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Niterói vai demolir 820 casas em áreas de risco, diz prefeito

Cidade tem cerca de 130 pontos com risco de deslizamentos


Equipes de resgate cavam em morro de Niterói em busca de vítimas/ VANDERLEI ALMEIDA/AFP

O prefeito de Niterói, Jorge Roberto Silveira, afirmou nesta quarta-feira (14) que cerca de 820 casas em áreas de risco do município serão demolidas.

As demolições, segundo ele, já foram iniciadas no morro do Estado e na estrada da Cachoeira, onde ocorreram deslizamentos com mortes.

Segundo ele, essas famílias que terão as casas demolidas vão receber durante três meses o aluguel social. O prefeito afirmou que estuda a possibilidade de aumentar esse benefício de R$ 375 para R$ 500, sob o argumento de que Niterói é uma cidade menor que o Rio de Janeiro e que, consequentemente, tem aluguel mais caro.

O prefeito disse que ainda não tem o número exato de famílias que vivem em áreas de risco, mas afirmou que Niterói possui cerca de 130 pontos com risco de deslizamentos. Segundo ele, 70% do relevo da cidade é acidentado e que toda essa área é considerada de risco.

Questionado sobre projetos habitacionais, ele disse que a administração municipal poderá usar um projeto feito por ex-alunos da UFF (Universidade Federal Fluminense) para a construção de casas de maneira mais rápida, mas não informou quantas casas serão construídas tampouco quando as obras serão iniciadas.

Ele disse também que, em parceria com a UFF, vai criar um órgão que ficará responsável pelo monitoramento constante das encostas de Niterói. Esse órgão, que se chamará Geo-Nit, funcionará nos moldes da Geo-Rio, com técnicos especializados.

Com a volta às aulas em 11 escolas municipais que estavam funcionando como abrigo das vítimas das chuvas, as famílias serão removidas para uma unidade desativada do Exército no bairro do Barreto.

Fonte: R7

Família que teve a casa partida ao meio no Bumba conta como sobreviveu

Casal e dois filhos deixaram o local horas antes do grande deslizamento. Imagem do quarto com a cama pendurada virou símbolo da tragédia.


Por uma questão de horas e intuição, a família de Jaqueline e Washington dos Anjos, escapou da tragédia no Morro do Bumba, em Niterói, na Região Metropolitana do Rio. Um grande deslizamento já matou 38 pessoas na região e ainda há soterrados. A imagem do quarto do casal partido ao meio, com a cama pendurada chocou quem acompanhou os trabalhos dos bombeiros no local.

Na noite de segunda-feira (5), a família saiu de casa depois que um primeiro deslizamento destruiu uma casa no terreno em frente à sua. “O que fez a gente sair de casa foi o drama. Perdi minha amiga, os filhos dela, no primeiro deslizamento”, conta Jaqueline.

“Fomos pra casa da minha cunhada e na quarta-feira (7) voltamos. Parecia estar tudo normal. A casa da vizinha estava derrubada, e cheguei a falar, na nossa casa: 'aqui não aconteceu nada, graças a Deus'. Ficamos lá, senti um frio na espinha e resolvemos voltar pra casa da minha cunhada. Pouco depois, a casa caiu”, lembra Washington.

'Cadê minha casa'

Com a notícia, ele correu para o local para ver a dimensão dos estragos. “Para mim, era um barranquinho que tinha descido. Quando cheguei na minha rua, cadê a minha casa? Não via nada, só lama, só lixo”, detalha ele.

A cena de ver na TV seu próprio quarto partido ao meio, chocou Jaqueline: “Quando vi a imagem, senti ao mesmo tempo um aperto, mas um alívio de a gente estar vivo”.

“Agora, minha força pra recomeçar são meus filhos, poder dar tudo para eles”, sintetizou o pai da família.

Fontes: G1 - TV Globo

Chuva já deixa 223 mortos e 52 mil fora de casa no Rio

Mais de 52 mil pessoas estão fora de casa por causa das tempestades. Defesa Civil continua em estado de atenção no Rio.


