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Presidente de Honduras pede que Zelaya "pare de incomodar" o país

Comentário de Lobo, é reação às novas propostas de Zelaya junto à OEA


O presidente de Honduras, Porfirio Lobo, que pediu para Zelaya parar de incomodar / Gustavo Amador/Efe

O presidente de Honduras, Porfirio "Pepe" Lobo, pediu hoje ao ex-presidente Manuel Zelaya, deposto por meio de um golpe de Estado em junho do ano passado, que "pare de incomodar Honduras".

Ontem (18), Zelaya havia dito que irá à reunião do Grupo do Rio que acontece no México entre os próximos dias 22 e 23 de fevereiro para propor mecanismos que impeçam a realização de novos golpes no continente.

Entre os mecanismos que Zelaya pretende propor está o de dissolver todo Exército envolvido em um golpe de Estado, o que Lobo rejeitou totalmente. "Não acho que haja nada que esteja acima do nosso direitos de nos dirigir internamente, eu sugeriria ao ex-presidente Zelaya que se acalme, que pare de incomodar Honduras", disse.

O ex-presidente hondurenho foi tirado do poder em um golpe realizado pelo Exército sob aval do Congresso e do Judiciário às vésperas de realizar um plebiscito que instalaria reeleição no país. Expulso, Zelaya voltou a Honduras meses mais tarde, clandestinamente, e se abrigou na embaixada brasileira em Tegucigalpa, onde permaneceu por mais de quatro meses, até obter a autorização de Lobo para viajar ao exílio, na República Dominicana.

Na defesa de sua proposta antigolpe, Zelaya afirmou que é necessário"dotar a comunidade internacional de unhas e dentes e trabalhar no fortalecimento da democracia para que esta situação [de golpe] não volte a ocorrer".

Lobo compareceu hoje a evento de comemoração pelos 36 anos da Força Aérea Hondurenha (FAH), em uma base aérea.

Brasil

O presidente Lula, que agora admite reatar relações com novo presidente de Honduras / Sérgio Lima/Folha Imagem

Hoje, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva disse, por meio de um porta-voz, que quer retomar o "diálogo" com Honduras e defende a volta do país à OEA (Organização dos Estados Americanos).

O presidente Lula disse estar "preocupado com o precedente aberto pela ruptura institucional [que representou o golpe]", mas que considera "importante o retorno de Honduras à OEA" e a "retomada do diálogo" com o governo de Lobo.

Essa declaração é mais um indício de que o Brasil está disposto a rever a rígida postura que manteve com relação ao processo eleitoral que levou Lobo ao poder --e que foi realizada sob o regime interino instalado após a deposição de Zelaya. O hondurenho, que tomou posse em janeiro passado, ainda não foi reconhecido pelo governo Lula como presidente legítimo.

Essa nova posição coincide com a postura do secretário-geral da OEA, José Miguel Insulza, que defendeu o retorno de Honduras ao organismo, apesar da resistência de alguns países, como o próprio Brasil, que não reconhecem Lobo como governante.

Fontes: FOLHA - Efe - France Presse

Brasil busca saída para voltar às boas com Honduras

Tuca Vieira/Folha
O Brasil está à procura de um pretexto para normalizar suas relações diplomáticas com Honduras.

Sabe que a porta de saída é o reconhecimento do governo Porfirio Lobo, eleito no ano passado e empossado nesta semana.

Só precisa de uma boa justificativa para virar a maçaneta. Idealiza um movimento coletivo, que reúna outros países.

O tema vai à mesa na próxima reunião do que Grupo do Rio, em fins de fevereiro, no México. Participam países da América Latina e do Caribe.

Antes da abertura das urnas de Honduras, Brasília condicionava a legitimidade do pleito à volta do deposto Manuel Zelaya ao cargo de presidente.

Zelaya não voltou. Mas Marco Aurélio Garcia, assessor internacional de Lula, já cuida de atenuar o azedume.


"Nós, evidentemente, estamos avaliando a situação e esperando as iniciativas do novo governo", diz ele.

"Como tomamos decisões coletivas naquele momento [pós-golpe], obviamente queremos analisar [essa hipótese conjuntamente]", no Grupo do Rio.

A eleição que o Brasil demora a reconhecer foi presidida por Roberto Micheletti, em quem o governo Lula pespegara a pecha de “golpista”.

Micheletti se revelaria um golpista sui generis. Fora à presidência, em junho de 2009, enrolado na constituição hondurenha.

Uma constituição que, segundo decisão da Suprema Corte de Honduras, Zelaya tentara usurpar.

O deposto tramara a realização de um referendo re-eleitoral. Coisa que, em Honduras, é proibida em cláusula constitucional pétrea.

Decorridos sete meses do pseudogolpe, o suposto golpista entregou a presidência a Porfirio Lobo, eleito num pleito cuja legitimidade foi atestada pela OEA.

O Brasil foi empurrado para a crise de Honduras por Hugo Chávez, o presidente da Venezuela.

Em operação companheira cujos detalhes a história ainda vai contar, Chávez devolveu Zelaya a Honduras.

Em vez de bater na porta da embaixada da Venezuela, o deposto materializou-se defronte dos portões da sede diplomática do Brasil em Tegucigalpa.

