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E-mails pró-Dilma circulam em estatais

O correio eletrônico de estatais tem sido usado para pregação de voto para a Presidência da República, apesar de a prática ser proibida.

No dia 14, circulou no mailing corporativo da Petrobras uma mensagem em defesa do voto na candidata petista Dilma Rousseff.

Destinado "aos jovens eleitores petroleiros", o e-mail chegou a diferentes Estados e inclui foto do candidato do PSDB José Serra empunhando uma arma.

No dia 21, o correio eletrônico da Eletrobrás foi usado para circulação de um e-mail sob o título "Gabrielli prova a Miriam como o Serra ia vender a Petrobrax".

No e-mail, a técnica Simone de Castro Rodrigues reproduz uma carta do presidente da Petrobras, Sergio Gabrielli, ao blog da jornalista Miriam Leitão.

INVESTIGAÇÃO

Petrobras e Eletrobrás informaram, por meio de suas assessorias, que o uso de correio eletrônico para fins políticos contraria as normas internas das empresas.

Ainda segundo as estatais, os casos serão investigados e os servidores estão sujeitos a sanções administrativas.

De autoria de Flavio Eduardo Tschiedel, geofísico-sênior da Petrobras, o e-mail enviado a petroleiros continha até uma foto em que Serra assistia ao naufrágio de uma plataforma. "Petroleiros, não se deixem enganar pelo tró-ló-ló do PSDB de Serra!", diz o e-mail, segundo o qual, "a cara do governo PSDB era a Plataforma P-36 inclinada a 30 graus".

"Conclamamos todos os petroleiros a eleger Dilma Presidente", encerra.

Tschiedel trabalha na Unidade de Negócios da Petrobras no Espírito Santo.

Segundo a assessoria da empresa, a prática é proibida por norma interna e "o correio encaminhado pelo jornal foi repassado à área competente, que vai apurar".

Esse não é o único caso de uso de e-mail da Petrobras a vir à tona. Na semana passada, um coordenador da Gerência de Patrocínios da estatal, Claudio Jorge Oliveira, disparou e-mails convidando "caros amigos" a participar de encontro da candidata petista com artistas.

Ele é subordinado ao petista Wilson Santarosa, gerente de comunicação da Petrobras. Indagada sobre o caso -registrado pelo jornal "O Globo"-, a Petrobras informou que "teve conhecimento" do uso do e-mail da empresa para envio de mensagens favoráveis à candidata.

A Folha tentou entrar em contato com os funcionários que enviaram e-mails, mas eles não foram localizados.

Comentário:


Quanta sacanagem  e ilegalidade. Pura patifaria


Fonte: Cátia Seabra e Pedro Soares/FOLHA

Em comício, Lula volta a acusar Serra de armar ‘farsa’

Ao lado de sua pupila Dilma Rousseff, Lula voltou ao palanque na noite passada, dessa vez em Uberlândia.

Roberto Stuckert Filho/Divulgação

Ao discursar, acionou o seu já conhecido modus operandi: tratou os adversários no tranco. Alheio às evidências em contrário, Lula voltou a acusar José Serra de simular uma agressão no Rio. A certa altura, soou assim:

"[...] Até um papelzinho que foi jogado na cabeça leva o cidadão a fazer tomografia". Acha que pesada mesmo é a peça que, a seu juízo, Serra tenta pregar no eleitor:

"É uma vergonha a farsa que tentaram jogar na cabeça do povo...” “...Tem muita gente pobre aqui que morre e não consegue fazer ultrassonografia e ressonância magnética".

Os comícios de Lula assemelham-se a lutas de boxe. A diferença está nas regras. Só o orador bate. O adversário, ausente, apanha indefeso.

Na noite de Uberlândia, relatada na Folha, coube a Serra entrar com a cara. Afora os mais incisivos golpes de língua, Lula desferiu jabs retóricos.

Num deles, ironizou o fato de Serra ter atribuído o rififi do Rio à “turma da Dilma”. Dirigindo-se à platéia de militantes, disse: “Essa é a turma da Dilma”.

Caprichou: "A turma da Dilma é a turma da paz, que paga imposto de renda, INSS e que sustenta este país".

Antes de saber que Lula repisaria a teoria da “farsa”, o PSDB deu um passo atrás. Desistiu de interpelar judicialmente o patrono de Dilma.

Optou por protocolar na Procuradoria-Geral da República representação contra dois militantes petistas identificados no rififi carioca. Um, Sandro Alex de Oliveira Cezar, é candidato derrotado do PT a deputado estadual. Outro, José Ribamar de Lima, é diretor do Sindicato dos Agentes de Combate a Endemias. E quanto a Lula?

