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Empresário Eike Batista anuncia "meia Bolívia" de gás natural no Maranhão

Empresário disse que volume garantiria pelo menos 25% do consumo de gás no Brasil

O empresário Eike Batista, conhecido por seus investimentos nas áreas de mineração e energia, anunciou nesta quinta-feira (12) que encontrou "metade de uma Bolívia" em gás natural no Maranhão, na bacia do Parnaíba, volume que, segundo ele, garantiria pelo menos 25% do consumo de gás no Brasil.

Segundo ele, a produção poderia chegar a cerca de 15 milhões de metros cúbicos diários ao longo de 40 anos, volume equivalente a metade do que o gasoduto que vem da Bolívia pode transportar diariamente. Hoje, são produzidos por dia no Brasil cerca de 60 milhões de metros cúbicos de gás.

Essa descoberta, entretanto, tão tem impacto no bolso dos brasileiros agora, pois mesmo que provoque aumento na produção de gás, isso vai demorar.

Ressaltando que são apenas estimativas, o empresário disse em teleconferência com analistas que as reservas na região podem atingir 15 trilhões de pés cúbicos, quase dobrando a reservas atuais do Brasil.

- É uma coisa especial e podem ter certeza absoluta que essa é uma nova província que se abre no país. Isso [reservas] são números de Eike Batista, mas pelas extrapolações, pela sísmica feita, estamos olhando algo em torno de 10 a 15 trilhões de pés cúbicos de gás em reservas.

Eike disse que fez questão de ligar para o presidente Luiz Inácio Lula da Silva para comunicar a descoberta. Ele também ressaltou que o volume significa oito vezes mais do que estava esperando.

Com a descoberta, os planos da MPX - braço de geração elétrica do grupo EBX e parceira da OGX nos blocos no Maranhão - serão duplicados e a expectativa é de que em dois anos entre em operação a primeira termelétrica da empresa movida a gás.

Segundo Eike, a opção será construir as unidades em ciclo aberto e em módulos de 100 a 140 megawatts cada, para entrar em operação conforme a demanda por energia.


- Nosso projeto inicial era de 1.863 megawatts e vamos dobrar isso.

O empresário lembrou que o investimento previsto era de R$ 2,4766 bilhões (US$ 1,4 bilhão).

A energia gerada será vendida tanto nos leilões do governo como no mercado livre, informou o empresário.

Ações

As ações da MPX dispararam na bolsa paulista após o anúncio das possíveis mega reservas de gás, assim como também subiam as da OGX, ambas descolando do mercado em geral.

Por volta das 15h40 (horário de Brasília), os papéis da MPX subiam 6,7% e os da OGX se valorizavam em 2,1%, enquanto o Ibovespa (Índice da Bolsa de Valores de São Paulo) operava com leve baixa de 0,3%.

O otimismo com a área no Maranhão aumentou também a previsão do número de poços que serão perfurados pela companhia, passando de 5 para 15, o que vai demandar investimentos entre R$ 600 e R$ 700 milhões que virão do caixa próprio da OGX, que atualmente gira em torno dos R$ 6,0146 bilhões (US$ 3,4 bilhões), segundo Eike.

- O mais fantástico de tudo é que está onshore [terra], onde os custos são menores, e numa área do Brasil onde tem riquezas que podemos agregar valor.

Segundo Eike, apesar do fornecimento diário de até 30 milhões de metros cúbicos de gás natural da Bolívia e da produção de cerca de 60 milhões de metros cúbicos diários da Petrobras, ainda existe espaço para a produção do Nordeste do país.

- O mercado precisa de muita energia até para substituir as térmicas a óleo, como está ocorrendo na China. O Brasil está crescendo muito e precisa de mais 4 mil megawatts de energia por ano.

Fonte: R7 - REUTERS

Aumenta pressão no Congresso dos EUA para manter sobretaxa ao álcool brasileiro

Projeto poderia manter as sobretaxas e consequente retaliação brasileira

Um novo projeto de lei apresentado nesta terça-feira à Comissão de Finanças do Senado americano pode aumentar a pressão pela manutenção da sobretaxa imposta ao álcool brasileiro.

A proposta, de autoria dos senadores Chuck Grassley (republicano do Estado de Iowa) e Kent Conrad (democrata de Dakota do Norte), estende por mais cinco anos a sobretaxa de 54 centavos de dólar por galão (3,78 litros) ao álcool importado.