O Corpo de Bombeiros informou que chega a 223 o número de mortos no estado do Rio por causa da chuva.

Apenas em Niterói, na Região Metropolitana, são 140 vítimas fatais, 31 mortos no Morro do Bumba. No município do Rio, são 63 vítimas fatais, 28 delas no Morro dos Prazeres.

Em São Gonçalo, também na Região Metropolitana, são 16 mortos. Também foram registradas vítimas fatais em Magé, Nilópolis, Paracambi e Petrópolis.

Mais de 52 mil sem casa

A pior chuva dos últimos 44 anos no Rio já deixou 40.482 desalojados em todo o estado, segundo a Defesa Civil. De acordo com boletim divulgado na manhã deste sábado (10), outras 11.562 pessoas estão desabrigadas. O órgão continua em estado de atenção, com previsão de chuvas leves e moderadas durante o dia e a noite deste sábado.

Ainda segundo o boletim da Defesa Civil, Niterói possui 1.069 desalojados e 1.272 desabrigados. Na capital, são 1.410 desalojados e 544 desabrigados. O número de desalojados e desabrigados no município de São Gonçalo, na Região Metropolitana, chega a 36.450 e 8.718, respectivamente.

Outros municípios que registraram desalojados e desabrigados foram: Mangaratiba, Rio Bonito, Itaboraí, Guapimirim, Araruama, Seropédica, Petrópolis, Maricá, Tanguá, São Pedro da Aldeia, Saquarema, Magé, Iguaba Grande, Queimados e Cachoeiras de Macacu.

O sábado começou com sol em grande parte do estado, mas ainda há muitas nuvens por causa dos ventos úmidos que chegam do mar. Mesmo com tempo bom, a previsão para esta tarde é de pancadas de chuva principalmente na Região Serrana. Nas demais regiões do estado, a previsão é de muita nebulosidade e possibilidade de chuva.

Tragédia em Niterói

Uma vítima do deslizamento no Morro do Bumba, resgatada ainda na terça-feira (6) no local, morreu neste sábado (10) no hospital Azevedo Lima. A Defesa Civil confirmou a informação. As equipes de resgate seguem no trabalho de buscas corpos ou sobreviventes.


Bombeiros que fazem os resgates de corpos em Niterói informaram que foi encontrado mais um corpo sob a terra que deslizou. As equipes de resgate encontraram durante a madrugada deste sábado (10) mais dois corpos no Morro do Bumba, em Niterói, Região Metropolitana do Rio.

Ajuda do governo federal

O ministro do Trabalho, Carlos Lupi, anunciou na sexta-feira (9) a liberação de uma linha de crédito para prefeituras que decretaram situação de emergência e estado de calamidade pública. Segundo Lupi, o crédito pode chegar a R$ 1 bilhão, com juros de 3%, pelo programa Pró-Moradia Emergencial, com um prazo de financiamento de até 30 anos.

De acordo com o ministro, as prefeituras do Rio, de Niterói e de São Gonçalo, na Região Metropolitana, estão aptas a receber o dinheiro, contanto que apresentem projetos de construção de casas.

Saque do FGTS

O ministro também afirmou que o saque do FGTS para quem foi atingido pela chuva pode ser sacado já na segunda-feira (12). Lupi disse que há um limite de R$ 4,6 mil para o saque.

Lupi informou que, na tragédia em Santa Catarina, 95% dos atingidos sacaram o dinheiro.

O ministro estava acompanhado do prefeito do Rio Eduardo Paes, que reafirmou que a prefeitura vai retirar famílias de áreas de risco.

Paes disse que os R$ 90 milhões que o governo federal disponibilizou ainda não estão em uso, mas que as obras emergenciais, onde o dinheiro será empregado, já estão sendo feitas. Ele deu como exemplo a desobstrução da Estrada da Grota Funda.

Os moradores do Rio e de Niterói atenderam aos pedidos por donativos para os desabrigados e desalojados pelas enchentes e deslizamento ocorridos nesta semana. Ao todo, foram doadas até agora cerca de 48 toneladas de alimentos, água potável, produtos de higiene, fraldas, cobertores e roupas.

