Mostrando postagens com marcador copa do mundo. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador copa do mundo. Mostrar todas as postagens

Espanha é recebida por multidão em Madri

Taça Fifa desce do avião pelas mãos do capitão Iker Casillas

Ainda no avião, pouco antes do desembarque, os jogadores posam com a Taça Fifa (Foto: AFP)

Em seguida, o capitão Casillas desce da aeronave e exibe o troféu aos torcedores em Madri (Foto: Reuters)

A delegação da Espanha desembarcou em Madri nesta segunda-feira, um dia depois da inédita conquista da Copa do Mundo, com vitória por 1 a 0 sobre a Holanda, na prorrogação. Mesmo cansados com a viagem desde Joanesburgo, na África do Sul, os jogadores eram apenas sorrisos no aeroporto de Barajas, na capital espanhola. Depois de fazer uma visita à sede do Governo, a equipe desfilará em carro aberto pelas ruas da cidade.

Os campeões desfilarão em carro aberto pelas ruas da cidade e devem ser recebidos por cerca de 100 mil torcedores, que comemoram desde domingo o primeiro triunfo da equipe em Copas do Mundo. Antes, porém, eles foram acomodados em um hotel perto do Aeroporto de Barajas para depois iniciar a jornada até o Palácio Real

A primeira parada foi no Palácio Real da Espanha, às 12h45 de Brasília, onde a família real ofereceu uma recepção como início dos atos pelo título mundial. O presidente da Real Federação Espanhola de Futebol (RFEF), Ángel María Villar, e o técnico da Espanha, Vicente del Bosque, comandaram a comitiva, que foi em dois ônibus até o local.

Vestidos com camisas vermelhas e calças de cor azul marinho, todos os jogadores cumprimentaram os membros da família, como as pequenas princesas Sofia e Leonor, antes de ouvirem algumas palavras do rei Juan Carlos.

Após a visita, a Fúria segue para o Palacio de la Moncloa, residência oficial do chefe de governo espanhol, José Luis Rodríguez Zapatero. Depois, a equipe sairá em percurso pelas ruas de Madri.


Fontes: G1 - FOLHA

Espanha ganha sua primeira Copa

Iniesta marca o único gol da partida e põe a Fúria no seleto clube dos campeões mundiais, agora com oito integrantes

Um título que nunca havia sido conquistado jamais viria facilmente. Ainda mais para uma seleção que sempre teve a fama de fracassar na hora H. Amarelona? Não. Sua cor é vermelha. E o título finalmente veio. Para a torcida da Espanha, pareceu que nunca viria.

Noventa minutos que viraram 120. Ou melhor, 115, quando Iniesta estufou a rede e tirou da garganta um grito entalado há uma eternidade. Uma conquista com direito a 0 a 0 no tempo normal, 1 a 0 sobre a Holanda na prorrogação, desabafos, choro... A primeira Copa do Mundo na África viu nascer o oitavo campeão da história. A partir deste domingo, a Espanha pode colocar uma estrela no peito e exibir para o planeta que amarela é a cor da taça na mão dos seus jogadores.


A história dessa nova campeã mundial não começou no Soccer City. No início tinha outro técnico, Luis Aragonés, e quase os mesmos jogadores. O time vencedor da Eurocopa de 2008 transformou a Espanha na seleção a ser batida. O treinador mudou, entrou Vicente del Bosque, e voltou a decepção: fracasso na Copa das Confederações, derrota na estreia do Mundial contra a Suíça. Mas o time que melhor toca a bola no planeta deu a volta por cima. E termina 2010 no topo.

Para a Holanda, que já chegara à final em 1974 e 1978, fica a decepção de acumular seu terceiro vice-campeonato em Copas do Mundo. E, desta vez, após vencer todos os jogos das eliminatórias e da trajetória na África do Sul.

O goleiro e capitão Casillas ergue a taça ao lado de seus companheiros (Foto: Reuters)

As duas equipes começaram o jogo com as formações que venceram na semifinal. Assim, Fernando Torres continuou no banco da Espanha, e Pedro foi titular no ataque. E o artilheiro David Villa ficou preso entre os zagueiros, com pouca mobilidade. A Laranja contou com sua força máxima, do 1 a 11, com as estrelas Sneijder e Robben presentes.

A Fúria conseguiu ter mais posse de bola, do jeito que gosta, durante os primeiros 90 minutos: 57%. Mas não conseguiu marcar nos 12 chutes que teve, enquanto a Laranja tentou nove.

Pela primeira vez desde 1994, quando o Brasil bateu a Itália nos pênaltis, a final terminou com 0 a 0 e foi para a prorrogação. Com o Soccer City lotado pela segunda vez no Mundial (84.490 torcedores, mesmo público da partida de abertura), Espanha e Holanda fizeram a final com o maior número de cartões amarelos da história: 13. Ainda teve um vermelho para Heitinga, na prorrogação.

Cinco cartões amarelos e poucas chances


De Jong dá uma voadora em Xabi Alonso: lance valeu apenas o cartão amarelo (Foto: Reuters)

Quem esperava o futebol arte se decepcionou nos primeiros 45 minutos. Sabe aquela Espanha que toca bem a bola e a Holanda fatal nos contra-ataques? Não entraram em campo. As duas seleções deram vez a uma faceta mais violenta, que ainda não haviam mostrado na Copa: foram cinco cartões amarelos, sendo que pelo menos um merecia a expulsão - De Jong deu uma voadora no peito de Xabi Alonso.

A Fúria chegou à partida com 81% de aproveitamento em passes certos. Mas no primeiro tempo teve 75%, errando toques bobos. A Laranja foi bem pior: 55% de acerto. A primeira boa jogada foi espanhola. Sempre perigoso nas cobranças de falta, Xavi cobrou uma na cabeça de Sergio Ramos, que, da marca do pênalti, obrigou Stekelenburg a fazer grande defesa, aos quatro minutos. Aos sete, a Holanda deu o primeiro chute a gol com Kuyt, de fora da área, nas mãos de Casillas.

Pela direita, a Fúria conseguia bons ataques e quase marcou um golaço aos dez: Iniesta achou Sergio Ramos, que entrou na área, pedalou para cima de Kuyt e bateu cruzado, mas Heitinga tirou perto da linha. Um minuto depois, em novo cruzamento da direita, David Villa pegou de primeira de canhota e acertou a rede por fora, fazendo alguns torcedores até comemorarem.

Aos 34 minutos, um lance inusitado quase resultou em gol para a Holanda. Após o jogo parar para atendimento médico, Heitinga resolveu devolver a bola para Espanha e chutou, do seu campo, em direção a Casillas. A bola quicou na frente do goleiro, que teve que se esticar para tocar nela e colocar para escanteio (veja no vídeo abaixo).


O time de Bert van Marwijk passou a gostar mais do jogo e a procurar o ataque na segunda metade do primeiro tempo. De pé em pé, a bola chegou a Mathijsen na área, aos 36, mas o zagueiro furou feio e desperdiçou boa oportunidade. Aos 45, mais uma boa troca de passes e Robben, do bico direito da área, arriscou e acertou o cantinho esquerdo de Casillas, que conseguiu salvar.

Oportunidades claras não tiram o zero do placar

As equipes voltaram para o segundo tempo sem substituições. Com dois minutos, a Espanha tentou sua famosa jogada de escanteio, que faz sucesso no Barcelona e valeu até a vitória na semifinal sobre a Alemanha: Xavi cruzou, Puyol subiu e encostou de leve na bola, mas Capdevila furou na pequena área.

