Senadora ruralista reagiu a argumentação do ministro Guilherme Cassel, que defendeu agricultura familiar
O ministro Cassel, durante audiência no Senado/CELSO JUNIOR/AE
BRASÍLIA - Dias após o impacto negativo das imagens de destruição por militantes do MST numa fazenda de São Paulo, a divulgação de uma pesquisa encomendada por ruralistas e declarações do ministro do Desenvolvimento Agrário no Senado deram o tom da escalada de tensão que atingiu o campo nas últimas semanas.
Ao divulgar os dados da pesquisa feita pelo Ibope sobre os assentamos agrários consolidados no Brasil, a presidente da Confederação da Agricultura e Pecuária (CNA), senadora Kátia Abreu (DEM-TO), não poupou de críticas os ministérios do Meio Ambiente, do Desenvolvimento Agrário, da Educação e do Trabalho. Ela também criticou a metodologia usada pelo IBGE para realizar estudo semelhante ao divulgado por sua entidade, alegando que a instituição buscou criar intrigas entre os grandes e pequenos produtores rurais.
Guerra do tráfico faz 12 mortos na Zona Norte do Rio, diz PM. Dois policiais morreram em helicóptero que pegou fogo após ser alvejado.
A Polícia Militar anunciou que dez criminosos foram mortos no confronto entre traficantes rivais e policiais neste sábado (17), no Morro dos Macacos, nos bairros de Vila Isabel e Sampaio, na Zona Norte do Rio. As informações são do major Oderlei Santos, relações públicas da PM. Com estes, já somam 12 mortos nos tiroteios, entre eles dois PMs.
Ao todo, 232 famílias perderam suas casas no incêndio; A favela do Jaguaré já foi atingida por outros incêndios em 2000, 2003 e 2006/Rafael Hupsel/Folha Imagem
Um grupo de pessoas que ficaram desabrigadas após um incêndio atingir a favela Diogo Pires, no bairro Jaguaré, na zona oeste de São Paulo, invadiu no início da tarde desta segunda-feira alguns edifícios em construção vizinhos à área atingida ontem. Ainda não há informações sobre quantas pessoas ocuparam os locais, porém, a Secretaria Municipal de Habitação negociava a saída dos desabrigados na tarde de hoje.
Os bancários iniciaram nesta terça-feira o sexto dia de greve nacional e, segundo a Contraf (Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro), a adesão ao movimentou cresce a cada dia.
A greve atingiu ontem (28), segundo o sindicato, 5.786 agências --o balanço de hoje ainda não foi divulgado. A adesão é o dobro das 2.881 unidades paralisadas na última quinta-feira (24), primeiro dia da greve.
A greve no Tocantins foi decidida em assembléia, na última quarta-feira, dia 23, na sede do Sintec-TO. Os bancários tocantinenses paralisaram suas atividades na sexta-feira, 25. Até o momento estima-se que cerca de 30 agências...
Os Correios decidiram recorrer ao TST (Tribunal Superior do Trabalho) após receberem o comunicado de que 27 dos 35 sindicatos que representam os empregados rejeitaram a proposta de reajuste imediato de 9% e um aumento linear de R$ 100 a partir de janeiro.
O acordo valeria por dois anos, com o compromisso de não haver desconto dos dias parados se os empregados retornassem ao trabalho já nesta sexta-feira. A proposta da empresa significaria um aumento salarial entre 19,79% e 24,43% para a maioria dos funcionários, principalmente carteiros, atendentes e operadores de transbordo, segundo a estatal.
Nesta sexta-feira, terceiro dia de greve, 31% dos empregados não comparecerem ao trabalho, ainda de acordo com os Correios. A empresa distribui diariamente 33 milhões de correspondências e 770 mil encomendas. Com a greve, cerca de 20 milhões de correspondências e 243 mil encomendas deverão ser entregues com atraso.
Nos Estados em greve, os Correios informam que têm um plano de contingência para garantir o funcionamento mínimo das atividades essenciais da empresa. Os dias parados serão descontados dos grevistas já na folha de pagamento deste mês.
A pauta da Fentect (Federação Nacional dos Trabalhadores em Correios) reivindica, entre outros itens, aumento salarial de 41% para recompor perdas salariais históricas, aumento linear de R$ 300 em todos os holerites, redução da jornada de trabalho sem redução de salário e contratação de mais servidores via concurso.
Os funcionários também pedem melhorias das condições de trabalho, tanto para quem trabalha internamente como para os que percorrem as ruas.
