Fernanda Gomes é uma das nove pessoas denunciadas pela morte de Eliza. Ela era á única que ainda continuava em liberdade.
Fernanda teve prisão decretada na última quarta-feira (4)/Carlos Roberto/Jornal Hoje em Dia
A Polícia Civil de Minas Gerais prendeu, às 16h desta quinta-feira (5), Fernanda Gomes de Castro.
Ela estava no apartamento de Luiz Henrique Ferreira Romão (Macarrão), em Belo Horizonte. Ela é a única que estava em liberdade entre os nove denunciados pela Promotoria de Contagem (MG) por envolvimento no desaparecimento e morte de Eliza Samudio. Fernanda é namorada do goleiro Bruno de Souza.
Segundo o delegado Wagner Pinto, o mandado de prisão preventiva da jovem foi expedido pela juíza Marixa Fabiane Lopes, nesta quarta-feira (4). "Estávamos tentando cumprir o mandado desde ontem [quarta]. Com base em informações coletadas pela nossa investigação, conseguimos descobrir que ela estava escondida no apartamento do Macarrão."
Pinto disse que Fernanda vai passar por exame de corpo de delito no Instituto de Medicina Legal de Belo Horizonte. Depois será levada para o Departamento de Investigações (DI), onde vai aguardar a decisão para qual presídio será levada.
A advogada Claudinéia Carla Calabund, que defende o goleiro Bruno, Fernanda e outros cinco acusados do desaparecimento e morte de Eliza Samudio, disse ao G1 que ainda não tinha sido informada sobre a decretação da prisão preventiva contra seus clientes.
Agentes da Polinter do Rio de Janeiro estavam, desde o início desta quinta-feira, em busca da namorada do goleiro Bruno.
Até a prisão de Fernanda, oito pessoas já estavam presas por envolvimento no caso: o goleiro Bruno; Luiz Henrique Ferreira Romão, o Macarrão; Marcos Aparecido dos Santos, o Bola; Sérgio Rosa Sales; Dayanne Souza; Elenilson Vítor da Silva; Flávio Caetano; e Wemerson Marques. Todos os acusados negam o crime.
Segundo a Secretaria de Defesa Social de Minas Gerais, Elenilson, Wemerson e Flavio estão presos no Complexo Penitenciário Nelson Hungria, em Contagem (MG). O primo do goleiro, Sérgio Rosa Sales, está no Centro de Remanejamento de Presos São Cristóvão; e a mulher de Bruno, Dayanne Souza, está no Complexo Penitenciário Estevão Pinto, ambos em Belo Horizonte.
O promotor Gustavo Fantini revelou, em um comunicado distribuído à imprensa, na manhã desta quinta-feira, que todos os nove indiciados no caso do desaparecimento e morte de Eliza foram denunciados. Todos vão responder na Justiça por homicídio triplamente qualificado, sequestro e cárcere privado, ocultação de cadáver e corrupção de menor, exceto Bola, que responderá por dois crimes. Bola foi denunciado por homicídio triplamente qualificado e ocultação de cadáver.
Fontes: G1 - TV Globo
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Polícia pede prisão preventiva de amante de Bruno Fernandes
Fernanda Gomes Castro foi indiciada pela polícia por homicídio
Polícia pediu a prisão preventiva de Fernanda Gomes Castro, namorada do goleiro Bruno Fernandes/Carlos Roberto/Jornal Hoje em Dia
Polícia conclui inquérito sobre a morte de Eliza Samudio
Relatório será enviado nesta sexta-feira ao Ministério Público. Pai de Eliza chama advogado de Bruno de drogado por afirmar que jovem está viva
O delegado Edson Moreira, chefe do Departamento de Investigações da Polícia Civil de Minas Gerais, afirmou, pouco antes das 20h desta quinta-feira, que o inquérito sobre o desaparecimento de Eliza Samudio está concluído.
