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Lula considera polêmica com Uribe 'superada'

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva considera “superada” a polêmica com o presidente da Colômbia, Álvaro Uribe.

Por meio de um comunicado divulgado na quinta-feira, Uribe havia afirmado “deplorar” as declarações de Lula, que antes havia descrito a crise diplomática entre Venezuela e Colômbia como algo que não vai além de um “enfrentamento verbal”.

Venezuela diz que Estado colombiano cria guerra interna e ameaça vizinhos

Venezuela usa tática de demonizar Colômbia para desviar a atenção de si

O chanceler da Venezuela, Nicolás Maduro, disse nesta quinta-feira em Quito (Equador) que o Estado colombiano é responsável pela guerra interna que enfrenta há seis décadas e acusou-o de ser uma ameaça a seus vizinhos.

Governo Chávez não tem política de segurança, diz analista

O Exército e a Guarda Nacional da Venezuela não estão tomando medidas contra as Farc 

O Exército e a Guarda Nacional da Venezuela não estão tomando medidas contra as Farc (Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia) no lado venezuelano da fronteira, opina Markus Schultze-Kraft, diretor do "think thank" International Crisis Group. Os motivos, diz ele, são a falta de política de segurança no país, os indícios de corrupção e, possivelmente, falta de disposição política.

Leia a íntegra da entrevista concedida à Folha por telefone.


Folha - O sr. acha que o rompimento das relações bilaterais entre Venezuela e Colômbia vai se manter após a posse do Juan Manuel Santos, presidente colombiano eleito?


Markus Schultze-Kraft -  O que vemos da parte de Chávez é de sempre deixar uma porta aberta de que com o novo governo poderá dialogar melhor. Mas é preciso exigir de Caracas que de fato dialogue. Há sinais muito forte quanto à presença de grupos armados em território venezuelano, acusações que não podem ser subestimadas. É do próprio interesse do país fazer frente à presença de grupos armados ilegais estrangeiros em seu território. Nenhum país soberano deveria contentar-se com isso, e sim investigar e tomar medidas punitivas.

Folha - Mas acha que o governo Chávez fará isso em algum momento?

Schultze-Kraft - O problema é que o governo Chávez não tem uma política de segurança, e tem uma taxa de homicídio mais alta que a Colômbia. Não há na Venezuela uma capacidade real de enfrentar grupos armados ilegais estrangeiros. E se suspeita e se alega que as forças de segurança têm elevados níveis de corrupção. [Cria-se a]combinação da dificuldade venezuelana em aplicar a lei em seu território, de problemas de corrupção e da falta de uma política de segurança. Seria imperativo para o governo desenhar uma política [na área].

Folha - Quais as diferenças entre combater o narcotráfico e combater um exército irregular, como as Farc?


Schultze-Kraft - Não se pode separar muito. As Farc estão profundamente envolvidas [no narcotráfico], e portanto é preciso aplicar [contra o grupo] as medidas legais. Mas é certo que as Farc são mais que um narcocartel. São uma organização guerrilheira com uma história de 45 anos com atuação militar distinta das estruturas armadas de grupos de narcotráfico. É um grupo híbrido. Isso tem que ser levado em conta quando alguém desenha uma política de segurança.

Folha - O Exército está preparado para combater do seu lado da fronteira?


Schultze-Kraft -Não achamos que o Exército ou a Guarda Nacional da Venezuela estejam tomando medidas contra as Farc e outros grupos. Se têm capacidade, isso é outra pergunta.

Folha - E por que não?

Schultze-Kraft - Por um lado, não há uma política de segurança desenhada na Venezuela para fazer frente ao problema dos grupos ilegais no país. Por outro, está a corrupção. O narcotráfico corrompe. Em terceiro lugar, há analistas e setores na Venezuela que dizem que, por razões políticas, não são tomadas ações por se considerar que a existência desses grupos no país ajuda a criar uma situação de insegurança que pode ser de benefício do governo. [Haveria] disposição do governo de usar a presença negativa e caótica desses grupos para [trazer] benefícios políticos.

Folha - Em que sentido?


Schultze-Kraft - O argumento de alguns setores é que a presença cria insegurança, dificulta que grupos da sociedade civil possam se organizar. É um fator que debilita a sociedade civil.

Folha - O controle sobre a fronteira está melhor ou pior?

Schultze-Kraft - Infelizmente, a situação se caracteriza pela falta de controle. Não há trabalho conjunto entre os países para patrulhá-la. É um espaço aberto.

Presença de guerrilheiros na Venezuela é "inocultável", segundo analista

Rocío San Miguel é uma das mais conhecidas analistas de temas militares da Venezuela. Crítica do governo Hugo Chávez, ela comenta abaixo a suposta presença de forças guerrilheiras no país --para ela, é "inocultável".

