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Mano Menezes renova a seleção brasileira em sua primeira convocação

Novidades na primeira lista do técnico são os 'meninos' do Santos, as voltas de Marcelo e Pato e quatro da última Copa do Mundo: Daniel Alves, Ramires, Robinho e Thiago Silva

Mano Menezes chega ao hotel com sua primeira lista/Marcos de Paula/AE

O técnico Mano Menezes fez sua primeira convocação como técnico da seleção brasileira na tarde desta segunda-feira, em sua apresentação em um hotel no Rio.

Os escolhidos vão disputar um amistoso contra os Estados Unidos em 10 agosto, em Nova Jersey. As novidades são os jogadores do Santos - Neymar e Paulo Henrique Ganso -, as voltas de Marcelo e Alexandre Pato e a presença de quatro da última Copa do Mundo: Daniel Alves, Ramires, Robinho e Thiago Silva.

Antes de ler a lista, ele foi oficialmente apresentado pelo presidente Ricardo Teixeira com um discurso. "Não é necessário apresentar o Mano, vocês conhecem o trabalho que ele tem feito. A razão pela qual nós o escolhemos como técnico da seleção é que ele encaixa em todo o projeto que queremos fazer nos próximos anos, que é a revitalização. Como presidente quero dar as boas vindas e dar todo o apoio nos bons e maus momentos, tenha certeza."

Já Menezes fez um discurso para deixar claro que trabalho não faltará em sua passagem pela seleção. "Quero agradecer a confiança [da CBF], sei que passo a ocupar um dos cargos mais importantes do País, com muita responsabilidade, lealdade e transparência com o torcedor. Sei que vamos construir uma seleção que represente todos os nossos sonhos no futebol. É um trabalho muito importante, e não faltará disposição."

Os chamados 

Com atraso para a divulgação e lido pelo próprio técnico durante a cerimônia - tem 11 novatos, sete com idade olímpica e um a mais (24 jogadores). É que ou Hernanes (São Paulo) ou Sandro (Internacional) serão cortados, depende de quem chegar à final da Copa Libertadores.



Fonte: O ESTADO DE S PAULO

Humor e as verdades do futebol

Veja o que os jogadores pensam. Perfeitamente representado pelo comediante Marcelo Adnet.

Dunga se despede com carta aberta a CBF

Em carta aberta a Ricardo Teixeira, Dunga se conforma com demissão: "Certa ou não, não cabe a mim questioná-la"

Dunga, após desembarcar em Porto Alegre: sonho com a permanência e demissão por telefone (FolhaPress)

Dunga, agora ex-técnico da seleção brasileira, divulgou ontem, em seu site oficial uma carta aberta a Ricardo Teixeira, presidente da Confederação Brasileira de Futebol (CBF), que o demitiu por telefone no último domingo, após o desembarque no Brasil.

Em tom extremamente formal – o ex-técnico trata Teixeira por “Vossa Senhoria” e usa vocabulário rebuscado, com palavras como desiderato e incontinenti -, Dunga lamenta não ter atingido o objetivo principal traçado pela CBF: conquistar a Copa do Mundo 2010. Afirma, porém, ter realizado as demais mudanças propostas.

“Em relação a 2006, renovamos o elenco da Seleção Brasileira de Futebol, voltamos a ter respeito no cenário mundial e, fundamentalmente, a respeitar a Seleção Brasileira de Futebol e, por extensão, a própria Confederação Brasileira de Futebol – CBF”, escreve em determinado trecho. “As recentes pesquisas de opinião pública, os resultados obtidos pelos patrocinadores e, notadamente, as conquistas alcançadas dentro de campo, indiscutivelmente, comprovam tal afirmação.”

Apesar de agradecer o tempo todo pela “confiança, respaldo e autonomia”, como cita logo no início da carta, Dunga, que chegou a considerar sua permanência no cargo no último domingo, antes de ser demitido por telefone, dá uma alfinetada no final. “Agora, como sempre foi à (sic) postura por mim adotada, incontinenti, resta-me acatar à (sic) sua decisão, pois, certa ou não, a mim não cabe questioná-la”, afirma no final, para encerrar em seguida, “limitado ao exposto”, e assinar: Carlos Caetano Bledorn Verri – Dunga.

