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Equador e México buscam mais controle de fluxos migratórios

Equador e México querem humanizar os fluxos migratórios

O Equador e o México pretendem controlar melhor os fluxos migratórios para torná-los "mais humanos", afirmou Francisco Blake, secretário de governo do México, ao entregar às autoridades de seu país o sobrevivente do massacre de imigrantes.

Blake fez suas declarações a uma equipe de televisão oficial do Equador na Base Naval da Cidade do México, segundo é possível ver em um vídeo distribuído hoje pelo governo mexicano.

O secretário ressaltou que tanto o presidente do México, Felipe Calderón, como o governante equatoriano, Rafael Corrêa, têm interesse em estabelecer "políticas migratórias que permitam ter melhor controle com características mais humanas".

O vídeo mostra a chegada à Base Naval do equatoriano que sobreviveu ao recente massacre de imigrantes em Tamaulipas, no qual 72 pessoas morreram, e que a secretária do Imigrante do Equador, Lorena Escudero, identificou como Luis Freddy Lala Pomavilla, depois que seu nome foi divulgado por alguns meios de comunicação mexicanos.

Pomavilla chegou à base em um helicóptero e foi levado em uma maca até o avião presidencial do Equador, enviado por Correa para apanhá-lo.

O equatoriano, que levou um tiro no pescoço, tinha uma venda no lado direito do rosto e usava um colete ortopédico.

No vídeo o equatoriano disse que passou aproximadamente uma semana no México antes de seu encontro com os assassinos, que ele identificou como membros do grupo criminoso "Los Zetas".

Blake assinalou que o México e o Equador continuarão colaborando "de forma estreita" para garantir que a investigação culmine na detenção dos responsáveis.

Na Base Naval, Blake se reuniu com o ministro coordenador de Segurança do Equador, Miguel Carvajal; o subsecretário equatoriano de Relações Bilaterais, Leonardo Arízaga, e o subsecretário mexicano para a América Latina e o Caribe, Salvador Beltrán do Rio.

O avião presidencial chegou ao Equador na madrugada de hoje e foi recebido pelo chanceler equatoriano, Ricardo Patiño.


"Você já está em seu país, com a sua família. Descanse", disse o funcionário ao sobrevivente.

Fonte: FOLHA - Efe

Itamaraty divulga nomes de dois brasileiros vítimas de chacina no México

O Ministério das Relações Exteriores divulgou na noite deste sábado (28) os nomes dos dois brasileiros vítimas da chacina de imigrantes latino-americanos no estado de Tamaulipas, nordeste do México. 

O Itamaraty informou que os dois brasileiros são de Minas Gerais e as famílias já foram contatadas . Na chacina, ao todo, morreram 72 pessoas.

Segundo a nota, o corpo de Juliard Aires Fernandes, de 20 anos, já foi identificado. No caso de Hermínio Cardoso dos Santos, de 24 anos, as autoridades encontraram seus documentos no local da chacina, mas seu corpo ainda não foi identificado.

O Consulado brasileiro no México recebeu informações de autoridades legais que o trabalho de identificação dos corpos será lento devido ao estado em que os cadáveres foram encontrados e a falta de documentos em muitos casos. Até sexta-feira haviam sido reconhecidos 31 dos 72 corpos e não há informações oficiais sobre a realização de mais identificações neste sábado.

O massacre ocorrido em Tamaulipas foi atribuído por um sobrevivente equatoriano a integrantes do cartel Los Zetas.

Veja a íntegra da nota:

Chacina de San Fernando


O corpo do brasileiro Juliard Aires Fernandes, de 20 anos, natural de Minas Gerais, foi identificado entre as vítimas da chacina ocorrida no último dia 22, na localidade de San Fernando, no México.


Foram igualmente encontrados pelas autoridades locais os documentos de Hermínio Cardoso dos Santos, de 24 anos, também natural de Minas Gerais. Seu corpo, entretanto, ainda não foi identificado. Os legistas continuam trabalhando para estabelecer a identidade de todas as vítimas.


O Itamaraty já fez contato com as famílias dos dois jovens.


