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Mercado financeiro prevê a vitória de Serra e já monta posições nos mercados de juros

Mercado financeiro tem gráficos prevendo a vitória de Serra

O mercado financeiro está distribuindo uma série de gráficos preparados por um macroeconomista do Banco Mundial, todos mostrando a vitória de José Serra (PSDB) sobre Dilma Rousseff (PT) em 31 de outubro próximo.

As projeções usadas nos gráficos levam em conta os mais recentes números do Ibope.

Não é à toa que bancos e corretoras estão montando posições nos mercados futuros de juros já levando em conta a posse de Serra em janeiro de 2011.


Veja os gráficos abaixo:

Comentário

Parte das curvas apresentadas para a data de 29 de outubro, aparentemente não se confirmaram. Contudo, há de se ressaltar que talvez causado por dados imprecisos da própria pesquisa IBOPE


Fonte: Blog do Vicente - Correio Brasiliense

Escândalo: Presidente da CNT que publica pesquisa CNT/SENSUS é militante de Dilma

Porque não acreditar nas pesquisas CNT/SENSUS


 Clésio Andrade: presidente do PR de Minas, presidente da CNT e twitteiro pró-Dilma.

1º ato: no dia 29 de setembro, o CNT/Sensus embarcou na onda geral de “eleger” Dilma no 1º turno (com mais de 10 pontos de vantagem de Dilma em relação à soma dos votos Serra/Marina!). Não bastasse a imprecisão absurda…

2º ato: no dia 14 de outubro, duas semanas depois, o referido instituto apontou o seguinte cenário: empate técnico entre Dilma e Serra com, respectivamente, 52,3% e 47,7%.

3º ato: no dia 27 de outubro, ontem, a pesquisa final: 58,6% de Dilma contra 41,4% de Serra.

A diferença de 5 pontos inchou para mais de 17 pontos, em menos de duas semanas! De empate técnico a nocaute, sem que tenha havido qualquer fato relevante que justifique a mudança abrupta do eleitor.

Há quem justifique as falhas subsequentes dos institutos pelos métodos utilizados. No entanto, assim como o caso do Sr. Marcos Coimbra, do Vox Populi, outros elementos tornam estes números, no mínimo, questionáveis.

…O presidente da CNT, que encomenda a pesquisa do Instituto Sensus, é Clésio Andrade.
Clésio tem tido atitudes no mínimo questionáveis para alguém que preside a instituição que encomenda pesquisas do Sensus. Alguns fatos recentes:
- presidente do PR de Minas, no último dia 21 de outubro, Clésio enquadrou os filiados, exigindo “pleno apoio” a Dilma no 2º turno. “Os filiados que não cumprirem a determinação serão punidos de acordo com as sanções previstas no estatuto partidário“, diz a nota divulgada pelo diretório estadual.

Clésio Andrade também está presente no Twitter, por onde posta diariamente mensagens de apoio à candidatura Dilma, intercaladas com os dados das pesquisas CNT/Sensus. Seguem algumas postagens recentes:



Além de trazer números gravemente equivocados que confudem ainda mais o eleitor, pesquisas como a CNT/Sensus dão margem para que se questione a honestidade dos resultados.

Afinal, como acreditar em pesquisas caóticas, gravemente imprecisas e encomendadas por quem está comprometido com um dos lados da disputa?

Veja aqui a página do Twitter de Clésio Andrade e cobre uma resposta!

Leia também: O jogo de cena das pesquisas eleitorais: Vox Populi ou Vox PTopuli?

Fonte: Movimento Endireita BRASIL

A pesquisa CNT/Sensus e a manipulação.

Não existe um só fato novo que justifique os resultados apresentados pela pesquisa CNT/Sensus desta quarta-feira.

. Os números são escandalosamente inaceitáveis, mesmo quando apontam o resultado no Sul, que dá enorme vantagem de 20 pontos para Serra: 51,9% das intenções de voto, ante 36,7% de Dilma Roussef.

. Nesta quarta-feira, Sensus mostrou este resultado: Dilma, 58,7%; Serra, 36,7%. Uma diferença inacreditável de 22 pontos percentuais, número que nem Vox Populi atreveu-se a encontrar há apenas dois dias.

- O leitor pode examinar a esquizofrenia dos números de Sensus, cotejando os dados das pesquisas dos dias 13, 19 e hoje (os números vão em sequência, depois de cada nome):

Dilma: 52,3%; 52,8%; 58,7%
Serra: 47,7%; 47,2%; 36,7%

Fonte: Políbio Braga / Políbio Braga Online

Serra ataca pesquisas, PT e diz ser alvo de "profissionais da mentira"

O candidato José Serra (PSDB) afirmou nesta quarta-feira (27) que algumas pesquisas de intenção de voto são “alugadas”. As declarações foram feitas em entrevista à Rádio Jornal, de Pernambuco.

“As pesquisas estão muito furadas nesta eleição”, disse Serra. “Há um abuso nas pesquisas. Para o futuro, isso precisa ser examinado”, afirmou. Ele disse que não se influencia pelos resultados. "Conheço os erros históricos das pesquisas".

Sobre a suspeita de fraude na licitação do Metrô paulistano, conforme revelou a Folha, Serra afirmou que o novo governador fez nova licitação e fez os preços abaixarem. “Se houve algo, foi entendimento entre as empresas, não do lado do governo, que só fez abaixar preço”, disse o tucano.

Serra atacou o governo federal e afirmou que, se houve combinação de governo para beneficiar empresas, foi na usina de Jirau (RO). “Isso foi feito pelo governo federal em Belo Monte, em Jirau. Nessa época de eleição, é a petralhada atacando. Nós não fazemos isso”, afirmou.

“Eles têm dificuldade porque eu tenho a vida pública limpa. Nunca tive essa Erenice que a Dilma tem, nunca fui do time próximo do mensalão. O tesoureiro do PT agora é réu da Bancoop. É escândalo que não acaba mais”, disse.

Serra disse ainda que “Lula está faltando a verdade por causa da eleição”. “Ele tem que fazer de qualquer maneira o seu sucessor, é uma questão de poder. Ele que idealizou a candidatura da Dilma, porque os candidatos naturais, como José Dirceu, foram afundando."

O tucano também acusou o PT de possuir “profissionais da mentira” trabalhando contra sua candidatura, afirmando, por exemplo, que ele não fará concursos públicos caso seja eleito. “Quem não tem informação, muitas vezes acredita. [No governo de São Paulo] fiz concursos, coisa séria para ter gente trabalhando como servidor, e não cabide de emprego, como eles fazem. Tem muita mentira.”

