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Rio contabiliza prejuízos à imagem após invasão de hotel em São Conrado

Rio já começa a perder turistas e até locação de um filme de Hollywood


"Após incidente, hotel teve 73 cancelamentos até ontem"/Wilton Junior/AE - 23/8/2010

RIO - O Rio contabiliza os prejuízos à imagem da cidade após a invasão de traficantes armados ao Hotel Intercontinental, um dos mais luxuosos da orla de São Conrado, na zona sul carioca, na manhã de sábado.

A primeira possível baixa envolve a escolha da cidade como locação do filme Amanhecer, continuação da saga Crepúsculo. Nesta terça-feira, 24, integrantes da Rio Film Commission tentavam junto à produtora norte-americana Summit reverter o receio em gravar na cidade. Na fita, o casal protagonista passaria a lua-de-mel no Rio.

'É sempre muito ruim, mas temos que pensar em soluções estruturantes e estamos no caminho certo. O trabalho junto aos produtores é de convencimento. É mais fácil explicar a cidade hoje do que há alguns anos atrás', afirmou a secretária municipal de Cultura Ana Luíza Lima.

Ela lembrou que no ano que vem a cidade sediará os Jogos Mundiais Militares, a Conferência das Nações Unidas Sobre Desenvolvimento Sustentável (Rio + 20) e depois a Copa do Mundo de 2014. 'O tempo é um grande desafio, mas estamos preparados.'

Além da atuação nos territórios já ocupados pela Unidade de Polícia Pacificadora (UPPs), também trabalhamos nas favelas ainda não ocupadas com o projeto Territórios de Paz, como acontece na Rocinha', ressaltou Ana.

Palco da invasão onde 35 hóspedes ficaram reféns, o Hotel Intercontinental afirma oficialmente que já está de volta 'a sua rotina operacional normal'. No entanto, na segunda-feira, o hotel recebeu a visita do diretor da América Latina do Intercontinental Hotels Group, que veio ver pessoalmente o que ocorreu na unidade carioca, cujos quartos já hospedaram astros como os músicos da banda Rolling Stones. O executivo - cujo nome não foi divulgado - teve um encontro com o vice-governador do Rio, Luiz Fernando Pezão.

Policiais da 15ª Delegacia de Polícia da Gávea começaram a analisar as imagens das câmeras dos condomínios próximos para identificar os demais traficantes da Rocinha que participaram do tiroteio. Os 10 homens presos foram transferidos para a Penitenciária Federal de Porto Velho, em Rondônia. 'Transferimos porque não queremos eles aqui e para que sirvam de exemplo', disse o secretário de Segurança Pública do Rio, José Mariano Beltrame.


Fonte: O ESTADO DE S PAULO/Pedro Dantas

Hotel tem reservas canceladas após ação de criminosos

Após ser invadido por criminosos, no sábado, o Hotel Intercontinental teve 73 reservas de apartamentos canceladas.

Reféns são libertados após ficarem na mira de criminosos em um hotel na zona sul do Rio; uma pessoa morreu/Felipe Dana/AP

O hotel, de cinco estrelas, estava com todos os 418 apartamentos ocupados o sábado, quando dez bandidos invadiram suas dependências e fizeram 35 reféns.

Com medo de novos ataques, turistas cancelaram reservas e vários hóspedes anteciparam a saída. O Fluminense usaria o hotel como local de concentração para o jogo de ontem, mas desistiu.

O gerente-geral do hotel, Michel Chertouh, elogiou a ação da polícia, que não deixou feridos, mas disse que o episódio prejudicou a imagem do hotel e a do Rio.

Os hóspedes relataram momentos de pavor. Um turista estrangeiro, que estava no 16º andar, amarrou um lençol na janela, mas foi convencido de que seria impossível fugir pela fachada.

A enfermeira paulista Nancy Yanauchi disse que tomava o café da manhã com o marido e o filho no momento da invasão, e que funcionários do hotel os trancaram em uma sala --com mais cerca de 60 hóspedes-- para protegê-los dos bandidos.

Enquanto estiveram trancados, diz ela, os funcionários do hotel lhes passavam informações, a cada 10 minutos, em três idiomas, já que havia muitos estrangeiros.

Ontem, foi realizada a 14ª Meia Maratona Internacional do Rio, cuja largada foi justamente em frente ao hotel.

