A Europa se rebela
Protestos violentos estão varrendo a Europa e uma nova era de ira continua a se intensificar, ao mesmo tempo em que os terroristas financeiros que provocaram o colápso econômico, agora começam a sentir a punição pelos seus erros. Grã Bretanha, Itália, Rússia e a Grécia, estão enfrentando protestos generalizados e 2011 promete ser o ano da desobediência civil.
As consequências dos protestos violentos dos estudantes em Londres, contra o aumento das taxas estudantis, contiuam a repercutir e as autoridades já pensam em usar canhões d àgua, como forma de reprimir e subjulgar os manifestantes. Já falam inclusive, em banir quaisquer tipos de manifestações.
Roma, tem sofrido os piores protestos violentos dos últimos 30 anos e os manifestantes anti Berlusconi, têm mantido verdadeiros combates com a polícia nas ruas do setor turístico da cidade.
´´ A destruição que ocorre em Roma, só tem paralelo com os protestos ocorridos em 1977, ano em que a Itália enfrentou manifestações violentas provocadas pela militãncia política.´´, declarou o jornal Corriere della Sera.
Protestos violentos em Atenas, contra os planos de austeridade, causaram a fuga desesperada de pessoas que faziam suas compras de natal. Os gregos protestam contra congelamento e cortes de salários no setor público.
Em um incidente, feriram o parlamentar Kostis Hatzidakis e ele ficou todo ensanguentado e ferido após ser perseguido e agredido por dezenas de manifestantes.
Na Rússia,os protestos anti-governamentais,ocorreram em dois locais diferentes em Moscou. Os manifestantes pedem a renúncia de Vladimir Putin e mais direitos às minorias.
Estes exemplos recentes de perturbações civis, ocorrem logo após as manifestações violentas que tomaram a França, de assalto, em outubro e muitos outros casos espalhados pelo continente.
Embora os protestos não sejam relacionados ao mesmo tema, eles servem como alimentadores do resentimento geral contra as elites dirigentes, que acomente a população européia. Parece que por enquanto, os EUA, são um dos poucos países importantes que ainda não enfrentam esta onda de protestos violentos em massa.
Muitos analistas financeiros preveêm mais protestos em 2011 e já há previsões que os anos próximos serão conehcidos como ´´ anos da ira ´´. Conforme as medidadas de austeridades implantadas pelos governos, começam a causar efeito, trazendo desemprego em massa;corte nos serviços públicos; criminalidade em alta; taxas e impostos sendo aumentados; mais e mais pessoas vão tomar as ruas em protestos.
O historiador Simon Schama, ele próprio, parte da elite, observou que tais manifestações farão com que as elites dirigentes adotem atitudes cada vez mais autoritárias, objetivando domar as massas e impor a ordem.
Gerald Celente,declarou que ´´ estamos testemunhando o nascimento de uma nova luta de classes, pois a população já não poderá ser enganada a crer que sacrifícios que só servem para beneficiar os mais ricos, sejam de interesse da população.´´
Conforme as condições econômicas continuem a deteriorar-se nos EUA e Europa, os levantes acontecerão em maior número; serão mais frequentes ,mais organizados e mais ferozes. Como resposta,a repressão do aparato policial será cada vez mais dura e violenta.
O ano novo vem aí e o palco já está armado para a ocorrência de atos incendiários que serão cometidos pelos dois lados ,gerando uma escalada de violência prolongada.
Os governos vão declarar que hooligans, anarquistas, militantes políticos e agentes estrangeiros, seriam os responsáveis pelos conflitos e a grande imprensa vai ajudar em espalhar a mentira. O que será pintado como um assalto ao sistema capítalista e à livre iniciativa, poderia melhor ser descrito como atos de auto defesa; uma luta entre o crescente número dos que não têm, versus os que têm e que ficam cada vez mais ricos.
O ano de 2011, será caracterizado como um ano de tensãoe protestos, e os governos falando abertamente em proibir manifestações e em assim fazendo, estarão estabelecendo de fato, uma lei marcial. Combustível para a revolta não faltará e a população ficará cada vez mais rebelde ao perceber que além do dinheiro, perdeu também sua liberdade política.
Fonte: Paul Joseph Watson / PrisonPlanet
Tradução e edição: BGN / Jack
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Portugal pode ter de abandonar euro
Mercado perdeu confiança no país após crise do orçamento da Irlanda.
O fracasso em obter uma coalizão governista ampla para enfrentar a crise financeira poderia forçar Portugal a abandonar o euro, disse o ministro das Relações Exteriores em entrevista publicada neste sábado (13).
A oposição e governo devem se unir para lidar com uma 'situação extrema', Luís Amado disse ao semanário Expresso.
Portugal viu uma perda acentuada da confiança dos investidores nas últimas semanas, em meio a crescentes preocupações com a frágil situação do orçamento da Irlanda, empurrando os prêmios de risco de Portugal aos níveis mais altos desde que adotaram o euro.
'O país precisa de uma grande coalizão que nos permita superar a situação atual', Amado disse à publicação semanal.