A Laranja apostou nos contra-ataques e chegou duas vezes perto de Casillas. Mas Xavi chegou ainda mais perto do gol: em cobrança de falta aos nove, a bola passou rente ao travessão. Aos 15, Vicente del Bosque fez a primeira substituição da partida, mexendo no ataque: tirou Pedro e pôs Navas. Mas quem entrou de verdade no jogo foi Sneijder. Até então sumido, o camisa 10 criou a melhor chance até então: aos 18, o craque acertou um lançamento perfeito para Robben entre dois zagueiros espanhóis. O atacante do Bayern de Munique invadiu a área, cara a cara com Casillas, e chutou, mas a bola bateu no pé do goleiro e foi para escanteio.

 Sozinho, Robben perde chance de ouro, ao chutar para defesa de Casillas com o pé (Foto: Reuters)

Aos 24, foi a vez de a Espanha desperdiçar a sua melhor oportunidade na final: Navas cruzou da direita rasteiro, Heitinga cortou mal, e a bola ficou com Villa, na pequena área, mas o chute bateu na zaga e foi para escanteio, por cima.

Aos poucos, a Espanha voltou a controlar o jogo. E a velha estratégia de apelar para o cruzamento de Xavi voltou a ser utilizada: aos 31, ele bateu cruzamento na cabeça de Sergio Ramos, que, livre e de cara para Stekelenburg, concluiu para fora. Um lance parecido ao gol de Puyol contra a Alemanha na semifinal.

Robben igualou o placar de oportunidades claras perdidas ao ficar novamente sozinho diante de Casillas, aos 38 minutos, depois de ganhar de Puyol na corrida. O goleiro saiu bem e evitou o drible, e o holandês reclamou de forma acintosa de falta do zagueiro, recebendo o nono cartão amarelo do jogo. Com os ataques em um mau dia, os 90 minutos terminaram com 0 a 0.

Iniesta marca e vira o herói

A prorrogação começou com o mesmo panorama da segunda etapa, com gols sendo desperdiçados. Fabregas, que substituíra Xabi Alonso, recebeu ótimo passe de Iniesta e chutou para defesa salvadora de Stekelenburg com o pé. No lance seguinte, foi a vez da Holanda: Casillas saiu mal do gol em cobrança de escanteio, e Mathijsen não aproveitou, cabeceando para fora.

Iniesta comemora o gol da vitória, mostrandocamisa em homenagem a Dani Jarque (Foto: EFE)

A Espanha chegava com mais frequência e mais perigo. Iniesta tentou um drible em vez de um chute e perdeu boa chance. Jesus Navas preferiu o caminho oposto e concluiu mesmo com Van Bronckhorst à sua frente. A bola bateu nele e na rede pelo lado de fora, arrancando um sorriso do goleiro Stekelenburg.

Os treinadores fizeram suas últimas substituições na tentativas de tirar o zero do placar. Bert van Marwijk pôs Van der Vaart e Braafheid nos lugares de De Jong e Van Bronckhorst, e Vicente del Bosque trocou o artilheiro Villa por Torres. O holandês ganhou um motivo para se preocupar quando o zagueiro Heitinga recebeu o cartão vermelho após falta em Iniesta.

O gol, que teimava em não sair, veio aos dez minutos do segundo tempo da prorrogação. Começou com jogada valente de Jesus Navas, que correu em direção ao ataque, teve sequência com troca de passes, até Fabregas dar a assistência para Iniesta chutar cruzado. Na comemoração, exibiu camisa em homenagem a Dani Jarque, capitão do Espanyol que morreu no ano passado, aos 26 anos. Casillas já chorava em campo mesmo antes do apito final, consciente de que fazia parte da história do futebol espanhol.

Puyol consola Sneijder após a derrota holandesa na decisão no Soccer City (Foto: Reuters)

Lances da partida



Fontes: G1- TV Globo

Empresários oferecem 30 mil euros por polvo "vidente"

Os empresários querem que o molusco seja símbolo da região e promova a festa do polvo, que acontece na região. 

Paul ao escolher Espanha, como campeã da Copa/AP

Empresários do conselho da cidade espanhola de O Carballiño ofereceram 30 mil euros (quase R$ 67 mil) para comprar o polvo Paul, que ficou famoso por "prever" e acertar os resultados dos jogos da Alemanha na Copa do Mundo-2010.

O prefeito da cidade, Carlos Montes, explicou que a iniciativa começou com uma proposta de um empresário local de financiar a compra do animal com dez mil euros. Nas últimas horas, segundo Montes, outros empresários da região mostraram interesse em participar da compra, elevando a proposta para 30 mil euros.

Fontes: FOLHA - Efe

Polvo 'vidente' aposta que Espanha será campeã da Copa do Mundo

Molusco de aquário alemão deu o palpite para a decisão do Mundial. Ele 'disse' ainda que Alemanha vence Uruguai na disputa pelo terceiro lugar.

Polvo escolheu a isca na caixinha da Espanha (Foto: AP)

O polvo Paul, do aquário Sea Life, em Oberhausen, na Alemanha, fez a sua "previsão" para a final da Copa do Mundo. Com 100% de acertos, o polvo escolheu a caixinha com a bandeira da Espanha na hora de escolher qual isca iria devorar, se a que indicava a bandeira espanhola ou a que estava na caixinha de vidro com a bandeira da Holanda. A final da Copa será no domingo (11).

Até algumas semanas, Paul era um humilde polvo de dois anos, nascido na Inglaterra. Agora, virou uma celebridade mundial e provoca filas diárias no aquário de Oberhausen, na Alemanha.


Alemanha ficaria em terceiro, segundo Paul (Foto: AP)

Paul disse ainda que Alemanha vai ganhar do Uruguai e ficar com o terceiro lugar do Mundial. O molusco participou do "bolão" do aquário dando palpites em todos os jogos da Alemanha. Ele acertou que a seleção alemã ganharia de Austrália, Gana, Inglaterra e Argentina, e que perderia na primeira fase para a Sérvia e nas semifinais para a Espanha.

O palpite para a decisão da Copa é o primeiro que Paul faz neste Mundial em que não envolve a seleção alemã.



Fontes: G1 - TV Globo

Holanda despacha o Uruguai e, 32 anos depois, volta à final da Copa

Celeste tenta o empate até o último minuto, mas Laranja segura a pressão, vence por 3 a 2 e avança para a decisão, contra Espanha ou Alemanha

A Holanda está de volta a uma final de Copa do Mundo após 32 anos. A geração de Robben, Van Persie e Sneijder se iguala ao time de Krol, Neeskens e Rep e coloca a Laranja na decisão do Mundial da África do Sul.

A vaga veio com uma vitória sobre o Uruguai, por 3 a 2, nesta terça-feira, no estádio Green Point, na Cidade do Cabo. A última vez da Holanda numa decisão de Mundial foi na Argentina, em 1978. Naquele ano, sem Cruyff, a equipe foi vice-campeã pela segunda vez consecutiva. Agora, tenta o título inédito para provar que o futebol bonito também pode ser eficiente.

A outra vaga na final será disputada por Espanha e Alemanha nesta quarta-feira, às 15h30m, em Durban. O vencedor briga com a Holanda pela taça no domingo, no mesmo horário, no Soccer City, em Joanesburgo. O perdedor decide o terceiro lugar com o Uruguai no sábado, em Porto Elizabeth.

Robben faz o gol e parte para o abraço: a Holanda está na final da Copa do Mundo (Foto: AFP)

A Laranja abriu o placar nesta terça com uma bomba de Van Bronckhorst de fora da área, e o Uruguai empatou na mesma moeda com Forlán, ainda no primeiro tempo. No segundo, Sneijder e Robben marcaram, e Maxi Pereira diminuiu já nos acréscimos. No site da Fifa, os internautas escolheram Sneijder como o melhor do jogo. O gol dele, no entanto, foi cercado de polêmica: os uruguaios reclamam de impedimento de Van Persie, que não chegou a tocar na bola, mas participou do lance em posição ilegal.

