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Reunião do G20 na Coreia do Sul define reforma no FMI

Países emergentes ganharão mais poder de decisão. Proposta também visa aumentar o capital do FMI.

Os ministros de Finanças e presidentes de Bancos Centrais do G20 – grupo que reúne os países ricos e as potências emergentes. - decidiram neste sábado (23), em Gyeongjuna, na Coreia do Sul, que o Fundo Monetário Internacional (FMI) deve passar por uma grande reforma.

Dentre as principais mudanças acertadas na reunião está a transferência de maior poder de decisão aos países emergentes. Foi decidido também que haverá uma reestruturação no sistema bancário e a nas instituições financeiras dos países desenvolvidos, responsáveis pela crise econômica mundial de 2009.

Ministros de Finanças e presidentes de Bancos Centrais posam para foto na Coreia do Sul. (Foto: AP)

O diretor-geral do FMI, o francês Dominique Strauss-Kahn, classificou a reforma como "a mais importante já adotada no governo do Fundo Monetário Internacional". A alteração proposta também visa aumentar o capital do FMI.

A União Europeia se comprometeu a ceder dois dos nove assentos a que tem direito no diretório do organismo, composto por 24 membros. Ainda não há definição, no entanto, de como serão distribuídas essas duas cadeiras.

Câmbio

Ao longo da sexta-feira, a “guerra cambial” e, na esteira dela, a proposta dos Estados Unidos de estabelecer limites para os desequilíbrios externos, como maneira de pressionar os países com superávit a deixar que suas moedas se valorizem foram os destaques do encontro.

Em uma carta aos ministros participantes do encontro, o secretário do Tesouro norte-americano, Timothy Geithner, afirmou que os países deveriam implementar políticas para reduzir os desequilíbrios em conta corrente para um nível inferior a determinada parcela do Produto Interno Bruto (PIB).

O ministro de Finanças do Japão, Yoshihiko Noda, disse que Geithner propôs limitar os superávits e déficits em conta corrente a 4% do PIB.

Esse clima destacou as dificuldades que o G20 enfrenta, à medida que tenta colocar a economia mundial em um ritmo mais estável e acalmar as tensões cambiais.

Embora o G20 tenha sido parabenizado pela coordenação de pacotes de estímulo durante a crise financeira global, sua unidade tem sido testada por baixo crescimento nos países ricos e tentativas de algumas economias emergentes de preservar sua competitividade comercial mantendo as moedas desvalorizadas.

Histórico

O G20 foi criado em 1999, na esteira da crise financeira asiática de 1997, para reunir as principais economias ricas e emergentes para estabilizar o mercado financeiro global.

Desde a sua criação, o G20 realiza reúne os ministros das Finanças e presidentes dos Bancos Centrais destes países para discutir medidas para promover a estabilidade financeira do mundo e alcançar um crescimento sustentável e equilibrado.

Comentário

O Tesouro dos EUA, têm ferramental e munição suficiente para fazer um belo estrago nas políticas cambiais dos emergentes. Assim, talvez um acordo poderia ser um bom negócio, afim de amenizar a condução das políticas do orgão. 

Há consenso no mercado que em 2011, a política implementada pelo Tesouro americano, vai provocar um belo estrago no equilíbrio macro-econômico dos emergentes e os dois emergentes mais vulneráveis neste caso são Brasil e Rússia.

Fontes: G1 - Agências

FMI aprova empréstimo de 30 bilhões de euros para a Grécia

As medidas são um esforço para estabilizar o mercado global

O FMI (Fundo Monetário Internacional) aprovou neste domingo um empréstimo de 30 bilhões de euros [cerca de R$ 70 bilhões] para a Grécia, como parte de um pacote maior, de 110 bilhões de euros [R$ 257 bilhões] para ajudar o país a sair da grave crise econômica.

A ajuda financeira --a maior já registrada-- será dispersada durante os próximos três anos.

