Desarticulada rede internacional de pedofilia que se utilizava do Facebook
Uma rede internacional de pornografia infantil que operava via Facebook foi desativada com a ajuda do site, disse a polícia australiana nesta sexta-feira, 27. Onze pessoas foram indiciadas na Austrália, Grã-Bretanha e Canadá. O grupo utilizava a rede social para expor e distribuir as imagens.
O jornal The Sydney Morning Herald informou que o Facebook sabia sobre a pornografia e teria desativado as contas dos usuários envolvidos, mas não havia informado à polícia.
O Facebook e a Polícia Federal australiana emitiram uma declaração conjunta em resposta ao relatório dizendo que “o site tomou atitudes imediatamente após o início da investigação policial e sua ajuda foi essencial para desmantelar o grupo internacional de pornografia infantil”.
A declaração reconhece as dificuldades da rede social em deter o grupo, já que os usuários poderiam criar novas contas falsas após terem as suas desativadas.
“É importante que os prestadores de serviços de conteúdo, incluindo o Facebook, procurem constantemente por material contendo exploração infantil em seus sites, e, em seguida, informem as autoridades sobre seus resultados”.
A polícia australiana disse que começou a investigar o caso em março após um agente secreto ter criado um perfil online no Facebook e ter sido abordado por um membro do grupo ilegal.
Em junho, a investigação passou a agir também nos Estados Unidos, Canadá, Grã-Bretanha, Alemanha, África do Sul e Suíça. Segundo a polícia, a investigação continua.
Joe Sullivan, chefe de segurança do Facebook, disse que um membro da sua equipe irá visitar a Austrália, onde a empresa não tem funcionários, em setembro para reuniões com a polícia e defensores de segurança infantil.
Ele disse que o Facebook e a polícia australiana estavam produzindo protocolos a fim de garantir que atividades ilegais sejam relatadas o mais rapidamente à polícia.
Fontes: Filipe Tavares Serrano/O ESTADO DE S PAULO - AP
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Após crise, Vaticano divulga normas mais severas contra padres pedófilos
Igreja lança manual sobre como enfrentar a pedofilia
O Vaticano apresentou nesta quinta-feira seu novo manual de procedimentos e normas para casos de abuso sexual cometido por sacerdotes, uma resposta ao amplo escândalo de pedofilia que afetou a Igreja Católica este ano.
As novas regras incluem o aumento do prazo de dez anos para 20 anos da prescrição desses delitos --o que deve permitir o julgamento de muitos padres cujas vítimas foram silenciadas e ignoradas por anos. Inclui ainda os abusos sexuais contra adultos com deficiência mental como crime tão grave quanto a pedofilia.
A nova normativa para os processos canônicos amplia também a extensão do delito de pedofilia e pune a aquisição, posse e divulgação "por parte de um membro do clero, em qualquer modo e com qualquer meio", de imagens pornográficas.
O documento, contudo, não menciona a necessidade dos bispos de reportar denúncias de abuso à polícia. Este item era tido como crucial pelos grupos de vítimas de abuso, já que a maior parte das denúncias que vieram à tona nos últimos meses diz respeito a bispos que ignoraram relatos de abuso sexual e apenas transferiram os padres acusados.
O texto não inclui também a política de expulsão imediata dos padres acusados deste tipo de crime, como requisitado por alguns grupos de vítimas.
O Vaticano lista ainda a ordenação de mulheres como "crime grave" a ser avaliado pela Congregação da Doutrina da Fé do Vaticano --que também será responsável pelas denúncias de abuso sexual.
Em 2007, o Vaticano emitiu um decreto dizendo que a tentativa de ordenar mulheres resultaria em automática excomunhão para a mulher e o padre que tentou ordená-la. A sentença é repetida no documento, que acrescenta que o padre também pode ser punido com expulsão da Igreja.
Críticos reclamam que a inclusão dos dois crimes no mesmo documento implica em tratá-los como sendo de mesma gravidade.
Em uma entrevista a jornalistas nesta quinta-feira, o monsenhor Charles Scicluna, promotor do Vaticano para casos de abuso sexual, afirmou que a inclusão da ordenação de mulheres foi feita apenas para codificar os crimes canônicos mais graves contra os sacramentos e morais e com os quais a Congregação lida.
Além da ordenação, o documento inclui violar o segredo da confissão e, pela primeira vez, apostasia, heresia e cisma. "Eles são graves, mas em níveis diferentes", justificou.
O sistema de justiça interno do Vaticano para lidar com este tipo de denúncia ficou sob ataque depois das denúncias de que as vítimas foram ignoradas ou pressionadas a se calar pelos bispos responsáveis, em nome da proteção da imagem da Igreja Católica e da Congregação, presidida pelo cardeal Joseph Ratzinger de 1981 até 2005, quando ele foi eleito papa.
De maneira geral, o novo documento apenas codifica as normas já utilizadas pela Igreja, tornando-as permanentes e com valor legal.
Criadas em 2001 e atualizadas em 2003, as regras da Congregação servem para acelerar este tipo de processo e permite que Roma autorize uma diocese a fazer um julgamento administrativo ou judicial, que pode condenar um padre a várias penas, incluindo sua demissão. A Congregação pode ainda fazer seu próprio julgamento, o que é raro.
Se a evidência for clara, a Congregação pode levar o caso diretamente para o papa, que emite então um decreto demitindo o padre --uma rota acelerada adotada após o escândalo de abuso sexual cometido por padres nos Estados Unidos.
"Este é um passo a frente porque a norma da lei é vinculativa e certa", disse o monsenhor.
Fontes: FOLHA - Agências
O Vaticano apresentou nesta quinta-feira seu novo manual de procedimentos e normas para casos de abuso sexual cometido por sacerdotes, uma resposta ao amplo escândalo de pedofilia que afetou a Igreja Católica este ano.
As novas regras incluem o aumento do prazo de dez anos para 20 anos da prescrição desses delitos --o que deve permitir o julgamento de muitos padres cujas vítimas foram silenciadas e ignoradas por anos. Inclui ainda os abusos sexuais contra adultos com deficiência mental como crime tão grave quanto a pedofilia.
A nova normativa para os processos canônicos amplia também a extensão do delito de pedofilia e pune a aquisição, posse e divulgação "por parte de um membro do clero, em qualquer modo e com qualquer meio", de imagens pornográficas.
O documento, contudo, não menciona a necessidade dos bispos de reportar denúncias de abuso à polícia. Este item era tido como crucial pelos grupos de vítimas de abuso, já que a maior parte das denúncias que vieram à tona nos últimos meses diz respeito a bispos que ignoraram relatos de abuso sexual e apenas transferiram os padres acusados.
O texto não inclui também a política de expulsão imediata dos padres acusados deste tipo de crime, como requisitado por alguns grupos de vítimas.
O Vaticano lista ainda a ordenação de mulheres como "crime grave" a ser avaliado pela Congregação da Doutrina da Fé do Vaticano --que também será responsável pelas denúncias de abuso sexual.
Em 2007, o Vaticano emitiu um decreto dizendo que a tentativa de ordenar mulheres resultaria em automática excomunhão para a mulher e o padre que tentou ordená-la. A sentença é repetida no documento, que acrescenta que o padre também pode ser punido com expulsão da Igreja.
Críticos reclamam que a inclusão dos dois crimes no mesmo documento implica em tratá-los como sendo de mesma gravidade.
Em uma entrevista a jornalistas nesta quinta-feira, o monsenhor Charles Scicluna, promotor do Vaticano para casos de abuso sexual, afirmou que a inclusão da ordenação de mulheres foi feita apenas para codificar os crimes canônicos mais graves contra os sacramentos e morais e com os quais a Congregação lida.
Além da ordenação, o documento inclui violar o segredo da confissão e, pela primeira vez, apostasia, heresia e cisma. "Eles são graves, mas em níveis diferentes", justificou.
O sistema de justiça interno do Vaticano para lidar com este tipo de denúncia ficou sob ataque depois das denúncias de que as vítimas foram ignoradas ou pressionadas a se calar pelos bispos responsáveis, em nome da proteção da imagem da Igreja Católica e da Congregação, presidida pelo cardeal Joseph Ratzinger de 1981 até 2005, quando ele foi eleito papa.
De maneira geral, o novo documento apenas codifica as normas já utilizadas pela Igreja, tornando-as permanentes e com valor legal.
Criadas em 2001 e atualizadas em 2003, as regras da Congregação servem para acelerar este tipo de processo e permite que Roma autorize uma diocese a fazer um julgamento administrativo ou judicial, que pode condenar um padre a várias penas, incluindo sua demissão. A Congregação pode ainda fazer seu próprio julgamento, o que é raro.
Se a evidência for clara, a Congregação pode levar o caso diretamente para o papa, que emite então um decreto demitindo o padre --uma rota acelerada adotada após o escândalo de abuso sexual cometido por padres nos Estados Unidos.
"Este é um passo a frente porque a norma da lei é vinculativa e certa", disse o monsenhor.
Fontes: FOLHA - Agências
Suprema Corte dos EUA rejeita imunidade do Vaticano em caso de pedofilia
O Vaticano enfrenta neste ano uma de suas piores crises, com centenas de denúncias de pedofilia contra sacerdotes em vários países
A Suprema Corte dos Estados Unidos rejeitou nesta segunda-feira uma apelação pela imunidade do Vaticano, em um processo contra o Estado soberano católico pelas diversas transferências de um padre acusado de abuso sexual de crianças.
O Vaticano queria que as cortes federais americanas rejeitassem o processo que visa responsabilizar a Igreja Católica pela transferência do reverendo Andrew Ronan da Irlanda para Chicago e, depois, para Portland, apesar das várias acusações de pedofilia.
A decisão permite que os sacerdotes acusados de pedofilia nos EUA sejam julgados e anula os efeitos das leis de imunidade soberana que determinam que um Estado soberano, incluindo o Vaticano, fique imune a processos judiciais.
As cortes federais de menor instância determinaram neste caso que haveria uma exceção ao Ato de Imunidade Soberana Internacional que afetaria o Vaticano. Um juiz determinou que havia provas suficientes para uma conexão entre o Vaticano e Ronan, considerado diante da corte um funcionário do Estado católico sob a lei Oregon. A decisão foi mantida pela Nona Corte de Apelação, na Califórnia.
Segundo os documentos da corte, Ronan começou a abusar de garotos em meados da década de 50, quando era padre da Arquidiocese de Armagh, na Irlanda. Ele foi transferido para Chicago, onde admitiu ter abusado sexualmente de três garotos na Escola St. Philip.
Ronan foi transferido ainda para a Igreja St. Albert, em Portland, no Oregon, onde foi acusado de abusar sexualmente de uma pessoa --que apresentou o processo agora na Corte de Apelação. A vítima acusa o Vaticano de não ter expulso ou adotado qualquer outra sanção contra o padre, apesar de ter conhecimento das denúncias de pedofilia.
Ronan morreu em 1992.
Neste sábado, o governo de Barack Obama pedira em vão à Suprema Corte que conceda imunidade ao papa Bento 16 e a outros dirigentes da Igreja Católica nos julgamentos de padres acusados de pedofilia no país.
Os nove juízes do Supremo pediram a opinião do governo Obama, como fazem regularmente nos casos que afetam as relações diplomáticas.
Nos EUA, as maiores autoridades do Vaticano, incluindo o papa, então cardeal Joseph Ratzinger, também teriam encoberto o reverendo americano Lawrence Murphy, acusado de abusar sexualmente de 200 crianças surdas.
O Vaticano enfrenta neste ano uma de suas piores crises, com centenas de denúncias de pedofilia contra sacerdotes em vários países europeus e sul-americanos.
Na Europa, muitas alegações de acobertamentos de abusos sexuais envolvem Munique, na época em que o papa foi arcebispo da cidade, entre 1977 e 1981. Grupos de vítimas pedem ainda informações sobre as decisões tomadas pelo papa na época em que dirigiu o departamento doutrinal do Vaticano, entre 1981 e 2005.
No México, o fundador da congregação Legionários de Cristo, o falecido padre Marcial Maciel, é acusado de cometer abusos contra jovens seminaristas durante décadas.
No Chile, Fernando Karadima Fariña, ex-pároco da Igreja do Sagrado Coração de Jesus da Floresta, de Santiago, está sendo investigado por autoridades judiciais e eclesiásticas após denúncias de abusos sexuais, segundo informações do cardeal Francisco Javier Errázuriz.
O Vaticano reconheceu ainda os abusos cometidos por dois monsenhores e um padre do município de Arapiraca, a 130 quilômetros de Maceió (AL). Eles foram acusados de pedofilia por integrantes de um coro e por seus familiares.
Analisando a reação do Vaticano ao escândalo de pedofilia em diversos países do mundo, especialistas afirmam que a instituição deve mudar de comportamento, passando a ser cada vez mais transparente, para sua própria sobrevivência.