Só deixou a embaixada, convertida em quartel de uma fracassada resistência depois da posse de Porfírio Lobo. Foi para a República Dominicana.

Livre do hóspede, o Brasil tenta agora livrar-se dos problemas causados por ele. Algo que, sabem todos, passa pelo reconhecimento do novo governo.

Num sinal de que ensaia a marcha à ré, o Itamaraty despachou para Tegucigalpa, nesta sexta, a vice-consul do Brasil em Honduras, Francisca de Melo.

Ela foi barrada no aeroporto da capital hondurenha. Em resposta ao que considerou um “erro”, o governo Porfírio Lobo demitiu o diretor de imigração.

Francisca deve retornar a Tegucigalpa na segunda (1º). Vai reabrir a embaixada do Brasil, ainda sem a presença de um embaixador.

Fonte: FOLHA / Josias de Souza

Após deixar Honduras, Zelaya chega à República Dominicana

Presidente deposto ficou mais de 4 meses em embaixada do Brasil. 'Voltaremos', disse ele antes de embarcar para o exílio.

O ex-presidente hondurenho Manuel Zelaya chegou a uma base aérea perto da capital da República Dominicana, Santo Domingo, no fim da tarde desta quarta-feira (27), horário local, quase oito meses depois do golpe que o tirou do poder.

O presidente deposto de Honduras, sua família e seus colaboradores deixaram o prédio da Embaixada do Brasil em Tegucigalpa, onde estavam abrigados desde 21 de setembro do ano passado.

Zelaya saiu do prédio em um carro, cercado por uma caravana de cerca de vinte outros veículos, e tomou um avião rumo à República Dominicana, na qualidade de convidados do presidente Leonel Fernandez.



Fonte: G1 - TV Globo - Agências

Avião decola de Honduras levando Zelaya à República Dominicana

O presidente deposto de Honduras, Manuel Zelaya, deixou o país nesta quarta-feira, em um avião rumo à República Dominicana.


"Voltaremos", disse Zelaya em entrevista à rádio Globo pouco antes de chegar ao aeroporto de Toncontín. O exílio indica o fim de uma crise iniciada com o golpe que tirou Zelaya do poder, em junho passado. Mais cedo, o novo presidente de Honduras, Porfírio Lobo, assumiu o cargo.

A aeronave que levava Zelaya, a mulher, Xiomara, e as filhas do casal decolou às 15h35. Com a viagem, acaba o confinamento de Zelaya na embaixada brasileira em Tegucigalpa, iniciado em 21 de setembro último, há mais de quatro meses. No aeroporto, um grupo de centenas de simpatizantes de Zelaya o aguardava para a despedida.

"Eu estou aqui para me despedir do meu presidente", afirmou a cabeleireira María Eduviges Alvarenga, 58, à agência de notícias Efe. "Nós vamos dar "tchau" a ele, mas ele voltará e, se conseguirmos realizar a Assembleia Constituinte, voltará a ser presidente."

Ontem (26), o encarregado de negócios Francisco Catunda Resende, diplomata brasileiro que ficou o responsável pela embaixada desde a entrada de Zelaya, afirmou esperar que o prédio retomasse seu funcionamento normal já segunda-feira (1º).

Posse

Porfírio Lobo discursa após receber a faixa presidencial de Honduras, em cerimônia/Arnulfo Franco/AP

Mais cedo, o presidente Porfírio Lobo tomou posse. Ainda durante a cerimônia, ele assinou o salvo-conduto que permitiu que Zelaya deixasse a embaixada rumo ao aeroporto sem correr risco de ser preso.

Em seu primeiro discurso após tomar posse, Lobo disse ainda que a anistia é o "princípio da reconciliação" e que se aplicará apenas a feitos de ordem política. "A família hondurenha quer se reconciliar", disse Lobo, eleito em uma votação contestada por muitos países, incluindo o Brasil, por ser realizada sob Micheletti.

Fonte: FOLHA - Agências

Porfírio Lobo toma posse como presidente de Honduras

'Prometo ser fiel à República e cumprir e fazer cumprir as leis', disse.

O conservador Porfírio Lobo assumiu esta quarta-feira (27) como presidente de Honduras em ato realizado no Estádio Nacional de Tegucigalpa.

A posse de Lobo encerra o governo interino que comandou o país durante os sete meses desde o golpe de Estado que depôs Manuel Zelaya, em 28 de junho de 2009, abrindo .uma crise política no país.

"Prometo ser fiel à República e cumprir e fazer cumprir as leis", disse Lobo ao jurar diante do presidente do Congresso, Juan Orlando Hernández, seu amigo e correligionário no Partido Nacional.

Lobo foi eleito diretamente no último dia 29 de novembro. Como as eleições foram realizadas sob um governo interino, poucos líderes latino-americanos participaram da cerimônia. O governo brasileiro não reconheceu o resultado da eleição.

Lobo, de 62 anos, tenta encerrar à polarização política e reconciliar seus compatriotas, além de conseguir que a comunidade internacional suspenda as sanções impostas a Tegucigalpa após o golpe, que pioraram os efeitos da crise econômica em um dos países mais pobres da América.