O projeto também renova por cinco anos os subsídios concedidos aos produtores de etanol dos EUA.

A apresentação da proposta, ainda sem data para ser votada na comissão, ocorre um mês depois da introdução de um projeto semelhante na Câmara dos Representantes.

Independência energética

Na apresentação de seu projeto, Grassley e Conrad pedem que o Senado aprove a lei para "fortalecer a independência energética dos Estados Unidos e criar empregos por meio da produção doméstica de biocombustíveis".

Os dois senadores voltaram a citar estudos, já mencionados na apresentação da proposta que tramita na Câmara, segundo os quais 112 mil empregos seriam perdidos caso os subsídios não sejam renovados.

Grassley é uma voz influente no Senado e tem forte ligação com o setor agrícola.

O Estado que representa é um dos maiores produtores de milho e de etanol do país.

Ao contrário do produto brasileiro, à base de cana-de-açúcar, o etanol produzido nos Estados Unidos é feito à base de milho.

Reação

Em um comunicado, a Unica (União da Indústria de Cana-de-Açúcar, entidade que representa os produtores de álcool brasileiros) considerou "irônico" que o Congresso americano pretenda impor tarifas ao álcool ao mesmo tempo em que permite que petróleo de "nações hostis ao seu país" circule livremente.

A nota, assinada pelo representante da Unica na América do Norte, Joel Velasco, também menciona o fato de o Brasil ter eliminado a tarifa de 20% ao álcool importado.

"No início de abril, o Brasil deu um passo importante para a criação de um mercado aberto e global para os biocombustíveis, ao eliminar a tarifa de 20% sobre álcool importado pelo país até o final de 2011", diz o texto.

"A Unica vem pleiteando junto ao governo brasileiro para que a eliminação da tarifa seja permanente, se o Congresso americano fizer o mesmo e reduzir sua tarifa sobre o álcool importado."

Fontes: FOLHA - BBC/ALESSANDRA CORRÊA

Crise de energia na Venezuela faz Chávez decretar emergência

Situação de represa de hidrelétrica é 'crítica', diz presidente.

O presidente da Venezuela, Hugo Chávez, decretou nesta segunda-feira (8) emergência no país, devido a uma severa crise no fornecimento de energia elétrica.

Segundo o presidente, a represa de Guri, no sul do país, que gera 70% da energia venezuelana, "baixa todos os dias" e a situação chega a níveis críticos.

"Hoje [segunda-feira] baixou 13 centímetros. Não chove desde o início do ano, é a maior seca enfrentada pela Venezuela em cem anos", afirmou o presidente. "Vamos assinar este decreto de emergência no setor elétrico [...] porque na verdade é uma situação crítica", disse o chefe de Estado.

Entrar em estado de emergência elétrica significa na prática que a questão se converte em prioridade e, com isso, se acelera a busca de recursos necesários para incrementar sua geração, disse o presidente.

Chávez anunciou recentemente a criação de um fundo elétrico nacional de US$ 1 bilhão destinado a novos projetos no setor. Segundo números oficiais, a demanda por energia elétrica na Venezuela supera em aproximadamente 1.000 megawatts (MW) a geração diária, de cerca de 16.200 MW.

A Venezuela passa por racionamento de energia, com cortes programados em várias cidades. Na capital Caracas, porém, Chávez suspendeu o racionamento em janeiro.

Na semana passada, a oposição venezuelana considerou um "insulto" a imposição de uma "comissão técnica" cubana, que prestaria assessoria ao país na busca de soluções para a crise no fornecimento de energia elétrica à população.

"Os cubanos tiveram problemas elétricos graves em outras épocas. Por isso a comissão técnica está agora conosco, comandada por um dos heróis da revolução cubana", anunciou o presidente Hugo Chávez, em referência ao comandante Ramiro Valdés, atual ministro de tecnologia na Ilha.


"Este grande comandante da revolução, de 78 anos, jamais pisou em uma usina elétrica", disse Enrique Márquez, dirigente do partido opositor Un Nuevo Tiempo (UNT, socialdemocrata).