Em um breve comunicado, o FMI informou que o empréstimo foi aprovado pelos 24 países membros do órgão, em uma sessão extraordinária realizada em Washington neste domingo.

Neste sábado, os líderes da Eurozona aprovaram um pacote de empréstimos de 110 bilhões de euros para auxiliar a Grécia nos próximos três anos.

As medidas são um esforço para estabilizar o mercado global, que sofreu impacto devido ao receio de que a crise se espalhe pela Europa. Segundo analistas, Portugal, Espanha e Irlanda são países que poderiam ser contaminados pela crise grega.

O ministro da Economia do Reino Unido, Alistair Darling, afirmou neste domingo que é importante fazer "todo o possível" para estabilizar os mercados financeiros, mas que seu país não fornecerá apoio para o euro.

O presidente americano, Barack Obama, pressiona líderes europeus a achar uma solução para estabilizar os mercados. Ele conversou por telefone com a chanceler alemã, Angela Merkel, neste domingo para discutir a importância de as nações europeias tomarem medidas para "aumentar a confiança do mercado", segundo o porta-voz da Casa Branca, Robert Gibbs.

Brasil

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva disse ontem que a Europa "demorou demais" em discutir o apoio financeiro à Grécia, que na sua opinião estava 'em tratamento intensivo há muito tempo e precisava de um médico'.

Segundo Lula, "já em 2008 a Grécia estava com problemas sérios" e, mesmo assim, não foram adotadas medidas de ajuda como as que se debatem agora, uma vez que "a crise explodiu".

O líder brasileiro disse aos jornalistas que "é necessário" que o mundo entenda que "cuidar do sistema financeiro" e impedir que "a especulação tome conta de tudo".

Após participar da abertura de uma campanha de vacinação para idosos, Lula ratificou que o Brasil fornecerá US$ 286 milhões ao Fundo Monetário Internacional (FMI) para colaborar com os esforços financeiros para conter a crise da Grécia.

Lula sustentou que o Brasil "está em uma situação muito boa" do ponto de vista econômico e "está em condições de ajudar ao FMI, à Grécia e, além disso, aos países mais pobres".

Fonte: FOLHA

Zona do euro concordou com plano de ajuda, diz porta-voz do governo grego

Giorgios Petalotis disse esperar ratificação ainda nesta quinta. A ajuda ao endividado país será dada em conjunto com o FMI.

Os países da zona do euro concordaram com um plano de ajuda à Grécia, disse nesta quinta-feira (24) um porta-voz do governo grego. "O plano respeita totalmente nossas exigências... nós concordamos", afirmou Giorgios Petalotis em Bruxelas.

"Existe uma decisão em rascunho que consideramos que nos cobre completamente e que esperamos que seja ratificada até as 18h30 [horário local, 16h30 no Brasil]", disse o porta-voz. "Consideramos isso como uma mensagem de estabilidade e o plano terá um impacto positivo na economia grega."

O presidente da França, Nicolas Sarkozy, e a primeira-ministra alemã, Angela Merkel, chegaram a acordo sobre a Grécia nesta quinta-feira em Bruxelas. (Foto: AP)

Questionado se todos as nações da zona do euro estão prontas para aprovar o acordo, Petalotis disse: "Sim, eles concordaram". "[O plano] incluirá a participação de países da zona do euro e do FMI, em menor escala", afirmou Petalotis.

Ele afirmou que o presidente francês, Nicolas Sarkozy, a chanceler alemã, Angela Merkel, o presidente do Banco Central Europeu (BCE), Jean-Claude Trichet, o premiê grego, George Papandreou e o presidente da União Europeia (UE), Herman Van Rompuy, definiram os detalhes do acordo.

Merkel conseguiu o apoio de Sarkozy para um esforço conjunto em encontro da UE, que corria risco de fracassar por discordâncias sobre como lidar com a Grécia, que vem sofrendo para superar seus problemas financeiros.