Secretaria Municipal de Assistência Social (SMAS) do Rio de Janeiro informou que já foram arrecadadas 20 toneladas de doações para as vítimas das enchentes e deslizamentos nos postos de recolhimento.

Um dos coordenadores dos resgates após o deslizamento que atingiu dezenas de casas no Morro do Bumba, no bairro Cubango, em Niterói, diz que a tragédia o afetou diretamente. O coronel Alves Souza cresceu a cerca de dois quilômetros do local.

"Eu sou nascido e criado na rua São José, que fica a dois quilômetros do Bumba. Muita gente que morreu lá eu conhecia. E no lixão, eu conhecia gente que morreu. Isso é muito ruim, não que possam morrer pessoas desconhecidas. Mas é difícil porque me ligam muito, perguntam o que posso fazer, mas não tenho fórmula mágica", disse ao G1 o coronel.

Morro do Céu, Niterói


Os moradores do Morro do Céu, também em Niterói, consideram a região uma 'bomba-relógio' e acreditam que, se a chuva continuar, uma tragédia pode acontecer no local com mais gravidade do que o último deslizamento. Parte da preocupação deles é com o lixão que funciona no local e a presença de gases e chorume que escorre pelo terreno.

"O Morro do Céu é uma bomba-relógio que pode explodir a qualquer momento. Aquele lixão vai provocar uma tragédia igual a do Morro do Bumba. Isso porque o aterro de lá estava desativado e, este aqui, está em pleno funcionamento", disse Marino Gonçalves de Medeiros, 59 anos.

Fontes: G1- TV Globo

Rio: Deslizamento no morro do Bumba pode ter soterrado 200 pessoas

Há ao menos 200 soterrados no Morro do Bumba, diz subsecretário de Defesa Civil

Morro do Bumba/Fábio Motta/AE


Pelo menos 200 pessoas estão soterradas no deslizamento que atingiu o Morro do Bumba no Cubango, em Niterói, na Região Metropolitana no Rio, na noite de quarta-feira (8). A informação é do coronel Pedro Machado, subsecretário de Defesa Civil, que não diz não haver mais expectativa de encontrar pessoas com vida.

“Pela nossa experiência é uma morte instantânea. Desceu uma grande quantidade de terra, pedra e lixo", disse Machado, que também é comandante do Corpo de Bombeiros. "É muito difícil encontrar alguém vivo. É diferente do Haiti, onde prédios desabaram e as pessoas ficaram presas em bolsões de ar. Aqui foi uma grande quantidade de terra. Quando cai, toma todo o ambiente"

Segundo o secretário de saúde Sérgio Côrtes, não há previsão para o término de trabalhos na região. "A estimativa anterior era de 15 dias, mas a quantidade de escombros está dificultando as buscas. A extensão fica ainda pior porque há 25 anos funciovana um aterro sanitário no local, o que deixa o solo ainda mais estável", afirmou. "Estamos vivendo um grande problema ambiental. O resgate não pode ser um trabalho manual, por causa do risco de doenças." Ainda de acordo com Côrtes, técnicos da Geo-Rio foram disponibilizados pelo prefeito do Rio, Eduardo Paes, para atuar no local.

Seis mortos


Seis pessoas, entre elas uma criança, morreram no deslizamento de terra que do Morro do Bumba. Dois mortos já confirmados eram funcionários de uma creche que funcionava no local. Outras 51 pessoas ficaram feridas. De acordo com a Defesa Civil, pelo menos 40 casas foram atingidas. Com esse desabamento o número de mortos no Estado chegou a 163 pessoas, de acordo com a Defesa Civil.

De acordo com as autoridades, cerca de 600 metros de terra foram deslocados. O secretário de saúde e Defesa Civil do estado, Sérgio Côrtes, comenta que a área era um lixão. "As casas foram construídas sobre o aterro. Dizem que havia uma loja de pizzas, uma igreja. É uma comunidade inteira”.

Segundo moradores, havia cerca de 20 crianças dentro de uma creche atingida pelo deslizamento. Segundo o Corpo de Bombeiros, oito crianças foram resgatadas com vida.