"Por enquanto não vamos fazer nada”, recuou, em direção às cordas, Sérgio Guerra, presidente do PSDB e coordenador da campanha de Serra.

Comentário:


Lula não tem jeito. As instituições não funcionam e a oposição se acovarda. Uma vergonha mesmo!!!


Fonte: Josias de Souza / FOLHA

Brincadeira tem hora

Dora Kramer

Em primeiro lugar, o presidente Luiz Inácio da Silva é a última pessoa com autoridade moral para falar em farsas ou em "mentira descarada", visto que é protagonista da maior delas: a falácia segundo a qual recebeu uma "herança maldita" e que estabilidade econômica, a abertura do Brasil para o mundo, o crescimento e a entrada de milhões do mercado consumidor deve-se exclusivamente ao seu governo.

Há pouco seu governo inteiro junto com sua candidata à Presidência produziram "mentiras descaradas" ao repudiarem as denúncias de que havia na Receita quebras de sigilo fiscal de adversários políticos e que um esquema de tráfico de influência e corrupção estava montado a partir da Casa Civil.

Lula também se precipitou ao atribuir as quebras de sigilo a uma "briga de tucanos". Baseava sua tese no fato de o mandante ser repórter do Estado de Minas sem saber que à época Amaury Ribeiro estava em férias a serviço de outrem.

O presidente da República dá razão ao antecessor que o chama de "chefe de uma facção", quando escolhe insuflar a violência no lugar de contribuir para apaziguar os ânimos.

É o que faria um estadista.

Justiça se faça, Lula não ficou só em sua tentativa de ridicularizar o episódio. Muitos na imprensa partiram para ironias, achando um exagero a reação de José Serra atingido, afinal, só por "uma bolinha de papel".

Foram duas imagens captadas em dois momentos diferentes, comprovou-se ao longo do dia. Mas, ainda que o candidato tucano tenha feito drama, continuam sendo inaceitáveis os ataques de militantes contrariados com a passagem do tucano pelas ruas de Campo Grande (RJ). Brincar com isso é má-fé, tratar como banal a violência eleitoral e, sobretudo, não entender o valor em jogo.

Impedir um ato de campanha com tumultos é violência. Bem como foi violência atirar um balão cheio de água sobre o carro onde estava a candidata Dilma Rousseff ontem em Curitiba. O balão não a atingiu, mas poderia ter atingido. Ainda assim resta a intenção: agredir.

O presidente da República condenará uma violência, mas aprovará a outra? Ou dirá que estava apenas condenando o "teatro" do adversário? Nisso não é crítico autorizado.

É partícipe e mesmo condutor de uma caminhada em direção ao retrocesso: a nos tornarmos permissivos com o uso da violência na política, assim como já estamos no rumo de revogar a integralidade do preceito do livre pensar.

Ovos da serpente. 

É assim que começa: a Assembleia Legislativa do Ceará aprovou projeto de um conselho para atuar entre outras funções no "exercício fiscal sobre a prática da comunicação".

Em Goiás, a TV Brasil Central, do governo do Estado, não pode entrevistar adversários políticos.

O projeto de controle da mídia foi iniciativa de uma deputada estadual do PT cearense, aprovado por unanimidade, e ainda precisa passar pelo crivo do governador Cid Gomes.

A censura foi denunciada, num gesto inédito, ao vivo pelo jornalista Paulo Beringhs, proibido de entrevistar o candidato ao governo Marconi Perillo (PSDB), chamado no dia anterior de "mau caráter" pelo presidente Lula em palanque.

Liberdade e luta. Já que Chico Buarque puxou o assunto ao manifestar seu encanto com o fato de o governo Lula "não falar fino com Washington nem falar grosso com Bolívia e Paraguai", vamos ao fato: o governo brasileiro não deveria é falar fino com ditaduras.

Aliás, o mundo da cultura, que sofreu pesadamente os efeitos da durindana local, nos últimos anos não se incomodou - se o fez não foi em voz alta - com a maleabilidade das vértebras do presidente Lula diante de tiranos.

A complexidade das relações exteriores não cabe em um jogo de palavras. Já a condenação aos crimes das ditaduras às quais o Brasil se dobra para espanto do mundo requer apenas dois atributos: coerência e solidariedade.

Independentemente da opinião eleitoral.