Serra disse ainda que “quem mais privatizou a Petrobras na história do Brasil foi a Dilma”. “Hoje dizem que o Serra vai passar para a área privada, mas eles bateram recorde mundial. Eles lotearam a Petrobras, distribuíram entre partidos”, afirma. “Hoje o Collor apoia a Dilma e em troca tem lotes da BR Distribuidora. É preciso que a população saiba disso às vésperas da eleição. A partir de 1º de janeiro não tem mais Lula lá.”

Fonte: UOL

PT tenta barrar divulgação da pesquisa GPP e o TSE nega

TSE nega pedido para suspender divulgação de pesquisa encomendada por Índio da Costa

O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) negou pedido da coligação de Dilma Rousseff (PT) para suspender a divulgação de uma pesquisa eleitoral encomendada à empresa GPP por Índio da Costa (DEM), candidato a vice-presidente na chapa de José Serra (PSDB).

A coligação de Dilma questiona a veracidade da pesquisa e o modo como foi divulgada. Afirma também que o teor da pesquisa “foi conhecido antes mesmo de ser encerrado o período de apuração [do levantamento]”.

No entendimento do TSE, no entanto, não foi apontada nenhuma regra eleitoral que teria sido violada pela coligação de Serra.

Fonte: TSE - O ESTADO DE S PAULO

Pesquisa GPP mostra empate técnico com Serra na frente

O instituto GPP registrou no TRE uma pesquisa onde mostra que o candidato José Serra lidera a disputa com 52% dos votos válidos e Dilma com 48%. 

Os números são diferentes dos divulgados pela mídia nacional, o que provoca um reboliço.

A pesquisa ouviu 4.047 pessoas entre os dias 22 e 24 de outubro no país inteiro, “registramos a pesquisa para mostrar para a população e dizer o seguinte: “não viaje, fique na sua cidade e vote. Porque se isso acontecer, o Serra será presidente do Brasil. A eleição vai ser apertada para qualquer um dos lados”, diz o candidato a vice-presidente Índio da Costa.

Segundo ainda informação do Instituto GPP, o único que acertou os números no primeiro turno, estes números são de uma pesquisa de campo e não do tracking tucano, que faz pesquisa telefônica. De qualquer maneira, eles estão próximos do que tem constatado o tracking: uma vantagem para Serra, mas ainda em situação de empate técnico.

O Instituto GPP goza de credibilidade e tem um histórico de acerto em pesquisas sobre intenção de votos, que realizou em outras disputas eleitorais, inclusive no primeiro turno das eleições presidenciais deste ano, quando acertou o resultado.

A pesquisa foi registrada no TER sob o número 37.219/2010

Fonte: ICatité

TSE libera acesso à pesquisa Vox Populi para PSDB

GUSTAVO URIBE

O ministro Henrique Neves, do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), acatou na tarde de hoje pedido impetrado pela coligação "O Brasil Pode Mais", do presidenciável José Serra (PSDB), e concedeu o acesso a planilhas e relatórios da mais recente pesquisa Vox Populi de intenções de voto, divulgada na terça-feira, 19.

A mostra, encomendada pelo portal iG, apontou a candidata do PT à sucessão presidencial, Dilma Rousseff, 12 pontos porcentuais à frente de Serra neste segundo turno. O resultado foi criticado pelo presidente do PSDB, Sérgio Guerra, que questionou a validade da pesquisa e a credibilidade do instituto. A ascensão da petista, no entanto, foi confirmada por sondagens divulgadas pelo Ibope e pelo Datafolha no decorrer desta semana.

A decisão do ministro é baseada na Resolução nº 23.190 do TSE, segundo a qual os partidos políticos podem ter acesso ao sistema interno de controle, verificação e fiscalização da coleta de dados de empresas que divulgam pesquisas de intenção de voto. O acesso às informações é permitido mediante a apresentação de pedido ao TSE.

No despacho, o ministro destacou que a coligação poderá ter acesso ao modelo do questionário aplicado na pesquisa e à sua metodologia. A Lei Eleitoral nº 9.504/97 estipula um limite de 30 dias para que essas informações sejam disponibilizadas ao solicitante. O Vox Populi ainda pode recorrer ao TSE contra a decisão. Mas, caso o instituto não cumpra a decisão, ou lance mão de algum ato que retarde o acesso dos dados ao partido, está sujeito a arcar com multa que pode variar de R$ 10.641 a R$ 21.282.

Não é a primeira vez que o PSDB ingressa na Justiça Eleitoral para ter o acesso a dados de uma pesquisa de intenções de voto. Em abril, o TSE liberou à sigla planilhas e relatórios de mostra realizada pelo instituto Sensus. A pesquisa apontou, na época, empate técnico entre os então pré-candidatos do PT e PSDB na disputa eleitoral, o que representava crescimento da petista em relação às pesquisas anteriores. Após auditoria interna, na sede do Sensus, os tucanos não encontraram irregularidades no levantamento.

Fonte: GUSTAVO URIBE - Agência Estado

Pesquisa Datafolha continua a apresentar vantagem de Dilma

Pesquisa aponta vantagem da candidata do governo

Pesquisa Datafolha confirma que Dilma Rousseff (PT) estancou sua perda de votos iniciada no final de setembro. A petista voltou a subir e agora tem uma vantagem de 12 pontos sobre José Serra (PSDB) na disputa pela Presidência da República.


Quando se consideram os votos válidos (excluídos brancos, nulos e indecisos), a petista tem 56% contra 44% do tucano. Esses 12 pontos de vantagem estão abaixo do que foi registrado na véspera da eleição do último dia 3, quando o Datafolha fez uma simulação de eventual segundo turno --Dilma tinha 57% contra 43% de Serra.

A pesquisa foi encomendada pela Folha e pela Rede Globo e registrada no TSE (Tribunal Superior Eleitoral com o número 36.536/2010. O Datafolha entrevistou ontem 4.037 pessoas em 243 cidades. A margem de erro é de dois pontos, para mais ou para menos.

Em relação à semana passada, as oscilações dos percentuais totais de votos válidos foram todas no limite da margem de erro. Dilma tinha 54% (com mais dois pontos, foi a 56%). Serra tinha 46% (e deslizou para 44%).

