que tenha mais de mil hectares, o que exceder a isso vai ser passivo de reforma agrária?

Plínio de Arruda Sampaio: E é prioritário. E sabe por quê, Burnier? Porque é preciso que a população rural tenha terra para poder sobreviver. Isso é um bem para você, é um bem para você, que é urbano. Porque esse homem não vem para a cidade pressionar ainda mais os serviços públicos. Esse homem ficará bem no campo. Então...

José Roberto Burnier: Mas o que garante que esse cidadão que vai assumir essa parte da fazenda vai torná-la tão produtiva quanto ela era?

Plínio de Arruda Sampaio: Não... porque ele sabe. Ele sabe.. Ele tá produzindo ali dentro. Ela é produtiva por causa do patrão ou por causa do trabalho dele? Ela é produtiva por causa do trabalho dele, Burnier. E ele, como ele já está ali...

José Roberto Burnier: Ou é produtiva por causa do investimento que o fazendeiro fez lá?

Plínio de Arruda Sampaio: O governo fará ele ter os recursos para fazer o mesmo investimento porque é o governo que dá o dinheiro pro cidadão particular fazer o investimento. De modo que é a mesma coisa, não é? Isso é fundamental. Eu acho que é importantíssimo.

José Roberto Burnier: Candidato, o senhor também propõe a reestatização da companhia Vale do Rio Doce. Quando ela era uma estatal, até 1997, ela não era tão eficiente assim e não empregava tantas pessoas. Hoje, privada, é uma das maiores mineradoras do mundo, uma das maiores exportadoras do mundo e emprega mais de 100 mil pessoas nos quatro continentes. Por que estatizar a Vale então?

Plínio de Arruda Sampaio: Ela...

José Roberto Bunier: Reestatizar?


Plínio de Arruda Sampaio: Porque o poder público precisa dispor de instrumentos para fazer política econômica. Senão, ele não tem condições de orientar a economia. E a economia deixada ao capital, ela fica louca, como aconteceu na crise da economia mundial. Vai reestatizar mesmo.

José Roberto Bunier: Obrigado, candidato.

Comentário da editoria do BGN

Plínio de Arruda é um dos membros fundadores do PT. Se ele fosse eleito, fica bem claro que introduziria o comunismo no Brasil e atingiríamos assim a igualdade. Todos seríamos igualmente pobres e não mais produtivos.

Fontes: G1- TV Globo

Plínio de Arruda faz sucesso no Twitcam

Plínio descobre o Twitcam, vence o bloqueio da mídia e encanta internautas

Plínio: café com bolacha durante o debate do UOL/Folha de S.Paulo

O candidato à Presidência pelo PSOL, Plínio de Arruda, disse que ficou surpreso e animado com a repercussão de seus comentários no Twitter durante o debate promovido pela "Folha de S. Paulo" e pelo UOL na manhã desta quarta-feira.

Mesmo sem participar do confronto, que teve transmissão on-line, Plínio conseguiu movimentar o microblog e chegar à primeira posição do trending topics brasileiro, e à oitava do mundial, por volta das 12h30m. De acordo com o candidato, partiu de um de seus seguidores a ideia de convocar internautas para um tuitaço e comentar o debate pelo site Twitcam - uma ferramenta para transmissão de vídeos ao vivo pelo Twitter.

Um dos meus seguidores me mandou uma mensagem falando "por que você não entra lá por aqui?". Aí eu falei: "Então vamos!", e demos um "coro" em todo mundo. Eu adorei! Se não me convidarem para os debates, eu entro pelo Twitter. Estou na parada! Foi um sucesso - comemorou o candidato, em entrevista ao GLOBO.

Empolgado, Plínio contou que pretende promover uma espécie de sabatina semanal no microblog, respondendo a perguntas de seguidores durante cerca de uma hora através da webcam. A ideia deve ser colocada em prática a partir da próxima semana e, segundo o candidato, seus assessores estão estudando qual seria o horário ideal para o encontro com os internautas.

- O Twitter é uma saída fantástica. É uma ferramenta gratuita e profundamente democrática, sem nenhuma mediação. Vou reunir a galera uma vez por semana para fazer uma sabatina comigo na internet. Eles mandam pelo Twitter e eu respondo na webcam. Assim é mais rápido, e vai além dos 140 caracteres - explicou Plínio.

Durante a manhã, até mesmo o humorista Marcelo Tas comentou o ato de Plínio no Twitter:

"O velhote tá impossível: Plinio de Arruda comenta #debateFolhaUOL na twitcam. É um hacker! :)", comentou o apresentador do programa "CQC", da Band.

"Se o candidato Plinio de Arruda não está no #debatefolhauol, tá dando audiencia nos TT's e na TwitCam", escreveu o internauta odiegonunes.

Ao final do quarto bloco do debate, o candidato do PSOL comemorou a mobilização no microblog:


"Valeu gente! Conseguimos furar mais uma vez o bloqueio da grande mídia! Até mais tarde!", postou o candidato.

Esta é a segunda vez que Plínio consegue se destacar nas redes sociais pela ação viral no Twitter. Na primeira, o candidato conseguiu angariar milhares de seguidores em seu perfil .

Também nesta quarta-feira, a candidata Marina Silva (PV) ficou, por volta das 12h30m, em primeiro lugar no trending topic mundial. As referências à "#debatefolhauol" e "Dilma" ocuparam as posição de segundo e terceiro lugar, respectivamente, no mesmo horário.

“Tudo abobrinha”, diz Plínio na twitcam

O candidato do PSol à Presidência, Plínio de Arruda Sampaio, acompanhou e comentou o encontro entre os três principais presidenciáveis, ontem, pela twitcam. Usando o escritório do filho, Plínio tomou café e comeu bolacha enquanto criticava as respostas de Dilma, Serra e Marina. “Estão discutindo abobrinha”, disse logo no início. “Um joga pro outro, o outro joga pro um.”

Plínio tentou passar a imagem de que foi excluído por causa de suas opiniões polêmicas. “Ela [Dilma] propõe 5 milhões de casas em 4 anos, o Lula fez 1 milhão. Vocês entendem por que eu não estou no debate? Imagine fazer essa pergunta. Tudo, vocês percebem, é abobrinha pura”, disse. “Isso que é debate, tomando cafezinho, falando numa boa.”

O candidato do PSol voltou a atacar Marina Silva. “A Marina agora está de acordo com o governo. Daqui a pouco ela dá uma palmadinha no governo. Ela pula pra lá, pula pra cá”, comentou pouco antes de mastigar uma bolacha. “Meio ambiente como oportunidade de negócio, pelo amor de Deus! E ela fica triste porque eu chamo ela de ecocapitalista.” Depois de pedir um pão com queijo e trocar de fone de ouvido, Plínio respondeu perguntas de internautas – segundo ele, mais de 2,5 mil pessoas. @pliniodearruda, o velhinho mais hightech que já vi”, comentou um deles.

Fontes: O Globo/Ana Carolina Morett e Thais Lobo - Gazeta do Povo

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