Apoiadores de Lobo assistem à cerimônia de posse em estádio de Tegucigalpa (Foto: Orlando Sierra / AFP)

O novo presidente tem ainda a tarefa de fazer com que a Constituição seja respeitada, em um país em que os governantes deram mostras - antes e depois do golpe - de que as leis são modificadas de acordo com seus interesses.

O novo Congresso hondurenho foi instalado na segunda-feira em uma cerimônia em que Micheletti não compareceu por razões de saúde, ainda que em dias anteriores tenha dito que não assistiria às cerimônias públicas para não atrapalhar os esforços de Lobo para ter um reconhecimento internacional.

A crise não só dividiu os hondurenhos, mas estremeceu as relações entre o presidente americano Barack Obama e os países latino-americanos com governos de esquerda, que resistiram a reconhecer Lobo, mas que agora parecem dispostos a normalizar seus laços com Tegucigalpa.

Na noite de terça (26), a Justiça hondurenha liberou de responsabilidade penal os seis comandantes militares que participaram do golpe de Estado em Honduras, e que haviam sido acusados de abuso de autoridade e expatriação ilegal do presidente deposto Manuel Zelaya, segundo a sentença divulgada pela imprensa local.



Fontes: G1- Agências - TV Globo

Zelaya deixa embaixada brasileira em Honduras rumo ao exílio

Presidente deposto ficou mais de 4 meses abrigado em Tegucigalpa. 'Voltaremos', disse ele antes de embarcar para o exílio.

O presidente deposto de Honduras, Manuel Zelaya, deixou nesta quarta-feira a Embaixada do Brasil em Tegucigalpa, onde estava isolado havia quatro meses. Ele seguiu para o aeroporto da cidade de onde embarcará, com a mulher e os filhos, para a República Dominicana, após fracassar em sua campanha para reverter o golpe que o derrubou do poder, em 28 de junho do ano passado. A informação da saída de Zelaya foi confirmada por um militar hondurenho à rede de TV americana CNN, na porta da embaixada.

Zelaya viajará como convidado do presidente dominicano, Leonel Fernández, que o acompanhará no avião. "Tenho um convite (...) para ir à República Dominicana e irei aceitar o convite, obviamente com a aprovação do novo governo", disse Zelaya a uma rádio local ontem.


Militares guardam a bagagem do presidente deposto de Honduras, Manuel Zelaya, nesta quarta-feira (27), em frente ao prédio da Embaixada do Brasil, em Tegucigalpa. (Foto: AFP)

O presidente deposto está refugiado desde 21 de setembro na Embaixada do Brasil em Tegucigalpa, que está cercada por mais de cem soldados e policiais com ordens para prendê-lo.

Após meses de adiamentos, o Congresso concedeu anistia política para os envolvidos na crise política do país na noite desta terça-feira, o que não afeta as acusações penais contra o presidente deposto.

Já o presidente Porfírio Lobo, que tomou posse mais cedo, assinou o salvo-conduto que permite que o presidente deposto deixe a embaixada para o aeroporto, sem correr risco de ser preso.

Em seu primeiro discurso após tomar posse, Lobo disse ainda que a anistia é o "princípio da reconciliação" e que se aplicará apenas a feitos de ordem política. "A família hondurenha quer se reconciliar", disse Lobo, eleito em uma votação contestada por muitos países, por ser realizada sob o governo interino de Roberto Micheletti, que ascendeu ao poder após a deposição de Zelaya, em 28 de junho.

A partida de Zelaya marca um fracasso da diplomacia regional para tentar reverter o golpe, já que vários meses de negociações com o governo interino para a restituição de Zelaya no poder terminaram sem acordo. O Brasil, querendo demonstrar poder político na região, ofereceu refúgio a Zelaya, e seus seguidores transformaram a sede diplomática em um caótico acampamento sob cerco militar.

O presidente interino, Roberto Micheletti, nomeado pelo Congresso no mesmo dia do golpe, se aferrou ao poder apesar da pressão internacional, o que incluiu a suspensão de ajuda financeira dos EUA e de organismo internacionais. Desde o momento do golpe, Micheletti dizia que só entregaria o poder ao presidente que fosse eleito, em novembro.

O novo presidente afirmou nesta terça-feira que acompanhará Zelaya até o aeroporto, acompanhado de Fernández e do presidente da Guatemala, Álvaro Colom.

Zelaya foi deposto e expulso de Honduras por militares nas primeiras horas de 28 de junho do ano passado, quando pretendia realizar uma consulta popular sobre mudanças constitucionais que havia sido considerada ilegal pela Justiça. Ele foi expulso, com apoio da Suprema Corte e do Congresso, sob a alegação de que visava a infringir a Constituição ao tentar passar por cima da cláusula pétrea que impede reeleições no país.

Depois de passar três meses viajando pelo continente em busca de apoio internacional, voltou clandestinamente a Honduras e se abrigou na embaixada brasileira, a espera de um grande apoio popular que fortalecesse sua causa. A estratégia, contudo, não deu certo e Zelaya acabou com uma dúzia de apoiadores na embaixada e sem o apoio vocal e reiterado dos países boliviarianos e do Brasil.