Fontes: G1- Agências

Observação BGN

Ramiro Váldez, notabilizou-se em Cuba, por dirigir o aparato repressivo assassino, ontra todos que lutaram contra a ditadura comunista. As mãos dele são sujas de sangue inocente.

Governo de SP fará reunião com empresas de energia nesta segunda

Secretarias querem explicações sobre problemas no fornecimento. Algumas localidades da capital ficaram sem luz por mais de 48 horas.


Funcionários da Eletropaulo trabalham no reparo de fiação destruída por queda de árvore na Avenida Nazaré, no Ipiranga (Foto: Arquivo/JB Neto/AE)

O governo estadual paulista vai realizar na tarde desta segunda-feira (8) uma reunião com as concessionárias de energia elétrica que operam em São Paulo para que elas se expliquem sobre a falta de luz que vem ocorrendo em vários pontos do estado. As empresas responsabilizam o grande volume de chuvas pelo problema.

Segundo a assessoria de imprensa da Secretaria da Justiça e da Defesa da Cidadania, participarão da reunião o secretário de Justiça e Defesa da Cidadania, Luiz Antonio Marrey, a secretária de Saneamento e Energia, Dilma Pena e também o diretor-executivo do Procon, Roberto Pfeiffer, além dos representantes das empresas que fornecem energia.

Na capital paulista, algumas regiões ficaram sem luz por mais de 48 horas após a chuva que atingiu a cidade na quinta-feira (4). A Eletropaulo informou, na ocasião, que o problema foi causado pela grande quantidade de queda de árvores, que atingiram a fiação elétrica. De acordo com a Companhia de Engenharia de Tráfego (CET), caíram 181 árvores.

De acordo com secretaria, as empresas deverão dar explicações e apontar soluções imediatas para os secretários. A medida foi adotada por determinação do governador, José Serra (PSDB), após reunião no Palácio dos Bandeirantes neste fim de semana.

A Eletropaulo informou que se coloca à disposição para fornecer esclarecimentos e para contribuir com melhorias na cidade.

Fonte: G1

Agência ambiental dos EUA coloca álcool de cana em lista de biocombutíveis avançados

Além do álcool de cana-de-açúcar, a EPA também considerou como "biocombustíveis avançados" o etanol de milho

A EPA (Agência de Proteção Ambiental americana) anunciou nesta quarta-feira que o álcool produzido a partir da cana de açúcar --que responde por quase a totalidade do biocombustível produzido no Brasil-- faz parte da lista de "biocombustíveis avançados".

A entrada na lista ocorreu na revisão da regulação do Programa Nacional de Combustíveis Renováveis, também conhecido pela sigla RFS. A mudança deverá abrir portas para a exportação do álcool brasileiro para os EUA, desde que os exportadores se adequem aos requerimentos previstos no programa.

O regulamento prevê que o país consuma ao menos 12,95 bilhões de galões (49 bilhões de litros) de biocombustíveis neste ano, com crescimento para até 36 bilhões de galões (136,3 bilhões de litros) em 2022. Destes 136,3 bilhões de litros, 79,5 bilhões terão que ser de "combustíveis avançados".

Além do álcool de cana-de-açúcar, a EPA também considerou como "biocombustíveis avançados" o etanol de milho --desde que use novas tecnologias que aumentem a eficiência--, o de soja e os feitos com base em resíduos de graxa, óleos e gorduras.

Sobre o álcool de cana-de-açúcar, a agência ambiental americana informou que ela produz menos de 50% dos poluentes emitidos pela gasolina, o que era um dos critérios para que fosse considerado "avançado".

Fonte: FOLHA

Atrasadas, obras da usina nuclear Angra 3 podem começar em fevereiro

Obras da nova usina nuclear começam em fevereiro

Com atraso, a Eletronuclear espera iniciar em fevereiro as obras de construção da usina nuclear Angra 3. A estatal previa começar a levantar a usina em dezembro, mas a falta de licença do Cnen (Comissão Nacional de Energia Nuclear) impede que isso aconteça.

O assistente da presidência da Eletronuclear, Leonam Guimarães, disse nesta segunda-feira que trabalha com a expectativa de a licença ser liberada no mês que vem. Todas as demais licenças já foram concedidas, e as obras de preparação já foram iniciadas mediante uma licença especial do Cnen, que vem sendo contestada na Justiça pelo MPF (Ministério Público federal) de Angra dos Reis.