Metalúrgicos de cidades do ABC (Grande SP) e da General Motoros de São Caetano (também no ABC) e São José dos Campos (SP) pararam a produção nesta sexta-feira em reivindicação por reajuste salarial. Os trabalhadores da Volkswagen-Audi de São José dos Pinhais (PR) recusaram a proposta da empresa e mantiveram a greve.
No ABC, a greve atinge mais de 60 mil trabalhadores de São Bernardo, Diadema, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra ligados à CUT (Central Única dos Trabalhadores).
Eles reivindicam o mesmo acordo feito com as montadoras, com aumento real de cerca de 2%, além dos 4,44% da inflação do período (total de 6,53%), mais abono correspondente a um terço do salário médio do grupo.
O acordo já fechado envolve Volkswagen, Ford, Mercedes-Benz, Scania e Toyota. O abono nas montadoras será de R$ 1.500. Nas demais empresas o valor do abono reivindicado vai variar de acordo com a média salarial de cada grupo.
Trabalham nas montadoras cerca de 32 mil dos 96 mil metalúrgicos da base do Sindicato dos Metalúrgicos do ABC.
GM
No caso da GM, os 10,5 mil trabalhadores de São Caetano entraram em greve hoje por tempo indeterminado.
Na unidade da empresa em São José dos Campos, os trabalhadores decidiram na manhã desta sexta-feira (18) deflagrar greve novamente. A decisão foi tomada após a reunião de ontem terminar sem acordo. É a quarta paralisação dos metalúrgicos desde o último dia 10, pela campanha salarial da categoria.
Os metalúrgicos rejeitaram a proposta de 6,53% de reajuste aceita pelos funcionários das demais empresas.
A montadora manteve a proposta de 6,53% e ofereceu um aumento de R$ 250 no abono, que passaria para R$ 1.750. A proposta foi rejeitada pelos sindicatos. Em São José, a reivindicação dos trabalhadores é de 14,65% de reajuste salarial.
Juntas, as duas fábricas produzem 620 mil carros por ano e possuem cerca de 16 mil trabalhadores.
Paraná
Na Volkswagen-Audi de São José dos Pinhais os 3.500 metalúrgicos rejeitaram proposta da empresa e decidiram prosseguir com a paralisação iniciada em 3 de setembro.
A direção da montadora ofereceu 7,57% de reajuste em setembro (3% de aumento real + 4,44% de correção pelo INPC), abono de R$ 2.000 a ser pago na próxima segunda-feira (21), e aumento no adicional noturno para 25% a partir de agosto de 2010. Os trabalhadores, no entanto, exigem que o adicional seja aplicado imediatamente.
A senadora Kátia Abreu (DEM-TO) e os deputados Onyx Lorenzoni (DEM-RS) e Ronaldo Caiado (DEM-GO) protocolaram na manhã desta quarta-feira, 16, um requerimento para a criação da Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) que investigará repasse de recursos públicos ao Movimento dos Trabalhadores Sem-Terra (MST). O requerimento foi entregue na secretaria geral da mesa do Senado.
Para garantir a abertura da CPMI eram necessárias 27 assinaturas do Senado e 171 da Câmara. Os parlamentares recolheram 34 e 192 assinaturas, respectivamente. O objetivo da criação da comissão é o de apurar a denúncia publicada pela revista Veja, há cerca de 15 dias, sobre irregularidades em convênios fixados entre o governo e o MST. A leitura do requerimento deve ser feita em sessão do Congresso porque se trata de uma CPI mista.
A senadora Kátia fez duras críticas ao Movimento dos Sem Terra. “O MST não tem e nunca teve nenhum propósito de conseguir um pedaço de terra. É um grupo criminoso, que age à margem da lei, que produz intranquilidade e violência no campo”, disse a senadora, que completou afirmando serem “fachadas” as cooperativas do MST.
As denúncias que pesam sobre o MST são graves. Segundo Kátia Abreu, a Comissão Parlamentar de Inquérito irá apurar os possíveis crimes de formação de quadrilha e improbidade administrativa.
Por enquanto, a senadora do Democratas está se amparando em informações que a imprensa divulgou. Kátia disse que dos últimos R$ 60 milhões que o MST recebeu de repasses, R$ 40 mi foram enviados pela União. O restante o movimento recebeu de organizações não-governamentais estrangeiras, que também serão rastreadas pela CPI. “Queremos saber se houve registro desses repasses na Receita Federal e a origem deles”, explicou a senadora.
INVESTIGAÇÃO JÁ!