Fonte: G1/ Eduardo Bresciani

Atentados promovidos por traficantes levam caos ao México

Em atos mais afeitos a grupos terroristas, o narcotráfico mexicano respondeu com carros-bomba, novas chacinas e o desaparecimento de um promotor à pressão do governo pelo massacre de 72 imigrantes ilegais, na última segunda-feira, informa a reportagem de Gabriela Manzini, enviada especial a Matamoros.

Dois carros-bomba explodiram ontem em Ciudad Victoria -capital do Estado de Tamaulipas, o mesmo de San Fernando, onde foram encontrados os corpos. Um deles provocou danos materiais na sede local da emissora Televisa, a maior do país.

O episódio foi interpretado como uma tentativa de intimidar a mídia local.

Segundo o presidente mexicano, Felipe Calderón, o promotor Roberto Jaime Suárez, que investigava o massacre de San Fernando, está desaparecido há dois dias.

Ele chegou a ser declarado morto, após dois corpos terem sido encontrados em uma estrada, mas depois a notícia foi desmentida por Calderón.

Também ontem, foram encontrados mais oito corpos em Ciudad Juárez e 14 em diferentes lugares de Acapulco -alguns, segundo a polícia, vendados e cobertos por um papelão com mensagens intimidatórias (não divulgadas) a cartéis de drogas rivais.

Calderón admitiu que a narcoviolência tende a aumentar: "A única maneira de detê-los [traficantes] é com a força pública, o que vai trazer, ao menos no curto prazo, também violência".

Leia a reportagem completa na Folha deste sábado

Maioria dos 72 corpos encontrados no México é de brasileiros e equatorianos, diz jornal

Autoridades afirmam que essa é a maior descoberta de cadáveres desde 2006

RIO - De acordo com o jornal mexicano "El Universal", a maioria dos 72 corpos encontrados em um rancho na fronteira do México com os Estados Unidos era de brasileiros e equatorianos. Uma testemunha disse a uma autoridade que as vítimas são imigrantes. De acordo com o funcionário do governo federal, que não se identificou, o homem disse ser um equatoriano em situação ilegal.

A testemunha afirma que viajava em direção aos EUA quando o grupo em que estava foi interceptado por bandidos. Os homens teriam se identificado como membros do grupo armado "Los Zetas" e oferecido trabalho de capanga aos imigrantes. Como eles recusaram, foi dada ordem para matá-los.

De acordo com o jornal "El Universal", já foi aberta investigação sobre a morte das 72 pessoas. São 58 homens e 14 mulheres, de diferentes nacionalidades. Foi uma das maiores descobertas de corpos nos últimos quatro anos de guerra ao crime organizado, sob o governo do presidente mexicano, Felipe Calderón.

Os militares que encontraram os corpos perto de San Fernando, no estado de Tamaulipas, foram ao local depois que um homem baleado se dirigiu ao posto de controle mantido pela Marinha na região para pedir ajuda. De acordo com um comunicado oficial, a vítima disse ter sofrido agressões e indicou o local onde ficava o rancho.

Militares da Infantaria, com apoio de unidades aéreas, foram à área indicada e avistaram os bandidos, das aeronaves. Ao notar a presença dos militares, eles abriram fogo e fugiram em diversos veículos, segundo as informações da Marinha.

Fontes: O Globo - R7 - Agências

Exército do México cria seu próprio 'caveirão'

O Exército mexicano está desenvolvendo um veículo com poderosa blindagem para enfrentar as armas cada vez mais pesadas dos narcotraficantes, revelou nesta terça-feira o coronel Narcizo Rodríguez, responsável pelo projeto.

Na Fábrica de Pólvora e Explosivos, situada na periferia oeste da capital mexicana, são criados os protótipos de dois veículos blindados para fabricação em série, que serão utilizados nos territórios mais perigosos do país.

Estes veículos têm "uma carroceria completamente blindada", mas também apresentam "um espaço cômodo, funcional e que proporciona proteção a nossos soldados", destacou o coronel Rodríguez.

O futuro veículo, com capacidade para transportar 10 militares, terá blindagem de nível B6, resistente a ataques com armas de calibre .50, de alto poder destrutivo.

Fontes: UOL - AFP

Alex chega ao México como furacão de categoria 2

Furacão avança em direção oeste, a uma velocidade de 19 km/h. As autoridades retiraram cerca de 2 mil pessoas em Tamaulipas.