Nos votos totais, Dilma aparece com 50% (tinha 47% há uma semana). Serra tem 40% (contra 41% do levantamento anterior). Os que dizem votar em branco, nulo ou nenhum continuaram estáveis, com 4%. Os indecisos oscilaram de 8% para 6%.

VOTOS DE MARINA

Os votos da terceira colocada no primeiro turno, Marina Silva (PV), registraram um movimento favorável a Dilma nesta semana. A petista cresceu oito pontos nesse grupo, de 23% para 31%.

Ainda assim, Dilma continua bem atrás de Serra entre os "marineiros". O tucano sofreu uma queda de cinco pontos, de 51% para 46%.

Há poucos eleitores se dizendo disponíveis para os candidatos aumentarem seus percentuais. Segundo o Datafolha, 88% dos brasileiros declaram-se totalmente decididos sobre em quem votar no dia 31. Apenas 10% cogitam mudar de opinião.

O Datafolha registrou também um fenômeno comum nesta época em períodos eleitorais: aumentou a audiência dos comerciais dos candidatos na TV. Nesta semana, 63% afirmaram ter assistido pelo menos uma vez à propaganda _na semana passada, o percentual era de 52%.

O maior número de eleitores que assistem ao horário eleitoral está no Sul (71%). No Nordeste, o percentual é o menor do país, com 61%.

O debate Folha/RedeTV!, realizado domingo passado, foi visto inteiro ou em parte por 25% dos eleitores.

Segundo o Datafolha, entre os que viram ou ouviram falar do encontro, 24% disseram que Serra foi o vencedor, e 23% apontaram Dilma.

Quando se consideram só os que viram na íntegra, o tucano foi apontado como vencedor por 47% contra 37%.

Comentário BGN

Como todos os institutos de pesquisa brasileiros utilizam a metodologia de amostragem por cotas e considerando-se que todos eles erraram o resultado do 1º turno, resta saber se desta vez acertarão. 

No exterior, os institutos efetuam pesquisa por amostragem aleatória, que embora de custo mais alto, são mais precisas. 

Pesquisa interna neste blog indica vantagem de Serra, na disputa. Mesmo descontando-se o fator de representar um micro-universo dos eleitores, o que pode gerar distorções, há de se considerar que no 1º turno, nossa pesquisa interna detectou o crescimento de Marina Silva, inclusive acima do previsto pelos institutos de pesquisa. Ou seja, foi possível detectar que haveria 2º turno.

Acreditamos que a possibilidade de haver um empate técnico é alta, pois as pesquisas internas de ambos os candidatos, indicam isto. Talvez aí esteja a explicação do nervosismo na campanha da candidata do governo.

Fonte: FOLHA /Arte: FOLHA

CNT/Sensus: Dilma tem 46,8% e Serra, 41,8%

A pesquisa CNT/Sensus divulgada hoje mostra que a candidata à Presidência Dilma Rousseff (PT) tem 46,8% das intenções de voto (52,8% dos válidos) e seu adversário, José Serra (PSDB), aparece com 41,8% (47,2% dos votos válidos). 

Os votos brancos e nulos somaram 4,1%, e não souberam responder 7,2%. O levantamento foi feito nos dias 18 e 19 de outubro com 2 mil entrevistados em 136 municípios de 24 Estados. A margem de erro é de 2,2 pontos porcentuais.

Na pesquisa espontânea, a petista lidera com 45,3%. Serra tem 40,6% na mesma avaliação. Na sondagem anterior, realizada semana passada, Dilma tinha 44,5% das intenções espontâneas e José Serra, 40,4%. Um total de 4,1% dos entrevistados disseram que vão votar em branco ou nulo e 9,5% não souberam responder.

A sondagem perguntou ainda qual seria o único candidato que o eleitor votaria. Para 44,7%, Dilma é a única candidata em quem votariam; para 15,5%, a candidata na qual poderiam votar; e para 35,2%, não votariam de jeito nenhum. Para 35,8% José Serra é o único candidato em quem votariam; para 20,6%, é o candidato no qual poderiam votar; e para 39,8%, não votariam de jeito nenhum. A sondagem foi protocolada no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o número 36.192/2010.

Comentário

Em função das discrepãncias gritantes entre pesquisas feitas pelo IBOPE e VOX Populi e os resultados das urnas. no dia 3 de outubro, e considerando-se ainda as pesquisas que ambos institutos divulgaram hoje, apresentando as mesmas discrepâncias em comparação a outros institutos, resolvemnos não mais publicar pesquisas do IBOPE e do VOX Populi.

Nas pesquisas divulgadas hoje, eles apresentaram uma diferença de 12 pontos percentuais em favor de Dilma, o que não condiz com a dinãmica da campanha até o momento. Os números não batem.

Fonte: LUCI RIBEIRO E SANDRA MANFRIN

Vox Populi abre o segundo ato da farsa

Augusto Nunes

Às 20:02 de 3 de outubro, sob o título O grande naufrágio, um texto de três linhas fez  no Direto ao Ponto a constatação necessária:

Embora a apuração não tenha terminado, as pesquisas de intenção de voto, somadas, já permitem identificar os protagonistas do maior fiasco das eleições de 2010.

Foram os institutos de pesquisa.

No dia 9, o tema foi retomado pelo post que resumia a ópera dos malandros no título: Os comerciantes de porcentagens estão prontos para o segundo ato da farsa. Trecho:

Um dia antes da eleição, a última pesquisa do Vox Populi liquidou a fatura em favor de Dilma Rousseff: com 57% das intenções de voto, a candidata de Lula e do instituto foi dispensada da disputa do segundo turno por uma diferença de muitos milhões de cabeças. “Fomos os primeiros a identificar o crescimento de Dilma”, gabou-se Marcos Coimbra, presidente da loja de porcentagens. Esqueceu-se de combinar com as urnas: terminada a contagem dos votos, os 57% foram reduzidos a 46%.

Entre a profecia de Coimbra e o encerramento da apuração, quase 14 milhões de brasileiros sumiram misteriosamente no buraco negro escavado por 11 pontos percentuais. Em paragens civilizadas, os coimbras da vida passariam a semana sentados no meio fio, chorando lágrimas de esguicho e examinando as opções possíveis: sair em desabalada carreira ou apresentar-se à delegacia mais próxima, escoltado por um advogado que cobra por minuto. Mas o País do Carnaval ainda não aprendeu a tratar como criminosos os especialistas em estelionato estatístico. Sem medo de cadeia, os ilusionistas preparam outro lote de pesquisas forjadas para que se dissemine a certeza da vitória governista. Sem terem sequer balbuciado desculpas pelo fiasco no primeiro turno, estão prontos para o segundo ato da farsa.

