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Serra diz que é 'bom para o mundo' ouvir o papa defender a vida

Tucano disse que não leu a declaração do papa na íntegra, mas que conhecia o seu teor

Brás Henrique - Agência Estado

O candidato a presidente José Serra (PSDB) fez um rápido comentário nesta quinta-feira, 28, em Uberlândia (MG), sobre a atitude do papa Bento XVI, que condenou o aborto e conclamou os bispos brasileiros a orientarem politicamente os fiéis católicos.

Serra disse que não leu a declaração do papa na íntegra, mas que conhecia o seu teor. "O papa é um líder espiritual mundial da igreja católica, ele tem o pleno direito de emitir as suas diretrizes e orientações para os católicos do mundo. (Ele) Tem plena liberdade de fazê-lo, é um guia espiritual muito importante, e a defesa da vida é algo que merece fazer parte das palavras do Papa, além do que é previsível, além do que é bom para o mundo ouvir isso: a defesa da vida", disse o tucano.

Serra esteve no Uberlândia Clube, no começo da tarde de hoje para encontro com políticos e lideranças empresariais e sindicais da região. Ao seu lado estavam o governador reeleito Antonio Anastasia (PSDB) e os senadores eleitos Aécio Neves (PSDB) e Itamar Franco (PPS).

Depois de um rápido discurso, Serra tomou um café num ponto tradicional do centro da cidade mineira e seguir para Montes Claros (MG).

Bento XVI e o silêncio dos bispos

Padre Paulo Ricardo de Azevedo Júnior

Faltando três dias para a votação do segundo turno, o acalorado debate eleitoral ganhou um interlocutor de peso: o Papa Bento XVI.
 
Num discurso pronunciado, nesta manhã de quinta-feira, para bispos do Nordeste – reconhecida base eleitoral do PT de Dilma Rousseff – Bento XVI condenou com clareza “os projetos políticos” que “contemplam, aberta ou veladamente, a descriminalização do aborto”.

Com o discurso de hoje, Bento XVI rompe, desde o mais alto grau da hierarquia católica, o patrulhamento ideológico que o PT vem impondo a bispos do Brasil através de ameaças, pressões diplomáticas, xingamentos e abusos de poder.

É conhecida a absurda apreensão, a pedido do PT, de milhares de folhetos contendo o “Apelo a Todos os Brasileiros e Brasileiras”, em que a Comissão em Defesa da Vida, da Regional Sul I da CNBB, exortava os católicos a não votar em políticos que defendam a descriminação do aborto. É conhecida a denúncia do bispo de Guarulhos, Dom Luiz Gonzaga Bergonzini, de que tem sido vítima de censura e perseguição por parte do PT (cf. Revista Veja). É arquiconhecida a prisão de leigos católicos que realizavam o “ato subversivo” de distribuir nas ruas o documento dos bispos de São Paulo.

O Papa convida os bispos à coragem de romper este patrulhamento e falar. Ao defender a vida das crianças no ventre das mães, os bispos não devem temer “a oposição e a impopularidade, recusando qualquer acordo e ambigüidade”.

O pronunciamento de Bento XVI ainda exorta os bispos a cumprirem “o grave dever de emitir um juízo moral, mesmo em matérias políticas”. E, numa clara alusão a uma das propostas do PNDH-3 do PT, se opõe à ausência “de símbolos religiosos na vida pública”.

Com seu discurso, o Papa procura evitar que o Brasil continue protagonista de um fenômeno que seria mais típico do feudalismo medieval, do que de uma suposta democracia moderna. De fato, durante a Baixa Idade Média, era comum que os posicionamentos e protestos mais decididos fossem os do Papa, enquanto os do episcopado local, mais exposto às pressões e ao poder imediato dos senhores feudais, eram como os de um cão atado à coleira. Pode até ensaiar uns latidos, mas quem passa por perto sabe que se trata de barulho inofensivo.

Ao apagar das luzes da campanha de segundo turno, o Pontífice parece preparar o terreno para que a Igreja do Brasil compreenda, sejam quais forem os resultados das eleições, que é inútil apelar para um currículo de progressos sociais e de defesas dos oprimidos do Partido dos Trabalhadores, quando seu “projeto político” está tão empenhado em eliminar os seres humanos mais fracos e indefesos no ventre das mães.

Fonte: Nani-Agnusiana

Papa condena aborto e pede a bispos do Brasil que orientem politicamente fiéis

Bento XVI afirmou que católicos devem 'usar o próprio voto para a promoção do bem comum'

SÃO PAULO - Em reunião em Roma na manhã desta quinta-feira, 28, o papa Bento XVI conclamou um grupo de bispos brasileiros a orientar politicamente fiéis católicos. Sem citar especificamente as eleições de domingo, o papa reforçou a posição da Igreja a respeito do aborto e recomendou a defesa de símbolos religiosos em ambientes públicos. "Quando projetos políticos contemplam aberta ou veladamente a descriminalização do aborto, os pastores devem lembrar os cidadãos o direito de usar o próprio voto para a promoção do bem comum", disse.

Falando a bispos do Maranhão, Bento XVI reconheceu que a participação de padres em polêmicas podem ser conturbadas. "Ao defender a vida, não devemos temer a oposição ou a impopularidade", continuou. O pontífice se posicionou também sobre o ensino religioso nas escolas públicas e, relembrando a história do País com forte presença católica e o monumento do Cristo Redentor, no Rio, orientou os sacerdotes que encampem a luta pelos símbolos religiosos. "A presença de símbolos religiosos na vida pública é ao mesmo tempo lembrança da transcendência do homem e garantia de seu respeito", concluiu.

No discurso, o Papa também condenou a eutanásia, classificando a luta contra a prática como um pré-requisito para a "defesa dos direitos humanos políticos". "Seria totalmente falsa e ilusória qualquer defesa dos direitos humanos políticos, econômicos e sociais que não compreendesse a enérgica defesa do direito à vida desde a concepção até à morte natural."

Polêmica. 

O aborto e a questão religiosa se tornaram temas importantes na disputa entre os presidenciáveis José Serra (PSDB) e Dilma Rousseff (PT), com trocas de acusações de ambos os lados. A disseminação de e-mails dando conta de que, no passado, a candidata petista defendeu a descriminalização da prática é apontada como um dos motivos para o fato de ela não ter vencido já no primeiro turno.

Setores da Igreja Católica, como a diocese de Guarulhos, chegaram a divulgar notas incitando os fiéis a não votar em candidatos que apoiem o aborto, e com críticas à candidatura Dilma. No último dia 17, a guerra santa acabou virando assunto de polícia depois que a PF atendeu liminar do TSE e apreendeu numa gráfica de São Paulo panfletos encomendados pela diocese, que caracterizaram propaganda eleitoral irregular. O PT acusa o PSDB pela impressão do material, uma vez que a proprietária da gráfica é irmã de um dos coordenadores da campanha de Serra.

Os dois candidatos se declaram contra o aborto e dizem que não pretendem mexer na legislação em vigor sobre o tema no Brasil.

Leia abaixo a íntegra do discurso de Bento XVI:

"Amados Irmãos no Episcopado,

Para vós, graça e paz da parte de Deus, nosso Pai, e do Senhor Jesus Cristo" (2 Cor 1, 2). Desejo antes de mais nada agradecer a Deus pelo vosso zelo e dedicação a Cristo e à sua Igreja que cresce no Regional Nordeste 5. Nos nossos encontros, pude ouvir, de viva voz, alguns dos problemas de caráter religioso e pastoral, além de humano e social, com que deveis medir-vos diariamente. O quadro geral tem as suas sombras, mas tem também sinais de esperança, como Dom Xavier Gilles acaba de referir na saudação que me dirigiu, dando livre curso aos sentimentos de todos vós e do vosso povo.

Como sabeis, nos sucessivos encontros com os diversos Regionais da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil, tenho sublinhado diferentes âmbitos e respectivos agentes do multiforme serviço evangelizador e pastoral da Igreja na vossa grande Nação; hoje, gostaria de falar-vos de como a Igreja, na sua missão de fecundar e fermentar a sociedade humana com o Evangelho, ensina ao homem a sua dignidade de filho de Deus e a sua vocação à. união com todos os homens, das quais decorrem as exigências da justiça e da paz social, conforme à sabedoria divina.