San Miguel afirma não ter dúvidas de que a crise diplomática com a Colômbia viveu 48 horas tensas no fim de semana, com mobilização de soldados dos dois países --ainda que não divulgadas para a imprensa, ela sustenta.

Folha - As Farc e outros grupos armados ilegais estão na Venezuela?


Rocío San Miguel - A presença de grupos armados ilegais na Venezuela há sido uma constante nos últimos 20 anos e tem tido as mais diversas expressões. Mas aconteceu uma mudança substantiva: falam-se de 1.500 guerrilheiros e ao menos cinco acampamentos das guerrilhas. Há tempos a população fronteiriça comenta essa presença. Sabe-se que há acampamentos em Apure, em Barinas e em Zulia.

Temos histórico de incidentes militares com as guerrilhas, e os combates mais duros no lado colombiano aconteceram há seis anos. Houve um ataque do ELN (Exército de Liberação Nacional) a uma instalação da Marinha há mais ou menos 20 anos, por exemplo.

Mas a marca desse período era um ingresso temporário, pontual ao que se sabia. Há dez anos, somaram-se os paramilitares. O que vemos agora é uma guinada: a presença constante dos guerrilheiros e o aparecimento de guerrilhas autóctones, as FBL (Forças Bolivarianas de Libertação), que não existiam há dez anos.

É inocultável a presença de guerrilheiros. Isso prejudica a segurança, as propriedades, o desenvolvimento. É um problema de segurança nacional.

Folha - Por que se deu essa mudança? Atribuiria à afinidade ideológica professada do governo Chávez?

Rocío San Miguel - Há uma afinidade ideológica entre o governo e a guerrilha e ela nunca foi ocultada. Isso não é um delito. O primeiro gesto diplomático que fez o governo ao chegar ao poder em 1999 foi declarar a neutralidade do governo frente ao conflito armado do vizinho. E isso é muito importante.

A cooperação de funcionários venezuelanos com a guerrilha não foi demonstrada até agora. É isso que está querendo Bogotá ao ameaçar levar funcionários do governo, não o Estado venezuelano, ao TPI (Tribunal Penal Internacional).

Há acusações desse tipo feitas pelo Senado dos EUA. E há as perguntas dos venezuelanos: como podem funcionar esses acampamentos sem uma resposta do Estado? Quer dizer, há uma dúvida razoável sobre a cooperação de funcionários com a guerrilha. Até agora, é inexplicável que governo não tenha dado uma resposta aos venezuelanos sobre a presença da guerrilha no país. Deu uma resposta à Colômbia, política. Mas a nós não nos deram resposta se nessas coordenadas [divulgadas pela Colômbia] existem ou não existem guerrilheiros. Essa é a pergunta.

Há ausência de vontade de Estado para combater os grupos armados ilegais, de todo o espectro ideológico. A Venezuela anunciou compras de mais US$ 30 bilhões em defesa, e deveria justificar esse orçamento.

Folha - O que imagina que vai ocorrer agora?

Rocío San Miguel - Frente ao ultimato da Colômbia na OEA (Organização dos Estados Americanos), o que o governo tem feito é ganhar tempo. Esse tempo se estende até quinta, na reunião da Unasul [União das Nações Sul Americanas] no Equador. O maior pico de tensão foi no fim de semana, com mobilização de homens em ambos os países. A situação foi muito mais tensa do que o que apareceu na imprensa.

Agora temos que esperar a reunião de quinta, porque aqui estamos falando de fatores emocionais, e não somente racionais, que podem colocar mais lenha na fogueira. Creio que a tensão já é menor agora. O fim de semana foi um período crítico. Houve aquartelamento de 100% na Venezuela. Numa hipótese de conflito, estamos falando de um oponente que fez um ataque ao Equador, em condições físicas muito semelhantes, em área sem população civil.

Em termos de avaliação militar, essa possibilidade foi vista muito seriamente nos dois lados da fronteira, embora obviamente não fosse desejado por ninguém. Falo desde a perspectiva militar, mas há aspectos legais e de legitimidade. O hemisfério rejeitaria uma ação armada da Colômbia, e seria muito difícil para Bogotá justificar um ataque à Venezuela.

De todo modo, estamos falando de presidentes muito emocionais, e a mim me preocupou particularmente o discurso de Uribe [no domingo], falando que a vitória estava próxima. Isso pode ter muitas interpretações.

Há algo interessante: Maduro disse que leva a Unasul uma proposta de paz. E estamos em guerra?

Folha - O Equador diz que vai cooperar em inteligência, mas que não vai fazer operações conjuntas com os militares colombianos para combater as Farc. Como avalia essa atitude?