Eles regressaram à cena do crime com movimentos furtivos de punguista. Para que a plateia iludida não explodisse em vaias, o Vox Populi, o Ibope e o Sensus trataram de aproximar seus resultados dos obtidos pelo DataFolha, o único que erra sem evidências de má fé. Seria demais instalar Dilma Rousseff, já na primeira pesquisa do recomeço da campanha, na folgada dianteira que ocupou até receber o corretivo das urnas. Mas comerciantes gulosos são impacientes. Nesta terça-feira, o Vox Populi inventou uma distância de 12 pontos entre a candidata do grande cliente e o adversário oposicionista.

A vantagem imaginária ajuda a abastecer o caixa da campanha, mantém elevado o moral das milícias, pode eventualmente reduzir o entusiasmo do inimigo. Brasileiro, raciocinam os fabricantes de algarismos, acredita em assombração, alma do outro mundo, ET de Varginha, até no que Lula diz. Por que não iria acreditar em institutos agrupados no Departamento de Pesquisas e Boas Notícias do PT?

Entre o levantamento da semana passada e o desta terça-feira, Aécio Neves desencadeou a vigorosa ofensiva do PSDB mineiro, Geraldo Alckmin acelerou a mobilização para ampliar a votação do candidato tucano em São Paulo, os governadores eleitos do Paraná e de Santa Catarina lançaram-se à consolidação da frente sul com o apoio dos chefes do PMDB gaúcho, os programas do horário eleitoral se tornaram mais consistentes — os ventos, enfim, sopraram a favor de Serra.

No mesmo período, Dilma reencontrou o palanque mineiro esvaziado pelo sumiço de Hélio Costa e Patrus Ananias, tripulantes do barco governista começaram a estender uma perna em direção à caravela da oposição, a candidata aprendiz atravessou um debate inteiro à beira do chilique, Lula perdeu a voz por alguns dias, Sérgio Cabral foi passear na Europa. Tudo somado, a coisa estaria de bom tamanho se Dilma ficasse no mesmo lugar. Marcos Coimbra achou pouco. E foram providenciados os 12 pontos.

Só quando os brasileiros estiverem a alguns metros das urnas virão as correções de curvas e súbitas mudanças nos índices, atribuídas a tendências de última hora. A metodologia é a de sempre. O que há de novo é a insolência que resulta da certeza da impunidade. Entre o estelionato do primeiro turno e o começo da reprise, passou-se apenas uma semana. Os envolvidos nas delinquências sabem que serão desmoralizados pelos votos e expostos ao deboche. Como não se assustam com isso, resta interromper-lhes o avanço com o Código Penal.

Fonte: Augusto Nunes/ VEJA

Adiada divulgação da pesquisa CNT/Sensus

A divulgação da pesquisa CNT/Sensus sobre intenções de voto para presidente da República, que ocorreria hoje, na sede da Confederação Nacional de Transportes, em Brasília, foi adiada para amanhã.

Em nota que acaba de distribuir, a CNT informa que o motivo foi “atraso na coleta de dados em campo”.

Fonte: IG

Serra acusa instituto de "maquiar resultados" a favor de Dilma

O candidato do PSDB à Presidência da República, José Serra, fez críticas na tarde desta terça-feira (19) ao instituto de pesquisa Vox Populi.

O candidato tucano José Serra fala com jornalistas no Rio de Janeiro

Nesta terça, o instituto divulgou uma sondagem em que a rival do tucano, a petista Dilma Rousseff, lidera com 51% das intenções de voto, contra 39% do ex-governador de São Paulo.


"A pesquisa do Vox Populi nós não levamos em consideração porque sabemos que é um instituto de comprovada falta de credibilidade, que maquiou os resultados durante todo o primeiro turno", afirmou Serra.

Mais cedo, em coletiva à imprensa, o presidente do PSDB, Sérgio Guerra, classificou a pesquisa de "sem-vergonha". Ele acusou o instituto de trabalhar para o governo e para o PT. "É uma ação irresponsável e leviana de uma instituição que não tem neutralidade", afirmou.

José Serra disse ainda que, se eleito, trabalhará com todos os governos estaduais e municipais do país, independente de "partidos políticos". "Eu não olho carteirinha partidária", afirmou o tucano, que foi ao Rio de Janeiro e se encontrou com o deputado federal Fernando Gabeira (PV).

O verde manifestou publicamente, nesta semana, seu apoio ao candidato do PSDB. "Nessa altura da minha história política, não dá para ficar neutro nas eleições", justificou Gabeira, que disse não temer nenhuma espécie de represália de seu partido.

A assessoria do Vox Populi disse que não havia ninguém disponível para comentar as acusações.

Fonte: Daniel Milazzo/UOL

Sérgio Guerra acusa Vox Populi de fazer ‘pesquisa sem vergonha’

PSDB denúncia pesquisa fajuta

No dia em que uma nova rodada da Pesquisa Vox Populi apontou 12 pontos de vantagem da petista Dilma Rousseff sobre o candidato tucano José Serra, o presidente nacional do PSDB, senador Sérgio Guerra, acusou a instituição de trabalhar para o governo e para o PT.

Em entrevista coletiva nesta manhã em São Paulo, o dirigente chamou o levantamento divulgado hoje “de pesquisa sem vergonha” e afirmou que o instituto promove uma “poderosa” ação combinada para interferir na intenção de voto.

De acordo com Guerra, o erro do instituto de pesquisa no primeiro turno (que indicava a vitória de Dilma Rousseff em 3 de outubro) prova que houve uma manipulação dos dados. “Não dá para acreditar que foi um erro. Foi uma safadeza, uma falta de respeito pelas instituições brasileiras”, acusou.

Segundo o dirigente, institutos de pesquisa, como Vox Populi, fizeram um trabalho sistemático contra as campanhas dos aliados do PSDB no primeiro turno e repetem a estratégia do que ele chamou “de nova conspiração.” Para ele, os “institutos de pesquisa se tornaram campanhas eleitorais.”

A preocupação do partido, enfatizou Guerra, é que a repercussão das pesquisas na imprensa interfira na escolha dos eleitores e afete o ânimo dos militantes. “É uma ação irresponsável e leviana de uma instituição que não tem neutralidade”, afirmou.