Entretanto, o dever imediato de trabalhar por uma ordem social justa é próprio dos fiéis leigos, que, como cidadãos livres e responsáveis, se empenham em contribuir para a reta configuração da vida social, no respeito da sua legítima autonomia e da ordem moral natural (cf. Deus caritas est, 29). O vosso dever como Bispos junto com o vosso clero é mediato, enquanto vos compete contribuir para a purificação da razão e o despertar das forças morais necessárias para a construção de uma sociedade justa e fraterna. Quando, porém, os direitos fundamentais da pessoa ou a salvação das almas o exigirem, os pastores têm o grave dever de emitir um juízo moral, mesmo em matérias políticas (cf. GS, 76).

Ao formular esses juízos, os pastores devem levar em conta o valor absoluto daqueles preceitos morais negativos que declaram moralmente inaceitável a escolha de uma determinada ação intrinsecamente incompatível com a dignidade da pessoa; tal escolha não pode ser resgatada pela bondade de qualquer fim, intenção, consequência ou circunstância. Portanto, seria totalmente falsa e ilusória qualquer defesa dos direitos humanos políticos, econômicos e sociais que não compreendesse a enérgica defesa do direito à vida desde a concepção até à morte natural (cf. Christifideles laici, 38). Além disso no quadro do empenho pelos mais fracos e os mais indefesos, quem é mais inerme que um nascituro ou um doente em estado vegetativo ou terminal? Quando os projetos políticos contemplam, aberta ou veladamente, a descriminalização do aborto ou da eutanásia, o ideal democrático - que só é verdadeiramente tal quando reconhece e tutela a dignidade de toda a pessoa humana - é atraiçoado nas suas bases (cf. Evangelium vita, 74). Portanto, caros Irmãos no episcopado, ao defender a vida não devemos temer a oposição e a impopularidade, recusando qualquer compromisso e ambiguidade que nos conformem com a mentalidade deste mundo" (ibidem, 82).

Além disso, para melhor ajudar os leigos a viverem o seu empenho cristão e sociopolítico de um modo unitário e coerente, é "necessária - como vos disse em Aparecida - uma catequese social e uma adequada formação na doutrina social da Igreja, sendo muito útil para isso o "Compêndio da Doutrina Social da Igreja"" (Discurso inaugurai da V conferência Geral do Episcopado Latino Americano e do Caribe, 3). Isto significa também que em determinadas ocasiões, os pastores devem mesmo lembrar a todos os cidadãos o direito, que é também um dever, de usar livremente o próprio voto para a promoção do bem comum (cf. GS, 75).

Neste ponto, política e fé se tocam. A fé tem, sem dúvida, a sua natureza específica de encontro com o Deus vivo que abre novos horizontes muito para além do âmbito próprio da razão. "Com efeito, sem a correção oferecida pela religião até a razão pode tornar-se vítima de ambiguidades, como acontece quando ela é manipulada pela ideologia, ou então aplicada de uma maneira parcial, sem ter em consideração plenamente a dignidade da pessoa humana" (Viagem Apostólica ao Reino Unido, Encontro com as autoridades civis, 17-IX-2010).

Só respeitando, promovendo e ensinando incansavelmente a natureza transcendente da pessoa humana é que uma sociedade pode ser construída. Assim, Deus deve "encontrar lugar também na esfera pública, nomeadamente nas dimensões cultural, social, econômica e particularmente política" (Caritas in veritate, 56). Por isso, amados Irmãos, uno a minha voz à vossa num vivo apelo a favor da educação religiosa, e mais concretamente do ensino confessional e plural da religião, na escola pública do Estado.

Queria ainda recordar que a presença de símbolos religiosos na vida pública é ao mesmo tempo lembrança da transcendência do homem e garantia do seu respeito. Eles têm um valor particular, no caso do Brasil, em que a religião católica é parte integral da sua história. Como não pensar neste momento na imagem de Jesus Cristo com os braços estendidos sobre a baia da Guanabara que representa a hospitalidade e o amor com que o Brasil sempre soube abrir seus braços a homens e mulheres perseguidos e necessitados provenientes de todo o mundo? Foi nessa presença de Jesus na vida brasileira, que eles se integraram harmonicamente na sociedade, contribuindo ao enriquecimento da cultura, ao crescimento econômico e ao espírito de solidariedade e liberdade

Amados Irmãos, confio à Mãe de Deus e nossa, invocada no Brasil sob o título de Nossa Senhora Aparecida, estes anseios da Igreja Católica na Terra de Santa Cruz e de todos os homens de boa vontade em defesa dos valores da vida humana e da sua transcendência, junto com as alegrias e esperanças, as tristezas e angústias dos homens e mulheres da província eclesiástica do Maranhão. A todos coloco sob a Sua materna proteção, e a vós e ao vosso povo concedo a minha Bênção Apostólica."

Fonte: O ESTADO DE S PAULO

Ludibriando os católicos

Olavo de Carvalho

Ao ver que ia perdendo o apoio da Igreja à sua protegida Dilma Roussef, cujo abortismo radical e persistente nem os desmentidos de última hora, nem as abjetas e blasfematórias encenações de fé católica da candidata puderam camuflar, o sr. Presidente da República, em desespero, decidiu recorrer ao crime eleitoral explícito: usando o Estado como instrumento de chantagem, ameaçou romper a concordata do governo brasileiro com o Vaticano caso o eleitorado católico se recuse a continuar sendo otário do PT, como o foi servilmente durante tantas décadas por obra e graça de comunistas vestidos de bispos.

O próprio Lula, algum tempo atrás, reconheceu que devia sua carreira política ao eleitorado católico, que aqueles bispos e a mídia cúmplice haviam logrado enganar cinicamente, encobrindo o programa comunista e abortista do PT com a imagem beatificada e perfumada de "Lulinha Paz e Amor".

O fim da farsa, embora tardio e parcial, não só privou Dilma Roussef da anunciada vitória no primeiro turno, mas serviu para desmascarar a autoridade religiosa postiça de tantos sacerdotes e prelados que só entraram na carreira eclesiástica para aí realizar o programa estratégico de Antonio Gramsci: esvaziar a Igreja de todo o seu conteúdo espiritual e usá-la como dócil instrumento da política comunista. A Teologia da Libertação é o braço mais ativo desse programa e, como ninguém ignora, o catolicismo de Lula – e do PT em geral – é o da Teologia da Libertação. Não o de Nosso Senhor Jesus Cristo.

Não deixa de ser útil lembrar que a Igreja, desde sua fundação, teve de lutar menos contra os seus inimigos ostensivos do que contra os seus falsificadores. Tal é, aliás, a definição de "heresia", palavra que hoje tantos usam sem conhecer-lhe o significado: não qualquer doutrina anticatólica, ou não católica, e sim a falsa doutrina católica oferecida indevidamente em nome da Igreja.

Lembrem-se disso quando algum professorzinho aparecer alardeando que a Igreja "perseguia doutrinas adversas". Heresia não é divergência de idéias, é crime de fraude.

Da Antigüidade até hoje, gnósticos, arianistas e tutti quanti jamais hesitaram em fingir-se de católicos para vender, sob roupagem inocente, as idéias mais opostas e hostis aos ensinamentos de Cristo. Com freqüência, obtiveram nesse empreendimento sucessos espetaculares, embora passageiros.

Ainda no século XIX praticamente todos os seminários da França e da Alemanha ensinavam, com o nome de teologia católica, uma pasta confusa de idéias cartesianas, iluministas e românticas, na qual os jovens aprendizes, iludidos pelos prestígios intelectuais do dia, não enxergavam nada de maligno. Foi só a decisiva intervenção do Papa Leão XIII que acabou com a palhaçada, mediante a bula "Aeterni Patris" (1879), que restaurou o ensino da teologia católica tradicional. Se quiserem uma boa resenha desses fatos, leiam a obra em quatro volumes de Etienne Couvert, "De la Gnose à l'Ecumenisme" (Éditions de Chiré, 1989).