"Precisamos de autorização para iniciar a concretagem. Trabalhávamos com o início da operação para maio de 2015, com as obras partindo em dezembro. Houve esse atraso, que vamos tentar corrigir no decorrer da construção", afirmou Guimarães, ao participar do "Seminário Nacional de Energia Nuclear", no Rio.

Já foram obtidos R$ 380 milhões para o início das obras, junto a bancos privados. Um pedido já está no BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social) para obtenção de crédito da maior parte dos R$ 8,3 bilhões orçados para o projeto.

A Eletronuclear entrega ao MME (Ministério de Minas e Energia), dentro de duas semanas, os estudos iniciais relativos a possíveis locais, no Nordeste, que poderão abrigar novas usinas nucleares. Foram mapeados locais na Bahia, Pernambuco, Sergipe e Alagoas.

Segundo Guimarães, será escolhido um local entre esses Estados, onde seria implementada uma central com capacidade para receber até seis usinas. "Não faz sentido prático construir uma usina em cada Estado", ponderou.

A expectativa é que a escolha definitiva seja feita ainda este ano, apesar de Guimarães admitir que a escolha será "carregada politicamente", em referência a disputas entre os estados para abrigar a central.

Nos próximos meses, o mesmo estudo será feito na região Sudeste, onde projeta-se outra central de porte semelhante. Até 2030, estão previstas mais quatro usinas nucleares no país.

Fonte: FOLHA/CIRILO JUNIOR

Apagões diversos e o 0800 72 72 196 não atende

Qualquer chuvinha já deixa várias partes da cidade sem energia elétrica

Basta chover um pouco e vários bairros de São Paulo ficam sem energia, por horas até. Isto se repetiu hoje, quando um temporal que começou no fim da tarde causou vários apagões pela cidade.

O mais irritante é que aqui na zona sul de São Paulo, incluindo o bairro onde mora este webmaster, a energia foi cortada por volta de 18:30 e somente foi reestabelecida após às 00:10 do dia 12.

Ah , não adianta telefonar para o 0800 72 72 196, pois sempre dára ocupado. Portanto, nem se deêm ao trabalho de tentar ligar para não passar nervoso. Portanto, fica-se sem saber sobre quaisquer previsões sobre o reestabelecimento do serviço.

Um verdadeiro descaso para com o consumidor da Eletropaulo, que deveria investir em uma rede elétrica mais confiável e no aumento da capacidade de seu serviço 0800.


Fonte: BGN

Empresa brasileira descobre mais petróleo no Rio

Petrolífera OGX, do empresário Eike Batista, anunciou descoberta na Bacia de Campos

A companhia petrolífera OGX, do empresário Eike Batista, anunciou nesta sexta-feira (18) que descobriu novas reservas de petróleo em um dos blocos que explora em águas rasas na Bacia de Campos.

- Foi identificada uma coluna com hidrocarbonetos superior a 130 metros em reservatórios com intervalos que chegam a superar 30% de porosidades - segundo um comunicado enviado pela empresa à Bovespa (Bolsa de Valores de São Paulo).

A descoberta foi feita no bloco BM-C-41 da Bacia de Campos, do qual a empresa tem 100% de participação e o mesmo no qual a companhia já tinha descoberto outra coluna de hidrocarbonetos no final do mês passado. A OGX anunciou também que seguirá perfurando o mesmo poço para determinar se há reservas mais profundas.

- Esta descoberta no poço OGX-3 é vista como de grande relevância por reforçar a nossa percepção de que estamos diante de uma nova província petrolífera no sul da bacia de Campos - diz Paulo Mendonça, diretor geral da OGX, citado no comunicado.

O poço OGX-3 fica a aproximadamente 83 km da costa do estado do Rio de Janeiro. A perfuração foi feita a 130 metros de profundidade. Em outubro, a OGX anunciou a descoberta de uma jazida com volume recuperável de entre 500 milhões e 1,5 bilhão de barris de petróleo no bloco BM-C-43, vizinho ao BM-C-41. A companhia também tinha anunciado em outubro a descoberta de indícios de hidrocarbonetos em um poço perfurado no bloco BM-S-29, na Bacia de Santos.