Guerra afirmou que o partido não pretende entrar com uma ação judicial para impedir a divulgação de novas pesquisas do instituto Vox Populi, embora tenha alegado que a repercussão desse tipo de pesquisa deixa a democracia brasileira comprometida. “Não dá para aceitar calado que uma instituição como essa, que trabalha para o governo, que faz a campanha do governo, do PT, atue impunemente”, disse. No final, o tucano mandou um recado para o presidente do instituto: “Marcos Coimbra não vai eleger o presidente da República, ele não é o povo”, afirmou.

Fonte: Daiane Cardoso, da Agência Estado

Pesquisas suspeitas agitam o ambiente eleitoral

O TERRORISMO PESQUISEIRO ESTÁ DE VOLTA. E COM OS MESMOS ATORES NO MESMO PAPEL

Reinaldo Azevedo

A delinqüência está de volta. Começa hoje a safra de pesquisas eleitorais da segunda semana, puxada por este incrível Vox Populi, do mais incrível ainda Marcos Coimbra. Antes que o, digamos, “instituto” divulgasse seus resultados, a suposta diferença de 12 pontos entre a petista Dilma Rousseff e o tucano José Serra já estava em todas as bocas. Coimbra é do tipo que não esconde, vocês sabem. Eu continuo sem saber quem vai ganhar a eleição, mas Marcos Coimbra, que trabalha para o PT e é colunista de uma revista petista, diz saber.

Na quarta-feira, dia 29, três dias antes da eleição do primeiro turno, o Vox Populi dizia que Dilma venceria a disputa no primeiro turno com 12 pontos de vantagem sobre a soma dos demais concorrentes. Sim, leitor, isto mesmo! 12 pontos. E o rapaz ainda concedeu uma entrevista a um blog naquele dia:

Pergunta - Marina Silva está crescendo sobre votos de Dilma Rousseff?
Coimbra - Não dá para dizer. Dilma cresceu tanto após o início do horário gratuito da propaganda eleitoral que roubou votos dos outros dois. Agora, esses votos estão, ao que parece, voltando para eles.

Quantos votos, de fato, Dilma precisa perder para que haja segundo turno?
Nos dados de nosso tracking (corroborados por vários outros que temos de pesquisas desenvolvidas em paralelo), a vantagem dela para a soma dos outros estava em 12 pontos percentuais ontem. Se 6 pontos passassem dela para os outros, a eleição empataria e o prognóstico de vitória no primeiro turno seria impossível. Como cada ponto equivale a mais ou menos 1,35 milhão de eleitores, isso seria igual a 8 milhões de eleitores (sem raciocinar com abstenções).
(…)
Qual o quadro que o senhor acha mais provável?
Vitória de Dilma no primeiro turno.

Coimbra é o cara que organizava aquele tracking diário para o Ig, onde o tucano José Serra chegou a aparecer com 22% dos votos. O resultado das urnas mostra a credibilidade do seu levantamento.

Há uma semana, ele publicou uma simulação de segundo turno, e a diferença entre Dilma e Serra era de 8 pontos. Agora, seria de 12 nos votos totais. É simples: bastou mexer nos números do tucano dentro da margem de erro (há uma semana, teria 40%, agora 39%) e somar três pontinhos pra ela (teria ido de 49% para 51%).

Atenção: segundo Coimbra, os brancos e nulos continuam em 6%, como na semana passada, e os indecisos passaram de 6% para 4%. Huuummm… Serra não só não teria ganhado nenhum indeciso (foram todos para Dilma) como ainda perdeu eleitores para a petista, entenderam? Tudo num “passe de Marcos”…

Efeito deletério

“Ah, mas todo mundo sabe que essa gente…” Não é bem assim. Pesquisas, por menos credibilidade que tenham, sempre ajudam a criar o “ambiente”. Institutos fazem lá os seus ajustes, entendem? Se considerarmos, então, o modo como as coisas estão sendo feitas no Brasil, né? Arredonda-se aqui, arredonda-se ali. Um vem com 12; o seguinte, se tiver de arredondar para chegar a uma diferença de 7 ou de 8, escolhe a diferença maior, que o aproxima mais do colega; o que vem depois, ainda que seja o honesto da turma, sente a pressão e também dá o seu “totozinho”. No fim das contas, um acaba usando o outro como o limite da sua margem de erro e, magicamente, todos acertam, ainda que todos errem.

Daqui a pouco, o jornalismo online começa a “repercutir”, como eles dizem, os números do Vox Populi. Quem, a três dias da eleição, afirmava uma diferença a favor de Dilma de 12 pontos sobre a soma dos demais candidatos precisa é ser investigado em vez de ser levado a sério.

Mas Marcos Coimbra está de volta. Afinal, é essa a sua profissão.

Leia também: Pesquisas Eleitorais: OS FALSÁRIOS

Fonte: Reinaldo Azevedo/VEJA

Blogueiro divulga resultado de pesquisa do Ibope antes da pesquisa terminar.

Ricardo Noblat, blogueiro da Globo, com a pesquisa em pleno andamento, recebe informação da Campanha de Dilma que o Ibope irá trazer, em trabalho de campo que encerra no dia 20, uma diferença de 12 pontos para a candidata petista. É gravíssimo, pois o Ibope está contratado pela Rede Globo de Televisão. Como é que o PT já sabe o resultado de uma pesquisa que está em pleno andamento?


Fonte: Coturno Noturno

Em cenário estável, Dilma mantém vantagem sobre Serra, diz Datafolha

A segunda pesquisa Datafolha no segundo turno da eleição presidencial apresenta um cenário de estabilidade.


Dilma Rousseff (PT) tem 54% dos votos válidos (excluem brancos, nulos e indecisos), contra 46% de seu oponente, José Serra (PSDB).

Os dados são exatamente os mesmos registrados em levantamento realizado na semana passada. A margem de erro é de dois pontos percentuais, para mais ou para menos.

A taxa de indecisos, porém, oscilou para cima e agora está em 8% (era 7% na pesquisa anterior). Os que pretendem anular o voto ou votar em branco, 4%, eram em número idêntico na semana anterior.

Em votos totais, a petista registrou uma leve oscilação para baixo, passando de 48% para 47%, enquanto o tucano se manteve com 41%.

Para o Datafolha, essa oscilação se explica por uma queda de 3 pontos percentuais entre o eleitorado de menor escolaridade, que representa 47% do total de eleitores no Brasil.

RELIGIÃO

Os temas religiosos que dominaram esta etapa da campanha, como aborto e casamento homossexual, parecem não ter influenciado o eleitorado.