Zelaya e Brasil saem como derrotados da crise em Honduras

A crise em Honduras chega a um novo momento com a posse, nesta quarta-feira, do presidente eleito Porfírio Lobo. Após a cerimônia, o presidente deposto, Manuel Zelaya, perde qualquer chance de retornar ao poder e deixa a Embaixada do Brasil em Tegucigalpa rumo a República Dominicana sem a Presidência, apoio interno e internacional e a anistia.

Mas a lista de perdedores vai além de Zelaya. Inclui ainda o Brasil --com seu apoio insistente a restituição do presidente deposto, mesmo quando essa não era mais viável-- a mediação fracassada da OEA (Organização dos Estados Americanos) e o discurso duro --mas que rapidamente se silenciou-- do presidente venezuelano, Hugo Chávez.

No lado dos ganhadores, está o presidente interino, Roberto Micheletti, que deixou o poder como a peça de resistência diante dos esforços internacionais para a volta de Zelaya e com o título de deputado vitalício. Figuram ainda os Estados Unidos, que, apesar da relutância em admitir um golpe de Estado em Honduras, demonstraram ser a maior força de mediação no continente.



Fontes: FOLHA / MÁRCIA SOMAN MORAES  - TV Globo

Presidente interino de Honduras diz que Zelaya só pode sair do país como asilado

Presidente eleito do país pediu apoio a governo de reconciliação nacional.
Zelaya diz que não abrirá mão de sua restituição ao poder.

O presidente interino de Honduras, Roberto Micheletti, disse nesta segunda-feira (14) que o líder deposto do país, Manuel Zelaya, só pode sair de Honduras como asilado político a qualquer país fora da América Central. Micheletti fez referência ao México e à República Dominicana, como opções para Zelaya.

Micheletti reiterou, entretanto, que Zelaya terá que responder aos tribunais de Justiça do país, que o acusam de delitos como a traição à pátria.

O presidente eleito do país, Porfirio Lobo, pediu nesta segunda-feira (14) a renúncia tanto do presidente de facto quanto do líder deposto como uma alternativa para o fim da crise política no país.

Lobo e o governo de facto estão sob pressão internacional para recompor a ordem constitucional e conquistar reconhecimento para a nova administração que assumirá em janeiro, assim como recuperar a vital ajuda estrangeira que foi cortada após o golpe de Estado contra Zelaya em 28 de junho.

O presidente eleito na eleição de novembro se reunirá nesta segunda-feira com Micheletti e disse que tentaria conversar com Zelaya, abrigado há quase três meses na embaixada do Brasil em Tegucigalpa após ter retornado ao país clandestinamente.

"Ambos disseram que estavam dispostos a renunciar, mas agora, creio que podemos alcançar este propósito... e nos ter integrados ao governo de reconciliação nacional", disse Lobo em entrevista coletiva.

"Vou impulsioná-los para que caminhem rápido e que se conclua tudo para que tenhamos as portas internacionais abertas", afirmou.

No entanto, Zelaya disse que não abrirá mão de sua restituição, enquanto Micheletti disse na semana passada que seguirá no cargo até a posse de Lobo, em 27 de janeiro.

As eleições de novembro não foram reconhecidas por grande parte dos países latino-americanos, entre eles Brasil, Argentina e Venezuela, por terem sido organizadas pelo governo de facto. Estados Unidos, Colômbia, Peru, Panamá e Costa Rica, no entanto, reconheceram o pleito.


Saída

Lobo insistiu que tentará facilitar a saída de Zelaya da embaixada brasileira após uma tentativa frustrada na semana passada, quando o governo mexicano enviou um avião a Tegucigalpa para levar o líder deposto, mas o governo de facto afirmou que Zelaya só deixaria Honduras sob o status de asilado político. Zelaya desejava chegar ao México como "hóspede".

"Se o presidente Zelaya quer sair, que o presidente Micheletti venha e facilite para que ele possa sair. O tema é como evitaremos um confronto", disse Lobo.

Zelaya tem uma ordem de prisão por supostamente violar a Constituição ao realizar, no mesmo dia em que foi deposto, uma consulta popular para abrir espaço para sua reeleição, apesar de ter sido proibida por um juiz.


Fonte: G1

Diplomacia brasileira dá prazo para Zelaya deixar Embaixada em Honduras

Presidente deposto poderá ficar no prédio brasileiro até final de janeiro.
Governo interino negou autorização para Zelaya viajar para o México.


A diplomacia brasileira deu nesta quinta-feira (10) um ultimato a Manuel Zelaya. Segundo Francisco Catunda, encarregado de negócios da Embaixada do Brasil em Tegucigalpa, o presidente deposto de Honduras pode ficar no prédio brasileiro só até o fim de janeiro de 2010.

Essa disposição foi confirmada, por telefone, por Francisco Catunda. “Ele tem plena consciência que ao terminar o mandato deverá seguir outro destino”, afirmou.

Também por telefone, Zelaya se mostrou disposto a sair da Embaixada Brasileira, onde está abrigado desde o dia 21 de setembro, quando retornou ao país escondido.“Certamente até o dia 27 de janeiro de 2010, quando termina meu mandato. No entanto, a minha posição é sair o mais rápido possível, logicamente com o respaldo do governo do Brasil”.

