O Globo publicou matéria sobre a crescente fuga de jovens europeus, em busca de um futuro melhor em outros lugares. Eis um resumo da matéria:
De ímã para milhares e milhares de pessoas que anualmente enfrentam perigosas travessias marítimas ou cruzam clandestinamente suas fronteiras em busca de uma vida melhor, a Europa viu o quadro se inverter nos últimos anos.
Num fenômeno que se apresenta forte sobretudo nos países atingidos mais duramente pela crise econômica, o continente está agora exportando seus cidadãos - eles também à procura de um futuro que, em casa, já não se afigura tão promissor.
Espanha, Portugal, Itália e Grécia - entre outros - vêm sentindo os efeitos dessa emigração moderna, que priva tais países de uma parcela de sua juventude mais bem-preparada.
Eles vão para outros países da Europa, mas também para a África e a América Latina, numa verdadeira fuga de cérebros, que tomam, muitas vezes, o caminho inverso dos imigrantes mais pobres.
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Pedido de Khadafi de jihad contra Suíça é inadmissível, diz ONU
A Organização das Nações Unidas (ONU) criticou nesta sexta-feira o líder líbio, Muamar Khadafi, por ter convocado uma "Guerra Santa", ou jihad, contra a Suíça.
O chefe da ONU em Genebra, Sergei Ordzhonikidze, afirmou que declarações deste tipo feitas por um chefe de Estado "são inadmissíveis nas relações internacionais".
Ordzhonikidze disse que as Nações Unidas têm o poder, o conhecimento e o treinamento necessários para evitar qualquer tentativa de violação das instalações da ONU em Genebra.
A convocação de Khadafi, na quinta-feira, foi uma reação à recente proibição da construção de minaretes na Suíça.
Khadafi justificou a iniciativa afirmando que o país é "infiel" e está "destruindo mesquitas".
"Qualquer muçulmano em qualquer parte do mundo que trabalhe com a Suíça é um apóstata (pessoa que abandonou a fé em uma religião), é contra o profeta Maomé, Deus e o Corão", disse, na quinta-feira.
"As massas de muçulmanos devem ir a aeroportos do mundo islâmico e impedir a aterrissagem de aviões suíços, aos portos e impedir a chegada de navios suíços e inspecionar lojas e mercados para impedir que produtos suíços sejam vendidos." "Vamos combater a Suíça, o sionismo e a agressão estrangeira", completou.
O líder líbio ressaltou que "existe uma grande diferença entre terrorismo e o direito à jihad, ou resistência armada".
Referendo No referendo de 29 de novembro, a maioria dos suíços votou a favor de uma lei que proíbe a construção de minaretes.
O governo suíço havia aconselhado a população a votar contra a proposta, argumentando que ela violaria a liberdade religiosa.
O Ministério das Relações Exteriores suíço disse que não comentaria as declarações de Khadafi.
A Líbia rompeu relações com a Suíça em 2008 após a prisão de um filho de Khadafi em um hotel suíço, acusado de maltratar empregados.
Ele foi libertado pouco depois da detenção, e as acusações foram retiradas, mas a Líbia cortou a venda de petróleo para a Suíça, retirou bilhões de dólares depositados em bancos suíços e prendeu dois empresários suíços que trabalhavam em território líbio.
A Líbia afirma que as prisões dos empresários e a do filho de Khadafi não têm ligação.
Fonte: UOL
O chefe da ONU em Genebra, Sergei Ordzhonikidze, afirmou que declarações deste tipo feitas por um chefe de Estado "são inadmissíveis nas relações internacionais".
Ordzhonikidze disse que as Nações Unidas têm o poder, o conhecimento e o treinamento necessários para evitar qualquer tentativa de violação das instalações da ONU em Genebra.
A convocação de Khadafi, na quinta-feira, foi uma reação à recente proibição da construção de minaretes na Suíça.
Khadafi justificou a iniciativa afirmando que o país é "infiel" e está "destruindo mesquitas".
"Qualquer muçulmano em qualquer parte do mundo que trabalhe com a Suíça é um apóstata (pessoa que abandonou a fé em uma religião), é contra o profeta Maomé, Deus e o Corão", disse, na quinta-feira.
"As massas de muçulmanos devem ir a aeroportos do mundo islâmico e impedir a aterrissagem de aviões suíços, aos portos e impedir a chegada de navios suíços e inspecionar lojas e mercados para impedir que produtos suíços sejam vendidos." "Vamos combater a Suíça, o sionismo e a agressão estrangeira", completou.
O líder líbio ressaltou que "existe uma grande diferença entre terrorismo e o direito à jihad, ou resistência armada".
Referendo No referendo de 29 de novembro, a maioria dos suíços votou a favor de uma lei que proíbe a construção de minaretes.
O governo suíço havia aconselhado a população a votar contra a proposta, argumentando que ela violaria a liberdade religiosa.
O Ministério das Relações Exteriores suíço disse que não comentaria as declarações de Khadafi.
A Líbia rompeu relações com a Suíça em 2008 após a prisão de um filho de Khadafi em um hotel suíço, acusado de maltratar empregados.
Ele foi libertado pouco depois da detenção, e as acusações foram retiradas, mas a Líbia cortou a venda de petróleo para a Suíça, retirou bilhões de dólares depositados em bancos suíços e prendeu dois empresários suíços que trabalhavam em território líbio.
A Líbia afirma que as prisões dos empresários e a do filho de Khadafi não têm ligação.
Fonte: UOL
Neve e frio extremo atrapalham viagens na Europa
Centenas de voos são cancelados na Grã-Bretanha, França e Alemanha.
500 caminhões ficaram presos na fronteira da Alemanha e França.
Nevasca causa acidentes na Europa. (Foto: Reuters)Neve e frio extremo atingiram regiões da Europa neste sábado (9), causando caos para milhares de viajantes. A previsão é de que o frio, o mais severo nos últimos 30 anos na Grã-Bretanha, continue.
Viagens ferroviárias e aéreas foram interrompidas na Grã-Bretanha, França e Alemanha. A Eurostar, serviço de trens que liga Inglaterra e França, disse que estava funcionando com dois terços do serviço normal neste sábado.
Uma porta-voz da companhia pediu para que as pessoas não viajassem a não ser que fosse essencial.
Ventos gelados do norte da Europa fizeram com que o frio extremo ficasse ainda mais intenso após atingir 14 graus abaixo de zero durante a noite, com temperaturas ainda mais baixas em outras regiões do país.
As temperaturas devem permanecer abaixo de zero, com algumas áreas rurais sofrendo máximas de 10 graus abaixo de zero mesmo ao meio-dia.
A British Airways cancelou 50 voos do aeroporto de Heathrow em Londres, enquanto nove voos da Easyjet foram canceladas para saídas e chegadas de aeroportos britânicos, inclusive Gatwich e Luton.
Muitos eventos esportivos, inclusive jogos de futebol, competições de corrida e rugby, foram cancelados devido ao mau tempo.
Tempestades de neves pesadas na Alemanha interromperam viagens, com grande quantidade de voos sendo cancelada no maior aeroporto do país e lentidão nas rodovias em direção à França.
No aeroporto de Frankfurt, cerca de 200 dos 1.250 voos agendados foram cancelados antes do final da manhã, enquanto mais de 500 caminhões ficaram parados na estrada na fronteira com a França, na cidade de Neuenburg, segundo autoridades.
O sul da Alemanha foi a mais afetada pela neve e os ventos, com centenas de acidentes rodoviários que deixaram feridos e congestionamento em algumas das principais rodovias.
Os aeroportos de Toulouse, Lourdes, Lyon, Brest e Lorient foram fechados e voos foram adiados nos aeroportos de Charles de Gaulle e Orly em Paris, segundo fontes
Fontes: G1 - Agências - TV Globo
Suíça aprova proibição a minaretes e gera protestos
A Suíça aprovou hoje em referendo a proibição da construção de minaretes no país.
Minarete ao lado da Mesquita de Hassan IIMinaretes são pequenas torres de mesquita de onde se anuncia aos muçulmanos a hora das orações.
A decisão tem consequências que podem ir bem além dos Alpes.
O Vaticano teme que proibição possa gerar respostas violentas contra igrejas no Oriente Médio.
O Alto Comissariado da Organização das Nações Unidas (ONU) para Direitos Humanos também emitiu sua preocupação em relação à decisão, alertando que ela viola princípios básicos.
Até sexta-feira, as sondagens indicavam um resultado diferente. Mas as urnas mostraram que 57% dos suíços votaram por banir os minaretes. O resultado mostrou ainda a vergonha da população em declarar, nas sondagens, um voto contrário à imigração. Dois dias antes das eleições, os resultados mostravam que a proibição não teria chances de ser aprovada.
Taner Hatipoglu, presidente da Federação das Organizações Islâmicas de Zurique, alerta que o impacto pode ser negativo da decisão. "A campanha atingiu o que todos queriam prevenir e isso vai até mudar a relação com os muçulmanos e sua integração", afirmou. "Se a atmosfera anti-islâmica continuar, os muçulmanos não se sentirão mais seguros", disse. "O governo respeita a decisão. Portanto, a construção de novos minaretes na Suíça não está mais permitida", afirmou o governo em uma nota oficial. O governo, que era contra a iniciativa, aponta que os muçulmanos continuarão a praticar sua religião.
Para o deputado Andreas Gross, a decisão é um "tapa no rosto de qualquer um que defende os direitos humanos". "A fundação da democracia direta na Suíça fracassou. O resultado contradiz a Convenção Europeia de Direitos Humanos", disse. Já o Partido do Povo Suíço, de direita, comemorou a decisão. "Isso mostra que os suíços não estão confortáveis com a islamização", disse, em nota.
O Partido Verde quer agora levar o assunto à Corte de Direitos Humanos da Europa, em Estrasburgo, para evitar que entre em vigor.
Polêmica
Na mesquita de Genebra, visitada pelo Estado, o minarete não é usado para convocar os fiéis a rezar. Mesmo assim, na madrugada de quinta-feira, o prédio foi depredado antes das 6 da manhã, quando os primeiros muçulmanos chegavam para rezar. A campanha contra os minaretes foi lançada por membros do Partido do Povo Suíço e que mantém campanhas contra a imigração. Mas englobou outros líderes políticos.
Nas cidades suíças, cartazes foram espalhados com a imagem de mesquitas. No lugar dos minaretes, as fotos traziam mísseis. O Alto Comissariado da ONU para Direitos Humanos julgou os cartazes como sendo "discriminatórios". "Os minaretes não são construções inocentes. São levantadas para marcar o território e a progressão do islã em países estrangeiros", afirmou o deputado de direita, Oskar Freysinger, um dos líderes da proposta de banir a construção e que comemorava, sem esconder sua surpresa com o resultado. Para a comunidade muçulmana na Suíça, suas mesquitas estão sendo utilizadas politicamente.