O MST, cumprindo à risca seu papel, acusa a existência de uma conspiração contra a sua causa. O pedido de CPI, protocolado por Kátia Abreu (DEM-TO), seria apenas uma retaliação à luta dos ditos sem-terra para rever os índices de produtividade no campo etc. Não é verdade. A comissão se justifica porque a injeção de dinheiro público no movimento, por meio de cooperativas, é um fato, não um boato. Está documentado. O mesmo se diga dos recursos estrangeiros que irrigam o solo ideológico do MST, que produz pouca comida e muita ideologia. Mas esperem um pouco: e se fosse, de fato, um contra-ataque político? É formidável a capacidade que essa gente tem de satanizar o adversário, não? Para eles, fazer política é um mister; para os outros, um crime.
Reitero a indagação que fiz sobre o índice de produtividade: por que só vale para o campo? Por que não existe índice de produtividade para os demais setores da economia? O setor agroindustrial brasileiro não tem por que se intimidar. Todos sabem que é um dos mais produtivos do mundo. Essa história do latifúndio que deixa a terra esfaimando é uma mistificação, uma mentira alimentada pelo MST e por setores muito pouco cristãos infiltrados na Igreja Católica.
Na edição retrasada de VEJA, Policarpo Júnior e Sofia Krause contaram como funciona o esquema. Segue um trecho: VEJA teve acesso às informações bancárias de quatro organizações não governamentais (ONGs) apontadas como as principais caixas-fortes do MST. A análise dos dados financeiros da Associação Nacional de Cooperação Agrícola (Anca), da Confederação das Coo-perativas de Reforma Agrária do Brasil (Concrab), do Centro de Formação e Pesquisas Contestado (Cepatec) e do Instituto Técnico de Estudos Agrários e Cooperativismo (Itac) revela que o MST montou, controla e tem a seu dispor uma gigantesca e intrincada rede de abastecimento e distribuição de recursos, públicos e privados, que transitam por dezenas de ONGs espalhadas pelo Brasil:
* As quatro entidades-cofre receberam 20 milhões de reais em doações do exterior entre 2003 e 2007. A contabilização desses recursos não foi devidamente informada à Receita Federal. * As quatro entidades-cofre repassaram uma parte considerável do dinheiro a empresas de transporte, gráficas e editoras vinculadas a partidos políticos e ao MST. Há coincidências entre as datas de transferência do dinheiro ao Brasil e as campanhas eleitorais de 2004 e 2006. * As quatro entidades-cofre receberam 43 milhões de reais em convênios com o governo federal de 2003 a 2007. Existe uma grande concentração de gastos às vésperas de manifestações estridentes do MST. * As quatro entidades-cofre promovem uma recorrente interação financeira com associações e cooperativas de trabalhadores cujos dirigentes são ligados ao MST. * As quatro entidades-cofre registram movimentações ban-cárias estranhas, com vul-tosos saques na boca do caixa, indício de tentativa de ocultar desvios de dinheiro.
Voltei É isso que os crentes de João Pedro Stedile têm de explicar. O resto é conversa mole de quem quer manter a causa financiada com dinheiro público.
CPI neles! E que se note: querem um exemplo de senador - no caso, senadora - que leva a sério o seu mandato? Katia Abreu.
Categoria reivindica reposição salarial de 41%, corresponde às perdas acumuladas desde agosto de 1994
SÃO PAULO - Os funcionários da Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos (ECT) decidiram entrar em greve em vários Estados do Brasil. O Movimento começou nesta terça-feira, 15, às 22 horas. O sindicato dos trabalhadores da empresa na capital paulista, Grande São Paulo e na região de Sorocaba também resolveu cruzar os braços.
A categoria reivindica uma reposição salarial de 41,03%. Segundo a Federação Nacional dos Trabalhadores em Correios (Fentect), o porcentual corresponde às perdas acumuladas desde agosto de 1994. Os trabalhadores ainda exigem um aumento linear de R$ 300 no piso salarial da categoria, que atualmente, é de R$ 640.
Manoel Feitosa, secretário do departamento jurídico da Fentect, diz que a proposta dos funcionários foi feita no dia 30 de julho. A empresa apresentou uma contraproposta, com reajuste de 4,5%. A categoria, porém, rejeitou. "A proposta cobre a inflação, mas não garante ganho real", afirma Feitosa.
A Fentect tinha dado prazo até esta terça para que a empresa apresentasse uma nova proposta, o que não ocorreu . A empresa tem 116 mil funcionários em todo o País, sendo 60 mil carteiros. A previsão é de que 70% dos funcionários devem aderir à greve. Isso irá provocar atrasos na entrega das correspondências.