Comentário BGN

O PT é um partido moralmente morto.  Perdeu a credibilidade. Só é crível perante a massa ideologizada e perante os ignorantes que não acompanham o quadro político

Fonte: Dora Kramer - O Estado de S.Paulo

Lista de artistas que apoiam Dilma é factóide petista

Lauro Martins

No início da semana, foi anunciado no Rio de Janeiro um manifesto de 10 000 artistas e intelectuais pró-Dilma Rousseff. Como se sabe, a adesão de um deles – o cineasta José Padilha – acabou desmentida horas depois.

Em busca do acesso à lista integral de apoiadores de Dilma, o Radar procurou a campanha petista. A assessoria respondeu que apenas o sociólogo Emir Sader, idealizador do manifesto, poderia fornecer o tal manifesto.

O Radar, então, ligou para Sader e fez o mesmo pedido. O sociólogo, no entanto, afirmou que não tem condições de divulgar os nomes pois ainda está organizando a lista.

Por enquanto, portanto, a tal lista é ficção. Ou seja, quando anunciaram os tais 10 000 “artistas e intelectuais” não os tinham, não eram capaz de mostrá-los.

Fonte: Lauro Jardim/Veja

Sobre Farsas

Merval Pereira

Não satisfeito de ter transgredido todas as normas legais relativas à campanha eleitoral no afã de eleger a candidata que tirou da cartola, o presidente Lula na reta final da eleição perdeu qualquer vislumbre de constrangimento que porventura ainda tivesse e passou a fazer campanha política 24 horas por dia, antes, durante e depois do expediente oficial de presidente da República, em todas as dependências oficiais do governo.

E participou diretamente nos dois últimos dias de duas das mais vergonhosas tentativas de farsas políticas da história recente do país.

Ontem, ele se despiu dos rigores do cargo e assumiu o papel do cabo eleitoral mais energúmeno que possa haver.

(Antes que algum petista desavisado ache que estou xingando Sua Excelência, devo esclarecer que utilizo o termo energúmeno no sentido de "fanático". A palavra parece um palavrão, mas não é.

Na coluna de ontem, escrevi que Serra fora atingido por um "artefato" e houve petistas exaltados que vissem no termo um sentido alarmante que ele não tem. Usa-se a palavra para definir "qualquer objeto manufaturado". Como não sabia o que havia atingido o candidato tucano, usei a palavra. E acertei, como veremos).

Voltando ao caso, o cabo eleitoral Lula da Silva disse que a agressão sofrida por Serra era uma "mentira descarada".

Segundo ele, depois de ver imagens das redes Record e SBT, ficou convencido de que Serra fora atingido por uma bolinha de papel e seguiu caminhando por mais 20 minutos, quando recebeu um telefonema "de algum assessor da publicidade da campanha que sugeriu parar de caminhar e pôr a mão na cabeça para criar um factoide".

Para encerrar o festival de irresponsabilidades, Lula comparou o caso ao do goleiro chileno Rojas, que fingiu ter sido atingido por um rojão num jogo contra o Brasil.

Ontem, o Jornal Nacional demonstrou, com o auxílio de um perito, que quem criou um factoide com claros objetivos políticos foram as reportagens que montaram dois momentos diferentes como se fossem uma sequência, tentando desqualificar o que foi uma atitude política digna dos regimes fascistas.

Serra foi atingido, sim, por uma bobina de papel crepe (o tal "artefato") que, arremessado com força, pode provocar danos graves na pessoa atingida.

A agressividade dos cabos eleitorais petistas em si mesma já era motivo para preocupação, pois em democracias não é aceitável que grupos tentem impedir outros de se manifestar.

Desse ponto de vista, é lamentável o que ocorreu ontem em Curitiba, quando a candidata oficial foi recebida com bolas de água jogadas de cima de prédios. Se atingissem alguém, elas seriam tão perigosas quanto o "artefato" que atingiu Serra.

O que não é comparável é a origem dos dois fatos. O primeiro foi uma ação política orquestrada com a intenção de agredir o candidato oposicionista. A outra é uma irresponsabilidade.

Na quarta-feira, Lula havia anunciado para os jornalistas a conclusão de um inquérito que a Polícia Federal realizou sobre a quebra de sigilo fiscal de parentes e pessoas ligadas ao candidato da oposição José Serra.

O próprio presidente, depois de ter tentado desqualificar as denúncias sugerindo que se tratava de uma ação eleitoreira de Serra, viu-se obrigado a convocar a Polícia Federal para investigar o caso.