"Nossos minaretes são um símbolo de liberdade religiosa", disse Mahmoud El Guindi, um dos líderes da comunidade. Os grupos mais moderados alertam que não há contradição entre ser muçulmano e suíço. Prova disso é a equipe de futebol sub17 do país que ganhou a Copa do Mundo há duas semanas. Metade da equipe era muçulmana, com jovens filhos de imigrantes da Bósnia e Turquia.
Mas nem sempre a integração tem funcionado. Na principal prisão de Genebra, 54% dos detentos são muçulmanos, segundo os dados oficiais do Departamento de Justiça da cidade.
Repercussão
Os bispos católicos na Suíça declararam na sexta-feira que são contra a proibição e que pediam a todos os católicos que votassem pela autorização. O que a Igreja teme é que seus poucos locais de culto ainda autorizados no Oriente Médio sejam alvos de retaliações. Hoje, o próprio Vaticano criticou a realização da votação e também alertou para retaliações contra cristãos nos países muçulmanos. "Se alguém quer ser católico, precisa estar aberto aos outros", afirmou Antonio Maria Veglio, presidente do Conselho Pontifício da Pastoral do Imigrante. Ele admite que o Islã, em muitos casos, não pratica uma "reciprocidade".
Negócios
Para especialistas, a votação na Suíça ainda é um teste sobre como os países europeus estão realizando a integração com outras religiões e outras comunidades em suas sociedades.
Organizações Não-Governamentais, como a Anistia Internacional, acusam os governos de já terem fracassado nessa integração e alertam que um sinal negativo como o dos minaretes pode dar a sensação a essas populações de que vivem em guetos.
Comentário do BGN
Somos a favor da plena liberdade religiosa, mas tente, caro leitor, ser um cristão ou mesmo judeu em um país muçulmano e descobrirá que não há liberdade para tal. Nos países muçulmanos, os outros cultos, quando permitidos, os são em guetos fechados.
Os muçulmanos defendem a liberdade de culto para eles e para os outros defendem a repressão. O resto é conversa fiada.
Fonte: O ESTADO/ JAMIL CHADE
Jovem processa artista depois de acordar com 56 estrelas tatuadas no rosto
Belga de 18 anos disse que não havia autorizado tantas tatuagens. Tatuador afirma que tinha combinado tudo antes e diz ter testemunha.
Kimberley Vlaeminck, uma belga de 18 anos, levou um susto quando acordou, depois de uma sessão de tatuagem, e tinha 56 estrelas no rosto, Ela disse que queria apenas umas três.
A belga explicou que acordou porque sentiu dor enquanto seu nariz era tatuado.
"Eu fechei meus olhos e não senti nenhuma dor. Adormeci e, quando acordei por causa da dor no nariz, ele estava tatuando uma grande estrela. Então eu acordei com 56 estrelas. Estou realmente com medo daquele laser", disse ela.
O caso aconteceu na cidade de Kortrijk, a 90 km da capital belga, Bruxelas.
Ela disse que vai processar o tatuador por agressão.
Em sua defesa, o tatuador, Rouslan Tounamiantz, disse que a garota havia concordado em tatuar as 56 estrelas.
Segundo ele, há uma testemunha disso. De acordo com a versão do tatuador, Kimberley teria mudado de ideia quando o pai dela viu as tatuagens.
Kimberley disse que está devastada e perdeu toda a esperança de ficar bonita.
Kimberley Vlaeminck, uma belga de 18 anos, levou um susto quando acordou, depois de uma sessão de tatuagem, e tinha 56 estrelas no rosto, Ela disse que queria apenas umas três.
A belga explicou que acordou porque sentiu dor enquanto seu nariz era tatuado.
"Eu fechei meus olhos e não senti nenhuma dor. Adormeci e, quando acordei por causa da dor no nariz, ele estava tatuando uma grande estrela. Então eu acordei com 56 estrelas. Estou realmente com medo daquele laser", disse ela.
O caso aconteceu na cidade de Kortrijk, a 90 km da capital belga, Bruxelas.
Ela disse que vai processar o tatuador por agressão.
Em sua defesa, o tatuador, Rouslan Tounamiantz, disse que a garota havia concordado em tatuar as 56 estrelas.
Segundo ele, há uma testemunha disso. De acordo com a versão do tatuador, Kimberley teria mudado de ideia quando o pai dela viu as tatuagens.
Kimberley disse que está devastada e perdeu toda a esperança de ficar bonita.
Kaká celebra chance de voltar a ser melhor do mundo no Real Madrid
Confirmado nesta segunda-feira como novo reforço do Real Madrid, o meia-atacante Kaká disse que a troca de clube pode ajudá-lo a conquistar novamente o título de melhor jogador do mundo. Ele venceu em 2007, quando defendia o Milan.
"Foi uma nova oportunidade que se abriu. É um projeto esportivo interessante, uma motivação. Tenho 27 anos e acho que o Real Madrid pode me ajudar a ganhar títulos individuais importantes", disse o jogador, durante entrevista coletiva no Recife, onde a seleção brasileira se prepara para o jogo de quarta-feira, contra o Paraguai, pelas eliminatórias para a Copa-2010.
O jogador já fez exames médicos acompanhado de um médico do clube espanhol nesta manhã. Apesar de o valor da negociação não ter sido divulgado, o clube espanhol deve pagar 65 milhões de euros (cerca de R$ 178 milhões) ao time italiano pelo brasileiro, o que configura a segunda maior transação da história --Zidane foi da Juventus para o próprio Real Madrid em 2001 por 78 milhões de euros, em valores atualizados.
O jogador, que segundo o comunicado oficial assinou contrato por seis temporadas, deverá receber 9 milhões de euros anuais, livres de impostos.
Kaká disse que a crise financeira mundial influenciou em sua saída do clube. Segundo ele, a transação foi feita em comum acordo com o Milan.
"A crise financeira pegou muitas pessoas de surpresa, inclusive clubes de futebol como o Milan. Isso me foi passado. Soube que a melhor forma de ajudar o Milan seria sair. Mas tenho uma gratidão e um carinho especial. Sou muito grato ao Milan", disse o jogador, que no início do ano descartou se transferir para o Manchester City, da Inglaterra.
Kaká disse ainda que não escolheu o número da camisa que usará, mas que, para evitar comparações, não utilizará a camisa 5, usada pelo francês Zidane durante sua passagem pelo time madrileno.
Kaká inaugura uma nova "era galáctica" no Real Madrid. Florentino Pérez, dirigente responsável por levar Zidane, Beckham, Ronaldo e Owen à Espanha, reassumiu a presidência do clube na semana passada prometendo novamente grandes contratações.
Segundo o jornal espanhol "Marca", Kaká será apresentado oficialmente no 30 de junho, após encerrar seus compromissos neste mês com a seleção brasileira. Depois da partida contra o Paraguai, o time de Dunga disputa a Copa das Confederações, na África do Sul.
Fonte: FOLHA
"Foi uma nova oportunidade que se abriu. É um projeto esportivo interessante, uma motivação. Tenho 27 anos e acho que o Real Madrid pode me ajudar a ganhar títulos individuais importantes", disse o jogador, durante entrevista coletiva no Recife, onde a seleção brasileira se prepara para o jogo de quarta-feira, contra o Paraguai, pelas eliminatórias para a Copa-2010.
O jogador já fez exames médicos acompanhado de um médico do clube espanhol nesta manhã. Apesar de o valor da negociação não ter sido divulgado, o clube espanhol deve pagar 65 milhões de euros (cerca de R$ 178 milhões) ao time italiano pelo brasileiro, o que configura a segunda maior transação da história --Zidane foi da Juventus para o próprio Real Madrid em 2001 por 78 milhões de euros, em valores atualizados.
O jogador, que segundo o comunicado oficial assinou contrato por seis temporadas, deverá receber 9 milhões de euros anuais, livres de impostos.
Kaká disse que a crise financeira mundial influenciou em sua saída do clube. Segundo ele, a transação foi feita em comum acordo com o Milan.
"A crise financeira pegou muitas pessoas de surpresa, inclusive clubes de futebol como o Milan. Isso me foi passado. Soube que a melhor forma de ajudar o Milan seria sair. Mas tenho uma gratidão e um carinho especial. Sou muito grato ao Milan", disse o jogador, que no início do ano descartou se transferir para o Manchester City, da Inglaterra.
Kaká disse ainda que não escolheu o número da camisa que usará, mas que, para evitar comparações, não utilizará a camisa 5, usada pelo francês Zidane durante sua passagem pelo time madrileno.
Kaká inaugura uma nova "era galáctica" no Real Madrid. Florentino Pérez, dirigente responsável por levar Zidane, Beckham, Ronaldo e Owen à Espanha, reassumiu a presidência do clube na semana passada prometendo novamente grandes contratações.
Segundo o jornal espanhol "Marca", Kaká será apresentado oficialmente no 30 de junho, após encerrar seus compromissos neste mês com a seleção brasileira. Depois da partida contra o Paraguai, o time de Dunga disputa a Copa das Confederações, na África do Sul.
Fonte: FOLHA
Como a população vê a democracia na Alemanha
Enquete de fundação democrata-cristã registra satisfação surpreendente com o sistema de governo adotado na Alemanha há 60 anos. Em teoria, pois nem todos estão felizes com a prática da democracia.
Marika Adamovská
O presidente estadunidense Abraham Lincoln definiu a democracia como o governo do povo, pelo povo, para o povo. Assim sendo, na República Federal da Alemanha os cidadãos estariam há 60 anos no poder. Com que sentimento eles encaram esse período?
Uma pergunta central na pesquisa "Noção de democracia na Alemanha", realizada por iniciativa da Fundação Konrad Adenauer (KAS), ligada à União Democrata Cristã (CDU). Por sua encomenda, o instituto de pesquisa de opinião Infratest Dimap confrontou 1.300 eleitores com essa questão em março de 2009.
Satisfação surpreendente
"Nós mesmos ficamos surpresos com o resultado", declarou Bernhard Vogel, presidente da KAS. Apesar da crise econômica, o estudo indica que continua sendo grande no país a confiança na ordem democrática.
"Para 90% dos alemães, os 60 anos de história da RFA foram, de certa forma, uma história de sucesso. Dois terços estão orgulhosos da República Federal. A opinião também é positiva no tocante às características atribuídas ao país. Quase todos os alemães – 94% – gostam de viver aqui. Apesar da crise financeira e dos eventos nos mercados de capitais, 73% disseram que, no geral, a RFA é socialmente justa."