Rocío San Miguel - Parece razoável essa atitude. O Equador deu um salto muito importante restabelecendo a cooperação militar e policial com a Colômbia, na chamada Combifron (Comissão da Fronteira). Nós, no Controle Cidadão, há tempos pedimos o governo que retome a Combifron que está suspensa desde 2002.

Hoje, não há cooperação. É nula. Depende da boa vontade um comandante de um lado ou de outro. Não há renovação da acordo de cooperação militar há quase dez anos. Era para ter sido renovado em 2002, e não foi. E isso é inaceitável. É o pior que pode acontecer entre dois países que compartilham 2000 km de fronteira comum.

Folha - Combater as Farc faria o governo se envolver no conflito colombiano como Caracas argumenta?

Rocío San Miguel -Na Venezuela estão proibidos grupos armados à margem da lei, e dever do Estado combatê-los.


Fontes: FOLHA/PAULA ADAMO IDOETA e FLÁVIA MARREIRO

Em almoço com empresários, Serra acusa Chávez de abrigar as Farc

Serra acusa governo brasileiro de ser pró-Cháves

 Serra em almoço com empresários nesta segunda-feira (26), em São Paulo/UOL

O candidato do PSDB à Presidência José Serra disse nessa segunda-feira (26) que é "inegável" que o presidente da Venezuela, Hugo Chávez, tenha abrigado em seu território as Farc (Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia). "As árvores da Floresta Amazônica são as principais testemunhas de que a Venezuela abriga as Farc", disse o tucano.

"É inegável que o Brasil sempre simpatizou mais com Hugo Chávez. E é inegável que Chávez abriga essas Farcs". A declaração foi dada após o presidenciável ser instado a comentar a crise entre Colômbia e Venezuela, durante almoço com cerca de 500 empresários do LIDE (Grupo de Líderes Empresariais), em São Paulo.

Ainda comentando sobre as relações exteriores do Brasil, o tucano disse que o governo Lula está "fazendo filantropia com o Paraguai e a Bolívia", em referência aos reajustes concedidos pelo governo brasileiro na remuneração paga ao Paraguai pela energia de Itaipu.

Logo depois, o presidenciável foi questionado por uma repórter paraguaia sobre o relacionamento com o país vizinho em um eventual governo do tucano. "Será um relacionamento de países irmãos, vizinhos. Os termos da negociação [com o governo paraguaio] não são corretos. O Brasil já paga [ao governo paraguaio] o dobro do que paga à Itaipu brasileira".

Serra também criticou a postura do governo petista em relação a Cuba. "O Brasil é amigo de Cuba? Pois bem, use essa amizade para libertar presos políticos e não para deixar esse problema para a Espanha".

Comentário

Todas as declarações de José Serra, condizem com a realidade dos fatos.

Fonte: UOL

Eleições e crise explicam agressividade de Chávez

Venezuelano declarou rompimento de relações diplomáticas com a Colômbia

As relações diplomáticas a Colômbia e a Venezuela voltaram a passar por um novo período de crise nesta semana depois que o embaixador colombiano na OEA (Organização dos Estados Americanos) denunciou na entidade a presença de cerca de 1.500 guerrilheiros em 87 acampamentos no país vizinho, na última quinta-feira (22).

Os presidentes Hugo Chávez (esq.) e Álvaro Uribe se cumprimentam durante encontro em Cartagena, Colômbia, em 2009/ Mauricio Duenas/24.01.2009/AFP

Irritado, o presidente venezuelano, Hugo Chávez, decidiu romper relações com Bogotá. Fez o anúncio no mesmo dia, ao lado do ex-jogador de futebol argentino Diego Maradona. Ele também colocou as forças armadas de prontidão na fronteira com a Colômbia.

Para o professor de relações internacionais da ESPM (Escola Superior de Propaganda e Marketing) Marcos Alan Ferreira, a crise econômica venezuelana e a proximidade com as eleições legislativas explicam em parte o comportamento intempestivo de Chávez.

- A tendência é de que daqui a algum tempo, depois das eleições [legislativas] na Venezuela tudo volte ao normal. Há muitas visões de que essas ameaças do Hugo Chávez respondem mais a uma crise interna que ele está vivendo, de desabastecimento, como também na questão de segurança – Caracas é uma das cidades mais perigosas das Américas. É uma maneira de desviar a atenção da população venezuelana em um momento em que ela começa a ficar mais descontente.

Ferreira não descarta que o episódio ainda ganhe novos capítulos.

- Na verdade, isso é tradicional. Que se chama a tensão ao plano externo para que se esqueça do que ocorre no plano interno. Então é possível que vejamos mais bravatas do Chávez neste sentido.

O professor ainda coloca que estas atitudes de Chávez são parte da relação dele com o seu eleitorado, que é forte nas camadas mais pobres da Venezuela.