Cerca de 150 homens trabalham no local e estão fazendo um levantamento do número de casas atingidas. A Força Nacional está no local com 39 homens.


Os Bombeiros informaram ainda que 25 pessoas foram resgatadas com vida por soldados da corporação e pelos próprios moradores. Entre os feridos há oito crianças. Os feridos foram levados para o Hospital Azevedo Lima, em Niterói (veja vídeo acima).

Segundo afirmou, em entrevista à Globo News, o secretário de Serviços Públicos de Niterói, José Mocarzel, há relatos de que pelo menos 40 casas podem ter sido afetadas.

"Moradores ouviram explosões, que podem ser causadas pelo gás metano do aterro sanitário. Foi um caso atípico. Foi uma tragédia muito grande que se abateu sobre a comunidade."

Ajuda de moradores

Dezenas de moradores ajudam no trabalho dos bombeiros. Equipes de cinco quartéis trabalham no local. As autoridades fizeram contato com a Ampla, empresa responsável pelo fornecimento de energia no município, para que a luz fosse desligada no local. O motivo foi evitar explosões.

Muitas pessoas estão na área onde ocorreu o deslizamento à espera de notícias de seus familiares. É o caso de Gisele Pimenta, de 30 anos, que está à procura de um tio, duas primas, um primo de dois anos e o marido de uma prima. Segundo ela, todos estavam numa mesma casa. Uma tia, no entanto, foi resgatada com vida

Segundo Gisele, a tia contou que estava na varanda quando ouviu um primeiro barulho. Logo em seguida ouviu mais dois estrondos e, depois, o morro veio abaixo. “Eu estou chocada, nunca pude imaginar que isso poderia acontecer com a minha família.


"Não sei o que fazer, eu quero ajudar mas não sei por onde começar. Meus primos estão lá dentro e a agonia é grande. Que Deus proteja minha família”, disse Gisele.

Arte/G1

Motivos do incidente

Segundo o Corpo de Bombeiros, a comunidade atingida pelo deslizamento no Morro do Bumba, em Niterói, foi construída numa área onde funcionava um antigo lixão.

De acordo com moradores, no momento do deslizamento não chovia na região. No entanto, segundo os bombeiros, o fato de o terreno ser propício a deslizamentos pode ter contribuído para o acidente.

Niterói, que está em situação de emergência, já registrava, antes do episódio desta noite, 79 mortes em decorrência das chuvas.

A cidade, segundo o secretário de Serviços Públicos, José Mocarzel, é suscetível a deslizamentos porque há grande ocupação irregular do solo. "Niterói está dentro da região metropolitana que tem adensamento grande de pessoas que não têm habitação. Foram ocupando irregularmente, mas isso tem que acabar. O trabalhador tem que ter a habitação dele", disse à Globo News.


“Foi o maior deslizamento da história de Niterói”, diz secretário de Obras

O secretário municipal de Obras de Niterói, José Carlos Mocarzel, considerou o deslizamento no Morro do Bumba, no Cubango, como o maior da história do município. Segundo ele, a comunidade foi construída sobre um aterro sanitário desativado há mais de 30 anos, e isso pode ter colaborado para a tragédia. Até o início da manhã desta quinta-feira (8) seis corpos já haviam sido retirados dos escombros.

Trabalho de buscas continuaram na madrugada desta quinta-feira (8) (Foto: Rodrigo Vianna/G1)

“Estamos fazendo um apelo para os moradores que estão em áreas de risco que deixem suas residências e procurem casas de familiares ou um abrigo da prefeitura. O prefeito Jorge Roberto Silveira já equipou escolas municipais com colchões e travesseiros para receber essas famílias”, disse ele.

O município de Niterói foi o mais afetado pelas chuvas em todo o estado do Rio de Janeiro. O secretário afirmou, ainda, que cerca de 3 mil pessoas estão desabrigadas ou desalojadas no município: “O prefeito se reuniu com autoridades dos governos estadual e federal para que a gente consiga minimizar o sofrimento dessa população e buscar soluções para que tragédias como essa não acontecem novamente”, disse.