Fontes: FOLHA - Agências
A Suprema Corte dos Estados Unidos rejeitou nesta segunda-feira uma apelação pela imunidade do Vaticano, em um processo contra o Estado soberano católico pelas diversas transferências de um padre acusado de abuso sexual de crianças.
O Vaticano queria que as cortes federais americanas rejeitassem o processo que visa responsabilizar a Igreja Católica pela transferência do reverendo Andrew Ronan da Irlanda para Chicago e, depois, para Portland, apesar das várias acusações de pedofilia.
A decisão permite que os sacerdotes acusados de pedofilia nos EUA sejam julgados e anula os efeitos das leis de imunidade soberana que determinam que um Estado soberano, incluindo o Vaticano, fique imune a processos judiciais.
As cortes federais de menor instância determinaram neste caso que haveria uma exceção ao Ato de Imunidade Soberana Internacional que afetaria o Vaticano. Um juiz determinou que havia provas suficientes para uma conexão entre o Vaticano e Ronan, considerado diante da corte um funcionário do Estado católico sob a lei Oregon. A decisão foi mantida pela Nona Corte de Apelação, na Califórnia.
Segundo os documentos da corte, Ronan começou a abusar de garotos em meados da década de 50, quando era padre da Arquidiocese de Armagh, na Irlanda. Ele foi transferido para Chicago, onde admitiu ter abusado sexualmente de três garotos na Escola St. Philip.
Ronan foi transferido ainda para a Igreja St. Albert, em Portland, no Oregon, onde foi acusado de abusar sexualmente de uma pessoa --que apresentou o processo agora na Corte de Apelação. A vítima acusa o Vaticano de não ter expulso ou adotado qualquer outra sanção contra o padre, apesar de ter conhecimento das denúncias de pedofilia.
Ronan morreu em 1992.
Pedido presidencial
Neste sábado, o governo de Barack Obama pedira em vão à Suprema Corte que conceda imunidade ao papa Bento 16 e a outros dirigentes da Igreja Católica nos julgamentos de padres acusados de pedofilia no país.
Os nove juízes do Supremo pediram a opinião do governo Obama, como fazem regularmente nos casos que afetam as relações diplomáticas.
Nos EUA, as maiores autoridades do Vaticano, incluindo o papa, então cardeal Joseph Ratzinger, também teriam encoberto o reverendo americano Lawrence Murphy, acusado de abusar sexualmente de 200 crianças surdas.
Crise
O Vaticano enfrenta neste ano uma de suas piores crises, com centenas de denúncias de pedofilia contra sacerdotes em vários países europeus e sul-americanos.
Na Europa, muitas alegações de acobertamentos de abusos sexuais envolvem Munique, na época em que o papa foi arcebispo da cidade, entre 1977 e 1981. Grupos de vítimas pedem ainda informações sobre as decisões tomadas pelo papa na época em que dirigiu o departamento doutrinal do Vaticano, entre 1981 e 2005.
No México, o fundador da congregação Legionários de Cristo, o falecido padre Marcial Maciel, é acusado de cometer abusos contra jovens seminaristas durante décadas.
No Chile, Fernando Karadima Fariña, ex-pároco da Igreja do Sagrado Coração de Jesus da Floresta, de Santiago, está sendo investigado por autoridades judiciais e eclesiásticas após denúncias de abusos sexuais, segundo informações do cardeal Francisco Javier Errázuriz.
O Vaticano reconheceu ainda os abusos cometidos por dois monsenhores e um padre do município de Arapiraca, a 130 quilômetros de Maceió (AL). Eles foram acusados de pedofilia por integrantes de um coro e por seus familiares.
Analisando a reação do Vaticano ao escândalo de pedofilia em diversos países do mundo, especialistas afirmam que a instituição deve mudar de comportamento, passando a ser cada vez mais transparente, para sua própria sobrevivência.
Fontes: FOLHA - Agências
Papa Bento 16 chega a Malta, mas não comenta crise dos abusos sexuais
Pontífice poderia se encontrar com vítimas de padres do país europeu. É a primeira viagem do papa desde que a crise se intensificou.
O papa Bento 16 começou neste sábado (17) uma peregrinação em Malta, país europeu que também foi atingido pela crise de acusações de pedofilia a padres católicos.
O papa não fez comentários sobre os escândalos de supostos abusos sexuais ao chegar a Malta. Essa viagem é a primeira para fora do Vaticano desde que a crise ganhou força. Mais cedo, porém, durante o voo a Malta, o papa disse que "a Igreja foi ferida por nossos pecados. Malta ama o Cristo que ama sua Igreja, que é seu corpo, mesmo se este corpo estiver ferido por nossos pecados. Cristo ama esta Igreja e seu Evangelho é a verdadeira força que o purifica".
Papa acena para fiéis do papamóvel em Valetta, Malta (Foto: Antonio Calanni/AP)
Bento 16 tem sido acusado por grupos de vítimas de ter ajudado a acobertar padres pedófilos, quando era arcebispo na Alemanha e também na chefia do escritório de morais do Vaticano.
O presidente de Malta falou sobre o tema na chegada do papa ao país. "Seria errado, na minha visão, tentar usar as indiscrições de poucos para jogar uma sombra sobre a igreja como um todo. A Igreja Católica continua comprometida a proteger as crianças e todas as pessoas vulneráveis e a garantir que não haja esconderijo para aqueles que querem fazer o mal", disse o presidente George Abela.
Ele recomendou que a igreja e autoridades dos países trabalhem juntos para que haja mecanismos para punir casos de abuso.
Em Malta, dez homens testemunharam que foram molestados sexualmente por padres em um orfanato nos anos 1980 e 1990. Eles pediram para se encontrar com o papa para que esse "capítulo doloroso" de suas vidas, segundo eles, possa ser encerrado.
Os acusadores disseram que foram abusados por quatro padres católicos que os ameaçaram de expulsão do orfanato se eles resistissem aos avanços sexuais.
O papa não confirmou se vai se encontrar com as vítimas. Em outras ocasiões, encontros do papa com vítimas de abuso sexual, como aconteceram na Estados Unidos e na Austrália, não foram anunciados com antecedência.
O papa Bento 16 disse que o povo de Malta "tem razão de se orgulhar do papel indispensável que a fé católica teve em seu desenvolvimento".
O voo do papa a Malta foi um dos poucos a decolar do aeroporto de Roma neste sábado, onde diversos voos foram cancelados devido ao caos aéreo causado pela nuvem de cinza de um vulcão na Islândia.
Fontes: G1 - AP
Grupo de vítimas questiona benefícios do manual contra pedofilia da Igreja
O Vaticano divulgou nesta segunda-feira a nova versão do manual sobre o procedimento da Igreja Católica para os casos de abusos sexuais de crianças por padres.
O principal grupo de vítimas dos Estados Unidos questionou nesta segunda-feira os efetivos benefícios do novo manual de procedimentos da Igreja Católica para casos de pedofilia cometidos por padres e disse estar a espera de ações e não de novos documentos.
O manual responsabiliza os bispos a investigar e delatar os padres suspeitos de abusar sexualmente de crianças e determina que eles devem decidir o que fazer com os pedófilos.
"Vamos manter isso em perspectiva: é uma sentença e é virtualmente nada até que nós vejamos que os bispos estão respondendo", disse Joelle Casteix, diretora regional da Rede de Sobreviventes de Quem Sofreu Abusos por Padres, o principal grupo nos Estados Unidos de vítimas de pedofilia por padres.
"Uma sentença não pode imediatamente reverter centenas de séculos de omissão", completou.
Ela disse ainda que se o Vaticano quer efetivamente mudar a situação "seria muito mais efetivo demitir bispos que claramente colocaram crianças em risco e permitiram abuso, escondendo o crime, do que acrescentar uma sentença em uma política que raramente é seguida com consistência".
O Vaticano divulgou nesta segunda-feira a nova versão do manual sobre o procedimento da Igreja Católica para os casos de abusos sexuais de crianças por padres.
No documento, publicado no seu site, a Santa Sé pede que os casos de padres pedófilos sejam denunciados "sempre" à autoridade civil e que, nos casos mais graves, o papa pode reduzir os religiosos diretamente ao estado laical --sem a necessidade de um julgamento canônico.
Fontes: FOLHA - BGN
Em manual contra pedofilia, Vaticano pede que padres sejam denunciados
O Vaticano divulgou nesta segunda-feira um manual sobre o procedimento da Igreja Católica para os casos de abusos sexuais de crianças por padres.
No documento, publicado no seu site, a Santa Sé pede que os casos de padres pedófilos sejam denunciados "sempre" à autoridade civil e que, nos casos mais graves, o papa pode reduzir os religiosos diretamente ao estado laical --sem a necessidade de um julgamento canônico.
Segundo o vice-porta-voz do Vaticano, Ciro Benedettini, não se trata de um novo guia, mas da revisão de um documento redigido em 2003 e que foi publicado hoje "em nome da absoluta transparência" pregada pelo papa.
O documento, que não traz novidades ao que o próprio papa Bento 16 já havia pedido em carta aos fiéis da Irlanda, é a maior cartada do Vaticano para responder não só as recentes denúncias de pedofilia, mas às denúncias de que a Igreja Católica se calou diante de centenas de casos.
Até mesmo o papa foi acusado de omissão para os abusos cometidos por padres quando era arcebispo de Munique, na Alemanha, entre 1977 e 1981, e durante os 25 anos em que foi prefeito da Congregação para a Doutrina da Fé, antes de ser eleito pontífice em 2005.
Benedettini explicou que o guia de atuação foi definido pela Congregação para a Doutrina da Fé, mas nunca havia sido tornado público.
"A lei civil referente à denúncia dos crimes às autoridades apropriadas deve ser sempre seguida", explica a Santa Sé, escrevendo expressamente pela primeira vez que recorrer às autoridades civis é obrigatório.
Avaliação
O texto é dividido em três partes.
A primeira se refere ao procedimento preliminar e assinala que, quando há uma denúncia de abuso de uma criança por um clérigo, a diocese local é a primeira encarregada de investigar o fato.
Se a acusação tiver peso, o bispo local envia o caso com toda a documentação necessária ao Vaticano e expressa sua opinião sobre os procedimentos a serem seguidos e as medidas que serão adotadas a curto e longo prazo.
O texto acrescenta que, durante a etapa inicial, até que o caso seja resolvido, o bispo pode impor medidas cautelares para preservar a comunidade e as vítimas e assegurar que as crianças não sofram mais.
A segunda parte fala dos procedimentos autorizados pela Congregação para a Doutrina da Fé. Uma vez que o caso caia nas mãos do dicastério (tribunal eclesiástico) vaticano, este pode autorizar o bispo local a abrir um processo perante uma corte local da Igreja, com a presença de dois assessores.
O sacerdote acusado poderá apresentar um recurso na congregação para a Doutrina da Fé se for condenado a uma pena canônica. A decisão final dos cardeais membros da congregação será definitiva.
Caso seja declarado culpado, o clérigo poderá ser condenado a diferentes penas, sendo a mais grave a expulsão ao estado laical.
Em alguns casos o Pontífice poderá evitar o processo no Vaticano e diretamente reduzir o criminoso ao estado laico. Na hipótese da prática ser adotada, "não pode haver recurso canônico contra tal decreto papal".
"Em episódios verdadeiramente graves, quando um tribunal civil tenha condenado um padre culpado de abusos sexuais contra menores, ou quando existem provas evidentes, a Congregação para a Doutrina da Fé pode escolher levar o caso ao Santo Padre com o pedido para que emita um decreto pela redução ao estado laico", aponta o texto.
Nos casos em que o pedófilo reconheça o crime e aceite levar uma vida de preces e penitências, a congregação autorizará o bispo local a ditar um decreto que proíba ou limite o exercício público do sacerdócio.
As diretrizes também comentam a prescrição dos crimes graves, prevista até agora para dez anos depois que a vítima completasse seu 18º aniversário. A ideia é abolir completamente o esgotamento do prazo legal.
No último ponto, o guia explica que a congregação começou a revisar alguns artigos do documento papal "Sacramentorum santictatis tutela" para atualizar o "Delicta graviora", sobre os delitos de abusos mais graves, dentre os quais a pedofilia, escrito em 2001.
Alemães perdem confiança na Igreja Católica, mostra pesquisa
A maioria dos alemães não confia na Igreja Católica, e um quarto dos católicos do país pensa em deixar a instituição após os escândalos de abuso sexual, mostrou uma pesquisa de opinião.
A pesquisa, a ser publicada na revista Focus na segunda-feira, apurou que 56% dos alemães não confia na Igreja após informações de centenas de casos de abuso sexual e de acobertamento por clérigos.
Somente 18% dos alemães têm fé na Igreja, mostrou a pesquisa feita pela Focus com 613 pessoas. Entre os católicos, 26% disseram que pensam em sair da Igreja, o que na Alemanha é uma decisão formal e tem consequências sobre o imposto de renda.
Uma pesquisa semelhante feita em março pela revista Stern mostrou que 19% dos católicos alemães pensavam em deixar a Igreja. Milhares deixaram a Igreja no mês passado.