ACASO

O porta-voz da PM, coronel Henrique Lima Castro, negou que a ação tenha se iniciado após tentativa frustrada da polícia de fazer uma emboscada para prender Francisco Bonfim Lopes, o Nem, chefe do tráfico da Rocinha.


"O encontro com os bandidos foi totalmente ao acaso", afirmou. A polícia alega que um grupo de 40 traficantes seguia em direção à favela quando a PM os encontrou.

Parte fugiu e invadiu o hotel. Presidente da Associação de Moradores do Vidigal, José Valdir Cavalcante, o Zé da Rádio, disse ontem que Nem estava no baile funk na madrugada de sábado na favela.


Leia também: Repercussão fora do Brasl

Fonte: FOLHA/ELVIRA LOBATO

PM reforça policiamento na Rocinha e Vidigal na madrugada

No entanto, não foram registradas ocorrências nas favelas. Menor detido entre grupo que invadiu hotel é transferido.

Policiais invadiram o hotel em busca de reféns (Foto: Reprodução/TV Globo)

A Polícia Militar reforçou o policiamento durante a madrugada deste domingo (22) nas favelas da Rocinha e Vidigal, na Zona Sul do Rio, para evitar novos episódios de violência. As favelas ficam próximas a São Conrado, onde houve um intenso tiroteio na Avenida Aquarela do Brasil e a invasão do Hotel Intercontinental em seguida. De acordo com informações do 23º BPM (Leblon) não houve registro de ocorrências.

O menor detido entre o grupo que invadiu o Hotel Intercontinental, em São Conrado, na Zona Sul da cidade, na manhã de sábado (20), foi transferido durante a madrugada para a Delegacia de Proteção à Criança e ao Adolescente (DPCA). Os outros suspeitos passaram a noite da 15ª DP (Gávea) e devem ser transferidos neste domingo.

Criminosos invadiram o hotel de luxo após um intenso tiroteio com policiais na Avenida Aquarela do Brasil e fizeram 35 pessoas de refém. Entre elas havia cinco hóspedes, todos estrangeiros.

As vítimas foram libertadas, sem ferimentos, após três horas de negociação do Batalhão de Operações Especiais (Bope) com os criminosos.

Uma mulher que, segundo a Secretaria de Segurança Pública, trabalhava para o tráfico de drogas na Rocinha e era foragida da Justiça, morreu. Quatro policiais militares se feriram durante o confronto.

Criminoso usou ambulância para escapar

Um dos criminosos feridos no tiroteio usou uma ambulância que estava na Favela da Rocinha para tentar escapar da polícia.

Segundo a polícia, passou-se a monitorar hospitais públicos e particulares ao saber que alguns criminosos feridos conseguiram fugir após o confronto com a polícia. O suspeito foi localizado no Hospital Getúlio Vargas, na Penha, no subúrbio, onde deu entrada com escoriações pelo corpo.

O suspeito foi levado para a 15ª DP (Gávea). O motorista da ambulância também foi encaminhado à delegacia para dar sua versão dos fatos.


Imagem mostra momento em que invasores de hotel no Rio se rendem

Imagens divulgadas pela Polícia Militar mostram o momento em que os homens que invadiram o Hotel Intercontinental, em São Conrado, na Zona Sul do Rio, na manhã de sábado (20) são presos pelo Batalhão de Operações Especiais (Bope). Foram cerca de três horas de negociação antes da prisão dos dez suspeitos.


Fontes: G1 - TV Globo

Hotel em São Conrado retoma rotina após invasão de grupo armado

Pela manhã, 35 pessoas foram feitas reféns, entre elas, 5 hóspedes. Dez criminosos foram presos; suspeita de tráfico foi morta em confronto.

Cerca de nove horas após ter sido invadido por um grupo armado na manhã deste sábado (21), o Hotel Intercontinental, em São Conrado, na Zona Sul do Rio, retomou a sua rotina. A informação é da assessoria de imprensa do próprio hotel, que destaca "a rapidez e eficiência da ação da Polícia Militar e das autoridades de Segurança Pública na solução do caso, sem ameaça à integridade física de hóspedes e funcionários".

Na ação, 35 pessoas foram feitas reféns, entre elas, alguns hóspedes do hotel. Um mulher que, segundo a Secretaria de Segurança Pública, trabalhava para o tráfico de drogas na Rocinha e era foragida da Justiça, morreu no confronto. Ao todo, dez suspeitos foram presos.