Fonte: R7- Efe

Maior petrolífera sul-coreana participa de novo achado de petróleo no Brasil

Nova descoberta de petróleo

A companhia petrolífera sul-coreana SK Energy anunciou que o consórcio empresarial ao que pertence junto com dois americanos e uma indiana, encontraram uma jazida de petróleo ao norte de um campo de petróleo no sudeste do Brasil, informou nesta terça-feira a agência sul-coreana Yonhap.

Trata-se do segundo descobrimento de petróleo nesse mesmo campo de petróleo, situado no litoral do Espírito Santo, depois do anunciado pelo grupo empresarial no ano passado.

Além de SK Energy, a maior petrolífera da Coreia do Sul, que possui 20% da participação nesse campo de petróleo, o consórcio integra também às americanas Anadarko Petroleum e Devon Energy assim como à indiana IBV.

A primeira vez que SK Energy participou da exploração de um campo de petróleo foi em agosto de 2000, com seu trabalho no campo de Polvo, situado a 250 quilômetros do Rio de Janeiro.

Por sua parte, Brasil demonstrou ultimamente seu interesse no mercado sul-coreano, além do japonês e chinês, pois quer aproveitar a recente compra de uma refinaria japonesa para penetrar nos mercados da região asiática do Pacífico.

Fonte: FOLHA

Transmissão de energia no Brasil depende de 89,2 mil km de linhas

Rede com 900 mil linhas é operada por 64 concessionárias. Saiba o que é geração, transmissão e distribuição de energia.

O Brasil tem estruturado um Sistema Interligado Nacional (SIN), que inclui o conjunto de instalações para geração e toda a infraestrutura de transmissão de energia elétrica que abrange a maior parte do território nacional: as regiões Sul, Sudeste, Centro-Oeste, Nordeste e parte da Norte. Há também os chamados Sistemas Isolados, conjunto de instalações para geração e transmissão de energia elétrica não conectados ao SIN. A maioria dos Sistemas Isolados fica na região amazônica.

Todos os sistemas elétricos são compostos por três fases principais: geração, transmissão e distribuição. Entenda em que consiste cada etapa e veja infográfico abaixo:

GERAÇÃO

Na fase de geração, a energia elétrica é produzida pelo aproveitamento de diversos recursos naturais. Água, gás natural, carvão, derivados de petróleo, biomassa, vento e irradiação solar, entre outros, são empregados para movimentar as turbinas e dar origem à energia elétrica.

No caso da geração hidrelétrica, a mais importante na matriz brasileira, uma instalação (usina) faz com que a energia potencial e cinética da água seja transformada em energia elétrica. A unidade geradora pode ser do tipo fio de água, sem represa, ou de regulação, com represa. No caso de uma central nuclear, a energia libertada a partir de combustível nuclear é convertida em energia elétrica. Nas centrais térmicas, a instalação converte a energia química, contida em combustíveis fósseis, sólidos, líquidos ou gasosos, em energia elétrica.

TRANSMISSÃO

A transmissão da energia gerada é realizada por uma rede de cabos de transmissão de alta voltagem suportados por torres. A rede é constituída por conexões realizadas ao longo do tempo de instalações inicialmente restritas ao atendimento exclusivo das regiões de origem.

O segmento de transmissão no Brasil é operado por 64 concessionárias. São cerca de 900 linhas de transmissão que somam 89,2 mil quilômetros nas tensões de 230, 345, 440, 500 e 750 kV.

Nas redes de transmissão, após deixar a usina, a energia elétrica trafega em tensão que varia de 88 kV (quilovolts) a 750 kV. Ao chegar às subestações das distribuidoras, a tensão é rebaixada e, por meio de um sistema composto por fios, postes e transformadores, chega à unidade final em 127 volts ou 220 volts.

Algumas unidades industriais operam com tensões mais elevadas (de 2,3 kV a 88 kV) em suas linhas de produção e recebem energia elétrica diretamente da subestação da distribuidora (pela chamada rede de subtransmissão).

DISTRIBUIÇÃO

A conexão e atendimento ao consumidor, qualquer que seja o seu porte são realizados pelas distribuidoras de energia elétrica. Além delas, as cooperativas de eletrificação rural, entidades de pequeno porte, transmitem e distribuem energia elétrica exclusivamente para os associados.Subestações alteram a tensão da energia elétrica recebida.