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Fontes: G1 - TV GLOBO

Torben Grael salva mãe e filha de deslizamento em Niterói

Barreira caiu e levou muro de contenção da casa do iatista. O pai da criança não resistiu e morreu.


Estrada Fróes onde Torben Grael salvou mãe e filha (Foto: Carolina Lauriano/G1)

Uma barreira caiu e arrastou um carro para dentro da casa do iatista Torben Grael no bairro de São Francisco, em Niterói, Região Metropolitana do Rio, na madrugada desta terça-feira (6). A Estrada Fróes, onde caiu a barreira, está completamente interditada.

Uma mulher e uma criança que estavam no carro foram resgatadas com vida, mas o motorista, pai da menina, morreu. Torben e o irmão Axel tentam falar com a Defesa Civil de Niterói desde o acidente.


“Tem uma casa na parte de cima da rua, no morro, e a parte do muro de contenção dessa casa desceu com muita terra", disse Torben. "E esse carro estava atolado numa outra avalanche que tinha tido um pouco antes, e aí com a pressão das pedras, o carro foi empurrado para dentro da minha casa. O carro ficou muito danificado. A gente conseguiu tirar de dentro do carro a criança e a mãe, mas o pai está no carro até agora.”

O acidente aconteceu por volta das 3h da madrugada desta terça-feira (6). Parte da garagem da casa de Torben também desabou, e os dois carros do iatista foram avariados.

”Quando a gente estava resgatando o pessoal no carro, veio outra avalanche, e a gente teve que se abrigar um pouco. Nós até perdemos o contato com a mãe, porque levamos a criança para dentro de casa, e a mãe saiu correndo para a rua. Só viemos reencontrá-la de manhã”, disse o iatista.



Fontes: G1 - TV Globo

Lagoa Rodrigo de Freitas transborda e alaga ruas da zona sul do Rio

Em 12 horas choveu 178 milímetros - o dobro do esperado para abril

A forte chuva que atingiu a cidade do Rio de Janeiro causou alagamento na praça da Bandeira, na zona norte carioca. Motoristas e pedestres ficaram ilhados na região/Ernesto Carriço/Agência O Dia/AE
A lagoa Rodrigo de Freitas, na zona sul do Rio de Janeiro, transbordou e alagou várias ruas da região por causa do forte temporal que atinge o Rio de Janeiro desde a noite desta segunda-feira (5).

A ligação que a lagoa tem com o mar de Leblon e Ipanema não foi suficiente para escoar a água. Em 12 horas choveu 178 milímetros no Rio de Janeiro, o dobro do esperado para todo o mês de abril na cidade.

O alagamento já é considerado um dos piores da história. O número de mortes causadas pela chuva no Estado chegava a 79 às 15h desta terça-feira (6).

Entre as regiões fortemente afetadas está a Lagoa Rodrigo de Freitas, um dos cartões postais do Rio. A água do espelho subiu a 1,40 metro - normalmente ela tem a profundidade de 50 centímetros - e alagou as avenidas Borges de Medeiros e Eiptácio Pessoa. O canal do Jardim de Alá, que liga a lagoa ao mar, também subiu muito, quase transbordando para as ruas que o margeiam.

O canal do Jardim de Alah, que liga a Lagoa Rodrigo de Freitas ao mar. (Foto: Dora Lima)

Pista da ciclovia em torno da Lagoa Rodrigo de Freitas. (Foto: Dora Lima)


Fontes: R7 - TV RECORD - VEJA

RIO: Governo federal envia ajuda ao estado e Lula pede combate às ocupações irregulares

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva e Cabral se encontraram na manhã desta terça-feira no Copacabana Palace, no Rio


Presidente Lula e o governador do Rio de Janeiro, Sérgio Cabral, durante reunião de apresentação da atualização da Política de Desenvolvimento Produtivo - Divulgação / Presidência


BRASÍLIA e RIO - O Ministério da Justiça informou agora há pouco que já estão na Base Aérea de Brasília 40 bombeiros da Força Nacional de Segurança prontos para embarcar para o Rio de Janeiro. Eles vão ajudar no resgate das vítimas das enchentes no estado. O governo também vai mandar dois helicópteros, um deles um Esquilo, que estão prontos para decolar.