Chuvas torrenciais provacadas pelo furcão, no México/AFP

O furacão Alex ganhou força nesta quarta-feira (30) e atingiu a categoria 2 na escala Saffir-Simpson (1 a 5) ao chegar à costa nordeste do México, informou o Centro Nacional de Furacões (NHC), com sede em Miami.

Alex tocou a costa mexicana por volta das 2h GMT (23h em Brasília), a 64 km ao norte da localidade de La Pesca, com ventos de 169 km por hora.

"Alex é agora um furacão de categoria dois", revelou o NHC pouco antes do fenômeno atingir a terra.

O furacão avança em direção oeste, a uma velocidade de 19 km/h.

As autoridades mexicanas retiraram cerca de 2 mil pessoas no estado mexicano de Tamaulipas, na comunidade pesqueira de La Carbonera, onde há casas de madeira construídas muito perto da praia e a maré subia consideravelmente hoje.

Na cidade de Matamoros, fronteira com Brownsville (sudeste dos EUA), o furacão já provocou intensas chuvas que inundaram diversas ruas.

Alguns habitantes deslocaram-se por riachos em bicicletas amarradas com cordas diante da força das correntes.

As autoridades de Tamaulipas começaram a pedir aos habitantes que se abasteçam de água e alimentos.

Fontes: G1- AFP

Tempestade "Darby" pode se tornar um furacão

O índice de periculosidade é "moderado", segundo a classificação da instituição mexicana.

México - A tempestade tropical "Darby" segue ganhando força no Golfo de Tehuantepec, no Pacífico, muito perto do litoral do estado mexicano de Oaxaca, e poderia se transformar em furacão nas próximas horas, informou o Serviço Meteorológico Nacional mexicano (SMN).

A fonte assinalou que, às 22h locais (0h de quinta em Brasília) a "Darby" estava a 375 quilômetros a sul de Puerto Ángel (Oaxaca) e 395 a sul de Puerto Escondido (Oaxaca), com ventos máximos de 100 km/h.

A tempestade se movimenta em direção oeste-noroeste a 18 km/h, disse o reporte, que assinala que a "Darby" está visivelmente organizado, por isso poderia se transformar em furacão na categoria 1 na escala Saffir-Simpson, que vai até 5.

Fontes: UOL - Efe

Terremoto atinge o México

Segundo o Serviço Geológico dos EUA, tremor foi de 5,7 de magnitude.

Um terremoto atingiu Oaxaca, no México, nesta segunda-feira (8). Segundo o Serviço Geológico dos Estados Unidos, o tremor foi de 5,7 de magnitude, enquanto o Serviço Sismológico Nacional fala em 5,9.

O epicentro do tremor foi localizado a 23 km a sudeste da cidade de Miahuatlan.

De acordo com o técnico do Serviço Sismológico Nacional, Jesús Pérez, o terremoto atingiu uma área pouco habitada.

O secretário de Proteção Civil da Cidade do México, Elias Brizuela, informou que a primeira checagem nos bairros da capital e nos outros municípios não registrou danos, nem vítimas.


Fontes: G1 - Agências

Dados oficiais revelam que mexicanos estão comendo menos por causa da crise

Pesquisa indica que 2,6 milhões de famílias deixaram de comer em um dia da semana.

México - Pelo menos 2,6 milhões de famílias mexicanas deixaram de comer em um dia da semana por causa da crise econômica global, segundo dados oficiais.

O número representa quase 10% de todos os lares mexicanos.

A Secretaria de Desenvolvimento Social do México calcula que atualmente 47% da população - mais de 50 milhões de pessoas - vivam abaixo da linha da pobreza.

O Instituto Nacional de Estatística e Geografia do México (Inegi) indica que 6,5 milhões de lares mexicanos modificaram suas dietas por causa da crise.

A mexicana Emerenciana Martinez é uma das afetadas pela mudança na dieta trazida pelos efeitos da crise econômica.

Ela mora no bairro Alfareros na cidade de Chimalhuacán, perto da capital mexicana. Emerenciana conta que deixou de comer em um dia da semana porque o dinheiro não é suficiente para comprar todos os alimentos e que os vizinhos pararam de comer carne pelo mesmo motivo.