São instalações mantidas tanto por companhias transmissoras quanto distribuidoras. Energia distribuída é a energia efetivamente entregue aos consumidores conectados à rede elétrica de uma determinada empresa de distribuição. Essa rede pode ser aérea, suportada por postes, ou por dutos subterrâneos com cabos, fios ou fibras ópticas.

Segundo dados da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), o país tem mais de 61,5 milhões de unidades consumidoras em 99% dos municípios brasileiros. Destas, a grande maioria, cerca de 85%, é residencial. O mercado de distribuição de energia elétrica é formado por 63 concessionárias, responsáveis pelo atendimento de mais de 61 milhões de unidades consumidoras.

As distribuidoras são o elo entre o setor de energia elétrica e a sociedade, visto que suas instalações recebem das companhias de transmissão todo o suprimento destinado ao abastecimento no país.

ENTENDA COMO FUNCIONA O SISTEMA





Fonte: G1

O centro de operação do ONS em Brasília

Gerente executivo explicou como o ONS age em casos de blecaute. No momento do apagão, gráficos apontaram geração zero de energia.


O G1 visitou nesta sexta-feira (20) as instalações do Operador Nacional do Sistema (ONS), em Brasília, e conheceu o passo a passo da ação dos operadores em 10 de novembro, dia em que houve o apagão que deixou 18 estados brasileiros sem luz durante cerca de 4 horas.

O ONS é responsável por gerir e coordenar a transmissão de energia elétrica em todo o país. A sede do órgão em Brasília é chamada de centro nacional de operação e gerencia a atuação de quatro sedes regionais. Cerca de 730 funcionários se revezam para que a supervisão dure 24 horas por dia.



É numa sala silenciosa e repleta de gráficos eletrônicos que os operadores controlam a continuidade das transmissões e o nível de carga descarregada, assim como as transferências de energia de uma região para a outra. Um dos gráficos aponta as linhas de transmissão e suas conexões. Outro revela a carga que está sendo gerada em cada estado. Um o outro mostra a freqüência do sistema, que precisa estar sempre em 60 Hertz para que o nível de consumo esteja em equilíbrio com a energia liberada. Se um estiver maior do que outro, os operadores aumentam ou diminuem a liberação de eletricidade, conforme o caso.

Um último gráfico, com o mapa do Brasil, revela a geração em cada região, assim como a transferência de energia de um estado para o outro. O gráfico mostra ainda, com ênfase, a geração de eletricidade por Itaipu Binacional, a maior hidrelétrica Brasileira. Nesta sexta, a carga elétrica liberada pela usina ao Brasil estava na faixa de 9.300 Megawatts. No momento do blecaute, o gráfico registrou zero.

Qualquer alteração é denunciada imediatamente pelos gráficos. Ao menor sinal de desequilíbrio, o primeiro passo dos engenheiros do ONS nacional é se comunicar com as sedes regionais para verificar o nível de desabastecimento e as cidades mais afetadas. O ONS, com a supervisão da Aneel, tem uma espécie de “roteiro” em casos de crise. Cada usina, em tese, já sabe o que deve fazer na ocorrência de um blecaute e restabelece seu sistema de geração de acordo com prioridades estabelecidas no “roteiro”.

No entanto, diante da complexidade de um apagão, os operadores do ONS precisam coordenar o fechamento dos “corredores de composição”, que são as linhas de transmissão formadas em situação de restabelecimento de energia, de acordo com a gravidade de cada região.

No caso do blecaute do dia 10, o ONS orientou, por exemplo, a Usina de Ilha Solteira (SP) a mandar energia mais rapidamente para São Paulo pela linha que liga Araraquara (SP) a Santo Angelo (SP). Para que a luz chegasse o quanto antes, os operadores mandaram diminuir a carga e acelerar, com isso, a liberação.

As regiões com blecaute total são priorizadas. No apagão, os operadores se concentraram em mandar energia para São Paulo, Rio de Janeiro e Espírito Santo. Existem ainda as chamadas “cargas essenciais”, energia enviada com prioridade para hospitais, locais de policiamento e iluminação pública.

Fontes: G1/ Nathalia Passarinho- TV Globo

Hackers invadiram site, diz ONS

Ataque aconteceu na rede corporativa, na quinta-feira (12). Sistema operativo é blindado, segundo órgão.