Soube em primeira mão o resultado do inquérito e pareceu satisfeito, tanto que anunciou aos jornalistas, sem que fosse perguntado, que a Polícia Federal iria revelar "a verdade dos fatos", que nada tinha a ver com "as versões".

De fato, a Polícia Federal retirou todo caráter político da investigação, e anunciou que o responsável pela compra dos sigilos quebrados era o jornalista Amaury Ribeiro Junior quando ainda trabalhava no jornal "Estado de Minas".

O PT passou então a espalhar a versão de que se tratava de uma briga interna dos tucanos, e que o serviço sujo fora feito para ajudar Aécio Neves na disputa interna com Serra pela indicação a candidato do partido a presidente.

A suposição era de que o jornal "Estado de Minas" mantinha estreita ligação com Aécio e designara seu repórter investigativo para devassar a vida de seu adversário.

O próprio Amaury Ribeiro Junior disse que fizera os levantamentos "para proteger Aécio", mas em nenhum momento afirmou que fora designado pelo jornal para tal tarefa, apenas insinuava o vínculo.

Não bastou que o jornal e Aécio desmentissem essa hipótese, a rede de intrigas petista passou a anunciar como verdade o "fogo amigo" tucano como gerador da quebra dos sigilos fiscais.

Pois ontem a verdade veio à tona: o jornalista não estava mais trabalhando para o "Estado de Minas" quando encomendou a quebra de sigilo dos parentes de Serra e de pessoas ligadas a ele no PSDB, e agora acusa o petista Rui Falcão, coordenador da campanha de Dilma, de ter roubado os dados de seu computador.

Esses dados, juntamente com a informação de que havia sido criado um grupo de espionagem dentro da campanha, foram vazados para a imprensa em decorrência de uma disputa de poder entre Fernando Pimentel, responsável pela contratação dessa equipe de "jornalistas investigativos" para trabalhar no "setor de inteligência" da campanha, e Rui Falcão.

Agora a Polícia Federal tem a obrigação de prosseguir nas investigações para saber quem financiou o jornalista Amaury Ribeiro Junior desde a compra dos sigilos até que surgisse oficialmente como membro da campanha dilmista no tal "setor de inteligência".

Do jeito que as coisas ficaram, a sensação é de que a Polícia Federal foi usada pelo governo para revelar, às vésperas do segundo turno da eleição, apenas informações que prejudicassem o campo oposicionista.

A nota indignada do diretor-geral da Polícia Federal, Luiz Fernando Corrêa, repudiando o uso político das investigações, só pode ser considerada se a atitude da Polícia Federal corresponder a ela, o que não aconteceu até agora.

Fonte: Merval Pereira/O Globo

O mestre deu a partida

Dora Kramer

Em entrevista ao jornal espanhol El País no início deste ano, o presidente Luiz Inácio da Silva manifestou convicção na vitória. "Dificilmente perco essa eleição", disse, a despeito de o adversário à época apresentar vantagem nas pesquisas.

Lula sabia do que estava falando: da disposição de usar e abusar de todos os métodos - quase infinitos - à disposição de um presidente da República para cavar o êxito que o levaria a bater recordes históricos de transferência de votos e a lograr espaço de honra no panteão dos presidentes eleitoralmente mais bem-sucedidos do Brasil.

Para isso decretou que sua prioridade absoluta no último ano de mandato seria eleger Dilma Rousseff. Paralisou o governo, mobilizou toda a administração na perseguição dessa meta, rasgou a Constituição, violou todas as regras da boa conduta, atacou violentamente a todos que enxergou como adversários.
Tão violentamente que governadores aliados ao governo e eleitos no primeiro turno criticaram direta e abertamente o presidente, atribuindo à sua conduta agressiva a perda dos votos suficientes para eleger Dilma no dia 3 de outubro passado.

Não é de estranhar, portanto, a atitude dos manifestantes petistas que ontem agrediram o candidato José Serra durante um ato de campanha na zona oeste do Rio de Janeiro.

Em 2002 o presidente recém-eleito Luiz Inácio da Silva agradeceu ao presidente que deixava o posto, Fernando Henrique Cardoso, a correção da atitude neutra à qual atribuiu, junto com a eficiência da Justiça Eleitoral, a sua eleição.

Oito anos depois, o presidente Lula faz o oposto do que considerava o melhor para o Brasil. Desqualifica a Justiça, afronta a legislação e usa de maneira escabrosa a máquina pública; sem freios nem disfarces.

Não há outra conclusão possível: Lula só leva em conta o que é melhor para si, já que passados esses anos certamente fez a conta de que a "correção" de FH fez o antecessor não eleger o sucessor.

