Mostrando postagens com marcador o caso Guillermo Fariñas. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador o caso Guillermo Fariñas. Mostrar todas as postagens

Ação de Lula foi hipócrita, diz Fariñas sobre críticas

Dissidente cubano lembrou que presidente também já foi preso político e já fez greve de fome

Fariñas quando foi hospitalizado, na quinta-feira/Rolando Pujol/Efe

O dissidente cubano Guillhermo Fariñas, que faz greve de fome há quase 20 dias, criticou o presidente Lula e classificou suas declarações como hipócritas.

Lula comparou presos políticos a criminosos e foi criticado por não tocar no assunto dos direitos humanos durante sua visita a Cuba, no fim de fevereiro. Fariñas lembrou que o presidente já foi preso político e, assim como os detidos em Cuba, já fez greve de fome.

Na noite do sábado, 13, no hospital em que está desde quinta-feira, em Santa Clara, Fariñas falou por telefone ao Estado.

ESTADO: Qual seu estado de saúde?

Estou internado com pressão em 9 por 6. Muito cansado e com sono. A cabeça dói muito quando sento. Ontem, consegui dormir bem, mas não sei como vou acordar. Cheguei a estar 36 horas sem urinar. O principal problema é a alimentação intravenosa. Já recebi sete picadas nos braços e minhas veias colapsaram. Agora, os médicos tentam pelo pescoço.

ESTADO: O sr. já fez 22 greves de fome. Esta é a última?

Como falo com um brasileiro, posso dizer que a bola está com o governo cubano. Há alguns dias o Granma escreveu meu epitáfio, lavou as mãos para a minha morte e me chamou de chantagista. Quero a libertação dos 26 presos políticos doentes prestes a morrer. A ação de Lula (o presidente brasileiro visitou a ilha no fim de fevereiro) foi hipócrita, pois ele já foi preso político em greve de fome.

ESTADO: Guarda rancor de Lula, que comparou presos políticos a criminosos comuns e criticou o recurso da greve de fome?

Lula é um oportunista de memória curta. Está dando apoio a gente que está há 52 anos no poder, Logo ele, que foi um perseguido político durante a ditadura brasileira, Se tivesse chegado ao poder nos anos 60, talvez tivesse feito como os Castros. Ele deveria saber que depois da Guerra Fria já não há espaço para o poder longe do povo. A minha morte é a maneira de mostrar que não sou mercenário.

ESTADO: O governo brasileiro diz que sem o embargo dos EUA não haveria preso político. É verdade?

É uma grande mentira. Aqui se compra na área livre do Panamá todo tipo de mercadoria americana. As remessas de Estados Unidos não são bloqueadas. Os Estados Unidos nos vendem comida.

ESTADO: Esperava a repercussão mundial que teve sua greve de fome?

Quem me diz é você. Aqui na ilha não temos a noção exata. Fico contente que o Parlamento brasileiro tenha aprovado uma moção contra a posição cubana. Agradeço ao povo do Brasil.

Fonte: O ESTADO

Lula enxovalhou de vez sua biografia

Marcos Guterman

Lula andou espalhando por aí que foi convidado para ser secretário-geral da ONU. A pergunta é: como defensor de governos despóticos, Lula pode ocupar o cargo cuja atribuição, entre outras, é fomentar o respeito aos direitos humanos?

Em entrevista à Associated Press, o presidente brasileiro disse, a propósito dos presos políticos cubanos, que é preciso “respeitar a determinação da Justiça e do governo de Cuba”. Ou seja: se o regime tirânico de Havana atira nos porões quem ousa se opor a ele, isso não é problema nosso. Afinal, se a lei de Cuba manda prender opositores, quem é o governo brasileiro para questionar?

A título de paralelo, o que diria Lula diante da prisão de milhares de militantes comunistas e social-democratas pelos nazistas nos primeiros anos de governo na Alemanha? Como foi tudo rigorosamente dentro da lei, Lula defenderia o respeito à decisão do regime de Hitler?

Num atentado aos valores democráticos, Lula declarou: “Gostaria que não ocorressem (detenções de presos políticos), mas não posso questionar as razões pelas quais Cuba os prendeu, como tampouco quero que Cuba questione as razões pelas quais há pessoas presas no Brasil”. Cuba certamente não tem o que questionar em relação aos presos no Brasil – afinal, são criminosos comuns, e lugar de criminoso comum, salvo melhor juízo, é na cadeia. Já os presos políticos cubanos estão detidos porque se recusam a aceitar um regime repressor e antidemocrático.