No século XX, à medida que o movimento neotomista inaugurado por Leão XIII reconquistava o prestígio intelectual da Igreja, os eternos falsários abdicaram temporariamente da propaganda aberta e voltaram-se, em massa, para a estratégia da infiltração discreta, praticada em escala industrial a partir da década de 30 graças à iniciativa do KGB (leiam o depoimento de Bella Dodd em "School of Darkness": há cópias circulando pela internet). Foi só em 1963, no Concílio Vaticano II, que, sentindo-se protegidos pela atmosfera de mudança, voltaram a vender impunemente, ao público geral, seus simulacros de cristianismo.

A fundação do PT e toda a sua carreira de crimes inigualáveis não foram senão a extensão remota desses fatos a um país periférico. O PT sempre foi a encarnação viva de um catolicismo de fancaria, concebido para ludibriar os fiéis e induzi-los a trabalhar pelo avanço do comunismo.

Não espanta que a própria entidade que personifica esse catolicismo ante o público seja, ela própria, uma fraude publicitária: a CNBB fala em nome da Igreja e posa, ante os fiéis, como expressão suma da autoridade eclesiástica, mas não é sequer uma entidade da Igreja, é uma simples sociedade civil sem lugar nem função na hierarquia católica. Os bispos, individualmente, têm autoridade para falar em nome da Igreja. A CNBB, não. Quando a CNBB repreende um bispo, ela falsifica e inverte a hierarquia. Está na hora de os fiéis, em massa, tomarem consciência disso.

Fonte: Olávao de Carvalho/Olavodecarvalho.org

Bispo aumenta críticas e chama PT de 'partido da morte'

AE - Agência Estado

"O PT é o partido da mentira, o PT é o partido da morte", afirmou ontem d. Luiz Gonzaga Bergonzini, bispo diocesano de Guarulhos, na Grande São Paulo. "O PT descrimina o aborto, aceita o aborto até o nono mês de gravidez. Isso é assassinato de ser humano que não tem nem o direito de se defender."

D. Luiz é a voz dentro da Igreja católica que desconforta Dilma Rousseff, candidata do PT à Presidência, e a coloca no centro da polêmica sobre o aborto. É dele a iniciativa de fazer 2 milhões de cópias do folheto "apelo a todos os brasileiros e brasileiras".

Mais que um libelo contra a interrupção da gravidez, o documento é uma recomendação expressa aos brasileiros para que "nas próximas eleições deem seu voto somente a candidatos ou candidatas e partidos contrários ao aborto". Não cita nominalmente a petista, mas é a ela que se refere claramente.

"Eu tenho uma palavra só, eu não tenho duas ou três palavras como a dona Dilma tem. Ela apresentou três planos de governo, o segundo mascara o primeiro e o terceiro mascara o segundo", disse d. Luiz, na casa episcopal, onde recebeu a imprensa para falar pela primeira vez sobre a ação da Polícia Federal que, há uma semana, confiscou 1 milhão de folhetos por ordem do Tribunal Superior Eleitoral (TSE).

A corte acolheu liminarmente ação cautelar do PT que alegou ser alvo de documento apócrifo e falso. "Foi uma violência contra a Igreja", reprova o bispo. Mas ele não recua. Por meio dos advogados da Mitra de Guarulhos, João Carlos Biagini e Roberto Victalino de Brito Filho, o bispo requer ao TSE que revogue a decisão provisória e determine a imediata devolução da papelada que mandou fazer na Gráfica Plana, no Cambuci, em São Paulo.

Diocese pede de volta panfletos que PF recolheu

Recurso no TSE diz que se tratam de documentos da Igreja

A Diocese de Guarulhos (SP) confirmou nesta quarta-feira que encomendou os cerca de 1 milhão de panfletos com texto que prega o voto em candidatos contrários ao aborto e com críticas ao PT e à candidata à Presidência Dilma Rousseff por suas posições sobre o assunto, apreendidos pela Polícia Federal em uma gráfica na capital paulista no fim de semana.

A diocese entrou com recurso no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) pedindo a devolução do material - recolhido depois que o TSE atendeu a pedido do PT - e a extinção do processo.

Uma das sócias da gráfica é filiada ao PSDB e irmã de um coordenador de campanha do tucano José Serra.

Ao conceder a liminar determinando a apreensão, o ministro do TSE Henrique Neves entendeu que a legislação eleitoral não permite que as igrejas contribuam com publicidade em favor ou contra candidatos.

Em nota divulgada após a ação da PF, a Regional Sul 1 da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) afirmou que não indica nem veta candidatos ou partidos e que não patrocina a impressão e a distribuição de folhetos contra ou a favor de candidatos.

No recurso, a diocese explica que não se trata de um panfleto, mas de um documento da Igreja Católica, oriundo de encontro da Regional Sul 1 da CNBB.

Fonte: O Globo

Grupos SA do PT ,ao estilo nazista já perseguem a Igreja Católica no Brasil

Reinaldo Azevedo

Abaixo há um vídeo feito pelo próprio PT, como indica a estrela calcada no canto superior direito. Jornalistas e petistas — em muitos casos, são as mesmas pessoas — deram ontem uma “blitz” (!?) na gráfica Pana, em Cambuci, na região central de São Paulo, e trataram como crime o que crime não é, num caso evidente de constrangimento ilegal. Vamos começar do começo.

A Comissão de Defesa da Vida, um grupo formado por bispos e padres, redigiu um documento intitulado “Apelo a Todos os Brasileiros”. O texto recomenda que os católicos não votem em candidatos comprometidos com a defesa da descriminação do aborto.

Por amor aos fatos, lembra qual tem sido a atuação do PT e do governo nesse assunto. Pela ordem: a) ao pregar que católicos não votem em políticos pró-aborto, a mensagem nada mais faz do que se adequar à orientação oficial da Igreja; b) ao lembrar a militância do PT e do governo, faz apenas um pouco de história. O documento recebeu o apoio do Regional Sul I da CNBB, o que deixou o governo zangado. E começou, então, o trabalho de satanização dos religiosos, especialmente de d. Luiz Gonzaga Bergonzini, bispo da Diocese de Guarulhos.

Atenção: Edir Macedo, dono da Igreja Universal do Reino de Deus e concessionário de um serviço público, já que é dono da Rede Record de rádio e TV, declarou apoio aberto a Dilma Rousseff. Ninguém quis saber se ele ou sua empresa mantém relações especiais com o governo. A declaração de voto foi considerada muito natural. Já setores da Igreja Católica não podem nem mesmo se manifestar contra o aborto — porque isso, pode prejudicar Dilma… Edir Macedo pode apoiar a petista, mas um grupo de bispos não pode “desapoiá-la” — dado que os religiosos nem mesmo pedem voto em Serra.

Voltemos ao vídeo

A Diocese de Guarulhos encomendou a impressão do “Apelo a Todos os Brasileiros” à gráfica Pana. O PT armou uma verdadeira blitz ilegal à porta da empresa para tentar saber quem encomendou o panfleto. Ao assistir o vídeo, vocês constatarão o enorme esforço de petistas e jornalistas para tratar como ILEGAL o que é absolutamente LEGAL.

Paulo Ogawa, contador da empresa, exibe o pedido, tudo devidamente documentado. Não bastou. Prestem atenção ao comportamento daquele barbudo aos 4min51s: ele quer entrar na empresa. Ainda que fosse um policial, teria de ter mandado judicial para isso. Como sua entrada é vedada, acusa a vítima de estar colaborando com um crime — quando criminosos, ali, são todos os que praticam constrangimento ilegal. Ao berros, ele diz: “Já chamou a Polícia? Nós vamos todo mundo pra delegacia; o senhor vai junto”. No grupo, há alguém que se identifica como deputado. É um senhor ali que exagerou na tinta do cabelo. Não sei quem é.

É pouco? Ainda é, acreditem.

Uma moça, cujo rosto não aparece, disfarçada de jornalista — já que carrega um bloco e faz anotações — pergunta se o gráfico imprimiria panfletos apócrifos do PCC. Esta senhora compara um pedido feito por bispos católicos, que têm nome e sobrenome, com uma facção do crime organizado.