Um disque-denúncia apresentado na semana passada por Stephan Ackermann, bispo de Trier e especialista da Igreja nos casos de abuso, foi inundado com 12.293 ligações e ficou brevemente fora do ar. Apenas 2.670 ligações puderam ser respondidas.
Fontes: FOLHA - Reuters
Campanha no Reino Unido pede prisão do papa Bento XVI
A Igreja Católica vem repudiando alegações de que o papa teria sido cúmplice no acobertamento de abusos
O biólogo e ativista ateu britânico Richard Dawkins tentará fazer com que o papa Bento XVI seja preso para responder pelo acobertamento dos escândalos de abuso sexual de crianças por padres católicos.
Bento deve visitar o Reino Unido ainda este ano.
Dawkins, um cientista que faz críticas duras às religiões, pediu para advogados especializados em direitos humanos analisarem se seria possível fazer uma acusação formal contra o papa nas cortes britânicas.
A viagem de Bento XVI, prevista para ocorrer de 16 a 19 de setembro, seria a primeira de um papa ao Reino Unido desde a visita pastoral de João Paulo II, em 1982.
A Igreja Católica vem repudiando alegações de que o papa teria sido cúmplice no acobertamento de abusos cometidos por padres, e acusa a mídia de lançar uma "desprezível campanha de difamação" contra ele.
Dawkins e o jornalista britânico Christopher Hitchens contrataram os advogados Geoffrey Robertson e Mark Stephens para buscar meios de abrir um processo legal contra o papa.
Em comunicado, Stephens disse que há três possíveis abordagens: uma queixa à Corte Penal Internacional, na Holanda; uma ação popular por "crimes contra a humanidade" ou uma ação civil.
Eles argumentarão que o papa não tem imunidade diplomática, pois o Vaticano não é um membro com direito a voto nas Nações Unidas.
Dawkins, autor do best-seller Deus, um Delírio, disse ao jornal Sunday Times suspeitar que o abuso de crianças por padres tem sido acobertado.
Hitchens, autor de Deus Não é Grande, afirmou que "este homem não está acima ou fora da lei. O acobertamento institucionalizado de abuso contra crianças é um crime em qualquer lei".
Fontes: O ESTADO - Reuters
Pedreiro que matou 6 jovens em Luziânia cumpria pena de 14 anos por pedofilia
Justiça débil permitiu os crimes
O pedreiro Admar Jesus Silva, de 40 anos, preso neste sábado e que confessou o assassinato dos seis jovens desaparecidos em Luziânia , Goiás, a 70 km de Brasília, cumpria pena em regime semiaberto pelo crime de pedofilia.
Ele havia sido condenado em 2005 a 14 anos de prisão estava solto desde 23 de dezembro passado, poucos dias antes de os garotos começarem a sumir no bairro Estrela D'Alva. Na prática, cumpriu apenas quatro anos atrás das grades.
A polícia identificou o criminoso depois que uma irmã dele passou a usar o celular de um dos jovens desaparecidos. Depoimentos de outros adolescentes do bairro e colegas dos meninos mortos ajudaram a identificar o assassino.
Monitorado há 10 dias, o pedreiro foi preso no sábado e confessou as mortes, todas a pauladas. No mesmo dia, levou a polícia até o local onde os corpos foram enterrados, um matagal à beira da Rodovia BR-040, entre Luziânia e Cristalina. Dois dos corpos foram achados ainda no sábado e os outros quatro na manhã deste domingo.
O pedreiro contou que atraía os garotos oferecendo dinheiro. Todos os jovens moravam no bairro Estrela D'Alva e eram de famílias pobres. Eles não se conheciam. Tinham idades entre 13 e 19 anos, não usavam drogas e não tinham antecedentes criminais.
O primeiro a desaparecer foi Diego Alves Rodrigues, de 13 anos, em 30 de dezembro. A seguir sumiram Paulo Victor V.A. Lima, de 16 anos (no dia 4 de janeiro), George Rabelo dos Santos, de 17 anos (no dia 10 de janeiro), Divino Luiz Lopes, de 16 anos (no dia 13 de janeiro) e Flávio A. Fernandes, 14 anos (no dia 18 de janeiro). O último a desaparecer foi
Márcio Luiz de Souza Lopes, um ajudande de serralheiro de 19 anos, único maior de idade do grupo, no dia 23 de janeiro.
O caso teve repercussão nacional e a Polícia Federal passou a dar apoio às investigações.
O pedreiro morava na mesma região onde os jovens foram atacados e, de acordo com a polícia, não teve dificuldade em indicar o local onde enterrou os corpos e demonstrou frieza ao falar dos crimes.
Fonte: EXTRA Online
O pedreiro Admar Jesus Silva, de 40 anos, preso neste sábado e que confessou o assassinato dos seis jovens desaparecidos em Luziânia , Goiás, a 70 km de Brasília, cumpria pena em regime semiaberto pelo crime de pedofilia.
Ele havia sido condenado em 2005 a 14 anos de prisão estava solto desde 23 de dezembro passado, poucos dias antes de os garotos começarem a sumir no bairro Estrela D'Alva. Na prática, cumpriu apenas quatro anos atrás das grades.
A polícia identificou o criminoso depois que uma irmã dele passou a usar o celular de um dos jovens desaparecidos. Depoimentos de outros adolescentes do bairro e colegas dos meninos mortos ajudaram a identificar o assassino.
Monitorado há 10 dias, o pedreiro foi preso no sábado e confessou as mortes, todas a pauladas. No mesmo dia, levou a polícia até o local onde os corpos foram enterrados, um matagal à beira da Rodovia BR-040, entre Luziânia e Cristalina. Dois dos corpos foram achados ainda no sábado e os outros quatro na manhã deste domingo.
O pedreiro contou que atraía os garotos oferecendo dinheiro. Todos os jovens moravam no bairro Estrela D'Alva e eram de famílias pobres. Eles não se conheciam. Tinham idades entre 13 e 19 anos, não usavam drogas e não tinham antecedentes criminais.
O primeiro a desaparecer foi Diego Alves Rodrigues, de 13 anos, em 30 de dezembro. A seguir sumiram Paulo Victor V.A. Lima, de 16 anos (no dia 4 de janeiro), George Rabelo dos Santos, de 17 anos (no dia 10 de janeiro), Divino Luiz Lopes, de 16 anos (no dia 13 de janeiro) e Flávio A. Fernandes, 14 anos (no dia 18 de janeiro). O último a desaparecer foi
Márcio Luiz de Souza Lopes, um ajudande de serralheiro de 19 anos, único maior de idade do grupo, no dia 23 de janeiro.
O caso teve repercussão nacional e a Polícia Federal passou a dar apoio às investigações.
O pedreiro morava na mesma região onde os jovens foram atacados e, de acordo com a polícia, não teve dificuldade em indicar o local onde enterrou os corpos e demonstrou frieza ao falar dos crimes.
Fonte: EXTRA Online
Papa enfrenta acusações diretas de ter demorado a suspender padre pedófilo
O papa Bento 16 enfrenta alegações de que teria demorado a agir no caso de um padre que abusou de crianças, nas acusações mais diretas já feitas contra ele.
Quando era ainda cardeal Joseph Ratzinger, ele teria resistido a pedidos para suspender um padre americano acusado de abusar sexualmente de crianças, segundo uma carta de 1985 que contém sua assinatura.
Carta de 1985 assinada pelo então cardeal Joseph Ratzinger, chefe da Congregação para a Doutrina da Fé/AP
A carta, obtida pela Associated Press, é o maior desafio para o Vaticano, que insiste que Bento 16 não teve nenhuma participação em barrar a expulsão de padres pedófilos durante os anos em que foi prefeito da Congregação para a Doutrina da Fé.
O documento, assinado pelo então cardeal Joseph Ratzinger, foi datilografado em latim e faz parte de anos de correspondência entre a diocese de Oakland, na Califórnia, e o Vaticano sobre a proposta de suspensão do reverendo Stephen Kiesle, acusado de molestar crianças em 1978.
Kiesle não foi encontrado para comentar o caso. William Gagen, advogado que o representou em 2002, não retornou uma ligação para comentar o caso também.
Resposta do Vaticano
O Vaticano confirmou ser a assinatura de Ratzinger e disse ser um formato típico de carta usado em casos de suspensão.
"A assessoria de imprensa não acredita ser necessário responder a cada documento tirado de contexto com relação a situações legais específicas", disse o reverendo Federico Lombardi. "Não é estranho que existam documentos com a assinatura do cardeal Ratzinger."
Outro porta-voz do Vaticano, Ciro Benedetiini, disse que a carta não mostra nenhuma tentativa de encobrir o caso. "O então cardeal Ratzinger não encobriu o caso, mas, como a carta claramente mostra, ele deixou claro a necessidade de analisar o caso com mais atenção, levando em consideração o bem de todos os envolvidos."
O advogado do Vaticano, Jeffrey Lena, disse que o assunto transcorreu "de forma eficiente, não segundo padrões modernos, mas para os padrões da época" e que o religioso deveria ser cuidado para evitar outros abusos.
Segundo o advogado, quando Ratzinger escreveu pedindo que Kiesle recebesse "o máximo possível de cuidado paternal", foi uma forma de pedir ao bispo para assegurar que ele não cometesse outros abusos.
Ele afirmou ainda que não houve nenhum caso de abuso cometido por Kiesle entre 1981, quando a diocese pediu sua suspensão pela primeira vez, e 1987, quando ele foi finalmente suspenso.
Demora para agir
Kiesle foi afastado em 1978 por três anos, acusado de amarrar e molestar dois garotos em uma paróquia na área da baía de San Francisco.
O ex-padre Stephen Kiesle aparece em foto de 26 de junho de 2003, após uma audiência em Martinez, na Califórnia (EUA)/Dan Rosenstrauch/AP
Segundo o bispo de Oakland, John Cummins, o padre pediu uma licença e fez terapia nesse período. Não é claro onde Kiesle viveu nesse período, mas Cummins mencionou que ele foi designado para dioceses vizinhas, o que nunca funcionou.
Como o período de licença terminou em 1981, Kiesle pediu para deixar a vida religiosa. A diocese de Oakland, então, recomendou a suspensão de Stephen Kiesle em 1981, ano em que Ratzinger foi nomeado chefe do órgão do Vaticano que cuida de abusos cometidos por padres.
Em carta escrita em 1982, Cummins afirmou estar certo de que o escândalo seria maior se deixassem o padre continuar sua carreira religiosa, do que se ele fosse suspenso.
O caso ficou esquecido no Vaticano por quatro anos, até que Ratzinger finalmente escreveu para o bispo de Oakland, John Cummins. Depois disso, ainda se passaram mais dois anos até que Kiesle foi suspenso. Durante esse tempo, ele continuou prestando serviço voluntário com crianças por meio da Igreja.
Oficiais da igreja da Califórnia escreveram para Ratzinger pelo menos três vezes para checar a situação do caso. Em um momento, um oficial do Vaticano escreveu dizendo que o arquivo devia ter sido perdido e sugerindo reenviar o material.
Ele foi finalmente suspenso em 13 de fevereiro de 1987, apesar de os documentos não indicarem quando, como ou por que, ou qual o papel de Ratzinger na decisão.
Toneladas de crianças
"Ele admitiu ter molestado muitas crianças dizendo ser o Flautista de Hamelin [personagem do conto dos Irmãos Grimm] e disse que tentou molestar todas as crianças que se sentaram em seu colo", disse Lewis VanBlois, um advogado de seis vítimas de Stephen Kiesle, que entrevistou o ex-padre na prisão.
"Quando perguntado quantas crianças ele tinha molestado, ele disse 'toneladas'."
Kiesle foi preso e acusado em 2002 por 13 casos de abuso de crianças nos anos 1970. Apenas dois casos não foram excluídos pela Suprema Corte americana --que considerou inconstitucional uma lei da Califórnia estendendo o tempo para prescrição do crime.
Em 2004, ele foi acusado de molestar uma menina em sua casa em Truckee, em 1995, e sentenciado a seis anos de prisão.
Mais de seis vítimas chegaram a um acordo em 2005 com a diocese de Oakland, acusando Kiesle de molestá-las quando crianças.
Hoje, com 63 anos, Kiesle vive em um condomínio fechado em Walnut Creek, segundo seu endereço registrado na lista de criminosos sexuais.
Carta do papa
Na carta de novembro de 1985, Ratzinger disse que os argumentos para suspender Kiesle são de "grave importância", mas acrescentou que tais ações requeriam "uma revisão cuidadosa e mais tempo".
Ele também pediu ao bispo para oferecer a Kiesle "o máximo possível de cuidado paternal" enquanto esperava pela decisão, segundo um tradução para a AP feita pelo professor Thomas Habinek, chefe do departamento de Ciências Clássicas da Universidade do Sul da Califórnia.
