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Justiça da Holanda autoriza adolescente a dar a volta ao mundo em veleiro

Laura Dekker, de 14 anos, pretende ser a mais jovem navegadora a realizar o percurso

A justiça da Holanda autorizou nesta terça-feira (27) a jovem navegadora Laura Dekker, de 14 anos, realizar seu projeto de dar a volta ao mundo, sozinha, em seu veleiro.

O tribunal rejeitou o pedido de prorrogação da assistência educativa temporária imposto também pela Justiça a Laura antes de agosto de 2009.

Holandesa Laura Dekker, de 14 anos, quer ser a mais jovem velejadora a dar a volta ao mundo; Justiça do país deu autorização à adolescente/Foto Valerie Kuypers/AFP

Na época, a corte havia dito que o desenvolvimento psicológico e sua saúde poderiam ser prejudicados pela aventura.

A decisão, que terá efeito imediato, significa que Laura pode se tornar a mais jovem velejadora a realizar uma volta ao mundo solitária.

Fontes: R7- AFP

Holanda despacha o Uruguai e, 32 anos depois, volta à final da Copa

Celeste tenta o empate até o último minuto, mas Laranja segura a pressão, vence por 3 a 2 e avança para a decisão, contra Espanha ou Alemanha

A Holanda está de volta a uma final de Copa do Mundo após 32 anos. A geração de Robben, Van Persie e Sneijder se iguala ao time de Krol, Neeskens e Rep e coloca a Laranja na decisão do Mundial da África do Sul.

A vaga veio com uma vitória sobre o Uruguai, por 3 a 2, nesta terça-feira, no estádio Green Point, na Cidade do Cabo. A última vez da Holanda numa decisão de Mundial foi na Argentina, em 1978. Naquele ano, sem Cruyff, a equipe foi vice-campeã pela segunda vez consecutiva. Agora, tenta o título inédito para provar que o futebol bonito também pode ser eficiente.

A outra vaga na final será disputada por Espanha e Alemanha nesta quarta-feira, às 15h30m, em Durban. O vencedor briga com a Holanda pela taça no domingo, no mesmo horário, no Soccer City, em Joanesburgo. O perdedor decide o terceiro lugar com o Uruguai no sábado, em Porto Elizabeth.

Robben faz o gol e parte para o abraço: a Holanda está na final da Copa do Mundo (Foto: AFP)

A Laranja abriu o placar nesta terça com uma bomba de Van Bronckhorst de fora da área, e o Uruguai empatou na mesma moeda com Forlán, ainda no primeiro tempo. No segundo, Sneijder e Robben marcaram, e Maxi Pereira diminuiu já nos acréscimos. No site da Fifa, os internautas escolheram Sneijder como o melhor do jogo. O gol dele, no entanto, foi cercado de polêmica: os uruguaios reclamam de impedimento de Van Persie, que não chegou a tocar na bola, mas participou do lance em posição ilegal.

O jogo


A Holanda é um time mais técnico que o Uruguai. Provou isso durante todo o primeiro tempo: tocando a bola de pé em pé, buscando um espaço, uma brecha que fosse, para tentar penetrar no paredão celeste. A equipe sul-americana, aguerrida, conseguia brecar as investidas dos homens de laranja e tentava encaixar um contra-ataque. Faltava, porém, acerto no passe. Forlán e Cavani só viam a bola passando por cima. Em vão, tentavam lutar contra os grandalhões holandeses.

Com isso, o jogo ficou restrito à intermediária. A bola ficava por ali, mais sob o domínio da Holanda que do Uruguai. A tentativa de Kuyt, logo aos três minutos, que recebeu cruzamento de Sneijder e mandou por cima do gol, parecia que seria a única a se aproximar do gol uruguaio. Foi então que os jogadores perceberam que a solução era arriscar o chute de fora da área. A Jabulani não é traiçoeira? Então, bombas para o gol.