- A tática funciona porque ele ainda consegue encontrar apoio na sociedade venezuelana para este tipo de postura. Não funciona, por exemplo, com a classe média, que nunca o apoiou. Então é uma maneira de trazer de volta o eleitor que é a base política dele.

Na verdade, as relações entre os dois países tiveram vários momentos de crise e tensão desde 1999, quando Chávez chegou ao poder na Venezuela. Para Ferreira, além da conjuntura atual, as diferenças ideológicas também jogam um papel importante no atual quadro político entre os dois países.

Chávez, um político de esquerda e antiamericano, se contrapõe a Uribe, de direita e próximo dos Estados Unidos.

Questionado sobre se a atual situação é a mais difícil entre os dois países, Ferreira foi prudente e apontou que em outras ocasiões também se pensou o mesmo.


- Temos que ver que também houve em 2003 um anúncio de rompimento, que ficou mais no âmbito do discurso do que um rompimento propriamente dito. Então eu acho que essa crise, junto com a de 2003, eu acho que seriam sim as maiores crises diplomáticas entre os dois países.

Brasil tem de atuar como mediador do conflito

Espanha, França, Paraguai, Argentina, Uruguai, Chile e até a Rússia se colocaram para amenizar as tensões no norte da América do Sul, mas o Brasil tem e deve ser o mediador deste conflito, na opinião de Ferreira.

- O Brasil tem que ser o mediador dessa crise, porque tem buscado projetar liderança cada vez mais no plano internacional. Então vejo que o Brasil tem que tomar a frente nessa crise, que é uma questão regional, e desde o governo Itamar Franco já vem e foi bastante alargada com o Lula.

Assim,o país pode inclusive enfrentar as críticas de que tenta interferir em questões muito distantes para os brasileiros – como a questão nuclear iraniana – em detrimento de assuntos mais próximos e em sua área tradicional de influência.

Segundo o professor, o Brasil também é um mediador ideal para a tensão por ser neutro. Lula tem uma boa relação com Chávez, e o Brasil aumentou seu comércio com a Colômbia durante o governo do presidente Álvaro Uribe, que está prestes a passar sua faixa para Juan Manuel Santos.

Outra questão que fortalece as credenciais brasileiras para a mediação é o fato de que um possível conflito entre os dois países teria consequências para o Brasil, como um acúmulo de refugiados nas regiões fronteiriças.

Fonte: R7/Dayanne Mikevis

Chávez diz que guerrilhas colombianas devem "reconsiderar" luta armada

Durante seu discurso, o presidente venezuelano ainda afirmou que a situação política atual não é como a dos anos 1960, quando diversos grupos armados atuavam no continente

O presidente da Venezuela, Hugo Chávez, disse nesta sexta-feira que as guerrilhas da Colômbia deveriam "reconsiderar" a estratégia de luta armada e que estes grupos se converteram em uma desculpa para a "intervenção" dos Estados Unidos na região.

As declarações foram feitas um dia depois de Chávez anunciar o rompimento das relações diplomáticas com a Colômbia, após Bogotá acusar a Venezuela de abrigar grupos guerrilheiros em seu território.

"Acredito que os movimentos armados na Colômbia deveriam reconsiderar sua estratégia armada (...) não há condições na Colômbia para que eles possam tomar o poder", afirmou Chávez na noite desta sexta-feira, durante um ato com sindicalistas latino-americanos, em Caracas.

"Pelo contrário, (os grupos armados) se converteram na principal desculpa para o império penetrar na Colômbia a fundo e, a partir de lá, agredir a Venezuela, agredir Equador, Nicarágua, agredir Cuba", acrescentou.

ANOS 1960

Durante seu discurso, o presidente venezuelano ainda afirmou que a situação política atual não é como a dos anos 1960, quando diversos grupos armados atuavam no continente, e citou líderes latino-americanos que atuaram em movimentos de esquerda, inclusive a candidata do PT à Presidência, Dilma Rousseff.

"O mundo de hoje não é o mesmo mundo dos anos 1960", disse.

"Aí está Pepe Mujica (ex-guerrilheiro, presidente do Uruguai), está Daniel (Ortega, presidente da Nicarágua), está Evo (Morales, presidente da Bolívia), está Lula e estará Dilma (Rousseff), enfrentando as oligarquias e o imperialismo", afirmou Chávez.

Também durante seu discurso, Chávez voltou a afirmar que não desconsidera um conflito com a Colômbia e disse que "não ficará de braços cruzados" se o país invadisse seu território.


"Que Deus nos livre de uma guerra, mas nós estamos obrigados a considerar esse cenário", disse Chávez.

Fontes: FOLHA - BBC

EUA dizem que acusação da Colômbia contra Venezuela deve ser levada a sério

EUA se posicionam em apoio à Colômbia

Os Estados Unidos afirmaram nesta sexta-feira que as denúncias da Colômbia de que há guerrilheiros colombianos refugiados na Venezuela deve ser levada "muito a sério" e que Caracas tem a obrigação de investigá-las.