Como não quer correr o risco, Lula apropria-se indevidamente do patrimônio público, comete todas as infrações à sua disposição, leva o governo para a ilegalidade e ainda se vangloria como quem dissesse que vergonha é roubar e não poder carregar.

O pior para ele é que com tudo isso ainda pode perder. O melhor para o País já foi feito quando o eleitorado criou esse espaço de confrontação final. Do qual o presidente da República abusa sem nenhum escrúpulo, aparentemente com a concordância do Ministério Público.

A tropa que entrou em choque com a campanha tucana no Rio fez o que o mestre ensinou: vale tudo e mais um pouco para tentar ganhar a eleição.

Mal contada. 

O inquérito da Polícia Federal sobre a quebra do sigilo fiscal de várias pessoas ligadas ao tucano José Serra ainda não esclareceu de todo o caso, mas já permite uma constatação: é falsa a versão de que aquelas violações resultaram de um esquema maior de compra e venda de sigilo dentro da Receita, conclusão que o governo acha menos grave que a motivação eleitoral.

Pois bem: pelo que diz Amaury Ribeiro (o jornalista que contratou a quebra de sigilo), a razão foi política. Segundo ele, em 2009 foi a São Paulo a custa do jornal Estado de Minas, onde trabalhava à época, para recolher dados para "proteger" o então governador de Minas, Aécio Neves.

Meses depois, alguém do PT roubou dele as informações e montou um dossiê para tentar prejudicar os tucanos.

Por enquanto a história não fecha direito e, pelo já visto, pode reservar emocionantes revelações.

Por exemplo: por que o jornal Estado de Minas mandou um repórter a São Paulo coletar dados com objetivo de "proteger" o então governador? E proteger do quê, de uma ofensiva de José Serra? Quem pagou pela quebra do sigilo: o jornal, o governo do Estado ou Amaury? Se Amaury foi roubado, o que fazia na reunião com o setor de "inteligência" da pré-campanha do PT onde se negociavam as informações que viriam a fazer parte do dossiê entregue em junho de 2010 ao jornal Folha de S. Paulo?

Comentário

Por onde anda o Ministério Público? Por onde anda o TSE?  Se não agirem logo, a ditadura vai se apossar deste país e ai adeus MPF e TSE. 

O artigo de Dora Kramer, pressupõe a defesa de um bem maior: O estado de Direito.

Tudo que o artigo cita é verdade e só não enxerga quem tem a mente deturpada pela ideologia marxista petista que a muitos envenena e engana.

É evidente que estamos caminhando em direção a uma ditadura no estilo da ditadura Chávez. A sociedade precisa reagir a isto. As instituições precisam reagir.

A maioria dos eleitores de Dilma, nem imagina o que está em jogo. Não perceberm o perigo que corremos todos nós.

É hora de deter o projeto de poder do PT, pois o projeto implica em ditadura no mais velho estilo stalinista.
Ou reagimos ou amanhã estaremos debaixo das botas dos comunistas.

Até mesmo as redações dos jornais já estão aparelhadas. Ou reagimos agora ou será tarde.

Fonte: Dora Kramer - O Estado de S.Paulo

Diocese pede de volta panfletos que PF recolheu

Recurso no TSE diz que se tratam de documentos da Igreja

A Diocese de Guarulhos (SP) confirmou nesta quarta-feira que encomendou os cerca de 1 milhão de panfletos com texto que prega o voto em candidatos contrários ao aborto e com críticas ao PT e à candidata à Presidência Dilma Rousseff por suas posições sobre o assunto, apreendidos pela Polícia Federal em uma gráfica na capital paulista no fim de semana.

A diocese entrou com recurso no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) pedindo a devolução do material - recolhido depois que o TSE atendeu a pedido do PT - e a extinção do processo.

Uma das sócias da gráfica é filiada ao PSDB e irmã de um coordenador de campanha do tucano José Serra.

Ao conceder a liminar determinando a apreensão, o ministro do TSE Henrique Neves entendeu que a legislação eleitoral não permite que as igrejas contribuam com publicidade em favor ou contra candidatos.

Em nota divulgada após a ação da PF, a Regional Sul 1 da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) afirmou que não indica nem veta candidatos ou partidos e que não patrocina a impressão e a distribuição de folhetos contra ou a favor de candidatos.

No recurso, a diocese explica que não se trata de um panfleto, mas de um documento da Igreja Católica, oriundo de encontro da Regional Sul 1 da CNBB.