A aparente calma nesta quinta-feira na Embaixada Brasileira em Honduras contrasta com uma noite e madrugada tensas. Depois de acertos para que o presidente deposto deixasse o país rumo ao México, tudo mudou. O governo interino de Honduras não deu o salvo-conduto para Zelaya partir.

O governo interino exigiu que, antes de viajar, Zelaya assinasse a renúncia. Mas ele se recusou, e permaneceu em Honduras.

O Ministro Celso Amorim, das Relações Exteriores, disse que Brasil e Argentina ajudaram na negociação e ficou surpreso com o desfecho. “Mas isso apenas comprova que um governo que não tem legitimidade age sempre de uma maneira ilegítima”, afirmou.





Fonte: G1

Congresso hondurenho rejeita restituição de Manuel Zelaya

Opositores do presidente deposto alcançaram maioria em votação.

O Congresso hondurenho rejeitou nesta quarta-feira (2) a restituição do presidente deposto Manuel Zelaya.

Até às 19h (horário local, 23h de Brasília), 67 dos 128 deputados haviam votado contra e apenas nove apoiavam a restituição, formando assim a maioria simples que garante a ratificação da decisão tomada pelo Congresso em junho.

Segundo o enviado especial da TV Globo a Honduras, o repórter José Roberto Burnier a votação continua, com os deputados justificando seus votos, muitas vezes com longos discursos.

A responsabilidade do Congresso pela decisão sobre a restituição do líder deposto estava prevista no acordo Tegucigalpa San-José, assinado em outubro por representantes de Zelaya e do governo interino, liderado por Roberto Micheletti.

Com a decisão, o Congresso ratifica a medida que adotou em 28 de junho, quando destituiu Zelaya, que poucas horas antes foi levado à Costa Rica por um grupo de militares que o expulsaram de sua residência.


Deputados assistem a vídeo sobre Zelaya durante votação. (Foto: AFP)

Zelaya voltou a Honduras em setembro e está refugiado na embaixada brasileira na capital, Tegucigalpa, desde então.

Sem apoio

Mais cedo,o Partido Nacional já havia decidido não dar seu apoio à volta de Zelaya ao poder. O partido é a sigla de Porfírio Lobo, presidente eleito nas contestadas eleições presidenciais hondurenhas de 29 de novembro.

O acordo Tegucigalpa-San José determinava que fosse avaliada pelo Congresso a volta ao poder de Zelaya. Na realidade, em tese, a volta de Zelaya valeria até a posse do futuro presidente, Porfirio Lobo, que venceu as eleições presidenciais do último domingo (29).

O enviado especial da TV Globo a Honduras, o repórter José Roberto Burnier relatou que um vídeo contra a volta de Zelaya foi exibido no próprio Congresso, momentos antes da sessão. “Num cenário que deveria ser imparcial, houve a apresentação de um vídeo aos deputados contra Zelaya, o que causou uma certa estranheza”, contou o repórter, de Tegucigalpa.

Cerca de 300 manifestantes, de acordo com o repórter, foram isolados pela polícia a duas quadras do Congresso. Um forte esquema de segurança cercou o Congresso, com pelo menos duas fileiras de soldados armados impedindo o acesso da multidão.



Fontes: G1 - TV Globo

Honduras prepara eleição, e Zelaya fica mais sozinho do que nunca

A Solidão do presidente deposto

Manuel Zelaya, o presidente de Honduras derrubado do poder por um golpe de Estado em 28 de junho e que voltou a Tegucigalpa, de surpresa, há mais de dois meses para se refugiar na embaixada do Brasil, parece mais sozinho do que nunca antes da eleição presidencial deste domingo.

O homem de chapéu texano mantém, no entanto, a sua popularidade entre uma parte dos hondurenhos que se sentia excluída da cena política deste pequeno país da América Central, dominada por um grupo de famílias. "Estou num estado de espírito sólido", declarou Zelaya à agência de notícias France Presse por telefone. "Vou defender meu mandato, não estou disposto a negociar meu cargo", acrescentou.

No entanto , segundo o analista político Juan Ramon Martinez, o presidente destituído não conseguiu a volta. "Ele está sozinho, ele se tornou uma figura política patética", comentou.

O Congresso deve se pronunciar nesta quarta-feira (2) sobre um retorno eventual ao poder de Zelaya até o fim de seu mandato, em 27 de janeiro.


Deposto, Zelaya continua refugiado em embaixada brasileira; ele se esforça para negar legitimidade de eleição/ Esteban Felix/AP

Mas um voto positivo dos deputados está longe de ser certo. Zelaya tem apoio de apenas 26 deputados de sua formação, o Partido Liberal (PL, direita), em razão de sua guinada para a esquerda em 2008. O Partido Nacional (PN, direita), do favorito à presidencial, Porfirio Lobo, detém 55 cadeiras, o que o coloca em posição chave.