Fonte: Veja

CBF demite Dunga e toda comissão técnica da seleção brasileira

Anúncio dos substitutos será feito até o fim deste mês

O presidente da CBF (Confederação Brasileira de Futebol), Ricardo Teixeira, decidiu demitir neste domingo o técnico da seleção brasileira, Dunga. Além do treinador, todos os integrantes da comissão técnica serão dispensados.

Além de Dunga, o auxiliar técnico Jorginho, o supervisor Américo Faria e o médico José Luiz Runco perderam seus cargos. O fisioterapeuta Luiz Alberto Rosan também deve perder o emprego. Teixeira deverá anunciar o novo treinador na próxima semana, quando chega ao Brasil. Luiz Felipe Scolari é o mais cotado.

Dunga ficou no comando da seleção brasileira por quase quatro anos. Neste período, ele ganhou a Copa América, em 2007, e a Copa das Confederações, em 2009, além de terminar no primeiro lugar nas eliminatórias para a Copa do Mundo.

Dunga já havia indicado anteriormente que sairia do cargo ao dizer que o tempo correto para um técnico ficar no comando da seleção é quatro anos --assumiu o cargo após o Mundial da Alemanha, em 2006.

"Quanto ao meu futuro, todos sabem que quando cheguei à seleção brasileira era quatro anos que eu ia ficar", falou o treinador, após a derrota por 2 a 1 para a Holanda, na sexta-feira.

No entanto, hoje, no desembarque em Porto Alegre após a chegada da África do Sul, Dunga chegou até a ensaiar um discurso de possível permanência ao falar que seu futuro seria conversado com Teixeira.

"Agora vou descansar e daqui a uma ou duas semanas, vou encontrar o presidente [da CBF, Ricardo Teixeira] para falar sobre isso [sua permanência]. O meu projeto era de quatro anos e agora vai depender do que ele conversar comigo", afirmou.

Oficial

Em seu site, a CBF publicou nota oficial tratando das demissões. Leia a íntegra do comunicado abaixo:

"Comissão técnica da Seleção Brasileira está destituída
Nova comissão técnica será anunciada até o final do mês
(CBF.com.br) 04/07/2010 15h44

CBF NEWS

Encerrado o ciclo de trabalho que teve início em agosto de 2006, e que culminou com a eliminação do Brasil da Copa do Mundo da África do Sul, a CBF comunica que está dispensada a comissão técnica da Seleção Brasileira. A nova comissão técnica será anunciada até o final deste mês de julho."

Dunga conversa com torcedor no desembarque em Porto Alegre/Neco Varella/Efe

Fonte: FOLHA/EDUARDO ARRUDA e SÉRGIO RANGEL

Dunga corta privilégios da TV Globo

Será que esta briga terá repercussões em campo?

O técnico da seleção brasileira Dunga/Paulo Whitaker/Reuters

A briga entre Dunga e a Rede Globo, escancarada pela emissora na noite de anteontem no programa "Fantástico", é mais um capítulo de uma disputa inédita por mais acesso à seleção brasileira.

Ao longo dos últimos dois anos, o treinador encerrou décadas de privilégios da TV e partiu para o confronto.

Nesse caminho, acumulou palavrões contra profissionais da emissora, pediu a cabeça de desafetos no canal e se colocou no papel de censor e crítico de reportagens.

Os primeiros pedidos da emissora negados por Dunga datam de maio de 2008, quando o Brasil fez um amistoso com a Venezuela em Boston. Na ocasião, o técnico vetou a participação de Diego e Robinho em programa.

O choque ganhou força na Olimpíada de Pequim, quando o treinador passou a acreditar que jornalistas que faziam a cobertura da sua equipe, especialmente alguns da Globo, torciam contra o Brasil e queriam sua demissão.

Ao ganhar a medalha de bronze do torneio, virou-se para a tribuna onde estavam repórteres de vários veículos e fez xingamentos parecidos com os do último domingo --contra o jornalista da Globo Alex Escobar, no Soccer City, durante a entrevista da Fifa, após a vitória de 3 a 1 sobre a Costa do Marfim.

Dunga resistiu ao fracasso olímpico, passou a acumular bons resultados e ganhou força para perseguir seus desafetos, inclusive na Globo.

O ápice da disputa aconteceu quando pediu a demissão de Mário Jorge Guimarães, um dos principais profissionais da emissora até então na cobertura da seleção.