O acordo abre caminho para empréstimos bilaterais dentro da zona do euro combinados com crédito do FMI, caso a Grécia necessite de ajuda. O anúncio do compromisso entre Merkel e Sarkozy foi feito antes do começo da cúpula de chefes de Estado e de Governo do bloco, que começa nesta quinta e vai até sexta, em Bruxelas.

Entenda

A Grécia é o caso mais emblemático entre os países que vêm enfrentando dificuldades para conseguir empréstimos para refinanciar suas crescentes dívidas públicas. Isso acontece porque o país passa por um desequilíbrio fiscal devido à crise: com a arrecadação em baixa e os gastos em alta, gasta mais do que arrecada.

A Grécia tem a maior dívida da zona do euro, que deve atingir 120% do Produto Interno Bruto (PIB) em 2010. O maior temor dos mercados é que os problemas desses países sejam um indicativo de que a recuperação da economia global depois da crise tenha formato de “W”, ou seja, uma ligeira melhora seguida por nova queda e posterior recuperação definitiva.

Leia também: Entenda a preocupação do mercado com Grécia, Portugal, Itália e Espanha

Fontes: G1- Agências

FMI vai criar Fundo Verde de US$ 100 bi para o clima

Será criado o Fundo Verde

O Fundo Monetário Internacional (FMI) trabalha na criação de um Fundo Verde de US$ 100 bilhões para ajudar os países pobres a enfrentar os efeitos da mudança climática, anunciou a entidade em um comunicado publicado neste domingo (31) em seu site.

O diretor-gerente do FMI, Dominique Strauss-Kahn, afirmou que é necessário ser criativo quanto ao tema do aquecimento global, já que os países em desenvolvimento não têm meios para lutar contra suas consequências --principalmente diante dos problemas orçamentários causados pela crise econômica mundial. As afirmações foram feitas durante uma sessão do Fórum Econômico Mundial de Davos (WEF).

Fundo Monetário Internacional (FMI) trabalha na criação de um Fundo Verde de US$ 100 bilhões para ajudar os países pobres/Schalk van Zuydam/AP

"Devemos então encontrar maneiras inovadoras de financiar a luta contra os efeitos da mudança climática. Vamos dar ideias, construída em torno de um Fundo Verde dedicado a financiar US$ 100 bilhões por ano --que é cifra aceita de forma comum para fazer frente ao problema", afirmou.

Ele também observou que o fundo se baseará na capitalização procedente dos bancos centrais, apoiada com direitos especiais de giro emitidos pelo próprio fundo.

Os direitos especiais de giro são uma reserva internacional criada pelo FMI em 1969 como suplemento às reservas oficiais dos Estados membros e podem ser trocados por divisas correntes.

O FMI anunciou no sábado que vai elaborar um informe detalhando as ideias de como esse fundo será financiado.

Fonte: FOLHA - France Presse

Brasil confirma compra de US$10 bilhões em títulos do FMI

É a primeira vez que o País empresta dinheiro para o Fundo, que utilizará a verba para ajudar países na crise

ISTAMBUL - O ministro da Fazenda, Guido Mantega, confirmou nesta segunda-feira, 5, que o Brasil vai gastar US$ 10 bilhões para comprar bônus do Fundo Monetário Internacional, para impulsionar o poder do FMI em ajudar países durante a crise global. É a primeira vez que o País empresta dinheiro para o Fundo.

Proposta de Mantega para reforma do FMI é derrubada

Proposta de Mantega não foi aceita

ISTAMBUL - O comitê político do Fundo Monetário Internacional (FMI) rejeitou a proposta do ministro Guido Mantega de transferência de 7% das cotas e do poder de voto às economias emergentes e em desenvolvimento. Prevaleceu a fórmula escolhida na conferência de cúpula do Grupo dos 20 (G-20) realizada em Pittsburgh: "pelo menos 5%", sem indicação de um número preciso.

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