"Aqui não tem ninguém que não tenha fome, vemos as crianças cada vez mais fracas", disse.

Obesidade

As crianças estão entre as mais afetadas pela alteração na dieta. Segundo a pesquisa conduzida pelo governo, 31% dos menores de idade têm uma dieta pouco variada e cerca de 24,5% dos entrevistados o disseram que comem menos do que gostariam.

Outro dado alarmante é que cada vez mais famílias substituem alimentos como carne e vegetais por outros ricos em calorias, mas pouco nutrientes.

Analistas dizem que estes dados sugerem que a dieta de muitos mexicanos vem se deteriorando e que boa parte da população pode estar se tornando obesa.

"São dados dramáticos que dão uma nova cara à pobreza. É algo que sabíamos, mas não tínhamos medido", disse Julio Boltvinik, pesquisador da Universidade do México.

Esta foi a primeira vez que o governo mexicano mediu a quantidade de alimentos que a população consome.

A situação pode se agravar ainda mais no México se a estimativa de aumento nos preços do petróleo e da energia em 2010, prevista pelas autoridades mexicanas, realmente se concretizar.

Fonte: ESTADO

PRI vence eleição legislativa mexicana, dizem pesquisas

Oito partidos políticos participam do pleito legislativo para renovar os 500 assentos da Câmara

CIDADE DO MÉXICO - O Partido Revolucionário Institucional (PRI), que esteve no poder no México durante sete décadas até 2000, aparece como vencedor das eleições legislativas, com uma margem de 11 pontos porcentuais sobre o governante Partido Ação Nacional (PAN), segundo pesquisas.

O PRI obtém 40% dos votos para deputados federais, o PAN 29%, e o esquerdista Partido da Revolução Democrática (PRD) 14% ou 15%, segundo as pesquisas de boca-de-urna das empresas Gabinete de Comunicación Estratégica (GCE) e Consulta Mitofsky.

Oito partidos políticos participam do pleito legislativo para renovar os 500 assentos da Câmara dos Deputados. Os três principais são PAN, PRI e PRD, além do Verde Ecologista (PVEM), do Trabalho (PT), Convergência, Nova Aliança (Panal), e Social-Democrata (PSD).

As pesquisas colocam na quarta posição o PVEM, com 5% ou 6% dos eleitores consultados após exercer seu direito ao voto.

O Instituto Federal Eleitoral (IFE) começou a divulgar os primeiros resultados através de seu Programa de Resultados Eleitorais Preliminares (Prep), mas somente na quarta-feira termina a apuração dos votos.


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Fonte: Efe - Agência Estado

Recessão nos EUA está arrasando a economia mexicana

Recessão nos EUA está arrasando a economia mexicana. Crimes associados ao narcotráfico prejudicam relação entre países.

Marc Lacey e Ginger Thompson
New York Times

A economia do México está sendo arrasada pela recessão ao norte. Viciados americanos transformaram o México numa super-rota de drogas. Polícia e soldados locais estão sob ataque de armas americanas. O NAFTA prometeu, há 15 anos, conceder permissão de passagem aos caminhões mexicanos nas estradas americanas, mas a administração Obama diz que eles são inseguros demais para isso.

As relações entre Estados Unidos e México estão em meio a algo que pode ser chamado de disputa amigável, uma estendida ao longo de uma cerca compartilhada. A cerca da fronteira, que se tornou um muro em alguns locais, é outro fator de irritação.

A Secretária do Estado, Hillary Rodham Clinton, esteve recentemente no México para a primeira de uma série de visitas de funcionários da administração, incluindo o próprio presidente americano em abril, para tentar impedir uma grande crise política tão perto de casa. Obama encontrará um país atolado num buraco cada vez mais fundo, irritado com sinais de protecionismo em seu maior parceiro comercial e despedaçado por uma guerra de drogas – pela qual muitos mexicanos culpam os clientes dos Estados Unidos.

Do outro lado, também há angústia o suficiente. Muitas comunidades americanas estão preocupadas com a violência das drogas que vaza pela fronteira, e com imigrantes mexicanos tomando os poucos empregos. Isso está forçando a administração Obama, que já lida com duas guerras e uma gigantesca recessão, a criar uma nova política em relação ao México antes do esperado.