Brecha em site do ONS revela informações sobre a estrutura do banco de dados de usuários da página. (Foto: Reprodução )

O Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS) confirmou na tarde desta segunda-feira (16) que sua rede corporativa sofreu invasão de hackers na noite de quinta-feira -- a brecha foi corrigida no mesmo dia. Segundo o órgão, não há qualquer indício de invasão à rede operacional do site.

BP anuncia "gigantesca" descoberta de petróleo

British Petroleum faz descoberta gigante

A companhia petrolífera britânica BP (British Petroleum) anunciou nesta quarta-feira uma "gigantesca" descoberta de petróleo no golfo do México, em um dos poços mais profundos já perfurados.

"A BP anuncia hoje uma gigantesca descoberta de petróleo em sua exploração Tiber, em águas profundas do Golfo do México", afirma a empresa em um comunicado.

De acordo com a empresa, a jazida Tiber fica a sob 1.259 metros de água, no bloco Keathley Canyon 102, a quase 400 quilômetros ao sudeste da cidade americana de Houston, no Estado do Texas (sul).

"O poço foi perfurado a uma profundidade total de 10.685 metros, o que o transforma em um dos mais profundos jamais perfurados pelas indústrias do petróleo e do gás", diz a nota.

A jazida é operada pela BP, que possui 62%, em conjunto com a Petrobras (20%) e a americana ConocoPhilips (18%).

A BP informou ainda que será necessária uma avaliação mais profunda para determinar o tamanho e rentabilidade da descoberta. O grupo britânico é o maior produtor de petróleo e de gás no golfo do México, de onde extrai diariamente o equivalente a mais de 400 mil barris.

Fontes: FOLHA - France Presse

Com reservatórios cheios, conta de luz pode ficar mais barata em 2010

Os reservatórios das hidrelétricas brasileiras atingiram em agosto o maior nível de água armazenada dos últimos 10 anos. De acordo com o diretor-geral do ONS (Operador Nacional do Sistema Elétrico), Hermes Chipp, por conta disso não será necessário acionar usinas termelétricas adicionais até o fim do ano --o que pode significar uma economia na conta de luz do brasileiro em 2010, já que as térmicas são mais caras do que as hidrelétricas. Leia matéria aqui

Europa fará novo gasoduto para acabar com monopólio russo

Nabucco percorrerá 3,3 mil quilômetros da Turquia até a Áustria e foi orçado em 8 bilhões de euros

ANCARA - Os representantes de Turquia, Áustria, Hungria, Romênia e Bulgária assinaram em Ancara, nesta segunda-feira, 13, o acordo intergovernamental que dará vida ao gasoduto Nabucco, considerado essencial para acabar com o monopólio da Rússia no fornecimento de gás para a União Europeia e a segurança energética do continente. A Alemanha também é um parceiro do acordo.

A previsão é iniciar as obras em 2010 e concluí-las em 2014, permitindo transportar até 31 bilhões de metros cúbicos anuais da região do mar Cáspio até a Europa. O gasoduto percorrerá 3,3 mil quilômetros desde a cidade turca de Erzrum (onde estará conectado a outras tubulações provenientes de países produtores) até a Áustria e sua construção está orçada em 8 bilhões de euros.

Para desafiar o projeto do Nabucco, a Rússia chegou a propor um gasoduto alternativo para o sudeste da Europa, chamado South Stream, que passaria sob o Mar Negro e estaria conectado com a Bulgária. A Rússia e a Itália dividiriam o controle desse gasoduto.

Porém o Nabucco ganhou força após a Rússia interromper o fluxo de gás para a Europa em janeiro deste ano, durante a última disputa de preço com a Ucrânia.

Obstáculos

Desde que surgiram as ideias do projeto em 2002, os planos para o Nabucco definharam por conflitos entre os parceiros do consórcio e falta de compromisso de fornecedores de gás natural.

A Turquia havia exigido reter 15% do gás transportado pelo gasoduto para consumo e exportação, o que foi rejeitado pelos parceiros europeus.

Grandes obstáculos ainda devem ser superados para o projeto, batizado com o nome de uma ópera de Verdi. Os membros do consórcio precisam levantar bilhões de dólares para a construção do Nabucco, e o gás não deve fluir pela tubulação até 2014.

Fontes: Estado - Efe

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