O Procon, contudo, ressalta que os consumidores não podem ser penalizados. "Os prejuízos pelo atraso na chegada das contas devem ser assumidos pelas empresas que emitiram as contas", afirma Fátima Lemos, assistente de direção do Procon. Ela aconselha aos consumidores procurarem formas alternativas de pagamento. "Quem espera por uma conta de luz ou de telefone, pode verificar com a empresa responsável se o boleto está disponível na internet ou se pode ser encaminhado por fax." Fonte: Fernando Taquari - Jornal da Tarde
Polícia Militar enviou equipes para controlar tumulto na Zona Sul de SP. Na segunda (31), jovem morreu na favela atingida por bala perdida.
Carros incendiados em Heliópolis, na Zona Sul de SP (Foto: Reprodução/TV Globo)
Dois ônibus que faziam linhas intermunicipais foram incendiados na noite desta terça-feira (1°) na favela de Heliópolis, na Zona Sul de São Paulo. Ao menos outros três carros também foram consumidos pelas chamas durante um tumulto que começou por volta das 18h.
Agentes da Tropa de Choque e da Força Tática da Polícia Militar usaram bombas de gás e balas de borracha para tentar dispersar os manifestantes. Pedras, garrafas e outros objetos foram arremessados contra os policiais. Até por volta das 20h, no Hospital de Heliópolis, funcionários confirmaram que um policial militar foi atendido com ferimentos.
A manifestação seria o segundo ato na favela contra a morte de Ana Cristina de Macedo, de 17 anos, baleada durante troca de tiros na segunda-feira (31). A morte ocorreu durante uma perseguição de agentes da Guarda Civil de São Caetano do Sul, no ABC, a suspeitos de roubarem um carro.
Carros queimados
Nesta terça-feira, manifestantes colocaram fogo em pelo menos dois veículos na Rua Coronel Silva Castro. Nas imediações, um terceiro carro foi tombado e incendiado. O Corpo de Bombeiros enviou equipe para controlar o fogo nos automóveis.
Também na favela, um grupo obrigou passageiros de um ônibus que fazia a ligação entre São Paulo e Ribeirão Pires a descer do veículo e assumiu o controle da direção. O ônibus foi incendiado no início no início da Avenida Almirante Delamare.
Pouco depois, por volta das 20h, outro ônibus foi incendiado na esquina entre a Rua Coronel Silva Castro e a Avenida Almirante Delamare. Uma moradora de uma casa em frente ao local em que o veículo foi incendiado precisou ser retirada de casa pela janela.
Medo
Moradora uma das casas próximas ao conflito, uma faxineira de 33 anos, mãe de duas crianças com menos de dez anos, afirma que todos na família tiveram a rotina alterada.
O marido, que sairia para trabalhar à noite, teve que esperar. "Não estamos fazendo nada. Apenas sentados na sala, olhando um para a cara do outro. A situação está bem tensa", afirmou. Nas ruas da favela, o movimento é apenas de policiais ou manifestantes. Muitos deles com o rosto escondido com camisas.
Secretário defende
Nesta tarde, o secretário municipal de Segurança de São Caetano do Sul, no ABC, Moacyr Rodrigues, considerou correto o procedimento dos três guardas-civis que saíram da cidade e chegaram até a Favela de Heliópolis. “Não tenho a menor dúvida quanto isso”, disse Rodrigues.
De acordo com ele, o carro dos guardas foi alvejado com pelo menos três ou quatro tiros. A perseguição começou por volta de 23h30 desta segunda-feira (31) no bairro Vila São José. Na altura da Rua Engenheiro Armando Arruda Pereira, os guardas teriam sinalizado para que o Ford KA com três ocupantes parasse. Diante da negativa, o veículo foi seguido até a Favela de Heliópolis.
Investigação
A polícia investiga de onde partiu o disparo. Segundo a polícia, as primeiras informações são de que suspeitos roubaram o Ford KA e foram perseguidos pelos guardas-civis da cidade até São Paulo.
Segundo testemunhas, a garota tentou se esconder atrás de um carro, mas acabou sendo baleada. A jovem chegou a ser socorrida, mas morreu no hospital.
Uma mulher suspeita de envolvimento no roubo do veículo foi presa. Dois homens que também estariam envolvidos no roubo conseguiram fugir. O caso foi registrado no 95º DP, Cohab Heliópolis.