É obviamente um acinte comparar as duas situações, mas Lula fez exatamente isso: para ele, os presos políticos em Cuba estão na mesma categoria dos presos comuns no Brasil. Bastaria a Lula ter lido a Declaração Universal dos Direitos do Homem, que está disponível no site de seu próprio governo e que foi violada quase na íntegra pela ditadura de Fidel e Raúl, para saber que cometeu um enorme despautério.

A comparação criminosa ficou evidente na sequência da entrevista, quando Lula afirmou, a respeito da greve de fome como instrumento de pressão usado pelos dissidentes cubanos: “Eu penso que a greve de fome não pode ser usada como um pretexto de direitos humanos para libertar as pessoas. Imagine se todos os bandidos que estão presos em São Paulo entrassem em greve de fome e pedissem liberdade”.

Não são declarações adequadas a um postulante ao cargo de secretário-geral da ONU. Tampouco poderiam ter saído da boca de alguém cujo passado está tão ligado à luta contra a ditadura militar brasileira, regime cujo espírito não tem nenhuma diferença significativa em relação ao da tirania cubana.

As palavras de Lula, que ofendem a inteligência e a causa da liberdade, são, no entanto, úteis: servem para ilustrar a espiral de hipocrisia em que mergulhou o outrora líder de um partido que se orgulhava de sua retidão de caráter e propósitos.

Em nome de um projeto de poder irrefreável, os ideólogos do lulismo distorcem grosseiramente a realidade para justificar os crimes dos companheiros e para inventar um legado histórico que simplesmente não existe, salvo como mentira.

Diante disso, fica difícil saber o que Lula quer fazer de sua biografia.

Fonte: blog de Marcos Guterman

Planalto recebe carta de dissidentes cubanos para Lula

De acordo com porta-voz, presidente analisará pedido de oposicionistas baseado em não-ingerência

BRASÍLIA - O presidente Luiz Inácio Lula da Silva vai analisar o pedido de ajuda feito por dissidentes cubanos sob o princípio da não ingerência nos assuntos internos de outros países, disse o porta-voz da Presidência Marcelo Baumbach, nesta quinta-feira, 8.

O porta-voz confirmou o recebimento da carta, mas ela ainda não foi entregue ao presidente.

Lula provocou polêmica na última terça-feira ao comparar presos políticos com presos comuns e rejeitar a greve de fome como recurso para obter a libertação de dissidentes.

O jornalista e psicólogo, Guillermo Fariñas, de 48 anos, faz greve de fome há 15 dias pela libertação de presos políticos em más condições de saúde. Em fevereiro, o dissidente Orlando Zapata morreu após uma greve de fome de 85 dias.

"O Brasil se rege pela não ingerência nos assuntos internos de outros países e será este princípio que guiará a reação do presidente nesse caso", disse Baumbach.

A carta é a mesma que a oposição cubana tentou entregar a Lula durante sua visita a Cuba, a qual coincidiu com a morte de Zapata. "Lula disse que não sabia de nada e não havia recebido nenhum papel então entregamos esta carta para interceder em favor dos direitos humanos", disse o deputado oposicionista Raul Jungmann (PPS-PE).

O parlamentar disse ter decidido protocolar a carta após a entrevista de Lula. "O presidente nivelou todos os presos políticos a sequestradores, assassinos e estupradores", afirmou.

A oposição não conseguiu aprovar ontem no Congresso uma moção de censura à falta de liberdade em Cuba. O governo, com maioria na Comissão de Direitos Humanos, barrou a tentativa.

Leia também: As insanidades de Lula

Opinião BGN:

De acordo com porta-voz, presidente analisará pedido de oposicionistas baseado em não-ingerência.

Interessante porque no caso da defesa do golpista Zelaya houve toda a ingerência possível por parte deste governo. Analisar o assunto dos prisioneiros cubanos, baseado na política de não-ingerência, é o mesmo que dizer que nenhuma atitude será tomada. Uma vergonha.

Lula sujou sua biografia, e de graça. Não precisava disto. Não precisava sujar-se com os excrementos da ditadura cubana.