Segundo Moreira, o relatório de 1600 páginas será enviado nesta sexta-feira ao Ministério Público. Moreira não informa, no entanto, se todos os suspeitos serão indiciados, nem os delitos que pesam contra cada um deles. Na semana passada, o delegado já havia afirmado que o goleiro Bruno será indiciado. “Há provas suficientes de que Bruno é o mandante do crime, temos provas cabais”, afirmou Moreira.
Depois de uma reunião no Departamento de Investigações na tarde desta quinta-feira, o advogado Sérgio Barros da Silva, que representa o empresário Luiz Carlos Samudio, pai de Eliza, manifestou confiança no resultado da investigação. “As provas são bastante robustas e não deixam dúvida de que Bruno é o mandante e participou deste crime hediondo e cruel. Tenho quase certeza de que todos os envolvidos serão indiciados e nenhum sairá ileso e todo o mistério será desvendado”.
Luiz Carlos Samudio chegou a ficar próximo do ex-policial Marcos Aparecido dos Santos, o Bola, apontado pelo menor J. como o homem que estrangulou, esquartejou e ocultou o cadáver de Eliza. Bola, que estava no Departamento de Investigações para ser fotografado e ter as impressões digitais colhidas, não viu Samudio.
O pai da jovem disse que se sentiu revoltado ao ver o suposto assassino. “Como qualquer assassino, ele se mostrou uma pessoa fria e indiferente. A sensação de vê-lo é de revolta”, afirmou.
Pai de Eliza ataca Ércio Quaresma
O pai de Eliza Samudio também se disse indignado com as afirmações recentes do advoagado de defesa de Bruno, Ércio Quaresma, de que Eliza está viva. Ércio Quaresma chegou a incluir a jovem na lista de testemunhas a serem ouvidas no inquérito que apura seu próprio seqüestro, no Rio de Janeiro.
“Ele está alegando que minha filha está viva, inclusive a convocando para depor. Se ele sabe que minha filha está viva, então sabe onde está. Vou acabar pedindo à Justiça que seja aberto inquérito para que Ércio Quaresma diga onde ela se encontra”, afirmou Samudio.
Assim como Quaresma desqualifica depoimentos de testemunhas que incriminam Bruno, o pai da jovem desaparecida desqualifica o defensor dos suspeitos. “Não podemos levar em consideração o que diz uma pessoa que é drogada, não fala coisa com coisa e vive no mundo da lua”, criticou Samudio.
A Polícia Civil de Minas Gerais concluiu, no fim da tarde desta quinta-feira (29), o inquérito sobre o desaparecimento de Eliza Samudio. Segundo nota publicada pela assessoria de imprensa da corporação, o inquérito tem oito volumes, com cerca de 1.600 páginas e três anexos. O documento deverá ser encaminhado ao Ministério Público Estadual na sexta-feira (30).
O goleiro Bruno de Souza foi indiciado por homicídio, sequestro e cárcere privado, ocultação de cadáver, formação de quadrilha e corrupção de menores. De acordo com a polícia, devem responder pelos mesmos crimes Luiz Henrique Ferreira Romão (conhecido como Macarrão), Flávio Caetano de Araújo, Wemerson Marques de Souza, Dayane Souza (mulher de Bruno), Elenilson Vitor da Silva, Sérgio Rosa Sales (primo do atleta) e Fernanda Gomes de Castro (amante do goleiro).
A polícia disse que o ex-policial Marcos Aparecido dos Santos, conhecido como Bola e Paulista, foi indiciado por homicídio qualificado, formação de quadrilha e ocultação de cadáver.
Dos nove indiciados, Fernanda é a única que está em liberdade. Todos os outros estão presos na Região Metropolitana de Belo Horizonte e negam o crime.
O advogado Ércio Quaresma, que coordena a defesa de Bruno, Macarrão, Dayanne, Flávio, Wemerson e Elenilson, disse que todos os seus clientes negam o crime. O advogado Zanone Oliveira Junior, que representa Bola, também diz que o ex-policial não teve participação.