A enquete desmente a tese de que, na extinta Alemanha comunista, a igualdade seria considerada mais importante do que a liberdade. Foram constatadas poucas diferenças entre as antigas Alemanha Ocidental e Oriental, explica Viola Neu, coordenadora para pesquisa eleitoral e partidária da fundação democrata-cristã. Segundo ela, há uma visão comum das características essenciais da democracia.
"É especialmente importante para os cidadãos haver igualdade de chances e de direitos, que vigore o Estado de direito, que haja liberdade de opinião e liberdade de propriedade. São temas que se repetem nas três pesquisas realizadas desde 1999."
Teoria e prática
Outro estudo representativo – encomendado pela particular Fundação Bertelsmann e realizado em novembro e dezembro de 2008 – registrou igualmente uma atitude positiva frente ao sistema democrático na Alemanha. A maioria dos 2 mil entrevistados considerou a democracia como o melhor de todos os regimes de governo.
Entretanto, aqui cerca de 45% revelou-se "mais para descontente" com o funcionamento da democracia na Alemanha. Sobretudo imigrantes e jovens com baixo nível educacional mostraram-se decepcionados. No Leste Alemão, chegou a quase 60% a porcentagem dos descontentes com a democracia. Alguns aparentemente têm nostalgia de certas condições de vida sob o regime comunista.
"Mas 'lestalgia' não é necessariamente algo ruim", observa Viola Neu. "Só seria crítico se isso implicasse uma mudança de sistema, ou seja, da democracia para a ditadura. Em 2007, fizemos uma pesquisa sobre essa temática, perguntando sobre ambas as alternativas, e concluímos que a oposição ao sistema, uma rejeição definitiva da democracia, é um fenômeno absolutamente minoritário, tanto no leste como no oeste."
Alternativas?
As enquetes das duas fundações expressam que o sistema é bom, porém seu funcionamento não corresponde às expectativas das pessoas, aponta Gero Neugebauer, do Instituto Otto Suhr de Ciências Políticas da Universidade Livre de Berlim. Isso se deve ao fato de muitos esperarem decisões concretas que se reflitam positivamente em suas existências.
"Essa mentalidade de output – 'o que é que eu ganho com isso' – é o que, por um lado, define a postura diante da democracia. O outro lado é: que alternativa temos, realmente?"
Com base na média etária da população alemã, Neugebauer sublinha que poucos dos entrevistados vivenciaram a época do nacional-socialismo. A democracia em que vivem é, portanto, aquilo que conhecem. São poucas suas possibilidades de comparação com outras formas de governo, "fora, talvez, as que obtêm através de sua formação política ou nas aulas escolares".
Marika Adamovská
O presidente estadunidense Abraham Lincoln definiu a democracia como o governo do povo, pelo povo, para o povo. Assim sendo, na República Federal da Alemanha os cidadãos estariam há 60 anos no poder. Com que sentimento eles encaram esse período?
Uma pergunta central na pesquisa "Noção de democracia na Alemanha", realizada por iniciativa da Fundação Konrad Adenauer (KAS), ligada à União Democrata Cristã (CDU). Por sua encomenda, o instituto de pesquisa de opinião Infratest Dimap confrontou 1.300 eleitores com essa questão em março de 2009.
Satisfação surpreendente
"Nós mesmos ficamos surpresos com o resultado", declarou Bernhard Vogel, presidente da KAS. Apesar da crise econômica, o estudo indica que continua sendo grande no país a confiança na ordem democrática.
"Para 90% dos alemães, os 60 anos de história da RFA foram, de certa forma, uma história de sucesso. Dois terços estão orgulhosos da República Federal. A opinião também é positiva no tocante às características atribuídas ao país. Quase todos os alemães – 94% – gostam de viver aqui. Apesar da crise financeira e dos eventos nos mercados de capitais, 73% disseram que, no geral, a RFA é socialmente justa."
A enquete desmente a tese de que, na extinta Alemanha comunista, a igualdade seria considerada mais importante do que a liberdade. Foram constatadas poucas diferenças entre as antigas Alemanha Ocidental e Oriental, explica Viola Neu, coordenadora para pesquisa eleitoral e partidária da fundação democrata-cristã. Segundo ela, há uma visão comum das características essenciais da democracia.
"É especialmente importante para os cidadãos haver igualdade de chances e de direitos, que vigore o Estado de direito, que haja liberdade de opinião e liberdade de propriedade. São temas que se repetem nas três pesquisas realizadas desde 1999."
Teoria e prática
Outro estudo representativo – encomendado pela particular Fundação Bertelsmann e realizado em novembro e dezembro de 2008 – registrou igualmente uma atitude positiva frente ao sistema democrático na Alemanha. A maioria dos 2 mil entrevistados considerou a democracia como o melhor de todos os regimes de governo.
Entretanto, aqui cerca de 45% revelou-se "mais para descontente" com o funcionamento da democracia na Alemanha. Sobretudo imigrantes e jovens com baixo nível educacional mostraram-se decepcionados. No Leste Alemão, chegou a quase 60% a porcentagem dos descontentes com a democracia. Alguns aparentemente têm nostalgia de certas condições de vida sob o regime comunista.
"Mas 'lestalgia' não é necessariamente algo ruim", observa Viola Neu. "Só seria crítico se isso implicasse uma mudança de sistema, ou seja, da democracia para a ditadura. Em 2007, fizemos uma pesquisa sobre essa temática, perguntando sobre ambas as alternativas, e concluímos que a oposição ao sistema, uma rejeição definitiva da democracia, é um fenômeno absolutamente minoritário, tanto no leste como no oeste."
Alternativas?
As enquetes das duas fundações expressam que o sistema é bom, porém seu funcionamento não corresponde às expectativas das pessoas, aponta Gero Neugebauer, do Instituto Otto Suhr de Ciências Políticas da Universidade Livre de Berlim. Isso se deve ao fato de muitos esperarem decisões concretas que se reflitam positivamente em suas existências.
"Essa mentalidade de output – 'o que é que eu ganho com isso' – é o que, por um lado, define a postura diante da democracia. O outro lado é: que alternativa temos, realmente?"
Com base na média etária da população alemã, Neugebauer sublinha que poucos dos entrevistados vivenciaram a época do nacional-socialismo. A democracia em que vivem é, portanto, aquilo que conhecem. São poucas suas possibilidades de comparação com outras formas de governo, "fora, talvez, as que obtêm através de sua formação política ou nas aulas escolares".
Empresa diz que vai apagar dados de internautas na Suécia e irrita polícia
A empresa de comunicações Tele2 disse que irá apagar informações que permitirão que seus clientes sejam identificados, em mais um movimento na guerra de downloads que ganhou força após o julgamento do site Pirate Bay --segundo a polícia, isso vai impedir o trabalho combater a prática.
"Nós apagaremos os endereços de IP (protocolo de internet) depois que eles forem usados, a partir de hoje", disse o diretor administrativo da empresa, Niclas Palmstierna.
A Suécia adotou, no dia 1º de abril, uma lei inspirada nas diretrizes de propriedade intelectual dos Estados Unidos, que determina às autoridades a requisição da identidade de usuários suspeitos de fazer pirataria por intermédio de downloads.
O movimento da Tele2 segue uma política similar à introduzida pela Bahnof, uma pequena empresa sueca que afirmou não revelar os endereços virtuais de usuários. Um alto oficial da polícia disse à agência de notícias TT que isso pode ter um "impacto sério" na tentativa de barrar a pirataria pela internet.
"Em certos casos, isso tornará a investigação impossível", disse Stefan Kronkvist, chefe da unidade da polícia sueca para crimes na internet.
A Tele2 é uma das maiores provedoras de serviços para internet na Suécia, e conta com uma base de 600 mil clientes.
A pirataria na internet tem sido alvo de calorosos debates e protestos no país escandinavo, desde que os quatro cofundadores do Pirate Bay foram sentenciados a um ano de prisão, no dia 17 de abril. Após a condenação, o Partido Pirata sueco dobrou de tamanho.
"Nós apagaremos os endereços de IP (protocolo de internet) depois que eles forem usados, a partir de hoje", disse o diretor administrativo da empresa, Niclas Palmstierna.
A Suécia adotou, no dia 1º de abril, uma lei inspirada nas diretrizes de propriedade intelectual dos Estados Unidos, que determina às autoridades a requisição da identidade de usuários suspeitos de fazer pirataria por intermédio de downloads.
O movimento da Tele2 segue uma política similar à introduzida pela Bahnof, uma pequena empresa sueca que afirmou não revelar os endereços virtuais de usuários. Um alto oficial da polícia disse à agência de notícias TT que isso pode ter um "impacto sério" na tentativa de barrar a pirataria pela internet.
"Em certos casos, isso tornará a investigação impossível", disse Stefan Kronkvist, chefe da unidade da polícia sueca para crimes na internet.
A Tele2 é uma das maiores provedoras de serviços para internet na Suécia, e conta com uma base de 600 mil clientes.
A pirataria na internet tem sido alvo de calorosos debates e protestos no país escandinavo, desde que os quatro cofundadores do Pirate Bay foram sentenciados a um ano de prisão, no dia 17 de abril. Após a condenação, o Partido Pirata sueco dobrou de tamanho.
Beco sem saída da emigração africana
O fluxo de imigrantes clandestinos que procuram refúgio na Europa bate recordes, nas margens do Mediterrâneo. Face a esta imigração de desespero, poderá o Velho Continente resisitir a tornar-se numa Europa fortaleza? A pequena ilha de Malta levanta a questão.
Suécia condena responsáveis pelo Pirate Bay a 1 ano de prisão
Quatro responsáveis pelo site sueco The Pirate Bay, um dos mais populares para troca de arquivos na internet, foram condenados nesta sexta-feira (17) a um ano de prisão por promover a quebra de direitos autorais. A decisão é de um tribunal de Estocolmo, que determinou também o pagamento de 30 milhões de coroas suecas (ou R$ 7,7 milhões) a empresas da indústria de entretenimento.

Os condenados --Fredrik Neij, Gottfrid Svartholm, Peter Sunde e Carl Lundstroem-- já haviam anunciado que vão recorrer da decisão e planejam levar o caso até a Suprema Corte da Suécia, se necessário. Lundstrom ajudou a financiar o serviço, enquanto os outros três ajudam a administrá-lo.
Fundado em 2003, o Pirate Bay viabiliza a troca de material protegido por direitos autorais ou não, usando a tecnologia de torrent (em que partes do arquivo podem ser acessadas por outros internautas assim que são baixadas para o computador de cada usuário).
Entretanto, nenhum dos materiais é encontrado nos servidores do site, que tem 22 milhões de usuários no mundo, segundo seus administradores.