Com essa declaração, Ratzinger dizia ao bispo de Oakland que ele era responsável por evitar que o religioso cometesse novos abusos, defendeu o advogado do Vaticano, Jeffrey Lena.
O futuro papa também ressaltou que qualquer decisão de suspender Kiesle deveria considerar "o bem da igreja universal" e o "dano que conceder essa dispensa pode provocar dentro da comunidade dos que creem em Cristo, particularmente considerando a pouca idade". Kiesle tinha 38 anos na época.
"O cardeal Ratzinger estava mais preocupado em em evitar escândalos do que em proteger crianças", disse Irwin Zalkin, advogado que representa algumas das vítimas.
Fontes: FOLHA - AP
Vítimas e líder judeu rejeitam comparação de críticas à Igreja a "antissemitismo"
Polêmica ganha força
Uma associação americana de vítimas de padres pedófilos e um líder judeu desaprovaram, nesta sexta-feira, as palavras de um pregador do Vaticano que comparou, durante celebração da Semana Santa, as críticas recebidas pela Igreja Católica devido aos casos de abusos sexuais de menores com o antissemitismo.
Na presença de Bento 16, que presidia a liturgia da Paixão de Cristo na basílica de São Pedro, o sacerdote Raniero Cantalamessa leu uma carta de "solidariedade" ao Papa e à Igreja, que disse ter recebido recentemente de um "amigo judeu".
Os ataques atuais à Igreja, abalada por escândalos de pedofilia, fazem lembrar "os aspectos mais penosos do antissemitismo", afirmou o padre Cantalamessa.
"Com desgosto, acompanho o ataque violento e direcionado contra a Igreja e o Papa", disse o religioso franciscano, ao mencionar trechos da carta.
"O uso de estereótipos e a transferência de responsabilidades e culpas pessoais para coletivas me lembram os aspectos mais vergonhosos do antissemitismo", continuou o religioso, cujo sermão foi dedicado à violência, em particular à dirigida contra a mulher e cometida no seio familiar.
"Faz mal ao coração ver que um responsável de alto escalão do Vaticano, uma pessoa informada, faz observações tão duras que são um insulto tanto às vítimas das agressões sexuais quanto aos judeus", declarou, em um comunicado, David Clohessy, que dirige um grupo de defesa das vítimas de sacerdotes pedófilos, o SNAP (Survivors Network of those Abused by Priests).
"É moralmente errado comparar a violência física real e o ódio contra um grande número de pessoas inocentes com o que não é outra coisa senão o exame público dos atos de um pequeno grupo de responsáveis cúmplices", acrescentou Clohessy.
"Não é uma comparação adequada"
O rabino Gary Greenebaum, encarregado de relações interreligiosas no âmbito do Comitê Judaico Americano, qualificou de "maliciosas" as declarações do padre Cantalamessa.
"Não é uma comparação adequada, é evidente e claro para a maioria das pessoas", declarou à AFP.
O porta-voz do Vaticano, o padre Federico Lombardi, falando sobre a postura de Cantalamessa, disse que se tratava "de uma carta lida pelo pregador e não a posição oficial do Vaticano".
O pregador do Papa, que tem a função de escrever o sermão durante o rito dedicado à "Paixão do Senhor" da Sexta-feira Santa, que se celebra poucas horas antes da Via Crúcis, havia advertido que não iria abordar o tema dos abusos cometidos por padres contra menores "porque deles já se fala muito do lado de fora".
No entanto, ao citar a carta de solidariedade de seu amigo judeu e comparar os ataques contra a Igreja aos preconceitos e à hostilidade dirigida aos judeus como grupo generalizado, o padre Cantalamessa acabou reavivando o debate.
Críticas à imprensa
Durante a solenidade dos ritos da Semana Santa, o Papa continuou recebendo mensagens de solidariedade de vários episcopados em função das críticas sobre sua gestão de casos de pedofilia por parte de sacerdotes.
O Conselho Episcopal Latino-americano (CELAM) acusou alguns meios de comunicação internacionais de divulgar "reconstruções falsas" e "caluniosas" sobre a atitude do papa Bento 16 frente aos casos de abusos sexuais de menores por parte de sacerdotes na década anterior, informou a entidade em um comunicado assinado pelo arcebispo brasileiro Raymundo Damasceno Assis.
"Ao contrário do que alguns veículos de imprensa divulgaram, a atitude do então cardeal Joseph Ratzinger com relação ao caso de abusos sexuais sobre menores por parte de clero foi sempre muito severa, como testemunham as pessoas que trabalharam com ele", destaca o comunicado do CELAM.
Para o bispo paraguaio Jorge Livieres Plano, de Alto Paraná, as denúncias de pedofilia amplamente divulgadas pela imprensa internacional "em sua maioria são falsas" e representam uma perseguição organizada contra a Igreja porque esta se opõe ao aborto e à homossexualidade.
"Há mais homens infiéis às suas esposas, pedófilos e homossexuais do que sacerdotes infiéis à sua vocação, pedófilos e homossexuais", argumentou o religioso.
Os bispos do Canadá também lamentaram, em uma mensagem enviada por ocasião da Páscoa, "a atenção que a mídia tem dado a tais informações" sobre casos de pedofilia na Igreja, apesar de que seus representantes tenham agido de forma "sábia e responsável".
Na França, mais de 70 intelectuais pediram aos meios de comunicação maior "ética" e "responsabilidade", em carta publicada em uma página na internet e reproduzida pelo jornal do Vaticano, L'Osservatore Romano.
Opiniao de um leitor da Folha:
Estamos prestes a ver a decadência e ruína de mais um Império, a Igreja Católica.
Os processos contra a igreja vão crescer exponencialmente, bem como a indenização às vítimas, como já vem ocorrendo há algum tempo nos EUA. Não precisa ser profeta para prever que os Estados laicos não suportam mais a impunidade e o silêncio dessa Instituição.
Fonte: FOLHA - AFP
Vítimas de padres pedófilos protestam em frente a catedral de Nova York
'As vítimas não ficarão mais em silêncio', afirmou militante de 47 anos.
'Queremos que essas pessoas enfrentem a verdade sobre o que fizeram.'
Uma dezena de vítimas de padres pedófilos manifestaram sua indignação em frente à catedral de Saint Patrick, em Nova York, durante as celebrações da liturgia da Sexta-feira Santa.
"Ao lado de vários outros, hoje quero demonstrar que as vítimas não ficarão mais em silêncio", disse à AFP Tim Walsh, um cidadão americano de 47 anos que diz ter sofrido abusos de um sacerdote durante anos, quando era menino.
Segundo Walsh, que começou seu ativismo em 2002, as vítimas dos abusos "se calaram durante tempo demais".
Os manifestantes, membros de uma autodenominada "coalizão de sobreviventes de Nova York", distribuíram folhetos exigindo da Igreja Católica o fim do silêncio, em frente à catedral nova-iorquina, localizada na Quinta Avenida, em Manhattan.
"Queremos que essas pessoas enfrentem a verdade sobre o que fizeram e continuam fazendo", disse o americano, segundo o qual os abusos sofridos aconteceram em uma paróquia de Huntington Station (leste de Nova York).
Uma onda de escândalos, por parte de padres pedófilos, tem abalado a Igreja Católica em vários países da Europa, entre eles a Alemanha, terra natal do papa, assim como os Estados Unidos, onde foram denunciados milhares de casos na primeira década de 2000.
Nos Estados Unidos, um advogado apresentou em uma corte do Kentucky (centro-leste) uma petição para que o papa Bento XVI testemunhe sob juramento no âmbito dos processos contra os padres pedófilos.
Walsh disse que que "atualmente a credibilidade do Vaticano está abaixo de zero por tudo o que fizeram para encobrir tudo isso durante séculos e intimidar suas próprias vítimas. Queremos justiça e queremos a verdade".
Fonte: AFP - G1
Pregador do papa compara críticas à Igreja a "antissemitismo"
Na Praça de São Pedro, muitos fiéis que participam das cerimônias da Semana Santa, se dizem indignados com os escândalos.
O pregador-chefe da Casa Pontifícia, padre Raniero Cantalamessa, disse nesta sexta-feira, em um sermão na presença do papa, que a Igreja Católica e o sumo pontífice são vitimas de um "ataque violento que recorda o antissemitismo" devido às alegações de abusos sexuais cometidos por sacerdores.
Membro da ordem dos Frades Menores Capuchinhos, Cantalamessa é uma figura influente no Vaticano, sendo o único autorizado a pregar para o papa. A Casa Pontifícia é o nome dado ao grupo de pessoas que convive com o papa na Santa Sé.
Na homilia, Cantalamessa leu a carta de um amigo judeu, que escreveu para manifestar solidariedade ao papa por causa das alegações de abusos.
"Esta sendo realizado um ataque violento contra a Igreja, contra o papa e todos os fiéis no mundo todo. A passagem das responsabilidades pessoais e da culpa pessoal para a coletiva recorda os aspectos mais vergonhosos do antissemitismo", disse o religioso, logo após pedir permissão ao papa para ler a carta.
"Se fala muito fora daqui sobre a violência contra as crianças, com a qual infelizmente se mancharam muitos elementos do clero", continuou o pregador.
"Por uma rara coincidência, este ano nossa Páscoa cai na mesma semana da Páscoa hebraica, que é a matriz dentro da qual ela se formou. Isto nos leva a pensar nos irmãos judeus que sabem, por experiência, o que significa ser vitima da violência coletiva e que por isto sabem reconhecer os sintomas."
Na semana passada, Cantalamessa já havia feito referência às alegações contra o clero, afirmando que a igreja deveria reagir com humildade aos ataques da mídia por causa das alegações de abusos sexuais.
Em meio à polêmica, Bento 16 celebra, nesta sexta-feira, uma das cerimônias mais marcantes da Semana Santa, a Via Sacra, durante a qual o papa percorre o caminho que Jesus Cristo fez até ser crucificado.
No discurso que fez na quinta-feira, durante a cerimônia da crisma na Basílica de São Pedro, quando os sacerdotes são convidados a renovar os votos que fizeram quando foram ordenados padres, o papa Bento 16 não fez menção ao problema dos abusos.
Na Praça de São Pedro, muitos fiéis que participam das cerimônias da Semana Santa, se dizem indignados com os escândalos.
"É um escândalo assustador. Se tivessem punido e processado os culpados desde o início não teríamos chegado a este ponto", disse à BBC Brasil Loredana Ciarra, 68 anos, que se definiu como católica praticante.
Segundo ela, por causa dos escândalos, agora muitas pessoas tem receio que os filhos frequentem as paróquias.
"Antes a gente deixava os meninos no oratório e ficava tranquilo, agora ninguém confia mais. Minha filha, por exemplo, tirou meu neto do catecismo e disse que não vai mais deixá-lo fazer a primeira comunhão", confessou.
Para algumas pessoas, a imagem do papa ficou abalada depois de acusações de abusos cometidos por religiosos em diversos países.
"Eu duvido da honestidade do papa diante dos escândalos. Ate 20 anos atrás estes abusos eram normais, agora eles são obrigados a admitir", disse Eolo Lucchetti, 70 anos.
Embora considerem que a imagem da Igreja Católica tenha sido manchada por causa do escândalo dos abusos cometidos por sacerdotes, muitos católicos afirmam que não perderam a fé católica.
"Os abusos são inconcebíveis, sobretudo porque cometidos por pessoas nas quais as vitimas confiavam. Os culpados devem ser expulsos da igreja. Mas a fé é algo pessoal e os escândalos não vão mudar minha fé católica", disse à BBC Brasil Alessio, de 19 anos.
Fontes: BBC - FOLHA
O pregador-chefe da Casa Pontifícia, padre Raniero Cantalamessa, disse nesta sexta-feira, em um sermão na presença do papa, que a Igreja Católica e o sumo pontífice são vitimas de um "ataque violento que recorda o antissemitismo" devido às alegações de abusos sexuais cometidos por sacerdores.
Membro da ordem dos Frades Menores Capuchinhos, Cantalamessa é uma figura influente no Vaticano, sendo o único autorizado a pregar para o papa. A Casa Pontifícia é o nome dado ao grupo de pessoas que convive com o papa na Santa Sé.
Na homilia, Cantalamessa leu a carta de um amigo judeu, que escreveu para manifestar solidariedade ao papa por causa das alegações de abusos.
"Esta sendo realizado um ataque violento contra a Igreja, contra o papa e todos os fiéis no mundo todo. A passagem das responsabilidades pessoais e da culpa pessoal para a coletiva recorda os aspectos mais vergonhosos do antissemitismo", disse o religioso, logo após pedir permissão ao papa para ler a carta.
"Se fala muito fora daqui sobre a violência contra as crianças, com a qual infelizmente se mancharam muitos elementos do clero", continuou o pregador.
"Por uma rara coincidência, este ano nossa Páscoa cai na mesma semana da Páscoa hebraica, que é a matriz dentro da qual ela se formou. Isto nos leva a pensar nos irmãos judeus que sabem, por experiência, o que significa ser vitima da violência coletiva e que por isto sabem reconhecer os sintomas."