O advogado Marco Antônio Siqueira, que defende Sales, disse que seu cliente foi apenas testemunha. Sales já disse, em depoimento, que viu Eliza machucada no sítio de Bruno, em Esmeraldas (MG), e que ouviu outros suspeitos comentarem sobre a morte da jovem.
Na semana passada, Fernanda admitiu que viajou com Bruno do Rio de Janeiro até Minas Gerais, na época em que Eliza desapareceu. Ela disse que Macarrão, amigo do goleiro, acompanhou o casal. Mas afirmou que não teve contato com Eliza.
Advogados comentam
Frederico Franco, advogado que trabalha com Ércio Quaresma, disse que a equipe ainda vai analisar o inquérito e aguardar posicinamento do Ministério Público, que pode fazer a denúncia à Justiça ou devolver o documento para a polícia.
O advogado classificou o inquérito como "natimorto". “[O inquérito] não tem provas, vai nascer e vai morrer e todos irão para a rua.”
O advogado Zanone Oliveira Junior disse que já esperava o indiciamento de seu cliente, Bola, e foi irônico ao comentar a conclusão do inquérito policial. "O inquérito vai sair das mãos do [delegado] Edson Moreira, que maravilha! Demorou para isso acontecer. Agora a pressão vai diminuir e advogados vão parar de ser barrados na porta do Departamento de Investigações”, afirmou o defensor.
Marco Antônio Siqueira, que representa Sérgio Rosa Sales, reafirmou que seu cliente "não participou" dos crimes. “Eu fiquei surpreso por ele ter sido indiciado, pois tudo o que vi no depoimento é que ele não teve nenhuma conduta delitiva", comentou. "Continuo confiante de que quando o promotor analisar a situação do Sérgio, ele não vai oferecer denúncia e apenas vai aproveitá-lo como testemunha”, falou. "O indiciamento não significa que a pessoa vai ser condenada. Cabe ao promotor dizer qual crime a pessoa cometeu."
Em resposta aos advogados, a assessoria de imprensa da Polícia Civil disse que o trabalho dos delegados já foi concluído e agora a análise do inquérito deve ser feita pelo Ministério Público.
Pais de Eliza
O advogado Sérgio Barros da Silva, que representa Luiz Samudio, pai de Eliza, afirmou ao G1 que seu cliente ficou “satisfeito” com o indiciamento de Bruno e dos outros suspeitos. “Está dentro do que esperávamos, eles [suspeitos] foram indiciados por vários crimes. Apesar de ter todos os elementos para um indiciamento por tortura também, já que Eliza foi espancada, não há muitas provas. Esse caso fica a critério do Ministério Público agora, que pode sim entender que houve tortura”, disse.
A advogada Maria Lúcia Borges Gomes, que representa Sônia de Fátima Moura, mãe de Eliza, disse ao G1 que sua cliente preferiu não comentar a conclusão do inquérito.
Questionário
Mais cedo, nesta quinta-feira, os oito suspeitos presos foram levados ao Departamento de Investigações (DI), em Belo Horizonte.
Dayanne foi a primeira a chegar. Pouco depois, outros nove carros pararam na delegacia. Eles transportavam seis suspeitos que estão presos no Complexo Penitenciário Nelson Hungria, incluindo o atleta. Todos vestiam os uniformes da unidade prisional. Sales, que está preso no Centro de Remanejamento de Presos (Ceresp) de São Cristóvão, também foi levado ao DI.
O delegado Edson Moreira disse que os suspeitos seriam "identificados criminalmente".
A assessoria da polícia informou que a identificação criminal é um procedimento realizado normalmente quando o inquérito vai ser encerrado. Os investigadores teriam registrado fotografias e as impressões digitais dos suspeitos.
Mas a advogada Cintia Ribeiro, representante da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB-MG) que acompanha o caso, estranhou a iniciativa. "Não existe indiciamento, então não existiria necessidade de colher essa prova", disse ela.