Fonte: O Globo

Alemanha de Hitler ou Cuba dos irmãos Castro?

Reinaldo Azevedo

E a violação ao Artigo 5º da Constituição continua a ser praticada na ruas, para escárnio do estado de direito. Um leitor me manda esta nota da Folha da Região, de Araçatuba, interior de São Paulo. Leiam. Volto tempos:

O aposentado E.F.V., 74 anos, foi flagrado ontem na rodoviária de Araçatuba com um panfleto que prega o voto contra a candidata à Presidência Dilma Rousseff (PT). A Polícia Civil investiga a origem do material.

O aposentado disse que encontrou o panfleto jogado na praça Rui Barbosa. Segundo o boletim de ocorrência, a funcionária pública R.M.S., 39, que trabalha na Prefeitura, teria visto o aposentado com o panfleto na mão.
Ela e colegas de serviço abordaram E.F.V. e ligaram para a Polícia Militar. O aposentado passou mal, foi encaminhado à Santa Casa e depois, liberado. Ele negou envolvimento em crime eleitoral e disse que estava a caminho de sua casa no bairro Nova Iorque.
No domingo, a Polícia Federal apreendeu, por determinação da Justiça Eleitoral, cerca de 1 milhão de panfletos que pregam voto contra o PT.

A gráfica que os imprimia pertence à irmã do coordenador de infraestrutura da campanha de Serra, Sérgio Kobayashi.

Comento

Como se vê, o jornal não noticia que a gráfica também imprimia material do PT e que ele foi encomendado pela Diocese de Guarulhos. Ignorância ou petismo do redator? No jornalismo de qualquer lugar, há mais petistas do que ignorantes — e isso quer dizer ignorância qualificada.

Notem que o pobre homem estava apenas segurando um folheto, que deve ter achado na rua. Mas foi o bastante para ser denunciado. Como se fazia na Alemanha nazista. Como se faz na Cuba dos irmãos Castro. E, NO ENTANTO, PORTAR OU LER O DOCUMENTO NÃO É CRIME. Onde é que está escrito isso? Não seria o TSE a revogar a Constituição.

E a imprensa se cala diante do absurdo — em Araçatuba, em São Paulo, no Brasil. A minha esperança é que a gente ainda sinta vergonhas desses dias.

Comentário BGN

Por que não dão o nome da dedo-duro? Por que esconder o nome da nazista que delatou falsamente o aposentado? O povo precisa saber o nome da nazista


Fonte: Reinaldo Azevedo/VEJA

Tropa de choque petista atenta contra comitiva de Serra. Serra foi atigindo na cabeça

Serra compara PT a grupo nazista em caminhada tumultuada no RJ

Rafael Andrade/Folhapres

O candidato do PSDB à Presidência da República, José Serra, comparou o PT aos nazistas e os acusou pelo tumulto ocorrido entre militantes petistas e os cabos eleitorais tucanos durante caminhada no calçadão de Campo Grande, no Rio. ”Foi a tropa de choque do PT. Eles são a tropa de choque da mentira e da violência. Não sei se é previsto ou não, mas eles fazem no piloto automático. Lembra a tropa de assalto dos nazistas? É tropa de choque, muito típico de movimentos fascistas como eles são”, disse o candidato, que se abrigou em uma farmácia.

Militantes do PSDB formaram um cordão de isolamento para prosseguir com a caminhada e alguns comerciantes fecharam as portas. No fim, Serra foi cercado por petistas e levou as mãos à cabeça.
Assessores do tucano afirmaram que ele foi atingido por uma bandeirada.


Não havia ferimento aparente. Segundo o pastor Paulo Cesar Gomes, que acompanhava a caminhada, o candidato foi atingido por um rolo de papelão utilizado para armazenar material de campanha. Depois da confusão, Serra disse a fotógrafos que não sabia o que o havia atingido, mas que ficou “grogue” com a pancada.

Os militantes gritavam palavras como “assassino”, numa referência à demissão de agentes mata-mosquitos durante o governo de Fernando Henrique Cardoso e exibiam cartazes com a pergunta “Cadê Paulo Preto?”, menção a Paulo Vieira de Souza, ex-diretor de Engenharia da Dersa.

A situação já foi normalizada e as lojas reabriram suas portas.

 Foto: Tasso Marcelo/AE



Fonte: Luciana Nunes Leal/ O ESTADO DE S PAULO

Comitê do PT tem panfleto contra mulher de Serra

Panfletos apócrifos contra Monica Serra, mulher do candidato do PSDB à Presidência, José Serra, foram encontrados ontem na recepção do comitê de Dilma Rousseff (PT) em Brasília.