Esse clima de criminalização do que não é crime foi parar nos grandes portais. Afinal, os “jornalistas” se deixaram contaminar pela justiça feita com as próprias mãos… do PT!

Estamos na Alemanha do início dos anos 30. A Sturmabteilung, a tropa de assalto conhecida por “SA”, está nas ruas. Vejam o vídeo e fiquem enojados.


Fonte: Reinaldo Azevedo/Veja

A Cruzada petista contra a Igreja

PT pede ao TSE apreensão de material contra Dilma

O Partido dos Trabalhadores (PT) entrou na tarde de ontem, com representação no Tribunal Superior Eleitoral em Brasília para tentar impedir a distribuição de material contra a candidata Dilma Rousseff.

A representação, segundo o advogado Pierpaolo Cruz Bottini, do escritório Bottini &  Tamasauskas Advogados, pede a busca e apreensão do material produzido pela Editora e Gráfica Pana, instalada no bairro do Cambuci, em São Paulo. Segundo o advogado, caso o juiz acate o pedido, os panfletos serão apreendidos pela Polícia Militar, para posterior avaliação acerca de sua legalidade. Para evitar a distribuição do material, militantes do PT prometem fazer campana em frente à gráfica. Não há, entretanto, nenhuma decisão judicial que impeça o transporte dos panfletos.

O escritório de advocacia que assessora o PT na campanha política também apresentou queixa formal no 5o. Distrito Policial da capital paulista. Segundo o delegado de plantão, Alfredo Jang, o boletim de ocorrência lavrado na tarde deste sábado a pedido da advogada Ana Fernanda Ayres, também do Bottini & Tamasauskas Advogados, tinha como finalidade apenas o registro da denúncia. Segundo a advogada, o documento propõe a averiguação de crime eleitoral e propaganda eleitoral.

A advogada argumentou que o panfleto não possui o CNPJ do autor, o que caracterizaria crime eleitoral, passível de apreensão do material. Paulo Ogawa, pai de Alexandre Takeshi Ogawa, proprietário da gráfica, estava presente no local no Sábado à tarde e disse que não havia qualquer sinalização de que o conteúdo tivesse cunho eleitoral, por isso não haveria irregularidade em sua impressão.

Segundo Ogawa, a gráfica produziu cerca de 2,1 milhões de panfletos, dos quais 1 milhão de unidades ainda estão no local - os 1,1 milhão restantes foram distribuídos antes do 1º turno da eleição presidencial. A encomenda da impressão foi feita por uma pessoa chamada Kelmon Luis, a pedido do bispo da Diocese de Guarulhos (SP), Dom Luiz Gonzaga Bergonzini. Ogawa informou que, em um primeiro momento, a gráfica fora consultada a respeito da possibilidade de impressão de 20 milhões de unidades do material.

O panfleto, que reproduz suposta nota da Comissão Episcopal Representativa do Conselho Episcopal Regional Sul 1 - CNBB, tem assinatura de representantes da Regional Sul I, entre eles o presidente regional, o bispo Nelson Westrupp. Ao longo do texto, há uma série de considerações sobre medidas tomadas pelo atual governo e a recomendação para que os brasileiros "deem seu voto somente a candidatos ou candidatas e partidos contrários à descriminalização do aborto".

Comentário


Em qualquer democracia ocidental,isto não ocorreria pois pretender confiscar panfletos e um ato ditatorial. Talvez, já estejamos na ditadura. O PT quer calar o povo brasileiro e sujeitá-lo à mordaça, da mesma forma que ocorre em Cuba. Eis o método petista de intimidação.

Ou se dá um basta a este estado de coisas agora, ou vamos ingressar na ditadura de fato. Chega!!!  Basta!!!!

Fonte: ANDRÉ MAGNABOSCO/ OESTADO DE S PAULO

Debate religioso não afeta Estado laico, diz tucano

Serra disse que questão foi trazida pela 'sociedade' e negou que debate em torno do tema seja estratégia eleitoral

Cerimônia. Serra chegou com 15 minutos de atraso à missa na Basílica de Aparecida; Alckmin fez a primeira leitura/JF Diorio/AE

APARECIDA - Em visita à Basílica de Aparecida, ontem, o candidato do PSDB à Presidência da República, José Serra, negou que haja uma "banalização" do debate sobre religiosidade no Brasil em razão das eleições presidenciais.

"Essa é uma questão que foi introduzida pelas pessoas, não pelos partidos nem pelos candidatos. Numa campanha, os candidatos apresentam o que fizeram e sua visão de mundo, e as pessoas vão se interessando. Os valores acabam aparecendo também", disse ele, que participou da missa ao lado da mulher, Monica.

Durante a missa na basílica, que reuniu mais de 35 mil pessoas, segundo a organização, foram distribuídos os textos produzidos em agosto pela comissão representativa do Conselho Episcopal Regional Sul, da Confederação Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), com críticas ao governo e aos candidatos que apoiam o aborto. O documento elencava ações propostas pelo governo no passado rumo à descriminalização do aborto e recomenda o voto em candidatos e partidos que são contra a prática.

Para o presidenciável, o tema da religião, mais presente nesta eleição que nas disputas anteriores, aparece no debate não por causa de uma "estratégia" eleitoral, mas porque o Brasil coloca essa questão". Serra disse não haver "nada de estranho" em discutir a questão da religiosidade na eleição. Também afirmou que o assunto não "macula" o Estado brasileiro, que é laico.

No dia seguinte à ida da adversária Dilma Rousseff (PT) à basílica, o tucano comungou. Numa menção tácita à questão do aborto, defendeu a infância, falou sobre o seu programa para gestantes, o Mãe Brasileira, e chegou a dizer: "Cada coraçãozinho novo que bate no Brasil a cada dia é uma esperança que se renova".

Também criticou o Plano Nacional de Direitos Humanos proposto pelo governo. "É uma coleção de absurdos", afirmou, citando a restrição ao uso de imagens religiosas em repartições públicas. "Se já tem uma imagem, por que tirar?", questionou.

Direitos humanos. 

Depois, mencionou a forma como o tema fora tratado no plano. "Se a questão do aborto faz parte dos direitos humanos, e você for contra, você está restringindo os direitos humanos", criticou. Serra também foi questionado por um jornalista, que se disse argentino, sobre o passado de Dilma.

O tucano afirmou: "Não cabe a mim ficar perscrutando a vida de um candidato". E completou: "Me preocupo mais com o que pensa e com o que diz e propõe para amanhã".

Fonte: O ESTADO DE S PAULO/Julia Duailibi

Arcebispo de Brasília critica casal Roriz

Casal Joaquim e Weslian Roriz (PSC) aplaudiu discretamente o discurso do arcebispo de Brasília, D. João Braz de Aviz

O casal Joaquim e Weslian Roriz (PSC) e a candidata Dilma Rousseff (PT) foram ontem os alvos principais do arcebispo de Brasília, D. João Braz de Aviz, durante missa para Nossa Senhora Aparecida. O arcebispo elogiou a Lei da Ficha Limpa, considerando-a "vitoriosa" por impedir que políticos de ficha suja concorram ou continuem com suas campanhas. D. João Braz ainda criticou candidatos e partidos que, após caírem nas pesquisas, afirmam "o contrário do que há pouco afirmavam" em torno de questões religiosas e "valores decorrentes", como o aborto.

Entre os políticos presentes na missa, estavam Joaquim e Weslian Roriz. Os dois ouviram as considerações de d. João Braz sobre a Lei da Ficha Limpa, apoiada pela Igreja Católica. "A Ficha Limpa é uma lei vitoriosa, ajudou a impedir que políticos corruptos nos governem. Alguns foram barrados em suas candidaturas, outros foram impedidos de continuar suas campanhas", afirmou o arcebispo, para o constrangimento do casal Roriz, que aplaudiu discretamente. Na mesma fileira estava Agnelo Queiroz (PT), que lidera as pesquisas de intenção de voto para o governo do Distrito Federal.