O jogo


A Holanda é um time mais técnico que o Uruguai. Provou isso durante todo o primeiro tempo: tocando a bola de pé em pé, buscando um espaço, uma brecha que fosse, para tentar penetrar no paredão celeste. A equipe sul-americana, aguerrida, conseguia brecar as investidas dos homens de laranja e tentava encaixar um contra-ataque. Faltava, porém, acerto no passe. Forlán e Cavani só viam a bola passando por cima. Em vão, tentavam lutar contra os grandalhões holandeses.

Com isso, o jogo ficou restrito à intermediária. A bola ficava por ali, mais sob o domínio da Holanda que do Uruguai. A tentativa de Kuyt, logo aos três minutos, que recebeu cruzamento de Sneijder e mandou por cima do gol, parecia que seria a única a se aproximar do gol uruguaio. Foi então que os jogadores perceberam que a solução era arriscar o chute de fora da área. A Jabulani não é traiçoeira? Então, bombas para o gol.

O primeiro a acertar o tiro foi Van Bronckhorst, aos 18 minutos. A Holanda veio com seu toque paciente. A bola saiu de Robben, na direita, e chegou a Kuyt, que percebeu o lateral-esquerdo vindo. A bola foi rolada e o capitão holandês, que estava a 36 metros do gol, mandou uma bomba certeira. A bola, que viajou a 109km/h, não pegou efeito: saiu quase em linha reta na direção do ângulo esquerdo de Muslera, que até chegou a encostar nela, mas não o suficiente para desviá-la. Um golaço.

O gol, porém, não mudou o panorama do jogo. A Holanda seguia tentando controlar o jogo trocando passes e o Uruguai buscava acertar pelo menos três trocas de bola para se aproximar da área. Estava difícil. Aos 27 minutos, um susto. Após cobrança de escanteio de Forlán, Cáceres tentou mandar a bola de bicicleta para o gol, mas acabou acertou o chute no rosto do volante De Zeeuw. O jogador holandês chegou a ficar desacordado. O lance causou um início de confusão, com Sneijder tentando tomar as dores do companheiro. O carrasco brasileiro (marcou os dois gols holandeses que despacharam o Brasil nas quartas de final) acabou levando o amarelo.

Forlan chuta para empatar no primeiro tempo: esperança uruguaia antes do intervalo (Foto: Getty Images)

Como estava difícil chegar tocando, o Uruguai resolveu tentar a mesma solução encontrada pelo adversário: os chutes de fora. O primeiro só veio aos 36, com Álvaro Pereira, que não chegou a assustar o goleiro Stekelenburg. Mas o segundo, aos 41, foi inapelável. Forlán recebeu pela direita, cortou para o pé esquerdo e chutou. A bola fez uma curva da esquerda para a direita e atrapalhou o goleiro, que até deu um tapa na bola, mas sem conseguir mandá-la para fora. Estava empatada a partida.

Laranja decide no segundo tempo

A Holanda voltou para o segundo tempo com uma formação diferente. O técnico Bert Van Marwijk tirou o volante De Zeeuw, que levou um chute no rosto no primeiro tempo, e colocou em campo mais um meia: Van Der Vaart. Restou apenas Van Bommel na proteção à zaga, mas isso não fez muita diferença, já que o Uruguai seguia recuado.


Sneijder (10) festeja o seu gol (Foto: AFP)

Com mais um armador em campo, Sneijder ficou ainda mais solto e começou a aparecer. O toque de bola holandês tornou-se envolvente e encurralou os uruguaios. Os gols não tardaram a sair, já que a pressão era intensa. Aos 25, Sneijder dominou pela esquerda, cortou para o meio e chutou de direita. A bola desviou em Maxi Pereira e entrou. Os uruguaios reclamaram de impedimento de Van Persie, que não chegou a encostar na bola, mas o árbitro validou o gol.

O golpe foi duro e deixou a Celeste grogue. Aos 28, veio mais um. Kuyt recebeu pela esquerda e acertou ótimo cruzamento para Robben, que subiu livre e escorou. A bola foi no cantinho direito de Muslera e ainda beijou o pé da trave antes de entrar.

O Uruguai, contudo, não se entregou. A pressão da Celeste rendeu frutos aos 47, quando Maxi Pereira reduziu a vantagem e incendiou o fim do jogo. O árbitro, que tinha prometido dar três minutos de acréscimos, fez a partida beirar os 50, para desespero dos holandeses. A equipe sul-americana manteve o abafa até o apito final, mas não deu. Tristeza em azul, euforia em laranja na Cidade do Cabo.

Lugano, que não jogou a partida decisiva, reclama da arbitragem após o apito final (Foto: Agência Reuters)



Fontes: G1- TV Globo

Dunga se despede com carta aberta a CBF

Em carta aberta a Ricardo Teixeira, Dunga se conforma com demissão: "Certa ou não, não cabe a mim questioná-la"

Dunga, após desembarcar em Porto Alegre: sonho com a permanência e demissão por telefone (FolhaPress)

Dunga, agora ex-técnico da seleção brasileira, divulgou ontem, em seu site oficial uma carta aberta a Ricardo Teixeira, presidente da Confederação Brasileira de Futebol (CBF), que o demitiu por telefone no último domingo, após o desembarque no Brasil.

Em tom extremamente formal – o ex-técnico trata Teixeira por “Vossa Senhoria” e usa vocabulário rebuscado, com palavras como desiderato e incontinenti -, Dunga lamenta não ter atingido o objetivo principal traçado pela CBF: conquistar a Copa do Mundo 2010. Afirma, porém, ter realizado as demais mudanças propostas.

“Em relação a 2006, renovamos o elenco da Seleção Brasileira de Futebol, voltamos a ter respeito no cenário mundial e, fundamentalmente, a respeitar a Seleção Brasileira de Futebol e, por extensão, a própria Confederação Brasileira de Futebol – CBF”, escreve em determinado trecho. “As recentes pesquisas de opinião pública, os resultados obtidos pelos patrocinadores e, notadamente, as conquistas alcançadas dentro de campo, indiscutivelmente, comprovam tal afirmação.”

Apesar de agradecer o tempo todo pela “confiança, respaldo e autonomia”, como cita logo no início da carta, Dunga, que chegou a considerar sua permanência no cargo no último domingo, antes de ser demitido por telefone, dá uma alfinetada no final. “Agora, como sempre foi à (sic) postura por mim adotada, incontinenti, resta-me acatar à (sic) sua decisão, pois, certa ou não, a mim não cabe questioná-la”, afirma no final, para encerrar em seguida, “limitado ao exposto”, e assinar: Carlos Caetano Bledorn Verri – Dunga.

Fonte: Veja

Copa do Mundo: Calendário de Jogos

Calendário de Jogos


CBF demite Dunga e toda comissão técnica da seleção brasileira

Anúncio dos substitutos será feito até o fim deste mês

O presidente da CBF (Confederação Brasileira de Futebol), Ricardo Teixeira, decidiu demitir neste domingo o técnico da seleção brasileira, Dunga. Além do treinador, todos os integrantes da comissão técnica serão dispensados.

Além de Dunga, o auxiliar técnico Jorginho, o supervisor Américo Faria e o médico José Luiz Runco perderam seus cargos. O fisioterapeuta Luiz Alberto Rosan também deve perder o emprego. Teixeira deverá anunciar o novo treinador na próxima semana, quando chega ao Brasil. Luiz Felipe Scolari é o mais cotado.

Dunga ficou no comando da seleção brasileira por quase quatro anos. Neste período, ele ganhou a Copa América, em 2007, e a Copa das Confederações, em 2009, além de terminar no primeiro lugar nas eliminatórias para a Copa do Mundo.

Dunga já havia indicado anteriormente que sairia do cargo ao dizer que o tempo correto para um técnico ficar no comando da seleção é quatro anos --assumiu o cargo após o Mundial da Alemanha, em 2006.