Entre os católicos, por exemplo, que são maioria na população brasileira, a ex-ministra tem 51% contra 38% do ex-governador de São Paulo, números semelhantes aos registrados na semana passada (o tucano oscilou um ponto para cima).

No grupo de evangélicos não pentecostais a candidata petista cai quatro pontos, enquanto Serra oscila positivamente dois pontos. Essa faixa representa 6% do eleitorado.

Curiosamente, a maior movimentação ocorre justamente no grupo dos que se declaram sem religião, em que Dilma caiu cinco pontos percentuais, e Serra cresceu cinco (a petista ainda vence por 45% a 40%). O grupo também representa 6% do eleitorado.

MARINA

O apoio de Marina Silva poderia influenciar no voto de 25% dos entrevistados, segundo o Datafolha. Entre os que votaram na candidata verde no primeiro turno, 51% dizem optar por Serra agora, contra 23% que declaram o voto em Dilma (oscilação positiva de um ponto com relação à pesquisa anterior --o tucano manteve o patamar). Pretendem votar em branco ou anular o voto 11%, enquanto 15% dos eleitores de Marina estão indecisos.

REJEIÇÃO

Entre os que dizem não votar em Serra, a rejeição ao candidato tucano passou de 63% para 66%. No caso de Dilma, o número de eleitores que não declaram voto na petista e não votariam nela de jeito nenhum oscilou um ponto para baixo, caindo de 68% para 67%.

A pesquisa foi feita nos dias 14 e 15 de outubro com 3.281 eleitores de 202 municípios brasileiros e a margem de erro é de dois pontos percentuais para mais ou para menos.

Os contratantes do levantamento, registrado no TSE sob o número 35.746, são a Folha e a Rede Globo.

Fonte: FOLHA/Arte: FolhaPress

PESQUISAS ELEITORAIS: Os falsários

Carlos Augusto Montenegro, o presidente do Ibope, profetizou há muitos meses uma vitória folgada de José Serra no primeiro turno. A campanha não havia começado e o Ibope não tinha pesquisas relevantes. O Oráculo falou para bajular aquele que, presumia sua sabedoria política, seria o próximo presidente.

Mais tarde, durante a campanha, de posse de inúmeras pesquisas, o Oráculo asseverou com a mesma convicção que Dilma Rousseff venceria no primeiro turno. A bajulação aos poderosos de turno obedece a uma lógica inflexível. Na mesma entrevista, ele sugeriu que a oposição atentava contra a democracia ao repercutir os escândalos no governo. Cada um fala o que quer, nos limites da lei, mas o Oráculo de araque não se limita a isso: ele vende um produto falsificado.

Pesquisas de opinião declaram uma margem de erro e um intervalo de confiança. A margem de erro expressa a variação admissível em relação aos resultados divulgados. O intervalo de confiança expressa a confiabilidade da pesquisa - ou seja, a probabilidade de que ela fique dentro da margem de erro.

Na noite de 3 de outubro, o Ibope divulgou as pesquisas de boca de urna para a eleição nacional e para 16 Estados, registradas com margem de erro de 2% e intervalo de confiança de 99%. Das 17 pesquisas, 12 ficaram fora da margem de erro. O intervalo de confiança real é inferior a 30%. Um cenário similar, catastrófico, emerge das pesquisas para o Senado. Há tanta diferença assim entre isso e vender automóveis com defeitos nos freios?

Legião chapa-branca

O Ibope não está só. Datafolha, Sensus e Vox Populi não fizeram pesquisas de boca de urna, mas suas pesquisas imediatamente anteriores também não resistem ao cotejo com as apurações. Todos os grandes institutos brasileiros cometem um mesmo erro metodológico, bem conhecido pelos especialistas. Eles usam o sistema de amostragem por cotas, que tenta produzir uma miniatura do universo pesquisado. A amostra é montada com base em variáveis como sexo, idade, escolaridade e renda. Isso significa que a escolha dos indivíduos da amostra não é aleatória, oscilando ao sabor de variáveis arbitrárias e contrariando os princípios teóricos da amostragem estatística.

O Gallup aprendeu a lição depois de errar na previsão de triunfo de Thomas Dewey nas eleições americanas de 1948. Venceu Harry Truman e o instituto mudou sua metodologia, adotando um plano de amostragem probabilística, que gera amostras aleatórias. Quase meio século depois, os institutos britânicos finalmente renunciaram à amostragem por cotas. O copo entornou em 1992, quando as pesquisas baseadas na metodologia furada previram a vitória trabalhista, mas triunfou o conservador John Major. Na sequência, uma equipe de especialistas identificou o problema e apresentou a solução. Os institutos brasileiros conhecem toda essa história. Não mudam porque a metodologia atual é mais prática e barata. Vendem gato por lebre.

A amostragem por cotas não permite calcular a margem de erro. Os institutos "resolvem" a dificuldade chutando uma margem de erro, que exibem como fruto de cálculo rigoroso. Como as eleições brasileiras costumam ter nítidos favoritos, eles iludem deliberadamente a opinião pública, cantando acertos onde existem, sobretudo, equívocos. Não é um fenômeno novo. Jorge de Souza, no seu Pesquisa Eleitoral: Críticas e Técnicas (Editora do Senado, 1990), já registrava que 16 das 23 pesquisas Ibope referentes às eleições estaduais de 1986 se situaram fora da margem de erro – o mesmo desastroso intervalo de confiança, em torno de 30%, verificado neste 3 de outubro.

Nem todos os institutos são iguais. O Datafolha conserva notável isenção partidária, embora também utilize o indefensável sistema de amostragem por cotas. O Oráculo do Ibope anda ao redor dos poderosos, sem discriminar partidos ou candidatos, farejando oportunidades em todos os lados.

Marcos Coimbra, seu congênere do Vox Populi, pratica uma subserviência mais intensa, porém serve apenas a um senhor. Durante toda a campanha, o Militante assinou panfletos políticos governistas fantasiados como análises técnicas de tendências eleitorais. Dia após dia, sem descanso, sugeriu a inevitabilidade do triunfo da candidata palaciana no primeiro turno. Sua pesquisa da véspera do primeiro turno, publicada com fanfarra por uma legião de blogueiros chapa-branca, cravou 53,4% dos votos válidos para Dilma Rousseff. Errou em 6,5 pontos porcentuais, quase três vezes a margem de erro proclamada, de 2,2%.

