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Comissão da Câmara aprova PEC que obriga diploma de jornalismo

Comissão aprova emenda para satisfazer interesses corporativistas

A volta da obrigatoriedade do diploma para jornalistas foi aprovada pela comissão especial da Câmara dos Deputados que analisou o assunto. Em votação simbólica, os parlamentares ratificaram o parecer do relator Hugo Leal (PSC-RJ).

A PEC (Proposta de Emenda à Constituição), de autoria do deputado Paulo Pimenta (PT-RS), é uma resposta à decisão do STF (Supremo Tribunal Federal) de junho de 2009 que revogou a exigência do diploma para jornalistas.

Os ministros consideraram que o decreto-lei 972 de 1969, que exige o documento, é incompatível com a Constituição, que garante a liberdade de expressão e de comunicação.

O relatório acrescenta um parágrafo ao artigo 220 da Constituição Federal. Pelo novo texto, a necessidade do diploma em jornalismo e do registro profissional nos órgãos competentes não representam uma restrição às liberdades de pensamento e informação jornalística.

Para o deputado Hugo Leal, a nova redação evitará interpretações de inconstitucionalidade. "Ser jornalista exige qualificação. A graduação universitária é instrumento imprescindível de qualidade e democratização da informação e do acesso à profissão, não de restrição", defendeu o relator.

A proposta aprovada diz que os profissionais que tiraram o registro no período entre junho de 2009 até a promulgação da PEC poderão atuar na área.

A aprovação da proposta foi criticada pelo diretor-executivo da ANJ (Associação Nacional de Jornais), Ricardo Pedreira. "Entendemos que a decisão do STF foi adequada. Precisamos de boas escolas de jornalismo, não de regulamentação da profissão", disse. Pedreira afirmou que, caso o projeto seja promulgado, a entidade acionará o Supremo.

O presidente da Fenaj (Federação Nacional dos Jornalistas), Sérgio Murilo, comemorou o resultado dos debates na comissão, criada no começo de junho. "Hoje não há critérios para o exercício da profissão, é uma situação absurda para a categoria. Agora adequamos o texto da Constituição à decisão do Supremo."

O texto aprovado ontem na comissão especial ainda terá de ser votado em dois turnos pelo plenário da Câmara e, depois, pelo Senado. Caso sofra alterações, retorna para a análise dos deputados. Como é uma PEC, não passa por sanção presidencial.

Há outro projeto, em tramitação no Senado, que restabelece a volta do diploma. Proposto pelo senador Antônio Carlos Valadares (PSB-SE), o projeto aguarda para ser votado pelo plenário.

Comentário:


Esta PEC é um retrocesso e empobrece o jornalismo em geral. Somente foi aprovada devido às pressões corporativistas e com a ajuda dos esquerdistas da CUT.  


A obrigatoriedade do diploma é inconstitucional e assim os nobres deputados mutilam a Lei Maior para adaptá-la aos interesses particulares  de sindicalistas e esquerdistas. Absurdo.


Caberá ao Supremo derrubar esta aberração

Fonte: FOLHA

Boris Casoy ofende garis ao vivo no "Jornal da Band"; assista


Boris Casoy/Eduardo Laviola/Band

"Que merda: dois lixeiros desejando felicidades do alto da suas vassouras. O mais baixo na escala do trabalho." A frase é do âncora do "Jornal da Band", Boris Casoy. Vazou acidentalmente durante a transmissão do programa, ontem, no último dia de 2009

O comentário foi proferido após o telejornal veicular imagens de garis desejando felicidades aos telespectadores da Band.




"Errei mesmo, falei bobagem", diz Boris Casoy após gafe

O âncora da Band Boris Casoy lamentou as ofensas proferidas a garis que apareciam na edição de Réveillon de seu telejornal noturno. A gafe foi cometida após o "Jornal da Band" mostrar imagens de lixeiros desejando felicidades aos telespectadores da emissora.

Sem saber que o áudio estava sendo transmitido, Casoy comentou: "Que merda: dois lixeiros desejando felicidades do alto da suas vassouras. O mais baixo na escala do trabalho".

O vídeo caiu na internet algumas horas depois e foi repudiado por internautas.

"Foi um erro. Vazou, era intervalo e supostamente os microfones estavam desligados", disse, em conversa com a Folha Online por telefone. "Errei mesmo. Falei uma bobagem, falei uma frase infeliz. E vou pedir desculpas."

Casoy é conhecido pelo bordão "Isso é uma vergonha".

Já foi âncora no SBT durante nove anos ("TJ Brasil"), na Record, de 1997 a 2005 ("Jornal da Record" e "Passando a Limpo") e na TVJB (ex-rede CNT).

Fonte: FOLHA/DIÓGENES MUNIZ

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