"Quanto ao meu futuro, todos sabem que quando cheguei à seleção brasileira era quatro anos que eu ia ficar", falou o treinador, após a derrota por 2 a 1 para a Holanda, na sexta-feira.

No entanto, hoje, no desembarque em Porto Alegre após a chegada da África do Sul, Dunga chegou até a ensaiar um discurso de possível permanência ao falar que seu futuro seria conversado com Teixeira.

"Agora vou descansar e daqui a uma ou duas semanas, vou encontrar o presidente [da CBF, Ricardo Teixeira] para falar sobre isso [sua permanência]. O meu projeto era de quatro anos e agora vai depender do que ele conversar comigo", afirmou.

Oficial

Em seu site, a CBF publicou nota oficial tratando das demissões. Leia a íntegra do comunicado abaixo:

"Comissão técnica da Seleção Brasileira está destituída
Nova comissão técnica será anunciada até o final do mês
(CBF.com.br) 04/07/2010 15h44

CBF NEWS

Encerrado o ciclo de trabalho que teve início em agosto de 2006, e que culminou com a eliminação do Brasil da Copa do Mundo da África do Sul, a CBF comunica que está dispensada a comissão técnica da Seleção Brasileira. A nova comissão técnica será anunciada até o final deste mês de julho."

Dunga conversa com torcedor no desembarque em Porto Alegre/Neco Varella/Efe

Fonte: FOLHA/EDUARDO ARRUDA e SÉRGIO RANGEL

Maradona não admite saída, mas diz não ter forças: 'Foi um soco de Ali'

Após eliminação humilhante para a Alemanha, técnico afirma que vai conversar com a família antes de decidir seu futuro na seleção argentina

Maradona em entrevista coletiva após a partida da Argentina contra a Alemanha/Reprodução:TV Globo

Profundamente decepcionado com a goleada sofrida diante da Alemanha, por 4 a 0, neste sábado, na Cidade do Cabo, pelas quartas de final da Copa do Mundo, Maradona afirmou que não tem mais forças para continuar no comando da seleção da Argentina. O treinador não chegou a admitir que está fora, que irá pedir demissão, mas deixou claro que dificilmente seguirá no comando da equipe alviceleste.

Quando lhe foi perguntado se ele vai continuar tendo ânimo para continuar à frente da seleção, Maradona disse:

- Essa é uma desilusão mais dura que a que eu tive em 1982 (na Copa da Espanha, quando a Argentina foi eliminada após uma derrota por 3 a 1 para o Brasil). É um chute na cara e não tenho mais forças para nada. Foi como um soco de Muhammad Ali – afirmou.


Maradona, que em alguns momentos de sua entrevista coletiva, soltou longos suspiros, como se estivesse se segurando para não chorar, afirmou, por outro lado, que não é momento de anunciar nenhuma decisão. Disse que vai esfriar a cabeça primeiro.

- Não vou pensar nisso agora. Tenho de falar com a minha família, meus jogadores, há um monte de coisas que precisam ser analisadas. De qualquer forma, fico feliz por ter ajudado a resgatar o jeito argentino. Esse futebol de toques rápidos, de gols, é o que as pessoas da Argentina jogam. Não creio que nós temos outro jeito de jogar. Espero que se dê continuidade a isso – concluiu.


Fontes: G1/Adilson Barros e Thiago Dias - TV Globo

Alemanha goleia a Argentina por 4 a 0

Alemães dominam totalmente a partida. Müller, Klose (2) e Friedrich marcaram os gols.

A torcida argentina comemorou bastante a eliminação do Brasil na sexta-feira, mas a festa dos hermanos não durou mais que um dia. Desta vez, a Alemanha não precisou de pênaltis e nem de sofrimento, como em 2006: sem dar chances ao time de Diego Maradona, os alemães aplicaram um chocolate inapelável por 4 a 0 na Cidade do Cabo e estão classificados para a semifinal da Copa do Mundo. Como disse o diário “Olé” para os brasileiros, os argentinos agora também podem comprar uma televisão para assistir ao restante do Mundial no conforto do sofá de casa.

Maradona desfilando sem roupa no Obeslico em Buenos Aires? Fica para a próxima.

Klose vibra, Messi lamenta: a Alemanha despacha a Argentina e avança às quartas de final (Foto: AP)

Na última Copa, a Alemanha também eliminou a Argentina nas quartas de final, mas com uma sofrida decisão por pênaltis. Neste sábado, no Green Point, não deu nem tempo de roer as unhas: Müller abriu o placar antes do terceiro minuto de jogo e fez o gol mais rápido do torneio na África do Sul. Depois recebeu um cartão amarelo e está fora da semifinal. Klose marcou duas vezes e agora tem 14 em Copas, um a menos que o recorde de Ronaldo. O zagueiro Friedrich também deixou o seu. Schweinsteiger não marcou, mas foi o maestro do time e acabou sendo eleito o melhor da partida pelos internautas no site da Fifa.

A torcida argentina era maioria no estádio, mas quem riu por último foi o meia Michael Ballack, que ficou fora da Copa por contusão, e a chanceler da Alemanha, Angela Merkel, ambos presentes no estádio. Melhor jogador do mundo em 2009, Lionel Messi teve atuação apagada e deixou a competição sem nenhum gol marcado.

A seleção de Joachim Löw agora espera o vencedor de Paraguai x Espanha, ainda neste sábado, às 15h30m, para saber quem será seu rival na próxima quarta-feira, em Durban, pela semifinal. Um dia antes, Uruguai e Holanda decidem na Cidade do Cabo o primeiro finalista.

Gol relâmpagote

A Alemanha parecia com pressa para abrir o placar. Parecia, não. Realmente estava. Com exatos 2m38s no relógio, Schweinsteiger cobrou falta, Otamendi ficou parado, Müller subiu e tocou de cabeça. A bola bateu na perna do goleiro Romero, que estava mal posicionado, e entrou: 1 a 0, gol mais rápido da Copa do Mundo.

Oficialmente, a Fifa arredonda para cima e considera a marca como 3 minutos. O inglês Gerrard fez aos 3m31s contra os Estados Unidos, mas na súmula aparece 4. Agora, Müller está ao lado de Higuaín (Argentina), David Villa (Espanha), Vittek (Eslováquia) e Sneijder (Holanda) no topo da artilharia do Mundial, com quatro gols.

O 1 a 0 no placar deixou a Alemanha ainda mais confiante e deu uma pane na Argentina. Principalmente pelo lado direito da defesa de Maradona. Perdido em campo, Otamendi levava um baile de Podolski. O lateral argentino ainda levou cartão amarelo aos 11, por falta em Friedrich no campo de ataque. Um exemplo de que nada dava certo para os hermanos aconteceu aos 16: Tevez tentou puxar contra-ataque, mas se enrolou, perdeu a bola e a chuteira, que ficou no gramado. Na beira do campo, o Pibe olhava de braços cruzados. O que fazer?

Na arquibancada, a maioria argentina resolveu “jogar” aos 20. Os torcedores pulavam e cantavam, mas os jogadores não correspondiam em campo. Culpa da Alemanha, que tinha uma defesa muito bem montada por Joachim Löw e era perigosa na frente. Como aos 23, quando Heinze se enrolou ao tentar cortar um passe, Müller invadiu a área e rolou para Klose, que bateu por cima.

Em sua primeira Copa como técnico, Maradona volta para casa nas quartas de final (Foto: agência Reuters)

Apagado, Messi passou a procurar mais o jogo. Maradona viu que Otamendi era o ponto fraco e mandou Di Maria sair da esquerda e ir para direita. Assim, o lateral parou de subir ao ataque e Podolski ainda tinha que se preocupar com a marcação do novo jogador do Real Madrid. A tática deu certo e a Argentina passou a ter mais chances. A melhor foi aos 36. Müller tocou a mão na bola na entrada da área e recebeu amarelo. Na sequencia da falta mal cobrada por Messi, Tevez recebeu sozinho de Heinze na área e cruzou para Higuaín tocar para o fundo da rede. Mas quatro argentinos estavam em impedimento na jogada, bem anulada.