Guimarães acabou deixando suas funções na Globo e assumiu um cargo executivo no Sportv, canal esportivo por assinatura da empresa.

No ano passado, no próprio Sportv, Dunga atacou sem rodeios a cobertura que a emissora fazia sobre o time.

Criticou reportagem do jornalista Mauro Naves, outro que esteve em Pequim, em que o profissional descrevia um treino da equipe como "leve" --Dunga detesta quando alguém fala que seu time não treinou pesado.

Falcão, um dos principais comentaristas da emissora, é outro profissional da Globo na lista negra do técnico.

Em maio, no dia em que anunciou os 23 jogadores que iriam ao Mundial, Dunga fez rara deferência à emissora e concedeu entrevista ao vivo no "Jornal Nacional", dando sinais de uma trégua.

Na Copa, porém, a relação se deteriorou rapidamente depois que Robinho, em dia de folga, falou com a TV em um shopping --foi obrigado a pedir desculpa ao elenco.

O ataque de anteontem foi a gota d'água, motivando a resposta da Globo, que deve azedar ainda mais uma relação que já foi umbilical.

Comentário:

Parece que Dunga deseja uma cobertura engajada e nada independente. Ditadores também pensam assim.

Fonte: FOLHA - EDUARDO ARRUDA/MARTÍN FERNANDEZ/PAULO COBOS/SÉRGIO RANGEL

Brasil bate a Coreia do Norte na estreia

Vitória por 2 a 1 deixa seleção brasileira na liderança isolada do Grupo G da Copa.

Elano (esq.) e Maicon fizeram os gols do Brasil. Yun Nam descontou para a Coreia do Norte no fim do jogo.

Durante 55 minutos, o Brasil deu a impressão de que seria atingido pela seca de gols nesta Copa do Mundo. Teve uma atuação burocrática no primeiro tempo e adotou outra postura após o intervalo, afastando o assustador 0 a 0 e conseguindo dois belos gols. Um descuido defensivo no fim da partida, no entanto, determinou o placar por 2 a 1 sobre a Coreia do Norte, mantendo a sua tradição de vitórias apertadas em estreias.

Desde 1982, o Brasil tem 100% de aproveitamento em suas participações iniciais, mas quase sempre por um gol de diferença - a exceção foi em 1994.

O resultado faz a seleção pular para a liderança do Grupo G, superando Costa do Marfim e Portugal, que empataram por 0 a 0. Os dois gols brasileiros nasceram em passes milimétricos e terminaram em conclusões precisas. Maicon, eleito o melhor do jogo pela Fifa, abriu o placar e se tornou o primeiro lateral-direito da seleção a marcar em uma Copa desde Josimar, em 1986. E Elano fez o segundo.

O Brasil agora volta aos treinamentos para a sua segunda partida pelo Grupo G, às 15h30m (de Brasília) do próximo domingo, contra Costa do Marfim. Na segunda-feira, a Coreia do Norte tenta evitar sua segunda derrota seguida na Copa, enfrentando Portugal às 8h30m (de Brasília).

A previsão de frio na noite de Joanesburgo se confirmou, com 2º no começo da partida (e sensação térmica de -3º), obrigando cinco dos dez jogadores de linha na escalação inicial a usar luvas: Juan, Gilberto Silva, Felipe Melo, Kaká e Luis Fabiano.

Na arquibancada, a torcida fez a sua parte, tentando esquentar o clima com seu grito preferido de "sou brasileiro, com muito orgulho, com muito amor" e dando a impressão de que a seleção estava em casa.

Brasil nervoso e pouco criativo

A ansiedade e a emoção de disputar a partida de estreia em uma Copa do Mundo ficaram evidentes antes mesmo de a bola rolar. Estavam estampadas no rosto do atacante Jong Tae-Se, destaque da Coreia do Norte, que chorava copiosamente na execução do hino nacional. Mas ficaram claras também pelo lado brasileiro, com o nervosismo de alguns jogadores. Logo no início, após dois ataques norte-coreanos pela esquerda da defesa, por exemplo, Juan chamou Michel Bastos para orientá-lo.