O primeiro a acertar o tiro foi Van Bronckhorst, aos 18 minutos. A Holanda veio com seu toque paciente. A bola saiu de Robben, na direita, e chegou a Kuyt, que percebeu o lateral-esquerdo vindo. A bola foi rolada e o capitão holandês, que estava a 36 metros do gol, mandou uma bomba certeira. A bola, que viajou a 109km/h, não pegou efeito: saiu quase em linha reta na direção do ângulo esquerdo de Muslera, que até chegou a encostar nela, mas não o suficiente para desviá-la. Um golaço.

O gol, porém, não mudou o panorama do jogo. A Holanda seguia tentando controlar o jogo trocando passes e o Uruguai buscava acertar pelo menos três trocas de bola para se aproximar da área. Estava difícil. Aos 27 minutos, um susto. Após cobrança de escanteio de Forlán, Cáceres tentou mandar a bola de bicicleta para o gol, mas acabou acertou o chute no rosto do volante De Zeeuw. O jogador holandês chegou a ficar desacordado. O lance causou um início de confusão, com Sneijder tentando tomar as dores do companheiro. O carrasco brasileiro (marcou os dois gols holandeses que despacharam o Brasil nas quartas de final) acabou levando o amarelo.

Forlan chuta para empatar no primeiro tempo: esperança uruguaia antes do intervalo (Foto: Getty Images)

Como estava difícil chegar tocando, o Uruguai resolveu tentar a mesma solução encontrada pelo adversário: os chutes de fora. O primeiro só veio aos 36, com Álvaro Pereira, que não chegou a assustar o goleiro Stekelenburg. Mas o segundo, aos 41, foi inapelável. Forlán recebeu pela direita, cortou para o pé esquerdo e chutou. A bola fez uma curva da esquerda para a direita e atrapalhou o goleiro, que até deu um tapa na bola, mas sem conseguir mandá-la para fora. Estava empatada a partida.

Laranja decide no segundo tempo

A Holanda voltou para o segundo tempo com uma formação diferente. O técnico Bert Van Marwijk tirou o volante De Zeeuw, que levou um chute no rosto no primeiro tempo, e colocou em campo mais um meia: Van Der Vaart. Restou apenas Van Bommel na proteção à zaga, mas isso não fez muita diferença, já que o Uruguai seguia recuado.


Sneijder (10) festeja o seu gol (Foto: AFP)

Com mais um armador em campo, Sneijder ficou ainda mais solto e começou a aparecer. O toque de bola holandês tornou-se envolvente e encurralou os uruguaios. Os gols não tardaram a sair, já que a pressão era intensa. Aos 25, Sneijder dominou pela esquerda, cortou para o meio e chutou de direita. A bola desviou em Maxi Pereira e entrou. Os uruguaios reclamaram de impedimento de Van Persie, que não chegou a encostar na bola, mas o árbitro validou o gol.

O golpe foi duro e deixou a Celeste grogue. Aos 28, veio mais um. Kuyt recebeu pela esquerda e acertou ótimo cruzamento para Robben, que subiu livre e escorou. A bola foi no cantinho direito de Muslera e ainda beijou o pé da trave antes de entrar.

O Uruguai, contudo, não se entregou. A pressão da Celeste rendeu frutos aos 47, quando Maxi Pereira reduziu a vantagem e incendiou o fim do jogo. O árbitro, que tinha prometido dar três minutos de acréscimos, fez a partida beirar os 50, para desespero dos holandeses. A equipe sul-americana manteve o abafa até o apito final, mas não deu. Tristeza em azul, euforia em laranja na Cidade do Cabo.