Na semana passada, Cantalamessa já havia feito referência às alegações contra o clero, afirmando que a igreja deveria reagir com humildade aos ataques da mídia por causa das alegações de abusos sexuais.
Papa
Papa Bento 16
Em meio à polêmica, Bento 16 celebra, nesta sexta-feira, uma das cerimônias mais marcantes da Semana Santa, a Via Sacra, durante a qual o papa percorre o caminho que Jesus Cristo fez até ser crucificado.
No discurso que fez na quinta-feira, durante a cerimônia da crisma na Basílica de São Pedro, quando os sacerdotes são convidados a renovar os votos que fizeram quando foram ordenados padres, o papa Bento 16 não fez menção ao problema dos abusos.
Na Praça de São Pedro, muitos fiéis que participam das cerimônias da Semana Santa, se dizem indignados com os escândalos.
"É um escândalo assustador. Se tivessem punido e processado os culpados desde o início não teríamos chegado a este ponto", disse à BBC Brasil Loredana Ciarra, 68 anos, que se definiu como católica praticante.
Segundo ela, por causa dos escândalos, agora muitas pessoas tem receio que os filhos frequentem as paróquias.
"Antes a gente deixava os meninos no oratório e ficava tranquilo, agora ninguém confia mais. Minha filha, por exemplo, tirou meu neto do catecismo e disse que não vai mais deixá-lo fazer a primeira comunhão", confessou.
Imagem abalada
Para algumas pessoas, a imagem do papa ficou abalada depois de acusações de abusos cometidos por religiosos em diversos países.
"Eu duvido da honestidade do papa diante dos escândalos. Ate 20 anos atrás estes abusos eram normais, agora eles são obrigados a admitir", disse Eolo Lucchetti, 70 anos.
Embora considerem que a imagem da Igreja Católica tenha sido manchada por causa do escândalo dos abusos cometidos por sacerdotes, muitos católicos afirmam que não perderam a fé católica.
"Os abusos são inconcebíveis, sobretudo porque cometidos por pessoas nas quais as vitimas confiavam. Os culpados devem ser expulsos da igreja. Mas a fé é algo pessoal e os escândalos não vão mudar minha fé católica", disse à BBC Brasil Alessio, de 19 anos.
Fontes: BBC - FOLHA
Em meio a escândalos da Igreja, Bento XVI rechaça violência
Segundo o pontífice, sacerdotes estão 'comprometidos com a fraternidade e em ser homens de paz'
CIDADE DO VATICANO - O papa Bento XVI conclamou os padres católicos nesta quinta-feira, 1º, a rechaçarem toda e qualquer forma de violência. O apelo foi feito em cerimônia realizada no Vaticano dedicada ao clero, e vem à tona em um momento no qual a Igreja Católica se vê diante de uma nova série de escândalos sexuais envolvendo seus prelados.
Papa não mencionou casos de abusos/Alessia Pierdomenico/AP"Como sacerdotes, estamos comprometidos, em fraternidade com Jesus Cristo, a sermos homens de paz. Estamos comprometidos a nos opormos à violência e a confiar no supremo poder do amor", declarou o pontífice durante seu discurso de Quinta-Feira Santa na Basílica de São Pedro.
Na mensagem do papa, não houve, porém, menção aos escândalos sobre abusos sexuais que têm surgido em dioceses de vários países, principalmente europeus.
O próprio Bento XVI foi relacionado aos escândalos. Segundo as denúncias, quando era o então cardeal Joseph Ratzinger, ele ocultou denúncias em uam diocese alemã e autorizou o retorno de um padre pedófilo a suas atividades nos EUA.
Celebrações
O Papa Bento XVI deu início nesta quinta-feira (1º) às celebrações da Páscoa com uma condenação do aborto, mas sem abordar os escândalos de pedofilia na Igreja Católica que abalam vários países europeus, sobretudo a Alemanha, país natal do pontífice, assim como os Estados Unidos.
Durante uma misa na qual foram abençoados os óleos sagrados utilizados durante todo o ano, dedicada em particular à missão dos padres, o papa voltou a condenar o aborto.
"É importante para os cristãos não aceitar uma injustiça elevada ao grau de direito, por exemplo quando se trata do assassinato de crianças inocentes que ainda não nasceram", declarou na homilia.
Papa Bento XVI durante missa nesta quinta-feira (1) na Basílica de São Pedro, no Vaticano. (Foto: AP)
"Os cristãos, como bons cidadãos, respeitam o direito e fazem o que é justo e bom, mas se negam a fazer o que, nas disposições jurídicas em vigor, não é um direito, e sim uma injustiça", destacou Bento XVI.
A nova condenação do papa ao aborto coincide na Itália com a chegada aos hospitais do país dos primeiros lotes da pílula abortiva RU486, que teve a comercialização autorizada em dezembro após um longo debate no Parlamento.
O novo presidente da região de Piamonte, Roberto Cota, um político de direita eleito na segunda-feira, aumentou a polêmica ao afirmar que é a favor da defesa da vida e que a pílula deve ficar nos estoques, sem distribuição em sua região.
Bento XVI pediu ainda aos cristãos que sejam pessoas de paz.
"Como sacerdotes, devemos ser homens de paz, devemos nos opor à violência e ter confiança no poder maior do amor", afirmou.
Fontes: O ESTADO DE S PAULO - AP
Vaticano rebate mais acusações do 'New York Times' contra o papa sobre abusos
Jornal trouxe novas informações sobre suposta omissão de Bento XVI. Na véspera, 'NYT' havia revelado que Vaticano acobertuou caso nos EUA.
O Vaticano desmentiu nesta sexta-feira (26) as informações publicadas pelo jornal "New York Times", que afirmam que o cardeal Joseph Ratzinger, atual papa, não fez nada para impedir em 1980 que um padre acusado de pedofilia retomasse o sacerdócio em uma outra paróquia na Alemanha, um dia depois de revelar um caso parecido ocorrido nos Estados Unidos.
"O artigo do "New York Times" não possui informações novas. O arcebispo (de Munique) confirma que o então arcebispo (Joseph Ratzinger) não estava a par da decisão de reintegrar o padre H. nas atividades pastorais da paróquia", afirma o Vaticano em um comunicado.
O presidente da Guatemala, Álvaro Colom, beija a mão do papa Bento XVI durante encontro no Vaticano nesta sexta-feira (26). (Foto: AFP)
"São rejeitadas todas as demais versões como resultado de especulações", afirma a nota oficial do porta-voz do Vaticano, padre Federico Lombari.
O Vaticano recordou que o vigário geral na época, monsenhor Gerhard Gruber, assumiu a "plena responsabilidade" das decisões equivocadas tomadas nessa época, conclui o comunicado.
Segundo o jornal, no final de 1979 em Essen, Alemanha, o padre Peter Hullermann foi suspenso após várias queixas de pais que o acusavam de pedofilia. Uma avaliação psiquiátrica ressaltou os instintos pedófilos, indica o diário americano.
Algumas semanas depois, em janeiro de 1980, o cardeal Ratzinger, futuro papa Bento XVI, que era na época arcebispo de Munique, dirigiu uma reunião durante a qual a transferência do padre de Essen para Munique foi aprovada. O futuro pontífice recebeu alguns dias depois uma nota na qual foi informado de que o padre Hullermann havia retomado o serviço pastoral.
Em 1986, este padre foi declarado culpado de ter agredido sexualmente meninos em uma outra paróquia de Munique, após a transferência para a cidade bávara.
Nesta semana, novas acusações de pedofilia vieram à tona, envolvendo o início e o fim de seu sacerdócio.
"Este caso é particularmente interessante porque ele revela que na época o cardeal Ratzinger estava em posição de lançar de processos contra o padre, ou pelo menos, de fazer com que não tivesse mais contato com crianças", destaca o jornal.
"O padre Hullermann passou diretamente da vergonha ligada à suspensão de suas funções em Essen à possibilidade de trabalhar sem qualquer restrição em Munique, mesmo tendo sido descrito como um 'perigo' na carta que pedia a transferência", acrescenta o NYT.
Pelo segundo dia seguido, o "New York Times" revela documentos comprometedores para o Vaticano.
Na quinta-feira, o jornal revelou que o futuro Papa Bento XVI havia acobertado abusos sexuais de um padre americano, acusado de ter abusado de 200 crianças surdas de uma escola do Wisconsin (norte dos Estados Unidos).
O Vaticano saiu em defesa do Papa afirmando que ele só teve conhecimento dos fatos quando era tarde, quando o idoso sacerdote já estava muito doente.
Fontes: G1- Agências
O Vaticano desmentiu nesta sexta-feira (26) as informações publicadas pelo jornal "New York Times", que afirmam que o cardeal Joseph Ratzinger, atual papa, não fez nada para impedir em 1980 que um padre acusado de pedofilia retomasse o sacerdócio em uma outra paróquia na Alemanha, um dia depois de revelar um caso parecido ocorrido nos Estados Unidos.
"O artigo do "New York Times" não possui informações novas. O arcebispo (de Munique) confirma que o então arcebispo (Joseph Ratzinger) não estava a par da decisão de reintegrar o padre H. nas atividades pastorais da paróquia", afirma o Vaticano em um comunicado.
O presidente da Guatemala, Álvaro Colom, beija a mão do papa Bento XVI durante encontro no Vaticano nesta sexta-feira (26). (Foto: AFP)"São rejeitadas todas as demais versões como resultado de especulações", afirma a nota oficial do porta-voz do Vaticano, padre Federico Lombari.
O Vaticano recordou que o vigário geral na época, monsenhor Gerhard Gruber, assumiu a "plena responsabilidade" das decisões equivocadas tomadas nessa época, conclui o comunicado.
Segundo o jornal, no final de 1979 em Essen, Alemanha, o padre Peter Hullermann foi suspenso após várias queixas de pais que o acusavam de pedofilia. Uma avaliação psiquiátrica ressaltou os instintos pedófilos, indica o diário americano.
Algumas semanas depois, em janeiro de 1980, o cardeal Ratzinger, futuro papa Bento XVI, que era na época arcebispo de Munique, dirigiu uma reunião durante a qual a transferência do padre de Essen para Munique foi aprovada. O futuro pontífice recebeu alguns dias depois uma nota na qual foi informado de que o padre Hullermann havia retomado o serviço pastoral.
Em 1986, este padre foi declarado culpado de ter agredido sexualmente meninos em uma outra paróquia de Munique, após a transferência para a cidade bávara.
Nesta semana, novas acusações de pedofilia vieram à tona, envolvendo o início e o fim de seu sacerdócio.
"Este caso é particularmente interessante porque ele revela que na época o cardeal Ratzinger estava em posição de lançar de processos contra o padre, ou pelo menos, de fazer com que não tivesse mais contato com crianças", destaca o jornal.
"O padre Hullermann passou diretamente da vergonha ligada à suspensão de suas funções em Essen à possibilidade de trabalhar sem qualquer restrição em Munique, mesmo tendo sido descrito como um 'perigo' na carta que pedia a transferência", acrescenta o NYT.
Pelo segundo dia seguido, o "New York Times" revela documentos comprometedores para o Vaticano.
Na quinta-feira, o jornal revelou que o futuro Papa Bento XVI havia acobertado abusos sexuais de um padre americano, acusado de ter abusado de 200 crianças surdas de uma escola do Wisconsin (norte dos Estados Unidos).
O Vaticano saiu em defesa do Papa afirmando que ele só teve conhecimento dos fatos quando era tarde, quando o idoso sacerdote já estava muito doente.
Fontes: G1- Agências
Papa era mais próximo de casos de abuso do que se pensava, diz NYT
Jornal americano revela que Bento XVI sabia de retorno de padre pedófilo antes de tratamento
Pontífice teria recebido recado avisando sobre volta de padre pedófilo/Andrew Medichini/AP
NOVA YORK - O para Bento XVI estava mais próximo do acobertamento dos casos de abusos sexuais por parte de padres na Alemanha do que se pensava anteriormente, informa nesta sexta-feira, 26, o jornal americano New York Times citando um recado que o pontífice teria recebido quando era arcebispo de Munique.
O cardeal Joseph Ratzinger, atual papa, foi informado por meio de recado que um padre que havia sido mandado para a terapia em 1980 por conta da prática da pedofilia havia retornado à diocese antes mesmo de iniciar o tratamento.
Documentos divulgados no meio de março haviam responsabilizado o reverendo Gerhard Gruber, segundo no comando da diocese depois de Ratzinger, pela volta do padre pedófilo à Igreja. O recado, cuja existência foi confirmada por duas fontes da dioceses, porém, mostra que Ratzinger não apenas aprovou a transferência do religioso que cometeu os abusos, mas também estava a par de seu retorno antes do tratamento psiquiátrico.