Ao se referir à incoerência política, ele afirmou: "Agora, com o perigo de ver seus índices de pesquisa caírem, de repente o assunto religião e seus valores decorrentes, como a defesa da vida, moveu candidatos e partidos a afirmarem o contrário do que há pouco afirmavam", disse o arcebispo durante homilia para cerca de 90 mil pessoas, realizada na Esplanada dos Ministérios.

O arcebispo de Brasília disse esperar que os políticos vencedores das eleições se lembrem de que "mais de 90% dos brasileiros são identificados com os valores da fé cristã". "É muito bom que os eleitos não esqueçam outro dado que emergiu no debate político: 71% dos brasileiros são contra o aborto", prosseguiu, sob aplausos do público.

Fontes: IG - O ESTADO DE S PAULO

Panfleto contra Dilma e PT assinado por bispos da CNBB circula em missa em MG

Panfleto foi distribuído por leigos 

Um panfleto atribuindo posições pró-aborto do PT ao governo federal, ao presidente Lula e à presidenciável petista Dilma Rousseff foi distribuído nesta terça-feira em uma missa campal em homenagem a Nossa Senhora de Aparecida em Contagem, na região metropolitana de Belo Horizonte.

A missa foi comandada pelo arcebispo metropolitano de BH, dom Walmor Azevedo.

O texto afirma que o PNDH3 (3º Plano Nacional de Direitos Humanos) "foi assinado pelo atual presidente e pela ministra da Casa Civil, na qual se reafirmou a descriminalização do aborto, dando assim continuidade e levando às últimas consequências esta política antinatalista de controle populacional, desumana, antissocial e contrária ao verdadeiro progresso do país".

O panfleto, datado de 26 de agosto deste ano, termina recomendando que os brasileiros, "nas próximas eleições, deem seu voto somente a candidatos ou candidatas e partidos contrários à descriminalização do aborto".

O texto --chamado "Apelo a todos os brasileiros e brasileiras"-- é assinado pelos bispos que comandam a Regional Sul 1 da CNBB (Conferência Nacional dos Bispos do Brasil), responsável pelo Estado de São Paulo. Está publicado no site da regional desde agosto. A regional é presidida pelo bispo de Santo André (SP), dom Nelson Westrupp. Ninguém da CNBB paulista foi encontrado para comentar o assunto.

Os quatro homens que distribuíram os papeis em Contagem disseram não serem ligados formalmente à igreja ou a partidos, definindo-se apenas como católicos. Eles defenderam o voto em José Serra (PSDB) e fizeram críticas a Dilma e ao PT.

No início da missa, um apresentador alertou que a arquidiocese de BH não tem relação com o panfleto. Após a missa, dom Walmor disse à Folha que a CNBB não tem posição oficial contra candidatos e que os eleitores têm liberdade de escolha. Na homilia, ele comentou a eleição, mas sem citar candidatos.

A CNBB nacional, por meio de assessoria, ressaltou que só a Assembleia Geral, o Conselho Permanente e a Presidência falam em nome da entidade. Em nota na semana passada, afirmou: "Reafirmamos que a CNBB não indica nenhum candidato, e recordamos que a escolha é um ato livre e consciente de cada cidadão".


Fonte: FOLHA/RODRIGO VIZEU

Aparecida se prepara para fazer parte do roteiro de viagens do Vaticano

Romeiros estrangeiros já são recebidos no Santuário por padres bilíngues. Expectativa é de aumento considerável de visitas durante o ano.

Aparecida, cidade situada a 180 quilômetros de São Paulo, recebe anualmente cerca de 10 milhões de fiéis. A partir de 2011, esse número deverá aumentar, já que a cidade vai entrar para o roteiro de viagens do Vaticano.

No dia 12, missa solene acontece às 10h (Foto: Erasmo Ballot/Divulgação Santuário Nacional)

Para receber turistas de outros países, porém, alguns investimentos serão necessários. Com a visita do papa Bento 16 à cidade, em maio de 2007, Aparecida já ganhou novos hotéis: agora são 31 mil leitos. Mas os profissionais da hotelaria ainda precisam se preparar para atender as exigências do turismo internacional.

Dentro da Basílica, o trabalho está um pouco mais adiantado. Já há pessoas para atender gente de todo lugar do mundo. Se o turista for americano, a conversa é com o padre Roni. Ele traduz textos na internet e faz a comunicação com os romeiros estrangeiros.

“A língua universal é o inglês. Então é fundamental que o Santuário conheça e domine um pouco a língua inglesa pra poder acompanhar, orientar e, no meu caso como padre, até celebrar em inglês pra essas romarias, caso isso seja necessário”, explicou.

Se o turista for de país vizinho, quem o recebe é Zenilda da Cunha. É ela quem faz a comunicação e o acompanhamento dos grupos de língua espanhola. “Quando eles encontram alguém que pode se expressar, falar como eles realmente, eles ficam super desenvolvidos, soltos”, falou a monitora.

Acolhidos na própria língua para se sentir em casa, os romeiros estrangeiros podem rezar e apreciar as obras de arte espalhadas pela Basílica. Isso deve levar mais fiéis ao Santuário, e mais lucro ao comércio da cidade. “É sem dúvida nenhuma, 10 mil vezes maior do que a Copa. Porque a Copa de 2014 dura 30 dias, isso vai durar para o resto da vida”, disse o presidente do Sindicato dos Hotéis e Restaurantes da cidade, Ernesto Elache.

Festa da Padroeira

Nesta terça-feira (12), dia de Nossa Senhora Aparecida, a cidade terá programação variada para os fiéis. A comemoração começa às 5h, com o replicar dos sinos e uma queima de fogos. O ponto alto da festa será a Missa Solene, que acontece às 10h e terá a participação do cantor Daniel e do ator Murilo Rosa, que irá recitar um poema. A comemoração se encerra com um show do padre Fábio de Melo.

O Santuário Nacional de Nossa Senhora Aparecida possui infraestrutura para acolhida dos romeiros, como banheiros e lanchonetes, mas não dispõe de alojamento. Algumas famílias costumam acampar nos bosques, onde há banheiros, bebedouros, mas não chuveiros.

Para os fiéis que vão de ônibus de excursão para Aparecida, a administração da Basílica orienta que seja verificada a procedência da companhia que oferece o transporte e as condições mecânicas do veículo para evitar surpresas indesejáveis durante a viagem.

Os padres orientam os idosos e crianças a portar um crachá de identificação com nome completo, endereço e um telefone de contato. Pessoas que tomam medicação controlada não devem esquecer seus remédios.


Confira o cronograma das atividades:



Fontes: G1- TV Globo

PT e TV católica entram em acordo por direito de resposta de 8 minutos

Os vídeos do sermão do padre foram retirados do Youtube

O PT e a TV Canção Nova, ligada à Igreja Católica, formalizaram um acordo, nesta sexta-feira, sobre o pedido do partido ao TSE (Tribunal Superior Eleitoral) para veicular direito de resposta de 15 minutos contra sermão do padre José Augusto Souza Moreira.

A defesa de Dilma considerou que as palavras do padre foram ofensivas e poderiam afetar a candidatura da petista.

Ficou decidido que o partido poderá veicular um direito de resposta menor, com oito minutos de duração, na programação matinal da TV "Canção Nova". O acordo foi apresentado ao TSE, que terá de confirmá-lo. A resposta deverá ir ao ar no dia útil seguinte ao pronunciamento do tribunal sobre o fato.

Em homilia veiculada no canal católico, o José Augusto afirmou que não poderia se calar "diante de um partido apoiando o aborto".

"Podem me matar, podem me prender, podem fazer o que quiser. Não tenho advogado nenhum. Podem me processar e, se tiver de ser preso, serei. Mas eu não posso me calar diante de um partido que está apoiando o aborto, e a Igreja não aprova", afirmou.

Segundo a representação do PT contra sua fala, o padre, ao dizer que poderia ser morto, ou preso, fez uma "clara sugestão caluniosa de que o PT poderia praticar algum crime contra a sua integridade física".

O acordo enviado ontem ao TSE, afirma que, depois do pedido de resposta elaborado pelo PT, a TV Canção Nova respondeu que atenderia em parte o pleito petista, já que não houve "intenção ofensiva" nem do padre, nem da rede de televisão.