Lugano, que não jogou a partida decisiva, reclama da arbitragem após o apito final (Foto: Agência Reuters)



Fontes: G1- TV Globo

Sem consenso sobre tropas no Afeganistão, premiê holandês dissolve governo

A missão holandesa no Afeganistão, que começou em 2006, está programada para terminar em agosto


Premiê holandês, Jan Peter Balkenende, apresentará a renúncia de seu governo / Sergei Ilnitsky /Efe

O premiê da Holanda, Jan Peter Balkenende, apresentará neste sábado a renúncia dos ministros e secretários de Estado de sua coalizão de governo depois que, após 15 horas de debate, os dois principais partidos não chegaram a um consenso sobre a retirada das tropas holandesas do Afeganistão, prevista inicialmente para este ano.

Dois dias antes do terceiro ano da coalizão no governo, a disputa sobre o destino dos 2.000 militares holandeses deve levar a novas eleições parlamentares e a retirada das tropas do Afeganistão, mesmo diante do pedido dos Estados Unidos e da Otan (Organização do Tratado do Atlântico Norte) por um esforço renovado na batalha contra o grupo islâmico radical Taleban.

O colapso da coalizão, o quarto do gabinete liderado por Balkenende em oito anos, lança dúvidas ainda sobre a previsão de cortes orçamentários para o próximo ano, enquanto a economia holandesa luta para sair da crise econômica global.


"Eu infelizmente noto que não há mais um caminho frutífero para os Democratas Cristãos, Partido Trabalhista e União Cristã seguirem em frente", disse Balkenende, que lidera a coalizão de centro-direita.

O colapso ocorreu após mais de 15 horas de conversas, que se arrastaram até a manhã deste sábado, e a troca de declarações duras durante toda a semana.

Balkenende queria estender a permanência das tropas holandesas na missão da Otan além do prazo inicial previsto para acabar em agosto deste ano. O vice-premiê, Wouter Bos, do Partido Trabalhista, se opunha.

A Otan pediu a Holanda, que está entre as dez nações que mais contribuem com a missão, que investigue a possibilidade de uma permanência mais longa no Afeganistão.

Eleições

As novas eleições parlamentares podem ser realizadas no meio do ano, mas devem ser seguidas de meses de conversas entre os partidos para conseguir uma nova coalizão governante.

UIm novo acordo entre os partidos deve ser difícil de conseguir, já que as pesquisas de opinião apontam que serão necessários ao menos quatro partidos unidos para formar a maioria do Parlamento de 150 cadeiras.

O legislador da direita Geert Wilders, do Partido da Liberdade, que pediu o fim da missão afegã, pode sair como o grande vencedor das próximas eleições.

As pesquisas de opinião mostram ainda que o Partido da Liberdade, que baseia sua campanha nas críticas ao governo e em políticas contrárias à imigração, pode se tornar o maior ou segundo maior partido no Parlamento.

O Partido Trabalhista, do atual premiê, pode reconquistar parte do apoio eleitoral que precisa com sua posição sobre o Afeganistão, mas não deve ser o suficiente para garantir uma coalizão de esquerda.


"A retirada vai prejudicar a reputação do governo holandês como um parceiro confiável, que está disposto e é capaz de contribuir para importantes missões militares", disse Edwin Bakker, um pesquisador sênior do Instituto Clingendael, em Haia.

Medidas de austeridade

O colapso da coalizão de Balkenende efetivamente anula o acordo existente para adiar as medidas de austeridade econômica até 2011, e poderia levar a cortes mais profundos quando o orçamento do próximo ano for revelado em setembro.

Esta semana, o principal "think tank" do governo aumentou sua previsão de deficit orçamentário de 2010 para 6,1% do PIB (Produto Interno Bruto) e o de 2011 para 4,7%, o que implica que os cortes de gastos seriam necessários ainda neste ano.

Isso poderia prejudicar a economia holandesa, que, segundo dados da semana passada, acaba de entrar em uma recuperação frágil após quatro trimestres consecutivos de crescimento negativo.

A missão holandesa no Afeganistão, que começou em 2006, está programada para terminar em agosto, com a última das tropas saindo em dezembro. A maioria dos militares holandeses está alocada na Província de Uruzgan.

Fonte: FOLHA - Agências

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