Em 45 minutos, a Alemanha deu dez chutes, mas apenas um na direção do gol: justamente o que resultou no 1 a 0 da primeira etapa. Os argentinos deram nove e tiveram 55% de posse de bola.

Schweinsteiger não marcou, mas comandou a Alemanha e foi eleito o melhor em campo (Foto: Getty Images)

Quem voltou com pressa no segundo tempo foi a Argentina. Mas sem a mesma pontaria de Müller no início da partida. Aos três, Di Maria arriscou de longe a bola passou rente à trave alemã. O empate não saiu por pouco, alguns centímetros.

Com a vaga na mão pela vantagem no placar, a Alemanha se fechou ainda mais, apostando nos contra-ataques. E deixou a Argentina ser dona da bola, como Maradona pediu a semana inteira. Mais passe, mais chutes dos hermanos. Para fora, nas mãos de Neuer e até na cara do adversário: aos 17, Di Maria cruzou da direita, Maxi Rodriguez ajeitou com o peito e Tevez soltou a bomba, que explodiu no rosto de Mertesacker.

Os hermanos ainda tiveram duas chances, com Higuain e Tevez, que pararam nas mãos do goleiro. Se a principal arma argentina não dava certo – o toque de bola -, a maior falha voltou a aparecer: o lado direito da defesa. Na velocidade, a seleção de Lahm roubou a bola pela esquerda do ataque aos 23 e, sentado, Müller tocou para Podolski, que invadiu a área e rolou para Klose fazer seu 13º gol em Copas do Mundo, passando Pelé (12) e ficando a dois do recordista Ronaldo (15).

O tiro de misericórdia saiu aos 29. Mais uma vez pelo frágil lado direito da zaga argentina, que até nem contava mais com Otamendi, substituído logo após o gol por Pastore. Schweinsteiger fez o que quis pelo setor, driblou três argentinos na sequência, entrou na área e rolou para o zagueiro Friedrich pegar de primeira no bico da pequena área: 3 a 0.

Ainda havia tempo para mais um contra-ataque, e a desgraça argentina se consolidou com mais um gol de Klose, aos 44. Bola de pé em pé, de Özil para Podolski, de Podolski para Özil, de Özil para Klose, que bateu de pé direito e fez seu 14º gol em Copas, o quarto neste Mundial, assumindo a artilharia ao lado de Higuaín, Vittek David Villa e Müller.

A Alemanha avança cheia de moral para as semis, e está carimbado o passaporte dos hermanos, não para a próxima fase, e sim de volta para casa. Adeus, Argentina. Até 2014, se conseguirem a vaga para jogar no Brasil.


Vídeos Relacionados



Fontes: G1/Thiago Dias e Adilson Barros - TV Globo

Anúncio do hipermercado Extra "tira" a Seleção da Copa

Para o Grupo Pão de Açúcar, que é dono da rede, o erro foi da Folha. Para a Folha, a veiculação ainda está sendo apurada

Adeus "A I qembu le sizwe" brasileira (Reprodução/Folha de S. Paulo)

A rede Extra veiculou na Folha de São Paulo desta terça-feira um anúncio em que se despede da Seleção Brasileira na Copa da África. O anúncio diz: "A I qembu le sizwe sai do Mundial. Não do coração da gente." "Na África, no idioma Zulu, I qembu le sizwe é SELEÇÃO. Valeu, Brasil. Nos vemos em 2014."

Procurada pela reportagem, a assessoria de imprensa do Grupo Pão de Açúcar, da qual a rede Extra faz parte, afirmou ter sido uma falha humana por parte da Folha de São Paulo. Segundo a assessoria, foram enviados dois anúncios, um para o caso de derrota da Seleção e outro para ser utilizado em caso de vitória. O anúncio publicado foi, por engano, o de derrota. Ainda, de acordo com o Grupo Pão de Açúcar, a Folha de São Paulo fará uma retratação do erro.

Segundo o departamento comercial da Folha de São Paulo, a veiculação do anúncio ainda está sendo apurada e, por enquanto, não é possível explicar se o erro foi realmente por parte da Folha ou da house do Grupo Pão de Açúcar.

O Grupo Pão de Açúcar é patrocinador oficial da Seleção Brasileira até o fim da Copa da África através da marca Extra.

Diniz diz que culpados vão responder por anúncio que 'eliminou' Brasil


Página do empresário Abílio Diniz no Twitter,na tarde desta terça-feira. (Foto: Reprodução)

O presidente do Conselho de Administração do Grupo Pão de Açúcar, Abílio Diniz, afirmou na sua página no Twitter que o grupo "tomará providências" e que serão responsabilizados os culpados pelo anúncio da rede de supermercados Extra, que foi publicado erroneamente na edição desta terça-feira (29) do jornal "Folha de S.Paulo". A peça publicitária destacava a "eliminação" da seleção brasileira da Copa do Mundo. Na segunda-feira (28), o Brasil venceu o Chile por 3 a 0 nas oitavas-de-final da competição.

Em seu microbolog, o empresário publicou a seguinte declaração numa sequência de posts, por volta das 15h desta terça:

" Estou ao lado dos que se indignaram com o anuncio publicado erroneamente pelo jornal.


Ontem o Brasil fez seu melhor jogo na Copa. Infelizmente, a Folha de SP cometeu um grave erro com o anúncio do Extra, o que é inadmissível.


Não compartilhamos com a impunidade e tomaremos as providências, que não eliminarão o erro, mas irá responsabilizar os culpados


Como Pres. do Conselho de Adm. do GPA (sic) peço desculpas, em meu nome e do Grupo, aos brasileiros e, principalmente, aos jogadores da seleção".

Versão correta

Ainda nesta terça, a rede Extra publicou em sua página no Twitter a versão correta do anúncio. A peça publicitária diz: " Que venha a próxima. Wafa wafa, Brasil. Na África, no idioma zulu, Wafa wafa é VAI QUE DÁ. Força Extra nas quartas de final, Brasil. Faz o Penta virar Hexa".

O texto publicado erroneamente na "Folha" nesta terça era o seguinte: "A I qembu le sizwe (que significa seleção, no idioma africano zulu) sai do Mundial. Não do coração da gente. Valeu, Brasil. Nos vemos em 2014."

Mais cedo, o Grupo Pão de Açúcar disse, em nota, lamentar o ocorrido, atribuindo ao jornal um erro na seleção do material para a publicação. "E (o jornal) irá se retratar publicamente com a correção do material visto que, como patrocinador da seleção, a rede Extra tem sido um entusiasta do time brasileiro", diz a empresa em nota.

Procurado pelo G1, o jornal enviou uma nota sobre o assunto por volta das 18h.

"A Folha de S.Paulo esclarece que no dia 29/6/2010, no Caderno 'copa 2010', pág D11, foi publicado equivocadamente um anúncio do Hipermercado Extra, devido a problema ocorrido na área de inserção de anúncios. A publicidade insinua que o Brasil não teria se classificado para a próxima fase da copa. Lamentamos o erro."


O jornal também informa que publicará, em sua edição de quarta-feira, um "anúncio errata" sobre o assunto.