O partido insiste, porém, em dizer que a veiculação da resposta é necessária, já que a mensagem de José Augusto pode interferir no resultado das eleições.

O caso está no gabinete da ministra Nancy Andrighi.

Observação do Blog BGN

Os vídeos do sermão do padre José Augusto Souza Moreira postados no Youtube foram retirados sob alegação de direitos autorais, supostamente, a pedido da Fundação João Paulo II.

Segundo a representação do PT contra sua fala, o padre, ao dizer que poderia ser morto, ou preso, fez uma "clara sugestão caluniosa de que o PT poderia praticar algum crime contra a sua integridade física".

Ora, no sermão era evidente que ele falava sobre a possibilidade de ser preso ou morto, caso fosse instaurada uma nova ditadura no Brasil. O PT está deturpando os fatos.

Na verdade, a Igreja resolveu censurar a si mesma. Lamentável.

Fonte: FOLHA/FELIPE SELIGMAN

PT é oportunista sobre aborto, diz dom Luiz Gonzaga Bergonzini

Dilma nega, mas o vídeo prova que ela é favorável à discriminalização do aborto

O bispo de Guarulhos, dom Luiz Gonzaga Bergonzini, disse que não vai recuar em seu posicionamento contra a candidata Dilma Rousseff (PT) e que o partido está sendo “oportunista” ao estudar voltar atrás na defesa da descriminalização do aborto.

O religioso foi o primeiro nesta eleição a se manifestar publicamente contra a presidenciável do PT -em julho, escreveu um artigo recomendando que os católicos não votassem em Dilma.

Durante a campanha, outros líderes católicos e evangélicos pregaram votos contra ela. Para Bergonzini, 74, a mobilização foi decisiva na votação e deve ter grande influência no segundo turno.

Folha - O PT anunciou que estuda retirar do programa partidário a defesa da descriminalização do aborto. Isso pode alterar seu posicionamento em relação a Dilma?

D. Luiz Gonzaga Bergonzini - Da minha parte, não muda absolutamente nada. Ela tem declarações claríssimas a respeito do aborto. Ou ela não falava com sinceridade naquela época, ou não está falando agora. Outra coisa: o partido, não é de hoje que eles têm essa questão fechada. Em dois congressos que o PT fez, eles aprovaram o aborto como plano de governo. Como é que se explica agora que ela venha falar isso? O fato de mudar agora é de interesse meramente político. Ela está levando a questão conforme as circunstâncias. Ela vai para o lado que o vento sopra. A minha posição é a mesma.

O senhor não acha que a iniciativa do PT em mudar o programa do partido indica um amadurecimento?

Não é amadurecimento, é oportunismo. Mero oportunismo. Por que eles não fizeram isso antes?

Na sua opinião, a questão do aborto e dos valores cristãos influenciou a votação de Dilma no primeiro turno?

Influenciou, sim. Porque eu bati firme nesse sentido, antes do primeiro turno, bem antes. O artigo que eu escrevi atingiu até a imprensa internacional. A partir daí, começou a Dilma falando que não tinha nada a ver, que era posição do bispo… Não é minha posição, é a posição do Evangelho. Não tenho dúvida nenhuma de que os votos dos cristãos foram decisivos. Se isso vai se repetir, não sei, mas influência vai ter.

Dilma defende aborto em Sabatina da Folha 

 Fonte: FOLHA/Estelite Hass Carazza

Papa vira alvo de protestos em Londres

Bento XVI faz vigília ao ar livre com 80 mil fiéis e enfrenta multidão cobrando punição aos padres pedófilos.

Protestos em Londres, exigindo punição aos padres pedófilos/Reprodução: TV Globo

O papa Bento XVI reuniu milhares de fiéis no terceiro dia de visita ao Reino Unido. À tarde, foi alvo de protestos que paralisaram o Centro de Londres.

Uma viagem difícil, com o tema da pedofilia dominando os discursos. Na missa na catedral católica de Westminster, Bento XVI chamou de mártires as vítimas de abuso sexual por religiosos e expressou a sua dor e humilhação por esses crimes, que chamou de inqualificáveis.

O Papa se comoveu ao encontrar cinco vitimas de abuso. No Hyde Park, Bento XVI rezou para um publico de 80 mil pessoas, entre aplausos e protestos.

Nos primeiros dias da visita foram pequenos protestos. Mas, neste sábado (18), mais de 10 mil pessoas participaram da manifestação no Centro de Londres. Foi um acontecimento inédito para o papa Bento XVI, enfrentar uma passeata como esta durante uma visita de estado.

A multidão pedia punição imediata aos padres pedófilos, liberação dos preservativos, sacerdócio para mulheres e o reconhecimento da união dos homossexuais. Bento XVI encerra neste domingo (19) a viagem ao reino unido com a beatificação de um cardeal anglicano que se converteu ao catolicismo no século 19.


Fontes: G1 - TV Globo

Leonardo Boff: "João Paulo II e Bento XVI afastaram a Igreja do mundo"

Em entrevista, o teólogo diz que os dois últimos papas retrocederam em relação ao diálogo aberto por João Paulo I

O teólogo Leonardo Boff é um dos maiores críticos brasileiros ao comportamento recente da Igreja Católica. Expoente da Teologia da Libertação, foi expulso da Igreja nos anos 80, por criticar sistematicamente a hierarquia da religião.

Doutor em Filosofia e Teologia pela Universidade de Munique, Boff falou a ÉPOCA sobre os principais motivos da grande perda de fiéis da Igreja Católica para as evangélicas e pentecostais no Brasil e fez críticas ao movimento carismático, comandado pelos padres Marcelo Rossi e Fábio de Melo.

"Eles são animadores de auditório. Isso não leva ninguém à transformação. É um Lexotan". 


ÉPOCA – O Papa Bento XVI reconheceu, no último dia 10, a enorme perda de fiéis da Igreja Católica no Brasil e a rápida expansão das evangélicas e pentecostais. A que se deve isso?

Leonardo Boff - São três causas. Primeiro, a Igreja não consegue ter padres suficientes pra atender fiéis, por causa do celibato. São 17 mil, e teriam de ser uns 120 mil. As pentecostais ocupam esse vazio. Elas vão ao encontro das demandas do povo.

O povo não é dogmático, vai pro centro espírita, vai pra macumba... Em segundo lugar, a grande desmoralização que a igreja sofreu com os padres pedófilos. É a maior crise desde a Reforma Protestante. É uma crise grave, porque se desmoralizou e perdeu o conteúdo ético.

A maneira como o Vaticano se comportou foi desastrosa. Tentou encobrir e depois disse que era um complô internacional. Só quando começaram a aparecer muitos casos que o papa disse que tinha que punir. Mas, mesmo assim, não mostrou solidariedade com as vítimas e nem como mudar isso. Só pensa na Igreja. Em terceiro lugar, o fato de a Igreja ter uma visão muito abstrata da realidade. Uma linguagem que o povo não entende direito.

ÉPOCA – O senhor acredita que nas últimas décadas houve um retrocesso na modernização da Igreja Católica?

Boff - João Paulo II e Bento XVI abortaram as inovações de João Paulo I e afastaram a Igreja do mundo. A Igreja não tem dialogo com as outras igrejas. Falta uma reconciliação com o mundo moderno.

Desde o século XVI que a Igreja vive em briga com ele. A igreja se abriu a isso e João Paulo II, com sua visão medieval, abortou tudo isso. A Igreja não tem mais poder político. Só tem poder moral. Reforçou a estrutura hierárquica tradicional. Marginaliza mulheres, e os fiéis têm a representatividade de garis. A igreja dos anos 60 aos 80, quando surgiram a Teologia da Libertação e os movimentos de base, foi abortada. Isso tornou a igreja antipática.

ÉPOCA – O que os católicos encontram nas outras igrejas que não encontram na Católica?

Boff - O povo quer uma mensagem compreensível e simples. As evangélicas utilizam os instrumentos do mercado e são muito calcadas em cima da prosperidade. Há uma grande manipulação das expectativas e do sentimento religioso do povo. Mas, ao mesmo tempo, elas são formas de ordenar a sociedade. Muitas famílias que viviam nas drogas e na bebedeira se estruturaram, se inseriram na sociedade. Fator de ordem.