"O tribunal distrital de Estocolmo condenou hoje as quatro pessoas acusadas de estimular internautas a quebrarem direitos autorais", informou a corte, em comunicado. "Ao construir o site com boas ferramentas de buscas e a facilidade para 'upload' e armazenamento, os acusados incitam esses crimes".
"Ambiente Legal"
A Federação Internacional da Indústria Fonográfica (IFPI, na sigla em inglês), comemorou a decisão. "O julgamento sobre as ações do Pirate Bay está relacionado à defesa dos direitos dos criadores, à confirmação da ilegalidade do serviço e à criação de um ambiente legal para serviços musicais que respeitam os direitos da comunidade criativa", afirmou o presidente do conselho da federação, John Kennedy, em nota.
Durante o processo, os acusados negaram serem culpados do crime, insistindo que sistemas de compartilhamento de arquivos podem ser usadas legal ou ilegalmente. Um de seus advogados, Per Samuelsson, argumentou que os serviços do Pirate Bay "podem ser comparados a produzir carros que podem ser dirigidos a uma velocidade acima do permitido".
Outro advogado da defesa, Jonas Nilsson, insistiu que "os internautas que usam o Pirate Bay é que devem responder pelo material que possuem e os arquivos que compartilham".
Repressão
A polícia da Suécia empreendeu várias operações nos escritórios do Pirate Bay e, em 2006, conseguiu derrubar temporariamente o site --o portal voltou ao ar pouco depois, com servidores distribuídos por outros países.
Entre as empresas que podem receber o dinheiro do Pirate Bay estão Warner Bros, Sony Music Entertainment, EMI e Columbia Pictures.
"Não podemos e não vamos pagar", diz Pirate Bay sobre indenização

Peter Sunde, um dos cofundadores do Pirate Bay, aparece em entrevista segurando papel dizendo "Eu devo a vocês"
"Nós não podemos pagar e não vamos pagar". Com esta frase, Peter Sunde, um dos cofundadores do Pirate Bay, sintetiza a defesa dos quatro acusados em um vídeo postado na internet. Eles foram condenados, nesta sexta-feira (17), a um ano de prisão por promoção da quebra dos direitos autorais.
Famoso pelo seu comportamento zombeteiro, Sunde demonstrava rabiscos em um papel à câmera, nos quais se liam "I owe U" ("Eu devo a vocês", em tradução). "Isto é a demonstração sobre como vocês terão o nosso dinheiro", disse o cofundador do Pirate Bay.
A decisão do tribunal de Estocolmo determinou que, além da prisão, haja também o pagamento de 30 milhões de coroas suecas (ou R$ 7,7 milhões) a empresas da indústria de entretenimento.
"Ainda que tivesse o dinheiro, preferia queimá-lo. Não daria nem as cinzas", disse, em um vídeo gravado de sua casa nesta sexta-feira. "É tão bizarro todos nós termos sido condenados e mais bizarro ainda é sermos condenados como uma quadrilha articulada. O tribunal declarou que fomos organizados. Se vocês querem nos condenar, que seja por crime desorganizado", diz.
"Parece um episódio de [filme] Karatê Kid, no qual Daniel San apanha do valentão. Estamos aí, apanhando. Mas vamos vencer no final", observou.
O advogado de Sunde, Peter Althin, disse que ele estava seguro que a corte desistiria do caso contra o Pirate Bay, naquilo que descreve como uma batalha entre o mundo corporativo e "uma geração de jovens pessoas que quer ser parte da nova tecnologia."
Os vídeos da entrevista, dividida em duas partes, podem ser vistos aqui.

Gottfrid Svartholm (à esq.) e Peter Sundin foram condenados a um ano de prisão e ao pagamento de US$ 3,56 milhões; cabe recurso
Os condenados --Fredrik Neij, Gottfrid Svartholm, Peter Sunde e Carl Lundstroem-- já haviam anunciado que vão recorrer da decisão e planejam levar o caso até a Suprema Corte da Suécia, se necessário. Lundstrom ajudou a financiar o serviço, enquanto os outros três ajudam a administrá-lo.
Fundado em 2003, o Pirate Bay viabiliza a troca de material protegido por direitos autorais ou não, usando a tecnologia de torrent (em que partes do arquivo podem ser acessadas por outros internautas assim que são baixadas para o computador de cada usuário).
Entretanto, nenhum dos materiais é encontrado nos servidores do site, que tem 22 milhões de usuários no mundo, segundo seus administradores.
"O tribunal distrital de Estocolmo condenou hoje as quatro pessoas acusadas de estimular internautas a quebrarem direitos autorais", informou a corte, em comunicado. "Ao construir o site com boas ferramentas de buscas e a facilidade para 'upload' e armazenamento, os acusados incitam esses crimes".
"Ambiente Legal"
A Federação Internacional da Indústria Fonográfica (IFPI, na sigla em inglês), comemorou a decisão. "O julgamento sobre as ações do Pirate Bay está relacionado à defesa dos direitos dos criadores, à confirmação da ilegalidade do serviço e à criação de um ambiente legal para serviços musicais que respeitam os direitos da comunidade criativa", afirmou o presidente do conselho da federação, John Kennedy, em nota.
Durante o processo, os acusados negaram serem culpados do crime, insistindo que sistemas de compartilhamento de arquivos podem ser usadas legal ou ilegalmente. Um de seus advogados, Per Samuelsson, argumentou que os serviços do Pirate Bay "podem ser comparados a produzir carros que podem ser dirigidos a uma velocidade acima do permitido".
Outro advogado da defesa, Jonas Nilsson, insistiu que "os internautas que usam o Pirate Bay é que devem responder pelo material que possuem e os arquivos que compartilham".
Repressão
A polícia da Suécia empreendeu várias operações nos escritórios do Pirate Bay e, em 2006, conseguiu derrubar temporariamente o site --o portal voltou ao ar pouco depois, com servidores distribuídos por outros países.
Entre as empresas que podem receber o dinheiro do Pirate Bay estão Warner Bros, Sony Music Entertainment, EMI e Columbia Pictures.
"Não podemos e não vamos pagar", diz Pirate Bay sobre indenização

Peter Sunde, um dos cofundadores do Pirate Bay, aparece em entrevista segurando papel dizendo "Eu devo a vocês"
"Nós não podemos pagar e não vamos pagar". Com esta frase, Peter Sunde, um dos cofundadores do Pirate Bay, sintetiza a defesa dos quatro acusados em um vídeo postado na internet. Eles foram condenados, nesta sexta-feira (17), a um ano de prisão por promoção da quebra dos direitos autorais.
Famoso pelo seu comportamento zombeteiro, Sunde demonstrava rabiscos em um papel à câmera, nos quais se liam "I owe U" ("Eu devo a vocês", em tradução). "Isto é a demonstração sobre como vocês terão o nosso dinheiro", disse o cofundador do Pirate Bay.
A decisão do tribunal de Estocolmo determinou que, além da prisão, haja também o pagamento de 30 milhões de coroas suecas (ou R$ 7,7 milhões) a empresas da indústria de entretenimento.
"Ainda que tivesse o dinheiro, preferia queimá-lo. Não daria nem as cinzas", disse, em um vídeo gravado de sua casa nesta sexta-feira. "É tão bizarro todos nós termos sido condenados e mais bizarro ainda é sermos condenados como uma quadrilha articulada. O tribunal declarou que fomos organizados. Se vocês querem nos condenar, que seja por crime desorganizado", diz.
"Parece um episódio de [filme] Karatê Kid, no qual Daniel San apanha do valentão. Estamos aí, apanhando. Mas vamos vencer no final", observou.
O advogado de Sunde, Peter Althin, disse que ele estava seguro que a corte desistiria do caso contra o Pirate Bay, naquilo que descreve como uma batalha entre o mundo corporativo e "uma geração de jovens pessoas que quer ser parte da nova tecnologia."
Os vídeos da entrevista, dividida em duas partes, podem ser vistos aqui.
Homem atira em café e mata um e fere três na Holanda
Clientes seguraram atirador até a chegada da polícia. Ainda não está claro o motivo do ataque, que aconteceu em Rotterdam.
Um homem de 46 anos abriu fogo em um café lotado em Rotterdam, na Holanda, neste sábado (11), matando uma pessoa e ferindo outras três. Os clientes colocaram o atirador para fora do estabelecimento e o seguraram até a chegada da polícia.
O motivo para o ataque não está claro, mas pode ter começado devido a uma briga no local, onde havia um concurso de talentos e música alta. Um pessoa ficou ferida dentro do café e outras três foram atingidas na rua - uma morreu, segundo a polícia.
O incidente aconteceu pouco antes da 1h da manhã, horário local.
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Um homem de 46 anos abriu fogo em um café lotado em Rotterdam, na Holanda, neste sábado (11), matando uma pessoa e ferindo outras três. Os clientes colocaram o atirador para fora do estabelecimento e o seguraram até a chegada da polícia.
O motivo para o ataque não está claro, mas pode ter começado devido a uma briga no local, onde havia um concurso de talentos e música alta. Um pessoa ficou ferida dentro do café e outras três foram atingidas na rua - uma morreu, segundo a polícia.
O incidente aconteceu pouco antes da 1h da manhã, horário local.
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Albânia e Croácia tornam-se membros da Otan
BRUXELAS - A Albânia e a Croácia tornaram-se os mais novos integrantes da Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan), anunciou a aliança militar hoje. A aguardada entrada dos dois países para a aliança atlântica foi confirmada depois de todos os países que integram a Otan terem apresentado os documentos necessários à ratificação.
Com isso, o número de integrantes da aliança passa de 26 para 28, informou um porta-voz da organização. A Albânia e a Croácia receberão as boas-vindas dos demais membros da entidade durante o encontro de líder da Otan, que ocorrerá em Estrasburgo (França) e Kehl (Alemanha) na sexta-feira e no sábado desta semana. O encontro marcará os 60 anos de existência da Otan.
Com isso, o número de integrantes da aliança passa de 26 para 28, informou um porta-voz da organização. A Albânia e a Croácia receberão as boas-vindas dos demais membros da entidade durante o encontro de líder da Otan, que ocorrerá em Estrasburgo (França) e Kehl (Alemanha) na sexta-feira e no sábado desta semana. O encontro marcará os 60 anos de existência da Otan.
Obama relança multilateralismo em primeiro giro pela Europa
Presidente americano visitará cinco países nesta semana e pedirá mais ajuda para o conflito no Afeganistão
Andrei Netto, PARIS
O presidente americano, Barack Obama, inicia na terça-feira uma turnê pela Europa determinado a provar ao mundo que o multilateralismo está de volta à Casa Branca.