Depois da confusão, a polícia disse que os suspeitos responderam a um questionário sobre a vida pregressa, com informações pessoais e sociais, como local de trabalho, renda e doenças crônicas.
Os oito presos ficaram na delegacia durante seis horas. Na saída, o goleiro Bruno apareceu de visual novo. Ele teve o cabelo cortado dentro do presídio.
Entenda o caso
Nascida em Foz do Iguaçu (PR), Eliza Samudio se mudou para São Paulo e posteriormente para o Rio. Em 2009, teve um relacionamento com o goleiro Bruno, engravidou e afirmou que o pai de seu filho é o atleta. O bebê nasceu no início de 2010 e, agora, está com a mãe da jovem, em Mato Grosso do Sul.
A polícia mineira começou a investigar o sumiço de Eliza em 24 de junho, depois de receber denúncias de que uma mulher foi agredida e morta perto do sítio de Bruno.
A jovem falou pela última vez com parentes e amigas no início de junho.
O corpo de Eliza não foi encontrado. Mas os delegados consideram a jovem morta.
Comentário
Ércio Quaresma dizer que Eliza Samudio está viva e ainda inclui-la no rol das testemunhas de defesa, é um acinte à sociedade e a todos os advogados deste país.
Fonte: VEJA/Andréa Silva - G1 - TV Globo
Após caso Bruno, Flamengo quer cláusula de bom comportamento para atletas
Jogadores deverão assinar cláusula de bom comportamento antes de assinar contrato
Depois de afirmar que pretende demitir o goleiro Bruno por justa causa, o Flamengo vai incluir uma cláusula no contrato dos jogadores para evitar futuros problemas extracampo que afetem a imagem do clube. A informação foi divulgada pela presidente Patrícia Amorim, durante entrevista à TV Globo.
"Quem assume um compromisso com o Flamengo precisa estar à altura do clube. Estou aqui para isso e vou cumprir meu trabalho", declarou, acrescentando que o jogador não voltará ao Flamengo mesmo que seja considerado inocente.
A presidente do Flamengo declarou que ficou assustada quando conversou pela última vez com Bruno para comunicar o afastamento do goleiro. "Ele não estava abatido, disse que era inocente e que aceitava a posição do clube porque gostava do Flamengo. Depois eu vi na internet que ele falou que ainda ia rir desta situação e eu fiquei surpresa, porque o clima não era esse. A torcida chora, sangra, e eu estou com o orgulho ferido", desabafou.
Em seguida, a diretoria resolveu criar uma comissão para definir a situação do goleiro, e a decisão foi suspender o contrato de Bruno.
Emocionada, Patrícia Amorim garantiu que vai conseguir reverter a situação. "Quando me perguntam como eu consigo enfrentar um problema como esse, respondo que a força vem do amor que eu tenho por esse clube. Garanto que a gente vai seguir em frente, vamos virar esse jogo".
Fonte: FOLHA
Depois de afirmar que pretende demitir o goleiro Bruno por justa causa, o Flamengo vai incluir uma cláusula no contrato dos jogadores para evitar futuros problemas extracampo que afetem a imagem do clube. A informação foi divulgada pela presidente Patrícia Amorim, durante entrevista à TV Globo.
"Quem assume um compromisso com o Flamengo precisa estar à altura do clube. Estou aqui para isso e vou cumprir meu trabalho", declarou, acrescentando que o jogador não voltará ao Flamengo mesmo que seja considerado inocente.
A presidente do Flamengo declarou que ficou assustada quando conversou pela última vez com Bruno para comunicar o afastamento do goleiro. "Ele não estava abatido, disse que era inocente e que aceitava a posição do clube porque gostava do Flamengo. Depois eu vi na internet que ele falou que ainda ia rir desta situação e eu fiquei surpresa, porque o clima não era esse. A torcida chora, sangra, e eu estou com o orgulho ferido", desabafou.
Em seguida, a diretoria resolveu criar uma comissão para definir a situação do goleiro, e a decisão foi suspender o contrato de Bruno.