Refém diz que criminosos não se exaltaram

Um dos reféns do hotel, o garçom, Manoel Severino, de 52 anos, contou que estava no salão do Intercontinental quando foi abordado pelos criminosos. Segundo ele, a ação foi rápida e os criminosos estavam fortemente armados. “Eles (os criminosos) prometiam que não ia acontecer nada com a gente. Eles queriam apenas negociar com a polícia e nos tranquilizaram nos dizendo que tudo ficaria bem”. Segundo a vítima, durante as mais de duas horas que ficaram numa sala, os criminosos não se exaltaram, e falaram que iriam queimar os celulares e laptops que estavam com os reféns.

Segundo Manoel, a negociação sobre a rendição do grupo aconteceu com a polícia e o presidente da Associação dos Moradores da Rocinha. Após a conversa, os suspeitos colocaram as armas no lixo e se entregaram.

A vítima contou ainda que os hóspedes ficaram tranquilos durante a negociação. Depois que os criminosos se entregaram, policiais revistaram cada refém para ter certeza que nenhum suspeito estava disfarçado. “Eu fiquei nervoso, mas acabei ficando tranqüilo depois. E agora estou bem”, disse o funcionário que trabalha há 8 anos no hotel.

Hóspedes e funcionários prestam depoimento

Os cinco hóspedes do Hotel Intercontinental prestaram depoimento nesta tarde na 15ª DP (Gávea). Eles deixaram a delegacia sem falar com a imprensa. De acordo com a Polícia Civil, todos estavam no grupo feito refém por criminosos durante a manhã e são estrangeiros.

Antes de chegar à delegacia da Gávea, eles passaram na Delegacia Especial de Atendimento ao Turista (Deat), no Leblon. Os funcionários do hotel de luxo que foram feitos reféns também foram à delegacia para prestar depoimento.

Os dez suspeitos presos, que inicialmente foram levados para o 23º BPM (Leblon), já foram encaminhados para a delegacia. Segundo a polícia, um dos detidos é o traficante Perninha, considerado o segundo homem na hierarquia do tráfico na Rocinha. Já o traficante conhecido como "Nem", que é apontado pela polícia como o chefe do tráfico na Favela da Rocinha, pode estar entre os criminosos que conseguiram fugir após o intenso tiroteio. A afirmação é do coronel Paulo Henrique Moraes, comandante do Batalhão de Operações Especiais (Bope).

Polícia encerra buscas em hotel de luxo

A polícia encerrou na tarde de sábado a busca por possíveis criminosos que ainda poderiam estar escondidos dentro do hotel em São Contado. A informação é do gerente-geral do hotel, Michel Chertuh.

Criminosos invadiram a cozinha do hotel quando fugiam da polícia, após um tiroteio na parte da manhã. Houve troca de tiros na Avenida Aquarela do Brasil. Uma mulher, que de acordo com a Secretaria de Segurança Pública estava no grupo armado, morreu após ser baleada. Segundo a Secretaria de Segurança Pública, ela trabalhava para o tráfico de drogas na Rocinha e era foragida da Justiça.

Quatro policiais militares que participaram da ação foram feridos.

De acordo com Chertuh, todos os quartos do hotel foram vasculhados. Alguns policiais permanecem na entrada do hotel.

O governador Sérgio Cabral classificou como "firme, profissional e com efetividade" a atuação da polícia durante o tiroteio. Cabral disse ainda, por meio de nota, que que tem convicção que o combate ao crime no Rio está no caminho certo.

"Importante destacar a ação da polícia. Firme, profissional e com efetividade. Não temos nenhuma ilusão, desde o primeiro dia de Governo, sobre o tamanho do nosso desafio. Mas temos a convicção de que estamos no caminho certo. Em breve, o povo do Vidigal e o povo da Rocinha estarão livres do poder paralelo", diz a nota do governo do Rio.

De acordo com o tenente-coronel Lima Castro, relações-públicas da PM, a ação dos criminosos teria começado quando o grupo deixava uma festa e se deparou com uma equipe da PM. Eles estavam em uma van e em motos quando encontrou a equipe da PM, que chamou reforço para o local.