A ajuda federal foi oferecida mais cedo pelo ministro da Justiça, Luiz Paulo Barreto, ao governador Sérgio Cabral.

- A situação do Rio de Janeiro é grave, nos preocupa a todos. Nesse momento, a melhor forma de reverter a situação é a união de esforços. O Ministério da Justiça fez uma oferta ao governador e ele vai analisar quais são as reais necessidades do Rio de Janeiro nesse momento. Nós estamos à disposição para ajudar no que for preciso - afirmou o ministro.

- (A atuação em Santa Catarina) deu uma expertise desse trabalho de resgate a vítimas. A situação no Rio de Janeiro parece que não está tão intensa nesse momento, mas há muitas pessoas que já faleceram e que podem estar em risco. O mais importante é que o ministério está à inteira disposição do governador Sérgio Cabral, por determinação do presidente Lula, para ajudar no que for preciso - declarou.

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva e Cabral se encontraram na manhã desta terça-feira no Copacabana Palace, no Rio, para discutirem os graves problemas causados pela chuva que atinge o estado desde ontem e já matou mais de 70 pessoas.

Na conversa com Lula, Cabral chamou atenção para a necessidade de conter a expansão de comunidades em regiões de encostas, onde aconteceu a maioria das mortes. Lula também destacou o risco das ocupações em áreas irregulares e prometeu, junto com o prefeito Eduardo Paes e o governador do Rio, aumentar os investimentos em drenagem dos rios nas obras do PAC-2.

Deslizamentos de terras causam mortes e transtornos


- Todas as enchentes atingem mais as pessoas pobres, que moram em regiões inadequadas. Não é mais possível permitir que as pessoas ocupem áreas irregulares. É preciso que os administradores públicos antevejam isso - disse Lula, ressaltando que esta é a pior chuva da história do Rio de Janeiro.

Além das dezenas de mortes, a chuva que cai sobre o Rio de Janeiro desde o fim da tarde de segunda-feira já deixou feridos e desaparecidos na capital, segundo o secretário estadual de Saúde e Defesa Civil, Sérgio Côrtes.

Questionado sobre o alagamento em Manguinhos, onde há uma grande obra do PAC, Lula atribuiu o problema às fortes chuvas.

- Onde tem obra do PAC, vimos que tem menos alagamento. Acho que a única explicação para isso é o excesso de chuva. Mas é importante que tenha ocorrido esse problema nas obras para que vejamos o que pode ser feito para evitar que isso se repita no futuro - afirmou o presidente, que cancelou a inauguração de obras do PAC no Complexo do Alemão, na Zona Norte da cidade.

Em entrevista à rádio Tupi nesta manhã, o presidente lamentou a tragédia no estado:


- A única coisa que a gente pode fazer, num momento como esse, é pedir a Deus que a chuva pare um pouco, para as coisas melhorarem e voltarem à normalidade.

Sérgio Cabral voltou a pedir para que a população se mantenha calma e que as pessoas não saiam de casa. Lula reforçou a orientação.


- É importante que se crie um pacto de solidariedade enquanto estiver chovendo muito. Os empregadores devem compreender a situação, e não descontar o dia de trabalho. É correto que as pessoas não fiquem transitando nas ruas, numa situação em que a polícia, os bombeiros e a defesa civil precisam trabalhar.


Fonte: O Globo/Jailton de Carvalho e Rafael Galdo

O Caos no Rio de Janeiro




Defesa Civil do Rio registra 50 mortes pela chuva

As chuvas já provocaram a morte de 50 pessoas no Estado do Rio, desde a noite de segunda-feira (5).

Segundo balanço da Defesa Civil, são 26 mortos na cidade do Rio de Janeiro.

A prefeitura de Nilópolis confirmou a primeira vítima da Baixada Fluminense.

Em Niterói, na Região Metropolitana, 14 pessoas morreram vítimas de deslizamento de terra. Segundo a prefeitura de São Gonçalo, mais nove morreram no bairro Novo México.