Gesto oportunista

Pesquisas, obviamente, não decidem eleições. Mas elas têm um impacto que não é desprezível. Sob a influência dos humores cambiantes do eleitorado, supostamente captados com precisão decimal pelas pesquisas, consolidam-se ou se dissolvem alianças estaduais, aumentam ou diminuem as doações de campanha, emergem ou desaparecem argumentos utilizados na propaganda eleitoral, modifica-se a percepção pública sobre os candidatos. Os institutos comercializam um produto rotulado como informação. Se fosse leite, intoxicaria os consumidores. Sendo o que é, envenena a democracia.

Beto Richa, o governador eleito em primeiro turno no Paraná, obteve da Justiça Eleitoral a proibição da divulgação de pesquisas eleitorais que não o favoreciam. A censura é intolerável, principalmente quando solicitada por alguém que se comprazia em dar publicidade a pesquisas anteriores, nas quais figurava à frente. Ele poderia ter usado o horário eleitoral para expor a incúria metodológica dos institutos e o lamentável papel desempenhado por alguns de seus responsáveis, como o Oráculo e o Militante. A opinião pública, ludibriada a cada eleição, encontra-se no limiar da saturação. Mais um pouco, aplaudirá o gesto oportunista de Richa e clamará pela censura. Que tal os institutos agirem antes disso, mesmo se tão depois do Gallup?

Ah, por sinal, qual é mesmo a taxa de aprovação do governo Lula?


Fonte: Demétrio Magnoli / O ESTADO DE S PAULO

CNT/Sensus aponta empate técnico entre Dilma e Serra

Petista aparece com 46,8%, enquanto tucano tem 42,7%; margem de erro é de 2,2 pontos. Empate técnico.

A candidata do PT à Presidência da República, Dilma Rousseff, e o candidato do PSDB, José Serra, estão tecnicamente empatados na corrida para o Palácio do Planalto, de acordo com pesquisa CNT/Sensus divulgada nesta manhã. Segundo o levantamento, Dilma tem 46,8% do total de intenções de voto, enquanto Serra tem 42,7%. Como a margem de erro da pesquisa é de 2,2 pontos porcentuais para mais ou para menos, a CNT explicou que essa diferença entre os dois candidatos se configura em empate técnico.

Os votos brancos e nulos somam 4%, enquanto 6,6% dos entrevistados não souberam ou não responderam em quem votar. Considerando-se apenas os votos válidos, o que desconsidera os votos brancos, nulos e os eleitores indecisos, Dilma tem 52,3% e Serra aparece com 47,7% das intenções.

Antes da realização do primeiro turno das eleições, no início deste mês, Dilma aparecia com 53,9% das intenções totais de voto e Serra registrava 34,5%, em uma simulação para um até então eventual segundo turno.

Na indicação espontânea dos eleitores entrevistados, a candidata do PT à presidência da República, Dilma Rousseff, tem 44,5% das intenções de voto enquanto o candidato José Serra (PSDB) tem 40,4%. Na pesquisa espontânea, também se configura o empate técnico entre os dois candidatos já que a margem de erro da pesquisa é de 2,2 pontos porcentuais.

Nesse tipo de levantamento, 4% dos eleitores disseram que vão votar branco ou nulo e 10,6% disseram não saber ou não responderam em quem irão votar.

A pesquisa CNT/Sensus mostrou ainda que o índice de rejeição da candidata Dilma Rousseff ficou em 35,4%, ante 32,6% na simulação antes do primeiro turno, realizada entre os dias 26 e 28 de setembro. Serra, por sua vez, teve queda na rejeição, passando de 40,2% para 37,5%, no mesmo período.

O levantamento mostra que 43,3% dos entrevistados disseram que Dilma seria o único candidato em que votariam para presidente, enquanto 37% afirmaram que votariam apenas em Serra. A pesquisa também questionou sobre as expectativas de vitória dos eleitores, em que 59,6% disseram acreditar que Dilma irá vencer as eleições, enquanto 29% disseram acreditar que Serra sairá vencedor. Essa pergunta foi feita independente do voto declarado pelo entrevistado.

A pesquisa informa que 72,9% já têm o voto definido para o segundo turno das eleições. O levantamento revela também que 22,9% dos entrevistados ainda não têm o voto definido. Um total de 4,3% disseram não saber ou não responderam se já têm o voto definido e não pretendem mudar essa opção.

O levantamento ainda questionou a intenção de comparecimento às urnas no segundo turno e constatou que 92,7% disseram que certamente vão votar; 3,9% talvez irão vota; e 2,7% disseram que não vão votar.

A pesquisa CNT/Sensus ouviu 2 mil pessoas em 136 municípios nas cinco regiões do País e em todos os Estados brasileiros entre os dias 11 e 13 de outubro e foi registrada no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) com o número 35.560/2010.

Sensus e CNT atribuem alta na rejeição a Dilma a 'processo de difamação'

Brasília, 14 - O diretor do Instituto Sensus, Ricardo Guedes, e o presidente da Confederação Nacional do Transporte (CNT), Clésio Andrade, atribuíram a um "processo de difamação" contra a presidenciável do PT, Dilma Rousseff, o aumento da rejeição à candidata, indicado na pesquisa do Instituto Sensus divulgada há pouco. Por causa desse "fenômeno sociológico", o instituto decidiu não fazer um prognóstico sobre o resultado final da eleição.

A pesquisa CNT/Sensus mostrou que 35,4% dos eleitores não votariam em Dilma Rousseff. No levantamento anterior, esse índice era de 32,6%. Já a rejeição ao candidato do PSDB, José Serra, que era de 40,2% caiu para 37,5%.

No primeiro turno, a seis dias da votação, o Instituto Sensus divulgou um levantamento apontando a vitória de Dilma sobre Serra, com uma vantagem de oito milhões de votos. Para o diretor do Sensus, Ricardo Guedes, o erro de avaliação decorreu do processo de difamação que "teve peso muito forte na reta de chegada ao primeiro turno".

Segundo Guedes, seria preciso trabalhar com uma margem muito superior de diferença entre os candidatos para arriscar um prognóstico no segundo turno. O levantamento divulgado nesta manhã apontou situação de empate técnico entre os candidatos.

O pesquisador Ricardo Guedes afirmou que assiste a um "processo sócio-cultural inusitado nessa eleição", baseado em estratégias que, de um lado, investem na desconstrução de um candidato, e do outro, potencializam as qualidades do outro postulante.