Uma moradora de um condomínio que fica na Avenida Aquarela do Brasil viu homens invadindo o local com armas. O porteiro ligou e avisou que havia gente na portaria, para ela não sair de casa. “Estava dormindo quando escutei barulho de tiros. Fui até a janela e vi muitos homens armados correndo. Alguns inclusive passando para dentro do meu condomínio. As pessoas gritavam muito e pediam para ficarem abaixadas”, relatou ela.


Local do Hotel

Fontes: G1- TV Globo

Serra critica política de segurança após invasão de hotel no Rio

O candidato do PSDB à Presidência, José Serra, criticou a política de segurança pública do governo federal ao comentar a invasão de um hotel de cinco estrelas no Rio de Janeiro por um grupo de homens armados neste sábado.

Serra faz caminhada no centro de Duque de Caxias, na Baixada Fluminense/UOL


"Essa ação foi ousada e petulante", disse o candidato tucano, segundo colocado nas pesquisas de intenção de voto, em Duque de Caxias, na Baixada Fluminense.

Ele comentava a invasão de pelo menos 10 homens armados e encapuzados ao hotel Intercontinental durante uma perseguição policial. Após duas horas de negociações, 35 reféns foram libertados e 10 pessoas presas.

Para Serra, não há no Brasil combate efetivo ao tráfico de drogas e armas. Ele disse ainda que a instalação de Unidades de Polícia Pacificadora (UPPs) em favelas do Rio de Janeiro, embora importante, não é suficiente para o combate à criminalidade.


"Um fato como esse prejudica a imagem do Rio no exterior", disse Serra, que voltou a defender a criação de um Ministério de Segurança Pública.

"O governador que não trabalha direito, desperta o crime em outros Estados."

O candidato do PSDB também minimizou a ação que o PT afirma que levará à Justiça Eleitoral contra o programa tucano que mostra uma imagem em que Serra aparece ao lado do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

"São bobagens e factoides do PT, essa é uma tradição. Eles atacam e processam as vítimas", disse.

O tucano evitou comentar a pesquisa do instituto Datafolha publicada neste sábado, que mostra a candidata do PT, Dilma Rousseff, com 17 pontos de vantagem sobre ele e aponta vitória no primeiro turno da candidata petista.

Fonte: UOL/Foto: UOL

Criminosos libertam reféns e se entregam em hotel no Rio; mulher morre durante tiroteio

Bandidos se entregaram após negociações

Fotos do incidente

Reféns são libertados após ficarem na mira de criminosos em um hotel na zona sul do Rio; uma pessoa morreu/Felipe Dana/AP

Uma mulher que descia de um táxi morreu atingida no tiroteio entre criminosos e policiais militares durante a invasão no Hotel Intercontinental, em São Conrado, na zona sul do Rio. Quatro policiais militares estão feridos, mas sem gravidade. A polícia faz uma varredura no hotel neste momento.

Dez criminosos que se refugiaram no local se entregaram por volta das 11h. Os reféns, que eram mantidos na cozinha do hotel, foram liberados, segundo informações do coronel Lima Castro, coordenador de Comunicação Social da PM do Rio de Janeiro.

Um caveirão, carro de combate usado pela Polícia Militar em operações em favelas, está parado na porta do Intercontinental, assim como ambulâncias e carros da Polícia Civil --há um cordão de isolamento no local. Espera-se, agora, que os presos sejam retirados.

A Secretaria de Segurança Pública informou que até agora oito fuzis e cinco granadas foram apreendidos. Uma jaqueta e uma moto perfuradas por balas também foram encontradas.

TIROTEIO E INVASÃO

A ação começou antes da invasão do hotel, quando traficantes e os policiais do 23º Batalhão da PM, do Leblon, trocaram tiros por volta das 8h30, após a PM encontrar o grupo, armado, passando pelas ruas do bairro. O tiroteio, que durou cerca de 40 minutos, foi muito intenso, de acordo com os moradores.

Alguns criminosos fugiram em direção à favela da Rocinha, enquanto outros entraram no hotel. Os bandidos estavam em três vans, cinco motos e vários carros. De acordo com a polícia, o bando vinha do morro do Urubu, em Pilares, zona norte, para uma festa no morro da Rocinha. Estima-se que o grupo era formado por cerca de 30 pessoas.