"As acusações da Colômbia devem ser levadas muito a sério", afirmou o Departamento de Estado americano, em uma nota citada pela agência de notícias France Presse.

Nesta quinta-feira, a Colômbia apresentou à OEA (Organização dos Estados Americanos) provas --fotos, vídeos e coordenadas-- de que há 87 acampamentos das Farc (Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia) e do Exército de Libertação Nacional (ELN) em cidades venezuelanas. Pouco depois, o presidente venezuelano, Hugo Chávez, rompeu relações diplomáticas com o país.

"A Venezuela tem uma obrigação com a Colômbia e com a comunidade internacional de investigar completamente esta informação e atuar para prevenir o uso de seu território soberano por grupos terroristas", indicou o Departamento de Estado.

"Todos os países do continente esperam que os países da comunidade interamericana cumpra com o compromisso" de rejeitar a presença de grupos ilegais, prossegue a nota.

Os EUA e a Venezuela têm uma relação complicada. Chávez acusa frequentemente Washington, a quem chama de "império", de querer impedir sua revolução socialista e dominar toda a região.

Os americanos estão ainda no meio da crise que levou a Venezuela a "congelar", no ano passado, todas as relações diplomáticas e comerciais com a Colômbia. A medida foi em protesto contra um acordo militar entre Bogotá e Washington, que permitia aos americanos utilizar bases militares no país. Chávez vê o acordo como uma ameaça à sua soberania.

FORA EUA

Diante da relação complicada, o Brasil já articula formas de retirar os EUA da mediação da crise. Segundo reportagem da Folha de S. Paulo, Brasília quer levar a discussão para da OEA para a Unasul (União de Nações Sul-Americanas), órgão do qual os Estados Unidos não são membros.

A ideia é evitar que a participação americana desequilibre as negociações para pró-Colômbia e anti-Venezuela.

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva telefonou ainda na quinta-feira para Chávez, propondo a troca. Após a conversa, Chávez anunciou que pediu ao Equador (que ocupa a Presidência da Unasul) uma reunião de emergência.

Durante a campanha eleitoral colombiana, Chávez chegou a alertar que a vitória do ex-ministro de Defesa e sucessor de Uribe podia gerar uma guerra e que seria extremamente difícil restabelecer as relações bilaterais sob seu governo.

Santos, contudo, adotou um discurso de reaproximação e diálogo e chegou a minimizar as acusações de Uribe sobre os vínculos entre Chávez e as Farc. O venezuelano mudou de tom e disse que espera retomar as conversações com o país vizinho depois da posse de Santos. Ele afirmou que não irá na posse por questões de segurança.

INVESTIGAÇÃO

A Colômbia solicitou na quinta-feira, na OEA, a formação de uma comissão internacional para verificar a presença de guerrilheiros em território da Venezuela.

O embaixador venezuelano na OEA, Roy Chaderton, disse que o país não aceitará a investigação. Ele afirmou que já houve duas iniciativas semelhantes no passado: em uma não encontraram nada e na outra não completaram a busca porque o acampamento estava em território colombiano.

A Colômbia estuda ainda levar a denúncia de que a Venezuela abriga guerrilheiros para a Corte Penal Internacional (CPI).

Fonte: FOLHA - Agências

INSANIDADE TOTAL: Exército da Venezuela apoia ruptura e diz estar pronto para combate

Regime Chavista quer guerra e dá sinais de insanidade

As Forças Armadas da Venezuela declararam nesta sexta-feira seu apoio à decisão do presidente venezuelano, Hugo Chávez, de romper relações diplomáticas com a Colômbia e disseram estar prontas para um possível combate em caso de invasão do território venezuelano.


"A Forças Armadas Nacionais Bolivarianas mantêm sua preparação operacional e estão dispostas a executar as tarefas que forem impostas pelo comandante-em-chefe e presidente da República", declarou o ministro da Defesa, general Carlos Mata, que leu uma declaração na televisão oficial VTV.

O presidente Chávez ordenou que as Forças Armadas se mantenham em "alerta máximo" na fronteira ante a possibilidade de alguma agressão diante do risco de que o colombiano Alvaro Uribe, "movido por seu ódio contra a Venezuela", opte por uma ação militar contra Caracas.

"Conte o governo com uma resposta contundente se forças estrangeiras tentarem violar o solo sagrado do maior homem da América", acrescentou o ministro, referindo-se ao libertador e grande herói venezuelano, Simón Bolívar.