Fontes: O ESTADO - Efe

Oposição aprova voto de solidariedade a dissidentes cubanos no Senado

A oposição aprovou nesta quinta-feira requerimento, na Comissão de Relações Exteriores do Senado, com voto de solidariedade da Casa aos presos políticos de Cuba.

O gesto de senadores do PSDB é uma resposta às declarações do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que condenou o uso da greve de fome por dissidentes e os comparou a bandidos de São Paulo.

O líder do PSDB no Senado, Arthur Virgílio (AM), disse que o presidente Lula não pode misturar sua amizade com o ex-ditador de Cuba Fidel Castro com a defesa de um regime ditatorial.

"O Brasil tem alguns princípios dos quais ele nunca se afastou nem no período do regime militar: o princípio da não-intervenção, da autodeterminação dos povos. Isto vem de governo para governo como um patrimônio da diplomacia brasileira. O Brasil achou que podia intervir nos negócios internos de Honduras. Muito bem. Agora, há outros princípios que o Brasil tem que observar, como a democracia. A amizade fica em quinto plano", afirmou.

Na opinião de Virgílio, o Brasil "não pode tolerar tortura, não poder estimular ditaduras e nem prestigiar ditadores".

Virgílio disse ainda que Cuba é uma "ditadura deslavada" ao manter presos políticos depois de cinquenta anos de sua implantação.

Em defesa de Lula, o senador Eduardo Suplicy (PT-SP) disse que o petista está em "condição excepcional de, ao mesmo tempo em que defende o fim do bloqueio dos Estados Unidos a Cuba, defender também a ampliação das liberdades democráticas da pessoa humana" no país caribenho.

BGN: É mesmo? Então por que nao age?

O líder do DEM no Senado, José Agripino Maia (RN), criticou o fato de Lula elogiar democracias espalhadas ao redor do mundo, mas defender o regime cubano. "Democracia tem padrão universal: ou é democracia ou não é, ou então é farsa, ou são dois pesos e duas medidas. A democracia que o primeiro-ministro Gordon Brown defende para o mundo tem de ser a mesma de Fidel Castro, de Lula, de Zelaya, de todos eles, e não dois pesos e duas medidas, muito menos que o Brasil se apresente no plano internacional da forma defeituosa como está se apresentando", afirmou.

Polêmica

Em entrevista à agência Associated Press, Lula pediu respeito às decisões da Justiça cubana e condenou o uso da greve de fome por dissidentes como instrumento para serem libertados da prisão.

"Temos de respeitar a determinação da Justiça e do governo cubanos de deter as pessoas em função da legislação de Cuba. A greve de fome não pode ser utilizada como um pretexto de direitos humanos para liberar as pessoas. Imagine se todos os bandidos presos em São Paulo entrarem em greve de fome e pedirem liberdade."

Ontem, a oposição acusou o governo federal de impedir na Câmara a votação de moção do Legislativo que lamenta a morte do dissidente cubano Orlando Zapata Tamayo após greve de fome.

O texto também condena os atos de desrespeito aos direitos humanos praticados pelo regime de Cuba. Segundo a oposição, deputados governistas esvaziaram a reunião da Comissão de Relações Exteriores da Casa que votaria a moção para evitar desgastes sobre o tema --depois que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva condenou o uso da greve de fome por dissidentes como instrumento para serem libertados da prisão.

Fonte: FOLHA/GABRIELA GUERREIRO

Deputado pede a Lula que interceda por dissidentes cubanos

Raul Jungmann anexou a seu pedido correspondência de grupo de Cuba

Lula saiu em defesa do governo de Cuba em entrevista e comparou
presos políticos a criminosos comuns, provocando protestos/Cristobal Herrera/26.set.2003/AP


O deputado Raul Jungmann (PPS-PE) entregou, esta tarde, à Presidência, carta pedindo ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva que interceda junto às autoridades cubanas sobre a situação dos presos políticos naquele país. O presidente Luiz Inácio Lula da Silva não está em Brasília – a carta foi recebida pela secretária Luciana Araújo.

Jungmann anexou ao documento a carta que os chamados Prisioneiros Consciência de Cuba tentaram entregar a Lula, durante sua visita àquele país no final de fevereiro. O texto fala da situação do prisioneiro Orlando Zapata Tamayo, que morreu no Hospital Nacional de Reclusos, na prisão Combinado del Este, em consequência de greve de fome.