'Acredito que os partidos (políticos) compreendem que a alternativa para a situação que enfrentamos é, eventualmente, sair do euro', disse ele. 'Essa é uma situação que poderíamos ser inevitavelmente obrigados pelo mercado a considerar.'
Grande parte da preocupação com os esforços de Portugal para reduzir o seu déficit orçamentário nas últimas semanas vieram de dúvidas sobre se a oposição social-democrata iria apoiar o plano austero de orçamento de 2011 no parlamento.
As medidas do governo socialista que não tem maioria no parlamento precisam do aval da oposição para serem aprovadas.
Os socialistas e social-democratas finalmente chegaram a um acordo que levaram à aprovação do primeiro esboço do orçamento de 2011 no Parlamento este mês, mas os investidores estão observando atentamente até a votação final em 24 de novembro.
Analistas disseram duvidar que os socialistas consigam se manter no governo até o fim de seu mandato que termina em 2013, especialmente agora que os social-democratas lideram as pesquisas de opinião, mas em Portugal, eleições antecipadas não podem ser realizadas antes de maio.
Fontes: G1 - Agências
O fracasso em obter uma coalizão governista ampla para enfrentar a crise financeira poderia forçar Portugal a abandonar o euro, disse o ministro das Relações Exteriores em entrevista publicada neste sábado (13).
A oposição e governo devem se unir para lidar com uma 'situação extrema', Luís Amado disse ao semanário Expresso.
Portugal viu uma perda acentuada da confiança dos investidores nas últimas semanas, em meio a crescentes preocupações com a frágil situação do orçamento da Irlanda, empurrando os prêmios de risco de Portugal aos níveis mais altos desde que adotaram o euro.
'O país precisa de uma grande coalizão que nos permita superar a situação atual', Amado disse à publicação semanal.
'Acredito que os partidos (políticos) compreendem que a alternativa para a situação que enfrentamos é, eventualmente, sair do euro', disse ele. 'Essa é uma situação que poderíamos ser inevitavelmente obrigados pelo mercado a considerar.'
Grande parte da preocupação com os esforços de Portugal para reduzir o seu déficit orçamentário nas últimas semanas vieram de dúvidas sobre se a oposição social-democrata iria apoiar o plano austero de orçamento de 2011 no parlamento.
As medidas do governo socialista que não tem maioria no parlamento precisam do aval da oposição para serem aprovadas.
Os socialistas e social-democratas finalmente chegaram a um acordo que levaram à aprovação do primeiro esboço do orçamento de 2011 no Parlamento este mês, mas os investidores estão observando atentamente até a votação final em 24 de novembro.
Analistas disseram duvidar que os socialistas consigam se manter no governo até o fim de seu mandato que termina em 2013, especialmente agora que os social-democratas lideram as pesquisas de opinião, mas em Portugal, eleições antecipadas não podem ser realizadas antes de maio.
Fontes: G1 - Agências
Dados sobre PIB aprofundam diferenças entre Alemanha e outros países europeus
Economia alemã se fortalece ante outras economias européias
Os 16 países que integram a zona do euro registraram crescimento de 1% no segundo trimestre do ano, como foi divulgado esta semana pela agência europeia de estatísticas Eurostat. O resultado representa uma forte aceleração na comparação com os três primeiros meses do ano, em que a progressão foi de apenas 0,2%.
Para o correspondente da Folha em Londres, Vaguinaldo Marinheiro, esses dados aprofundam as diferenças entre a Alemanha, maior economia do continente, e as chamadas nações periféricas, como Irlanda, Portugal, Grécia e Espanha.
O desempenho da Alemanha teve forte impacto sobre a recuperação econômica da zona do euro. Por outro lado, Portugal e Espanha cresceram apenas 0,2%, e a Grécia, cuja recessão se agravou entre abril e maio, teve retrocesso de 1,5% do PIB.
O jornalista diz neste podcast que o sentimento entre os alemães é de que eles sustentam a economia do continente. "Os moradores do norte acham, por exemplo, que a Grécia está com a economia em frangalhos, porque os gregos trabalham pouco e vivem às custas do Estado." Ouça
Fonte: FOLHA
Os 16 países que integram a zona do euro registraram crescimento de 1% no segundo trimestre do ano, como foi divulgado esta semana pela agência europeia de estatísticas Eurostat. O resultado representa uma forte aceleração na comparação com os três primeiros meses do ano, em que a progressão foi de apenas 0,2%.
Para o correspondente da Folha em Londres, Vaguinaldo Marinheiro, esses dados aprofundam as diferenças entre a Alemanha, maior economia do continente, e as chamadas nações periféricas, como Irlanda, Portugal, Grécia e Espanha.
O desempenho da Alemanha teve forte impacto sobre a recuperação econômica da zona do euro. Por outro lado, Portugal e Espanha cresceram apenas 0,2%, e a Grécia, cuja recessão se agravou entre abril e maio, teve retrocesso de 1,5% do PIB.
O jornalista diz neste podcast que o sentimento entre os alemães é de que eles sustentam a economia do continente. "Os moradores do norte acham, por exemplo, que a Grécia está com a economia em frangalhos, porque os gregos trabalham pouco e vivem às custas do Estado." Ouça
Fonte: FOLHA
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