O ministro, assim como outros membros do governo, desmentiu "categoricamente" as declarações do embaixador colombiano na OEA (Organização dos Estados Americanos), Luis Hoyos, de que há 87 acampamentos e cerca de 1.500 guerrilheiros colombianos dentro das fronteiras da Venezuela, sob leniência de Chávez. As acusações levaram o presidente a romper relações com Bogotá.

COMBATE

Mata assegurou que os esforços dos militares venezuelanos "têm sido enormes" para combater o narcotráfico e a presença de rebeldes em seu território e que é responsabilidade da "oligarquia colombiana" se "existe sangue" na história destes países vizinhos.

Mais cedo, o embaixador da Venezuela na OEA, Roy Chaderton, reconheceu que há guerrilheiros colombianos no país, mas negou apoio aos rebeldes e afirmou que as Forças Armadas venezuelanas não apenas combatem a guerrilha, como já entregaram membros capturados à Colômbia.

Na noite de quinta-feira, o ministro da Defesa afirmou que a situação na extensa fronteira entre Colômbia e Venezuela é "normal", em declarações concedidas ao término de uma reunião extraordinária do Conselho de Defesa da Nação, organismo máximo consultor do país sobre segurança e defesa.

Ao terminar de ler a declaração, o ministro da Defesa bradou o lema "Pátria socialista ou morte! Venceremos!", utilizado pelo presidente e pelos militares em seus atos públicos.

Venezuela admite presença das Farc no país, mas nega apoio

O embaixador da Venezuela na OEA (Organização dos Estados Americanos), Roy Chaderton, reconheceu nesta sexta-feira que há guerrilheiros colombianos no país, mas negou apoio aos rebeldes e afirmou que as Forças Armadas venezuelanas não apenas combatem a guerrilha, como já entregaram membros capturados à Colômbia.


"Entregamos guerrilheiros, mas isto não se registra e nem se recorda [...] Tivemos soldados de nossa guarda caídos em combate [contra os guerrilheiros]", afirmou Chaderton à Rádio Caracol.

Nesta quinta-feira, o presidente venezuelano, Hugo Chávez, rompeu relações diplomáticas com a Colômbia, depois que essa apresentou provas --fotos, vídeos e coordenadas-- em reunião da OEA de que há 87 acampamentos das Farc (Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia) e do Exército de Libertação Nacional (ELN) em cidades venezuelanas.

O governo de Álvaro Uribe acusa Chávez de ser leniente quanto à presença dos guerrilheiros.

Chaderton voltou a acusar o governo Uribe de defender um "realismo mágico midiático" e de apresentar um cenário que não tem relação com a realidade.


"Quando as Farc violam a fronteira é porque as forças de segurança da Colômbia não souberam defender seu Estado [...] Não devemos pagar por isso em termos de escândalos midiáticos", disse o embaixador, voltando a dizer que as fotos exibidas de guerrilheiros em praias e casas não provam que seja território venezuelano.

O embaixador explicou ainda o motivo de não querer, como pede a Colômbia, que organismos internacionais verifiquem as provas e chequem nos locais apontados se há efetivamente guerrilheiros. Ele afirmou que já houve duas iniciativas semelhantes no passado: em uma não encontraram nada e na outra não completaram a busca porque o acampamento estava em território colombiano.

"Quando há iniciativas que nós consideramos de má fé e que buscam favorecer os Estados Unidos, nós não entramos no jogo", disse o diplomata, voltando a acusar o governo Uribe de se submeter a vontade de Washington.

FORA EUA

Diante da resistência de Caracas com os EUA, o Brasil já articula formas de retirar o país da mediação da crise. Segundo reportagem da Folha de S. Paulo, Brasília quer levar a discussão para da OEA para a Unasul (União de Nações Sul-Americanas), órgão do qual os Estados Unidos não são membros.

A ideia é evitar que a participação americana desequilibre as negociações para pró-Colômbia e anti-Venezuela.

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva telefonou ainda na quinta-feira para Chávez, propondo a troca. Após a conversa, Chávez anunciou que pediu ao Equador (que ocupa a Presidência da Unasul) uma reunião de emergência.

O Brasil, afirma a reportagem, acha melhor convocar a Unasul após a posse do novo presidente colombiano, Juan Manuel Santos, no próximo dia 7. Apesar de ser sucessor do popular Uribe, Santos adotou um discurso de aproximação com Caracas e, diante da crise, disse que manteria o silêncio como "sua melhor contribuição".

Em sua entrevista à rádio, Chaderton elogiou o silêncio de Santos e disse que sua reação foi reconhecida como positiva por Chávez.

Durante a campanha eleitoral colombiana, Chávez chegou a alertar que a vitória do ex-ministro de Defesa e sucessor de Uribe podia gerar uma guerra e que seria extremamente difícil restabelecer as relações bilaterais sob seu governo.