O material reproduz reportagem da Folha com relatos de ex-alunas de Monica, de que ela teria feito um aborto quando no exílio. A assessoria do PSDB nega.

A assessoria da candidata afirmou que nem o PT nem a campanha estão distribuindo panfleto contra o adversário e que a campanha desconhece como o material chegou à sua sede.

Sob título fictício "Esposa de Serra já fez aborto", o folheto traz reportagem publicada pela Folha no último sábado, com relatos de duas ex-alunas de Monica.

Segundo elas, a então professora de dança da Unicamp teria confidenciado ter feito um aborto nos tempos de exílio no Chile com o marido. Ainda no primeiro turno, Monica Serra afirmou que Dilma era a favor de "matar criancinhas", segundo a Agência Estado.

Os panfletos estavam sobre a mesa da recepcionista do QG petista em uma pilha com cerca de 60 exemplares. Também constava do panfleto a frase: "Serra fala uma coisa e faz outra. Serra, homem de mil caras!"

A reportagem pediu para pegar uma cópia, ao que a secretária do local respondeu: "É para pegar mesmo".

A mesma versão do documento anti-Serra teria sido distribuída em Sobradinho, cidade satélite da capital.
Moradores confirmaram à Folha que passaram a receber o panfleto em suas caixas de correio já no domingo, um dia depois da reportagem. Um deles afirmou ter recebido o papel das mãos de um entregador, mas não soube indicar os eventuais autores.

O episódio acontece num momento em que o PT acusa a campanha de Serra de estar por trás da produção de 1 milhão de panfletos contra Dilma. A Polícia Federal apreendeu o material.

A gráfica que imprimia os jornais contra a petista pertence à irmã de Sérgio Kobayashi, coordenador de infraestrutura da campanha do presidenciável tucano.

Leram? Então ajudem a responder a essa Pergunta:

UM PANFLETO PRONTO E DISTRIBUIDO UM DIA DEPOIS DE UMA REPORTAGEM QUE AINDA POR CIMA SAIU EM UM SÁBADO É IGUAL A:

1. 1. Agilidade, qualidade, profissionalismo e rapidez maiores e melhores que o primeiro mundo ou
2. 2. Matéria paga cujo conteúdo já estaria inclusive impresso antes de publicado pelo jornal?

Com a palavra os leitores, que certamente já mandaram imprimir algo na vida e sabem o tempo que decorre entre diagramação, preparação de fotolitos e impressão propriamente dita. Ou, a “ministeriável” monica bergamo. Que se levante a data de entrega dos fotolitos e impressão e o PSDB terá um material excelente em mãos caso tudo não tenha ocorrido em apenas poucas horas do sábado.

Fonte: Comunidade Gente Decente

A máquina em campanha

Merval Pereira

Mais grave do que terem colocado o nome do diretor de "Tropa de elite 2", José Padilha, num manifesto a favor da candidatura Dilma Rousseff à Presidência da República sem sua autorização é o fato de que dirigentes da Agência Nacional de Cinema (Ancine) atuaram fortemente para que pessoas ligadas à indústria assinassem o documento.

Há indicações de que vários outros cineastas e atores, muitos inscritos à revelia, foram procurados por funcionários da Ancine na tentativa de engrossar a lista dos apoiadores da candidatura oficial.

Criada em 2001, a Agência Nacional do Cinema é uma agência reguladora que tem como atribuições, segundo a definição oficial, "o fomento, a regulação e a fiscalização do mercado do cinema e do audiovisual no Brasil".

A Ancine, por sinal, foi uma das responsáveis pela escolha dos jurados que definiram o filme "Lula, o filho do Brasil" como o representante brasileiro ao Oscar de melhor filme estrangeiro.

Esse é um dos exemplos mais visíveis da utilização da máquina pública na campanha eleitoral de maneira despudorada, a começar pelo próprio presidente da República, que, na reta final da campanha — e com a disputa demonstrando estar mais difícil do que imaginavam seus estrategistas —, já não se incomoda de gravar participações nos programas de propaganda eleitoral no horário do expediente oficial.

E utiliza prédios públicos, como o Palácio da Alvorada, para reuniões políticas com os coordenadores da campanha da candidata oficial.

Seguindo o exemplo de seu chefe, também os ministros de Estado já não tentam disfarçar a campanha que fazem, misturando suas funções de Estado com as de cabo eleitoral da candidata oficial.