"O PN não terá de pagar preço político muito caro caso decida se pronunciar pela volta de Zelaya", segundo o analista Efrain Diaz Arrivillaga. "A solução depende do resultado da eleição", disse. Para Martinez, em contrapartida, Zelaya só tem que escolher entre pedir asilo político ao Brasil ou se entregar à Justiça que o acusa de "alta traição".

O presidente havia sido detido e expulso em 28 de junho, dia em que havia organizado um referendo para preparar sua reeleição, contra pronunciamento da Suprema Corte. Ele voltou a Honduras em 21 de setembro, conseguindo atrair a atenção da mídia, e se trancou na embaixada do Brasil, cercada pelo Exército.

Antes, 300 partidários o esperavam do lado de fora da embaixada, mas agora eles não passam de 20. Mais decepcionante ainda, as autoridades golpistas conseguiram organizar a eleição presidencial com o apoio dos EUA, o parceiro histórico de Honduras. Zelaya, após ter tentado em vão o adiamento da votação, pediu o boicote.

"Esta é a primeira vez, não existe precedente na América Latina, que a ditadura organiza ela mesma sob a sua tutela, sem observadores da Organização dos Estados Americanos [OEA], um processo [eleitoral]. Lamento que os Estados Unidos apoiem isto", declarou.

O presidente destituído conseguiu mesmo assim uma vitória: a Venezuela, a Argentina e o Brasil anunciaram que não reconhecerão o resultado da eleição.

Fonte: FOLHA - France Presse / MARINA DE RUSSE

Eleições em Honduras provocam racha entre países da América Latina

Continente dividido

As eleições presidenciais em Honduras estão provocando um racha nos países da América Latina. De um lado, estão países que, como os Estados Unidos, dizem que, "se tudo correr bem" apoiarão o pleito de domingo, alegando que rejeitá-lo só pioraria a crise iniciada com o golpe de Estado que tirou Manuel Zelaya do poder.

Neste grupo, estão ainda Peru, Colômbia, Panamá e Costa Rica. Na sexta-feira, o presidente costa-riquenho, Óscar Arias --mediador das negociações entre o governo de facto de Roberto Micheletti e o presidente deposto--, pediu à comunidade internacional que reconhecesse as eleições em Honduras para que o país centro-americano recupere a normalidade depois da crise política.

"Creio que no final deve reinar a sensatez, e a sensatez diz que deveríamos, se tudo correr bem, normalmente, e os observadores não virem nada mal no domingo 29 de novembro, penso que a grande maioria dos países deve reconhecer a eleição", disse Arias.

Do outro lado, a aliança entre Brasil, Chile, Venezuela, Argentina, Uruguai, Bolívia, Nicarágua, Equador, Paraguai, Guatemala defende que reconhecer a votação sob os golpistas é um mau precedente para a região, posição também defendida pela Espanha.

Muitos deles já anunciaram, inclusive, que não vão reconhecer o pleito por considerá-lo ilegítimo, uma vez que é organizado por um governo que surgiu depois de um golpe.

Na nota em que expressam seu apoio à eleição, os EUA exortam o vencedor a dar continuidade às análises sobre a volta de Zelaya até o fim do mandato, como previsto em acordos. "Desejamos o melhor ao povo hondurenho na escolha de seus novos líderes e pedimos a todos que exerçam seus direitos pacificamente", diz o texto.

Fora dos dois grupos, ainda há o México, que chama a atenção pelo silêncio eloquente --o país diz não ter escolhido o seu bloco. Na terça, a chanceler mexicana, Patricia Espinosa, disse que não se pronunciaria.

A hesitação do país já marca pontos para o bloco dos EUA, pois todos os chanceleres da região, à exceção do americano, reunidos na reunião preparatória da Calc (Cúpula América Latina e Caribe), que abriga o Grupo do Rio ampliado, já disseram que se oporiam à eleição.

Amorim, questionado pela Folha sobre o México, afirmou: "Não ouvi o silêncio do México. O México é o presidente do Grupo do Rio, que tem uma posição muito clara sobre isso. Mas cada um faz o que quiser".

O outro caso de silêncio é de El Salvador, vizinho de Honduras. O esquerdista Mauricio Funes, amigo do presidente brasileiro, decidiu que ainda não era hora de se pronunciar.

Lula

Apesar da posição contrária do Brasil às eleições, o candidato favorito em Honduras, Porfirio Lobo, afirmou na sexta que vai 'bater na porta' do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

"Vamos buscar o presidente Lula para que reconsidere a sua posição e sejamos tão amigos como temos sido sempre, talvez mais amigos", disse Lobo, ressaltando que admira muito o país e que está interessado em conhecer os programas sociais brasileiros, como o Bolsa Família.

A respeito do conflito de posições, o candidato afirmou que "nenhum país poderá negar o que é o direito de um povo de poder eleger."

Lobo disse ainda que, se eleito, a sua prioridade será recompor as relações internacionais. Com o racha sobre o apoio ao pleito, porém, será uma tarefa difícil.