Como ele tomou a decisão e quanto interesse ele mostrou no caso do padre pedófilo não ficou esclarecido. Mas o padre Friedrich Fahr, responsável por lidar com o caso, "sempre permaneceu pessoal e excepcionalmente ligado" ao futuro papa, segundo a Igreja.
Bento XVI foi duramente criticado depois de o New York Times revelar que teve papel no encobrimento dos casos de pedofilia na Alemanha e nos EUA. Sobre o caso do padre alemão, Peter Hullermann, que seria mandado para a terapia, a diocese alemã reconheceu as "graves falhas" que ocorreram, embora tenha atribuído tais erros às pessoas deveriam informar Ratzinger, e não ao cardeal em si.
A Igreja defende o pontífice alegando que o recado era "rotineiro e não deveria ter chegado ao conhecimento de Ratzinger", segundo o padre Lorenz Wolf, vigário judicial da diocese de Munique. Wolf, porém, não pôde confirmar se o futuro Papa teria então lido ou não o recado.
Na quinta-feira, o New York Times revelou o envolvimento de Ratzinger no encobrimento do caso de um sacerdote americano que abusou de aproximadamente 200 meninos surdos. A reportagem foi baseada em cartas trocadas entre o atual para e outros membros da Igreja obtidas com exclusividade pelo jornal. ( Vide abaixo ).
Documentos obtidos pelo jornal americano New York Times revelam que até o bispo alemão Joseph Ratzinger, atualmente o papa Bento XVI, encobriu um sacerdote americano que abusou de aproximadamente 200 meninos surdos. A reportagem denunciando as omissões da Igreja foram publicadas nesta quinta-feira, 25, no diário.
A correspondência interna de bispos do estado americano de Wisconsin diretamente ao cardeal Ratzinger, que se tornaria o papa em abril de 2005, mostra que enquanto os responsáveis eclesiásticos discutiram a expulsão do padre, a prioridade maior foi proteger a Igreja do escândalo, segundo o site do jornal.
Os documentos procedem da causa judicial aberta contra o reverendo Lawrence C. Murphy, que trabalhou durante mais de 20 anos, entre 1950 e 1974, em uma escola para crianças surdas de Wisconsin. Eles foram cedidos pelos advogados de cinco homens que processaram a Arquidiocese de Milwaukee.
O arcebispo de Milwaukee em 1996, Rembert G. Weakland, enviou duas cartas informando a situação, e não obteve resposta do então cardeal Ratzinger, que dirigia a Congregação para a Doutrina da Fé, encarregada de estudar esses casos.
Após oito meses, o segundo responsável à frente da doutrina oficial católica, o cardeal Tarsicio Bertone, atualmente secretário de Estado do Vaticano, ordenou aos bispos de Wisconsin iniciarem um julgamento cônego secreto que poderia ter terminado com a expulsão de Murphy do sacerdócio.
No entanto, Bertone parou o processo depois que Murphy escreveu pessoalmente a Ratzinger dizendo que tinha se arrependido e estava doente. "Só quero viver o tempo que me resta na dignidade do meu sacerdócio", afirmava o padre na carta que enviou Ratzinger, já perto de sua morte, que aconteceu em 1998. "Solicito sua bondosa ajuda neste assunto", acrescentava.
Murphy nunca foi julgado ou sancionado pela Igreja e até a Polícia e os investigadores de justiça se omitiram perante as declarações das vítimas.
Em 1974, o sacerdote foi transferido pelo arcebispo William E. Cousins, de Milwaukee, à Diocese de Superior, no norte de Wisconsin, onde passou seus últimos 24 anos trabalhando com crianças em colégios, igrejas paroquiais e em um centro de detenção juvenil, segundo o jornal.
O New York Times cita o porta-voz do Vaticano, Federico Lombardi, que reconheceu que era um caso "trágico", mas acrescentou que o Vaticano não foi informado até 1996, anos depois que as autoridades civis averiguaram e encerraram o caso.
Veja também:
Conheça os recentes casos de abuso envolvendo padres
Vaticano diz ter descoberto casos de abuso de Murphy 20 anos depois
Memo to Pope Described Transfer of Pedophile Priest
Fontes: O ESTADO - THE NEW YORK TIMES
Pontífice teria recebido recado avisando sobre volta de padre pedófilo/Andrew Medichini/APNOVA YORK - O para Bento XVI estava mais próximo do acobertamento dos casos de abusos sexuais por parte de padres na Alemanha do que se pensava anteriormente, informa nesta sexta-feira, 26, o jornal americano New York Times citando um recado que o pontífice teria recebido quando era arcebispo de Munique.
O cardeal Joseph Ratzinger, atual papa, foi informado por meio de recado que um padre que havia sido mandado para a terapia em 1980 por conta da prática da pedofilia havia retornado à diocese antes mesmo de iniciar o tratamento.
Documentos divulgados no meio de março haviam responsabilizado o reverendo Gerhard Gruber, segundo no comando da diocese depois de Ratzinger, pela volta do padre pedófilo à Igreja. O recado, cuja existência foi confirmada por duas fontes da dioceses, porém, mostra que Ratzinger não apenas aprovou a transferência do religioso que cometeu os abusos, mas também estava a par de seu retorno antes do tratamento psiquiátrico.
Como ele tomou a decisão e quanto interesse ele mostrou no caso do padre pedófilo não ficou esclarecido. Mas o padre Friedrich Fahr, responsável por lidar com o caso, "sempre permaneceu pessoal e excepcionalmente ligado" ao futuro papa, segundo a Igreja.
Bento XVI foi duramente criticado depois de o New York Times revelar que teve papel no encobrimento dos casos de pedofilia na Alemanha e nos EUA. Sobre o caso do padre alemão, Peter Hullermann, que seria mandado para a terapia, a diocese alemã reconheceu as "graves falhas" que ocorreram, embora tenha atribuído tais erros às pessoas deveriam informar Ratzinger, e não ao cardeal em si.
A Igreja defende o pontífice alegando que o recado era "rotineiro e não deveria ter chegado ao conhecimento de Ratzinger", segundo o padre Lorenz Wolf, vigário judicial da diocese de Munique. Wolf, porém, não pôde confirmar se o futuro Papa teria então lido ou não o recado.
Na quinta-feira, o New York Times revelou o envolvimento de Ratzinger no encobrimento do caso de um sacerdote americano que abusou de aproximadamente 200 meninos surdos. A reportagem foi baseada em cartas trocadas entre o atual para e outros membros da Igreja obtidas com exclusividade pelo jornal. ( Vide abaixo ).
Bento XVI encobriu escândalos sexuais quando era cardeal, diz 'NYT'
Documentos obtidos pelo jornal americano New York Times revelam que até o bispo alemão Joseph Ratzinger, atualmente o papa Bento XVI, encobriu um sacerdote americano que abusou de aproximadamente 200 meninos surdos. A reportagem denunciando as omissões da Igreja foram publicadas nesta quinta-feira, 25, no diário.
A correspondência interna de bispos do estado americano de Wisconsin diretamente ao cardeal Ratzinger, que se tornaria o papa em abril de 2005, mostra que enquanto os responsáveis eclesiásticos discutiram a expulsão do padre, a prioridade maior foi proteger a Igreja do escândalo, segundo o site do jornal.
Os documentos procedem da causa judicial aberta contra o reverendo Lawrence C. Murphy, que trabalhou durante mais de 20 anos, entre 1950 e 1974, em uma escola para crianças surdas de Wisconsin. Eles foram cedidos pelos advogados de cinco homens que processaram a Arquidiocese de Milwaukee.
O arcebispo de Milwaukee em 1996, Rembert G. Weakland, enviou duas cartas informando a situação, e não obteve resposta do então cardeal Ratzinger, que dirigia a Congregação para a Doutrina da Fé, encarregada de estudar esses casos.
Após oito meses, o segundo responsável à frente da doutrina oficial católica, o cardeal Tarsicio Bertone, atualmente secretário de Estado do Vaticano, ordenou aos bispos de Wisconsin iniciarem um julgamento cônego secreto que poderia ter terminado com a expulsão de Murphy do sacerdócio.
No entanto, Bertone parou o processo depois que Murphy escreveu pessoalmente a Ratzinger dizendo que tinha se arrependido e estava doente. "Só quero viver o tempo que me resta na dignidade do meu sacerdócio", afirmava o padre na carta que enviou Ratzinger, já perto de sua morte, que aconteceu em 1998. "Solicito sua bondosa ajuda neste assunto", acrescentava.
Murphy nunca foi julgado ou sancionado pela Igreja e até a Polícia e os investigadores de justiça se omitiram perante as declarações das vítimas.
Em 1974, o sacerdote foi transferido pelo arcebispo William E. Cousins, de Milwaukee, à Diocese de Superior, no norte de Wisconsin, onde passou seus últimos 24 anos trabalhando com crianças em colégios, igrejas paroquiais e em um centro de detenção juvenil, segundo o jornal.
O New York Times cita o porta-voz do Vaticano, Federico Lombardi, que reconheceu que era um caso "trágico", mas acrescentou que o Vaticano não foi informado até 1996, anos depois que as autoridades civis averiguaram e encerraram o caso.
Veja também:
Conheça os recentes casos de abuso envolvendo padres
Vaticano diz ter descoberto casos de abuso de Murphy 20 anos depois
Memo to Pope Described Transfer of Pedophile Priest
Fontes: O ESTADO - THE NEW YORK TIMES
Igreja da Holanda registra 1.100 denúncias de abusos sexuais
A Igreja passa por momentos difíceis
A Igreja Católica da Holanda registrou 1.100 denúncias de abusos sexuais contra membros do clero, todos entre os anos 50 e 60, informou neste sábado o porta-voz Pieter Kohnen. As denúncias de abuso sexual contra padres envolve ainda as igrejas da Alemanha, Irlanda, Áustria e, em menor escala, Brasil.
As denúncias foram feitas à comissão Ajuda e Direito, criada em 1995 pela Igreja para ajudar as vítimas, informou Kohnen.
A Conferência Episcopal e a Conferência de Institutos Religiosos da Holanda, que reúne um total de 190 instituições, anunciou na terça-feira passada (16) a abertura de investigação independente sobre as denúncias.
O comando da investigação foi confiado ao ex-ministro de Educação, Wim Deetman, e o trabalho começará dentro de quatro a seis semanas.
Em fevereiro passado, foram divulgadas denúncias sobre esses atos cometidos na década de 60, em colégio da ordem dos salesianos de Don Bosco.
No entanto, nenhuma das denúncias pode servir de base à abertura de instrução judicial, uma vez que o crime foi prescrito, explicou Evert Boerstra, porta-voz do Ministério Público holandês.
"Quando se trata de abusos sexuais passíveis a uma condenação de dez anos de prisão, o crime prescreve em 20 anos", disse Boerstra.
Cerca de dez vítimas de abuso sexual em instituições católicas na Áustria preparam ação coletiva contra a Igreja Católica e os religiosos responsáveis, o que constitui a primeira iniciativa judicial deste tipo no país, informa neste sábado a imprensa local.
Para poder apresentar uma ação coletiva, as vítimas se uniram em uma associação que leva o nome Vítimas da Violência Eclesiástica.
Segundo disse ao jornal "Der Standard" o advogado Werner Schostal, o objetivo inicial é chegar a um acordo extrajudicial para pagamento de indenizações. Caso o acordo fracasse, o grupo apela para um processo judicial.
O valor das indenizações, segundo o advogado, gira em torno de 80 mil euros para cada vítima.
Em uma entrevista que será publicada neste domingo no jornal "Profil", o cardeal de Viena, Christoph Schönborn, não descarta o pagamento de indenizações às vítimas dos abusos.
"Normalmente supomos que os autores assumam o pagamento", disse o cardeal, considerado como uma das autoridades mais influentes na Igreja Católica europeia.
Schönborn afirmou ainda a continuidade do celibato, alegando que "todos os especialistas dizem que não existe uma relação direta entre os abusos e o celibato".
Schostal afirma que as vítimas esperam mais sucesso em processo contra os responsáveis diretos pelas instituições, embora haja uma dúvida sobre a prescrição dos casos.
O advogado espera ainda que "centenas de outras vítimas" se unam à associação, entre elas as pessoas que sofreram abusos nos últimos anos.
Como na Alemanha, Irlanda e Holanda, a Igreja austríaca se viu em meio a um escândalo por denúncias de ex-alunos de escolas e internatos católicos que dizem ter sido vítimas de abusos sexuais por seus professores.
Ao menos cinco homens dizem ter sido vítimas nos anos 80, quando ainda eram crianças, de abusos sexuais e maus-tratos físicos por três religiosos em um monastério beneditino na localidade de Kremsmünster, na região de Alta Áustria.
Apesar da campanha do próprio papa Bento 16 contra os casos de abuso, uma pesquisa divulgada neste sábado revela que 75% dos austríacos dizem não acreditar que o Vaticano fará todo o possível para esclarecer os casos de abuso sexual.
Uma outra pesquisa divulgada nesta sexta-feira estima que cerca de 1 milhão dos 5,6 milhões de católicos austríacos está considerando abandonar oficialmente a religião católica.