Emocionada, Patrícia Amorim garantiu que vai conseguir reverter a situação. "Quando me perguntam como eu consigo enfrentar um problema como esse, respondo que a força vem do amor que eu tenho por esse clube. Garanto que a gente vai seguir em frente, vamos virar esse jogo".
Fonte: FOLHA
Flamengo cria cláusula para novos contratados
o Flamengo decidiu incluir em todos os novos contratos uma cláusula que prevê sanções judiciais caso o atleta se envolva em situações que denigram a imagem do clube.
A presidente do Flamengo, Patrícia Amorim, revelou na sexta-feira (16/7), em entrevista à TV Globo, que o clube pretende processar o goleiro Bruno por danos à imagem da entidade e demiti-lo por justa causa pelo suposto envolvimento no sumiço de Eliza Samudio. As informações são do GloboEsporte.
A decisão da presidente tem o respaldo da comissão formada pelo clube para estudar o caso, disse o vice-presidente jurídico do clube, Rafael de Piro. O grupo, composto pelo advogado Mário Pucheu, o juiz federal Theophilo Miguel e os desembargadores Marcus Faver, Siro Darlan e Walter D'Agostino, Marcelo Antero e José da Fonseca Martins Júnior, concluiu que há elementos para aplicar a justa causa mesmo que o goleiro venha a ser inocentado.
“A comissão entendeu que por conta do episódio a situação do atleta com o clube e o se tornou insustentável e decidimos pela justa causa... O desgaste que ele já causou é suficiente para isso, por mais que ele venha a ser inocentado depois”, disse Rafael de Piro ao GloboEsporte.
A partir do caso Bruno, o Flamengo decidiu incluir em todos os novos contratos dos jogadores uma cláusula que prevê sanções judiciais caso o atleta se envolva em situações que denigram a imagem do clube publicamente.
Confira a íntegra da cláusula:
"O atleta Bruno, se obriga expressamente em honrar a imagem e o bom nome do CRF e de seus patrocinadores, mantendo conduta ilibada dentro e fora de campo, observando as regras de boa conduta e imagem pública que lhe são pertinentes, sob pena de rescisão imediata do contrato, sem qualquer ônus para o CRF. Parágrafo 1º — A inobservância do disposto nesta cláusula acarretará sanções legais ao atleta e quem mais tiver dado causa à violação, respondendo administrativa, civil e criminalmente, inclusive por danos morais, materiais e à imagem, sem prejuízo de outras medidas judiciais cabíveis”.
Fonte: Conjuntura Jurídica



A presidente do Flamengo, Patrícia Amorim, revelou na sexta-feira (16/7), em entrevista à TV Globo, que o clube pretende processar o goleiro Bruno por danos à imagem da entidade e demiti-lo por justa causa pelo suposto envolvimento no sumiço de Eliza Samudio. As informações são do GloboEsporte.
A decisão da presidente tem o respaldo da comissão formada pelo clube para estudar o caso, disse o vice-presidente jurídico do clube, Rafael de Piro. O grupo, composto pelo advogado Mário Pucheu, o juiz federal Theophilo Miguel e os desembargadores Marcus Faver, Siro Darlan e Walter D'Agostino, Marcelo Antero e José da Fonseca Martins Júnior, concluiu que há elementos para aplicar a justa causa mesmo que o goleiro venha a ser inocentado.
“A comissão entendeu que por conta do episódio a situação do atleta com o clube e o se tornou insustentável e decidimos pela justa causa... O desgaste que ele já causou é suficiente para isso, por mais que ele venha a ser inocentado depois”, disse Rafael de Piro ao GloboEsporte.
A partir do caso Bruno, o Flamengo decidiu incluir em todos os novos contratos dos jogadores uma cláusula que prevê sanções judiciais caso o atleta se envolva em situações que denigram a imagem do clube publicamente.