Eleição de Honduras é "oportunidade única" para democracia, dizem EUA

O governo dos Estados Unidos afirmou nesta sexta-feira que o presidente eleito na eleição hondurenha do próximo domingo (29) terá a oportunidade "única" de impulsionar a "vital" tarefa de restabelecer a ordem democrática no país por meio do Acordo Tegucigalpa-San José, que já foi rejeitado pelo presidente hondurenho deposto, Manuel Zelaya. A maioria dos países do continente, entre eles o Brasil, defende o retorno de Zelaya ao poder antes de qualquer votação.

"O presidente que vier a ser eleito em eleições vistas como livres e justas terá a oportunidade única de promover esta vital missão", declarou o porta-voz do Departamento de Estado, Ian Kelly, em comunicado.

Segundo a nota, a eleição constitui "outro passo crucial" rumo ao restabelecimento da ordem democrático e constitucional em Honduras depois da assinatura do acordo Tegucigalpa-San José no último dia 30, sob mediação americana. Zelaya acabou rompendo o acordo devido à recusa do Congresso de votar seu retorno a Presidência antes da votação.

Os EUA reiteram que o processo eleitoral hondurenho começou "bem antes" de 28 de junho, dia da deposição de Zelaya --chamada de golpe de Estado no comunicado-- e dele participam candidatos "legítimos" que representam partidos com uma longa tradição democrática e de um amplo espectro ideológico.

Kelly afirma também que as eleições ocorrem sob a responsabilidade de um Tribunal Supremo Eleitoral "multipartidário e autônomo" que foi constituído também antes da deposição.

Para Washington, as eleições de domingo, nas quais os hondurenhos escolherão presidente, deputados e prefeitos para o período 2010-2014, "são uma expressão inamovível da vontade soberana" do povo de Honduras.

Assim como fez na segunda-feira o secretário de Estado adjunto americano para o Hemisfério Ocidental, Arturo Valenzuela, o Departamento de Estado dos EUA reiterou que "eleições livres, transparentes e justas são necessárias, mas não suficientes, para que Honduras restabeleça a ordem democrática e constitucional".

Kelly destacou que, por esta razão, os EUA, junto com outros países da América, continuarão apoiando a aplicação do Acordo Tegucigalpa-San José "como uma via democrática para os hondurenhos seguirem adiante".

Nesta sexta-feira, a Costa Rica prometeu restabelecer os laços com Honduras se as eleições presidenciais forem justas.

O candidato presidencial favorito, Porfirio Lobo, louvou a decisão do presidente costa-riquenho, Oscar Arias, dizendo em uma entrevista à agência Associated Press esperar que outros países latino-americanos gradualmente seguissem o exemplo dele.

"Alguns dos que estão dizendo hoje que não vão reconhecer a votação me disseram que irão reconhecer as eleições", disse ele.

Lobo também prometeu que, se vencer, ele iria incluir Zelaya em um diálogo de reconciliação nacional e sugeriu que o presidente deposto poderia deixar seu refúgio na embaixada do Brasil sem medo de detenção. Zelaya está no prédio desde seu retorno clandestino ao país em 21 de setembro.

O Brasil e a maioria dos países do continente se opõem à realização de eleições sem a volta de Zelaya ao poder, dizendo que isso legitimaria um golpe de Estado, mas o tema do reconhecimento da votação hondurenha rachou o consenso inicial da OEA (Organização dos Estados Americanos) em relação a Honduras.

Após a deposição de Zelaya, os países do bloco decidiram por unanimidade suspender o país, classificando de golpe a retirada do presidente do poder pelas Forças Armadas, apesar do apoio do Congresso e da Suprema Corte à ação.

Mas recentemente o governo americano anunciou apoio à votação, com auxilio técnico e envio de observadores, argumentando que as eleições haviam sido convocadas antes da deposição e seriam a melhor saída para a crise política. Além do Peru, países como Colômbia, Canadá e Panamá devem seguir a posição americana.

Fonte: FOLHA

Micheletti ratifica renúncia temporária após consultas

O político participou durante quase seis horas de consultas com diversos líderes da comunidade de Honduras

Micheletti participa de evento com o presidente da Suprema Corte, Jor/Efraim Salgado/Efe

TEGUCIGALPA - Após reunir-se com os líderes de cerca de 50 organizações civis, o presidente de facto de Honduras, Roberto Micheletti, ratificou na sexta-feira à noite sua renúncia temporária por uma semana. "Estarei ausente de 25 de novembro a 2 de dezembro", disse Micheletti ao canal 5 de televisão. "Mas voltarei de imediato à presidência se surgirem problemas, os quais eu resolverei", acrescentou.

O político participou durante quase seis horas de consultas com diversos líderes religiosos, de comunidades, empresariais, estudantis e membros de seu governo.

"Eles desejavam que eu não me afastasse, mas os convenci de que era necessário pelo bem do país", assegurou Micheletti, que já disse que sua decisão tem como objetivo que os hondurenhos se concentrem nas próximas eleições presidenciais e não na crise política que assola o país desde o golpe de Estado de 28 de junho, quando o presidente Manuel Zelaya foi deposto.

Micheletti se disse "satisfeito" depois das reuniões, nas quais ele explicou aos compatriotas os motivos para a ausência temporária do cargo, "a fim de que as eleições sejam transparentes, de acordo com os desejos da comunidade internacional e do povo hondurenho".