Política doméstica

Obama, assim como o presidente George W. Bush antes dele, está descobrindo que esses desafios exteriores tocam em alguns dos mais espinhentos assuntos da política doméstica, incluindo imigração, livre-comércio, e controle de armas. A administração Bush atrapalhou as relações ao fracassar em sua promessa de reforma na imigração. E a administração Obama, em suas primeiras semanas no cargo, gerou novas tensões através de uma série de sinais conflitantes e inícios falsos.

Alguns componentes da administração sugeriram que o governo mexicano não detém o controle de todo seu território, mesmo enquanto outros funcionários do governo louvam a decisão do presidente Felipe Calderón de lutar contra a venda de drogas.

Obama reconheceu planos de contingência para empregar tropas na fronteira, caso violência demais se reflita nos Estados Unidos. Entretanto, ele disse, quase na mesma frase, que nenhuma ação nesse sentido era iminente.

“Eu acho inaceitável haver gangues de drogas atravessando nossas fronteiras e matando cidadãos americanos”, disse Obama a repórteres, quando questionado se poderia usar tropas. “Acho que se um cidadão americano é morto por causa de pessoas estrangeiras, envolvidas com crimes violentos, essa já é uma preocupação grande o bastante para fazermos algo a respeito.”

A sangrenta guerra das drogas, causadora de 7.000 mortes em 16 meses, se tornou o assunto mais delicado entre os dois países. Embora as taxas de viciados entre mexicanos estejam subindo, a grande maioria das drogas passada através do México será cheirada, fumada ou injetada por americanos. Além disso, 90% das armas usadas pelos cartéis de drogas mexicanos vieram dos EUA, de acordo com a organização Bureau of Alcohol, Tobacco, Firearms and Explosives.

Conflito

A sugestão de Obama, de que tropas americanas poderiam ser enviadas à fronteira para combater cartéis de drogas, levaram o General Guillermo Galvan, secretário da defesa do México, a afirmar que nenhuma utilização de soldados estrangeiros seria permitida em solo mexicano. A história estava na raiz do problema, já que até mesmo as crianças mexicanas sabem da guerra, um século e meio atrás, na qual os Estados Unidos se apoderaram de metade do território mexicano.

Também irritando os vizinhos latinos estava o testemunho congressional de Dennis C. Blair, diretor da inteligência nacional, sugerindo o controle de algumas partes do México por cartéis de drogas. A administração Calderón reagiu furiosamente.

De sua parte, Calderón falou sobre uma “campanha” americana contra o México, e apontou que a taxa de assassinatos em Nova Orleans é mais alta quando comparada à de seu país. A castigada imagem do México, descrita nos conselhos de viagem do Departamento de Estado dos EUA, é de preocupação particular a Calderón, pois espanta potenciais investidores e turistas.

Depois que os Estados Unidos fecharam as fronteiras a caminhões mexicanos, em violação a uma promessa feita sob o NAFTA, o México definiu tarifas para 89 produtos americanos, de uvas a lavadoras de louça. Em alguns casos, parecia escolher itens dos distritos de membros bem relacionados no Congresso, para assim, aumentar o impacto da ação.

Efeitos da recessão

O México vem sofrendo com a recessão nos Estados Unidos. Embora Calderón fale frequentemente sobre como seu país está muito bem preparado para a crise global, as fábricas de exportação mexicanas perderam cerca de 65.000 empregos desde outubro, um dos muitos efeitos tangíveis. As exportações caíram 32% em janeiro, e as exportações de automóveis caíram 50% nos dois primeiros meses de 2009. O banco central do México espera que a economia se contraia não mais que 1,8% este ano, porém alguns bancos de investimentos prevêem um encolhimento de até 5%.

Obama deixou claro que muitos problemas, incluindo o tráfico de drogas e a reforma na imigração, terão de ser abordados de forma conjunta.

“Não acho que possamos fazer isso aos poucos”, disse Obama durante uma reunião na administração da Califórnia. “Vou trabalhar com o presidente Calderón no México para descobrir como podemos controlar a fronteira. Ela que se tornou mais violenta graças à venda de drogas. Temos de combinar isso com um aperto nos empregadores que vêm explorando trabalhadores sem documentação.”


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