O professor de Educação Física Felipe Lopes Pereira, que passava pelo local no momento da ação, contou que foi rendido por seis homens armados em uma van. O grupo entrou em seu carro e o obrigou a levá-lo ao Intercontinental. Ao chegar lá, ele foi obrigado a derrubar a guarita que protege a entrada do hotel.

De acordo com um funcionário, homens armados e encapuzados invadiram o hotel pela cozinha, fazendo cerca de 30 pessoas como reféns. Hóspedes que tomavam café da manhã foram colocadas em uma sala. Policiais do Batalhão de Operações Policiais Especiais, o Bope, negociaram com os traficantes. Os hóspedes foram retirados aos poucos do local pelos policiais.

Cerca de 600 pessoas estavam hospedadas no Intercontinental na hora do crime. Grande parte é formada por atletas que disputariam amanhã a meia-maratona da cidade. Há ainda um grupo de dentistas que participa de um congresso, que acontece no centro de convenções do complexo.

Logo após a invasão, moradores relataram que viram criminosos transitando pelo bairro, andando na contramão das vias e atirando indiscriminadamente, armados com fuzis e outras armas pesadas. Na rua Aquarela do Brasil e na avenida Prefeito Mendes de Moraes, nas imediações, há vários carros com marcas de tiros. Um ônibus também foi atingido, mas nenhum passageiro se feriu.

Os túneis Zuzu Angel e Acústico, que ligam São Conrado à Zona Sul do Rio, chegaram a ser interditados pela CET- Rio no início da manhã, mas já foram abertos. O trânsito está engarrafado. O shopping Fashion Mall, vizinho ao hotel, está fechado. Lá existem lojas de grifes de luxo, como Armani Exchange --não há previsão de reabertura.

Hóspedes do Intercontinental observam movimentação da polícia de suas janelas/Felipe Dana/AP

Policial mostra granada que, segundo ele, foi encontrada junto com os traficantes presos/Felipe Dana/AP

Bope faz varredura em hotel do Rio

Equipes do Bope (Batalhão de Operações Policiais Especiais) estão checando todas instalações do hotel Intercontinental, invadido por criminosos que participaram de um tiroteiro com a polícia no bairro de São Conrado, zona sul do Rio, nesta manhã. Dez criminosos se entregaram em torno das 11h. Foram apreendidos com eles oito fuzis e cinco revólveres e granadas, entre outras munições.

As buscas também estão sendo feitas nos condomínios dos arredores do Intercontinental. Nos jardins de um dos condomínios, o Village São Conrado, foi encontrada uma granada.

O tiroteiro durou cerca de 40 minutos. Os bandidos estavam em três vans, cinco motos e vários carros. Segundo a polícia, o bando vinha do morro do Urubu, em Pilares, zona norte, para uma festa no morro da Rocinha. Estima-se que o grupo era formado por cerca de 30 pessoas.

O professor de Educação Física Felipe Lopes Pereira, que passava pelo local no momento da ação, contou que foi rendido por seis homens armados em uma van. O grupo entrou em seu carro e o obrigou a levá-lo ao Intercontinental. Ao chegar lá, ele foi obrigado a derrubar a guarita que protege a entrada do hotel.

De acordo com um funcionário, homens armados e encapuzados invadiram o hotel pela cozinha, fazendo cerca de 30 pessoas como reféns. Hóspedes que tomavam café da manhã foram colocadas em uma sala. Cerca de 600 pessoas estavam hospedadas no Intercontinental na hora do crime. Grande parte é formada por atletas que disputariam amanhã a meia-maratona da cidade. Há ainda um grupo de dentistas que participa de um congresso, que acontece no centro de convenções do complexo.

Já segundo José Oliveira e Silva, morador de um condomínio nas proximidades do hotel, o tiroteio foi muito intenso. "Parecia que eu estava no Iraque", disse.

Outro morador, Ricardo Valladares, disse que viu bandidos encapuzados e armados de fuzis, atravessando os jardins do condomínio onde mora. "Estamos todos apavorados. Não sabemos se há bandidos aqui dentro. Ninguém sai de casa. Estamos trancados", contou.

Após a invasão, outros moradores relataram que viram criminosos transitando pelo bairro, andando na contramão das vias e atirando indiscriminadamente, armados com fuzis e outras armas pesadas. Na rua Aquarela do Brasil e na avenida Prefeito Mendes de Moraes, nas imediações, há vários carros com marcas de tiros. Um ônibus também foi atingido, mas nenhum passageiro se feriu.