Da embaixada do Brasil onde está refugiado, Zelaya disse que "se continuar a fraude eleitoral, será necessário repetir ou reprogramar os próximos comícios por serem ilegais". Para Zelaya, com esta ação, Micheletti "confessa que é incapaz de transmitir legitimidade a Honduras por ser um presidente de facto".

Ele sustentou que, como presidente constitucional de Honduras, "condena esta mascarada com a qual querem legitimar o golpe de Estado".

A determinação de Micheletti não precisa passar pelo Congresso, já que, de acordo com a legislação hondurenha, os legisladores só devem se pronunciar se o período de ausência for superior a 15 dias.


Fonte: O ESTADO

Governo de facto e Zelaya chegam a acordo em Honduras

Texto possibilita a recondução do presidente deposto ao poder; Suprema Corte e Congresso tomarão a decisão

Zelaya comemora ao lado de apoiadores na embaixada brasileira em Tegucigalpa/Esteban Felix/AP

TEGUCIGALPA - As comissões negociadoras da crise política em Honduras chegaram a um acordo na noite de quinta-feira (madrugada de sexta-feira, 30, em Brasília)) que abre as portas para o retorno do presidente deposto, Manuel Zelaya. O governo de facto, liderado por Roberto Micheletti, aceitou que seja do Congresso a palavra final sobre a restituição - principal reivindicação zelaysta para um acordo - com uma opinião prévia da Corte Suprema de Justiça. O anúncio foi feito um dia após a chegada a Tegucigalpa de uma missão do governo americano liderada por Thomas Shannon, secretário-assistente para Assuntos Hemisféricos.

Micheletti diz Zelaya pode ficar o quanto quiser na embaixada

O presidente interino de Honduras, Roberto Micheletti, disse nessa sexta-feira que o governante deposto do país, Manuel Zelaya, pode permanecer o tempo que quiser na embaixada do Brasil, onde se encontra desde 21 de setembro.


"Eu não o levei aí, ele está voluntariamente, ele pode ficar aí todo o tempo que quiser, ele decidiu, aí está com sua esposa, sua família, com seus melhores amigos", indicou Micheletti a jornalistas quando lhe perguntaram se acederia a que Zelaya fosse trasladado a outro lugar, como recomendou a Organização de Estados Americanos (OEA) na quarta-feira passada.

Entidade judaica acusa Zelaya e Chávez de antissemitismo

Cháves e Zelaya são acusados

A Liga Anti-Difamação, uma das mais importantes entidades judaicas dos EUA, acusa o presidente deposto de Honduras, Manuel Zelaya, e o presidente da Venezuela, Hugo Chávez, de antissemitismo, segundo afirma a edição desta terça-feira do jornal Estado de S. Paulo.

Micheletti revoga sítio e fala em pacto

Presidente de facto cogita de aceitar Zelaya no poder após as eleições e promete punição para quem o expulsou

Sob forte pressão da comunidade internacional, o governo de facto de Honduras revogou ontem o decreto que instaurou o estado de sítio no país, dia 26. "Quero dar a notícia ao mundo inteiro de que revogamos completamente o decreto", afirmou o presidente de facto, Roberto Micheletti. Manuel Zelaya, presidente deposto em 28 de junho e abrigado na embaixada do Brasil há 16 dias, exigia o levantamento do sítio como condição para aceitar negociações.

Micheletti diz que "qualquer solução" é possível se eleições forem respeitadas

Poderia acontecer acordo esta semana

O presidente interino de Honduras, Roberto Micheletti, afirmou nesta segunda-feira, em entrevista a um canal local, que está disposto a falar de "qualquer cenário, de qualquer solução" depois que as eleições presidenciais de 29 de novembro acontecerem. Há tempos o governo interino tenta empurrar a solução para a crise política do país para depois do pleito, que, esperam, deve reduzir a pressão pela restituição do presidente Manuel Zelaya, com a escolha democrática de um terceiro nome.

OEA aceita flexibilizar Acordo de San Jose para encerrar crise em Honduras

OEA mais flexível

Após mais de três meses de crise política e dezenas de tentativas de mediar um diálogo, a OEA (Organização dos Estados Americanos) afirmou neste domingo que aceita modificar o Acordo de San Jose, proposto pelo mediador, o presidente da Costa Rica, Oscar Arias, para destravar o diálogo com o governo interino.

Tropas de Honduras invadem edifício ocupado por apoiadores de Zelaya

Polícia invade prédio ocupado por esquerditas

Agentes da polícia e das Forças Armadas de Honduras retiraram nesta quarta-feira 57 pessoas que estavam no edifício do Instituto Nacional de Reforma Agrária (Inra) há três meses, desde que o presidente Manuel Zelaya foi deposto em golpe. A medida foi justificada pelo governo interino como parte do estado de exceção decretado no domingo (27) e que restringe as liberdades civis no país.

Divergência entre Brasil e EUA expõe racha na OEA

Sem conseguir emitir declaração sobre crise hondurenha, OEA foi duramente criticada por embaixador brasileiro.

A falta de acordo em torno de uma declaração sobre Honduras parece ter representado um baque para a unidade da Organização dos Estados Americanos (OEA).

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