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Exoesqueleto permite que cadeirantes voltem a caminhar

Aparelho começará a ser testado em clínicas de reablilitação nos EUA

A empresa Berkeley Bionics anunciou nesta quinta-feira o lançamento do eLEGS, um exoesqueleto criado para permitir que cadeirantes e pessoas com pouca mobilidade nas pernas consigam caminhar.

Inicialmente, o aparelho será oferecido nos centros de reabilitação para uso sob supervisão médica, mas a empresa planeja começar a vender o exoesqueleto para uso caseiro até 2013.

Segundo a empresa, o aparelho pode ser ajustado ao corpo da maioria das pessoas entre 1,60 m e 1,95 m e peso médio de 99 quilos em questão de minutos.

O eLEGS, quando acoplado ao corpo, consegue realizar movimentos de flexão de joelhos. Segundo a empresa, o movimento sem precedentes é traduzido em uma caminhada natural e simples em vários tipos de terreno. A velocidade de caminhada depende da aptidão de cada paciente, mas a Berjeley Bionics afirma que é posível caminhar cerca de 90 centímetros por segundo.

Paciente Ted Kilroy caminha com ajuda do eLEGS

Assista ao vídeo e veja como funciona o eLEGS (em inglês):


O dispositivo é alimentado por bateria e emprega uma interface baseada em sensores que captam os movimentos humanos. O sensor registrar o que o usuário pretende fazer e age em conformidade. Um computador recebe informações dos sensores e calcula, em tempo real, todos os aspectos da passada.

Os primeiros testes clínicos do exoesqueleto começarão no início do próximo ano, em algumas clínicas de reabilitação dos EUA. A Berkeley Bionics é fruto do trabalho acadêmico realizado pelo cientista Homayoon Kazerooni no Laboratório de Robótica e Engenharia da Universidade de Berkeley.

Fonte: Galileu

Viagra já tem sete candidatos a genérico

Associação diz que remédio deve ficar cerca de 35% mais barato



A expectativa é de que os genéricos do Viagra cheguem ao mercado já no próximo mês de junho/Getty Images

A Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) já recebeu sete pedidos de registro para a fabricação de remédios genéricos com o princípio ativo Sildenafil, o mesmo do Viagra.

Os pedidos foram feitos por cinco laboratórios, mas, "por uma questão de sigilo das informações das empresas", a agência prefere não revelar quais são.

Nesta quarta-feira (28), o STJ (Supremo Tribunal de Justiça) decidiu que a patente do Viagra acaba mesmo neste ano. A decisão, que abre caminho para a produção de genéricos do produto por outros laboratórios, foi tomada por cinco votos a um. É provável que já em junho existam genéricos do remédio.

Antes de autorizar os pedidos, para que os laboratórios produzam o genérico do Viagra, a Anvisa realiza testes de equivalência e de segurança, analisando se o produto tem a mesma qualidade e eficácia do original. Segundo o órgão, não há prazo determinado para que se tome uma decisão sobre o assunto.

A Pfizer, fabricante do Viagra, lutava na Justiça por entender que o prazo da patente deveria vigorar até 7 de junho de 2011. Mas o STJ deu ganho de causa ao Inpi (Instituto Nacional de Propriedade Industrial), órgão ligado ao Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, que defendia que o prazo terminasse em 20 de junho deste ano.

O presidente da associação, Odnir Finotti, diz que a expectativa é que o preço do remédio caia 35% – hoje, o preço do produto varia entre R$ 25 e R$ 40 cada comprimido. Ele afirma que a decisão de acabar com a patente já neste ano favorece os consumidores.

– Você terá produtos que funcionam como o patenteado, mas pagando um valor cerca de 35% menos. Com isso, mais pessoas vão ter acesso ao produto. Essa é a razão para essa política de genéricos.

Finotti diz inclusive que, com os pedidos de registro na Anvisa em estágio avançado, é possível que os genéricos cheguem ao mercado já no mês de junho.

– Estamos trabalhando com o horizonte de que no dia seguinte ao fim da patente haverá produtos genéricos no mercado.




Fonte: R7/Diego Junqueira e Felipe Maia

STJ derruba patente do Viagra e abre caminho para genérico

Justiça decide que licença do remédio acaba neste ano

O STJ (Supremo Tribunal de Justiça) decidiu nesta quarta-feira (28) que a patente do Viagra, remédio para disfunção erétil, acaba mesmo no dia 20 de junho deste ano. A decisão, que abre caminho para a produção de genéricos do produto por outros laboratórios, foi tomada por cinco votos a um.

A Pfizer, fabricante do medicamento, lutava na Justiça por entender que o prazo da patente do Viagra deveria vigorar até 7 de junho de 2011. Mas o STJ deu ganho de causa ao Inpi (Instituto Nacional de Propriedade Industrial), órgão ligado ao Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, que entende que o prazo termina no próximo mês de junho.

Segundo a Pró Genéricos (Associação Brasileira das Indústrias de Medicamentos Genéricos), o Viagra vendeu mais de 2,9 milhões de unidades e faturou mais de R$ 160 milhões somente no Brasil, em 2008. O produto ocupa o posto de 11º remédio mais vendido do país, de acordo com a Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária).

Segundo Odnir Finotti, presidente da Pró Genéricos, o que ocorreu nesta quarta-feira não foi uma quebra de patente, mas uma interpretação da lei brasileira, que prevê que uma empresa explore um medicamento no mercado por 20 anos.

- Não foi concedido nem um dia a mais nem um dia a menos para a empresa, assim como diz a lei brasileira, que não prevê extensão de patente.

Para Finotti, a decisão dá mais segurança para os laboratórios que produzem genéricos, pois eles poderão trabalhar com melhor planejamento com relação ao término de exploração de patentes de outros medicamentos.

As patente do Viagra é do tipo pipeline, isto é, a licença é reconhecida no Brasil apenas durante seu prazo de validade no país de origem. A primeira patente do Viagra foi registrada em 20 de junho de 1990, na Inglaterra, mas foi abandonada um ano depois. Considerando este prazo, faltava pouco para expirar a patente. No entanto, a Pfizer recorreu à Justiça por considerar uma outra data, junho de 1991, data em que o registro foi de fato validado no Reino Unido.

Em nota, a Pfizer diz que "acata, mas respeitosamente discorda da decisão do Tribunal". Segundo a companhia, a patente é uma garantia para a empresa de que os investimentos financeiros feitos no desenvolvimento do remédio terão retorno.

– A companhia defende o prazo da validade da patente como forma de garantir o retorno do investimento realizado para o desenvolvimento do produto em questão e de outros em estudo, que culminam em novos medicamentos no futuro.


Fonte: R7

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