ÉPOCA – Bento XVI disse que os padres não estão evangelizando suficientemente os fiéis e que as pessoas se tornam influenciáveis e com uma fé frágil. O senhor concorda?

Boff - O problema não é evangelizar. É a maneira como se faz. O catecismo e outros símbolos imutáveis são engessados, não falam no fundo das pessoas. É um cristianismo fúnebre.

O padre Marcelo Rossi está imitando as pentecostais. Há um vazio de evangelização, é a relação pessoa e Deus. É melhor escutar o padre Rossi do que escutar a Xuxa, mas é a mesma coisa. Eles são animadores de auditório. Isso não leva ninguém à transformação. É um Lexotan. Depois volta a lógica dura da vida. É uma evangelização desgarrada da vida concreta.

ÉPOCA – O papa  não ser muito favorável aos líderes mais carismáticos, como Marcelo Rossi e Fábio de Melo. Isso não complica as coisas?

Boff - O Vaticano e os bispos não gostam de ter sombra ao lado deles. E Roma não gosta disso. Por isso quer enquadrá-los. Eles são modernos e mercadológicos. Por outro lado, não levam as pessoas a refletirem sobre os problemas do mundo. O padre Rossi nunca fala dos desempregados e da fome. Só convida a dançar. Ele louva as rosas, mas esquece o jardineiro que as rega.

ÉPOCA – Qual seria a melhor forma de atrair quem anda distante da Igreja Católica?

Boff - A melhor forma é aquilo que a Igreja da Libertação faz desde os anos 70. Reunir cristãos pra confrontar a página da Bíblia com a da vida. Uma evangelização ligada ao cotidiano e às culturas locais. Uma coisa no Nordeste, outra na Coreia. Essa visão proselitista é ofensiva à liberdade humana.

ÉPOCA – Essa tendência de crescimento das outras igrejas se reflete em outros países tradicionalmente católicos. Ela é universal?

Boff - É um fenômeno mundial chamado imigração interna do cristianismo. Muitos cristãos da Europa que estudaram estão migrando de igreja. Não aceitam esse tipo de igreja. O cristianismo na Europa é agônico.

A Alemanha, por exemplo, que tem o imposto religioso, o destina para a luta contra a aids. É outra visão. Tanto que a maior religião do mundo já é a mulçumana, que cresce muito na África. É simples. Não tem padre, nem bispo. Atrai muito mais as pessoas.

Fonte: Época/Leopoldo Mateus

Após crise, Vaticano divulga normas mais severas contra padres pedófilos

Igreja lança manual sobre como enfrentar a pedofilia 

O Vaticano apresentou nesta quinta-feira seu novo manual de procedimentos e normas para casos de abuso sexual cometido por sacerdotes, uma resposta ao amplo escândalo de pedofilia que afetou a Igreja Católica este ano.

As novas regras incluem o aumento do prazo de dez anos para 20 anos da prescrição desses delitos --o que deve permitir o julgamento de muitos padres cujas vítimas foram silenciadas e ignoradas por anos. Inclui ainda os abusos sexuais contra adultos com deficiência mental como crime tão grave quanto a pedofilia.

A nova normativa para os processos canônicos amplia também a extensão do delito de pedofilia e pune a aquisição, posse e divulgação "por parte de um membro do clero, em qualquer modo e com qualquer meio", de imagens pornográficas.

O documento, contudo, não menciona a necessidade dos bispos de reportar denúncias de abuso à polícia. Este item era tido como crucial pelos grupos de vítimas de abuso, já que a maior parte das denúncias que vieram à tona nos últimos meses diz respeito a bispos que ignoraram relatos de abuso sexual e apenas transferiram os padres acusados.

O texto não inclui também a política de expulsão imediata dos padres acusados deste tipo de crime, como requisitado por alguns grupos de vítimas.

O Vaticano lista ainda a ordenação de mulheres como "crime grave" a ser avaliado pela Congregação da Doutrina da Fé do Vaticano --que também será responsável pelas denúncias de abuso sexual.

Em 2007, o Vaticano emitiu um decreto dizendo que a tentativa de ordenar mulheres resultaria em automática excomunhão para a mulher e o padre que tentou ordená-la. A sentença é repetida no documento, que acrescenta que o padre também pode ser punido com expulsão da Igreja.

Críticos reclamam que a inclusão dos dois crimes no mesmo documento implica em tratá-los como sendo de mesma gravidade.

Em uma entrevista a jornalistas nesta quinta-feira, o monsenhor Charles Scicluna, promotor do Vaticano para casos de abuso sexual, afirmou que a inclusão da ordenação de mulheres foi feita apenas para codificar os crimes canônicos mais graves contra os sacramentos e morais e com os quais a Congregação lida.

Além da ordenação, o documento inclui violar o segredo da confissão e, pela primeira vez, apostasia, heresia e cisma. "Eles são graves, mas em níveis diferentes", justificou.

O sistema de justiça interno do Vaticano para lidar com este tipo de denúncia ficou sob ataque depois das denúncias de que as vítimas foram ignoradas ou pressionadas a se calar pelos bispos responsáveis, em nome da proteção da imagem da Igreja Católica e da Congregação, presidida pelo cardeal Joseph Ratzinger de 1981 até 2005, quando ele foi eleito papa.

De maneira geral, o novo documento apenas codifica as normas já utilizadas pela Igreja, tornando-as permanentes e com valor legal.

Criadas em 2001 e atualizadas em 2003, as regras da Congregação servem para acelerar este tipo de processo e permite que Roma autorize uma diocese a fazer um julgamento administrativo ou judicial, que pode condenar um padre a várias penas, incluindo sua demissão. A Congregação pode ainda fazer seu próprio julgamento, o que é raro.

Se a evidência for clara, a Congregação pode levar o caso diretamente para o papa, que emite então um decreto demitindo o padre --uma rota acelerada adotada após o escândalo de abuso sexual cometido por padres nos Estados Unidos.


"Este é um passo a frente porque a norma da lei é vinculativa e certa", disse o monsenhor.

Fontes: FOLHA - Agências

Suprema Corte dos EUA rejeita imunidade do Vaticano em caso de pedofilia

O Vaticano enfrenta neste ano uma de suas piores crises, com centenas de denúncias de pedofilia contra sacerdotes em vários países

A Suprema Corte dos Estados Unidos rejeitou nesta segunda-feira uma apelação pela imunidade do Vaticano, em um processo contra o Estado soberano católico pelas diversas transferências de um padre acusado de abuso sexual de crianças.

O Vaticano queria que as cortes federais americanas rejeitassem o processo que visa responsabilizar a Igreja Católica pela transferência do reverendo Andrew Ronan da Irlanda para Chicago e, depois, para Portland, apesar das várias acusações de pedofilia.

A decisão permite que os sacerdotes acusados de pedofilia nos EUA sejam julgados e anula os efeitos das leis de imunidade soberana que determinam que um Estado soberano, incluindo o Vaticano, fique imune a processos judiciais.

As cortes federais de menor instância determinaram neste caso que haveria uma exceção ao Ato de Imunidade Soberana Internacional que afetaria o Vaticano. Um juiz determinou que havia provas suficientes para uma conexão entre o Vaticano e Ronan, considerado diante da corte um funcionário do Estado católico sob a lei Oregon. A decisão foi mantida pela Nona Corte de Apelação, na Califórnia.

Segundo os documentos da corte, Ronan começou a abusar de garotos em meados da década de 50, quando era padre da Arquidiocese de Armagh, na Irlanda. Ele foi transferido para Chicago, onde admitiu ter abusado sexualmente de três garotos na Escola St. Philip.

Ronan foi transferido ainda para a Igreja St. Albert, em Portland, no Oregon, onde foi acusado de abusar sexualmente de uma pessoa --que apresentou o processo agora na Corte de Apelação. A vítima acusa o Vaticano de não ter expulso ou adotado qualquer outra sanção contra o padre, apesar de ter conhecimento das denúncias de pedofilia.

Ronan morreu em 1992.