Clésio Andrade chamou a atenção para o uso da internet nesse processo, bem como para a contratação de pessoas com a missão de desconstruir a imagem dos candidatos nas ruas, nos ônibus, nos trens, entre outros lugares de grande fluxo de pessoas, distribuindo panfletos e pregando cartazes em postes. "São as chamadas matracas", definiu.

Às vésperas da votação em primeiro turno, a candidata do PT tornou-se alvo de correntes difamatórias na internet, bem como por meio de panfletos apócrifos, distribuídos em igrejas, afirmando que se ela fosse eleita, endossaria uma lei favorável ao aborto e à união civil entre homossexuais, fecharia templos e proibiria a liberdade de cultos.



Fonte: O ESTADO DE S PAULO/Fabio Graner e Andrea Jubé Vianna e Andrea Jubé Vianna/Agência Estado

Dilma tem 53% dos votos válidos, e Serra, 47%, aponta Ibope

Margem de erro é de 2 pontos percentuais, para mais ou para menos. Nos votos totais, Dilma registra 49%, e Serra, 43%.

O Ibope divulgou nesta quarta-feira (13) pesquisa de intenção de voto para o segundo turno da eleição presidencial. Segundo o instituto, Dilma Rousseff (PT) tem 53% dos votos válidos, e José Serra (PSDB), 47%.

Com a margem de erro, de 2 pontos percentuais para mais ou para menos, Dilma pode ter de 51% a 55%, e José Serra, de 45% a 49%. O critério de votos válidos exclui intenções de voto em branco e nulo e eleitores indecisos.

A pesquisa foi encomendada pela TV Globo e pelo jornal “O Estado de S. Paulo” e foi registrada no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) com o número 35669/2010. O Ibope ouviu 3.010 eleitores entre segunda-feira (11) e esta quarta (13).

Votos totais

Levando em conta os votos totais (que incluem brancos, nulos e indecisos), a vantagem de Dilma para Serra também é de seis pontos percentuais.

Segundo o Ibope, a petista tem 49%, e o tucano, 43%. Brancos e nulos somaram 5%, e indecisos, 3%.

Com a margem erro, a petista pode ter de 47% a 51%, e o tucano, de 41% a 45%.

Comparação

O Ibope informou que a pesquisa permite comparações com as sondagens realizadas antes do primeiro turno, mas com ressalvas. Segundo o instituto, nas pesquisas feitas antes de 3 de outubro, a pergunta sobre a intenção de voto no segundo turno era hipotética. Hoje, é uma situação real.

Na simulação de segundo turno divulgada no dia 2 de outubro, a diferença entre os dois candidatos era de 14 pontos percentuais (51% a 37% a favor de Dilma, considerando os votos totais). Agora, a diferença é de seis pontos.


Fontes: G1 - TV Globo

Datafolha mostra Dilma com 48%; Serra tem 41%

A primeira pesquisa Datafolha realizada após o primeiro turno mostra que Dilma Rousseff (PT) tem 48% dos votos totais contra 41% de José Serra (PSDB). A diferença entre eles é de sete pontos percentuais.

Se a eleição fosse hoje, a petista venceria a disputa pelo Palácio do Planalto neste segundo turno, a ser realizado no último domingo do mês, dia 31. Há também 4% de eleitores votando em branco ou nulo. Outros 7% dizem estar indecisos.

O Datafolha fez 3.265 entrevistas na sexta, em 201 cidades. A margem de erro é de dois pontos percentuais, para mais ou para menos. Quando se consideram os votos válidos (excluindo-se brancos e nulos), Dilma tem 54%, e Serra fica com 46%. A diferença entre eles vai a oito pontos percentuais.

Encomendada pela Folha e pela Rede Globo, a pesquisa não mede ainda o impacto completo da reestreia dos programas eleitorais de Dilma e Serra, exibidos à tarde e à noite daquele dia.

Mas a sondagem permite duas comparações, com ressalvas. Primeiro, com o cenário pré-primeiro turno, quando havia simulações de possíveis segundos turnos.

A outra comparação é com eleições presidenciais anteriores, sobretudo a de 2006 --na qual os finalistas tiveram percentuais semelhantes aos de Dilma e Serra.



QUEDA

Antes da eleição, o instituto perguntou aos eleitores como votariam num segundo turno entre Dilma e Serra. "É necessário dizer que aquela era uma situação hipotética e hoje há um cenário real", ressalta o diretor-geral do Datafolha, Mauro Paulino.

Nos dias 1º e 2 de outubro, sexta-feira e sábado da outra semana, numa simulação de segundo turno, Dilma teria 52% contra 40% de Serra. Havia 5% de eleitores votando em branco, nulo ou nenhum. E 3% de indecisos.

Ou seja, comparado ao que tem hoje, Dilma perdeu quatro pontos percentuais.

A petista teve uma oscilação na margem máxima de erro da pesquisa. Antes do primeiro turno, ela teria, no mínimo, 50%. Hoje, pode ter no máximo os mesmos 50%.

Já José Serrra teve oscilação de apenas um ponto percentual, de 40% para 41%.

Os pontos subtraídos de Dilma foram incorporados pelos eleitores que votam em branco, nulo ou que estão indecisos. Há uma semana, o conjunto desses eleitores somava 8%. Hoje, são 11%.

Em 2002 e 2006, o percentual de brancos e nulos foi muito parecido: 6% e 5,5%, respectivamente.

Para Mauro Paulino, se esse mesmo nível de brancos e nulos se repetir, há 5% dos eleitores hoje indecisos que devem acabar pendendo para Dilma ou Serra.

Na atual conjuntura, se todos se inclinassem em direção ao tucano, ele iria a 46%. Ficaria ainda numericamente atrás dos 48% de Dilma.

Outra comparação possível é com o cenário de 2006, quando houve expectativa de vitória de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) no primeiro turno. No final, ele acabou indo ao segundo turno contra Geraldo Alckmin (PSDB).

À época, na véspera do primeiro turno, Lula registrava 49% dos votos totais contra 44% de Alckmin. Na primeira pesquisa já no segundo turno, o petista obteve 50% contra 43% do tucano.

Ou seja, há quatro anos a distância entre Lula e Alckmin nessa fase foi de sete pontos --igual à registrada agora entre Dilma e Serra.

A diferença daquela eleição para a atual é o fato de Lula ter mantido o mesmo nível de intenção de votos na passagem do primeiro para o segundo turno. Já Dilma dá sinais de ter perdido apoios ao entrar nessa nova fase.


Fonte: FOLHA/FERNANDO RODRIGUES - Arte: Editoria de Arte da FOLHA

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