Fonte: FOLHA/CIRILO JUNIOR,BEATRIZ TAFNER e CLÁUDIA IZUMI - TV Globo

Após tiroteio, bandidos invadem hotel e fazem reféns na zona sul do Rio

Dois policiais ficaram feridos na troca de tiros e uma mulher morreu

Bope cerca o hotel Intercontinental, que foi invadido por criminosos que trocaram tiros com a PM/Rede Record

Bandidos armados invadiram o hotel Intercontinental, em São Conrado, bairro nobre da zona sul do Rio de Janeiro, e fizeram funcionários da cozinha do local como reféns. Os criminosos, que saíram da favela da Rocinha, ocuparam o hotel após um tiroteio com a Polícia Militar, por volta das 8h30 deste sábado (21). Dois policiais ficaram feridos no confronto. Informações preliminares apontam que três criminosos também ficaram feridos e estão em uma unidade de saúde na comunidade.

Funcionários do hotel confirmaram ao R7 que o Bope (Batalhão de Operações Especiais) estavam retirando os hóspedes do prédio. Eles negociam com os bandidos a rendição dos reféns, informou a PM. As ruas no entorno do hotel estão cercadas pela PM e pelo Bope.

O trânsito no bairro é tranquilo, já que a PM recomenda que os motoristas evitem trafegar na região. Durante o tiroteio, a CET-Rio (Companhia de Engenharia de Tráfego) fechou os túneis Zuzu Angel e Acústico, que dão acesso a São Conrado. Por volta das 9h30, quando o tiroteio havia terminado, os túneis foram liberados.

De acordo com a PM, o tiroteio começou quando policiais do 23º batalhão se depararam com um carro ocupado com homens fortemente armados e começaram a atirar.


Cinco hóspedes estavam entre reféns em hotel invadido no Rio


Cinco hóspedes do Hotel Intercontinental estavam entre as 35 pessoas feitas reféns por criminosos que invadiram o hotel de luxo em São Conrado, na Zona Sul do Rio na manhã deste sábado (21). Criminosos invadiram o local após trocarem tiros com a polícia na Rua Aquarela di Brasil, no mesmo bairro, por volta de 8h da manhã. Uma mulher morreu no tiroteio. Quatro policiais militares ficaram feridos.

Dez suspeitos foram presos após cerca de três horas de negociação, feita por policiais do Batalhão de Operações Especiais (Bope) da Polícia Militar. Ninguém ficou ferido durante a invasão do hotel.

De acordo com o tenente-coronel Lima Castro, relações-públicas da PM, a ação dos criminosos começou quando o grupo deixava uma festa e se deparou com uma equipe da PM. O grupo estava em uma van e motos quando encontrou a equipe da PM, que chamou reforço para o local.

De acordo com a polícia, a mulher que morreu estava entre os criminosos. Contra ela havia um mandado de prisão.

Para fugir da polícia, alguns dos criminosos entraram no Hotel Intercontinental. Segundo testemunhas, eles entraram armados pela cozinha e fizeram hóspedes e funcionários reféns.

“A polícia está preocupada agora em verificar se nenhum outro criminoso está no hotel. Estamos checando tudo e vamos vasculhar quarto por quarto. Checar passaportes para ter certeza de que a área está totalmente limpa”, afirmou o coronel.

Há a suspeita de que ainda há criminosos no local. Já foram apreendidos oito fuzis e cinco pistolas. Uma granada foi encontrada num condomínio ao lado do hotel.

Testemunhas contaram que viram um grupo de aproximadamente 70 pessoas, vestidas de preto, atirando para o alto. De acordo com os relatos, os homens desceram de vans, motos e de um caminhão de lixo, e seguiram a pé pela Avenida Aquarela do Brasil em direção à orla de São Conrado.

Uma moradora de um condomínio que fica nesta avenida viu homens invadindo o condomínio com armas. O porteiro ligou e avisou que havia gente na portaria, para ela não sair de casa. “Estava dormindo quando escutei barulho de tiros. Fui até a janela e vi muitos homens armados correndo. Alguns inclusive passando para dentro do meu condomínio. As pessoas gritavam muito e pediam para ficarem abaixadas”, relatou ela.



Fontes: R7 - REDE RECORD - G1 - TV Globo

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