Obama visita cinco países com objetivos precisos: reforçar a parceria com a União Europeia (UE), distender as relações com a Rússia e encontrar uma solução para o Afeganistão, o conflito com o Irã e a crise econômica. Sua agenda tem ainda temas como as estratégias militares para o Oriente Médio e as mudanças climáticas.
A missão também se estende à secretária de Estado, Hillary Clinton, que participará em Haia, na Holanda, da Conferência Internacional sobre o Afeganistão, sob a tutela da ONU. Segundo o conselheiro de Segurança Nacional dos EUA, general James Jones, os americanos oficializarão um pedido para que a Europa aumente sua ajuda no Afeganistão, em mais uma medida que mostra a disposição da administração Obama de quebrar o paradigma do "mundo unipolar".
Depois de oito anos de governo George W. Bush sem que uma solução militar fosse encontrada para o conflito, a diplomacia americana se mostra disposta a ouvir as reivindicações europeias: mais ajuda humanitária e mais investimento em reconstrução.
O anúncio de uma nova estratégia política e militar para o Afeganistão, na sexta-feira, em Washington, facilitou o diálogo entre os dois lados do Atlântico. Em lugar da força militar, a administração Obama defende o desenvolvimento social, investimentos em programas de educação e saúde, a organização do sistema judiciário e o treinamento das forças de segurança interna. Na prática, os EUA se comprometem a realizar mais ações civis, em troca do apoio - militar e financeiro - europeu.
Reunidos na República Checa, os chanceleres da UE se mostraram satisfeitos com a mudança. "A estratégia americana agora está mais próxima da europeia", disse Frank-Walter Steinmeier, chefe da diplomacia da Alemanha. Segundo Benita Ferrero-Waldner, comissária de Relações Exteriores da UE, os 27 países do bloco concordarão em ampliar a ajuda financeira ao Afeganistão.
"A questão clássica da ?partilha do fardo? entre os EUA e europeus na região não deve mais ser o centro dos debates", diz Dominique Moisi, do Instituto de Relações Políticas, em Paris. "Agora o importante será chegar a um acordo sobre as estratégias a serem adotadas."
PASSAGEM PELA RÚSSIA
Na quarta-feira, Obama se reunirá com o presidente russo, Dmitri Medvedev para tentar lançar as bases de uma nova cooperação bilateral. Serão discutidos temas como a redução do arsenal nuclear dos dois países, a instalação das bases antimísseis na República Checa e na Polônia, a desmilitarização da Geórgia e a ampliação da Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan).
Em Londres, no dia 2, Obama se reunirá com líderes do G-20, o grupo de países que responde por 85% da riqueza global. Ele discutirá a crise econômica na Cúpula de Londres, da qual também participarão os países da UE, o Japão e emergentes como China, Índia, Rússia e Brasil.
Achar um ponto de consenso não será fácil. Washington está mais preocupado com as políticas de estímulo da atividade econômica - a exemplo da que consumirá US$ 787 bilhões do Tesouro americano - e Berlim e Paris querem aumentar a regulação do sistema financeiro.
Os eventos seguintes retomarão o caráter político-militar da visita de Obama. Na Cúpula da Otan, em Estrasburgo, na França, e em Kehl, na Alemanha, o Afeganistão e o Irã voltarão ao centro das atenções.
FILOSOFIA COMUM
De acordo com James Jones, o evento será norteado pela busca de uma "filosofia comum" entre os EUA e a Europa na solução dos conflitos do Oriente Médio e no Leste Europeu. "Há dúvidas sobre a orientação da nova administração americana em relação à Otan", diz Frédéric Bozo, historiador da Sorbonne e especialista em temas militares.
Em Praga, no dia 5, Obama participará da Cúpula União Europeia-EUA - reunião que terá um forte caráter simbólico.
"Diferente dos presidentes que o antecederam, como Bush e Bill Clinton, Obama dirigirá a palavra à UE, e não a cada um dos países-membros", explica a cientista política americana Katya Long, da Universidade Livre de Bruxelas. "Ele envia um recado: é um presidente da era da globalização, e seu grande parceiro é um bloco de 27 países, e não mais cada uma das nações europeias." A visita de Obama à Europa terminará na Turquia.
Andrei Netto, PARIS
O presidente americano, Barack Obama, inicia na terça-feira uma turnê pela Europa determinado a provar ao mundo que o multilateralismo está de volta à Casa Branca.
Obama visita cinco países com objetivos precisos: reforçar a parceria com a União Europeia (UE), distender as relações com a Rússia e encontrar uma solução para o Afeganistão, o conflito com o Irã e a crise econômica. Sua agenda tem ainda temas como as estratégias militares para o Oriente Médio e as mudanças climáticas.
A missão também se estende à secretária de Estado, Hillary Clinton, que participará em Haia, na Holanda, da Conferência Internacional sobre o Afeganistão, sob a tutela da ONU. Segundo o conselheiro de Segurança Nacional dos EUA, general James Jones, os americanos oficializarão um pedido para que a Europa aumente sua ajuda no Afeganistão, em mais uma medida que mostra a disposição da administração Obama de quebrar o paradigma do "mundo unipolar".
Depois de oito anos de governo George W. Bush sem que uma solução militar fosse encontrada para o conflito, a diplomacia americana se mostra disposta a ouvir as reivindicações europeias: mais ajuda humanitária e mais investimento em reconstrução.
O anúncio de uma nova estratégia política e militar para o Afeganistão, na sexta-feira, em Washington, facilitou o diálogo entre os dois lados do Atlântico. Em lugar da força militar, a administração Obama defende o desenvolvimento social, investimentos em programas de educação e saúde, a organização do sistema judiciário e o treinamento das forças de segurança interna. Na prática, os EUA se comprometem a realizar mais ações civis, em troca do apoio - militar e financeiro - europeu.
Reunidos na República Checa, os chanceleres da UE se mostraram satisfeitos com a mudança. "A estratégia americana agora está mais próxima da europeia", disse Frank-Walter Steinmeier, chefe da diplomacia da Alemanha. Segundo Benita Ferrero-Waldner, comissária de Relações Exteriores da UE, os 27 países do bloco concordarão em ampliar a ajuda financeira ao Afeganistão.
"A questão clássica da ?partilha do fardo? entre os EUA e europeus na região não deve mais ser o centro dos debates", diz Dominique Moisi, do Instituto de Relações Políticas, em Paris. "Agora o importante será chegar a um acordo sobre as estratégias a serem adotadas."
PASSAGEM PELA RÚSSIA
Na quarta-feira, Obama se reunirá com o presidente russo, Dmitri Medvedev para tentar lançar as bases de uma nova cooperação bilateral. Serão discutidos temas como a redução do arsenal nuclear dos dois países, a instalação das bases antimísseis na República Checa e na Polônia, a desmilitarização da Geórgia e a ampliação da Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan).
Em Londres, no dia 2, Obama se reunirá com líderes do G-20, o grupo de países que responde por 85% da riqueza global. Ele discutirá a crise econômica na Cúpula de Londres, da qual também participarão os países da UE, o Japão e emergentes como China, Índia, Rússia e Brasil.
Achar um ponto de consenso não será fácil. Washington está mais preocupado com as políticas de estímulo da atividade econômica - a exemplo da que consumirá US$ 787 bilhões do Tesouro americano - e Berlim e Paris querem aumentar a regulação do sistema financeiro.
Os eventos seguintes retomarão o caráter político-militar da visita de Obama. Na Cúpula da Otan, em Estrasburgo, na França, e em Kehl, na Alemanha, o Afeganistão e o Irã voltarão ao centro das atenções.
FILOSOFIA COMUM
De acordo com James Jones, o evento será norteado pela busca de uma "filosofia comum" entre os EUA e a Europa na solução dos conflitos do Oriente Médio e no Leste Europeu. "Há dúvidas sobre a orientação da nova administração americana em relação à Otan", diz Frédéric Bozo, historiador da Sorbonne e especialista em temas militares.
Em Praga, no dia 5, Obama participará da Cúpula União Europeia-EUA - reunião que terá um forte caráter simbólico.
"Diferente dos presidentes que o antecederam, como Bush e Bill Clinton, Obama dirigirá a palavra à UE, e não a cada um dos países-membros", explica a cientista política americana Katya Long, da Universidade Livre de Bruxelas. "Ele envia um recado: é um presidente da era da globalização, e seu grande parceiro é um bloco de 27 países, e não mais cada uma das nações europeias." A visita de Obama à Europa terminará na Turquia.
Pressionada, Suíça relaxará regras de sigilo bancário
País, no entanto, diz que concessões serão adotadas caso a caso e com base em pedidos 'justificados'
ZURIQUE - Atendendo às pressões internacionais, a Suíça se tornou nesta sexta-feira, 13, o mais recente paraíso fiscal europeu a fazer concessões nas leis de sigilo bancário, prometendo maior cooperação com os países estrangeiros na busca por casos de evasão fiscal. Contudo, o país disse que manterá suas regras de sigilo e continua sem disposição de entregar automaticamente informações confidenciais de clientes para outros países. A decisão suíça será aplicada na forma de acordos bilaterais, afirmou o governo suíço.
A pressão sobre a Suíça e outros países ganhou força no mês passado, quando o banco suíço UBS admitiu que ajudou a ocultar as contas bancárias de contribuintes norte-americanos da receita federal dos Estados Unidos e aceitou quebrar o sigilo bancário de alguns clientes.
A questão crucial é que a Suíça abandonará a diferença há muito tempo mantida entre evasão fiscal e fraude direta para clientes de fora do país. Falsificar documentos é definido como fraude fiscal, considerado crime, enquanto erros em documentos tributários, como omissão de ativos, são considerados evasão fiscal e recebem punições mais leves, geralmente multas. Até então, a Suíça se recusava a dar assistência legal para as autoridades fiscais de outros países em caso de evasão fiscal, mas cooperava em casos de fraude.
As leis rigorosas de sigilo bancário vinham atraindo clientes ricos para a Suíça e formavam a espinha dorsal da economia do país. A Suíça disse que pretende manter a diferença entre evasão fiscal e fraude tributária para clientes domésticos.
As concessões, que serão adotadas caso a caso e com base em pedidos "concretos e justificados", acontece um dia após os paraísos fiscais Andorra e Liechtenstein terem afirmado que vão relaxar suas leis de sigilo bancário, cooperando com os padrões definidos pela Organização de Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE) sobre transparência e troca de informação.
A Associação de Banqueiros Suíços saudou a "oferta do governo de negociar com intuito de estender a assistência administrativa para cobrir ofensas tributárias". O Credit Suisse também elogiou a decisão, afirmando que isso fortalece a Suíça como um centro financeiro para os ricos. As informações são da Dow Jones.