Fonte: G1

Cariocas relatam o caos provocado pelas chuvas

Moradores relatam madrugada de caos e alagamentos. Orientação da prefeitura é para que moradores não saiam de casa.

Moradores do Rio relatam momentos de perigo e medo na tentativa de voltar para casa em razão da chuva que cai desde a noite de segunda-feira (5).

Pessoas tiveram que usar garrafas para tirar a água de dentro dos carros, na maioria quase encobertos.

 


"A gente entra em pânico, porque a água vai só subindo e você não sabe pra onde ir, está tudo cheio, vai para um lado está cheio, a outra rua cheio”, diz uma moradora.


“Estou parado há mais ou menos umas três horas. Dentro do carro, estou com água na canela", relata um motorista.

Muitos motoristas procuraram caminhos alternativos para fugir dos congestionamentos e se depararam com ruas completamente alagadas; outros acabaram com os carros quebrados.

Moradores enfrentam alagamento na Radial Oeste, no Rio. (Foto: Fernanda Mello/VC no G1)

Um homem passou mal dentro do carro, foi resgatado e levado inconsciente para o hospital. Passageiros de dentro dos ônibus só puderam sair com a ajuda de um bote.

“Estou vindo do trabalho cansado, cheio de fome, tinha prova e está tudo parado, não tem nada andando", diz um trabalhador que tentava retornar para casa.

Em diversos bairros, centenas de pessoas aguardaram por três, quatro horas na chuva, sem conseguir voltar.

“Fiquei três horas dentro do ônibus na Presidente Vargas, não agüentei mais e vim andando", conta outra moradora.


"Não tem como chegar em casa, não anda. Estou aqui há 40 minutos parada e resolvi parar aqui no posto”, diz outra moradora.

Fontes: G1 - TV Globo

Chega a 17 o número de mortes pela chuva no Rio

Prefeito Eduardo Paes pede para que a população não saia de casa nesta terça-feira

Subiu para 17 o número de mortes no Estado do Rio de Janeiro em consequência da chuva que atinge a região desde o início da tarde da segunda-feira (5). A informação é da assessoria do Corpo de Bombeiros. De acordo com o órgão, há pelo menos 18 feridos.

Segundo a corporação e a Defesa Civil do estado, cinco mortes ocorreram no morro dos Macacos, em Vila Isabel, na zona norte, três em Niterói, na região metropolitana, sendo uma no bairro da Engenhoca, uma no Cubango e outra em São Francisco.

Os outros óbitos, de acordo com os bombeiros, aconteceram nos morros do Borel e Turano, na zona norte da capital, no Andaraí, na mesma região, Santa Teresa, na região central do Rio, e Petrópolis, na região serrana, mas não foi informada a quantidade em cada uma destas localidades.

Além das mortes, a chuva deixou a capital carioca em uma situação de caos. Várias ruas alagaram, bueiros saíram do lugar, lixo foi espalhado pela cidade, pessoas passaram a madrugada em carros, a ponte Rio-Niterói foi fechada várias vezes, impedindo a ligação entre as duas cidades.

Carros ficam ilhados na praça da Bandeira, na zona norte, por causa da forte chuva que atingiu a cidade/Ernesto Carriço/Agência O Dia/AE

As barcas, outro meio de transporte que faz a ligação entre as duas cidades, funciona com intervalos de 30 minutos, já que vários funcionários e membros das tripulações não conseguiram chegar para trabalhar.

O Corpo de Bombeiros informou ainda que três casas desabaram após o deslizamento de uma encosta na estrada do Rio Pequeno, na Taquara, em Jacarepaguá, na zona oeste da capital. De acordo com a corporação, haveria pelo menos sete pessoas estariam soterradas.

Três bombeiros ficaram soterrados após o desabamento de uma casa na rua Cândido Neves, em Vila Cosmos, na zona norte. Eles entraram no imóvel quando este ameaçava desabar e acabaram sendo atingidos mas conseguiram se salvar. Outras cinco pessoas que estavam na residência também foram soterradas. Três foram resgatadas e duas continuam desaparecidos.