Fontes: FOLHA - Efe - AFP
A Igreja Católica da Holanda registrou 1.100 denúncias de abusos sexuais contra membros do clero, todos entre os anos 50 e 60, informou neste sábado o porta-voz Pieter Kohnen. As denúncias de abuso sexual contra padres envolve ainda as igrejas da Alemanha, Irlanda, Áustria e, em menor escala, Brasil.
As denúncias foram feitas à comissão Ajuda e Direito, criada em 1995 pela Igreja para ajudar as vítimas, informou Kohnen.
A Conferência Episcopal e a Conferência de Institutos Religiosos da Holanda, que reúne um total de 190 instituições, anunciou na terça-feira passada (16) a abertura de investigação independente sobre as denúncias.
O comando da investigação foi confiado ao ex-ministro de Educação, Wim Deetman, e o trabalho começará dentro de quatro a seis semanas.
Em fevereiro passado, foram divulgadas denúncias sobre esses atos cometidos na década de 60, em colégio da ordem dos salesianos de Don Bosco.
No entanto, nenhuma das denúncias pode servir de base à abertura de instrução judicial, uma vez que o crime foi prescrito, explicou Evert Boerstra, porta-voz do Ministério Público holandês.
"Quando se trata de abusos sexuais passíveis a uma condenação de dez anos de prisão, o crime prescreve em 20 anos", disse Boerstra.
Vítimas de abuso sexual preparam ação contra Igreja Católica na Áustria
Cerca de dez vítimas de abuso sexual em instituições católicas na Áustria preparam ação coletiva contra a Igreja Católica e os religiosos responsáveis, o que constitui a primeira iniciativa judicial deste tipo no país, informa neste sábado a imprensa local.
Para poder apresentar uma ação coletiva, as vítimas se uniram em uma associação que leva o nome Vítimas da Violência Eclesiástica.
Segundo disse ao jornal "Der Standard" o advogado Werner Schostal, o objetivo inicial é chegar a um acordo extrajudicial para pagamento de indenizações. Caso o acordo fracasse, o grupo apela para um processo judicial.
O valor das indenizações, segundo o advogado, gira em torno de 80 mil euros para cada vítima.
Em uma entrevista que será publicada neste domingo no jornal "Profil", o cardeal de Viena, Christoph Schönborn, não descarta o pagamento de indenizações às vítimas dos abusos.
"Normalmente supomos que os autores assumam o pagamento", disse o cardeal, considerado como uma das autoridades mais influentes na Igreja Católica europeia.
Schönborn afirmou ainda a continuidade do celibato, alegando que "todos os especialistas dizem que não existe uma relação direta entre os abusos e o celibato".
Schostal afirma que as vítimas esperam mais sucesso em processo contra os responsáveis diretos pelas instituições, embora haja uma dúvida sobre a prescrição dos casos.
O advogado espera ainda que "centenas de outras vítimas" se unam à associação, entre elas as pessoas que sofreram abusos nos últimos anos.
Como na Alemanha, Irlanda e Holanda, a Igreja austríaca se viu em meio a um escândalo por denúncias de ex-alunos de escolas e internatos católicos que dizem ter sido vítimas de abusos sexuais por seus professores.
Ao menos cinco homens dizem ter sido vítimas nos anos 80, quando ainda eram crianças, de abusos sexuais e maus-tratos físicos por três religiosos em um monastério beneditino na localidade de Kremsmünster, na região de Alta Áustria.
Apesar da campanha do próprio papa Bento 16 contra os casos de abuso, uma pesquisa divulgada neste sábado revela que 75% dos austríacos dizem não acreditar que o Vaticano fará todo o possível para esclarecer os casos de abuso sexual.
Uma outra pesquisa divulgada nesta sexta-feira estima que cerca de 1 milhão dos 5,6 milhões de católicos austríacos está considerando abandonar oficialmente a religião católica.
Fontes: FOLHA - Efe - AFP
Vítimas de abuso sexual na Irlanda dizem estar desapontadas com carta do papa
A Igreja Católica na Europa está remexendo em uma série de acusações de abuso sexual de crianças por padres e freiras na últimas décadas.
Os grupos de vítimas de abusos sexuais cometidos por padres pedófilos na Irlanda se declararam muito decepcionados com o conteúdo da carta pastoral na qual o papa Bento 16 se diz envergonhado dos casos de pedofilia e critica "os graves erros" dos bispos que ocultaram as denúncias por décadas.
"Sentimos que a carta fica aquém [das expectativas] na hora de abordar as preocupações das vítimas", disse Maeve Lewis, diretora-executiva da organização One in Four.
Lewis critica o papa por não reconhecer a responsabilidade do Vaticano nos casos de abusos sexuais contra crianças em instituições católicas na Irlanda e no resto do mundo e diz que ele errou ao não pedir a renúncia do primaz da Igreja Católica irlandesa, o cardeal Sean Brady.
Brady agradeceu mais cedo a "preocupação e amabilidade" do papa na carta, na qual diz compreender a escolha difícil a frente dos bispos que receberam, as denúncias de abuso sexual e não cita em nenhum momento punição a eles.
O próprio cardeal, na época padre, foi acusado de ocultar denúncias. Familiares das vítimas chegaram a exigir o seu afastamento desde que a igreja admitiu que ele havia participado de duas reuniões em 1975, em que duas supostas vítimas de abusos sexuais haviam prometido manter silêncio, a pedido das autoridades eclesiásticas.
"Não há nada nesta carta que sugira que qualquer nova visão de liderança na Igreja Católica exista", diz Lewis, que critica o fato da carta focar demasiadamente nos sacerdotes do baixo clero e eximir o alto clero.
Outra vítima dos abusos sexuais, Andrew Madden, afirmou em nota que a carta "não aborda este assunto com total seriedade".
"O contexto é, certamente, inadequado, já que, por definição, uma carta pastoral é dirigida apenas aos católicos praticantes e, portanto, faz caso omisso de muitas outras pessoas que se viram afetadas por esta questão", explicou Madden.
"Como prevíamos, a carta também não aborda nenhum dos assuntos que eu e outros grupos apresentamos no mês passado em nossa carta aberta ao papa", acrescentou.
A carta das vítimas pedia claramente que o Vaticano reconhecesse sua culpa nos casos e que o papa aceitasse a renúncia de vários integrantes do alto clero irlandês, inclusive a do cardeal Brady.
"Uma carta pastoral não é a maneira de dar uma resposta aos relatórios de Ferns, Ryan e Murphy, que tratavam de violações, maus-tratos e abusos sexuais contra crianças cometidos por padres e religiosos neste país e que foram ocultados pelas autoridades da Igreja", concluiu Madden.
A Igreja Católica da Irlanda foi criticada por ocultar, segundo relatório de uma investigação oficial publicado em novembro passado, os abusos sexuais cometidos por padres da região de Dublin envolvendo centenas de crianças durante várias décadas.
O documento, de mais de 700 páginas, fala sobre a atitude da hierarquia católica no arcebispado de Dublin entre os anos 1975 a 2004. Acusa, principalmente, quatro arcebispos por não terem denunciado à polícia que sabiam dos abusos sexuais, cometidos a partir dos anos 60.
Na carta, o papa expressa "muita desolação" e pede desculpas às vítimas, manifestando a vergonha e o remorso de toda a Igreja Católica ante o escândalo de pedofilia.
"Vocês sofreram gravemente e eu sinto muito, verdadeiramente", disse Bento 16, em uma medida inédita que visa a recuperar a confiança da Igreja Católica. "É compreensível que vocês achem difícil perdoar e se reconciliar com a Igreja. No nome dela, eu abertamente expresso a vergonha e remorso que nós sentimos".
Ele disse ainda que está disposto a se encontrar com as vítimas e conversar sobre o sofrimento que enfrentam e que a carta deve ajudar a curar as feridas e renovar a fé.
Bento 16, que não se referiu às denúncias em outros países da Europa e até mesmo no Brasil, anunciou a abertura de uma investigação em várias dioceses da Irlanda, em seminários e em congregações religiosas.
Leia íntegra da carta do papa sobre casos de pedofilia aos fiéis irlandeses
A Igreja Católica na Europa está remexendo em uma série de acusações de abuso sexual de crianças por padres e freiras na últimas décadas. Além da Irlanda e da Alemanha, Áustria, Suíça e Holanda também investigam denúncias, informa Luciana Coelho, correspondente da Folha em Genebra. Ouça podcast da jornalista
Fonte: FOLHA - Reuters - Efe
Os grupos de vítimas de abusos sexuais cometidos por padres pedófilos na Irlanda se declararam muito decepcionados com o conteúdo da carta pastoral na qual o papa Bento 16 se diz envergonhado dos casos de pedofilia e critica "os graves erros" dos bispos que ocultaram as denúncias por décadas.
"Sentimos que a carta fica aquém [das expectativas] na hora de abordar as preocupações das vítimas", disse Maeve Lewis, diretora-executiva da organização One in Four.
Lewis critica o papa por não reconhecer a responsabilidade do Vaticano nos casos de abusos sexuais contra crianças em instituições católicas na Irlanda e no resto do mundo e diz que ele errou ao não pedir a renúncia do primaz da Igreja Católica irlandesa, o cardeal Sean Brady.
Brady agradeceu mais cedo a "preocupação e amabilidade" do papa na carta, na qual diz compreender a escolha difícil a frente dos bispos que receberam, as denúncias de abuso sexual e não cita em nenhum momento punição a eles.
O próprio cardeal, na época padre, foi acusado de ocultar denúncias. Familiares das vítimas chegaram a exigir o seu afastamento desde que a igreja admitiu que ele havia participado de duas reuniões em 1975, em que duas supostas vítimas de abusos sexuais haviam prometido manter silêncio, a pedido das autoridades eclesiásticas.
"Não há nada nesta carta que sugira que qualquer nova visão de liderança na Igreja Católica exista", diz Lewis, que critica o fato da carta focar demasiadamente nos sacerdotes do baixo clero e eximir o alto clero.
Seriedade
Outra vítima dos abusos sexuais, Andrew Madden, afirmou em nota que a carta "não aborda este assunto com total seriedade".
"O contexto é, certamente, inadequado, já que, por definição, uma carta pastoral é dirigida apenas aos católicos praticantes e, portanto, faz caso omisso de muitas outras pessoas que se viram afetadas por esta questão", explicou Madden.
"Como prevíamos, a carta também não aborda nenhum dos assuntos que eu e outros grupos apresentamos no mês passado em nossa carta aberta ao papa", acrescentou.
A carta das vítimas pedia claramente que o Vaticano reconhecesse sua culpa nos casos e que o papa aceitasse a renúncia de vários integrantes do alto clero irlandês, inclusive a do cardeal Brady.
"Uma carta pastoral não é a maneira de dar uma resposta aos relatórios de Ferns, Ryan e Murphy, que tratavam de violações, maus-tratos e abusos sexuais contra crianças cometidos por padres e religiosos neste país e que foram ocultados pelas autoridades da Igreja", concluiu Madden.
A Igreja Católica da Irlanda foi criticada por ocultar, segundo relatório de uma investigação oficial publicado em novembro passado, os abusos sexuais cometidos por padres da região de Dublin envolvendo centenas de crianças durante várias décadas.
O documento, de mais de 700 páginas, fala sobre a atitude da hierarquia católica no arcebispado de Dublin entre os anos 1975 a 2004. Acusa, principalmente, quatro arcebispos por não terem denunciado à polícia que sabiam dos abusos sexuais, cometidos a partir dos anos 60.
Carta
Na carta, o papa expressa "muita desolação" e pede desculpas às vítimas, manifestando a vergonha e o remorso de toda a Igreja Católica ante o escândalo de pedofilia.
"Vocês sofreram gravemente e eu sinto muito, verdadeiramente", disse Bento 16, em uma medida inédita que visa a recuperar a confiança da Igreja Católica. "É compreensível que vocês achem difícil perdoar e se reconciliar com a Igreja. No nome dela, eu abertamente expresso a vergonha e remorso que nós sentimos".
Ele disse ainda que está disposto a se encontrar com as vítimas e conversar sobre o sofrimento que enfrentam e que a carta deve ajudar a curar as feridas e renovar a fé.
Bento 16, que não se referiu às denúncias em outros países da Europa e até mesmo no Brasil, anunciou a abertura de uma investigação em várias dioceses da Irlanda, em seminários e em congregações religiosas.
Leia íntegra da carta do papa sobre casos de pedofilia aos fiéis irlandeses
A Igreja Católica na Europa está remexendo em uma série de acusações de abuso sexual de crianças por padres e freiras na últimas décadas. Além da Irlanda e da Alemanha, Áustria, Suíça e Holanda também investigam denúncias, informa Luciana Coelho, correspondente da Folha em Genebra. Ouça podcast da jornalista
Fonte: FOLHA - Reuters - Efe
Em carta a católicos irlandeses, papa pede perdão por abusos sexuais
Abertamente expresso a vergonha e o remorso que todos nós sentimos.’ Bento XVI ordenou ‘visita pastoral’ a dioceses e seminários na Irlanda.