Também foi anexada outra carta, escrita por dissidentes cubanos que não foi recebida pela embaixada brasileira em Havana, ontem (9), sob a alegação de que não era assinada. O deputado ressaltou que está elaborando requerimento ao Itamaraty para pedir explicações sobre o não recebimento do documento pela embaixada brasileira.

- O presidente não pode mais dizer que desconhece que tem prisioneiros de consciência em Cuba, ou seja, prisioneiros que lutam pela liberdade, pela democracia, em condições subumanas.

O parlamentar também disse esperar que Lula jamais confunda prisioneiros que cometeram crimes no Brasil com prisioneiros políticos, como ele próprio foi.

- O presidente cometeu a frase infeliz quando comparou prisioneiros comuns com prisioneiros políticos. Ele nivelou homens como Miguel Arraes de Alencar, Luís Carlos Prestes, ele, Lula, e a ministra Dilma, que foram prisioneiros políticos, a sequestradores, assassinos, estupradores que estão presos nas celas e nas unidades prisionais do Brasil. Prisioneiro político está preso em Cuba por lutar pela liberdade e pela democracia.

Frisou, ainda, que não acha correto falar das más condições de cadeias e prisões no Brasil para defender tiranias e desrespeitos a direitos humanos em Cuba.

Fonte: R7

Dissidente cubano Fariñas está na UTI em estado grave

Ativista está em greve de fome contra regime cubano; Lula foi criticado por negar ajuda.

O dissidente cubano Guillermo Fariñas chega ao hospital Arnaldo Milian Castro, em Santa Helena; ele foi internado após mais de duas semanas de greve de fome/Rolando Pujol/11.mar.2010/EFE


"Lula se preocupa com política e não com pessoas", diz ativista cubano em greve de fome


O jornalista cubano Guillermo Fariñas, em greve de fome há 15 dias, sofreu um desmaio nesta quinta-feira (11), e está em "estado grave", segundo funcionários do hospital Arnaldo Milián da Província de Santa Clara (280 km a leste de Havana).

Segundo funcionários do hospital, Fariñas encaminhado à UTI (unidade de terapia intensiva).

Segundo o médico pessoal de Fariñas, Ismel Iglesias, o dissidente, de 48 anos, sofreu "um choque hipoglicêmico", perdendo a consciência às 14h locais (16h de Brasília), "semelhante ao que o afetou no dia 3" de março."

- De imediato foi trasladado de carro ao hospital, em companhia de sua esposa e da mãe, e está recebendo soro com dextrose.

O soro com dextrose é uma mistura que leva carboidrato de alto índice glicêmico de alta absorção.

Quadro de saúde já era preocupante

Iglesias destacou que, antes do desmaio, Fariñas foi visitado pelo diretor da policlínica do bairro onde mora, que o achou "muito debilitado" e requisitou exames de urina. " Seu quadro de saúde já se mostrava preocupante, devido a perdas de visão, e à fala com frases entrecortadas".

Fariñas, que já realizou mais de 20 greves de fome, esteve preso durante três vezes por sua militância. Iniciou o protesto no dia 24 de fevereiro, em seguida à morte do prisioneiro político Orlando Zapata, que protestava, também com uma greve de fome, para exigir a libertação de outros 26 dissidentes presos que estariam em mal estado de saúde.

Desde então, o jornalista e psicólogo, que mede 1,83m, já perdeu 13 quilos. Pesa, atualmente, 58 kg.

Grupo de Fariñas mandou carta a Lula

O grupo de dissidentes cubanos que apoia a greve de fome de Fariñas mandou uma carta ao presidente Lula, pedindo que ele interceda junto aos irmãos Raúl e Fidel Castro, líderes de Cuba. Lula, no entanto, negou ajuda e causou polêmica ao comparar os presos políticos cubanos a bandidos presos no Brasil.

Outro dissidente, Orlando Zapata, morreu após 85 dias de greve de fome durante a visita de Lula a Cuba há duas semanas. O presidente brasileiro também foi criticado por não tomar uma postura mais dura frente ao caso.

Fonte: R7 - Efe

LinkWithin

Related Posts with Thumbnails