Santos, contudo, adotou um discurso de reaproximação e diálogo e chegou a minimizar as acusações de Uribe sobre os vínculos entre Chávez e as Farc. O venezuelano mudou de tom e disse que espera retomar as conversações com o país vizinho depois da posse de Santos. Ele afirmou que não irá na posse por questões de segurança.

CORTE INTERNACIONAL

Enquanto os países latino-americanos trabalham para mediar a crise, a Colômbia estuda levar a denúncia de que a Venezuela abriga guerrilheiros para a Corte Penal Internacional (CPI).


"Se conseguirmos estabelecer isso, e temos informação de que os guerrilheiros se refugiam na Venezuela e as autoridades não fazem nada, e pelo contrários os apoiam, pois então poderíamos já consolidar o que vai ser a denúncia para a Corte Penal Internacional", disse o procurador-geral da Colômbia, Guillermo Mendoza Diago.

Ele disse ter recebido das mãos do governo colombiano uma pasta em que estão documentados ao menos 60 ataques cometidos por guerrilheiros das Farc contra moradores colombianos e depois refugiados na Venezuela.

Até o momento, o governo de Uribe não se pronunciou oficialmente sobre a decisão de Chávez.

ACUSAÇÃO

Nesta quinta-feira, em sessão extraordinária da OEA, a Colômbia exibiu fotos, vídeos e testemunhos que provariam a presença de ao menos 87 acampamentos e 1.500 guerrilheiros protegidos em solo venezuelano.

O embaixador da Colômbia no órgão, Luis Alfonso Hoyos, afirmou que os acampamentos não são novos "e continuam se consolidando". "Não são [apenas] casas. São ao menos 87 estruturas completamente armadas em território venezuelano".

Em seu discurso, que também contou com fotos e imagens aéreas, Hoyos se concentrou nas informações sobre quatro localidades, que abrigariam os acampamentos nomeados Ernesto, Berta, Bolivariano e Jesus Santrich, situados 23 quilômetros para dentro do território venezuelano.

Comentário

O regime comunista Chavista quer a guerra.  Está na hora deste regime ser derrubado para evitar que o continente seja palco de uma guerra insana e para evitar o perigo à democracia na região. Está na hora do estamento militar venezuelano, ainda consciente dos perigos, agir e intervir. Chega de Cháves e suas loucuras. Basta!!!!!!!!!!


Chpáves cria confusões e ainda vai querer envolver o Brasil e sabe lá se nao vão querer que soldados brasileiros sejam convocados a ir lutar numa guerra que não é nossa.


Fontes: FOLHA - Agências

Venezuela corta relações com a Colômbia, afirma Hugo Chávez

Colômbia pediu comissão para apurar se Venezuela abriga guerrilheiros. Tropas venezuelanas estão em alerta na fronteira, afirmou presidente.

O presidente da Venezuela, Hugo Chávez, anunciou nesta quinta-feira (22) que a Venezuela rompeu relações com a vizinha Colômbia.

Segundo Chávez, o motivo foi o fato de a Colômbia ter solicitado, na OEA (Organização dos Estados Americanos), a formação de uma comissão internacional para verificar a suposta presença de guerrilheiros colombianos em território da Venezuela.

"Não temos outra escolha senão, pela nossa dignidade, cortar totalmente nossas relações com a nação irmã da Colômbia", disse ao vivo na TV estatal, durante entrevista ao lado do craque argentino Maradona, que visita o país e depois declarou apoio à medida de Chávez.

O craque argentino Diego Maradona e o presidente da Venezuela, Hugo Chávez, em entrevista nesta quinta-feira (22). (Foto: AFP)

Ele afirmou que as acusações da Colômbia eram uma "agressão" inspirada pelos Estados Unidos e afirmou que estava ordenando "um alerta máximo" ao longo da fronteira de seu país com sua vizinha andina.

"(O presidente da Colômbia, Álvaro) Uribe é um doente e está cheio de ódio. Alerto à comunidade internacional que nós não aceitaremos nenhum tipo de agressão nem de violações à nossa soberania ... eu teria que ir chorando para uma guerra na Colômbia, mas teria que ir", alertou.

Diplomatas

Pouco depois, o ministro de Relações Exteriores venezuelano, Nicolás Maduro, deu 72 horas a diplomatas colombianos para abandonarem o país.

Ele também disse que o governo ordenou o fechamento de sua embaixada na Colômbia e o retorno imediato de seus funcionários ao país.

OEA

O secretário-geral da OEA, José Miguel Insulza, pediu aos dois países que "acalmem os espíritos". Ele disse que Bogotá e Caracas podem superar mais uma crise e ofereceu os serviços da sua organização para as negociações.