Fontes: Veja/Cris Simon - G1

Blatter admite rediscutir o uso da tecnologia a serviço da arbitragem

Em pronunciamento nesta terça-feira, presidente da Fifa afirma que pediu desculpas a mexicanos e ingleses pelos erros nas oitavas de final

Demorou um pouco, mas o presidente da Fifa, Joseph Blatter, se pronunciou a respeito dos recentes erros de arbitragem nas partidas entre México e Argentina e Alemanha e Inglaterra, válidas pelas oitavas de final da Copa do Mundo. O dirigente admitiu que o uso da tecnologia a serviço da arbitragem deverá ser rediscutido em julho, em uma reunião em Cardiff, no País de Gales:

- É óbvio que depois do que vivemos até agora seria um absurdo não reabrir a discussão sobre o uso da tecnologia. A princípio, só vamos voltar a discutir o uso na linha do gol. O futebol é um jogo dinâmico e, no momento em que há uma discussão se a bola entrou ou não, se houve ou não oportunidade de gol, você dá a possibilidade de uma equipe pedir replays uma, duas vezes, como no tênis. Para situações como no jogo do México, não precisa de tecnologia - analisou.

Mexicanos e ingleses foram prejudicados por erros graves de arbitragem nas oitavas do Mundial. Os argentinos abriram o placar da vitória por 3 a 1 sobre o México com um gol de Tevez, em posição irregular, enquanto o English Team não teve um gol validado após o chute de Lampard cruzar a linha, quando a Alemanha vencia a partida por 2 a 1 (terminaria 4 a 1 para os germânicos). Blatter pediu perdão às delegações de México e Inglaterra:

- Pessoalmente lamento, quando se vê que os erros dos árbitros foram tão evidentes. Mas não é o fim da competição ou do futebol, isso pode acontecer. Entendo que não estão felizes e que pessoas estão criticando. Pedi desculpas. Os ingleses disseram obrigado e aceitaram, se conformando que às vezes se ganha e outras se perde. Os mexicanos inclinaram suas cabeças e aceitaram também - concluiu.


Sem Larrionda e Rosetti, árbitros são proibidos de falar sobre tecnologia


O chefe de arbitragem José María García-Aranda (Foto:Thiago Dias/Globoesporte.com)

Uma pergunta não saía da boca das centenas de jornalistas que compareceram ao treino aberto dos árbitros da Copa do Mundo nesta terça-feira, em Pretória: onde estão Jorge Larrionda e Roberto Rosetti?

Procura daqui, consulta dali... E nada. Os dois juízes que falharam feio nas oitavas de final resolveram não comparecer ao evento e ficaram no hotel. Os demais que apareceram adotaram o mesmo discurso: proibidos de tocar no assunto pela Fifa, eles fugiram da polêmica sobre o uso de tecnologia nas partidas de futebol.

- Tivemos uma reunião com os responsáveis pela arbitragem e nos orientaram para não falarmos de dois assuntos: questões técnicas e tecnológicas. Assim, não posso falar disso. Peço que me desculpem - disse o brasileiro Carlos Eugênio Simon.

Na partida entre Argentina e México, no Soccer City, o italiano Rosetti validou um gol de Tevez em impedimento. A confusão aumentou no gramado porque o lance foi repetido no telão do estádio. Já na vitória da Alemanha sobre a Inglaterra, o uruguaio Larrionda não viu que a bola de Lampard entrou. Os auxiliares dos árbitros também não compareceram ao treino.

De acordo com o assessor de imprensa da Fifa, Larrionda e Rosetti eram esperados na escola em Pretória, mas ficaram no hotel. O uruguaio estaria irritado por ter recebido várias ligações de jornalistas em seu quarto e resolveu não ir ao treinamento.

Brasileiro Carlos Simon no treinamento dos árbitros da Fifa (Foto: Thiago Dias / Globoesporte.com)

Chefe de arbitragem da Fifa, José María García-Aranda chegou a irritar repórteres europeus durante sua coletiva de imprensa após as atividades. Perguntado se era a favor ou contra do uso de tecnologia, Aranda afirmou várias vezes que a decisão é da Fifa e da International Board, órgãos responsáveis pelas regras do jogo. Um jornalista chegou a ironizar:

- Não estamos na Coreia do Norte, o senhor deve ter uma opinião.

- A minha opinião é esta. Caso você não goste, problema seu - respondeu o espanhol.

Apesar da proibição da Fifa, a polêmica envolvendo a tecnologia no futebol foi o tema mais abordado em Pretória. Principalmente após a divulgação de um comunicado oficial do presidente Joseph Blatter pedindo desculpas a mexicanos e ingleses e admitindo que novas conversas sobre o assunto serão feitas no futuro.

- Eu tenho uma opinião sobre o assunto, mas não posso falar. Essa é a recomendação da Fifa - disse o auxiliar brasileiro Altemir Hausmann.

Enquanto os brasileiros evitam a qualquer custo perguntas a respeito de tecnologia, outros árbitros comentaram o assunto. Mas sempre evitando problemas com a Fifa. O colombiano Oscar Ruiz lembrou que há 12 anos anulou um gol depois de ter visto o replay em um aparelho de televisão, o que gerou polêmica em seu país.


- Muitos esportes já tentaram usar a televisão para ajudar e desistiram. Às vezes, até mesmo após o replay vocês (jornalistas) não se entendem. Cada canal diz uma coisa O árbitro é humano, pode errar. Só temos essas duas câmeras (apontando para os olhos). A segurança do árbitro é a sua capacidade - afirmou.


Fontess: G1/Thiago Dias -TV Globo

Jogadores italianos são recebidos com vaias e protestos em Roma

Em sua chegada a Roma, Pepe afirmou que os jogadores compartilham um sentimento de grande "amargura"

Os jogadores da seleção italiana foram recebidos com vaias e gritos de "vergonha" por um pequeno grupo de torcedores, na chegada ao aeroporto internacional de Roma, após a eliminação na primeira fase da Copa do Mundo da África do Sul.

A passagem dos jogadores e comissão técnica pelo saguão do aeroporto foi transmitida ao vivo por canais de televisão italianos.

Cannavaro chega escoltado por policial/Giampiero Sposito /Reuters


Em silêncio, com semblantes sérios e tensos, os jogadores deixaram o terminal protegidos por um cordão policial, com exceção dos atletas que seguiram viagem até Milão, que permaneceram no aeroporto.

Entre os que concluíram sua viagem em Roma, estava o capitão Fabio Cannavaro, que foi um dos principais alvos das críticas dos torcedores, que gritavam "vá para Abu Dhabi", em referência ao contrato assinado pelo jogador com o Al Ahli para as duas próximas temporadas.

Um dos poucos que falou com a imprensa, o meia-atacante Simone Pepe criticou a capa do jornal "il Giornale", de propriedade da família de Silvio Berlusconi (presidente do Milan e primeiro-ministro da Itália), que estampou 11 caixões azuis em um campo de futebol, após a derrota italiana para a Eslováquia por 3 a 2.

"Quem aqui escreve para 'il Giornale'? Não há ninguém. Por terem colocado esses caixões na capa, parece que são coveiros", afirmou Pepe, dizendo que o jornal "se excedeu" nas críticas.

Em sua chegada a Roma, Pepe afirmou que os jogadores compartilham um sentimento de grande "amargura", e disse que a campanha italiana na Copa foi uma "tragédia esportiva".

O atacante Fabio Quagliarella, um dos destaques do jogo contra a Eslováquia, disse que preferia ver a Itália classificada e ter oportunidade de jogar.

"Todos temos culpa, pedimos perdão, e esperamos que no futuro a Itália esteja mais forte", declarou Quagliarella.


Fontes: FOLHA- Agências

Dunga corta privilégios da TV Globo

Será que esta briga terá repercussões em campo?

O técnico da seleção brasileira Dunga/Paulo Whitaker/Reuters

A briga entre Dunga e a Rede Globo, escancarada pela emissora na noite de anteontem no programa "Fantástico", é mais um capítulo de uma disputa inédita por mais acesso à seleção brasileira.

Ao longo dos últimos dois anos, o treinador encerrou décadas de privilégios da TV e partiu para o confronto.

Nesse caminho, acumulou palavrões contra profissionais da emissora, pediu a cabeça de desafetos no canal e se colocou no papel de censor e crítico de reportagens.