ZURIQUE - Atendendo às pressões internacionais, a Suíça se tornou nesta sexta-feira, 13, o mais recente paraíso fiscal europeu a fazer concessões nas leis de sigilo bancário, prometendo maior cooperação com os países estrangeiros na busca por casos de evasão fiscal. Contudo, o país disse que manterá suas regras de sigilo e continua sem disposição de entregar automaticamente informações confidenciais de clientes para outros países. A decisão suíça será aplicada na forma de acordos bilaterais, afirmou o governo suíço.
A pressão sobre a Suíça e outros países ganhou força no mês passado, quando o banco suíço UBS admitiu que ajudou a ocultar as contas bancárias de contribuintes norte-americanos da receita federal dos Estados Unidos e aceitou quebrar o sigilo bancário de alguns clientes.
A questão crucial é que a Suíça abandonará a diferença há muito tempo mantida entre evasão fiscal e fraude direta para clientes de fora do país. Falsificar documentos é definido como fraude fiscal, considerado crime, enquanto erros em documentos tributários, como omissão de ativos, são considerados evasão fiscal e recebem punições mais leves, geralmente multas. Até então, a Suíça se recusava a dar assistência legal para as autoridades fiscais de outros países em caso de evasão fiscal, mas cooperava em casos de fraude.
As leis rigorosas de sigilo bancário vinham atraindo clientes ricos para a Suíça e formavam a espinha dorsal da economia do país. A Suíça disse que pretende manter a diferença entre evasão fiscal e fraude tributária para clientes domésticos.
As concessões, que serão adotadas caso a caso e com base em pedidos "concretos e justificados", acontece um dia após os paraísos fiscais Andorra e Liechtenstein terem afirmado que vão relaxar suas leis de sigilo bancário, cooperando com os padrões definidos pela Organização de Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE) sobre transparência e troca de informação.
A Associação de Banqueiros Suíços saudou a "oferta do governo de negociar com intuito de estender a assistência administrativa para cobrir ofensas tributárias". O Credit Suisse também elogiou a decisão, afirmando que isso fortalece a Suíça como um centro financeiro para os ricos. As informações são da Dow Jones.
Atirador alemão alertou sobre massacre em sala de bate-papo

BERLIM - O adolescente de 17 anos que cometeu um dos crimes mais bárbaros da história contemporânea da Alemanha, ao matar 15 pessoas antes de se suicidar, teria avisado sobre o ataque em uma sala de bate-papo na internet, segundo afirmaram oficiais alemães nesta quinta-feira, 12. "Estou farto desta vida" e "ninguém reconhece o meu potencial" foram algumas das frases usadas por Tim Kretschmer no chat, advertindo ainda para que todos ficassem atentos ao que aconteceria em Winnenden.
As palavras de Kretschmer alertando sobre o massacre foram registradas às 2h45 do dia do ataque por um jovem da Baviera, segundo afirmou o Ministro de Interior de Baden Württemberg, Heribert Rech. "Tenho armas aqui, e amanhã, pela manhã, irei até a minha antiga escola e levarei o inferno a todos", escreveu o jovem atirador no fórum de discussão na internet. "Vocês ouvirão sobre mim amanhã, lembrem-se do nome de um lugar chamado Winnenden". O ex-aluno encerrou o bate-papo dizendo "não digam nada para a polícia agora, não se preocupem. Estou apenas importunando vocês". Segundo o ministro, um homem disse às autoridades que seu filho de 17 anos contou a ele sobre o que ocorrera na sala de bate-papo depois de ver as notícias e que não havia considerado a ameaça com seriedade.
O investigador Siegfried Mahler disse que as autoridades souberam que o suspeito foi tratado de depressão em 2008, tendo passado por cinco visitas ao psiquiatra entre abril e setembro numa clínica da região. Ele deveria ter continuado o tratamento em outra clínica, mas aparentemente não apareceu às consultas, disse Mahler. Segundo a BBC, a expectativa era de que as autoridades abordassem as especulações de que Tim Kretschmer teria buscado alvejar principalmente mulheres na escola em Winnenden, perto de Stuttgart. Onze - oito alunas e três professoras - de suas doze vítimas na escola eram do sexo feminino.
A polícia encontrou munição para mais 130 tiros no corpo do rapaz. O assassino utilizou uma pistola automática que seu pai guardava em casa, assim como mais de 200 balas que tomou de um dos dois depósitos fechados com uma combinação que, segundo a polícia, devia conhecer. Rech disse que, no colégio onde matou nove alunos e três professores, o jovem fez 60 disparos e outros nove no parque do hospital psiquiátrico no qual deveria ter continuado seu tratamento e onde assassinou um jardineiro. Ele ressaltou que o jovem era um experiente atirador que acompanhava com frequência o pai no clube de tiro do qual era membro. As razões que levaram Krestchmer a cometer a matança ainda não estão claras, disse a polícia. Segundo as primeiras investigações, Kretschmer gostava de jogos de computador violentos.
As bandeiras nesta quinta-feira foram colocadas a meio-mastro na Alemanha. Centenas de pessoas compareceram a missas na cidade na quarta-feira, em memória das vítimas e flores foram depositadas em frente à escola.
Código secreto
Apesar do grande número de vítimas, o ataque poderia ter sido pior se o diretor da escola não tivesse alertado os professores com um código combinado previamente no sistema público de ensino do país para o caso de um suspeito invadir a instituição. Segundo informações da imprensa, depois que o jovem entrou no prédio e abriu fogo, o diretor colocou o plano em prática, divulgando a mensagem "Frau Koma está chegando" aos professores, afirmaram estudantes. "Então os professores fecharam as portas e pediram para que as janelas fossem fechadas e para que sentássemos no chão", afirmou uma aluna.
Na Alemanha, a palavra "amoklauf" é usada para descrever tiroteios em escolas, e "koma" é a inversão da palavra "amok". O código foi criado para educadores alemães depois do ataque em Erfurt, em 2002, para alertar os professores. Na ocasião, um jovem de 19 anos, Robert Steinhaeuser, atirou e matou 12 professores, uma secretária e dois estudantes e um policial antes de suicidar-se, no colégio Gutenberng, em Erfurt. Steinhaeuser, que havia sido expulso do colégio após falsificar uma nota, tinha porte de arma e participava de um clube de tiro. Após o ataque, a Alemanha aumentou a idade mínima para a posse de armas, de 18 para 21 anos.
Como foi o massacre
A chacina começou nas dependências da Albertville Realschule, um colégio situado em Winnenden, a 20 quilômetros de Stuttgart. De acordo com a polícia, Tim Kretschmer, ex-aluno do colégio, totalmente vestido de preto, invadiu o prédio com uma pistola Beretta 9 milímetros. Kretschmer invadiu o prédio da escola pouco antes das 9h30. Com a arma em punho, ele teria subido as escadas até o primeiro andar, onde se situam as salas de aula, para então abrir fogo. Demonstrando perícia, suas primeiras vítimas foram mortas com tiros na cabeça. As oito alunas e um aluno assassinados tinham entre 14 e 16 anos. Algumas de suas vítimas, segundo testemunhas, foram encontradas mortas com a cabeça sobre a carteira e a caneta ainda nas mãos, numa indicação de que foram baleadas na nuca.O banho de sangue continuaria com a fuga do jovem pelas ruas de Winnenden, onde um funcionário de uma clínica psiquiátrica também acabou morto. Kretschmer, então, obrigou um motorista a levá-lo de carro a uma cidade vizinha. Enquanto Kretschmer trocava tiros com a polícia, o motorista conseguiu abandonar o carro. A perseguição - que envolveu 700 policiais e 4 helicópteros - prosseguiu com o assassino ao volante. Cercado, o jovem invadiu uma loja de automóveis, matando um vendedor e um cliente. Ferido, segundo a polícia, ele teria cometido suicídio.
TVs exibem vídeo dos últimos momentos do atirador alemão
WINNENDEN - A emissoras de TV internacionais exibiram um vídeo com os últimos momentos do adolescente de 17 anos que cometeu dos crimes mais bárbaros da história contemporânea da Alemanha ao matar 15 pessoas antes de se suicidar. As imagens mostram mostra quando o assassino se vê cercado pelos policiais em uma loja de automóvel, onde antes havia matado duas pessoas. Segundo a polícia, ele teria cometido suicídio. Veja as imagens veiculadas pela rede Sky News.
Tim Kretschmer's last moments after his killing spree.
De acordo com a polícia, Kretschmer invadiu o prédio da escola pouco antes das 9h30. Com a arma em punho, ele teria subido as escadas até o primeiro andar, onde se situam as salas de aula, para então abrir fogo. Demonstrando perícia, suas primeiras vítimas foram mortas com tiros na cabeça. As oito alunas e um aluno assassinados tinham entre 14 e 16 anos. Algumas de suas vítimas, segundo testemunhas, foram encontradas mortas com a cabeça sobre a carteira e a caneta ainda nas mãos, numa indicação de que foram baleadas na nuca.
O banho de sangue continuaria com a fuga do jovem pelas ruas de Winnenden, onde um funcionário de uma clínica psiquiátrica também acabou morto. Kretschmer, então, obrigou um motorista a levá-lo de carro a uma cidade vizinha. Enquanto Kretschmer trocava tiros com a polícia, o motorista conseguiu abandonar o carro. A perseguição - que envolveu 700 policiais e 4 helicópteros - prosseguiu com o assassino ao volante. Cercado, o jovem invadiu uma loja de automóveis, matando um vendedor e um cliente. Ferido, segundo a polícia, ele teria cometido suicídio. As circunstâncias da morte de Kretschmer, contudo, ainda não foram totalmente esclarecidas.
Europa apressa-se para restringir armas de fogo
HELSINQUE - Diversos países europeus aprovaram leis que restringem o porte de armas após a onda de massacres em escolas, violência de gangues e outros crimes relacionados à posse de armas:
A Finlândia anunciou, nesta quarta-feira, planos de impor restrições mais duras a armas de fogo, incluindo a elevação da idade mínima para a posse de revólveres de 15 anos para 20 anos. A proposta foi estimulada por dois massacres em escolas no período de um ano, nos quais atiradores solitários abriram fogo contra alunos e professores.
A Alemanha, onde um atirador matou pelo menos 11 pessoas nesta quarta-feira, elevou a idade legal para a posse de armas recreativas de 18 anos para 21 anos, após um ataque em Erfurt que matou 16 pessoas, dentre elas 12 professores.
Legisladores belgas aprovaram leis que endureceram o controle de armas em 2006, em reação aos disparos, motivados por razões raciais, contra um bebê e sua babá negra em Antuérpia.