Confira a íntegra da cláusula:
"O atleta Bruno, se obriga expressamente em honrar a imagem e o bom nome do CRF e de seus patrocinadores, mantendo conduta ilibada dentro e fora de campo, observando as regras de boa conduta e imagem pública que lhe são pertinentes, sob pena de rescisão imediata do contrato, sem qualquer ônus para o CRF. Parágrafo 1º — A inobservância do disposto nesta cláusula acarretará sanções legais ao atleta e quem mais tiver dado causa à violação, respondendo administrativa, civil e criminalmente, inclusive por danos morais, materiais e à imagem, sem prejuízo de outras medidas judiciais cabíveis”.
Fonte: Conjuntura Jurídica
Governo critica juíza que negou proteção a Eliza
Ex-amante de Bruno fez denúncia por agressão em 2009
A Secretaria de Políticas para Mulheres, ligada à Presidência da República, divulgou nota na qual lamenta a não aplicação da lei Maria da Penha pela juíza Ana Paula Delduque de Freitas no caso de agressão contra Eliza Samudio, denunciado em outubro de 2009.
Eliza é ex-amante do goleiro do Flamengo Bruno Fernandes Souza e está desaparecida desde o início de junho. "É triste constatar a não aplicação desta lei por parte de seus operadores, uma vez que foi criada especificamente para proteger as mulheres vítimas da violência doméstica", afirmou a nota.
Para a juíza, a jovem não mantinha relações afetivas com Bruno. Na ocasião, a Delegacia de Atendimento à Mulher de Jacarepaguá, no Rio de Janeiro, pediu à Justiça que o atleta fosse mantido longe da vítima. A juíza titular do 3º Juizado de Violência Doméstica do Rio de Janeiro explicou em sua decisão que Eliza não poderia se beneficiar das medidas de proteção, nem "tentar punir o agressor", sob pena de banalizar a Lei Maria da Penha. A magistrada entendeu que a finalidade da legislação é proteger a família, seja proveniente de união estável ou de casamento e não de uma relação puramente de caráter eventual e sexual.
Para a Secretaria de Políticas para Mulheres, a alegação de que Eliza não precisava de proteção do Estado porque era apenas uma "amante" ou "ficante", remete aos padrões antigos de preconceito contra as mulheres. Além disso, questiona a honestidade da vítima, que declarou que a relação não foi apenas de uma noite.
Fontes: R7 - AE
A Secretaria de Políticas para Mulheres, ligada à Presidência da República, divulgou nota na qual lamenta a não aplicação da lei Maria da Penha pela juíza Ana Paula Delduque de Freitas no caso de agressão contra Eliza Samudio, denunciado em outubro de 2009.
Eliza é ex-amante do goleiro do Flamengo Bruno Fernandes Souza e está desaparecida desde o início de junho. "É triste constatar a não aplicação desta lei por parte de seus operadores, uma vez que foi criada especificamente para proteger as mulheres vítimas da violência doméstica", afirmou a nota.
Para a juíza, a jovem não mantinha relações afetivas com Bruno. Na ocasião, a Delegacia de Atendimento à Mulher de Jacarepaguá, no Rio de Janeiro, pediu à Justiça que o atleta fosse mantido longe da vítima. A juíza titular do 3º Juizado de Violência Doméstica do Rio de Janeiro explicou em sua decisão que Eliza não poderia se beneficiar das medidas de proteção, nem "tentar punir o agressor", sob pena de banalizar a Lei Maria da Penha. A magistrada entendeu que a finalidade da legislação é proteger a família, seja proveniente de união estável ou de casamento e não de uma relação puramente de caráter eventual e sexual.
Para a Secretaria de Políticas para Mulheres, a alegação de que Eliza não precisava de proteção do Estado porque era apenas uma "amante" ou "ficante", remete aos padrões antigos de preconceito contra as mulheres. Além disso, questiona a honestidade da vítima, que declarou que a relação não foi apenas de uma noite.
Fontes: R7 - AE
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