Papa Bento XVI ouve seu secretário particular Georg Gaenswein durante a audiência semanal na Praça de São Pedro (Foto: Andreas Solaro / AFP 17-03-2010)
O papa Bento XVI afirma em carta pastoral enviada aos católicos da Irlanda que os bispos daquele país cometeram “graves erros de julgamento” no que diz respeito a casos de abuso sexual cometidos por religiosos e pediu ação decisiva, honestidade e transparência.
O pontífice pediu perdão às vítimas e anunciou uma investigação formal das dioceses e seminários envolvidos em escândalos sexuais. Nas últimas semanas, o Vaticano tem sido obrigado a lidar com uma série de acusações não só na Irlanda, mas também na Alemanha, Áustria e Holanda.
“Vocês sofreram gravemente e eu verdadeiramente sinto muito... Eu abertamente expresso a vergonha e o remorso que todos nós sentimos”, afirma o papa na carta pastoral. “Eu só posso compartilhar a consternação e o sentimento de traição que tantos entre vocês vivenciaram ao tomar conhecimento desses atos pecaminosos e criminosos e da forma como as autoridades eclesiásticas na Irlanda lidaram com eles”, declarou Bento XVI.
Ele anunciou uma “visita apostólica” de algumas dioceses, seminários e ordens religiosas no país, mas não respondeu à pressão para que os bispos envolvidos sejam afastados.
Visitas apostólicas são espécies de inquéritos em que inspetores encontram-se com bispos, diretores de seminários e conventos e responsáveis por paróquias para revisar a forma como certos assuntos foram conduzidos no passado. O resultado são sugestões de mudança de conduta ou até mesmo ações disciplinares.
Fonte: G1
Papa Bento XVI ouve seu secretário particular Georg Gaenswein durante a audiência semanal na Praça de São Pedro (Foto: Andreas Solaro / AFP 17-03-2010)O papa Bento XVI afirma em carta pastoral enviada aos católicos da Irlanda que os bispos daquele país cometeram “graves erros de julgamento” no que diz respeito a casos de abuso sexual cometidos por religiosos e pediu ação decisiva, honestidade e transparência.
O pontífice pediu perdão às vítimas e anunciou uma investigação formal das dioceses e seminários envolvidos em escândalos sexuais. Nas últimas semanas, o Vaticano tem sido obrigado a lidar com uma série de acusações não só na Irlanda, mas também na Alemanha, Áustria e Holanda.
“Vocês sofreram gravemente e eu verdadeiramente sinto muito... Eu abertamente expresso a vergonha e o remorso que todos nós sentimos”, afirma o papa na carta pastoral. “Eu só posso compartilhar a consternação e o sentimento de traição que tantos entre vocês vivenciaram ao tomar conhecimento desses atos pecaminosos e criminosos e da forma como as autoridades eclesiásticas na Irlanda lidaram com eles”, declarou Bento XVI.
Ele anunciou uma “visita apostólica” de algumas dioceses, seminários e ordens religiosas no país, mas não respondeu à pressão para que os bispos envolvidos sejam afastados.
Visitas apostólicas são espécies de inquéritos em que inspetores encontram-se com bispos, diretores de seminários e conventos e responsáveis por paróquias para revisar a forma como certos assuntos foram conduzidos no passado. O resultado são sugestões de mudança de conduta ou até mesmo ações disciplinares.
Fonte: G1
Vítimas de pedofilia sofrem "bullying" na escola de Catanduva
Pelo menos 12 das 24 crianças que estão na lista de vítimas de uma suposta rede de pedofilia em Catanduva estão sofrendo discriminação dos colegas, o chamado "bullying", na escola municipal Nelson de Macedo Musa, no Jardim Alpino. Segundo os pais, eles choram e dizem não querer mais estudar.
A escola municipal foi apontada, no início das investigações, como local onde integrantes da rede, ainda não comprovada pela polícia, aliciavam novas vítimas.
O diretor da unidade, Edmilson Sidnei Marques, foi um dos primeiros a denunciar às autoridades relatos de pedofilia contados pelas crianças.
"Todos os dias meu filho chega da escola dizendo que não quer mais voltar, pois apontam ele como mulherzinha da turma", afirmou a diarista R., 30, mãe de três crianças, que na última segunda-feira discutiu com um estudante de 17 anos que insultou seu filho.
O menino, de 11 anos, diz ter sido abusado pelo borracheiro José Barra Nova de Melo, 46, preso desde 15 de janeiro sob acusação de ter abusado de ao menos 18 crianças desde 2008.
Para um pai, que também teve três filhos envolvidos no caso, só o tempo apagará a marca das vítimas. "Não pretendo trocar meus filhos de escola, mas, se isso continuar, posso mudar de ideia. Não temos como controlar a reação das crianças."
Segundo a secretária municipal da Educação, Tânia Aparecida Botós, todos os professores da rede municipal, em especial os da escola Nelson Musa, serão orientados a lidar com casos de discriminação.
"Entre as crianças, não podemos abordar o tema diretamente, mas sim em um conjunto de conteúdos", afirmou.
De acordo com Tânia, a pedofilia vai virar um dos temas de um trabalho interdisciplinar da rede municipal dentro de um projeto que vai difundir a cultura da paz.
"Os professores estão orientados a, em qualquer situação de dúvida, recorrer à secretaria municipal", afirmou.
Por determinação da juíza Sueli Juarez Alonso, da Vara da Infância e Juventude, todas as crianças passam por acompanhamento psicológico.
Os pais, que teriam sido ameaçados durante a investigação, também terão proteção. Segundo os promotores do caso, um novo inquérito só para apurar as ameaças já foi aberto. Nesta semana, as famílias criaram uma organização que deve fazer uma manifestação na próxima quarta-feira (11).
Os suspeitos de envolvimento na rede terão seus sigilos telefônicos quebrados, conforme acordo fechado nesta semana entre o senador Magno Malta (PR-ES), presidente da CPI da Pedofilia, e a juíza da Infância e da Juventude.
Nota do Editor:
Quem deveria passar por constrangimentos são aqueles que cometeram tal crime hediondo e ainda envergonharam a cidade perante o mundo inteiro.
A escola municipal foi apontada, no início das investigações, como local onde integrantes da rede, ainda não comprovada pela polícia, aliciavam novas vítimas.
O diretor da unidade, Edmilson Sidnei Marques, foi um dos primeiros a denunciar às autoridades relatos de pedofilia contados pelas crianças.
"Todos os dias meu filho chega da escola dizendo que não quer mais voltar, pois apontam ele como mulherzinha da turma", afirmou a diarista R., 30, mãe de três crianças, que na última segunda-feira discutiu com um estudante de 17 anos que insultou seu filho.
O menino, de 11 anos, diz ter sido abusado pelo borracheiro José Barra Nova de Melo, 46, preso desde 15 de janeiro sob acusação de ter abusado de ao menos 18 crianças desde 2008.
Para um pai, que também teve três filhos envolvidos no caso, só o tempo apagará a marca das vítimas. "Não pretendo trocar meus filhos de escola, mas, se isso continuar, posso mudar de ideia. Não temos como controlar a reação das crianças."
Segundo a secretária municipal da Educação, Tânia Aparecida Botós, todos os professores da rede municipal, em especial os da escola Nelson Musa, serão orientados a lidar com casos de discriminação.
"Entre as crianças, não podemos abordar o tema diretamente, mas sim em um conjunto de conteúdos", afirmou.
De acordo com Tânia, a pedofilia vai virar um dos temas de um trabalho interdisciplinar da rede municipal dentro de um projeto que vai difundir a cultura da paz.
"Os professores estão orientados a, em qualquer situação de dúvida, recorrer à secretaria municipal", afirmou.
Por determinação da juíza Sueli Juarez Alonso, da Vara da Infância e Juventude, todas as crianças passam por acompanhamento psicológico.
Os pais, que teriam sido ameaçados durante a investigação, também terão proteção. Segundo os promotores do caso, um novo inquérito só para apurar as ameaças já foi aberto. Nesta semana, as famílias criaram uma organização que deve fazer uma manifestação na próxima quarta-feira (11).
Os suspeitos de envolvimento na rede terão seus sigilos telefônicos quebrados, conforme acordo fechado nesta semana entre o senador Magno Malta (PR-ES), presidente da CPI da Pedofilia, e a juíza da Infância e da Juventude.
Nota do Editor:
Quem deveria passar por constrangimentos são aqueles que cometeram tal crime hediondo e ainda envergonharam a cidade perante o mundo inteiro.
Lei que pune pedofilia tem primeiro indiciado
Militar da Marinha foi preso em flagrante no Rio após assediar menina de 13 anos pelo Orkut
SÃO PAULO - Um militar da reserva da Marinha foi o primeiro indiciado com base na lei que pune com mais rigor os crimes de pedofilia na internet, assinada pelo presidente Lula na quarta-feira, no Rio. O terceiro-sargento Francisco Luís Dias, de 59 anos, foi flagrado ontem por agentes da Delegacia de Repressão aos Crimes de Informática (DRCI), armado com uma pistola PT-380, em um encontro com uma adolescente de 13 anos.
A menina era chantageada havia cinco meses por ele para tirar fotos pornográficas. No momento da prisão, Dias foi flagrado com vários vídeos com adolescentes, sendo alguns protagonizados por ele. O acusado, que confessou o crime, tem um filho de 6 anos e uma filha de 16.
Em depoimento à polícia, a adolescente contou que o assédio do pedófilo começou durante as férias de julho. "Ele fez um perfil falso no Orkut e se passou por uma colega minha de escola. Achava que era ela e até ligava a minha câmera. Quando recebi filmes pornográficos, estranhei e parei de falar. Ele se identificou como homem, mostrou uma montagem com a minha imagem e me chantageou. Ameaçava mostrar aos meus amigos se eu não me encontrasse com ele", contou a menina.
Como a menina não aceitou o encontro, Dias fez um perfil falso da garota no Orkut e divulgou uma montagem em vídeo com cenas falsas dela, de sexo, mostrando a seus colegas de escola. Hostilizada no colégio, a menina contou a história para a mãe, que a orientou a continuar a conversa e acionou a polícia. O militar foi preso quando puxava a menina para dentro de seu carro, em um supermercado de Nova Iguaçu, na Baixada Fluminense.
"Durante o período que este homem infernizou minha filha, várias mães me contaram que passaram pelo mesmo problema e não tiveram coragem de denunciar. Denunciei para que o monstro não faça isso nunca mais. Minha filha teve de mudar de escola", disse F.F..
O delegado de Repressão aos Crimes de Informática, Fernando Vilapouca, disse que o pedófilo pode pegar até 20 anos de prisão, por armazenar e divulgar material de pedofilia.
SÃO PAULO - Um militar da reserva da Marinha foi o primeiro indiciado com base na lei que pune com mais rigor os crimes de pedofilia na internet, assinada pelo presidente Lula na quarta-feira, no Rio. O terceiro-sargento Francisco Luís Dias, de 59 anos, foi flagrado ontem por agentes da Delegacia de Repressão aos Crimes de Informática (DRCI), armado com uma pistola PT-380, em um encontro com uma adolescente de 13 anos.
A menina era chantageada havia cinco meses por ele para tirar fotos pornográficas. No momento da prisão, Dias foi flagrado com vários vídeos com adolescentes, sendo alguns protagonizados por ele. O acusado, que confessou o crime, tem um filho de 6 anos e uma filha de 16.
Em depoimento à polícia, a adolescente contou que o assédio do pedófilo começou durante as férias de julho. "Ele fez um perfil falso no Orkut e se passou por uma colega minha de escola. Achava que era ela e até ligava a minha câmera. Quando recebi filmes pornográficos, estranhei e parei de falar. Ele se identificou como homem, mostrou uma montagem com a minha imagem e me chantageou. Ameaçava mostrar aos meus amigos se eu não me encontrasse com ele", contou a menina.
Como a menina não aceitou o encontro, Dias fez um perfil falso da garota no Orkut e divulgou uma montagem em vídeo com cenas falsas dela, de sexo, mostrando a seus colegas de escola. Hostilizada no colégio, a menina contou a história para a mãe, que a orientou a continuar a conversa e acionou a polícia. O militar foi preso quando puxava a menina para dentro de seu carro, em um supermercado de Nova Iguaçu, na Baixada Fluminense.
"Durante o período que este homem infernizou minha filha, várias mães me contaram que passaram pelo mesmo problema e não tiveram coragem de denunciar. Denunciei para que o monstro não faça isso nunca mais. Minha filha teve de mudar de escola", disse F.F..
O delegado de Repressão aos Crimes de Informática, Fernando Vilapouca, disse que o pedófilo pode pegar até 20 anos de prisão, por armazenar e divulgar material de pedofilia.
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