Cidadãos suíços exigem um referendo com o objetivo de limitar o uso de armas militares aos complexos do Exército e a proibição de compras privadas de rifles de repetição e armas automáticas após o registro de uma grande quantidade de suicídios e homicídios.
O Parlamento português discute uma proposta do governo para endurecer leis de posse de armas, que inclui a impossibilidade de fiança para qualquer suspeito de um crime cometido com arma de fogo.
O governo da Dinamarca disse nas semana passada que irá elevar a pena para posse ilegal de armas como parte do combate à violência de gangues que matou três pessoas e deixou 25 feridas nos últimos meses.
Os legisladores da União Europeia (UE) propuseram um maior controle de armas por todo o bloco no ano passado, incluindo normas de procedimento segundo as quais apenas pessoas acima de 18 anos e que não representem ameaça à segurança pública possam comprar e manter armas. Os membros da UE tem até 2010 para adotar as medidas.
Além disso, alguns Estados norte-americanos também endureceram suas leis para a posse de armas:
O Colorado, um ano depois dos disparos na escola secundária de Columbine, em 1999, tornou um delito grave a compra de uma arma de fogo para outra pessoa, que deveria saber que a transação é ilegal, impedindo qualquer pessoa de dar uma arma de fogo para um jovem sem o consentimento de seus pais; tornou crime o fato de uma pessoa não tentar evitar que um jovem cometa um crime com uma arma; e elevou a pena para a posse de arma por um criminoso. Mas, três anos mais tarde, o Estado expandiu os direitos de posse de armas, ao exigir que xerifes emitissem permissões de posse de armas para pessoas que não tivessem antecedentes criminais, proibindo governos locais de aprovar leis mais rigorosas do que o Estado e abolindo os registros locais de donos de armas.
Na Virgínia, onde um estudante matou 32 pessoas na escola Virgínia Tech antes de suicidar-se, no dia 16 de abril de 2007, o governador assinou uma ordem executiva exigindo que qualquer pessoa que tenha recebido ordens de um tribunal para receber tratamento mental seja acrescentada a uma base de dados de pessoas que não podem comprar armas de fogo.
Avião encosta nariz em pista durante pouso de emergência na Romênia
A aeronave Saab 2000, da Carpatair, teve problemas no trem de pouso. Todas as 51 pessoas a bordo foram resgatadas com segurança.

A aeronave Saab 2000, da companhia Carpatair, teve problemas no trem de pouso ao tentar aterrissar em Timisoara, na Romênia, e encostou o nariz no solo. Todas as 51 pessoas a bordo foram resgatadas com segurança. (Foto: AP)

Equipes do aeroporto romeno observam o avião após o pouso de emergência. (Foto: AP)

Local onde o avião parou após o pouso foi cercado para que a aeronave seja analisada (Foto: AP)

A aeronave Saab 2000, da companhia Carpatair, teve problemas no trem de pouso ao tentar aterrissar em Timisoara, na Romênia, e encostou o nariz no solo. Todas as 51 pessoas a bordo foram resgatadas com segurança. (Foto: AP)

Equipes do aeroporto romeno observam o avião após o pouso de emergência. (Foto: AP)

Local onde o avião parou após o pouso foi cercado para que a aeronave seja analisada (Foto: AP)
Prisão de luxo austríaca oferece TV e frigobar nas celas
Presos comuns ainda têm biblioteca, academia e ginásio de esportes. Sistema prega 'punição sem humilhação' para recuperar infratores.
O governo da Áustria apostou em um projeto polêmico para recuperar presidiários de todo o tipo e garante que está dando certo: o presídio de luxo. O Centro Penitenciário de Leoben é a mais moderna e luxuosa cadeia do mundo.
Nele há uma biblioteca com 30 mil livros em mais de 20 línguas, academia de ginástica com equipamentos modernos, ginásio de esportes com piso de madeira envernizada, sala recreativa com várias mesas de jogos, entre outras regalias. Tudo isso e muito mais no alto de uma colina que fica coberta de neve no inverno na Áustria.
Parece um belo hotel cinco estrelas, mas tem alguns detalhes que os diferem. Os muros são de concreto e têm 20 metros de altura. Sobre eles, rolos de arame farpado. Por todo lado, há câmeras de vigilância e guardas de olho 24 horas por dia.
O Centro Penitenciário de Leoben nasceu baseado no lema de “Punir sem humilhar”. A idéia das autoridades austríacas é tratar os presos com respeito para que eles possam retribuir na mesma moeda dentro dela e, principalmente, do lado de fora, quando voltarem à liberdade.
O chefe do sistema penitenciário austríaco explica: “Todos os presos que passam por aqui, sem exceção, se reintegram mais facilmente à sociedade. Por isso nosso lema é 'respeito em troca de respeito'. Se os tratarmos feito animais, um dia soltaremos animais”.
As celas mais parecem apartamentos, com TV, frigobar, cama arrumada e sistema de aquecimento central. Os detentos até recebem aulas de música. Um rapaz, preso por tráfico de drogas, reconhece: “prestar contas com a justiça aqui é outra coisa”.
Mas o diretor vai logo avisando que a vida dos presos não é fácil. “Isso é uma prisão, aqui eles estão sem liberdade. Nisso, nossa cadeia não difere das outras. A diferença é que aqui não temos casos de agressões, rebeliões, nada disso”.
As visitas, por exemplo, são totalmente vigiadas. Em uma sala, o advogado conversa com seu cliente, e em outra, funcionários do sistema judiciário austríaco monitoram tudo, até o áudio.
Uma agente explica que as conversas só podem durar 30 minutos e o próprio computador corta a comunicação entre o preso, que fica de um lado de um vidro, e os parentes, do outro lado. Portanto, não tem prorrogação. E se ela ouvir qualquer coisa que possa parecer ilegal, basta apertar um botão e a conversa está encerrada.
Somente presos com histórico de bom comportamento podem receber visitas íntimas. Nesse caso, há mordomia: a suíte tem até forno de micro-ondas. E pra não quebrar o clima do casal, em vez de grades, aqui as janelas tem vidros a prova de fugas. Se o casal tiver filhos pequenos, eles podem brincar na sala ao lado. “Eu reconheço que se trata de uma prisão especial”, diz um presidiário, “mas eu prefiro a liberdade”.
O preso explica que toda essa mordomia de Leoben não sai de graça. Ele mesmo trabalha no restaurante dos guardas da prisão. E todos os outros detentos também trabalham e pagam, como se fosse em um hotel, para estar no local. A maioria monta produtos eletrônicos para uma das empresas locais que patrocinam a prisão. Outros presos recolhem a neve, cuidam da limpeza, e assim por diante.
“É claro que no Brasil também daria certo”, garante o diretor. “Mas não dá para sair de um sistema penal arcaico diretamente para algo assim. Os presos, certamente, não absorveriam isso como algo a ser respeitado. É preciso mudar aos poucos, como estamos fazendo na Áustria.”
Funcionando há 2 anos, o Centro Penitenciário de Leoben passou no teste. Agora o governo austríaco já pensa em aplicar as mesmas mudanças nas outras prisões do país.
O governo da Áustria apostou em um projeto polêmico para recuperar presidiários de todo o tipo e garante que está dando certo: o presídio de luxo. O Centro Penitenciário de Leoben é a mais moderna e luxuosa cadeia do mundo.
Nele há uma biblioteca com 30 mil livros em mais de 20 línguas, academia de ginástica com equipamentos modernos, ginásio de esportes com piso de madeira envernizada, sala recreativa com várias mesas de jogos, entre outras regalias. Tudo isso e muito mais no alto de uma colina que fica coberta de neve no inverno na Áustria.
Parece um belo hotel cinco estrelas, mas tem alguns detalhes que os diferem. Os muros são de concreto e têm 20 metros de altura. Sobre eles, rolos de arame farpado. Por todo lado, há câmeras de vigilância e guardas de olho 24 horas por dia.
O Centro Penitenciário de Leoben nasceu baseado no lema de “Punir sem humilhar”. A idéia das autoridades austríacas é tratar os presos com respeito para que eles possam retribuir na mesma moeda dentro dela e, principalmente, do lado de fora, quando voltarem à liberdade.
O chefe do sistema penitenciário austríaco explica: “Todos os presos que passam por aqui, sem exceção, se reintegram mais facilmente à sociedade. Por isso nosso lema é 'respeito em troca de respeito'. Se os tratarmos feito animais, um dia soltaremos animais”.
As celas mais parecem apartamentos, com TV, frigobar, cama arrumada e sistema de aquecimento central. Os detentos até recebem aulas de música. Um rapaz, preso por tráfico de drogas, reconhece: “prestar contas com a justiça aqui é outra coisa”.
Mas o diretor vai logo avisando que a vida dos presos não é fácil. “Isso é uma prisão, aqui eles estão sem liberdade. Nisso, nossa cadeia não difere das outras. A diferença é que aqui não temos casos de agressões, rebeliões, nada disso”.
As visitas, por exemplo, são totalmente vigiadas. Em uma sala, o advogado conversa com seu cliente, e em outra, funcionários do sistema judiciário austríaco monitoram tudo, até o áudio.
Uma agente explica que as conversas só podem durar 30 minutos e o próprio computador corta a comunicação entre o preso, que fica de um lado de um vidro, e os parentes, do outro lado. Portanto, não tem prorrogação. E se ela ouvir qualquer coisa que possa parecer ilegal, basta apertar um botão e a conversa está encerrada.
Somente presos com histórico de bom comportamento podem receber visitas íntimas. Nesse caso, há mordomia: a suíte tem até forno de micro-ondas. E pra não quebrar o clima do casal, em vez de grades, aqui as janelas tem vidros a prova de fugas. Se o casal tiver filhos pequenos, eles podem brincar na sala ao lado. “Eu reconheço que se trata de uma prisão especial”, diz um presidiário, “mas eu prefiro a liberdade”.
O preso explica que toda essa mordomia de Leoben não sai de graça. Ele mesmo trabalha no restaurante dos guardas da prisão. E todos os outros detentos também trabalham e pagam, como se fosse em um hotel, para estar no local. A maioria monta produtos eletrônicos para uma das empresas locais que patrocinam a prisão. Outros presos recolhem a neve, cuidam da limpeza, e assim por diante.
“É claro que no Brasil também daria certo”, garante o diretor. “Mas não dá para sair de um sistema penal arcaico diretamente para algo assim. Os presos, certamente, não absorveriam isso como algo a ser respeitado. É preciso mudar aos poucos, como estamos fazendo na Áustria.”
Funcionando há 2 anos, o Centro Penitenciário de Leoben passou no teste. Agora o governo austríaco já pensa em aplicar as mesmas mudanças nas outras prisões do país.