No lançamento do programa de saúde da candidatura oficial, a foto dos ministros da Saúde, José Gomes Temporão, e das Relações Institucionais, Alexandre Padilha, ao lado do candidato a vice-presidente da chapa oficial, Michel Temer, os três ostentando uma camiseta com propaganda de Dilma Rousseff, é o exemplo da falta de pudor que domina o primeiro escalão governamental.

Da mesma maneira, funcionários de vários escalões das empresas estatais estão sendo estimulados, ou diretamente ou pela leniência de seus chefes imediatos, a fazer campanha usando o e-mail das próprias empresas.

Funcionários da Petrobras estão distribuindo mensagens com propaganda eleitoral a favor de Lula e Dilma, ou mesmo repassando informações caluniosas contra o candidato do PSDB.

Um deles tem o seguinte aviso, todo em caixa alta: "UMA GRANDE VERDADE!!!! REPASSE ESTE E-MAIL PRA TODOS E NÃO VAMOS DEIXAR A ONDA VERMELHA (PT) PARAR DE CRESCER POR TODO PAÍS!!!!"

A despreocupação é tamanha que já não escondem a identificação. As mensagens têm nome, telefone, cargo.

Entre as muitas mensagens que circulam, uma é da Gerência Setorial de Serviços de Segurança Patrimonial de Escritórios da Petrobras e tem a seguinte identificação: Serviço de Infraestrutura e Segurança Patrimonial. Regional Sudeste. Serviços Compartilhados. CQAY.

Outro é da Eletrobras, do Departamento de Contratações — DAC Divisão de Suprimentos — DACS.

Comentário:

Eis o governo petista  quebrando as leis da República, sem pudor. Mas ele não é o único culpado, pois conta com o beneplácito do Ministério Público Federal, que não atua para coibir tais fatos, preferindo muitas vezes, atuar em casos bobos irrelevantes mas que dão mais ibope junto à imprensa.

É imperioso derrotar a candidatura Dilma, para que este estado de coisas seja estancado. Aparelharam todo o Estado brasileiro. Agora o Estado trabalha para um partido. O povo brasileiro perdeu seu País. Dia 31 precisamos recuperar o que é nosso.

Fonte: Merval Pereira/ O Globo

MOBILIZAÇÃO VERGONHOSA DA MÁQUINA E CAMPANHA ILEGAL EM SINDICATO

Atenção!

Os gestores da Caixa Econômica Federal estão recebendo este e-mail (segue conforme o original). Fala por si mesmo. Estamos diante de um duplo caso de polícia: 1) gerentes da CEF estão sendo constrangidos; 2) o Sindicato dos Bancários está sendo usado para campanha eleitoral. Luiz Claudio Marcolino, deputado eleito, já foi presidente da entidade

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Estamos num momento importante para CAIXA e para o Brasil e é hora de nos posicionar formalmente a favor da candidatura Dilma
Gestores da Caixa convidam para um bate papo com o Deputado eleito Luis Claudio Marcolino.
Venha participar e traga seu apoio.

Local: Sindicato dos Bancários de São Paulo
Rua São Bento, 365
Salão Azul
Data: 20/10/10
Horário: 19:00 hs

Nilson Gerente Geral SR Pinheiros
kiko Gerente Geral SR Ipiranga
Dalney Gerente Geral SR Santo Amaro

Fonte: Reinaldo Azevedo/VEJA

Tribuna Metalúrgica desrespeita a legislação eleitoral

Jornal do Sindicato dos Metalúrgicos do ABC divulga material proíbido pela legislação eleitoral

O jornal Tribuna Metalúrgica, pertencente ao Sindicato dos Metalúrgicos do ABC, e onde Lula iniciou sua carreira política, está descaradamente desrespeitando a lei eleitoral vigente, ao publicar anúncios raivosos contra  o candidato José Serra e ainda promovendo a candidatura de Dilma Rousseff.

Temos ai várias ilegalidades, ei-las: ataques à uma das candidaturas; incentivo em favor de candidato; inclusive anunciando comício e carreata; quebra da norma legal que proíbe sindicatos de promoverem candidatos no processo eleitoral.

O jornal também apregoa várias falsidades do tipo: ´´“Serra mente” e não fez nada disto: genéricos, programa da AIDS, seguro desemprego, FAT, escolas técnicas…”. Descarada e mentirosa campanha de desmoralização do candidato da oposição.Ainda mais que tais feitos de Serra, são amplamente conhecidos.

Pura propaganda ilegal. Com a palavra o TSE

A PROVA 









Edição: BGN

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