Após uns primeiros minutos de nervosismo, mas também de disposição para chegar ao ataque, o Brasil começou a encontrar dificuldades para entrar na área. O jeito foi buscar conclusões mesmo sem chegar a ela, em chutes de longe. Robinho foi o primeiro a tentar, seguido por Elano, ambos sem perigo. As melhores tentativas foram de Maicon, obrigando o goleiro a espalmar para escanteio, e de Michel Bastos, com a bola passando perto do travessão e raspando a rede.

A Coreia do Norte se postava com duas linhas de quatro jogadores próximas à área e se beneficiava da pouca movimentação dos brasileiros, que perdiam muito tempo tocando a bola para o lado, sem avanços pelas laterais. Kaká, principal responsável pela armação de jogadas, foi uma figura apagada na primeira etapa.

Enquanto durou a insistência em jogar pelo meio, o Brasil só conseguiu uma boa jogada, num passe de Luis Fabiano para Robinho, que virou e chutou fraco. Nos últimos dez minutos, o time comandado por Dunga - que assistia à partida sem reações exaltadas - enfim começou a explorar as laterais. Até Michel Bastos, visivelmente tímido no início, foi à linha de fundo - a primeira vez, aos 34 minutos. A opção mais explorada, no entanto, foi mesmo pela direita, com Maicon.

Na Coreia do Norte, a estratégia no primeiro tempo foi recorrer a contra-ataques, apostando no isolado Jong Tae-Se, que conseguiu boas jogadas individuais - deixando Juan no chão em uma delas - mas nenhuma conclusão à altura. A tentativa mais ousada, entretanto, foi de Mun In-Guk, que arriscou um chute do meio-campo. Não levou perigo algum, mas mostrou que àquela altura, aos 18 minutos, a Coreia já se soltava em campo.

Melhor em campo, Maicon comemora o seu gol, o primeiro do Brasil, junto com Robinho (Foto: Reuters)

Mudança de postura na segunda etapa

O Brasil voltou para o segundo tempo sem alteração, mas com as principais alternativas se aquecendo fora de campo. Se foi um aviso de Dunga de que trocaria alguma peça caso os defeitos do time persistissem, a estratégia funcionou. A seleção se esforçou em corrigir seus principais problemas, mostrando mais movimentação e explorando as laterais. E foi recompensada aos dez minutos. Elano esperou a ultrapassagem de Maicon e deu ótimo passe. Da linha de fundo, com pouco ângulo, o lateral percebeu que Myonge Guk deixava espaço em sua meta à espera de um cruzamento e arriscou direto para o gol, fazendo 1 a 0.

A vantagem no placar fez bem à seleção, de maneira geral, e a alguns jogadores, em particular. O time continuou se movimentando em campo, e nomes como Michel Bastos e Luis Fabiano subiram de produção. O primeiro emendou, em um só lance, um drible entre as pernas e uma meia-lua pela lateral. O segundo esteve perto de fazer 2 a 0, após um passe de Robinho, em uma rara jogada de contra-ataque. Matou no peito, driblou um adversário, mas chutou por cima do gol.

Elano espera a aproximação dos companheiros após fazer 2 a 0 para a seleção (Foto: Reuters)

Da intermediária, Robinho acertou outro passe, espetacular, para Elano chutar sem precisar dominar, marcando o segundo gol do Brasil, aos 26 minutos. Foi o último lance do meia, que na primeira etapa havia sido um dos que mais tentaram fugir da atuação burocrática. Daniel Alves entrou em seu lugar. Cinco minutos depois, Nilmar substituiu Kaká, forçando o posicionamento mais recuado de Robinho, o que já vinha acontecendo.

Em seu primeiro lance em campo, Nilmar recebeu passe, buscou espaço e chutou para defesa do goleiro. A essa altura, o domínio brasileiro na partida era completo, transformando Julio Cesar em um mero espectador. Dunga ainda fez sua terceira substituição, trocando Felipe Melo por Ramires, que levou o único cartão amarelo da partida. No finzinho do jogo, a Coreia ameaçou duas vezes. E em uma delas conseguiu marcar, após lançamento do meio-campo que terminou com a conclusão de Yun Nam, aos 43 minutos, sem chance para o goleiro brasileiro.

A seleção deixou o campo do Ellis Park com seu principal objetivo cumprido. Somou três pontos, mas não obteve o bônus de uma boa margem no saldo de gols contra a seleção de pior colocação no ranking da Fifa (105º lugar) entre as 32 participantes.


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Fontes: G1- Globo Esporte - TV Globo

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