Na capital, houve deslizamentos ainda na favela da Rocinha, na zona sul, na favela da Mandela, em Manguinhos, na zona norte, no morro do Fogueteiro, no Rio Comprido, na mesma região, e nos bairros de Pilares, Méier, Penha Circular, Ilha do Governador, Engenho da Rainha, Lins de Vasconcelos

Houve desabamentos também em Angra dos Reis e Rio Claro, no Sul Fluminense, São Gonçalo, na região metropolitana e em Duque de Caxias, na Baixada Fluminense, mas sem vítimas.

Em Niterói, a rua Badger da Silveira, principal via de ligação entre Icaraí e o centro, barreiras caíram sobre a pista, interditando a via. A cidade também registrou deslizamentos nos bairros do Fonseca, Largo da Batalha, Fátima, Caramujo e Santa Rosa.

A prefeitura e o governo do Estado decidiram suspender as aulas nesta terça-feira. No início desta manhã, o prefeito Eduardo Paes (PMDB) pediu para que a população não saia de casa, a menos que a situação seja de fato necessária. O pedido foi divulgado em forma de nota pela assessoria dele no site da prefeitura.

Veja a íntegra da nota:

"Em razão das fortes chuvas que se abatem na cidade desde o dia de ontem e em função dos diversos pontos de alagamento nos principais eixos da cidade, o prefeito do Rio de Janeiro, Eduardo Paes, recomenda e solicita que a população evite os grandes deslocamentos pela cidade, principalmente em direção ao Centro. A Prefeitura estará, permanentemente, monitorando e informando sobre as condições da cidade."




Fontes: R7 - REDE RECORD

Chuva provoca desabamentos no Rio de Janeiro

Há vítimas soterradas nos bairros de Santa Tereza e Anchieta. Rio está em estado de atenção por causa das chuvas.

A chuva que atinge a cidade do Rio de Janeiro causou desabamentos na noite deste sábado (6). De acordo com o Corpo de Bombeiros, no bairro de Santa Tereza, duas casas desabaram. Ao todo, quatro pessoas estão soterradas. O Corpo de Bombeiros está no local.

No bairro de Anchieta, a chuva também causou o desabamento de duas casas, que foram atingidas pelo deslizamento de uma encosta. Seis pessoas foram resgatadas com ferimentos e outras cinco ainda estão soterradas.

A Defesa Civil do município informou que a cidade encontra-se em estado de atenção devido à previsão de rajadas de vento e muita chuva prevista também para a madrugada de domingo (7). O Sistema de Gestão de Risco de Crises (Sigeric) da Defesa Civil já está mobilizado para atender às ocorrências mais graves.

A forte chuva provoca alagamentos em vários bairros. Em algumas vias, motoristas tiveram que manter o pisca alerta ligado já que a chuva estava dificultando a visibilidade. Os transtornos provocados pelas chuvas, com vários bolsões de água, atingiram ruas da Zona Sul, Centro e subúrbio do Rio.

Os bairros mais atingidos, segundo a Defesa Civil, foram Copacabana, Laranjeiras, Santa Tereza e Jacarepaguá.

A chuva deixou vários bairros sem luz nas zonas Norte e Sul da cidade. No Leblon, dois cabos de energia teriam desarmado, deixando também às escuras áreas da Ilha do Governador, Guadalupe e Inhaúma. Em caso de emergência, a população deve ligar para a Defesa Civil no telefone 199, que funciona 24 horas.

Metrô

Uma árvore que caiu durante o temporal no Rio atingiu a via do metrô, na altura de São Cristóvão, na Zona Norte, interrompendo a circulação dos trens da Linha 2, que fazem o percurso Botafogo-Pavuna.

Segundo a assessoria da empresa, um muro também desabou sobre a via em Vicente de Carvalho, o que prejudicou ainda mais o sistema. A venda de bilhetes foi suspensa.

O funcionamento da Linha 2 foi interrompido às 19h50 e, até o fim da noite, não havia previsão de restabelecimento. A Linha 1 (Saens Peña-Ipanema) continuou funcionando normalmente.



Fontes: G1 - TV Globo

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