Os primeiros pedidos da emissora negados por Dunga datam de maio de 2008, quando o Brasil fez um amistoso com a Venezuela em Boston. Na ocasião, o técnico vetou a participação de Diego e Robinho em programa.

O choque ganhou força na Olimpíada de Pequim, quando o treinador passou a acreditar que jornalistas que faziam a cobertura da sua equipe, especialmente alguns da Globo, torciam contra o Brasil e queriam sua demissão.

Ao ganhar a medalha de bronze do torneio, virou-se para a tribuna onde estavam repórteres de vários veículos e fez xingamentos parecidos com os do último domingo --contra o jornalista da Globo Alex Escobar, no Soccer City, durante a entrevista da Fifa, após a vitória de 3 a 1 sobre a Costa do Marfim.

Dunga resistiu ao fracasso olímpico, passou a acumular bons resultados e ganhou força para perseguir seus desafetos, inclusive na Globo.

O ápice da disputa aconteceu quando pediu a demissão de Mário Jorge Guimarães, um dos principais profissionais da emissora até então na cobertura da seleção.

Guimarães acabou deixando suas funções na Globo e assumiu um cargo executivo no Sportv, canal esportivo por assinatura da empresa.

No ano passado, no próprio Sportv, Dunga atacou sem rodeios a cobertura que a emissora fazia sobre o time.

Criticou reportagem do jornalista Mauro Naves, outro que esteve em Pequim, em que o profissional descrevia um treino da equipe como "leve" --Dunga detesta quando alguém fala que seu time não treinou pesado.

Falcão, um dos principais comentaristas da emissora, é outro profissional da Globo na lista negra do técnico.

Em maio, no dia em que anunciou os 23 jogadores que iriam ao Mundial, Dunga fez rara deferência à emissora e concedeu entrevista ao vivo no "Jornal Nacional", dando sinais de uma trégua.

Na Copa, porém, a relação se deteriorou rapidamente depois que Robinho, em dia de folga, falou com a TV em um shopping --foi obrigado a pedir desculpa ao elenco.

O ataque de anteontem foi a gota d'água, motivando a resposta da Globo, que deve azedar ainda mais uma relação que já foi umbilical.

Comentário:

Parece que Dunga deseja uma cobertura engajada e nada independente. Ditadores também pensam assim.

Fonte: FOLHA - EDUARDO ARRUDA/MARTÍN FERNANDEZ/PAULO COBOS/SÉRGIO RANGEL

Ministra do esporte da França diz que crise na seleção 'é um desastre moral'

A pedidos do presidente Nicolas Sarkozy, Roselyne Bachelot se reuniu com jogadores da França e falou sobre comprometimento e reputação

A ministra de saúde e esporte da França usou palavras fortes para qualificar a crise pela qual atravessa a seleção francesa de futebol nesta Copa do Mundo. Roselyne Bachelot convocou uma entrevista para comentar o caso que ela classificou como 'um desastre moral'.

- O futebol francês enfrenta um desastre, não porque perdemos um jogo. Mas porque esse desastre é um desastre moral. O governo francês não intervem no esporte, salvo em casos em que a reputação do país inteiro está em jogo. Como é caso hoje – declarou a ministra, pausadamente.]

Roselyne Bachelot, ministra de esportes da França (Foto: João Paulo Garschagen/Globoesporte.com)

Além da sua avaliação sobre a crise, que teve como pivô o atacante Anelka, cortado da seleção francesa no último sábado, a ministra revelou o que disse em reunião fechada com os jogadores nesta segunda-feira.

- Olhei nos olhos de cada um deles e disse: 'está nas mãos de vocês que os nossos filhos continuem a vê-los como heróis. Para alguns ou muitos de vocês este será, provavelmente, o último jogo em uma Copa do Mundo. Um jogo de Copa do Mundo todos sonharam quando eram crianças'.



Roselyne Bachelot esteve presente em um dostreinos dos Bleus (Foto: agência Reuters)

Segundo a ministra, alguns jogadores choraram durante sua fala. Roselyne Bachelot continuou a relatar o que aconteceu na reunião e disse ter usado o exemplo vivido por Raphael Ibanez, capitão da seleção de rúgbi da França, antes de uma partida que os franceses consideravam impossível de vencer.

- Era um jogo que não tinha como ganhar. Mas ele foi ao vestiário e escreveu só uma frase: 'como vocês querem ser lembrados no futuro?' E hoje eu usei a mesma frase aos jogadores na reunião. Como é que vocês querem que sejam lembrados? Que imagem vocês querem deixar? - contou a ministra.

Em seguida a ministra prometeu uma série de medidas que pretende implementar no esporte francês. Bachelot irá se encontrar com Laurent Blanc, futuro técnico dos Bleus, anunciou uma auditoria para investigar tudo que aconteceu na Copa da África do Sul, disse que haverá mudanças na governança do esporte olímpico e, por fim, anunciou a criação de uma cartilha de compromissos éticos dos atletas.

- E que cada jogador assine esse compromisso, o que é algo que não aconteceu nesta Copa do Mundo. Quem não se comprometer com esta carta, é simples: não participará e não será selecionado – prometeu a ministra, que em seguida encerrou a coletiva lembrando a partida desta terça-feira, entre França e África do Sul.

- Nas próximas 24 horas, nada disso mais importa. É a hora dos jogadores.

Franceses em treino: reputação do país nas mãos dos jogadores (Foto: Getty Images)




Fonte: G1 / João Paulo Garschagen

Brasil passa fácil pela Costa do Marfim e se classifica antecipadamente

Com boa atuação, seleção derrota marfinenses por 3 a 1 e garante vaga para as oitavas de final da Copa.


O Brasil passou fácil pela Costa do Marfim e venceu o rival por 3 a 1, neste domingo, no estádio Soccer City, em Johannesburgo, conseguindo assim antecipadamente sua classificação para a segunda fase da Copa do Mundo.

Somente Brasil e Holanda já conseguiram a vaga para as oitavas de final após a disputa do segundo jogo. A Argentina, mesmo vencendo seus dois jogos, ainda não garantiu vaga.

O Brasil lidera o Grupo G com seis pontos, contra um de Costa do Marfim e Portugal --a Coreia do Norte ainda não pontuou. Nesta segunda-feira, portugueses e norte-coreanos jogam às 8h30 de Brasília.

Na última rodada, no dia 25, às 11h (horário de Brasília), o Brasil duela contra Portugal, em Durban. No mesmo horário, Costa do Marfim e Coreia do Norte jogam em Nelspruit.

A vitória brasileira ainda teve direito ao fim do jejum de gols do atacante Luis Fabiano, autor dos dois primeiros gols. O camisa 9 não balançava as redes do time há seis jogos --a última vez havia sido em setembro do ano passado, contra a Argentina, nas eliminatórias.

O segundo gol, por sinal, foi irregular, mas foi um golaço após o jogador dizer que foi uma "mão involuntária. Na segunda etapa, em lance que chapelou dois defensores, o atacante do Sevilla teve auxílio do braço para dominar a bola no lance.

No fim do jogo, o time africano passou a bater demais e irritar os jogadores brasileiros. Kaká se irritou e acabou sendo expulso por levar dois cartões amarelos. No último deles, deixou o cotovelo sobre o peito de um jogador africano.

Kaká não joga a próxima partida do Brasil, contra Portugal. Já Elano, que saiu contundido, é dúvida.

O jogo


Luis Fabiano domina com o braço/Paulo Whitaker/Reuters

O Brasil deu seu cartão de visitas e mostrou que seria senhor do jogo antes mesmo de completado o primeiro minuto de jogo. Em uma roubada de bola em velocidade, ponto forte do time, Robinho, Kaká e Luis Fabiano partiram contra dois defensores rivais, mas o primeiro optou por chutar de longe ao invés do passe e a bola foi por cima.