O motivo imediato do rompimento, segundo Chávez, foi a atitude da diplomacia colombiana durante reunião extraordinária na OEA. A Colômbia. denunciou a presença na Venezuela de 1.500 guerrilheiros e dezenas de acampamentos, o embaixador colombiano Luis Hoyos pediu "a constituição de uma comissão internacional para visitar esses sítios", onde estariam os rebeldes.

A comissão seria integrada por representantes da ONU, dos países membros da Organização de Estados Americanos (OEA) e da imprensa.

Hoyos afirmou que a Venezuela não deveria questionar a comissão, já que afirma que as denúncias "são mentirosas e fazem parte de uma montagem"

Segundo o representante colombiano, há uma certa urgência em relação aos trabalhos dessa comissão, pelo que deveria ser constituída nos próximos 30 dias, para evitar que guerrilheiros das Farc e do ELN desativem os acampamentos.

O embaixador da Venezuela, Roy Chaderton, rejeitou a possibilidade de criação dessa comissão.


"Seria aberto um precedente curioso (...), pelo que passaríamos a nos dedicar a visitar cada um dos países vizinhos para nos pronunciarmos sobre problemas de ordem interna", disse Chaderton.

Segundo o representante da Colômbia na Organização dos Estados Americanos (OEA), grupos guerrilheiros estão "consolidados" e "ativos" em território venezuelano

Durante reunião do organismo, em Washington, o representante colombiano na OEA, Luis Hoyos, denunciou a "presença consolidada, ativa e crescente destes grupos terroristas no país irmão da Venezuela".

Hoyos apresentou nesta quinta-feira ao organismo continental um extenso dossiê com "coordenadas precisas, dados muito contundentes" que provariam a presença de grupos guerrilheiros colombianos na Venezuela.

Reação

Após o anúncio de Chávez, Hoyos qualificou de "errônea" a decisão e partiu para a ironia.


"A Venezuela deveria "romper relações com os grupos criminosos", disse Hoyos.

O embaixador colombiano lamentou que o país "prefira aderir ao expediente de insultar, romper ligações com um governo constituído".

Já o vice-presidente eleito da Colômbia, Angelino Garzón, assegurou que Santos fará todo o possível para restabelecer as relações diplomáticas com a Venezuela.

Relações tensas

As relações entre Chávez e o governo conservador de Álvaro Uribe deterioraram nos últimos dois anos.

As últimas acusações colombianas dificultaram ainda mais as relações já prejudicadas em um acordo de 2009 que permitiu que as forças norte-americanas usem as bases militares colombianas (veja gráfico abaixo) para operações antidrogas.

Chávez afirma que o acordo militar ameaça seu país e poderia ser o precursor de uma invasão norte-americana.

A Colômbia é o principal aliado militar dos EUA na América do Sul e recebeu bilhões de dólares em assistência dos EUA para combater os rebeldes, financiados em boa parte pelo tráfico de cocaína.



Lula ligou para Chávez e Uribe, diz assessor da Presidência

O assessor da Presidência para Assuntos Internacionais, Marco Aurélio Garcia, lamentou nesta quinta-feira (22) a decisão da Venezuela de romper relações diplomáticas com a Colômbia. Segundo Garcia, o Brasil vai negociar com os dois países uma solução para o impasse. Garcia afirmou, sem dar detalhes, que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva telefonou aos presidentes da Venezuela, Hugo Chávez, e da Colômbia, Álvaro Uribe, para tratar da questão.

“Eu acho que é lamentável isso, mas temos a convicção que com o estabelecimento do novo governo essas coisas lá possam se recompor imediatamente. O Brasil está ajudando e vai continuar ajudando, através de conversas com as partes”, disse.

Para Marco Aurélio Garcia, com a posse, em agosto, do novo presidente colombiano, Juan Manuel Santos, a relação entre os dois países deve melhorar. "Nós temos uma boa percepção de que há disposição dos dois governos num futuro próximo, talvez depois da posse do presidente Santos, de que isso venha a ser resolvido", disse.


"Acho que é há uma tensão que há muito tempo está criada na região. O Brasil tem procurado em várias ocasiões e, com êxito em outros momentos, reduzir essa tensão. Talvez seja a ocasião agora com o começo do governo santos a possibilidade que nós tenhamos um clima de aproximação mais consistente", afirmou Garcia.

Comentário

Chávez quer um pretexto para a  guerra porque seu governo é um fiasco. A ditadura chavista, como toda ditadura, sempre procura criar inimigos externos para desviar a atenção dos problemas internos.

Nada vai melhorar, porque o problema não é a Colômbia e sim a Venezuela de Chavista..


Esperamos que o Brasil não se meta em nova confusão. Inclusive, o ideal seria nem envolver-se nisto, mesmo porque o atual governo brasileiro sempre tomou partido da ditadura venezuelana e assim não é confiável como moderador.

Fontes: G1/Nathalia Passarinho - TV Globo

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