Pedido presidencial

Neste sábado, o governo de Barack Obama pedira em vão à Suprema Corte que conceda imunidade ao papa Bento 16 e a outros dirigentes da Igreja Católica nos julgamentos de padres acusados de pedofilia no país.

Os nove juízes do Supremo pediram a opinião do governo Obama, como fazem regularmente nos casos que afetam as relações diplomáticas.

Nos EUA, as maiores autoridades do Vaticano, incluindo o papa, então cardeal Joseph Ratzinger, também teriam encoberto o reverendo americano Lawrence Murphy, acusado de abusar sexualmente de 200 crianças surdas.

Crise

O Vaticano enfrenta neste ano uma de suas piores crises, com centenas de denúncias de pedofilia contra sacerdotes em vários países europeus e sul-americanos.

Na Europa, muitas alegações de acobertamentos de abusos sexuais envolvem Munique, na época em que o papa foi arcebispo da cidade, entre 1977 e 1981. Grupos de vítimas pedem ainda informações sobre as decisões tomadas pelo papa na época em que dirigiu o departamento doutrinal do Vaticano, entre 1981 e 2005.

No México, o fundador da congregação Legionários de Cristo, o falecido padre Marcial Maciel, é acusado de cometer abusos contra jovens seminaristas durante décadas.

No Chile, Fernando Karadima Fariña, ex-pároco da Igreja do Sagrado Coração de Jesus da Floresta, de Santiago, está sendo investigado por autoridades judiciais e eclesiásticas após denúncias de abusos sexuais, segundo informações do cardeal Francisco Javier Errázuriz.

O Vaticano reconheceu ainda os abusos cometidos por dois monsenhores e um padre do município de Arapiraca, a 130 quilômetros de Maceió (AL). Eles foram acusados de pedofilia por integrantes de um coro e por seus familiares.

Analisando a reação do Vaticano ao escândalo de pedofilia em diversos países do mundo, especialistas afirmam que a instituição deve mudar de comportamento, passando a ser cada vez mais transparente, para sua própria sobrevivência.

Fontes: FOLHA - Agências

Vaticano chama Saramago de "populista extremista" e "ideólogo antirreligioso"

Saramago provocou a ira do Vaticano e da Igreja Católica com sua obra "O Evangelho segundo Jesus Cristo" (1992)

O "L'Osservatore Romano", o jornal oficial do Vaticano, ataca duramente o escritor português José Saramago, que morreu na sexta-feira aos 87 anos na Espanha, chamando-o de "populista extremista" e de "ideólogo antirreligioso" em sua edição deste domingo.

Com o título "O grande (suposto) poder do narrador", o órgão oficial do Vaticano critica com virulência o Prêmio Nobel de Literatura, que era marxista e ateu.

O "L'Osservatore Romano" o definiu como"um ideólogo antirreligioso, um homem e um intelectual que não admitia metafísica alguma, aprisionado até o fim em sua confiança profunda no materialismo histórico, o marxismo".

O jornal considera ainda que o escritor "colocou-se com lucidez ao lado das ervas daninhas no trigal do Evangelho".

"Ele dizia que perdia o sono só de pensar nas Cruzadas ou na Inquisição, esquecendo-se dos gulags, das perseguições, dos genocídios e dos samizdat (relatos de dissidentes da época soviética) culturais e religiosos", indica ainda o jornal do Vaticano em seu editorial.

No editorial divulgado com antecedência, o "L'Osservatore Romano" considera Saramago "um populista extremista", que se referia "de forma muito cômoda" a "um Deus no qual jamais acreditou por se considerar todo-poderoso e onisciente".

Saramago provocou a ira do Vaticano e da Igreja Católica com sua obra "O Evangelho segundo Jesus Cristo" (1992) no qual considerava que Jesus perdeu a sua virgindade com Maria Madalena.

Ele suscitou novamente a cólera dos católicos em 2009 com "Caim", onde a personificação bíblica do mal, assassino de seu irmão Abel, é descrito como um ser humano nem melhor nem pior do que os outros, enquanto Deus é apresentado como injusto e invejoso.

Durante a apresentação desse livro, Saramago havia alimentado a polêmica, classificando a bíblia de "manual de maus costumes".



Comentário

A Igreja Católica tem razão em boa parte de suas declarações, contudo, há de se considerar não apenas as idéias de Saramago, mas também suas qualidades literárias e o que ele fez pela língua portuguesa.


Seria bom se a Igreja combatesse com a mesma dureza,as ações de sacerdotes católicos pedófilos.


Fontes: FOLHA - AFP

Reino Unido pede desculpa por pedir ao papa para lançar preservativo

Memorando divulgado por jornal dizia para Bento XVI abrir clínica de aborto. Ministério das Relações Exteriores britânico disse que texto é "estúpido".

O ministério britânico das Relações Exteriores pediu desculpas ao Vaticano pela publicação de um memorando que aconselharia o Papa Bento XVI a lançar a própria marca de preservativos e abençoar o casamento gay durante a visita que fará ao Reino Unido em setembro.

O documento, divulgado pelo jornal "Sunday Telegraph", recomendava ainda a Bento XVI abrir uma clínica para praticar abortos.

O texto apresentava uma lista de propostas para que a visita do Sumo Pontífice, de 16 a 19 de setembro, fosse "ideal".

Esta será a primeira visita oficial de um papa ao Reino Unido, já que João Paulo II realizou apenas uma missão pastoral em 1982.

O memorando é acompanhado por uma nota que explica que as ideias foram apresentadas durante uma reunião de reflexão.

O Foreign Office pediu desculpas no sábado ao Vaticano pelo texto, que qualificou de "estúpido", e informou que o funcionário responsável, um jovem funcionário, foi transferido para outro cargo.


"É um documento estúpido que não representa de nenhum modo a posição do Foreign Office nem do governo britânico", afirmou um porta-voz.

O ministro das Relações Exteriores, David Miliband, se declarou "horrorizado" com o texto e o embaixador britânico no Vaticano, Francis Campbell, se reuniu com várias autoridades da Santa Sé para afirmar que o governo britânico lamentava o memorando.

O papa Bento XVI saúda fieis na Praça de São Pedro, no Vaticano, neste domingo (25) (Foto: Gregorio Borgia / AP)

Onda de escândalos

O Vaticano encontra-se em meio a escândalos referentes a abusos sexuais a menores de idade. Neste domingo (25), o cardeal Tarcisio Bertone, o secretário de Estado do Vaticano, afirmou que a multiplicação de escândalos de pedofilia na Igreja Católica não tem nenhum vínculo direto com o celibato imposto aos padres.

Tarcisio Bertone, ao centro, fez declarações polêmicas ao relacionar pedofilia com homossexualidade. (Foto: Filippo Monteforte/AFP)


"Não há uma relação direta entre o celibato e a conduta desviada de alguns sacerdotes", afirmou o cardeal. "Pelo contrário. É justamente a inobservância do celibato o que produz uma progressiva degradação da vida do sacerdote, que deixa de ser um exemplo, um dom, um guia espiritual para os demais". Ele completa dizendo que “o celibato, observado fielmente, é um grande valor para a missão sacerdotal e para a ajuda do Povo de Deus".

O cardeal Bertone provocou polêmica ao declarar no início do mês que "muitos psicólogos e muitos psiquiatras demonstraram que não há relação entre o celibato e a pedofilia, mas muitos outros demonstraram, e me disseram recentemente, que há relação entre homossexualidade e pedofilia". O Vaticano tentou retificar ao destacar que o cardeal falava sobre os casos de pedofilia no clero.

A revelação nos últimos anos de que muitos menores de idade sofreram abusos sexuais por parte de religiosos na Europa, América do Norte e América Latina prejudicaram a imagem da Igreja Católica. Os casos afetaram o Papa Bento XVI, acusado na Alemanha e Estados Unidos de ter acobertado os crimes.

O Vaticano decidiu começar a punir os religiosos, de acordo com uma política de tolerância zero anunciada pelo Papa em 2008 durante as viagens aos Estados Unidos e Austrália, nas quais se reuniu com vítimas de abusos.

Fontes: G1- AFP

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