O time de Dunga atacava principalmente pelo lado direito e a parte central do campo. Michel Bastos, que chegou a ser criticado por avançar muito nos últimos jogos, foi pouco acionado pelo setor esquerdo.

A Costa do Marfim procurava chegar com bolas alçadas na área para Drogba tentar superara zaga. Poucos sustos.

Com maior posse de bola, o Brasil conseguiu encaixar boa troca de passes para abrir o placar. Aos 25min, Robinho e Kaká tabelaram e a bola chegou na área para Luis Fabiano fuzilar forte, sem chances para o goleiro:1 a 0. Depois disso, o time só administrou até o intervalo.

Elano sai machucado, vítima da violência africana/Ivan Sekretarev/AP

Logo no início da segunda etapa, o Brasil ampliou com um gol tão lindo quanto irregular. Aos 5min, Luis Fabiano chapelou dois zagueiros para chutar de perna esquerda e fazer mais um. Mas o camisa 9 brasileiro usou o braço no domínio de bola.

O terceiro saiu aos 17min. Kaká fez boa jogada pela esquerda e Elano apareceu na área para completar o terceiro.

O time africano batia demais, mas ainda assim conseguiu descontar aos 34min, com Drogba, de cabeça, sozinho, após vacilo da zaga brasileira.

Veja também:



Vídeos Relacionados




Fonte: FOLHA - TV Globo

Com outra atuação sofrível, Itália decepciona contra a Nova Zelândia

Azzurra sai atrás, pressiona por 83 minutos, mas fica no 1 a 1 em Nelspruit. Vitória contra Eslováquia, porém, garante vaga nas oitavas de final

A faixa preta no braço direito dos jogadores da Itália era um sinal da luto pela morte de Roberto Rosato, campeão da Eurocopa de 68 pelo país, neste domingo. Mas bem que poderia representar também um protesto pelo futebol sofrível apresentado pela atual campeã no Mundial da África do Sul. Como no decepcionante empate por 1 a 1 com a fraca Nova Zelândia, em Nelspriut, pela segunda rodada do Grupo F.

Jogado no gramado, Zambrotta representa a péssima atuação da Itália em Nelspruit (Foto: Getty Images)

Prejudicado pela arbitragem, a Azzurra saiu atrás no placar com gol em impedimento de Smeltz, logo aos sete minutos. Entretanto, não fez nos 83 minutos seguintes nada que justificasse algo além da igualdade conquistada através de pênalti duvidoso convertido por Iaquinta, ainda na primeira etapa.

Com o resultado, os italianos seguem vivos na Copa do Mundo, têm dois pontos e dividem a vice-liderança da chave, liderada pelo Paraguai - que tem quatro -, com os próprios neozelandeses, donos de campanha idêntica (dois jogos, dois empates, dois gols pró e dois gols contra).

A decisão das vagas nas oitavas de final ficou para a última rodada, quando a Azzurra encara a Eslováquia, quinta-feira, às 11h (de Brasília), em Joanesburgo, precisando vencer para seguir adiante. Na mesma situação, a Nova Zelândia encara o Paraguai, em Polokwane, no mesmo dia e horário.

Não era Rugby, como gostam os neozelandeses, mas também não era o futebol que a Itália está acostumada a jogar. Com muitas faltas e passes sem direção, a partida parecia uma mistura de judô com jogo dos sete erros. Melhor para a Nova Zelândia, que teve oportunidade de usar a única jogada em que costuma levar perigo: a bola parada.

Aos três, em cruzamento pela direita, a defesa italiana foi eficiente e afastou o perigo. Quatro minutos depois, a zebra galopou no estádio listrado de preto e branco de Nelspruit. Elliot cobrou falta pela esquerda, Reid desviou de cabeça no meio do caminho e contou com um atrapalhado Cannavaro para encontrar Smeltz, no segundo pau. O atacante estava em impedimento, mas, como o árbitro não marcou, não tinha nada com isso e cutucou por baixo de Marchetti para abrir o placar.

Foram apenas oito minutos de um esporte “diferente” do futebol. O suficiente para a Nova Zelândia largar na frente, se mandar toda para o campo defensivo e aturar a pressão italiana. Logo aos nove, Montolivo levantou a bola na área, ninguém desviou, e Paston afastou no susto. Participativo pela direita, Pepe tentava levar a Itália para o ataque na base da correria. Nada que desse muito certo diante do nervosismo de seus companheiros.

A primeira boa chance surgiu aos 16. Insistindo no chuveirinho, a Azzurra encontrou Chiellini com liberdade na pequena área. O zagueiro, por sua vez, sem o menor cacoete de atacante, chutou torto. A esta altura, a posse de bola dos europeus já superava os 65%. No entanto, um número neozelandês impressionava ainda mais: eram oito defensores dentro da área bloqueando as ações adversárias.

Vincenzo Iaquinta desloca o goleiro Paston e empata a partida para a Itália (Foto: Reuters)

Mais ofensivo do que de costume, Zambrotta confiou na jabulani e assustou em chute de longe aos 21. Era um bom caminho. Montolivo fez uso da mesma arma cinco minutos depois e acertou a trave. De tanto pressionar, a Itália se aproximava do gol e ganhou uma chance de ouro de presente aos 28.

Criscito fez o cruzamento sem direção, mas Smith, em lance polêmico, puxou a camisa de Rossi no meio da área. Pênalti duvidoso. Iaquinta, que também não tem nada com isso, cumpriu sua obrigação, deslocou o goleiro e empatou.

O gol tranquilizou os italianos, mas não alterou em nada a postura da Nova Zelândia, que se manteve estática na defesa. Sem criatividade, a Azzurra seguia com apenas duas opções: bolas aéreas e chutes de longe. E foi justamente de fora da área que De Rossi quase conseguiu a virada, aos 45. Paston fez boa defesa e garantiu um improvável empate nos 45 minutos iniciais.

Muita pressão, pouca qualidade e nada de gol

Na volta para o segundo tempo, Marcello Lippi fez uso de sua arma nada secreta: o artilheiro do Campeonato Italiano, Di Natale. O atacante da Udinese entrou na vaga de um apagado Gilardino, e com apenas cinco minutos em campo fez mais do que o companheiro tem toda a etapa inicial ao emendar de primeira para boa defesa de Paston.

Outra alteração na Azzurra foi a entrada de Camoranesi na vaga do corredor Pepe. O jogador do Juventus até melhorou a qualidade do passe no meio, mas a Azzurra encontrava muita dificuldade para penetrar a defesa adversária. Se os neozelandeses não dançavam o Haka, dança típica ensaiada para afugentar os inimigos, ao menos se portavam como tal, quase sempre com dez jogadores atrás da linha da bola.

Aos 15, De Rossi em passe longo encontrou espaços para Iaquinta, que fez o pivô e chutou para fora. Como de costume, ataques da Nova Zelândia eram raros e o time da Oceania praticamente esgotou sua cota de finalizações aos 17, quando Vicelich chutou com perigo da entrada da área.

Montolivo lamenta mais uma oportunidade desperdiçada no segundo tempo (Foto: Getty Images)

E a avalanche italiana continuava sem dar resultado. Sem criatividade, a opção era apelar para chutes de fora da área. Montolivo e Di Natale arriscaram aos 24 e 34, respectivamente. Não foram felizes.

Quem mais se aproximou do sucesso nos arremates, por incrível que pareça, foi a Nova Zelândia. Após chutão da zaga, aos 37, Wood ganhou de Cannavaro no alto, invadiu a área e chutou cruzado rente a trave. Foi a terceira e última conclusão dos “All Whites” na partida. O suficiente para garantir um ponto histórico contra uma desorganizada e nada assustadora campeã do mundo.



Vídeos Relacionados




Fontes: G1- Globo Esporte - TV Globo

LinkWithin

Related Posts with Thumbnails