Islândia tem primeira chefe de governo assumidamente gay
Em meio a crise, acordo de partidos levou Johanna Sigurdardottir ao cargo. Aos 66 anos, a ex-comissária de bordo é casada com uma jornalista.
Foto oficial da nova primeira-ministra islandesa
A Islândia tem a primeira chefe de governo no mundo assumidamente gay. A Aliança Social-Democrata e o Movimento de Esquerda Verde chegaram a acordo neste sábado (31) para formar governo de minoria, que será comandado por Johanna Sigurdardottir, que até agora era ministra de Assuntos Sociais e é homossexual assumida.
Neste domingo (1º) ela anunciou os nomes dos ministros que formarão seu gabinete.
Após a queda do Executivo liderado pelos conservadores, o presidente da Islândia, Olafur Ragnar Grimson, incumbiu a Aliança Social-Democrata de formar um novo governo.
O cenário político da Islândia tem estado conturbado desde que o país foi duramente atingido pela crise financira internacional, com o colapso de seu mercado de ações e de grandes bancos locais.
Casada
Sigurdardottit, de 66 anos, ex-aeromoça e sindicalista, é casada com a jornalista e escritora Jonina Leosdottir.
A ministra de Assuntos Sociais assumiu a incumbência de negociar um governo porque o líder de sua legenda, Ingibjorg Solrun Gisladottir, se recupera de um câncer.
Foto oficial da nova primeira-ministra islandesaA Islândia tem a primeira chefe de governo no mundo assumidamente gay. A Aliança Social-Democrata e o Movimento de Esquerda Verde chegaram a acordo neste sábado (31) para formar governo de minoria, que será comandado por Johanna Sigurdardottir, que até agora era ministra de Assuntos Sociais e é homossexual assumida.
Neste domingo (1º) ela anunciou os nomes dos ministros que formarão seu gabinete.
Após a queda do Executivo liderado pelos conservadores, o presidente da Islândia, Olafur Ragnar Grimson, incumbiu a Aliança Social-Democrata de formar um novo governo.
O cenário político da Islândia tem estado conturbado desde que o país foi duramente atingido pela crise financira internacional, com o colapso de seu mercado de ações e de grandes bancos locais.
Casada
Sigurdardottit, de 66 anos, ex-aeromoça e sindicalista, é casada com a jornalista e escritora Jonina Leosdottir.
A ministra de Assuntos Sociais assumiu a incumbência de negociar um governo porque o líder de sua legenda, Ingibjorg Solrun Gisladottir, se recupera de um câncer.
Suíça usa Google Earth para descobrir plantação de maconha
A polícia da Suíça usou o Google Earth, programa gratuito para visualização virtual do mundo com imagens em 3D, para prender uma suposta quadrilha acusada de plantar maconha no país.
A operação gerou a prisão de 16 pessoas e a apreensão de 1,2 tonelada da droga --também foram recolhidos US$ 780 mil em dinheiro e bens.
Os policiais descobriram a droga no cantão de Thurgau, no norte do país, durante as investigações sobre uma quadrilha de tráfico de drogas. A plantação, com cerca de 7.500 m2, estava escondida em uma área de cultivo de cereais.
Eles usaram o Google Earth para localizar a produção da maconha e o endereço dos suspeitos.
O grupo supostamente vendeu 7,5 toneladas de haxixe e maconha entre 2004 e 2008, com vendas anuais entre US$ 2,5 milhões e US$ 8,5 milhões. A promotora Gabi Alkalay afirmou que pretende concluir a investigação criminal em fevereiro.
A operação gerou a prisão de 16 pessoas e a apreensão de 1,2 tonelada da droga --também foram recolhidos US$ 780 mil em dinheiro e bens.
Os policiais descobriram a droga no cantão de Thurgau, no norte do país, durante as investigações sobre uma quadrilha de tráfico de drogas. A plantação, com cerca de 7.500 m2, estava escondida em uma área de cultivo de cereais.
Eles usaram o Google Earth para localizar a produção da maconha e o endereço dos suspeitos.
O grupo supostamente vendeu 7,5 toneladas de haxixe e maconha entre 2004 e 2008, com vendas anuais entre US$ 2,5 milhões e US$ 8,5 milhões. A promotora Gabi Alkalay afirmou que pretende concluir a investigação criminal em fevereiro.
Protestos anticrise avançam na Europa; França tem greve geral
Manifestação paralisa trens, metrôs e escolas francesas; fazendeiros começam a levantar bloqueios após 11 dias
População protesta no porto de Marselha, na França - AP
PARIS - Trabalhadores franceses temerosos com a crise econômica global realizam uma greve nacional nesta quinta-feira, 29. A manifestação deixou milhões de crianças sem professores e reduziu o número de funcionários em hospitais e no setor de transporte. Os funcionários do setor ferroviário lideram o que está sendo chamado de "Quinta-feira Negra" na França.
As demissões em massa anunciadas na Europa nas últimas semanas fazem com que milhares de pessoas tomem as ruas das principais capitais europeia em protesto contra seus governos. Na Grécia, fazendeiros bloquearam estradas. Na Islândia, o governo já caiu depois de protestos na semana passada. Bulgária, Letônia e Lituânia também enfrentam manifestações.
Em Paris, usuários dos trens desafiaram as frias temperaturas e seguiram de bicicleta, a pé e até em barcos para trabalhar. Uma lei de 2007 determina que um número mínimo de trabalhadores continue na ativa, mas os trens disponíveis estavam superlotados. A greve enfureceu o governo conservador do presidente Nicolas Sarkozy, que espera que a paralisação dure apenas um dia. Sarkozy não comentou o fato e, segundo auxiliares, acompanha os desdobramentos no palácio presidencial.
Havia nas ruas da capital muitas mulheres e homens usando bicicletas para trabalhar. As marchas em protesto estavam programadas para todo o dia, em cerca de 200 cidades do país. Milhares de professores, carteiros e funcionários do setor médico estavam parados. Muitos bancos foram fechados e funcionários do setor industrial de empresas que demitiram também cruzaram os braços.
No 11.º dia de protestos na Grécia, fazendeiros começaram a levantar os bloqueios nas estradas de todo o país depois de aceitar um pacote de apoio do governo, embora muitos manifestantes e mantenham os protestos. O setor rural exige aumento nos subsídios e abatimentos nos impostos para compensar as perdas. Os bloqueios são abertas por alguns momentos durante o dia.
O governo de coalizão da Islândia renunciou no início da semana como consequência da crescente crise econômica que envolve o país. Na semana passada, uma série de atos públicos foi organizada para protestar contra a atuação do governo na crise econômica. Os manifestantes acusaram as autoridades de tentar levar o país à ruína.
Na Bulgária, centenas de pessoas pedem por reformas no sistema econômico e social nas duas últimas semanas de protestos contra o governo. Estudantes, professores, ativistas ambientais, médios e servidores públicos participaram de um ato na frente do parlamento de Sofia, pedido por uma reação do governo ou sua renúncia. No início do mês, centenas de manifestantes entraram em confrontos com a polícia, quebrando janelas e danificando carros na cidade durante um ato contra a corrupção e a lentidão das reformas para enfrentar a crise econômica.
Na Letônia, um protesto com mais de 10 mil pessoas se transformou em tumulto, quando manifestantes tentaram invadir o Parlamento no dia 16 de janeiro. Na mesma data, policiais da Lituânia lançaram bombar de gás lacrimogêneo para dispersar os manifestantes que lançaram pedras contra o Parlamento em protesto pelos cortes nos gastos com segurança social. A polícia afirma que 80 pessoas foram presas e 20 feridas.
População protesta no porto de Marselha, na França - APPARIS - Trabalhadores franceses temerosos com a crise econômica global realizam uma greve nacional nesta quinta-feira, 29. A manifestação deixou milhões de crianças sem professores e reduziu o número de funcionários em hospitais e no setor de transporte. Os funcionários do setor ferroviário lideram o que está sendo chamado de "Quinta-feira Negra" na França.
As demissões em massa anunciadas na Europa nas últimas semanas fazem com que milhares de pessoas tomem as ruas das principais capitais europeia em protesto contra seus governos. Na Grécia, fazendeiros bloquearam estradas. Na Islândia, o governo já caiu depois de protestos na semana passada. Bulgária, Letônia e Lituânia também enfrentam manifestações.
Em Paris, usuários dos trens desafiaram as frias temperaturas e seguiram de bicicleta, a pé e até em barcos para trabalhar. Uma lei de 2007 determina que um número mínimo de trabalhadores continue na ativa, mas os trens disponíveis estavam superlotados. A greve enfureceu o governo conservador do presidente Nicolas Sarkozy, que espera que a paralisação dure apenas um dia. Sarkozy não comentou o fato e, segundo auxiliares, acompanha os desdobramentos no palácio presidencial.
Havia nas ruas da capital muitas mulheres e homens usando bicicletas para trabalhar. As marchas em protesto estavam programadas para todo o dia, em cerca de 200 cidades do país. Milhares de professores, carteiros e funcionários do setor médico estavam parados. Muitos bancos foram fechados e funcionários do setor industrial de empresas que demitiram também cruzaram os braços.
No 11.º dia de protestos na Grécia, fazendeiros começaram a levantar os bloqueios nas estradas de todo o país depois de aceitar um pacote de apoio do governo, embora muitos manifestantes e mantenham os protestos. O setor rural exige aumento nos subsídios e abatimentos nos impostos para compensar as perdas. Os bloqueios são abertas por alguns momentos durante o dia.O governo de coalizão da Islândia renunciou no início da semana como consequência da crescente crise econômica que envolve o país. Na semana passada, uma série de atos públicos foi organizada para protestar contra a atuação do governo na crise econômica. Os manifestantes acusaram as autoridades de tentar levar o país à ruína.
Na Bulgária, centenas de pessoas pedem por reformas no sistema econômico e social nas duas últimas semanas de protestos contra o governo. Estudantes, professores, ativistas ambientais, médios e servidores públicos participaram de um ato na frente do parlamento de Sofia, pedido por uma reação do governo ou sua renúncia. No início do mês, centenas de manifestantes entraram em confrontos com a polícia, quebrando janelas e danificando carros na cidade durante um ato contra a corrupção e a lentidão das reformas para enfrentar a crise econômica.
Na Letônia, um protesto com mais de 10 mil pessoas se transformou em tumulto, quando manifestantes tentaram invadir o Parlamento no dia 16 de janeiro. Na mesma data, policiais da Lituânia lançaram bombar de gás lacrimogêneo para dispersar os manifestantes que lançaram pedras contra o Parlamento em protesto pelos cortes nos gastos com segurança social. A polícia afirma que 80 pessoas foram presas e 20 feridas.
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